quinta-feira, 18 de setembro de 2008









Hoje um leitor postou um comentário tão importante que resolvi rejeitá-lo no espaço próprio e publicá-lo aqui, como parte da edição de hoje. Trata-se de um brasileiro que vive na Bolívia e que, por esta razão, sabe perfeitamente bem o que está acontecendo naquele país. A mensagem é uma carta encaminhada à revista “Isto É”, e como tenho certeza que ela será jogada com desprezo e nojo na lixeira, faço o que deveria ser a primeira responsabilidade de um órgão informativo: divulgar para o público leitor os fatos e não as versões encomendadas, maquiadas e censuradas.

A reportagem da “Isto É” é falsa, mentirosa, desinformação pura. Como o presidente-cocalero Morales classificou o embaixador Philip Goldberg como “persona non grata”, alegando que ele contribuía para a desestabilização do país, a repórter Luiza Villaméa endossa concluindo: “Os Estados Unidos revidaram, classificando da mesma forma o embaixador boliviano em Washington. É o fantasma do golpe de Estado rondando, de novo, a Bolívia”. Moça, vai estudar, pára de repetir tanta mentira e desinformação que o leitor merece respeito!

Esta revista tem a ousadia (ou cara de pau) de se dizer “independente” mas, do mesmo modo que 99% da mídia nacional, repete as mesmas baboseiras, mentiras e chavões do esquerdismo nacional e internacional, com a mesma linguagem viciada do politicamente correto. Dá vergonha ver os noticiários ou tentar ler o que dizem os jornais e revistas brasileiros sobre esta crise gravíssima que atravessa a Bolívia porque, é como diz aquela máxima comunista: se a teoria não corresponde aos fatos, pior para os fatos! A notícia que vai ser divulgada é aquela que foi estabelecida “por consenso” e fim de conversa; o leitor que se dane.

Pois muito bem. O Notalatina não tem rabo preso com ninguém, não é patrocinado ou subvencionado por nenhum órgão público ou privado, partido político, políticos ou empresários. Meu objetivo é buscar a verdade e desmascarar a fraude da “informação confiável” que alardeiam mas sonegam os nossos meios de comunicação.

E como já era previsto, Lula respaldou a atitude de Morales de expulsar o embaixador americano. Disse ele: “Se for verdade que o embaixador dos Estados Unidos se reunia com a oposição de Evo Morales, Evo está correto em expulsá-lo. É a famosa ingerência das embaixadas americanas em vários momentos da história do continente americano. Então, creio que houve um incidente diplomático, se o embaixador estava tendo injerência na política, Evo tem razão”. Nesta entrevista que Alejandro Peña Esclusa concedeu ontem de Santa Cruz de la Sierra a Marianella Salazar, uma das jornalistas mais combativas da Venezuela e por isso mesmo preseguida pelo psicopata Chávez, ele faz mais uma análise lúcida, clara, realista da situação atual da Bolívia e desmascara a farsa de um Lula “moderado” e democrata. Não deixem de ouvir porque as revelações que ele faz são importantíssimas e estão sendo sonegadas nas tv’s, jornais e revistas brasileiras.

E antes de transcrever a mensagem do leitor à revista “Isto É”, sugiro a leitura do documento que os governadores da “meia-lua” enviaram aos membros da UNASUL, considerando que estes não quiseram recebê-los em uma audiência onde pretendiam explicar o que estava acontecendo em seu país. E estes presidentes não quiseram recebê-los porque não estavam reunidos como chefes de Estado de nações irmãs mas como MEMBROS DO FORO DE SÃO PAULO, cujos interesses são diversos dos que deveriam ter caso fossem independentes e pensassem no bem dos seus países. O documento é este: A LOS EXCELENTISIMOS SEÑORES PRESIDENTES Y PRESIDENTAS DE UNASUR

Agradeço a importantíssima colaboração deste leitor - que não pode se identificar - porque o que ele diz em sua mensagem só vem corroborar o que o Notalatina e Peña Esclusa têm informado desde o início da semana.

Fiquem com Deus e até a qualquer momento!

****

Prezados Senhores

Por uma questão de segurança, pois vivo na Bolívia, deixarei de identificar-me. Justamente por ser testemunha ocular dos fatos e conhecer um pouco do passado recente desse país, gostaria de respeitosamente corrigir algumas informações no que se refere ao artigo “O risco do apagás” (Edição 2028 – 17/09/08)

Primeiro que não está comprovado absolutamente que os que fecharam as válvulas do gasoduto ao Brasil e causaram a explosão tenha sido gente da oposição. Embora considere que isso seja possível, afirmá-lo como fato pronto e acabado é descartar muito rapidamente a possibilidade de que tenha sido gente do próprio governo como uma maneira de despertar antipatia brasileira para o movimento oposicionista, além de encaixar-se na busca de pretextos para militarizar os departamentos (estados) da chamada meia-lua.

Segundo, a revista fala de posições irreconciliáveis. A primeira e corretamente contada é a de Evo Morales, estatizante e indigenista. Porém, ao falar do outro lado como sendo os “autonomistas das elites políticas e econômicas da oposição” a revista reproduz, ainda que talvez que sem saber o discurso do governo central, que cinicamente insiste em desconhecer a luta autonomista que vem praticamente desde a fundação de Santa Cruz e não está restringida às chamadas elites ou, como preferem os do partido de Evo Morales e seu “amigo” Hugo Chávez, as “oligarquias”. É inegável que há uma elite política e econômica em Santa Cruz, mas o apelo pela autonomia é um desejo das massas, como se pôde comprovar, entre outras coisas, pelo referendo relacionado ao tema realizado em junho, onde os números falam por si só. A favor da autonomia: 86% em Santa Cruz, 80,2 % em Beni, 80% em Tarija e 81,8% em Pando. O departamento de Chuquisaca prepara-se para realizar seu referendo sobre o assunto em novembro (conferir: http://www.la-razon.com/versiones/20080505_006263/nota_249_590407.htm, http://www.la-razon.com/versiones/20080602_006291/nota_249_606835.htm, http://www.la-razon.com/versiones/20080623_006312/nota_249_619442.htm).

Historicamente falando, todas as vezes que Santa Cruz tentou falar de autonomia, o discurso do governo central (ou seja, não é de hoje) foi de que o que desejavam era separatismo. Isso é reforçado agora, pois evidentemente autonomia (que é algo muito mais tímido que federalismo) não combina com governo centralista e autoritarismo.

Terceiro, Evo Morales teve seu mandato ratificado e não posso negar que tristemente as pessoas, principalmente as mais simples e incultas, foram fortemente influenciadas pelo maquinário propagandístico estatal, que funciona muito bem por sinal. O que a imprensa brasileira se esquece de contar é que o referendo revogatório foi realizado apesar das fortes e comprovadas acusações de que o padrão eleitoral boliviano está contaminado, com pessoas com dois até quatro cédulas de identidade com nomes diferentes, “mortos” votando, estrangeiros, tudo previamente azeitado por Venezuelanos que foram flagrados nos escritórios da Polícia (responsável pela emissão de documentos) altas horas da noite para “ajudar” nesse trabalho (ver, por exemplo, http://www.fmbolivia.com.bo/noticia2397-denuncian-que-venezolanos-ingresaron-al-registro-civil.html, http://www.eldiario.net/noticias/nt080810/2_02plt.php, http://www.eldeber.com.bo/2008/2008-08-10/vernotaahora.php?id=080810130643).

As acusações de fraude são tão evidentes que a Corte Nacional Eleitoral, composta no momento por apenas três elementos por obra e graça do senhor Evo e cujo presidente da instituição é partidário de Morales, num lampejo de bom senso resolveu não administrar o referendo sobre o projeto de constituição do MAS (partido do governo) enquanto não for feita uma auditoria completa (http://www.eldeber.com.bo/2008/2008-09-03/vernotaahora.php?id=080903173255).

A revista diz que “os governadores da oposição, que também tiveram seus mandatos ratificados, se negam a aceitar as regras do jogo democrático e decidiram radicalizar”. Primeiro, que quem já deu amplas mostras de que não estar interessado em respeitar o jogo democrático é o próprio presidente. Há vários exemplos, mas o mais recente é fato de que convocou o referendo sobre a constituição para 7 de dezembro com um Decreto Supremo (equivalente a nossa medida provisória), quando a lei expressamente diz que tem de ser convocado pelo congresso (mas no senado o governo é minoria, esse o temor). Além disso, disse com todas as letras que quando lhe informam que algo é ilegal, ele não se importa e diz a seus advogados que o legalizem (http://mirabolivia.com/foro_total.php?id_foro_ini=54885, http://www.eldiario.net/noticias/nt080809/3_01ecn.php).

Depois, é muito fácil falar para quem está de fora sobre “rebelião” dos governadores contra as regras do jogo. Pode ser que isso não seja justificável, mas é perfeitamente explicável quando se é testemunha dos freqüentes atropelos do governo central, sem um mínimo de respeito pelas regiões ditas autonômicas que, além do fator político, envolve sérios problemas de preconceito racial para com os “cambas” (habitantes do oriente). A medida é de extremo desespero, horrível para nós que vivemos aqui, mas, tristemente, parece ser um mal necessário para tentar pôr freio aos desmandos desse senhor que, com conexão direta com Caracas, não se importa uma vírgula com o que seja institucional.

Em que momento os governadores da oposição falaram de separatismo? Quando de depor ao presidente? Perguntem aos repórteres brasileiros que estão aqui. O que reclamam é o respeito à votação a sua autonomia, contra o projeto de constituição do MAS aprovado em um quartel e pela devolução do que têm direito por lei e que foi retirado pelo governo que é o Imposto Direto de Hidrocarburo (IDH). Embora a revista afirme corretamente que o dinheiro tomado é usado “para pagar aposentadoria para maiores de 60 anos pobres”, o valor necessário para fazer isso é muito inferior ao valor confiscado, evidenciando a verdadeira intenção do governo: debilitar economicamente os departamentos autonômicos (www.santacruz.gov.bo/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=645).

Peço que, por favor, investiguem os fatos aqui expostos para que os leitores possam ter uma idéia mais realista sobre o que realmente está se passando. É muito triste ver os acontecimentos serem distorcidos pelos órgãos de informação do governo e que esses consigam passar sua versão adiante. Um exemplo é o atual estado de sitio em Pando, onde o governo “estranhamente” não permite que cheguem jornalistas (somente os de Televisão Boliviana, do governo) nem gente dos direitos humanos ao mesmo tempo em que divulgam sua versão dos fatos e ameaçam com prender ao governador.

Na expectativa de poder haver cooperado, desde já agradeço.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 17 de setembro de 2008





Voltamos com informações mais recentes da Bolívia, conforme prometi. Evo Morales havia aceitado um diálogo com os governadores da “meia-lua” marcado para amanhã, dia 18 mas, sem mais nem menos (ou será que recebeu alguma ordem urgente de seus mentores e amos, Chávez e Castro?) antecipou para hoje às 17:00 pm. Entretanto, acabo de ver pela CNN em Espanhol que finalmente o encontro teve que ficar para amanhã, pela impossibilidade de locomoção dos governadores, de seus estados até o Palácio Quemado em La Paz, onde seria o encontro.

Hoje o Notalatina apresenta o áudio de uma entrevista dada por Alejandro Peña Esclusa, que está em Santa Cruz (Bolívia), a Fernando Lodoño no programa La Hora de la Verdad. Esta entrevista que tem a duração de 14 m. e 9 s. é importantíssima porque Alejandro revela detalhes do que está ocorrendo DE FATO em Pando e que a imprensa não noticia. A situação é extremamente grave e embora Alejandro afirme que já está mais calma, a contabilidade é ainda muito tenebrosa. Há mais mortos do que a imprensa está noticiando e já é possível crer que em breve alcance a casa das centenas, caso não se chegue a uma solução rapidamente.

O trabalho da imprensa, local e estrangeira, está sob constante ameaça de forças policiais e militares que ocupam toda a cidade. Os jornalistas estrangeiros estão todos hospedados no mesmo hotel por medida de segurança e quando tentam fazer seu trabalho são ameaçados com disparos. Conforme relata o jornalista Carlos Lezcano, da “Red Unitel”, quando tentava entrevistar a delegada presidencial Nancy Texera, a uns 300 metros do aeroporto, atiraram contra ele e o câmera do terminal aéreo. Conta Lezcano: “Uma bala passou a centímetros do câmera. ‘Filme-me, parente’, eu gritava para ele, caso caíssemos ali. Depois vieram os militares, nos insultaram e nos disseram que não se podia filmar”. O jornalista Alexandre Lima, do jornal “O Alto Acre”, viveu experiência similar quando fotografava o momento da prisão do governador de Pando, Leopoldo Fernández (foto que ilustra a edição de hoje).

A maioria dos jornalistas bolivianos está dormindo na cidade fronteiriça de Brasiléia, no Acre, cidade para onde já fugiram umas 400 pessoas. Edgar Balcázar ex-funcionário da Prefeitura de Cobija (capital de Pando), exibiu vários hematomas e marcas de golpes que recebeu após presenciar a morte de um camponês. Segundo Edgar, “Queiram me matar. Não eram camponeses, eram guerrilheiros, estavam armados e começaram a disparar. Porém não me mataram e passei para Brasiléia, onde me atenderam no hospital e onde estou hospedado em casa de amigos”.

Os refugiados acusam os Ponchos Rojos (aqueles que degolaram o cachorro no vídeo que o Notalatina reapresentou ontem), controlados por Morales, pois pertencem à mesma etnia Aymará. Apesar de se vestirem com trajes típicos de sua etnia, os Ponchos Rojos também são vistos portando fuzis e armas de fogo. A maioria desses índios são ex-soldados do exército boliviano que conhecem de estratégia e táticas militares, e alguns desses grupos se preparam para as ações vilentas na planície de K’ala Chaca (“ponte de pedra” em aymará) na montanha Letanías de Viacha. Pelo vídeo percebe-se o grau de violência a que são capazes. Na foto acima eles aparecem com fuzis de madeira nas mãos, numa intimidação pouco velada do que desejam fazer e o mais grave: contam com apoio e cobertura do cocalero Morales. E é esta “democracia” que a carta da UNASUL diz estar defendendo, sabendo que isto é falso, é uma descarada mentira.

O vice-presidente Álvaro García Linera teve vínculos com os Ponchos Rojos e com o bando terrorista “Exército Guerrilheiro Túpak Katari” (EGTK). Juan Carlos Condori, secretário-executivo da federação de camponeses aymarás diz com orgulho: “Nós temos participação na equipe de ministros de Evo Morales. Agora está David Choquehuanca que é ministro de Relações Exteriores. Antes estava nosso irmão Félix Patzi como ministro da Educação”. Quer dizer, é por esta razão que esses índios lutam com toda a violência para defender seu presidente e assim preservarem seus lugares no comando da nação, uma “nação bolivariana”.

Numa entrevista que vi na CNN, um senador republicano se queixava da forma “pouco ativa” de Lula na resolução deste conflito. Dizia ele (não guardei o nome) que, uma vez que o Brasil depende em grande parte do gás boliviano, os Estados Unidos acreditavam que Lula seria um ótimo mediador mas não é isto que está acontecendo, pois ele limitou-se a participar do encontro da UNASUL e nada ficou solucionado até o momento. Como todo estrangeiro, este senhor se ilude com o papel de Lula no hemisfério e, como ele sempre fala em tons moderados, sem os arroubos agressivos e vulgares de Chávez, ninguém percebe que aquilo é um lobo vestido em pele de cordeiro e que ele está por trás de toda esta instabilidade. Alejandro Peña Esclusa esclarece isto perfeitamente na entrevista a Fernando Lodoño que vocês podem ver aqui, uma exclusividade do Notalatina para o Brasil.

E por hoje as notícias são essas. Creio que amanhã teremos mais informações, caso a tal “mesa de diálogo” se realize. Não deixem de ouvir a entrevista de Peña Esclusa!

Fiquem com Deus e até a qualquer momento!

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 16 de setembro de 2008





O Notalatina volta a falar sobre a rebelião da Bolívia, produzida artificialmente pelo presidente cocalero Evo Morales, que é um marionete comandado por Chávez e pelas designações do Foro de São Paulo. Assisti há pouco pela CNN em Espanhol duas entrevistas interessantes: uma com o governador de Tarija, Mario Cossío, e outra com Thomas Shannon, Secretário de Estado Adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, dos Estados Unidos, em que ambos coincidem com a avaliação que fiz na edição de ontem, onde acuso Evo Morales de ser o principal causador do caos e mortes resultantes deste conflito que não se sabe aonde vai dar nem quando vai acabar.

Segundo informações de Cossío, dadas por telefone, a situação tornou-se insustentável desde o início dos conflitos porque isto foi uma “estratégia planejada por Morales” e que já vinham sendo implementadas há bastante tempo. Lembro que, quando houve os referendos nos estados da “Meia Lua”, Morales não quis reconhecer o resultado que lhes dava – legalmente - a autonomia, alegando que os opositores eram “separatistas” e que queriam ser “países” autônomos. Não apenas sandice mas desinformação, que foi imediatamente absorvida e apoiada pelos países-membros do Foro de São Paulo, dentre os quais o ParTido-Estado do Sr. Lula da Silva.

Ontem os governadores dos estados atingidos pela desordem ingenuamente aceitaram um diálogo com o Governo e elaboraram um documento que seria entregue a Morales. Como era de se esperar, pois já ocorreu isto mesmo em outras ocasiões, enquanto Mario Cossío entrava no Palácio do Governo com o documento, Morales decretava estado de sitio, ameaçando a população de Pando com tropas de choque das Forças Armadas, além de tomar o aeroporto de Cobija, capital do estado. Hoje, Morales mandou prender o governador de Pando, Leopoldo Fernández, sob a acusação de genocídio, e o vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Llorente, já sentenciou (bem ao estilo dos tribunais revolucionários) que Fernández será processado e “receberá 30 anos de prisão sem direito a indulto”. Desde o início da tarde Fernández está detido em Cochabamba, o que causou revolta na população não só de Pando mas também de Santa Cruz, Tarija e Beni, os estados autônomos.

Na versão do Governo, quem começou o massacre de 11 de setembro foram os funcionários do governo estadual que “emboscaram os camponeses com maquinaria pesada”, deixando um saldo de 15 mortos, 37 feridos e 106 desaparecidos (fugiram). Ainda segundo a versão do Governo, os funcionários do estado utilizavam metralhadoras contra pobres camponeses armados apenas de “facões e escopetas” que utilizam para a “caça doméstica”. Não já ouvimos coisa semelhante por aqui, quando se trata de ataques dos marginais do MST e índios?

Entretanto, segundo o dirigente cívico Edberto Mayne, tudo começou quando gente paga pelo Governo Morales interceptou funcionários do governo estadual de Caminos e os “matou a bala” e que esse mesmo grupo atuou em Porvenir. O senador Róger Pinto acrescenta que os camponeses mataram a sangue frio o engenheiro Pedro Oshiro que se encontrava no ponto de bloqueio da governadoria e que outro foi morte a golpes de facão. O governador Fernández disse ainda que os malfeitores tinham cintos coloridos para serem identificados entre si, o que confirma que isto foi uma atitude planejada. Vejam aqui neste vídeo como os cocaleros armados por Morales ameaçam em Santa Cruz. E a propósito disto, vale a pena rever o vídeo “O massacre de 11 de abril foi planejado”, produzido por Fuerza Solidaria, pois foi exatamente o que ocorreu na Venezuela em 2002, quando Chávez planejou um massacre contra a população indefesa e depois colocou a culpa na oposição. Até nisso este delinqüente mete suas patas imundas e repete na Bolívia seus malditos planos criminosos!

E ontem após reunião da UNASUL (União das Nações Sul-Americas), redigiu-se um documento intitulado “Declaração de La Moneda” (por ter sido no Palácio La Moneda do Chile, onde a presidenta Michele Bachelet é a presidente pro tempore do grupo), em total a absoluto apoio a Morales. Como era de se esperar, está repleto de palavrório bonito mas falso e hipócrita porque eles mesmos não cumprem o que pregam, como pode-se observar logo no segundo parágrafo que diz: “Considerando que o tratado constitutivo firmado em Brasília em 23 de maio de 2008 consagra os princípios do irrestrito respeito à soberania, à não ingerência nos assuntos internos, à integridade e inviolabilidade territorial, à democracia e suas instituições e ao irrestrito respeito aos direitos humanos”.

Quer dizer, se isto fosse observado e cumprido como manda o tal tratado, Chávez seria no mínimo admoestado pelos outros países-membros, caso esta organização não fosse mais um desdobramento do Foro de São Paulo e todos se locupletassem entre si. A propósito da ingerência de Chávez nos assuntos internos da Bolívia, vale muito a pena ver este vídeo do discurso inflamado que este psicopata fez, ao declarar a expulsão do embaixador dos Estados Unidos na Venezuela, que eu citei na edição do dia 12. É uma vergonha superlativa alguém ter um psicopata em surto como este dirigindo seu país e, vergonha maior ainda, daqueles que o apóiam e aplaudem feito micos de circo.

E para concluir esta edição de hoje, reproduzo (traduzido) o esclarecedor artigo de Alejandro Peña Esclusa sobre esta mega-farsa promovida pela UNASUL.

Fiquem com Deus e até a qualquer momento com novas informações sobre a situação da Bolívia!

****
A farsa da UNASUL

Por Alejandro Peña Esclusa

A grave crise que a Bolívia vive hoje, deve-se a que Evo Morales interpretou seu triunfo na consulta do passado 10 de agosto como uma patente de corso [1], para desconhecer os referendos autonômicos (cortando ilegalmente o benefício que as regiões obtêm dos impostos dos hidrocarbonetos) e para promulgar sua Constituição, aprovada ilegalmente na calada da noite, sem a presença da oposição. Como era de se esperar, os bolivianos se rebelaram ante semelhante golpe de Estado.

Uma vez desatada a crise, os aliados de Evo Morales – particularmente Hugo Chávez – se mobilizaram para defender seu camarada, argumentando falsamente que “a direita”, apoiada pelos Estados Unidos, estava desestabilizando a Bolívia. Por arte de magia, o vitimário Evo Morales se converteu em uma pobre vítima.

Os governos pertencentes à União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) se reuniram em Santiago do Chile, para defender a “institucionalidade democrática” na Bolívia, porém não disseram que quem a estava vulnerabilizando era o próprio Morales. Tampouco disseram que todos os presidentes que assistiram ao encontro – exceto Álvaro Uribe – formam parte do Foro de São Paulo, organização à qual também pertence Evo Morales, junto com as FARC e o ELN. Muito menos criticaram Chávez por intervir flagrantemente nos assuntos internos da Bolívia, ameaçando enviar tropas a esse país e fazendo um chamando para intimidar os chefes militares bolivianos.

O próximo passo dos governos da UNASUL – quer dizer, do Foro de São Paulo – será propiciar um falso diálogo entre as partes em conflito, o qual na realidade servirá para que Evo Morales persiga ferozmente a oposição boliviana, argumentando que tentaram dar um “golpe”. Isto dará a Evo Morales uma nova oportunidade de impor sua cartilha totalitária, escrita em Cuba e financiada pela Venezuela. Como se fosse pouco, a UNASUL decidiu designar uma comissão que investigará os eventos na região de Pando, a qual equivale a pôr um rato para tomar conta do queijo.

