quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Venceu a trampa", denuncia Uribe

Passados alguns dias depois do choque com a vitória roubada do camarada Juan Manuel Santos, o Notalatina faz nova edição comentando aquele fatídico 15 de junho e denúncias feitas pelo ex-presidente Uribe dois dias antes das eleições em sua conta de Twitter. Entretanto, em vez de escrever um texto, preferi traduzir e publicar dois artigos: o primeiro, que dá nome a esta edição, da lavra do ex-presidente e senador eleito Álvaro Uribe, e o segundo do querido amigo Ricardo Puentes Melo. E o faço porque eles dizem tudo, melhor do que eu poderia fazê-lo, sobre o que aconteceu no segundo turno da eleição presidencial na Colômbia. Leiam com atenção e desfrutem, sobretudo o vídeo no final. 

Luto por Colômbia

Venceu a trampa, denuncia Uribe

Comunicado do ex-presidente Uribe.

Nossa gratidão à doutora Marta Lucía Ramírez e aos milhões de colombianos que acompanharam esta luta.

Em nome da paz, o governo Santos impulsionou a maior corrupção da história caracterizada por abuso de Governo, entrega de somas de dinheiro a parlamentares para compra de votos, oferta de dinheiro do Governo a Prefeitos e Governadores para forçá-los a intervir ilegalmente na campanha em favor do presidente-candidato, compra de votos, violação da Lei de Garantias, propaganda ilegal com dinheiro do Estado em pauta publicitária que coincide com a publicidade do candidato-presidente.

Propaganda ilegal com personagens que cumprem funções públicas, pressões do Executivo para intervenções políticas da justiça, ameaças de massacres e intimidação por parte de grupos terroristas como as FARC e os bandos criminosos aos eleitores de Zuluaga.

Omissão do presidente Santos para se opor a essas ameaças, pressão violenta de grupos terroristas sobre os eleitores para que votassem no presidente-candidato, omissão do presidente Santos para desautorizar a ação terrorista em seu favor.

O Centro Democrático continuará sua tarefa, retomar o trabalho para seguir com sua agenda legislativa e ser fiel a seus princípios.

A Colômbia necessita de um sistema eleitoral diferente, responsável e transparência, e que evite os abusos como os cometidos pelo governo Santos. Devemos nos levantar e nos ater à pedagogia do rodo convertida em política que pretende que a compra de voto seja de instituição nacional. Seremos fiéis às nossas convicções de pátria e não à trampa vencedora.

Adiante, compatriotas!

Ganhou o castro-comunismo

Ricardo Puentes Melo

Não quero acrescentar muito. A fraude estava anunciada, e desde estas páginas dissemos que no primeiro turno se permitiria Zuluaga ganhar, mas que no segundo não haveria maneira de frear a monumental trampa. Entretanto, uma pequena luz de esperança nos iluminou pensando que haveria alguma forma de controlar o que Santos e seus cúmplices terroristas vinham forjando desde há muito tempo em Cuba e Venezuela. Porém não, a epígrafe estava muito clara desde o princípio, tanto que o camarada anunciou - como também o dissemos há meses - que não haveria problema porque ganharia as eleições na Registradoria. E assim foi. Não interessou que a maioria dos colombianos preferissem a justiça à impunidade. Nas regiões a corrupção foi grotesca, se designaram registros, veículos, escoltas, postos e promessas de todos os tamanhos para que a classe política usasse sua influência e o dinheiro público para aceitar a contagem de votos, e conjurar o que não se conseguisse fazer com a compra de consciências.

Tampouco interessaram as denúncias que o Centro Democrático realizou sobre a compra de votos e a participação em política de funcionários públicos. Ao melhor estilo chavista, a justiça deste país tapou tudo como fazem os gatos com suas coisas, e a fraude seguiu adiante até obter os resultados que hoje conhecemos. Pobre Colômbia! A maioria ignora o que nos espera. Porém, dentro de uns poucos meses isto será igual à Venezuela. A ordem castrista continua igual: assassinar Uribe Vélez é prioridade. Se não podem, o encarcerarão. E, também como dissemos desde este portal, lamentavelmente vários da bancada uribista cederão às tentações do governo central e trairão os ideais da segurança democrática. Do mesmo modo como aconteceu no Partido de la U. O Ministério Público Geral da Nação, já sem temor de que o uribismo suba à presidência, se dedicará com toda a sanha a perseguir a oposição. Inventarão processos, fabricarão testemunhas, passaram pela faixa a constituição e a lei. O Ramo Judiciário também fará com mais descaramento o que vem fazendo para beneficiar bandidos como Petro, que estão acima da lei.

O G2 cubano será contratado sem restrições nem vergonha e logo veremos cubanos assessorando em ministérios, Forças Armadas, governos de estados. Os cabeças das FARC entrarão na legalidade, lavarão seus dinheiros mal havidos e seus filhos chegarão a formar parte deste governo depois de terminar seus estudos nas melhores universidades da Europa. Certamente, o terrorismo castrista continuará funcionando sob o mesmo parâmetro. Continuarão operando da mesma maneira: seqüestrando, violando, massacrando... E quando se pergunte aos comandantes desmobilizados, eles dirão que essas são facções “rebeldes” que não se acolheram ao processo de paz e decidiram seguir alçados em armas. Assim sucedeu, e assim continuará sucedendo porque a fórmula do engano da paz lhes funcionou sempre.

Deus queira que Oscar Iván Zuluaga ou Martha Lucía Ramírez não aceitem fazer parte deste governo e se mantenham na oposição. O panorama é deprimente e tenebroso. Permitimos que o castro-comunismo se instaure outros quatro anos no poder. E o terrível é que esses outros quatro anos se converterão em 40. Pobre Colômbia! Nosso compromisso desde esta trincheira de decência continua firme. Seguiremos denunciando, seguiremos desmascarando, seguiremos com nosso compromisso que é esta pátria querida.

Se é que antes não nos silenciam.

Uribe reiterou suas denúncias no Twitter

Essa intervenção foi congruente com as inúmeras denúncias que nos últimos meses o Centro Democrático veio realizando, e que Uribe publicou sem cessar no Twitter, de atentados contra sua atividade política. Este periódico publicou rigorosamente a lista completa de tais atropelos, que estão suficientemente documentados para que não se tome agora o altivo protesto de Uribe como um desabafo pela derrota. Para ratificar o dito, como exemplo, reproduzimos os trinos de Uribe dos dois últimos dias (sábado e domingo), antes do encerramento das votações:

14 de Junho:

“Terrorista FARC ameaça votantes en Montelíbano, Córdoba, que têm que votar em Santos. O PteSantos guarda silêncio.
PteSantos guarda silêncio, é omisso frente a ameaças das FARC e bandos criminosos que obrigam a votar nele.
Prefeito de Cereté reparte mercadorias para comprar votos para Santos. Os guardava no asilo pic.twitter.com/htb5ssHfYH
A esta hora o prefeito de Cereté reparte mercadorias em nome de @JuanManuelSantos quem investiga @YoReportoCo @PGN_COL pic.twitter.com/Aruzr75yF6
Fraude: campanha de Santos tem 3 contas: da campanha, do esbanjamento de publicidade oficial, de dinheiro de compra de votos
Prefeito de Cereté manda repartir mercadorias para comprar votos pic.twitter.com/Re4MXBTjZr
FARC intensifica ameaças a votantes de Zuluaga em Urabá. PteSantos guarda silêncio
FARC exige dinheiro de comerciantes de municípios de Nariño para logística eleitoral de Santos”.

15 de junho: 

“Votei com alegria em Zuluaga e com tristeza pelas ameaças do terrorismo
Em B/quilla Ministério Público demorou 18 horas para uma ordem de invasão em um local de imprensa para fabricar formulários E14
SanOnofre, Sucre, compra de votos para Santos, o comprador é Pablo Valiente
Santos: impunidade para as FARC e “artilharia e munição, grana e fraude” para o segundo turno
Santos desceu Humberto de la Calle do pedestal da ilustração à violação da lei eleitoral”.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Traduções e comentários: G. Salgueiro

domingo, 15 de junho de 2014

Com votos comprados, Santos vence as eleições na Colômbia






Notalatina informa em seu primeiro boletim sobre o segundo turno das eleições colombianas, e as notícias até o momento infelizmente não são boas. Às 16:00 h. (18:00 de Brasil) encerraram-se as votações e imediatamente começou a apuração, e em seu 7º boletim vai dando vitória a Santos.

Durante o dia houve denúncias do Centro Democrático, sobre compra de votos por parte do vereador Sergio Romero, de San Andrés de Sotavento a favor de Juan Manuel Santos. O vereador foi capturado e encontra-se detido na delegacia de Polícia. O Centro Democrático, partido de Uribe e Zuluaga, denuncia que houve participação de funcionários públicos na política e possível compra de votos.


Por outro lado, a Procuradoria informou que recebeu 96 denúncias de possíveis delitos eleitorais. O Ministério Público recebeu informação sobre uma possível “alteração da ordem pública em cinco municípios do estado do Chocó”, onde teriam impedido o desenvolvimento normal da jornada eleitoral e que isto teria sido ocasionado por membros do ELN. “Em todo o país há total normalidade com exceção de cinco municípios do Chocó, onde a jornada não pôde se iniciar a tempo, por destruição de material eleitoral e por outros fatores de alteração da ordem pública, onde a medida que foi avançando as horas se foi restabelecendo a jornada eleitoral nesses cinco municípios”, disse o funcionário.

As abstenções foram maiores do que no primeiro turno, chegando a mais de 50% dos eleitores. Com todos os apoios recebidos dos partidos de esquerda e declaradamente comunistas, com toda a máquina administrativa estatal, com a compra de votos e as fraudes tentando destruir Oscar Iván Zuluaga, Santos vai ganhando disparado com mais de 50% dos votos e praticamente a situação é irreversível.

Fecho essa edição com o boletim nº 13, cujos resultados são os seguintes:

Juan Manuel Santos: 7.790.434, com 50.91% 
Oscar Iván Zuluaga: 6.890.911, com 45.03%

Essa tendência se mantém e creio que encerrará assim, para desgraça dos colombianos e todo o continente. É assombroso que até nos estados onde havia ascendência do uribismo, Santos tenha sido vencedor. Escrevo ouvindo o programa “La Hora de la Verdad”, com Dr. Fernando Londoño e sua mesa de trabalho informando os boletins e analisando a situação como um todo. Chama a atenção a quantidade de abstenções, votos nulos e brancos que, juntos, somam mais de 1 milhão de votos. Os comentaristas da Radio Súper estão impressionados com as cifras, pois mais da metade do país disse não a Santos. Há “coincidências” muito estranhas que depois dos boletins 11 e 12 os votos brancos e nulos, que eram em grande quantidade, pararam de aparecer a partir do boletim 13. No exterior, os consulados apontam 58% de votos para Zuluaga e 48% para Santos. Lá não chegaram as “marmeladas” nem as compras de votos e isso chama a atenção.

Bem, fico por aqui, profundamente triste e preocupada com o destino da Colômbia e de todos nós daqui por diante, com um traidor da pátria, um comunista que fez acordo com os terroristas das FARC e que têm, sem sombra de dúvidas, participação nesta vitória que já é irreversível. Não importa mais o resultado final porque agora a situação já está definida. Que Deus se compadeça dos colombianos e de todos nós. Fiquem com Deus e até a próxima!



Comentários e tradução: G. Salgueiro

domingo, 8 de junho de 2014

EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA - Audio de entrevista com o hacker responsável pela fraude contra Zuluaga



Em fins de maio desse ano, surgiu na Colômbia um enorme escândalo que pretendia macular a honra e a campanha do candidato à presidência pelo Centro Democrático, Oscar Iván Zuluaga. Do fato eu fiz inúmeras traduções e escrevi artigos, onde pode-se ver com clareza meridiana o desespero de Juan Manuel Santos e seus acólitos, uma vez que Zuluaga fazia uma campanha limpa sem sequer tocar no seu nome e subia nas pesquisas de forma tão avassaladora, que levou as eleições para o segundo turno com maioria dos votos.

Surge agora um escândalo ainda maior, com o áudio de uma entrevista dada no último dia 06 de junho por Rafael Revert, um suposto hacker que teria providenciado ou participado da fraude, onde ele afirma que “se infiltrou” (na verdade foi isto que ele fez mas rotulou de “grosseiro” quando foi assim classificado pelos jornalista que o entrevistaram) a pedido do Ministério Público mesmo! Quer dizer, não basta ao Promotor Geral, Eduardo Montealegre, bajular Santos descaradamente, afirmar não ter visto qualquer irregularidade no vídeo nitidamente fraudado, oferecer proteção ao espanhol Revert. Sabe-se agora, pela boca do próprio hacker que se infiltrou, que o Ministério Público não só sabia como autorizou e apoiou a infiltração!

Ao tomar conhecimento dessa gravíssima e reveladora entrevista, o Notalatina faz esta edição extra, apresentando um artigo de Eduardo Mackenzie onde ele analisa brilhantemente esse fato, e o audio - INÉDITO - da entrevista dada por Rafael Revert à La W Radio da Colômbia. Leiam o artigo e ouçam o audio para ver como está a situação da Justiça colombiana, e entender por que nós brasileiros devemos nos preocupar com as eleições presidenciais no vizinho país no próximo dia 15 em segundo turno. Fiquem com Deus e até a próxima!

Semana disse a que veio de modo muito feio

Eduardo Mackenzie

A pergunta é: Semana recebeu o apoio do G2 cubano na elaboração do petardo molhado contra o candidato presidencial do Centro Democrático? As análises que vários especialistas fizeram do vídeo que a revista de Felipe López Caballero lançou à opinião pública como um osso, para confundi-la, uma semana antes do primeiro turno da eleição presidencial de 25 de maio de 2014, demonstra que os artífices desse embrulho trabalharam com precipitação, incompetentemente, e não contaram com a habilidade e determinação dos colombianos para desnudar essa nova conspiração contra a democracia.

O exame mais superficial desse vídeo mostra que Semana, antes de colocar esse vídeo em sua página web, o adulterou: incorporou-lhe textos e sons que ele não tinha. Supõe-se que as frases incorporadas ao vídeo respondem exatamente a frases pronunciadas pelos personagens que aparecem lá. Entretanto, isso não foi assim. No vídeo há frases do personagem que se parece a Oscar Iván Zuluaga que não são transcritas. O contrário também é certo: agregaram textos e sons que Semana atribui a Zuluaga embora as imagens e gestos dele não coincidem com tais sons. Há cortes no vídeo que foram aproveitados para acrescentar sons e micro-gestos. Uma grande parte das frases atribuídas ao suposto “hacker”, Andrés Sepúlveda, não têm respaldo em imagens. Nessas condições, os falsificadores lhe fazem dizer coisas que ele talvez jamais tenha pronunciado.

No momento de escrever essa nota, o assessor jurídico de Oscar Iván Zuluaga duvida até que o personagem que aparece nesse vídeo, cuja imagem é congelada várias vezes de maneira curiosa, seja o Zuluaga da vida real. Em uma revista bogotana o advogado Jaime Granados declarou: “A campanha do doutor Oscar Iván Zuluaga foi infiltrada ilegalmente. O vídeo é ilegal e como tal não pode ser considerado como prova na Colômbia nem em nenhum lugar civilizado. Foi editado, foi manipulado, e o que nos interessa estabelecer com nossos experts, e o poremos em conhecimento do Ministério Público para que ele chegue até o final neste caso, é determinar quem o fez, por que o fez, e quem está por trás dos que fizeram esta montagem faltando oito dias para as eleições presidenciais”.

Jaime Granados lembrou que Juan Manuel Santos viu-se envolvido no passado em outro problema de manipulação de provas, no caso do contra-almirante Arango Bacci, da Armada Nacional, que teve que pagar anos de cárcere por essa falsificação, antes de ser absolvido pela Corte Suprema de Justiça. O jurista assinalou: “Pôde-se estabelecer que a digital não era do almirante, correspondia morfologicamente à dele mas havia sido falsificada e posta em um documento, e a Corte Suprema o absolveu e determinou investigar entre outros o hoje presidente Juan Manuel Santos”.

Acrescentou que a montagem que alguns tratam de fazer valer contra o candidato presidencial Oscar Iván Zuluaga “coincide com o esquema de guerra suja, de campanha negra que o senhor J.J. Rendón faz, [ex-assessor de Santos até uns poucos dias] e fez em outros países como Panamá, Venezuela, México, etcétera”.

Oscar Morales Guevara, expert em temas informáticos, foi um dos primeiros em examinar ponto por ponto, imagem por imagem o questionado vídeo. Morales detectou cada falsificação que o vídeo-montagem de Semana contém. Seu estudo pode ser lido aqui.

Acerca do uso da palavra “golpe” por parte de Oscar Iván Zuluaga, palavra que foi explorada de maneira grotesca por Semana e pelos propagandistas da campanha de Juan Manuel Santos, Oscar Morales explica o seguinte: “Zuluaga refere-se no áudio a um possível golpe de Santos e do Exército contra as FARC, como forma de salvar sua imagem ante o país, pois [poderia] mostrar orgulhoso que o Governo está atuando de maneira contundente contra a insurgência terrorista e assim ganhar mais apoio eleitoral nas eleições. Sepúlveda responde: ‘estamos esperando’, fazendo alusão a que muito possivelmente alguma fonte (desconhecida) lhe informará quando haverá uma nova operação das Forças Militares contra as FARC. Quando diz ‘estamos’, é fácil entender que se refere aos foros de inteligência onde ele participa e onde se compartilha informação pública sobre as FARC. A Revista Semana fez um grande esforço para vender a palavra ‘golpe’ como de Zuluaga para Santos, porém o contexto da conversação indica que se tratava de um ‘golpe’ do Exército Nacional contra as FARC”.

Entretanto, a intenção de Semana foi muito turva, pois escreveu e destacou esta frase: “Resta um mês para dar um golpe, irmão, diz o candidato Zuluaga ao hacker”.

A frase real do vídeo diz o contrário: “Resta um mês para ele dar um golpe”. Oscar Morales anotou: “Semana acrescentou pejorativamente a palavra ‘irmão’, para dar mais dramaticidade. Típico do G2”. Essa palavra, com efeito, não existe no vídeo.

O jornalista Mauricio Villegas Londoño, que também analisou o vídeo de Semana, sublinhou: “Ficaria assim evidenciado um complô contra Zuluaga porque não tem sentido que o escritório que prestava os serviços à campanha gravasse um vídeo de maneira ilícita a seu próprio cliente, para destruir sua própria empresa e pondo em risco de prisão a um de seus empregados por obtenção ilícita de sustento probatório”.

Horas depois da divulgação desse vídeo, alguns jornalistas, muito afinados entre si, começaram a difundir a idéia de que o candidato presidencial do uribismo pensava em “dar um golpe contra Juan Manuel Santos”, quando, na realidade, a suposta conversação, onde essa palavra aparece, apontava para um golpe da força pública contra as FARC. Os manipuladores pareciam triunfar. Porém, o ambiente se transformou em histeria pura, que alertou a opinião pública, quando alguns chegaram ao extremo de pedir que Zuluaga se retirasse da campanha presidencial e outros, os mais exaltados, exigiram a detenção mesma do candidato.

O Ministério Público não se atreveu a dar esse passo, e o golpe lançado contra Zuluaga volta-se agora contra os falsificadores que deverão explicar à Justiça, se o Ministério Público se digna respeitar o devido processo, por que lançaram como prova contra Oscar Iván Zuluaga um falso positivo audio-visual tão fácil de demolir.

A outra pergunta é: O Ministério Público violou a reserva do sumário ao passar clandestinamente a Semana um documento, o vídeo chamado “de Semana”, que fazia parte de uma investigação penal? Tudo indica que sim. O diário El Tiempo informou que em 15 de maio passado, o espanhol Rafael Revert “ingressou no programa de Proteção de Testemunhas, depois de entregar ao Ministério Público o vídeo que ele mesmo gravou da reunião entre o candidato Oscar Iván Zuluaga e o hacker Andrés Fernando Sepúlveda”. Dois dias depois, Semana pôs em linha seu vídeo. Este vídeo foi uma cópia do recebido pelo Ministério Público? Foi outro diferente? Por que Semana e o Ministério Público calam a respeito disso tudo?

Quem é pois o tal Rafael Revert que El Tiempo apresenta como “testemunha protegida” do Ministério Público e como um “espanhol” que trabalhava com Andrés Sepúlveda? Quem é esse personagem que traiu assim seu empregador? Que nacionalidade tem esse tipo realmente? Que contatos tem com Cuba?

Pois é necessário saber que toda esta confusão do “hacker neo-fascista” começou com um alerta das próprias FARC em Cuba. Elas pediram ajuda ao G2 cubano e dias depois o Ministério Público invadiu em Bogotá um serviço de escutas, dissimulado mas perfeitamente legal, do Exército colombiano. Semanas depois, o Ministério Público deteve Andrés Sepúlveda e o acusou de “violar segredos de Estado” por haver interceptado correios eletrônicos de negociadores das FARC em Havana. Porém, como essas comunicações não são nem podem ser segredos de Estado, tinha que mostrar Oscar Iván Zuluaga como instigador de um golpe de Estado contra Santos. Mas a mediocridade dos manipuladores fez com que esse avião também caísse no chão. E a popularidade de Oscar Iván Zuluaga continua crescendo.

Comentários e tradução: Graça Salgueiro


domingo, 25 de maio de 2014

EXCLUSIVO: Eleições na Colômbia vão para o segundo turno



As eleições mais importantes do nosso continente ocorreram hoje, na Colômbia, que elegia um novo presidente. Desejávamos todos, colombianos e eu, que a contenda fosse resolvida no primeiro turno mas apesar de não ter havido fraudes do tipo das venezuelanas, Santos, acolitado pela imprensa, tentou de todas as formas até impedir a candidatura de Oscar Iván Zuluaga do Centro Democrático, partido fundado pelo atual senador e ex-presidente Uribe.

Faltando uma semana para as eleições, a revista Semana, de propriedade da família Santos, armou uma montagem fraudulenta de um vídeo onde aparece o candidato Zuluaga “tramando” um golpe de Estado contra Santos, conforme denunciei na edição anterior a essa. Experts de várias empresas fizeram a perícia e apontaram entre 17 e 30 edições, o que caracterizava o crime. O advogado de Zuluaga, Dr Jaime Granados, fez uma denúncia no Ministério Público com essas provas, porém, para espanto de todos tal ministério não analisou o vídeo fraudado mas o original, afirmando no final que “o vídeo é autêntico”. E foi assim, com essa espada de Damocles sobre a cabeça que Zuluaga partiu para enfrentar os eleitores.

Enquanto escrevo essa nota ouço o pronunciamento da candidata Marta Lucía Ramírez, que concorreu sem apoio do seu partido, foi boicotada pelos meios de comunicação e não contou com grandes recursos financeiros mas conseguiu um honroso terceiro lugar. A rádio transmitia seu discurso quando Santos resolveu fazer o seu também, uma vez que com 99,84% dos votos escrutinados em todo o país já se sabia que haverá segundo turno, e esta foi grosseiramente interrompida para que o atual presidente falasse. Ainda não tenho esse vídeo mas tão logo ele seja divulgado, publicarei.

Então, o resultado ficou assim, conforme se vê neste link, demonstrando o total geral do país. Ficou evidente que a maioria dos colombianos não querem a re-eleição. Por outro lado, os responsáveis pela campanha de Santos falsificaram as contas de Twitter de Uribe e Zuluaga, e hoje de manhã bem cedo lia-se na falsa conta de Zuluaga um apelo aos colombianos para que votassem em branco onde se lia: “Hoje os colombianos celebramos a democracia, exercendo nosso direito ao voto por #UnaColombiaDistinta #VotoEnBlanco”. Essa disparidade fez com que os eleitores fossem confundidos o que levou a um percentual de 60% de abstenções.

Essa foi, como disse Dr. Fernando Londoño, a quarta vitória de Uribe (duas dos seus mandatos como presidente, uma como senador e agora com Zuluaga), pois com pouco tempo de campanha, lutando contra todo tipo de patifarias, fraudes, enquanto Santos utilizava a máquina estatal para fazer todo tipo de chantagens, pagamento de “bônus” que os colombianos chamam de “mermelada” para comprar votos, chegou a esse resultado magnífico de 29,26% contra 25,67% de Santos. Em seu discurso cheio de ódio ele convocou os outros candidatos para juntar-se a ele no segundo turno, alegando que “quem está contra seu projeto de ‘paz’ com as FARC, são inimigos da paz”.
Enfim, enquanto não tenho os pronunciamentos dos dois candidatos que vão para o segundo turno, faço essa publicação preliminar com os resultados numéricos. Nos próximos dias farei outras atualizações sobre esta importantíssima eleição e hoje, no programa “Mata Rato Connection” da Radio Vox, estarei comentando mais detalhadamente. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentário: G. Salgueiro

sexta-feira, 23 de maio de 2014

As FARC e os ditadores Castro montam fraude a favor de Santos


Faltando por volta de uma semana para as eleições presidenciais na Colômbia, que se realizam no próximo domingo 25 de maio, um escândalo sem precedentes sacudiu o país. A revista Semana, de propriedade da família do presidente Juan Manuel Santos e dirigida por um sobrinho seu, publicou um vídeo escandaloso onde o candidato do Centro Democrático (partido do ex-presidente Uribe), Oscar Iván Zuluaga, aparece fazendo conchavos com o suposto hacker, Andrés Sepúlveda, no qual combinam um “golpe de Estado” contra Santos.

Tão logo foi divulgado o vídeo, Zuluaga e Uribe deram declarações públicas afirmando a falsidade e a montagem do mesmo. Ato contínuo, o advogado de Zuluaga, Dr. Jaime Granados (que também defende o Coronel Plazas e o próprio ex-presidente Uribe) deu entrada no Ministério Público de uma denúncia acerca do vídeo, junto com um laudo forense onde fica comprovada uma montagem grosseira para afastar o candidato Zuluaga da corrida eleitoral.

Santos está despencando nas pesquisas de intenção de voto a cada dia, tendo essa queda iniciado logo depois das eleições municipais em março, onde Uribe se elegeu senador com uma quantidade imensa de votos. Isto prova que sua popularidade continua em alta e uma indicação dele para um candidato presidencial, no caso Zuluaga, tem um peso enorme. Ao lado disso, Santos anunciou semana passada que havia fechado mais um dos pontos da agenda de “negociações” com as FARC em Havana que, ao contrário do planejado, causou grande repulsa na população. De acordo com a última sondagem feita pela empresa “Datos & Consultas”, Oscar Iván Zuluaga aparece em primeiro lugar com 38% contra 15% de Santos.

Zuluaga havia contratado Sepúlveda para cuidar das questões informáticas de sua campanha (redes sociais, banners, geração de vídeos promocionais, etc.) e há mais ou menos um mês esteve no escritório deste para saber como andavam os trabalhos. Enquanto esteve lá, conversando com Sepúlveda e seu então assistente de campanha Luis Alfonso Hoyos, alguém gravou a conversa e as imagens, que posteriormente foram adulteradas com cortes e acréscimos, fazendo uma montagem fraudulentamente grosseira para incriminar Zuluaga.

O diário El Tiempo publicou esse vídeo integral mas repartido em 5 partes, das quais publico apenas esta última que foi utilizada para fazer a montagem, e um vídeo onde um grupo de experts forenses da empresa “Adalid Corp”, na narração do advogado senior em provas técnicas desta empresa, Andrés Guzmán, faz uma análise onde aponta ao menos 17 edições. Outros analistas independentes também analisaram o vídeo publicado em Semana, dentre os quais um deles aponta 30 edições grosseiras, e há unanimidade em apontar a montagem para incriminar Zuluaga, tirá-lo da corrida eleitoral e deixar o caminho livre para Santos. Deram um tiro no próprio pé e este acabou saindo pela culatra!

No vídeo original apresentado a El Tiempo, Sepúlveda, Zuluaga e Hoyos falam da estratégia da campanha com bastante naturalidade e correção, quando Zuluaga pergunta se Santos pode dar algum golpe e o “hacker” comenta sobre a situação de vários chefes das FARC afirmando que a Força Pública está atrás de “Romaña”, que Timochenko está tuberculoso, e encerra falando da posição de outros candidatos, como Enrique Peñalosa, antes uribista, e hoje um acirrado detrator de Uribe e seu trabalho em prol da Colômbia. E isso é tudo. Tentei, mas por alguma razão esse vídeo de El Tiempo não está permitindo a publicação, então, ouçam essa gravação aqui (é o quinto e último vídeo) e em seguida o vídeo onde o expert forense Andrés Guzmán detalha a grosseria da fraude.


Essa tem sido uma campanha terrivelmente suja por parte de Santos que, ao ver-se na iminência de perder o cargo e de implantar o socialismo do século XXI na Colômbia, apelou para os ditadores cubanos e certamente as FARC também lhe ofereceram seus préstimos, pois a concretização de seu Plano Estratégico depende direta e estreitamente que Santos seja re-eleito. Nesse artigo do jornalista Eduardo Mackenzie, traduzido por mim e publicado hoje no site do Heitor De Paola, vocês poderão ler mais detalhadamente toda esta sordidez montada a partir de Havana, onde estão os cabeças das FARC decidindo o destino de todos os colombianos.

Neste outro vídeo abaixo há o depoimento do contra-almirante Gabriel Arango Bacci, que denuncia o método fraudulento de Santos para obter o que quer, e que comprova o envolvimento deste nefasto personagem - que elegeu-se com mais de 9 milhões de votos dos eleitores de Uribe e desde o primeiro dia após a tomada de posse vem se revelando o maior traidor da pátria - com as FARC e os Castro.



No meu programa de hoje na Radio Vox, “Observatorio Latino”, eu comento mais acerca dessa vergonha, e até o próximo domingo estarei em estado de alerta com os olhos voltados para a Colômbia. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral da Colômbia, por volta das 20:00 h. (hora de Bogotá e 22:00 h. do Brasil) do domingo já terão sido apuradas 70% das urnas, podendo-se então saber se o sufrágio elegeu um novo presidente ou se haverá segundo turno. Aguardemos, pois, em oração, porque o futuro da democracia no nosso continente latino-americano e o fim do terrorismo das FARC depende MUITO dessa eleição. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro

quinta-feira, 3 de abril de 2014

María Corina Machado no Senado brasileiro: quanto desrespeito a uma mulher digna e valente!!!

Na quarta-feira 2 de abril, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado brasileiro, promoveu uma audiência pública para supostamente debater a crise política na Venezuela e trouxe a deputada María Corina Machado para que ela pudesse relatar o que estava acontecendo em seu país. A decisão foi tomada no dia 28 de março, por iniciativa do presidente da comissão, Ricardo Ferraço do PMDB-ES. A  senadora do PCdoB, Vanessa Grazziotin não aceitou a idéia de se ouvir María Corina sem que também viesse alguém do governo. O senador pelo PSBD, o terrorista Aloysio Nunes, alegou que isso era uma desculpa para que María Corina não denunciasse o que estava ocorrendo DE FATO em seu país, mas que aceitava a proposta desde que não houvesse vândalos do PCdoB agredindo a deputada.

Grazziotin aborreceu-se com essa afirmação e houve um bate-boca entre os dois senadores, quando o senador Eduardo Suplicy, do PT, sugeriu trazer o deputado chavista Rodrigo Cabezas que finalmente foi trocado pela vice-presidente da Assembléia Nacional, Blanca Ekhout.

Grazziotin estava disposta a fazer o que todo comunista sabe muito bem, e o seu partido se esmera mais que qualquer outro: desqualificar provas, quando estas não lhes favorecem ou denunciam, e enaltecer os crimes de ditadores e terroristas, como é o caso de Maduro na Venezuela. Esta gente SABE que defende o indefensável, pois María Corina apresentou para essa Comissão o vídeo que havia preparado para exibir na reunião da OEA, que finalmente acabou não tendo permissão de participar.

As provas apresentadas nesse vídeo são contundentes e de conhecimento do mundo inteiro, não tendo como negar que parte do governo a violência e os crimes de morte que hoje já alcançam a macabra cifra de 40 assassinados. Diante disso, a senadora comunista que idolatra o pedófilo e genocida comunista Mao Zedong, disse que o vídeo era “uma montagem” e que “ocorreram mortes dos dois lados”. Esta aleijada moral teve a ousadia de dizer a María Corina, que está vivendo na pele este horror, o seguinte: “Esse vídeo é uma montagem. Considero a sua exibição um desrespeito ao Senado do Brasil Não queria nos enganar com aquilo”. Bem, foi com essas palavras que esta desqualificada se dirigiu a María Corina Machado, uma mulher valente e patriota que luta, dando a cara e se expondo desarmada, para que seu país não seja subjugado ao comunismo mais abjeto e criminoso dos irmãos Castro.

Em resposta, disse María Corina: Hoje em dia, o que está em jogo é a democracia. Alguns dizem que na Venezuela há uma guerra civil, mas o que existe é uma guerra contra os civis, promovida pelo Estado. E muitos dos que foram tão ativos nos casos do Paraguai e de Honduras hoje dão as costas à Venezuela”.

O senador Suplicy, completamente senil e que há anos deveria estar num asilo de dementes, criticou a oposição venezuelana por que querer a derrocada de Maduro, sacando o velho chavão de que este usurpador foi “eleito democraticamente”. Com ele fez coro Randolfe Rodrigues do PSOL, dizendo ter “aversão” à palavra “fora” quando se refere a um presidente eleito. E finalmente, Roberto Requião do PMDB, mostrou preocupação apenas com o desabastecimento, e criticou superficialmente a PDVSA por vender petróleo aos países da ALBA por preços muito baixos.

Nas galerias histéricos papagaios de bordel do MST e partidos comunistas, que certamente foram pagos para mostrar sua cólera e horror à verdadeira democracia, gritavam “María Corina golpista!”, mas esquecem-se, os asnos raivosos, que seu ídolo Hugo Chávez foi o primeiro a dar golpe no país, primeiro em 1992 com um saldo de mais de 100 pessoas assassinadas, dentre elas crianças que nada tinham a ver com sua sede de poder, e depois o próprio Maduro, desde que Chávez fez sua última viagem a Cuba e ele apoderou-se do Governo ferindo o que reza a Constituição Nacional. Repetem o que lhes pagam para dizer, nada além disso.

Apesar da vergonha que os brasileiros de bem e amantes da liberdade, da lei e da ordem sentimos, com o posicionamento canalha do governo brasileiro e seus aliados desde que começaram esses episódios, essa visita serviu para deixar claro à María Corina que nós também caminhamos para uma ditadura como a que ela vive hoje em seu país e que aqui ela e os venezuelanos que lutam pela sua liberdade JAMAIS encontrarão respaldo. A cobertura foi pífia e creio mesmo que censurada, pois não se encontrou em lugar nenhum a gravação desta audiência, a não ser parte do discurso dela que reproduzo abaixo.

A clareza, firmeza e tranqüilidade com que María Corina expõe os fatos e explica inclusive a ilegalidade de sua deposição do cargo, aborrecem os espíritos trevosos, como esses senadores comunistas e essa claque paga que a afrontaram com sua visão turva, sua moral ausente, e seu ódio a tudo o que não seja maligno como seus ídolos. Que Deus abençoe e proteja esta mulher corajosa, cuja única arma que possui é a palavra e a certeza de que não pode claudicar na defesa da liberdade e democracia em seu país. Viva a Venezuela livre do comunismo castro-chavista! Fiquem com Deus e até a próxima.


  

Comentários: G. Salgueiro

sexta-feira, 21 de março de 2014

María Corina Machado na OEA

Momento da entrevista de María Corina Machado concedida à imprensa que NÃO teve direito de participar da sessão da OEA. Créditos: Ione Molinari CNÑ

Hoje os membros do Conselho Permanente da OEA se reuniram na Sessão Ordinária para tratar de alguns assuntos e se imaginava que o tema principal seria a grave situação da Venezuela. Pensando nisso, o representante do Panamá, Arturo Vallarino, ofereceu à María Corina Machado um assento em tal reunião, para que ela pudesse expor os fatos gravíssimos que estão sendo ocultados do mundo. Assisti todo o preâmbulo através da CNN en Espanhol, inclusive gravei. Entretanto, como das vezes anteriores gastou-se muito tempo para decidir se a sessão seria “privada” (a portas fechadas) ou “pública”, onde teriam acesso a imprensa e pessoas convidadas.

O representante da Nicarágua pediu que fosse “privada” e depois de muitas discussões tolas chegou-se à votação, não sem antes a representante da Venezuela alfinetar o Panamá. O resultado foi 22 contra 11, pela sessão “privada”, com abstenção de Barbados. O Brasil votou com o coleguinha da Nicarágua, assim como os outros coleguinhas do Foro de São Paulo, mas o representante, que desconheço a identidade nem revelaram o nome, pediu para “justificar” seu voto no final. Os países que pediram a sessão aberta, foram: Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Canadá. 

No meu programa “Observatório Latino” da “Radio Vox” de hoje, reproduzo envergonhada a desrespeitosa desculpa que o brasileiro deu para desejar que o mundo não conhecesse o que a valente María Corina tinha a apresentar. Era necessário abafar os crimes que Maduro está cometendo na Venezuela há mais de um mês, com um saldo de 32 mortos e 1.736 detenções arbitrárias e fraudulentas, além de esconder, como covardes, a conivência com o crime e a barbárie desses países que se dizem democráticos. María Corina não pôde falar nem apresentar o vídeo que preparou especialmente para esse fim, mas concedeu uma entrevista coletiva na sala de imprensa do organismo, que reproduzo em três partes. Com a serenidade, objetividade e elegância de sempre, ela disse dentre outras coisas: 

“Se equivoca o regime cubano se acredita que com esta repressão vai nos fazer calar, claudicar”. “Não sei qual vai ser meu destino quando voltar à Venezuela, mas sei sim qual vai ser a minha tarefa”. “Não estamos pedindo um favor à OEA, estamos pedindo que cumpram com o seu dever: 1. Aplicação da Carta da OEA. 2. Resolução de condenação da OEA à repressão. 3. Envio de uma missão da OEA à Venezuela integrada por democratas de trajetória.

“Ao tratar de impedir que se ouça a voz do povo venezuelano se produz uma confissão do governo sobre sua responsabilidade e seu medo. Têm medo de que se conheça a magnitude da repressão que há nas ruas da Venezuela. Hoje o mundo reconhece o regime de Maduro como o que é: uma DITADURA! Na Venezuela há uma ditadura. Não me deixaram falar mas vou acabar falando hoje, amanhã ou quando possa no Conselho Permanente (CP) para denunciar a violência. Jamais esqueceremos o que foi este gesto valente, firme e solidário do Panamá com o povo da Venezuela”. 

O ex-embaixador do Panamá na OEA, Guillermo Cochez, publicou em sua conta do Twitter: “A Carta Democrática da OEA está se convertendo no papel higiênico que tanto faz falta na Venezuela”, e o embaixador Vallarino arrematou: “Vamos pedir que fique constante na ata de @MariaCorinaYA no último ponto da sessão da CP hoje @CNNDirectoUSA @CNNEE.

Foram com ela a mãe de Geraldine Moreno, a estudante que foi assassinada com vários disparos de “perdigones” no rosto, senhora Rosa Orozco, o dirigente estudantil da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB), Carlos Vargas, e o dirigente sindical petroleiro Iván Freites. Nenhuma dessas pessoas pôde falar na sala de imprensa, pois a vigilância da OEA disse que eles “não obtiveram autorização” para isso. No final desta edição vocês podem ver o tratamento que foi dado a dona Rosa e Carlos, como se fossem marginais. Tudo combinado para que o mundo não saiba o que está ocorrendo na Venezuela.

Bem, fiquem com os vídeos da entrevista de María Corina Machado, do estudante Carlos e dona Rosa, e tirem suas conclusões. Fiquem com Deus e até a próxima!


 

Comentários e traduções: G. Salgueiro