sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Desmembramento das FARC na Venezuela tem nome e endereço

Continuam as disputas vergonhosas por predominância sobre os desvalidos do Haiti, em detrimento do sofrimento e necessidades que passa aquela gente, além de, como era de se esperar, os ataques à atuação dos Estados Unidos naquele país. Comunista é assim: odeia de morte – por uma inveja psicótica – qualquer norte-americano e sempre encontra um jeito de apedrejá-los. Se eles não tivessem se apresentado desde o início da hecatombe no Haiti, seriam rotulados de egoístas, desumanos, insensíveis. Como foram praticamente os primeiros a chegar – junto com os israelenses – e trazendo consigo toneladas de ajuda, ah!, eles querem mesmo é “impor sua presença para depois colonizar aquele pobre pais!”.

Mas vocês pensam que a demência fica só nesse esperneio de ressentidos e invejosos? Não; eles tinham que ir mais longe, até onde a vista não alcança! O estúpido índio cocalero Morales solicitou à ONU uma “reunião de emergência” para que os “povos do mundo” repudiem a “injusta, desumana e oportunista ocupação militar dos Estados Unidos no Haiti, sob o pretexto de prestar assistência aos danificados do terremoto”. E acrescentou furibundo em sua amarga inveja: “Não é possível que os Estados Unidos usem a desgraça dos povos, como o terremoto, para invadir e ocupar militarmente o Haiti”. Gente, alguém precisa pôr um zíper – com urgência – na boca desse asno, porque o que um infeliz desses merece mesmo é uma cuspida na cara e ser proibido de falar pelo resto de seus dias! Como é que pode tanta fixação rançosa, tanta inveja doentia? O que foi que ele fez para ajudar o Haiti?

Mas em matéria de delírios psicóticos, seu camarada, mentor e mantenedor, Hugo Chávez, se supera. Em uma matéria publicada ontem (20.01) pelo jornal ABC da Espanha, reproduzida da cadeia estatal de televisão Vive, Chávez afirma que o terremoto que devastou o Haiti não foi obra da natureza mas um ataque deliberado do “império”. Ele se baseia – segundo diz – em um relatório fornecido pela “Frota Russa do Norte”, no qual se afirma que “o sismo no Haiti foi o claro resultado de uma prova da Marinha Norte-Americana, por meio de uma de suas armas de terremotos”.

Segundo Chávez, “a Frota Russa do Norte esteve monitorando os movimentos e as atividades navais norte-americanas no Caribe desde 2008, quando eles anunciaram sua intenção de restabelecer a Quarta Frota, dissolvida em 1950, ao que a Rússia respondeu um ano depois com outra, encabeçada pelo cruzeiro nuclear Pedro o Grande (...)”. Segundo o texto russo, “é mais que provável que Washington tenha tido conhecimento total do catastrófico dano que esta prova de terremoto poderia ter potencialmente sobre o Haiti e havia posicionado seu comandante do Comando Sul, o general P. K. Keen, na ilha, para supervisionar os trabalhos de ajuda se fossem necessários”. Segundo Moscou e Caracas, “o resultado final das provas destas armas está no plano dos Estados Unidos de destruir o Irã, através de uma série de terremotos planejados para derrotar o atual regime islâmico”.

Finalmente, Chávez denuncia que “o Departamento de Estado, a USAID e o Comando Sul dos Estados Unidos começaram a ‘invasão humanitária’ ao enviar ao menos 10.000 soldados e contratados para controlar, em lugar da ONU, o território haitiano após o devastador terremoto experimental”. E aí eu pergunto: o que é que se faz com um psicopata destes??? Tem um ditado que diz: “quem disso usa disso cuida” e a carapuça cai como uma luva na cabeça desse tarado, pois quem se mistura com terroristas como os Castro, Ahmadinejad e as FARC, só pode viver projetando nos outros aquilo que ele planeja nos becos escuros do submundo cubano.

A corajosa, competente e perseguida jornalista venezuelana, Marianella Salazar, revelou em sua coluna de ontem uma trama conspiratória para desestabilizar o novo governo de Honduras, com informações que lhe foram repassadas por fontes de Inteligência. O assunto é tão grave que transcrevo todo o trecho escrito por ela, para que não se perca nenhuma palavra do que foi dito:

“Nos primeiros dias deste mês, o presidente Chávez se reuniu em Cuba com os Castro (isto foi noticiado por toda a imprensa. G.S.), coincidindo com o líder das FARC Iván Márquez. A fonte abunda em detalhes sobre esta presença em Havana, onde se urdiu um plano que explica na continuação: ‘No dia seguinte da reunião com os Castro, Iván Márquez viajou para a Nicarágua em um avião da Força Aérea Venezuelana, com tripulação venezuelana e em companhia de três oficiais do Exército Venezuelano, que são da máxima confiança do presidente Chávez. Em Manágua, se reuniram com o presidente Daniel Ortega e dois altos funcionários nicaragüenses para desenhar uma operação que consiga desestabilizar o novo governo do presidente eleito de Honduras, Porfírio Lobo. A operação está a cargo do líder das FARC, Iván Márquez, e será financiado através dos ingressos secretos dos corpos de inteligência venezuelanos. As armas serão adquiridas pelo presidente Ortega com os dólares provenientes desses ingressos’.

O plano consiste em treinar um grupo de para-militares de nacionalidade hondurenha, que ‘dêem baixa’ (quer dizer, assassinar, no jargão das FARC. G.S.) a altos funcionários do Governo do presidente de fato, Roberto Micheletti, que entregará o poder em uma semana, ou em sua ausência, a integrantes do novo governo que presidirá Lobo, para responsabilizar Micheletti por esses fatos. Vale lembrar que o Presidente interino de Honduras, em declarações a uma emissora local – HRN – em 8 de janeiro passado, declarou que Hugo Chávez quer assassiná-lo e que um cidadão venezuelano se transferiu até La Mosquita (Caribe hondurenho), onde ofereceu 1 milhão de dólares com essa finalidade.

Nossa fonte assegura que o treinamento dos para-militares hondurenhos corre por conta de Iván Márquez, que ofereceu 20 de seus guerrilheiros para adiantar as ações; o líder das FARC está em contato direto e permanente com um dos oficiais venezuelanos que o acompanharam à Nicarágua ( provavelmente a fonte refere-se ao general Hugo Carvajal, que é o contato mais próximo das FARC na Venezuela, segundo informavam os correios eletrônicos de Raúl Reyes. G.S.), encarregado das finanças e com quem coordena a operação que se executará no momento em que o deposto presidente Manuel Zelaya saia de Honduras”.

A propósito de conspirações e da impunidade sobre os incontáveis crimes de Chávez em conluio com as FARC, no artigo “Chávez está por trás da ameaça Carapaica”, Alejandro Peña Esclusa comenta um vídeo que foi divulgado pelo canal RCN da Colômbia, em que este bando terrorista se queixa de que “Chávez abandonou os mais pobres para privilegiar seus círculos mais próximos”. Ocorre que este bando é cria de Chávez, vive no bairro “23 de janeiro”, espécie de quartel general dele desde os tempos do falido golpe de Estado em 1992. Agora, vejam vocês que mundo pequeno. Quando estava traduzindo o artigo do Alejandro, ao ver o nome “Carapaica” lembrei que já havia publicado coisas a respeito deles anos atrás, e vasculhando os arquivos do Notalatina encontrei numa publicação mais recente um dado que vale a pena republicar.

Na edição de 18 de agosto de 2009, comentando a respeito dos famosos AT4 - aqueles lança-foguetes suecos comprados para as Forças Armadas Venezuelanas e que foram achados em poder das FARC – lá no último parágrafo encontrei o que procurava, leiam (ou releiam):

Segundo a companheira sentimental de Grannobles (um dos comandantes, irmão do Mono Jojoy), (...) “Como tenho documentos venezuelanos, saiu uma viagem. Chegamos a Arauca e entramos na Venezuela por El Amparo (estado Apure) e passamos por San Cristóbal, Tobar, Táriba, Cocoba e Caracas. Estive em Maracaibo como guarda-costas do comandante Rodrigo Ospina. Ele agora está em Margarita; é da frente 10. Sempre nos mobilizamos entre Guasdualito, La Pedrera e San Cristóbal. Nosso grupo em Caracas se chama Carapaica. Com documentação original, legais como se fôssemos cidadãos venezuelanos. (Entrevista publicada por El Espectador).

Quer dizer: este bando terrorista “Carapaica”, que finge estar zangado com Chávez e que Chávez por sua vez finge não aprovar seus “métodos”, não passa de um desmembramento do bando terrorista na Venezuela. E não me digam que Chávez não sabe disso porque não nasci ontem! Do mesmo modo que os Carapaica têm membros das FARC, qual a garantia que podemos ter de que isto não ocorre aqui no Brasil com relação ao MST?

Não há palavras que possam exprimir toda a repulsa que sinto ao conhecer estas coisas, o cinismo de um delinqüente investido do cargo de mandatário de uma grande nação como a Venezuela corroído de inveja, despeito e sentimento de inferioridade, planejando e financiando ações diabólicas contra pessoas que nenhum mal lhe fizeram. Deus do céu, até quando vai a nossa expiação?

Assistam ao vídeo do canal RCN abaixo e reflitam sobre todas estas denúncias porque – vou continuar insistindo! – tudo isto tem a ver conosco, sim!

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Quem te salvará dos abutres estrangeiros, Haiti?

Não costumo publicar e-mails que recebo em privado, por razões óbvias, mas hoje recebi um muito curioso, esquisito mesmo, daí que resolvi torná-lo público para meus leitores. Não entendi a que se refere o missivista mas, em todo caso, leiam abaixo:

Sra Salgueiro

Long Time No See

Amigos de longas orelhas me dizem que seria prudente cercar-se de cuidados especiais nas próximas semanas de forma a evitar acidentes.

Estranho isso, não?

Há sete dias eu estava assistindo o noticiário da tarde na CNN em Espanhol, quando veio o anúncio do terremoto acontecido no Haiti. Não se conseguia muita informação uma vez que tudo havia colapsado, e as únicas notícias que chegavam através do Twitter vinham da vizinha República Dominicana. Já à noite começaram a aparecer as primeiras imagens de uma cena dantesca, inimaginável a quem via apenas pela televisão.

Na sexta-feira passada vi as cenas mais chocantes que tenho lembrança em toda minha existência, quando caminhões-caçamba levavam pilhas de mortos para serem jogados em enormes crateras em um lugar ermo, sem qualquer assistência espiritual como convém aos parentes fazerem por seus seres queridos. Doeu tão fundo ver aquela cena que provocou fissuras na alma e tudo que pude fazer, entre lágrimas descontroladas, foi pedir a Deus que acolhesse aquelas almas com Seu amor e bondade, já que elas não puderam ter o conforto espiritual de um velório e uma sepultura decente.

Os informes oficiais dão conta de que já foram enterrados 70.000 corpos e este “enterro” tornou-se absolutamente imperioso porque as pilhas de mortos espalhados pelas ruas já estavam em avançado estado de decomposição, e pela imensa quantidade não seria possível identificá-los e oferecer-lhes sepultura digna. Tratava-se, antes de tudo, de uma questão de saúde pública e requeria urgência. Embora terrível e doloroso, é compreensível e foi uma medida extrema que, em circunstâncias normais, certamente não teria sido assim. O que não é possível compreender, são certos comportamentos adotados por pessoas inumanas que se aproveitam de uma tragédia sem precedentes como esta para buscar protagonismo e interesses pessoais mesquinhos.

Dois exemplos gritantes são as primeiras declarações do Cônsul do Haiti no Brasil, George Samuel Antoine, um ser abjeto que deveria a esta altura estar atrás das grades por se refestelar com o acontecido em seu país, dizendo que “a desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui... fica conhecido”. Vejam – ou revejam – o que disse o desalmado neste vídeo. Depois ele tentou se desculpar e disse que “houve um mal entendido” mas isto para mim se chama “ato falho”, que é quando a pessoa fala sem pensar aquilo que realmente pensa e quis dizer. Não há desculpas ou remendos que consertem este ato abominável!

E o outro exemplo vergonhoso é o do Governo brasileiro que põe acima do dever humanitário, seu desejo obsessivo de conseguir um assento no Conselho de Segurança da ONU. Logo no dia seguinte o nefasto Nelson Jobim, sempre parecendo um espantalho naquele ridículo uniforme de campanha do glorioso Exército Brasileiro, deslocou-se até o Haiti para ver como estava a situação. Irritou-se com os Estados Unidos – para variar! - porque tomaram a frente nas operações, sobretudo no aeroporto, dizendo que o Brasil “não vai ceder voluntariamente o comando”. Não quero defender país nenhum nesta situação mas o Haiti, que é a vítima; e, neste caso, não é hora de se ficar disputando quem é mais poderoso ou quem tem a supremacia sobre aquele povo. Goste ou não Jobim e seu presidente, os Estado Unidos chegaram mais rápido para oferecer ajuda específica nesse caso, enviando 10.000 soldados entre marines e tropas do Exército. Os nosso soldados que já estavam lá são verdadeiros heróis e não apenas por este episódio mas desde que começou a missão de paz.

Quem descreve com precisão mais esta vergonha nacional é o Augusto Nunes, em seu artigo do dia 16, intitulado “O Haiti não precisa de circo”. Vale a pena ler, mesmo sentindo uma vergonha descomunal, do mesmo modo que vale muito a pena ver – ou rever – e se emocionar com o vídeo em que o sargento Marco Antônio Leôncio relata como resgatou uma enfermeira soterrada nos escombros. Em contraste com a vergonha nacional que é este governo de sindicalistas e oportunistas, isto é que é motivo de orgulho para o Brasil e essas são as nossas gloriosas Forças Armadas em quem deposito irrestrita confiança porque o Soldado brasileiro não precisa de holofotes, nem destaques na mídia, tampouco deseja as atenções voltadas para si. Eles agem. Fazem o que deve ser feito com competência e denodo, sem esperar sequer o reconhecimento de ninguém. Eles foram talhados para cumprir missões e as cumprem, competente e brilhantemente sem qualquer alarde.



Do mesmo modo o governo de Israel, que tem grande lastro em atendimento a catástrofes e apreço à vida humana, enviou 40 médicos, 24 enfermeiras, medicamentos, comidas, roupas e os socorristas com maior experiência no mundo em ajuda humanitária. Assim que desembarcaram no Haiti, eles montaram a única sala de cirurgia e terapia intensiva até o momento, conforme pode-se ver neste curto vídeo abaixo, recebido do site Por Israel, da valente Dori Lustron.



Apesar de o mundo inteiro ter-se mobilizado para ajudar as vítimas do Haiti, as pessoas têm se queixado de que falta uma coordenação para receber e distribuir alimentos, água potável, barracas de campanha, medicamentos, etc., o que de certa forma aumenta o caos já existente. Os bairros mais afastados da capital e que também foram atingidos, continuam com seus mortos insepultos espalhados pelas ruas, pessoas sem casa dormindo ao relento junto aos defuntos apodrecidos e o pior: muitas crianças vêem passar aviões e helicópteros e gritam “vai chegar ajuda, vai chegar ajuda!”, mas eles estão apenas fazendo reconhecimento e vão embora acabando com as esperanças daquela gente.

Um repórter do informativo Urgente24 da Argentina, que está cobrindo esta tragédia, relata que na entrada da “Zona 2” ou “zona vermelha” por seu nível de periculosidade, encontra-se o Parque da Paz na conhecida rua Delma 2. Antes era o patrimônio histórico da cidade e hoje é um lugar que ninguém arriscar ir, porque o que restou em pé pode desabar a qualquer momento. Charles Mackenson, haitiano e membro da organização de ajuda “Kittis Keyul” explica que no parque hoje há 5.700 pessoas sem casa, nem comida nem água. Ainda não chegou ninguém de fora para ajudá-los. É impossível seguir até o fim da rua porque só há poeira, mortos apodrecidos esperando ser enterrados, restos de escombros e gente saqueando o encontra prestável pela frente.

Hoje a República Dominicana dispôs seu aeroporto para que os vôos que chegam com ajuda de todos os tipos possam aterrissar ali e seguir por terra ao Haiti. Mas, enquanto isso, os governos insensíveis do Brasil e da França inflam seus egos mesquinhos, tacanhos, miseráveis por uma supremacia nas ações, por aparecer mais nas tv’s, por ter mais “direitos” sobre a desgraça alheia. O Haiti não precisa de mais abutres a disputar a carniça de seus mortos e sim de ações concretas que reergam seu país, restaure a normalidade e se apiade de suas vítimas!

Cristo disse numa de Suas incontáveis pérolas de sabedoria: “Não saiba tua mão direita o que fez a tua esquerda”, querendo dizer com isto que a caridade, a solidariedade, o serviço ao próximo é uma coisa que deve ficar apenas no seu coração, pois Deus tudo vê e é quem sonda os rins e os corações. Fazer caridade com fins publicitários não é, nem nunca foi atitude louvável mas sim, demoníaca. Portanto, quem puder ajudar de alguma maneira as vítimas do Haiti que o faça, mas por caridade cristã, no silêncio do seu coração; aqueles que não puderem, elevem uma prece a Deus por aqueles que foram e pelos que ficaram absolutamente desprovidos de tudo. Que Deus nos abençoe a todos e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

domingo, 10 de janeiro de 2010

A indiferença do governo brasileiro ante os crimes hediondos dos amigos farianos

No final do ano passado a Colômbia e o México se viram envolvidos em crimes hediondos, tendo como autores as FARC e o narco-tráfico mexicano. Aqui no Brasil as notícias foram reportadas muito de raspão, como para dizer que informam o que está acontecendo no mundo, sobretudo envolvendo os crimes das FARC. Entretanto, notícias deste porte que deveriam ter seu desdobramento publicado exaustivamente, pela extrema gravidade e brutalidade, são publicadas em notinhas de rodapé ou discretíssimas de modo que, se cobrados, os jornais dirão que publicaram mas se o leitor quiser mesmo se informar, vai ter que buscar nos jornais de fora. Por outro lado, o governo petista de “seu” Lula e caterva, preocupadíssimos com os “direitos humanos”, não emitiram um pio, uma notinha de duas linhas em solidariedade às famílias dos mortos ou aos governos atingidos pela barbárie. Mais adiante vocês vão entender porquê.

Em 16 de dezembro o serviço de Inteligência da Marinha do México abateu um dos mais procurados narco-traficantes daquele país, remanescente do cartel de Sinaloa, Arturo Beltrán Leyva, o “chefe dos chefes” como ele mesmo se rotulava. Nesta operação morreu um infante da marinha, Melquisedet Angulo Córdova. Um dia depois de seu sepultamento, a mãe, dois irmãos e uma tia de Melquisedet foram assassinados a sangue frio, por marginais que arrombaram a porta da casa e os metralharam. No Brasil isto não foi notícia e “seu Vannuchi” não achou que isto merecia seu repúdio.

No dia 17 de dezembro, na Colômbia, três líderes das comunidades negras de Curvaradó e Jiguamiandó, Manuel Moya Lara, Graciano Blandón e o filho deste, foram seqüestrados e assassinados pela Frente 34 das FARC, com o apoio da “Comissão Intereclesial de Justiça e Paz”, dirigida pelo “padre” comunista Javier Giraldo. Todos os envolvidos no massacre negaram envolvimento, como sempre. De todos os lados se viu manifestações de repúdio aos atos criminosos mas, uma vez mais, do Brasil, nem um ai...

Neste vídeo que apresento abaixo, pode-se ver quando Moya Lara denuncia as perseguições que sua comunidade vinha sofrendo, onde ele acusa as FARC de serem diretamente responsáveis pelo deslocamento forçoso das famílias daquela localidade.




Em 4 de fevereiro de 2008, Moya Lara e Graciano viajaram à Costa Rica para denunciar ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a ação das FARC e da “Comissão Intereclesial de Justiça e Paz” por suas ações criminosas contra as comunidades afro-descendentes de Curvaradó e Jiguamiandó. Ironicamente, no dia 17 de dezembro de 2009, dia em que foram seqüestrados, torturados e assassinados, a CIDH enviou a resposta à solicitação negando as medidas de proteção solicitada 22 meses antes, alegando que não via risco nenhum contra eles. Como eu não acredito absolutamente em coincidências, tudo leva a crer que as FARC estavam apenas esperando um sinal da CIDH, que seria repassado pelo moleque de recados das FARC, o marxista disfarçado de padre Javier Giraldo, para que pudessem agir sem correr riscos. Nesta entrevista concedida a Fernando Londoño, Alejandro Peña Esclusa dá mais detalhes deste massacre, bem como das providências que UnoAmérica está tomando em relação ao caso.

E no dia 22 de dezembro, em cima dos festejos do Natal, mais uma vez as FARC seqüestraram, torturaram e degolaram o governador de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar Carvajal. Quando Zelaya foi retirado de sua casa e deportado para a Costa Rica, todo o mundo sinistro criticou a “violência” do Exército hondurenho por tê-lo sacado de casa “de pijamas”, fato que mais tarde comprovou-se ser mentira. Entretanto, o governador Cuéllar estava pronto para dormir quando ouviu uma explosão na porta de sua casa. Ao ouvir o estrondo ele disse para a esposa se esconder embaixo da cama, pois aquilo poderia ser um atentado. Os terroristas arrombaram a porta com uma granada, subiram até o quarto do governador e o arrastaram de pijamas para fora de casa, sendo assassinado uma hora depois, degolado, para não fazer barulho e com isso denunciar onde os terroristas estavam.

O fato causou indignação no mundo inteiro mas no Brasil da república sindicalista dos amigos das FARC, não houve qualquer nota de repúdio e afirmo isto com segurança, pois levei a semana inteira visitando o site do PT e outros comunistas e a nota de repúdio que encontrei foi esta, do secretário de Relações Internacionais do Foro de São Paulo, Valter Pomar, no site do PT. Na nota, ele exige explicações sobre a prisão em Hamallah de um militantes palestino. Quer dizer, a prisão de um “cumpanhêro” de ideologia é mais grave do que assassinatos brutais e desumanos!

O presidente Uribe afirmou desde o início que este crime fora perpetrado pelas FARC por incontáveis provas deixadas no local, inclusive porque pintaram de vermelho na parede da casa da vítima o nome “Patamala”, cognome de um dos chefes da coluna Teofilo Forero das FARC que atuava em Caquetá, e que havia sido abatido recentemente pela Polícia Nacional, mostrando ser um crime de vingança.

Entretanto, o site porta-voz das FARC, ANNCOL, desde o anúncio do seqüestro e posteriormente o assassinato de Cuéllar, acusava o presidente Uribe de estar caluniando as FARC sem provas, justo num momento em que eles “falavam de paz”, que estavam negociando a entrega dos militares seqüestrados, etc. A embaixadora das FARC, Teodora Bolívar, cognome da senadora Piedad Córdoba, emitiu uma nota pedindo que as FARC dissessem se tinham alguma responsabilidade naquele crime mas o bando permaneceu em silêncio, provavelmente estudando de que maneira poderiam se safar da responsabilidade, como fizeram no caso do assassinato dos 11 deputados do Valle. Eles precisavam de tempo para elaborar alguma coisa que livrasse sua responsabilidade e culpasse Uribe por seu monstruoso crime.

Então, no dia 6 de janeiro deste ano o mesmo site ANNCOL, que afirmava ser calúnia de Uribe a acusação “sem provas”, publicou uma nota em que as FARC assumem o crime mas... a culpa não foi deles, é claro! Leiam aqui que nota mais repugnante, mas asquerosa, mas vil e o pior: assinada em 24 de dezembro! Por que então demoraram tanto para publicá-la? Somente uma mentalidade revolucionária (conforme estudos do filósofo Olavo de Carvalho), uma mente completamente deformada, anormal e psicopática poderia inverter os fatos de tal maneira que se creia que o carrasco da história é o presidente Uribe, e o pior é que há quem creia nesta monstruosidade!

Na nota eles dizem que pretendiam “apenas” fazer um julgamento político porque o governador de Caquetá era corrupto, que explorava os funcionários, que tinha vínculos com o para-militarismo. Pode ser que tudo isto seja verdade mas cabe somente à Justiça apurar e julgar os crimes cometidos pelos cidadãos, como de fato já estava fazendo nesse caso. E a alegação tosca, mentirosa e cínica que eles oferecem para o assassinato é de que Uribe se meteu e mandou as Forças de Segurança fazer uma busca, como era de seu dever, não lhes restando outra opção senão matá-lo. Simples assim! Então precisava matar com requintes de crueldade? É esta gente que fala de paz e age como porcos selvagens? Como todos os comunistas aprovam este tipo de “justiçamento” (e muitos dos que hoje estão no governo já praticaram), não encontraram motivo para repudiar coisa alguma, daí o silêncio cúmplice com as FARC.

Em seguida a isso, o site ANNCOL começou a divulgar o trailler de um documentário feito na Suécia intitulado “FARC: Insurgência do século XXI”, que mostra os guerrilheiros num campo colhendo milho, banana, cacau e café, como se fossem pobres camponeses colhendo o cultivo de sua sobrevivência. O documentário foi apresentado em novembro, num festival de cinema na Argentina mas só agora, muito providencialmente, foi divulgado pela rede para encobrir a monstruosidade desses terroristas sem alma, que degolam desafetos (este não foi o primeiro nem o único, pois é prática habitual até mesmo com milicianos sentenciados a morte nos “conselhos de guerra”, como relata John no livro do Cel Villamarín Pulido, “En El Infierno”), esquartejam com motosserra, explodem pessoas com cilindros-bomba, dilaceram com minas anti-pessoa onde 99% das vítimas são civis, crianças, jovens e velhos camponeses, e ainda se dizem “exército do povo”.

Neste artigo – insisto que leiam! – o coronel do Exército colombiano, Luis Alberto Villamarín Pulido, meu dileto amigo e mestre, disseca com muita precisão a farsa deste documentário que embeleza as FARC (há indicação do trailler na nota de rodapé) e para completar, apresento dois vídeos que mostram a verdadeira cara assassina desses monstros amigos de Lula, de Marco Aurélio Garcia, de Chávez, Evo, Correa, os Castro e Ortega. E por serem todos amigos é que nenhuma nota de repúdio ou pesar foi emitida por estes elementos peçonhentos, aos governos ou às famílias das vitimas.

Na primeira parte de “A insurgência do século XXI – A outra versão”, que eu prefiro chamar de a verdade revelada, pois não encobre NADA, mostram as crianças recrutadas à força, ou melhor, seqüestradas de suas famílias para integrar a guerrilha, o pavor das pessoas diante dos ataques às populações civis e o que realmente eles semeiam.




Na segunda parte, aparecem mais atos terroristas e, para quem afirma que só ataca os “inimigos do povo”, por que atacar com cilindros-bomba uma igreja repleta de mulheres, crianças e velhos de uma localidade e que não tinham nada a ver com esta disputa de território, venda de cocaína e desejo doentio de poder? Que espécie de “inimigos do povo” pode-se encontrar em uma escola? São lugares como estes que as FARC atacam e o que plantam é mesmo a maldita coca.




Muita gente me critica por falar das FARC em vez de me ocupar dos desmandos e roubalheiras do governo mas há muita gente competente falando nisso e se eu me ativesse a este tema, especificamente, me tornaria repetitiva. Meu objetivo é mostrar as alianças que existem entre este governo e as FARC, que treinam milicianos do MST(braço armado do PT), do PCC, do CV, tribos indígenas e outras facções terroristas brasileiras, e que têm o apoio ora velado ora descarado dos que nos governam hoje. Por isso eu continuo batendo nesta tecla e vou continuar insistindo nisso. Quem conhece o Plano Estratégico das FARC, as Leis Habilitantes de Chávez e os documentos do Foro de São Paulo, pode entender perfeitamente do que trata e a que veio o tal Decreto sobre os Direitos Humanos assinado por Lula e elaborado por seus terroristas preferidos Dilma Rousseff, Franklin Martins e Paulo Vannuchi. O que eu apresento aqui, vocês não vão encontrar na imprensa tupinikin, portanto, leiam os links indicados e assistam aos vídeos se querem compreender toda a patifaria que está sendo tramada. Como diz um velho e querido amigo, “tudo se conecta”. Fiquem com Deus e até a próxima.

Traduções e comentários: G. Salgueiro

domingo, 3 de janeiro de 2010

Rezemos por nossos Militares e Forças Armadas!

Antes de mais nada, quero desejar aos meus amigos e leitores que este ano seja abençoado e que Deus nos cumule de força para combater o inimigo, serenidade para discernir, e sabedoria para encontrar a verdade quando tantos se esforçam para ocultá-la por meio de falsos argumentos, maquiagens e discursos enganosamente adocicados. Que a nossa visão seja clara e limpa e não falte a coragem suficiente para trazer a verdade à luz, mesmo à custa de algum sacrifício ou calúnia como já estamos acostumados há tempo.

Quero agradecer às mensagens de bons augúrios e bênçãos que alguns leitores me desejaram e que não pude responder, mas que publiquei comovida. Acrescento apenas que este blog é feito totalmente por mim; não tenho colaboradores, assistentes, pesquisadores, patrocinadores, nada. Daí porque às vezes demoro tanto para fazer uma publicação, pois também tenho minha vida pessoal para cuidar, motivo pelo qual pretendi – mas não foi possível – fazer outras edições antes do ano acabar.

Informo, ainda, que atendendo a pedidos, dispus um banner permanente para doações, visível na coluna do lado direito com meus dados para depósito. Antes eu tinha alguns escrúpulos em fazer isto mas, depois de ouvir o que Olavo falou num dos últimos programas “True Outspeak” acerca de doações, entendi que não há nada de errado em aceitar que pessoas de boa-vontade, que reconhecem o valor do trabalho que realizo como um “serviço de utilidade pública” sem qualquer apoio financeiro, queiram ajudar-me a manter o blog em dia. É verdade que não pago nada para utilizar este espaço mas minhas despesas com relação a ele se devem às incontáveis compras de livros que faço no exterior para estudos e pesquisas, pagando em dólares e que me custam caro, sobretudo pelo valor do transporte que muitas vezes – no caso da Colômbia, sobretudo – custam o dobro do preço do livro. Então, quem puder fazer alguma doação para ajudar-me nesse sentido, fico agradecida de coração.

Embora tenha prometido na penúltima edição falar sobre a violência em Cuba, tenho que adiar este tema para abordar outro, mais urgente e próximo de nós, que se refere aos últimos ataques comunistas às nossas Forças Armadas e aos nossos briosos Militares, especialmente os “Velhos Soldados”. Creio que todo mundo já tomou conhecimento de mais um ataque sorrateiro feito na calada da noite pelo “ministro da verdade”, o “ex-terrorista” Paulo Vanuchi, com o aval (ou elaboração) dos outros terroristas incrustados no poder como Dilma, Franklin Martins, Tarso Genro e, obviamente, Lula, da criação da tal “Comissão da Verdade e Reconciliação”. A esse respeito, sugiro a leitura do artigo “Embrião do Ministério da Verdade?” do meu amigo Heitor De Paola, pois, conhecedor do monstro por dentro, ele faz reflexões acertadíssimas acerca desta patifaria.

Revogar a Lei de Anistia é projeto antigo do Foro de São Paulo, do qual insisto em lembrar que Lula é fundador e participante até hoje – embora negue – e que o PT é uma espécie de “sócio majoritário”, pois nada, absolutamente NADA que se decide em seus Encontros anuais e reuniões do Grupo de Trabalho (que é quem de fato elabora a pauta para os Encontros e traça as diretrizes a seguir durante o ano) acontece sem que o PT, através do seu secretário de Relações Internacionais, Valter Pomar, esteja à frente. Portanto, se esta revogação e o engendro que hoje Vanuchi apresenta como a representação da “vontade popular” for mais tarde aprovada, saibam que, embora Lula diga que “não sabia de nada”, que tudo foi feito “pelas suas costas”, é a mais deslavada e asquerosa MENTIRA, pois ele está por trás desta imundície toda.

Desde 2004 eu alerto os brasileiros, sobretudo os militares, de que estava sendo gestado na Argentina um projeto comunista para destruir as Forças Armadas começando pela revogação da Lei de Anistia de modo que, apenas os terroristas se beneficiassem dela, sendo excluídos da mesma os militares e Forças de Segurança que combateram contra a implantação do comunismo em seu país. Poucos creram em mim. Depois, apareceu um estudo com o mesmo objetivo e a criação de um “Bloco Regional de Poder Militar”, idéia concebida pelo ideólogo marxista Heinz Dieterich, para substituir as Forças Armadas Nacionais. Este projeto continua em curso, como também está em curso a criação das “Forças Armadas do MERCOSUL”, que há muito deixou de ser um bloco comercial aduaneiro para se transformar numa sucursal do Foro de São Paulo. Tudo isto eu denunciei em artigos e traduções que, infelizmente, não foram recuperados dos arquivos do antigo Mídia Sem Máscara.

Então, eu recebi ontem um artigo do Coronel da reserva do Exército Argentino, Emilio Guillermo Nani, outrora um herói nacional e hoje caluniado como “violador dos direitos humanos” dos terroristas que resolvi traduzir e publicar, porque retrata uma verdade tão amarga e cruel que vale como reflexão, não só para os militares como para nós mesmos, civis, que tanto nos beneficiamos com o excelente serviço prestado pelos “Velhos Soldados” e que hoje estão sendo ameaçados de ter o mesmo destino dos militares argentinos.

Obviamente que o Cel Nani faz um desabafo irônico, pois ele não é capaz de se acovardar e renegar seu passado glorioso num momento tão grave. Entretanto, observem que, se trocarmos os nomes dos personagens, todas as denúncias que ele faz se encaixam como uma luva no Brasil. Os terroristas posando de anjos amantes da liberdade e democracia, as mortes políticas, as falcatruas, o enriquecimento ilícito dos que se adonaram do poder, tudo, absolutamente tudo o que ele fala estamos vivendo igualmente!

Por isso conclamo os estimados leitores a não se calar e abandonar nossos Militares entregues à própria sorte, pois isto tem a ver conosco SIM! Nós somos os beneficiários do sangue e suor derramado por tantos desses destemidos Soldados de outrora porque, se hoje até crápulas como um Vanuchi, um Alípio Freire, um José Dirceu e tantos outros podem escrever suas mentiras e deturpar a História, é graças a esses abnegados que não permitiram que Fidel Castro instalasse em nosso país uma ditadura igual a implantada em Cuba e que vige há malditos 51 anos. Rezemos pelos Comandantes Gerais para que não fraquejem e honrem a farda que vestem, sobretudo para que honrem o juramento feito de defender a Pátria até com o sacrifício da própria vida.

Esta é a minha mensagem de Ano Novo a cada um que me lê, e que Deus não nos permita ver nosso país transformado numa imensa Cuba. Que Deus nos abençoe a todos e até a próxima!

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Me arrependi


Hoje é o Dia dos Inocentes, por isso que o elegi para escrever estas linhas, porque, embora tarde, me dei conta de que fui um estúpido inocente.

O amor à Pátria me impulsionou a seguir a carreira militar, a combater o terrorismo subversivo e a participar na recuperação das Ilhas Malvinas.

Em ambas as guerras fui gravemente ferido e por ambas as guerras terminei convertido em genocida violador dos direitos humanos, sendo merecedor do repúdio por parte da mesma sociedade que me pedia aos gritos que fizesse algo para erradicar o perigo das bombas, dos seqüestros, dos assassinatos e me alentava a lutar contra o usurpador inglês.

Desaparecido o perigo terrorista e tendo sido derrotado nas Malvinas, apareceu o repúdio social. Aqueles aos quais nada lhes importou, conquanto lhes devolvêssemos sua tranqüilidade e a glória, foram os primeiros a pedir as cabeças dos que deram tudo de si para consegui-lo somando-se à chusma rancorosa. E hoje esperam que algum juiz decida montar uma causa para privá-los de sua liberdade, tal como sucedeu e sucede com quase 700 camaradas que se encontram ilegal e ilegitimamente privados das suas, por decisões de um poder político corrupto e violento e de juízes federais que, renegando o sagrado cumprimento do dever, cometem nada menos que 31 aberrações jurídicas para mantê-los nas masmorras do regime.

Outros 88 morreram em cativeiro como conseqüência do abandono, da indiferença e da ausência absoluta de um sistema de saúde adequado.

Depois de esperar em vão algum tipo de apoio ou reação por parte desta sociedade apática e hipócrita que, graças ao sacrifício de milhares de argentinos, hoje goza de uma imerecida liberdade, cheguei ao triste momento do arrependimento.

Depois de ver sistematicamente cerceado o direito à liberdade daqueles que combateram o terrorismo em defesa da Nação e do seu povo, enquanto os que os atacaram, como os reconhecidos criminosos terroristas Rodolfo Walsh, Juan Gelman, Carlos Bettini, Luis Eduardo Duhalde, Rodolfo Matarollo, Esteban Righi, Horacio Verbitsky, Eduardo Anguita, Hernán Invernizzi, Mario Kestelboim, Luis Mattini, Gustavo Plis Steremberg, Jorge Taiana e tantíssimos outros, gozam de adocicados tratamentos, ao arrependimento lhe somei o asco.

Me arrependo de tudo o que fiz em defesa de minha Pátria.

Me arrependo do pouco ou muito que fiz para impedir que o projeto castro-comunista, que as organizações terroristas tentaram nos impor por meio da violência, imperasse em nossa Pátria.

Me arrependo de ter contribuído para que os argentinos hoje desfrutem de uma liberdade que não merecem, porquanto muitos deles, assumindo uma atitude canalhescamente miserável, desde essa liberdade ganhada à custa de sangue, se façam de distraídos ante os sucessivos ataques às Forças Armadas, de Segurança e Policiais que tiveram a responsabilidade de nos libertar do flagelo do terrorismo.

Com muitíssima tristeza cheguei à conclusão que esta sociedade não merece uma só gota de sangue derramado para conquistar esta liberdade, impedindo que o projeto montonero-erpiano-emetepista [1] se adonasse de nossa Pátria; não merece uma só lágrima dos familiares e amigos daqueles que deram sua vida em sua defesa; não merece um só segundo da angústia dos seres queridos daqueles que hoje padecem injusta privação da liberdade.

É por isso que, sendo consciente de que é pouco menos que impossível a instauração em nosso país de um regime estilo Cuba, Nicarágua ou do Leste Europeu, que afundaram seus povos no atraso, na miséria e na desesperança, enquanto seus hierarcas se enriqueciam à custa de seu sofrimento, decidi apoiar qualquer projeto que, embora de longe, se lhes pareça.

Por todo o exposto, desejo que o atual governo consiga “aprofundar seu modelo”, para que:

- Possa acabar de arrasar com a propriedade privada;

- O sistema de saúde continue levando à morte segura a milhares de argentinos;

- A insegurança continue se desenvolvendo até seu máximo esplendor;

- A droga, o desenfreio e o álcool continuem descerebrando crianças e adolescentes;

- Os empresários amigos do poder, com os Eskenazi, os Lázaro Báez, os Cristóbal López, os Wertheim, os Ferreyra, os Sergio Tasselli, os Aldo Ducler, os Rudy Ulloa Igor, os Albistur, etc., e os integrantes dos poderes do Estado, possam continuar se enriquecendo à custa da fome, do desespero e da morte do povo argentino;

- O narcotráfico continue financiando as campanhas políticas do oficialismo;

- De uma vez por todas desapareçam as liberdades de imprensa e de expressão;

- Os acidente de trânsito continuem cobrando milhares de vítimas;

- Centenas de idiotas escondidos detrás de seus computadores e “nicks” possam continuar insultando, sabendo que dificilmente os destinatários de seus agravos se inteiram disso, e continuar conduzindo seus “gloriosos” combates virtuais, exigindo dos outros o que não são capazes de fazer;

- O jogo de Cristóbal López continue levando à pobreza àqueles que, em sua desesperança, busquem uma “salvação” econômica que nunca chegará;

- O sistema educacional siga embrutecendo nossas crianças e jovens;

- As constantes violações à Constituição Nacional continuem o longo crescimento dos perjúrios que, ano após ano, declamam defendê-la e nada fazem para consegui-lo;

- Os medicamentos falsos matem os sobreviventes da insegurança, dos acidentes de trânsito e das drogas;

- Os sindicalistas possam comprar campos e empresas à custa da desocupação, indigência e pobreza dos representados;

- Os De Vido, Jaime, Uberti e seus empresários amigos continuem fazendo copiosos negócios à custa da pilhagem e desperdício dos recursos da ANSESS;

- Os desaparecidos fundos de Santa Cruz continuem em poder do casal K;

- Acabem de destruir o Sistema de Defesa Nacional e as Forças Armadas;

- Possam conseguir a obrigatoriedade de todas as mulheres a abortar e o casamento entre homossexuais;

- A violência continue assassinando àqueles que, com seu trabalho fecundo, têm contribuído para que a Argentina subsista, apesar dos esforços da corporação política mais corrupta de nossa história;

- Os organismos públicos continuem sendo povoados com familiares, amigos e amantes dos detentores do poder, enquanto que se negue a milhões de argentinos o acesso a um trabalho digno;

- Os funcionários possam continuar utilizando os bens do Estado em benefício próprio;

- Os terrenos que restam em El Calafate continuem sendo vendidos a preço vil;

- Os subsídios, os fideicomissos e os fundos fiduciários continuem sendo dilapidados e indo parar nos bolsos de funcionários corruptos;

- As bolsas com dinheiro que apareçam nos banheiros ministeriais deixem de preocupar os ministros [2];

- Os dinheiros mal havidos e as faturas falsas possam ser lavados definitivamente;

- As mortes políticas, como a de Cacho Espinosa, Julio López e Vittorio Gotti caiam no esquecimento;

- Os órgãos de controle continuem descontrolados;

- Os Claudio Uberti possam conseguir mais valises com dólares;

- Assim como usaram os vôos de Southern Winds para traficar drogas, agora possam fazer o mesmo com a nossa “recuperada” linha de bandeira;

- Possam continuar fazendo desaparecer pessoas caídas nas redes de prostituição ou no tráfico de órgãos;

- Todo o povo argentino fique excluído de toda a possibilidade de paz social, tranqüilidade e prosperidade;

- Continuem anunciando obras públicas que nunca serão concluídas e se paguem por elas preços super-faturados que continuem engordando as arcas dos detentores do poder;

- Os juízes possam acabar de suspender os ladrões enriquecidos ilicitamente;

- Que se consolidem nossos vínculos bolivariano-inigenistas com Chávez, Morales, Correa, Zelaya e Castro, de modo tal que possa ficar definitivamente fora do mundo desenvolvido;

- Os juízes possam continuar utilizando o delito do prevaricato como metodologia para negar a Justiça;

- Conseguir que a Argentina ocupe o lugar mais elevado em corrupção;

- A juventude K possa continuar voando grátis por Aerolíneas Argentinas para ver eventos desportivos, enquanto o povo continue morrendo de fome;

- Continuem destruindo o aparato produtivo e continuem se adonando de empresas como YPF, Aerolíneas Argentinas, Papel Prensa, Massuh, Banco de Santa Cruz, etc.;

- O ódio, a vingança e a confrontação permanente continuem se assenhoreando em nosso país;

- Enfim, para que a união nacional, o afiançamento da justiça, a consolidação da paz interior, a provisão da defesa comum, a promoção do bem-estar geral e a segurança dos benefícios da liberdade estabelecidos no Preâmbulo de nossa Constituição Nacional e na própria Constituição Nacional, fiquem definitivamente convertidos em letra morta.

Talvez não cheguemos a ser como Cuba, Romênia ou Alemanha Oriental, porém ao menos nos pareceremos.

Talvez seja nesse momento que esta sociedade desperte e tome consciência – embora tarde – do que pudemos ter sido e, por sua hipocrisia, cinismo e indolência, não pudemos ser.

Emilio Guillermo Nani

[1] Aqui o autor refere-se a três bandos terroristas que praticaram incontáveis atos criminosos nos anos 60-80 na Argentina, financiados e mantidos ideológica e logisticamente por Cuba: “Montoneros”, “ERP” (Ejército Revolucionario del Pueblo) e “MTP” (Movimiento Todos por la Pátria). Poderíamos fazer um paralelo entre esses bandos criminosos e os que imperavam no Brasil, na mesma época e condições: ALN, VPR, MR-8, etc., dos quais foram protagonistas Carlos Marighela, Dilma Rousseff, Franklin Martins, dentre outros hoje aboletados no poder.

[2] Este caso refere-se à uma ministra, que depois entregou o cargo, por terem encontrado no banheiro de seu gabinete ministerial uma bolsa de sua propriedade abarrotada de dólares, a qual ela não soube explicar “como fora parar ali” nem sua procedência. Foi um escândalo monumental mas, como nos tantos casos daqui, não deu em absolutamente nada!

Tradução e comentários: G. Salgueiro