terça-feira, 2 de setembro de 2008


O Notalatina traz hoje várias informações e dicas mas também uma denúncia grave sobre o que está se passando na Argentina, com os julgamentos criminosos aos militares e pessoal de segurança que combateram – e venceram – o terrorismo nas décadas de 70-80 naquele vizinho país. E a primeira das informações é sobre os novos links e banners acrescentados ao blog que, naturalmente, recomendo a visita de todos. Os banners da Argentina (facilmente identificados pela bandeira) são de sites da resistência, formados por militares reformados ou amigos e parentes das vítimas do terrorismo daqueles anos sangrentos; é disso que sinto falta aqui no Brasil e tento há anos – em vão – reunir estas pessoas para criarmos algo semelhante. Visitem os sites e vejam como são ativos e como respeitam a memória de seus mortos, assassinados pelos terroristas dos bandos ERP e Montoneros.

Além desses, há dois novos cubanos, extremamente importantes: o “Instituto de la Memoria Historica Cubana contra el Totalitarismo”, cujo presidente é o meu amigo Pedro Corzo, produtor de vários documentários dentre os quais o mais conhecido é “Guevara: Anatomia de um mito”, que o Notalatina ofereceu com exclusividade para o Brasil há alguns anos. E o outro, “Archivo Cuba”, é o site inicialmente criado pelo falecido Dr. Armando Lago, a maior autoridade sobre o tema das perseguições e assassinatos de cubanos pós-revolução castrista e que agora está sendo administrado pela senhora María Werlaw.

Há ainda o link para o site do ex-ministro colombiano Fernando Lodoño, “La Hora de la Verdad”, que já fez interessantíssimas entrevistas com personalidade como Alejandro Peña Esclusa e o General Freddy Padilla de León, Comandante Geral das Forças Militares da Colômbia. O site está imperdível, confiram.

Já está também disponível aqui o banner que dá acesso ao site “Seminário de Filosofia” do meu mestre e amigo Olavo de Carvalho. Insisto para que visitem este site porque o material é extremamente raro e valioso, uma vez que quase todos os vídeos e áudios são inéditos. Por uma quantia irrisória é possível se inscrever e ter acesso a todo o material, além de participar do “Fórum Sapientia”, uma espaço onde pode-se discutir, trocar idéias e tirar dúvidas sobre as aulas de filosofia do nosso maior (senão o único e legítimo) filósofo brasileiro da atualidade. Vão lá!

E por falar em Olavo, domingo passado, 31 de agosto, ele foi entrevistado pelo analista estratégico Jeffrey Nyquist, que é para mim o mais melhor e mais competente analista da mídia americana. Para quem não o conhece, Nyquist tem uma pena ácida e crua, por vezes escatológica mas suas análises são sempre imprescindíveis. A entrevista foi feita no programa “Outside the Box Radio Show” e pode-se ouvi-la acessando o link da página ou então no replay que haverá hoje, às 23:00 pm (hora do Brasil) na rádio http://www.wibg.com/. Não percam!

Quero chamar a atenção também para o editorial do Farol da Democracia Representativa, cujo título é “Reflexões para a Semana da Pátria e eleições municipais que se aproximam”. Nesta reflexão há um convite – que estendo aos leitores deste blog – para que no próximo domingo, dia 07 de setembro, nos unamos em oração para que Deus livre a nossa Pátria Amada da maldição do comunismo. Convido a todos os católicos romanos, ortodoxos, evangélicos, judeus, espíritas, enfim, todos que crêem em Deus para que, mesmo que não possam atender à sugestão do Farol, de se rezar uma missa em cada rincão do país às 11 h. da manhã, formando uma barreira anti-comunista, que façam uma prece nessa hora, que se recolham e sintonizem o pensamento no Altíssimo para que Ele atenda as nossas preces e nos livre, ao Brasil e à América Latina inteira, desta maldição que tantas mortes, dor, sofrimento e miséria causou à Humanidade.

E finalizando os avisos e recadinhos, quero agradecer de coração ao meu amigo Silvio Grimaldo pela ajuda inestimável que tem me brindado aqui no Notalatina. Deus lhe pague, Silvinho!

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Bem, o tema principal das denúncias de hoje é a situação vexatória, humilhante e indigna que estão passando os militares argentinos com esses absurdos processos a que estão sendo submetidos. Não vejo aqui no Brasil – me refiro à grande mídia de modo especial – qualquer comentário sobre estes “tribunais revolucionários” que começaram no ano passado sob a orientação do proto-comunista e midiático juiz Baltazar Garzón.

Eu venho acompanhando a situação dos militares argentinos desde que iniciou-se a “Dinastia K”, onde a primeira iniciativa foi trazer de volta ao poder TODOS os companheiros “ex” terroristas. Daí por diante, começou o inferno para os combatentes. Revogaram a Lei de Anistia, que passou a valer apenas para os que assassinaram, torturaram, seqüestraram, praticaram em média 7 atentados terroristas por dia e que, tal como aqui, são chamados de “jovens idealistas”. Os militares e demais defensores da lei e da ordem foram excluídos – desanistiados - , processados e presos “preventivamente”, e os julgamentos mais parecem um circo macabro, onde a maioria das testemunhas é falsa; e lá está o dedo sujo e cínico de Baltazar Garzón!

E nos dois últimos meses sentaram no banco dos réus do Tribunal Popular e Revolucionário Argentino, os generais Luciano Benjamín Menéndez, de Córdoba e Antonio Domingo Bussi, ex-governador eleito democraticamente de Tucuman, ambos octogenários, ambos condenados à prisão perpétua. Em sua defesa, o general Menéndez deu esta bela aula de amor à Pátria com a serenidade e a altivez de um soldado que sabe ter cumprido seu dever. O general Bussi em sua defesa afirmou que “era uma guerra contra um bando de delinqüentes marxistas-leninistas” e que “os ideólogos da subversão, hoje estão no governo”. Do mesmo modo que aqui no Brasil.

Eu assisti o julgamento pela CNN em Espanhol e chorei junto com o velho general Bussi. A foto que ilustra a edição de hoje é a evidência mais clara de que estas condenações são uma radiografia do ódio que move o espírito de um comunista. Nesta matéria há um relato sucinto sobre o episódio. Turbas enfurecidas com o resultado do veredicto, - que não definiu no momento se permitia prisão domiciliar ou se os mandava para uma penitenciária federal -, gritavam levantando cartazes com fotos de suas “vítimas”. Queriam sangue. Queriam, se pudessem, trucidar os velhos generais com as próprias mãos, pois é esta a “justiça” que eles crêem e conhecem; é este o direito que eles se atribuem. Não importa se os condenados são dois homens velhos, cansados e doentes, como o general Bussi que usa sonda nasal e tem dificuldade para falar. O que importa é a vingança, é o ódio à verdade, é o apego ao mal.

Se forem mandados para a Penitenciária Marcos Paz II, como tem sido com quase todos esses condenados, a vida deles não dura muito tempo mais; serão mais duas mortes anunciadas. Há poucos dias recebi um relatório da Argentina, onde se apontava que até o ano passado já estavam no cárcere – mesmo antes do julgamento, como o Pe Christian Von Wernich que ficou 3 anos preso antes de ser condenado à prisão perpétua – 94 militares dos quais, de março até agosto de 2008, já haviam falecido 40! Desses, tenho nítida lembrança de alguns por falta de atendimento médico, um envenado com cianureto e outro enforcado.

E hoje um dos filhos do general Bussi, Luis José Bussi, informou ao jornal La Gaceta de Tucuman que seu pai “está em estado de choque, muito desorientado, muito mal e deslocado da realidade”, depois de saber que o juiz Alfredo Terraf confirmou que vai pedir sua prisão numa penitenciária. Por isso solicitou a ajuda de uma psicóloga no domingo, pois não quer entender as implicações da sentença que lhe impuseram de ter cometido um crime de “lesa humanidade”. Além disso, Bussi filho queixou-se de que a assistência médica oferecida pelo Exército a seu pai deixa muito a desejar, pois os profissionais que o assistiam antes iam vê-lo todos os dias e os de agora só vão três vezes na semana. Ordens da ministra montonera da Defesa, Nilda Garré.

É impossível tomar conhecimento destas coisas com frieza e distância, como se elas não roçassem na nossa realidade. São nossos vizinhos de fronteira. São soldados de valor que lutaram para erradicar o terrorismo e a subversão do meio de sua gente e venceram, do mesmo modo que os nossos soldados. Mas também do mesmo modo cometeram dois erros fundamentais para que a fênix ressurgisse das cinzas: perderam a batalha no campo das idéias e cometeram o erro de acreditar que lidavam com pessoas normais e bem inencionadas perdoando-lhes todas as atrocidades cometidas. Hoje são eles os condenados. Hoje são eles que, novamente, estão sendo vitimados só que com o respaldo legal de uma justiça torpe, venal e comprada. E é preciso que o Brasil saiba disso, com todos os detalhes porque eles não voltaram em férias mas para ficar e destruir o que de bom existe na civilização judaico-cristã, eles que idolatram assassinos e odeiam a Deus.

Dedico esta edição em memória do meu recém falecido amigo argentino Horacio Zaratiegui, um incansável GUERREIRO com todas as letras maiúsculas e que lutou contra esta escória até poucas horas antes de sua partida definitiva deste mundo. Ele deixou seu exemplo de garra e coragem com retidão, aos que conviveram com ele de perto e aos amigos de longe como eu. Horacio está fazendo falta, a saudade está doendo mas a luta continua e não podemos nos acovardar agora. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

sábado, 23 de agosto de 2008


O Notalatina faz uma Edição Extraordinária para denunciar o patrulhamento na rede sobre aqueles que, correndo toda sorte de riscos e sem qualquer patrocício público ou privado, assumiram perante suas consciências e a Nação brasileira não se calar diante dos crimes que vêm sendo cometidos no país.

A vítima de hoje foi o meu amigo e companheiro de trincheira Heitor De Paola, proprietário do recém-inaugurado site Papéis Avulsos, cuja nota de esclarecimento segue no final desta edição.

Sobre a nota expedida pelo Heitor, esclareço que o assunto sobre a vacina contra a Rubéola, vem sendo motivo de estudos de um grupo de pessoas – eu, inclusive - onde já se encontram fortes indícios de que a mesma tem por objetivo a esterilização massiva da população em idade reprodutiva, através de micro abortos sucessivos. Não adianto mais detalhes deste crime de lesa-humanidade porque ainda estamos estudando e não há um relatório conclusivo.

Quanto ao texto do Félix Maier, publicado hoje pelo Mídia Sem Máscara que o Heitor não pôde inserir, vocês podem lê-lo aqui: Há torturador no governo Lula da Silva e entender o que “eles” não querem que o povo saiba.

O Notalatina já foi vítima de suspensão indevida no ano passado, sob a acusação de ser um “blog de spam”, e invadido por um delinqüente que postou o que bem quis quando o IP estava inacessível para mim, a proprietária única do blog, o que demonstra que há pessoas controlando e censurando o que escrevemos em nossos sites pessoais. Fica aqui mais esta denúncia da falta de liberdade e cerceamento de opinião reinante num país onde os cínicos e hipócritas insistem em chamar de democracia.

Ao meu amigo Heitor, minha irrestrita solidariedade e apoio. A esta escória sinistra, invejosa, incompetente e venenosa, que pensa que invadindo sites e blogs nos intimidam ou nos calam, meu repúdio, minha ajeriza, meu desprezo absoluto. Seria demais esperar que esta gentalha jogasse limpo como nós, que denunciamos apresentando as provas do delito, mas fica aqui registrada a denúncia com o apelo para que divulguem aos quatro ventos porque muitos de nós já fomos atingidos e hoje coube ao Heitor que, felizmente, conseguiu recuperar todo o material arquivado.

Fiquem com Deus e até a próxima!


ATENÇÃO : MEU JOVEM SITE FOI MACIÇAMENTE INVADIDO HOJE, 23/08/2008, EXATAMENTE APÓS TER FALADO PELO TELEFONE COM UM AMIGO SOBRE AS VACINAS FAJUTAS CONTRA A RUBÉOLA E EXATAMENTE NA HORA EM QUE EU INSERIA O ARTIGO DO FÉLIX SOBRE TORTURADOES NO GOVERNO LULA. QUANDO MANDEI ENTRAR O ARTIGO VEIO UMA INVASÃO QUE PARALISOU MEU COMPUTADOR E TIROU MEU SITE DO AR! O WEBMASTER CONSEGUIU RECUPERAR ATRAVÉS DO BACKUP DE ONTEM.

Comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 6 de agosto de 2008





Na noite da segunda-feira 04 de agosto, o canal de tv RCN da Colômbia, no programa RCN Notícias, apresentou o vídeo completo da “Operação Xeque”, causando grande alvoroço e comoção entre os telespectadores. Para o governo entretanto, a divulgação deste vídeo caiu muito mal, não só porque houve vazamento de informação sigilosa por parte de algum militar que participou da operação (é bom recordar que o grupo total foi composto de 18 pessoas, mais os Comandantes Geral, do Exército, da Aeronáutica, da Polícia e o ministro da Defesa, além do próprio presidente Uribe), como também por expor os oficiais do serviço de Inteligência que DEVEM permanecer anônimos. Este anonimato não é “vedetismo” mas questão de SEGURANÇA deles, da Instituição aonde servem e da própria Nação.

Neste vídeo (de aproximadamente 30 minutos divididos em 5 partes), aparece toda a operação desde o princípio, gravada pelos próprios militares: a preparação dos helicópteros nos hangares, o treinamento dos participantes da operação, o deslocamento dos helicópteros até a base na selva, o resgate, etc. Nele pode-se observar com clareza – porque posaram para fotos – que foram usados os logos da Cruz Vermelha, da tv chavista TeleSur e da tv equatoriana Ecuavisa. Isto causou muita polêmica, sobretudo com relação à Cruz Vermelha que afirmou que este uso indevido fere leis internacionais nas operações de ajuda humanitária, e põe em dúvida se os integrantes da missão são de fato membros da referida instituição ou militares disfarçados.

Ao tomar conhecimento do fato o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, expressou seu descontentamento com veemência. Disse ele: “Como disse o senhor presidente, lamentamos muitíssimo que este logo tenha sido utilizado contra instruções precisas e novamente oferecemos desculpas. Com o vídeo de ontem demonstra-se que a realidade foi diferente, que o logo foi utilizado desde o começo da operação; lamentamos que isto tenha sucedido, porém no governo dissemos a verdade que conhecemos naquele momento e vamos averiguar isso, porque dissemos o que nos foi dito. Vamos investigar o que ocorreu”. Leiam aqui a declaração completa do ministro Juan Manuel Santos.

E o presidente Uribe emitiu um comunicado à imprensa esta manhã: “O Presidente reitera a necessidade de permitir que todos os meios de comunicação tenham igual e oportuno acesso às notícias mais importantes. É grave que integrantes das Forças Armadas filtrem notícias de maneira clandestina e sem coordenação com seus superiores. Ademais, é grave que nas primeiras investigações sobre a Operação não tenha sido revelada toda a verdade”. “Toda a verdade”, a que se refere Uribe, não é revelar para o mundo o vídeo completo com detalhes secretos da operação, mas que os logos tivessem sido usados desde o princípio ferindo as ordens superiores estabelecidas desde o treinamento. O canal RCN defendeu-se afirmando que é papel da imprensa correr atrás dos “furos” e alegando que pouco importa se pagou-se ou não para obter a informação. Todavia, questiona o “direito” do governo de “omitir” à população as informações completas sobre a operação.

A esse respeito, é lícito também se questionar a serventia para o público da revelação dos detalhes internos que precederam uma operação sigilosa e de altíssimo risco, que resultou plenamente exitosa. Não estamos tratando de um filme de espionagem mas da realidade cotidiana de um país em guerra, onde o inimigo não dá trégua, mesmo enfraquecido e debilitado em vários aspectos, não apenas no militar. Ainda ontem 3 militares da Força Aérea, que cumpriam missão de treinamento, sofreram um acidente fatal. Segundo o Boletim Informativo datado de hoje, 5 de agosto, há fortes indícios de ter-se tratado de um ato terrorista; mais um.

Outro ponto questionado pela RCN durante a exibição do vídeo é a forma como foram tratados os terroristas “Cesar” e “Gafa”, imobilizados durante a operação. Eles foram sedados, algemados, tiveram as calças abaixadas e o rosto coberto por um pano. Ao chegar no acampamento “Cesar” foi arrastado e “Gafa” carregado nos ombros do militar que fingia-se de médico da organização. Quando acordaram, receberam água e o militar falou naturalmente com eles afirmando que seus direitos seriam respeitados. É assim que procedem aqueles que agem em conformidade com a lei mas o tumulto certamente virá, por parte das esquerdas – sobretudo Chávez que fará disso mais um motivo de espalhafato -, como existe em torno à Base americana em Guatánamo. O que mais esta gente quer? Os delinqüentes tiveram seus direitos respeitados, como prisioneiros de guerra – que não são. E isto é mais que o suficiente, pois não é assim que eles tratam aqueles que seqüestram. É bom lembrar aqui, o caso dos 11 deputados assassinados e que, para não assumir que são reles e frios psicopatas que matam a troco de nada, mentiram dizendo que eles foram abatidos durante um confronto com terroristas do ELN.

Se eu fosse a única pessoa a tomar conhecimento desses vídeos não os repassaria, não porque tivesse ferido minha sensibilidade ver um criminoso apenas de cuecas e arrastado pelo chão. Não. Não repassaria porque há coisas que não devem mesmo ser dadas a conhecer a qualquer um. O que importa para os colombianos e o mundo é que 15 pessoas foram libertadas com vida sem que um só disparo fosse dado. Sem que uma gota de sangue – de ninguém – fosse derramado e dois terroristas estão hoje atrás das grades onde irão pagar pelos crimes cometidos, como manda a Lei. Os métodos utilizados foram lícitos? Usar os logos de instituições que não participaram da operação é crime? Não creio. Quantas vezes se tem notícia, não só aqui no Brasil, de que criminosos vestindo uniforme de policiais assaltam, roubam e matam suas vítimas, fazendo falsas blitz? Ao contrário destes, os militares da Operação Xeque em vez de morte trouxeram vida e liberdade; em vez de armas, usaram a inteligência e ludibriaram os marginais acabando com o flagelo de, em alguns casos, 10 anos de campo de concentração, torturas físicas e psíquicas.

O que entristece e empana o brilho da incomparável Operação Xeque é a atitude do (ou dos, não se sabe) militar que revelou os aspectos confidenciais do caso. Feriu os princípios da disciplina, da hierarquia e da confiança. Traiu seus superiores, sua Instituição e sua Pátria. A troco de quê? A serviço de quem? Com qual objetivo? É incompreensível, inaceitável e condenável sob todos os aspectos este comportamento; meu desejo é que este fato insólito seja descoberto e o (ir)responsável punido. E como já é de domínio público, aqui estão os 5 vídeos da Operação Xeque. Repasso-os para que se possa ver a magnitude do trabalho destes anônimos guerreiros que, cumprida a missão e entregues as vítimas às suas famílias e os terroristas à Justiça, voltaram silenciosamente para suas casas, com a certeza do dever cumprido. Vejam aqui: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5.
Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 1 de agosto de 2008




O Notalatina não costuma divulgar integralmente matérias de jornais mas estas que posto hoje são extremamente importantes para que se conheça como funciona a mente revolucionária e com que cinismo eles mentem, distorcem fatos, prevaricam e ainda riem de seus atos como se fizessem uma “pequena travessura”. A introdução que se segue à minha chamada foi escrita pelo amigo Carlos Reis, gaúcho de boa cepa que conhece melhor que ninguém todos os delinqüentes que assombraram e persistem assombrando o Rio Grande do Sul como zumbis apodrecidos. As fotos são respectivamente do terrorista vulgo “Oliverio Medina” (esq.), o desembargador Rui Portanova (centro) e Selvino Reck (dir.)
Fiquem com Deus e até a próxima!

Zero Hora, com grande constrangimento, foi obrigada a contar aos seus leitores e com 15 anos de atraso, as ligações do PT e dos comunistas brasileiros com o narco-tráfico e a guerrilha comunista das FARC. Cheio de condicionais, supostos e supostamentes, Zero Hora teve que revelar o óbvio, o que até as galinhas sabem: o promíscuo, íntimo e caloroso afeto que as esquerdas brasileiras têm pela guerrilha comunista latino-americana. Não se trata de flerte como insinua Humberto Trezzi, é amor mesmo, e antigo!

Mas ainda continua defendendo o regime de esquerda acentuando frases mentirosas no dia do grande constrangimento. Por exemplo, o PT e as esquerdas brasileiras (PSOL, PSTU, PPS, PSB, PC do B, e PSDB) nunca condenaram as FARC e as chamaram pelo nome - terroristas; Lula chamava o governo Alvaro Uribe de terrorismo de Estado. Já esqueceram isso também? Marco Aurélio Garcia nega a sua própria existência, pois sua função precípua no goveno Lula é servir como embaixador do Foro de São Paulo, dos qual as FARC são o braço armado e violento.

A mentira do Direitos Humanos para companheiros guerrilheiros tem que ser revelada agora. O que é o CONARE (Comite Nacional para Refugiados) senão um ninho de comunistas de plantão para livrar o rabo de comunistas pegos em encrencas? E o STF não sabia disso? Arthur Virgílio e Heloisa Helena do PSOL não sabiam disso? E a Dilma Roussef, ainda é candidata preferida do Foro de São Paulo? Se depender da Mona e da Tilica, ela é mesmo!

Mas Zero Hora, bem ou mal, parcialmente revelou o que já sabíamos há anos, embora a íntegra da revista “Cambio” só tenha saído (por enquanto) na edição eletrônica do jornal. Quem sabe no domingo, no segundo caderno, ou ainda entre os classificados?

A propósito, morreu mais uma múmia comunista e stalinista de Brasilila. Ô mortezinha bem recebida para disfarçar o constrangimento de se estar ao lado dos apoiadores do narco-tráfico e dos mantenedores da campo de concentração na selva! Silêncio obsequioso em lugar de “grande constrangimento” seria uma expressão pouco adequada. Acho que é luto mesmo!Tomara que chegue logo as Olimpíadas Totalitárias de Pequim!

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OS LAÇOS BRASIL-FARC

Recebi um representante das FARC no gabinete

Entrevista: Rui Portanova, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

O desembargador gaúcho Rui Portanova, 58 anos, se define como “homem de esquerda” e se tornou conhecido como um dos expoentes da chamada Justiça Alternativa. O magistrado soube ontem por Zero Hora que mensagem das FARC o aponta como “amigo nosso” e não demonstrou surpresa.

- Mantive contato durante meses com eles, por e-mail. Tinha curiosidade por saber como vivem - justifica Portanova.

Uma resposta de acordo com a biografia de Portanova, famoso por decisões favoráveis ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Em 2003, em palestra no Fórum Social Mundial, disse que os juízes só marginalizam os movimentos sociais se quiserem, “porque não faltam leis para promover a justiça social”. Em 2004, assinou um manifesto de intelectuais brasileiros intitulado “Se fôssemos venezuelanos votaríamos em Hugo Chávez”. O abaixo-assinado, defendendo a reeleição do venezuelano, é endossado por líderes de esquerda como João Pedro Stédile, líder do MST.

Nesta entrevista, por telefone, o desembargador relatou como e porque se relacionou com integrantes das FARC:

Zero Hora - Como começou seu contato com as FARC?

Rui Portanova - Foi quando o governador Olívio Dutra (PT) recebeu no Palácio Piratini um representante das FARC (Hernán Ramírez, em 1999). Pediram contato com algum juiz de esquerda, sobrou para mim. (Risos). Sempre fui conhecido como alternativo, apesar de não ter vínculos com partidos. Afinal, sou juiz. Recebi o sujeito no meu gabinete no tribunal. Perguntei a ele como estavam, como viviam na selva, se tinha como ir. Disse que conhecia bem os acampamentos do MST...

ZH - O senhor se ofereceu para conhecer os acampamentos da guerrilha?

Portanova - Sim, sim. Queria ver como sobrevivem. Como eu tinha algumas milhagens de avião sobrando, me ofereci para bancar a própria viagem. Aí mantive contatos por e-mail, durante meses. Quando estava para sair a viagem, deu um problema de data, não lembro bem. Acabei nunca indo. Fiquei com um pouco de medo, para ser sincero. O revolucionário brasileiro e gaúcho aqui, que chamam de juiz comunista, acabou se borrando todo, tchê. (Risos).

ZH - Por quê?

Portanova - A coisa não estava boa por lá. A tal “zona liberada” tinha acabado. Aí não fui. Mais uma que perdi. Outro foi o Chávez, por quem assinei um manifesto em favor da reeleição. Ele esteve em Porto Alegre e até recebi convite para almoçar com El Gran Comandante. Mas aí estava na praia. Acabei não vendo o grande comandante.

ZH - O senhor acha normal um desembargador brasileiro manter contatos com uma guerrilha? O senhor contribuiu com dinheiro para as Farc?

Portanova - Acho normal, foi por curiosidade. Não contribuí com dinheiro, apesar de muito juiz de direita contribuir com deputados por aí.

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Selvino Heck explica contato do governo com as FARC

Relação se resumiu a medida para transferência de prisão de representante da guerrilha no Brasil, diz assessor

O assessor da Presidência da República Selvino Heck explicou na manhã desta sexta-feira matéria da revista colombiana Cambio sobre suposta relação entre o alto escalão do governo brasileiro e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Heck concedeu entrevista ao programa “Atualidade”, da Rádio Gaúcha. Segundo ele, a maior proximidade que houve entre o governo e a guerrilha colombiana foi o contato de entidades de direitos humanos sobre as condições de detenção do padre colombiano Olivério Medina, considerado o representante das FARC no Brasil.

— Foi apenas um gesto de apoio a um preso — salientou.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) recebeu denúncia da Cruz Vermelha e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a respeito de Medina estar detido no Presídio da Papuda, em Brasília, em meio a traficantes e outros criminosos (E ele o que é, um anjo? Uma vestal imaculada?). As entidades queriam que o padre fosse transferido para uma “prisão compatível”, conforme Heck. A seguir, o pedido foi encaminhado pelo assessor e, a seguir, acatado.

Heck afirmou que não tem contato com o padre, atualmente. Disse saber somente que Medina está em Brasília e teria pedido naturalização. O governo da Colômbia pedia sua extradição, mas ela foi negada pela Justiça brasileira, de acordo com Heck.

Outros setores do governo brasileiro também negaram ter relações com as FARC. A assessoria do Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Celso Amorim não teve contato com representantes das FARC, como aponta a revista, de acordo com o site G1. Já o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou a reportagem de “fantasiosa”.

A revista afirma que teve acesso a e-mails do guerrilheiro Raúl Reyes, tido como porta-voz das FARC e morto pelo exército colombiano em março. Nas mensagens, estariam mencionados “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior” brasileiros.

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Brasil-Farc: citação do desembargador gaúcho provoca reação cautelosa no Judiciário

Para presidente da Ajuris, opiniões devem ser respeitadas

Humberto Trezzi

A citação do desembargador gaúcho Rui Portanova na reportagem que aponta conexões das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no Brasil provocou reação cautelosa de seus colegas no Judiciário.

Procurado por Zero Hora, o Tribunal de Justiça do Estado, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que não se manifestaria sobre o caso por avaliar que se trata de tema de foro íntimo. O silêncio se repetiu na Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Apenas o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Carlos Marchionatti, aceitou se posicionar sobre a proximidade de Portanova com os guerrilheiros. Segundo ele, cada brasileiro tem o direito de ter opinião e ideologia, o que, para ele, deve ser respeitado.

— Como presidente da Ajuris, reafirmo que nossa Constituição promove a solução pacífica de conflitos. A situação da Colômbia deve ser resolvida pelo povo colombiano — afirmou Marchionatti. (Sentando confortavelmente em cima do muro!)

Um desembargador aposentado e amigo de Portanova se mostrou surpreendido com os contatos do magistrado com os representantes das FARC. Ele afirma que Portanova é um profissional respeitado nacionalmente por suas posições favoráveis a um Judiciário mais sensível às questões sociais.

— É considerado um magistrado extraordinário e avançado.

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O flerte da guerrilha com o Planalto (flerte ou amor?)

Uma constelação de integrantes do governo brasileiro e do PT tem mantido diálogos freqüentes com a maior guerrilha colombiana, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Quem afirma é a revista semanal colombiana Cambio, em edição que chegou às bancas ontem. As conversas incluem promessas de intermediação para que os guerrilheiros consigam status diplomático.

Em reportagem de capa intitulada “Dossiê Brasil”/em>, o semanário Cambio divulga trechos do que seriam 85 e-mails trocados entre Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional das FARC, e outros integrantes da guerrilha. Entre esses, Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como padre Olivério Medina ou Cura Camilo (Padre Camilo), que atua como delegado das FARC no Brasil. As conversas, supostamente encontradas num laptop pertencente a Reyes, mencionam integrantes do PT e até Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Cambio ressalva que “nenhum dos funcionários brasileiros enviou mensagens a algum dos membros do grupo guerrilheiro” e considera os e-mails “apenas indícios” de um possível comprometimento do governo Lula com as FARC. Os e-mails teriam sido localizados pelos militares que mataram Reyes, membro do secretariado-geral das FARC. As mensagens foram trocadas entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008.

Reyes - cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia e que foi morto por tropas colombianas em solo equatoriano, em 1º de março - menciona nos e-mails “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro (secretário-geral de ministério), cinco deputados, um vereador e um desembargador brasileiros”, contabiliza a revista.

O desembargador é o gaúcho Rui Portanova, que atua na 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Conforme a revista, em 19 de abril de 2001 um integrante das FARC de codinome Mauricio Malverde informa, por e-mail, a Reyes que “o juiz superior Rui Portanova, amigo nosso, nos solicitou que deseja ir aos acampamentos para receber instrução e conhecer a vida das FARC. Custeia sua viagem”. O desembargador confirma que se ofereceu para conhecer as FARC.

Portanova não é o único rio-grandense mencionado nos supostos e-mails. Nas mensagens, Medina afirma ter mantido contatos com o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e o assessor presidencial Selvino Heck, ambos gaúchos e ligados ao PT. Sobre Garcia, um dos e-mails de Medina a Reyes, sem data conhecida, afirma: “Estive falando com a deputada federal Maria José Maninha. Acertamos que ela vai me abrir caminho rumo ao Presidente, via Marco Aurelio García”.

Em outro e-mail, de 23 de fevereiro de 2007, Medina informa a Reyes: “É possível que me visite um assessor de Lula, chamado Selvino Heck, que junto com Gilberto Carvalho tem sido outro que tem nos ajudado bastante”.

Medina, autor da maioria dos e-mails enviados a Reyes desde o Brasil, foi preso em São Paulo em agosto de 2005. Vivia em território brasileiro havia oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial, por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a ele o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia.

Entre os interlocutores de Medina, segundo a revista Cambio, estariam o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, a deputada distrital brasiliense Erika Kokay (PT), além de Gilberto Carvalho. Também são mencionados nos e-mails o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano.

Assessor de Lula condenou métodos de guerrilheiros

Algumas mensagens foram escritas durante as negociações de paz, que resultaram na criação - 1998 e 2002 - de uma área de 42 mil quilômetros quadrados liberada para atuação da guerrilha, em San Vicente del Caguán. Os guerrilheiros recebiam ali simpatizantes de vários países.

Entre os que moravam na “zona liberada” estavam o líder máximo das FARC, “Manuel Marulanda” ou “Tirofijo”, que foi morto em março deste ano. E o chefe militar das Farc, “Mono Jojoy”, cujo nome verdadeiro é Jorge Briceños.

A reportagem diz que as mensagens “revelam a importância do Brasil na agenda externa das FARC”. A revista diz que a guerrilha aproveitou a chegada de Lula e do influente PT ao poder “para alcançar as mais altas esferas do governo” (Isto aqui é puro desconhecimento da revista, pois Lula e o PT mantinham relações siamesas com estes terroristas, através do Foro de São Paulo há 18 anos. Portanto, não precisavam nem de intermediários, nem de burocracias para se aproximar de quem sempre foi íntimo).

Em depoimento em abril à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, Garcia disse repudiar os métodos usados pelas FARC, como seqüestros, ataques terroristas e uso de dinheiro do narcotráfico. Garcia classificou como “fantasiosa” a reportagem, mas não negou o conteúdo das mensagens.

HUMBERTO TREZI - humberto.trezzi@zerohora.com.br

Comentários: G. Salgueiro e Carlos Reis

Finalmente começa a vir à tona o envolvimento do Brasil com as FARC. Desde maio deste ano, quando o INTERPOL confirmou em relatório a autenticidade dos documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes, eu fui informada de que havia documentos muito comprometedores do governo brasileiro em poder do FBI e do presidente Uribe mas não comentei porque não tinha em mãos documentos comprobatórios, embora a fonte fosse idônea. Em princípio o presidente Uribe não iria fazer uso dessas informações por questões diplomáticas, considerando as boas relações comerciais entre nossos países – o que pesa muito nas decisões -, inclusive os aviões que deram combate ao acampamento de Raúl Reyes eram os nossos Super Tucanos da Embraer.

Em entrevista concedida ao Estadão domingo passado, o ministro da Defesa colombiana, Juan Manuel Santos, disse: “Há uma série de informações de conexões, que entregamos ao governo brasileiro, para que ele possa reagir como considerar mais apropriado”. O “dossiê”, cujo conteúdo foi revelado em parte hoje pela revista “Cambio”, fora entregue a Lula quando em visita àquele país, por ocasião da festa da Independência entre os dias 18 e 20 de julho. Quero destacar a sutileza – e firmeza de postura - de Uribe e de seus principais colaboradores, pois eles sabem perfeitamente bem com quem estão lidando, sabem que o Brasil é o principal signatário do Foro de São Paulo (e conhecem em detalhes o que é e o que faz esta organização), sabem do envolvimento destes com as FARC mas agem como se nada soubessem. Nesta visita de Lula, Uribe consentiu em integrar o Conselho Sul-Americano de Defesa mas não se iludam porque ele avisou que “as decisões têm que ser por consenso” e já demonstrou fartamente que segue as orientações dos SEUS ministros e FFAA. Se algo fugir da esfera comercial, estejam certos de que a Colômbia cai fora.

É importante salientar ainda que a revista “Cambio” pertence ao grupo do jornal “El Tiempo”, que é de propriedade da família do ministro Santos e que, se o material foi publicado (e é matéria de capa desta semana que entra), foi com o seu consentimento. Especulo que isto foi uma “agulhada” para ver se o Brasil toma alguma providência, pois nenhuma medida fora tomada até então, desde o conhecimento do fato há uma semana.

E este foi mais um fato que a mídia brasileira resolveu divulgar, porém, como das outras tantas em que falam de FARC ou Foro de São Paulo, fazem com o espírito de morcego que morde e sopra, fingem bater e apontar o dedo acusador para depois afagar, cúmplices, abjetas, servis. É impressionante como em três jornais que li a informação é rigorosamente igual, sem mudar uma só palavra, dando a impressão de que um (o UOL foi o primeiro a publicar) traduziu algumas coisas do original, foi passado pelo crivo da PTPol e depois liberado para os outros, não sem antes ser de higienicamente filtrado. O fato é que, fingindo que informam a relação do Governo, do PT e de figurões governamentais com as FARC, esses jornalecos escondem o principal, o mais revelador. Quem se dispõe a investigar, entretanto, vai descobrir que o dossiê é muitíssimo mais grave do que fingidamente alegou Marco Aurélio Garcia (MAG) quando o menosprezou considerando-o de “irrelevante”.

A revista “Cambio” teve acesso a 85 e-mails (o que não é pouco) dentre eles alguns do pseudo-padre Oliverio Medina. Esses, que revelam seus planos para conseguir o status de refugiado, quem interferiu no processo e confirma o “arranjo” para abrigar a família em Brasília, a mídia brasileira não revelou. Medina diz viver de “doações de amigos e um pró-labore como secretário do Centro de Estudos Latino-Americanos, numa salinha onde ele e outros três militantes preparam panfletos sobre a história do continente distrubuídos a escolas carentes nas cidades-satélite da capital brasileira”, segundo reportagem do jornal O Globo de 8 de julho deste ano. Segundo ele, “quem recebe o benefício do refúgio tem que ficar na sombra”, demonstrando uma falsíssima humildade e mudança de comportamento que nunca teve, inclusive porque, enquanto finge estar fazendo um trabalho educativo, está mesmo é doutrinando jovens inexperientes sobre sua maldita ideologia comuno-terrorista. E tudo ali, nas barbas do governo, que cala e consente porque é cúmplice do crime.

Vejam o que dizia um dos e-mails dele para Raúl Reyes, em 14 de abril de 2007, gozando já do status de refugiado:
“Devo atuar com cautela para não facilitar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido o traslado da ‘Mona’ e da ‘Timbica’ (explico mais adiante quem são) para a capital do país, foi importante. Manterei esse baixo perfil até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro e a primeira coisa que devo pensar é em ir vê-los”. Quer dizer, este terrorista assassino nunca mudou de conduta, como disse ter “abandonado as armas” para conseguir a liberdade perante o CONARE. O texto original desta declaração pode-se ver na página 4.

No início de junho Diogo Mainardi denunciou neste artigo que a mulher de Medina, Angela Maria Slongo, havia sido contratada pela Presidência da República para ocupar um cargo comissionado no Ministério da Pesca, a pedido de Dilma Roussef. Esta apressou-se em desmentir mas, posteriormente, a revista Veja publicou numa matéria cópia do bilhetinho desta terrorista indicando a mulher de Medina para o caso. Agora é o próprio Medina quem confessa, em mensagem encaminhada a Raúl Reyes em 17 de janeiro de 2007, revelado pela revista “Cambio”; leiam:
“Na segunda-feira 15 a ‘Mona’ (‘Mona’ é a mulher, e ‘Timbica’ é a filha do casal) iniciou seu emprego novo e para assegurá-la ou fechar a passagem à direita caso em algum momento queiram aborrecê-la, então a deixaram na Secretaria de Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República”. (Nota original na página 3). Ou seja, diretamente ligada ao sr. da Silva que, certamente, não sabia de nada disso, sequer que dona Slongo é mulher do terrorista das FARC...

E as notas mais cínicas ficam por conta de Gilberto Carvalho, assessor direto do presidente Lula (já observaram que este elemento é citado em tudo quanto é patifaria que vem sendo descoberta?), e do poderoso MAG. As declarações desta dupla são tão cínicas que não resistem a uma pesquisa de menino de primário. Carvalho diz que o Governo tem “zero de relação com as FARC”; MAG diz que seu nome é citado porque “foi ele quem evitou que a narco-guerrilha se aproximasse do governo Lula” e que “as informações falam por si” E eu pergunto: como “evitar” que a narco-guerrilha se aproximasse do governo se ambos são parceiros de quase duas décadas no FSP? Entretanto, não é bem isto que dizem as FARC, muito menos os fatos.

Em e-mail datado de 25 de dezembro de 2006, Medina conta a Raúl Reyes (RR) que mandou cartão de Natal para dois assessores de Lula que são respectivamente Silvino Reck (que foi assessor de Olívio Dutra em Porto Alegre – quando este recebia no Palácio Piratini emissários das FARC – e depois, com o mesmo cargo, quando Dutra passou a ser Ministro das Cidades), e Gilberto Carvalho por terem-no ajudado no processo de refúgio; e em 23 de fevereiro de 2007, também dirigido a RR, Medina diz: “É possível que me visite um assessor especial de Lula chamado Silvino Reck, que junto com Gilberto Carvalho foi outro que nos ajudou bastante”.

Se estas correspondências não são suficientes para provar o cinismo desta gente, vejam os nomes constantes do corpo editorial da revista do Foro de São Paulo intitulada América Libre e este vídeo feito pela revista Veja, do último Encontro do Foro de São Paulo ocorrido entre 22 e 25 de maio deste ano em Montevidéu, que vocês vão encontrar os nomes e as caras de MAG e Carvalho; na revista, ao lado de Manuel Marulanda “Tirofijo” e no vídeo, aplaudindo a homenagem prestada a este verme feito por outro elemento peçonhento, Daniel Ortega, no encerramento do Encontro.

Pior do que as mentiras e dissimulação desta escória sinistra é a subserviência da mídia (com raríssimas exceções) que toma conhecimento destes fatos e não informa ao público, não revela NADA que possa abalar a credibilidade postiça deste governo de terroristas. Com que moral esta mídia pode falar dos “torturadores da ditadura” e ao mesmo tempo omitir e maquiar a conivência e participação direta do governo com terroristas sanguinários como as FARC? Que moral julga ter esta gente para, fingindo denunciar, encobrir os crimes da aliança FARC-FSP por décadas a fio? Todos tiveram acesso ao documento original da revista “Cambio” mas omitiram o principal porque têm o rabo preso, porque são covardes e porque pensam que, se ajoelhando e rastejando feito cobras, serão poupados no final. A terra não lhes será leve! E para fechar esta edição, recomendo a leitura do artigo “Como eu dizia”, do filósofo e jornalista Olavo de Carvalho que, ao contrário de seus colegas de profissão, há anos prega no deserto sobre este tema. Como ele diz no artigo, parece que andou “falando para as pedras”, como ocorre com a escriba deste blog.
Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentário e traduções: G. Salgueiro

sábado, 5 de julho de 2008







Muita confusão e desinformação vem sendo espalhada pela mídia (jornal, tv’s, internet), após o sucesso inusitado da libertação dos prisioneiros das FARC, dentre os quais a mais cobiçada - Ingrid Betancourt - por sua condição de ex-candidata presidencial da Colômbia e por ter cidadania francesa. Não morro de amores por esta senhora, sobretudo por suas posições políticas em consonância com o eco-esquerdismo mas, a bem da verdade, também não posso aceitar que mentiras sejam divulgadas como se fossem verdades provadas, apenas com o intuito de desmerecer a magnífica atuação do Governo Uribe no combate exitoso ao narcotráfico das FARC, ELN e para-militares ao longo dos seus mandatos.

A semente da desconfiança na lisura desta ação foi plantada e encontrou solo fértil até em pessoas que eu não imaginava viessem a duvidar da integridade do presidente Uribe, bem como dos seus homens fardados. Observei que a reação a este evento foi manifestamente desproporcional à da farsa montada nas anteriores “trocas humanitárias”, aquelas sim, um espetáculo deprimente onde a mentira, o oportunismo sem-vergonha do ditador Chávez e da senadora comunista Piedad Córdoba, além dos próprios libertados, eram patentes mas ninguém viu, ninguém percebeu e a mídia aplaudiu. Um show macabro onde o que estava em jogo eram a elevação do prestígio de Chávez, bastante arruinado depois do fracasso no Referendum de 2 de dezembro passado, e da Córboba, porque aliada de ambos – Chávez e FARC – desejava deslanchar sua postulação à presidência da Colômbia e dar novo fôlego às FARC.

Como se não bastassem as dúvidas sobre a operação (muitas pessoas achando “impossível” a infiltração de militares na guerrilha, que Ingrid parecia ter vindo de um spa [ver foto acima], por não terem abatido nenhum terrorista, etc.), hoje cedo os jornais do mundo todo divulgaram uma nota da “Rádio Suíça Romande” (estatal), sob o título “Ingrid Betancourt: uma libertação comprada?”, onde afirmavam que Uribe havia pago 20 milhões de dólares, doados pelos Estados Unidos, pela libertação dos prisioneiros. A Rede ‘Pravda’ de Televisão (Rede Globo) que não deu a importância devida ao evento do dia 2, noticiou esta farsa através de um correspondente brasileiro, sisudo, com aquele ar soturno de quem diz: “Agora ferramos Uribe!”. Seria patético, se não fosse uma ação calculada pelo esquerdismo internacional.
Para facilitar a compreensão do que de fato está ocorrendo neste episódio, divido-os em itens relativos aos temas.

A OPERAÇÃO DE RESGATE

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que quem trabalha em serviço de Inteligência (sobretudo Militares) são pessoas muitíssimo preparadas física, emocional e intelectualmente, da mais alta responsabilidade e seriedade, que não agem por impulso, tampoco o fazem esperando o aplauso do público. Suas ações são meticulosamente estudadas, calculadas, sigilosas e obedecem a ordens superiores planejadas estrategicamente. Isto posto, e não se tendo qualquer notícia de fanfarronice ou lapso dos Comandantes Militares e do ministro da Defesa, por que não acreditar quando eles informaram que o resgate fora obra de um trabalho elaborado durante 5 meses, mas dar crédito às sementes da discórdia plantadas pelos companheiros de viagem da mídia?

Na edição anterior eu já havia disposto o vídeo em que o Ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, explica como fora a Operação “Xeque-mate”, além de um documento detalhando todo o processo da operação. Na edição de hoje disponho neste vídeo a alocução detalhada do Comandante das Forças Militares, Freddy Padilla de León, feita durante o encontro ocorrido no Clube Militar, onde o presidente Uribe saúda os libertados, seus familiares e parabeniza os envolvidos na ação.

A equipe toda envolvida na operação era composta de 4 militares como pilotos e tripulação do helicóptero, mais 9 na equipe de resgate na selva, e aproximadamente uns 18 em terra, monitorando e acompanhando todo o processo a partir do momento do deslocamento do helicóptero ao local onde se encontravam os prisioneiros até seu retorno. Toda esta equipe pertece ao serviço de Inteligência do Exército e estava sob as ordens diretas do Gen Padilla – o cérebro de toda a Operação - que praticamente levou a cabo a idéia concebida pelo ministro da Defesa. [Tenho que abrir um parênteses aqui para, envergonhada, comparar com o ministro da Defesa brasileiro, um falsário que opera diligentemente para destruir e humilhar as nossas Forças Armadas].

COMO REAGIRAM OS CONTRÁRIOS À LEI E À ORDEM?

Independente de se gostar ou não das posturas político-ideológicas de Ingrid Betancourt, qualquer pessoa que ama a liberdade ficou feliz com a libertação dos 15 prisioneiros dentre os quais ela era a mais cobiçada. Para mim tanto fazia ser uma ex-candidata presidencial ou um simples fazendeiro, ou ainda uma criança, cujos pais não puderam pagar o resgate exigido pelos terroristas; são todos seres humanos como eu que ainda gozo da liberdade de estar aqui escrevendo, tentando mapear esta situação tão propositalmente embassada, e que têm o mesmo direito perante Deus e os homens de ser livres. A alegria de vê-los libertados é indizível e emocionante!

Então vejamos: onde estava a saliente Piedad Córdoba, que no espetáculo de Clara, Emanuel e Consuelo aparecia em todas as fotos e eventos como a “grande benemérita” e a estrela principal do evento? Somente hoje, sexta-feira, ela se pronunciou dizendo que se sentia “muito contente” mas que “isto sirva para avançar em um processo de acordo humanitário”. E o terrorista Daniel Ortega, da Nicarágua? Silêncio sepulcral. Em um comunicado, seu chanceler Samuel Santos disse: “Nós estamos contentes de que se vão resolvendo pouco a pouco os problemas, porém a verdadeira solução somente vai-se ver através do diálogo e da negociação”.

Chávez ficou em estado de choque, afinal, o “cachorro do império” deu um xeque-mate em suas ambições de limpar-se perante a Colômbia e o mundo do envolvimento com as FARC mas só à noite, segundo informou, falou com Uribe dizendo-se muito contente. Seu discurso foi igual ao de Lula e Fidel, alegando que “não há mais espaço para alcançar o poder através das armas, dos fuzis”, e acrescentou que era necessário organizar um comitê de negociações entre os países da região para alcançar a paz.

Lula, por sua vez, disse: “Eu acho que (as Farc) precisam ter um fim. Aqui na América do Sul e na América Latina não existe nenhuma razão para alguém querer chegar ao poder pela via armada, porque a democracia reina nesse continente. Todas as forças políticas disputam e se organizam em partidos políticos. Eu acho que é uma coisa do passado esse negócio de achar que a via armada é solução para alguma coisa, sobretudo em regime de liberdade”. E prosseguindo em sua verborragia demagógica, sempe com um “eu acho”, disse que achava “abominável alguém manter pessoas seqüestradas por uma hora, quanto mais por seis ou sete anos”. Mas não foi isto que ele “achou” em relação ao caso do empresário Abílio Diniz, quando foi visitar e dar seu apoio aos seqüestradores e não à vítima!

O que ficou implícito nisso tudo? Ao contrário do mal disfarçado repúdio, todos, sem exceção, começaram uma campanha velada em prol das FARC: 1. repetindo que é necessário dar continuidade aos “acordos humanitários”; 2. que a via democrática é a única viável atualmente (seguindo a cartilha de Gramsci), para 3., que o mundo aceite, posteriormente, as FARC participarem do processo político como um partido legalizado. Eles não querem o “fim” das FARC mas legalizá-la perante o mundo, pois só desta maneira as atividades ilícitas podem ter continuidade sem chamar atenção, parodiando o que Lula disse referindo-se ao Foro de São Paulo.

A PASSIVIDADE DOS MILITARES PERANTE OS TERRORISTAS DAS FARC

Muita gente se perguntou, duvidando da veracidade da operação, por que os Militares não eliminaram os terroristas no momento do resgate? No longo convívio com Militares uma coisa sempre ficou muito clara para mim: o respeito pela vida humana – seja de quem for - que deve ser preservada a qualquer custo. Lembrem-se de que no confronto ao acampamento em que morreu Raúl Reyes, eles carregaram cuidadosamente em macas aqueles que ficaram feridos, pois o objetivo é julgá-los para que eles possam pagar, dentro da Lei, por seus crimes. Se ocorrerem mortes que sejam em combate, quando a outra parte resistir à solicitação para se entregar. Isto é claríssimo e penso que é o justo e correto; quem mata a troco de nada, só por ver o outro como inimigo, são marginais, assassinos, terroristas; esta não é a praxis Militar.

Na “Operação Xeque-mate” o objetivo era resgatar os reféns com vida e o menor vacilo fora daquilo para o qual foram treinados poderia ser fatal. Tanto é assim, que um dos militares percebeu que o Comandante “Cesar” estava com uma pistola e, em sua representação de “humanista” de uma ONG solicitou que este lha entregasse para evitar problemas de constrangimento para a equipe, ao qual este cedeu. Com este elemento armado dentro do helicóptero as coisas poderiam fugir do controle e a equipe poderia não ter concluído o trabalho com a precisão com que se deu – toda a operação em 25 minutos.

Para quem duvidou que os dois comandantes das FARC foram presos na operação, o Exército os apresentou à imprensa (na foto acima): Gerardo Antonio Aguilar, codinome “Cesar”, há 10 anos nas FARC era o comandante da Frente Primeira que operava nos estados de Guaviare e Vichada e substituiu o “Negro Acacio”. E Alexander Farfán Suarez, codinome “Enrique Gafas”, segundo no comando da Frente Primeira das FARC, era a pessoa encarregada da segurança e cuidado direto de um dos grupos de prisioneiros.

Quando eu estava fechando esta edição o site do Ministério da Defesa disponibilizou dois vídeos que – assim espero – vão terminar com esta elucubração de farsa numa das operações mais bem sucedidas de todos os tempos na história Militar e de Inteligência da Colômbia. Antes, porém, repito aqui as palavras do Comandante Geral das Forças Militares, Gen Padilla de León, negando o pagamento de 20 milhões de dólares às FARC, bem como da participação do general israelense Israel Ziv. Segundo o Gen Padilla, “posso jurar por minha palavra de honra como Comandante que para mim teria sido mais benéfico que “Cesar” tivesse recebido 20 milhões, e que teria sido mais demolidor ao interior das FARC se isso fosse um incentivo”.

Neste vídeo, filmado por um “jornalista” da pseudo ONG, pode-se ver o momento em que os prisioneiros caminham para o helicóptero, quando “Cesar” é desarmado, e o momento de emoção e euforia quando os resgatados são informados de que estão à caminho da liberdade. Para os que acharam Ingrid muito alegre e descontraída, vejam a reação dos primeiros momentos do contato com a nova situação. Eu sei o que é isto e posso afirmar: foi real e muito, muito emocionante! E neste outro, o passo-a-passo da operação de resgate.

CONCLUSÃO

Para mim algumas coisas ficaram muito claras nestes últimos acontecimentos, me reportando ao início do ano com aquelas teatralidades dos “acordos humanitários”, as mortes dos principais cabeças das FARC, as descobertas feitas nos computadores de Raúl Reyes e finalmente o sucesso da “Operação Xeque-mate”. Em primeiro lugar, é evidente o desmoronamento deste bando terrorista – com a graça de Deus! -, em razão da firmeza e persistência do presidente Uribe, assessorado por competentes militares e ministro da Defesa, fazendo aquilo que deve ser feito sem dar ouvidos aos achismos dos oportunistas de plantão. Em conseqüência, isto também atingiu e enfraqueceu o Foro de São Paulo, do qual as FARC são membros – já não tão ativamente participantes em decorrência da repressão -, e seus principais líderes estão percebendo que não há mais como tapar o sol com a peneira, daí a mudança de discurso. Em janeiro Chávez pedia que as FARC fossem consideradas um “grupo beligerante” e não terroristas; com a morte de Raúl Reyes, fez um minuto de silêncio na Assembleia Nacional mas, há poucas semanas, muda o discurso e pede que eles deponham as armas e entreguem os reféns. Lula o acompanha, Fidel diz que o “erro” das FARC são os seqüestros desumanos, enfim, todos querem manter-se afastados dessa “lepra” para salvar a própria pele e, ao mesmo tempo, salvar o Foro de São Paulo.

O presidente Uribe é antes de tudo um político; dizem que tem gênio tão forte quanto pulso firme e está querendo tentar um terceiro mandato, aproveitando os lucros de sua popularidade cada vez mais ascendentes. Não desconheço esses detalhes mas também não posso negar que, disparado, com todos os defeitos de sua humanidade, ainda é um presidente do qual qualquer pessoa de bem se orgulharia de tê-lo como mandatário, além de ser cristão e sempre agradecer a Deus por todas as conquistas que o país vem obtendo em relação a esta batalha.

Ingrid Betancourt, por sua vez, tem histórias muito nebulosas em sua vida pessoal, sobretudo no período em que viveu na França; pertence à esquerda ecológica e isto é um risco sério caso resolva se candidatar novamente, pois até já cogitam indicá-la para Prêmio Nobel da Paz. Certamente será cumprimentada pelo vigarista do Al Gore. Em entrevistas recentes ela negou ainda almejar a presidência, afirmando que está feliz por ter Uribe como presidente do seu país mas não sabemos até onde isto são apenas declarações de quem acabou de ser salva de uma situação tão miserável. Todavia, acredito na sinceridade de suas palavras quando pede que todos se unam para devolver a paz à Colômbia, na sua ojeriza às FARC, e na sua emoção e reconhecimento agradecido aos seus libertadores. Quem viveu durante 6 anos acorrentada como bicho selvagem e sob ameaças constantes de bombardeios, faz qualquer coisa – ou diz qualquer asneira – em nome de uma paz duradoura.

Enfim, não me parece haver “coisas ocultas” nessa história nefasta, pois tudo vem se comportando de forma lógica para quem acompanha os fatos há anos e direto das fontes. Acredito que as esquerdas vão retomar a carga de infâmias e acusações falsas – como já se evidencia em todos os jornais e sites, desde o dia 2 - porque não aceitam a derrota sofrida mas isto é também previsível. O que precisamos agora, nós brasileiros, é ficar atentos às nossas FARC brasileiras que atendem pelo vulgo de MST. Espero, de coração, que o pesidente Uribe e sua excepcional equipe Militar consiga libertar todos os reféns em poder destes terroristas e que este câncer possa ser extirpado em sua raíz, definitivamente.

Força e Honra ao presidente Uribe, aos Guerreiros combatentes, à Colômbia e que Deus abençoe nossa América Latina!

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

quinta-feira, 3 de julho de 2008


O dia 2 de julho vai ficar marcado na história da Colômbia, depois que o mundo conheceu a espetacular operação denoninada “Jaque” (xeque-mate) que libertou 15 prisioneiros das FARC, dentre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e os três norte-americanos, sem que um só tiro ou qualquer outro tipo de violência física se produzisse. Nesta operação sem precendentes na história, por sua audácia, precisão e extremo profissionalismo, o serviço de Inteligência das Forças Armadas e Policiais ludibriaram os comandantes das FARC numa ação só imaginável em filmes de espionagem.

O canal de tv CNN em Espanhol fez uma cobertura completa, desde o fim da tarde, à qual assisti emocionada. Quando esta edição for divulgada certamente todos os jornais já terão dado a notícia da libertação de Ingrid, por isso não quero me ater muito ao fato em si mas a alguns detalhes mais relevantes, por exemplo, como, quando e de que modo foi montada a operação, a reação dos presidentes mais envolvidos com o caso e o aspecto político-estratégico deste acontecimento.

Quando o material apreendido dos computadore de Raúl Reyes começou a ser examinado, encontrou-se uma troca de mensagens entre a senadora comunista Piedad Córdoba e o comando das FARC, onde esta sugeria que não se libertasse Ingrid pois ela representava o maior trunfo que eles tinham em mãos; era a “galinha dos ovos de ouro” com a qual as FARC poderiam fazer exigências e chantagens ao governo colombiano por tempo indeterminado. Noutra oportunidade, tanto ela quanto os aliados das FARC – Chávez, Correa, Insulza -, dona Yolanda (mãe de Ingrid) e os próprios ex-reféns, viviam afirmando que as FFAA não deviam tentar um resgate pois seria fatal – superestimando o poder das FARC e subestimendo a competência das Forças de Segurança Nacional -, apelando para que o presidente Uribe cedesse aos apelos dos chefes da guerrilha decretando “zona desmilitarizada” os departamentos de Pradera e Florida.

O presidente Uribe, sempre muito diplomático, nunca respondeu a estas sandices e continuou trabalhando com sua equipe com o sigilo que o caso requeria, com o apoio incondicional do governo americano. Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Gordon Johndroe, “Apoiamos a operação e proporcionamos apoio específico. Este resgate vem sendo planejado há muito tempo, e nós trabalhamos com os colombianos durante cinco anos, para libertar os reféns desde que foram presos”.

Segundo informou o Gen Freddy Padilla, Comandante das Forças Militares e chefe desta operação, os planos começaram a ser traçados com informações passadas pelo policial John Frank Pinchao, depois de sua fuga de 9 anos de cativeiro como prisioneiro das FARC; posteriormente Clara Rojas, libertada em janeiro, proporcionou mais alguns dados e, somando às imagens de satélite, o pessoal de Inteligência pôde ir montando o quebra-cabeças. Através deste Documento, elaborado pela Chefatura de Operações Especiais Conjuntas (JOEC, na sigla em espanhol) constante no site do Ministério da Defesa Colombiana, pode-se ver os detalhes da operação: os comandantes encarregados dos reféns, os possíveis locais onde se encontravam, como se daria o cerco e até fotos dos helicópteros utilizados na operação. Há ainda no site do Comando Geral da Força, a descrição verbal deste documento feito pelo Gen Padilha, disponível apenas no site, e que pode-se ouvir acessando este link: http://www.cgfm.mil.co/CGFMPortal/index.jsp?option=noticiaDisplay.

No início da tarde o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, fez um Comunicado à Radio Caracol, explicando a operação e enfatizando que “o país, o mundo e os seres queridos dos seqüestrados não terão como agradecer a estes generais e seus homens, semelhante operação de resgate. Minhas felicitações muito sinceras a nossos homens de Inteligência do Exército, ao General Mario Montoya, seu Comandante, e ao General Freddy Padilla quem esteve à frente da operação do princípio ao fim”. E Ingrid Betancourt tão logo pôde falar, igualmente mostrou seu emocionado agradecimento a Deus e à Virgem Maria e em seguida disse: “Obrigada ao meu Exército, de minha pátria Colômbia, obrigada pela impecável operação de resgate, a operação foi perfeita. Estão nos demonstrando que a paz é possível sim”. Pediu que os colombianos acreditem em seu Exército que “nos vai levar à paz” e agradeceu ao presidente Álvaro Uribe “que se arriscou por nós”.

AS NOTAS DISSONANTES DO EVENTO

Segundo informou a CNN em Espanhol no início da reportagem, o cocalero Evo Morales enviou uma mensagem felicitando pela libertação dos prisioneiros mas, como era de se esperar, enaltecendo o papel de mediador de Chávez e Correa no episódio. O jornalista Daniel Viotto que fazia a cobertura do especial, após ler a nota de Morales corrigiu esta afirmação, lembrando que a vitória pertencia unicamente ao governo e Forças Militares da Colômbia. Vale salientar que Viotto, que conduz o excelente programa “Encuentro”, tem-se mostrado um crítico contumaz desses governos comuno-populistas da América Latina e teve no ano passado um problema com Chávez, que ameaçou processá-lo, quando noticiava o assassinato de um famoso jogador de beisebol e mostraram a imagem de Chávez.

A segunda nota dissonante veio do presdidente francês Nicolas Sarkozy que, junto com os filhos e a irmã de Ingrid Betancourt, fez um pronunciamento dizendo de sua alegria com a libertação de Ingrid mas era visível seu desconforto, uma vez que o ocorrido fugira totalmente dos seus planos. Pior do que essa inadequação foram sua palavras de agradecimento a Chávez, Correa e Piedad Córdoba, afirmando que sem suas intervenções essas libertações não teriam sido possíveis. No final de tudo, como se tivesse se dado conta da asneira dita, agradeceu também a Uribe.

Durante todo o depoimento de Ingrid, numa coletiva de imprensa oferecida ainda no aeroporto militar de Catam, ela não economizou elogios ao grandioso trabalho dos Militares que realizaram a operação, tampouco ao presidente Uribe a quem repetiu diversas vezes sua gratidão. Elogiou a admistração de Uribe, alegando não saber se teria sido tão boa presidente quanto ele. Foi, de certo modo, um tapa na cara na idiota útil dona Yolanda, sua mãe, que demonizou Uribe, associou-se aos comunas oportunistas Chávez e Piedad Córdoba e ainda reciclou ranços contra a atuação do governo colombiano na Cuba de Fidel Castro. Em nenhum momento de sua longa explanação Ingrid falou da atuação desses nefastos comunistas, até que um repórter veio lembrar-lhe da importância da intervenção de Chávez; por cortezia, me pareceu, ela agradeceu acrescentando que tanto ele quanto Correa poderiam desempenhar um papel importante para a libertação dos demais reféns.


COMO FICAM AS COISAS AGORA?

É evidente que o fim das FARC se aproxima. Semana passada Alfonso Cano convidou os para-militares e o ELN para somarem forças com eles, o que demonstra que ele tem consciência da fragilidade da guerrilha. Respondendo a uma pergunta, Ingrid disse não poder afirmar que as FARC estavam derrotadas mas lembrou que, pelo menos em termos de logística, a situação estava muito ruim, pois há um ano a comida era escassa, não havia botas, roupas ou mesmo simples material de higiene como sabonete ou pasta de dentes.

Por outro lado, sem alguém importante como Ingrid, as FARC perderam sua força de chantagear ou manipular o opnião pública com a balela de “troca humanitária”. Nessa esteira arrastam-se Piedad Córdoba, que sonhava ser a autora do feito para alanvancar seus planos de candidatar-se à presidência e, caso eleita, conceder às FARC o direito de tornar-se um partido político. E Chávez, que vem amargando uma derrota atrás da outra, não vai mais poder limpar sua imagem às custas da farsa de uma benemerência com os seqüestrados das FARC. Tanto era uma farsa este interesse pela sorte dos presos, que nenhuma palavra de felicitação foi dirigida à família daquela que ele dizia defender!

O Governo brasileiro tampouco se manifestou até o momento mas deve ter sido um duríssimo golpe para Marco Aurélio Garcia, Lula e todos os membros do Foro de São Paulo pois, observem que os únicos que se manifestaram – Morales e Cristina Kirchner -, o fizeram enaltecendo os camaradas deles, que nenhuma participação tiveram no episódio.

A lição que eu extraio de tudo isso – e que serve para nós brasileros também – é a importância fundamental da Inteligência para se estabelecer uma estratégia vitoriosa. Não se negocia com criminosos, bandidos, marginais. Pastrana fez isso e a guerrilha cresceu; Uribe agiu com pulso firme e determinação, com gente capaz e treinada para agir na hora certa, do modo que deve ser. Estão sendo vitoriosos. São heróis e merecem nosso respeito e admiração. E são os heróis de hoje que ilustram esta edição do Notalatina. Da esquerda para a direita: Gen Freddy Padilla, Comandante das Forças Militares; Gen Oscar Naranjo, Comandante da Polícia Nacional; Juan Manuel Santos, Ministro da Defesa e Gen Mario Montoya, Comandante do Exército. Que Deus abençoe, proteja e ilumine esses heróis, o presidente Uribe e todo o povo pacífico e ordeiro da Colômbia!

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro