segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

OEA mais uma vez avaliza a ilegalidade na Venezuela

Bandeira cubana no Palácio de Miraflores mostra que esse país voltou a ser colônia, agora de Cuba, uma ilhota miserável, escravizada pelos ditadores Castro

A imprensa brasileira, em todos os seus níveis, continua “preocupada” com a saúde de Chávez. Não quero mais comentar sobre isto porque não aprovo essa curiosidade mórbida que acometeu um país que nunca deu maior importância ao que vem acontecendo naquele país desde que Chávez se apossou do poder na marra. Há coisas muitíssimo mais graves por trás desta enfermidade e ausência do ditador, que os olhos curiosos não estão preocupados em ver, pesquisar, saber. E há conseqüências graves e que deixam o Brasil muito mal parado.

Refiro-me à quantidade de ilegalidades e crimes constitucionais que vêm ocorrendo desde que Chávez viajou à Cuba para a sua última cirurgia, ocorrida em 11 de dezembro passado. Seu estado clínico atual importa muito pouco; se ele está vivo ou morto, como muitos afirmam (comenta-se que ele morreu em 31 de dezembro e está embalsamado), é o que importa porque muda todo o espectro da situação governamental, ilegal desde o dia 10 de janeiro, quando o STJ avalizou a prorrogação da data de juramentação, conforme falei na edição passada.

Como a real situação clínica de Chávez é um segredo de Estado, embora finjam informar a população através dos “informes” lidos pelo ministro de Comunicações, Ernesto Villegas, as especulações e boatos correm soltos. Enquanto Villegas afirma que Chávez está “dando uma batalha” pela recuperação e que seu estado é “crítico”, Maduro afirma ter “conversado horas com ele”. Segundo Maduro, “O vimos no dia de ontem (segunda 14), o atualizamos amplamente sobre como nosso povo vai avançando, sobre como vão se consolidando os prazos do poder popular, de Governo na nova etapa, das forças políticas da revolução, das distintas instituições, dos planos. Chávez perguntou sobre aspectos ao companheiro Rafael Ramírez (ministro do petróleo), a cada um dos responsáveis”.

No dia 15 de janeiro Nicolás Maduro apresentou ante a Assembléia Nacional a “Memória e Conta”, que é uma prestação de contas do ano anterior, que cabe unicamente, de acordo com a Constituição, ao Presidente da República fazê-lo. Nessa mesma sessão empossou Elías Jaua como Ministro de Relações Exteriores, cargo anteriormente ocupado por ele, exibindo um documento assinado por Chávez, embora esteja datado e assinado “Caracas”. Sabe-se que Chávez está em Havana e não em Caracas. Sabe-se, segundo informes do próprio ministro Villegas e confirmado pelo Dr Rafael Marquina (e jamais desmentido pelo governo) que Chávez está sob “fortíssima sedação”, que popularmente chama-se “coma induzido”, e que permanece deitado. Supondo que ele tenha se recuperado da pneumonia e não esteja mais necessitando de respiração artificial, o câncer continua avançando e para isso necessita permanecer fortemente sedado para evitar sentir dores. 

Ora, quem está sob efeito de sedativos desse porte pode estar consciente mas não desperto. E, nesse caso, não tem condições físicas de “conversar horas” nem muito menos assinar documentos deitado. Então, como ele pôde ter decidido nomear Jaua como Chanceler e depois assinado estando em um leito de UTI? Diante desta fraude grosseira os deputados da oposição se retiraram do recinto em sinal de protesto. Segundo o artigo 237 da Constituição, o presidente deve estar presente para entregar ante a Assembléia Nacional o informe anual, e ninguém mais pode fazê-lo em seu lugar. Para o deputado Carlos Berrizbeitía a soberania do país foi violada e lembrou que “há mais de 33 dias que o país não tem fé da vida do presidente”. Ele qualifica como “difícil a situação do país onde há instabilidade política”. Nesta entrevista concedida ao jornalista Pedro Corzo, da Radio Martí, ele disse que a oposição venezuelana entregou uma carta à OEA, para avaliar o que está ocorrendo no país.

Ocorre que não foi somente a oposição que não acreditou naquela assinatura de Chávez. O advogado Raymond Orta, que é expert em grafologia forense, membro da Sociedade Internacional de Peritos em Documentos Cópia, e que conta com uma especialização em sistemas de impressão e uma pós-graduação em tecnologia, também não acreditou e decidiu, por conta própria, fazer a análise grafológica do documento publicado na Gaceta Oficial. Segundo Orta, “Se o presidente Hugo Chávez assinou, como disse o vice-presidente executivo Nicolás Maduro, os decretos nos quais se designou Elías Jaua como chanceler, as rubricas não seriam idênticas”. Orta afirma que as assinaturas não só são idênticas como são exatamente iguais às que Chávez enviou na saudação de Natal e fim de ano à Força Armada Nacional e que foi lida por Maduro em 28 de dezembro, data em que o ditador já havia sido operado e que passava por momentos críticos quando teve parada cardíaca, água na pleura e pneumonia, e teve que submeter-se a uma traqueostomia. 

No documento pode-se ler "Dado en Caracas a los quince días del mes de enero de dos mil trece", e a assinatura de Chávez 

Orta acrescentou o óbvio: “Quando vi que nas notícias se dizia que os decretos tinham a assinatura de Chávez, me pareceram contraditórios os informes médicos que o Governo deu, com a possibilidade da execução de uma assinatura”. Vale aqui lembrar que há poucos anos Chávez mandou fazer um carimbo com sua assinatura, alegando que facilitaria o trabalho de assinar incontáveis documentos todos os dias.

A solicitação feita à OEA pela oposição foi levada a uma reunião ordinária no Conselho Permanente, uma vez que o Secretário Geral, José Miguel Insulza, lavou as mãos como Pilatos. Durante o encontro, os países pertencentes aos blocos da ALBA e do Foro de São Paulo ficaram, como era de se esperar, do lado da Venezuela, alegando que se tratava de “assuntos internos do país” e que se deveria respeitar a “auto-determinação dos povos”, argumentos que não serviram para os casos de Honduras e Paraguai que, além de se tratar de “assuntos internos” daqueles países, estavam rigorosamente de acordo com as Constituições daqueles países.

A representação do Canadá solicitou que se enviasse uma comissão à Venezuela para observar a situação e apresentar um informe ante a OEA. O representante do Brasil disse que Chávez se encontra ausente com uma permissão da Assembléia Nacional e lembrou que o Tribunal Supremo de Justiça considera legal que o chefe de Estado não tenha feito o juramento, acrescentando esta ilegalidade à validação dos dois atos ilegais e inconstitucionais anteriores. Para Antônio Patriota, “deve-se ser muito cuidadosos e respeitosos com a soberania da Venezuela” e que “cabe aos venezuelanos e às autoridades do país determinar mediante seus próprios procedimentos o caminho a tomar”. Quer dizer, como se trata do “companheiro Chávez”, toda a corriola de usurpadores e falsários pode fazer o que lhe der na telha que o mundo tem que se curvar em profundo respeito e dizer “amém”!

O embaixador do Paraguai absteve-se, alegando que não queria fazer o que fizeram com o seu país, intervindo em assuntos internos. Carmen Lomellín, embaixadora dos Estados Unidos ante a OEA, fez votos pela saúde de Chávez e reiterou que “Washington espera que o desenvolvimento político na Venezuela transcorra de acordo com as decisões que os cidadãos do país tomem”, demonstrando estar pouco interessada no futuro daquele país e tanto faz se cometam crime contra as próprias determinações da Carta da OEA.

A nota dissonante, a única que primou pela legalidade, ficou por conta do embaixador do Panamá, Guillermo Cochez. Em seu pronunciamento, Cochez referiu-se assim sobre a sentença proferida pelo STJ acerca da posse de Chávez em 10 de janeiro: “Estamos diante de uma democracia doente. O que nos deve doer como democratas é que nosso secretário (José Miguel Insulza) se precipitou em validar elemento sem fundamento, isto apesar de sua indiscutível trajetória como homem de leis”. O Equador e a Nicarágua imediatamente saíram em defesa do seu caixa-forte, rechaçando as “infortunadas expressões” do embaixador Cochez, alegando que “há decisões soberanas que devem ser respeitadas, pronunciaram-se as instituições legítimas desse país e temos que respeitá-las. Vemos como desnecessária qualquer tipo de iniciativa que se possa desenvolver desde a OEA”.

Roy Chaderton, embaixador da Venezuela, em seu longo e meloso discurso em defesa da ilegalidade do seu país, em tom polido utilizou o artifício predileto dos comunistas: preferiu atacar a pessoa do embaixador panamenho na falta de argumentos que provassem que suas denúncias eram improcedentes. Encerrou chamando-o de “grosseiro” e “mal pintor”, aludindo aos dotes artísticos de Cochez. E como era previsível, o comunista Insulza, que incontáveis vezes deu seu aval às fraudes eleitorais na Venezuela, encerrou a reunião dizendo que não enviaria uma comissão à Venezuela uma vez que “as intervenções fora do debate formal não têm uma seqüela juridicamente falando, porque não se pode fazer acordos nesse momento”.

Ao finalizar sua alocução, o embaixador do Panamá disse que “se não se tomar ações pelas violações à Constituição e falta de independência dos poderes na Venezuela, deve-se encerrar essa organização”. Vejam no vídeo abaixo.

No mesmo dia o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, destituiu Cochez do cargo que ocupava há três anos, mostrando que também ele rendeu-se às ordens emanadas desde Havana que é quem manda de fato na Venezuela e nos países dependentes dos petro-dólares chavistas. A alegação foi de que Cochez excedeu-se e deu sua “opinião pessoal”, que não era a mesma do país, que defendia o respeito pelos assuntos internos da Venezuela. No dia seguinte Cochez escreveu esta magnífica e corajosa carta ao presidente Martinelli.

Ocorre que a única pessoa que defendeu os pontos de vista da “Carta da OEA” foi o embaixador do Panamá, baseado no Artigo 19 da referida Carta que diz: 

“Baseado nos princípios da Carta da OEA e com sujeição às suas normas, e em concordância com a cláusula democrática contida na Declaração da cidade de Quebec, a ruptura da ordem democrática ou uma alteração da ordem constitucional que afete gravemente a ordem democrática de um Estado Membro, constitui, enquanto persista, um obstáculo insuperável para a participação de seu governo nas sessões da Assembléia Geral, da Reunião de Consulta, dos Conselhos da Organização e das conferências especializadas, das comissões, grupos de trabalho e demais órgão da Organização”. O conteúdo completo desse documento pode ser consultado aqui. E não é isto que está acontecendo na Venezuela hoje?

A oposição venezuelana encontra-se nesse momento fragmentada, sem um líder visível e sem poder de aglutinar todos os opositores por falta de conhecimento das práticas e manhas comunistas. Isto fica provado nos discursos de Maria Corina Machado e Julio Borges que são honestos e sinceros em suas proposições, porém ainda acreditam que podem reverter a situação através de eleições, quando já está fartamente provado que se comete fraude de todos os tipos, que o chavismo não vai abrir mão do poder, e que vai usar (como sempre fez) de qualquer tipo de violência armada para garantir que seus projetos não vão desmoronar. E tanto é assim que Maduro já está em plena campanha falando como o próprio Chávez e, além de ameaçar pública e diariamente a oposição, já tem mais de 4.500 militares cubanos dentro do Forte Tiuna onde também funciona o Ministério da Defesa.
Os ditadores Castro não vão abrir mão de sua “galinha dos ovos de ouro” e a essa altura o que menos conta é o destino de Chávez mas o seu sucessor, Nicolás Maduro, que vai seguidamente a Havana receber ordens do “comandante”. Só não diz “quem” é esse comandante mas todos nós sabemos. Fiquem com Deus e até a próxima.
Comentários e traduções: G. Salgueiro

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Esquerda continental unida ante um crime constitucional na Venezuela

No dia 08 de janeiro o vice-presidente ainda em funções, Nicolás Maduro, encaminhou à Assembléia Nacional (AN) uma carta contendo solicitações “feitas por Chávez”, onde ele afirma que, por recomendações médicas, não pode comparecer à juramentação e pede uma prorrogação do prazo que legalmente é 10 de janeiro. Leiam na foto abaixo.



É insólito e estúpido acreditar que Chávez tenha feito qualquer recomendação quando se sabe que está em coma induzido, sem qualquer contato com a realidade, traqueostomizado, entubado e há mesmo quem afirme que está com morte cerebral desde o dia 31 de dezembro. Ninguém, em tais condições, esboça qualquer sinal de vida, muito menos para fazer solicitações e recomendações verbais ou por escrito. 

Maduro se sente o presidente de direito e de fato, entretanto, sua investidura termina no dia 10 de janeiro, e como não foi eleito mas sim indicado pelo presidente, na ausência deste não há ninguém - constitucionalmente falando - que possa empossá-lo no cargo de Vice-Presidente.

Além de todas as violações já comentadas, sobretudo dos artigos 231 e 233, na carta “Chávez” diz que “por recomendações da equipe médica que vela por sua saúde...”, mas o que todos se perguntam é: que equipe é esta? Por quem é composta? Onde está o laudo médico assinado pela equipe que o atende atestando a necessidade de prolongar o repouso pós-operatório? Ninguém sabe, ninguém viu, como, aliás, ninguém na Venezuela teve até hoje um laudo médico descrevendo a doença, os tratamentos empregados, o estado clínico atual e o prognóstico, fatores indispensáveis para se aplicar o que manda a lei.

A respeito desta aberração, o advogado constitucionalista Raúl Arrieta esclarece muitos pontos, ou melhor, questiona a legitimidade não só da carta mas de Maduro mesmo, para se dirigir à AN em nome de Chávez. Assistam à entrevista no vídeo abaixo.


  


E a desinformação governamental um dia diz que a juramentação em 10 de janeiro não passa de mero “formalismo” e que por isso pode ser em data posterior, depois Diosdado Cabello afirma que não descarta que Chávez esteja em Caracas em 10 de janeiro e finalmente, a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Luisa Estella Morales acatou a tese de que há uma “continuidade” de governo pois houve uma re-eleição. Segundo Morales, “Não é novo, é o mesmo presidente, verdade? E aqui há um fato muito importante que é a continuidade pela re-eleição do presidente”. Vale salientar que desde 2003, o TSJ SEMPRE acatou as decisões de Chávez.

É sabido do mundo inteiro que a Venezuela tem todos os poderes seqüestrados pelo regime, mas o que não se comenta é que a Sala Constitucional de Morales, prevendo a ausência de Chávez na data da posse, e para garantir que não haveria nenhum “contra-revolucionário” para atrapalhar suas decisões, no dia 6 de dezembro se apressou em destituir sete magistrados do TSJ cujos períodos haviam expirado ou que haviam solicitado a aposentadoria. Entre esses encontram-se os mais veteranos e independentes da Corte. O que chama a atenção é que a decisão contradiz o critério de continuidade que Morales alega para o caso presidencial, além do que, é tradição que os magistrados que estão de saída pelos motivos citados acima esperem que a AN designe os novos magistrados que ocuparão seus lugares na Corte de 32 assentos.

Ao meio-dia da segunda-feira passada uma das destituída, Blanca Rosa Mármol de León, afirmou que não tem dúvida de que a decisão, sem precedentes, de afastá-la do cargo prematuramente, tem relação com a sentença no caso de Chávez. Ela afirma que, “embora seu cargo não tenha ingerência sobre a interpretação constitucional, a designação da Junta Médica que teria que certificar o estado de saúde do presidente Chávez e a designação crucial de um novo presidente do TSJ neste mesmo mês de janeiro, dizem respeito ao tribunal em pleno. Nestas condições, sete votos imprevisíveis dificilmente se pode consentir. Se não fosse por isso, não se explica por que a decisão foi adotada em dezembro com caráter de urgência, como diz no próprio texto”. Ao destituir apressadamente sete “tropeços”, a presidente do STJ garantiu também a sua continuidade no cargo que deveria expirar junto com o mandato presidencial.

Depois de exibida a carta inidônea e violada a Constituição, a dupla Diosdado-Maduro convocou os presidentes regionais para um ato na Assembléia Nacional amanhã (10), para dar prosseguimento à farsa e à usurpação de poderes. Confirmaram presença os presidentes Morales da Bolívia e Mujica do Uruguai, que vem representando o MERCOSUL, conforme suas palavras: “Como MERCOSUL temos que oferecer todo o apoio possível para que a saída em momentos de tensão sejam o menos gravitativo para o futuro do povo venezuelano”. José Miguel Insulza, Secretário Geral da OEA, ao contrário da firmeza e rapidez em condenar a deposição constitucional de Manuel Zelaya, de Honduras, como “golpe de Estado”, no caso do golpe constitucional que vai ser dado na Venezuela apresenta “ponderações” características de quem quer sair bem na foto mas que no fundo apóia a atitude de seus camaradas comunistas. Diz ele: “Há uma série de coisas propriamente políticas mais que jurídicas que estão pelo meio e eu acredito que é melhor que os venezuelanos as resolvam no dia de amanhã, antes de me pronunciar sobre elas”. (...) “A questão-chave não é quem deveria assumir no lugar de Chávez, porque finalmente as duas pessoas que estão aí (Maduro e Cabello) são de sua confiança”.

Quer dizer: Insulza trata as leis constitucionais venezuelanas como se fossem disputas domésticas de uma empresa privada, quando o dono da empresa morre e se discute qual dos filhos ocupará seu lugar. Ele sabe, perfeitamente bem, quem deverá assumir a presidência temporária da Venezuela e sabe que o que está escrito numa Carta Magna não está posto em questão. É cumpri-la, ou violentá-la dando um golpe de Estado!

Por outro lado, o Brasil, mais uma vez, passa por cima das leis como um trator, como tem feito reiteradas vezes como na alegação de um “golpe de Estado” nos casos de Honduras e Paraguai, na suspensão do Paraguai do MERCOSUL e na oficialização ilegal da Venezuela no bloco comercial. Segundo Marco Aurélio Garcia, o governo brasileiro fixou posição ante a controvérsia estabelecida pela ausência de Chávez e ratificou o apoio ao oficialismo, defendendo a prorrogação da posse de Chávez “até que se recupere”. Esses comportamentos são uma vergonha maiúscula para o país e não aparece NINGUÉM na imprensa nacional para denunciar esse abuso e desrespeito às leis de outro país. O governo brasileiro não se envergonhou de condenar o Paraguai que apenas cumpriu o que estabelece sua Constituição e agora age da forma mais canalha, mais infame e desrespeitosa, mesmo sabendo que não há a mais mínima possibilidade de Chávez voltar de Cuba com vida.

E para culminar, os órgão repressivos da ditadura venezuelana mostram seu absoluto desespero com uma situação que não esperavam, com o possível desaparecimento definitivo de seu líder, e têm perseguido pessoas e órgãos de imprensa que apenas cumprem com o seu papel de informar. Ontem o cidadão Federico Ravell Medina, que é primo-irmão de Alberto Federico Ravell, um dos donos da Globovisión, revelou em uma entrevista que vai pedir asilo político nos Estados Unidos, depois de ter sua casa invadida por agentes do SEBIN e sua família detida por dois dias, depois que o governo o acusou de ser o proprietário da conta @lucioquincioc em Twitter que, junto com o Dr José Rafael Marquina, informava sobre o real estado de saúde de Chávez. Ele e sua família foram ameaçados de morte.

Nesta quarta-feira 09 de janeiro, o CONATEL (Conselho Nacional de telecomunicações) iniciou um novo processo contra o canal de televisão Globovisión, por ter apresentado 4 pequenos vídeos sobre a Constituição Nacional, esclarecendo os passos que se devem seguir com a ausência do presidente e a iminente posse. No auto acusatório o CONATEL argumenta que ao transmitir esses vídeos, a Globovisión “incita o ódio, a inquietação e a alteração da ordem pública”. Vejam abaixo os vídeos (condensados em um só), que motivou a oitava investigação contra o referido canal de televisão.


É assim que está a situação na Venezuela hoje. Um país seqüestrado e governado pelos irmãos ditadores Castro, um país à deriva onde o ódio à oposição é patente e repleto de ameaças, por parte dos dirigentes, das milícias, de parte das Forças Armadas, e dos poderes judiciais. A procuradora, que é esposa de Maduro, assim como a presidente do TSJ agem não de conformidade com a Lei mas de conformidade com os caprichos do partido de Chávez, o PSUV. Segundo Maduro, “se alcançou a unidade entre nosso povo, a Força Armada Nacional Bolivariana, e as forças revolucionárias”. Diante deste quadro a oposição está encurralada e temo que se desencadeie uma guerra sem precedentes, pois esta gente já demonstrou que continuará no poder na marra, já que ignoram completamente as leis, rasgam a Constituição e cospem com asco para o país inteiro que não reza pela sua cartilha.

E no programa “Café CNÑ” de amanhã, o Dr Marquina será entrevistado para falar sobre o estado clínico de Chávez. Desde 2002, quando inaugurei o Notalatina, venho advertindo os brasileiros do que vinha acontecendo na Venezuela e pouco ou nada fui ouvida. Hoje já é possível ver o envolvimento do Brasil com as ilegalidades e implantação de uma ditadura comunista no país vizinho e que poderá ser a nossa situação futuramente e por isso precisamos orar muito pelos nossos irmãos venezuelanos. Estarei atenta ao desenrolar dos acontecimentos desta farsa da posse de Chávez amanhã. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários e traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Após 200 anos de independência, a Venezuela volta a ser “colônia” de uma ilhota falida e escravizada há 54 anos...

Tenente Diosdado Cabello, ratificado na presidência da Assembléia Nacional, irresponsavelmente ilude os seguidores de Chávez afirmando que ele tomará posse no dia 10 de janeiro

No sábado 05 de janeiro Diosdado Cabello foi ratificado como presidente da Assembléia Nacional. O que seria um ato legislativo normal em qualquer país, converteu-se em mais um palanque para a deificação de Chávez, estando presente ao ato o Vice-Presidente Nicolás Maduro e uma numerosa aglomeração de militantes que se formou do lado de fora da Assembléia, a convite dos dirigentes do PSUV. Nessa ocasião Cabello aproveitou para reiterar suas “excelentes relações” com Maduro, unidos em torno ao “comandante”, quando todos sabem que isto não passa de mais um teatro para que o povo não tome conhecimento da disputa interna feroz entre ambos. Maduro, temendo a concorrência de Cabello, fez contatos com os Estados Unidos para a volta do DEA, como forma de intimidá-lo por seu reconhecido envolvimento com o narco-tráfico e os 5 processos que hoje repousam confortavelmente no fundo de alguma gaveta.

Conforme eu já havia mencionado em outras ocasiões, Maduro é o “ungido” de Chávez e dos Castro porque é fiel a Chávez e dócil às ordens de Havana. Ele é o único que tem acesso ao CIMEQ, aos médicos que cuidam de Chávez e está plenamente informado do seu quadro clínico. Cabello, ao contrário, apesar de ser 100% chavista desde a primeira hora, corrupto, envolvido com narco-tráfico e adepto do socialismo do século XXI, é, como a maioria dos militares nacionalista, e não admite a ingerência de nenhum país sobre a Venezuela. E nesse “nenhum” inclui-se, sobretudo, Cuba. 

Chávez nomeou Maduro como seu vice-presidente para o restante do mandato que termina em 10 de janeiro, substituindo Elías Jaua que afastou-se para concorrer ao governo do estado Miranda que perdeu para Capriles. Desta forma, segundo reza a Constituição, em 10 de janeiro cessam por completo suas funções como vice-presidente e como chanceler, pois encerra-se um mandato presidencial e com ele todo os cargos de governo.

Entretanto, pelas informações agora já oficiais de que o estado de saúde de Chávez não lhe dará condições de juramentar-se para o novo período presidencial, que inicia em 10 de janeiro, e de acordo com os artigos 231 e 233 da Constituição venezuelana, declara-se o presidente da Assembléia Nacional (AN), Diosdado Cabello, como presidente interino e dentro de 30 dias chama-se a novas eleições. 

Orientados por Havana, que é quem está de fato governando a Venezuela, tanto Maduro como Cabello passaram a dar uma nova leitura à obrigatoriedade da juramentação, alegando que Chávez continua sendo “presidente em funções”, considerando que foi solicitado e atendido por unanimidade seu afastamento temporário por 90 dias para se tratar em Cuba. Segundo Maduro, “no caso do presidente Chávez é um presidente re-eleito e continua em suas funções, e o formalismo de seu juramento poderá se resolver no TSJ, em coordenação com o Chefe de Estado”. Quer dizer, para eles as leis estabelecidas na Constituição são apenas "formalismos" que não necessitam  ser cumpridos se isto por alguma razão contraria suas excelsas vontades.

A oposição, a Igreja Católica (através do Conselho Episcopal Venezuelano) e vários juristas constitucionalistas se opõem a isto e pedem que uma junta de médicos venezuelanos vá a Havana fazer uma avaliação do estado clínico de Chávez e dar um parecer sobre se há condições de um breve retorno para tomar posse. A Academia Nacional de Medicina da Venezuela enviou uma carta pública ao Tribunal Supremo de Justiça e ao povo venezuelano, oferecendo seus melhores profissionais para avaliar se há incapacidade parcial ou total de Chávez continuar em suas funções e tomar posse no dia 10, porém foi negado. É isto inclusive o que determina a Constituição em seu artigo 133, entretanto, para a dupla Maduro-Cabello, sob a batuta dos Castro, isto é um “golpe de Estado da direita contra o presidente Chávez” e que “não deve ficar espaço para a conspiração opositora”. Quer dizer: Chávez é um ser transcendental, que está acima de tudo, de todos e até da Carta Magna do país. Vale salientar que a presidente do TSJ, a advogada Luisa Estela Morales, foi expulsa em duas oportunidades do Poder Judiciário por “erros indesculpáveis” em sentenças agrárias, um eufemismo que na época encobriu a venda de sentenças.

Com essa nova tese esboçada por Havana e com o aval da presidente do TSJ, Maduro deu uma longa entrevista no dia 04 de janeiro em que afirma que “não há necessidade de um novo juramento porque Chávez foi re-eleito, e que tudo continua igual em Miraflores com data aberta e indeterminada, até que Chávez retorne”. E a pergunta que não quer calar é: e se o presidente fosse da oposição, a interpretação seria a mesma? Não preciso comentar. Assistam parte dessa entrevista abaixo: 




O professor de Direito Constitucional da Universidade Andrés Bello, de Caracas, José Vicente Haro, qualifica de atropelo à Constituição a decisão de que o presidente não tenha que jurar seu novo mandato no próximo dia 10 de janeiro. Em uma entrevista concedida ao jornalista Pedro Corzo da Radio Martí, o professor José Vicente explicou que a interpretação de Maduro de que se Chávez não puder juramentar-se na AN nesta data, poderá fazê-lo a qualquer tempo perante o TSJ, “constitue uma fraude à Constituição venezuelana”. O jurista acrescenta ainda o que já sabemos e que é de extrema gravidade: ele disse que “não descarta que os atuais funcionários estejam se aproximando de um golpe constitucional e que se no dia 10 não se procede de acordo com os termos da juramentação na Venezuela, haveria um governo deslegitimado, que não teria base constitucional para exercer o poder e isso é muito grave”. Ouçam a entrevista completa aqui.

Bem, Evo Morales, Rafael Correa e Marco Aurélio Garcia estiveram em Havana tentando visitar Chávez no CIMEQ mas nenhum pôde mais que encontrar-se com o ditador Raúl Castro, pois as visitas estavam resumidas às filhas, a Maduro e aos Castro. Tendo em vista a imensa repercussão que os informes do Dr José Rafael Marquina vinham tendo na Venezuela, hoje os Castro decretaram uma “quartelada” no hospital: ninguém sai, ninguém entra. A oposição denuncia que Havana tem seu presidente seqüestrado, que a Venezuela está sendo governada desde Cuba e que o país está acéfalo. E, apesar de o próprio governo ter anunciado na sexta-feira passada que o estado de saúde de Chávez é muito grave e que ele sofre de uma “grave insuficiência respiratória”, confirmando o que já havia dito dias antes o Dr Marquina, Diosdado Cabello hoje saiu com uma declaração disparatada e irresponsável que só serve para iludir e deixar na mais absoluta ignorância os cidadãos venezuelanos que têm o direito legítimo de saber “quem” está ou governará o país a partir do dia 10 de janeiro.
Cabello disse que não descarta a possibilidade de Chávez estar em Caracas no dia 10, que muitos chefes de Estado estarão presentes para prestar sua solidariedade a Chávez na Assembléia Nacional e que o povo deve comparecer maciçamente ao ato para respaldar seu voto dado em 7 de outubro. Suas declarações são incoerentes e desconexas, porque afirma que Chávez estará presente na data de posse e ao mesmo tempo alega que “há um grupo de pessoas naturalmente dissociadas que quer impor seu critério, uma minoria que não quis entender o que está ocorrendo na Venezuela e que acredita que o 10 de janeiro é para eles um 11 de abril”, em referência à renúncia de Chávez em 11 de abril de 2002 e que eles chamam de “golpe de Estado”.
E após a visita de Marco Aurélio Garcia a Havana o governo brasileiro, através dele, declarou que não vai se pronunciar a respeito do golpe à Constituição, porque “isso é uma questão interna da política venezuelana”. Quer dizer, essa mesma “questão interna” não serviu para o caso de Honduras e do Paraguai, quando ambos os países agiram absolutamente dentro da legalidade constitucional dos seus países para depor os presidentes Manuel Zelaya e Fernando Lugo. Resta agora aguardar o que vão dizer o MERCOSUL, a UNASUR, a ALBA e individualmente os presidentes membros do Foro de São Paulo a essa flagrante violação à Constituição Nacional da Venezuela, pois tudo indica que, com desculpas esfarrapadas e malabarismos politiqueiros, todos vão respaldar mais este golpe aos venezuelanos. Leiam abaixo o texto conhecido como o “Pacto de Havana” para compreender o incompreensível: como um país que há 200 anos tornou-se independente do jugo da Espanha, torna-se agora refém e colônia de uma ilhota miserável, congelada no tempo e que há 54 anos tem escravizados a 11 milhões de habitantes. Fiquem com Deus e até a próxima!
Conheça os detalhes do “Pacto de Havana”

Já são três as reuniões em menos de duas semanas, nas quais coincidiu o alto comando chavista com o duo Raúl Castro, presidente de Cuba e Ramiro Valdés, vice-presidente da nação antilhana. O alto comando chavista estaria integrado por Nicolás Maduro, Vice-Presidente Executivo e designado como candidato à presidência da Venezuela por Hugo Chávez no caso em que este não pudesse tomar posse de seu quarto mandato; Adán Chávez, irmão mais velho de Hugo Chávez e governador do estado Barinas; Diosdado Cabello, atual presidente da Assembléia Nacional e vice-presidente primeiro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV); Jorge Arreaza, genro de Hugo Chávez e ministro de Ciências e Tecnologia, e Cilia Flores, Procuradora Geral da Nação e membro da direção nacional do PSUV.

Por iniciativa de Raúl Castro, e para “garantir a sucessão de Hugo Chávez em paz e sem traições”, segundo o desejo do próprio Hugo Chávez na cidade de Havana, Cuba, o alto comando chavista aceitou a tutelagem de Raúl Castro e Ramiro Valdés no chamado “Pacto de Havana”, no qual se aceita que Hugo Chávez não assumiria a presidência da República, pelo que em 10 de janeiro se declararia sua “ausência temporária” por causa sobrevinda para seu novo mandato e a presidência provisória da Venezuela seria assumida por Diosdado Cabello, em sua condição de novo presidente da Assembléia Nacional, eleito com a maioria de votos consensuais do PSUV em 5 de janeiro de 2013. Ao assumir a presidência da República temporária, a presidência da Assembléia Nacional recairia na pessoa da Primeira Vice-Presidente Blanca Eéckhout. 

O compromisso se estende com a formação de um Politburo de governo, onde Nicolás Maduro seria nomeado Vice-Presidente Executivo no novo governo provisório de Diosdado Cabello, se este não se dedicar desde agora à sua campanha eleitoral. Seriam também membros do Politburo os governadores dos estados Barinas, Adán Chávez, Trujillo, General Henry Rangel Silva, e Aragua, Tarek El-Aissami, os quais seriam a última instância do governo, junto ao presidente provisório e a tutelagem cubana de Castro e Valdés, na tomada de decisões do Executivo Nacional e no controle interno da estrutura do PSUV. Em política exterior, a prioridade será conservar e ampliar os pactos com China e Rússia, mais a entrada no MERCOSUL, onde o Brasil exerce uma indiscutível liderança.

Segundo o estado de saúde de Hugo Chávez, a temporalidade da presidência de Diosdado Cabello, de um trimestre, poderia ser prolongada por mais três meses. Nesse lapso se se produzir a ausência absoluta de Hugo Chávez à presidência, se convocará novas eleições presidenciais com Nicolás Maduro como candidato do PSUV.

Em Havana manejaram a tese da “continuidade do atual governo”, defendida pela presidente do TSJ (Tribunal Superior de Justiça) Luisa Estela Morales, que insiste que a re-eleição de Hugo Chávez é a ratificação por mais seis anos de seu atual governo. Esta tese não pode se impor pelo precário de sua base legal. Em caso de prosperar, Nicolás Maduro continuaria como Vice-Presidente com os mesmos poderes delegados por Hugo Chávez no decreto datado de 9 de dezembro de 2012.

As recentes declarações de Dilma Rousseff sobre a necessidade de observar uma sucessão apegada à Constituição Nacional, deu suporte a esta tese que em princípio era a preferida do duo Castro-Valdés. 

Qual será o futuro de Diosdado Cabello depois de exercer a presidência provisória da República? Talvez na Assembléia Nacional o esperem com um serrote. As próximas horas são decisivas na forma final que o “Pacto de Havana” tomará. Em todo caso, este pacto foi zelosamente delineado pelo próprio Hugo Chávez quando decidiu competir enfermo à presidência da Venezuela.

Traduções e comentários: G. Salgueiro

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Farsa, mentiras e cinismo como políticas oficiais de Estado

No dia 10 de dezembro Chávez voltou a Cuba para realizar mais uma cirurgia, alegando que havia surgido “outro foco do câncer” mas, como das vezes anteriores, não disse onde nem a extensão da gravidade. Ele sabia, desde que foi descoberta a doença, que esse era um tipo de câncer muito agressivo e que dificilmente alcançaria a cura, e que sua perspectiva de vida era aproximadamente até outubro de 2012. Com a obsessão de poder que sempre lhe norteou, foi orientado pelos ditadores Castro a antecipar as eleições para outubro e orientado pelos médicos a guardar repouso, pois assim alcançaria se juramentar em janeiro e com isso assegurar que sua “revolução bolivariana” poderia continuar quando ele partisse. Ele não respeitou, fez intensa campanha e discursos prolongados, sustentado por esteróides para amenizar as dores.

Sua vitória foi anunciada, apesar da mais grosseira de todas as fraudes, e logo depois saiu de cena. Em fins de novembro ele volta a Cuba para “exames” e quando retorna faz um anúncio de que deveria se submeter a mais uma cirurgia, viajando dois dias depois. Essa cirurgia foi na coluna lombar, cujo câncer já havia feito metástase. A partir daí, começaram as farsas mais grotescas inventadas pelos Castro, utilizando Nicolás Maduro como porta-voz. Ocorre que desde o início o médico venezuelano exilado nos Estados Unidos, Dr José Rafael Marquina, vem detalhando o estado de saúde de Chávez e seus comentários são tão precisos que a filha de Chávez, que está no CIMEQ acompanhando-o, exigiu que toda a equipe do hospital fosse trocada por uma guarda de honra.

Segundo informa o Dr Marquina, a cirurgia na coluna resultou ser um absoluto fracasso, pois além de não lhe devolver a mobilidade, outras complicações surgiram. No Natal Chávez havia desenvolvido uma pneumonia, tinha febre constante e as funções renais também começaram a ficar comprometidas. Maduro viajou para Havana e em cadeia de televisão informou aos venezuelanos que iria visitar o presidente, que seu quadro clínico estava bem e que havia conversado com ele por telefone durante 20 minutos. Nessa conversa, segundo Maduro, Chávez havia-lhe dito que “já estava fazendo exercícios físicos”, mas que a recuperação estava sendo lenta e difícil, e seguia dando esperanças aos venezuelanos de que Chávez “vai se recuperar, pois ele tem muita energia e vontade de viver”.

Bem, no dia 25 o Dr Marquina informa através de sua conta de Twitter que o quadro clínico é este: “Não está entubado mas começaram a lhe administrar oxigênio via máscara, pois apresenta septicemia, pneumonia, falha renal, respiratória e da cirurgia, efusão pleural, dor intensa, anemia, hipóxia (falta de oxigênio no organismo) e febre”. Em outros “trinos” o Dr Marquina informava que a efusão pleural, que é o líquido que se forma em volta do pulmão (na pleura), poderia colapsar o pulmão e que com a febre e a anemia, estavam causando-lhe sérios problemas respiratórios. No dia 28 o estado se agrava e o Dr Marquina dispara mais estes trinos: “Entubado, com linhas centrais e arteriais, tubo nasogástrico e recebendo alimentação parenteral (venosa). Recebendo ventilação mecânica com elevadas pressões e oxigênio a 100%, produto de um distress respiratório. Negam acesso a outros familiares de Chávez pelo impressionante quadro clínico. Só Maduro, as filhas, Jorge Arreaza (genro e ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação) e Raúl Castro têm acesso ao paciente”.

É crível que uma pessoa que apresenta um quadro clínico desses tenha condições de redigir uma carta dirigida às Forças Armadas? Pois foi isto que Nicolás Maduro disse aos militares venezuelanos. Leiam parte dela: “Aqui em Havana, na Cuba revolucionária, me sinto pleno de fé em Cristo redentor, em Sua misericórdia infinita, pleno de fé no amor de nosso povo que me cura com suas orações e bênçãos de cada dia, cheio de fé pelo compromisso e a lealdade que a Força Armada revolucionária me está demonstrando nesta hora tão complexa e difícil”.

No dia 31 de dezembro as comemorações de fim de ano foram suspensas, assim como a do 54º aniversário da revolução cubana, em 1º de janeiro. As informações continuam sendo desencontradas e vagas por parte do governo, pois enquanto Maduro diz que Chávez passa por uma recuperação “difícil”, seu genro Arreaza afirma que o quadro é “delicado mas estável”. A realidade é bem distinta, segundo o Dr Marquina que volta a “trinar” no mesmo dia das declarações de Maduro e Arreaza: “Chávez poderia durar vários dias mais em suporte artificial e padecendo um sofrimento desnecessário. A respiração é totalmente controlada pelo ventilador mecânico (traqueóstomo) com altas pressões e oxigênio 100%. Está sedado muito profundamente e não responde a nenhum estímulo externo. Não tenho informação de que lhe estejam praticando diálise mas poderiam considerá-la se a falha renal continua. Pacientes tão graves têm deficiências de proteínas e o fluido intra-vascular escapa da circulação causando edema. O edema e a retenção de líquidos que ele apresenta é bastante generalizada e agrava o prognóstico. Está recebendo quantidades muito altas de albumina humana para melhorar a função renal e o edema generalizado. Definitivamente não poderá estar em (Caracas) em 10 de janeiro e tomar posse. Esta manhã os médicos se reuniram em privado para informar às filhas o mal prognóstico”.

No dia 1º de janeiro Nicolás Maduro dá uma entrevista a TeleSur desde Havana, e não treme um músculo da face diante de tantas mentiras que profere para mais uma vez iludir o povo. Algumas de suas citações beiram à imoralidade e o desrespeito absoluto com o povo venezuelano, pois ele SABE que mente, SABE que Chávez dali só sai num caixão mas diz coisas como essas: “Nós temos a confiança e a fé em Deus e nos médicos que nosso comandante Hugo Chávez irá evoluindo e que mais cedo do que se imagina sairá deste situação complexa e delicada que é a pós-operatória. Ele está absolutamente consciente do complexo estado pós-operatório e nos pediu expressamente, nos ratificou que mantivéssemos o povo informado sempre com a verdade, por dura que ela fosse em determinadas circunstâncias”. Consultado sobre como tinha visto o primeiro mandatário nacional, Maduro respondeu: “o vi com uma força gigantesca”. Explicou que “ao saudá-lo com a mão esquerda, ele me apertou com uma força gigantesca enquanto falávamos”. Bem, o doutor Marquina diz que Chávez está sedado, traqueostomizado e que “não responde a nenhum estímulo externo” mas, diante da presença de Maduro, os milagres acontecem. Assistam à entrevista abaixo.



(Entrevista de Maduro a TeleSur)

Entretanto, horas antes dessa entrevista de Maduro, o Dr Marquina também ofereceu uma entrevista e demonstrava preocupação ante o estado de saúde de Chávez e as mentiras que eram dadas aos venezuelanos como se fossem um espelho da verdade. Disse o Dr Marquina: “Em qualquer outra parte do mundo lhe teriam feito a cirurgia sem tantas complicações. Excesso de complicações e lentidão na recuperação são produto de inexperiência dos médicos que o assistem”. Assistam a entrevista do Dr Marquina abaixo, pois ela é muito esclarecedora.
  
(Entrevista Dr Marquina)
 

Que a medicina cubana é uma estrondosa farsa não é novidade para ninguém e isso vai custar a vida de Hugo Chávez. Entretanto, para os ditadores era mais do que o desejo de tratar da saúde daquele que lhes enche as arcas com 100 mil barris de petróleo/dia, mas o dinheiro mesmo que ele está deixando lá, junto com a vida. A exploração do câncer de Chávez já valeu aos Castro - em um ano e meio de tratamento - US$ 18 bilhões em petróleo e transferências financeiras. O deputado do partido Projeto Venezuela, Carlos Berrizbeitia informou que “as autoridades cubanas e venezuelanas sempre trataram de esconder a condição de Chávez para que, irresponsavelmente, ele fosse para uma campanha eleitoral enfermo”. Acrescentou que os cidadãos precisam saber se foi legal o gasto de 14 milhões de dólares que, segundo seus cálculos, custou às arcas públicas a enfermidade de Chávez. Diz ele que “custa 130 mil dólares diários, montante que inclui uma comitiva que supera 150 pessoas e 600 horas de vôo entre Havana e Caracas”.

E já estava fechando a edição quando recebi essa nova entrevista que o Dr Marquina ofereceu ontem ao portal DLatinos TV, onde ele explica com muita clareza qual é o estado real e atual de Chávez. Assistam a entrevista e depois leiam o que disse Arreaza, o genro de Chávez, no mesmo dia que o Dr Marquina dá estas informações.



“A equipe médica nos explica que a condição do presidente Chávez continua sendo estável dentro de seu quadro delicado” e que “o Comandante Chávez continua batalhando duro e envia todo o seu amor a nosso povo. Constância e paciência!”.

Bem, essa entrevista continua mas a parte seguinte ainda não foi publicada, de modo que ficará para outra oportunidade. Foi divulgado que Adán Chávez está em Havana a pedido das sobrinhas, para decidir junto com ele se desligam ou não os aparelhos que mantêm Chávez vivo. Comenta-se ainda a imensa insatisfação da família com o fracasso do tratamento do ditador venezuelano e que chegaram à ilha também, médicos russos. A edição de hoje foi apenas para falar do estado clínico do paciente Chávez, mas na próxima eu abordo o questão constitucional da tomada de posse em 10 de janeiro, a briga pelo botim antes mesmo do atual ocupante do cargo ter-se afastado oficialmente. Fiquem com Deus e até a próxima!

Traduções e comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Chavismo: fim de uma era maldita?

No domingo passado, depois de acabar de voltar de Havana onde ficou durante 22 dias para exames - e confabulando com os cabeças das FARC -, Chávez anunciou em cadeia de rádio e televisão que deveria voltar a Cuba para submeter-se a uma nova e perigosa cirurgia. No seu discurso de despedida ele pede aos venezuelanos que, caso não possa voltar à presidência, que votem por Nicolás Maduro, o ex-chofer de ônibus alçado a Chanceler da Venezuela, e agora nomeado Vice-Presidente da República nas descaradamente fraudulentas eleições do último pleito em 7 de outubro passado. Tentei publicar o vídeo mas creio que o código para publicação oferecido pelo portal está com defeito, então, segue o link aqui para que possam assistir.

Hoje, Maduro falou desde o Palácio de Miraflores, para informar aos venezuelanos que a cirurgia feita ontem correu bem, embora tenha sido muito difícil e que o pós-operatório será igualmente difícil. Nessa alocução Maduro, visivelmente com voz embargada (porque sabe que se Chávez morrer antes da posse seu próximo posto vai ser o de presidiário), pediu as orações dos venezuelanos, pediu que a oposição pare de odiar a Chávez, reafirmou a excessiva “democracia” do ditador e aproveitou para fazer campanha política a favor do PSUV, conclamando os venezuelanos a votar massivamente no próximo domingo para eleger os governadores dos estados. A propósito dessas eleições, recomendo ler o artigo O pior cenário, traduzido por mim e publicado no site do Heitor De Paola, pois faz uma análise muito boa e realista da situação.

Estes são os fatos. Agora vamos à análise dos mesmos, pois a imprensa nacional e internacional limita-se a isto, a relatar “fatos”, sem sequer pensar nas conseqüências de tudo o que está se passando no vizinho país, tão intimamente ligado ao Brasil através de numerosos convênios, por seu ingresso no MERCOSUL mas, sobretudo, pelas alianças no Foro de São Paulo e nos Movimentos Bolivarianos existentes no nosso país.

Bem, Chávez parece ter finalmente reconhecido - quando já não há mais tempo - que seus dias de déspota sanguinário e mau estão chegando ao fim. Desde que soube da doença e a tornou pública em junho do ano passado, ele, que sempre blasfemou contra Deus e os cristãos, há anos proibiu decoração de Natal e tudo alusivo à sagrada festa, assim como o Papai Noel, insultou com impropérios e amaldiçoou o Cardeal Don Rosalio Castillo Lara (já falecido), passou a pedir a Deus que lhe curasse, que desse mais anos de vida porque “ainda tinha muito o que fazer pelo país”. Simultaneamente, mandava fazer santerías em Cuba e Vodu no Haiti. Mentiu, fraudou,planejou e encomendou assassinatos de desafetos, perseguiu seus opositores encarcerando-os com provas e testemunhos falsos, os quais, muito deles também enfermos de câncer, continuam encarcerados sem sequer ter direito a banho de sol.

Nunca pediu perdão por seus incontáveis crimes, nem ao povo e muito menos a Deus mas agora, de maneira asquerosa e blasfema quando sente o cheiro da morte rondando-o, aparece em público beijando a Cruz e pedindo ao povo que reze por ele. O mesmo faz agora seu cão perdigueiro, o capacho inepto e arrogante Nicolás Maduro, como se o povo venezuelano cuja maioria é cristã, pudesse cair nessa pieguice demagógica barata. Eu não desejo a morte de ninguém, sempre disse isto e reafirmo aqui. Entretanto, se me lembrar dele em minhas orações será tão-somente para pedir a Deus, que é O Juiz Justo, que dê a Chávez o que ele merece, seja isso o que for.

Maduro falou direto do Palácio de Miraflores como se já estivesse em funções mas esta é a primeira aberração que se está cometendo à revelia dos venezuelanos e a imprensa não fala, por ignorância ou conivência. Em primeiro lugar, é preciso compreender como é a eleição presidencial na Venezuela. Diferente da maioria dos países democráticos, o cargo de Vice-Presidente é indicado pelo presidente vencedor, após as eleições, e que só se torna válido após a posse do eleito que, neste caso, será em 10 de janeiro de 2013. Reza a Constituição que, no caso de necessidade de afastamento do mandatário por dois meses consecutivos ou declarada sua incapacidade definitiva de continuar governando, o Vice-Presidente assume interinamente e convocam-se novas eleições

Ocorre que Chávez já está pedindo aos venezuelanos que dêem seu voto a Maduro, significando que ele SABE que não volta a governar! Entretanto, como ainda não foi empossado - e provavelmente não será -, quem deveria estar assumindo as rédeas do país era Elías Jaua, Vice-Presidente do atual mandato - que ainda está vigente até 9 de janeiro de 2013 - e não Maduro que é apenas o “indicado” e ainda não empossado. Percebem a sutileza da patifaria? 

Ao contrário do que leio na mídia brasileira, Maduro é a pessoa mais forte da Venezuela atualmente e foi a pessoa indicada por Fidel Castro por vários motivos: 1. É jovem e saudável, o que pode garantir muitas décadas de governança ditatorial, garantindo não somente os 100 mil barris de petróleo diário a Cuba, mas tudo o mais que o ditador ordenar, como a alcovitagem às FARC. 2. É o amigo mais fiel a Chávez, que nunca o trairá e que vem acompanhando-o desde o anúncio da doença. 3. É “maleável” e “obediente” a tudo o que os Castro ordenarem e, para se manter no tão ambicionado cargo de Presidente da Venezuela, fará tudo o que o senhor rei mandar. 

Os venezuelanos NÃO PODEM deixar isto passar como se fosse normal, NÃO PODEM permitir que este desqualificado delinqüente usurpe um cargo que NÃO lhe pertence e devem estar atentos e alertas ao que vai acontecer nos próximos dias. Domingo que vem (16) vão ocorrer eleições para Governador, onde o PSUV está apostando todas as suas fichas por questão de sobrevivência. É imprescindível que os venezuelanos elejam o maior número possível de candidatos opositores porque isso irá facilitar a assepsia que o país tanto necessita e abrirá as portas para uma eleição à Presidência que ponha o país nos trilhos do desenvolvimento e da verdadeira democracia. E com isso eles podem começar a sonhar com o fim de uma era maldita e amaldiçoada, que destruiu as riquezas  nacionais financiando países fracassados, como Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua, além de proteger a apoiar bandos terroristas como as FARC, o ELN, o Hizbolah, o Hamas, a Al-Qaeda e ditadores sanguinários do Irã, China, Rússia.

É hora de Chávez pedir perdão ao povo venezuelano e sobretudo a Deus pelos incontáveis crimes cometidos, pois tem as mãos manchadas do sangue inocente de seus compatriotas, e fazer uma verdadeira metanóia antes que seja tarde. Abaixo o vídeo do pronunciamento do pseudo Vice-Presidente Nicolás Maduro. O Notalatina vai ficar atento aos próximos pronunciamentos sobre este episódio tão grotesco e misterioso, quanto personagem principal da trama. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"Cacerolazo pa Santos"



Se o ex-presidente Álvaro Uribe tivesse uma bola de cristal e pudesse nela ver o futuro de seu país, seguramente não teria indicado Juan Manuel Santos como seu candidato, nem teria ajudado a elegê-lo. Desde os primeiros dias do governo de Santos venho denunciando a traição monumental que ele fez, não só a Uribe, mas sobretudo ao país e aos mais de 9 milhões de colombianos que o elegeram acreditando que ele iria cumprir o prometido em campanha, ou seja: dar continuidade ao Plano de Segurança Democrática implantado por Uribe, acabar com as FARC e os outros bandos terroristas, e dar continuidade ao desenvolvimento econômico. 

Nada disso foi feito, ao contrário. No dia seguinte à posse, sua primeira providência foi fazer as pazes com o ditador venezuelano Chávez, a quem o apelidou de seu “mais novo melhor amigo”, retirou as denúncias que pesavam contra ele na OEA, com fartas e fidedignas provas documentais de acampamentos das FARC na Venezuela, com o conhecimento e apoio de Chávez, cancelou o convênio de cooperação militar que mantinha com os Estados Unidos, e montou seu ministério inteiro com sabidos opositores e inimigos declarados de Uribe.



A indignação dos eleitores não tardou e as reações começaram a aparecer através das redes sociais, sobretudo Twitter e Facebook. A mídia toda tornou-se “anti-uribista” e “santista”, e a perseguição e censura aos que se opunham aos desatinos do novo presidente calou a voz de muitos comentaristas vinculados a Uribe, como José Obdulio Gaviria e o ex vice-presidente Francisco Santos, primo de Juanma que, no entanto, não apoiava a mudança de rumo que nitidamente estava levando o país aos caos.

Santos passou a agredir publicamente aqueles que se sentiam traídos em seu voto, chamando-os de “mão negra”, “tubarões” e, finalmente, no discurso que fez na Convenção Nacional do Partido da U, referiu-se ao ex-presidente Uribe - que foi ovacionado quando chegou, várias vezes durante seu discurso e na saída - de “rufião de esquina” que traz “um punhal debaixo do poncho” (referindo-se a traição). Aí ele extrapolou todos os limites porque, além de rotular um ex-presidente digno com tamanha baixeza, para os colombianos o “poncho” é um símbolo quase sagrado daqueles que trabalham duramente nos campos e que Uribe sempre o trouxe dobrado no ombro para reafirmar suas origens.

Finalmente, quando começou a farsa das “negociações de paz” com as FARC, onde os terroristas estão lavando a burra às custas do erário público com passeios entre Oslo e Havana, fazendo exigências descabidas e sendo indultados de seus incontáveis crimes de lesa-humanidade, enquanto os militares estão sendo encarcerados e condenados a longuíssimas penas com base em testemunhos falsos, os colombianos resolveram dar um basta a tudo isto e mostrar seu descontentamento através de um “cacerolazo” (panelaço) que ocorre hoje à noite em todo o país.



A idéia foi inspirada no “cacerolazo” que houve em princípios de novembro na Argentina e que inundou as ruas de Buenos Aires, deixando a presidente Cristina Kirchner de cabelos em pé. O mesmo ocorre na Colômbia, onde, “curiosamente”, num só dia 15 pessoas, das mais atuantes, tiveram suas contas de Facebook e Twitter bloqueadas.

Eu havia feito entrevista com dois amigos colombianos que estão liderando o cacerolazo em suas respectivas cidades, mas lamentavelmente não disponho de tecnologia ou assessores para trabalhar a parte técnica do blog e, mesmo contando com a abnegada generosidade de dois amigos brasileiros, o canal de vídeo onde se colocou as entrevistas não permitiu que as mesmas saíssem como deveria ser, isto é, com entrevistador e entrevistados, em imagem e som. Apenas minhas perguntas se ouvem, enquanto a imagem do entrevistado aparece sem som algum. Diante disso, e com um profundo desgosto, essas magníficas entrevistas não vão constar da edição de hoje. 



Entretanto, para que se conheça algo dessa manifestação, publico o editorial do Dr. Fernando Londoño de ontem, em seu programa “La Hora de la Verdad”, em que ele justifica os motivos para que se faça tal evento, e uma entrevista de Angela Zuluaga, praticamente a “mãe” do “cacerolazo”, grande líder colombiana, a um canal argentino, para substituir a entrevista que fiz a ela e que, lamentavelmente, não foi possível publicar. Abaixo a entrevista com Angela Zuluaga, “Dama Verde-Oliva” de Manizales.  
Os motivos básicos desta manifestação são esses: recrudescimento das ações terroristas, reforma da Justiça, vítimas das FARC, reforma da educação, política agrária, a sentença de Haya sobre o arquipélago San Andrés, o abandono das denúncias de presença das FARC em território venezuelano, o tal “acordo de paz” com as FARC e muitas outras mais. Sobre este acordo e a sentença de Haya posteriormente farei um artigo que será publicado aqui no Notalatina, pois há muitos detalhes (sórdidos) que tornariam a edição de hoje demasiado extensa. 

E aqui, o editorial de Fernando Londoño..

As ilustrações desta edição foram todas elaboradas pelos “caceroleros” colombianos, a quem agradeço mas não posso nomeá-los, porque foram se espalhando pelo Facebook sem que soubéssemos a autoria. Em breve falarei de como foi o evento, tão logo receba fotos e/ou vídeos das diversas cidades onde a manifestação ocorreu. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro