sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

“O venezuelano Tarek El Aissami”





Ontem eu prometi fazer atualizações diárias até o final do referendo e aqui estou de novo, com informações que não vejo circular pelo Brasil, nem na mídia convencional, tampouco nos zilhares de blogs espalhados pela rede. Na última edição eu falei que o Ministro de Interior e Justiça da Venezuela se chamava El Aissami, (na nota sobre a repreensão à Lina Ron) mas acredito que pouquíssimas pessoas sabem quem é este elemento de fato. Hoje, com muito gosto, apresento um pouco da ficha criminal deste fulano e tenho certeza que depois que vocês lerem vão compreender o que há anos denuncio e que culminou com o ataque à Sinagoga Tiferet Israel em Caracas.

Antes, porém, quero lhes apresentar um vídeo - que também é muito esclarecedor -, da visita de Fidel Castro à Venezuela logo após o golpe de 1º de janeiro de 1959, quando ele depôs o presidente Fulgencio Batista e desceu da Sierra Maestra aclamado pelas multidões. Este vídeo foi feito por um venezuelano de nome Miguel Torres e hoje é visto como “profético”, pela concretização do que o psicopata cubano disse naquela ocasião. Dentre outras coisas, disse o ditador Castro: “Se Havana estivesse rodeada dessas montanhas a guerra de libertação não teria durado tanto tempo. Estas montanhas que rodeiam Caracas são uma garantia da liberdade”. E, de fato, um rotundo e gigantesco NÃO, símbolo da Liberdade na Venezuela de hoje, foi colocado por um grupo de estudantes nas montanhas que circundam Caracas. Lamentavelmente, mas como era de se esperar, os autores desta maravilha foram detidos, segundo relato da mãe de um deles.

E noutro trecho de seu discurso o assassino do Caribe afirma: “Este é o pensamento bolivariano: a Venezuela deve ser o país líder da unidade dos povos da América”. Sabem quando foi esta visita? Em 23 de janeiro de 1959, daí o nome do bairro onde se homiziou Chávez depois do falido golpe de Estado em 1992. É neste bairro onde vivem e se escondem os bandos mais perigosos de delinqüentes e terroristas que atormentam os venezuelanos, apoiados e mantidos pelo próprio ditador venezuelano. E é este o espírito que alimenta a transtornada alma do psicopata Chávez que em surto permanente tomou a palavra ao pé da letra, por isso insiste nessa aberração jurídica e inconstitucional de uma emenda para perpetuar-se no poder. Confiram o vídeo aqui.

Bem, e agora conheçam “um pouco” sobre o Ministro Popular do Interior e Justiça da República Bolivariana da Venezuela, na tradução do espanhol que fiz do artigo intitulado “O venezuelano Tarek El Aissami”, originalmente publicado em inglês em http://themengesproject.blogspot.com/. Não sei se chame isto de Currículo ou Folha Corrida; escolham! Fiquem com Deus e até a próxima!

“O venezuelano Tarek El Aissami"

O Sr. El Aissami é um venezuelano descendente de sírio, que antes de ser nomeado Ministro de Interior e Justiça, ocupava o cargo de Vice-Ministro de Segurança Pública. Seu pai, Carlos Aissami, é o chefe da seção venezuelana do partido político Baath do Iraque. Antes da invasão do Iraque, ofereceu uma coletiva de imprensa na qual se denominou a si mesmo um Talibã e referiu-se a Osama bin Laden como “o grande Mujahidin, o Sheik Osama bin Laden”. O tio-avô de Shibli El Aissami era um ideólogo destacado e foi o assistente do Secretário Geral do partido em Bagdá, durante o regime de Saddam Hussein.

Verificou-se que em 2003, El Aissami foi encarregado da Direção da Onidex (Departamento Nacional de Identificação e Estrangeiria – nas siglas em espanhol), junto com outro líder estudantil radical da Universidade de los Andes na cidade de Mérida, Hugo Cabezas. A nomeação resultou surpreendente, precisamente devido a suas conexões com os movimentos guerrilheiros da Universidade de los Andes (ULA). Surgiram evidências de que durante esse tempo ambos emitiram ilegalmente passaportes venezuelanos e documentos de identidade a membros do Hezbollah e do Hamas. O Sr. Cabezas é agora candidato a Governador do estado Trujillo nas eleições que se celebrarão em 23 de novembro de 2008, e é membro fundador de Utopia, um grupo armado que tem nexos com a Frente de Libertação Bolivariana. [Hugo Cabezas foi eleito Governador de Trujillo, pelo PSUV, partido socialista criado por Chávez. N. T.].

Sendo um líder estudantil da ULA, Aissami tinha o controle político dos dormitórios da ULA que eram utilizados para esconder veículos roubados e tráfico de drogas, e maquinavam para esconder guerrilheiros nos dormitórios. Segundo esses informes, das 1.122 pessoas que habitavam as residências universitárias em um determinado momento, apenas 387 eram estudantes de fato e mais de 500 não tinham nada a ver com a universidade.

A jornalista venezuelana Patricia Poleo, que se dedica exclusivamente à investigação, declara que o Sr. Aissami junto com outros filiados do Hezbollah, tais como Gahzi Nasserddine, atualmente o Encarregado de Negócios na Embaixada da Venezuela em Damasco, e seu irmão Ghasan Atef Salameh Nasserddine, estão incumbidos de recrutar árabes venezuelanos filiados ao Partido Socialista Unido da Venezuela – PSUV -, o Partido Socialista de Chávez, para serem enviados ao sul do Líbano a fim de receber treinamento de combate nos campos do Hezbollah, e desta forma prepará-los para a guerra assimétrica contra os Estados Unidos. Uma vez de volta à Venezuela, são recebidos pelos membros radicais do PSUV filiados à UNEFA (a universidade dirigida pelas Forças Armadas) e a Universidade Bolivariana da Venezuela, para continuar seu treinamento em armamento, explosivos e munições. Os campos de treinamento estão localizados nos estados Monagas, Miranda, el Páramo, Falcón, Yaracuy, Yumare e Trujillo, assim como nos distritos de Maturín, Los Teques, El Jari, Churuguara e Sierra de San Luis. Estes grupos e indivíduos são supervisionados pela Organização do Hezbollah na Venezuela junto com os iraquianos da al-Qaeda que vivem atualmente no país, e pelos da Frente Democrática da Palestina, encabeçada por Salid Ahmed Rahman, cujos escritórios estão situados no Parque Central de Caracas.

Desde que Chávez assumiu a presidência, o Hezbollah, o Hamas e a al-Qaeda têm utilizado a Venezuela como trampolim para chegar a outros países Latino-Americanos. Há informações de que um grupo de ativistas iraquianos pertencentes à al- Qaeda encontra-se atualmente em Caracas. Trata-se de Mohammed Adnan Yasin, Falh Ami Taha e Muhi Alwan Mohammed Al Qaisi. Todos chegaram a Caracas com vistos temporários outorgados e aprovados pelos chefes da Onidex (Cabezas e Aissami) e se supõe que são extremamente perigosos. Eles supervisionam as atividades destas organizações terroristas na região tri-fronteiriça, assim como na Nicarágua e Argentina.

Outros membros do Hezbollah na Venezuela com este mesmo tipo de visto, são: o libanês expert em explosivos Abdul Ghani Suleiman Wanked, a mão direita de Hassan Nasrallah, Rada Ramel Assad, nascido em Barranquilla, Colômbia e Abouchanab Daichoum Dani, que organiza o grupo. Devemos estar muito alertas sobre o que acontece na Venezuela. Os meios de comunicação independentes têm alertado que o regime de Chávez emitiu documentos de identidade aos radicais islâmicos, os quais lhes permitem operar e deslocar-se com liberdade para outros países. Torna-se sumamente preocupante e perigoso que um radical como é Aissami, seja o encarregado de emitir cédulas de identidades e passaportes, uma vez que com isso se conseguem as metas dos presidentes do Irã e da Venezuela em seu esforço mancomunado para radicalizar e criar redes terroristas na região.

Outros artigos escritos pelo pessoal de “The America’s Report” que se referem a este artigo são: “The Iranian threat already in the US' backyard", de 14 de fevereiro de 2008 por Nicole M. Ferrand; "Latin America's radical grassroots", por Luis Fleischman e Nicole M.Ferrand de 27 de março de 2007; "The Radical Grassroots in Latin America II", por Luis Fleischman e Nicole M. Ferrand de 11 de abril de 2007; "The Latin American Radical Grassroots II", por Luis Fleischman e Nicole M. Ferrand.

* Nicole M. Ferrand é a editora de “The America’s Report” do Menges Hemispheric Securit Project. É economista e graduada em Ciências Políticas pela Universidade de Columbia, com conhecimentos de leis pela Universidade Peruana, UNIFE, e de Finanças Empresariais pela Universidade de Georgetown.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

Haverá fraude em 15 de fevereiro












De hoje até o próximo domingo o Notalatina vai ficar em estado de alerta, em decorrência do referendo na Venezuela, do mesmo modo que ficou no de 2 de dezembro de 2007. O que apresento hoje é uma síntese dos últimos acontecimentos naquele país, com a aproximação da data do inconstitucional e ilegal Referendo que Chávez impôs à nação e que ocorrerá no próximo domingo.

Antes, porém, quero registrar aqui minha alegria e solidariedade aos dois atletas cubanos, Aguelmis Rojas e seu treinador Rafael Díaz, que conseguiram escapar da ditadura castro-comunista da Ilha-Cárcere. Os atletas cubanos fugiram da delegação ontem em Maldonado, Uruguai, onde estavam desde 16 de janeiro participando de um programa de cooperação e intercâmbio entre o Uruguai e Cuba Deportes. Eles deveriam participar de uma aula aberta a treinadores e atletas uruguaios mas não compareceram, e depois soube-se que sumiram com todos os pertences e desligaram os celulares, impedindo uma possível localização. Só espero que eles consigam asilo político e não sejam deportados como faz o Brasil, com quem apenas quer o direito à liberdade.

Bem, desde que Chávez assumiu o poder da Venezuela, há 10 anos, ele foi progressivamente tirando a máscara e mostrando sua aversão a qualquer tipo de religião. Os ataques à Igreja Católica foram sistemáticos, tendo inclusive agredido o Cardeal Dom Rosalio Castillo Lara chamando-o de “diabo de batina” e permitindo que seus bandos de delinqüentes atacassem a Nunciatura Apostólica, as igrejas e os fiéis cristãos incontáveis vezes, conforme relato que apresentei há pouco aqui mesmo neste blog.

Suas alianças com o ditador iraniano Mahmud Ahmadinejad, e o livre trânsito de iranianos na Venezuela através de um vôo diário Teerã-Caracas, fortaleceram este ódio aos judeus até ao ponto de fazer declarações anti-semitas e permitir ataques violentos de seus bandos armados a escolas, clubes e finalmente à principal sinagoga, onde o templo foi profanado e seus artefatos sagrados barbaramente violados.

A poucos dias da consulta eleitoral e vendo que as pesquisas sérias davam a vitória ao NÃO, Chávez resolveu mudar o tom da prosa. Há duas semanas mais ou menos ele mandou atacar os estudantes que se manifestavam contra o referendo e vociferava contra comunidade judaica venezuelana. Há dois dias, entretanto, encontrou os “culpados” pelo ataque à sinagoga e mandou enquadrá-los “na forma da lei”. Isto me lembrou o comportamento do PT no julgamento do Comandante Daniel, vulgo “Zé Dirceu”. Naquela ocasião era interessante que ele fosse punido para aparentar isenção e transparência no trato da questão, e assim se fez.

Agora é Chávez quem age do mesmo modo. Para melhorar sua imagem perante o mundo e temendo a grande derrota domingo, (que se Deus quiser, virá!), o delinqüente de Miraflores através do seu governo deteve 11 pessoas, dentre elas 5 policiais metropolitanos, uma detetive da CICPC (Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas), um funcionário da Polícia de Caracas e quatro civis, os quais provavelmente estariam envolvidos no vandalismo da sinagoga em 30 de janeiro. Chávez precisava que algumas vítimas se imolassem no altar do sacrifício em nome da causa, e encontrou. Ele também prometeu “endurecer e encontrar os culpados” pelo ataque à Nunciatura Apostólica, utilizando assim, a velha estratégia das tesouras.

Com relação à marcha que levou 600.000 pessoas pacificamente às ruas de Caracas para dizer-lhe um rotundo NÃO, Chávez insiste na velha máxima leninista de “acuse-os do que você faz”, voltou a carregar contra o bando “La Piedrita” acusando-os de agir violentamente “como a oposição” e ordenando a prisão do líder deste bando, Valentín Santana. Vejam o que ele diz: “Chamei o Procurador Geral para que tome medidas; essa pessoa deve ser detida porque é um delito ameaçar alguém. O Estado atuará; que assumam sua responsabilidade e as conseqüências de seus atos. Este senhor é um criminoso, não um revolucionário”. Mas estas duas coisas não são sinônimas? Parece piada que ele esteja falando assim de alguém a quem ele mesmo treinou e armou até os dentes. É patético ouvi-lo dizer isto quando esta é a prática rotineira dos seus bandos de delinqüentes, como a fulana Lina Ron que lidera o “La Piedrita”, uma deputada ordinária e vulgar que mais parece uma prostituta de beira de cais, em seus gestos, atitudes e aparência. Mas Chávez é, antes de tudo, um grande bocudo covardão; quando vê o cerco se apertar pede clemência, bate na lona e entra em surto psicótico.

Vejam só o que ocorreu nos bastidores de Miraflores, enviado por um informante plantado dentro do governo; a “ira” dele contra Lina Ron não vai passar disso, pois é apenas cortina de fumaça para iludir os incautos, principalmente da mídia internacional. Não é que Chávez não concorde com os crimes; o problema é que eles não podem ser cometidos agora, antes do referendo. Diz o informante:

“Chávez havia aceitado o golpe na Sinagoga israelense em Caracas, porém só com bombas lacrimogêneas durante o ato religioso. Seu ministro talibã El Assaime instruiu a Comandante Lina Ron para isto, que estava histérica como uma cadela no cio com seus terroristas e não cumpriu a ordem como foi dada. Ela ordenou a violação e entrada na sinagoga com violência e vingança contra os judeus. Foi repreendida por Chávez e encontra-se agora de orelha murcha com os seus malandros do 23 de janeiro até nova ordem.

Chávez ordenou à DISIP (polícia política) que liquidasse os terroristas de La Piedrita ou Tupamaros se os surpreendessem atacando objetivos sem seu consentimento antes de 16 de fevereiro.

A DISIP está organizando grupos de comando que serão identificados com partidos de oposição, para simular ataques urbanos e acusar e imputar a líderes de oposição depois de 15 de fevereiro, considerando a possível derrota do referendo para a emenda constitucional. Busca mais anarquia para aliviar sua covardia.

A chave é que as pessoas não tenham medo pelo que vem, pois isto é o que Chávez busca e teme não consegui-lo. [Os chavistas] aborrecem os universitários e reconhecem que contra eles não poderão, se se mantêm unidos e na rua, já que são apreciados dentro da Força Armada, em níveis médios e baixos. Se o medo desaparecer, estão ferrados. Cão que ladra não morde, já sabes”.

E a fraude já está rolando solta com a conivência do próprio CNE. Como das outras vezes, pessoas com duzentos anos vão votar – em Chávez, naturalmente! – e outras que são onipresentes, pois votam no mesmo dia, com a mesma cara porém com nomes e endereços diferentes, estarão lá “exercendo seu direito à cidadania bolivariana” de referendar o ditador. Vejam estas cédulas de identidade. A cara é a mesma, porém os dados não. São “milagres” que só acontecem na Venezuela e em breve aqui em Pindorama também...

E para concluir a edição de hoje, o Notalatina apresenta com exclusividade uma entrevista que Alejandro Peña Esclusa concedeu ao repórter Rafael Dominguez no programa “Foro País”, numa TV salvadorenha, onde ele afirma que “haverá fraude em 15 de fevereiro. Está dividida em 3 partes e com a clareza que lhe é peculiar, Alejandro explica todo o processo de ilegalidade desse novo referendo, cuja nação já rechaçou em 2007, como se dará a fraude e o que poderá acontecer com a vitória do oficialismo. Não deixem de assistir: Parte 1, Parte 2 e Parte 3.

Amanhã tem mais. Fiquem com Deus!

Traduções e comentários: G. Salgueiro

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Resgates das FARC, funeral de Tirofijo e papel do Brasil

Antes de abordar os temas escolhidos para a edição de hoje, quero dar três avisos: o primeiro, sobre o curso “Princípios de Simbolismo e Cosmologia Tradicional”, ministrado por Luiz Gonzaga de Carvalho, cujas informações podem ser obtidas clicando no título; o segundo, que o site Mídia Sem Máscara NÃO foi desativado; apenas passa por reformas e em breve estará de volta com todo o seu vigor. Acrescento que nenhum outro site está “abrigando” o MSM como se andou especulando pelo Orkut; isto são apenas ilações de desocupados e desinformadores profissionais. E o terceiro aviso, este extremamente grave e aborrecido, é que o site do Heitor De Paola, “Papéis Avulsos”, foi mais uma vez atacado por hackers e encontra-se temporariamente com suas atualizações paralisadas. Isto não significa que o nosso bom guerreiro vá render-se às imposições de desordeiros que abominam a verdade como o vampiro da luz e muito brevemente, se Deus quiser, tudo voltará à normalidade.

O tema de hoje é, naturalmente, as FARC, e tudo aquilo que a mídia não gosta de revelar; ou melhor, o Notalatina desmascara o mar de mentiras que foram veiculadas a respeito da libertação dos seis seqüestrados pelas FARC. Antes, porém, a revelação de um fato importante a respeito deste bando narco-terrorista que não vi publicado em nenhum jornal, revista ou site do país: a confirmação da morte do chefe dos guerrilheiros, Manuel Marulanda “Tirofijo” – inclusive com a foto de seu funeral – dada por uma guerrilheira desmobilizada recentemente.

Conta a guerrilheira de codinome “Anayibe”, que era noiva de um dos encarregados da segurança pessoal de “Tirofijo”, que ele de fato faleceu nos braços de sua companheira de codinome “Sandra”, no dia 26 de março de 2008, às 9 da manhã, na presença de vários integrantes do Secretariado das FARC em cujo recinto ela também se encontrava. Segundo Anayibe, “[Tirofijo] suava constantemente, suas pulsações estavam aceleradas e os ataques cardíacos eram contínuos. Os medicamentos já não faziam efeito”. O quadro de saúde do velho guerrilheiro de 80 anos agravou-se com os acontecimentos que abalaram toda a guerrilha a partir de 1º de março de 2008, quando foi abatido o número 2 das FARC, Raúl Reyes, seguido da morte de “Iván Ríos”, a deserção de Karina e as reiteradas ofensivas das Forças Militares.

Depois desses acontecimentos Tirofijo resolveu escrever uma carta em 21 de março, dirigida a todas as frentes antecipando as comemorações dos 44 anos da guerrilha, parecendo “pressentir” que seu final estava próximo. Com a apreensão de mais um computador portátil que a Polícia e o Exército encontraram em 31 de outubro do ano passado, num acampamento da Frente 38 na zona rural de Putumayo, achava-se esta carta, um documento de 10 páginas que se converteu na “jóia da coroa”. No documento que ficou conhecido como o “Testamento de Marulanda”, dentre outras orientações ele exorta seus “camaradas” a “incrementar as ações militares e políticas contra o inimigo de classe” e deixa claro que Hugo Chávez e Rafael Correa são “governos amigos das FARC”.

O funeral de Marulanda foi discreto e simples para não dar pistas às Forças de Segurança colombianas. Apenas os cabeças do Secretariado (em torno de 15 pessoas) participaram do enterro e este foi feito com grande dificuldade, pois tiveram de locomover-se a uma longa distância, a pé, carregando o improvisado ataúde. Segundo Anayibe, “o camarada Manuel ficou inchado, tinha o cabelo grande. Sua cabeça ficou recostada em uma toalha azul com uma faixa branca. Seus braços permaneciam cruzados sobre seu estômago e seu corpo foi vestido com um camuflado americano novo. Não era do seu tamanho, porém não encontramos outro igual. Por isso o uniforme aparece com as mangas arregaçadas”.

