segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

COMUNICADO OFICIAL DE UNOAMÉRICA-BRASIL

UNIÃO DAS ORGANIZAÇÕES DEMOCRÁTICAS DA AMÉRICA

www.unoamerica.org

DELEGAÇÃO DO BRASIL

COMUNICADO OFICIAL


Os Delegados Brasileiros de UNOAMÉRICA comunicam que brevemente será publicada uma lista das Organizações, Sites/Blogs ou pessoas físicas que integram a entidade e estas serão as únicas que poderão se manifestar oficialmente pela Organização. Reiteram que não haverá comunidades UNOAMÉRICA no Orkut ou ferramentas similares e que as já criadas dão esta explicação com detalhes.



GRAÇA SALGUEIRO HEITOR DE PAOLA
Delegada Delegado

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Avisos importantes


A edição do Notalatina de hoje traz dois importantes avisos mas antes necessito fazer alguns comentários a respeito de dois fatos: um, sobre o estado de saúde do Abutre do Caribe, Fidel Castro, e outro sobre o criminoso “refúgio político” concedido pelo Brasil ao terrorista assassino Cesare Battisti.

Ontem o “Soy Latinoamericana” publicou uma matéria do diário argentino “Urgente24” em que se especulava acerca da piora da saúde do ditador Castro, havendo mesmo quem chegasse a sugerir que ele já havia morrido. Pois bem. Já tarde da noite recebi uma nota de “La Voz de Cuba Libre” que reproduzo na íntegra:

“Há rumores de que Fidel Castro morreu no dia de ontem (13), porém o Comitê Central do Partido decidiu demorar com a notícia até depois da tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos no próximo dia 20. Isto talvez seja possivelmente para não ofuscar tal tomada de posse, assim como dar a oportunidade ao novo presidente de enviar uma nota de condolências que sirva para suavizar a abertura, já programada, das novas relações entre ambos os governos”

Faz sentido, uma vez que tanto Raúl quanto Fidel, ou mesmo o ministro de Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, sempre deixaram muito claro seu entusiasmo pelo farsante moleque muçulmano, como de resto toda a comunalha mundial. Como eles odeiam Bush, não iam permitir que ele encerrasse seu governo com essa notícia tão auspiciosa.

E também ontem eu recebi do velho amigo cubano Luis Grave de Peralta Morell, autor do magnífico livro “La Mafia de La Habana” (que traduzi mas continua inédito no Brasil por absoluta falta de interesse das editoras brasileiras em desvelar ao público todo o horror, miséria, crimes – inclusive de narcotráfico – cometidos pela Nomenklatura cubana), dois vídeos muito bons, feitos no Youtube por ele, de músicas do grupo de rock “Porno para Ricardo”. O primeiro chama-se “Porno para Fidel” e o segundo “El Coma Andante”. Gracias, Luis! Vale a pena ouvir!

O segundo comentário é sobre esta aberração – mais uma! – cometida pelo governo terrorista brasileiro, ao conceder asilo político a um criminoso condenado à prisão perpétua. Hoje li uma matéria no jornal italiano “República”, onde o filho de uma das vítimas critica severamente a atitude do Brasil dizendo que se sentiu “profundamente ferido com a decisão da justiça brasileira”. É incompreensível para qualquer pessoa que não tenha a mente doente e deformada onde pelos “kamaradas” se faz tudo, se perdoa tudo, muda-se até as leis. Vale a pena conferir a matéria, bem como o vídeo da entrevista de Adriano Sabbadin, o filho de Lino, assassinado friamente em 16 de fevereiro de 1979. Segundo Sabbadin, seu pai já estava morto sob uma poça de sangue no chão quando Battisti lhe desferiu mais um tiro de misericórdia.

Vale a pena recordar o pendor para o mal, o empenho em transformar o Brasil em refúgio de criminosos, terroristas e marginais de toda espécie, em detrimento daqueles que não rezam pelo credo vermelho. No início do ano passado dois militares uruguaios perseguidos pela justiça daquele país fugiram para o Brasil e solicitaram asilo político. Lá eles estavam sendo acusados de “crimes de tortura” durante a repressão ao terrorismo dos anos 70 e o que fez o governo brasileiro? Mais que rapidamente os extraditou e colocou no colo da Justiça uruguaia. O mesmo se repetiu com os boxeadores cubanos, pois o que importa a este governo comunista brasileiro não é fazer justiça mas justiçamento, palavra tão cara a Herr Tarso Genro, “Estela”, “Geraldo”, Minc, Franklin. O que “seu” Lula parece esquecer é que “a inútil” agora possui cidadania italiana, bem como seus filhos. Esqueceu o respeito pela vasta, alegre e generosa colônia italiana do Brasil, das excelentes relações diplomáticas entre os dois países e as conseqüências dramáticas que esta ignomínia pode acarretar. Penso que era o caso de a Itália romper relações diplomáticas com o Brasil, pois este crime não tem perdão.

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Agora os avisos. Na última edição do Notalatina eu apresentei a série de vídeos da palestra que o ex-agente do KGB, Yuri Bezmenov ofereceu em uma universidade de Los Angeles em 1983. Agora o “Cavaleiro do Templo” está disponibilizando a palestra completa em DVD, com legendas em português. Os interessados devem escrever para o e-mail cavaleiro@cavaleirodotemplo.com.br e fazer a solicitação. O preço será conhecido através da troca de mensagens. Aqueles que desejarem uma versão de qualidade melhor devem procurar o autor, David Carvalho, das seguintes maneiras: através do YouTube em www.youtube.com/hermitcleric; pelo e-mail hermitcleric@gmail.com ou pelos Correios, através deste endereço:

David B. Carvalho
CX. POSTAL 4023
CEP: 31250-970
Belo Horizonte – MG

O segundo aviso, importantíssimo, é sobre o curso de Filosofia que o Profº Olavo de Carvalho vai oferecer de 27 de abril a 02 de maio em Colonial Heights, Virginia, Estados Unidos. Segue abaixo a apresentação e programa do curso. Divulguem para os seus contatos, pois estes dados são importantíssimos para quem deseja acompanhar o curso “Introdução à Filosofia de Eric Voegelin”. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e tradução: G. Salgueiro

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Introdução à Filosofia de Eric Voegelin

Curso em 6 aulas, por Olavo de Carvalho
Colonial Heights, VA, 27 Abril de 2009 a 02 Maio 2009

No vídeo recém-publicado da rodada de conferências “Voegelin in Toronto”, o que mais me chama atenção é a diferença entre pensadores acadêmicos de alto calibre, mas presos às formalidades do meio universitário, e o estudioso que tira sua inspiração diretamente da vida mesma. Todo o conjunto de temas a que Eric Voegelin dedicou seis décadas de estudo e meditação veio da sua experiência pessoal ante a eclosão dos movimentos ideológicos de massa no século XX. O grande objetivo da sua vida foi não apenas explicar as origens intelectuais e espirituais desses fenômenos sangrentos, mas apreender a sua significação no quadro geral da existência humana. Para isso ele teve de desenvolver toda uma antropologia filosófica, partindo das fontes clássicas do pensamento ocidental, especialmente o Banquete de Platão, onde o ser humano aparece como uma criatura intermediária e hesitante, vivendo na fronteira entre dois mundos: o transcendente e o imanente, o infinito e o finito. A esse espaço entre os mundos Platão dava o nome de metaxy, “entremeio”. É da experiência direta aí colhida que surgem os símbolos com que o ser humano procura dar alguma inteligibilidade ao processo existencial que ele não pode observar de fora e de cima, porque o processo o envolve em todos os instantes e sob todos os aspectos.

Da universalidade da metaxy como condição permanente da vida, Voegelin conclui que os pólos da existência são inseparáveis e nenhum deles pode ser concebido como objeto: Deus e o homem, o eu e o outro, consciência e objeto, natureza e sociedade só existem como oposições internas dentro da metaxy. Não há um posto de observação privilegiado desde o qual possamos captar a unidade do processo e constituir os seus elementos como “objetos”. É o processo mesmo que, em nós, busca a expressão da sua inteligibilidade possível a cada momento. Isso não quer dizer que o conhecimento gire em círculos. Ele tem um certo sentido acumulativo e progressivo, na medida em que as sucessivas simbolizações vão se esclarecendo umas às outras numa escala que vai do mais compacto para o mais diferenciado. Os símbolos da existência formam sucessivas imagens da “ordem”, e a sucessão das ordens no tempo é ela própria a “Ordem da História”. A eclosão dos movimentos ideológicos de massa é uma etapa dessa sucessão e pode ser, até certo ponto, compreendida.

A idéia do presente curso é reconstituir a “ordem” sucessiva das descobertas de Voegelin pelo mesmo método que ele aplicou à investigação da “Ordem da História”: a análise de uma biografia intelectual deve resultar no esclarecimento da unidade interna e da “estrutura”, sempre móvel, mas reconhecível, do ensinamento de Voegelin. Como exigência desse mesmo método, dedicaremos especial atenção às partes mais problemáticas da obra de Voegelin, o que não significa necessariamente as mais frágeis, porém aquelas que deixam em aberto questões que já não podem ser resolvidas pelo método voegliniano, exigindo antes a sua extensão e complementação. A leitura preliminar das Reflexões Autobiográficas de Eric Voegelin é exigência indispensável para os interessados no curso. A ordem das aulas será a seguinte:

1. Exame sintético do trajeto intelectual de Eric Voegelin segundo as Reflexões Autobiográficas e depoimentos de discípulos e colegas do filósofo. Sugestões úteis podem ser extraídas daí para a formação intelectual dos alunos do curso.
2. A metaxy e a estrutura geral da experiência humana.
3. A consciência como participação no processo de diferenciação dos símbolos.
4. Sucessão e simultaneidade das “ordens”. Gnosticismo e messianismo como origens dos movimentos ideológicos de massa.
5. O caráter problemático da revelação cristã na filosofia de Eric Voegelin.
6. O processo efetivo da diferenciação dos símbolos.

Data: 27/abr a 02/mai de 2009
Local: Hotel Hilton Garden Inn - Colonial Heights, VA - EUA
Horário: de segunda a sábado a partir das 14:30 hs.

Saída do Brasil: 25/abr (Curitiba -São Paulo - New York - Richmond)
Saída de Richmond: 03/mai (Richmond - New York)
Saída de New York: 05/mai (New York - São Paulo - Curitiba)
Tranporte aéreo: TAM e JetBlue
Terrestre: 1 carro para cada 4 alunos

Hospedagem: 7 noites no Hilton Garden Inn (Dbl)
Hospedagem em NY: Não Incluída

Preço do pacote terrestre: US$ 849.00 (Dbl) - US$ 1.299.00 (Sgl)
Parte terrestre parcelada em até 4 vezes (jan, fev, mar e abr)
Passagem Aérea Internacional: US$ 900.00 + taxas
Parte aérea internacional: entrada + saldo em até 5 vezes no cartão de crédito.
Passagem aérea New York - Richmond - New York: US$ 250.00
Curso: US$ 850.00 (valor deverá ser pago em dinheiro, no local do curso)
Valores sujeitos à alteração sem prévio aviso.

Mais informações: (41) 3262 0100 - (41) 8884 6993

terça-feira, 6 de janeiro de 2009


Ontem eu tomei uma decisão que vinha sendo adiada, por falta de tempo e de apoio logístico, e criei mais um blog que terá a mesma feição e os mesmos objetivos do Notalatina, sendo este totalmente em espanhol, intitulado Soy Latinoamericana. Ocorre que recebo uma quantidade incalculável de material inédito sobre o que se passa em nosso continente sob o jugo do castro-comunismo, e nem sempre encontrava tempo hábil para divulgar todas estas informações imprescindíveis para se compreender a origem do que passamos hoje, não só no Brasil como em todas as nações dominadas pelo Foro de São Paulo. Então, este novo blog vai servir como uma espécie de extensão do Notalatina, um complementando ou outro e desde já recomendo que leiam o que foi postado ontem e que assistam aos vídeos indicados, sobretudo para se compreender a enorme falácia sobre as “mudanças” e “abertura política” implantadas pelo ditador hereditário Raúl Castro em Cuba.

Neste novo blog serão publicadas não só informações e vídeos mas também artigos escritos por analistas sérios e que conhecem bem do que falam, como o meu amigo Cel Luis Alberto Villamarín Pulido, do Exército colombiano, e que me deu a honra de aceitar ser meu parceiro nesta empreitada.
O tema de hoje não aborda uma questão especificamente latino-americana mas tem tudo a ver conosco. Trata-se de uma série de sete vídeos, com duração média de 9 minutos cada, de uma palestra oferecida na Summit University de Los Angeles pelo ex-agente do KGB Yuri Bezmenov, ou Tomas Schuman (nome adotado depois da deserção), para uma platéia bastante numerosa como se pode ver nos vídeos. Bezmenov já é conhecido de muitos de nós, por causa da entrevista que concedeu em 1983 e que pode ser revista (ou vista) no site do Farol da Democracia Representativa.

Nesta palestra, bastante didática e coroada pelo seu bom humor, também oferecida em 1983, ele explica uma das principais funções do KGB que, longe de centrar-se no campo da espionagem – que abrangia apenas 15% de suas funções – ocupava-se do esquema da subversão nos países-alvo da extinta URSS. Esse processo, que foi idealizado para dar seus frutos após 20 anos, obedecia a etapas rigorosas e consistia em desmoralizar, dominar e destruir esses países através de seu sistema religioso, político, econômico, da ordem e da lei, da cultura, de suas tradições. Os subversores eram na maioria das vezes pessoas que vinham para intercâmbio como estudantes, atores, diplomatas, jornalistas que levavam anos estudando na Universidade Patrice Lumumba – como muitos brasileiros que hoje ocupam cargos no governo brasileiro, e nós sabemos quem são - e depois retornavam a seus países para cumprir a missão.

O processo se dava de forma lenta e gradual, de modo a que os novos conceitos fossem sendo introduzidos de modo imperceptível e só aconteciam se o país a ser subvertido aceitasse esta condição. (Leiam este artigo e compreendam como a coisa funciona criminosamente). É fácil ver como aqui na América Latina este processo “prosperou” como em nenhum outro, pois nunca tivemos um país com governantes suficientemente fortes para dizer “não, muito obrigado; sua oferta não me interessa”, e lutassem para que seus valores, religião, leis permanecessem intactos. Observem, por exemplo, que os países de ditadura totalitária não permitem que seus cidadãos tenham acesso a informações vindas de fora, porque isto iria subverter a ordem interna de seu regime, como ocorre ainda hoje em Cuba, Coréia do Norte, China comunista, etc.

Esta palestra é na verdade uma aula magna de valor inestimável, embora nos chegue um tanto tardia pois já concluímos todas estas etapas, mas não só vale a pena ouvi-la com muita atenção como deve ser divulgada amplamente. Na audição desta segunda-feira do “True Outspeake”, Olavo faz uma análise muito boa sobre estes vídeos e pode ser ouvida clicando no banner ao lado. A palestra é toda em inglês mas também há legendas em português, um trabalho primoroso de David Balparda Carvalho, que pode-se obter clicando num triângulo na barra inferior direita e em seguida num retângulo acima deste.

Não vou me alongar mais porque a palestra dispensa comentários. Peço apenas que façam um paralelo com o que este homem diz – e ele foi um agente desta transformação, enquanto jornalista do Novostia Presse o que vivenciamos hoje no Brasil e em todo o continente latino-americano, sobretudo com a ditadura da mídia, toda ela prestimosa subversora. Ouçam e meditem sobre cada palavra dita porque, talvez, ainda tenhamos alguma chance de sobrevivência se levarmos isto a sério. E, notem, este homem fez estas denúncias há 26 anos e hoje os subversores colhem seus frutos abundantes, conforme ele mesmo afirmou ser o tempo aproximado para a consecução plena da estratégia.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

D'Elia recebe 1 milhão de dólares de Cuba para fianaciar cúpula anti-Bush



Quando chega o final do ano a gente fica mais reflexivo e, querendo ou não, automaticamente acaba fazendo um balanço do ano que passou. E 2008 está em seus estertores finais. Constato com uma melancolia quase depressiva que o saldo é bastante negativo, sobretudo aqui em nosso continente. As esquerdas avançaram formidavelmente; o Foro de São Paulo se fortaleceu com a vitória de mais um presidente (Lugo) e com a criação de sua sucursal, a UNASUL; Cuba está em seu apogeu ditatorial novamente e Chávez criou fôlego para ousar acabar de vez com a democracia na Venezuela, ao desconhecer a vontade popular que já lhe disse um sonoro NÃO e quer vê-lo – se possível – atrás das grades. Deus permita que aquele bravo e corajoso povo tenha êxito!

As FARC sofreram um duro revés, com perdas bastante significativas. Entretanto, enquanto houver mentes doentes e perversas, como os auto-proclamados “intelectuais”, políticos comprometidos com a podridão comunista e uma mídia disposta a ajudá-los, tão cedo a Colômbia se livrará deste câncer. Os Estados Unidos elegeram um farsante mau caráter; o vandalismo anárquico tomou conta das ruas de Atenas; os atentados terroristas ceifaram incontáveis vidas e a natureza mostrou sua revolta arrasando cidades e países com furacões, tempestades e inundações.

Mas o tema de hoje é, conforme prometi, a Argentina, que vive um de seus piores momentos de decadência, ruína, crimes de toda espécie, sobretudo promovidos pelo governo montonero do clã Kirchner. O que vocês vão ler trata de um escândalo ocorrido em 2005 que foi abafado, pela justiça de lá e pela mídia de cá, onde o ex-subsecretário de Habitação do governo Kirchner, o piquetero Luis D’Elia, admite em entrevista ter recebido um milhão de dólares de Fidel Castro para provocar baderna e agitação durante a visita do presidente Bush a Mar del Plata, durante o encontro de presidentes em novembro daquele ano. Vale a pena recordar que naquela ocasião o delinqüente Chávez, junto com a escória terrorista da Argentina, criou a “cúpula anti-Bush” onde fez um discurso de 3 horas sob os aplausos delirantes da bruxa comuna Hebe de Bonafini, “mãe da Praça de Maio”. Fica mais uma vez comprovado nessa entrevista que as chamadas “manifestações espontâneas” são meticulosamente programadas e, claro, pagas, porque ninguém é idiota de se expor de graça, muito menos comunista, que adora dinheiro. As fotos desta edição são bastante eloqüentes: uma mostra D’Elia com Mohsen Barbani, ex-Conselheiro Cultural da embaixada do Irã na Argentina e a outra, ele agredindo um jornalista com socos, delicadeza bem ao seu estilo marginal dos becos e ruelas do submundo. Comprova-se, assim, que dinheiros ilegais entram aos montões na Argentina, não só pelas malas de Chávez como também pelas do seu amo e mentor Fidel. E não acontece nada a esta escória, tal como aqui...

Foi, sem dúvida, um ano feio, violento, repleto de mentes pervertidas comandando o destino de tantas nações que é difícil olhar para trás e esboçar um sorriso de contentamento. Hoje é o último dia de um ano que vai sem deixar saudades, sem deixar uma marca positiva, uma lembrança amena. Que se vá, pois, e dê passagem ao novo e que Deus nos dê força, coragem, sabedoria e discernimento para continuarmos esta luta tão encarniçada e desigual.

E em 2009 o Notalatina trará algumas novidades interessantes, mais denúncias, mais vídeos inéditos, mais informações que a mídia chapa branca propositalmente não informa. Brindemos, pois, à vida, à dignidade, à honra, a Deus, por tudo o que Ele nos tem concedido gratuitamente e sem fazer contabilidade porque é pai, e um Pai extremamente generoso. Feliz Ano Novo para todos, que Deus nos abençoe e até a próxima.

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A revista argentina "Noticias" acusa o sindicalista argentino Luis D’Elia de haver recebido um milhão de dólares de Cuba para financiar a cúpula anti-Bush que se fez em Mar del Plata em 2005. O piquetero K admite que recebeu dinheiro para destruir Bush. “Sim, recebi um milhão de Cuba, mas não fiquei com nada”, diz D’Elia em entrevista a Franco Linder.

Luis D’Elia tem a mão esquerda enfaixada. Diz que se queimou com a chaleira enquanto tomava mate com os amigos. “Fui imprudente”, suspira, e acaricia a faixa em seu novo bunker de Pueurredón e Rivadavia, no bairro portenho do Once. Isto não é a única coisa que queima D’Elia por estas horas. Em sua última edição, “Noticias” publicou a antecipação do livro que o jornalista Gerardo Young escreveu sobre o piquetero oficial, intitulado “Preto contra branco”. Nele se conta como D’Elia havia burlado os controles de Ezeiza com uma bolsa de couro velha que continha 1 milhão de dólares. Segundo a investigação, era dinheiro do governo de Cuba para que o piquetero e ex-funcionário kirchnerista mobilizasse sua gente e outras organizações para a contra-cúpula de Mar del Plata de novembro de 2005. Lá, o venezuelano Hugo Chávez, o boliviano Evo Morales e Diego Maradona, entre outros, repudiaram a presença do presidente George Bush na cúpula oficial – também em Mar del Plata – e desaprovaram o projeto americano da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

Quer dizer, D’Elia havia ingressado no país proveniente de Cuba, com uma bolsa de mão repleta de dinheiro sujo, e a bordo de um Air Jet de doze lugares, arrendado pelo governo da Venezuela, com o deputado kirchnerista Miguel Bonasso e vários militares cubanos como acompanhantes. As semelhanças com o Valisegate de Guido Antonini Wilson são notáveis, porém D’Elia teve mais sorte: ninguém detectou a milionária encomenda nos controles do aeroporto de Ezeiza. Do contrário, teriam lavrado-lhe uma ata por ingresso ilegal de divisas como ocorreu com Antonini.

A bolsa e seu conteúdo, segundo a investigação, terminaram debaixo da cama do piquetero e na ocasião subsecretário de Residência e Habitação Social, que nesta entrevista com “Noticias” assegura que não ficou com uma só nota, o que equivale, claro, a confirmar que o dinheiro existiu. Porém, não há comprovantes que demonstrem de que forma foi gasto ou se uma parte ficou nas mãos de alguém.

D’Elia alisa a mão enfaixada e mostra as fotos de sua viagem a Cuba. Havia chegado à Havana em 19 de outubro de 2005 junto com o deputado Bonasso, e em representação formal do governo Kirchner. “Aqui estou com Fidel, nesta outra com o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque e este é Silvio Rodríguez”.

Noticias: As fotos são daquela viagem que se menciona no livro de Young, quando lhe deram 1 milhão de dólares?

D’Elia: Do livro não vou falar; cada um tem o direito de escrever o que quer.

Noticias: O livro afirma que o governo de Cuba lhe deu US$ 1 milhão para financiar a cúpula contra Bush em Mar del Plata.

D’Elia: Sim, e daí? Porém não ficamos com nada. Tinha que levar 2.000 micros para Mar del Plata como nós fizemos!

Noticias: O dinheiro foi repartido só entre seus militantes da Federação de Terras e Habitações, ou havia ademais outras organizações sociais?

D’Elia: Levamos todas as organizações sociais! Todas!

Noticias: Então a [história] da bolsa de 1 milhão de dólares é correta.

D’Elia: (Sorri). Olha, não me façam falar... Do que se conta no livro, 95 por cento é correto. Foi assim.

Noticias: Qual é o 5 por cento errado?

D’Elia: Não vou falar do livro.

Noticias: O senhor se dá conta de que é um delito contrabandear 1 milhão de dólares de dinheiro negro por Ezeiza?

D’Elia: (Sobressaltado). Delito, eu? Cuidado com o que diz; você está se arriscando muito...

Noticias: É como o caso de Antonini. A Justiça argentina o acusou de contrabando e depois de lavagem de dinheiro.

D’Elia: E quem disse a você que passei o dinheiro por Ezeiza?

Noticias: Se não foi o senhor, quem foi?

D’Elia: (Misterioso). Pode ter sido algum diplomata quem passou o dinheiro...

Noticias: No avião só iam o senhor, Bonasso e os militares cubanos. Não se dá conta de que é um delito trazer 1 milhão de dólares de contrabando?

D’Elia: Não sei, não me consta.

Noticias: Por que Bonasso o acompanhou?

D’Elia: Ah! Pergunte isso a ele.

"Noticias” telefonou para o deputado Bonasso para conhecer sua versão, porém não houve resposta. Seus secretários se mostraram alterados pela revelação da história da bolsa milionária de D’Elia no número da semana passada. Na época da contra-cúpula marplatense, em novembro de 2005, esta revista havia interrogado o piquetero oficial por seu envolvimento na mobilização dos militantes kirchneristas. Naquela vez ele não quis revelar de onde saía o dinheiro para essa tarefa, porém reconheceu que alugar um micro rondava os 1.500 pesos. O cálculo indica que, se ele levou 2.000 micros como afirma, gastaram-se 3 milhões de pesos. Ou em dólares, segundo o valor de câmbio da época, 1 milhão, como o que ele trouxe desde Cuba. D’Elia ficou com uma parte do dinheiro negro? Ele jura que não. E a investigação de Young afirma: “Dirigentes de outras organizações sociais foram visitando a casa de D’Elia. Chegavam com o pedido e iam embora com 50.000, 100.000 dólares, em troca da simples promessa de micros, de multidões mobilizadas em Mar del Plata”.

Noticias: Por que o avião foi arrendado pelo governo venezuelano?

D’Elia: Não vou fazer comentários.

Noticias: No livro se afirma que o senhor levou o dinheiro para sua casa de La Matanza e que o escondeu debaixo de sua cama.

D’Elia: (Sorri). E como o autor do livro sabe disso? Ele mora em minha casa?

Noticias: O senhor desmente?

D’Elia: Não, não. Eu não desminto nem confirmo nada.

Noticias: Como que não confirma nada? Há pouco o senhor disse que 95 por cento do que foi publicado é verdade.

D’Elia: Basta. Já te ajudei muito.

O piquetero sorri e se despede com um aperto de mão, como se acabasse de confessar uma simples travessura. A valise de Antonini foi o escândalo de corrupção mais ressonante da era K. A bolsa de couro de D’Elia pode se converter em uma digna segunda parte.

Fonte: http://www.revista-noticias.com.ar/comun/nota.php?art=1762&ed=1668

Comentários e Tradução: G. Salgueiro

terça-feira, 23 de dezembro de 2008


A cidadã blogueira

Na última edição do Notalatina eu havia prometido que na próxima falaria da Argentina, seus escândalos, crimes políticos, corrupção. Não desisti disso e tenho uma entrevista-bomba, na verdade, uma confissão de culpa de um crime cometido em 2005 e que só agora veio à luz, depois de denunciado num livro. Entretanto, recebi mais um artigo a respeito da blogueira “cubana de Cuba”, Yoanis Sánchez, que não posso de modo algum calar, malgrado a receptividade que teve a primeira denúncia e onde fui achincalhada, rotulada de invejosa, incompetente, difamadora e caluniadora. Só faltou dizerem que cometi algum crime previsto em lei contra a donzela pura, santa e imaculada.

Volto a bater nesta tecla porque a autora deste artigo é uma pessoa absolutamente idônea, séria, respeitadíssima e que esteve presa na “Primavera Negra de Cuba”, portanto, sentiu na própria carne o gosto do chicote àqueles que se insurgem contra o regime, e só há muito pouco exilou-se nos Estados Unidos; portanto, é uma “cubana de Cuba” também. Ademais, faço-o por um dever de consciência para com a verdade e, àqueles que preferem se iludir com as aparências e para quem fatos são um mero detalhe sem importância, respondo que estou me lixando; faço o que me compete fazer, por mais incômodo que seja.

Não existe nesta maldita história escrita com o sangue dos mártires há cinqüenta anos, nenhum FATO semelhante ao desta blogueira que tivesse ficado impune. A forma arrogante como ela refere ter deixado a delegacia quando foi intimada “apenas” para ser notificada de que não poderia realizar o encontro dos blogs é, por si só, um fato alarmante. Não se conhece um só opositor que tivesse sido tão desaforado com os interrogadores e que não tivesse – no mínimo – levado uns bofetões de arrancar os dentes e em seguida jogado no calabouço da Villa Marista. Mas Yoanis disse o que quis e saiu ilesa, inclusive saudada pela rede inteira como “heroína”. Agora afronta ninguém menos que a filha do ditador hereditário substituto e não passa nada? Ah, me poupem porque, como bem diz Adela Soto, nem um rapaz imberbe engole esta farsa!

Deixo com as consciências de cada um a escolha de: querer conhecer a verdade, ou iludir-se com a farsa servindo ao regime criminoso que dizem combater, como dóceis idiotas úteis. Eu sei de muito mais coisas mas tudo a seu tempo; a verdade um dia vai ofuscar a todos com seu clarão de luz.

E como amanhã é véspera de Natal, o Notalatina deseja a todos uma noite de paz, fraternidade, amor e concórdia, pois festejamos o nascimento deste Menino-Deus pré-eterno, nosso Senhor e Salvador. Que Ele esteja em todos os lares e no coração de cada um. Fiquem com Deus e até a próxima!

*****
A CIDADÃ BLOGUEIRA
*Adela Soto Álvarez

Cada noticia sobre a “cidadã blogueira” Yoanis Sánchez me deixa mais confusa e repito que não é porque tenha nada contra ela pessoalmente, mas porque suas possibilidades e liberdade de movimentos chegam a pôr em dúvida a qualquer pessoa, por imberbe que seja; imaginem então um opositor ou jornalista independente cubano que tenha sofrido ou sofra na própria carne a repressão, a perseguição, a humilhação e a tortura psicológica que o regime castrista aplica aos que discordam de seus ditames.

E me refiro à publicação do dia de hoje na página digital “Cubaencuentro”, onde sob o título “Mariela Castro acusa a blogueira Yonis Sánchez... e a chama de galinho insignificante entre outros qualificativos”, sendo isto o resultado do acontecido em dias anteriores no Museu de Belas Artes na cidade de Havana, quando se afirmou pela própria blogueira através de seu espaço digital e na filmagem em vídeo enviado ao exílio, de quando interpelou a filha do mandatário Raúl Castro em meio de uma conferência de abertura social.

Alguns meios do exílio catalogaram a Yoanis por este incrível incidente “público” de demonstrar muito mais valentia do que os dissidentes políticos, esquecendo a luta em honra da liberdade e o encarniçado enfrentamento que conduzem os opositores pacíficos, a imprensa independente e os presos políticos e de consciência cubanos. E sem contar a quantidade de homens e mulheres que perderam suas vidas na tentativa, e os que vivem fora de sua Pátria por causa das injustiças da ditadura.

Quem conheça o aparato repressivo da ilha sabe que o ocorrido no Museu de Belas artes dias atrás deixa muito a dizer, pois ninguém pode esquecer que Mariela Castro é da família dos intocáveis e, portanto, embora queira dar mostras de abertura em temas sociais como o homossexualismo, nunca o fará em assuntos ideológicos e muito menos de corte político.

Todos os que vivemos e sofremos o regime dos Castro sabemos que todas as atividades públicas são custodiadas pelo pessoal da Segurança do Estado; imaginem então onde participe algum membro do aparato governamental?

Por isso considero impossível que uma pessoa que realmente esteja fichada por suas manifestações contestatórias, que tenha sido premiada uma infinidade de vezes por isso e que esteja em primeiro plano em quase todos os jornais independentes do exílio e Europa, inclusive televisões e emissoras de rádio governamentais, possa interpelar abertamente a um membro oficial sem ser presa de imediato pela polícia política.

O que é mais de se admirar em todo este caso, é como a Diretora do Cenesex responde à opinião de um usuário sobre a pergunta da blogueira Yoanis, através de uma página web, e que este fato fique impune ante o regime o qual, por muito menos, mantém a mais de 22 jornalistas independentes morrendo na inclemência penitenciária.

É doloroso ver como se criam e utilizam objetivos humanos com o interesse de diminuir os que informam diariamente a realidade cubana, a falta de liberdades, a repressão e a perseguição continuada, pelo qual considero tudo isto um descrédito à oposição pacífica e à imprensa independente, e muito mais quando lembro depois da Onda Repressiva de 2003, a morte por pena capital imposta a três jovens por tão só tentar sair do país. Sanção que foi cumprida de imediato “como um escarmento”, como expressa com orgulho o chanceler cubano Felipe Pérez Roque, cada vez que se toca no assunto.

É impossível esquecer a recente greve de fome do jornalista independente Guillermo Fariñas, onde chegou à desnutrição total e quase perde a vida por expor-se ao jejum, com o objetivo de que o regime cubano permitisse à oposição pacífica o acesso à internet, jejum que resultou em vão porque este serviço nunca foi autorizado.

As múltiplas detenções e cativeiro de Antúnez, os maus tratos psicológicos a Gloria Amaya, mãe dos Sigler Amaya, as calúnias e maus tratos às Damas de Branco, as súplicas de Blanca, pedindo internacionalmente que intercedam por seu filho Normando Hernández, prisioneiro político que está morrendo no presídio sem atenção médica. E como este, um sem-número de homens que são maltratados por exigir seus direitos.

Tampouco podemos esquecer as prisões massivas que se produzem ano após ano, nas vésperas do dia dos Direitos Humanos, somente por celebrar um dia mundial ou portar uma carta da qual Cuba é co-signatária. Ou simplesmente por reunir-se ou jogar flores no mar em comemoração a alguma data alegórica. Ou ainda as confiscações que a Aduana da República realiza às doações de livros que o mundo faz para as bibliotecas independentes denominando-as “Literatura Proibida”, entre elas livros de literatura infantil e a Carta Universal dos Direitos Humanos.

São muitos os exemplos de repressão a expor; por desgraça não cabem neste artigo, porém por todos eles me pergunto: como é possível que as personalidades políticas e intelectuais de países democráticos, incluindo com grande incidência Miami, que mostraram grande inconformidade quando da Onda Repressiva da Primavera Negra, onde foram detidos e condenados à pena máxima opositores pacíficos, bibliotecários e jornalistas independentes, tão somente por discordar do regime cubano, não lembrem que destes, cinqüenta e nove ainda continuam nas masmorras da tirania por causas muito inferiores às que pretendem promover ao mundo através das muito bem confeccionadas e dirigidas proezas da blogueira Yoanis Sánchez?

quem duvida de minhas palavras os convido a que se remetam aos fatos repressivos contra o povo cubano durante todo o processo totalitário de mais de cinqüenta anos de ditadura, e assim possam tirar suas próprias conclusões.

* Adela Soto Álvarez é licenciada em Filologia, Jornalista, Escritora, Poeta. Fundou a Imprensa Independente em Cuba e foi condenada a um ano de privação domiciliar na Primavera Negra de 2003, por suas atividades contestatórias. Reside atualmente em Miami como refugiada política. Autora da novela-testemunho “O Império da Simulação” (Miami 2005) e outros livros sobre a realidade cubana.


Comentários e Tradução: G. Salgueiro

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008





Declaração Final corrigida



Há dois dias o Notalatina divulgou com exclusividade a criação de uma organização denominada UNOAMÉRICA, cuja finalidade é combater o Foro de São Paulo e que congrega vários países da América Latina dentre os quais o Brasil. Ocorre que a nota que publicamos como “Declaração” Final”, foi escrita às pressas apenas para poder montar o site e fazer a divulgação entre os membros e participantes, além dos órgãos de imprensa e sites informativos, como foi o nosso caso.

Aquela nota contém a essência do que ficou acordado mas não trazia todos os detalhes da verdadeira, como foi o caso da criação do Foro de São Paulo, onde consta apenas o nome de Fidel. Para nós brasileiros, mais que qualquer outro país, fazer constar o nome do Sr. Inácio da Silva como criador desta organização criminosa e que apóia e defende bandos terroristas como as FARC, o ELN, o MIR chileno, os Tupamaros uruguaios ou o Sendero Luminoso peruano, é de vital importância. Por isso, o Notalatina apresenta agora a verdadeira Declaração Final.

Na próxima edição o Notalatina volta-se sobre a Argentina e as inconfessáveis falcatruas e crimes que estão ocorrendo sob a dinastia KK. Fiquem com Deus e até a próxima!

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DECLARAÇÃO FINAL DE UNOAMÉRICA

Nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2008, delegações de diversos países latino-americanos se reuniram na cidade de Santa Fé de Bogotá, com o objetivo de conformar uma organização capaz de defender a democracia e a liberdade em nosso continente que se encontra sob ameaça.

O fracasso dos governos em resolver os problemas de pobreza da região, em que pese ser o continente mais rico do planeta, permitiu o crescimento e avanço do Foro de São Paulo, organização que agrupa todos os movimentos de esquerda da América Latina, inclusive as FARC colombianas.

O Foro de São Paulo se aproveita das necessidades dos povos para manipular os mais pobres, prometendo melhoras econômicas e justiça social. Porém, uma vez no poder, não solucionam nenhum dos problemas cruciais dos nossos países, senão que introduzem um modelo ideológico socialista que divide a sociedade, a polariza em dois lados e provoca violência e anarquia.

Atualmente, há quatorze países latino-americanos cujos governos pertencem ou estão vinculados ao Foro de São Paulo e, embora tenham chegado ao poder pela via democrática, muitos deles estão destruindo a democracia e restringindo as liberdades, como é o caso de Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Cristina de Kirchner e Daniel Ortega.

Para conseguir isso não recorrem ao “paredón” de fuzilamento, como o fez em Cuba o principal mentor do Foro de São Paulo, Fidel Castro, mas utilizam métodos mais modernos e sofisticados, como as reformas constitucionais, os quais lhes permitem controlar os poderes públicos e eternizar-se no poder, ante o olhar complacente dos integrantes mais moderados do Foro como Lula da Silva (co-fundador junto com Fidel), Tabaré Vázquez e Michelle Bachelet.

O Foro de São Paulo tem um projeto supranacional que não respeita fronteiras, nem soberanias nacionais. Para alcançar seus fins, todos os seus integrantes intervêm flagrantemente nos assuntos internos das demais nações, quer seja financiando candidatos, enviando apetrechos militares, ou dirimindo conflitos, valendo-se de organizações subsidiárias como a UNASUL, enquanto que as forças democráticas da região atuam isoladamente, limitando-se a seu próprio terreno.

Estas diferentes formas de atuação colocam os democratas da América Latina em uma situação de franca desvantagem, pois se vêem impossibilitados de fazer frente aos planos de expansão do Foro de São Paulo.

O objetivo de UnoAmérica que decidimos construir durante este Encontro, é proporcionar aos setores democráticos da América Latina um mecanismo de intercâmbio de informação, coordenação permanente e apoio mútuo, sem ferir – como costumam nossos adversários – os princípios de soberania e auto-determinação dos povos.

Adicionalmente, UnoAmérica se propôs a elaborar e oferecer aos povos da América um programa de desenvolvimento e industrialização que resolva os problemas de fundo da região, particularmente o da pobreza, como verdadeiro antídoto ao totalitarismo.

A democracia e a liberdade se afiançarão em nossos países na medida em que os cidadãos se libertem da escravidão da pobreza e da ignorância. Não há nenhum motivo que impeça um continente tão rico como o nosso, com idiomas similares e culturas quase idênticas, a alcançar os níveis de desenvolvimento e industrialização que alcançaram as nações do norte.

Convidamos todas as forças democráticas da América Latina a se incorporar ativa e entusiasticamente a esta iniciativa. Convidamos-lhes a construir um futuro maravilhoso, onde prevaleça a liberdade, a justiça social, a solidariedade e a integração.

Comentários e Tradução: G. Salgueiro

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008





América Latina se une contra o Foro de São Paulo



É com imensa alegria que o Notalatina divulga, em primeiríssima mão, a fundação de uma organização que reúne intelectuais, acadêmicos, juristas, escritores e estudantes de vários países da América Latina, em defesa da democracia e da liberdade em nossos países. E com muita honra anuncio que eu e o meu amigo Heitor De Paola somos os representantes do Brasil nesta organização que se chama “União de Organizações Democráticas da América” – UNOAMÉRICA.

A iniciativa da criação desta entidade partiu de Alejandro Peña Esclusa, meu diletíssimo amigo presidente da ONG Fuerza Solidaria, da Venezuela (da qual sou representante no Brasil), que há anos viaja pelo mundo denunciando os ardis do Foro de São Paulo e tentando agrupar pessoas que estivessem dispostas a fazer frente ao avanço do comunismo em nosso continente criando um “Anti-Foro de São Paulo”. Finalmente a Federación Verdad Colombia encontrou as condições propícias para organizar o evento que ocorreu neste fim de semana, dias 13 e 14 de dezembro em Bogotá, Colômbia.

Eu e Heitor fomos convidados a nos unir aos representantes dos outros países mas, por problemas alheios à nossa vontade, não pudemos participar pessoalmente. Enviamos uma mensagem que foi lida durante o encontro, onde aderimos e assinamos a declaração final, já na condição de membros.

E abaixo segue a tradução da nota divulgada por Fuerza Solidaria e a Declaração Final do evento, que dá uma panorâmica do que propõe a UNOAMERICA. Em breve divulgaremos outras notícias a respeito desta entidade que já nasce grande e merecedora de respeito, pois tem como presidente, aclamado por unanimidade, o incansável e abnegado Alejandro Peña Esclusa. Meus parabéns a todos os participantes pela escolha e a Alejandro, que Deus o proteja e o Espírito Santo o ilumine em tão árdua tarefa!

Fiquem com Deus e até a próxima!

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Criam confederação de ONGs para enfrentar o avanço do Foro de São Paulo

Bogotá, 14 de dezembro – Foi criada hoje nesta cidade uma confederação internacional de organizações não-governamentais, denominada União de Organizações Democráticas da América – UNOAMÉRICA – cujo objetivo principal será a defesa da democracia e da liberdade, ameaçadas pela expansão do castro-comunismo e sua nova versão, o Socialismo do Século XXI, através do Foro de São Paulo. A reunião fundacional contou com a participação de delegados e adesões da Argentina, da Bolívia, do Brasil, da Colômbia, de El Salvador, do Peru, do Uruguai e da Venezuela.

Os delegados denunciaram os métodos que os integrantes do Foro de São Paulo usam para destruir as democracias e acabar com as liberdades, utilizando mecanismos como as reformas constitucionais e a fraude eleitoral, para controlar os poderes públicos e eternizar-se no poder, assinalando particularmente Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega.

Do mesmo modo, acusaram a UNASUL de ser um instrumento do Foro de São Paulo para intervir nos assuntos internos de outras nações e favorecer a seus membros, como ocorre na Bolívia, onde a UNASUL avalizou a gestão totalitária de Evo Morales e tergiversou os fatos sobre o massacre de Pando (Informe Mattarollo), culpando injustamente o governador Leopoldo Fernández. Também criticaram o intervencionismo de Chávez, que financia ilegalmente seus aliados, como o fez com Cristina de Kirchner e o faz agora com o salvadorenho Mauricio Funes, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN).

Segundo indica sua declaração final (ler abaixo em português), a Uno-América proporcionará aos setores democráticos do continente um mecanismo de intercâmbio de informação, coordenação e permanente apoio mútuo. Adicionalmente, UnoAmérica elaborará programas de desenvolvimento e industrialização, a fim de resolver os problemas de fundo da região, particularmente o da pobreza, como verdadeiro antídoto ao totalitarismo.

UnoAmérica será presidida por Alejandro Peña Esclusa, presidente da ONG venezuelana Fuerza Solidaria, que foi eleito por unanimidade, enquanto que a Secretaria Executiva ficará a cargo da Federação de Organizações Não-Governamentais Verdad Colombia. Ao finalizar o encontro, os delegados invocaram a guia e a proteção de Deus, para cumprir cabalmente com seus objetivos, e convidaram todas as forças democráticas da América a incorporar-se a esta iniciativa.

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UNIÃO DE ORGANIZAÇÕES DEMOCRÁTICAS DA AMÉRICA

O continente amAlinhar ao centroericano atravessa um momento importante. As mais antigas e tradicionais democracias estão ameaçadas por movimentos de procedências duvidosas, como o expansionista Socialismo do Século XXI. À crítica situação venezuelana se unem, entre outros, o Equador, a Nicarágua e a Bolívia, e na mira encontram-se democracias que resistiram a cair nos encantos do prodigioso talão de cheques petroleiro de Hugo Chávez.

Fraude eleitoral, expropriação de terras e empresas, perseguição a líderes da oposição, vínculos com grupos terroristas, malversação de dinheiros provenientes de recursos públicos, censura a meios de comunicação, tolerância com o narcotráfico e desejos de perpetuar-se no poder, são algumas das características de quem lidera o Socialismo do Século XXI.

Os principais grupos terroristas do continente se uniram a representantes de governos e partidos políticos afeitos a movimentos extremistas, e conformaram um engendro que se conhece como Foro de São Paulo. Desde sua fundação, a cargo de Fidel Castro, até seus recentes encontros liderados por Hugo Chávez, esse Foro se caracterizou por servir de porta-voz dos grupos terroristas para o logro de seus objetivos políticos e armados.

Preocupados pelo destino dos países do continente, um grupo de analistas e representantes de organizações não-governamentais, nos unimos para formular alternativas de solução frente à crescente ameaça expansionista de movimentos extremistas. Convidamos-lhes a conhecer, por meio de nossa página eletrônica, a União de Organizações Democráticas da América – UNOAMÉRICA.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro