domingo, 3 de janeiro de 2010

Rezemos por nossos Militares e Forças Armadas!

Antes de mais nada, quero desejar aos meus amigos e leitores que este ano seja abençoado e que Deus nos cumule de força para combater o inimigo, serenidade para discernir, e sabedoria para encontrar a verdade quando tantos se esforçam para ocultá-la por meio de falsos argumentos, maquiagens e discursos enganosamente adocicados. Que a nossa visão seja clara e limpa e não falte a coragem suficiente para trazer a verdade à luz, mesmo à custa de algum sacrifício ou calúnia como já estamos acostumados há tempo.

Quero agradecer às mensagens de bons augúrios e bênçãos que alguns leitores me desejaram e que não pude responder, mas que publiquei comovida. Acrescento apenas que este blog é feito totalmente por mim; não tenho colaboradores, assistentes, pesquisadores, patrocinadores, nada. Daí porque às vezes demoro tanto para fazer uma publicação, pois também tenho minha vida pessoal para cuidar, motivo pelo qual pretendi – mas não foi possível – fazer outras edições antes do ano acabar.

Informo, ainda, que atendendo a pedidos, dispus um banner permanente para doações, visível na coluna do lado direito com meus dados para depósito. Antes eu tinha alguns escrúpulos em fazer isto mas, depois de ouvir o que Olavo falou num dos últimos programas “True Outspeak” acerca de doações, entendi que não há nada de errado em aceitar que pessoas de boa-vontade, que reconhecem o valor do trabalho que realizo como um “serviço de utilidade pública” sem qualquer apoio financeiro, queiram ajudar-me a manter o blog em dia. É verdade que não pago nada para utilizar este espaço mas minhas despesas com relação a ele se devem às incontáveis compras de livros que faço no exterior para estudos e pesquisas, pagando em dólares e que me custam caro, sobretudo pelo valor do transporte que muitas vezes – no caso da Colômbia, sobretudo – custam o dobro do preço do livro. Então, quem puder fazer alguma doação para ajudar-me nesse sentido, fico agradecida de coração.

Embora tenha prometido na penúltima edição falar sobre a violência em Cuba, tenho que adiar este tema para abordar outro, mais urgente e próximo de nós, que se refere aos últimos ataques comunistas às nossas Forças Armadas e aos nossos briosos Militares, especialmente os “Velhos Soldados”. Creio que todo mundo já tomou conhecimento de mais um ataque sorrateiro feito na calada da noite pelo “ministro da verdade”, o “ex-terrorista” Paulo Vanuchi, com o aval (ou elaboração) dos outros terroristas incrustados no poder como Dilma, Franklin Martins, Tarso Genro e, obviamente, Lula, da criação da tal “Comissão da Verdade e Reconciliação”. A esse respeito, sugiro a leitura do artigo “Embrião do Ministério da Verdade?” do meu amigo Heitor De Paola, pois, conhecedor do monstro por dentro, ele faz reflexões acertadíssimas acerca desta patifaria.

Revogar a Lei de Anistia é projeto antigo do Foro de São Paulo, do qual insisto em lembrar que Lula é fundador e participante até hoje – embora negue – e que o PT é uma espécie de “sócio majoritário”, pois nada, absolutamente NADA que se decide em seus Encontros anuais e reuniões do Grupo de Trabalho (que é quem de fato elabora a pauta para os Encontros e traça as diretrizes a seguir durante o ano) acontece sem que o PT, através do seu secretário de Relações Internacionais, Valter Pomar, esteja à frente. Portanto, se esta revogação e o engendro que hoje Vanuchi apresenta como a representação da “vontade popular” for mais tarde aprovada, saibam que, embora Lula diga que “não sabia de nada”, que tudo foi feito “pelas suas costas”, é a mais deslavada e asquerosa MENTIRA, pois ele está por trás desta imundície toda.

Desde 2004 eu alerto os brasileiros, sobretudo os militares, de que estava sendo gestado na Argentina um projeto comunista para destruir as Forças Armadas começando pela revogação da Lei de Anistia de modo que, apenas os terroristas se beneficiassem dela, sendo excluídos da mesma os militares e Forças de Segurança que combateram contra a implantação do comunismo em seu país. Poucos creram em mim. Depois, apareceu um estudo com o mesmo objetivo e a criação de um “Bloco Regional de Poder Militar”, idéia concebida pelo ideólogo marxista Heinz Dieterich, para substituir as Forças Armadas Nacionais. Este projeto continua em curso, como também está em curso a criação das “Forças Armadas do MERCOSUL”, que há muito deixou de ser um bloco comercial aduaneiro para se transformar numa sucursal do Foro de São Paulo. Tudo isto eu denunciei em artigos e traduções que, infelizmente, não foram recuperados dos arquivos do antigo Mídia Sem Máscara.

Então, eu recebi ontem um artigo do Coronel da reserva do Exército Argentino, Emilio Guillermo Nani, outrora um herói nacional e hoje caluniado como “violador dos direitos humanos” dos terroristas que resolvi traduzir e publicar, porque retrata uma verdade tão amarga e cruel que vale como reflexão, não só para os militares como para nós mesmos, civis, que tanto nos beneficiamos com o excelente serviço prestado pelos “Velhos Soldados” e que hoje estão sendo ameaçados de ter o mesmo destino dos militares argentinos.

Obviamente que o Cel Nani faz um desabafo irônico, pois ele não é capaz de se acovardar e renegar seu passado glorioso num momento tão grave. Entretanto, observem que, se trocarmos os nomes dos personagens, todas as denúncias que ele faz se encaixam como uma luva no Brasil. Os terroristas posando de anjos amantes da liberdade e democracia, as mortes políticas, as falcatruas, o enriquecimento ilícito dos que se adonaram do poder, tudo, absolutamente tudo o que ele fala estamos vivendo igualmente!

Por isso conclamo os estimados leitores a não se calar e abandonar nossos Militares entregues à própria sorte, pois isto tem a ver conosco SIM! Nós somos os beneficiários do sangue e suor derramado por tantos desses destemidos Soldados de outrora porque, se hoje até crápulas como um Vanuchi, um Alípio Freire, um José Dirceu e tantos outros podem escrever suas mentiras e deturpar a História, é graças a esses abnegados que não permitiram que Fidel Castro instalasse em nosso país uma ditadura igual a implantada em Cuba e que vige há malditos 51 anos. Rezemos pelos Comandantes Gerais para que não fraquejem e honrem a farda que vestem, sobretudo para que honrem o juramento feito de defender a Pátria até com o sacrifício da própria vida.

Esta é a minha mensagem de Ano Novo a cada um que me lê, e que Deus não nos permita ver nosso país transformado numa imensa Cuba. Que Deus nos abençoe a todos e até a próxima!

*****

Me arrependi


Hoje é o Dia dos Inocentes, por isso que o elegi para escrever estas linhas, porque, embora tarde, me dei conta de que fui um estúpido inocente.

O amor à Pátria me impulsionou a seguir a carreira militar, a combater o terrorismo subversivo e a participar na recuperação das Ilhas Malvinas.

Em ambas as guerras fui gravemente ferido e por ambas as guerras terminei convertido em genocida violador dos direitos humanos, sendo merecedor do repúdio por parte da mesma sociedade que me pedia aos gritos que fizesse algo para erradicar o perigo das bombas, dos seqüestros, dos assassinatos e me alentava a lutar contra o usurpador inglês.

Desaparecido o perigo terrorista e tendo sido derrotado nas Malvinas, apareceu o repúdio social. Aqueles aos quais nada lhes importou, conquanto lhes devolvêssemos sua tranqüilidade e a glória, foram os primeiros a pedir as cabeças dos que deram tudo de si para consegui-lo somando-se à chusma rancorosa. E hoje esperam que algum juiz decida montar uma causa para privá-los de sua liberdade, tal como sucedeu e sucede com quase 700 camaradas que se encontram ilegal e ilegitimamente privados das suas, por decisões de um poder político corrupto e violento e de juízes federais que, renegando o sagrado cumprimento do dever, cometem nada menos que 31 aberrações jurídicas para mantê-los nas masmorras do regime.

Outros 88 morreram em cativeiro como conseqüência do abandono, da indiferença e da ausência absoluta de um sistema de saúde adequado.

Depois de esperar em vão algum tipo de apoio ou reação por parte desta sociedade apática e hipócrita que, graças ao sacrifício de milhares de argentinos, hoje goza de uma imerecida liberdade, cheguei ao triste momento do arrependimento.

Depois de ver sistematicamente cerceado o direito à liberdade daqueles que combateram o terrorismo em defesa da Nação e do seu povo, enquanto os que os atacaram, como os reconhecidos criminosos terroristas Rodolfo Walsh, Juan Gelman, Carlos Bettini, Luis Eduardo Duhalde, Rodolfo Matarollo, Esteban Righi, Horacio Verbitsky, Eduardo Anguita, Hernán Invernizzi, Mario Kestelboim, Luis Mattini, Gustavo Plis Steremberg, Jorge Taiana e tantíssimos outros, gozam de adocicados tratamentos, ao arrependimento lhe somei o asco.

Me arrependo de tudo o que fiz em defesa de minha Pátria.

Me arrependo do pouco ou muito que fiz para impedir que o projeto castro-comunista, que as organizações terroristas tentaram nos impor por meio da violência, imperasse em nossa Pátria.

Me arrependo de ter contribuído para que os argentinos hoje desfrutem de uma liberdade que não merecem, porquanto muitos deles, assumindo uma atitude canalhescamente miserável, desde essa liberdade ganhada à custa de sangue, se façam de distraídos ante os sucessivos ataques às Forças Armadas, de Segurança e Policiais que tiveram a responsabilidade de nos libertar do flagelo do terrorismo.

Com muitíssima tristeza cheguei à conclusão que esta sociedade não merece uma só gota de sangue derramado para conquistar esta liberdade, impedindo que o projeto montonero-erpiano-emetepista [1] se adonasse de nossa Pátria; não merece uma só lágrima dos familiares e amigos daqueles que deram sua vida em sua defesa; não merece um só segundo da angústia dos seres queridos daqueles que hoje padecem injusta privação da liberdade.

É por isso que, sendo consciente de que é pouco menos que impossível a instauração em nosso país de um regime estilo Cuba, Nicarágua ou do Leste Europeu, que afundaram seus povos no atraso, na miséria e na desesperança, enquanto seus hierarcas se enriqueciam à custa de seu sofrimento, decidi apoiar qualquer projeto que, embora de longe, se lhes pareça.

Por todo o exposto, desejo que o atual governo consiga “aprofundar seu modelo”, para que:

- Possa acabar de arrasar com a propriedade privada;

- O sistema de saúde continue levando à morte segura a milhares de argentinos;

- A insegurança continue se desenvolvendo até seu máximo esplendor;

- A droga, o desenfreio e o álcool continuem descerebrando crianças e adolescentes;

- Os empresários amigos do poder, com os Eskenazi, os Lázaro Báez, os Cristóbal López, os Wertheim, os Ferreyra, os Sergio Tasselli, os Aldo Ducler, os Rudy Ulloa Igor, os Albistur, etc., e os integrantes dos poderes do Estado, possam continuar se enriquecendo à custa da fome, do desespero e da morte do povo argentino;

- O narcotráfico continue financiando as campanhas políticas do oficialismo;

- De uma vez por todas desapareçam as liberdades de imprensa e de expressão;

- Os acidente de trânsito continuem cobrando milhares de vítimas;

- Centenas de idiotas escondidos detrás de seus computadores e “nicks” possam continuar insultando, sabendo que dificilmente os destinatários de seus agravos se inteiram disso, e continuar conduzindo seus “gloriosos” combates virtuais, exigindo dos outros o que não são capazes de fazer;

- O jogo de Cristóbal López continue levando à pobreza àqueles que, em sua desesperança, busquem uma “salvação” econômica que nunca chegará;

- O sistema educacional siga embrutecendo nossas crianças e jovens;

- As constantes violações à Constituição Nacional continuem o longo crescimento dos perjúrios que, ano após ano, declamam defendê-la e nada fazem para consegui-lo;

- Os medicamentos falsos matem os sobreviventes da insegurança, dos acidentes de trânsito e das drogas;

- Os sindicalistas possam comprar campos e empresas à custa da desocupação, indigência e pobreza dos representados;

- Os De Vido, Jaime, Uberti e seus empresários amigos continuem fazendo copiosos negócios à custa da pilhagem e desperdício dos recursos da ANSESS;

- Os desaparecidos fundos de Santa Cruz continuem em poder do casal K;

- Acabem de destruir o Sistema de Defesa Nacional e as Forças Armadas;

- Possam conseguir a obrigatoriedade de todas as mulheres a abortar e o casamento entre homossexuais;

- A violência continue assassinando àqueles que, com seu trabalho fecundo, têm contribuído para que a Argentina subsista, apesar dos esforços da corporação política mais corrupta de nossa história;

- Os organismos públicos continuem sendo povoados com familiares, amigos e amantes dos detentores do poder, enquanto que se negue a milhões de argentinos o acesso a um trabalho digno;

- Os funcionários possam continuar utilizando os bens do Estado em benefício próprio;

- Os terrenos que restam em El Calafate continuem sendo vendidos a preço vil;

- Os subsídios, os fideicomissos e os fundos fiduciários continuem sendo dilapidados e indo parar nos bolsos de funcionários corruptos;

- As bolsas com dinheiro que apareçam nos banheiros ministeriais deixem de preocupar os ministros [2];

- Os dinheiros mal havidos e as faturas falsas possam ser lavados definitivamente;

- As mortes políticas, como a de Cacho Espinosa, Julio López e Vittorio Gotti caiam no esquecimento;

- Os órgãos de controle continuem descontrolados;

- Os Claudio Uberti possam conseguir mais valises com dólares;

- Assim como usaram os vôos de Southern Winds para traficar drogas, agora possam fazer o mesmo com a nossa “recuperada” linha de bandeira;

- Possam continuar fazendo desaparecer pessoas caídas nas redes de prostituição ou no tráfico de órgãos;

- Todo o povo argentino fique excluído de toda a possibilidade de paz social, tranqüilidade e prosperidade;

- Continuem anunciando obras públicas que nunca serão concluídas e se paguem por elas preços super-faturados que continuem engordando as arcas dos detentores do poder;

- Os juízes possam acabar de suspender os ladrões enriquecidos ilicitamente;

- Que se consolidem nossos vínculos bolivariano-inigenistas com Chávez, Morales, Correa, Zelaya e Castro, de modo tal que possa ficar definitivamente fora do mundo desenvolvido;

- Os juízes possam continuar utilizando o delito do prevaricato como metodologia para negar a Justiça;

- Conseguir que a Argentina ocupe o lugar mais elevado em corrupção;

- A juventude K possa continuar voando grátis por Aerolíneas Argentinas para ver eventos desportivos, enquanto o povo continue morrendo de fome;

- Continuem destruindo o aparato produtivo e continuem se adonando de empresas como YPF, Aerolíneas Argentinas, Papel Prensa, Massuh, Banco de Santa Cruz, etc.;

- O ódio, a vingança e a confrontação permanente continuem se assenhoreando em nosso país;

- Enfim, para que a união nacional, o afiançamento da justiça, a consolidação da paz interior, a provisão da defesa comum, a promoção do bem-estar geral e a segurança dos benefícios da liberdade estabelecidos no Preâmbulo de nossa Constituição Nacional e na própria Constituição Nacional, fiquem definitivamente convertidos em letra morta.

Talvez não cheguemos a ser como Cuba, Romênia ou Alemanha Oriental, porém ao menos nos pareceremos.

Talvez seja nesse momento que esta sociedade desperte e tome consciência – embora tarde – do que pudemos ter sido e, por sua hipocrisia, cinismo e indolência, não pudemos ser.

Emilio Guillermo Nani

[1] Aqui o autor refere-se a três bandos terroristas que praticaram incontáveis atos criminosos nos anos 60-80 na Argentina, financiados e mantidos ideológica e logisticamente por Cuba: “Montoneros”, “ERP” (Ejército Revolucionario del Pueblo) e “MTP” (Movimiento Todos por la Pátria). Poderíamos fazer um paralelo entre esses bandos criminosos e os que imperavam no Brasil, na mesma época e condições: ALN, VPR, MR-8, etc., dos quais foram protagonistas Carlos Marighela, Dilma Rousseff, Franklin Martins, dentre outros hoje aboletados no poder.

[2] Este caso refere-se à uma ministra, que depois entregou o cargo, por terem encontrado no banheiro de seu gabinete ministerial uma bolsa de sua propriedade abarrotada de dólares, a qual ela não soube explicar “como fora parar ali” nem sua procedência. Foi um escândalo monumental mas, como nos tantos casos daqui, não deu em absolutamente nada!

Tradução e comentários: G. Salgueiro

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Comunicado de UnoAmérica-Brasil


COMUNICADO DE UNOAMÉRICA-BRASIL

Face às inúmeras tentativas oriundas de diversas ONGs e entidades da 'sociedade civil' supostamente 'neutras', como a OAB e suas Regionais, de reformar a Lei de Anistia, promulgada para pacificar a Nação Brasileira, tornando-a assim um instrumento revanchista para demonizar e crucificar nossos dignos militares que salvaram o País do destino terrível de se transformar numa nova Cuba de dimensões continentais, enquanto teroristas, guerrilheiros e assassinos auferem lucros imensos com indenizações como beneficiários da referida Lei, UNOAMÉRICA-BRASIL se pronuncia oficialmente, através de seus Delegados Nacionais.

Consideramos que estas tentativas estão inseridas na estratégia continental do Foro de São Paulo para desmoralizar as Forças Armadas da América Latina e as entidades civís que as apoiaram aqui em 1964, estas últimas já totalmente intimidadas a ponto de não se manifestarem. Não negamos que houve excessos, mas condenar as Forças Armadas como um todo e isentar terroristas e guerrilheiros de suas ações nefastas, tornando-os impunes por combater 'pela democracia', quando sabemos que sua intenção não era nada democrática mas visava implantar o comunismo no Brasil, é falsificar a história e deturpar a visão dos brasileiros, principalmente da juventude, sobre os fatos ocorridos há mais de quarenta anos. A condenação prévia a qualquer julgamento, como vem ocorrendo com alguns oficias denominados 'torturadores' antes de serem assim considerados pela Justiça, baseada unicamente em depoimentos e testemunhos dos interessados em levá-los à execração pública, é particularmente revoltante.

Esta estratégia vem dando certo nos demais países de nosso Continente com retubantes pseudo-julgamentos, particularmente na Argentina e no Uruguai, nações hoje dirigidas por terroristas Montoneros e Tupamaros, respectivamente, além da Colômbia que, apesar de contar com um presidente que honra, respeita e exalta seus militares e suas Forças Armadas, tem hoje infiltrados das FARC e do falido M-19 nos mais altos escalões da Justiça que estão invertendo a História e condenando a longas penas seus heróis nacionais.

Condenamos tais iniciativas e esperamos que as mesmas não tenham êxito no Brasil.

21 de dezembro de 2009

GRAÇA SALGUEIRO
HEITOR DE PAOLA

Delegados nacionais de UNOAMÉRICA

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Chávez em Mali: casas, drogas e um avião incinerado

Na edição anterior do Notalatina eu fiz uma denúncia gravíssima que não teve qualquer repercussão, pelo menos não a esperada, e isso me fez lembrar de quando o Olavo e depois eu mesma falávamos do Foro de São Paulo (FSP), e as pessoas riam de nossas caras nos rotulando com os epítetos mais absurdos e estúpidos. Assim me parece quando advirto sobre o perigo das FARC pois, para muita gente, isto é um problema da Colômbia que nada tem a ver conosco, do mesmo modo que Chávez é tratado apenas como um bufão grosseiro e voluntarioso, e não como um criminoso sócio das FARC que é o que realmente ele é. Pois muito bem, o FSP já não é mais novidade e hoje até os que gentilmente nos colavam aqueles rótulos falam do Foro com a desenvoltura de grandes estudiosos que “sempre” nos alertaram para o perigo.

Assim é também com relação às FARC e sua mais nova organização, o Movimento Continental Bolivariano (MCB). Em princípios de abril deste ano, enquanto nos preparávamos para o Encontro de UnoAmérica no Rio, comecei a receber ameaças de um dos “Círculos Bolvarianos” existentes no Brasil e três dias antes de viajar, recebi uma ameaça claríssima do “Comando Central do Coletivo de Círculos Bolivarianos do Rio de Janeiro” em forma de “convocatória” à sua militância, para “eliminar fisicamente” Alejandro Peña Esclusa e aos demais palestrantes. Nele constava data, hora e local do primeiro dia do evento, motivo pelo qual tivemos que trocar às pressas sem contudo relatar este fato publicamente; resolvemos a questão que ficou restrita aos organizadores do evento e a Alejandro, obviamente. Faço-o agora, tanto tempo depois, para provar que essas organizações estão muito bem infiltradas no Brasil e são uma ameaça a nós todos, não só aos colombianos e venezuelanos. Para se compreender a gravidade e periculosidade deste novo organismo comuno-terrorista em sua real dimensão, indico a leitura do artigo “O que fazer com o Movimento Continental Bolivariano?” do jornalista franco-colombiano Eduardo Mackenzie, publicado hoje no site de Heitor De Paola.

Duas notícias aparentemente sem conexão, ambas divulgadas na Venezuela em princípios de novembro sem a mais mínima repercussão na imprensa brasileira, põem em evidência – mais uma vez – as ligações de Chávez com o narco-tráfico colombiano. Em fins de setembro, quando houve a cúpula África-América do Sul na Ilha Margarita, Venezuela, Chávez teve um encontro particular com o presidente de Mali, Amadou Toumani Touré, onde mostrou-se particularmente interessado naquele longínquo país africano. Àquela altura ele já havia feito pesquisas e se apresentou ao encontro com um mapa nas mãos, dizendo-se muito interessado nos rios Senegal e Níger, que podem proporcionar boas terras irrigadas para a agricultura.


Chávez se disse interessado por três países da sub-região para fazer deles modelos de exploração de recursos minerais: Mali, Mauritânia e Nigéria, mas preferiu fazer de Mali seu centro de atuação por causa de sua posição geográfica. Dali para projetos de abertura de um banco venezuelano em Mali e a oferta de abrir uma linha de crédito para construção de casas foi um pulo. Conforme se vê na foto, a placa indica: “Presidente da Republica Bolivariana da Venezuela Hugo Chávez Frias. Projeto: Construção de 100 residências sociais”. Consta uma logomarca da “Fundação Missão Habitat”, do “Governo Bolivariano da Venezuela”, “Ministério do Poder Popular para a Defesa”.

A Venezuela tem um déficit habitacional de 2 milhões de casas e Chávez construindo em Mali, um país do qual ninguém fala e muita gente sequer sabe a existência ou onde se localiza. Agora já se está discutindo por lá uma “pequena” modificação na Constituição que permita o presidente se candidatar à reeleição e o CNE até iniciou uma missão de “apoio técnico” a Mali. Estranho, tudo isso, não? Por que tanto interesse em um país paupérrimo, do outro lado do mundo e que praticamente não tem nada a oferecer em troca? Vejam agora os reais motivos de tanta benemerência.

Pouco depois da deposição de Zelaya em Honduras, as Forças Militares começaram a encontrar aviões de pequeno porte abandonados e queimados, de matrícula venezuelana, e que indicavam ter sido incinerados propositalmente depois de esvaziado seu carregamento de drogas. Antes da deposição de Zelaya Chávez facilitava o comércio de droga das FARC à Honduras, daí porque um dos principais motivos da ira dos amigos das FARC com a deposição de Zelaya e a insistência em sua volta ao poder, pois agora as coisas haviam mudado e aquela rota não podia mais existir. Por que vocês acham que Lula e seus comparsas deram tanto apoio a Zelaya, cedendo ilegalmente a nossa embaixada para o criminoso ex-presidente, e até hoje insistem em não reconhecer as eleições legítimas consagradas no domingo 29 de novembro? Porque todos são comparsas no Foro de São Paulo e por isso se apóiam. Ademais, se Lula aceitar as novas condições vividas em Honduras estará, implicitamente, negando seu apoio aos amigos e companheiros “farianos”.

Perdida Honduras, Chávez “descobriu” Mali, acreditando que com a extrema pobreza daquela região, com seus sempre inesgotáveis petrodólares podia comprar tudo, inclusive novas rotas para escoar o tráfico de droga das FARC descarregando diretamente na África. (Antes a droga saía da Colômbia para a Venezuela; de lá, partia para os países da América Central que enviavam para a África e daí para a Europa).


“No dia 5 de novembro foi encontrado um Boing de carga que partiu da Venezuela e aterrissou em uma pista improvisada a 15 km de Gao, ao noroeste de Mali, antes de descarregar a cocaína e outros produtos ilícitos”, disse em Dakar Alexandre Schimidt, responsável regional do Departamento das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC em sua sigla em inglês). A quantidade de droga que este Boing carregava é desconhecida uma vez que não foi encontrada; entretanto, segundo Schimidt, este tipo de avião pode carregar até 10 toneladas de cocaína.


A técnica empregada foi a mesma que se utilizava em Honduras: depois de descarregado, o avião deve ser incinerado para não deixar vestígios da droga ou impressões digitais da tripulação. Preocupado, Schimidt afirma que “o avião foi logo incinerado pelos traficantes para fazer desaparecer qualquer rastro, porém os números de referência foram registrados e se está fazendo uma investigação sobre quem é o proprietário. Não foi encontrado nenhum cadáver no lugar”, o que reforça a tese de que o avião não caiu mas aterrissou e foi propositalmente queimado (ver detalhes nas fotos). Ainda segundo Schimidt, “não se sabe desde quando se faz este tipo de vôo, nem se pode precisar que este foi o primeiro ou o último vôo deste tipo. Porém, isto já pode ser considerado como um novo modo de operar e isso é inquietante porque não há cobertura de radar nesta zona”.

O descobrimento em julho pelas Forças de Segurança, na Guiné, de importantes quantidades de produtos químicos em vários locais de Conakry, prova que tudo está instalado para fabricar heroína a partir do ópio, cocaína pura e êxtase. Nos últimos anos, a droga que circula pela África ocidental, em especial a cocaína, estava nas mãos dos cartéis colombianos que passam

pela Venezuela. “Porém, agora há cada vez mais grupos de nigerianos que vão ao Brasil para comprar a droga e depois transportá-la para a Europa por meio de habitantes desse país no exterior”, precisou Schimidt. Aqui em Recife é comum aparecer na televisão nigerianos detidos no aeroporto quando tentavam embarcar com quantidades enormes de cápsulas de drogas ingeridas e que aparecem no Raio-X em seus estômagos. E isso não é coisa nova, tampouco rara...

Então, cada vez mais se comprova o envolvimento de Chávez com as FARC, não só oferecendo ou recebendo dinheiros ilícitos mas, sobretudo, colaborando no tráfico de drogas, na lavagem de dinheiro proveniente das “transações comerciais” desses criminosos, além do apoio e guarida aos membros do seu Secretariado. Já está mais do que comprovado que “Iván Márquez” tem escritório em Forte Tiuna, na Venezuela, que antes era usado por Raúl Reyes; que “Rodrigo Granda” tem residência própria com escritura passada em cartório na Venezuela, além de cédula de identidade e registro eleitoral venezuelanos. O que falta, então, para que os políticos brasileiros rechacem definitivamente o ingresso deste ser peçonhento e criminoss no MERCOSUL? Será que já não temos marginais e criminosos bastantes por aqui? As provas abundam a cada dia e só não vê quem não quer ou é conivente com elas!

Na próxima edição volto a falar de Cuba e sua violenta repressão, mas a Cuba que eu conheço, com vídeos de agressão a opositores de verdade que são chocantes. Aguardem! Fiquem com Deus e até a próxima!

Fontes: primature.gov.ml e www.noticias24.com

Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

MCB - FARC - FSP: membros de um mesmo corpo

Há muitos anos venho denunciando - com provas fidedignas –, junto com outros amigos como Olavo de Carvalho e Heitor de Paola, só para citar dois deles, as ligações de Chávez e o Foro de São Paulo (FSP) com as FARC, embora todos os governos envolvidos insistam em negar com palavras, o que ratificam a cada dia com atos que já nem se preocupam em dissimular ou ocultar; apenas continuam cinicamente negando. A comprovação maior desta aliança ficou patente com a descoberta dos computadores de Raúl Reyes, “John 40” e outros chefes guerrilheiros entre março e outubro do ano passado, que o Notalatina divulgou e analisou na ocasião. Depois disso, muitas denúncias foram feitas através de artigos e livros publicados por competentes analistas, como “El Foro de São Paulo contra Álvaro Uribe”, de Alejandro Peña Esclusa, ou “Complot contra Colombia”, do coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, (ambos meus amigos pessoais e cujas obras continuam inéditas no Brasil por falta de interesse das editoras nacionais na publicação), ou ainda de ex-seqüestrados que em várias passagens referem ter recebido algum material provindo da Venezuela ou mesmo que estavam acampados em solo fronteiriço com o Equador ou a Venezuela.

No início desta semana, entre 7 e 9, aconteceu o Congresso Constitutivo do Movimento Continental Bolivariano (MCB), em Caracas, que reuniu mais de 30 agrupações comunistas (me recuso ao eufemismo de chamar esta gente de “esquerdista” ou de “manifestantes populares”) onde participaram em torno de 300 delegados internacionais e 500 nacionais. Este congresso surgiu da “necessidade” de ampliar o espectro de ação da antiga “Coordenadora Continental Bolivariana”, criada em 2003 por Alfonso Cano e que teve as bênçãos e difusão de “Iván Márquez” e “Timochenko”, ambos do Secretariado Geral das FARC.

No segundo Congresso da Coordenadora Continental Bolivariana, ocorrido em 28 de fevereiro de 2008, um dia antes do abate de Raúl Reyes, este enviou uma saudação em vídeo que o Notalatina publicou na época e republica nesta edição, para que as provas fiquem todas juntas.




Neste segundo Congresso, ocorrido dentro do Fuerte Tiuna, que é o bastião das Forças Militares e Ministério da Defesa da Venezuela, acordou-se reconhecer as FARC e outros bandos terroristas como “forças beligerantes”, apoio à troca “humanitária” de seqüestrados na Colômbia, e o despejo dos municípios de Pradera e Florida. “Coincidentemente”, depois estas mesmas petições fizeram parte das deliberações do Foro de São Paulo nos encontros do Grupo de Trabalho e no Encontro anual, ambos ocorridos no México.

Neste encontro fundacional do MCB nem Chávez nem o grilo falante do PT, Marco Aurélio Garcia, tampouco Valter Pomar estiveram presentes; entretanto, sua participação fica implícita, uma vez que todas as deliberações giraram em torno dos mesmos temas abordados pelo FSP, a ALBA, a UNASUL e o MERCOSUL, ou seja: a situação de Hondura e a insistência ridícula e caolha de não aceitar o novo presidente eleito legalmente, continuar chamando de “golpe militar” e querer Zelaya no governo; a “exigência” da retirada da IV Frota e dos militares americanos das bases da Colômbia, - que eles cinicamente insistem em dizer que são “bases norte-americanas” -, e o principal, já afirmado desde os primeiros anos de criação do FSP, do reconhecimento legal das FARC como “forças insurgentes beligerantes” com poder político. Não é preciso estar presente ou de algum modo representado neste encontro específico para saber que Lula e seus “assessores” para assuntos exteriores apoiaram as propostas debatidas ali.

No vídeo abaixo, o secretário do MCB, Carlos Casanueva afirmou em entrevista com a diretora do Canal NTN24 e do programa La Noche, que sua organização respalda as FARC e jamais as considerará como uma organização terrorista. Quer dizer, não há mais a menor preocupação esconder ou negar que todos fazem parte de um mesmo corpo.




Neste outro vídeo o MCB nomeia Alfonso Cano como seu “chefe honorário” e pode-se ver a cara de Marulanda Tirofijo no banner do evento como um dos “lideres” do Movimento. No manifesto elaborado em 29 de novembro, a coordenação do movimento chama a todos e todas a “nos encontrarmos neste grande espaço estratégico de unidade e ação que nos chamam o Libertador Simón Bolívar, Miranda, Artigas, o Che, Morazán, Caamaño, Lautaro, Martí, Amaru, Katari, Alfaro, Sandino, Farabundo, Prestes, Betances, Manuelita, Marulanda, Zapata e Villa e todos os heróis e heroínas da liberdade americana”.



No sábado 5 de dezembro, que antecedeu o evento, a Direção Geral do MCB ofereceu uma coletiva de imprensa em que expuseram com uma clareza meridiana quem são e o que pretendem os membros desta nova organização, parida e gerida no ventre das FARC. É importante observar que esta organização nasce com estrutura de partido político, talvez o “partido” que vai servir de apoio às FARC caso eles consigam realizar o que Lula sugeriu em abril deste ano, ou seja, transformar-se num partido político para disputar eleições pela via democrática, para depois destruir a democracia legalmente, como aliás, todos os membros do FSP estão fazendo. Esta coletiva é oferecida por Carlos Casanueva Troncoso, Secretario Geral da Comissão Executiva do MCB e membro do Comitê Central do Partido Comunista Chileno; Narciso Isa Conde (que é citado incontáveis vezes nos correios de Raúl Reyes) da Presidência Coletiva da República Dominicana e Yul Jabour, do Comitê Central do Partido Comunista Venezuelano e da Direção Geral da CCB-Venezuela.

Neste áudio, que pode-se ouvir aqui, Casanueva agradece o apoio de Chávez em todos esse anos, o que corrobora suas alianças com as FARC, por mais que ele negue suas ligações siamesas com o bando desde sempre.

O ponto culminante do evento, entretanto, ficou por conta do vídeo enviado por Alfonso Cano, substituto de Marulanda como Chefe do Estado Maior Central das FARC que foi ovacionado pelos presentes. Vejam bem: o primeiro encontro da Coordenadora Continental Bolivariana ocorreu em 2003, dentro das próprias FARC. Em 2008, as FARC já estavam muito visadas e não participavam de nenhum encontro de corpo presente (como nos do FSP) mas não deixavam de enviar suas mensagens escritas ou em vídeo, como este segundo congresso que aconteceu na Venezuela, embora quando da morte de Reyes Chávez tivesse negado envolvimento com estes bandidos. Fica patente que esta escória terrorista nunca, jamais, em tempo algum, esteve afastada nem de Chávez, nem de Lula, nem do FSP.

No início de seu discurso Cano diz o seguinte:

“Compatriotas latino-americanos e caribenhos assistentes a este histórico evento, companheiras e companheiros: recebam a saudação entusiasmada do Secretariado, do Estado Maior Central, do corpo de comando e da guerrilheirada das FARC-EP, assim como de todos os integrantes das milícias bolivarianas.

Constituir um movimento político continental, de essência bolivariana, justo quando o império estadunidense desloca sua força militar na Colômbia e dispõe, ameaçadoramente, seus aparatos de guerra e terror contra os povos latino-americanos e caribenhos, é não só uma necessidade histórica senão um dever inadiável que sinaliza o horizonte da unidade combativa de nossos povos em defesa de sua dignidade, independência, história, valores, cultura, território, recursos humanos, riquezas naturais e do inalienável direito a forjar soberanamente seu futuro”.

E segue com esse bla-bla-bla, sem esquecer de dizer que é necessário derrotar “o império” e o capitalismo, causa de todos os males da América Latina. Entretanto, apesar de odiar o capitalismo e sobretudo os Estados Unidos, vejam o laptop que ele está usando! Não pude deixar de dar uma gargalhada mas de escárnio, porque um MacBook é genuinamente americano, coisa para capitalista burguês! Bando de hipócritas!

Assistam abaixo seu discurso e chorem de emoção.


Alfonso Cano saluda a los bolivarianos congregados en Caracas

Cavaleiro do Templo | MySpace Video


Dirijo-me agora não só a meus dois ou três leitores habituais mas de modo específico aos senadores brasileiros que irão votar a entrada de Chávez no MERCOSUL dia 15. Vejam o que disse o comunista dominicano Narciso Isa Conde, a respeito da participação das FARC neste MCB:

“As FARC são um dos componentes (do MCB), participam inclusive da presidência colegiada. Por decisão desse congresso, a presidência coletiva do MCB tem entre seus membros o desaparecido chefe máximo e fundador das FARC, Manuel Marulanda Vélez”.

É importante salientar ainda que é o site da Radio Nacional da Venezuela, um órgão do governo pertencente ao Ministério do Poder Popular para a Comunicação e a Informação do Governo Bolivariano da Venezuela quem está divulgando as informações deste evento, ou seja, tem o apoio integral do presidente Chávez. Ademais, Yul Jabour é deputado do Parlamento Latino-Americano, Parlatino, portanto, é um membro do Governo com representação internacional quem afirma que “o MCB não discrimina a forma de luta e em conseqüência acolhe qualquer movimento insurgente, inclusive a guerrilha das FARC”, corroborando mais uma vez o reconhecimento que Chávez fez às FARC em março de 2008, quando pediu um minuto de silêncio em memória de Raúl Reyes.

Além disso, tanto a Venezuela quanto a ALBA, o MERCOSUL, a UNASUL são membros plenos de acordos e resoluções da ONU a respeito do combate ao terrorismo e estão obrigados a acatá-los e cumpri-los. Nenhuma justificativa ideológica pode respaldar o desconhecimento desses acordos nem desconhecê-los unilateralmente sem incorrer em sua violação. Então, o que dizer em relação às declarações do deputado Jabour e do próprio Chávez em relação a este Movimento Continental Bolivariano cujo presidente é o Chefe do Estado Maior das FARC? Qual vai ser a desculpa agora? Que argumentos têm (ou terão) os defensores da entrada de Chávez no MERCOSUL, depois deste evento nefasto, afrontoso e descarado? Quem cospe sobre a própria assinatura em acordos internacionais com a ONU e o Conselho de Segurança Nacional, o que fará com relação aos estatutos do MERCOSUL que ele já viola flagrantemente?

Pensem muito nisto antes de dar o seu aval a esta entrada, porque o Sr. da Silva é comparsa de Chávez em todas estas patifarias e por isso defende sua entrada no bloco aduaneiro, por isso todos eles, as FARC sobretudo, se opõem inventando mentiras, ao acordo bilateral entre a Colômbia e os Estados Unidos porque sabem que isto pode significar o fim das FARC, por isso insistiam na reposição do golpista Zelaya ao poder e por isso necessitam criar mais e mais organismos que defendam “todas as formas de luta”.

E para terminar esta edição de hoje, deixo-os com o vídeo onde o Cel Luis Villamarín, que conhece as FARC em suas entranhas pois foi seu combatente quando estava na ativa no Exército da Colômbia, explica que as FARC são precursoras deste tal movimento. Espero que aproveitem todas estas informações e analisem em que barco furado o des-governo comuno-sindicalista do Sr. Lula está nos levando. Fiquem com Deus e até a próxima!

Traduções e comentários: G. Salgueiro