quarta-feira, 2 de junho de 2004

Em um seminário ocorrido em Assunção, Paraguai, um jornalista denuncia, com todas as letras, que em Cuba não é necessário “matar os jornalistas” porque matou-se a profissão de jornalismo há tempo. Que o digam os 29 jornalistas encarcerados com condenações que chegam a até 28 anos, apenas por serem independentes e falarem a verdade, que não é aquela que o jornal estatal Granma publica...



Temos hoje duas notícias relativas à Cúpula Euro-latino-americana de Guadalajara, onde fica patente o papel ridículo que Cuba tem feito por onde se apresenta. Sinceramente, eu não consigo entender como ainda dão espaço para países de regime totalitário participarem de eventos onde países livres discutem e planejam propostas para melhorar o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida de seus cidadãos. Na minha concepção, países como Cuba, Líbia, China e outros de regime comunista, deviam ser ostracizados severamente pelos povos livres; penso que assim teriam menos força, quiçá...



Ainda em Guadalajara, foram presos 44 agitadores que pretendiam, como sempre, desestabilizar o encontro. Uma das detidas é uma canadense, profissional na “arte” de organizar as tais “manifestações espontâneas” que da noite para o dia estão nas ruas com cartazes, palavras de ordem, queimando pneus, incendiando carros, enfim. Bem feito! Devia ser deportada.



E a última notícia de hoje vem do Seprin, um site informativo da Argentina que dá conta das manifestações que já começam a ocorrer, por causa da aproximação do julgamento do etarra Josu Lariz Iriondo, que é visto por todos os esquerdistas (inclusive o comuna presidente Kirchner e a terrorista Hebe de Bonafini) como um “preso político”, e que na realidade não passa de um terrorista criminoso de alta periculosidade, responsável por atentados de grande porte na Espanha. Amanhã nos falamos de novo; até lá!



Cuba quer matar o jornalismo



ABC Color, Assunção – Paraguai – 31 de maio de 2004.



Em Cuba não é necessário assassinar jornalistas, como se faz em otras partes da América, porque silenciá-los à força e submetê-los ao terror, é suficiente. É ao jornalismo que querem matar, assinalou Emilio Sánchez, redator do diário El Nuevo Herald, de Miami.



Sánchez é membro da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e participou do seminário sobre riscos do jornalismo realizado de 26 a 28 de maio, no Hotel Granados Park.



O evento foi organizado pela SIP, com o apoio da UNESCO e os diários ABC Color e La Nación, com a participação de destacados painelistas argentinos e a presença de jornalistas de diários, rádio e televisão de nosso país.



“Em Cuba há um jornalismo falso que responde à propaganda do sistema”, afirmou Sánchez. Ele disse que na ilha não há liberdade de expressão. No seminário assinalaram que o aumento da corrupção nas Américas obriga os homens e mulheres da imprensa a evitar os riscos, planejando e ordenando as coberturas.



O poder das máfias para sortear o estado jurídico e submeter a juízes, procuradores e policiais à sua disposição, é um elemento chave da política moderna, que o jornalismo deve assumir, sem que isso represente perigo para a sua integridade.



“Pode-se conseguir os mesmos resultados com o mínimo de riscos”, afirmou a instrutora da SIP, Sibila Camps, investigadora do diário portenho Clarín.



Fonte: NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



Cuba e México se falam, porém a Espanha apoia a posição européia frente a Castro



Martí Noticias, 28 de maio de 2004



Cuba parece ter conseguido fazer as pazes com o México na Cúpula Euro-latino-americana de Guadalajara que terminou na sexta-feira, porém, em troca, piorou seu enfrentamento com a União Européia (UE) quando insistiu em insultá-la, dizendo que “é uma aliada e subordinada dos Estados Unidos”.



As relações diplomáticas de Cuba e da UE continuam virtualmente congeladas desde que há um ano os europeus fecharam a passagem de Cuba ao Acordo de Cotonú e começaram a criticar fortemente as violações dos direitos humanos na ilha. Um dos requisitos para pertencer ao Acordo de Cotonú é que o país membro ou aspirante a sê-lo, respeite os direitos humanos. O regime de Fidel Castro foi censurado em abril passado na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, por suas violações sistemáticas desses direitos.



Durante o debate para acordar a Declaração Final da Cúpula de Guadalajara, de novo se fez evidente a inimizade de Cuba e os 25 países da União Européia, aos quais o governo de Cuba acusou em uma declaração fechada em Havana, de atuar como “um rebanho de cordeiros subordinados a Washington”.



Cuba queria que a Declaração de Guadalajara incluísse uma condenação explícita do embrago financeiro da Lei Helms-Burton, dos Estados Unidos, sobre o regime comunista e também das medidas que foram anunciadas recentemente por Washington, para apertar ainda mais o nó da economia cubana.



A União Européia, todavia, estabeleceu a contraproposta de que a Cúpula condenasse de modo geral “todas as medidas de caráter unilateral contrárias ao Direito Internacional, incluindo aquelas de efeito extra-territorial”. Cuba qualificou essa proposta de “tímida e ridícula”, porém se considerou segura sua aporvação.



Transcendeu, por outro lado, que a Declaração de Guadalajara condenaria “os maltratos de prisioneiros em cárceres iraquianos”, embora sem mencionar os Estados Unidos.



Fontes diplomáticas espanholas disseram que a chegada ao poder na Espanha, do socialista José Luis Rodríguez Zapatero, em substituição ao conservador José María Aznar que enfrentou Castro, não modificará a posição da União Européia de exigir do ditador cubano, respeito pelos direitos humanos de seu povo. “A Espanha deseja ver um povo cubano que avance democraticamente, que tenha um grau de desenvolvimento, de progresso e de bem-estar e, desde já, essa vai ser a nossa linha de trabalho”, disse Zapatero, na quarta-feira, em uma entrevista à Televisa.



A delicada questão dos direitos humanos em Cuba também esteve na origem da disputa com o México que, declarando outras causas, retirou nos primeiros dias de maio a sua embaixadora de Havana e expulsou o embaixador cubano.



No discurso inaugural da Cúpula, o Presidente do México, Vicente Fox, disse que “não há desenvolvimento sem democracia nem democracia que sobreviva à falta de desenvolvimento”. “A democracia funciona; um regime que respeita e fomenta as liberdades individuais, que impulsiona a participação social e o desenvolvimento coletivo através do talento e da contribuição de seus integrantes, se traduz em uma sociedade não só mais rica, com mais valores, senão também, mais justa...”



“A democracia funciona; funciona como o mostra bem o duplo processo de integração e desenvolvimento que têm seguido as nações da comunidade Européia. A experiência européia, quer dizer, a conjunção de democracia e estado de direito que respeita as liberdades e direitos essenciais das pessoas, assim como um modelo econômico que fomenta o desenvolvimento humano e a integração da cooperação regional, constitui um exemplo digno de emulação”.



Fonte: NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



Guadalajara – 44 detidos por protestos contra a reunião internacional da semana passada nesta cidade



Os provocadores foram identificados como membros de organizações não-governamentais (ONGs), entre elas a Frente Popular Revolucionária e o Conselho Geral de Greve da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Estas, por ordem ao que parece, provenientes de Havana, violaram o acordo da noite de quinta-feira entre o governo de Jalisco e os sindicatos e coletivos que participaram de uma marcha pacífica, alegre e festiva, para protestar contra a terceira cúpula da América Latina, o Caribe e a União Européia.



A Procuradoria da Justiça de Jalisco consignou hoje 44 das quase 100 pesoas que foram detidas ontem à noite, tanto no cenário dos enfrentamentos como nos aglomerados, que granaderos e forenses levaram a cabo por toda a cidade até às três da manhã de hoje, em prevenção de atividades terroristas. Do mesmo modo, a Direção de Segurança Pública estatal liberou 10 jovens detidos por falta de provas e entregou às autoridades migratórias da Secretaria de Governo, pelo menos 8 estrangeiros que haviam ingressado no país apenas com o intuito de promover desordens.



“Às duas da manhã (do sábado), um grupo de granaderos entrou no bar Lido (no centro desta cidade) e levaram seis jovens a quem estavam perseguindo”, contou Lídia, outra estudante local que preferiu omitir seus sobrenomes. “Desde que acabaram os distúrbios, as caminhonetas granaderas saíram por todas as colônias agarrando gente seletivamente, ao que parece, fichadas anteriormente”.



Todos os detidos foram concentrados nos sótãos da Segurança Pública. Entre os estrangeiros detidos está a cidadã canadense Lalou Deperrier Roux, de Quebéc, veterana participante na organização de motins internacionais contra o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e o Tratado de Livre Comércio.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Mobilizações pela liberdade de JOSU LARIZ IRIONDO



No próximo dia 8 começará o julgamento contra o exilado político basco Josu Lariz, preso em Buenos Aires desde novembro de 2002. Diante deste processo, estão se intensificando as mobilizações de apoio.



Neste sentido, o alkartetxe da Argentina expressou seu “mais enérgico repúdio ao pedido de extradição por parte do Estado espanhol”, e solicita ao Governo argentino que lhe conceda asilo político. Através de uma declaração “unânime”, manifesta sua solidariedade à Lariz e seus amigos.



Por otro lado, durante o ato que em 25 de maio congregou 200.000 pessoas na Praça de Maio de Buenos Aires, pelo motivo do Dia da Pátria Argentina, desfraldaram um painel de grandes dimensões na qual se podia ler: “Sim ao refúgio. Nçao à extradição”.



A Associação Diáspora Basca, por sua parte, destaca que “emprestar uma cela funcional aos negócios havidos entre o presidente uruguaio Jorge Batlle e o derrotado presidente espanhol José María Aznar, empana a imagem da Argentina”. A este respeito, destaca que sua libertação será “um ato de justiça, meritório para o Governo e honrará a tradicional solidariedade do povo argentino”. Denuncia, além disso, “as arbitrariedades cometidas”.



Fonte: www.seprin.com



Traduções: G. Salgueiro



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