
*****



Declaração Final corrigida
Há dois dias o Notalatina divulgou com exclusividade a criação de uma organização denominada UNOAMÉRICA, cuja finalidade é combater o Foro de São Paulo e que congrega vários países da América Latina dentre os quais o Brasil. Ocorre que a nota que publicamos como “Declaração” Final”, foi escrita às pressas apenas para poder montar o site e fazer a divulgação entre os membros e participantes, além dos órgãos de imprensa e sites informativos, como foi o nosso caso.
Aquela nota contém a essência do que ficou acordado mas não trazia todos os detalhes da verdadeira, como foi o caso da criação do Foro de São Paulo, onde consta apenas o nome de Fidel. Para nós brasileiros, mais que qualquer outro país, fazer constar o nome do Sr. Inácio da Silva como criador desta organização criminosa e que apóia e defende bandos terroristas como as FARC, o ELN, o MIR chileno, os Tupamaros uruguaios ou o Sendero Luminoso peruano, é de vital importância. Por isso, o Notalatina apresenta agora a verdadeira Declaração Final.
Na próxima edição o Notalatina volta-se sobre a Argentina e as inconfessáveis falcatruas e crimes que estão ocorrendo sob a dinastia KK. Fiquem com Deus e até a próxima!
*****
DECLARAÇÃO FINAL DE UNOAMÉRICA
Nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2008, delegações de diversos países latino-americanos se reuniram na cidade de Santa Fé de Bogotá, com o objetivo de conformar uma organização capaz de defender a democracia e a liberdade em nosso continente que se encontra sob ameaça.
O fracasso dos governos em resolver os problemas de pobreza da região, em que pese ser o continente mais rico do planeta, permitiu o crescimento e avanço do Foro de São Paulo, organização que agrupa todos os movimentos de esquerda da América Latina, inclusive as FARC colombianas.
O Foro de São Paulo se aproveita das necessidades dos povos para manipular os mais pobres, prometendo melhoras econômicas e justiça social. Porém, uma vez no poder, não solucionam nenhum dos problemas cruciais dos nossos países, senão que introduzem um modelo ideológico socialista que divide a sociedade, a polariza em dois lados e provoca violência e anarquia.
Atualmente, há quatorze países latino-americanos cujos governos pertencem ou estão vinculados ao Foro de São Paulo e, embora tenham chegado ao poder pela via democrática, muitos deles estão destruindo a democracia e restringindo as liberdades, como é o caso de Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Cristina de Kirchner e Daniel Ortega.
Para conseguir isso não recorrem ao “paredón” de fuzilamento, como o fez em Cuba o principal mentor do Foro de São Paulo, Fidel Castro, mas utilizam métodos mais modernos e sofisticados, como as reformas constitucionais, os quais lhes permitem controlar os poderes públicos e eternizar-se no poder, ante o olhar complacente dos integrantes mais moderados do Foro como Lula da Silva (co-fundador junto com Fidel), Tabaré Vázquez e Michelle Bachelet.
O Foro de São Paulo tem um projeto supranacional que não respeita fronteiras, nem soberanias nacionais. Para alcançar seus fins, todos os seus integrantes intervêm flagrantemente nos assuntos internos das demais nações, quer seja financiando candidatos, enviando apetrechos militares, ou dirimindo conflitos, valendo-se de organizações subsidiárias como a UNASUL, enquanto que as forças democráticas da região atuam isoladamente, limitando-se a seu próprio terreno.
Estas diferentes formas de atuação colocam os democratas da América Latina em uma situação de franca desvantagem, pois se vêem impossibilitados de fazer frente aos planos de expansão do Foro de São Paulo.
O objetivo de UnoAmérica que decidimos construir durante este Encontro, é proporcionar aos setores democráticos da América Latina um mecanismo de intercâmbio de informação, coordenação permanente e apoio mútuo, sem ferir – como costumam nossos adversários – os princípios de soberania e auto-determinação dos povos.
Adicionalmente, UnoAmérica se propôs a elaborar e oferecer aos povos da América um programa de desenvolvimento e industrialização que resolva os problemas de fundo da região, particularmente o da pobreza, como verdadeiro antídoto ao totalitarismo.
A democracia e a liberdade se afiançarão em nossos países na medida em que os cidadãos se libertem da escravidão da pobreza e da ignorância. Não há nenhum motivo que impeça um continente tão rico como o nosso, com idiomas similares e culturas quase idênticas, a alcançar os níveis de desenvolvimento e industrialização que alcançaram as nações do norte.
Convidamos todas as forças democráticas da América Latina a se incorporar ativa e entusiasticamente a esta iniciativa. Convidamos-lhes a construir um futuro maravilhoso, onde prevaleça a liberdade, a justiça social, a solidariedade e a integração.
Comentários e Tradução: G. Salgueiro

América Latina se une contra o Foro de São Paulo
É com imensa alegria que o Notalatina divulga, em primeiríssima mão, a fundação de uma organização que reúne intelectuais, acadêmicos, juristas, escritores e estudantes de vários países da América Latina, em defesa da democracia e da liberdade em nossos países. E com muita honra anuncio que eu e o meu amigo Heitor De Paola somos os representantes do Brasil nesta organização que se chama “União de Organizações Democráticas da América” – UNOAMÉRICA.
*****
Criam confederação de ONGs para enfrentar o avanço do Foro de São Paulo
*****
UNIÃO DE ORGANIZAÇÕES DEMOCRÁTICAS DA AMÉRICA
ericano atravessa um momento importante. As mais antigas e tradicionais democracias estão ameaçadas por movimentos de procedências duvidosas, como o expansionista Socialismo do Século XXI. À crítica situação venezuelana se unem, entre outros, o Equador, a Nicarágua e a Bolívia, e na mira encontram-se democracias que resistiram a cair nos encantos do prodigioso talão de cheques petroleiro de Hugo Chávez.


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS – PARA QUEM?
Hoje comemora-se 60 anos da criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo objetivo era defender e proteger grupos ou pessoas individualmente de agressões cometidas por governos ou regimes totalitários ditatoriais. Dentre os artigos desta declaração estão o direito à liberdade de expressão, o direito de ir e vir, à dignidade da pessoa humana, a presunção de inocência, etc. Naquela época a ONU era uma instituição respeitável; hoje, entretanto, tem em sua Comissão ninguém menos que um representante de Cuba, um dos países que mais violam os direitos humanos de seus cidadãos!
E por falar em Cuba, ontem eu recebi uma aberração que precisa ser denunciada. Em São Paulo existe uma “Associação dos Familiares e Amigos dos Estudantes em Cuba” que está convocando (e pedindo ampla divulgação) os familiares dos estudantes para um evento intitulado “Evento Político-Cultural em comemoração aos 50 anos da revolução cubana” que ocorrerá no próximo domingo, 14, no Memorial da América Latina, auditório Simón Bolívar. Quem está organizando o evento é um tal “Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba” que diz em seu convite: “Daremos continuidade à campanha humanitária de apoio aos cubanos que sofreram os desastres naturais (sic) provocados pela passagem recente dos furacões pela ilha”.
Agora eu pergunto: qual desses vagabundos que apóiam o regime terrorista e genocida do assassino Fidel Castro mobilizou-se em prol dos nossos irmãos catarinenses, também vítimas de um brutal desastre natural? E o que dizer do misterioso assassinato do médico gaúcho Marco Antônio Becker, presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande Sul, que há anos vinha se opondo ao protecionismo que pretendiam dar aos “médicos” formados pela ELAM (Escuela Latinoamericana de Medicina)? É bom lembrar que o presidente do Sindicato Médico do RS, Paulo de Argollo Mendes tem um filho (ou filha) estudando medicina em Cuba...
Este bando de psicopatas comemora a vitória de uma “revolução” que só espalhou morte, tortura, miséria, fome e terror ao longo desses 50 anos e ainda tem a cara de pau de falar em “campanha humanitária” a essas vítimas que sofrem muito mais com o regime que lhes vai matando aos poucos – de fome de alimentos e de liberdade – do que com a passagem dos furacões. Cínicos! Hipócritas! Degenerados, isto é o que são!
E como hoje se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Notalatina apresenta alguns relatos do que vem ocorrendo desde o início do mês com os cubanos que se opõem ao regime ditatorial castro-comunista. Esses relatos não vão ser denunciados nos canais de televisão nem nos jornais brasileiros, e menos ainda no blog da “dissidente” Yoanis Sánchez. Bem ao contrário da “reprimenda” que ela levou para não dar prosseguimento ao encontro de blogueiros, estes relatos (e fotos acima) mostram como são tratados os opositores ao regime, verdadeiros heróis anônimos. Leiam os nomes das vítimas e me respondam: vocês já ouviram falar em algum deles? Certamente que não, porque eles não são “manchetes” de jornais, não dão IBOPE, não têm nenhum charme, tampouco são protegidos de ninguém. Têm apenas uma vontade férrea e inquebrantável de ser livres e viver com dignidade. Por isso são tão perseguidos, ameaçados, espancados, torturados. Não escapa nem velhos, não escapa ninguém que resolva nadar contra a corrente.
Em 1º de dezembro foi detido o opositor pacífico licenciado em Direito, José de La Rosa Pérez, em Moa, cidade de Holguín, quando mantinha uma discussão com sua mãe, Ramona Pérez, que não queria permitir a dedetização da casa onde moram. Enquanto discutiam, o “chefe do setor” da localidade, de nome Erisleidis Sanamé invadiu a casa sem permissão e em tom agressivo pediu a carteira de identidade de José que recusou-se a entregá-la. Duas horas depois ele saiu de casa e após haver caminhado por volta de um quilômetro foi interceptado por uma patrulha que o empurrou para dentro de um carro e o levou para a prisão “Duas Baías”. Lá, foi jogado numa cela, acusado de ter ameaçado Sanamé com uma faca de cozinha. Segundo dona Ramona, seu filho não fez isso mas foi detido porque no dia 4 de novembro participou de uma vídeo-conferência no escritório de interesses norte-americano em Havana sobre as eleições naquele país, e a Segurança do Estado apenas armou-lhe uma cilada para poder vingar-se.
No dia 3 de dezembro o opositor pacífico Wilfredo Álvarez García foi agredido por pessoas desconhecidas em Aguada de Pasajeros, Cienfuegos, onde mora. Por volta das 4:20 da madrugada a porta de madeira de trás de sua casa foi incendiada. Ele correu para apagar o fogo quando foi atingido por uma pedra que lhe atingiu o olho direito deixando enorme hematoma. Segundo Wilfredo, “A ação que provocou buracos na porta de minha casa e lesões à minha pessoa ocorreu porque no passado 23 de novembro festejamos em meu lar o primeiro aniversário da delegação do Movimento Independente Opção Alternativa (MIOA) na municipalidade”, do qual é membro.
A Polícia Política interceptou no passado 8 de dezembro, em plena via pública, mais de uma dezena de opositores pacíficos que se dispunham a assistir à missa na igreja de Nossa Senhora de Regra, na capital de Havana. Os fatos ocorreram por volta das 10 horas da manhã, nas imediações da capela, quando os dissidentes foram ameaçados verbalmente pelo oficial da segurança que se diz chamar Melvin.
Nesta ocasião acompanhava o oficial uma Brigada de Resposta Rápida composta por mulheres que vestiam camisetas de “trabalhadores sociais”. Segundo o oficial, ninguém iria assistir à missa ou seriam detidos até que passasse o 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, de acordo com Deysi Martínez, que deu a informação. Marínez informou que esta atividade se realiza todo dia 8 de cada mês, onde se pedem orações pela liberdade de todos os presos-políticos. Mas a pior de todas as agressões e repressão ocorreu ontem à tarde, conforme nos relata o site “Payo Libre” e que traduzo literalmente.
Havana – Na tarde de hoje, 9 de dezembro, na rua K entre Línea e 13, no Vedado, foram agredidos brutalmente os opositores Lázaro Joaquín Alonso, Marlene Bermúdez, Roberto Marrero e quem denuncia, Belinda Salas Tápanes. Uma turba agressiva composta por oito policiais que se locomoviam em dois carros patrulheiros, sem pedir identificação e sem manter qualquer conversa, começaram a nos golpear.
Em Lázaro Joaquín deram um golpe tão violento que ele sangrava abundantemente pela boca e na cabeça, além de receber forte golpe nos testículos. Atualmente se desconhece seu paradeiro, pois foi detido pela polícia. Marlene Bermúdez e seu esposo Roberto Marrero, foram agredidos brutalmente e rasgaram a blusa dela. Ato contínuo, foram detidos e conduzidos a paradeiro desconhecido, embora a polícia gritasse enquanto os golpeava que iriam direto para Camagüey, local onde residem.
A mim, Belinda Salas, me rasgaram a blusa me deixando nua, e os golpes me produziram fratura em uma mão. Além disso, depois de me colocarem no carro da polícia, ao ver que as pessoas que levavam eram do interior da ilha, me jogaram para fora do carro em movimento.
Queremos fazer chegar a todos os homens de boa-vontade esta denúncia, que demonstra o medo do regime ao 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pedimos a solidariedade ante tão criminoso ato e ratificamos que a FLAMUR (Federação Latino-Americana de Mulheres Rurais em Cuba) continuará lutando pelos direitos do povo de Cuba.
Belinda Salas Tápanes, presidente da FLAMUR.
Bem, vocês leram e podem comprovar essas denúncias acessando o site Payo Libre no link ao lado. Isto porque eu só falei dos que vivem fora das prisões, o que não significa necessariamente “ser livre”. É por gente como esta que é presa como passarinho em alçapão, sem saber porquê, que os psicopatas que vão comemorar os 50 anos do genocídio em Cuba pedem solidariedade? É óbvio que não! É em gente como esta, heróis anônimos que deposito minha irrestrita solidariedade e elevo minhas preces a Deus, para que um dia eles possam sair às ruas sem medo, que possam assistir quantas missas desejem e circular por onde lhes der vontade, afinal, Deus não nos fez cativos e muito menos “propriedade” de ninguém. Quanto menos de monstros sanguinários como os irmãos Castro e sua delinqüente Nomenklatura... As fotos apresentadas acima não são de hoje, mas de outros eventos onde a brutalidade e a bestialidade são a tônica do cotidiano desta gente.
Que Deus abençoe estes cubanos e os mantenha na fé e na coragem. Meus agradecimentos eternos a Pablo Carvajal, meu incansável “hermanito”, pois sem sua dedicação e determinação estas barbaridades não me chegariam ao conhecimento nem ao de ninguém de fora da Ilha-Cárcere. Fiquem com Deus e até a próxima!
Fonte: www.PayoLibre.com
Comentários e Traduções: G. Salgueiro



A VENEZUELA NÃO É TERRA DE NINGUÉM!
Quando saíram os resultados das últimas eleições para governadores e prefeitos na Venezuela, Chávez fez um pronunciamento fingidamente feliz, alegando que “respeitaria os resultados” que deram vitória à oposição nos estados mais importantes, inclusive o da capital do país, Caracas. Dizia ele que havia sido o grande vitorioso, pois abocanhara 17 estados e que “para desmentir os boatos de que era um ditador”, daria posse aos novos eleitos com a mesma satisfação que daria aos seus.
No entanto, passada apenas uma semana não foi isto que se viu. Recomeçou a perseguir seu eterno rival, Manuel Rosales, ex-governador de Zulia, onde está sendo acusado de corrupção e que vai depor no próximo dia 11. O prefeito municipal de Caracas não pôde instalar-se porque dona Cilia Flores (presidente da Assembléia Nacional) decidiu “recuperar” o local onde despachava e onde funcionava o colegiado. O governador eleito de Táchira, César Pérez Vivas, não pôde assumir porque o Conselho Legislativo Regional decidiu, arbitrariamente, que só vai juramentá-lo em... janeiro!
Entretanto, o caso mais insólito se deu com o governador eleito de Miranda, Henrique Capriles Radonski. Vale lembrar que durante os tumultos de abril de 2004 Radonski tentou impedir a depredação da embaixada de Cuba e viu-se, de uma hora para outra, acusado por Chávez de “ato de terrorismo” contra a tal embaixada. Apesar de tudo haver sido filmado, comprovando sua inocência e do próprio embaixador ter a princípio negado seu envolvimento, Radonski foi preso e sentenciado como “terrorista” e “contra-revolucionário”.
Radonski (na foto acima) denunciou que a administração de Diosdado Cabello, o ex-governador de Miranda, levou TUDO o que pertencia ao governo do estado, não deixando sequer móveis, veículos, nada! Diz ele: “As diversas casas do governo em todo o estado de Miranda foram saqueadas; não me deixaram nem uma cadeira onde me sentar e só não levaram as paredes por casualidade”. Alegou ainda que Cabello tinha à sua disposição pessoal mais de 24 veículos e 60 escoltas e que faltam devolver armas e motos designadas pela administração anterior às escoltas. “Parece que a antiga administração não disse: vamos com tudo mas, pelo contrário, levamos tudo”, afirmou Radonski.
Chávez não faz, ele mesmo, mas suas turbas de delinqüentes seguidores se encarregam de semear o caos, a desordem, o vandalismo. Semana passada recebi um relato de uma senhora que contava estarrecida o ataque que sofreu desses marginais. Ela passava por um local próximo à Assembléia Nacional quando viu uma quantidade exagerada de policiais fardados e a paisana nos arredores. Curiosa, e já temendo algum golpe, perguntou a um policial do que se tratava e ouviu que “o cachorro do Rosales está na Assembléia Nacional”. Depois alguns militantes começaram a olhá-la afrontosamente, de cima a baixo, como se estivesse estampado em seu rosto que ela era opositora. Assustada, postou-se na porta da igreja onde acontecia uma missa. A turba não se satisfez e resolveu entrar e agredir verbalmente as pessoas que estavam lá dentro rezando, e que não tinham nada a ver com suas manifestações.Não satisfeitos em entrar na igreja, começaram a dizer aos berros: “Pátria, Socialismo ou Morte!” e em seguida, “Hipócritas! Queremos a cabeça de Rosales! Esta merda (a casa de Deus) não é de vocês!”. Um senhor fechou a porta e ao final todos saíram de cabeça baixa enquanto a delinqüência tomava conta das ruas, sob o olhar complacente dos policiais que nada, absolutamente nada fizeram para conter a fúria desmedida e sem sentido desses loucos. Ao ler este relato, que é bem mais detalhado, de imediato lembrei dos tumultos em Cuba e das hordas dos CDR atacando os cristãos nas procissões ou dentro dos templos, ou mesmo contra as Damas de Branco em sua pacífica e muda caminhada...
E então, uma semana depois Chávez não se conteve e resolveu revelar o que era e sempre foi seu desejo: fazer um novo referendo para votar sua reeleição perpétua. Ele não tem mais como alterar a Constituição porque suas fichas se acabaram em meados de junho, com o fim das prerrogativas da Lei Habilitante que lhe davam plenos poderes. Como ele sabe que tem maioria do Congresso, que a Assembléia Nacional come na sua mão, lançou a campanha para um novo referendo em fevereiro para novamente se votar sua reeleição.
Como muito claramente nos explica Alejandro Peña Esclusa neste artigo, que também pode ser lido em seu original em espanhol, a resposta a esta aberração constitucional o povo já deu em 2 de dezembro do ano passado, com acachapante derrota aos planos sinistros deste macaco louco. Chávez está percebendo que, com a estrondosa queda do preço do petróleo que garantia seus arroubos mundo afora, a situação econômica da Venezuela está se tornando cada dia mais crítica e vai explodir no ano que vem. A produção da PDVSA há anos se deteriora dia-a-dia, porque ele não mediu as conseqüências de demitir em torno de 22.000 empregados qualificados da estatal petroleira e pôr incompetentes cubanos para um trabalho que não é qualquer um que faz. Acreditando que dos petrodólares que jorravam em abundância faria seu império e poder, comprou muitas consciências, governos falidos de companheiros do Foro de São Paulo e o pior: endividou-se magistralmente com a Rússia que é impiedosa e um dia vai cobrar a fatura. Por isso ele tem pressa nesse referendo e também já fala em dar calote no Brasil do “hermano e cumpanhêro” Lula da Silva.
Ocorre que pedir uma nova votação sobre um capítulo já votado e rejeitado pela maioria do povo venezuelano é INCONSTITUCIONAL, IMORAL E GOLPE DE ESTADO mas, graças a Deus, há muita gente se movimentando para impedir que esta afrontosa consulta se repita, como mostram as fotos de um mega cartaz que circulou no início do mês em Caracas, acima. O próprio povão e até mesmo oficialistas já não o apóiam como antes. Nesta entrevista dada ontem ao Canal RCTV, Alejandro Peña Esclusa – A VOZ MAIS SENSATA DA VERDADEIRA OPOSIÇÃO VENEZUELANA – explica porquê este projeto deve ser rechaçado in limine, uma vez que referendar a proposta de nova votação àquilo que já foi votado e recusado em dezembro do ano passado, é legitimar o golpe de Estado, é legitimar a fraude – que vai ocorrer – e é legitimar o espírito de subserviência aos caprichos determinados pelo monstro do Caribe Fidel Castro e seu lacaio Chávez.
E para ilustrar como anda o termômetro da opinião pública acerca da desgraça chavista, ouçam esta salsa que deixou Chávez enlouquecido chamada “Usted abusó”, que é uma paródia da música “Você abusou” de Toquinho e Vinícius. Estes opositores anônimos venezuelanos não perdem tempo e bem diferente daqui, a classe artística, sobretudo esta, quer paz, prosperidade, liberdade, e seu lema é “Pátria, Democracia e Vida”, por uma Venezuela livre do comunismo e soberana.
E para encerrar a edição de hoje, faço um chamado especial para a primorosa edição sobre o Holodomor, o genocídio ocorrido na Ucrânia na década de 30, que o Heitor De Paola apresentou em seu site. Há documentos originais, cartas, histórico, vídeos, que devem ser lidos e divulgados amplamente por todos aqueles que abominam o horror psicótico do comunismo.
Na edição de amanhã o Notalatina vai falar da perseguição aos verdadeiros opositores do regime cubano, com relatos chocantes sobre o que passa quem não se vende nem comunga da ideologia assassina dos donos da Ilha. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro



É sempre com uma alegria incontida que o Notalatina apresenta um brilhante texto do Carlos Reis, meu amigo e companheiro de front há quase uma década. Dessa vez ele faz uma ácida crítica às últimas manifestações do presidente que 56 milhões de brasileiros estúpidos nos impuseram. Mas a crítica é dirigida especialmente à classe jornalística comprometida não em informar com imparcialidade, mas dedicada à bajulação mais torpe e abjeta ao presidente e seu asqueroso governo, característica da subserviência, da covardia, da falta de escrúpulos e da bestialidade em que foi transformado o exercício da profissão jornalística neste Brasil macunaímico.
Leiam e deleitem-se!
E amanhã o Notalatina faz um balanço dos últimos acontecimentos na Venezuela, conforme pretendido semana passada, com vídeos imperdíveis. Fiquem com Deus e até a próxima!
*****
LULA É DIFU
Carlos Reis
Lula é bagagem. Lula sempre foi assim. Em uma palavra: Lula é difu! (de alguma arquibancada do futebol).O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia, daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação -, chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de ebulição do álcool!
Nada está abaixo do Lula. O Lula do sifu, do porra, do cacete, "sabe", se colocou em uma posição inferior, não como presidente a República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário - o que sabemos que o álcool não faz com ninguém -, ainda assim existem os assessores, aspones e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos. Confiram aqui.
Mas não é de sua incontinência verbal (verborréia) que estou a tratar e sim da sua vulgaridade ímpar, desmedida, tantas vezes por nós denunciada: Lula é um homem sem caráter; traidor dos amigos da quadrilha, porque não se faz o que ele fez com o José Dirceu, com o Gushiken, com o Genoíno. Nem na prisão deixam de valer os códigos de ética e de moral - uma moral suja, um ética suja, mas ainda assim uma moral e uma ética de petralhas. Lula, o vermelho, não tem nada disso. Pior do que imoral, Lula é ilegal. Lula é um vício de origem. Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores também.
Tampouco se diga que ele fala a linguagem do povo para se fazer querido por ele. Conversa mole, conversa de institutos de pesquisa, conversa de datalulas cuja ética ainda está para ser revelada. Lula está deixando o povo brasileiro com a sua cara, a sua fuça, a sua carantonha vulgar e baixa. A nossa tão propalada "macunaimidade" era regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico? O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula. É diferente, o povo ainda pode lavar a cara todas as manhãs que a sujeira sai. Mas Lula não, no máximo pode ser maquiado pela enésima vez pelos puxa-sacos de sua laia, engolir uns Engovs e seguir a sua rotina de laxista irresponsável.
O "inaudível" sifu pronunciado publicamente entrou para história do Brasil, a história da infâmia do Brasil. Mais uma da enorme série de Lula, o serial killer da vergonha, o personagem central dessa quadra de desonra, de baixeza da vida nacional. Lula e seus lacaios deixaram as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a Soberania Nacional, a Imprensa. A marca venal é desse tamanho e contamina a sociedade inteira comprometendo o seu futuro. E ainda essa gente assemelhada a ele quer apagar o passado brasileiro, e destruir os registros da nossa moral e os documentos da nossa boa fé, da nossa honestidade como povo. Tudo isso para quê? Para elevar um sujeito vulgar e desprezível à condição de líder máximo do socialismo no Brasil.
É exatamente esse sentimento que me faz voltar a todo o momento não a ele, Lula, o infame, mas para a mídia e os intelectuais de miolo mole que o protegem, que fingem que nada vêem, que nada ouvem. A legião dos infames que o cercam e o embelezam não pára de crescer.
Esse artigo é para vocês, jornalistas, que o acham "pop" e "extravagante".
Comentários: G. Salgueiro

DESCONSTRUINDO FALSOS MITOS
Depois de mais de dois meses afastada da rede, ontem finalmente me vi em condições de retomar minhas atividades e resolvi atualizar o Notalatina. Assunto não faltava e então escolhi a insistência de Chávez em reeditar um referendum para lhe garantir a perpetuação no poder, mesmo tendo sido fragorosamente derrotado em 3 de dezembro do ano passado. A matéria estava pronta mas quando fui transferir para o Blogger para editar, o bendito programa Windows Vista deletou sem mais nem menos e não consegui recuperá-lo. Aborrecida e triste, desisti de escrever tudo de novo.
Mas, antes de prosseguir com os comentários de hoje, quero agradecer sensibilizada o prêmio que me outorgaram a ANDEC, através da Ana, e o Blog do Clausewitz, o “Premio Apoyo a las Víctimas del Terrorismo”, que só agora pude tomar conhecimento e cujo banner já se encontra aqui, com muita honra. Esse prêmio me sensibilizou enormemente porque nesses seis anos de luta em defesa das liberdades e do respeito aos direitos humanos, sobretudo das vítimas das ditaduras castrista e venezuelana, jamais mereci algo parecido aqui no Brasil. Lá fora, ao contrário, meu trabalho goza de respeito e gratidão, principalmente entre os cubanos, que já me declararam “cidadã cubana” e dizem que querem me entregar a honraria pessoalmente lá na ilha, quando Cuba for verdadeiramente livre.
E por conhecer bem e manter contatos e estreitos laços de amizade com vários dissidentes do regime castro-comunista desde o ano 2000, é que me assombra a febre, uma quase mania alucinada que se faz em torno a um blog recente e sua proprietária residente na ilha. Estou me referindo, é claro, ao “Generación Y” e a Yoanis Sánchez, aos quais fui apresentada logo depois de inaugurado ainda no ano passado.
E o meu espanto reside no fato de que nunca aqui no Brasil se deu importância aos queixumes dos cubanos, os verdadeiramente perseguidos, humilhados, presos e torturados, como se dá ao que escreve essa moça que, diga-se de passagem, não traz qualquer novidade e passa bem longe do que representa o real sofrimento dos opositores legítimos.
Há tempo venho recebendo solicitações para indicar o “Generación Y” no Notalatina mas nunca atendi, pois como disse a um leitor outro dia, há incontáveis sites e blogs excelentes e que revelam a face mais cruel e desumana da ditadura castrista e que, até onde pude conferir, só o Notalatina denuncia o horror que vivem os presos-políticos e de consciência cubanos. Se vocês se derem ao trabalho de consultar os arquivos dos primeiros anos, no menu à direita, vão conhecer coisas horrendas que sofreram e sofrem ainda aqueles que se opõem ao regime, inclusive crianças e velhos. E sobre os presos políticos, o site mais completo é o “Payo Libre” do querido amigo Pablo Carvajal, também constante no menu ao lado, e cujas denúncias passam ao largo dos comentários de doña Yoanis.
Então, ontem a rede agitou-se por causa de uma denúncia postada por essa moça e eu comentei com um amigo, depois do ler o que ela escreveu sobre a intimação: “Isso não vai dar em nada!”. Bingo para mim! E por que eu tinha tanta certeza disso? Primeiro, porque ela não pertence nem representa qualquer organização anti-castrista na ilha, não é jornalista nem vinculada a nenhuma associação cubana de jornalismo. Mas, apesar disso, vem sendo homenageada e recebendo prêmios de jornalismo num flagrante desrespeito àqueles que DE FATO se arriscam para denunciar ao mundo o que sofrem os opositores. Confiram o relato feito por ela sobre a “visita” à delegacia e depois leiam os relatos dramáticos dos opositores perseguidos e fustigados diuturnamente no site “Payo Libre”. Ser premiado lá fora e não ter permissão para viajar e receber a honraria é rotina na vida dos opositores mas ninguém nunca denunciou isto; por que, então, o espanto quando foi negada a vigem dessa moça?
Ademais, a biografia dela é tão nebulosa, escorregadia e contraditória quanto a do farsante Barack Obama. Quem conhece o modus operandi do regime SABE, perfeitamente bem, que a vida e as regalias que essa moça goza só são possíveis e permitidas a um MEMBRO do regime, a alguém que serve fielmente ao sistema e que inclui passar-se por opositor, infiltrado no meio das agremiações para depois delatar, como ocorreu com a economista Martha Beatriz Roque que foi presa na “Primavera Negra de Cuba” em março de 2003, vítima de sua secretária que a entregou ao tribunal e lá confirmou ser uma agente infiltrada há nada menos que 13 anos. Há ainda o caso de Ana Belém, que era funcionária do Pentágono e incontáveis outros casos que os cubanos com boa memória sabem melhor do que eu. Quem, da verdadeira dissidência possui um notebook (vejam na foto), telefone e internet em casa por 24 horas? Qual a fonte de renda dessa moça? Ela alega que dá aulas de alemão para turistas mas como, se os cidadãos fora da Nomenklatura são proibidos (com perseguição da polícia) de se aproximarem dos turistas? E o marido, trabalha em quê e para quem? E o apartamento onde ela mora (este da foto), a liberdade de ter celular e telefonar passeando pela rua, qual dos legítimos opositores tem essas regalias? E como se tudo isso não fosse suspeito o bastante, mesmo depois de descoberto o blog e sua identidade, por que eles nunca foram chamados ou perseguidos pelos ferozes e insanos CDR? E por que, vivendo na Suiça voltou para Cuba, entrou sem qualquer atropelo e vive até hoje sem ser minimamente molestada? Os que saem não têm direito de voltar, pois são considerados traidores e se tentam, ou são deportados ainda no aeroporto ou vão direto para a prisão. Só se sai de Cuba com permissão da Nomenklatura e, ainda assim, essa liberdade de ir e vir dentro e fora do país só a possuem os membros do regime. Reflitam!
Então, mesmo sabendo que vou chocar e desagradar a muitos, peço-lhes que considerem com seriedade este texto que traduzo abaixo (é grande mas não deixem de ler!) de um dos sites opositores mais respeitados, sérios e dignos por sua coerência e integridade de trabalho em prol dos irmãos que ainda sofrem com a escravidão na Ilha-Cárcere. Este Editorial foi escrito em 7 de outubro e eu pretendia divulgá-lo na ocasião mas precisei me afastar da rede e ele acabou ficando guardado. Só quem não conhece absolutamente NADA sobre o regime ditatorial castro-comunista ou os ingênuos ou coniventes com o regime podem acreditar nas desculpas esfarrapadas que essa moça divulga no seu blog. A dissidência cubana, eu e os estudiosos, já vimos esse filme incontáveis vezes...
Fiquem com Deus e até a próxima!
****
EDITORIAL
A redação de Noticuba Internacional deu-se ao trabalho de se comunicar com um bom número de jornalistas independentes na ilha para saber disto e poder dar uma resposta fiel à realidade, sem parcialidades com nada nem ninguém, e com o único objetivo de honrar seus princípios noticiosos que não são outros que ser um meio onde se difunde a verdade e nada mais que a verdade.
Saber estas coisas nos alarmou e, como opositores e imprensa continuamos indagando a notícia para poder ser fiéis ao que ocorre com esta blogueira, e analisando cada comentário que chega à nossa redação do jornalista Mario de Llano, onde de forma livre expõe seus critérios sobre este caso.
Achamos ser honesto destacar que o tema da violência contra jornalistas e meios de comunicação durante as crises sociais e os recentes processos eleitorais na América Latina devem ser debatidos por jornalistas independentes cubanos que sejam vítimas desta repressão, inclusive que tenham cumprido condenações, perseguição, repressão e expulsões de seus centros de trabalho, e para os quais informar é o maior dos delitos na ilha e que, ainda assim, continuam na linha de combate sem se deixar vencer.
Isso está muito bem, porém não lhe concede o direito de representar uma oposição aguerrida, perseguida, fustigada e reprimida que leva muitos anos lutando sem internet, sem liberdade de expressão e neste momento minimizada. Não é notícia para ninguém que a imprensa independente cubana, fundada em meio a uma sociedade totalitária e repressiva, foi fortemente reprimida pelo governo cubano, inclusive os jornalistas fundadores, e os que atualmente continuam na linha de combate têm que redigir suas notícias em pedaços de papel reciclável, suplicar horas de tempo da máquina de alguma das sedes diplomáticas existentes em Havana, ou na SINA, onde para poder ir têm que burlar a custódia policial da Segurança do Estado.
Por isso não é justo calar ante esta situação e muito menos permitir que no Segundo Fórum da Sociedade Interamericana de Imprensa, realizada fora do continente americano, com uma participação flagrante de países assediados pela imposição à livre expressão, se permita participar como exemplo de repressão e como expert sobre jornalismo digital Yoanis Sánchez, única cubana com liberdades para utilizar o serviço de internet sem interrupções.
O mundo sabe que o malogrado panorama da liberdade de expressão e os obstáculos que o exercício jornalístico encara em países como Cuba, não pode ser exposto por uma pessoa que além de não ser jornalista independente, nem opositora reconhecida, não tenha sido objeto destes desmandos governamentais que relaciono no parágrafo anterior.
Com todo o respeito que o rei Juan Carlos de Espanha merece, que inaugurou o evento com sua presença oficial, assim como o resto da concorrência diplomática deve conhecer a realidade de Cuba através dos que realmente têm voz e voto neste tema repressivo. Saber que apesar de o atual governante Raúl Castro ter permitido a venda de computadores para o povo, os opositores e jornalistas independentes cubanos não têm impunidade para possuí-los e muito menos para fazer denúncias.
Também nos alarma e necessitamos que alguém nos explique, como foi possível que Yoanis Sánchez conseguisse uma intervenção especial de sua casa em Havana para Madri, quando as linhas telefônicas cada vez que são utilizadas para informar sobre liberdades, denúncias ou participações com o estrangeiro são cortadas, e disto há muitas testemunhas, tanto dentro quanto fora de Cuba. A única negativa que a blogueira recebeu, segundo se informa, foi não lhe permitir ir receber seu prêmio em Madri. Perguntem ao resto da oposição e imprensa independente cubana, tanto fora como dentro do exílio, quantas coisas lhes são e lhes foram negadas, e como transcorre a vida de um dissidente e a de seus familiares.
Quem tem mais direito a ser entrevistado: Yoanis Sánchez, que há somente um ano empreendeu – sabe-se lá como – a idéia de criar um espaço para comentar criticamente a realidade cubana e se permitir dizer o que lhe está vedado em seus direitos cívicos, com as comodidades de um serviço de internet 24 por 24 sem interrupções onde somente o exílio lê, ou o grupo de prisioneiros políticos e de consciência que estão morrendo diariamente submetidos às mais cruéis torturas físicas e psicológicas? Ou a imprensa independente e os opositores que buscam a notícia a pé, rua a rua, cidade a cidade, e depois arriscam a vida e a liberdade tratando de transmiti-la para o exílio sem meios sofisticados?
Afirma Sánchez: “A internet é muito corrosiva para o monopólio informativo que o Governo cubano possui” ao mesmo tempo que destacou que a rede lhe permitiu superar “a atmosfera de irrealidade” na qual as autoridades cubanas afundaram a população cubana durante 50 anos. Graças à internet, expôs a blogueira, “conhecemos coisas ocorridas ao nosso lado nestes 50 anos, às quais não nos havíamos nos inteirado..., recuperamos passagens da Historia que estiveram veladas pela imprensa oficial”.
Fogel destacou a força do blog “Generación Y” e o caráter diferencial de Sánchez com a dissidência clássica contra o regime cubano, uma vez que o que ela busca é “falar de sua vida” e da rotina diária que os cubanos da rua enfrentam. Para dar uma dimensão de seu impacto na blogsfera, Fogel contou que antes de entrar no seminário consultou o último escrito incluído por Sánchez em seu blog sobre “a volta à normalidade” após o último furacão, e que os apenas dois parágrafos – “quase filosóficos” – do comentário já haviam recebido 2.964 comentários.
Em que pese que a internet funcione em Cuba de uma maneira “rudimentar”, Sánchez assegurou que “chega às pessoas” e supõe ser um estímulo na luta “contra a apatia, a inação e as insatisfações”. Depois de ler e reler as palavras da blogueira Yoanis Sánchez, não nos resta outra alternativa a não ser expor que a única blogueira com essas liberdades em Cuba é ela, que nenhum outro opositor, jornalista independente ou povo em geral tem acesso à internet, e que se alguém a tem é uma minoria e quase todos comprometidos com o regime.
E se estas explicações não são suficientes, quem desejar pode se remeter a um jornalista independente ou opositor pacífico, tanto em Cuba como fora dela, que eles poderão contar a realidade porque são os únicos que têm a última palavra. Em Miami vive um grande número de opositores pacíficos e jornalistas independentes com experiência em repressão, perseguição e cativeiro; quem não compreender o que se expõe neste Editorial, por favor comunique-se conosco que, com muito prazer, qualquer um deles lhes contará de suas vivências e a realidade de fazer oposição em um país totalitário. O texto original pode ser lido aqui.
Comentários e Tradução: G. Salgueiro