sábado, 30 de março de 2013

Mensagem de Páscoa



O Notalatina traz em sua edição de hoje, os votos de uma Santa, Luminosa e Abençoada Páscoa de Cristo a todos, com uma mensagem singela mas cheia de significado sobre esta festa máxima para nós Cristãos: a Ressurreição de Cristo nosso Deus.

No vídeo abaixo, apresento um hino que sempre me encantou porque ele reflete a alegria desse momento que deve ser festejado com júbilo e gratidão. O coral da igreja de São Barnabé, da Igreja Católica Ortodoxa de Costa Mesa-CA, canta o belo tropário “O Anjo exclamou”, que é a saudação que o Anjo fez à Santíssima Virgem Maria para anunciar que Cristo já havia ressuscitado e que isto era motivo de júbilo. E é isso que desejo a todos: rejubilemos de alegria, e louvemos a Cristo nosso Deus que deu Sua vida por nós.

Cristo ressuscitou! Em verdade ressuscitou!


O Anjo exclamou à Cheia de Graça: 
Virgem pura, rejubila!
De novo digo, rejubila! Teu Filho ressuscitou do túmulo ao terceiro dia.
Resplandece, resplandece, oh! nova Jerusalém,
pois a glória do Senhor brilhou sobre ti.
Exulta agora e alegra-te Sião!
E Tu oh! Mãe de Deus, toda pura,
rejubila na Ressurreição do Teu Filho!


The Angel cried to the Lady full of grace: 
Rejoice, rejoice O pure Virgin!
Again, I say rejoice! Your son is risen
from his three days in the tomb.
With himself he has raised all the dead.
Rejoice, rejoice O ye people"
Shine, Shine! Shine O new Jerusalem
The Glory of the Lord has shown on you
Exult now, exult and be glad O Sion. 
Be radiant, O Theotokos, in the Resurrection
the Resurrection of your Son.

Comentários: G. Salgueiro

segunda-feira, 25 de março de 2013

Como agente cubano, Maduro ousa fazer o que nem Chávez se atreveu

A estrela dourada criada por Fidel Castro para usar no boné, agora reluz na lapela de Maduro, o seu "ungido" desde sempre

Faltando menos de um mês para as eleições presidenciais na Venezuela, o Notalatina volta ao tema já abordado nas duas edições anteriores porque cada vez com maior ousadia, Nicolás Maduro já não esconde sua filiação à ilha caribenha e aos ditadores Castro. Sua tática é usar o nome do falecido ditador Chávez 200 vezes por dia, chegando à absurda soma de 3.456 vezes em apenas 16 dias de campanha. Utilizando a técnica da Programação Neuro-Lingüística (PNL) que atinge as pessoas mais humildes e ignorantes que, beneficiadas pela quantidade de esmolas vindas do Governo viam em Chávez um benfeitor, um pai adorado, sem se dar conta de que em troca se tornavam seus escravos, Maduro vai inoculando no imaginário popular a idéia de que nada mudou e Chávez estará “em espírito” guiando a nação. E enquanto vão sofrendo uma brutal lavagem cerebral, Maduro vai pondo em prática os ensinamentos de agitação de massas que recebeu em Havana na década de 80.

Maduro procura fundir Chávez e ele mesmo a Cuba. Nas fotos que ilustram esta edição de hoje pode-se vê-lo usando camisas estilo guayabera com um toque militar como Raúl e Fidel Castro, além da estrela dourada criada por Fidel para uso no boné e na lapela. Como se isto não fosse pouco, o Hino Nacional de Cuba foi tocado em cadeia de rádio e televisão como agradecimento à missão Bairro Adentro que, num convênio firmado entre Chávez e Fidel através da ALBA, mantém até o momento 32.000 médicos cubanos na Venezuela e 14.243 médicos venezuelanos formados em Cuba em 6 anos, em troca do petróleo. Sabe-se, entretanto, que tanto os médicos cubanos quanto os venezuelanos formados em Cuba, recebem mais da metade do curso em formação política na doutrinação marxista-leninista, que devem pôr em prática nas visitas domiciliares dos bairros de periferia pois a massas são os idiotas úteis que lhes garantem o poder. Vale a pena também conhecer o novo juramento desses novos médicos que, diferente do resto do mundo, não fazem o juramento de Hipócrates mas sim, juram por Chávez e pela manutenção da revolução:

“Compatriotas, doutores integrais comunitários, vocês juram diante da memória e do exemplo do Comandante Hugo Chávez... não dar descanso a seus braços e repouso às suas almas no cumprimento da tarefa sagrada de se dedicar por inteiro à luta pela saúde integral da comunidade, da saúde preventiva, com mística revolucionária e socialista para construir a pátria nova e grande? Se assim for, que Deus os abençoe e proteja. Hoje, em nome da República e da Constituição, os declaramos médicos da pátria de Bolívar. Vão pelos caminhos cumprir seu juramento, que é da alma pura, da verdade, da juventude que se formou em valores”. Quer dizer, esses “médicos” juram ser revolucionários comunistas, e não salvar vidas.


Como Fidel e Raúl Castro, Maduro agora usa uma guayabera com detalhes militares mas na cor marrom. Seria uma alusão ao uniforme caqui das SS hitleristas, já que ele faz uma saudação igual? Vejam em edições anteriores. (Foto no Palácio de Miraflores da Reuters)

Na edição passada o Notalatina publicou a primeira parte da entrevista concedida por “Hernando” ex-agente de inteligência do Departamento América, órgão pertencente ao Ministério de Interiores (MININT), onde ele fala sobre o passado de Maduro e por quê ele é o ungido da ditadura cubana. Nesta edição de hoje apresentamos as duas partes restantes. No vídeo 2, “Hernando” esclarece que quando Fidel Castro resolveu apoiar Chávez foi porque as coisas assim se apresentaram na Venezuela. Chávez já era presidente e a oportunidade não podia ser desperdiçada. Agora que Chávez já não existe mais, o caminho ficou livre para emplacar Maduro, o verdadeiro eleito e preparado pelos Castro. Uma revelação bombástica que ele faz nesse vídeo é que Maduro é a pessoa que tem mais aproximação com as FARC, o ELN e TODA e extrema-esquerda latino-americana porque os conheceu em Havana. Vejam abaixo:





No vídeo 3 ele conta que quando ainda o mundo não conhecia Maduro, em Cuba ele andava com oficiais da Inteligência porque a ditadura necessitava dele para treinamento no exterior. Diz ainda que dentro do chavismo, e inclusive nas Forças Armadas, todos sabiam que Maduro era inamovível e que seria o substituto nato de Chávez, daí que não foi surpresa sua nomeação e falsas as acusações de intrigas entre ele e Diosdado Cabello. Este vídeo é IMPORTANTÍSSIMO e INSISTO que assistam para saber como age a ditadura castrista no mundo, pois o que este ex-agente fala diz respeito a nós também, uma vez que o governo brasileiro tem laços estreitíssimos com Cuba, há agentes treinados dentro do nosso país, na embaixada, nas universidades, e espalhados por lugares do nosso território onde sequer imaginamos. 


    


Nesse vídeo ele também deixa claro que a oposição NÃO VAI VENCER AS ELEIÇÕES, porque havia muita coisa a fazer para “depurar” mas, com o curto prazo de um mês e desconhecimento de como é o processo, a Mesa de Unidade Nacional (MUD) não tem a menor chance de vencer. E lembro uma coisa que Olavo de Carvalho sempre afirmou com relação ao PT mas que serve também para a Venezuela, pois todos pertencem ao Foro de São Paulo (FSP), é que estes, uma vez chegando ao poder, não iriam mais sair porque não são partidos políticos comuns como os demais, mais organizações, com metas, projetos e estratégias bem elaboradas não para “vencer eleições” mas para tomar o poder. E comunistas quando traçam suas metas não têm pressa. Há projetos que aguardam mais de 30 anos para mostrar seus resultados, como o próprio FSP, e agora com a chegada do agente cubano Nicolás Maduro na Venezuela. Eles são organizados e pacientes, uma lição que deveria nos servir para algo.

Agora, desde janeiro tem circulado uma notícia pelas redes sociais e que, como continua circulando, resolvi publicá-la apenas como registro pois não tenho nenhuma comprovação de sua veracidade. Diz-se que Maduro não é venezuelano e sim colombiano, e insistem para que a MUD intime o CNE a solicitar a certidão de nascimento original dele, que seja examinada por peritos e, em caso dele não apresentar (ou fazer como Obama), que se solicite os bons ofícios da Chancelaria Colombiana para investigar a informação. Fizemos na ocasião uma busca pelo Google e lá aparece sempre Caracas como seu local de nascimento, entretanto, leiam o que diz a nota que está circulando: 

“Sabiam por que quando nomearam Maduro como presidente nunca mostraram onde nasceu, nem a seus pais? Por que? Porque resulta que Maduro não é venezuelano, é colombiano. Nascido em Cúcuta, Estado no Norte de Santander, no bairro Carora. Sua mãe colombiana ainda vive no mesmo bairro, sua casa está em muito mal estado e o senhor Maduro tem pena de falar de sua mãe. Seu pai morreu, era de Aruba. Estudou até o 6º grau, esteve em maus passos, desde muito pequeno trabalhou como cobrador de ônibus de fronteiras. Esteve preso na Colômbia e aos 18 anos fugiu sem documentos para Caracas. Conheceu Chávez na prisão que o nacionalizou, lhe deu o título de bacharel (equivalente ao 2º grau) e o colocou no metrô - onde desfalcou a caixa de poupança dos trabalhadores. Que tal?”.

Bem, creio que como isto está ganhando muita força e difusão, e citam até o bairro onde mora a suposta mãe de Maduro, a oposição tem a obrigação de investigar e cobrar do CNE que cumpra com o seu papel. Por hoje é só. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 19 de março de 2013

Maduro foi forjado pelo Departamento América de Cuba

Na última edição do Notalatina eu havia informado que o usurpador “presidente encarregado” da Venezuela, Nicolás Maduro, havia feito curso de guerrilha (treinamento político-militar) em Havana, tendo como seu tutor o “Comandante” Ramiro Valdés. Um dos cinco líderes da Revolução Cubana, Valdés foi trazido por Chávez à Venezuela para controlar os serviços de comunicação daquele país, quer dizer, espionar e controlar TUDO o que os venezuelanos falavam ao telefone ou pela internet. Sobre este assassino contumaz, fiz uma edição que vale a pena ler de novo aqui.

E por que estou relembrando esses fatos? Por acabo de receber a confirmação de que Maduro era, desde sempre, o “ungido” dos assassinos ditadores Castro para substituir Chávez, conforme sempre afirmei. E quem informa é alguém que o conhece desde a década dos 80, quando Maduro fez seu curso e treinamento através do Departamento América (DA), que é um departamento especializado em expandir a subversão com as idéias nefastas do socialismo pelo continente ibero-americano.

Assistam nesse vídeo o que diz “Hernando”, pseudônimo usado por um ex-analista de informação dos serviços de inteligência de Cuba, que trabalhou durante 18 anos no DA e depois escapou da ilha onde vive hoje com outra identidade.

Quando eu alertei sobre a vitória garantida de Maduro nas próximas eleições não estava me referindo apenas às já conhecidas fraudes eleitorais, mas também à posição e respaldo que Maduro tem com os Castro. Se Henrique Capriles não denunciar a montanha de irregularidades cometidas nos três poderes venezuelanos, não exigir a substituição de Tibisay Lucena da presidência do CNE (Conselho Nacional Eleitora) e não fizer todas essas denúncias através de órgãos internacionais que possam DE FATO dar apoio e exigir mudanças radicais na Venezuela, os venezuelanos podem começar a se preparar para viver dias piores do que os sofridos nas mãos de Chávez. Fiquem com Deus e até a próxima!



Comentários e traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 11 de março de 2013

Cuba transforma a Venezuela num condomínio fechado

Gloria al Bravo Pueblo que el yugo lanzó,
la ley respetando la virtud y honor.
¡Abajo cadenas! ¡Abajo cadenas! Gritaba el Señor
y el pobre en su choza libertad pidió
(...) A este santo nombre tembla de pavor
el vil egoísmo que otra vez triunfó!

"Heil, Chávez!" Consolida-se o culto à personalidade que transforma a Venezuela em um condomínio fechado onde só cabem os tiranos cubanos e seus eleitos
Assim começa e é o refrão do belo Hino Nacional da Venezuela, entretanto, desde as eleições daquele 7 de outubro de 2012, quando elegeram fraudulentamente Hugo Chávez como presidente, que ando à cata desse “bravo povo” que se deixou enganar e manipular pela traição de Henrique Capriles, que se calou sobre o crime constitucional da “continuidade do mandato” em 10 de janeiro último, e que permitiu - e referendou com seu silêncio - a usurpação de Nicolás Maduro como vice-presidente, presidente “encarregado” (que não é a mesma coisa de presidente interino) e agora candidato presidencial “por decreto testamentário do falecido”, segundo apresentou a presidente da Argentina Cristina Kirchner.

Não sei quantas pessoas assistiram à juramentação de Nicolás Maduro na última sexta-feira 8 de março. Eu assisti ao vivo, pela CNN em Espanhol. Durante 3 horas fiquei plantada na frente da televisão observando todos os detalhes. E me saltou aos olhos o que foi dito, primeiro por Diosdado Cabello alegando a “constitucionalidade” daquele ato obsceno ao qual foi efusivamente aplaudido, e depois no discurso de Maduro já como “presidente” empossado.

Segundo Cabello, antes de tomar o juramento de Maduro e após ler o Art. 233 da Constituição: “É público e constitucional que o presidente Chávez tinha 14 anos ininterruptos em posse do cargo. Isso não cabe dúvidas a ninguém”, referindo-se sobre a “continuidade administrativa” do governo, decretado pela presidente do TSJ. E acrescentou: “Não creio que esses setores da oposição não tenham se dado conta deste detalhe, porque levam 14 anos atacando e vilipendiando Chávez”. Entretanto, também é “público e constitucional” que Chávez juramentou-se novamente em 2006, inclusive pelas mãos da hoje “primeira dama”, Cilia Flores, que era a presidente da Assembléia Nacional na ocasião. Ora, se em 2006 ele teve que fazer novo juramento, assinar a ata e receber outra faixa presidencial, por que agora não, se era igualmente OUTRO período presidencial? Para que não restem dúvidas, vejam o vídeo abaixo da segunda tomada de posse de Chávez em 2006:





No seu juramento, Maduro disse: “Com a mão dura de um povo disposto a ser livre”. E quando recebeu a faixa presidencial: “Assumo esta faixa de Chávez, como presidente legítimo, para lançar adiante o socialismo bolivariano”. E em seu longo e enfadonho discurso, acrescentou: “Eu vou ser candidato presidencial, eu vou ser presidente da República e comandante-em-chefe da Força Armada, porque assim Chávez me ordenou que fosse e eu vou cumprir plenamente suas ordens”. Ora, nem o cargo, nem a faixa pertencem “a Chávez” mas ao Estado e ao Governo da Venezuela, mas nenhum dos presentes ao ato, inclusive uns 5 deputados da oposição e um membro da OEA viram nisso nada de anormal e aplaudiram! E lá estavam aplaudindo e sendo aplaudidos os ex-presidentes depostos LEGAL e CONSTITUCIONALMENTE, Manuel Zelaya e Fernando Lugo, por esta mesma malta que condenou como “golpe de Estado” ao Paraguai e Honduras.

Durante a transmissão Patricia Janiot, uma das âncoras de CNN em Espanhol, entrevistou um advogado constitucionalista (cujo nome não guardei e não publicaram o vídeo), apontou que TODA aquela situação estava irregular e inconstitucional. Segundo a análise desse advogado, em primeiro lugar o ato do TSJ em 10 de janeiro foi um arranjo inadmissível em qualquer país e um atentado ao Direito Constitucional. Em seguida, disse que aquele ato na Assembléia deveria ter sido convocado pelos parlamentares que informariam oficialmente ao CNE da vacância do cargo e só depois dar posse ao presidente da casa, como reza o Art. 233. Além disso, foi Maduro quem solicitou à presidente do CNE que marcasse a data para a convocação das eleições, numa total inversão de papéis. Aliás, dona Tibisay Lucena lá não apareceu e informou depois que não estava sabendo das novas eleições, marcando-as, finalmente, para o dia 14 de abril.

Além disso, transformar Maduro de vice-presidente em exercício, que já era ilegal, em presidente encarregado, foi outra manobra sórdida para dar-lhe o direito - aí sim, constitucional - a se candidatar ao cargo. Muitas pessoas no Brasil, que se metem a falar do que não conhecem, têm dito que Maduro estava como “presidente interino” mas este mesmo advogado explicou que não é a mesma coisa, uma vez que em todos os países democráticos o vice é votado pelo povo, através de uma composição feita com o candidato presidencial. Na Venezuela, conforme já expliquei em edições anteriores, ele é escolhido pelo presidente eleito e igualmente toma posse após a juramentação do mandatário. E como não foi eleito pelo povo, o presidente encarregado não é o comandante-em-chefe das Forças Armadas, não pode nomear ministros, embaixadores e demais membros do governo. 

Após a cerimônia de posse Maduro nomeou Jorge Arreaza, genro de Chávez e ministro de Ciência e Tecnologia, para exercer a função de Vice-Presidente, o qual fez seu juramento por volta de 1 hora da manhã sob o ataúde de Chávez na Academia Militar. Não é apenas um culto à morbidez que move esta gente mas, sobretudo, um culto à personalidade em grau exponencial, pois imagino que nem Lenin nem Stalin tiveram algo parecido.

Através de amigos venezuelanos me chega uma correspondência de um militar que diz muito dessas atitudes bizarras que vimos nesses dias. Traduzo literalmente o que me foi enviado, dada a gravidade e que de certa forma confirma o que eu vinha apontando ao longo desse período. 

“A ausência de Maria Gabriela Chávez no funeral de seu pai deveu-se a que ela se opôs à extensão e agora exposição de Chávez na urna de cristal, e para completar, deixá-lo fora do 23 de janeiro (Bairro onde Chávez se abrigou após sair da prisão em 1994 e onde se encontra seu maior reduto e bandas delinqüenciais que o apóiam. MG), porque Maduro o está utilizando para ganhar a indulgência de seus seguidores e chegar ao poder. Os comandos médios militares não o querem e na terça-feira pela manhã esses comandos, para pressionar o governo, ameaçaram tomar o poder e dizer a verdade da morte de Chávez.

Como tudo se soube pelos telefones celulares grampeados, Maduro, para ficar bem, culpou e expulsou ao IL Monaco para não culpar os militares daqui que já haviam se comunicado com ele, por isso lançaram o primeiro comunicado. Maduro acreditou que os ânimos se acalmariam e não foi assim. Ao meio-dia os militares se aborreceram mais e por isso lançaram a segunda emissão contando do falecimento, que foi tudo improvisado e não havia nenhum militar quando deram a notícia. E tanto foi a pressão e o susto, que nesse mesmo momento não disseram dos 7 dias de luto nem nada, senão quase 2 horas depois. E sabem por que? Porque tiveram que planejar o de velar Chávez na Academia Militar e assim poder acalmar os militares. Quer dizer, acalmar os militares internos e planejar depois.

Chávez faleceu sim em dezembro, em Cuba e já está embalsamado. O processo durou 70 dias e utilizaram o processo egípcio, por isso não o traziam. Mataram Chávez em Cuba, pela má praxis médica e tudo sob a lupa atenta de Maduro e Cabello, o traíram, do mesmo modo que a maior parte de sua família, por poder e dinheiro. Comandos militares médios do Exército venezuelano, inconformados e aborrecidos com Maduro e Diosdado por não ter revelado a morte de Chávez no mesmo 31 de dezembro de 2012, planejam um “Golpe de Estado”.

Bem, essa carta é muito reveladora porque confirma o que sempre afirmou o Padre José Palmar, que foi ameaçado de morte (e revelei na edição passada) mas também diz nas entrelinhas por quê Diosdado Cabello aceitou pacificamente a usurpação de um cargo que por direito era seu. Maduro não é bem visto nem respeitado no meio militar, ao contrário de Cabello. Esse, entretanto, deixou-se “imolar” em nome da revolução, pois assim foi determinado pelos pais da “revolução bolivariana”, Raúl e Fidel Castro, aos quais Chávez obedecia cegamente, e porque é esse o pensamento de todo comunista: as determinações do partido estão cima de aspirações pessoais ou legais, porque esses são conceitos “burgueses”.

Do mesmo modo que Cabello, o ministro da Defesa, Diego Molero - que é chavista, por mais esdrúxulo que pareça a um militar - também defendeu o “legado de Chávez”, e não a Constituição, embora a invoque: “Nos encontramos coesos para cumprir a vontade de nosso líder Hugo Chávez. Senhor vice-presidente Nicolás Maduro, senhor presidente da Assembléia Nacional Diosdado Cabello, e todos os poderes constituídos do Estado venezuelano, contem com sua Força Armada, que é do povo e para o povo, disposta a dar tudo pelo tudo para fazer cumprir a Constituição. Fica claro, portanto, que não é a Constituição, as Leis ou os poderes constituídos mas Chávez, sua revolução e seus apaniguados que determinam as diretrizes do país. É o condomínio fechado, o clube privê dos Castro em quê se transformou a Venezuela.

E tudo começa a fazer mais sentido quando se conhece o passado e as origens de Nicolás Maduro. Maduro deriva de um grupo guerrilheiro, o “Movimiento de Izquierda Revolucionaria” (MIR). Expulso do Liceu de Caracas, se incorpora aos grupos encapuzados da Universidade Central da Venezuela (UCV) que copiaram esse modelo da guerrilha urbana de El Salvador e lá consegue se tornar o presidente da Federação dos Estudantes de Educação Média de Caracas. Alguns desses encapuzados são presos pela DISIP que descobre seus rostos e anuncia à imprensa que eles seriam julgados como “desocupados e malfeitores”.

A Liga Socialista consegue um acordo para enviar um reduzido grupo de ativistas, dentre os quais está Maduro a Havana, para receber treinamento e formação político-militar no Partido Comunista. Maduro não se ressalta como dirigente mas como “quadro” de ação, por isso quando voltou foi admitido no Metrô de Caracas não para trabalhar de fato, mas sim para obedecer a um plano político de se infiltrar nos sindicatos de serviços básicos, como o transporte, onde trabalhou como motorista de ônibus e vivia gozando de licenças médicas sucessivas. 

De limitada capacidade intelectual, após o falido Golpe Militar de 1992 Maduro junta-se a outras pessoas que clamavam pela liberdade dos militares presos, dentre eles Chávez que foi o mentor, e acaba conhecendo Cilia Flores que na ocasião era advogada e sumariadora da Polícia Técnica Judicial (PTJ) o que lhe permite chegar ao “Comandante prisioneiro Chávez”. Dessa amizade, tão logo assumiu o poder do país Chávez dá a Maduro oportunidade de ascensão e este, conhecendo as próprias limitações, complexo de vira-lata e subserviência natural, agarra-se a Chávez e torna-se o mais fiel de todos os seus seguidores. Por isso foi o indicado como seu sucessor, com as bênçãos dos Castro e de Ramiro Valdés que é uma espécie de seu tutor, dá ordens e determina o que e quando deve fazer as coisas. É a fraqueza de Maduro que o torna forte por isso se iludem aqueles que o subestimam.

Comandante Ramiro Valdés, "tutor" de Maduro,
 que segue suas ordens com um fiel cão de guarda
E o controle e domínio de Cuba sobre a Venezuela se ratifica nas palavras do próprio tirano Fidel Castro, no artigo escrito em homenagem a Chávez. Para ilustrar, copio apenas um trecho referindo-se à sua primeira visita à Venezuela após o início da revolução cubana, que resume TUDO o que a Venezuela vem e seguirá sofrendo nas mãos da ditadura mais longeva e criminosa da América Latina: 

“Assim que, portanto, ao vir falar assim ao povo da Venezuela, faço-o pensando honradamente e fundamente, que se queremos salvar a América, se queremos salvar a liberdade de cada uma de nossas sociedades, que, ao fim e ao cabo são parte de uma grande sociedade da América Latina, se é que queremos salvar a revolução de Cuba, a revolução da Venezuela e a revolução de todo os países do nosso continente, temos que nos aproximar e temos que nos respaldar solidamente porque sós e divididos fracassamos

E este ser abominável NUNCA tirou essa idéia da cabeça, tanto que fundou o Foro de São Paulo que hoje mostra seus frutos psicóticos, doentes, apodrecidos, a maldita Hidra Vermelha. Chávez se foi mas seu legado continua e só será exterminado definitivamente se a cabeça horrenda desta hidra for cortada. Por tudo isso creio que as eleições do dia 14 de abril já estão viciadas e a vitória será de Nicolás Maduro, o delfim ungido de Chávez, dos Castro e do Foro de São Paulo. Se a Mesa de Unidade Nacional (MUD), que até agora mostrou-se passiva em relação a todas estes crimes constitucionais não se impuser, não aproveitar o momento da campanha para provar que crimes foram cometidos contra o povo e o país, é melhor desistir desde já porque Maduro já é presidente da Venezuela. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

quinta-feira, 7 de março de 2013

Golpe de Estado na Venezuela!

O mundo inteiro parou, e não se fala noutra coisa desde o dia 5, quando foi oficialmente anunciada a morte de Chávez. Tenho pouco a comentar sobre isso pois, como venho dizendo há tempo, minha principal preocupação é a situação política do país, governado por usurpadores, verdadeiros urubus se refestelando na carniça de um defunto ainda quente e brigando pela repartição do botim.

Toda a trajetória desse déspota sanguinário foi marcada pela mentira e ocultação de fatos que deveriam ser do conhecimento dos venezuelanos, desde seus atos em vida - sobretudo como e com quem gastava a fortuna oriunda do petróleo -, passando pela sua doença e finalmente sobre sua morte. O chefe da guarda presidencial de Chávez, general José Ornella, anunciou que ele morreu em conseqüência de “um enfarto fulminante”. Segundo Ornella, Chávez “não podia falar, mas disse com os lábios: ‘eu não quero morrer, por favor, não me deixem morrer’, porque ele queria muito a seu país, se imolou por seu país”.

Como até hoje não se sabe a realidade dos fatos, qualquer especulação ou conto serve de consolo. E dentre essas incontáveis histórias divulgadas com a finalidade de mostrar um homem bom e generoso, agora ele aparece não só como “católico” senão como que “morreu no seio da Igreja”. Parece contraditório que esta informação parta de comunistas ateus, como o próprio Chávez que se exibia em público beijando um Crucifixo, mas faz parte do jogo de desinformação, uma vez que a Venezuela possui 90% de católicos no país. Esta seria, então, a maneira mais fácil de conquistar parcelas enormes não só da população nacional como também internacional, que denunciavam os horrores do comunismo que vinha sendo implantado no país. Nenhum católico venezuelano esquece as heresias ditas no vídeo abaixo. Então, alguém que levou toda sua vida afrontando a Deus, perseguindo a quem se opunha à sua ditadura e que NUNCA pediu perdão pelos seus atos cruéis e criminosos contra pessoas inocentes, não pode ter “morrido no seio da Igreja” porque, para isto, era necessário o arrependimento e o pedido de perdão, às suas vítimas e a Deus. Assistam ao vídeo.



E a farsa prosseguiu durante o velório, pois conforme mostra a foto abaixo, Chávez aparece em um caixão saindo do Hospital Militar, e em outro completamente distinto durante o cortejo e o salão onde está sendo velado. Como pôde isto? Por que a troca de caixões? Especula-se, mais uma vez, que o primeiro caixão foi o que o transportou de Cuba à Venezuela mas como era totalmente fechado, providenciou-se outro com uma janela de vidro. Há ainda outro mistério: por que não há nem se pode tirar fotos do ilustre defunto? As pessoas estão sendo rigorosamente revistadas, conforme relata um repórter da agência AFP, para que não entrem no recinto com câmeras fotográficas de nenhum tipo e ficam apenas 10 segundos se despedindo. Há sobre o seu corpo uma faixa vermelha bordada em letras douradas a palavra “Milícia”, uma organização para-militar criada por ele com 120.000 civis em armas, prontos para “defender a pátria”... dos seus compatriotas contra-revolucionários!



Quem assistiu à declaração de Nicolás Maduro viu quando ele chorou emocionado ao informar que Chávez havia morrido. No entanto, a foto abaixo tirada ontem no velório, mostra-o em companhia de Evo Morales onde ambos sorriem absolutamente inadequada a um velório. De que ri Maduro um dia após ter chorado em cadeia de televisão a morte de seu chefe e melhor amigo? Ri de felicidade por ter conseguido dar um criminoso golpe de Estado na Venezuela, com a anuência de TODOS os países pertencentes à ALBA, Foro de São Paulo e OEA, pois na reunião emergencial havida em 10 de janeiro naquele órgão, o único a apontar o crime constitucional que se estava cometendo foi o embaixador do Panamá, Guillermo Cochez, o que acabou lhe custando a exoneração do cargo.



Vale a pena revisar o que vem ocorrendo desde que Chávez deixou o país em 11 de dezembro de 2012:

1. No dia 10 de janeiro de 2013 encerrava-se um período presidencial e começava outro. Nesta data, Chávez deveria se juramentar e nomear seu novo vice-presidente, o que não ocorreu dada a sua impossibilidade física. Numa atitude claramente ilegal e inconstitucional, a presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) Luisa Estella Morales decide que, como houve uma re-eleição, se poderia “estender” o prazo até que Chávez estivesse em condições;

2. Com este golpe, dona Luisa Estella além de ratificar Maduro no cargo de vice-presidente, ratificou também  o seu próprio cargo e dos demais membros do governo como ministros, embaixadores, comandos militar, etc.;

3. Considerando que esta atitude fosse legal, a sentença da Sala Constitucional agora fica vencida com a morte de Chávez, caraterizando-se sua “ausência absoluta e definitiva”;

4. Conforme reza a Constituição Nacional em seu Art. 233, o cargo de presidente da República fica legalmente vacante devendo assumi-lo o presidente da Assembléia Nacional, Diosdado Cabello, e novas eleições devem ser convocadas em 30 dias, uma vez que Chávez morreu sem tomar posse. Portanto, todos os cargos ocupados atualmente expiraram, perderam a validade;

5. Conforme reza também a Constituição, como “Presidente Encarregado” Maduro não se inabilita a concorrer às eleições mas como vice-presidente ele não poderia, teria que renunciar, mostrando claramente uma jogada política planejada desde que Chávez concorreu às últimas eleições, SABENDO que não viveria para tomar posse! Assim, ele garantiu - por ordem dos ditadores Castro - a perpetuação de seu projeto revolucionário, e através desses mesmos ditadores é que Maduro vem tomando as atitudes mais espúrias e ilegais num país sem lei. Tudo fora planejado para que Diosdado Cabello NUNCA assumisse o cargo que constitucionalmente lhe cabia, pois os Castro temiam perder as regalias que recebem e que Cabello, que goza de prestígio no meio castrense, levasse os militares a uma sublevação.

A doutora Blanca Rosa Mármol de León, ex-magistrada da Corte Supre de Justiça venezuelana e cuja aposentadoria foi “apressada” pela presidente do TSJ, deu uma entrevista a Pedro Corzo da Radio Martí, e confirma todas as denúncias que eu já vinha fazendo desde fins do ano passado e começo deste. Ouçam aqui

O mais estarrecedor de toda esta trama diabólica, é que Nicolás Maduro além de usurpar um cargo que caberia por direito a Diosdado Cabello, já está emitindo decretos, como o mostrado abaixo, onde se auto-nomeia “Presidente Encarregado” e NINGUÉM da imprensa nacional ou internacional denuncia isto. É como Olavo de Carvalho sempre aponta, a “espiral do silêncio”, pois não interessa para nada que se desmorone esse castelo sinistro que Chávez levou 14 anos para construir, sob o comando de Havana e do Foro de São Paulo. 



Há muitos países dependentes dos petro-dólares venezuelanos, a começar por Cuba, que nesses 14 anos recebeu aproximadamente 5.000 milhões de dólares em petróleo, dinheiro e serviços. Do mesmo modo, bandos criminosos, como as FARC, teriam recebido além de apoio logístico dentro da Venezuela onde possuem propriedades, identidades venezuelanas, além de facilidades no “comércio” da droga. E não preciso citar a Bolívia, Nicarágua, Equador, Argentina, Paraguai e Uruguai, por isso todos choram a morte de seu ídolo. Sobre a fortuna expropriada em prol de sua família e dos irmãos Castro, sugiro a leitura deste artigo muito revelador.

E para encerrar esta edição de hoje, o Notalatina mostra, através da foto abaixo, que Nicolás Maduro já estava em campanha, talvez incentivado pelo próprio Chávez, quando o nomeou e pediu ao povo que votasse nele desde o ano passado. O cartaz abaixo mostra Maduro e Chávez juntos, uma jogada de marketing muito usada para associar um candidato a outro, sobretudo os populistas o que garante os votos de um para o outro. Cansamos de ver isso aqui no Brasil. E isto já devia estar pronto há tempo porque propaganda impressa não se faz da noite para o dia,  teve de ser planejado, testado e impresso.



Temo e me preocupo com o destino da Venezuela em mãos de bandidos perigosos e armados, pois vai-se convocar eleições mas a oposição está completamente fragmentada, desiludida, cansada de tanta traição e sem um líder visível, pois Henrique Capriles tem se esmerado em mostrar que não passa de um socialista demagogo, que vai perder sem resistência alguma para um ex-motorista de ônibus ignorante, sem traquejo político nenhum e que, por isso mesmo, foi o candidato escolhido a dedo por Raúl e Fidel Castro. E ele já deu provas incontestes nesse período de ausência de Chávez, fazendo tudo, até a morte do ditador bolivariano, como determinavam os “senhores da ilha”. Que a Virgem de Coromoto proteja os venezuelanos de bem, e não permita que se consolide uma ditadura comunista de direito e de fato na Venezuela. Fiquem com Deus e até a próxima.

Comentários e traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 6 de março de 2013

O que espera a Venezuela com a morte de Chávez

Finalmente, a novela acabou. Depois de usurpar o governo da Venezuela durante dois meses e fazer sua campanha eleitoral, Nicolás Maduro informou ao mundo que Chávez havia falecido. Não vou ser hipócrita nem cínica para dizer, agora que ele morreu, que senti muito, que “descanse em paz” ou coisas que se dizem como condolências. Tampouco vou festejar como vi muitas pessoas fazendo, embora entenda até certo ponto o que move as pessoas a agirem assim. Mas não é esse o meu modo de ser. Peço apenas que Deus seja justo, e lhe dê aquilo que ele merece por seus atos quando em vida.

Chávez herdou o país numa fase em que o preço do petróleo subiu à estratosfera, no entanto, de toda a fortuna que o ouro negro gerou, em vez de transformar a Venezuela num país de primeiro mundo Chávez distribuiu o que não lhe pertencia ajudando ditaduras ou republiquetas falidas, como as de Cuba, Bolívia, Nicarágua, Equador, Argentina, sem contar com o gasto faraônico em compra de armamentos à Rússia, China e Irã. Transformou o país numa terra de ninguém, aparelhou todos os estamentos do Estado com cubanos e iranianos, abrigou os terroristas das FARC e ELN, distribuiu dinheiro clandestinamente para apoiar eleições de “camaradas”, deu o ouro da Venezuela para a China e o urânio para Ahmadinejad fabricar suas bombas.

Desde que anunciou estar acometido de um câncer e que iria se tratar em Cuba, a ocultação de informações verazes, a mentira e a dissimulação passaram a ser o norte do governo venezuelano. Desde o dia 8 de dezembro passado, quando fez sua última aparição pública, seu vice nomeado, Nicolás Maduro passou a manipular as informações sobre seu estado de saúde, dizendo ao povo venezuelano aquilo que lhe ordenava a ditadura castrista. Não preciso mencionar aqui a quantidades de mentiras grosseiras que foram divulgadas oficialmente, embora creia que nunca a verdade venha a ser descoberta.

Ontem, através de informações oficiosas, soube-se que Chávez havia piorado e voltado à Cuba num helicóptero super equipado. Me perguntei várias vezes como isto podia estar acontecendo com um paciente em estado terminal, traqueostomizado, evidentemente preso a outros aparelhos que lhe garantiam a sobrevida e, em sendo verdade, se não era uma estupidez dos médicos, da família e dos dirigentes ficar com um doente tão grave para lá e para cá expondo-o a um sofrimento desnecessário. Entretanto, o que Maduro e Villegas sempre exigiam do povo era “respeito” e “amor” para com o seu presidente, enquanto eles disputavam o botim de um defunto ainda quente.

Ontem Villegas havia feito outro pronunciamento para dizer que o quadro clínico de Chávez havia piorado mas que “ele estava dando uma batalha pela vida”, e que pedia “unidade, unidade, unidade”, mais uma vez iludindo o povo com mentiras grotescas, pois no estado em que ele se encontrava sequer tinha consciência ou podia falar, mesmo que fosse através de gestos. Hoje, pela manhã, Maduro reuniu o alto escalão do governo e o comando militar para informar que “havia provas” de que o câncer de Chávez havia sido parte de um complô dos Estados Unidos, que “inocularam o vírus” propositadamente para desestabilizar o país. Ante a “descoberta”, havia expulsado o adido militar da Aeronáutica, David del Monaco, a quem deu “24 horas para deixar o país”, e depois fez o mesmo com o outro funcionário de nome David Kostal, considerados “persona non grata” por “conspirarem contra o país”. Vejam no vídeo que coisa mais patética: 





Os funcionários já se encontram nos Estados Unidos conforme informações do Pentágono. Entretanto, esta reunião e as duas expulsões obedeciam ordens de Havana para distrair as atenções dos venezuelanos, sobretudo dos estudantes, pois estes vinham insistentemente exigindo informações concretas e provas de vida de Chávez em manifestações pacíficas, onde se mantinham acorrentados em frente à embaixada e consulados cubanos. Mais um golpe canalha de desinformação, da qual Cuba é mestra!

Duas horas depois, Maduro aparece em cadeia nacional para informar que Chávez havia falecido às 4:25 da tarde do dia 05. Já não dava mais para espichar a conversa de um Chávez convalescente que governava, dava posse a funcionários, emitia comunicados e escrevia artigos de dez páginas como fez no encontro da CELAC. O vídeo do anúncio feito por um Maduro emocionado e choroso já foi muito divulgado, então, preferi publicar o que disse o ministro da Defesa, Diego Molero Bellavia, porque ele diz muito de como será o futuro da Venezuela daqui por diante. Ele fala coisas aberrantes, como um Chávez “agarrado a Cristo” e no final, este militar do mais alto escalão grita palavras de ordem usadas por Chávez e pelas FARC, refrão alcunhado ao carniceiro Guevara: “Hasta la victoria siempre!”. Assistam:





Entretanto, segundo o diário ABC da Espanha, Chávez morreu às 7:00 h. da manhã em Cuba, e todo esse espalhafato sobre o complô dos Estados Unidos foi, conforme imaginei e denunciei na minha página do FaceBook, mais uma desinformação para distrair a mídia e dar tempo de trazer o corpo de Cuba até a Venezuela sem que o povo se desse conta das manobras.

Com a morte de Chávez, agora, segundo reza o Artigo 233 da Constituição, o presidente da Assembléia Nacional, Diosdado Cabello, deverá assumir a Presidência e conclamar novas eleições dentro de 30 dias. A usurpadora presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), Luisa Estella Morales, disse que com a morte de Chávez o povo deveria “confiar em suas instituições” porque agora elas “mostram sua solidez”. Não sei a qual solidez esta senhora se referia, uma vez que, como já denunciei noutra edição, ela sacramentou o crime constitucional de que Chávez poderia se juramentar “quando estivesse em condições”, permitiu que Nicolás Maduro continuasse como vice-Presidente sem haver tomado posse, e o próprio cargo, que se extinguiria com o fim daquele mandato, no qual ela permanece impávida como se tivesse sido nomeada pelo presidente juramentado. Chávez morreu sem se juramentar, portanto, todos estes cargos - inclusive o de Elías Jaua como Chanceler - são absolutamente ilegais e usurpados. Todavia, vejam no vídeo abaixo o que disse o “chanceler” Elías Jaua sobre a situação futura: 





Quer dizer, enquanto todos do governos usurpado dizem em seus discursos que a Constituição será cumprida, que o povo confie em suas instituições, seguem cuspindo na Carta Magna e fazendo exatamente aquilo que lhes ordenam os donos da Venezuela, os ditadores Castro. Maduro já estava ilegal antes, como vice-presidente nomeado por um presidente não empossado, e mais ainda agora, pois no caso de vacância definitiva é o presidente da Assembléia quem assume o lugar. E onde estão as instituições internacionais para denunciar esta crime tão evidente? Por onde anda a OEA que não vê nisso uma inconstitucionalidade? Vão bem, obrigada, todos lamentando e chorando a perda do “grande líder”!

Enquanto em seus discursos Maduro e o ministro da Defesa pedem “respeito”, “paz” e “amor”, Nicolás Maduro ordenou o deslocamento de TODA a Força Armada Nacional e a Polícia nas ruas, segundo ele, “para acompanhar e proteger nosso povo”. Mas, “proteger” de quem, se segundo eles o país vive uma democracia plena, com segurança, tranqüilidade e todos amam Chávez? Notícias que recebo de amigos venezuelanos dão conta de que há grupos violentos por todas as ruas, os celulares estão fora de serviço e muitos meios de comunicação estavam fora do ar até pouco tempo. Um grupo de motorizados chegou onde estavam acampados os estudantes de Chacao, e queimou todas as tendas em que eles dormiam, num claro gesto de intimidação, conforme mostra a foto que ilustra esta edição.



Segundo informou Elías Jaua, as exéquias de Chávez começam na quarta-feira no hall da Academia Militar para onde o corpo foi trasladado, e na sexta-feira às 10:00 da manhã haverá uma solenidade de despedida com uma cerimônia oficial com os chefes de Estado presentes. Ele não informou aonde o corpo vai ser sepultado mas arrisco dizer que será no Mausoléu construído para guardar os restos de Simón Bolívar, que divulguei em edição de agosto do ano passado. Segundo Jaua, o país está em “absoluta tranqüilidade” e pediu que os venezuelanos mantivessem a paz como “um legado de Chávez. É um dever de todos preservar a paz”

Bem, esse é o discurso da mentalidade revolucionária. Para eles, Chávez não foi só um líder mas um santo, piedoso, generoso, pacífico, que dava tudo pelos pobres, que fez muito pelo país, entretanto, o que se vê hoje, inclusive com o seu substituto usurpador Maduro, é violência, atitudes autoritárias, e uma ditadura mais feroz a caminho. Temo pela gente de bem, pelos amigos prejudicados pelos incontáveis crimes cometidos por Chávez e seus esbirros, pelos que suplicaram um gesto de boa-vontade da parte deste que se foi pela sua libertação, e que permanecem encarcerados correndo risco de vida, inclusive de serem assassinados na prisão. Por isso não rezo por ele e sim pelos que ficaram, pelas suas incontáveis vítimas desde aquele fatídico 4 de fevereiro de 1992 em seu falido golpe, pelas vítimas da praça França de Altamira, pelos “expropriados”, pelos que tiveram que se exilar para preservar a vida. Que a Virgem Santíssima se apiade deles e que Deus dê a esta criatura tão nefasta e medonha aquilo que ele merece. Fiquem com Deus e até a próxima!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Zapata Tamayo, Hermanos al Rescate e os cinco espiões cubanos

Eu havia dito que não ia mais falar da blogueira cubana e não vou mesmo, pois deixo que a VERDADEIRA DISSIDÊNCIA, aqueles que sofreram na carne os horrores da perseguição, tortura, prisão e morte de seus familiares que esta criatura jamais conheceu, falem. Eles têm AUTORIDADE para tal. E não posso deixar passar batido o que provocou verdadeiro repúdio entre os dissidentes, uma vez que esta criatura foi apresentada ao mundo como “opositora ao regime”. Entretanto, tendo a chance de viajar pelo mundo, em vez de cumprir com aquilo que se dizia dela e toda a oposição - sobretudo os exilados que lhe deram um voto de confiança como uma voz dissidente - esperava ansiosamente, defendeu os mesmos objetivos-chave dos ditadores Castro. Em vez de pedir a libertação dos presos-políticos, ela pediu a liberdade dos cinco espiões castristas. E isso ninguém perdoa, mesmo que depois ela tivesse retificado dizendo que foi “ironia”. Não colou, nem para mim e muito menos para os dissidentes cubanos.

Ontem completou 3 anos do assassinato do opositor Orlando Zapata Tamayo e hoje, 17 anos do assassinato de quatro jovens do grupo de socorro “Hermanos al Rescate”. Rendo minhas homenagens a eles, republicando a edição que fiz por ocasião do falecimento de Zapata Tamayo, e aos Hermanos al Rescate, através de um vídeo inédito que documenta o momento da ação criminosa e depoimentos de familiares dos assassinados.

Na descrição do vídeo produzido em 2011 pela organização “M.A.R. por Cuba”, lê-se: “Em 24 de fevereiro de 2011 vai-se completar 15 anos da derrubada de dois aviões bimotores do grupo humanitário “Hermanos al Rescate”, por parte de um avião militar MIG-19 do governo cubano. Um informe da Comissão Interamericana de Direitos Humanos de 29 de setembro de 1999, chegou à seguinte conclusão: ‘O Estado de Cuba é responsável pela violação do direito à vida - Art. I da Declaração dos Direitos e Deveres do Homem - em prejuízo de Carlos Costa, Pablo Morales, Mario de la Peña e Armando Alejandre, os quais pereceram como conseqüência de ações diretas de seus agente na tarde de 24 de fevereiro de 1996, enquanto riscavam o espaço aéreo internacional’. Em Hermanos al Rescate chegaram a participar voluntários de dezessete nacionalidades distintas, entre eles três pilotos argentinos, os Hermanos Lares”.






Yoani Sánchez pede a libertação dos cinco e o fim do embargo, mas se esquece de pedir a libertação dos presos-políticos cubanos que estão nas prisões castristas

Nota do Blogueiro de Baracutey Cubano

Já estão se mostrando as cartas e as caras e, no melhor dos casos, a muito limitada visão política de Yoani Sánchez.
Yoani erroneamente acusou os Estados Unidos de “ingerencista” pelo Embargo norte-americano imposto à tirania castrista, ao qual Yoani, do mesmo modo que a tirania, lhe chama de “bloqueio”. Yoani SIM está sendo ingerencista quando se intromete para pedir a liberdade dos 5 espiões confessos da Red Avispa que se encontram em solo norte-americano, alguns deles cidadãos norte-americanos de nascimento, que espionavam contra os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que planejavam ações terroristas. Yoani tem acesso à Internet, portanto a ignorância não é o seu pecado. O Embargo norte-americano foi a justa resposta ao roubo das propriedades norte-americanas, sem que esses confiscos fossem a juízo para debater as quantidades ou formas de pagamento delas, que era o que estabelecia a Constituição de 1940, a qual aceitava a nacionalização de propriedades estrangeiras, embora a incipiente tirania o que levou a cabo realmente com esse roubos foi sua ESTATIZAÇÃO. A restauração da Constituição de 1940 foi uma das bandeiras ou pilares que Fidel Castro usou para captar prosélitos e seguidores durante a luta contra o regime de Fulgencio Batista. Yoani sabe muito bem, pois não é tão jovem, que as arcas de Cuba as roubou e dilapidou a tirania castrista de múltiplas maneiras antes da captura e prisão dos espiões terroristas da Red Avispa. A propaganda, a subversão, a doutrinação e a repressão foram algumas dessas maneiras, sem esquecer os luxos da cúpula castrista como foram, por exemplo, as mais de 50 luxuosas residências que Fidel Castro teve por todo o país. Yoani Sánchez SIM, devia pedir a LIBERTAÇÃO imediata de todos os presos políticos cubanos em Cuba, assim como pedir também a investigação da morte de opositores, em particular, a de Oswaldo Payá Sardiñas.
Yoani Sánchez disse posteriormente a essas declarações que não entenderam suas palavras, pois ela as havia dito em sentido irônico. Para que cada um valore o sentido correto dessas palavras, assistam ao vídeo com suas declarações. Não obstante, darei aqui minha opinião: minha opinião é de que não havia ironia nem nada sarcástico em suas palavras sobre os 5 espiões e terroristas, já que essa petição estava no “pacote” ou “comboio” com a petição da retirada da Base de Guantánamo e o levantamento do Embargo, que ela chamou em várias ocasiões de “bloqueio”, que é a que usa a tirania. 

Não creio que uma filóloga, nada inexperiente na comunicação e seus meios, não tenha podido encontrar palavras que deixassem claramente exposto o sentido irônico ou sarcástico de suas palavras sobre os 5 espiões. Outra razão pela qual tenho essa opinião é que hoje, 21 de fevereiro, no programa televisivo La Diferencia, conduzido pelo jornalista Roberto Rodríguez Tejera do canal Telemiami, em uma entrevista ao vivo com Reinaldo Escobar, esposo de Yoani Sánchez, Escobar expressou que essas palavras de sua esposa foram ditas com ironia, porém ocorreu que no final da entrevista Escobar expressou que com respeito às famílias dos pilotos mortos (referindo-se aos 4 pilotos assassinados nos dois aviões civis desarmados da organização humanitária Hermanos al Rescate derrubados por aviões de guerra castristas) e pelos quais foram sentenciados alguns dos membros do MININT que hoje cumprem prisão nos Estados Unidos, devem deixar essa novela de Montescos e Capuletos e virar a página. Essas palavras as disse em tom depreciativo. O condutor do programa, que havia anunciado erroneamente que as declarações de Yoani no Congresso do Brasil haviam sido ditas hoje, quando realmente foram ditas ontem, não comentou nada a respeito dessas palavras do esposo de Yoani Sánchez.

O tratado sobre a permanência da Base de Guantánamo levou-se a cabo entre dois governos LEGÍTIMOS e DEMOCRÁTICOS em eleição e em exercício e, até que não exista um governo democrático em Cuba que exija o fim dessa base militar, a mesma se manterá.

Yoani devia expressar ao Congresso brasileiro que os Estados Unidos são um dos maiores sócios comerciais que a tirania cubana tem, assim como os Estados Unidos são o maior provedor de alimentos a Cuba, chegando estes a 80% dos alimentos que chegam a Cuba, assim como o relevante fato de que os Estados Unidos são o maior fornecedor de ajuda humanitária a Cuba, bem como de remessas, e que ambas somam mais de 3 milhões de dólares anuais. A tirania sempre seguirá lançando a culpa de seus fracassos econômicos aos Estados Unidos. No caso do levantamento do Embargo norte-americano, a tirania continuará lançando a culpa nos Estados Unidos da mesma maneira que Hugo Chávez a lança aos norte-americanos em que pese que a Venezuela de Hugo Chávez nunca teve um Embargo norte-americano.

Os tiranos sempre lançam a culpa de seus fracassos em outros e sempre haverá pessoas que acreditarão, ou fingem acreditar, da mesma maneira que muitos cubanos em Cuba aceitam que a ausência ou limitação de alimentos como a mandioquinha, a mandioca, a batata-doce, a batata e o sal, o peixe, tomate, frutas tropicais, o leite natural de vaca, etc., tenham a ver com o Embargo norte-americano. O medo e o oportunismo, além de provocar a aceitação e o acatamento, cegam e fazem calar...

Yoani Sánchez põe “uma boa e três más”. Isso me fez lembrar que na manifestação na qual morreu em 1961 o jovem católico Armando Socorro Sánchez produto das balas de uma metralhadora checa castrista, havia membros da Segurança do Estado (segundo conta um deles em um livro de testemunhos do MINIT publicado em Cuba e escrito pelo então oficial e jornalista Juan Carlos Fernández) que nessa manifestação golpeavam os manifestantes anti-castristas enquanto eles, os membros da Segurança do Estado, gritavam palavras de ordem anti-castristas que confundiam os manifestantes atacados. (A esse respeito, leiam o excelente artigo “O Agitador” do historiador Carlos I. S. Azambuja. G.S.).

Yoani Sánchez pode ou não ser uma legítima ativista cívica, porém o mais importante é não centrar toda a representação, as esperanças e os sonhos de todo um povo, nela ou em qualquer outra pessoa. Se for assim, não aprendemos nada desta trágica história de 54 anos. Por certo em Cuba se dizem umas palavras dentro da oposição que podem ofender por não ser “politicamente corretas” e elas são: “todo mundo é da Segurança do Estado até que se prove o contrário”. Ninguém deve se ofender por essas palavras, já que as desagradáveis surpresas foram muitas nestas mais de cinco décadas de ditadura totalitária. O importante é que essas palavras não devem nos deter no dizer e no atuar para conseguir a liberdade, a democratização e o progresso em Cuba. Essas palavras só nos devem incentivar a ser mais reflexivos, inteligentes e prudentes. 

Por último, a atual “tarefa de choque” do castrismo é aparentar que em Cuba se estão fazendo mudanças que levarão a mudanças substanciais. Há várias maneiras de ajudar o castrismo nessa tarefa mesmo sem ser agentes: uma delas é sendo seus idiotas úteis.

Comentários e traduções: G. Salgueiro