sexta-feira, 1 de agosto de 2008




O Notalatina não costuma divulgar integralmente matérias de jornais mas estas que posto hoje são extremamente importantes para que se conheça como funciona a mente revolucionária e com que cinismo eles mentem, distorcem fatos, prevaricam e ainda riem de seus atos como se fizessem uma “pequena travessura”. A introdução que se segue à minha chamada foi escrita pelo amigo Carlos Reis, gaúcho de boa cepa que conhece melhor que ninguém todos os delinqüentes que assombraram e persistem assombrando o Rio Grande do Sul como zumbis apodrecidos. As fotos são respectivamente do terrorista vulgo “Oliverio Medina” (esq.), o desembargador Rui Portanova (centro) e Selvino Reck (dir.)
Fiquem com Deus e até a próxima!

Zero Hora, com grande constrangimento, foi obrigada a contar aos seus leitores e com 15 anos de atraso, as ligações do PT e dos comunistas brasileiros com o narco-tráfico e a guerrilha comunista das FARC. Cheio de condicionais, supostos e supostamentes, Zero Hora teve que revelar o óbvio, o que até as galinhas sabem: o promíscuo, íntimo e caloroso afeto que as esquerdas brasileiras têm pela guerrilha comunista latino-americana. Não se trata de flerte como insinua Humberto Trezzi, é amor mesmo, e antigo!

Mas ainda continua defendendo o regime de esquerda acentuando frases mentirosas no dia do grande constrangimento. Por exemplo, o PT e as esquerdas brasileiras (PSOL, PSTU, PPS, PSB, PC do B, e PSDB) nunca condenaram as FARC e as chamaram pelo nome - terroristas; Lula chamava o governo Alvaro Uribe de terrorismo de Estado. Já esqueceram isso também? Marco Aurélio Garcia nega a sua própria existência, pois sua função precípua no goveno Lula é servir como embaixador do Foro de São Paulo, dos qual as FARC são o braço armado e violento.

A mentira do Direitos Humanos para companheiros guerrilheiros tem que ser revelada agora. O que é o CONARE (Comite Nacional para Refugiados) senão um ninho de comunistas de plantão para livrar o rabo de comunistas pegos em encrencas? E o STF não sabia disso? Arthur Virgílio e Heloisa Helena do PSOL não sabiam disso? E a Dilma Roussef, ainda é candidata preferida do Foro de São Paulo? Se depender da Mona e da Tilica, ela é mesmo!

Mas Zero Hora, bem ou mal, parcialmente revelou o que já sabíamos há anos, embora a íntegra da revista “Cambio” só tenha saído (por enquanto) na edição eletrônica do jornal. Quem sabe no domingo, no segundo caderno, ou ainda entre os classificados?

A propósito, morreu mais uma múmia comunista e stalinista de Brasilila. Ô mortezinha bem recebida para disfarçar o constrangimento de se estar ao lado dos apoiadores do narco-tráfico e dos mantenedores da campo de concentração na selva! Silêncio obsequioso em lugar de “grande constrangimento” seria uma expressão pouco adequada. Acho que é luto mesmo!Tomara que chegue logo as Olimpíadas Totalitárias de Pequim!

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OS LAÇOS BRASIL-FARC

Recebi um representante das FARC no gabinete

Entrevista: Rui Portanova, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

O desembargador gaúcho Rui Portanova, 58 anos, se define como “homem de esquerda” e se tornou conhecido como um dos expoentes da chamada Justiça Alternativa. O magistrado soube ontem por Zero Hora que mensagem das FARC o aponta como “amigo nosso” e não demonstrou surpresa.

- Mantive contato durante meses com eles, por e-mail. Tinha curiosidade por saber como vivem - justifica Portanova.

Uma resposta de acordo com a biografia de Portanova, famoso por decisões favoráveis ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Em 2003, em palestra no Fórum Social Mundial, disse que os juízes só marginalizam os movimentos sociais se quiserem, “porque não faltam leis para promover a justiça social”. Em 2004, assinou um manifesto de intelectuais brasileiros intitulado “Se fôssemos venezuelanos votaríamos em Hugo Chávez”. O abaixo-assinado, defendendo a reeleição do venezuelano, é endossado por líderes de esquerda como João Pedro Stédile, líder do MST.

Nesta entrevista, por telefone, o desembargador relatou como e porque se relacionou com integrantes das FARC:

Zero Hora - Como começou seu contato com as FARC?

Rui Portanova - Foi quando o governador Olívio Dutra (PT) recebeu no Palácio Piratini um representante das FARC (Hernán Ramírez, em 1999). Pediram contato com algum juiz de esquerda, sobrou para mim. (Risos). Sempre fui conhecido como alternativo, apesar de não ter vínculos com partidos. Afinal, sou juiz. Recebi o sujeito no meu gabinete no tribunal. Perguntei a ele como estavam, como viviam na selva, se tinha como ir. Disse que conhecia bem os acampamentos do MST...

ZH - O senhor se ofereceu para conhecer os acampamentos da guerrilha?

Portanova - Sim, sim. Queria ver como sobrevivem. Como eu tinha algumas milhagens de avião sobrando, me ofereci para bancar a própria viagem. Aí mantive contatos por e-mail, durante meses. Quando estava para sair a viagem, deu um problema de data, não lembro bem. Acabei nunca indo. Fiquei com um pouco de medo, para ser sincero. O revolucionário brasileiro e gaúcho aqui, que chamam de juiz comunista, acabou se borrando todo, tchê. (Risos).

ZH - Por quê?

Portanova - A coisa não estava boa por lá. A tal “zona liberada” tinha acabado. Aí não fui. Mais uma que perdi. Outro foi o Chávez, por quem assinei um manifesto em favor da reeleição. Ele esteve em Porto Alegre e até recebi convite para almoçar com El Gran Comandante. Mas aí estava na praia. Acabei não vendo o grande comandante.

ZH - O senhor acha normal um desembargador brasileiro manter contatos com uma guerrilha? O senhor contribuiu com dinheiro para as Farc?

Portanova - Acho normal, foi por curiosidade. Não contribuí com dinheiro, apesar de muito juiz de direita contribuir com deputados por aí.

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Selvino Heck explica contato do governo com as FARC

Relação se resumiu a medida para transferência de prisão de representante da guerrilha no Brasil, diz assessor

O assessor da Presidência da República Selvino Heck explicou na manhã desta sexta-feira matéria da revista colombiana Cambio sobre suposta relação entre o alto escalão do governo brasileiro e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Heck concedeu entrevista ao programa “Atualidade”, da Rádio Gaúcha. Segundo ele, a maior proximidade que houve entre o governo e a guerrilha colombiana foi o contato de entidades de direitos humanos sobre as condições de detenção do padre colombiano Olivério Medina, considerado o representante das FARC no Brasil.

— Foi apenas um gesto de apoio a um preso — salientou.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) recebeu denúncia da Cruz Vermelha e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a respeito de Medina estar detido no Presídio da Papuda, em Brasília, em meio a traficantes e outros criminosos (E ele o que é, um anjo? Uma vestal imaculada?). As entidades queriam que o padre fosse transferido para uma “prisão compatível”, conforme Heck. A seguir, o pedido foi encaminhado pelo assessor e, a seguir, acatado.

Heck afirmou que não tem contato com o padre, atualmente. Disse saber somente que Medina está em Brasília e teria pedido naturalização. O governo da Colômbia pedia sua extradição, mas ela foi negada pela Justiça brasileira, de acordo com Heck.

Outros setores do governo brasileiro também negaram ter relações com as FARC. A assessoria do Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Celso Amorim não teve contato com representantes das FARC, como aponta a revista, de acordo com o site G1. Já o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou a reportagem de “fantasiosa”.

A revista afirma que teve acesso a e-mails do guerrilheiro Raúl Reyes, tido como porta-voz das FARC e morto pelo exército colombiano em março. Nas mensagens, estariam mencionados “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior” brasileiros.

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Brasil-Farc: citação do desembargador gaúcho provoca reação cautelosa no Judiciário

Para presidente da Ajuris, opiniões devem ser respeitadas

Humberto Trezzi

A citação do desembargador gaúcho Rui Portanova na reportagem que aponta conexões das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no Brasil provocou reação cautelosa de seus colegas no Judiciário.

Procurado por Zero Hora, o Tribunal de Justiça do Estado, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que não se manifestaria sobre o caso por avaliar que se trata de tema de foro íntimo. O silêncio se repetiu na Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Apenas o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Carlos Marchionatti, aceitou se posicionar sobre a proximidade de Portanova com os guerrilheiros. Segundo ele, cada brasileiro tem o direito de ter opinião e ideologia, o que, para ele, deve ser respeitado.

— Como presidente da Ajuris, reafirmo que nossa Constituição promove a solução pacífica de conflitos. A situação da Colômbia deve ser resolvida pelo povo colombiano — afirmou Marchionatti. (Sentando confortavelmente em cima do muro!)