O deslocamento foi tortuoso, protegido por três anéis de segurança formado por 250 homens e comandado por “Mono Jojoy”. Tirofijo queria ser sepultado no local onde iniciou sua vida guerrilheira há 44 anos, entre Alto Pato (Caquetá) e Guayabero (Meta). O local exato do sepultamento só é conhecido por essas 15 pessoas que jamais revelarão o segredo pactuado entre todos eles. Segundo uma fonte de inteligência militar, “soubemos que ele está enterrado nas margens do Rio Pato. Não foi levado para a Venezuela, como foi dito na ocasião”.

E o assunto do momento, absolutamente distorcido pelos meios de comunicação, é a libertação de seis seqüestrados pelas FARC que começou no domingo 1º de fevereiro e terminou nesta quinta, dia 5. Nos resgates de domingo a desinformação começou a partir do momento em que a rede de televisão chavista “Telesul” divulgou que a demora na entrega dos seqüestrados deveu-se em decorrência de uma perseguição do Exército à missão humanitária onde morreu um guerrilheiro.

Ocorre que o autor desta calúnia, jornalista Jorge Enrique Botero, é cúmplice das FARC tanto quanto “Teodora Bolívar”, codinome nas FARC da senadora oportunista Piedad Córdoba, e membro da organização “Colombianos pela Paz”. Esta organização, criada e presidida por Teodora, tem o objetivo não de ajudar no resgate dos seqüestrados, mas promover as FARC como um “grupo insurgente” para posteriormente reivindicar seu status de grupo beligerante e poder lançá-los novamente na política. Este fato foi desmentido, tanto pelo comandante da Polícia, general Oscar Naranjo, como pelo representante do Governo, Luis Carlos Restrepo.

Segundo Restrepo, “Lamentamos que isto tenha sucedido, que através dos meios de comunicação se façam acusações sem suporte e fundamento”. E acrescentou: “Eu creio que, se tal como nos disse o senhor Jorge Enrique Botero que está falando do local, está violando os protocolos estabelecidos. Neste momento ele é membro de um grupo de fiadores e a comunicação deve ser oficial e através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha”. Botero havia feito declarações à Telesul falando do seguimento de aeronaves à missão e, além disso, passou o telefone ao chefe guerrilheiro que comandou a entrega para uma entrevista. A esse respeito, o presidente Uribe também se posicionou: “A necessidade humanitária de libertar os seqüestrados foi utilizada, contra o que foi acordado, em incitação e estímulo ao grupo seqüestrador, narcotraficante e terrorista das FARC”.


Uma coisa que vale ressaltar é a diferença de atitude dos libertados sob o comando das Forças de Segurança e aqueles onde estes “representantes” de acordos humanitários, encabeçados pela comunista Teodora, participam. Comparando-se os depoimentos feitos por Clara Rojas e Consuelo Perdomo (leiam o que o Notalatina publicou na ocasião, pois a cobertura foi bastante minuciosa), passando pela da primorosa “Operação Xeque” – onde os amigos das FARC foram ludibriados – e, mais recentemente, os quatro militares, o ex-governador Alán Jara e o ex-deputado Sigfredo López, é possível perceber com clareza meridiana que a função desta mulher e sua organização é desmerecer o trabalho do presidente Uribe e fortalecer a “magnanimidade das FARC” ao entregar, unilateralmente, pessoas que elas mesmas seqüestraram.

Em conferência de imprensa, tão logo foi libertado, o ex-governador Jara não poupou elogios à Teodora, tampouco economizou mentiras agressivas ao presidente Uribe. Segundo ele, “Uribe não fez nada por nossa libertação” e arrematou: “A atitude de Uribe não ajudou em nada a que se produza o intercâmbio humanitário e, portanto, a libertação dos seqüestrados”. Ele, como todos aqueles a quem as FARC libertam com a condição de postular em seu favor, defendem uma “negociação” com os terroristas como única saída para a libertação dos outros seqüestrados.

A esse respeito, rebateu Uribe: “Estamos prontos para paz, não para o engano; estamos prontos para o acordo humanitário, não para reforçar o terrorismo”; e concluiu: “O que eu não poderia fazer como presidente da Colômbia é tirar uns guerrilheiros do cárcere e entregá-los às FARC num monte para que voltem a matar, para que voltem a seqüestrar”. Parece que Uribe finalmente aprendeu, pois há dois anos ele cometeu a asneira de libertar um dos cabeças das FARC, codinome “Rodrigo (ou Ricardo) Granda”, a pedido de Sarkozy, como “prova de boa-vontade” do governo colombiano para com as FARC a fim de que libertassem Ingrid Betancourt. O resultado todos conhecem. Granda foi se reciclar em Cuba e depois voltou para a Venezuela, onde tem cidadania venezuelana, vota em apoio a Chávez com cédula eleitoral venezuelana, e até a escritura de uma casa em seu nome possui naquele país. Isto o Notalatina também denunciou; é só procurar nos arquivos de fins de 2007.

E o papel do presidente Lula nisso tudo? Aos olhos do mundo ele continua posando de “moderado”, “pacifista” e “conciliador”, papéis meticulosamente calculados para encobrir sua verdadeira função nesta trama sórdida urdida desde o Foro de São Paulo. Como todo cabeça de uma organização Lula não pode se expor como fazem Chávez, Morales e Correa; ao contrário, sua imagem precisa ser preservada porquanto por baixo dos panos ele precisa continuar agindo em favor deste bando de delinqüentes assassinos. Seu discurso é um, sua prática é outra. Enquanto se diz preocupado com a situação dos seqüestrados e põe nossas Forças Armadas a serviço destes “acordos humanitários”, ele está, na verdade, usando nossos militares para garantir a preservação física dos terroristas e, ao mesmo tempo, consolidando sua boa imagem perante o mundo enquanto tenta encobrir suas alianças antigas e profundas com as FARC.

Vale a pena recordar que: nos arquivos dos computadores apreendidos de Raúl Reyes há inúmeras correspondências deste para o Secretariado em referência ao governo e membros do PT; há incontáveis participações das FARC nos encontros do Foro de São Paulo, do qual Lula é fundador e participou ativamente até eleger-se presidente da República; que até hoje nem ele nem seu partido, o PT, provaram que a informação publicada na revista Veja de que Oliverio Medina doou 5 milhões dólares para a campanha presidencial de 2002, na qual Lula se elegeu, era caluniosa; que foi por intermédio de Lula e seu governo que o embaixador das FARC, Oliverio Medina, conseguiu status de refugiado político, mesmo não reunindo as mais mínimas condições exigidas pelo CONARE; que pelos laços que unem Lula, o PT e as FARC, a mulher de Medina ganhou um emprego no Ministério da Pesca, cujo salário é pago pelo povo brasileiro.
O que o movimento revolucionário internacional pretende é destruir a reputação e o excelente trabalho do presidente Uribe, que está desmoralizando e destruindo aos poucos esta hidra assassina chamada FARC, e faz isso através de seus títeres como Chávez, Correa, Teodora Bolívar ou os políticos – idiotas úteis - que estão sendo libertados. O preço desta liberdade é a defesa de seus algozes e não o fazem por “Síndrome de Estocolmo” mas por uma perversa aliança em nome do comunismo internacional. Tudo isso está muito bem analisado no artigo publicado hoje no “Soy Latinoamericana”, Conveniencia histórica del Acuerdo Humanitario frente al Plan Estratégico de las Farc, do Cel Luis Alberto Villamarín Pulido. Não deixem de ler esta primorosa análise. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários e traduções: G. Salgueiro

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

FIM DA LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL - JB TENTA AMORDAÇAR OLAVO DE CARVALHO E O EXCLUI DE SUAS PÁGINAS


Desde que o "Comandante Daniel", também conhecido pela alcunha de "Zé Dirceu", tornou-se articulista do JB como prêmio de consolação por ter sido cassado politicamente como "Chefe do Mensalão", senti um cheiro de podre no ar e temi pelo futuro dos meus amigos que ali escreviam, Olavo, Iorio, Antônio Sepúlveda. Cheguei a enviar uma carta para o JB questionando a presença deste "ex" terrorista nas páginas de um jornal até então bem conceituado, e a resposta que recebi foi de que ele "não era articulista do jornal" e que "tinha direito de dar sua opinião como qualquer outro cidadão".

A mentira não se sustentou por muito tempo pois, a partir dali, as escrevinhanças do "brasileiro-cubano" - como ele mesmo se autodefine - passaram a ter a constância de um articulista fixo e, para maior afronta, dividia a página com Olavo; tudo isto pago a peso de ouro, salário que poucos jornalistas com décadas de profissão e competência jamais ousaram sonhar.

A cassação de Dirceu foi muitíssimo providencial. Para dar uma aparência de lisura nos julgamentos dos parlamentares acusados de vários crimes contra o povo e a Nação brasileira é que cassou-se este elemento. O objetivo era, na realidade, deixá-lo livre e longe das cobranças da imprensa para AGIR, nos tradicionais moldes do patrulhamento ideológico e perseguição àqueles que insistem em não se "adequar" às imposições do regime comunista, como ocorre em Cuba, na China, na Rússia e com os nossos vizinhos sul-americanos, sobretudo a Venezuela.

O relato abaixo é um Raio-X claríssimo de que a liberdade de expressão e de imprensa acaba de ser sepultada no Brasil. Olavo era o único farol a iluminar a escuridão da ignorância e da farsa consentida que vigoram em todos os jornais do país, restando-nos ainda seus artigos no "Diário do Comércio" de São Paulo e em seu próprio site.

Este é o preço que pagam aqueles que asumiram um compromisso com a Verdade e não se vergam perante ameaças, como fizeram Boris Casoy, Mendelski e tantos outros jornalistas brasileiros que passam muito bem e continuam com suas colunas e programas de televisão.

Resta saber: de toda a classe jornalística brasileira, quantos terão a coragem de hipotecar publicamente sua solidariedade a Olavo? O tempo dirá quem são embusteiros, covardões, vendidos e onde estão os que sabem honrar o ofício da profissão jornalística.

Leiam todo o relato e o artigo censurado. A carapuça caiu como uma luva sobre as cabeças dos mandantes do JB, daí porque tornou-se imperativo jogar fora a última fatia do salame.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro
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O preço do salame

Olavo de Carvalho

Aproximadamente um ano atrás, o Jornal do Brasil diminuiu arbitrariamente meu salário, de US$ 2.000,00 para US$ 400,00 por mês. O aviso veio como fato consumado, sem qualquer consulta prévia a esta desprezível criatura.

Cortes de salário e de espaço são na imprensa brasileira um meio usual de boicote, empregado quando o jornal ou revista quer se ver livre de um articulista sem assumir a responsabilidade de demiti-lo. É um estilo especialmente jornalístico de operação-salame. O sujeito vai sendo encurtado fatia por fatia, até que, quando o salame já está um toquinho de nada, a diretoria lhe informa que sua coluna será “ampliada” (sic), isto é, dividida e reduzida.

O mesmo truque, que não engana a ninguém exceto à consciência moral de seus autores, foi usado contra mim na Zero Hora, na Época, no Globo e, por fim, no JB. Só do Jornal da Tarde a exclusão veio toda de uma vez, sem amortecedores, porque não havia o que amortecer: meus artigos ali já eram quinzenais em vez de semanais, e o pagamento era uma micharia simbólica impossível de reduzir. Ademais, desde que os Mesquita deixaram o controle do jornal eu havia perdido todo embalo de escrevcr ali, coisa que só fazia por um sentimento de gratidão e admiração para com a família.

Desde o corte de salário, fiquei de sobreaviso, sabendo que meus dias no Jornal do Brasil estavam contados. Minha expectativa confirmou-se quando outros articulistas de orientação liberal ou conservadora foram demitidos. Em 29 de maio veio a seguinte mensagem do economista Ubiratan Iorio, até então meu colega de página:



Amigos, vejam a que ponto chegou o JB. Nem coragem para nos comunicar a dispensa tiveram, preferindo recorrer ao subterfúgio batido de "mudanças" editoriais.

Saímos eu, Antonio Sepúlveda, o Jarbas Passarinho e outros. Espero pelo menos que você, Olavo, continue firme...

Abraço,
Iorio

No último dia 8, enviei ao JB o seguinte artigo:


Norma de redação

Olavo de Carvalho


Confissões de Luiz Garcia, um dos potentados da redação de O Globo, reveladas durante um simpósio da University of Tulane, em março de 2008, por Carolina Matos, em conferência intitulada (sem ironia aparente) Partisanship versus professionalism:

“Fizemos um enorme esforço para atrair o pensamento esquerdista para O Globo. E fizemos isso em tal extensão que depois tivemos de procurar um direitista que escrevesse bem, e escolhemos Olavo de Carvalho, o que hoje lamentamos um bocado. Toda a esquerda tem acesso ao Globo: Élio Gaspari, Zuenir Ventura, Veríssimo... E também os ativistas, as ONGs. Estamos fazendo uma coisa balanceada.”

Leram? Leiam de novo. Com o maior ar de inocência, com aquela consciência limpa de quem não quer sujá-la num confronto com os próprios atos, o criador da página de opinião de um grande diário brasileiro apresenta sua noção de jornalismo balanceado, isento, equilibrado: franquear as páginas do jornal para “toda a esquerda”, um exército inteiro de editorialistas, cronistas, analistas e ongueiros, depois camuflar o partidarismo concedendo um espacinho a um – isso mesmo: um, um único – articulista de direita, em seguida reduzir um pouco mais esse espacinho e no fim ainda reclamar que o convidado, um brutamontes sem educação, ultrapassou a quota de direitice admitida. Em matéria de disfarce, isso foi tão eficiente quanto limpar bumbum de elefante com um cotonete.

Mas disfarçar era totalmente desnecessário: quem, entre as multidões, reclamaria do viés esquerdista do Globo? Brasileiro não lê jornal. Num país de 180 milhões de habitantes, a tiragem dos maiores diários, somada, mal chega a dois milhões de exemplares. A imagem que o zé-povinho tem dos jornais é a de trinta anos atrás: o Estadão ainda é os Mesquita, O Globo ainda é Roberto Marinho. Diga ao cidadão comum que O Globo é de esquerda, e ele rirá na sua cara com aquele ar de infinita superioridade que é o privilégio sublime da completa ignorância. De outro lado, o esquerdismo da mídia nacional é mais que hegemônico: é uma instituição tão antiga, tão sólida, tão tradicional e intocável que acabou por se tornar um estado natural. O jornalismo de esquerda já nem pode ser reconhecido como tal, pois há três gerações não existe um de direita que lhe sirva de contraste. A firme obediência ao programa esquerdista passa hoje como a encarnação mesma do profissionalismo idôneo, mainstream. Fanatismo, propaganda, distorção ideológica, só na coluna do Olavo de Carvalho, é claro. Pois não é que o safado teve a ousadia de contar para todo mundo que o Foro de São Paulo existia, quando a massa de seus colegas de ofício se empenhava solicitamente em ajudar essa central da subversão a crescer em silêncio? Por que ele não se limitou ao direitismo cool, educado, àquele amável direitismo de centro que festeja a eleição de Barack Obama como uma glória da democracia americana e de vez em quando até verte umas lágrimas (de crocodilo ou não) pelos terroristas mortos nos “anos de chumbo”?

Se querem entender como essa mudança aconteceu, leiam o livro de Alzira Alves de Abreu, Else Mudaram a Imprensa (FGV, 2003). São “depoimentos de seis jornalistas que, na qualidade de diretores de redação, tiveram uma participação fundamental na reformulação ou na criação de órgãos de imprensa brasileiros nas últimas três décadas do século XX”. Dos seis entrevistados, cinco são esquerdistas. Só faltou, dessa geração de reformadores célebres, o Cláudio Abramo, que já tinha morrido. E Cláudio era um devoto de Leon Trotski. Isso, meus amigos, é a mídia brasileira. Ser esquerdista, no ambiente que esses homens criaram, não requer nem mesmo uma tomada de posição pessoal: é só você não pensar no assunto, e a força da rotina geral o arrastará insensivelmente para a esquerda sem que você tenha de assumir a mínima responsabilidade por isso.

Se Luiz Garcia parece não ter a menor consciência de que confessou uma manipulação abjeta, delituosa até, não é porque seja cínico de propósito: é porque, no meio em que ele vive, a insensibilidade moral para com os abusos do esquerdismo se tornou uma espécie de norma de redação.

No dia seguinte recebi de Rodrigo Almeida, da direção do JB, a seguinte mensagem:

Caríssimo Olavo,

A direção do jornal considerou inadequado para o JB um artigo com tantas referências ao Globo. Por esse motivo, optamos pelo cancelamento da publicação do seu artigo. Peço-lhe a gentileza de enviar um novo texto, e lhe garanto a publicação até o fim de semana.
Obrigado.
Um abraço e feliz 2009!
Rodrigo de Almeida

Não desejando criar conflito, respondi a ele nos seguintes termos:



Prezado Rodrigo

Não se trata do Globo, mas de um caso patente de discriminação ideológica com grave dano profissional para a vítima e prejuízo para a liberdade de imprensa em geral. À distância em que estou, meu espaço no JB é o único instrumento de defesa do qual disponho. Peço à direção do jornal reconsiderar a decisão. Caso necessário, assinarei uma declaração isentando o jornal de qualquer responsabilidade pela publicação do artigo. Se o abuso autoritário cometido por um jornal não pode ser denunciado por outro jornal, então a liberdade de imprensa acabou no Brasil.

Abraço,
Olavo de Carvalho

No dia seguinte, não tendo recebido resposta nenhuma, enviei novamente o e-mail. Decorridas algumas horas, chegou, em vez da resposta de Rodrigo Almeida, a seguinte mensagem de Paulo Márcio Vaz, editor de opinião do JB:

Prezado Olavo,

Comunico-lhe que, a partir da próxima semana, a editoria de Opinião do
Jornal do Brasil será ampliada, com a chegada de mais articulistas. Portanto, todos os nossos colaboradores passarão a escrever apenas um artigo por mês. Ainda hoje, ou no início da próxima semana, lhe envio a data exata de publicação de seu artigo para fevereiro.
Peço-lhe que, por favor, confirme o recebimento desta mensagem.
Um grande abraço,
Paulo Marcio
(21) 2101-4481
(21) 8101-4472

Respondi a ele o seguinte:



Prezado Paulo Márcio,

Por favor, comunique à diretoria do
JB que terei o máximo prazer em escrever um artigo mensal para o jornal. O preço de cada artigo será dois mil e quatrocentos dólares.
Atenciosamente,
Olavo de Carvalho

Até agora não veio resposta. Será que acharam dois mil e quatrocentos dólares um preço caro demais para uma fatia de salame?

Olavo de Carvalho

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

COMUNICADO OFICIAL DE UNOAMÉRICA-BRASIL

UNIÃO DAS ORGANIZAÇÕES DEMOCRÁTICAS DA AMÉRICA

www.unoamerica.org

DELEGAÇÃO DO BRASIL

COMUNICADO OFICIAL


Os Delegados Brasileiros de UNOAMÉRICA comunicam que brevemente será publicada uma lista das Organizações, Sites/Blogs ou pessoas físicas que integram a entidade e estas serão as únicas que poderão se manifestar oficialmente pela Organização. Reiteram que não haverá comunidades UNOAMÉRICA no Orkut ou ferramentas similares e que as já criadas dão esta explicação com detalhes.



GRAÇA SALGUEIRO HEITOR DE PAOLA
Delegada Delegado

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Avisos importantes


A edição do Notalatina de hoje traz dois importantes avisos mas antes necessito fazer alguns comentários a respeito de dois fatos: um, sobre o estado de saúde do Abutre do Caribe, Fidel Castro, e outro sobre o criminoso “refúgio político” concedido pelo Brasil ao terrorista assassino Cesare Battisti.

Ontem o “Soy Latinoamericana” publicou uma matéria do diário argentino “Urgente24” em que se especulava acerca da piora da saúde do ditador Castro, havendo mesmo quem chegasse a sugerir que ele já havia morrido. Pois bem. Já tarde da noite recebi uma nota de “La Voz de Cuba Libre” que reproduzo na íntegra:

“Há rumores de que Fidel Castro morreu no dia de ontem (13), porém o Comitê Central do Partido decidiu demorar com a notícia até depois da tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos no próximo dia 20. Isto talvez seja possivelmente para não ofuscar tal tomada de posse, assim como dar a oportunidade ao novo presidente de enviar uma nota de condolências que sirva para suavizar a abertura, já programada, das novas relações entre ambos os governos”

Faz sentido, uma vez que tanto Raúl quanto Fidel, ou mesmo o ministro de Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, sempre deixaram muito claro seu entusiasmo pelo farsante moleque muçulmano, como de resto toda a comunalha mundial. Como eles odeiam Bush, não iam permitir que ele encerrasse seu governo com essa notícia tão auspiciosa.

E também ontem eu recebi do velho amigo cubano Luis Grave de Peralta Morell, autor do magnífico livro “La Mafia de La Habana” (que traduzi mas continua inédito no Brasil por absoluta falta de interesse das editoras brasileiras em desvelar ao público todo o horror, miséria, crimes – inclusive de narcotráfico – cometidos pela Nomenklatura cubana), dois vídeos muito bons, feitos no Youtube por ele, de músicas do grupo de rock “Porno para Ricardo”. O primeiro chama-se “Porno para Fidel” e o segundo “El Coma Andante”. Gracias, Luis! Vale a pena ouvir!

O segundo comentário é sobre esta aberração – mais uma! – cometida pelo governo terrorista brasileiro, ao conceder asilo político a um criminoso condenado à prisão perpétua. Hoje li uma matéria no jornal italiano “República”, onde o filho de uma das vítimas critica severamente a atitude do Brasil dizendo que se sentiu “profundamente ferido com a decisão da justiça brasileira”. É incompreensível para qualquer pessoa que não tenha a mente doente e deformada onde pelos “kamaradas” se faz tudo, se perdoa tudo, muda-se até as leis. Vale a pena conferir a matéria, bem como o vídeo da entrevista de Adriano Sabbadin, o filho de Lino, assassinado friamente em 16 de fevereiro de 1979. Segundo Sabbadin, seu pai já estava morto sob uma poça de sangue no chão quando Battisti lhe desferiu mais um tiro de misericórdia.

Vale a pena recordar o pendor para o mal, o empenho em transformar o Brasil em refúgio de criminosos, terroristas e marginais de toda espécie, em detrimento daqueles que não rezam pelo credo vermelho. No início do ano passado dois militares uruguaios perseguidos pela justiça daquele país fugiram para o Brasil e solicitaram asilo político. Lá eles estavam sendo acusados de “crimes de tortura” durante a repressão ao terrorismo dos anos 70 e o que fez o governo brasileiro? Mais que rapidamente os extraditou e colocou no colo da Justiça uruguaia. O mesmo se repetiu com os boxeadores cubanos, pois o que importa a este governo comunista brasileiro não é fazer justiça mas justiçamento, palavra tão cara a Herr Tarso Genro, “Estela”, “Geraldo”, Minc, Franklin. O que “seu” Lula parece esquecer é que “a inútil” agora possui cidadania italiana, bem como seus filhos. Esqueceu o respeito pela vasta, alegre e generosa colônia italiana do Brasil, das excelentes relações diplomáticas entre os dois países e as conseqüências dramáticas que esta ignomínia pode acarretar. Penso que era o caso de a Itália romper relações diplomáticas com o Brasil, pois este crime não tem perdão.

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Agora os avisos. Na última edição do Notalatina eu apresentei a série de vídeos da palestra que o ex-agente do KGB, Yuri Bezmenov ofereceu em uma universidade de Los Angeles em 1983. Agora o “Cavaleiro do Templo” está disponibilizando a palestra completa em DVD, com legendas em português. Os interessados devem escrever para o e-mail cavaleiro@cavaleirodotemplo.com.br e fazer a solicitação. O preço será conhecido através da troca de mensagens. Aqueles que desejarem uma versão de qualidade melhor devem procurar o autor, David Carvalho, das seguintes maneiras: através do YouTube em www.youtube.com/hermitcleric; pelo e-mail hermitcleric@gmail.com ou pelos Correios, através deste endereço:

David B. Carvalho
CX. POSTAL 4023
CEP: 31250-970
Belo Horizonte – MG

O segundo aviso, importantíssimo, é sobre o curso de Filosofia que o Profº Olavo de Carvalho vai oferecer de 27 de abril a 02 de maio em Colonial Heights, Virginia, Estados Unidos. Segue abaixo a apresentação e programa do curso. Divulguem para os seus contatos, pois estes dados são importantíssimos para quem deseja acompanhar o curso “Introdução à Filosofia de Eric Voegelin”. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e tradução: G. Salgueiro

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Introdução à Filosofia de Eric Voegelin

Curso em 6 aulas, por Olavo de Carvalho
Colonial Heights, VA, 27 Abril de 2009 a 02 Maio 2009

No vídeo recém-publicado da rodada de conferências “Voegelin in Toronto”, o que mais me chama atenção é a diferença entre pensadores acadêmicos de alto calibre, mas presos às formalidades do meio universitário, e o estudioso que tira sua inspiração diretamente da vida mesma. Todo o conjunto de temas a que Eric Voegelin dedicou seis décadas de estudo e meditação veio da sua experiência pessoal ante a eclosão dos movimentos ideológicos de massa no século XX. O grande objetivo da sua vida foi não apenas explicar as origens intelectuais e espirituais desses fenômenos sangrentos, mas apreender a sua significação no quadro geral da existência humana. Para isso ele teve de desenvolver toda uma antropologia filosófica, partindo das fontes clássicas do pensamento ocidental, especialmente o Banquete de Platão, onde o ser humano aparece como uma criatura intermediária e hesitante, vivendo na fronteira entre dois mundos: o transcendente e o imanente, o infinito e o finito. A esse espaço entre os mundos Platão dava o nome de metaxy, “entremeio”. É da experiência direta aí colhida que surgem os símbolos com que o ser humano procura dar alguma inteligibilidade ao processo existencial que ele não pode observar de fora e de cima, porque o processo o envolve em todos os instantes e sob todos os aspectos.

Da universalidade da metaxy como condição permanente da vida, Voegelin conclui que os pólos da existência são inseparáveis e nenhum deles pode ser concebido como objeto: Deus e o homem, o eu e o outro, consciência e objeto, natureza e sociedade só existem como oposições internas dentro da metaxy. Não há um posto de observação privilegiado desde o qual possamos captar a unidade do processo e constituir os seus elementos como “objetos”. É o processo mesmo que, em nós, busca a expressão da sua inteligibilidade possível a cada momento. Isso não quer dizer que o conhecimento gire em círculos. Ele tem um certo sentido acumulativo e progressivo, na medida em que as sucessivas simbolizações vão se esclarecendo umas às outras numa escala que vai do mais compacto para o mais diferenciado. Os símbolos da existência formam sucessivas imagens da “ordem”, e a sucessão das ordens no tempo é ela própria a “Ordem da História”. A eclosão dos movimentos ideológicos de massa é uma etapa dessa sucessão e pode ser, até certo ponto, compreendida.

A idéia do presente curso é reconstituir a “ordem” sucessiva das descobertas de Voegelin pelo mesmo método que ele aplicou à investigação da “Ordem da História”: a análise de uma biografia intelectual deve resultar no esclarecimento da unidade interna e da “estrutura”, sempre móvel, mas reconhecível, do ensinamento de Voegelin. Como exigência desse mesmo método, dedicaremos especial atenção às partes mais problemáticas da obra de Voegelin, o que não significa necessariamente as mais frágeis, porém aquelas que deixam em aberto questões que já não podem ser resolvidas pelo método voegliniano, exigindo antes a sua extensão e complementação. A leitura preliminar das Reflexões Autobiográficas de Eric Voegelin é exigência indispensável para os interessados no curso. A ordem das aulas será a seguinte:

1. Exame sintético do trajeto intelectual de Eric Voegelin segundo as Reflexões Autobiográficas e depoimentos de discípulos e colegas do filósofo. Sugestões úteis podem ser extraídas daí para a formação intelectual dos alunos do curso.
2. A metaxy e a estrutura geral da experiência humana.
3. A consciência como participação no processo de diferenciação dos símbolos.
4. Sucessão e simultaneidade das “ordens”. Gnosticismo e messianismo como origens dos movimentos ideológicos de massa.
5. O caráter problemático da revelação cristã na filosofia de Eric Voegelin.
6. O processo efetivo da diferenciação dos símbolos.

Data: 27/abr a 02/mai de 2009
Local: Hotel Hilton Garden Inn - Colonial Heights, VA - EUA
Horário: de segunda a sábado a partir das 14:30 hs.

Saída do Brasil: 25/abr (Curitiba -São Paulo - New York - Richmond)
Saída de Richmond: 03/mai (Richmond - New York)
Saída de New York: 05/mai (New York - São Paulo - Curitiba)
Tranporte aéreo: TAM e JetBlue
Terrestre: 1 carro para cada 4 alunos

Hospedagem: 7 noites no Hilton Garden Inn (Dbl)
Hospedagem em NY: Não Incluída

Preço do pacote terrestre: US$ 849.00 (Dbl) - US$ 1.299.00 (Sgl)
Parte terrestre parcelada em até 4 vezes (jan, fev, mar e abr)
Passagem Aérea Internacional: US$ 900.00 + taxas
Parte aérea internacional: entrada + saldo em até 5 vezes no cartão de crédito.
Passagem aérea New York - Richmond - New York: US$ 250.00
Curso: US$ 850.00 (valor deverá ser pago em dinheiro, no local do curso)
Valores sujeitos à alteração sem prévio aviso.

Mais informações: (41) 3262 0100 - (41) 8884 6993

terça-feira, 6 de janeiro de 2009


Ontem eu tomei uma decisão que vinha sendo adiada, por falta de tempo e de apoio logístico, e criei mais um blog que terá a mesma feição e os mesmos objetivos do Notalatina, sendo este totalmente em espanhol, intitulado Soy Latinoamericana. Ocorre que recebo uma quantidade incalculável de material inédito sobre o que se passa em nosso continente sob o jugo do castro-comunismo, e nem sempre encontrava tempo hábil para divulgar todas estas informações imprescindíveis para se compreender a origem do que passamos hoje, não só no Brasil como em todas as nações dominadas pelo Foro de São Paulo. Então, este novo blog vai servir como uma espécie de extensão do Notalatina, um complementando ou outro e desde já recomendo que leiam o que foi postado ontem e que assistam aos vídeos indicados, sobretudo para se compreender a enorme falácia sobre as “mudanças” e “abertura política” implantadas pelo ditador hereditário Raúl Castro em Cuba.

Neste novo blog serão publicadas não só informações e vídeos mas também artigos escritos por analistas sérios e que conhecem bem do que falam, como o meu amigo Cel Luis Alberto Villamarín Pulido, do Exército colombiano, e que me deu a honra de aceitar ser meu parceiro nesta empreitada.
O tema de hoje não aborda uma questão especificamente latino-americana mas tem tudo a ver conosco. Trata-se de uma série de sete vídeos, com duração média de 9 minutos cada, de uma palestra oferecida na Summit University de Los Angeles pelo ex-agente do KGB Yuri Bezmenov, ou Tomas Schuman (nome adotado depois da deserção), para uma platéia bastante numerosa como se pode ver nos vídeos. Bezmenov já é conhecido de muitos de nós, por causa da entrevista que concedeu em 1983 e que pode ser revista (ou vista) no site do Farol da Democracia Representativa.

Nesta palestra, bastante didática e coroada pelo seu bom humor, também oferecida em 1983, ele explica uma das principais funções do KGB que, longe de centrar-se no campo da espionagem – que abrangia apenas 15% de suas funções – ocupava-se do esquema da subversão nos países-alvo da extinta URSS. Esse processo, que foi idealizado para dar seus frutos após 20 anos, obedecia a etapas rigorosas e consistia em desmoralizar, dominar e destruir esses países através de seu sistema religioso, político, econômico, da ordem e da lei, da cultura, de suas tradições. Os subversores eram na maioria das vezes pessoas que vinham para intercâmbio como estudantes, atores, diplomatas, jornalistas que levavam anos estudando na Universidade Patrice Lumumba – como muitos brasileiros que hoje ocupam cargos no governo brasileiro, e nós sabemos quem são - e depois retornavam a seus países para cumprir a missão.

O processo se dava de forma lenta e gradual, de modo a que os novos conceitos fossem sendo introduzidos de modo imperceptível e só aconteciam se o país a ser subvertido aceitasse esta condição. (Leiam este artigo e compreendam como a coisa funciona criminosamente). É fácil ver como aqui na América Latina este processo “prosperou” como em nenhum outro, pois nunca tivemos um país com governantes suficientemente fortes para dizer “não, muito obrigado; sua oferta não me interessa”, e lutassem para que seus valores, religião, leis permanecessem intactos. Observem, por exemplo, que os países de ditadura totalitária não permitem que seus cidadãos tenham acesso a informações vindas de fora, porque isto iria subverter a ordem interna de seu regime, como ocorre ainda hoje em Cuba, Coréia do Norte, China comunista, etc.

Esta palestra é na verdade uma aula magna de valor inestimável, embora nos chegue um tanto tardia pois já concluímos todas estas etapas, mas não só vale a pena ouvi-la com muita atenção como deve ser divulgada amplamente. Na audição desta segunda-feira do “True Outspeake”, Olavo faz uma análise muito boa sobre estes vídeos e pode ser ouvida clicando no banner ao lado. A palestra é toda em inglês mas também há legendas em português, um trabalho primoroso de David Balparda Carvalho, que pode-se obter clicando num triângulo na barra inferior direita e em seguida num retângulo acima deste.

Não vou me alongar mais porque a palestra dispensa comentários. Peço apenas que façam um paralelo com o que este homem diz – e ele foi um agente desta transformação, enquanto jornalista do Novostia Presse o que vivenciamos hoje no Brasil e em todo o continente latino-americano, sobretudo com a ditadura da mídia, toda ela prestimosa subversora. Ouçam e meditem sobre cada palavra dita porque, talvez, ainda tenhamos alguma chance de sobrevivência se levarmos isto a sério. E, notem, este homem fez estas denúncias há 26 anos e hoje os subversores colhem seus frutos abundantes, conforme ele mesmo afirmou ser o tempo aproximado para a consecução plena da estratégia.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro