terça-feira, 14 de novembro de 2006



O Notalatina fala hoje de censura, revanchismo, triação, mentira, perseguição, MORDAÇA. Quero traçar um paralelo entre as neo-ditaduras latino-americanas em curso, de modo especial Argentina e Brasil, que aos olhos do mundo (e aqui mesmo, bem embaixo de nossos narizes) são governados por “democratas”, vistos no máximo como “neo-liberais” (o que quer que esta aberração signifique) ou esquerdistas “moderados”. Pois muito bem, eu vou mostrar quem são esses presidentes de “esquerda moderada” e que tipo de democracia desfrutamos lá e cá.


Desde que assumiram a presidência de seus países Lula, eleito em 2002 e Kirchner em 2003, a História Nacional sobre o período das ditaduras militares ocorridas nas décadas de 60 a 80 no Brasil e 70 a 80 na Argentina, o que já vinha sendo re-escrito começou a tomar corpo, forma e volume. Para tal, foram trazidos de volta dos bueiros e sarjetas todos os “ex” terroristas, guerrilheiros, “manifestantes sociais” e lhes foram oferecidos cargos nos mais altos escalões de poder governamental.


Com poderes, essas criaturas das sombras começaram a perseguição àqueles que sempre se opuseram ao comunismo. Na Argentina, os Militares e seus descendentes vêm sofrendo a mais implacável das perseguições, sendo postos à disposição, presos, mandados para a reserva forçada e a Lei da Anistia, que do mesmo modo que a brasileira “apagava” todos os delitos cometidos por ambos os lados da contenda foi refeita, destituindo o direito de “indulto” concedido aos Militares combatentes, além de transformar os crimes cometidos por estes em “crimes de lesa-humanidade” que jamais prescrevem.


Aos terroristas, ao contrário, além de permanecerem indultados, vêm (como aqui) recebendo gordas indenizações, o epíteto de “mártires” e “heróis”, e o direito de exigir “punição exemplar” para os combatentes da subversão através de julgamentos parciais, com depoimentos falsos e forjados, levando à condenação de penas altíssimas até à prisão perpétua.


Toda esta história macabra nos soa bem familiar, não é? Nas escolas, como aqui, a mentira oficial tem sido repassada por aqueles que pegaram em armas contra seus irmãos e contra a própria Pátria. A cada 24 de março, data de início da ditadura, são apresentadas peças teatrais onde um “militar” muito malvado açoita com um garrote uma pobre velhinha que traz um lenço branco na cabeça, representando as “mães da Praça de Maio”, enfatizando a brutalidade de um fardado contra um ser “indefeso” e “inocente”. Em 16 de setembro a farsa grotesca se repete, numa versão revolucionária de “Chapeuzinho Vermelho”, para relembrar “La noche de los lápices” onde, segundo a versão oficial, relata o “massacre” de inocentes estudantes secundaristas que lutavam por uma simples carteira de estudante, só que nunca revelam que esses “indefesos estudantes” eram militantes da UES, o ramo estudantil do bando terrorista Montoneros do qual faziam parte o presidente Kirchner e sua ministra da Defesa, Nilda Garré, e que esta carteira já havia sido concedida um ano antes, em 1975.


Outra grande mentira difundida por esta escória é sobre a quantidade de mortos e desaparecidos que, segundo eles, somam 30.000 pessoas (inclusive é a informação que se tem e divulga aqui no Brasil) mas que, na realidade, mesmo a CONADEP (Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas) aumentando as cifras, chega a contabilizar 8.960 casos. Até mesmo um dos hierarcas do terrorismo na Argentina, Mario Firmenich, reconhece que a maioria absoluta dos desaparecidos eram terroristas e inclusive muitos deles estão vivos, bem e se sabe seu paradeiro, como os filhos “desaparecidos” de Hebe de Bonafini que moram na França com o pai e todo mundo tem conhecimento disso.


Mas, e os mortos pelas mãos dos terroristas e suas famílias vítimas da sanha assassina dos “jovens idealistas”, quem fala deles? Quem lembra ou se importa com o que aconteceu com o Cel Larrabure, o Cap (GM) Lucioni, o Capitão Viola e tantos outros dignos combatentes e suas famílias destroçadas com a dor da violenta e brutal perda? Quem quer saber dos 1.501 assassinados pelo terrorismo comunista?


A diferença entre os familiares das vítimas argentinas e os familiares dos brasileiros é que os argentinos, mesmo com toda a repressão que vêm sofrendo se reúnem, reverenciam seus mortos, criaram organizações e sites onde estão escrevendo a VERDADEIRA HISTÓRIA para que os jovens que não viveram aquele período não sejam enganados e intoxicados pelo ódio às Forças Armadas que, longe de serem os vilões, lutaram e deram seu sangue para que a Argentina não se transformasse em mais um satélite de Cuba ou da extinta União Soviética.


Mas, coragem apenas não é suficiente, quando o inimigo é organizado, tem poder e meios (legais e ilegais) de reprimir, para impedir que a mentira seja desmascarada. Um dos grupos mais atuantes que inclusive tem provocado a ira do governo Montonero é o Argentinos por la Memoria Completa, composto por familiares de Militares e vítimas do terrorismo, tendo à frente da organização as srªs Karina Mujica, Cecilia Pando, Ana Lucioni dentre outros.


Este valoroso grupo tem promovido comemorações em datas significativas com grande repercussão no país, instituíram o dia 5 de outubro como o “dia dos caídos na luta contra a subversão” que reuniu mais de 10 mil pessoas na Praça San Martín, conforme se vê nas fotos, e tinha um site na Internet. Eu disse “tinha”, porque há cerca de 20 dias o governo resolveu cancelar o domínio da entidade sem qualquer aviso prévio. É a lei da mordaça calando as bocas inconvenientes que falam aquilo que eles desejam ocultar e ver sepultado junto com suas vítimas.


Este fato, entretanto, provocou reações na imprensa e na população que não comunga do ideário marxista e que exige respeito à liberdade de expressão. O Editor do site argentino “La Historia Paralela”, Sigfredo Durán, publicou uma nota na edição de 13 de novembro que transcrevo abaixo, no original, e que vocês podem clicar aqui para acessar a página e deixar sua opinião:


Se han dado el gusto y Argentinos por la Memoria Completa ya no está en Internet. El Ministerio de Relaciones Exteriores, dependencia en la que a Rafael Bielsa le debe quedar algún amigo, canceló el dominio de www.memoriacompleta.com.ar, hace 20 días y sin previo aviso.


"Contamos con una democracia imperfecta o existen dejos de autoritarismo", es momento que se dejen de usar los eufemismos, en Argentina hay un gobierno que no tiene la más mínima aproximación a la democracia y que ha instalado como política de estado el despotismo, conculcando leyes, violando la Constitución Nacional y no respetando los derechos más elementales, como es el de expresión.


La instauración del pensamiento único no tolera otras voces y mucho menos aquellas que recuerdan un pasado vergonzoso de quienes hoy ocupan estamentos del poder, provocando el ensañamiento desde la máquina de propaganda oficial contra un sitio de Internet que luchaba contra la tergiversación de la Historia, la que hoy es subvertida y cambiada para convertir en héroes a delincuentes terroristas.


Podrán seguir violando la ley, podrán seguir prohibiendo sitios, pero no podrán acallar todas las voces que seguirán proclamando la verdad, inclusive las de sus propias conciencias.


Sigfredo Durán - Editor de La Historia Paralela


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Na Argentina existem hoje várias organizações que estão seriamente empenhadas em restaurar a verdadeira história e reverenciar seus legítimos heróis, coisa que sinto muita falta aqui no Brasil que, bem ao contrário dos argentinos, não sabemos onde vivem, quem são e dificilmente conseguiríamos reunir estas pessoas para um simples encontro como eu mesma tentei meses atrás sem qualquer sucesso. Estes são alguns dos grupos que tenho conhecimento de suas atividades nessa cruzada heróica: “Jovenes por la Verdad” (que publica uma revista intitulada “B1 – “Vitamina para la memoria”), “Familiares de Víctimas del Terrorismo” (FAVITE), “Asociación de Familiares y Amigos de Presos Políticos” (AFYAPP), além dos sites e blogs “La década del 70”, “Fotolog de Argentino Larrabure” e “Verdad Histórica” que os convido a visitá-los.


Mas, e aqui no Brasil, como estamos nós nesse processo de censura, mordaça, perseguição revanchista? Bem, todos já tomaram conhecimento da perseguição que vem sofrendo o Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, oficial da reserva do Exército Brasileiro que comandava o DOI-SP na década de 70, por uma família de terroristas cuja história verdadeira contei na edição passada. O que esta gente pretende é algo muitas vezes mais sórdido e grave, pois eles afirmam que não querem indenizações ou condenação do Cel Ustra (e eu acredito) mas uma “reparação moral”, que lhe coloque a pecha de “torturador” oficialmente.


O que parece que ninguém ainda se deu conta é que, se o juiz der ganho de causa aos terroristas, isto cria jurisprudência e todos eles vão entrar na Justiça para pedir o mesmo contra todos os combatentes vivos, criando-se oficialmente uma nova categoria profissional: “torturador”! Depois, vão querer alterar a Lei da Anistia que já funciona em mão única, beneficiando apenas os terroristas, e transformar os crimes cometidos, mesmo que tenham sido em combate, em “crimes de lesa-humanidade” como já vigora na Argentina, dando-lhes o direito de abrir processo contra os Militares que participaram da repressão à subversão. Perceberam a gravidade do caso?


E aqueles que denunciam esses abusos da neo-ditadura petista são intimidados através de ameaças de processo, como foi o caso do site Mídia Sem Máscara recentemente, pelo deputado e advogado dos novos milionários terroristas “indenizados”, Luiz Eduardo Greenhalgh, o que prova que eles sabem que nós sabemos a verdade e não a versão deles, e denunciá-la é incômodo e deve ser silenciada a qualquer preço.


Estes fatos podem, a princípio, parecer casos isolados ou “coincidências” mas não são; são ações coordenadas desde o Foro de São Paulo, do Diálogo Interamericano e do Bloco Regional de Poder Popular, cujo único objetivo é “reescrever” a História destruindo completamente os FATOS que atestam a maldade intrínseca do comunismo e colocar aqueles que o cambateram e combatem como pessoas desalmadas, gananciosas e despóticas que devem ser eliminadas para dar lugar ao modelo comuno-socialismo falsamente difundido como o bem supremo e igualitário dos pobres e oprimidos do planeta.


Não sei até quando este blog vai existir, não porque eu pretenda me calar mas porque os órgãos repressores estão a pleno vapor. O que ocorreu na Argentina com o site “Argentinos por la Memoria Completa” não foi novidade nem me parece que vá ser o último. Aqui no Brasil vários blogs já foram retirados do ar, à força da arbitrariedade, desde que o governo do comunista Lula se encastelou no poder e agora, com o respaldo de 58% dos eleitores e a proposta de regular o acesso à Internet, a sanha ditatorial vai se exacerbar. Não tenham ilusões.


E o Notalatina fica por aqui, podendo voltar a qualquer momento em edição extraordinária, pois hoje estão acontecendo muitas coisas escabrosas mas habilmente ocultadas do povo, em toda a América Latina e deixo uma frase do grande filósofo Aristóteles que serve para nos animar o espírito nestes dias cinzentos: “Não basta somente dizer a verdade, mas convém mostrar a causa da falsidade”. Este é o papel de cada um de nós combatentes pela VERDADE Histórica de nossas Pátrias. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro

sábado, 4 de novembro de 2006


O Notalatina faz uma edição especial hoje para divulgar um artigo de extrema importância nos dias atuais, sobretudo depois da re-eleição do sr. da Silva, que tem sido exemplar no que diz respeito a promover “ex” terroristas, seqüestradores, assassinos, “justiçadores” e assaltantes de banco nos altos escalões de seu governo. Foi durante sua primeira gestão, também, que os cofres do Estado, ou seja, nosso parco e suado dinheiro extorquido através dos inúmeros e abusivos impostos que pagamos compulsoriamente, foram escancarados para pagar indenizações milionárias àqueles que no passado quiseram implantar, “na marra”, uma ditadura comunista em nosso país.


O artigo em questão foi escrito por um amigo diletíssimo, o Cel Lício Maciel, um verdadeiro HERÓI do Araguaia que atuou corajosamente e em campo aberto na “Guerrilha do Araguaia”, autor da prisão de José Genoíno, vulgo “Geraldo”. Nesse artigo o Cel Lício desmascara a farsa montada por uma “ex”-guerrilheira de nome Criméia que, após mais de 30 anos, tem uma súbita crise de des-amnésia e resolve mover um processo contra o Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra acusando-o de tê-la “torturado barbaramente” enquanto esteve presa sob sua custódia, estando ela grávida.


Aqui ele aponta, também, como é a “ética” comunista: para os “chefes”, tudo; para a massa de manobra, a “lei” deles, o justiçamento, onde o comando se imiscui e julga até problemas internos da vida privada de um casal. A foto que ilustra o artigo é auto-contraditória com a denúncia feita – e, certamente, inédita e histórica -, desmentindo cabalmente dona Criméia, pois o que se vê é uma mulher num quarto de hospital com aparência feliz, bem tratada, com um bebê no colo igualmente bem tratado.


Precisamos, todos juntos, desmascarar estas inúmeras farsas, diuturnamente, sem cessar, porque não estamos lidando com ingênuos e injustiçados mas com gente de alta periculosidade que continua tentando destruir nossa Pátria, nossa Liberdade e nossa vida democrática para implantar um comunismo selvagem e retrógrado como vige em Cuba há quase meio século.


Peço aos amigos que divulguem amplamente este artigo, por uma questão de justiça, de honra e de amor à Verdade. Fiquem com Deus e até a próxima!


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As guerras da Criméia


Lício Maciel


Hoje, atrás de uma polpuda indenização, ela quer fazer crer que foi mal tratada e torurada quando esteve presa, em 1972. Acredite se quiser!



Criméia Alice Schmidt de Almeida, presa em São Paulo após curto período na guerrilha do Araguaia, foi sempre muito bem tratada, tendo toda atenção, principalmente por estar grávida. Durante todos os meses de pré-natal teve tratamento condigno e atencioso no Hospital da Guarnição de Brasília e o parto foi realizado com todas as medidas de praxe. Até festa de batizado houve, com bolo e tudo o mais: presentes, enxoval para o filho, contribuições em dinheiro, etc. Depois, dias depois, foi mandada para casa dos pais. Ela abandonou o filho com os avós e se mandou de volta para a subversão, porém não voltou mais para o Araguaia.


Criméia vivia com André Grabois, filho de Maurício Grabois, chefe militar da guerrilha. Tendo engravidado, foi mandada para São Paulo para ter o filho com todas as mordomias e segurança. Interessante é ressaltar que justamente este fato resultou na descoberta da área de guerrilha. A mulher do André Grabois, o “Zequinha”, por ser da família do chefe, teve a regalia de ser transportada para a cidade grande para dar à luz. A esposa legítima de um guerrilheiro, o Pedro Albuquerque Neto, codinome “Jesuíno”, Tereza Cristina de Albuquerque, codinome “Ana”, recebeu a ordem fria e cruel para abortar, o que era uma norma na guerrilha, cujas leis eram rígidas e os justiçamentos eram uma constante. Notem bem: Tereza era esposa legítima de Pedro Albuquerque. Até mesmo meros casos conjugais eram decididos com o assassinato do “julgado” culpado; meras suspeitas e tome bala. Inconformada com o tratamento cruel e tremendamente injusto, Teresa convenceu o marido, subornou um morador para guia com algumas poucas jóias e fugiram do inferno (até propriamente denominado de Foguera por Maurício Grabois, o “Velho Mário”; era uma fogueira mesmo). Eles eram comunistas, mas só para os “buchas-de-canhão”; para os “maiorais” a lei era bem diferente. Muitos casos de deserção de guerrilheiros tiveram exatamente este motivo: o tratamento diferenciado entre os da chefia e os “pica-fumo”. Em entrevista a uma revista, o ex-guerrilheiro Paulo Borghetti, o “Paulo Paquetá”, declarou que desertou pelo mesmo motivo. O Paulo Paquetá era proeminente na guerrilha, tendo iludido e levado para lá muitos jovens. Esclareço também que o Paulo Paquetá fazia parte justamente do grupo militar da guerrilha, os melhores, portanto, comandados pelo mesmo André Grabois, o de “grande senso da igualdade social”, o “bonzinho comunista’, grande líder da guerra contra a injustiça social. Tudo, para nossa sorte: Pedro Albuquerque e Tereza, presos em Fortaleza, CE, confessam que tinham vindo de uma grande área de guerrilha. Teresa é liberada (os perversos torturadores soltaram a mulher, vejam bem!) e o Pedro permaneceu preso para que não tentasse retornar à guerrilha. Na cela, tentou o suicídio, mas foi salvo (os malvados torturadores salvaram o guerrilheiro!) e foi mandado, junto com as declarações, para Brasília, tendo servido de guia para uma patrulha do Exército que foi até a área da guerrilha para verificar e constatar o que dissera.


Assim foi a descoberta da grande área da guerrilha citada por Marighela, ocasião em que foi preso o guerrilheiro “Geraldo”, ou José Genoíno, o hoje famoso guerrilheiro de festim, mais recentemente conhecido como “Zé da Cueca Cheia de Dólares”, ou “Zé Genu do Mensalão”.


Vemos assim que a Criméia é quem realmente propiciou o desbaratamento da guerrilha; ela e seu filho Joca, cujo nome é em honra a outro destemido guerrilheiro, João Carlos Haas Sobrinho. Em seguida, Pedro Albuquerque foi solto (os bárbaros torturadores soltaram o guerrilheiro!). Teresa e Pedro venderam uns trapinhos e outras jóias e viajaram para o Chile e Canadá, onde permaneceram com medo de justiçamento pelos próprios camaradas de aventura guerrilheira.


Voltaram para o Brasil e permaneceram escondidos, mesmo sabendo que o grande chefe João Amazonas Pedroso tinha-os classificado como os traidores que denunciaram a guerrilha, no famoso, equivocado anedótico livro que escreveu sobre o assunto. Outro grande chefe, Ângelo Arroio, o que fugiu com Micheas, deixando os camaradas à própria sorte, igualmente assim os classificou.


O engraçado de tudo é que eles dizem veementemente que foram torturados. Pedro Albuquerque e Tereza passaram mais de trinta anos inventando toda sorte de mentiras para escapar do justiçamento dos próprios camaradas. Estão aí, porém, fagueiros e vivos (muito vivos, aliás). A pobre Tereza, depois de ter seguido fielmente o marido por todas as estripulias políticas e criado condignamente os filhos longe de ideologias deletérias, abandonada pelo heróico guerrilheiro. Ela, portanto, poderá falar muita coisa interessante. E ele? Mas isto é outra história.


Criméia atualmente está processando o Coronel Ustra como torturador. Por que não pedem a certidão de nascimento original do Joca, o registro de batismo, testemunhas, enfermeiras, médicos, etc. que presenciaram tudo? Talvez seja por isso que ela demorou tanto (34 anos!!!) propositalmente. O pai do Joca foi morto em combate e ela diz que foi em emboscada. Entrem em http://www.reservaer.com.br/, acessem a “Biblioteca Virtual” e leiam lá, na pág. 5, o livro “A Farsa do Araguaia”, de minha autoria; está tudo muito bem explicado. O grupo do Zé Carlos, na madrugada de um dia do início de outubro/73, destruíu uma ponte na Transamazônica e, ao alvorecer, tomou de assalto o Quartel da PM de São Domingos, torturando e roubando os militares. Deixaram todos nús e com todo o armamento e munição e o que puderam levar, inclusive dinheiro pessoal, tocaram fogo (por isso se diziam pertencer à Foguera... que era o próprio inferno) em tudo e se embrenharam na selva. Uma equipe do EB foi atrás e recuperou o armamento, destruiu a munição. Os corpos foram identificados por equipe especialista transportada em helicóptero (está tudo muito bem explicado nos livros "O Coronel Rompe o Silêncio" de Luiz Maklouf Carvalho e, principalmente, no recente livro do Coronel Aluízio Madruga "Documentário - Desfazendo Mitos da Luta Armada").


Eles mentem desbragadamente, inventam coisas incríveis, como estamos vendo atualmente no mar de lama que está quase encobrindo o Alvorada, o Planalto e a granja do Torto, com todos os seus comensais e farristas às custas do dinheiro do povo. Surubas e mais surubas na casa do Palocci com as meninas da Jeane Mary Corner, etc., etc.


Vai ver que a montanha de dinheiro encontrada com os malandros-larápios do PT/Luiz Inácio Pinto é do Francenildo... Agüenta firme Nildo, que o nosso dia chegará!


Pobre Brasil...


O autor é Ten-Coronel Reformado do EB

quinta-feira, 2 de novembro de 2006


No último fim-de-semana de outubro aconteceram dois eventos promovidos pelas esquerdas mais radicais do continente sul-americano, um na Bolívia e outro no Chile, mas nada disso foi noticiado pelos jornais brasileiros porque não interessa que o nosso sempre alheio e enganado público seja devidamente informado dos rumos que são traçados para o nosso país.


O evento ocorrido na Bolívia é muito grave e será abordado em meu próximo artigo para o Mídia Sem Máscara, onde também sou articulista. E no Chile, grupos de guerrilheiros e terroristas, dentre eles o ELN e as FARC da Colômbia, “debateram” estratégias de uma luta conjunta contra “o imperialismo norte-americano” na região.


Vale salientar que a estratégia defendida por eles é a mesma que foi sugerida num evento com praticamente os mesmos grupos, ocorrida em Manta, Equador, em 2002, que referi no artigo “Quem chorará por ti, América Latina?”. Neste encontro o Brasil não enviou representantes (no de Manta o MST teve papel preponderante e o PT foi signatário dos acordos e decisões), talvez porque realizou-se na véspera e dia das eleições brasileiras onde esta gente precisava estar “a postos”.


O informe de hoje do Notalatina relata o evento do Chile, que foi convocado pelo bando terrorista Frente Patriótica Manuel Rodríguez, intitulado “Projeções da luta revolucionária”. Como vocês poderão ver, o comunismo mais bárbaro e sanguinário continua utilizando eufemismos e maquiagens mas com os mesmos propósitos de 20, 40 ou 70 anos atrás. Observem também que a maioria dos assistentes eram jovens, o que significa que recrutar pessoas inexperientes e sonhadoras para servirem de bucha de canhão se mantém e se repete, criminosamente, sempre, sempre, sempre.


Bem, por hoje é só. Leiam e reflitam sobre o que nos espera em mais 4 anos de um partido comunista, repleto de criminosos e terroristas impunes, no comando da Nação. Fiquem com Deus e até a próxima.



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Continua cúpula de guerrilheiros no Chile



28 de outubro - Uma dezena de organizações esquerdistas e de ex-guerrilheiros da América Latina debate neste fim-de-semana em Santiago, como impulsionar uma mesa de coordenação regional que empreenda em conjunto a luta contra “o imperialismo norte-americano”.


Os participantes iniciaram seu encontro na sexta-feira e finalizaram no domingo, convocados pela Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), a guerrilha urbana que combateu a ditadura de Augusto Pinochet e que depôs as armas após a volta da democracia em 1990.


Batizada de “Projeções da luta revolucionária”, o encontro pretende fundamentar um precedente para futuras reuniões nas quais buscará delinear um projeto comum de luta, explicaram seus participantes. Embora validem a luta armada como método eficaz para fazer frente à “opressão”, “o principal agora é a construção social”, explicou Jorge Gálvez, líder da FPMR. Com este encontro “vai-se dar um salto qualitativo importante. É necessário nos nutrirmos e educarmos da experiência de cada uma das organizações para enfrentar o imperialismo norte-americano”, acrescentou.


Entre os participantes figuram a organização Quebracho e o Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT) da Argentina; Pachakuti, da Bolívia; Fogoneros, do Uruguai; Todas as Vozes, do Peru; Fogata, da Venezuela e o Partido Comunista Marxista Leninista, do Equador.


Segundo seus organizadores, também participam representantes do Exército de Libertação Nacional (ELN) e membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), embora não tenham sido identificados por razões “de segurança”, informou Gálvez.


A reunião teve escassa cobertura nos meios de imprensa chilenos, salvo por uma pequena controvérsia com dirigentes da direita que tentaram impedir sua realização e qualificaram os participantes de “terroristas”. As exposições e palestras reiniciaram neste sábado (28.10) ante umas 200 pessoas – em sua maioria jovens – reunidas em um antigo cinema do centro de Santiago.


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Cúpula de guerrilheiros exige posições ainda mais radicais


Santiago do Chile, 29 de outubro – Em sua reunião de Santiago, os dirigentes da esquerda revolucionária da América Latina apresentaram um panorama geral da situação de seus países, com críticas que inclusive atingiram o presidente Evo Morales da Bolívia, acusado de “traidor”.


Durante o encontro de três dias, denominado “Projeções da luta revolucionária” que convocou em Santiago uma dezena de organizações, os expositores também questionaram os governos progressistas de Néstor Kirchner, da Argentina; Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil; Tabaré Vázquez, do Uruguai; Alan García, do Peru e de Michelle Bachelet, do Chile.


A reunião foi organizada pela facção chilena Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), que combateu a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), porém depôs as armas após a recuperação da democracia.


O governo de Evo Morales “é de uma esquerda reformista e conformista disfarçada de indígena”, acusou Zenón Quispe, dirigente do movimento indigenista boliviano Pachakuti, que participou de uma plenária com outros cinco expositores de distintos grupos ante umas 200 pessoas. Quispe assegurou que Morales não levou adiante uma verdadeira nacionalização dos hidrocarbonetos, nem tampouco conseguiu satisfazer as demandas pela redistribuição da terra entre os camponeses bolivianos. “De qual revolução estamos falando? Evo é um traidor”, assegurou, adiantando que sua organização se erigirá como oposição ao governo do líder cocalero.


Raúl Lescano, representante da organização “Quebracho” da Argentina, advertiu que em seu país “se incuba a rebelião” e que ela poderia estourar de maneira similar ao que ocorreu em fins do ano de 2001. Na Argentina, “o país da inflação”, como o chamou, “os desocupados estão condenados à fatalidade de sua condição”, enquanto se observa o “saque” dos recursos naturais e a repressão oficial sobre as “lutas populares”.


Jorge Gálvez, líder do FPMR, disse: Nós queremos dar continuidade ao processo de Hugo Chávez e da experiência cubana. Da cúpula também participaram o Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT) da Argentina, Fogoneros, do Uruguai; Fogata, da Venezuela e o Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador. Segundo seus organizadores, também participam representantes o Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN) e membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), porém eles não apareceram em público.


Fontes: http://www.hechosdehoy.com/ e http://www.poresto.net/


Comentários e tradução: G. Salgueiro

sexta-feira, 20 de outubro de 2006




Por necessidade de trabalho fiquei sem atualizar o Notalatina por mais de dois meses mas hoje volto com uma denúncia gravíssima que diz respeito às relações diplomáticas entre Brasil e Venezuela, com relação a um massacre ocorrido no estado de Bolívar naquele país vizinho. Em 22 de setembro pp. ocorreu um massacre contra mineiros, executado por um operativo das FAN, onde morreram brasileiros, mas os jornais daqui deram tanta importância quanto dariam à morte de um cachorro de rua atropelado por um carro. Vi algumas notinhas discretas mas a coisa morreu por aí porque, em tempo de eleição, não convém mostrar a inapetência do Itamaraty e do Governo de “seu” Lula em se indispor com seu amigo mais dileto e sócio do Foro de São Paulo, o ditador Hugo Chávez.


Pois bem, o caso foi o seguinte. O estado de Bolívar, ao sul da Venezuela, é uma área rica em minérios, sobretudo ouro. Há na região muitas áreas de garimpo que funcionam há anos e nunca os mineiros foram molestados por seu trabalho. Durante os quase 7 anos de governo o ditador Chávez nunca se importou com o dano ambiental que pudesse ocorrer ali mas, este ano, junto com a Ministra do Ambiente, ele entendeu que deveria acabar com o garimpo alegando que “a extração iria prejudicar o leito dos rios”. Para isso, criou a “Missão Ribas” oferecendo cédulas de identidade venezuelana (esta é uma área – o garimpo – onde há muitos estrangeiros e sobretudo ilegais), camisa vermelha e outras terras onde eles pudessem trabalhar na agricultura. Como não sabem cuidar da terra mas da extração de minérios, alguns garimpeiros voltaram para as minas.


A tragédia tem origem em corrupção antiga. Quem vigiava a região (que envolve várias minas) era o CORE 8, ou seja, a Guarda Nacional. Ocorre que o Brasil, desde antes do governo Lula, comprava minérios a preço de mercado enquanto que o da Venezuela comprava por menos da metade do preço. Então os mineiros contrabandeavam os minerais e metais com o Brasil e a Guarda Nacional associou-se aos mineiros por uma parte do botim, e até fechou os olhos a um aeroporto clandestino de onde embarcavam ouro e diamantes para o Brasil sem maiores problemas.


Chávez descobriu isso e resolveu substituir a Guarda Nacional pelo Exército no Teatro de Operações, com a missão de desalojar os mineiros daquela área com a falsa alegação de “danos ambientais”. Estes militares, em vez de se associarem aos mineiros decidiram roubá-los, motivo pelo qual resolveram assassiná-los como queima de arquivo. O ministro do Interior e Justiça (chavista), Jesse Chacón, para encobrir o malfeito de seus capachos apressou-se em dizer que os militares “reagiram a um enfrentamento”, sendo apoiado na mentira pelo general Raúl Baduel, o super ministro da Defesa. A coisa, entretanto, foi tão absurda e grotesca, pois os mortos apresentavam várias perfurações de fuzil, sobretudo nas costas e nuca, enquanto os militares não tinham sequer um arranhão, que esses dois puxa-sacos bolivarianos tiveram que voltar atrás e dizer que os militares cometeram “atropelos e excessos” - tanto os bolivarianos como os petistas não cometem crimes mas “erros”, “atropelos” e “burrices”.


Mas a história não pára por aí. A princípio falou-se que as vítimas seriam 6 homens, dois dos quais de nacionalidade brasileira, e um sobrevivente venezuelano de nome Manuel Felipe Lizardi que levou um tiro no pescoço e outro no ombro mas sobreviveu. Segundo Marcos Lizardi, irmão de Manuel, efetivos do Teatro de Operações 5 (TO-5) chegaram na mina, obrigaram os mineiros a deitar-se no chão e dispararam seus fuzis. Alguns correram em direção ao rio, outros para dentro da mata tentando escapar dos seus algozes. Nessa fuga Manuel conseguiu sobreviver e pôde relatar o que se passou, após ser operado, mas nem todos tiveram a mesma sorte. Muitos dos que fugiram pelo rio morreram afogados mas há muitos outros ainda, cuja quantidade exata é dificil calcular, pois os militares os colocaram dentro do helicóptero e os jogaram na mata fechada para ocultar seus corpos.


Os mineiros sobreviventes contam ainda que esses militares chegaram num helicóptero russo e os disparos foram feitos com as novas metralhadoras AK 103, do lote dos 100 mil que foram adquiridas da Rússia pelo ditador Chávez. Algumas mulheres que estavam no acampamento foram seviciadas, o ouro roubado e as bateias destruídas para que os mineiros não mais pudessem trabalhar.


A revolta em decorrência do massacre e do cinismo do Governo em alegar “enfrentamento” gerou uma onda de violência nas cidades do circuito mineiro. Em Maripa, foram saqueadas e incendiadas a casa do prefeito Juan Carlos Figarella, o posto de controle da Quinta Divisão de Selva do Exército e uma caminhonete da prefeitura. Testemunhas contam que os militares atacaram 300 pessoas e foram para as minas pegar o ouro. Alguns que conseguiram voltar disseram que há umas 100 pessoas desaparecidas. Eles alegam que 10 kilos de ouro, resultado de longas horas de trabalho, foram roubados.


Hoje, especula-se que há em torno de 12 brasileiros entre os assassinados em La Paragua. Os corpos que foram levados para o Instituto de Medicina Legal, até o dia 04 de outubro estavam em avançado estado de decomposição, por não terem sido conservados para a necrópsia e aguardando a chegada de parentes para a identificação. Segundo o jornal Folha de Boa Vista, a funcionária pública Maria Jucineuda Sobral viajou até a Venezuela para fazer a identificação do corpo do cunhado, o garimpeiro Eliézio Alves Barros de 49 anos conhecido como “Fogoió”. Conta Jucineuda que os projéteis ainda estavam nos corpos e que, segundo o IML, não foram conservados “por falta de energia elétrica” e que estavam “aguardando chegar um aparelho de Caracas para fazer a necrópsia”.


Ainda segundo ela, o clima continua tenso “com os helicópteros do Exército fazendo vôos razantes na cidade. O povo se esconde nas casas com medo de novos ataque; quando os helicópteros sobem, a multidão volta para o meio da rua chamando-os de assassinos”. As fotos que publico nesta edição mostram bem o estado de ânimo e a revolta dos moradores de La Paragua.


Segundo o Consulado do Brasil em Ciudad Guayana, há cerca de 4 mil garimpeiros trabalhando na área, sendo que entre 1.500 e 2.000 são brasileiros. As associações de garimpeiros do estado de Bolívar denunciaram aos órgãos internacionais o massacre dos garimpeiros ocorrido em La Paragua e Alto Caura e pediram a destituição do Procurador-Geral da República por “não ter imposto rigor nas investigações do Exército”. A Procuradoria Militar ordenou a detenção dos 18 militares envolvidos no massacre, acusados de “abuso de autoridade, desvio de funções e atos contra o decoro militar”. Dos crimes de assassinato, reais e brutais, nada foi dito até o momento. O ditador Chávez disse a respeito dos “seus meninos” que houve um “uso excessivo das armas de um grupo de militares”, e que, “as necrópsias apontam para um uso abusivo das armas de guerra”, armas que ele comprou e pôs nas mãos de irresponsáveis delinqüentes como ele próprio, para assassinar seu próprio povo.


Agora, o que os jornais convenientemente não informam é que aquela área do estado de Bolívar é rica em urânio, que o ditador Chávez tem fornecido ao Irã em seus inúmeros acordos, fato já denunciado aqui no Notalatina há bastante tempo.


Neste massacre brutal foram também assassinados mineiros guianos e o governo daquele país agiu como se espera de um mandatário que sabe de suas responsabilidades para com seu povo e sua nação: pediu explicações formais e exigiu a punição dos criminosos e a reparação por parte do governo da Venezuela. Mas, e o Brasil, como se comportou neste episódio insólito? Onde estava o sr. Marco Aurélio Garcia, o poderoso MAG, amigo das FARC e de Fidel Castro? Onde estava o chanceler Celso Amorim? E o embaixador da Venezuela no Brasil, onde estava e o que falou? Quando Israel atacou o Líbano por causa da prisão de seus soldados ocorrido há alguns meses, estes mesmos “senhores” foram pedir explicações à embaixada de Israel no Brasil, como se a embaixada de Israel no Brasil fosse responsável pela invasão (mais do que justa!) naquele país do Oriente Médio.


O Brasil não fez ABSOLUTAMENTE NADA por seus filhos assassinados porque eles eram potencialmente “inimigos” da revolução bolivariana e porque não rendiam votos ao presidente-candidato do Brasil. O Brasil não fez NADA porque não há “incidente diplomático” entre membros de uma mega organização comuno-terrorista chamada FORO DE SÃO PAULO, como do mesmo modo o Brasil nada fez em relação às expropriações criminosas de fazendeiros brasileiros, nem à afronta sofrida pela Petrobras, ambos os casos na Bolívia, por determinação do estúpido índio cocalero que está destruindo e devastando tudo depois que foi graciosamente alçado à presidência do país, com a ajuda deste mesmo maldito Foro, de Lula, Chávez e Fidel Castro.


Quero deixar registrada aqui esta denúncia para que todos possam ver em “quem” pensa e com “quem” se preocupa o sr. da Silva. Na reta final das eleições que decidirão o futuro do Brasil e da América Latina, peço aos amigos que leiam e analisem com redobrada atenção a denúncia feita nesta edição de hoje. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G.Salgueiro

quinta-feira, 17 de agosto de 2006



Enquanto os olhos de toda a mídia mundial estavam nas últimas semanas postados no Oriente Médio, no conflito desencadeado pelo bando terrorista Hizbollah contra Israel, e em Cuba, com a passagem de comando do ditador Castro para seu “sucessor” Raúl e o aniversário dos 80 anos do tirano assassino do Caribe, na Venezuela do ditador Chávez a repressão dos órgãos policiais do Estado – DIM e DISIP -, “trabalhava” em silêncio para “dobrar” os presos políticos, sobretudo Militares.


Essa questão do Oriente Médio não discuto porque é um tema que está longe dos meus estudos e não tenho competência para analisar, embora não me furte a condenar com veemência o serviço de desinformatzyia de toda a mídia mundial, sobretudo do Brasil que, mesmo provado e denunciado pela própria Agência Reuters de que as “vítimas” libanesas foram criadas com o prestimoso recurso do Photoshop e o jornalista fraudador demitido, continua-se divulgando pela rede e em artigos de sites informativos o “massacre sangrento” desencadeado pelos malvados soldados israelenses sob os aplausos do novo Hitler, Bush. Não dá para suportar tanta cegueira auto-imposta e tanta estupidez coletiva.


E a nova situação que vive Cuba com essa coisa inominável de “passagem de comando da ditadura”, vai ficar para outra edição porque há muita história encoberta que precisa vir à luz e fugiria aos meus propósitos de hoje se fosse falar nisso também.


No início desta semana aconteceu um fato espetacular na Venezuela, precisamente entre os dias 13 e 14, com a fuga de 4 presos de um presídio de segurança máxima. Dentre outros tantos presos políticos que o regime castro-chavista alberga, estavam na prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, o líder Carlos Ortega, presidente da CTV e três militares de uma mesma família: os irmãos Coronéis Jesús e Darío Faría e o sobrinho de ambos, o Capitão Rafael Angel Faría. A Carlos Ortega se imputava o delito de “Rebelião Civil” responsabilizado pela greve petroleira em 2003 e uma condenação de quase 16 anos, e aos Militares 9 anos cada, pelo delito de “Rebelião Militar”.


Essa “rebelião militar” foi a coisa mais estúpida, mais forjada e mais criminosa de que já se teve notícia e que ficou conhecido na Venezuela como o caso dos para-militares ou “Paracachitos”. Na ocasião o Notalatina denunciou esta farsa macabra mas, para quem não conhece, explico o que aconteceu.


Havia na Venezuela um escritor e jornalista cubano-venezuelano, Robert Alonso, proprietário de uma bela fazenda chamada Daktari e que fora construída com sacrifício ao longo de muitos anos de sua vida, onde nasceram e cresciam seus filhos. Em princípios de 2004, uma mega-operação montada pelo regime castro-chavista “encontra”, alojados nesta fazenda, nada menos que 100 jovens que, segunda a fraude oficialista afirmava, eram “para-militares colombianos contratados por Alonso para atentar contra a vida do magnânimo líder Chávez”.


Robert Alonso sendo cubano e conhecendo bem as artimanhas do castro-comunismo, denunciava e se expunha publicamente contra o regime chavista que não encontrava meios legais de incriminá-lo, até que resolvem montar a farsa desse grupo para-militar colombiano. A polícia prendeu os rapazes e Alonso foi incriminado por um delito que jamais cometeu – de contratar terroristas colombianos para assassinar Chávez - e, para escapar de uma prisão injusta, pediu asilo político nos Estados Unidos onde vive hoje.


E onde entram esses militares na história dos “paracachitos”? Foram eles que descobriram e denunciaram a farsa governamental e por isso foram presos! Esses 100 rapazes foram trazidos da Colômbia pelo governo de Chávez com a promessa de que lhes seria oferecido emprego, estudo e residência. Eram uns pobres camponeses indígenas cujas famílias se mostraram “agradecidas” pela ajuda e eles felizes, pela “oportunidade” de um futuro melhor.


Ao serem presos, constatou-se que não havia entre os “terroristas” uma arma sequer, porque o plano fora desmantelado antes da hora, por esses militares que hoje são acusados de “rebelião militar”, não dando tempo de montar o espetáculo convenientemente. Aos “paracachitos” foi dado um julgamento que desrespeitava as leis e os direitos humanos, sendo na época, denunciado pelos jornais, uma vez que não houve qualquer tipo de violência, nem armas, nem um tiro dado mas eles foram presos e o maldito Chávez, que os contratou, abandonou-os a um julgamento espúrio e à prisão, entregues à própria sorte.


O Cel Jesús Faría explica neste audio (que o Notalatina divulga com exclusividade) gravado no domingo 13 de agosto, que não teria qualquer direito por muitíssimos anos. Teria como companhia apenas grades de uma cela sem água para seu uso pessoal e higiene da mesma, numa penitenciária blindada como se fosse um criminoso de altíssima periculosidade.


Pode-se ler no Boletim de Notificação do Tribunal Militar Primeiro de Execuções de Sentenças, assinada pelo Juiz Militar, Capitão de Corveta Aniole Infante Beberaggi, com data de 19.07.2006, que “ao Coronel da Guarda Nacional Jesús Faría, em visita que lhe dispensara na penitenciária de Ramos Verde onde se encontrava encarcerado, que o direito a solicitar o Benefício de Liberdade Condicional, seria a partir de 13 de maio de 2010, havendo cumprido já dois anos, dois mese e quatro dias na data de 17 de julho de 2006 da setença de 9 anos”. E no mesmo são notificadas as penas “acessórias”: “interdição civil, inabilitação política e afastamento do serviço ativo”. Isto é “justiça comunista” me fazendo lembrar sempre, sempre e sempre os julgamentos de Stálim!


Bem, com a fuga absolutamente pacífica destes quatro inocentes, que atravessaram e abriram cada uma das 4 portas até a liberdade sem uso de qualquer tipo de arma ou violência, a repressão brutal começou contra os outros presos que continuam detidos. No dia 14 recebi a notícia que reproduzo na íntegra, para que se possa ter uma idéia da malignidade do regime que, muito provavelmente, está utilizando “interrogadores” do G2 cubano, como já ocorreu em outras ocasiões, inclusive terminando com a morte dos interrogados.


“Hoje levaram de Ramo Verde o efetivo Luis Figueroa (GN), um dos presos, encarcerado no mesmo andar que os Faría. O levaram sem ordem judicial, sem permissão do tribunal que o sentenciou em La Guaira e sem notificação de seu advogado. O trouxeram de volta todo golpeado e cuspindo sangue (até esta hora) e o ‘avisaram’ de que amanhã vão pôr o Capitão Otto Gebauer, companheiro de cela de Carlos Ortega no 3º andar, e condenado a 12 anos, 6 meses, 22 dias e 5 horas (vejam o absurdo da “precisão”!) por haver sido testemunha das debilidades de Fidelito em 12 e 13 de abril de 2002, quando esteve sob custódia das FAN.


Isto tem que ser espalhado como rastilho de pólvora e responsabilizar o regime do que possa acontecer, não só ao Capitão Gebauer ou aos demais reclusos de Ramo Verde, mas aos custodiados e pessoal da guarda da Instituição. Não queiram tapar sua mediocridade e negligência com o sangue que lhes pode pesar duas vezes.


Por favor, os que são crentes acompanhem com suas orações de proteção os fugitivos, aos seus familiares e amigos, aos reclusos de Ramo Verde que ficaram incomunicados e a mercê deste regime de assassinos, e aos soldados guardas e pessoal da guarda da instituição, que são o lado mais frágil. Para todos eles, minhas orações, minha solidariedade e minha admiração”.


Hoje não tive qualquer nova notícia, a não ser que o delinqüente Chávez está possesso e “endureceu” ainda mais a repressão. Enquanto ele se deleitava e derretia em afagos e carinhos com o vivíssimo e saudabilíssimo abutre assassino mumificado Fidel, as portas de sua prisão de segurança máxima se abriam de par em par para oferecer liberdade a quem nunca deveria tê-la perdido.


Que Deus proteja cada um desses Militares e civil que conseguiram por milagre escapar do inferno com vida e sem serem molestados, e que Deus conceda igual sorte aos incontáveis presos políticos cubanos que apodrecem em vida nas mais de 300 prisões inumanas da ilha-cárcere sem que haja um só reclamo por parte desta horda de “defensores dos direitos humanos”, “intelectuais”, “artistas”, “formadores de opinião” do mundo inteiro que se solidarizam e até “rezam” pela plena recuperação do mais sanguinário e diabólico ditador da América Latina.


Na próxima edição prometo falar sobre a situação mais anormal do que nunca que se vive hoje em Cuba. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários e tradução: G. Salgueiro

sábado, 5 de agosto de 2006


As cobras já começaram a se picar em Cuba. Há muito boato misturado com verdades que nunca chegaram ao conhecimento do grande público, sobretudo os cubanos e há, mais do que isso, informações omitidas, silêncios injustificados, “mistérios” inalcansáveis.


Especula-se muito na imprensa acerca da real situação do velho tirano: há quem diga que ele já está morto e o regime estica a mentira da convalescença até que se ajeite a nova estrutura de poder – disputada a tapa; outros, afirmam que sequer aquela declaração passando o comando ao seu irmão Raúl foi escrita por ele, e que a assinatura constante no documento é falsa. A verdade é que há mais mistérios do que supõe nossa vã filosofia, não entre o céu e a terra, mas num ponto específico do Caribe, em torno de um monstro assassino que tem em seu haver milhares de mortes de gente inocente.


Nada se sabe de concreto a respeito desta situação tão ansiada por milhares de pessoas no mundo todo. Ninguém sabe em qual hospital internou-se o tirano; ninguém sabe “quem” o operou; ninguém tem sequer o direito de perguntar como estão as coisas e jornalistas não credenciados à Ilha estão sendo mandados de volta ao seu país do aeroporto mesmo, sem permissão de entrar sequer como turista, coisa que em países livres e civilizados jamais aconteceria. Apenas todos esperam calados e pacientes que as notícias sejam dadas do modo que o regime acha conveniente. Nos jornais oficiais, Granma e Juventud Rebelde, só há evasivas, como se faltasse o que falar. O ministro da Saúde cubano, José Ramón Balaguer, diz que “o comandante passa bem”, e quem quiser que acredite e se contente com esta “esclarecedora” informação.


Por outro lado, é estarrecedora a comoção que tomou conta de alguns setores da Igreja Católica. No Peru, foi oficiada uma missa na Basílica de Nossa Senhora das Mercês, pelo padre Marcial Tejada, que exortou as centenas de participantes a pedir pela saúde do “lider revolucionário” para que ele se levante são e salvo. Segundo palavras do tal “padre”: “Nos alegramos de nos unir para oferecer nossas preces com carinho e afeto para Fidel Castro”, após revelar sua admiração pelo “estadista que conduziu os destinos dos cubanos durante os últimos 47 anos”. Que meigo, que terno!...


Já a Conferência dos Bispos Católicos de Cuba (COCC) (seria uma sucursal da CNB do B?) emitiu uma nota aos fiéis católicos que dizia: “Os Bispos de Cuba pedimos a todas as nossas comunidades que ofereçam orações para que Deus acompanhe em sua enfermidade o Presidente Fidel Castro e ilumine aos que receberam provisoriamente as responsabilidade de Governo” e mais adiante, “o delicado estado de saúde de Castro é um momento especialmente significativo para o povo cubano”, e que a Igreja Católica “compartilha desta preocupação e das súplicas de todos os crentes”.


Não posso me calar diante de tamanha afronta! Quantas vezes esses “bispos” se preocuparam com o destino daqueles miseráveis encarcerados injustamente nas masmorras infectas, por ordem deste amaldiçoado que ora agoniza? Quantas vezes esses malditos “bispos” rezaram uma ave-maria pelos fuzilados por este mesmo abjeto assassino, justo por serem Cristãos? Quantas vezes estes “pastores” comunistas lembraram de pedir que se rezasse pela saúde do Dr. Guillermo Fariñas que agoniza por uma greve de fome desde 31 de janeiro, para que este ditador moribundo permitisse a todos os cubanos o direito de acesso à Internet? Quantas noites insones de vigília passaram estes abomináveis “bispos”, orando pelos milhares de bebês abortados por ordem deste maldito regime ditatorial, presidido por este verme que se ultima? Quantas vezes eles “exortaram” os fiéis para unir-se em preces pelos que morrem a míngua, de fome, perseguidos, torturados, escravizados, sem assistência médica e carentes de tudo nesta mesma Cuba oprimida pelo quase-defunto Castro? E o Vaticano, quando emitirá nota unindo-se às preces deste clero sinistro e nefando, que cospe sem pudor sobre a Cruz de Cristo, para “seu irmão” enfermo?


Os que lerem este ato de repúdio que registro aqui que julguem quem está com a razão. São 47 anos de sangue inocente derramado que agora o mundo inteiro esquece e apaga da História, aliás, que cuidou-se sempre e muito zelozamente de negar ao conhecimento público, como se não fossem vidas humanas que sofreram sob o jugo de um homem só, perverso até a mais ínfima parcela de seu ser.


Ontem à noite recebi uma informação que dizia ser “de fonte confiável”, que repasso sem confirmação, dando conta de que Castro já estaria morto e Raúl havia sido baleado numa disputa pelo poder com outros generais. Como nenhuma informação oficial é fornecida, nem para os cubanos da ilha nem para o mundo, é difícil saber o que de fato está ocorrendo nos bastidores deste teatro do absurdo. Acho pouco provável que esta notícia seja verdadeira mas também não posso descartá-la totalmente; só o tempo dirá se confere com a realidade.


Como se sabe, Raúl Castro não é bem quisto, nem nas Forças Armadas nem no PCC e sua ascenção não deve estar sendo bem digerida, embora todos sempre soubessem que está escrito na Constituição que ele seria o substituto de Fidel após sua morte. Todavia, saber não significa “aceitar” e não creio que os que ficaram de fora do butim estejam aceitando tudo isso pacificamente. Um deles, que sempre andou colado ao velho abutre e que defende a “revolução” com unhas e dentes é o ministro das Relações Exteriores Felipe Pérez Roque; outro que não creio que fique quieto sendo solenemente ignorado, como foi, é o presidente da Assembléia Nacional, Ricardo Alarcón, um sujeito ambicioso que se acha mais competente que Raúl e com desenvoltura suficiente para tomar as rédeas do país.


De qualquer modo, tudo o que temos são especulações, fantasias, boatos e previsões; nada além disso. Não creio que este mega-assasino sobreviva ao aniversário dos 80 anos, em 13 de agosto, tão alardeado mundo afora mas penso que a notícia de sua morte – se ocorreu ou ocorrer - será guardada para depois desta data, a fim de não estragar a festa e manter-se o mito de sua boa saúde e longevidade. Como faço aniversário dois dias antes deste ser abominável, agradeceria infinitamente a Deus se Ele me presenteasse com a partida definitiva deste ser nefasto da face da terra.


E para encerrar o Notalatina de hoje, publico abaixo uma análise da situação de Cuba feita pelo jornalista Nelson Rubio em que ele aborda alguns aspectos desta luta pelo poder na Ilha. Tenham um ótimo final se semana, fiquem com Deus e até a próxima (que pode ser a qualquer momento em edição extra).

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Cuba: a luta pelo poder


Nelson Rubio, jornalista de Noticias 1140 AM


Raúl Castro tem as rédeas do poder em Cuba, porém permanece invisível para os cubanos, alimentando uma grande incerteza sobre o futuro da ilha que continua pendente da saúde do ditador cubano Fidel Castro, enquanto se detectou uma discreta mobilização de seguranças e efetivos das Forças Armadas.


Informações fidedignas divergentes em Havana apontam para um crescente protagonismo do general Julio Casas Regueiro, presidente do Grupo de Administração Empresarial (GAESA), ante a resistência que Raúl Castro está encontrando para ser admitido como pleno sucessor de Fidel Castro, cuja situação e paradeiro são um mistério total.


Alarcón não admite ser marginalizado


Várias fontes assinalaram que em Cuba se está vivendo nestes momentos uma pimeira luta política entre Ricardo Alarcón, presidente do Parlamento cubano e Raúl Castro. Informações contrastadas apontam Raúl Castro como autor do “testamento político” de Fidel Castro, o Proclama lido através da televisão, que ratificou máximos poderes para Raúl, porém eliminou do novo núcleo duro da Revolução Ricardo Alarcón, de 69 anos, defensor intransigente do sistema de partido único.


Os eixos que Raúl Castro busca


Nestas primeiras horas de confusão, a primeira luta política se perfilaria entre Alarcón e Raúl Castro, que quer consolidar uma transição pacífica sobre vários eixos: José Ramón Balaguer (direção de programas de saúde); José Ramón Machado Ventura, Esteban Lazo (educação) e Carlos Lage (planos energéticos). Porém, Alarcón teria ameaçado de frustrar esses planos ao assinalar que tem vídeos do desdobramento da operação de Fidel Castro para rebater o rumor difundido em Cuba de que ele morreu na operação.


Vizinhos de bairros da capital comentaram à Agência AFP que as Brigadas de Resposta Rápida e grupos de partidários mobilizados nos centros de trabalho, permanecem ativados para repelir eventuais ações da oposição interna.


Uma bomba no meio do folhetim brasileiro


Em Havana se mantém um estado de preocupação ante o vazio de poder aberto desde a noite de segunda-feira, no momento em que todas as casas de Cuba com televisão estavam dependentes do folhetim popular brasileiro “Senhora do Destino”. Na quarta-feira pela manhã, as únicas notícias nos diários Granma e Juventud Rebelde remetiam ao Proclama de Fidel Castro. Ante este silêncio e a opacidade de Raúl Castro, Ricardo Alarcón irrompeu de novo declarando à Agência Prensa Latina que Fidel Castro se recupera bem e está com bom ânimo.


Casas e Rodríguez, em primeiro plano


Esta declaração surpreendente de Ricardo Alarcón, um homem que fala inglês fluente e que atuou como porta-voz durante sua etapa nas Nações Unidas, como posteriormente ante as principais cadeias de televisão dos Estados Unidos, aumentou a incerteza sobre o poder de Raúl Castro no momento em que parece produzir-se a primeira controvérsia entre o sistema de partido único ou um cenário que abra oportunidade aos movimentos opositores.


O general Julio Casas Regueiro e o major Luis Alberto Rodríguez López-Calleja (genro de Raúl Castro) teriam rechaçado o chamamento de Ricardo Alarcón à mobilização das Brigadas de Resposta Rápida. O general Casas mantém o apoio do Exército e Raúl Castro como sucessor legítimo de Fidel Castro, com o primeiro objetivo de garantir uma tranqüilidade econômica que não colapse o setor turístico.


A prova da Cúpula dos Não-Alinhados


Várias fontes indicam que Raúl Castro fixou em 2 de dezembro a data limite para concluir esta primeira transição. Raúl Castro esperaria até a celebração da Cúpula dos Não-Alinhados, pautada entre 11 e 16 de setembro, para aparecer como o novo líder da revolução cubana.


Porém, antes da trasmissão da Mesa Redonda, onde Fidel Castro supostamente enviou uma segunda mensagem, Alarcón teria ameaçado em frustrar eses planos ao assinalar que tem vídeos das radiografias e do desenrolar da cirurgia de Fidel Castro, para rebater o rumor difundido em Cuba de que ele havia morrido na operação. O que está ocorrendo em Cuba corrobora de forma paradoxal o chiste bobo que um dia Raúl Castro utilizou, sobre o que se passaria no dia do desaparecimento de Fidel Castro. “É impossível sabê-lo porque não se pode substituir um elefante por cem coelhos”, disse então. Deu, naquele momento, as pistas do que parece agora se viver na Ilha.


Comentários e tradução: G. Salgueiro

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Está causando muito rebuliço a notícia veiculada ontem à noite sobre o afastamento oficial do ditador Fidel Castro, e a passagem do bastão para seu irmão Raúl, seu sucessor à ditadura hereditária na desventurada Cuba.


A notícia espalhou-se como rastilho de pólvora dando conta de que o senil criminoso havia tido uma hemorragia intestinal e que fora necessário um intervenção cirúrgica. Fui informada ontem mesmo, por uma amiga cubana residente em Miami que falava do anúncio feito pela televisão, e que pode ser conferido aqui, onde o sanguinário ditador alega que a última viagem feita à Córdoba, para participar da Cúpula do MERCOSUL, tinha sido um esforço “muito grande” para a sua debilitada saúde. As pessoas ficaram estupefatas, num primeiro momento, mas em seguida foram às ruas comemorar, conforme se pode ver na foto que ilustra a edição de hoje e através destes vídeos tomados em Fort Lauderdale, Sul da Flórida e Miami-Dade.


A reação à notícia nos Estados Unidos, onde se concentra a maior comunidade de exilados cubanos, foi controvertida: alguns já comemoram a morte de Fidel, outros vêem com ceticismo e chegam mesmo a declarar que esse afastamento pode ter sido mais uma trampa mas o fato é que todos, de algum modo, sentem-se felizes e aliviados ao saber que pelo menos por um dia, Cuba saiu oficialmente das mãos de seu carrasco que a mantém sob controle férreo há mais de 47 anos.


Dezenas de pessoas da comunidade cubana em Miami se encontraram ontem à noite na “Pequena Havana”, mesmo local onde o presidente Bush tomou o café da manhã nesta segunda-feira, em um ambiente festivo, tocando buzinas e gritando “Viva Cuba!” e “Liberdade!”, após o anúncio de que Castro havia delegado o poder “provisoriamente”. Pouco depois do anúncio, difundido pela televisão cubana, os manifestantes começaram a se reunir. “Isto nos pegou de surpresa. Ninguém imaginava que isto poderia acontecer depois do 26 de julho à hoje”, disse desde Cuba, a economista dissidente cubana Martha Beatriz Roque, na cadeia de televisão Univisión.


Também no âmbito político o cenário visto, sobretudo nos Estados Unidos, é de apreensão e cautela. Conforme referi em edições passadas, percebo que esta “transição” vem se dando gradualmente, pois o “sucessor” oficial (escrever isto sempre me soa mal, pois como é que um mísero homem pode dominar um país inteiro por quase meio século e ainda impor que depois de sua morte seu irmão dê continuidade a essa auto-imposta “dinastia sangrenta”? E o restante da população, não é nada?), Raúl Castro, que atuava como eminência parda do regime e jamais dava entrevistas, passou a se expor mais e o próprio Fidel vinha fazendo referências a ele, como se esta passagem de bastão estivesse próxima.


É possível que o velho Abutre já tenha morrido e a Nomenklatura esteja elaborando a forma como dará a notícia ao mundo, além de como será a transição. Há muita gente desejosa de assumir o poder da Ilha e um outro tanto que quer ver Raúl, o irmão sem sal e nada carismático, pelas costas. Há “dissidentes” na Ilha que almejam este poder, como Oswaldo Payá, e que continua sendo para mim uma figura esquisitíssima pelas regalias que mantém até hoje, bem como membros do governo como o presidente da Assembléia Nacional, Ricardo Alarcón, o vice-presidente Ricardo Lages e o ministro das Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque.


Pelo Projeto Varela, elaborado pelo sr. Payá, a dissidência externa não teria direito a concorrer a qualquer cargo no novo governo, bem como ele oferece um perdão absoluto aos milhares de crimes do sanguinário ditador, como se ele, Payá, fosse Deus. Quando não se foi jamais molestado, como é o caso deste senhor, é fácil, escorando-se num pseudo-cristianismo, perdoar os crimes alheios.


E da dissidência começam a surgir Notas e Declarações que deixam muito claras as posições dos cubanos desterrados que amam sua Pátria tanto quanto os que lá ainda permanecem. Abaixo reproduzo uma Declaração da Associação Cubanos pela Liberdade, pois me parece refletir o pensamento da maioria dos dissidentes e o meu modo pessoal de ver também, que acabo de receber de NetforCuba.


“Hoje, ante a notícia da passagem “eventual” do poder de um criminoso para outro na Cuba de todos, queremos fixar nossa posição ante os possíveis cenários que se vislumbram no horizonte político e que passam pela recuperação, desaparecimento ou invalidez do tirano Castro; daí que:


1. Rechaçamos, condenamos e denunciamos qualquer tentativa de continuidade do regime mediante supostas negociações, impulsionadas desde os hierarcas do sistema e com o beneplácito de alguns “dissidentes” e instituições dentro e fora do país.


2. Exigimos a liberdade imediata e incondicional de nossos companheiros encarcerados – que são todos e cada um dos presos políticos -, partindo de nossa oposição a qualquer tentativa de classificá-los segundo os interesses de determinados grupos, instituições ou personalidades.


3. Apoiamos todo tipo de ajuda aos opositores em Cuba, e especialmente a designada pelo Governo dos Estados Unidos, para manter a luta cívica que se avizinha, embora rechacemos os favoritismos aos que se erijam Uni-líderes com Uni-projetos para uma Cuba que é de todos.


4. Solicitamos à União Européia, aos Estados Unidos e à Opinião Internacional que, como seres humanos, os cubanos e nossos direitos à liberdade sejam respeitados, com a mesma dignidade da qual desfrutam seus cidadãos. Qualquer apoio e/ou gestão que não seja neste sentido, o catalogaremos como cumplicidade com os vitimários dos governo Castrista.


5. Fazemos um chamamento aos militares que não mancharam suas mãos de sangue para que, com a honra que até agora não tiveram, detenham quantos assassinos governam em Cuba; derroguem a pseudo-Constituição de 1976 e entreguem o poder a um Governo Civil de transição que possa instaurar as garantias fundamentais para todos os cubanos, enquanto se convocam eleições livres e uma nova constituinte. Senhores do verde-oliva, não é possível que diante de tanta ignomínia, atropelo e injustiças contra vossos semelhantes, continuem justificando sua covardia com as migalhas que lhes oferece o tirano.


6. Convidamos a todos os cubanos – à margem de ideologia ou tendência política -, nos reunirmos no esforço para uma Cuba livre, sem matizes, sem ambigüidades, onde a Pátria seja casa e abrigo de todos mediante a lei e a justiça, para que nunca mais seja incubada uma Revolução Criminosa.


Por todos os que caíram, pelos prisioneiros, pelos desterrados, por nosso filhos e familiares, expulsemos do poder os covardes assassinos que vivem na opulência enquanto nossa sociedade se desgasta no dia-a-dia.


CUBA SIM, DITADORES NÃO!


Eduardo Vidal Franco – Presidente da Associação Cubanos pela Liberdade (ACPL).


Espanha, 1º de agosto de 2006.


Nota: A esta Declaração até agora se lhe somaram o apoio de: Lázaro González Valdés, Diretor Geral de SOS JUSTIÇA; Engº César Alarcón, Presidente do Movimento Cubano Unidade e Democracia. Todo aquele que deseje demonstrar sua conformidade com esta declaração, pode fazê-lo através de um e-mail para: cubanospl@yahoo.es”.


E o Notalatina fica por aqui, podendo fazer uma edição extraordinária, caso se confirme (e que Deus escute as nossas preces!) que o tirano enfim, desinfectou aquela bela ilha caribenha. Fiquem com Deus e até a próxima”


Agradecimentos a www.NetforCuba.org e ao site www.therealcuba.com que disponibilizou estes vídeos que o Notalatina apresenta com EXCLUSIVIDADE para o Brasil.


Tradução e comentários: G. Salgueiro