Um desembargador aposentado e amigo de Portanova se mostrou surpreendido com os contatos do magistrado com os representantes das FARC. Ele afirma que Portanova é um profissional respeitado nacionalmente por suas posições favoráveis a um Judiciário mais sensível às questões sociais.

— É considerado um magistrado extraordinário e avançado.

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O flerte da guerrilha com o Planalto (flerte ou amor?)

Uma constelação de integrantes do governo brasileiro e do PT tem mantido diálogos freqüentes com a maior guerrilha colombiana, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Quem afirma é a revista semanal colombiana Cambio, em edição que chegou às bancas ontem. As conversas incluem promessas de intermediação para que os guerrilheiros consigam status diplomático.

Em reportagem de capa intitulada “Dossiê Brasil”/em>, o semanário Cambio divulga trechos do que seriam 85 e-mails trocados entre Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional das FARC, e outros integrantes da guerrilha. Entre esses, Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como padre Olivério Medina ou Cura Camilo (Padre Camilo), que atua como delegado das FARC no Brasil. As conversas, supostamente encontradas num laptop pertencente a Reyes, mencionam integrantes do PT e até Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Cambio ressalva que “nenhum dos funcionários brasileiros enviou mensagens a algum dos membros do grupo guerrilheiro” e considera os e-mails “apenas indícios” de um possível comprometimento do governo Lula com as FARC. Os e-mails teriam sido localizados pelos militares que mataram Reyes, membro do secretariado-geral das FARC. As mensagens foram trocadas entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008.

Reyes - cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia e que foi morto por tropas colombianas em solo equatoriano, em 1º de março - menciona nos e-mails “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro (secretário-geral de ministério), cinco deputados, um vereador e um desembargador brasileiros”, contabiliza a revista.

O desembargador é o gaúcho Rui Portanova, que atua na 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Conforme a revista, em 19 de abril de 2001 um integrante das FARC de codinome Mauricio Malverde informa, por e-mail, a Reyes que “o juiz superior Rui Portanova, amigo nosso, nos solicitou que deseja ir aos acampamentos para receber instrução e conhecer a vida das FARC. Custeia sua viagem”. O desembargador confirma que se ofereceu para conhecer as FARC.

Portanova não é o único rio-grandense mencionado nos supostos e-mails. Nas mensagens, Medina afirma ter mantido contatos com o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e o assessor presidencial Selvino Heck, ambos gaúchos e ligados ao PT. Sobre Garcia, um dos e-mails de Medina a Reyes, sem data conhecida, afirma: “Estive falando com a deputada federal Maria José Maninha. Acertamos que ela vai me abrir caminho rumo ao Presidente, via Marco Aurelio García”.

Em outro e-mail, de 23 de fevereiro de 2007, Medina informa a Reyes: “É possível que me visite um assessor de Lula, chamado Selvino Heck, que junto com Gilberto Carvalho tem sido outro que tem nos ajudado bastante”.

Medina, autor da maioria dos e-mails enviados a Reyes desde o Brasil, foi preso em São Paulo em agosto de 2005. Vivia em território brasileiro havia oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial, por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a ele o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia.

Entre os interlocutores de Medina, segundo a revista Cambio, estariam o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, a deputada distrital brasiliense Erika Kokay (PT), além de Gilberto Carvalho. Também são mencionados nos e-mails o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano.

Assessor de Lula condenou métodos de guerrilheiros

Algumas mensagens foram escritas durante as negociações de paz, que resultaram na criação - 1998 e 2002 - de uma área de 42 mil quilômetros quadrados liberada para atuação da guerrilha, em San Vicente del Caguán. Os guerrilheiros recebiam ali simpatizantes de vários países.

Entre os que moravam na “zona liberada” estavam o líder máximo das FARC, “Manuel Marulanda” ou “Tirofijo”, que foi morto em março deste ano. E o chefe militar das Farc, “Mono Jojoy”, cujo nome verdadeiro é Jorge Briceños.

A reportagem diz que as mensagens “revelam a importância do Brasil na agenda externa das FARC”. A revista diz que a guerrilha aproveitou a chegada de Lula e do influente PT ao poder “para alcançar as mais altas esferas do governo” (Isto aqui é puro desconhecimento da revista, pois Lula e o PT mantinham relações siamesas com estes terroristas, através do Foro de São Paulo há 18 anos. Portanto, não precisavam nem de intermediários, nem de burocracias para se aproximar de quem sempre foi íntimo).

Em depoimento em abril à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, Garcia disse repudiar os métodos usados pelas FARC, como seqüestros, ataques terroristas e uso de dinheiro do narcotráfico. Garcia classificou como “fantasiosa” a reportagem, mas não negou o conteúdo das mensagens.

HUMBERTO TREZI - humberto.trezzi@zerohora.com.br

Comentários: G. Salgueiro e Carlos Reis

Finalmente começa a vir à tona o envolvimento do Brasil com as FARC. Desde maio deste ano, quando o INTERPOL confirmou em relatório a autenticidade dos documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes, eu fui informada de que havia documentos muito comprometedores do governo brasileiro em poder do FBI e do presidente Uribe mas não comentei porque não tinha em mãos documentos comprobatórios, embora a fonte fosse idônea. Em princípio o presidente Uribe não iria fazer uso dessas informações por questões diplomáticas, considerando as boas relações comerciais entre nossos países – o que pesa muito nas decisões -, inclusive os aviões que deram combate ao acampamento de Raúl Reyes eram os nossos Super Tucanos da Embraer.

Em entrevista concedida ao Estadão domingo passado, o ministro da Defesa colombiana, Juan Manuel Santos, disse: “Há uma série de informações de conexões, que entregamos ao governo brasileiro, para que ele possa reagir como considerar mais apropriado”. O “dossiê”, cujo conteúdo foi revelado em parte hoje pela revista “Cambio”, fora entregue a Lula quando em visita àquele país, por ocasião da festa da Independência entre os dias 18 e 20 de julho. Quero destacar a sutileza – e firmeza de postura - de Uribe e de seus principais colaboradores, pois eles sabem perfeitamente bem com quem estão lidando, sabem que o Brasil é o principal signatário do Foro de São Paulo (e conhecem em detalhes o que é e o que faz esta organização), sabem do envolvimento destes com as FARC mas agem como se nada soubessem. Nesta visita de Lula, Uribe consentiu em integrar o Conselho Sul-Americano de Defesa mas não se iludam porque ele avisou que “as decisões têm que ser por consenso” e já demonstrou fartamente que segue as orientações dos SEUS ministros e FFAA. Se algo fugir da esfera comercial, estejam certos de que a Colômbia cai fora.

É importante salientar ainda que a revista “Cambio” pertence ao grupo do jornal “El Tiempo”, que é de propriedade da família do ministro Santos e que, se o material foi publicado (e é matéria de capa desta semana que entra), foi com o seu consentimento. Especulo que isto foi uma “agulhada” para ver se o Brasil toma alguma providência, pois nenhuma medida fora tomada até então, desde o conhecimento do fato há uma semana.

E este foi mais um fato que a mídia brasileira resolveu divulgar, porém, como das outras tantas em que falam de FARC ou Foro de São Paulo, fazem com o espírito de morcego que morde e sopra, fingem bater e apontar o dedo acusador para depois afagar, cúmplices, abjetas, servis. É impressionante como em três jornais que li a informação é rigorosamente igual, sem mudar uma só palavra, dando a impressão de que um (o UOL foi o primeiro a publicar) traduziu algumas coisas do original, foi passado pelo crivo da PTPol e depois liberado para os outros, não sem antes ser de higienicamente filtrado. O fato é que, fingindo que informam a relação do Governo, do PT e de figurões governamentais com as FARC, esses jornalecos escondem o principal, o mais revelador. Quem se dispõe a investigar, entretanto, vai descobrir que o dossiê é muitíssimo mais grave do que fingidamente alegou Marco Aurélio Garcia (MAG) quando o menosprezou considerando-o de “irrelevante”.

A revista “Cambio” teve acesso a 85 e-mails (o que não é pouco) dentre eles alguns do pseudo-padre Oliverio Medina. Esses, que revelam seus planos para conseguir o status de refugiado, quem interferiu no processo e confirma o “arranjo” para abrigar a família em Brasília, a mídia brasileira não revelou. Medina diz viver de “doações de amigos e um pró-labore como secretário do Centro de Estudos Latino-Americanos, numa salinha onde ele e outros três militantes preparam panfletos sobre a história do continente distrubuídos a escolas carentes nas cidades-satélite da capital brasileira”, segundo reportagem do jornal O Globo de 8 de julho deste ano. Segundo ele, “quem recebe o benefício do refúgio tem que ficar na sombra”, demonstrando uma falsíssima humildade e mudança de comportamento que nunca teve, inclusive porque, enquanto finge estar fazendo um trabalho educativo, está mesmo é doutrinando jovens inexperientes sobre sua maldita ideologia comuno-terrorista. E tudo ali, nas barbas do governo, que cala e consente porque é cúmplice do crime.

Vejam o que dizia um dos e-mails dele para Raúl Reyes, em 14 de abril de 2007, gozando já do status de refugiado:
“Devo atuar com cautela para não facilitar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido o traslado da ‘Mona’ e da ‘Timbica’ (explico mais adiante quem são) para a capital do país, foi importante. Manterei esse baixo perfil até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro e a primeira coisa que devo pensar é em ir vê-los”. Quer dizer, este terrorista assassino nunca mudou de conduta, como disse ter “abandonado as armas” para conseguir a liberdade perante o CONARE. O texto original desta declaração pode-se ver na página 4.

No início de junho Diogo Mainardi denunciou neste artigo que a mulher de Medina, Angela Maria Slongo, havia sido contratada pela Presidência da República para ocupar um cargo comissionado no Ministério da Pesca, a pedido de Dilma Roussef. Esta apressou-se em desmentir mas, posteriormente, a revista Veja publicou numa matéria cópia do bilhetinho desta terrorista indicando a mulher de Medina para o caso. Agora é o próprio Medina quem confessa, em mensagem encaminhada a Raúl Reyes em 17 de janeiro de 2007, revelado pela revista “Cambio”; leiam:
“Na segunda-feira 15 a ‘Mona’ (‘Mona’ é a mulher, e ‘Timbica’ é a filha do casal) iniciou seu emprego novo e para assegurá-la ou fechar a passagem à direita caso em algum momento queiram aborrecê-la, então a deixaram na Secretaria de Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República”. (Nota original na página 3). Ou seja, diretamente ligada ao sr. da Silva que, certamente, não sabia de nada disso, sequer que dona Slongo é mulher do terrorista das FARC...

E as notas mais cínicas ficam por conta de Gilberto Carvalho, assessor direto do presidente Lula (já observaram que este elemento é citado em tudo quanto é patifaria que vem sendo descoberta?), e do poderoso MAG. As declarações desta dupla são tão cínicas que não resistem a uma pesquisa de menino de primário. Carvalho diz que o Governo tem “zero de relação com as FARC”; MAG diz que seu nome é citado porque “foi ele quem evitou que a narco-guerrilha se aproximasse do governo Lula” e que “as informações falam por si” E eu pergunto: como “evitar” que a narco-guerrilha se aproximasse do governo se ambos são parceiros de quase duas décadas no FSP? Entretanto, não é bem isto que dizem as FARC, muito menos os fatos.

Em e-mail datado de 25 de dezembro de 2006, Medina conta a Raúl Reyes (RR) que mandou cartão de Natal para dois assessores de Lula que são respectivamente Silvino Reck (que foi assessor de Olívio Dutra em Porto Alegre – quando este recebia no Palácio Piratini emissários das FARC – e depois, com o mesmo cargo, quando Dutra passou a ser Ministro das Cidades), e Gilberto Carvalho por terem-no ajudado no processo de refúgio; e em 23 de fevereiro de 2007, também dirigido a RR, Medina diz: “É possível que me visite um assessor especial de Lula chamado Silvino Reck, que junto com Gilberto Carvalho foi outro que nos ajudou bastante”.

Se estas correspondências não são suficientes para provar o cinismo desta gente, vejam os nomes constantes do corpo editorial da revista do Foro de São Paulo intitulada América Libre e este vídeo feito pela revista Veja, do último Encontro do Foro de São Paulo ocorrido entre 22 e 25 de maio deste ano em Montevidéu, que vocês vão encontrar os nomes e as caras de MAG e Carvalho; na revista, ao lado de Manuel Marulanda “Tirofijo” e no vídeo, aplaudindo a homenagem prestada a este verme feito por outro elemento peçonhento, Daniel Ortega, no encerramento do Encontro.

Pior do que as mentiras e dissimulação desta escória sinistra é a subserviência da mídia (com raríssimas exceções) que toma conhecimento destes fatos e não informa ao público, não revela NADA que possa abalar a credibilidade postiça deste governo de terroristas. Com que moral esta mídia pode falar dos “torturadores da ditadura” e ao mesmo tempo omitir e maquiar a conivência e participação direta do governo com terroristas sanguinários como as FARC? Que moral julga ter esta gente para, fingindo denunciar, encobrir os crimes da aliança FARC-FSP por décadas a fio? Todos tiveram acesso ao documento original da revista “Cambio” mas omitiram o principal porque têm o rabo preso, porque são covardes e porque pensam que, se ajoelhando e rastejando feito cobras, serão poupados no final. A terra não lhes será leve! E para fechar esta edição, recomendo a leitura do artigo “Como eu dizia”, do filósofo e jornalista Olavo de Carvalho que, ao contrário de seus colegas de profissão, há anos prega no deserto sobre este tema. Como ele diz no artigo, parece que andou “falando para as pedras”, como ocorre com a escriba deste blog.
Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentário e traduções: G. Salgueiro

sábado, 5 de julho de 2008







Muita confusão e desinformação vem sendo espalhada pela mídia (jornal, tv’s, internet), após o sucesso inusitado da libertação dos prisioneiros das FARC, dentre os quais a mais cobiçada - Ingrid Betancourt - por sua condição de ex-candidata presidencial da Colômbia e por ter cidadania francesa. Não morro de amores por esta senhora, sobretudo por suas posições políticas em consonância com o eco-esquerdismo mas, a bem da verdade, também não posso aceitar que mentiras sejam divulgadas como se fossem verdades provadas, apenas com o intuito de desmerecer a magnífica atuação do Governo Uribe no combate exitoso ao narcotráfico das FARC, ELN e para-militares ao longo dos seus mandatos.

A semente da desconfiança na lisura desta ação foi plantada e encontrou solo fértil até em pessoas que eu não imaginava viessem a duvidar da integridade do presidente Uribe, bem como dos seus homens fardados. Observei que a reação a este evento foi manifestamente desproporcional à da farsa montada nas anteriores “trocas humanitárias”, aquelas sim, um espetáculo deprimente onde a mentira, o oportunismo sem-vergonha do ditador Chávez e da senadora comunista Piedad Córdoba, além dos próprios libertados, eram patentes mas ninguém viu, ninguém percebeu e a mídia aplaudiu. Um show macabro onde o que estava em jogo eram a elevação do prestígio de Chávez, bastante arruinado depois do fracasso no Referendum de 2 de dezembro passado, e da Córboba, porque aliada de ambos – Chávez e FARC – desejava deslanchar sua postulação à presidência da Colômbia e dar novo fôlego às FARC.

Como se não bastassem as dúvidas sobre a operação (muitas pessoas achando “impossível” a infiltração de militares na guerrilha, que Ingrid parecia ter vindo de um spa [ver foto acima], por não terem abatido nenhum terrorista, etc.), hoje cedo os jornais do mundo todo divulgaram uma nota da “Rádio Suíça Romande” (estatal), sob o título “Ingrid Betancourt: uma libertação comprada?”, onde afirmavam que Uribe havia pago 20 milhões de dólares, doados pelos Estados Unidos, pela libertação dos prisioneiros. A Rede ‘Pravda’ de Televisão (Rede Globo) que não deu a importância devida ao evento do dia 2, noticiou esta farsa através de um correspondente brasileiro, sisudo, com aquele ar soturno de quem diz: “Agora ferramos Uribe!”. Seria patético, se não fosse uma ação calculada pelo esquerdismo internacional.
Para facilitar a compreensão do que de fato está ocorrendo neste episódio, divido-os em itens relativos aos temas.

A OPERAÇÃO DE RESGATE

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que quem trabalha em serviço de Inteligência (sobretudo Militares) são pessoas muitíssimo preparadas física, emocional e intelectualmente, da mais alta responsabilidade e seriedade, que não agem por impulso, tampoco o fazem esperando o aplauso do público. Suas ações são meticulosamente estudadas, calculadas, sigilosas e obedecem a ordens superiores planejadas estrategicamente. Isto posto, e não se tendo qualquer notícia de fanfarronice ou lapso dos Comandantes Militares e do ministro da Defesa, por que não acreditar quando eles informaram que o resgate fora obra de um trabalho elaborado durante 5 meses, mas dar crédito às sementes da discórdia plantadas pelos companheiros de viagem da mídia?

Na edição anterior eu já havia disposto o vídeo em que o Ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, explica como fora a Operação “Xeque-mate”, além de um documento detalhando todo o processo da operação. Na edição de hoje disponho neste vídeo a alocução detalhada do Comandante das Forças Militares, Freddy Padilla de León, feita durante o encontro ocorrido no Clube Militar, onde o presidente Uribe saúda os libertados, seus familiares e parabeniza os envolvidos na ação.