Para os venezuelanos este é um filme repetido. Em 11 de abril de 2002, Hugo Chávez cometeu um terrível massacre, ao ordenar a seus seguidores que disparassem à vontade contra uma manifestação pacífica. Posteriormente, Chávez e seus aliados internacionais converteram o massacre em “golpe”, e começou uma perseguição feroz contra a oposição, que ainda não teve fim.

Resulta revelador que os integrantes da UNASUL ponham mais interesse na propaganda auspiciada por Chávez, do que nos vínculos de seus principais funcionários policiais com o narco-terrorismo, ou à forma descarada como financia com maletas a seus aliados. Isto prova que, como dizem na Venezuela, são jacarés do mesmo poço.

1. Campanha que os navios mercantes faziam pelo mar, com patente de seu governo, para perseguir os piratas ou as embarcações inimigas.

Traduções, comentários e nota: G. Salgueiro

segunda-feira, 15 de setembro de 2008


O Notalatina sai hoje numa edição diferente das demais, por uma força imperiosa de restabelecer a VERDADE dos fatos que criminosamente a mídia insiste em distorcer, fraudar, omitir, para que o leitor cada dia mais se afaste da realidade e embarque na ficção do “1984” de George Orwell. Estou me referindo a uma entrevista publicada pela revista “Época”, datada de 13 de setembro, com Peter Hakim, a respeito da situação da Bolívia a beira de um guerra civil. Ocorre que “Época” é controlada pelo PCdoB e mister Hakim (na foto) é ninguém menos que o presidente do Diálogo Interamericano.

Para quem não sabe o que é o Diálogo Interamericano, recomendo a leitura do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano” do Heitor De Paola – especialmente o Cap. XII -, além deste artigo bastante esclarecedor do historiador Carlos Ilich Santos Azambuja. Então, o que se tem é uma revista comunista entrevistando um sujeito que oferece apoio incondicional à implantação do comunismo na América Latina, e o resultado disto vocês vão ver nas contestações que faço intercalando as respostas em azul. Há uma quantidade razoável de pessoas capacitadas para fazer uma análise decente e correta destes fatos, no Brasil e no exterior, mas é óbvio que esta revista está apenas cumprindo com o seu papel de “companheira de viagem”. É vergonhoso que “isto” seja repassado para o público como “informação”.

Antes, porém, quero informar aos leitores que o site Mídia Sem Máscara está temporariamente indisponível por problemas técnicos, e que em breve voltará à normalidade.

E vamos à entrevista ou “engana trouxa”. Fiquem com Deus e até a próxima!

Peter Hakim – “O país corre grande perigo”.

Leandro Loyola

O analista americano Peter Hakim estuda a América Latina desde os anos 60. Nesse tempo, já viu inúmeros conflitos no continente e, em especial, na Bolívia. Presidente do Inter-American Dialogue Institute, Hakim afirma que a crise atual é apenas uma continuação dos confrontos entre o presidente Evo Moralae e a oposição, baseada nas províncias mais ricas. Mas o perigo agora pode ser maior. “Pessoas próximas acham que Hugo Chávez está influenciando o presidente Morales”, diz. “E tanto Morales quanto a oposição estão se sentindo fortes”.

Comento: Em primeiro lugar, este sujeito diz ter estudado a América Latina “desde os anos 60” mas o que fez nestes quarenta e tantos anos além de procurar uma forma de reescrever a História? Se ele de fato se limitasse a estudar, analisar os fatos como se dão, sem omitir nem adoçar os crimes cometidos pelo terrorismo comunista, sua análise seria bem outra. Ademais, observem a sutileza do repórter ao afirmar que a oposição a Morales encontra-se nos estados (províncias) mais ricos. Quer dizer, aí ele já induz o leitor desavisado a se posicionar contra os opositores porque são “ricos” e a apoiar (cegamente) os camponeses e índios que são os "pobres e desvalidos".

ÉPOCAHá alguma chance de haver um golpe de Estado na Bolívia?

Peter Hakim – O único que pode realmente fazê-lo é o Exército. No meu modo de ver, o Exército não está conspirando. Apesar da oposição de quatro Estados (são “estados” e não Estados) fortes, Morales tem 67% de aprovação popular.

Comento: Mentira. Os índios não representam todo este percentual e essa estatística deve ser do mesmo instituto que faz as pesquisas para Chávez.

Não é um governo impopular: é um governo altamente popular. Eu ainda duvido de um golpe. O perigo é que tanto Morales quanto a oposição tiveram vitórias nos referendos realizados recentemente e estão se sentindo fortes.

Comento: Mais mentira. Se ele fosse assim tão popular não teria havido conflitos e rechaços violentos e constantes desde que assumiu o governo. Ademais, a vitória de Morales foi fraudada, com o respaldo de Chávez, inclusive usando as mesmas máquinas fraudulentas utilizadas na Venezuela.

ÉPOCAO Brasil enfrenta problemas com esta instabilidade na Bolívia. O que pode fazer?

Hakim – O Brasil tem melhor possibilidade de jogar um papel positivo do que os Estados Unidos. O Brasil tem experiência diplomática e certa influência sobre (o presidente da Venezuela, Hugo) Chávez – e, se ele está realmente insuflando Morales, o Brasil pode conversar. A Bolívia corre grande perigo.

Comento: Claro que o Brasil tem mais influência na Bolívia do que os Estados Unidos porque ambos os presidentes são parceiros no Foro de São Paulo que nem a revista nem este elemento citam. Agora, dizer que se Chávez está realmente insuflando Morales”, no condicional, é a maior das canalhices porque todo mundo sabe que Chávez mantém, como a uma amante, este índio cocalero. E Morales não faz NADA que não seja por ordem de Chávez e de Cuba.

ÉPOCAO presidente Chávez pode estar influenciando o presidente Morales?

Hakim – Pessoas que conhecem Morales bem, que estão perto dele, acham que sim, acham que Chávez tem uma influência grande sobre ele.

Comento: É nojento ver um sujeito que diz estudar a América Latina desde a década de 60 “não saber” o que se passa nesta relação obscena entre esses dois elementos abjetos. Chávez não só “tem influência” como mantém de tudo, desde a guarda pessoal, que é venezuelana, como cede avião e petrodólares, milhares deles. Vejam a última edição do Notalatina clicando nos links e vocês vão ter uma radiografia dessa dependência.

ÉPOCAChávez já afirmou que, se a oposição tentasse derrubar Evo Morales, ele interviria. Isso pode acontecer agora?

Hakim – É difícil imaginar como fazer isso. O problema é muito grande porque há uma polarização na Bolívia por classe social, por nacionalidade, por grupo étnico e por região. Então, não é fácil para Chávez intervir. Provocaria uma resistência maior ainda.

Comento: Ele sabe que Chávez pode intervir sim. Se vai ser recebido a bala ou com flores é outra questão. Os militares bolivianos já mandaram uma mensagem clara para Chávez de que se ponha em seu lugar mas isto não é o suficiente para deter o demente. São duas situações distintas e que ele propositalmente mistura, sutilmente defendendo Chávez.

ÉPOCAChávez pode ter influenciado a decisão de Morales de expulsar o embaixador dos Estados Unidos?

Hakim – É difícil entender a expulsão do embaixador. Acho que a intenção (do presidente Evo Morales) era provocar um conflito com os Estados Unidos para fortalecer sua posição interna. Eu sei que os EUA têm sido muito cuidadosos, entendem muito bem o problema que o governo de Morales está enfrentando e não queriam um rompimento. O governo americano sabia que seria difícil ter as melhores relações com Morales, mas fez muito esforço para manter uma relação racional. Expulsar o embaixador, sem comunicação anterior, é como a opção nuclear.

Comento: Os Estados Unidos sabem muito bem da situação da Bolívia, mas não “o problema que o governo Morales está enfrentando” senão CRIANDO. No fim do ano passado alguns governadores da “meia lua” estiveram nos Estados Unidos denunciando a fraudulenta vitória da nova Constituição, que foi “aprovada” só com os partidos oficialistas, de portas fechadas e onde a oposição FOI PROIBIDA de participar. Depois disso, esses governadores foram ameaçados de morte pelos índios selvagens, como neste vídeo que eu dispus no Notalatina (em que os Ponchos Rojos degolam um cachorro e dizem que vão fazer o mesmo com os “oligarcas”, opositores e prefeitos), e até mesmo incendiando as sedes de governos e delegacias. Este demente sabe disso tudo muito bem e torce os fatos, DESINFORMA PROPOSITALMENTE.

ÉPOCAPor isso, os Estados Unidos expulsaram o embaixador da Bolívia quase imediatamente...

Hakim – É uma pena, mas os Estados Unidos não podiam deixar de responder. Agora é hora de sentar e conversar.

Comento: Isto era a resposta obrigatória, não porque “os Estados Unidos não podiam deixar de responder” mas em obediência a convenções internacionais de reciprocidade.

ÉPOCAEm resposta, o presidente Chávez anunciou a expulsão do embaixador americano da Venezuela em solidariedade à Bolívia. Até onde isso pode ir?

Hakim – Isso é uma loucura. A Venezuela representa um problema muito maior para os Estados Unidos. Por dois motivos. Um deles, obviamente, é o petróleo: a Venezuela fornece de 10% a 12% do petróleo consumido nos EUA.

Comento: O “problema maior” não é para os Estados Unidos mas para a Venezuela. O desinformador diz quanto os Estados Unidos consomem do petróleo venezuelano mas não diz qual o percentual de venda da Venezuela para os Estados Unidos. Visto assim, parece que é uma perda irreparável para os Estados Unidos mas não é, porque eles podem procurar outro fornecedor. Agora, esses “10% a 12%” americanos representam MAIS DE 50% das vendas venezuelanas. Então, quem perde mais?

Além disso, o que ele não informou é que a expulsão do embaixador americano da Venezuela foi um pouco por retaliação pelas últimas denúncias a respeito das ligações de Chávez e seus ministros com as FARC, em especial Ramón Rodriguez Chacín, ex-ministro da Defesa e facilitador de armas e naturalização de terroristas na Venezuela. Falei disso no Notalatina no início do ano, quando das “operações humanitárias” que libertaram Clara Rojas e Consuelo Perdomo. Vejam nas edições do início deste ano que tem toda a folha corrida do terrorista Chacín.

Outro fato também, que este degenerado não informa - nem a mídia companheira de viagem brasileira -, é que este espetáculo serviu para encobrir os julgamentos de venezuelanos envolvidos com o “caso das valises”, onde Chávez deu 800 mil dólares para a campanha presidencial de Cristina Kirchner e agora sabe-se que houve outra, com 4.200.000 que ninguém sabe o paradeiro. Antonini Wilson resolveu abrir o bico em troca de benefícios no julgamento e confirmou a doação. Chávez está possesso com isto e resolveu retaliar, expulsando o embaixador americano, não somente em “solidariedade” ao amigo e companheiro no Foro de São Paulo, o cocalero Morales.

O outro é que a maioria dos países da América Latina não vai querer enfrentar os Estados Unidos, mas também não vai ficar contra a Venezuela. Os Estados Unidos não conseguirão mais apoio dos países da América Latina contra a Venezuela.

Comento: Os Estados Unidos há tempo não contam com o apoio latino-americano - com exceção da Colômbia, incondicional, e parcial do Peru -, não porque não queiram ou porque tenham uma política ruim, mas porque hoje a maioria pertence ao Foro de São Paulo, é comunista e intoxicada de anti-americanismo. Se este degenerado falasse nesta organização criminosa (FSP) ou a revista não procurasse esconder a influência deste Foro na situação latino-americana, as coisas ficariam claras como a luz do dia.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 12 de setembro de 2008


O Notalatina de hoje tinha o propósito inicial de fazer uma análise da situação da Bolívia mas, diante de mais um ataque sofrido pelo site “Papéis Avulsos”, do meu amigo Heitor De Paola, abro a edição de hoje com esta denúncia. No dia 23 de agosto pp., o site do Heitor foi violentamente atacado por vândalos que, não tendo como refutar nossas denúncias contra-argumentando com fatos provados, fazem a única coisa que seus espíritos de porco estão acostumados: tentam apagar as provas de seus crimes. No dia seguinte, com a situação já normalizada, atacaram de novo como para intimidá-lo.

Antes de preparar a última edição do dia 09 estive no “Papéis Avulsos” e percebi que os artigos que apareciam eram antigos, então, assustada com a possiblidade de novo ataque liguei para o Heitor que me confirmou haver sido invadido mais uma vez, mas pediu-me que não denunciasse porque havia sido uma “falha técnica” que havia deixado uma porta aberta. Comentei com ele que, mesmo tendo havido uma falha na segurança do site, se não houvesse “plantonistas” a espera de qualquer brecha para atacar isto não teria acontecido. Então, como o assunto abordado naquele dia acabou se estendendo desisti de denunciar, acatando o pedido dele.

Hoje, entretanto, a coisa foi pior. Quando tentei acessar o site do Heitor no início da tarde, meu anti-vírus ligou um alarme e disse haver detectado um trojan. Quer dizer, este bando de marginais não se satisfez apenas em prejudicar o site do Heitor mas resolveu punir também seus leitores. Por sorte eu tenho um bom anti-vírus mas, e quem não tem? Segundo o Heitor me informou, desde sua inauguração, em junho deste ano, o “Papéis Avulsos” já sofreu 30 ataques!!! Vocês já pararam para pensar quanto ódio, quanto ressentimento, quanta inveja, mesquinharia e destruição, quanta miséria humana se esconde no espírito de um comunista? Basta ver o produto de suas obras para se constatar o que digo. Esta gente não produz nem jamais produziu nada de bom ou saudável por onde passou; deixou um rastro imundo de sangue, miséria e destruição. Só isto. Vejam as caras deles, suas manifestações e suas propostas; não há beleza, serenidade, tampouco alegria. A cor escolhida para representá-los é o vermelho, do sangue de seus mártires e das trevas demoníacas.

Isto me revoltou muito mas não menos do que ver a hiopcrisia dos agentes do Foro de São Paulo (Lula, Marco Aurélio Garcia – MAG -, Valter Pomar, Berzoini, Chávez, Cristina Kirchner), que são parceiros das FARC, mas condenaram como atos de terrorismo praticados por um setor fascista e racista da oposição de direita os distúrbios que estão ocorrendo na Bolívia. Para esta gente, as barbáries cometidas pelas FARC não são atos terroristas, tampouco os praticados nas décadas de 60-70 pelos hoje ministros do governo brasileiro Carlos Minc, Dilma Roussef, Franklin Martins. Que moral tem esta gente para denunciar a sabotagem no gasoduto boliviano, supostamente atribuído aos opositores autonomistas, quando há mais ou menos um mês os “kamaradas” das FARC fizeram o mesmo na Colômbia e não houve um só desses cínicos a denunciar ou prestar solidariedade ao presidente Uribe?

Particularmente eu tenho dúvidas acerca desta sabotagem porque, quando o Brasil – SOB AS ORDENS DO FORO DE SÃO PAULO – resolveu ceder às exigências deste índio cocalero – sim, seu Berzoini, é isto mesmo que este elemento é: um índio cocalero e comunista! -, assinando um contrato de fornecimento de gás lesivo aos cofres da Nação brasileira, Morales reconheceu que NÃO teria como suprir a nossa demanda porque ela era maior do que a produção do seu país. Com isso eles tiveram que diminuir o fornecimento à Argentina, o que provocou muitos apagões e revolta da população. Não parece então uma estranha “coincidência” o desabatecimento recente em São Paulo? Qual a desculpa que o cocalero Morales vai arranjar depois, quando não conseguir, mais uma vez, cumprir com sua parte no contrato? Quem vai ser o bode expiatório?

Não é necessário explicar o início desta situação de “estado de guerra” que vive a Bolívia hoje porque todos os jornais nacionais já divulgaram, não porque cumprem com seu papel de bem informar os leitores, mas porque os alarmes foram acionados pela PTPol para defender o ilegítimo presidente Morales, companheiro do Foro de São Paulo. Entretanto, há detalhes que a imprensa não informa e que é necessário enfatizar. Nenhum desses presidentes sul-americanos que estão apoiando Morales o fez por diplomacia, mas por força das alianças que os faz sócios indeléveis no Foro de São Paulo. Quando as Forças Militares da Colômbia atacaram o acampamento – permanente – de Raúl Reyes no Equador, Chávez correu para Cuba a fim de receber “instruções” sobre a situação. Na volta manteve conversa telefônica com Correa e este resolveu mudar de atitude resultando naquilo que o Notalatina publicou na ocasião. Em seguida, Chávez toma a defesa de Correa se imiscuindo nos assuntos internos daquele país e, não por solidariedade mas dever de cumplicidade, rompe relações com a Colômbia, retira seu embaixador de lá e expulsa o colombiano da Venezuela.

Agora repete a mesma patifaria na Bolívia. O que a Venezuela tem a ver com isso? Morales repete a paranóia de Fidel Castro de que o embaixador dos Estados Unidos conspirava contra sua vida junto com os opositores e decide expulsá-lo do país. Ontem, durante um comício eleitoral, um Chávez completamente ensandecido, suarento e furibundo expulsa o embaixador americano da Venezuela, acrescentando que “se derrocarem Evo, se o matarem, saibam os golpistas da Bolívia que estariam me dando luz verde para apoiar qualquer movimento armado na Bolívia”, e advertiu que seu governo se consideraria autorizado a “realizar mobilizações de qualquer tipo”. Ora, mas autorizado por quem cara-pálida? Seria por causa dos petrodólares que despeja lá ou porque Evo viaja para onde bem entende em aviões da PDVSA? Ou seria, então, porque a guarda pessoal de Morales foi cedida por Chávez, inclusive em julho passado quatro militares venezuelanos morreram num acidente com o helicóptero utilizado por Evo?

Não menos abusiva e repugnante é a intromissão do Brasil nessa querela interna da Bolívia. De acordo com matéria publicada pelo jornal kirchnerista “Clarín”, da Argentina, Lula teria dito que “o governo brasileiro não tolerará a ruptura da ordem constitucional na Bolívia” e advertiu que “se tentarem derrubar Morales, o Brasil não reconhecerá nenhum governo que pretenda substitui-lo. O mesmo discurso foi dito por Lula e seu grilo falante, MAG, quando houve o referendo autonômico em Santa Cruz, que deu vitória esmagadora e pacífica aos opositores de Morales. Agora, MAG afirma que, apesar de terem suspendido a “missão diplomática” que fariam à Bolívia, ele e o embaixador comunista Samuel Pinheiro Guimarães, “o avião da Força Aérea (FAB) e as malas estão prontas para partir”.

Quem explica estas intromissões de Chávez e de Lula com uma clareza meridiana, é o ex-ministro colombiano Fernando Lodoño, no Editorial de La Hora de La Verdad de hoje, 12 de setembro; não deixem de ouvir! Isto não é somente uma “bisbilhotice” mas um crime, por ferir acordos internacionais que impedem terminantemente que os países – enquanto Estados – interfiram nos assuntos internos dos outros. Tanto Lula quanto Chávez (e toda a militância comunista em torno deles) sabem gritar do alto dos palanques que não admitem a interferência do “império” em seus países. Até hoje ainda rende a história da IV Frota americana que sequer veio com o objetivo que a paranóia desses dementes denuncia, mas a alegação é a tal “não-interferência” nos negócios internos dos outros países. A diferença, entretanto, é que entre os membros do Foro de São Paulo, não só esses acordos internacionais são rasgados, como agem todos em comum acordo, contando com a participação prestimosa de suas redes e ONGs.

Vi há pouco pela CNN em Espanhol que Morales decretou “estado de sítio” em Pando, e está proibido o uso de qualquer tipo de arma – de fogo e branca -, além de haver toque de recolher a partir da meia-noite; isto vale para bares, boates e casas noturnas. Só queria saber se os selvagens índios arruaceiros vão obedecer tal ordem, ou se ela foi feita apenas para os opositores.


E eu encerro esta edição do Notalatina de hoje com uma frase do meu saudoso amigo argentino, Horacio Zaratiegui, que se aplica tão perfeitamente a nós que faço a adaptação dos nomes: “Quando deixemos de ser covardes, Lula e seus sequases deixarão de se fazer de valentes”. É isto Heitor. É isto, amigos todos. Não podemos baixar a guarda porque ainda temos muito chão pela frente. E a única imagem que ilustra esta edição é também de inspiração do Horacio, pois terrorismo não é privilégio de nenhum país e o que estamos vivendo hoje é sim, terrorismo psicológico. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 9 de setembro de 2008








O Notalatina ontem completou seis anos de existência e isto é para mim motivo de muita alegria, pois nessa caminhada árdua e praticamente solitária, fiz incontáveis amizades no Brasil e no exterior, fortaleci laços de amizade com pessoas que hoje são parceiras, como Alejandro Peña Esclusa, presidente de Fuerza Solidaria, da Venezuela de onde tenho a honra de ser Membro Honorária; Susana Sechi, editora do site La Historia Paralela da Argentina, onde sou articulista; Carlos Wotzkow, um cubano queridíssimo exilado na Suíça, além de novos contatos que estão surgindo, dentre eles um importante militar da Colômbia.

E tudo isto eu devo, em primeiríssimo lugar, ao meu mestre e amigo Olavo de Carvalho que acreditou em um potencial que nem eu mesma sabia que existia e me lançou no Mídia Sem Máscara; ao jornalista Sandro Guidalli, meu amigo querido que deu não só a idéia do blog como me ajudou a montá-lo e é o autor do nome “Notalatina”; aos amigos que generosamente têm divulgado e respeitado meu trabalho nesses seis anos. A todos, meu reconhecido agradecimento.

Mas hoje eu tenho notícias auspiciosas. A primeira delas é sobre o sucesso do lançamento na Universidad Sergio Arboleda, Colômbia, do livro de Alejandro Peña Esclusa, “O Foro de São Paulo contra Álvaro Uribe”. Tenho em mãos os originais deste livro fantástico, pois sou sua tradutora exclusiva no Brasil, aguardando apenas a boa vontade de alguma editora para publicarmos aqui também.

O evento na Colômbia foi muito concorrido mas teve um fato interessantíssimo que vale a pena registrar. A apresentação do evento ficou a cargo do escritor Plinio Apuleyo Mendoza, autor de “O perfeito idiota latino-americano”, em co-autoria com Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa. Depois desse, os mesmos autores escreveram “O retorno do idiota” que, contrastando com a primeira obra, cai no conto do politicamente correto e afirma haver na América Latina duas esquerdas: uma “carnívora” (radical), à qual pertencem Fidel, Chávez, Morales e Correa, e outra “vegetariana” (light), onde se situariam Lula, Bachelet e Tabaré Vázquez.

Pois bem. Ao fazer a apresentação da obra, Apuleyo teve a decência de confessar que no início muitos acreditavam que havia exagero de Peña Esclusa quando denunciava o Foro de São Paulo (FSP) e que cuidaram de proteger Lula, desvinculando-o da “esquerda carnívora”. Após ler o livro e se dar conta de que há exatos 18 anos Peña Esclusa estuda esta criminosa organização, disse ter “reconsiderado o assunto” embora tenha qualificado Lula apenas como “populista”. Vale ressaltar que Carlos Alberto Montaner desqualifica completamente a existência e malignidade do FSP e Vargas Llosa há muito tem demostrado claramente em seus artigos uma guinada à esquerda. A meu ver, os idiotas latino-americanos de hoje são eles e todos os que debocham de nós que vimos há anos denunciando esta organização criminosa, pois os resultados estão aí, para quem quiser usar os olhos para ver a realidade do continente latino-americano.

Outra notícia interessante é que, com o passar do tempo, as revelações dos computadores de Raúl Reyes acabaram fazendo com que os ratos se vissem forçados a sair do porão. O líder camponês boliviano, Felipe Quispe, que se diz “ex” integrante do Exército Guerrilheiro Túpac Katari (EGTK – de extrema esquerda), em um comunicado lido em La Paz acusou o governo e o vice-presidente Álvaro García Linera - que também “pertenceu” a este bando terrorista -, de negarem seus vínculos com as FARC. Disse ele: “Não podemos ser como o atual governo que descohece e tem vergonha de suas origens e de seus amigos, declarando publicamente ‘não conhecer’ aos que foram seus aliados e suportes políticos”. No comunicado Quispe admitiu não só simpatias mas contatos com as FARC, o mesmo valendo para o governo do cocalero Morales.

E do Chile também, em notícia divulgada ontem, o senador opositor Alberto Espina acusa existência de nexos entre os índios mapuche e guerrilheiros das FARC. O ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, admitiu ter conhecimento de contatos e viagens mas diz não ver nisso “qualquer importância”. Entretanto, o senador Espina entregou há um mês ao Ministério Público e à Agência Nacional de Inteligência um informe contendo mensagens eletrônicas trocadas entre prováveis dirigentes mapuches e Raúl Reyes. Segundo afirmou Espina, “as comunidades mapuches não têm nenhuma vinculação com estes grupos violentos que operam em La Araucanía, são gente de fora treinada e que pertencem aos grupos subversivos”. Ainda segundo a denúncia, um sujeito que se diz chamar “Roque”, enviou em 2006 um correio eletrônico a Raúl Reyes onde aventava a possibilidade de treinar mapuches em conflito.

O senador Espina, que pertence ao partido de direita Renovação Nacional, disse que as FARC mantêm contatos com o Movimiento de Izquierda Revolucionária (MIR), a Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR) e “vínculos políticos” com o Partido Comunista do Chile. Todavia, isto não é nenhuma novidade para quem estuda o assunto, uma vez que todos os citados e inclusive as FARC e o PT do oficialista governo brasileiro, pertencem ao Foro de São Paulo que Vargas Llosa, Apuleyo e Montaner desprezam, como se fosse um grupinho de inofensivos escoteiros.

Mas a informação mais quente de hoje eu reservei para o final. No dia 3 de setembro a “Força Ômega”, através da operação “Alfil”, atacou um acampamento das FARC em Serranía de La Macarena abatendo oito guerrilheiros da Frente 43. Outros quatro foram capturados mas o principal responsável pelo narco-tráfico da guerrilha, Gener García Molina, codinome “John 40”, conseguiu escapar ferido e encontra-se foragido pelas selvas do Guaviare com mais quatro guerrilheiros que conseguiram fugir com ele.

No acampamento foram apreendidos duas metralhadoras, 12 fuzis e munições e o mais importante: três computadores e 40 memórias USB, encontradas em Puerto Cachimo, Guaviare, onde se desenvolveu a ação. O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, afirmou que a informação contida nesses computadores é maior do que a encontrada nos computadores de Raúl Reyes. Segundo Santos, “[o material] vai nos dar a informação igual ou mais importante do que a que obtivemos no ataque a Raúl Reyes” e acrescentou que “a informação será revelada paulatinamente com o objetivo de não prevenir esta guerrilha”.

Well... Isto é de tirar o fôlego e fico imaginando os segredos de alcova que devem trocar entre si, aquelas “personalidades” que têm e sempre tiveram vínculos com as FARC e o rabo presíssimo, como por exemplo Lula, Marco Aurélio Garcia, Chávez, Morales, Ortega e tutti quanti. Não se pode tapar o sol com a peneira, tampouco não há mal que nunca se acabe. O governo colombiano não conta vitória antes do tempo, como maldosamente divulga a imprensa companheira de viagem, pois eles sabem (e o general Freddy Padilla diz reiteradas vezes) que apesar de enfraquecidas e cada dia mais sufocadas pela ação das Forças Militares, as FARC ainda têm poder de fogo que não deve ser subestimado. Os terroristas continuam cometendo crimes, narco-tráfico e mantêm em cativeiro uma infinidade de vítimas.

Vejam a ousadia deste bando terrorista. Este vídeo divulgado pela “Caracol Radio” da Colômbia mostra a presença de terroristas encapuzados na Faculdade de Ciências e Educação da Universidad Distrital em La Macarena, falando para uma multidão de jovens. Quem é o reitor desta universidade que permitiu um absurdo como este? Mas, como disse o ministro Santos após o sucesso da Operação Xeque, se eles não se renderem por bem, vão se render por mal. Deus o ouça e atenda!

Resta agora aguardar que o governo colombiano divulgue as informações contidas neste material apreendido porque esta gente precisa ser desmascarada. No Brasil a tropa de choque palaciana agiu rápido e a imprensa companheira de viagem seguiu à risca a determinação de desmerecer, negar e minimizar a bombástica revelação da revista “Cambio”, tendo como principal articulista a comuna Eliane Cantanhêde. Na ocasião em que o escândalo estourou veio uma muito providencial “olimpíada” e o resultado é que o caso foi abafado; nunca mais se falou no assunto e o povão, que nunca tomou conhecimento do que é de fato o FSP, já nem lembra mais que assunto é este. Mas nós não podemos permitir que aquelas denúncias sejam “deletadas” da memória nacional, sobretudo porque este é um ano de eleições.

E o Notalatina vai ficar em estado de alerta para as notícias relativas a estes computadores, podendo fazer edição extra a qualquer momento. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 2 de setembro de 2008


O Notalatina traz hoje várias informações e dicas mas também uma denúncia grave sobre o que está se passando na Argentina, com os julgamentos criminosos aos militares e pessoal de segurança que combateram – e venceram – o terrorismo nas décadas de 70-80 naquele vizinho país. E a primeira das informações é sobre os novos links e banners acrescentados ao blog que, naturalmente, recomendo a visita de todos. Os banners da Argentina (facilmente identificados pela bandeira) são de sites da resistência, formados por militares reformados ou amigos e parentes das vítimas do terrorismo daqueles anos sangrentos; é disso que sinto falta aqui no Brasil e tento há anos – em vão – reunir estas pessoas para criarmos algo semelhante. Visitem os sites e vejam como são ativos e como respeitam a memória de seus mortos, assassinados pelos terroristas dos bandos ERP e Montoneros.

Além desses, há dois novos cubanos, extremamente importantes: o “Instituto de la Memoria Historica Cubana contra el Totalitarismo”, cujo presidente é o meu amigo Pedro Corzo, produtor de vários documentários dentre os quais o mais conhecido é “Guevara: Anatomia de um mito”, que o Notalatina ofereceu com exclusividade para o Brasil há alguns anos. E o outro, “Archivo Cuba”, é o site inicialmente criado pelo falecido Dr. Armando Lago, a maior autoridade sobre o tema das perseguições e assassinatos de cubanos pós-revolução castrista e que agora está sendo administrado pela senhora María Werlaw.

Há ainda o link para o site do ex-ministro colombiano Fernando Lodoño, “La Hora de la Verdad”, que já fez interessantíssimas entrevistas com personalidade como Alejandro Peña Esclusa e o General Freddy Padilla de León, Comandante Geral das Forças Militares da Colômbia. O site está imperdível, confiram.

Já está também disponível aqui o banner que dá acesso ao site “Seminário de Filosofia” do meu mestre e amigo Olavo de Carvalho. Insisto para que visitem este site porque o material é extremamente raro e valioso, uma vez que quase todos os vídeos e áudios são inéditos. Por uma quantia irrisória é possível se inscrever e ter acesso a todo o material, além de participar do “Fórum Sapientia”, uma espaço onde pode-se discutir, trocar idéias e tirar dúvidas sobre as aulas de filosofia do nosso maior (senão o único e legítimo) filósofo brasileiro da atualidade. Vão lá!

E por falar em Olavo, domingo passado, 31 de agosto, ele foi entrevistado pelo analista estratégico Jeffrey Nyquist, que é para mim o mais melhor e mais competente analista da mídia americana. Para quem não o conhece, Nyquist tem uma pena ácida e crua, por vezes escatológica mas suas análises são sempre imprescindíveis. A entrevista foi feita no programa “Outside the Box Radio Show” e pode-se ouvi-la acessando o link da página ou então no replay que haverá hoje, às 23:00 pm (hora do Brasil) na rádio http://www.wibg.com/. Não percam!

Quero chamar a atenção também para o editorial do Farol da Democracia Representativa, cujo título é “Reflexões para a Semana da Pátria e eleições municipais que se aproximam”. Nesta reflexão há um convite – que estendo aos leitores deste blog – para que no próximo domingo, dia 07 de setembro, nos unamos em oração para que Deus livre a nossa Pátria Amada da maldição do comunismo. Convido a todos os católicos romanos, ortodoxos, evangélicos, judeus, espíritas, enfim, todos que crêem em Deus para que, mesmo que não possam atender à sugestão do Farol, de se rezar uma missa em cada rincão do país às 11 h. da manhã, formando uma barreira anti-comunista, que façam uma prece nessa hora, que se recolham e sintonizem o pensamento no Altíssimo para que Ele atenda as nossas preces e nos livre, ao Brasil e à América Latina inteira, desta maldição que tantas mortes, dor, sofrimento e miséria causou à Humanidade.

E finalizando os avisos e recadinhos, quero agradecer de coração ao meu amigo Silvio Grimaldo pela ajuda inestimável que tem me brindado aqui no Notalatina. Deus lhe pague, Silvinho!

****

Bem, o tema principal das denúncias de hoje é a situação vexatória, humilhante e indigna que estão passando os militares argentinos com esses absurdos processos a que estão sendo submetidos. Não vejo aqui no Brasil – me refiro à grande mídia de modo especial – qualquer comentário sobre estes “tribunais revolucionários” que começaram no ano passado sob a orientação do proto-comunista e midiático juiz Baltazar Garzón.

Eu venho acompanhando a situação dos militares argentinos desde que iniciou-se a “Dinastia K”, onde a primeira iniciativa foi trazer de volta ao poder TODOS os companheiros “ex” terroristas. Daí por diante, começou o inferno para os combatentes. Revogaram a Lei de Anistia, que passou a valer apenas para os que assassinaram, torturaram, seqüestraram, praticaram em média 7 atentados terroristas por dia e que, tal como aqui, são chamados de “jovens idealistas”. Os militares e demais defensores da lei e da ordem foram excluídos – desanistiados - , processados e presos “preventivamente”, e os julgamentos mais parecem um circo macabro, onde a maioria das testemunhas é falsa; e lá está o dedo sujo e cínico de Baltazar Garzón!

E nos dois últimos meses sentaram no banco dos réus do Tribunal Popular e Revolucionário Argentino, os generais Luciano Benjamín Menéndez, de Córdoba e Antonio Domingo Bussi, ex-governador eleito democraticamente de Tucuman, ambos octogenários, ambos condenados à prisão perpétua. Em sua defesa, o general Menéndez deu esta bela aula de amor à Pátria com a serenidade e a altivez de um soldado que sabe ter cumprido seu dever. O general Bussi em sua defesa afirmou que “era uma guerra contra um bando de delinqüentes marxistas-leninistas” e que “os ideólogos da subversão, hoje estão no governo”. Do mesmo modo que aqui no Brasil.

Eu assisti o julgamento pela CNN em Espanhol e chorei junto com o velho general Bussi. A foto que ilustra a edição de hoje é a evidência mais clara de que estas condenações são uma radiografia do ódio que move o espírito de um comunista. Nesta matéria há um relato sucinto sobre o episódio. Turbas enfurecidas com o resultado do veredicto, - que não definiu no momento se permitia prisão domiciliar ou se os mandava para uma penitenciária federal -, gritavam levantando cartazes com fotos de suas “vítimas”. Queriam sangue. Queriam, se pudessem, trucidar os velhos generais com as próprias mãos, pois é esta a “justiça” que eles crêem e conhecem; é este o direito que eles se atribuem. Não importa se os condenados são dois homens velhos, cansados e doentes, como o general Bussi que usa sonda nasal e tem dificuldade para falar. O que importa é a vingança, é o ódio à verdade, é o apego ao mal.

Se forem mandados para a Penitenciária Marcos Paz II, como tem sido com quase todos esses condenados, a vida deles não dura muito tempo mais; serão mais duas mortes anunciadas. Há poucos dias recebi um relatório da Argentina, onde se apontava que até o ano passado já estavam no cárcere – mesmo antes do julgamento, como o Pe Christian Von Wernich que ficou 3 anos preso antes de ser condenado à prisão perpétua – 94 militares dos quais, de março até agosto de 2008, já haviam falecido 40! Desses, tenho nítida lembrança de alguns por falta de atendimento médico, um envenado com cianureto e outro enforcado.

E hoje um dos filhos do general Bussi, Luis José Bussi, informou ao jornal La Gaceta de Tucuman que seu pai “está em estado de choque, muito desorientado, muito mal e deslocado da realidade”, depois de saber que o juiz Alfredo Terraf confirmou que vai pedir sua prisão numa penitenciária. Por isso solicitou a ajuda de uma psicóloga no domingo, pois não quer entender as implicações da sentença que lhe impuseram de ter cometido um crime de “lesa humanidade”. Além disso, Bussi filho queixou-se de que a assistência médica oferecida pelo Exército a seu pai deixa muito a desejar, pois os profissionais que o assistiam antes iam vê-lo todos os dias e os de agora só vão três vezes na semana. Ordens da ministra montonera da Defesa, Nilda Garré.

É impossível tomar conhecimento destas coisas com frieza e distância, como se elas não roçassem na nossa realidade. São nossos vizinhos de fronteira. São soldados de valor que lutaram para erradicar o terrorismo e a subversão do meio de sua gente e venceram, do mesmo modo que os nossos soldados. Mas também do mesmo modo cometeram dois erros fundamentais para que a fênix ressurgisse das cinzas: perderam a batalha no campo das idéias e cometeram o erro de acreditar que lidavam com pessoas normais e bem inencionadas perdoando-lhes todas as atrocidades cometidas. Hoje são eles os condenados. Hoje são eles que, novamente, estão sendo vitimados só que com o respaldo legal de uma justiça torpe, venal e comprada. E é preciso que o Brasil saiba disso, com todos os detalhes porque eles não voltaram em férias mas para ficar e destruir o que de bom existe na civilização judaico-cristã, eles que idolatram assassinos e odeiam a Deus.

Dedico esta edição em memória do meu recém falecido amigo argentino Horacio Zaratiegui, um incansável GUERREIRO com todas as letras maiúsculas e que lutou contra esta escória até poucas horas antes de sua partida definitiva deste mundo. Ele deixou seu exemplo de garra e coragem com retidão, aos que conviveram com ele de perto e aos amigos de longe como eu. Horacio está fazendo falta, a saudade está doendo mas a luta continua e não podemos nos acovardar agora. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro