quarta-feira, 17 de dezembro de 2008





Declaração Final corrigida



Há dois dias o Notalatina divulgou com exclusividade a criação de uma organização denominada UNOAMÉRICA, cuja finalidade é combater o Foro de São Paulo e que congrega vários países da América Latina dentre os quais o Brasil. Ocorre que a nota que publicamos como “Declaração” Final”, foi escrita às pressas apenas para poder montar o site e fazer a divulgação entre os membros e participantes, além dos órgãos de imprensa e sites informativos, como foi o nosso caso.

Aquela nota contém a essência do que ficou acordado mas não trazia todos os detalhes da verdadeira, como foi o caso da criação do Foro de São Paulo, onde consta apenas o nome de Fidel. Para nós brasileiros, mais que qualquer outro país, fazer constar o nome do Sr. Inácio da Silva como criador desta organização criminosa e que apóia e defende bandos terroristas como as FARC, o ELN, o MIR chileno, os Tupamaros uruguaios ou o Sendero Luminoso peruano, é de vital importância. Por isso, o Notalatina apresenta agora a verdadeira Declaração Final.

Na próxima edição o Notalatina volta-se sobre a Argentina e as inconfessáveis falcatruas e crimes que estão ocorrendo sob a dinastia KK. Fiquem com Deus e até a próxima!

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DECLARAÇÃO FINAL DE UNOAMÉRICA

Nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2008, delegações de diversos países latino-americanos se reuniram na cidade de Santa Fé de Bogotá, com o objetivo de conformar uma organização capaz de defender a democracia e a liberdade em nosso continente que se encontra sob ameaça.

O fracasso dos governos em resolver os problemas de pobreza da região, em que pese ser o continente mais rico do planeta, permitiu o crescimento e avanço do Foro de São Paulo, organização que agrupa todos os movimentos de esquerda da América Latina, inclusive as FARC colombianas.

O Foro de São Paulo se aproveita das necessidades dos povos para manipular os mais pobres, prometendo melhoras econômicas e justiça social. Porém, uma vez no poder, não solucionam nenhum dos problemas cruciais dos nossos países, senão que introduzem um modelo ideológico socialista que divide a sociedade, a polariza em dois lados e provoca violência e anarquia.

Atualmente, há quatorze países latino-americanos cujos governos pertencem ou estão vinculados ao Foro de São Paulo e, embora tenham chegado ao poder pela via democrática, muitos deles estão destruindo a democracia e restringindo as liberdades, como é o caso de Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Cristina de Kirchner e Daniel Ortega.

Para conseguir isso não recorrem ao “paredón” de fuzilamento, como o fez em Cuba o principal mentor do Foro de São Paulo, Fidel Castro, mas utilizam métodos mais modernos e sofisticados, como as reformas constitucionais, os quais lhes permitem controlar os poderes públicos e eternizar-se no poder, ante o olhar complacente dos integrantes mais moderados do Foro como Lula da Silva (co-fundador junto com Fidel), Tabaré Vázquez e Michelle Bachelet.

O Foro de São Paulo tem um projeto supranacional que não respeita fronteiras, nem soberanias nacionais. Para alcançar seus fins, todos os seus integrantes intervêm flagrantemente nos assuntos internos das demais nações, quer seja financiando candidatos, enviando apetrechos militares, ou dirimindo conflitos, valendo-se de organizações subsidiárias como a UNASUL, enquanto que as forças democráticas da região atuam isoladamente, limitando-se a seu próprio terreno.

Estas diferentes formas de atuação colocam os democratas da América Latina em uma situação de franca desvantagem, pois se vêem impossibilitados de fazer frente aos planos de expansão do Foro de São Paulo.

O objetivo de UnoAmérica que decidimos construir durante este Encontro, é proporcionar aos setores democráticos da América Latina um mecanismo de intercâmbio de informação, coordenação permanente e apoio mútuo, sem ferir – como costumam nossos adversários – os princípios de soberania e auto-determinação dos povos.

Adicionalmente, UnoAmérica se propôs a elaborar e oferecer aos povos da América um programa de desenvolvimento e industrialização que resolva os problemas de fundo da região, particularmente o da pobreza, como verdadeiro antídoto ao totalitarismo.

A democracia e a liberdade se afiançarão em nossos países na medida em que os cidadãos se libertem da escravidão da pobreza e da ignorância. Não há nenhum motivo que impeça um continente tão rico como o nosso, com idiomas similares e culturas quase idênticas, a alcançar os níveis de desenvolvimento e industrialização que alcançaram as nações do norte.

Convidamos todas as forças democráticas da América Latina a se incorporar ativa e entusiasticamente a esta iniciativa. Convidamos-lhes a construir um futuro maravilhoso, onde prevaleça a liberdade, a justiça social, a solidariedade e a integração.

Comentários e Tradução: G. Salgueiro

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008





América Latina se une contra o Foro de São Paulo



É com imensa alegria que o Notalatina divulga, em primeiríssima mão, a fundação de uma organização que reúne intelectuais, acadêmicos, juristas, escritores e estudantes de vários países da América Latina, em defesa da democracia e da liberdade em nossos países. E com muita honra anuncio que eu e o meu amigo Heitor De Paola somos os representantes do Brasil nesta organização que se chama “União de Organizações Democráticas da América” – UNOAMÉRICA.

A iniciativa da criação desta entidade partiu de Alejandro Peña Esclusa, meu diletíssimo amigo presidente da ONG Fuerza Solidaria, da Venezuela (da qual sou representante no Brasil), que há anos viaja pelo mundo denunciando os ardis do Foro de São Paulo e tentando agrupar pessoas que estivessem dispostas a fazer frente ao avanço do comunismo em nosso continente criando um “Anti-Foro de São Paulo”. Finalmente a Federación Verdad Colombia encontrou as condições propícias para organizar o evento que ocorreu neste fim de semana, dias 13 e 14 de dezembro em Bogotá, Colômbia.

Eu e Heitor fomos convidados a nos unir aos representantes dos outros países mas, por problemas alheios à nossa vontade, não pudemos participar pessoalmente. Enviamos uma mensagem que foi lida durante o encontro, onde aderimos e assinamos a declaração final, já na condição de membros.

E abaixo segue a tradução da nota divulgada por Fuerza Solidaria e a Declaração Final do evento, que dá uma panorâmica do que propõe a UNOAMERICA. Em breve divulgaremos outras notícias a respeito desta entidade que já nasce grande e merecedora de respeito, pois tem como presidente, aclamado por unanimidade, o incansável e abnegado Alejandro Peña Esclusa. Meus parabéns a todos os participantes pela escolha e a Alejandro, que Deus o proteja e o Espírito Santo o ilumine em tão árdua tarefa!

Fiquem com Deus e até a próxima!

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Criam confederação de ONGs para enfrentar o avanço do Foro de São Paulo

Bogotá, 14 de dezembro – Foi criada hoje nesta cidade uma confederação internacional de organizações não-governamentais, denominada União de Organizações Democráticas da América – UNOAMÉRICA – cujo objetivo principal será a defesa da democracia e da liberdade, ameaçadas pela expansão do castro-comunismo e sua nova versão, o Socialismo do Século XXI, através do Foro de São Paulo. A reunião fundacional contou com a participação de delegados e adesões da Argentina, da Bolívia, do Brasil, da Colômbia, de El Salvador, do Peru, do Uruguai e da Venezuela.

Os delegados denunciaram os métodos que os integrantes do Foro de São Paulo usam para destruir as democracias e acabar com as liberdades, utilizando mecanismos como as reformas constitucionais e a fraude eleitoral, para controlar os poderes públicos e eternizar-se no poder, assinalando particularmente Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega.

Do mesmo modo, acusaram a UNASUL de ser um instrumento do Foro de São Paulo para intervir nos assuntos internos de outras nações e favorecer a seus membros, como ocorre na Bolívia, onde a UNASUL avalizou a gestão totalitária de Evo Morales e tergiversou os fatos sobre o massacre de Pando (Informe Mattarollo), culpando injustamente o governador Leopoldo Fernández. Também criticaram o intervencionismo de Chávez, que financia ilegalmente seus aliados, como o fez com Cristina de Kirchner e o faz agora com o salvadorenho Mauricio Funes, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN).

Segundo indica sua declaração final (ler abaixo em português), a Uno-América proporcionará aos setores democráticos do continente um mecanismo de intercâmbio de informação, coordenação e permanente apoio mútuo. Adicionalmente, UnoAmérica elaborará programas de desenvolvimento e industrialização, a fim de resolver os problemas de fundo da região, particularmente o da pobreza, como verdadeiro antídoto ao totalitarismo.

UnoAmérica será presidida por Alejandro Peña Esclusa, presidente da ONG venezuelana Fuerza Solidaria, que foi eleito por unanimidade, enquanto que a Secretaria Executiva ficará a cargo da Federação de Organizações Não-Governamentais Verdad Colombia. Ao finalizar o encontro, os delegados invocaram a guia e a proteção de Deus, para cumprir cabalmente com seus objetivos, e convidaram todas as forças democráticas da América a incorporar-se a esta iniciativa.

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UNIÃO DE ORGANIZAÇÕES DEMOCRÁTICAS DA AMÉRICA

O continente amAlinhar ao centroericano atravessa um momento importante. As mais antigas e tradicionais democracias estão ameaçadas por movimentos de procedências duvidosas, como o expansionista Socialismo do Século XXI. À crítica situação venezuelana se unem, entre outros, o Equador, a Nicarágua e a Bolívia, e na mira encontram-se democracias que resistiram a cair nos encantos do prodigioso talão de cheques petroleiro de Hugo Chávez.

Fraude eleitoral, expropriação de terras e empresas, perseguição a líderes da oposição, vínculos com grupos terroristas, malversação de dinheiros provenientes de recursos públicos, censura a meios de comunicação, tolerância com o narcotráfico e desejos de perpetuar-se no poder, são algumas das características de quem lidera o Socialismo do Século XXI.

Os principais grupos terroristas do continente se uniram a representantes de governos e partidos políticos afeitos a movimentos extremistas, e conformaram um engendro que se conhece como Foro de São Paulo. Desde sua fundação, a cargo de Fidel Castro, até seus recentes encontros liderados por Hugo Chávez, esse Foro se caracterizou por servir de porta-voz dos grupos terroristas para o logro de seus objetivos políticos e armados.

Preocupados pelo destino dos países do continente, um grupo de analistas e representantes de organizações não-governamentais, nos unimos para formular alternativas de solução frente à crescente ameaça expansionista de movimentos extremistas. Convidamos-lhes a conhecer, por meio de nossa página eletrônica, a União de Organizações Democráticas da América – UNOAMÉRICA.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008









DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS – PARA QUEM?

Hoje comemora-se 60 anos da criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo objetivo era defender e proteger grupos ou pessoas individualmente de agressões cometidas por governos ou regimes totalitários ditatoriais. Dentre os artigos desta declaração estão o direito à liberdade de expressão, o direito de ir e vir, à dignidade da pessoa humana, a presunção de inocência, etc. Naquela época a ONU era uma instituição respeitável; hoje, entretanto, tem em sua Comissão ninguém menos que um representante de Cuba, um dos países que mais violam os direitos humanos de seus cidadãos!

E por falar em Cuba, ontem eu recebi uma aberração que precisa ser denunciada. Em São Paulo existe uma “Associação dos Familiares e Amigos dos Estudantes em Cuba” que está convocando (e pedindo ampla divulgação) os familiares dos estudantes para um evento intitulado “Evento Político-Cultural em comemoração aos 50 anos da revolução cubana” que ocorrerá no próximo domingo, 14, no Memorial da América Latina, auditório Simón Bolívar. Quem está organizando o evento é um tal “Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba” que diz em seu convite: “Daremos continuidade à campanha humanitária de apoio aos cubanos que sofreram os desastres naturais (sic) provocados pela passagem recente dos furacões pela ilha”.

Agora eu pergunto: qual desses vagabundos que apóiam o regime terrorista e genocida do assassino Fidel Castro mobilizou-se em prol dos nossos irmãos catarinenses, também vítimas de um brutal desastre natural? E o que dizer do misterioso assassinato do médico gaúcho Marco Antônio Becker, presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande Sul, que há anos vinha se opondo ao protecionismo que pretendiam dar aos “médicos” formados pela ELAM (Escuela Latinoamericana de Medicina)? É bom lembrar que o presidente do Sindicato Médico do RS, Paulo de Argollo Mendes tem um filho (ou filha) estudando medicina em Cuba...

Este bando de psicopatas comemora a vitória de uma “revolução” que só espalhou morte, tortura, miséria, fome e terror ao longo desses 50 anos e ainda tem a cara de pau de falar em “campanha humanitária” a essas vítimas que sofrem muito mais com o regime que lhes vai matando aos poucos – de fome de alimentos e de liberdade – do que com a passagem dos furacões. Cínicos! Hipócritas! Degenerados, isto é o que são!

E como hoje se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Notalatina apresenta alguns relatos do que vem ocorrendo desde o início do mês com os cubanos que se opõem ao regime ditatorial castro-comunista. Esses relatos não vão ser denunciados nos canais de televisão nem nos jornais brasileiros, e menos ainda no blog da “dissidente” Yoanis Sánchez. Bem ao contrário da “reprimenda” que ela levou para não dar prosseguimento ao encontro de blogueiros, estes relatos (e fotos acima) mostram como são tratados os opositores ao regime, verdadeiros heróis anônimos. Leiam os nomes das vítimas e me respondam: vocês já ouviram falar em algum deles? Certamente que não, porque eles não são “manchetes” de jornais, não dão IBOPE, não têm nenhum charme, tampouco são protegidos de ninguém. Têm apenas uma vontade férrea e inquebrantável de ser livres e viver com dignidade. Por isso são tão perseguidos, ameaçados, espancados, torturados. Não escapa nem velhos, não escapa ninguém que resolva nadar contra a corrente.

Em 1º de dezembro foi detido o opositor pacífico licenciado em Direito, José de La Rosa Pérez, em Moa, cidade de Holguín, quando mantinha uma discussão com sua mãe, Ramona Pérez, que não queria permitir a dedetização da casa onde moram. Enquanto discutiam, o “chefe do setor” da localidade, de nome Erisleidis Sanamé invadiu a casa sem permissão e em tom agressivo pediu a carteira de identidade de José que recusou-se a entregá-la. Duas horas depois ele saiu de casa e após haver caminhado por volta de um quilômetro foi interceptado por uma patrulha que o empurrou para dentro de um carro e o levou para a prisão “Duas Baías”. Lá, foi jogado numa cela, acusado de ter ameaçado Sanamé com uma faca de cozinha. Segundo dona Ramona, seu filho não fez isso mas foi detido porque no dia 4 de novembro participou de uma vídeo-conferência no escritório de interesses norte-americano em Havana sobre as eleições naquele país, e a Segurança do Estado apenas armou-lhe uma cilada para poder vingar-se.

No dia 3 de dezembro o opositor pacífico Wilfredo Álvarez García foi agredido por pessoas desconhecidas em Aguada de Pasajeros, Cienfuegos, onde mora. Por volta das 4:20 da madrugada a porta de madeira de trás de sua casa foi incendiada. Ele correu para apagar o fogo quando foi atingido por uma pedra que lhe atingiu o olho direito deixando enorme hematoma. Segundo Wilfredo, “A ação que provocou buracos na porta de minha casa e lesões à minha pessoa ocorreu porque no passado 23 de novembro festejamos em meu lar o primeiro aniversário da delegação do Movimento Independente Opção Alternativa (MIOA) na municipalidade”, do qual é membro.

A Polícia Política interceptou no passado 8 de dezembro, em plena via pública, mais de uma dezena de opositores pacíficos que se dispunham a assistir à missa na igreja de Nossa Senhora de Regra, na capital de Havana. Os fatos ocorreram por volta das 10 horas da manhã, nas imediações da capela, quando os dissidentes foram ameaçados verbalmente pelo oficial da segurança que se diz chamar Melvin.

Nesta ocasião acompanhava o oficial uma Brigada de Resposta Rápida composta por mulheres que vestiam camisetas de “trabalhadores sociais”. Segundo o oficial, ninguém iria assistir à missa ou seriam detidos até que passasse o 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, de acordo com Deysi Martínez, que deu a informação. Marínez informou que esta atividade se realiza todo dia 8 de cada mês, onde se pedem orações pela liberdade de todos os presos-políticos. Mas a pior de todas as agressões e repressão ocorreu ontem à tarde, conforme nos relata o site “Payo Libre” e que traduzo literalmente.

Havana – Na tarde de hoje, 9 de dezembro, na rua K entre Línea e 13, no Vedado, foram agredidos brutalmente os opositores Lázaro Joaquín Alonso, Marlene Bermúdez, Roberto Marrero e quem denuncia, Belinda Salas Tápanes. Uma turba agressiva composta por oito policiais que se locomoviam em dois carros patrulheiros, sem pedir identificação e sem manter qualquer conversa, começaram a nos golpear.

Em Lázaro Joaquín deram um golpe tão violento que ele sangrava abundantemente pela boca e na cabeça, além de receber forte golpe nos testículos. Atualmente se desconhece seu paradeiro, pois foi detido pela polícia. Marlene Bermúdez e seu esposo Roberto Marrero, foram agredidos brutalmente e rasgaram a blusa dela. Ato contínuo, foram detidos e conduzidos a paradeiro desconhecido, embora a polícia gritasse enquanto os golpeava que iriam direto para Camagüey, local onde residem.

A mim, Belinda Salas, me rasgaram a blusa me deixando nua, e os golpes me produziram fratura em uma mão. Além disso, depois de me colocarem no carro da polícia, ao ver que as pessoas que levavam eram do interior da ilha, me jogaram para fora do carro em movimento.

Queremos fazer chegar a todos os homens de boa-vontade esta denúncia, que demonstra o medo do regime ao 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pedimos a solidariedade ante tão criminoso ato e ratificamos que a FLAMUR (Federação Latino-Americana de Mulheres Rurais em Cuba) continuará lutando pelos direitos do povo de Cuba.

Belinda Salas Tápanes, presidente da FLAMUR.

Bem, vocês leram e podem comprovar essas denúncias acessando o site Payo Libre no link ao lado. Isto porque eu só falei dos que vivem fora das prisões, o que não significa necessariamente “ser livre”. É por gente como esta que é presa como passarinho em alçapão, sem saber porquê, que os psicopatas que vão comemorar os 50 anos do genocídio em Cuba pedem solidariedade? É óbvio que não! É em gente como esta, heróis anônimos que deposito minha irrestrita solidariedade e elevo minhas preces a Deus, para que um dia eles possam sair às ruas sem medo, que possam assistir quantas missas desejem e circular por onde lhes der vontade, afinal, Deus não nos fez cativos e muito menos “propriedade” de ninguém. Quanto menos de monstros sanguinários como os irmãos Castro e sua delinqüente Nomenklatura... As fotos apresentadas acima não são de hoje, mas de outros eventos onde a brutalidade e a bestialidade são a tônica do cotidiano desta gente.

Que Deus abençoe estes cubanos e os mantenha na fé e na coragem. Meus agradecimentos eternos a Pablo Carvajal, meu incansável “hermanito”, pois sem sua dedicação e determinação estas barbaridades não me chegariam ao conhecimento nem ao de ninguém de fora da Ilha-Cárcere. Fiquem com Deus e até a próxima!

Fonte: www.PayoLibre.com

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 9 de dezembro de 2008









A VENEZUELA NÃO É TERRA DE NINGUÉM!


Quando saíram os resultados das últimas eleições para governadores e prefeitos na Venezuela, Chávez fez um pronunciamento fingidamente feliz, alegando que “respeitaria os resultados” que deram vitória à oposição nos estados mais importantes, inclusive o da capital do país, Caracas. Dizia ele que havia sido o grande vitorioso, pois abocanhara 17 estados e que “para desmentir os boatos de que era um ditador”, daria posse aos novos eleitos com a mesma satisfação que daria aos seus.

No entanto, passada apenas uma semana não foi isto que se viu. Recomeçou a perseguir seu eterno rival, Manuel Rosales, ex-governador de Zulia, onde está sendo acusado de corrupção e que vai depor no próximo dia 11. O prefeito municipal de Caracas não pôde instalar-se porque dona Cilia Flores (presidente da Assembléia Nacional) decidiu “recuperar” o local onde despachava e onde funcionava o colegiado. O governador eleito de Táchira, César Pérez Vivas, não pôde assumir porque o Conselho Legislativo Regional decidiu, arbitrariamente, que só vai juramentá-lo em... janeiro!

Entretanto, o caso mais insólito se deu com o governador eleito de Miranda, Henrique Capriles Radonski. Vale lembrar que durante os tumultos de abril de 2004 Radonski tentou impedir a depredação da embaixada de Cuba e viu-se, de uma hora para outra, acusado por Chávez de “ato de terrorismo” contra a tal embaixada. Apesar de tudo haver sido filmado, comprovando sua inocência e do próprio embaixador ter a princípio negado seu envolvimento, Radonski foi preso e sentenciado como “terrorista” e “contra-revolucionário”.

Radonski (na foto acima) denunciou que a administração de Diosdado Cabello, o ex-governador de Miranda, levou TUDO o que pertencia ao governo do estado, não deixando sequer móveis, veículos, nada! Diz ele: “As diversas casas do governo em todo o estado de Miranda foram saqueadas; não me deixaram nem uma cadeira onde me sentar e só não levaram as paredes por casualidade”. Alegou ainda que Cabello tinha à sua disposição pessoal mais de 24 veículos e 60 escoltas e que faltam devolver armas e motos designadas pela administração anterior às escoltas. “Parece que a antiga administração não disse: vamos com tudo mas, pelo contrário, levamos tudo”, afirmou Radonski.

Chávez não faz, ele mesmo, mas suas turbas de delinqüentes seguidores se encarregam de semear o caos, a desordem, o vandalismo. Semana passada recebi um relato de uma senhora que contava estarrecida o ataque que sofreu desses marginais. Ela passava por um local próximo à Assembléia Nacional quando viu uma quantidade exagerada de policiais fardados e a paisana nos arredores. Curiosa, e já temendo algum golpe, perguntou a um policial do que se tratava e ouviu que “o cachorro do Rosales está na Assembléia Nacional”. Depois alguns militantes começaram a olhá-la afrontosamente, de cima a baixo, como se estivesse estampado em seu rosto que ela era opositora. Assustada, postou-se na porta da igreja onde acontecia uma missa. A turba não se satisfez e resolveu entrar e agredir verbalmente as pessoas que estavam lá dentro rezando, e que não tinham nada a ver com suas manifestações.

Não satisfeitos em entrar na igreja, começaram a dizer aos berros: “Pátria, Socialismo ou Morte!” e em seguida, “Hipócritas! Queremos a cabeça de Rosales! Esta merda (a casa de Deus) não é de vocês!”. Um senhor fechou a porta e ao final todos saíram de cabeça baixa enquanto a delinqüência tomava conta das ruas, sob o olhar complacente dos policiais que nada, absolutamente nada fizeram para conter a fúria desmedida e sem sentido desses loucos. Ao ler este relato, que é bem mais detalhado, de imediato lembrei dos tumultos em Cuba e das hordas dos CDR atacando os cristãos nas procissões ou dentro dos templos, ou mesmo contra as Damas de Branco em sua pacífica e muda caminhada...

E então, uma semana depois Chávez não se conteve e resolveu revelar o que era e sempre foi seu desejo: fazer um novo referendo para votar sua reeleição perpétua. Ele não tem mais como alterar a Constituição porque suas fichas se acabaram em meados de junho, com o fim das prerrogativas da Lei Habilitante que lhe davam plenos poderes. Como ele sabe que tem maioria do Congresso, que a Assembléia Nacional come na sua mão, lançou a campanha para um novo referendo em fevereiro para novamente se votar sua reeleição.

Como muito claramente nos explica Alejandro Peña Esclusa neste artigo, que também pode ser lido em seu original em espanhol, a resposta a esta aberração constitucional o povo já deu em 2 de dezembro do ano passado, com acachapante derrota aos planos sinistros deste macaco louco. Chávez está percebendo que, com a estrondosa queda do preço do petróleo que garantia seus arroubos mundo afora, a situação econômica da Venezuela está se tornando cada dia mais crítica e vai explodir no ano que vem. A produção da PDVSA há anos se deteriora dia-a-dia, porque ele não mediu as conseqüências de demitir em torno de 22.000 empregados qualificados da estatal petroleira e pôr incompetentes cubanos para um trabalho que não é qualquer um que faz. Acreditando que dos petrodólares que jorravam em abundância faria seu império e poder, comprou muitas consciências, governos falidos de companheiros do Foro de São Paulo e o pior: endividou-se magistralmente com a Rússia que é impiedosa e um dia vai cobrar a fatura. Por isso ele tem pressa nesse referendo e também já fala em dar calote no Brasil do “hermano e cumpanhêro” Lula da Silva.

Ocorre que pedir uma nova votação sobre um capítulo já votado e rejeitado pela maioria do povo venezuelano é INCONSTITUCIONAL, IMORAL E GOLPE DE ESTADO mas, graças a Deus, há muita gente se movimentando para impedir que esta afrontosa consulta se repita, como mostram as fotos de um mega cartaz que circulou no início do mês em Caracas, acima. O próprio povão e até mesmo oficialistas já não o apóiam como antes. Nesta entrevista dada ontem ao Canal RCTV, Alejandro Peña Esclusa – A VOZ MAIS SENSATA DA VERDADEIRA OPOSIÇÃO VENEZUELANA – explica porquê este projeto deve ser rechaçado in limine, uma vez que referendar a proposta de nova votação àquilo que já foi votado e recusado em dezembro do ano passado, é legitimar o golpe de Estado, é legitimar a fraude – que vai ocorrer – e é legitimar o espírito de subserviência aos caprichos determinados pelo monstro do Caribe Fidel Castro e seu lacaio Chávez.

E para ilustrar como anda o termômetro da opinião pública acerca da desgraça chavista, ouçam esta salsa que deixou Chávez enlouquecido chamada “Usted abusó”, que é uma paródia da música “Você abusou” de Toquinho e Vinícius. Estes opositores anônimos venezuelanos não perdem tempo e bem diferente daqui, a classe artística, sobretudo esta, quer paz, prosperidade, liberdade, e seu lema é “Pátria, Democracia e Vida”, por uma Venezuela livre do comunismo e soberana.

E para encerrar a edição de hoje, faço um chamado especial para a primorosa edição sobre o Holodomor, o genocídio ocorrido na Ucrânia na década de 30, que o Heitor De Paola apresentou em seu site. Há documentos originais, cartas, histórico, vídeos, que devem ser lidos e divulgados amplamente por todos aqueles que abominam o horror psicótico do comunismo.

Na edição de amanhã o Notalatina vai falar da perseguição aos verdadeiros opositores do regime cubano, com relatos chocantes sobre o que passa quem não se vende nem comunga da ideologia assassina dos donos da Ilha. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

domingo, 7 de dezembro de 2008





É sempre com uma alegria incontida que o Notalatina apresenta um brilhante texto do Carlos Reis, meu amigo e companheiro de front há quase uma década. Dessa vez ele faz uma ácida crítica às últimas manifestações do presidente que 56 milhões de brasileiros estúpidos nos impuseram. Mas a crítica é dirigida especialmente à classe jornalística comprometida não em informar com imparcialidade, mas dedicada à bajulação mais torpe e abjeta ao presidente e seu asqueroso governo, característica da subserviência, da covardia, da falta de escrúpulos e da bestialidade em que foi transformado o exercício da profissão jornalística neste Brasil macunaímico.

Leiam e deleitem-se!

E amanhã o Notalatina faz um balanço dos últimos acontecimentos na Venezuela, conforme pretendido semana passada, com vídeos imperdíveis. Fiquem com Deus e até a próxima!

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LULA É DIFU

Carlos Reis

Lula é bagagem. Lula sempre foi assim. Em uma palavra: Lula é difu! (de alguma arquibancada do futebol).

O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia, daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação -, chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de ebulição do álcool!

Nada está abaixo do Lula. O Lula do sifu, do porra, do cacete, "sabe", se colocou em uma posição inferior, não como presidente a República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário - o que sabemos que o álcool não faz com ninguém -, ainda assim existem os assessores, aspones e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos. Confiram aqui.

Mas não é de sua incontinência verbal (verborréia) que estou a tratar e sim da sua vulgaridade ímpar, desmedida, tantas vezes por nós denunciada: Lula é um homem sem caráter; traidor dos amigos da quadrilha, porque não se faz o que ele fez com o José Dirceu, com o Gushiken, com o Genoíno. Nem na prisão deixam de valer os códigos de ética e de moral - uma moral suja, um ética suja, mas ainda assim uma moral e uma ética de petralhas. Lula, o vermelho, não tem nada disso. Pior do que imoral, Lula é ilegal. Lula é um vício de origem. Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores também.

Tampouco se diga que ele fala a linguagem do povo para se fazer querido por ele. Conversa mole, conversa de institutos de pesquisa, conversa de datalulas cuja ética ainda está para ser revelada. Lula está deixando o povo brasileiro com a sua cara, a sua fuça, a sua carantonha vulgar e baixa. A nossa tão propalada "macunaimidade" era regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico? O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula. É diferente, o povo ainda pode lavar a cara todas as manhãs que a sujeira sai. Mas Lula não, no máximo pode ser maquiado pela enésima vez pelos puxa-sacos de sua laia, engolir uns Engovs e seguir a sua rotina de laxista irresponsável.

O "inaudível" sifu pronunciado publicamente entrou para história do Brasil, a história da infâmia do Brasil. Mais uma da enorme série de Lula, o serial killer da vergonha, o personagem central dessa quadra de desonra, de baixeza da vida nacional. Lula e seus lacaios deixaram as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a Soberania Nacional, a Imprensa. A marca venal é desse tamanho e contamina a sociedade inteira comprometendo o seu futuro. E ainda essa gente assemelhada a ele quer apagar o passado brasileiro, e destruir os registros da nossa moral e os documentos da nossa boa fé, da nossa honestidade como povo. Tudo isso para quê? Para elevar um sujeito vulgar e desprezível à condição de líder máximo do socialismo no Brasil.

É exatamente esse sentimento que me faz voltar a todo o momento não a ele, Lula, o infame, mas para a mídia e os intelectuais de miolo mole que o protegem, que fingem que nada vêem, que nada ouvem. A legião dos infames que o cercam e o embelezam não pára de crescer.

Esse artigo é para vocês, jornalistas, que o acham "pop" e "extravagante".

Comentários: G. Salgueiro

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008


DESCONSTRUINDO FALSOS MITOS

Depois de mais de dois meses afastada da rede, ontem finalmente me vi em condições de retomar minhas atividades e resolvi atualizar o Notalatina. Assunto não faltava e então escolhi a insistência de Chávez em reeditar um referendum para lhe garantir a perpetuação no poder, mesmo tendo sido fragorosamente derrotado em 3 de dezembro do ano passado. A matéria estava pronta mas quando fui transferir para o Blogger para editar, o bendito programa Windows Vista deletou sem mais nem menos e não consegui recuperá-lo. Aborrecida e triste, desisti de escrever tudo de novo.

Mas, antes de prosseguir com os comentários de hoje, quero agradecer sensibilizada o prêmio que me outorgaram a ANDEC, através da Ana, e o Blog do Clausewitz, o “Premio Apoyo a las Víctimas del Terrorismo”, que só agora pude tomar conhecimento e cujo banner já se encontra aqui, com muita honra. Esse prêmio me sensibilizou enormemente porque nesses seis anos de luta em defesa das liberdades e do respeito aos direitos humanos, sobretudo das vítimas das ditaduras castrista e venezuelana, jamais mereci algo parecido aqui no Brasil. Lá fora, ao contrário, meu trabalho goza de respeito e gratidão, principalmente entre os cubanos, que já me declararam “cidadã cubana” e dizem que querem me entregar a honraria pessoalmente lá na ilha, quando Cuba for verdadeiramente livre.

E por conhecer bem e manter contatos e estreitos laços de amizade com vários dissidentes do regime castro-comunista desde o ano 2000, é que me assombra a febre, uma quase mania alucinada que se faz em torno a um blog recente e sua proprietária residente na ilha. Estou me referindo, é claro, ao “Generación Y” e a Yoanis Sánchez, aos quais fui apresentada logo depois de inaugurado ainda no ano passado.

E o meu espanto reside no fato de que nunca aqui no Brasil se deu importância aos queixumes dos cubanos, os verdadeiramente perseguidos, humilhados, presos e torturados, como se dá ao que escreve essa moça que, diga-se de passagem, não traz qualquer novidade e passa bem longe do que representa o real sofrimento dos opositores legítimos.

Há tempo venho recebendo solicitações para indicar o “Generación Y” no Notalatina mas nunca atendi, pois como disse a um leitor outro dia, há incontáveis sites e blogs excelentes e que revelam a face mais cruel e desumana da ditadura castrista e que, até onde pude conferir, só o Notalatina denuncia o horror que vivem os presos-políticos e de consciência cubanos. Se vocês se derem ao trabalho de consultar os arquivos dos primeiros anos, no menu à direita, vão conhecer coisas horrendas que sofreram e sofrem ainda aqueles que se opõem ao regime, inclusive crianças e velhos. E sobre os presos políticos, o site mais completo é o “Payo Libre” do querido amigo Pablo Carvajal, também constante no menu ao lado, e cujas denúncias passam ao largo dos comentários de doña Yoanis.

Então, ontem a rede agitou-se por causa de uma denúncia postada por essa moça e eu comentei com um amigo, depois do ler o que ela escreveu sobre a intimação: “Isso não vai dar em nada!”. Bingo para mim! E por que eu tinha tanta certeza disso? Primeiro, porque ela não pertence nem representa qualquer organização anti-castrista na ilha, não é jornalista nem vinculada a nenhuma associação cubana de jornalismo. Mas, apesar disso, vem sendo homenageada e recebendo prêmios de jornalismo num flagrante desrespeito àqueles que DE FATO se arriscam para denunciar ao mundo o que sofrem os opositores. Confiram o relato feito por ela sobre a “visita” à delegacia e depois leiam os relatos dramáticos dos opositores perseguidos e fustigados diuturnamente no site “Payo Libre”. Ser premiado lá fora e não ter permissão para viajar e receber a honraria é rotina na vida dos opositores mas ninguém nunca denunciou isto; por que, então, o espanto quando foi negada a vigem dessa moça?

Ademais, a biografia dela é tão nebulosa, escorregadia e contraditória quanto a do farsante Barack Obama. Quem conhece o modus operandi do regime SABE, perfeitamente bem, que a vida e as regalias que essa moça goza só são possíveis e permitidas a um MEMBRO do regime, a alguém que serve fielmente ao sistema e que inclui passar-se por opositor, infiltrado no meio das agremiações para depois delatar, como ocorreu com a economista Martha Beatriz Roque que foi presa na “Primavera Negra de Cuba” em março de 2003, vítima de sua secretária que a entregou ao tribunal e lá confirmou ser uma agente infiltrada há nada menos que 13 anos. Há ainda o caso de Ana Belém, que era funcionária do Pentágono e incontáveis outros casos que os cubanos com boa memória sabem melhor do que eu. Quem, da verdadeira dissidência possui um notebook (vejam na foto), telefone e internet em casa por 24 horas? Qual a fonte de renda dessa moça? Ela alega que dá aulas de alemão para turistas mas como, se os cidadãos fora da Nomenklatura são proibidos (com perseguição da polícia) de se aproximarem dos turistas? E o marido, trabalha em quê e para quem? E o apartamento onde ela mora (este da foto), a liberdade de ter celular e telefonar passeando pela rua, qual dos legítimos opositores tem essas regalias? E como se tudo isso não fosse suspeito o bastante, mesmo depois de descoberto o blog e sua identidade, por que eles nunca foram chamados ou perseguidos pelos ferozes e insanos CDR? E por que, vivendo na Suiça voltou para Cuba, entrou sem qualquer atropelo e vive até hoje sem ser minimamente molestada? Os que saem não têm direito de voltar, pois são considerados traidores e se tentam, ou são deportados ainda no aeroporto ou vão direto para a prisão. Só se sai de Cuba com permissão da Nomenklatura e, ainda assim, essa liberdade de ir e vir dentro e fora do país só a possuem os membros do regime. Reflitam!

Então, mesmo sabendo que vou chocar e desagradar a muitos, peço-lhes que considerem com seriedade este texto que traduzo abaixo (é grande mas não deixem de ler!) de um dos sites opositores mais respeitados, sérios e dignos por sua coerência e integridade de trabalho em prol dos irmãos que ainda sofrem com a escravidão na Ilha-Cárcere. Este Editorial foi escrito em 7 de outubro e eu pretendia divulgá-lo na ocasião mas precisei me afastar da rede e ele acabou ficando guardado. Só quem não conhece absolutamente NADA sobre o regime ditatorial castro-comunista ou os ingênuos ou coniventes com o regime podem acreditar nas desculpas esfarrapadas que essa moça divulga no seu blog. A dissidência cubana, eu e os estudiosos, já vimos esse filme incontáveis vezes...

Fiquem com Deus e até a próxima!

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EDITORIAL

Em nossa redação de Noticuba Internacional chegaram várias preocupações através dos leitores sobre se Yoanis Sánchez, a blogueira de “Generación Y”, é a representante da Imprensa Independente em Cuba. Esta inquietação surgiu por causa de sua constante participação em eventos internacionais, entrevistas para a televisão em Miami e publicações em quase todos os meios de difusão massiva no exílio e Europa, onde foi agraciada com prêmios de valor e propagandeada como a melhor e mais valente das opositoras que enfrentam Castro.

A redação de Noticuba Internacional deu-se ao trabalho de se comunicar com um bom número de jornalistas independentes na ilha para saber disto e poder dar uma resposta fiel à realidade, sem parcialidades com nada nem ninguém, e com o único objetivo de honrar seus princípios noticiosos que não são outros que ser um meio onde se difunde a verdade e nada mais que a verdade.

Alguns afirmaram que a conheciam de ouvir falar, outros que nem a conheciam porque ela não é membro de nenhum grupo opositor, que somente souberam pela imprensa estrangeira que havia feito um ato de presença no caso do roqueiro Gorki, e sobre as demais participações no estrangeiro. Comentaram-nos, além disso, que vive em Nuevo Vedado em uma confortável residência com telefone e serviço de internet, e que jamais foi objeto de perseguição ou maltrato e muito menos detida, pelo que desconhecem o porquê de sua presença como opositora.

Saber estas coisas nos alarmou e, como opositores e imprensa continuamos indagando a notícia para poder ser fiéis ao que ocorre com esta blogueira, e analisando cada comentário que chega à nossa redação do jornalista Mario de Llano, onde de forma livre expõe seus critérios sobre este caso.

Depois de muita sondagem soubemos que em Cuba ninguém sabe o porquê da fama de Yoanis Sánchez (um mito fabricado como Ingrid Betancourt, acrescento eu), nem o porquê do Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo Digital 2008, nem a viagem à Espanha suspensa pelo governo de Cuba. Muito menos a participação em vídeo na SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) no dia de ontem.

Achamos ser honesto destacar que o tema da violência contra jornalistas e meios de comunicação durante as crises sociais e os recentes processos eleitorais na América Latina devem ser debatidos por jornalistas independentes cubanos que sejam vítimas desta repressão, inclusive que tenham cumprido condenações, perseguição, repressão e expulsões de seus centros de trabalho, e para os quais informar é o maior dos delitos na ilha e que, ainda assim, continuam na linha de combate sem se deixar vencer.

Isto porém não corresponde com Yoanis Sánchez, pois ela não responde pela imprensa independente cubana, não foi detida, nem perseguida politicamente, nem sequer, como afirma a oposição, pertence a nenhum grupo organizado. Apenas criou um blog em 2007, chamado “Generación Y” com o objetivo, segundo ela, de poder dizer o que sente e para que o mundo conheça [seus pensamentos].

Isso está muito bem, porém não lhe concede o direito de representar uma oposição aguerrida, perseguida, fustigada e reprimida que leva muitos anos lutando sem internet, sem liberdade de expressão e neste momento minimizada. Não é notícia para ninguém que a imprensa independente cubana, fundada em meio a uma sociedade totalitária e repressiva, foi fortemente reprimida pelo governo cubano, inclusive os jornalistas fundadores, e os que atualmente continuam na linha de combate têm que redigir suas notícias em pedaços de papel reciclável, suplicar horas de tempo da máquina de alguma das sedes diplomáticas existentes em Havana, ou na SINA, onde para poder ir têm que burlar a custódia policial da Segurança do Estado.

Consideramos, como jornalistas e por ter conhecimento de causa sobre a realidade da oposição na ilha, que existem repórteres independentes que certamente têm capacidade para poder representar a imprensa perante qualquer tipo de Comissão Internacional e muito mais a Sociedade Interamericana de Imprensa, por seu árduo trabalho, por sua experiência sobre repressões e cativeiro, e onde é honesto destacar: Luis Cino, Lucas Galve, José Fornaris, Hugo Araña, Juan González Febles, Jorge Olivera, Guillermo Fariña e outra boa soma de jornalistas, homens e mulheres, anteriores e posteriores à onda repressiva de 2003, que com valor e inteireza cobriram os postos daqueles que para salvar a vida tivemos que sair para o exílio. E expomos este critério por sermos fiéis defensores dos direitos humanos e termos como fortaleza principal a liberdade de expressão das idéias.

Por isso não é justo calar ante esta situação e muito menos permitir que no Segundo Fórum da Sociedade Interamericana de Imprensa, realizada fora do continente americano, com uma participação flagrante de países assediados pela imposição à livre expressão, se permita participar como exemplo de repressão e como expert sobre jornalismo digital Yoanis Sánchez, única cubana com liberdades para utilizar o serviço de internet sem interrupções.

Não consideramos que Yoanis Sánchez tenha argumentos sólidos e experiência virtual sobre os fatos do maleconaço, nem sequer sofreu na própria carne a repressão e o presídio da onda repressiva de 18 de março de 2003, e muito menos que tipo de coisa é ter que fugir dia e noite da Polícia Política, dos registros massivos, dos mítines de repúdio, das agressões em via pública, da deterioração física e espiritual dos opositores e seus familiares.

O mundo sabe que o malogrado panorama da liberdade de expressão e os obstáculos que o exercício jornalístico encara em países como Cuba, não pode ser exposto por uma pessoa que além de não ser jornalista independente, nem opositora reconhecida, não tenha sido objeto destes desmandos governamentais que relaciono no parágrafo anterior.

A SIP e o mundo sabem que a imprensa independente na ilha, apesar de ter sido boicotada pelos espiões a serviço do regime em março de 2003, onde foram detidos mais de 75 jornalistas independentes e opositores pacíficos, e onde um número grande deles, dentre os quais havia 12 mulheres indiciadas, viram-se obrigados a sair para o exílio com seus filhos para não perderem a vida.

Com todo o respeito que o rei Juan Carlos de Espanha merece, que inaugurou o evento com sua presença oficial, assim como o resto da concorrência diplomática deve conhecer a realidade de Cuba através dos que realmente têm voz e voto neste tema repressivo. Saber que apesar de o atual governante Raúl Castro ter permitido a venda de computadores para o povo, os opositores e jornalistas independentes cubanos não têm impunidade para possuí-los e muito menos para fazer denúncias.

Em primeiro lugar pela repressão e em segundo, porque o serviço de internet não é permitido, somente se consegue Intranet e não a dissidentes, pelo qual nenhum tem conhecimentos e muito menos possibilidades de poder adaptar-se às novas tecnologias, muito menos conhecer o blog Generación Y. Como é possível que se possa falar de redes sociais e blog, ou novas tecnologias profissionais em Cuba, se a imprensa independente e a oposição não têm permissão a esses acessos, pelo que consideramos um ato de mágica que Yoanis possa conseguir esse serviço desde sua casa de forma ininterrupta?

Também nos alarma e necessitamos que alguém nos explique, como foi possível que Yoanis Sánchez conseguisse uma intervenção especial de sua casa em Havana para Madri, quando as linhas telefônicas cada vez que são utilizadas para informar sobre liberdades, denúncias ou participações com o estrangeiro são cortadas, e disto há muitas testemunhas, tanto dentro quanto fora de Cuba. A única negativa que a blogueira recebeu, segundo se informa, foi não lhe permitir ir receber seu prêmio em Madri. Perguntem ao resto da oposição e imprensa independente cubana, tanto fora como dentro do exílio, quantas coisas lhes são e lhes foram negadas, e como transcorre a vida de um dissidente e a de seus familiares.

Quem foi capaz de rotular Yoanis Sánchez como a “blogueira cativa” do regime cubano, afirmando que o mandatário a acusou recentemente de “agente do imperialismo”? Alguém já se perguntou de quantas coisas acusaram os jornalistas independentes e opositores pacíficos presos, ou em suposta liberdade, incluindo os que tiveram que sair do país para salvar suas vidas? Seria bom que se conhecesse que todos foram acusados de: trabalhar para uma potência estrangeira; atentar contra a soberania nacional; contra-revolucionários; atentar contra os órgãos da Segurança do Estado; vende-pátrias; “gusanos” (vermes); lacraia social e uma quantidade de epítetos da língua espanhola que para expô-los necessitaríamos de várias laudas.

Quem tem mais direito a ser entrevistado: Yoanis Sánchez, que há somente um ano empreendeu – sabe-se lá como – a idéia de criar um espaço para comentar criticamente a realidade cubana e se permitir dizer o que lhe está vedado em seus direitos cívicos, com as comodidades de um serviço de internet 24 por 24 sem interrupções onde somente o exílio lê, ou o grupo de prisioneiros políticos e de consciência que estão morrendo diariamente submetidos às mais cruéis torturas físicas e psicológicas? Ou a imprensa independente e os opositores que buscam a notícia a pé, rua a rua, cidade a cidade, e depois arriscam a vida e a liberdade tratando de transmiti-la para o exílio sem meios sofisticados?

Sobre as declarações de Yoanis Sánchez no debate virtual ao qual participou em Madri, segundo conta a imprensa estrangeira ela se juntou ao debate de forma virtual com uma intervenção gravada em vídeo, onde explicou como a internet conseguiu romper o monopólio da informação em Cuba. Ao mesmo tempo afirma que graças à rede, a qual denomina seu instrumento, conseguiu nos últimos anos burlar a censura oficialista cubana.

Afirma Sánchez: “A internet é muito corrosiva para o monopólio informativo que o Governo cubano possui” ao mesmo tempo que destacou que a rede lhe permitiu superar “a atmosfera de irrealidade” na qual as autoridades cubanas afundaram a população cubana durante 50 anos. Graças à internet, expôs a blogueira, “conhecemos coisas ocorridas ao nosso lado nestes 50 anos, às quais não nos havíamos nos inteirado..., recuperamos passagens da Historia que estiveram veladas pela imprensa oficial”.

Deu como exemplo o “maleconaço” de 1994, as manifestações populares junto ao malecón de Havana, “que nunca divulgaram na televisão cubana”, e ficou feliz pela oportunidade que a internet ofereceu para “reencontrar-se com pessoas que foram apagadas dos jornais e com autores que foram silenciados”. Nas palavras de Jean-François Fogel, conselheiro internacional do diário francês Le Monde e moderador do seminário no qual se incluiu a intervenção de Yoanis Sánchez, a blogueira cubana “fez uma experiência quase definitiva” de como as novas tecnologias estimulam informações nos consumidores, novos e velhos.

Fogel destacou a força do blog “Generación Y” e o caráter diferencial de Sánchez com a dissidência clássica contra o regime cubano, uma vez que o que ela busca é “falar de sua vida” e da rotina diária que os cubanos da rua enfrentam. Para dar uma dimensão de seu impacto na blogsfera, Fogel contou que antes de entrar no seminário consultou o último escrito incluído por Sánchez em seu blog sobre “a volta à normalidade” após o último furacão, e que os apenas dois parágrafos – “quase filosóficos” – do comentário já haviam recebido 2.964 comentários.

A blogueira acrescentou outro dado sobre o grande impacto de seu portal: “recebo entre 8 e 10 milhões de visitas por semana”. Em uma gravação de 11 minutos Sánchez também falou o que diferencia os blogueiros cubanos dos jornalistas dissidentes na ilha, 25 dos quais continuam presos em cárceres cubanos após a detenção do chamado “Grupo dos 75” na primavera de 2003. “Nós damos mais opinião do que informação; estamos mais marcados pelas experiências pessoais de caráter subjetivo e somos de uma geração mais jovem, que sabe manejar a tecnologia”, explicou. A blogueira reconheceu que sua tarefa é “bem complicada” (Por certo! Passar-se por opositora sem ser molestada, ter todas as regalias que tem e ainda ser convincente em seu papel de dissidente, não é tarefa fácil!), porém sublinhou que significa “a única possibilidade” de dar a conhecer suas opiniões, partindo do convencimento de que “nunca ia ter um minuto” nos meios oficiais de informação em Cuba.

Em que pese que a internet funcione em Cuba de uma maneira “rudimentar”, Sánchez assegurou que “chega às pessoas” e supõe ser um estímulo na luta “contra a apatia, a inação e as insatisfações”. Depois de ler e reler as palavras da blogueira Yoanis Sánchez, não nos resta outra alternativa a não ser expor que a única blogueira com essas liberdades em Cuba é ela, que nenhum outro opositor, jornalista independente ou povo em geral tem acesso à internet, e que se alguém a tem é uma minoria e quase todos comprometidos com o regime.

Como ela pode falar dos prisioneiros políticos e de consciência se quando este fato ocorreu ela não vivia em Cuba, nem conhecia seus malabarismos para poder burlar realmente a repressão e a perseguição? Não creio que ela seja de uma geração inferior à dos jornalistas independentes, nem dos opositores, e muito menos dos presos; creio que o mundo deve argumentar sobre a idade dos mesmos, que todos são posteriores a 59, o que indica que seus argumentos e justificação estão muito mal concebidos.

E se estas explicações não são suficientes, quem desejar pode se remeter a um jornalista independente ou opositor pacífico, tanto em Cuba como fora dela, que eles poderão contar a realidade porque são os únicos que têm a última palavra. Em Miami vive um grande número de opositores pacíficos e jornalistas independentes com experiência em repressão, perseguição e cativeiro; quem não compreender o que se expõe neste Editorial, por favor comunique-se conosco que, com muito prazer, qualquer um deles lhes contará de suas vivências e a realidade de fazer oposição em um país totalitário. O texto original pode ser lido aqui.


Comentários e Tradução: G. Salgueiro

terça-feira, 23 de setembro de 2008





Ataque chavista ao canal Globovisión de Venezuela e Carta aos democratas da América

Por problemas de ordem pessoal não pude atualizar o Notalatina nesses últimos dias e hoje, mesmo sem condições, faço mais uma edição porque a situação na Bolívia ainda continua caótica e repleta de arbitrariedades, autoritarismo e crimes por parte do governo. Em meio à crise Evo Morales “parou a guerra” para ir ao Panamá receber um título de “Doutor Honoris Causa”, bem ao estilo Mont Pyton. Quando eu era menina e ouvia dizer que alguém recebeu um título desse, ficava imaginando o feito ou as qualidades excepcionais dentro de um campo do saber que justificavam a outorga da comenda. E, de fato, os que naquela época eram homenageados com tal honraria eram pessoas notáveis. Hoje, ao contrário, qualquer zé mané, de preferência comunista, recebe tal título. Se tudo isto não tivesse propósitos criminosos, eu diria que é surrealista.

Pois bem, o cocalero presidente Morales rumou para o Panamá onde o presidente Torrijos tem se esmerado em deixar cair a máscara de democrata, bajulando trastes com pendores de ditador como Chávez e agora Morales. Enquanto isso, foi negado o habeas corpus ao governador Leopoldo Fernández que continua preso e o Brasil, como era de se esperar, negou asilo político à família de Fernández. Claro, ele não é terrorista, não compartilha da idéia de implantar um regime comunista em seu país, daí não receber o menor respaldo dos membros do Foro de São Paulo, do qual Lula é membro fundador junto com Fidel Castro, não custa nada relembrar.

A esse respeito, Alejandro Peña Esclusa explica com clareza neste vídeo, concedido a um canal de televisão de Santa Cruz, na Bolívia, onde esteve acompanhando a situação de perto, e faz um alerta ao povo boliviano para que se mire no exemplo da Venezuela e reaja. Ele aproveita também para pedir perdão aos bolivianos pela interferência de Chávez em problemas internos de seu país, numa atitude de extrema dignidade e hombridade, caraterísticas marcantes em Esclusa e totalmente ausentes no Chapolim de Miraflores.

Além de interferir nos problemas internos dos países que dependem dos petrodólares venezuelanos, Chávez, em permanente surto psicótico agora acusa o diretor da Globovisión, Alberto Federico Ravell (na foto acima), de planejar seu “magnicídio”. Ocorre que a Globovisión está na mira deste delinqüente desde que ele fechou o canal RCTV em maio do ano passado e agora arranjou essa desculpa para atacar mais um dos seus opositores. Nesta madrugada, um bando que se identificou como “Grupo de Trabajo La Piedrita” lançou bombas lacrimogênas contra a sede da Globovisión e espalhou panfletos pelas ruas. Os panfletos declaram guerra à Globovisión e assinalam como “objetivo militar”. (Foto dos veículos utilizados na ação depredatória, acima).

A esse respeito, Lina Ron, uma deputada chavista do PSUV que é completamente desequilibrada, disse que Ravell e a Globovisión “são objetivos militares” e pediu ao governo que lhe tire a concessão. Para Lina Ron, “a Globovisión provoca dano e calúnia ao povo” acrescentando que o canal é “terrorista”. Ora, dona Ron, mas e a tv Al Jazeera que é reproduzida pela TeleSur, é o quê? Para esta desequilibrada chavista a Globovisión faz parte da conspiração para assasinar Chávez e disse que o tal bando “La Piedrita” “tem a liberdade de transitar por onde queira” e que se trata de um “grupo valente e decidido”. Mais uma vez dona Ron defende o “direito” de suas brigadas depredarem o patrimônio privado, negando, ao mesmo tempo, o direito do canal Globovisión de informar aos telespectadores as patifarias e crimes cometidos por Chávez e seus apaniguados.

Para Ravell, entretanto, o ataque contra o canal de televisão “estava por vir, pela linguagem de violência empregada por alguns funcionários do Governo, como o governador de Miranda, Diosdado Cabello e o deputado Mario Isea”. Ravell pediu ao governo e à Procuradoria para investigar o ocorrido – que, como aqui no Brasil com os vândalos do MST, vai acabar em NADA – alegando que “isto não fará o canal afastar-se do caminho eleitoral, nem falar da delinqüência, da inflação e da falta de governo”. Segundo Ravell, o canal inicia hoje a campanha eleitoral “com lágrimas nos olhos”, embora esteja seguro de que “haverá lágrimas de alegria e democracia no próximo dia 23 de novembro”, data das eleições. Em sua opinião, “é isto que aborrece os que vêem seu final eleitoral próximo”.

E em seguida o Notalatina divulga uma importantíssima carta escrita por Alejandro Peña Esclusa aos democratas da América que deve ser lida e refletida com seriedade, pois sintetiza tudo o que vimos falamos e apresentando em vídeos e áudios durante a cobertura deste evento na Bolívia, podendo ser lida também em espanhol clicando no título.

Fiquem com Deus e até a próxima!

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Carta aos democratas da América: a Bolívia necessita de nossa ajuda



Caracas, 23 de setembro – Enquanto se escrevem estas linhas, uma das operações mais sofisticadas e perversas da história ibero-americana está sendo levada a cabo contra a Bolívia. Urge que todas as forças democráticas da região acorram em sua ajuda para evitar uma tragédia nesse país. Os fatos são os seguintes:

Em 10 de agosto de 2008 realizou-se um referendo que ratificou o mandato do presidente Evo Morales e da maioria dos prefeitos (governadores) opositores. Morales interpretou – ilegalmente – sua ratificação como uma carta branca para impor unilateralmente sua Constituição, de corte totalitário, e para desconhecer as autonomias departamentais (estaduais) que se haviam consquistado este mesmo ano, com o voto majoritário do povo boliviano.

Atentando contra a autonomia, Morales confiscou os benefícios provenientes do Imposto Direto dos Hidrocarbonetos (IDH), que correspondem às regiões, e anunciou uma consulta para referendar sua Constituição. Como era de se esperar, o povo saiu às ruas para protestar. Evo Morales ordenou reprimir os protestos, ocasionando numerosos mortos e feridos.

Sentindo-se encurralado pelos efeitos políticos do massacre, Morales pediu ajuda a seus aliados internacionais, particularmente Hugo Chávez, que ofereceu o envio de armas e tropas venezuelanas para sustentar militarmente o governo boliviano. Paralelamente, convocou-se uma reunião urgente da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), cujos integrantes – exceto um – pertencem ao Foro de São Paulo, organização política da qual Evo Morales também faz parte.

Os integrantes da UNASUL só escutaram a versão de Evo Morales, negando-se a receber os governadores opositores, apesar de que eles também foram ratificados pelo povo boliviano no mesmo dia que Morales. Em conseqüência, emitiram uma declaração parcializada, enviesada e fraudulenta, sobre a crise boliviana, culpando a oposição de tentar um golpe de Estado e de gerar violência, quando o verdadeiro culpado é Morales. Em resumo, outorgaram ao presidente boliviano uma licença para continuar matando e para impor seu projeto totalitário.

As mesas de diálogo que foram acordadas na reunião da UNASUL são uma farsa, porque obrigam a oposição a submeter-se aos desígnios do governo, sob pena de serem julgados como golpistas e/ou massacrados pelos grupos para-militares armados que se encontram em Cochabamba e Santa Cruz.

Uma mostra da parcialização e da injustiça existentes é o encarceramento do governador de Pando, Leopoldo Fernández, que foi acusado injustamente pelo governo das mortes ocorridas em seu estado, em que pese existirem inúmeras provas da responsabilidade do oficialismo nesses fatos. Tudo indica que quem ordenou a prisão de Fernández nem sequer foi Evo Moralaes, senão Hugo Chávez, que está intervindo flagrantemente nos assuntos internos da Bolívia.

A OEA tampouco garante uma mediação neutra, porque Chávez controla 21 dos 34 votos desse organismo multilateral. Insulza não se comporta como Secretário Geral da OEA, senão como candidato à presidência do Partido Socialista do Chile, organização que também pertence ao Foro de São Paulo. Quanto a Lula, mantém uma atitude aparentemente moderada, porém também exonera Evo Morales e culpa a oposição pelo ocorrido, o que não é de se estranhar, porque ele é o principal fundador do Foro de São Paulo.

O tratamento injusto e sem consideração que os aliados de Evo Morales – investidos como presidentes – dão à oposição boliviana não ajuda a resolver a crise, senão que a agrava, pondo mais lenha na fogueira. Por isso, urge constituir um Grupo de Amigos da Bolívia, conformado por cidadãos de toda a América, que sirva para contrabalançar a nefasta intervenção da UNASUL.

Fazemos um chamado a todas as forças democráticas da região a interessar-se pelo tema boliviano, a indagar qual é a realidade, a escutar todas as partes do conflito e a opor-se à ingerência indevida de Chávez e seus aliados nos assuntos internos da Bolívia.

Alejandro Peña Esclusa – Presidente de Fuerza Solidaria

Comentários e Traduções: G. Salgueiro