sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O mito dos 30.000 desaparecidos


Há anos venho denunciando a farsa dos “30.000 mortos e desaparecidos” durante o período dos governos cívico-militar da Argentina mas, mesmo na imprensa dita “conservadora” esta farsa criada pela terrorista Hebe de Bonafini, criadora do movimento “Mães da Praça de Maio”, permanece impávida até hoje.

Já apresentei documentos, escrevi artigos, mas nada disso demoveu a imprensa brasileira e afamados jornalistas de continuar repetindo a mentira até que ela tornou-se “verdade”. Para desmascarar definitivamente esta farsa grotesca, o Notalatina apresenta este artigo que não deixa qualquer margem de dúvida e que espero, assim, pôr um ponto final neste mito infame.

O mito dos 30.000 desaparecidos

Agustín Laje 

Em virtude do muito recomendável livro de Ceferino Reato ¡Viva la sangre! e, particularmente, de sua última coluna em La Nación intitulada Hablan de 30.000 desaparecidos y saben que es falso, podemos advertir a decadência de um relato setentista que está morrendo pela mão de seu moribundo progenitor: o kirchnerismo.

Com efeito, os dados que Reato expõe são muito certos, mas não por isso novos. Em meu livro Los mitos setentistas (2011) eu já havia efetuado uma análise exaustiva da última versão do livro Nunca Más e seus respectivos anexos, enquanto que no livro La otra parte de la verdad (2004) e La mentira oficial (2006) de Nicolás Márquez já se havia esmiuçado a primeira versão do trabalho publicado pela Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (CONADEP). Porém, falar da mentira dos 30.000 desaparecidos nesses anos, era se incinerar por completo. Se apagava caro pela heresia. E contradizer os postulados do dogma setentista era um verdadeiro ato de heresia política que muito poucos estávamos dispostos a cometer.

Isso hoje parece ter mudado ou, ao menos, estar mudando. Daí a importância de que um jornalista com tantos leitores como Ceferino Reato publicite esta verdade, por polêmica que resulte. E em virtude desta nova discussão que suscita o tema já citado, é que gostaria de repassar alguns dados relevantes da investigação que publiquei há dois anos que, segundo creio, acrescenta dados e argumentos importantes à definitiva destruição de uma bandeira política que fez da legítima dor, um frívolo slogan estatístico de uso político, ideológico e econômico.

Os primeiros dados oficiais que o Estado argentino produziu foram os resultados da já mencionada CONADEP, criada pelo presidente Raúl Alfonsín em 15 de dezembro de 1983, através do Decreto 187/83, com o objetivo de revisar as ações das Forças Armadas na guerra dos 70’, recoletando denúncias de casos de desaparecimentos acontecidos durante o governo cívico-militar. Um feroz choque interno na Associação Mães da Praça de Maio provocou a posição que sua afamada dirigente, Hebe de Bonafini, adotou, opondo-se ao trabalho da CONADEP que pretendeu impor ao resto das mães que integravam a organização que não prestassem seu testemunho à comissão alfonsinista. Para muitas delas foi o cúmulo do autoritarismo e poucos meses depois se cindiriam na chamada “Linha Fundadora” das Mães. Porém, Hebe ficaria sumamente ressentida com a equipe liderada por Ernesto Sábato, posto que ela em algum momento pretendeu que o governo Alfonsín nomeasse as Mães como as encarregadas de levar adiante a investigação.

Nesse contexto, nasce precisamente o slogan dos 30.000 desaparecidos, uma invenção sem respaldo documental de nenhum tipo que a própria Hebe soube instalar na opinião pública, com o objetivo de contrariar os resultados da injuriada CONADEP e de praticar seu esporte favorito: se fazer notar frente a imprensa. Sergio Schoklender, seu ex-filho adotivo, confirmou o dito antes em seu livro Sonhos Adiados: “Hebe era a grande mentirosa de umas mentiras necessárias. (...) Quando a CONADEP disse que havia verificado nove mil desaparecimentos (...) Hebe saiu a dizer que eram trinta mil e a repetir uma e outra vez até que, de tanto dizê-lo, ficou assim. Um só desaparecido é um tragédia, mas nunca foram trinta mil, isso foi uma invenção dela”.

No rigor da verdade, a CONADEP contabilizou 8.961 desaparecidos que, tal como ficaria claro em pouco tempo, resultavam verdadeiramente duvidosos. E tanto foi assim, que as autoridades da casa editorial Eudeba de imediato tiraram de circulação o anexo - de quase 500 páginas - que incluía a lista, caso por caso. Porém, uma primeira revisão daquele primeiro anexo nos mostraria em primeiro lugar que, dos 8.961 desaparecidos contabilizados, somente 4.905 possuíam dados pessoais, como por exemplo, números de documentos de identidade, sendo quase a metade apelidos, apodos e indocumentados. Uma segunda revisão, mais acurada, nos levaria a detectar nomes de pessoas públicas que atualmente estão com vida e ninguém poderia duvidar disso, como a Drª Carmen Argibay (dossiê 00299, atual membro da Corte Suprema de Justiça da Nação); Dr. Esteban Justo Righi (dossiê 04320, ex Procurador Geral da Nação); Dr. Alfredo Humberto Meade (dossiê 03276, Juiz de Garantias Nº 4 de Morón); Juan Carlos Pellita (dossiê 1900, intendente de General Lamadrid); Alicia Raquel D'Ambra (dossiê 01335, kirchnerista concorrente dos atos na ex ESMA); Jorge Osvaldo Paladino e Adriana Chamorro de Corro (dossiês 8963 e 8770 respectivamente, funcionários kirchneristas da ex ESMA); Alicia Palmero (dossiê 27992, colunista da revista Tantas Voces, Tantas Vidas); Ana María Testa (figura duas vezes no anexo, com os dossiês 9234 y 6561, porém foi testemunha na causa contra o oficial da Marinha Ricardo Cavallo e, além disso, foi entrevistada pela jornalista Viviana Gorbato em seu livro Montoneros. Soldados de Menem. Soldados de Duhalde?); Rafael Daniel Najmanovich (dossiê 3565, conheceu-se seu paradeiro quando resultou vítima em Israel de um atentado terrorista palestino em 22.02.2004), entre outros muitos casos que incluem 136 pessoas que apareceram em 1985 como vítimas do terremoto que nesse ano sacudiu o D.F. do México.

Prosseguindo nos anos, e já durante a gestão kirchnerista, a lista foi “revisada” e “depurada” pela Secretaria de Direitos Humanos da Nação, dirigida naquele tempo por Eduardo Luís Duhalde e Rodolfo Mattarollo, ambos vinculados não só às organizações guerrilheiras dos 70’, como também ao “Movimento todos pela Pátria” liderada por Enrique Gorriarán Merlo e que atentou contra o regimento La Tablada em 1989.

O novo anexo que se lançou no mercado contabiliza um total de 7.158 desaparecidos (os correspondentes ao Processo, a rigor, segundo a lista, são 6.447). Porém, inúmeras irregularidades continuam avultando os algarismos. A título de exemplo, há 873 casos nos quais figura tão-só um nome, sem indicar sequer o correspondente número do documento de identidade. Seria lógico pensar que depois de um quarto de século, apesar da permanente propaganda e dos benefícios econômicos que se outorgaram aos familiares, nenhum parente daquelas 873 pessoas teria se dado ao trabalho de se aproximar e tramitar uma denúncia?

Terrorista "justiçado" consta na lista dos "desaparecidos"
 Porém, as irregularidades são ainda mais numerosas e escandalosas. A nova lista de desaparecidos é engrossada por nomes de ex-guerrilheiros assassinados por seus próprios companheiros, tal como é o caso do terrorista montonero Fernando Haymal, assassinado em Córdoba por sua própria organização depois de se realizar um “tribunal revolucionário”. O caso foi admitido pelos próprios guerrilheiros em sua revista Evita Montonera (nº 8, p. 21), coberto por jornalistas do diário La Voz del Interior (03.09.1975) e mencionado pela Câmara Nacional de Apelações que julgou as Juntas Militares na Causa 13. A Secretaria de Direitos Humanos acaso não sabia disso? Ou faltou à verdade com o único objetivo de agigantar os algarismos? Como quer que seja, este caso tem um agravante mais: Haymal figura também entre os listados do REDEFA (Registro de Falecidos da Lei 24.411), com o qual tudo indica que sua família percebeu a vultosa indenização estatal prevista por essa normativa, para “toda pessoa que houvesse falecido como conseqüência das ações das Forças Armadas, [ou] de segurança (...) anterior a 10 de dezembro de 1983”. O problema é que Haymal não foi abatido pelas forças legais, senão executado a sangue frio por seus próprios companheiros!

Por outro lado, existem também casos de terroristas que provavelmente se suicidaram com a regulamentar pílula de cianureto ao se ver cercados pelas forças legais, e entretanto têm também seu lugar na lista de supostos abatidos pelas Forças Armadas. Assim, pois, o guerrilheiro Francisco “Paco” Urondo, Carlos Andrés Goldenberg e Alberto Molinas Benuzzi inexplicavelmente engrossam as cifras do novo informe.

Finalmente, outra irregularidade na qual incorre a lista “depurada”, consiste em agigantar os dígitos contabilizando terroristas que foram abatidos durante enfrentamentos com as forças da ordem. A título de exemplo, dos 16 terroristas caídos no ataque ao Regimento de Monte 29 de Infantaria, em 5 de outubro de 1975 em Formosa, cinco deles inaceitavelmente figuram no novo “Nunca Mais”, quando na verdade foram de imediato identificados pela Polícia Federal. Caso similar constitui o dos guerrilheiros mortos no ataque ao quartel do Monte Chingolo, também em 1975: dos sessenta abatidos, cinco engrossam os números do novo informe. Por sua parte, o terrorista erpiano (do ERP) Hugo Irurzun, morto não em nosso país nem por nossas Forças Armadas, mas no Paraguay e pela polícia paraguaia, também materializa seu nome na oprobriosa lista. Os casos de guerrilheiros caídos em enfrentamentos armados que ampliam os algarismo falaciosos resultam incontáveis, e poderíamos continuar nomeando por exemplo a Arturo Lewinger, Juan Martín Jáuregui, entre outros muitos. Porém, não pretendemos aborrecer o leitor detalhando a casuística, mas apenas simplesmente ilustrar a verdadeira fraude que se fez do delicado tema dos desaparecidos.

Esclarecemos que não só a CONADEP e a Secretaria de Direitos Humanos da Nação executaram investigações quantitativas, senão outras entidades (curiosamente quase todas de esquerda) também efetuaram suas próprias listas, embora todos com um denominador comum: nenhum sequer se aproxima a 30% dos promovidos 30.000. A rigor, já nos anos 80’ a Assembléia Permanente dos Direitos Humanos tinha dados sobre 6.000 pessoas desaparecidas. Segundo a Anistia Internacional, a quantidade não superava os 4.000, enquanto que a OEA falava de 5.000. Nessa data a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em sua visita ao país, recolheu denúncias por 5.580 casos. Tempos mais tarde, a organização européia “Fahrenheit” lançou seu informe que contabilizava 6.936 desaparecidos no governo cívico-militar. A estes dados deveríamos adicionar os revelados recentemente pela ex-membro da CONADEP, Graciela Fernández Meijide, que afirmou que havia 7.954 desaparecidos e se perguntava: “Com que direito [se falava de 30.000 desaparecidos] quando havia uma contagem de 9.000? Porque é um símbolo? São os mitos, porém quem faz história tem responsabilidade política. Deve dizer a verdade”. Por sua parte, no denominado “Monumento às Vítimas do Terrorismo de Estado” inaugurado pelo kirchnerismo em 7 de novembro de 2007 no costeiro portenho, exibem-se menos de 9.000 placas gravadas com o nome dos desaparecidos, porém outra vez os algarismos são inflados com os nomes de guerrilheiros mortos em combate (como Fernando Abal Medina e Carlos Ramus, ou também oito dos guerrilheiros que participaram do ataque ao Regimento de Monte 29 em Formosa, entre outros muitos), e inclusive assassinados por seus próprios companheiros (como o citado Fernando Haymal). Cabe assinalar que o monumento em questão consta de 30.000 placas, embora mais de 21.000 se encontrem em branco (?), o que já não constitui um ridículo vergonhoso, senão antes uma descarada piada de mau gosto.

Ex-presidente (falecido) Néstor Kirchner inaugura o “Monumento às Vítimas do Terrorismo de Estado” em 2007
Uma fonte não menor para continuar provando a falsidade do mito dos 30.000 é constituída pelo REDEFA (Registro de Falecidos da Lei 24.411). Com efeito, lá dirige-se a lista de desaparecidos e abatidos pelas forças legais no marco da guerra contra o terrorismo, cujos familiares tiveram acesso à indenização que, segundo dados de março de 2010, chegava a $ 620.919. Desde dezembro de 1994 (quando foi promulgada a lei) até abril de 2010, segundo os dados que surgem deste registro, o benefício já citado foi outorgado aos herdeiros de 7.500 desaparecidos e guerrilheiros mortos em combate. Com tanto dinheiro pelo meio para os familiares dos guerrilheiros, seria disparatado pensar que depois de dezenove anos de promovida a indenização, restassem ainda 22.500 casos por denunciar. Porém, a cifra de 7.500 tampouco seria de todo acertada, uma vez que engloba tanto desaparecidos como mortos em combate, que claramente não são a mesma coisa.

Pois bem, não demos mais importância ao que já é sabido e digamos de uma boa vez e para sempre: os “30.000” são uma descarada e interessada ficção imposta na base da reiteração sistemática, e não na demonstração documental. Isto não implica ratificar uma metodologia aberrante e indefensável que, diga-se de passagem, se desenhou e se implementou não a partir de 24 de março de 1976, senão muito antes, durante o governo constitucional peronista anterior. Porém, se “30.000 ou um só é o mesmo”, como costumam alegar os auto-denominados “defensores dos direitos humanos” quando se lhes reprova esta realidade, deveríamos responder-lhes: se é o mesmo, então por que não provam dizendo a verdade? 

Comentários e tradução: G. Salgueiro

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A insustentável "leveza" do Foro de São Paulo

Há pouco mais de uma semana encerrava-se em São Paulo o XIX Encontro do Foro de São Paulo (FSP) na cidade que lhe emprestou o nome. Em vídeos publicados antes do evento, Valter Pomar, Secretário Executivo da organização, afirmava para o mundo que a entidade era aberta, que qualquer pessoa poderia assistir aos encontros e que “tudo” que era “discutido” encontrava-se publicado no site para quem quisesse ver, acessível, inclusive, à imprensa. 

A UNE participou do XIX Encontro do Foro de São Paulo, na oficina de Juventudes
Crédito da foto: site do Foro de São Paulo

Entretanto, isto não corresponde à realidade como já estamos fartos de saber e denunciar, e o próprio Lula afirmou, no aniversário de 15 anos da organização, que foi necessário manter esses encontros longe do público pois, se assim não fosse, não teriam conseguido eleger tantos presidentes nos países membros e fazer as reformas que necessitavam. A grande imprensa brilhou por sua ausência no local e silêncio sepulcral nos noticiários. Chama a atenção que, mesmo já tendo sido liberado para comentários, a mídia ainda guarda respeitoso silêncio sobre esta organização criminosa que conspira contra a liberdade e a democracia nos nossos países. Tive o cuidado de acompanhar, durante os dias do evento, todos os canais da televisão nacional e não vi nenhum dar sequer uma notinha daquelas que passam despercebidas no mar de informações inúteis anunciadas com o peso de um terremoto. Única e louvável exceção cabe ao SBT e ao jornalista Paulo Eduardo Martins que vem falando corajosamente do FSP, mas cujo programa tem edição local no Paraná, limitando a abrangência do público.

O site recebeu novo layout mas, ao contrário do anterior, não se encontrava mais nada dos arquivos antes existentes. Nesse, eles apostaram que o interesse do público ocorreria apenas durante o evento, tendo o cuidado que remover toda a memória histórica que, passada a efervescência de “manifestações” e falatórios, aos poucos vai retornando ao formato antes utilizado.

Como nos anos anteriores, houve várias oficinas específicas que tratam de tudo: juventudes, mulheres, sindicatos, minorias, LGBT, afro-descendentes, além de debates exclusivos por países. Evidentemente que nem um terço do que realmente foi discutido, deliberado e aprovado encontra-se à disposição de curiosos “reacionários”, devendo ter-se restringido apenas às principais lideranças do núcleo duro. E tanto é assim que Valter Pomar publicou em seu blog o Plano de Ação debatido e aprovado nesse encontro, com uma ressalva: “Não se inclui, portanto, as ações que devem ser executadas pelas organizações-membros. Quer dizer, o que foi publicado é aquilo que qualquer pessoa possa ver e, portanto, tudo muito inofensivo.

Emir Sader, Editor da revista do Foro intitulada "América Libre", convidado especial do XIX Encontro

Dos vídeos difundidos ao vivo e posteriormente, apenas o discurso de abertura, feito por Lula, teve alguma importância mas que não revela o que foi deliberado, sendo os demais absolutamente sem importância alguma, pois não passaram de elogios e louvações ao FSP e a Chávez, o homenageado de honra desse Encontro.

O discurso de Lula merece atenção, pelo cinismo ao afirmar que “os cubanos nos ensinaram que só com tolerância obteremos vitória” mas também pela aparente auto-crítica em relação às suas relações com o povo que os elege. Uma frase dele, entretanto, merece destaque, sobretudo como reflexão para os brasileiros que não querem ver o país sob um regime socialista e que prezam a liberdade e a democracia. Disse ele:

“Temos que ter a consciência de que, pelo fato da esquerda estar enfraquecida na maioria dos países do mundo, a América Latina pode, nesse momento, ser o farol da nova esquerda que nós precisamos criar no mundo”. Quer dizer, o domínio atual do socialismo-comunismo no continente ainda não é o suficiente: ele quer mais, quer ser o farol para a Europa, Ásia, África e Estados Unidos daquilo que eles conseguiram, com o apoio e seguindo as palavras de Fidel Castro, restaurar no continente Ibero-Americano e caribenho, perdido no Leste Europeu.

Um tema que seguramente foi debatido e deliberado a portas fechadas, e que é a menina dos olhos do PT - a “democratização da mídia” - tem muitos pontos coincidentes com a proposta feita pelas FARC nas imposições que estão fazendo em Havana para selar o pseudo-acordo de paz com o governo colombiano do traidor Juan Manuel Santos, curiosamente elaborada quando Pomar esteve em Havana, em maio, e divulgada no mesmo período em que ocorria o XIX Encontro em São Paulo. Este bando terrorista não foi citado como fazendo parte do FSP ou participante desse encontro mas, sem sombra de dúvida eles enviaram representantes, uma vez que isto foi acordado em abril, num encontro do Grupo de Trabalho (GT-FSP) ocorrido em Bogotá. Além disso, seu novo braço político, a “Marcha Patriótica”, já é membro pleno do FSP e esteve presente no último Encontro.

Não tive acesso ao que foi debatido na oficina de mulheres, mas é previsível crer que o tema da liberação do aborto esteve na mesa de discussões, uma vez que, mal foi divulgada a aprovação da lei na íntegra pela presidente brasileira, a notícia foi comemorada pelo Twitter. 

Um dado da maior relevância, sobretudo se pretende-se pedir ao Ministério Público uma auditoria na contabilidade do FSP, diz respeito à decisão de Valter Pomar de isentar o pagamento da inscrição a todos os participantes, que custava US$ 100,00 por pessoa e US$ 500,00 por partido. Ora, segundo pode-se ler no site Vermelho.org, participaram do Encontro uns 300 representantes internacionais provenientes de 39 partidos, vindos dos quatro cantos do mundo. E a pergunta incômoda é: de onde saiu o dinheiro para tão portentoso convescote? Quem bancou as despesas de toda esta gente? 

O que tramou-se neste XIX Encontro do FSP foi tão inofensivo e leve quanto uma pisada de um elefante sobre uma taça de cristal da Boêmia. Muito há ainda por descobrir pois, como restou provado nos documentos publicados, o essencial está reservado para a cúpula. À peãozada, à militância miúda, resta obedecer fielmente; e a nós, seguir investigando e denunciando sem descanso.

E para aqueles que continuam nos acusando de “teóricos da conspiração”, ouçam nas palavras do próprio Lula aquilo que há décadas Olavo de Carvalho, esta escriba, Heitor De Paola e alguns “paranóicos” vimos denunciando. Ouvindo agora da boca do próprio Lula, pergunto: quem mentiu durante 23 anos? Quem era o "picareta"? Fiquem com Deus e até a próxima!


  


Nota: Esse artigo foi escrito ontem para publicação no “Mídia Sem Máscara” e no “Papeis Avulsos”, mas acabei de saber de uma notícia que não poderia deixar de denunciar. Ontem, os terroristas das FARC assassinaram o irmão de Alicia Restrepo, uma amiga guerreira colombiana que quero como uma irmã e que me causou muita dor e tristeza, sobretudo por viver tão longe e não poder oferecer-lhe meu colo nesse momento tão doloroso. Mas também senti raiva e impotência diante desse fato que é corriqueiro na Colômbia, o que prova - para quem ainda tinha dúvidas - que o tal “acordo de paz” que se encena em Havana é uma farsa cruel, desumana e asquerosa, e que conta com o apoio do governo brasileiro e do Foro de São Paulo. A Diego, que não conheci, que o Senhor lhe conceda o repouso no lugar da Luz, e à sua família o consolo e a esperança de que um dia Deus se cansará, e trará a Sua Justiça aos inocentes imolados. 

Traduções e comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Convite para palestra em Belo Horizonte sobre o Foro de São Paulo


No dia 13 de agosto próximo estarei em Belo Horizonte-MG proferindo uma palestra sobre a atuação do Foro de São Paulo no Brasil, uma promoção do Jornal Inconfidência do qual tenho a honra de ser articulista. Abaixo, o convite. Lembro que a entrada é franca e não necessita pré-inscrição. Aguardo-os lá!

Fiquem com Deus e até a próxima!



Em prosseguimento ao ciclo de palestras 2013, conforme já devidamente comprovada A ATUAÇÃO DO FSP em nossas duas últimas palestras ministradas pelo general Marco Antonio Felício da Silva e pela professora Aileda de Mattos Oliveira, que alcançaram grande repercussão e preocupação, apresentaremos em 13 de agosto, às 19:30 horas, no Círculo Militar de Belo Horizonte, nossa articulista, jornalista Graça Salgueiro. Profunda conhecedora e estudiosa do Foro de São Paulo há 14 anos, assim como do regime castro-comunista que prolifera atualmente na América Latina, com ênfase especial nos movimentos terroristas do continente, sobretudo as FARC colombianas.

É articulista do site Mídia Sem Máscara e proprietária dos blogs Notalatina e Observatório brasileño (em espanhol), onde são encontrados seus oportunos e esclarecedores artigos com denúncias que são reiteradamente omitidas pela mídia nacional.

Tem apresentado diversas conferências no Brasil e esteve duas vezes em Bogotá, Colômbia, a convite da Fundação Hayek da Colômbia onde expôs os riscos e avanços do Foro de São Paulo. Foi a única jornalista brasileira independente a entrevistar o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez com quem mantém cordial e profícua amizade.

COMPAREÇA! DIVULGUE! CONVIDE SEUS FILHOS, PROFESSORES E AMIGOS!

A ATUAÇÃO DO FORO DE SÃO PAULO E DAS FARC NO BRASIL

CONVITE

Os presidentes do Círculo Militar, Grupo Inconfidência, AOR-EB - Associação dos Oficiais da Reserva/BH, ANVFEB/BH - Associação Nacional dos Veteranos da FEB, Clube de Subtenentes e Sargentos do Exército/BH, ABEMIFA - Associação Beneficente dos Militares das Forças Armadas, Associação dos Ex-Combatentes do Brasil/BH, AREB/BH - Associação dos Reservistas do Brasil, ABMIGAer - Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica e do Círculo Monárquico/MG convidam seus assinantes, associados e integrantes para assistir à palestra "A ATUAÇÃO DO FORO DE SÃO PAULO E DAS FARC NO BRASIL" a ser proferida pela jornalista Graça Salgueiro

Data: 13 de Agosto - Terça-Feira - Hora:19:30

Local: Círculo Militar de Belo Horizonte

Estacionamento no local : R$ 5,00

domingo, 21 de julho de 2013

Uma nota sobre o Foro de São Paulo



Eu havia decidido não me meter nessa questão mas fatos novos surgiram e me vejo no dever de fazer este esclarecimento. Com a proximidade do encontro anual do Foro de São Paulo (FSP) a ser realizado no Brasil entre 31 de julho e 4 de agosto em São Paulo, evidentemente que o tema foi abordado por Olavo de Carvalho em seus artigos e notas que tiveram ampla divulgação pela rede e FaceBook (FB) e também por mim.

Olavo sugeriu uma auditoria no FSP e logo a idéia ganhou a adesão de muitas pessoas. Com a “moda” de manifestações públicas e de se falar do FSP mesmo sem conhecer nada, um grupo de pessoas no FB pensou em fazer cartazes exigindo a auditoria ao Ministério Público e se postar na frente do hotel onde vão acontecer os eventos do Foro. Fui convidada a participar mas, desde o início, fui contra a manifestação, principalmente porque os membros dessa organização não são pessoas comuns e sabemos que há entre eles muitos terroristas perigosos e com extensa ficha criminal. Achei imprudente e inócuo, sobretudo porque não é possível controlar a adesão e nesse meio poderia aparecer pessoas infiltradas, com más intenções, estragando o objetivo primeiro que era a auditoria.

Certo dia uns amigos (de longa data) me chamaram para uma conversa no Skype, porque algumas pessoas queriam saber mais sobre o FSP e como estudo esta organização criminosa há 14 anos, de boa vontade concordei e discutimos até quase 4 da manhã. Apesar de todo o meu esforço, no dia seguinte tomei conhecimento que as pessoas novas que participaram da conversa não aceitaram minhas orientações e insistiam em fazer a manifestação. Decidi, a partir desse momento, não mais colaborar com essas pessoas, quando junto com esses amigos resolvemos criar o “Fora Foro”. A concepção e elaboração tecnológica é deles e eu apenas “alimento” com informações.

O que é o “Fora Foro”? É uma página no FB e um site na internet que se propõe APENAS a informar ao público as atividades do FSP, onde será alimentado freqüentemente com material de fonte primária (do próprio FSP), artigos e vídeos do Olavo de Carvalho, meus e de pessoas que sabemos serem conhecedoras do assunto, nacionais e internacionais.

Ato contínuo, as pessoas que formaram o outro grupo, mas que desejam fazer uma manifestação de rua, utilizaram o mesmo nome criado por este grupo que estou apoiando acrescentando a ele a palavra “conservador”. Ora, nós não somos proprietários de coisa alguma em relação ao FSP, coisa que sempre deixei claro e isso não nos incomodou, até que fui visitá-lo e vi que há incorreções graves que desmerecem todo o esforço de quem, como eu e o Olavo, vimos há décadas denunciando esta organização com base em fontes primárias. Além disso, eles incluíram como informações um artigo meu, e os links do vídeo da palestra que proferi ano passado no CIRCAPE. Não gostei de ver aquilo lá e me queixei pelo FB de que sequer fora consultada. Um dos membros respondeu que não havia nada de ilegal porque haviam indicado as fontes, no que tenho de concordar. Entretanto, não me agrada ver trabalhos meus publicados num site cuja orientação é radicalmente contrária ao que penso e que vem, com estas publicações, enganando os visitantes que assim acreditam que a manifestação conta com meu apoio e aval. NÃO CONTA!

Outra aberração encontra-se na lista de mandatários onde está escrito “Presidente e primeiro-ministros (sic). Ora, durante esses 14 anos estudando com dedicação exclusiva o tema Foro de São Paulo NUNCA vi o nome de nenhum primeiro-ministro como membro da organização, então, diante de tamanha novidade perguntei de onde era (ou eram) os tais e só muitas horas mais tarde me veio a resposta. Publico aqui tal como me foi dito no FB para que não restem dúvidas sobre a seriedade deste grupo:



Quer dizer, “... por ser um dos possíveis nomes para o chefe de governo de uma república...” é querer ser futurista, usar de “achismos” e não um trabalho sério e responsável. Em vez de estudar o que é o FSP e só depois se posicionar a respeito, as pessoas falam daquilo que sua imaginação determina sem nenhum compromisso com a verdade. A única coisa que conseguem com esta atitude irresponsável é danar o trabalho sério de quem quer de fato ver este tema tabu ser posto às claras pela justiça, e enganar quem entra lá pensando que vai finalmente conhecer o que é, o que faz e como opera o Foro de São Paulo.

Não tenho o direito nem muito menos a intenção de ditar regras de vida para ninguém além de mim mesma mas, por questão de honestidade, sobretudo com amigos e leitores, necessitei fazer este esclarecimento que me envergonha e constrange muitíssimo. Quem quiser assinar uma petição em branco e/ou participar da manifestação pública que eles estão programando para o dia 31 de julho, sinta-se livre para fazê-lo mas saiba, com a mais absoluta certeza, de que este grupo NÃO TEM O MEU APOIO, NEM MINHA COLABORAÇÃO, NEM QUALQUER RELAÇÃO COMIGO, SEJA NA MANIFESTAÇÃO, NA ORIENTAÇÃO OU NA PETIÇÃO.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

quinta-feira, 6 de junho de 2013

As FARC já têm representante legal no Brasil



Entre os dias 24 e 26 de maio, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre-RS serviu de palco para mais uma manifestação pró-FARC no “Foro pela paz na Colômbia”, promovido pela “Marcha Patriótica-Capítulo Brasil”, uma ONG das FARC que realiza o trabalho de massas. Enquanto isso, no mesmo período o presidente colombiano Juan Manuel Santos reunia-se na cidade de Cali com os presidentes do México, Peru e Chile, no encontro da “Aliança do Pacífico”, mais um desses organismos inúteis que só servem para seus membros fazerem turismo às custas do contribuinte, e estabelecer projetos que jamais serão cumpridos e menos ainda cobrados por quem quer que seja.

No evento em Cali houve festa e apresentações culturais, nos quais o irresponsável presidente ria, dançava e festejava, enquanto nesse mesmo dia - e em dias anteriores - as FARC, que estão em “negociações de paz” com o governo colombiano em Havana, assassinavam 10 soldados e o ELN, que pretende participar desta farsa, assassinava 13 policiais.

Há tempo eu tenho conhecimento de membros das FARC no Brasil, inclusive com status de “exilados”, como é o caso de Francisco Cadena Collazos, cognome “Oliverio Medina”, mas com esse evento em Porto Alegre tomei conhecimento de que há mais um exilado e é evidente que se trata de um membro das FARC. Pesquisando, encontrei que Mauricio Avilez, de 30 anos, refugiado há seis anos e vivendo há quatro no Brasil, diz que foi “preso e torturado em seus país”. 

O guerrilheiro Avilez, da Comunidade de Paz do padre Giraldo, acusado de planejar o assassinato do presidente Álvaro Uribe Vélez. Aqui junto a uma “mãe da Praça de Maio” (Foto do Foro de Sao Paulo)

Ocorre que este elemento foi preso em 10 de junho de 2004, em Barranquilla, junto com mais 9 elementos das FARC pela tentativa de assassinato do então candidato presidencial Álvaro Uribe Vélez. Avilez pertencia à organização comunista “Comissão Eclesial de Paz” (formada por adeptos da teologia da libertação), e foi defendido pela banca de advogados “José Alvear Restrepo”, a mesma que denunciou o Coronel Plazas Vega e tantos outros militares inoncentes, cujos advogados são conhecidos por serem “ex” terroristas aos quais defendem com testemunhas e testemunhos falsos. Se Avilez não pertencesse às FARC não estaria hoje como “porta-voz” da sucursal brasileira da “Marcha Patriótica” e da “Agenda Colômbia-Brasil”, uma vez que esta ONG, que pertence oficialmente ao Foro de São Paulo, foi criada e é mantida pelas FARC, fato há tempo denunciado pelas Forças Militares da Colômbia.

No começo do mês de abril o Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo reuniu-se em Bogotá em reunião extraordinária, para estabelecer metas para o Encontro anual e atividades paralelas visando a, sobretudo, apoiar a farsa mantida entre o Governo Santos e as FARC em Havana. No dia 9 de abril houve uma passeata em apoio a estas conversações, cujo organizador foi a “Marcha Patriótica”. Já ocorreram eventos similares na Argentina e Uruguai, e agora ocorreu no Brasil. No próximo encontro, que será entre os dias 31 de julho e 4 de agosto em São Paulo, os brasileiros verão dentre seus participantes membros das FARC que agora, mediante essas “negociações de paz”, já não têm motivos para negar que são fundadores da criminosa organização criada por Lula e Fidel Castro, e que nunca deixaram de pertencer como membros efetivos com direito a voz e voto. Também não será mais possível ao governo brasileiro negar que conspira contra as liberdades e democracia no continente, sobretudo na Colômbia e Venezuela, e que apóia terroristas recebendo-os no país como pessoas de bem, como o terrorista das FARC Mauricio Avilez, que preside foros em território nacional com a conivência dos vereadores gaúchos.

Na tarde do dia 25 estava programada uma vídeo-conferência entre os participantes do evento e os “negociadores da paz em Havana”. Entretanto, os “negociadores” ouvidos foram apenas os das FARC, evidenciando que não há interesse real na paz da Colômbia, e sim respaldar e fortalecer politicamente o bando terrorista.

Nos vídeos abaixo pode-se ouvir as mesmas mentiras velhas e carcomidas de que essa guerra insana é por culpa da “oligarquia”, de “problemas sociais” e que eles são as grandes e injustiçadas vítimas. O que os representantes da mesa de negociações por parte do Governo pensam ou tinham a dizer, não importa, niguém sabe ou lhes deu o direito à palavra.

Saludo del camarada Rodrigo Granda de las FARC


 

Saludo del camarada Nicolás Rodríguez Bautista del ELN




Pode-se ler o documento final desse encontro, onde as palavras mais usadas são “amor” e “paz”, “igualdade” e “justiça social”, palavras completamente vazias de sentido quando se as pronuncia ao mesmo tempo que bombas e minas terrestres explodem pessoas inocentes, e soldados são assassinados com tamanha selvageria que ficam quase irreconhecíveis. Também é importante notar que esse encontro contou com a presença de uma deputada do Euskal Erría, o partido político do bando terrorista ETA basco e que essa paz alucinógena teve, como não podia faltar, defensores de um Estado palestino.

O discurso versou sobre os mesmos temas repetidos por Santos à exaustão, de rotular de “inimigos da paz” àqueles que se opõem a esse circo macabro disfarçado de “mesa de negociações”, dos delírios em afirmar que o “imperialismo estadunidense” é quem comanda as reações militares porque quer “roubar” os recursos naturais do continente e para isso pedem o fim do “militarismo”, um dos pontos-chave defendidos pelas FARC para finalmente assinar o acordo de paz. E as ações seguem durante o ano inteiro num foro permanente, como forma de pressão aos seus desejos de transformar o continente Sul-Americano em uma republiqueta comunista, comandada desde Havana pelos decrépitos ditadores Castro.

O mundo inteiro ficou chocado e estarrecido com o assassinato brutal de um soldado inglês por um psicopata muçulmano na semana passada. Uno-me à repulsa mundial e lamento a morte deste jovem soldado. Entretanto, na mesma semana 23 jovens soldados colombianos, alguns ainda imberbes, foram igualmente assassinados pelas FARC e o ELN com requintes de crueldade, e não se ouviu uma palavra - ao menos informando o fato - da mídia brasileira. Como dar a notícia a essas famílias? Como dizer que seus filhos, irmãos, pais tiveram suas cabeças perfuradas por um projétil que lhes arrancou metade do crânio? Como perdoar monstros que praticam essas barbaridades em nome de uma paz utópica e mentirosa, e depois vê-los sentados no Parlamento legislando, criando leis para que suas vítimas as cumpram?

A mídia brasileira não deu um pio acerca deste famigerado encontro em Porto Alegre que, enquanto os guerrilheiros assassinavam soldados e policiais que cumpriam com o seu dever de defender a pátria, uma horda de comunistas insanos aplaudia e incentivava as FARC a continuar ensangüentando o país com suas ações terroristas, enquanto eles cinicamente falavam de “paz” num vídeo gravado sabendo que mentiam descaradamente pois o que desejam é a tomada do poder absoluto. Quando uma mídia chega a esse ponto de insensibilidade e conivência, já não é mais digna de merecer o respeito como “fonte de informação” e sim o escárnio e o repúdio como convém aos cúmplices de tanta desgraça.

Artigo escrito com exclusividade para o Jornal Inconfidência de Minas Gerais, versão ampliada.

Comentário: G. Salgueiro

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O médico abortista norte-americano é condenado a prisão perpétua pelo assassinato de 3 bebês. E os de Cuba, quando serão?

Quando este genocida nutrido pelo ódio será julgado por seus milhares de assassinatos de vidas inocentes? 


O mundo acompanha estarrecido o julgamento do médico norte-americano Kermit Gosnell, acusado de ter assassinado três bebês e uma mulher em uma clínica na Pensilvania. Hoje, ele foi condenado a prisão perpétua sem direito de pedir liberdade condicional. Gosnell, de 72 anos, foi julgado culpado de assassinato em primeiro grau pela morte dos três bebês que ele matou utilizando tesoura para cortar suas espinhas dorsais. Alguns desses bebês nasceram vivos depois dos seis, sete e até oito meses. A mulher, da qual ele também é acusado de assassinato, morreu por excesso de anestesia quando ele lhe fazia um aborto.

A notícia é chocante, asquerosa, desumana, digna de horror e perplexidade. Entretanto, na Cuba dos Castro essa é uma prática corriqueira. Na edição de hoje, tentando esclarecer aos leitores do Notalatina o que há por trás da grande farsa propagada sobre a “excelência” da medicina cubana, apresento um vídeo que não requer maiores esclarecimentos porque as denúncias feitas por um médico cubano - cujo nome não é citado -  na entrevista concedida a María Elvira, no programa María Elvira Live em 2009, fazem os crimes do médico norte-americano parecerem coisas de aprendiz.

Nessa entrevista o médico explica porquê Cuba aparece perante os organismos mundiais, como OMS, ONU, UNICEF, como um país onde o índice de mortalidade infantil é um dos mais baixos do mundo, apresentando um percentual de 4,7%, igualando-se ao Canadá, Luxemburgo e Países Baixos. No estado de Las Tunas, este índice alcança a irrisória cifra de 2,7% de mortalidade infantil. O que o mundo não sabe é que este índice é tão baixo porque os bebês nati-mortos não contam para a estatística e que os bebês que nascem com alguma patologia grave, que requer cuidados especiais neo-natais, são deixados ao relento para MORRER e não constar da estatística como “mortalidade infantil”. São os chamados “fetos inviáveis”.

Ele conta que existe um programa chamado “Programa de Atenção Materno-Infantil” (PAMI) onde se registra os nascimentos de onde se fazem as estatísticas. Os dados registrados nesses livros são deliberadamente falsificados para baixar a estatísticas de mortalidade infantil e são esses os dados que o governo ditatorial envia para os organismos internacionais. Recomendo que se preste bastante atenção a partir do minuto 5:58, onde ele conta o caso de um bebê que nasceu e foi dado como morto, enrolado em um jornal para ser cremado e que foi salvo porque se mexeu e o faxineiro chamou um médico que lhe salvou a vida.

Ele conta ainda que há aproximadamente 10 anos aconteceu um caso desses, onde o bebê foi morto, mas a mãe descobriu e denunciou. Para parecer que o regime não tolerava o desrespeito à vida humana, o médico que praticou o crime - que é rotineiro em todas as maternidades por ordem da ditadura - que era vice-diretor do Hospital Che Guevara em Las Tunas, foi condenado a 30 anos de prisão, juntamente com outro médico e dois enfermeiros. Foram os bodes expiatórios para encobrir os verdadeiros autores de tanta criminalidade.

A respeito desse genocídio contra a vida de bebês indefesos - afora os milhares de mulheres, homens, crianças, idosos e doentes mentais -, recomendo, mais uma vez, a leitura do artigo “Substância negra fetal e a Drª Hilda Molina” republicado recentemente pelo Mídia Sem Máscara. É esta a farsa grotesca da “excelência” da medicina cubana e do baixo índice de mortalidade infantil na Ilha dos ditadores Castro. É através da eliminação física, do assassinato de bebês nascidos vivos mas considerados “inviáveis” que essas estatísticas vendem seu peixe podre. O Dr. Joseff Mengele não teria feito melhor. Estes crimes clamam aos céus e não podemos ficar calados sabendo que são monstros abjetos como os assassinos ditadores Castro que o Governo brasileiro teima em manter às custas do dinheiro dos nossos impostos, sem nos consultar! Não se resolve esse problema “revalidando” os diplomas dos “comissários políticos” da ditadura cubana, mas NÃO ACEITANDO, POR NENHUMA HIPÓTESE QUE O NOSSO DINHEIRO SIRVA PARA PERPETUAR ESTE GENOCÍDIO! Fiquem com Deus e até a próxima!

 

Comentários: G. Salgueiro

domingo, 12 de maio de 2013

Contratação dos médicos cubanos: o que há por trás disso?

A propósito do burburinho que se formou a respeito da contratação de 6.000 médicos cubanos pelo Governo brasileiro, quero tecer alguns comentários e informar algumas coisas que me foram reveladas por um médico cubano, amigo meu de longa data. Por questão de segurança, pois ele ainda tem familiares vivendo na ilha-cárcere como “refém”, passo a chamá-lo de “Ernesto”. 

Ernesto formou-se em 1984 numa faculdade de medicina de Havana. Naquela época ainda não existia a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), que só foi fundada em 1999 e hoje produz médicos em série, como numa fábrica. Conta-me ele que em seu tempo o curso era em 6 anos, como aqui, mas que todos os formandos se graduavam como “médico da família” e quem quisesse se especializar em outro ramo da medicina teria que cursar mais 3 anos na especialidade escolhida. Desses 6 anos, desde o primeiro até o terceiro ano constava no currículo o estudo do marxismo-leninismo, como materialismo dialético, materialismo histórico e ainda história do movimento operário cubano e da “revolução de Fidel”. Essa escola, entretanto, e apesar do ódio visceral aos norte-americanos, seguia o currículo e a bibliografia da Escola Norte-Americana de Medicina, pois Fidel seguia as política e ideologia da extinta URSS mas sabia que a medicina mais avançada era a ianque.

Quando já havia cumprido sua especialização em gastroenterologia (3 anos), Ernesto decide sair de Cuba a qualquer preço, quando uma amiga lhe fala que estavam enviando médicos para outros países. Não era condição sine qua non, mas davam preferência àqueles que fossem filiados ao Partido Comunista. Ele recebeu uma proposta de filiação e, por incentivo da família, como uma maneira de escapar da ilha, filia-se e é enviado para trabalhar em Pernambuco (PE) em 1997, num convênio firmado entre o Ministério da Saúde do governo de FHC e Cuba, o “programa médico de saúde da família”. A seleção foi feita em Miramar, num organismo estatal chamado “Colaboração Internacional” que tem vários departamentos: Departamento África, Departamento Caribe, Departamento América Latina, etc., e durante a entrevista foi-lhe dito que teria que, “nas horas vagas”, trabalhar como “comissário político”, ao qual ele recusou-se. 

Durante sua permanência em PE, ele foi alocado na prefeitura de uma cidade do interior, recebendo uma casa para morar com mais outras pessoas e uma empregada, alimentação e o salário de R$ 700,00. O governo federal pagava à Embaixada de Cuba por cada médico a importância de R$ 3.000,00, que repassava à prefeitura a parte correspondente a cada médico, ficando com um lucro de mais de 100%.

Com a criação do programa “Barrio Adentro”, criado por Chávez e Fidel Castro em 2002, conta-me Ernesto que o curso de medicina da ELAN sofreu um processo de “aceleração” e agora forma-se um médico em “Medicina familiar-comunitária” em 5 anos, quer dizer, em apenas dois anos, uma vez que os outros 3 são de doutrinação ideológica porque o objetivo não é formar médicos e sim “comissários políticos”. E as provas disto abundam, conforme pode-se ver nos vídeos que seguem.

Neste primeiro vídeo, vários estudantes brasileiros da ELAN dão seus depoimentos sobre sua experiência de estudar em Cuba. Desde 1999 o PT e Cuba, seu sócio no Foro de São Paulo (FSP), firmaram o primeiro convênio para enviar estudantes brasileiros para estudar na recém-inaugurada ELAM - talvez até tenha sido uma concepção do próprio FSP - como bolsistas, cujo edital de seleção todo ano é publicado pelo site do PT, conforme pode-se ler aqui. Para concorrer a uma dessas bolsas é condição indispensável ser filiado ao PT ou ao MST, conforme comprovam o edital e o vídeo.

Nestes depoimentos, todos os estudantes afirmam ser militantes do braço armado do PT, o MST, e a última a dar seu depoimento confirma o que me informou Ernesto mais acima. Diz a estudante esta pérola: “Espero voltar para meu país e implantar esta semente revolucionária que estou vivenciando aqui e que está me nutrindo”Esse vídeo não quer carregar, então, assistam-no aqui.



No vídeo seguinte temos uma explicação sucinta do ex-espião cubano Uberto Mario, sobre como começou o programa “Barrio Adentro”. Sobre este senhor, o Notalatina fez uma edição em 26 de novembro de 2007 mas que não chamou a atenção de ninguém, apesar da extrema gravidade, pois os brasileiros não estavam interessados em saber o que se passava na Venezuela que eu vinha denunciando há anos. Agora, com a vinda desses 6.000 agentes castristas ao Brasil, é possível que desperte a curiosidade negligenciada antes... Vejam as denúncias que Uberto faz:

 

Nesse próximo vídeo um médico venezuelano que “desertou” e hoje vive nos Estados Unidos, conta como era sua vida na Venezuela. Saliento que a maioria dos médicos (ou profissionais de outras categorias) cubanos se submetem a sair do país deixando alguém da família como “refém” (também foi assim com Ernesto), na esperança de fugir do “paraíso” e pedir asilo em outro país. O Dr José Luis de la Cruz, entrevistado nesse vídeo, conta - e confirma o que disse Ernesto - que ao chegar na Venezuela recebeu um lugar para morar, alimentação e um salário que era, no seu caso, U$ 160 dólares, enquanto Chávez pagava a Fidel U$ 800 a U$ 1.200 dólares por pessoa. Da idéia de liberdade, o Dr José Luis só soube quando deixou a Venezuela, pois segundo o “regulamento”, eles têm que voltar para seus alojamentos às 5 h. da tarde e de lá não podem mais sair. Mas assistam ao vídeo e conheçam as barbaridades que sofrem esses cubanos no vídeo abaixo: 

 

E, finalmente, convido-os a assistir esse vídeo do ex-espião Uberto Mario que publiquei em 2007, sobretudo a partir do minuto 8:55, onde ele fala sobre como os médicos cubanos são controlados e espionados até em seus telefonemas pela Embaixada de Cuba que retransmite TUDO para o controle dos ditadores Castro.

Ernesto me contou ainda que o “encurtamento” do curso da ELAM, além do objetivo de doutrinação ideológica, impede a validação dos diplomas nos países de destino, de modo a que “seus agentes” não desertem como fizeram tantos já desde a Venezuela. Ele me confirmou também que os médicos que foram para a Venezuela têm seus passaportes retidos pela Embaixada e, do mesmo modo que conta Uberto Mario nesse vídeo, recebem cedulação venezuelana para poder votar, um documento que não tem qualquer valor legal fora da Venezuela. 

Depois de juntar e analisar todos esses dados, me parece que algumas coisas ficam claras. A vinda desses médicos cubanos ao Brasil serve a alguns fins: fazer doutrinação marxista e enaltecer a revolução cubana e, de passagem, enaltecer o governo brasileiro angariando votos para as eleições de 2014. Como a “eleição” de Maduro está ameaçada, pois a oposição desta vez não aceitou calada a monumental fraude, os Castro querem se assegurar de que se perderem essa “boca” terão outra na reserva, afinal, esses 6.000 médicos cubanos vão custar aos cofres públicos, isto é, o nosso bolso, a bagatela de U$ 792 milhões. Se considerarmos o dólar a R$ 2,00, o custo aproximado será de UM BILHÃO, QUINHENTOS E OITENTA E QUATRO MILHÕS DE REAIS, que poderiam construir ambulatórios e hospitais nos locais menos assistidos, pois os médicos brasileiros não querem ir para os rincões mais distantes por FALTA DE CONDIÇÕES DE TRABALHO!

E para terminar, os questionamentos que me inquietam são: “quem” vai espionar esses médicos no Brasil? Já temos espiões instalados aqui de maneira encoberta e a sociedade que vai pagar esta farra não sabe? Onde vão ficar os “censores”, em um comando central na Embaixada em Brasília ou cada cidade vai ter seu corpo pessoal de espiões? Mais do que saber se esses médicos vêm tratar diarréia, catapora ou pressão alta, é preciso saber dessas questões político-ideológicas e de espionagem, pois se não cuidarmos, não tarda em acontecer o mesmo que na Venezuela que já é uma colônia de Cuba. Se você ama o Brasil, pense nisso. Quero agradecer a Christoffer Alex Souza Pinto pela inestimável ajuda que me prestou. Fiquem com Deus e até a próxima!



Comentários: G. Salgueiro