A equipe toda envolvida na operação era composta de 4 militares como pilotos e tripulação do helicóptero, mais 9 na equipe de resgate na selva, e aproximadamente uns 18 em terra, monitorando e acompanhando todo o processo a partir do momento do deslocamento do helicóptero ao local onde se encontravam os prisioneiros até seu retorno. Toda esta equipe pertece ao serviço de Inteligência do Exército e estava sob as ordens diretas do Gen Padilla – o cérebro de toda a Operação - que praticamente levou a cabo a idéia concebida pelo ministro da Defesa. [Tenho que abrir um parênteses aqui para, envergonhada, comparar com o ministro da Defesa brasileiro, um falsário que opera diligentemente para destruir e humilhar as nossas Forças Armadas].

COMO REAGIRAM OS CONTRÁRIOS À LEI E À ORDEM?

Independente de se gostar ou não das posturas político-ideológicas de Ingrid Betancourt, qualquer pessoa que ama a liberdade ficou feliz com a libertação dos 15 prisioneiros dentre os quais ela era a mais cobiçada. Para mim tanto fazia ser uma ex-candidata presidencial ou um simples fazendeiro, ou ainda uma criança, cujos pais não puderam pagar o resgate exigido pelos terroristas; são todos seres humanos como eu que ainda gozo da liberdade de estar aqui escrevendo, tentando mapear esta situação tão propositalmente embassada, e que têm o mesmo direito perante Deus e os homens de ser livres. A alegria de vê-los libertados é indizível e emocionante!

Então vejamos: onde estava a saliente Piedad Córdoba, que no espetáculo de Clara, Emanuel e Consuelo aparecia em todas as fotos e eventos como a “grande benemérita” e a estrela principal do evento? Somente hoje, sexta-feira, ela se pronunciou dizendo que se sentia “muito contente” mas que “isto sirva para avançar em um processo de acordo humanitário”. E o terrorista Daniel Ortega, da Nicarágua? Silêncio sepulcral. Em um comunicado, seu chanceler Samuel Santos disse: “Nós estamos contentes de que se vão resolvendo pouco a pouco os problemas, porém a verdadeira solução somente vai-se ver através do diálogo e da negociação”.

Chávez ficou em estado de choque, afinal, o “cachorro do império” deu um xeque-mate em suas ambições de limpar-se perante a Colômbia e o mundo do envolvimento com as FARC mas só à noite, segundo informou, falou com Uribe dizendo-se muito contente. Seu discurso foi igual ao de Lula e Fidel, alegando que “não há mais espaço para alcançar o poder através das armas, dos fuzis”, e acrescentou que era necessário organizar um comitê de negociações entre os países da região para alcançar a paz.

Lula, por sua vez, disse: “Eu acho que (as Farc) precisam ter um fim. Aqui na América do Sul e na América Latina não existe nenhuma razão para alguém querer chegar ao poder pela via armada, porque a democracia reina nesse continente. Todas as forças políticas disputam e se organizam em partidos políticos. Eu acho que é uma coisa do passado esse negócio de achar que a via armada é solução para alguma coisa, sobretudo em regime de liberdade”. E prosseguindo em sua verborragia demagógica, sempe com um “eu acho”, disse que achava “abominável alguém manter pessoas seqüestradas por uma hora, quanto mais por seis ou sete anos”. Mas não foi isto que ele “achou” em relação ao caso do empresário Abílio Diniz, quando foi visitar e dar seu apoio aos seqüestradores e não à vítima!

O que ficou implícito nisso tudo? Ao contrário do mal disfarçado repúdio, todos, sem exceção, começaram uma campanha velada em prol das FARC: 1. repetindo que é necessário dar continuidade aos “acordos humanitários”; 2. que a via democrática é a única viável atualmente (seguindo a cartilha de Gramsci), para 3., que o mundo aceite, posteriormente, as FARC participarem do processo político como um partido legalizado. Eles não querem o “fim” das FARC mas legalizá-la perante o mundo, pois só desta maneira as atividades ilícitas podem ter continuidade sem chamar atenção, parodiando o que Lula disse referindo-se ao Foro de São Paulo.

A PASSIVIDADE DOS MILITARES PERANTE OS TERRORISTAS DAS FARC

Muita gente se perguntou, duvidando da veracidade da operação, por que os Militares não eliminaram os terroristas no momento do resgate? No longo convívio com Militares uma coisa sempre ficou muito clara para mim: o respeito pela vida humana – seja de quem for - que deve ser preservada a qualquer custo. Lembrem-se de que no confronto ao acampamento em que morreu Raúl Reyes, eles carregaram cuidadosamente em macas aqueles que ficaram feridos, pois o objetivo é julgá-los para que eles possam pagar, dentro da Lei, por seus crimes. Se ocorrerem mortes que sejam em combate, quando a outra parte resistir à solicitação para se entregar. Isto é claríssimo e penso que é o justo e correto; quem mata a troco de nada, só por ver o outro como inimigo, são marginais, assassinos, terroristas; esta não é a praxis Militar.

Na “Operação Xeque-mate” o objetivo era resgatar os reféns com vida e o menor vacilo fora daquilo para o qual foram treinados poderia ser fatal. Tanto é assim, que um dos militares percebeu que o Comandante “Cesar” estava com uma pistola e, em sua representação de “humanista” de uma ONG solicitou que este lha entregasse para evitar problemas de constrangimento para a equipe, ao qual este cedeu. Com este elemento armado dentro do helicóptero as coisas poderiam fugir do controle e a equipe poderia não ter concluído o trabalho com a precisão com que se deu – toda a operação em 25 minutos.

Para quem duvidou que os dois comandantes das FARC foram presos na operação, o Exército os apresentou à imprensa (na foto acima): Gerardo Antonio Aguilar, codinome “Cesar”, há 10 anos nas FARC era o comandante da Frente Primeira que operava nos estados de Guaviare e Vichada e substituiu o “Negro Acacio”. E Alexander Farfán Suarez, codinome “Enrique Gafas”, segundo no comando da Frente Primeira das FARC, era a pessoa encarregada da segurança e cuidado direto de um dos grupos de prisioneiros.

Quando eu estava fechando esta edição o site do Ministério da Defesa disponibilizou dois vídeos que – assim espero – vão terminar com esta elucubração de farsa numa das operações mais bem sucedidas de todos os tempos na história Militar e de Inteligência da Colômbia. Antes, porém, repito aqui as palavras do Comandante Geral das Forças Militares, Gen Padilla de León, negando o pagamento de 20 milhões de dólares às FARC, bem como da participação do general israelense Israel Ziv. Segundo o Gen Padilla, “posso jurar por minha palavra de honra como Comandante que para mim teria sido mais benéfico que “Cesar” tivesse recebido 20 milhões, e que teria sido mais demolidor ao interior das FARC se isso fosse um incentivo”.

Neste vídeo, filmado por um “jornalista” da pseudo ONG, pode-se ver o momento em que os prisioneiros caminham para o helicóptero, quando “Cesar” é desarmado, e o momento de emoção e euforia quando os resgatados são informados de que estão à caminho da liberdade. Para os que acharam Ingrid muito alegre e descontraída, vejam a reação dos primeiros momentos do contato com a nova situação. Eu sei o que é isto e posso afirmar: foi real e muito, muito emocionante! E neste outro, o passo-a-passo da operação de resgate.

CONCLUSÃO

Para mim algumas coisas ficaram muito claras nestes últimos acontecimentos, me reportando ao início do ano com aquelas teatralidades dos “acordos humanitários”, as mortes dos principais cabeças das FARC, as descobertas feitas nos computadores de Raúl Reyes e finalmente o sucesso da “Operação Xeque-mate”. Em primeiro lugar, é evidente o desmoronamento deste bando terrorista – com a graça de Deus! -, em razão da firmeza e persistência do presidente Uribe, assessorado por competentes militares e ministro da Defesa, fazendo aquilo que deve ser feito sem dar ouvidos aos achismos dos oportunistas de plantão. Em conseqüência, isto também atingiu e enfraqueceu o Foro de São Paulo, do qual as FARC são membros – já não tão ativamente participantes em decorrência da repressão -, e seus principais líderes estão percebendo que não há mais como tapar o sol com a peneira, daí a mudança de discurso. Em janeiro Chávez pedia que as FARC fossem consideradas um “grupo beligerante” e não terroristas; com a morte de Raúl Reyes, fez um minuto de silêncio na Assembleia Nacional mas, há poucas semanas, muda o discurso e pede que eles deponham as armas e entreguem os reféns. Lula o acompanha, Fidel diz que o “erro” das FARC são os seqüestros desumanos, enfim, todos querem manter-se afastados dessa “lepra” para salvar a própria pele e, ao mesmo tempo, salvar o Foro de São Paulo.

O presidente Uribe é antes de tudo um político; dizem que tem gênio tão forte quanto pulso firme e está querendo tentar um terceiro mandato, aproveitando os lucros de sua popularidade cada vez mais ascendentes. Não desconheço esses detalhes mas também não posso negar que, disparado, com todos os defeitos de sua humanidade, ainda é um presidente do qual qualquer pessoa de bem se orgulharia de tê-lo como mandatário, além de ser cristão e sempre agradecer a Deus por todas as conquistas que o país vem obtendo em relação a esta batalha.

Ingrid Betancourt, por sua vez, tem histórias muito nebulosas em sua vida pessoal, sobretudo no período em que viveu na França; pertence à esquerda ecológica e isto é um risco sério caso resolva se candidatar novamente, pois até já cogitam indicá-la para Prêmio Nobel da Paz. Certamente será cumprimentada pelo vigarista do Al Gore. Em entrevistas recentes ela negou ainda almejar a presidência, afirmando que está feliz por ter Uribe como presidente do seu país mas não sabemos até onde isto são apenas declarações de quem acabou de ser salva de uma situação tão miserável. Todavia, acredito na sinceridade de suas palavras quando pede que todos se unam para devolver a paz à Colômbia, na sua ojeriza às FARC, e na sua emoção e reconhecimento agradecido aos seus libertadores. Quem viveu durante 6 anos acorrentada como bicho selvagem e sob ameaças constantes de bombardeios, faz qualquer coisa – ou diz qualquer asneira – em nome de uma paz duradoura.

Enfim, não me parece haver “coisas ocultas” nessa história nefasta, pois tudo vem se comportando de forma lógica para quem acompanha os fatos há anos e direto das fontes. Acredito que as esquerdas vão retomar a carga de infâmias e acusações falsas – como já se evidencia em todos os jornais e sites, desde o dia 2 - porque não aceitam a derrota sofrida mas isto é também previsível. O que precisamos agora, nós brasileiros, é ficar atentos às nossas FARC brasileiras que atendem pelo vulgo de MST. Espero, de coração, que o pesidente Uribe e sua excepcional equipe Militar consiga libertar todos os reféns em poder destes terroristas e que este câncer possa ser extirpado em sua raíz, definitivamente.

Força e Honra ao presidente Uribe, aos Guerreiros combatentes, à Colômbia e que Deus abençoe nossa América Latina!

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

quinta-feira, 3 de julho de 2008


O dia 2 de julho vai ficar marcado na história da Colômbia, depois que o mundo conheceu a espetacular operação denoninada “Jaque” (xeque-mate) que libertou 15 prisioneiros das FARC, dentre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e os três norte-americanos, sem que um só tiro ou qualquer outro tipo de violência física se produzisse. Nesta operação sem precendentes na história, por sua audácia, precisão e extremo profissionalismo, o serviço de Inteligência das Forças Armadas e Policiais ludibriaram os comandantes das FARC numa ação só imaginável em filmes de espionagem.

O canal de tv CNN em Espanhol fez uma cobertura completa, desde o fim da tarde, à qual assisti emocionada. Quando esta edição for divulgada certamente todos os jornais já terão dado a notícia da libertação de Ingrid, por isso não quero me ater muito ao fato em si mas a alguns detalhes mais relevantes, por exemplo, como, quando e de que modo foi montada a operação, a reação dos presidentes mais envolvidos com o caso e o aspecto político-estratégico deste acontecimento.

Quando o material apreendido dos computadore de Raúl Reyes começou a ser examinado, encontrou-se uma troca de mensagens entre a senadora comunista Piedad Córdoba e o comando das FARC, onde esta sugeria que não se libertasse Ingrid pois ela representava o maior trunfo que eles tinham em mãos; era a “galinha dos ovos de ouro” com a qual as FARC poderiam fazer exigências e chantagens ao governo colombiano por tempo indeterminado. Noutra oportunidade, tanto ela quanto os aliados das FARC – Chávez, Correa, Insulza -, dona Yolanda (mãe de Ingrid) e os próprios ex-reféns, viviam afirmando que as FFAA não deviam tentar um resgate pois seria fatal – superestimando o poder das FARC e subestimendo a competência das Forças de Segurança Nacional -, apelando para que o presidente Uribe cedesse aos apelos dos chefes da guerrilha decretando “zona desmilitarizada” os departamentos de Pradera e Florida.

O presidente Uribe, sempre muito diplomático, nunca respondeu a estas sandices e continuou trabalhando com sua equipe com o sigilo que o caso requeria, com o apoio incondicional do governo americano. Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Gordon Johndroe, “Apoiamos a operação e proporcionamos apoio específico. Este resgate vem sendo planejado há muito tempo, e nós trabalhamos com os colombianos durante cinco anos, para libertar os reféns desde que foram presos”.

Segundo informou o Gen Freddy Padilla, Comandante das Forças Militares e chefe desta operação, os planos começaram a ser traçados com informações passadas pelo policial John Frank Pinchao, depois de sua fuga de 9 anos de cativeiro como prisioneiro das FARC; posteriormente Clara Rojas, libertada em janeiro, proporcionou mais alguns dados e, somando às imagens de satélite, o pessoal de Inteligência pôde ir montando o quebra-cabeças. Através deste Documento, elaborado pela Chefatura de Operações Especiais Conjuntas (JOEC, na sigla em espanhol) constante no site do Ministério da Defesa Colombiana, pode-se ver os detalhes da operação: os comandantes encarregados dos reféns, os possíveis locais onde se encontravam, como se daria o cerco e até fotos dos helicópteros utilizados na operação. Há ainda no site do Comando Geral da Força, a descrição verbal deste documento feito pelo Gen Padilha, disponível apenas no site, e que pode-se ouvir acessando este link: http://www.cgfm.mil.co/CGFMPortal/index.jsp?option=noticiaDisplay.

No início da tarde o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, fez um Comunicado à Radio Caracol, explicando a operação e enfatizando que “o país, o mundo e os seres queridos dos seqüestrados não terão como agradecer a estes generais e seus homens, semelhante operação de resgate. Minhas felicitações muito sinceras a nossos homens de Inteligência do Exército, ao General Mario Montoya, seu Comandante, e ao General Freddy Padilla quem esteve à frente da operação do princípio ao fim”. E Ingrid Betancourt tão logo pôde falar, igualmente mostrou seu emocionado agradecimento a Deus e à Virgem Maria e em seguida disse: “Obrigada ao meu Exército, de minha pátria Colômbia, obrigada pela impecável operação de resgate, a operação foi perfeita. Estão nos demonstrando que a paz é possível sim”. Pediu que os colombianos acreditem em seu Exército que “nos vai levar à paz” e agradeceu ao presidente Álvaro Uribe “que se arriscou por nós”.

AS NOTAS DISSONANTES DO EVENTO

Segundo informou a CNN em Espanhol no início da reportagem, o cocalero Evo Morales enviou uma mensagem felicitando pela libertação dos prisioneiros mas, como era de se esperar, enaltecendo o papel de mediador de Chávez e Correa no episódio. O jornalista Daniel Viotto que fazia a cobertura do especial, após ler a nota de Morales corrigiu esta afirmação, lembrando que a vitória pertencia unicamente ao governo e Forças Militares da Colômbia. Vale salientar que Viotto, que conduz o excelente programa “Encuentro”, tem-se mostrado um crítico contumaz desses governos comuno-populistas da América Latina e teve no ano passado um problema com Chávez, que ameaçou processá-lo, quando noticiava o assassinato de um famoso jogador de beisebol e mostraram a imagem de Chávez.

A segunda nota dissonante veio do presdidente francês Nicolas Sarkozy que, junto com os filhos e a irmã de Ingrid Betancourt, fez um pronunciamento dizendo de sua alegria com a libertação de Ingrid mas era visível seu desconforto, uma vez que o ocorrido fugira totalmente dos seus planos. Pior do que essa inadequação foram sua palavras de agradecimento a Chávez, Correa e Piedad Córdoba, afirmando que sem suas intervenções essas libertações não teriam sido possíveis. No final de tudo, como se tivesse se dado conta da asneira dita, agradeceu também a Uribe.

Durante todo o depoimento de Ingrid, numa coletiva de imprensa oferecida ainda no aeroporto militar de Catam, ela não economizou elogios ao grandioso trabalho dos Militares que realizaram a operação, tampouco ao presidente Uribe a quem repetiu diversas vezes sua gratidão. Elogiou a admistração de Uribe, alegando não saber se teria sido tão boa presidente quanto ele. Foi, de certo modo, um tapa na cara na idiota útil dona Yolanda, sua mãe, que demonizou Uribe, associou-se aos comunas oportunistas Chávez e Piedad Córdoba e ainda reciclou ranços contra a atuação do governo colombiano na Cuba de Fidel Castro. Em nenhum momento de sua longa explanação Ingrid falou da atuação desses nefastos comunistas, até que um repórter veio lembrar-lhe da importância da intervenção de Chávez; por cortezia, me pareceu, ela agradeceu acrescentando que tanto ele quanto Correa poderiam desempenhar um papel importante para a libertação dos demais reféns.


COMO FICAM AS COISAS AGORA?

É evidente que o fim das FARC se aproxima. Semana passada Alfonso Cano convidou os para-militares e o ELN para somarem forças com eles, o que demonstra que ele tem consciência da fragilidade da guerrilha. Respondendo a uma pergunta, Ingrid disse não poder afirmar que as FARC estavam derrotadas mas lembrou que, pelo menos em termos de logística, a situação estava muito ruim, pois há um ano a comida era escassa, não havia botas, roupas ou mesmo simples material de higiene como sabonete ou pasta de dentes.

Por outro lado, sem alguém importante como Ingrid, as FARC perderam sua força de chantagear ou manipular o opnião pública com a balela de “troca humanitária”. Nessa esteira arrastam-se Piedad Córdoba, que sonhava ser a autora do feito para alanvancar seus planos de candidatar-se à presidência e, caso eleita, conceder às FARC o direito de tornar-se um partido político. E Chávez, que vem amargando uma derrota atrás da outra, não vai mais poder limpar sua imagem às custas da farsa de uma benemerência com os seqüestrados das FARC. Tanto era uma farsa este interesse pela sorte dos presos, que nenhuma palavra de felicitação foi dirigida à família daquela que ele dizia defender!

O Governo brasileiro tampouco se manifestou até o momento mas deve ter sido um duríssimo golpe para Marco Aurélio Garcia, Lula e todos os membros do Foro de São Paulo pois, observem que os únicos que se manifestaram – Morales e Cristina Kirchner -, o fizeram enaltecendo os camaradas deles, que nenhuma participação tiveram no episódio.

A lição que eu extraio de tudo isso – e que serve para nós brasileros também – é a importância fundamental da Inteligência para se estabelecer uma estratégia vitoriosa. Não se negocia com criminosos, bandidos, marginais. Pastrana fez isso e a guerrilha cresceu; Uribe agiu com pulso firme e determinação, com gente capaz e treinada para agir na hora certa, do modo que deve ser. Estão sendo vitoriosos. São heróis e merecem nosso respeito e admiração. E são os heróis de hoje que ilustram esta edição do Notalatina. Da esquerda para a direita: Gen Freddy Padilla, Comandante das Forças Militares; Gen Oscar Naranjo, Comandante da Polícia Nacional; Juan Manuel Santos, Ministro da Defesa e Gen Mario Montoya, Comandante do Exército. Que Deus abençoe, proteja e ilumine esses heróis, o presidente Uribe e todo o povo pacífico e ordeiro da Colômbia!

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 28 de maio de 2008









Quando eu recebi a confirmação da morte de “Tirofijo”, dada em comunicado das FARC, comentei com amigos que estranhava a rapidez com que eles tinham atendido ao pedido do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, pois não se passaram 24 horas até que fosse enviado um vídeo com o pronunciamento de “Timochenko”. Duas coisas me chamaram a atenção: a rapidez da confirmação e a divulgação feita através do canal TeleSur, do governo de Chávez. Por que, em vez de entregar ao governo da Colômbia, este vídeo foi entregue a Chávez? Naquela altura eram só desconfianças de que se montava mais uma farsa; hoje, entretanto, o Notalatina apresenta as provas.

Para nós brasileiros, que não somos biólogos, é difícil reconhecer certos detalhes botânicos da flora venezuelana e colombiana a ponto de distinguir que tal vegetação é típica de um ou outro país. Para os nativos destes países, não, do mesmo modo que aqui nós sabemos dizer, mesmo sem muito estudo na área, que os cactos e as bromélias são característicos do Nordeste, enquanto as asaléas são mais comumente encontradas em São Paulo e adjacências. Entretanto, é possível notar que a vegetação é baixa e não expessa como se imagina ser uma “floresta”, além de aparecerem muitas flores como se houvesse um jardim. Nas selvas? Huum... Pois foram exatamente estes detalhes que chamaram a atenção de jornalistas colombianos e venezuelanos, para provar que aquela gravação não foi feita nas “montanhas da Colômbia”, como afirma Timochenko ao final da gravação e sim, na Venezuela.

O ex-ministro colombiano Fernando Lodoño (na foto acima) vai mais longe. Ele crê que Marulanda “Tirofijo” já está morto há anos, e que era Raúl Reyes quem se passava por ele nas mensagens encontradas em seu computador. Isto faz sentido, sobretudo porque há tempo se sabia que ele tinha um câncer de próstata mas, embora eu não endosse a tese por falta de provas, não parece no mínimo coincidente demais que, morto Reyes em 1º de março e apreendido seu computador, Marulanda tenha tido um enfarte mortal justo no dia 26 do mesmo mês e ano?

Lodoño também chama a atenção para a qualidade técnica da filmagem, feita com várias câmeras (tomadas de vários ângulos), o que é pouco provável existir num ambiente de acampamento no meio das inóspitas selvas. Neste vídeo aqui pode-se ver a minuciosa análise feita por especialista em botânica, além de – o mais grave – comparações feitas entre o uniforme usado por Timochenko e Chávez, que leva os analistas a concluírem que ambos têm a mesma procedência. Vejam este vídeo com atenção, observem os detalhes do uniforme, até do quepe e tirem suas conclusões.

Observem a foto de Chávez acima, onde se pode ver os detalhes citados no vídeo. Eu, entretando, chamo atenção para outro detalhe que não foi comentado: nesta foto, tirada meses atrás, Chávez usa uma braçadeira com as cores da bandeira venezuelana que são as mesmas da Colômbia. Não estaria ele enviando uma mensagem subliminar de que também pertence às FARC? Por outro lado, observem que Timochenko NÃO está com a braçadeira que cararteriza os membros das FARC neste uniforme. Não pode ter sido por “descuido” a ausência da braçadeira, justo num momento tão solene como o anúncio oficial da morte do fundador do bando mas... por que a braçadeira não está onde devia?

Para o ex-ministro Lodoño (como também para Alejandro Peña Esclusa), Hugo Chávez é o verdadeiro “comandante” das FARC, “é ele quem põe e tira; os membros do Secretariado não puderam nomear Cano porque não podem se reunir, não têm contatos entre si”, disse Lodoño. E no pleno do Partido Comunista da Venezuela (PCV) no dia 26, fez-se uma despedida a Marulanda com aplausos durante 1 minuto, alegando ser este partido “aliado estratégico” das FARC. O deputado Oscar Figuera disse que o PCV é “um aliado estratégico das FARC” e em seguida afirmou que o PCV é “um dos grupos políticos aliados ao governo do presidente Chávez, desde que ele assumiu o poder em dezembro de 1998”. Acrescentou ainda admite as “coincidências de propósitos políticos” entre as FARC e Chávez. Mas Chávez quer fazer o mundo inteiro crer que não existe nada entre ele e seu governo e as FARC; é tudo intriga de Uribe, o “cachorro do império”.

Além de todas estas “coincidências”, há uma série de quatro vídeos gravados no dia 6 de março no programa “La Noche”, do canal RCN da Colômbia, onde Claudia Gurisatti entrevista o senador colombiano Germán Vargas Llenas que acompanha o desenrolar desta guerra junto ao Ministério da Defesa. Nessa entrevista são apresentadas imagens da guerrilha, entrevista com o povo venezuelano nas ruas e declarações feitas por Uribe, Chávez, Ortega. Há revelações surpreendentes, como a entrevista feita com a ex-guerrilheira desmobilizada das FARC de codinome “Camila”, que afirma os vínculos de Chávez com o bando terrorista. Mostra também que o pessoal de Inteligência e Forças de Segurança da Colômbia têm todos os acampamentos mapeados, sabem quantos e há quanto tempo existem células das FARC na Venezuela, bem como o movimento de Chávez em relação ao bando. Os vídeos têm entre 6 e 8 minutos cada e vale muito a pena vê-los. Cliquem aqui: La Noche 1ra parte de 4, La Noche 2da parte de 4, La Noche 3ra parte de 4 e La Noche 4ta parte de 4.

E na Folha de São Paulo (agora todo mundo fala de FARC e Foro de São Paulo desde criancinha!) de hoje há um revelação – nada nova – de que encontraram nos computadores de Raúl Reyes uma troca de correspondência entre as FARC e o chanceler Celso Amorim, quando tratava-se da não extradição de Francisco Antonio Cadena Collazos, vulgo padre Oliverio Medina. Nada estranho nisso, uma vez que foi publicado no próprio site das FARC – que eu tenho mas o site do bando está indisponível desde a morte de RR -, pelo menos duas dessas cartas: uma, solicitando os bons ofícios do governo amigo do Sr. da Silva, e outra agradecendo o empenho que culminou dando a este terrorista o status de “refugiado político” e não o extraditando como era vontade deles todos – tudo em nome da impunidade dos amigos. Fora essas duas, que foram específicas deste caso, há ainda as felicitações pela eleição e reeleição do companheiro do Foro de São Paulo, Lula da Silva, além dos acordos que nós não sabemos.

Aos poucos a sujeira começa a vir à tona e todos, um por um, vão acabar sendo desmascarados porque a verdade pode até tardar mas um dia aparece. É só ter paciência e esperar.
Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 26 de maio de 2008





Terminou hoje o XIV Encontro do Foro de São Paulo, em Montevidéu, e como eu havia prometido seguem alguns comentários, não propriamente sobre as Resoluções Finais porque ainda não foram disponibilizadas para o público em geral; estas serão comentadas em um próximo artigo que com muito gosto farei. O que quero comentar aqui baseia-se no que foi escrito pelo jornalista Diogo Schelp, da revista Veja, que participou como correspondente brasileiro do tal Encontro.

Antes disso, porém, quero disponibilizar para os que se interessem pelo tema, o vídeo onde Timoleón Jiménez lê comunicado oficial das FARC-EP, confirmando a morte de Marulanda. No comunicado Timochenko diz já no final: “Com imenso pesar informamos que nosso Comandante-em-Chefe Manuel Marulanda Vélez, morreu no passado 26 de março como conseqüência de um infarto cardíaco, nos braços de sua companheira e rodeado de sua guarda pessoal e de todas as unidades que conformavam sua segurança, depois de uma breve enfermidade”. (...) “O despedimos fisicamente em nome dos milhares e milhares de guerrilheiros farianos e milicianos bolivarianos, e de milhões de colombianos e cidadãos do mundo que o valorizam, admiram e amam acima da asquerosa campanha midiática contra as FARC”. E anuncia o nome dos atuais comandantes: “Acordamos unanememente que à cabeça do Secretariado e como novo Comandante do Estado-Maior Central esteja o camarada Alfonso Cano. Como integrante pleno do Secretariado ingresse o camarada Pablo Catatumbo e suplentes os camaradas Bertulfo Álvares e Pastor Alape.

Como se pôde ver - eu denunciei isto na edição anterior e o historiador Carlos I. S. Azambuja já havia denunciado também no artigo Círculos Bolivarianos - Coordenadora Continental Bolivariana -, o bolivarianismo chavista foi criado pelas FARC, o que torna evidente as ligações profundas de Chávez com esta organização narco-terrorista, por mais que ele queira desqualificar o trabalho da INTERPOL e do presidente Uribe. Aliás, hoje eu li que as autoridades venezuelanas confirmaram a lisura do trabalho de análise desses técnicos, bem como a autenticidade do material encontrado mas isto fica para uma próxima edição.

Voltando ao XIV Encontro do Foro de São Paulo (FSP), o jornalista Diogo Schelp conta que a Veja foi "convidada a se retirar" de uma das reuniões do FSP, onde acontecia a oficina “Andino-Amazônica”. Naturalmente que este tema interessa sobremaneira aos brasileiros mas antes de iniciarem as sessões do Foro Diogo realizou uma entrevista com o Secretário de Relações Internacionais do PT e Secretário Executivo do FSP, Valter Pomar, e lhe fez perguntas muito incômodas. Além disso, para o PT (já li muitos artigos raivosos sobre matérias da Veja) esta revista é “neoliberal” e de “extrema-direita” portanto, inimiga.

Mentir não é uma prerrogativa da ministra Estela, Vanda, oops! Dilma Roussef mas de todo e qualquer comunista, pois segundo dizia Lenin, “a verdade é um conceito burgês”. E Valter Pomar não foge à regra. O meu objetivo nesta edição de hoje é exatamente tirar o véu destas mentiras sobre o Foro de São Paulo, pois do modo como saiu na Veja, sem uma confrontação mais direta utilizando dados disponibilizados por eles mesmos, o leitor daquela revista pode acabar acreditando no que o PT quis que o público acreditasse a respeito desta organização.

Diogo pergunta se é verdadeira a informação de que as FARC e o ELN serão impedidos de ser membros do FSP e Pomar responde: “Não existe uma filiação ao Foro. Nenhum desses grupos, portanto, pode ser chamado de membro do Foro. Basta se inscrever e vir participar. Assim como você se inscreveu e está aqui”. Primeira mentira: existe filiação sim, há partidos e “grupos” filiados como membros sim, senão, por que o PT iria colocar em seu site uma Lista de Membros atualizada? Observem que nesta lista constam 74 partidos e grupos subversivos, que têm direito a voz e voto nas deliberações. Então, como não são membros? Eles tiveram o cuidado de retirar os grupos guerrilheiros porque, com as revelações dos computadores de Raúl Reyes, ninguém quer aparecer comprometido com este bando terrorista.

Em seguida Diogo pergunta quando as FARC deixaram de participar do Foro e Pomar responde: “As guerrilhas colombianas ... há muitos anos deixaram de vir, até porque a situação da guerra não lhes permite. Na década de 90 havia uma situação de negociação das FARC com o governo e naquele período a presença delas em eventos na região era pública e notória”. Segunda mentira. Em primeiro lugar, porque ele maliciosamente joga com as palavras afirmando que “há muitos anos deixaram de vir” como isso quisesse significar não pertinência; em segundo lugar, porque não estar de corpo presente não significa de modo algum que deixaram de ser membros ativos. Tanto é assim, que no XIII Encontro ocorrido em janeiro do ano passado em El Salvador, a Comissão Internacional das FARC-EP enviou um comunicado solicitando “levar en conta seus pontos de vista nas deliberações”, cujo trecho copio no original, para comprovar o que afirmo. Esclareço que o site das FARC encontra-se “indisponível” desde a morte de Raúl Reyes, tanto quanto o do FSP, esse há mais de 1 ano:

“Compañeros y compañeras delegados y delegadas al XIII Foro, reciban nuestro cariñoso y bolivariano saludo, muchos éxitos en sus deliberaciones. (...) Al no podernos hacer presentes en tan importante evento entregamos a ustedes este documento con nuestros puntos de vista, y agradecemos de antemano el tenerlo en cuenta en las deliberaciones”. (http://www.farcep.org/?node=2,2513,1 em 16 de janeiro de 2007).

Noutro trecho da entrevista Pomar diz que: “Classificar as FARC de terrorista significa tratá-las como um grupo criminoso, e ninguém negocia com criminosos. Só que para solucionar a guerra na Colômbia é preciso negociar”. Causa repulsa ler uma coisa dessas! Então explodir bombas dentro de uma igreja repleta de mulheres e crianças, não é atitude de criminoso? Explodir uma fazendeira com um colar-bomba, porque não cedeu à extorção, não é atitude de criminoso? Usar um menino de 11 anos numa bicicleta-bomba que o desfez em migalhas, não é atitude de criminoso? E o outro menino degolado cuja foto ilustrou a edição do dia 06 de março, não é um ato bestial de criminosos desalmados?

Bem, rebater ponto por ponto cada uma dessas mentiras torpes, sobretudo a de que as FARC não pertencem a esta organização, é uma tarefa extenuante que daria para escrever um tratado, que não é o objetivo deste blog, até porque este assunto não parece preocupar muito os brasileiros. É possível adiantar, entretanto, que a tônica deste Encontro foi a demonização do presidente Álvaro Uribe, de culpar os Estados Unidos pela “desgraça” de estar ajudando a destruir o terrorismo na Colômbia e a apoiar, incondicionalmente, os maiores comprometidos com as FARC que são Chávez e Correa.

E o Notalatina encerra esta edição com a apresentação de um áudio da Entrevista de Alejandro Peña Esclusa concedida ao ex-ministro colombiano Fernando Lodoño em seu programa de rádio em Bogotá, “A Hora da Verdade”, onde ele delineia mais ou menos o que deveria ocorrer no tal Encontro do FSP, quem iria participar e quais os temas que seriam abordados. Ressalto que Peña Esclusa é, a meu ver, o maior conhecedor do tema “Foro de São Paulo”, pois é um estudioso do assunto desde a sua fundação, em 1990. É, portanto, uma autoridade internacionalmente reconhecida e idôneo. Esta gravação foi feita no dia 23, primeiro dia do Encontro, e tem a duração de 15 min. e 2 seg. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

domingo, 25 de maio de 2008





Passava um pouco das 8 da noite quando o noticiário do canal CNN em Espanhol foi interrompido, para apresentar uma coletiva de imprensa que o presidente Álvaro Uribe concedia através da Caracol Rádio e Televisão da Colômbia ao vivo. Ele confirmava a morte de Pedro Antonio Marín, vulgo Manuel Marulanda “Tirofijo”, criador e Comandante-em-Chefe das FARC há 42 anos.

Uribe estava calmo e, com aquela firmeza e serenidade com que sempre fez seus pronunciamentos (o oposto extremo dos espalhafatos de Chávez e do cinismo de Lula), conclamou os guerrilheiros das FARC a libertarem todos os reféns e deporem as armas, que em troca ele dava garantias de vida e liberdade. Disse que o serviço de Inteligência já vem trabalhando há um certo tempo nesse sentido, e que o resultado tem sido bom; um exemplo disso foi a rendição voluntária de Nelly Ávila Moreno, condinome “Karina”, comandante da Frente 47, no passado domingo 18 de maio. Segundo Uribe, durante sua gestão presidencial 48.000 guerrilheiros deixaram as FARC por deserção, morte ou captura.

Diante das perguntas dos jornalistas, Uribe informou que dispõe de 100 mil dólares para oferecer como recompensa por informações que levem aos chefes das FARC. Disse que o mais resistente à rendição é Jorge Briceño Suárez, ou Julio Suárez, codinome “Mono Jojoy”, um dos mais radicais, violentos, frios e sanguinários da ala militar das FARC mas que seu dia também há de chegar.

Há aproximadamente quatro anos (desde que Uribe assumiu o primeiro mandato) as FARC vêm sofrendo duros golpes com as ações das Forças de Segurança colombianas, o que tem levado ao enfraquecimento da guerrilha não só no plano econômico como principalmente no militar. Numa rápida retrospectiva podemos anotar:

- em 2 de janeiro de 2004, é capturado e preso em Quito, Equador, Ovidio Palmera, codinome “Simón Trinidad” que foi deportado para os Estados Unidos, julgado e condenado a 60 anos de prisão;
- um mês depois, foi detida no povoado de Peñas Coloradas, estado de Caquetá, Omaíra Rojas Cabrera, codinome “Sonia”, importante fonte financeira no tráfico de cocaína e também deportada para os Estados Unidos;
- em 13 de dezembro de 2004 foi detido em Caracas Rodrigo (ou Ricardo) Granda, considerado “chanceler” das FARC e libertado em 4 de junho de 2007 a pedido do presidente francês Nicolás Sarkozy. Vale recordar aqui que, quando Granda foi preso em Caracas vivia naturalmente na Venezuela como cidadão venezuelano, havia comprado um imóvel com registro de proprietário no cartório de imóveis e possuía cédula leitoral concedida pelo REP (Registro Eleitoral Permanente), conforme denuncei na edição do Notalatina de 28 de novembro de 2007 e que pode-se conferir aqui;
- em 24 de outubro de 2006, o Exército abateu Gustavo Rueda, “Martín Caballero”, chefe das FARC no Caribe colombiano;
- em 15 de junho de 2007, a Marinha abateu em combate Milton Sierra, “Jota Jota”, chefe da frente urbana “Manuel Cepeda Vargas” e que tinha sob sua custodia os 11 deputados do Valle del Cauca;
- em 3 de setembro de 2007 foi abatido Tomás Medina Caracas, o “Negro Acacio”, chefe da Frente 16 das FARC, no estado de Vichada, fronteira com o Brasil. “Negro Acacio” era o contato de Fernandinho Beira-Mar no tráfico de armas e cocaína no Brasil e um dos mais respeitados dentro da guerrilha por sua capacidade operacional no tráfico da coca;
- em 1º de março de 2008, foi abatido Luis Edgar Devia, vulgo Raúl Reyes, genro de Tirofijo e segundo no Comando das FARC;
- em 11 de março, José Juvenal Velandia, codinome Iván Ríos, importante membro do Secretariado das FARC e Chefe do Bloco Central da narco-guerrilha, foi assassinado por seu Chefe de Segurança de codinome “Rojas”;
- no dia 08 de maio foi capturado Gustavo Arbaláez Cardona, codinome “Santiago”, um dos mais importantes chefes urbanos das FARC, e contra quem exisitiam seis ordens de captura;
- no domingo 18 de maio, Nelly Ávila Moreno, vulgo “Karina” (na foto acima), uma das mulheres mais sanguinárias das FARC e Comandante da Frente 47, contra quem pesa a autoria do assassinato do pai do presidente Uribe, entrega-se após negociação com as Forças de Segurança. Em entrevista coletiva, “Karina” afirmou que havia dois anos que não tinha contato com o Secretariado, que estavam passando fome e que depois da morte de Iván Ríos, seu comando havia enfraquecido e muitos combatentes haviam desertado ou se entregado à Polícia;
- e, finalmente, soube-se hoje que em 26 de março passado, morreu o criador e Chefe Supremo da mais antiga e desumana guerrilha narco-terrorista da América Latina, Manuel Marulanda “Tirofijo”; segundo as fontes, de enfarte.

Sobre o anúncio da morte deste mega-assassino o Ministério da Defesa, através do Almirante David Moreno, deixa claro em seu pronunciamento que foi informado através de pessoa do serviço de Inteligência mas que as FARC não haviam entrado em contato até o momento, e que esperavam que eles confirmassem ou apresentassem provas em contrário. Disse ainda que o provável sucessor de Marulanda “Tirofijo” é Guillermo León Sáenz Vargas, codinome de “Alfonso Cano”, líder político-ideológico das FARC (que aparece na foto acima de camisa escura entre “Tirofijo” e Raúl Reyes), segundo os comandos castrenses.

“Cano” é o chefe do Bloco Ocidental das FARC e um dos sete membros [antes da morte de Raúl Reyes e Tirofijo, este Secretariado possuía 9 membros, onde Tirofijo era o Comandante-em-Chefe e os demais com finalidades distintas] do Secretariado do Estado Maior Central das FARC. Com 52 anos de idade e 23 deles nas FARC, “Alfonso Cano” está à frente do clandestino “Movimento Bolivariano” - isto lembra alguém? -, um projeto político lançado em 29 de abril de 2000. As Forças Armadas têm apertado o cerco em sua captura perdendo recentemente 3 soldados em combate, no qual ele escapou. Pesam contra ele crimes de terrorismo, homicídio, seqüestro extorsivo e homicídios com fins terroristas. São os seguintes os outros comandantes do Secretariado:

- Jorge Briceño Suárez, codinome “Mono Jojoy”, que se vinculou às FARC em 1975. Responsabiliza-se pelo seqüestro de Ingrid Betancourt e é irmão de Germán Briceño Suárez, codinome “Grannobles” que é acusado do assassinato de 3 indigenistas americanos e enfrenta mais de 16 ordens de captura por furto, homicídio, terrorismo, seqüestro e extorsão;
- Milton de Jesús Toncel Redondo, codinome “Joaquín Gómez”, responsável pelo Bloco Sul das FARC. Ingressou nas fileiras deste bando criminoso nos anos 80, depois de vinte anos como professor na Universidade do Amazonas, no estado de Caquetá, após graduar-se na Rússia. Substituiu a vaga deixada por Raúl Reyes no Secretariado;
- Luciano Marín, codinome “Iván Márquez”, ingressou no Secretariado após a morte de Jacobo Arenas em 1990, e dirige desde 2002 o Bloco Caribe. Líder ideológico e figura internacional, é um dos mais radicais dentro da linha política. Em 2007 esteve na Venezuela para conversar com Chávez, com plenos poderes outorgados por “Tirofijo”, para tratar dos tais “acordos humanitários” mas hoje sabe-se, pelas descobertas nos computadores de Raúl Reyes, que essa “outorga” foi apenas para dar uma satisfação ao mundo, pois os vínculos entre ambos são antigos e sólidos;
- Rodrigo Londoño Echeverri, codinome “Timoleón Jiménez”, ou “Timochenko” ou simplesmente “Timo”, é um dos guerrilheiros mais antigos das FARC. Estudou medicina e em 1982 vinculou-se à guerrilha onde teve uma rápida ascensão por sua capacidade militar. É considerado um dos responsáveis pelas ações terroristas cometidas sobre a rodovia Medellín-Bogotá, seqüestros, massacres e desaparecimentos forçados de civis no estado de Antioquia;
- Wilson Valderrama Cano, codinome “Mauricio” ou “o Médico”.

Bem, parece claro para quem estuda o tema dessas guerrilhas que seu fim parece estar se aproximando – se Deus quiser! – e isto também está causando muito furor nos países membros do Foro de São Paulo que se reúnem até este domingo 25 em Montevidéu. Esse era o tema que o Notalatina ia abordar hoje mas, com a notícia inesperada da morte de “Tirofijo”, deixo para a próxima edição a análise do Foro. Sobre as FARC e as descobertas dos computadores de Raúl Reyes, haverá ainda algumas edições pois cada dia aparecem mais e mais provas robustas do sério envolvimento deste bando terrorista com Chávez e Correa que, não tendo como refutar, pois FATOS não desacontecem, usam do velho expediente comunista de desqualificar e agredir o denunciante, no caso, a INTERPOL e o governo da Colômbia.

Na próxima edição analiso os acontecimentos do Foro de São Paulo apresentando com EXCLUSIVIDADE uma entrevista dada por Alejandro Peña Esclusa a Fernando Lodoño, em áudio, direto de Montevidéu. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro