quinta-feira, 25 de março de 2010

Mais provas da colaboração entre ETA e FARC com Chávez no meio

Conforme eu havia prometido, segue a segunda parte de informações sobre os nexos do ETA com as FARC e a Venezuela. Como o assunto é muito rico em detalhes, preferi traduzir toda a matéria publicada pelo site “Urgente24” da Argentina, para que não se perca nada. Ainda nesta edição há outro vídeo inédito, onde um desmobilizado das FARC conta sobre a experiência vivida em treinamentos com membros do ETA. Recordo que no ataque ao Clube El Nogal, em 2002, a técnica utilizada para provocar a explosão foi através de um celular, técnica que os guerrilheiros aprenderam com seus comparsas do ETA.

E amanhã haverá outra edição, desta vez para falar sobre o circo macabro da libertação dos militares Pablo Emilio Moncayo e Josué Daniel Calvo, prometida desde abril do ano passado e que arrastou-se até depois das eleições parlamentares, provando que não há qualquer boa vontade ou “interesse humanitário” mas um escambo vil, miserável e criminoso. A libertação finalmente está anunciada para ocorrer sábado e domingo próximos mas só amanhã comento este fato. Por hoje fiquem com estas revelações. Fiquem com Deus e até a próxima!

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Mais provas da colaboração entre ETA e FARC com Chávez no meio

Agosto de 2007, San Cristóbal (Venezuela), cenário de uma das feiras taurinas mais importantes do mundo. O condutor venezuelano contratado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) estacionou sua furgoneta no aeroporto de Santo Domingo e recolheu os viajantes. A ordem era transferi-los à fazenda La Veremos, na região de El Amparo e Guasdualito, uma zona controlada desde há anos pelos terroristas colombianos.

“Levavam bagagem e durante a viagem fizeram camadas de vários celulares. Falavam em espanhol, francês e uma língua desconhecida (basco). Paramos para comprar água, tabaco e repelente para insetos. Após várias horas de viagem chegamos à fazenda onde lhes esperavam um grupo de guerrilheiros das FARC com um responsável chamado Pizarro. Descarregaram os volumes, entre eles um computador portátil, e me disseram que voltasse para apanhá-los cinco ou seis dias depois”, lembra agora o motorista, ao qual se identifica com o nome em código de “Patxo”, em suas declarações a dois policiais espanhóis em Bogotá (Colômbia) no passado mês de outubro.

O comandante das FARC, Nicolás Pizarro, recebeu os dois membros do ETA deslocados à Venezuela para dar um curso sobre armas e explosivos. A relação entre o ETA e as FARC é antiga. Iniciou-se em 1993, porém desde que Hugo Chávez governa a Venezuela se intensificou nesse país. “Camilo”, nome em código de um ex-terrorista das FARC, presenciou a chegada à fazenda La Veremos dos dois membros do ETA. “Os alunos éramos 13 milicianos das FARC e 7 do FBL (Frente Bolivariana de Libertação, da Venezuela). O curso durou 20 dias e estiveram presentes quatro comandantes de maior formação que o resto. Pizarro nos reuniu e apresentou aos instrutores como membros do ETA. Eles eram os encarregados de dar aulas sobre técnicas avançadas no manejo de explosivos”.

“Pizarro os apresentou como ‘camaradas que vêm de longe e experts em novos sistemas’ nos quais havia que atualizar-se. Disse que sua vinda era fruto do intercâmbio derivado de uma luta compartilhada e explicou o problema da constante opressão no qual vivia o povo basco. Eles se identificaram como integrantes do ETA... e disseram que a luta armada era a base de sua atividade”. Camilo e os outros terroristas das FARC observaram seus novos instrutores. O etarra que se fazia chamar Martín Capa aparentava uns 43 anos, vestia moletom, era forte e alto, de tez clara e cabelo castanho curto. De seu acompanhante, Iñaki Dominguez Achalanbadaso, de uns 30 anos, lembra sua magreza, nariz grande e argolas nas orelhas.

Os etarras dormiram na casa da fazeda e o curso iniciou-se na manhã seguinte. “Começava-se o dia fazendo ginástica , depois se realizavam as tarefas próprias e habitualmente na primeira hora da tarde, até às quatro, era quando tínhamos duas horas de aula com instrução Teórica e prática com os professores do ETA. Nos treinaram no manejo do explosivo C-4 que tem um efeito destrutivo superior que a dinamite, usando menores cargas, sendo relativamente fácil de obter por ser muito usada nas perfurações petrolíferas da Venezuela. O uso do C-4 melhoraria o transporte, distribuição e manipulação dos explosivos devido à necessidade de dispor de um menor volume para se assegurar o mesmo resultado”.

Os instrutores etarras ensinaram aos militantes das FARC a utilizar telefones celulares como sistema para iniciar explosões. Camilo lembra assim: “O que se encarregou de dar estas lições foi o membro mais jovem do ETA. Ele realizou uma prova usando cinco gramas de C-4 com um pouco de pólvora negra em cima, para que os efeitos fossem mais visíveis. Após fazer a chamada, produziu-se uma pequena explosão com bastante fumaça preta. Os telefones usados deviam ser de tecnologia BSM e não analógicos”.

A testemunha assegura que o etarra que dizia chamar-se Martín Capa “demonstrou grande domínio na utilização de explosivos... conhecia perfeitamente a Venezuela, sua geografia e a política interna inclusive pessoas do Governo do presidente Chávez, de quem se mostrava fervoroso partidário, além de nomes de partidos políticos na oposição e demais associações. Os dois diziam que as relações ETA-FARC se incrementariam no futuro com mais seminários formativos. Que o ETA ia estar pendente das necessidades das FARC e que a intenção era globalizar a luta”. Queriam assassinar o ex-presidente Andrés Pastrana e outros altos cargos em Madri.

Uma semana mais tarde o chofer venezuelano voltou à fazenda La Veremos com sua furgoneta. No caminho encontrou-se com um pelotão de guerrilheiros e os dois viajantes de San Cristóbal: “Disseram-me que tinha que levá-los até a localidade venezuelana de Coro, no estado Falcón. Disse-lhes que a viagem podia durar umas nove horas. Comentaram que tinha que ir rápido porque iam ver alguém que chamavam “La Negra” (Remedios García Albert, delegada das FARC na Europa)”, lembra agora o motorista.

Pararam para reabastecer e chegaram a Coro por volta das cinco e meia da tarde. Pouco antes um dos etarras recebeu uma chamada de um tal “Fontán” que lhe indicou que deveriam dirigir-se a um posto de gasolina onde estariam lhes esperando. “Lá havia um grupo de pessoas com dois carros. Os dois visitantes desceram do veículo e saudaram efusivamente Arturo Cubillas Fontán (ligação do ETA na Venezuela), La Negra e um homem que respondia pelo nome de Gualdrón”. Também aguardava “um homem com vestimenta de civil, porém que levava um colete com o escudo da DIM (Direção de Inteligência Militar venezuelana) e um grupo de pessoas armadas que, a julgar por suas conversações, pareciam militares venezuelanos que prestavam escolta e segurança ao resto do grupo”.

O chofer observou que Gualdrón entregou a La Negra, La Médica, uns passaportes venezuelanos e esta os entregou aos dois instrutores do ETA, que por sua vez devolveram os documentos que haviam usado para entrar na Venezuela. Fizeram várias chamadas telefônicas nas quais falaram de apressar-se porque deviam “sair por lancha ou zarpar”.

A ligação etarra na Venezuela, Arturo Cubillas Fontán, de 46 anos, chefe de segurança do Instituto Nacional de Terras, inscrito no Ministérios da Agricultura do governo de Chávez, subiu numa Toyota com vidros escuros, junto aos dois etarras, La Negra e “o homem que usava o colete da DIM”. Em outra Toyota subiram os prováveis militares que faziam a escolta. A caravana viahou para a localidade venezuelana de Punto Fijo.

Os instrutores etarras acompanhado por Cubillas viajaram até Maracaibo. “Iam dar outro curso similar (de explosivos) no Bloco Caribe das FARC”, assegura Camilo em seu testemunho aos policiais espanhóis. Cubillas reside na Venezuela desde 1989, quando foi deportado da Argélia e é cidadão venezuelano por ter fixado residência nesse país. Está casado com a jornalista venezuelana Goizeder Odrizola, hoje diretora de informação do Vice-presidente da República, Elías Jaua Milano, um dos políticos mais próximos de Chávez.

Em janeiro de 2008, no acampamento das FARC do comandante Iván Márquez, levantado na localidade venezuelana de Zulia, apareceu um novo instrutor d ETA que se fazia chamar “Schumacher” e que participou da escola militar Efraín Guzmán.

“Rubén”, ex-membro das FARC o descreveu assim aos policiais espanhóis: “Schumacher tinha uns 27 anos, 1.90 de altura, compleição magra, cabelo negro curto, olhos castanhos fundos, nariz grande e bastante peludo... Permaneceu lá uns 15 dias. No mês de ir embora voltou de novo com outro espanhol que respondia pelo nome de Carlos”. Este último era um tipo de uns 60 anos, gordo, cabelo preto, bigode, óculos e nariz aquilino. “Era muito aficionado à leitura e depois soube que havia estado detido na Espanha”, lembra Rubén.

A escola estava montada para dar instrução aos membros das FARC da frente do Bloco Caribe. Rubén era um dos 60 alunos do curso. “Tratamos do manejo de explosivos e todo tipo de artefatos selecionando-se quatro guerrilheiros para receber as aulas. Em novembro de 2008 saí do acampamento com outros guerrilheiros até Maracaibo e vi chegar uma caminhoneta branca, conduzida por um homem, ao qual lhe acompanhavam duas pessoas que iam ficar, e para levar Carlos e Schumacher. Eram outros dois membros do ETA que vinham substituí-los e desenvolver os mesmos trabalhos”, assegura o ex-membro das FARC.

Schumacher, Carlos e outros etarras já haviam atuado cinco anos antes como instrutores das FARC em outros acampamentos venezuelanos deste grupo terrorista, segundo os testemunhos obtidos em Bogotá pela polícia espanhola. A testemunha Rubén lembra de ter sido treinado por eles durante o último trimestre de 2003. “Eram especialistas no uso do explosivo C4, enquanto que a guerrilha trabalha mais com ANFO e R1... Eles também receberam instrução das FARC em técnicas de combate e tiro. Depois vi em um noticiário que um deles havia sido detido na Espanha”.

César, outro ex-membro das FARC, lembra-se deles, também em 2003, no acampamento Ceniza, situado no estado venezuelano Zulia. “No mesmo dia em que eu cheguei eles se foram... Deram aulas de manejo de explosivos... Um dia, por casualidade, encontrei o caderno de notas de um deles e fiquei com ele porque tinha muitas anotações sobre o manejo de explosivos e seus nomes. Acho que ainda o conservo...”.

Três anos depois, em 2006, coincidiu com outros quatro etarras nos acampamentos das FARC Malanga, El Tigre e Las Pavas, todos na Venezuela. Eram, outra vez, Carlos e Schumacher e outros etarras. “Carlos teve que ir embora por causa do seu estado de saúde. Dois deles de uns 28 e 30 anos, me chamaram a atenção porque acabaram muito fracos desmaiando algumas vezes quando davam instrução. Nos ensinaram as vantagens do uso do C4 (explosivo), a pentrita (explosivo) e o RDX. Como fabricar dispositivos iniciadores de mercúrio dentro de uma seringuinha de metal para ser ativada pelo movimento... como e onde pôr as cargas para fazer carro-bomba e colocar bombas-marisco... Recebemos o curso entre 45 e 55 guerrilheiros”. Em maior de 2007, Schumacher voltou ao acampamento.




Comentários e tradução: G. Salgueiro

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ligações entra FARC, ETA, Al-Qaeda e Chávez. E o Brasil?

Nos primeiros dias do mês de março a Espanha, através do juiz Eloy Velasco, da Audiência Nacional, encaminhou ao governo da Venezuela pedido de explicações acerca do membro do bando terrorista ETA, Arturo Cubillas Fontán, que tinha residência nesse país. A notícia explodiu como uma bomba na Venezuela, sobretudo porque nos autos o juiz acusa Cubillas de ser o elo entre o ETA e as FARC, informações obtidas através de correspondências trocadas entre os dois bandos e que constavam dos computadores apreendidos de Raúl Reyes.

Como era de se esperar, a primeira reação de Chávez foi de insolência, prepotência e arrogância ao dizer em reposta a Zapatero que “não tenho nada a explicar a você e exijo que respeite a soberania do povo e do Governo venezuelano”. Ora, não é “falta de respeito” pedir que alguém esclareça acusações tão graves e essa resposta defensiva só o incrimina mais, como de fato demonstrou-se posteriormente. Não tivesse Chávez nada a temer e prontamente procuraria investigar o caso e colaborar, livrando seu país de um elemento indesejado e procurado por crimes de terrorismo.

Ocorre que muitos anos antes desses fatos virem à tona, o Cel Luis Alberto Villamarín Pulido já denunciava em seu livro (inédito no Brasil) “Narcoterrorismo la guerra del nuevo siglo”, Ediciones Nowtilus España, 2005, que havia nexos entre não somente FARC e ETA como também com a Al-Qaeda. No referido livro, o Cel Villmarín cita o que disse o Gen James Hill, do Exército dos Estados Unidos, comandante do Comando Sul em 3 de março de 2004: “O narco-terrorismo é uma força de destruição penetrante que afeta todos os países da região. Existem nexos entre as guerrilhas latino-americanas e as organizações terroristas transnacionais, incluídas o IRA da Irlanda, o Hezbollah, o Hamas, o Islamiya Al Gama’at da Palestina e o ETA da Espanha, cujos contatos operam em lugares tais como a área da tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, e na ilha venezuelana de Margarita. Estes grupos geram centenas de milhões de dólares mediante o tráfico de drogas e armas para financiar ações terroristas em todo o planeta”.

Mais adiante, relata o Cel Villamarín: “As suspeitas dos nexos dos terroristas muçulmanos com seus similares colombianos se incrementaram depois do 11/09, quando o ‘Mono Jojoy’, segundo cabeça das FARC, fez um chamamento público aos guerrilheiros para atacar a Colômbia sem misericórdia, objetivos econômicos dos Estados Unidos, convertidos para as FARC em ‘objetivos militares’”. Thomas Gordon, expert britânico em temas de inteligência e contra-terrorismo de credibilidade internacional, afirmou que “os serviços secretos britânicos têm provas sobre os nexos da Al-Qaeda com as FARC, encontrados em documentos na Arábia Saudita em posse de um militante da Al-Qaeda, mostrando que tiveram contato em maio de 2003. Isto corrobora os nexos da Al-Qaeda com o ETA e o IRA, como pontes das reuniões das FARC com os terroristas muçulmanos”.

“De acordo com os testemunhos dos desertores das FARC, os terroristas foram treinados em técnicas para irromper em residências urbanas, destruição de edificações, preparar e ativar carros-bomba, disparar todo tipo de armas ligeiras e assassinar adversários com faca”. Estas informações foram tomadas do livro acima citado, entre as páginas 100 e 110.

O juiz Eloy Velasco está acusando a Venezuela de ter nexos, ou servir de “ponte” entre as FARC e o ETA, então, o que tem a Al-Qaeda a ver com isso e por que Velasco não citou este bando terrorista no rol dos envolvidos? Acredito que ele ainda vá chegar lá, pois as ligações são muito maiores do que se presume e, inclusive, envolvem o Brasil. No início deste mês, um pouco antes de vir a público as denúncias do juiz espanhol, recebi de um amigo o link para um vídeo em francês que mostrava a expansão do islamismo no Brasil. Nele aparecia uma mesquita com seus membros e entrevistas com os líderes e alguns “convertidos”.

O que se passa, na realidade, é que aquilo é fachada para uma célula terrorista, que pode perfeitamente ter relações com as FARC, com o PCC e o MST. Os “tipos” hoje convertidos em muçulmanos são nitidamente delinqüentes da periferia de São Paulo, que encontraram uma forma de oficializar suas ações sob o manto de uma religião. Curiosamente, depois que estes fatos envolvendo FARC-ETA-Al-Qaeda e Venezuela vieram à tona, o vídeo foi tirado do ar mas vocês podem conferir aqui (para quem entende francês) a advertência feita. Do mesmo modo, neste vídeo inédito, exclusividade do Notalatina, com exposições do Cel Villamarín, expert em terrorismo e contra-terrorismo do Exército da Colômbia (meu mestre e amigo), da líder do Centro Cultural Islâmico da Colômbia, Fanny Ochoa e do Imã da Comunidade Muçulmana na Colômbia, Julián Arturo Zapata, estas alianças são denunciadas claramente, inclusive o imã cita textualmente o Brasil.




Há poucos dias o ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Tarek El Aissami, tentou desmerecer as denúncias da Espanha contra a Venezuela, afirmando que existe “uma campanha permanente de agressão e desprestígio midiático” e que “nos atacam sobre a base de puras mentiras e manipulações midiáticas com as quais querem vincular nosso governo com a ETA e as FARC”. Irado, disse que “essa mentira não pode se sustentar”. Entretanto, “quem” é El Aissami? Que moral tem este sujeito para rotular provas de “campanha midiática mentirosa”? Vejamos um pouco de sua biografia.

O senhor El Aissami é um venezuelano descendente de sírios que antes de ser nomeado ministro do Interior e Justiça ocupava o cargo de Vice-Ministro de Segurança Pública. Seu pai, Carlos Aissami, é o chefe da sessão venezuelana do partido político Baath do Iraque. Antes da invasão do Iraque disse em uma entrevista na imprensa que era um talibã e referiu-se a Bin Laden como “o grande Mujahidin, o Sheik”. Em 2003 El Aissami foi encarregado, junto com outro líder estudantil radical – Hugo Cabezas, hoje governador do estado Trujillo - na Universidade de Los Andes (ULA), em Mérida, da direção da ONIDEX (Escritório Nacional de Identificação e Estrangeiria – nas siglas em espanhol).

Na ocasião houve estranhamento pela nomeação, pois eram conhecidas suas conexões com guerrilheiros na ULA. Nessa ocasião surgiram evidências de que durante este tempo Aissami e Cabezas emitiram passaportes e documentos de identidade venezuelanos a membros do Hezbollah e do Hamas. Como líder estudantil da ULA, Aissami tinha o controle também dos dormitórios, que utilizava para esconder carros roubados, tráfico de drogas e os próprios guerrilheiros. Segundo esses informes, das 1.122 pessoas que habitavam os alojamentos universitários apenas 387 eram estudantes, e mais de 500 não tinham nada a ver com a universidade.

Segundo a jornalista Patricia Poleo, Aissami, junto com outros filiados ao Hezbollah, tais como Gahzl Nasserddi, atualmente Encarregado de Negócios na Embaixada da Venezuela em Damasco, e seu irmão, Ghasan Nasserddi, estão encarregados de recrutar árabes-venezuelanos filiados ao PSUV (Partido de Chávez) para ser enviados ao sul do Líbano para receber treinamento de combate nos campos do Hezbollah. De volta à Venezuela, são recebidos pelos membros radicais do PSUV filiados à UNEFA (universidade das Forças Armadas) e à Universidade Bolivariana da Venezuela, para continuar o treinamento em armamento, explosivos e munições. Os campos de treinamento estão localizados nos estados Monagas, Miranda, Falcón, Yaracuy e Trujillo. Estas pessoas são supervisionadas pela Organização do Hezbollah na Venezuela, junto com os iraquianos da Al-Qaeda que vivem atualmente no país, e pela Frente Democrática da Palestina, encabeçado por Salid Ahmed Rahman que tem escritório no Parque Central de Caracas.

Há ainda um extenso material comprobatório das relações do governo venezuelano com as FARC e o ETA que não pude documentar, porque precisei me afastar de minhas atividades em decorrência de um grave problema na coluna, mas para não ficar muito cansativo, deixo para uma próxima edição que pretendo fazer amanhã.

E há ainda a novela sobre a entrega dos seqüestrados das FARC, anunciados desde abril do ano passado, e que se arrasta miseravelmente como se a vida das pessoas – familiares e cativos – valesse tanto ou quanto um papel higiênico usado. Por hoje, assistam ao vídeo e tentem digerir estas informações que nos afetam diretamente, embora a mídia nacional só esteja preocupada em falar do caso “Arruda” porque é absolutamente inofensivo e não envolve seu patrão. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

sábado, 13 de março de 2010

O caso das vacinas contra a gripe porcina - de novo!

Recebi hoje de manhã um e-mail de um amigo querendo confirmação a respeito de uma nota escrita por mim no ano passado sobre a gripe porcina (H1N1) e, embora não fosse minha intenção voltar a falar neste assunto, pelo menos não no Notalatina, vi-me forçada a fazê-lo considerando que começou a vacinação no Brasil desde o dia 10. Na nota que escrevi em 10 de outubro do ano passado, eu já alertava para o perigo de se tomar a tal vacina e da fraude monstruosa que fora criada para justificar uma vacinação em massa absolutamente desnecessária, e qualificar tal enfermidade como sendo uma “pandemia”.

Baseava-me, naquela ocasião, nos depoimentos de duas pessoas sérias: a monja beneditina catalã, Teresa Forcades, e a jornalista austríaco-irlandesa Jane Bürgermeister. Continuo acreditando na seriedade do trabalho dessas duas senhoras e confiando que ambas falam a verdade. E é por isso que retomo o tema, considerando que o tal “alarme pandêmico” vem sendo desacreditado desde janeiro deste ano pela União Européia, baseada nas denúncias feitas por essas duas estudiosas mas, mesmo assim, o Brasil fez vista grossa e continua, apesar de meses de atraso, a se acumpliciar com esta farsa criminosa.

Em 15 de janeiro de 2010, o informativo argentino “Urgente24” trazia uma matéria intitulada: “Falsa pandemia: a União Européia investigará as farmacêuticas e a OMS por enganar a população”. Segue abaixo o texto traduzido, que prefiro reproduzi-lo na íntegra dada a sua gravidade:

“O Conselho dos Estados membros da Europa porá em marcha uma investigação em fevereiro de 2010 sobre a influência das empresas farmacêuticas na campanha mundial da gripe Porcina, centrando-se especialmente no grau de influência da indústria farmacêutica sobre a OMS (Organização Mundial da Saúde).

A Comissão de Saúde do parlamento da União Européia aprovou por unanimidade uma Resolução instando tal investigação. O passo é um movimento de longo prazo com o objetivo de conseguir transparência pública do ‘Triangulo Dourado’ de corrupção da OMS, da Indústria Farmacêutica e dos cientistas acadêmicos que geraram danos à vida de milhões de pessoas.

O Parlamento Europeu ficará encarregado de investigar a OMS e o porquê do escândalo da ‘pandemia’.

A moção parlamentar foi apresentada pelo Dr. Wolfgang Wodarg (na foto), ex-deputado do SPD no Bundestag (Parlamento alemão) e agora presidente da Comissão de Saúde do Parlamento Europeu.

Wodarg é um doutor em medicina e epidemiologista, especialista em enfermidades pulmonares e em medicina ambiental. Ele considerou que a campanha da OMS contra a ‘pandemia’ da gripe porcina foi ‘um dos maiores escândalos médicos do século’. O texto da resolução, que foi respaldado pelas Nações Unidas e um suficiente número de membros do Conselho do Parlamento Europeu, diz entre outras coisas:

‘A fim de promover seus medicamentos patenteados e suas vacinas contra a gripe, as empresas farmacêuticas fizeram uso de sua influência sobre os cientistas e sobre os organismos oficiais, responsáveis por estabelecer as normas de saúde pública, para alarmar os governos de todo o mundo e fazê-los gastar mal os recursos sanitários em ineficientes estratégias de vacinação e expor desnecessariamente milhões de pessoas saudáveis ao risco de uma desconhecida quantidade de efeitos secundários das vacinas que foram insuficientemente provadas. A campanha da gripe aviária (2005-2006), combinada com a campanha da ‘gripe porcina’, parece ter carregado um alto nível de danos não só em alguns pacientes vacinados e aos orçamentos públicos sanitários, mas também à credibilidade e à prestação de contas de importantes organismos internacionais da saúde’.

A investigação parlamentar examinará a questão da ‘falsa pandemia’ porque foi declarada pela OMS em junho de 2009 assessorada por seu grupo de experts acadêmicos, SAGE, muitos dos quais provou-se que têm fortes vínculos financeiros com os próprios gigantes farmacêuticos como Glaxo, SmithKline, Roche, Novartis, que se beneficiaram com a produção de fármacos e das não testadas vacinas contra a gripe H1N1. Também se investigará a influência da indústria farmacêutica na criação de uma campanha mundial contra as denominadas gripes aviária e H5N1 da gripe porcina H1N1. Será dado um caráter de urgência e prioridade à investigação na assembléia geral do Parlamento.

Wodarg diz que o papel da OMS e sua declaração de emergência pandêmica em junho de 2009, devem ser o primeiro objetivo da investigação do Parlamento Europeu. Os critérios da OMS para a declaração de uma pandemia foram modificados pela primeira vez em abril de 2009, requeridos simultaneamente com a notificação dos primeiros casos de gripe porcina no México, sem sinalizar para o risco real de uma enfermidade, senão que modificou-se o número de casos para a declaração de uma pandemia. Ao classificar a gripe porcina como uma pandemia, os países viram-se obrigados à aplicação de planos de pandemia e à compra de vacinas contra a enfermidade, mesmo quando ainda não era necessário.

Como a OMS não se acha submetida a controle parlamentar algum, Wodarg argumenta que é necessário que os governos exijam uma prestação de contas. A investigação examinará também o papel dos organismos públicos alemães encarregados de emitir diretrizes sobre a pandemia: o Paul-Ehrlich e o Instituo Robert-Koch”.

Bem, como vocês puderam atestar, trata-se da mais aberrante empulhação criminosa, o que está custando vidas com lesões neurológicas permanentes, além de óbitos desnecessários pois, como diz na própria resolução, vacinou-se pessoas saudáveis para fazê-las adoecer.

Mas NADA disto foi noticiado no Brasil pelos jornalões e muito menos pelo Ministério da Saúde, que estabeleceu uma tabela de vacinação e já começou esta prática criminosa. Deus permita que não tenham inoculado o vírus letal em muitas pessoas. Eu tenho esta informação desde janeiro deste ano mas, conforme disse acima, como este não é o tema abordado pelo Notalatina li com preocupação e arquivei; por isso agradeço ao amigo que me “cutucou” sobre o assunto, pois senão nem eu mesma ia lembrar. Como agora o insensato e comunista governo brasileiro resolveu dar sua contribuição à patifaria criminosa, não posso me calar, sob pena de estar cometendo crime por omissão. Espero que vocês, leitores deste blog, divulguem a quantas pessoas puderem alertando-as a não se submeterem a este crime de lesa-humanidade como cordeiros que seguem calados ao abatedouro sem berrar. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e tradução: G. Salgueiro

sexta-feira, 12 de março de 2010

Militar argentino é punido por ter filhos religiosos

Quero mais uma vez agradecer as mensagens de felicitações que continuo recebendo pela carta do presidente Uribe, bem como das doações que estão sendo feitas – ambas importantíssimas -, porque traduzem o respeito pela seriedade e fidedignidade do meu trabalho. A todos, muito obrigada!

Eu havia prometido voltar a falar das FARC mas não posso mais adiar o que vem ocorrendo com os militares da Argentina que, mais uma vez, chamo a atenção dos brasileiros, pois como tenho sempre dito e repetido, o que se passa lá é o que querem implantar aqui no Brasil e já dei várias mostras de que isto nem é teoria da conspiração nem “ilusão idiota” de minha parte: está determinado pelo Foro de São Paulo e é um projeto bem antigo.

No artigo que escrevi em fevereiro, “O general Santa Rosa e a Argentina”, eu mais ou menos esbocei o que estava acontecendo com os militares vizinhos. Hoje, trago mais provas. Como já expliquei em artigos anteriores, a ministra da Defesa da Argentina, a montonera Nilda Garré, e o casal presidencial Kirchner, por razões óbvias odeiam as Forças Armadas e têm avançado muito em sua destruição. Para se ter uma idéia sucinta da perseguição que os terroristas no poder têm aos militares, desde fins do ano passado estão “segurando” as promoções daqueles que possuem sobrenomes dos antigos heróis, que eles chamam de “torturadores”, além de passar compulsoriamente para a reserva os parentes desses antigos soldados.

É sabido, também, que como comunistas eles odeiam tudo que lembre o cristianismo. Pois bem. Na semana passada aconteceu um fato tão miserável desta perseguição que motivou minha mudança de tema, e quero deixar aqui registrada minha mais absoluta indignação e repúdio, embora, para fins práticos, isto não tenha qualquer efeito.

O motivo da minha indignação vai abaixo, traduzido. Vejam quanto brio, quanta fidelidade às suas convicções! Senhores militares, quando os senhores vão se dar conta de que isto que está acontecendo na Argentina é o que desejam os terroristas que hoje governam o Brasil? Se dona Dilma vencer as eleições, coisa que não duvido, a situação vai piorar ainda mais, pois as ameaças que sofre hoje o Coronel Ustra e outros velhos soldados, vão passar de “ameaças” para se tornar real. Quando vão levantar a cabeça e se impor como homens honrados e militares dignos? Mirem-se no exemplo da Argentina, porque o que vem ruim, também traz um exemplo bom e belo.

Antes de passar para a denúncia quero deixar claro que não pertenço a nenhuma ONG, agremiação, partido político ou grupo, social ou empresarial. Não assino petições nacionais ou participo com apoio a qualquer manifestação que façam em nome disso ou daquilo, mesmo que seja para defender princípios e valores que também são os meus. Esclareço que sou articulista apenas do Mídia Sem Máscara, Jornal Inconfidência e do site La Historia Paralela, da Argentina, sendo agraciada com publicações no site do meu amigo e irmão Heitor De Paola, uma vez que ele é o único articulista do seu site. Sinto-me muito honrada e agradecida quando alguns blogs ou sites publicam meus escritos, mas isto se dá por deferência e gentileza de quem o faz, não porque eu tenha solicitado.

Faço estes esclarecimentos porque vi recentemente, no site de uma possível ONG, meu nome como “apoiando” aquela iniciativa, mas sequer sabia da existência do site ou fui consultada a respeito. Aliás, não comungo de idéias nacionalistas, tampouco apóio grupos de “vítimas da tortura no Brasil”, que constam do referido site como “apoiadores”, pois essas tais “vítimas” são os mesmos comuno-terroristas de ontem que hoje posam de santos e sangra nossos bolsos com indenizações fraudulentas e milionárias. Depois das desastrosas experiências em ONGs, das quais nunca necessitei de cargos para fazer meu trabalho, não quero ter qualquer vínculo com coisa alguma que me dê um rótulo, pois o único que ostento com orgulho é o de CRISTÃ, e só tenho um patrão que é Deus, a quem sirvo humildemente.

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Contra-Almirante discriminado por ser católico, pediu passagem para a reserva

Diário Pregón de La Plata

“O Contra-Almirante Raúl F. Viñas foi promovido recentemente. À cerimônia de sua promoção e entrega do sabre assistiram seu filho e sua filha: um sacerdote e uma monja. Viñas ia ser designado para a direção da Escola Naval.

Estando presente ao ato Cristina de Kirchner, e observando a presença de seus filhos, tomou nota que quem se tratava e ordenou uma mudança de seu destino “por ser fundamentalista”, quer dizer, por mostrar seu catolicismo refletido em seus filhos católicos de vida consagrada. Efetivamente, trata-se de um caso de discriminação que o INADI (Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo) jamais investigará porque se trata de “católicos”, e portanto desmerecedores de trato digno.

Ao que parece, o Contra-Almirante Viñas não é “apto” para ser diretor da Escola Naval Militar, porém sim para ser Diretor da Escola de Guerra Naval, cargo que ocupou durante o ano de 2009 (quando até então não se conhecia esse “deslize” de sua família. G.S.).

Pelo modo como se produziu a mudança de destino, o Contra-Almirante pediu sua aposentadoria, por haver sido deslocado da proposta de Diretor da Escola Naval pela ministra da Defesa, Nilda Garré, por causa de sua “profunda e inconveniente formação católica”.

Antes de tomar a decisão final, consultaram seu chefe direto, o Almirante Martínez, que baixou o polegar casualmente por sua condição de católico praticante e de ser “muito apegado ao regulamento”.

Do mesmo modo, transcendeu, na quinta presidencial de Olivos que, quando a presidenta ingressa, os Granaderos que custodiam o prédio, devem ocultar-se a fim de que ela não os veja, dada sua repulsa e ódio aos militares”.

Bem, com esta nota repugnante encerro a edição de hoje do Notalatina, esperando que isto lhes sirva de reflexão, pois sei que, pelo menos quanto à punição por ser “muito apegado ao regulamento”, o Brasil já se adaptou há tempo. Domingo haverá eleições parlamentares na Colômbia e estarei alerta a qualquer alteração ou atentado que as FARC queiram fazer, pois as ameaças já começaram. Fiquem com Deus e até a próxima!

Tradução e comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 10 de março de 2010

Biblioteca Manuel Marulanda e carta de Cano parabenizando a iniciativa

Antes de começar a discorrer sobre o tema de hoje, quero agradecer, de coração, as inúmeras mensagens de felicitações que recebi, tanto aqui no blog como no Mídia Sem Máscara, no Facebook e em particular. Muito obrigada a todos pelo apoio!

O assunto de hoje, conforme prometi, é sobre as FARC. No programa True Outspeak desta segunda-feira, Olavo explicou um fato que tem ocorrido com freqüência na mídia brasileira que se chama “espiral do silêncio”. Este fato consiste em duas coisas: ocultar-se alguma notícia importantíssima que, ou exalta a direita ou denuncia os crimes da esquerda, ou então, repetir-se seguidas vezes uma desinformação, de preferência em notas destacadas, criando no inconsciente coletivo a idéia de que aquilo é que é a verdade verdadeira.

Há ainda desdobramentos. Muito esporadicamente a mídia informa em notinhas curtas e escondidas, uma informação que deveria ganhar as manchetes, dada sua gravidade. Só no espaço compreendido entre fevereiro deste ano e ontem, duas notícias deste tipo foram veiculadas nestas circunstâncias – notinhas curtas jogadas no meio de outras que ninguém lê – e que serão motivo de um artigo posterior e a edição de hoje. Penso que todos estão lembrados de quando a revista “Cambio”, da Colômbia, publicou um artigo de 4 páginas relatando as ligações das FARC com o governo brasileiro e o PT, em documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes. O que fez toda a mídia brasileira? Blindar o Sr. da Silva, desacreditando e até debochando (como fez a estúpida comunista Eliane Cantanhêde) dos documentos comprobatórios. Muito rapidamente passou-se a tratar de outra coisa, como se aquilo não fosse grave o bastante e motivo para uma investigação séria por parte dos órgãos competentes, como está fazendo a Espanha, que ficou durante todo este tempo analisando as provas que assinalavam os vínculos do ETA, com as FARC e Chávez. Demorou, mas agora é um juiz quem acusa e bem fundamentado.

E o que se tem feito no Brasil a esse respeito? Os órgãos de inteligência, que trabalham para o Governo e não para a Nação, engavetam, põem uma pedra em cima – se é que não destroem as provas – e miraculosamente a coisa deixa de existir. Foi assim que fez o general Jorge Armando Felix, Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no caso da denúncia de que Oliverio Medina, “embaixador” das FARC no Brasil, teria dado 5 milhões de dólares para a campanha presidencial de Lula em 2002. Num país decente, com instituições comprometidas com a Verdade e a Justiça, imprensa isenta e homens que honram as calças e/ou fardas que vestem, isto seria motivo para profundas investigações, denúncias em letras garrafais e apuração até as últimas conseqüências. Mas o resultado todo mundo conhece: “seu” Jorge negou a importância da denúncia e deu o caso por encerrado, a mídia logo mudou de assunto, Lula foi eleito e Oliverio Medina ganhou status de refugiado político e vive hoje às nossas custas, seguindo com seu “trabalho” de “embaixador” das FARC impunemente.

Fiz este retrospecto para dar melhor compreensão do tema que quero abordar. Ontem (9), foi publicado pela Folha de São Paulo, no site do Terra e no portal G1 de O Globo, a informação de que foi inaugurada na Venezuela, no estado Aragua, uma biblioteca que leva o nome de Manuel Marulanda, vulgo “Tirofijo”, comandante geral do Secretariado do Estado-Maior Central das FARC. Não sei como classificar isto, mas apenas um desses grandes jornais faz a matéria (em geral é a Folha), absolutamente seca e fria, e os outros replicam sem mudar uma vírgula! Como eu havia recebido a informação pelo jornal El Tiempo, de Bogotá, resolvi pesquisar para ver se encontrava mais coisas, quando dei de cara com a informação nos jornais brasileiros.

Ocorre que esta biblioteca foi fundada em 9 de outubro de 2009, mas só agora o assunto transpirou. Então, prefiro me ater – como sempre faço – às informações das fontes primárias. A Folha, como sempre muito bem informada, afirma que a biblioteca foi fundada em “uma populosa comunidade do estado venezuelano de Aragua” (se quiserem leiam a matéria aqui, e depois busquem no Google com o mesmo título que vão encontra o mesmo texto nos jornais que citei); entretanto, não é o que afirma o jornal “El Tiempo”, justificando exatamente porque só agora tomou-se conhecimento de um fato ocorrido em outubro do ano passado. Diz “El Tiempo”: “Talvez por ser pequena e ficar em um povoado não muito conhecido – Los Valles de Tucutunemo, a umas três horas de Caracas, no estado Aragua – a abertura da biblioteca comunal ‘Manuel Marulanda’ passou por baixo dos panos quando ocorreu na realidade em 9 de outubro de 2009.

E aí entra, novamente, o que citei acima sobre a “espiral do silêncio”; prestem bem atenção. Ainda segundo “El Tiempo”: “Embora sua criação, promovida pelo Conselho Comunal Los Bagres, que funciona no mencionado povoado, não tenha sido de maior conhecimento midiático, chegou justo a tempo aos ouvidos das FARC, pois seu comandante, Alfonso Cano, enviou em setembro do ano passado uma carta de agradecimento e felicitação pela iniciativa que, segundo suas palavras, ‘contribuirá para estreitar os laços de amizade e solidariedade entre nossos povos irmãos, a divulgar o pensamento, a obra e o exemplo deste herói insurgente (Marulanda) e patriota da América Latina e colocar merecidamente seu nome com letras de ouro no lugar mais alto do pódio da história...”.

Como vocês puderam atestar, a Folha deu a notícia da biblioteca mas OMITIU este dado importantíssimo que prova as alianças de Chávez com as FARC, considerando que este estado é governado por Rafael Isea do PSUV (partido de Chávez, conforme pode-se ver nos cartazes da biblioteca na foto) e que teve total apoio da Biblioteca Nacional, dependente direta do Ministério da Cultura da República Bolivariana da Venezuela, como também pode-se confirmar através do blog dos “Conselhos Comunais Zamoranos”. Neste blog eles agradecem o apoio do Sindicato de Empregados da Biblioteca Nacional e da Associação Nacional Bolivariana de Trabalhadores Bibliotecários (ASONATRABI). Esta associação faz descarada propaganda das FARC e exalta Marulanda e Raúl Reyes como “heróis” e “defensores do povo”.

A carta que Cano escreveu foi endereçada a José Prudencio España, identificado como “representante da missão Calarcá-Aragua”, que precisa ser melhor investigado mas “sugere” ser o elemento de contato entre “Marcos Calarcá”, que atuou como “relações internacionais” no México, e o governador Rafael Isea. Não afirmo por não ter provas; apenas sugiro a possibilidade. Segue então a carta, traduzida, que pode ser lida no original aqui:

“Cidadão

JOSÉ PRUDENCIO ESPAÑA

Representante da Missão Calarcá-Aragua

Venezuela

Estimado compatriota:

Recebemos com imensa satisfação e profundo sentimento de gratidão sua iniciativa de construir na Venezuela uma biblioteca que recolha a obra e o pensamento de nosso comandante Manuel Marulanda Vélez e ademais leve seu nome.

Manuel Marulanda, o herói insurgente da América representa exemplo heróico imperecível de máximo comprometimento, persistência e lealdade com a causa dos oprimidos e deserdados deste continente e do mundo em sua luta para alcançar a libertação nacional, preservar os valores pátrios e enfrentar com altivez e denodo a feroz repressão, a violência, a guerra suja e o genocídio, com que esta oligarquia ultramontana e fascista pretende defender seus odiosos privilégios, submeter o povo e entregar nossa soberania ao império.

Estamos seguros que sua importante iniciativa contribuirá para estreitar os laços de amizade e de solidariedade entre nossos dois povos irmãos, em divulgar o pensamento, a obra e o exemplo deste herói insurgente e patriota da América Latina e a colocar merecidamente seu nome com letras de ouro no lugar mais alto do pódio da história, ao lado dos grandes que lutaram pela liberdade, pela dignidade, pela igualdade e pelo socialismo em nosso continente: Bolívar, San Martín, Martí, Zapata, Sandino e o Che.

Com imensa gratidão e sentimentos de consideração e apreço,

Pelo Estado Maior das FARC-EP.

Alfonso Cano

Montanhas da Colômbia, 18 de setembro de 2009”.

E para confirmar tudo isto que Alfonso Cano diz, segue um vídeo muito educativo e inspirador de boas e caritativas obras. Eu assisti a esse vídeo ontem à noite e o reservei para ilustrar a edição de hoje. Entretanto, quando fui confirmar o link vi que o haviam tirado do ar. Aí entrou em ação o meu “assessor para assuntos tecnológicos”, o querido amigo e salva-vidas Alex, que o resgatou, permitindo que vocês possam deleitar-se com a obra “fariana”. Certamente estas cenas fazem Chávez, Lula, MAG, Celso Amorim e bando, revirar os olhos em perfeito êxtase...

Na próxima edição quero comentar o filme “FARC: Insurgência do século XXI”, que não recomendo a ninguém mas não posso deixar passar batido pela gravidade dos crimes que se cometem até mesmo na telona. Fiquem com Deus e até a próxima!

Traduções e comentários: G. Salgueiro


segunda-feira, 8 de março de 2010

Carta do Presidente Uribe ao Notalatina

Não é todo dia que o Notalatina recebe uma carta de reconhecimento público pelo trabalho que desenvolvo há quase 8 anos mas, hoje, quero dividir com meus leitores e amigos uma muito especial que acabei de receber.

Tenho a gratíssima satisfação de publicar uma carta que recebi emocionada do presidente da Colômbia, Dr. Álvaro Uribe Vélez, que traduzo abaixo e que pode ser lida no original ao fim desta edição.

Sinto-me extremamente honrada com a deferência vinda de um grande homem, verdadeiramente democrata, conservador e cristão, como é o presidente Uribe.

Fiquem com Deus e até a próxima!

*****

Álvaro Uribe Vélez

Presidente da República da Colômbia

Bogotá D. C., 1º de março de 2010

Jornalista

*GRACIA SALGUEIRO

Apreciada doutora Gracia:

Felicito-a pela visão integral que você tem dado à política de Segurança Democrática. Quão importante que a opinião pública internacional conte com a informação que de maneira valorosa, profunda e crítica você desenvolve em seu blog Notalatina, sobre temas tão sensíveis para a região.

Creio que, graças a jornalistas como você, estimada Gracia, os povos dos países vizinhos estão compreendendo mais a idéia de que a nossa, é uma luta contra o terrorismo que é também seu inimigo.

Obrigado, em nome dos milhões de colombianos que trabalham sem descanso pelo fortalecimento de nossa democracia, pelo crescimento econômico e pela coesão social.

(Segue assinatura)

* Os povos de língua espanhola não conseguem pronunciar “Graça”, por isso todos me chamam de “Gracia”.

Traduções e comentários: G. Salgueiro

Clique sobre a imagem para ler a carta no tamanho original