sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Em magnífica entrevista, Uribe põe na lona o juiz Baltasar Garzón


Foto de arquivo da Agência EFE

Ontem eu assisti a uma entrevista que o ex-presidente Uribe concedeu ao Canal Capital, uma emissora de televisão estatal que atualmente é dirigida pelo jornalista colombiano Hollman Morris. Sobre este nefasto personagem, promotor das FARC não só na Colômbia como no mundo, escrevi em 2009 um artigo acerca dele e de um programa a respeito das FARC sob sua direção que foi exibido no The History Channel, sob o título Guerra psicológica e desinformadores profissionais que vale a pena ler de novo para conhecer em mãos de quem está a Colômbia hoje. 

A entrevista aconteceu no dia 19 último, no programa “Hablemos de paz y derechos humanos” que é graciosamente dirigido pelo ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, aquele que foi julgado e destituído por seus pares por cometer escutas ilegais das vítimas que julgava com seus advogados, e mais uns dinheiros recebidos ilegalmente por cursos que ofereceu nos Estados Unidos. Pois bem, na Colômbia de Santos este elemento perseguidor de militares, que se gaba de haver condenado o General Augusto Pinochet, é hoje uma estrela a dar “consultorias” à já deteriorada justiça colombiana e a meter o bedelho em tudo, no que e no que não é chamado. Agora dirige este programa no canal de televisão estatal, tudo em prol do tal “acordo para a paz” com os terroristas das FARC.

Fique maravilhada com a honestidade, firmeza e lisura com que Uribe respondia às perguntas, algumas bem capciosas, e tive a sensação clara de que ele estava ali para ser crucificado e desmoralizado. Os dois entrevistadores, no entanto, subestimaram o conhecimento e a franqueza que sempre caracterizaram este grande homem e, como diz o ditado, “fui tosquiar as ovelhas e saí tosquiado”. Eu ia mesmo fazer uma edição com o vídeo e comentários a respeito, mas recebi um artigo do meu amigo jornalista e brilhante escritor colombiano que vive há décadas na França, Eduardo Mackenzie, então preferi traduzir e publicar o que ele escreveu, porque endosso cada palavra e assino embaixo, pois eu não teria feito melhor. Desfrutem o texto e assistam a essa entrevista imperdível ao final desta edição. Fiquem com Deus e até a próxima!

Em entrevista, Uribe põe o juiz Garzón na lona

Eduardo Mackenzie

Excelente a entrevista concedida pelo presidente Álvaro Uribe ao ex-juiz Baltasar Garzón e aos comentarista Pedro Medellín, no Canal Capital.

Foi um longo e difícil diálogo, porém cheio de interesses e surpresas. Vale a pena ouvi-lo e anotá-lo com atenção. Aprende-se muito ao ouvir esse intercâmbio. Sobretudo pelo tom de certas perguntas e pela clareza das respostas.

Creio que é a melhor entrevista que o ex-presidente Uribe concedeu em muitos anos, embora tenha sido das mais perigosas. Seus interlocutores não foram além para lhe fazer concessões, senão para acuá-lo. Ambos cometeram um erro de novatos, de aficionados: fazer duas ou três perguntas em uma e acreditar que um entrevistado tão experiente como o ex-mandatário colombiano poderia ser dominado por eles e, sobretudo, ante as câmeras de televisão.

Nenhum tema foi vedado e o “doutor Pedro” e o “doutor Baltasar” puderam interrogar e contra-perguntar. Porém, houve algo mais. Baltasar Garzón, sobretudo ele, pôs na mesa temas que acreditava embaraçosos para Uribe. Se equivocou. Ele esperava acuar o ex-presidente. Ocorreu todo o contrário. Uribe respondeu a tudo e com cifras, detalhes e até com histórias e, além disso, quis ir muito além dessas respostas. Mas foi interrompido. É como se os interlocutores não quisessem que o entrevistado respondesse. Sensação estranha. Curiosa impressão.

Uribe deu os dados precisos a Baltasar Garzón e o convidou a se aprofundar em alguns temas, e a constatar certas situações em alguns estados, onde o ex-juiz espanhol acredita que a coisa está muito tranqüila, como no Cauca, Nariño, Valle, Putumayo, etc. O “doutor Garzón” deu de ombros e disse que ele não ia investigar nada.

Há que reconhecer: os entrevistadores ficaram várias vezes na lona e isso se vê muito claramente no vídeo.

Nessa entrevista foram abordados os temas mais candentes da conjuntura política, como o acordo de Havana entre as FARC e Santos, o aumento da insegurança no país, o grave problema do desaparecimento do foro militar, a camaradagem entre as Bacrim e as FARC, que tornou possível o atentado contra o ex-ministro e jornalista Fernando Londoño Hoyos.

Mas também, graças a Uribe, pôde-se ventilar temas candentes do passado, de grande atualidade hoje, que alguns quiseram esquecer, como os resultados da Segurança Democrática, a desmobilização das AUC (para-militares), o debilitamento do narco-terrorismo, os “falsos positivos”, as interceptações telefônicas ilegais, a diferença filosófica abissal que existe entre a Lei de Justiça e Paz (de Uribe) e o “Marco para a Paz” (de Santos) que abriu uma brecha inconstitucional à Constituição ao permitir que em um futuro próximo narco-traficantes, seqüestradores, extorsionistas e criminosos da pior espécie fiquem em liberdade, e possam participar de política, ser eleitos, e possam até discutir e decidir sobre a construção e o destino histórico do país.

Essa entrevista se converterá muito rapidamente em um verdadeiro documento político, em um instrumento de trabalho para os que querem saber o que está acontecendo realmente na Colômbia de hoje.



 

Comentários e tradução: G. Salgueiro

sábado, 15 de setembro de 2012

Câncer de Chávez e colonização da Venezuela: verdade ou mentira?


Ontem eu recebi uma correspondência de uma amiga venezuelana que faz mudar todo o panorama político das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo 7 de outubro na Venezuela. Trata-se de uma carta escrita por um cubano que diz trabalhar no CIMEQ (Centro de Investigaciones Médico Quirúrgicas), o hospital onde Chávez fez suas cirurgias e tratamento contra o câncer, e que por motivos óbvios se identifica apenas com iniciais. Não tenho meios de afirmar que o escrito seja absolutamente fidedigno e conforme os fatos, como tampouco o descarto, como mais uma das tantas versões que se tem dado ao caso. Como o estado de saúde do ditador venezuelano é algo que desde o início prima pelo secretismo e o mistério, e o que mais se noticiou foi histórias controversas, resolvi traduzir tal correspondência apenas como registro, caso venha a se confirmar posteriormente.

É curioso notar, no entanto, que para quem foi apontado como tendo uma prognóstico sombrio que lhe dava uma sobrevida até as eleições ou no máximo logo após estas, Chávez continue em campanha e no último Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido em Caracas, tenha discursado durante 2 horas seguidas, em pé, numa tribuna. É humanamente impossível que uma pessoa com um câncer tão agressivo lhe corroendo as entranhas tenha demonstrado tamanha disposição, sem sequer cambalear ou mostrar fraqueza na voz. Para não enfadar os leitores não publico o vídeo, mas quem tiver paciência (e estômago) pode vê-lo completo no encerramento desse encontro aqui, que tem duração de 3:54:32 h., e Chávez fala a partir de 1:47:03. 

Com relação à mensagem do cubano, vale a pena também lembrar de outra correspondência que recebi, onde se alerta para a mega-fraude que Chávez prepara para estas eleições utilizando os bons ofícios dos irmãos ditadores Castro. Há alguns anos publiquei no Notalatina a informação de que Chávez estava construindo um túnel com cabos submarinos que ligava Venezuela a Cuba e assim, TODAS as comunicações ocorridas na Venezuela seriam vistas - e controladas - pelos Castro. Nessa campanha Chávez vem alardeando que vai ganhar de Capriles por mais de dez milhões de votos e a forma que ele encontrou para conseguir esta cifra, sem que os venezuelanos votem nele, é utilizando esse cabo submarino, segundo comenta-se. 

Acessando o site do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) e introduzindo o número da Cédula de Identidade, descobre-se os dados do votante, inclusive seu domicílio completo e a localização de sua mesa de votação. Pois bem, ali pôde-se ver que cidadãos cubanos, residentes e domiciliados em Havana, estão inscritos para votar EM CUBA nas eleições presidenciais da Venezuela. E numa entrevista muito interessante que o analista político venezuelano Eric Eckvall concedeu a Juana Isa, da TV Martí de Miami, o assunto abordado é sobre as máquinas de votação e a possibilidade de fraude que Chávez está preparando. Recomendo que vocês assistam a essa entrevista, onde ele também comenta a respeito desses dez milhões de votos.

O misterioso cubano fala de todas essas coisas no texto que traduzo abaixo e que soam muito verossímeis. Até 7 de outubro há que se atar todos esses cabos, mas em se tratando de comunistas, descobrir suas reais intenções e planos é o mesmo que procurar uma agulha no palheiro. Uma coisa porém é certa e clara: a participação de Chávez no infame “acordo de paz” entre o traidor presidente Juan Manuel Santos e as FARC, tem o objetivo único de reforçar sua campanha eleitoral que despenca a cada semana, e legalizar, oficialmente, a proteção que ele oferece a este bando narco-comuno-terrorista colombiano. Na próxima edição eu volto com este tema escabroso das FARC. Fiquem com Deus e até a próxima!

Assim caminha a violência da campanha eleitoral de Chávez: em Puerto Cabello, seus seguidores encendeiam o carro de som do opositor Capriles, destróem um carro e apedrejam os eleitores de Capriles. Na foto, de Alexis Crespo, pode-se ver um homem com pedras na mão, cujo movimento indica que vai lancá-la

Versão muito próxima da verdade

"Não sei muito bem por que estou fazendo isto. Sou cubano, vivo em Cuba e devo permanecer calado, tenho que permanecer calado. Escrever esta mensagem me custou várias visitas a lugares para alugar máquinas e escrever aos pedacinhos para que não saibam que eu ando nessa coisas. Digo que não sei porquê faço mas creio que sei: porque quero alertar as pessoas incautas que acreditam no comunismo como uma saída para seus problemas. Eu também acreditei. 

Tenho 62 anos e desses, mais de 30 transcorreram limpando chãos e lavando banheiros nos hospitais de Havana sem pensar em um futuro melhor e tratando de me convencer de que estudando e me preparando e gritando palavras de ordem em louvor a ele, minha vida ia mudar para melhor. Não foi e já sei que não será assim. Por algumas coisas que me atrevi a dizer em voz alta, nunca pude deixar de esfregar o chão, apesar de meus títulos e meus estudos.

Porém, de algo me serviu. Serviu para me desentranhar de uma das mentiras mais cruéis da história recente. Uma das quais moveu a maior quantidade de dinheiro e serviu para a maior corrupção que olhos humanos jamais viram: a suposta enfermidade grave do Presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Trabalho no CIMEQ, um excelente hospital de Havana que está fechado para o tratamento do povo, salvo exceções de gravidade. É o centro onde se disse muitas vezes que Chávez estava sendo tratado. É o centro de “reclusão” dos tempos em que Chávez e Fidel prepararam com detalhes insuspeitos sua infame história

É certo, Hugo Chávez passou várias semanas em uma suíte do CIMEQ à qual NINGUÉM tinha acesso, salvo seu chefe, alguns de seus ministros (os mais achegados) e duas de suas filhas. Nas oportunidades em que sua mãe foi vê-lo, só esteve na suíte menos de 5 minutos e nunca sozinha. Melhor dizendo, a única pessoa que estava lá sozinho era Fidel. Todos os demais, em 90 por cento das vezes, estavam acompanhados pelos esbirros do regime, aqueles cuja fidelidade a toda prova custou milhões de dólares venezuelanos. Porém, de tudo se sabe e se você nunca foi a Havana, você não sabe como é fácil comprar e vender consciências neste país de fome.

O que aconteceu? Muito simples de explicar: Chávez teve um câncer muito benigno, um tumor na próstata que se atendeu rapidamente e se resolveu. Esse tratamento produziu umas queimaduras na zona inguinal que causaram muitos aborrecimentos, sobretudo porque, por não ter sido um tratamento tradicional, nunca se soube se foi efetivo ou não. Também teve um pequeno problema no osso da bacia (na cabeça do fêmur, exatamente) como conseqüência de um erro médico.

Até aí é verdade. Acreditem vocês ou não. Meu dever é contar. Os analistas políticos do regime cubano, que são os que mandam na Venezuela, e os assessores brasileiros que a Venezuela paga caríssimo para Cuba e Fidel (são os que conseguiram o embarque de “ajuda humanitária” procedente dos Estados Unidos e estão negociando o fim do conveniente embargo), descobriram que na Venezuela a onda de rumores desatada em razão dos primeiros avanços da enfermidade, deixou o povo e o governo da Venezuela muito loucos.

Enquanto isso e para “prevenir problemas”, Chávez recebeu o mesmo tratamento com células-mater (extraídas de soldados venezuelanos que chegavam a Havana de madrugada e em silêncio total) que em seu tempo Fidel também recebeu (da mesma fonte, certamente). O resto fizeram algumas falsas “fontes”: pessoal de inteligência que posava como enfermeiros, médicos, trabalhadores, esposas de militares de alto grau e delatores (todos de mentira), e revelavam a alguns jornalistas, escolhidos pelo G2, as mesmas “notícias” sobre a suposta gravidade. Estes jornalistas, venezuelanos uns e peças-chave do exílio em Miami, outros, publicaram o que acreditavam ser notícias certas sob a assessoria de um médico supostamente venezuelano que exerce sua profissão em uma cidade da Flórida. Este médico é na realidade um personagem da contra-inteligência cubana e venezuelana que recebeu uma importante quantidade de dólares venezuelanos para contribuir com o rumor do câncer terminal. A propósito deste médico, que voltou a aparecer recentemente, ainda lhe restam algumas declarações para dar, devido a um contrato não escrito, pago a preços muito elevados que mantém com o G2 e os órgãos de Inteligência cubana. Isso foi o que sucedeu. Sim, o presidente da Venezuela esteve um pouco doente, passou seu susto mas está 100% recuperado e nada do que dizem é correto.

Aqui faço um parênteses para um comentário: lembro, perfeitamente bem, que ao final das doses de quimioterapia Chávez afirmou que estava 100% curado e, de fato, seu aspecto e disposição demonstravam que ele estava bem, não parecia uma pessoa com câncer e muito menos em estágio terminal como se propagava. Depois, nunca mais ele voltou a dizer que estava curado nem falou da doença. Com relação aos jornalistas, lembro que o renomado Nelson Bocaranda, em seu “Run Runes”, sempre afirmou ter um “contato médico” em Cuba que lhe informava - secretamente e sob riscos - sobre a “real situação” de Chávez. 

O que digo é verdade e me consta. Eu estou dentro do CIMEQ e lá dentro tudo se sabe e tudo se repete. Vocês não imaginam o que é isso. Para que se fez todo esse complô? Muito simples: Chávez e Fidel necessitavam de tempo para negociar três dos grandes acordos de cooperação que se porão em prática quando Chávez ganhar as eleições. Foi uma negociação dura, na qual Chávez tinha coisas a perder e Fidel tinha exigências muito difíceis de cumprir, inclusive para Chávez e Nicolás Maduro, verdadeiro homem de Chávez e delfim do comandante de Havana.

Esses três acordos são: 

1. A dupla nacionalidade de cubanos e venezuelanos. Segundo parece (não posso dizê-lo com segurança), um dos fundamentos da cooperação cubana-venezuelana é a dupla nacionalidade, não só dos habitantes de ambos os países, senão de seus bens e de seus recursos. Embora se poderia ver como Cuba se converterá em uma colônia venezuelana, a verdade é que é o contrário, pois quem impõe condições é Cuba e o Governo venezuelano as acata. Os venezuelanos poderão viajar a Cuba sem passaporte e vice-versa, e o mais importante: os cubanos poderão ir e vir entre Caracas e Havana com mais liberdade do que entre Cienfuegos e Havana. Do mesmo modo, o dinheiro e os bens da Venezuela terão a mesma sorte. Afinar os detalhes dessa perigosa conflagração foi o que demorou o anúncio, aqui em Cuba, das reformas às pesadas leis de imigração que regem há mil anos.

2. O orçamento comum: fiel ao anterior, Cuba e Venezuela discutem a possibilidade de estabelecer uma moeda única, (com o CUC como exemplo) e isso foi uma super trave. A idéia é que a economia de um país seja espelho da outra e alguns assessores venezuelanos desaconselharam isso, pois acreditam que a economia venezuelana é mais forte e poderia ver-se afetada. Fidel não transige e ofereceu retirar seu apoio irrestrito a Chávez, que está tão apaixonado por Fidel que está a ponto de dar as ordem necessárias para que com os aspectos econômicos se proceda a formalização de uma só pátria, espécie de CubaZuela.

3. A reforma migratória venezuelana: é um ponto gélido, pois alguns assessores venezuelanos (pouquíssimos, pois é um plano bastante bem guardado) se opõem. Consiste em repetir as proibições que todos os cubanos têm para sair do país desde há mais de 40 anos, com o objetivo de dizimar a oposição e as classes mais poderosas, primeiras a ir-se do país, no caso em que uma medida deste tipo se imponha e, além disso, dar passagem livre aos negócios do narco-tráfico entre ambos os países, pois se reduziria quase à sua mínima expressão o tráfego aéreo em Caracas e isso facilitaria muito os embarques de droga. A idéia é que, com exceção de Cuba como destino, os venezuelanos residentes na Venezuela não possam ter um passaporte em seu nome e não possam viajar a nenhum destino, a menos que um gabinete especial do Governo os autorize.

Um assunto que quase esqueço: com a dupla nacionalidade os cubanos, 10 milhões de pessoas, poderiam votar na Venezuela. Lembram-se dos 10 milhões de vantagem?

Aí lhes deixo essa informação. São cabos atados em dias de trabalho no CIMEQ e que chegaram até mim ou por ter escutado alguns comentários isolados da boca dos protagonistas, ou porque alguém de nosso grupo de limpadores e enfermeiros comentava, enquanto o Comandante Chávez esteve descansando e trabalhando várias proposições deste tipo com Fidel e mais ninguém. As fotos dele passeando com suas filhas e tudo isso eram montagens cuidadosas. Na realidade, as filhas estavam em outro lugar (uma luxuosa casa de protocolo) levando a grande vida, e vinham ao hospital quando havia oportunidade ou necessidade de foto.

Suponho que se descobrirá. É a mentira mais infame e a ação mais maligna que governante algum tenha jamais posto em prática. E o fez (me consta) guiado por Fidel Castro (a única pessoa a quem Chávez ouve e obedece). O que Castro quer é o dinheiro da Venezuela. O que Chávez quer é uma espécie de Império Caribenho com ele como imperador. Chávez está doente, sim. Mas da cabeça. De megalomania e de poder. Todo o resto, leia-se: o câncer terminal, a irreversibilidade de suas doenças e as intensas dores são mentira. Uma mentira infame muito bem montada pelos incrivelmente bem desenvolvidos, bem pagos e bem substanciados aparatos de inteligência do poder cubano.

Rogo-lhes difundir este e-mail e ter cuidado. Haverá sinais que afirmem o que digo aqui. H.L.A.

Deus abençoe a Venezuela!"

Aí está um relato absolutamente plausível e convincente. Lembro que, logo que surgiram os primeiros boatos do câncer de Chávez e depois a confirmação feita publicamente por ele mesmo, muita gente não acreditou e pensou que se tratava de mais um golpe tramado desde Cuba. O primeiro a levantar essa suspeita foi o jornalista venezuelano Rafael Poleo e eu também pensei o mesmo, considerando a máxima da “combinação de todas as formas de luta”, empregada largamente por todos os regimes comunistas. A mentira, para esta gente, é mercadoria de valor utilitário que é usada sempre e quando “a causa” necessitar, mesmo que se invente uma doença dessa gravidade. Vamos ver se se confirmam essas denúncias tão atrozes mas, espero em Deus, que no dia 7 de outubro este delinqüente seja desmascarado e banido definitivamente do governo da Venezuela e passe o resto de seus malditos dias na prisão, que é lugar de malfeitores, pagando por todos os seus abomináveis crimes.

Tradução e comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

As FARC já mandam na Colômbia!


Prisioneiros políticos vítimas de falsos testemunhos, condenados pela máfia togada que só defende terroristas

Volto a falar sobre a situação da Colômbia porque é gravíssima e não vejo a mídia noticiar nada do que se passa, a não ser, fazer coro com as FARC e seus seguidores. Cada dia que passa as coisas tornam-se mais horrendas, tensas e indignas, e observo que o que se divulga não reflete absolutamente NADA da realidade. A imprensa afirma, feliz, que os colombianos estão aprovando esta aberração e que a popularidade de Santos está subindo depois do anúncio deste “acordo” infame. Nada mais falso!!! Só quem está aprovando são aqueles que se beneficiarão com a impunidade, ou seja, as FARC e seus seguidores como os tais “Colombianos pela Paz”, ONG criada pela porta-voz das FARC “Teodora de Bolívar”, os políticos “ex” terroristas, os “padres” comunistas e a Justiça a serviço dos terroristas de todos os matizes.

Hoje a situação está da seguinte maneira: o ex-juiz Baltazar Garzón terá um programa no Canal Capital, televisão estatal dirigida pelo jornalista das FARC Hollman Morris, com o sugestivo título “Como vão a paz e os direitos humanos?”. Na Espanha esse juiz está suspenso de suas funções após julgamento por escutas ilegais em processos. Desempregado, logo recebeu apoio do traidor Juan Manuel Santos e hoje aparece como “assessor” da OEA na Colômbia sendo mantido com os impostos dos colombianos.

O Promotor Geral da Nação, Eduardo Montealegre (que deveria ser “triste” por seus atos infames) decretou que se suspendam imediatamente as ordens de captura e extradição contra os porta-vozes das FARC que estão “negociando” a tal “paz” e que serão expedidos salvo-condutos para que eles possam sair do país. As FARC JÁ estão mandando na Colômbia conforme desejava Marulanda, tanto é assim, que fizeram um vídeo onde Timochenko diz “chegamos à mesa de diálogos sem rancores nem arrogâncias” seguido de um “rap” debochadíssimo que diz em suas falas (me recuso a chamar aquilo de verso!):

“Vou para Havana desta vez para conversar
o burguês (referindo-se a Uribe) que nos procurava 
não nos pôde derrotar.

Vou para Havana, desta vez para conversar
com aquele que me acusava de mentir sobre a paz.

Vou para Havana, souberam com que emoção
Vou conversar a sorte de minha nação”.

Já no final dizem, com um sorriso na cara, dizem: “Nunca haverá rendição!” e o clip termina com Timochenko repetindo o bordão das FARC: “Juramos vencer e venceremos!”. Precisa mais? Vejam o clip:


 


Enquanto Timochenko dá as cartas e Santos diz aos colombianos que “tenham paciência”, as FARC continuam cometendo seus atos terroristas, emboscando, assassinando militares e civis, inclusive crianças, derrubando aquedutos e torres de transmissão de energia que deixam cidades inteiras às escuras, plantando minas e dizendo o quê, como, quando e onde o governo deve obedecer-lhes, e no tal “acordo” avisam que não vão cessar os ataques. A revolta entre os colombianos de bem - que são maioria -, ao contrário do que afirma a mídia brasileira, é imensa! Hoje a associação de militares da reserva ativa, ACORE, enviou um documento ao Governo solicitando participação na mesa de negociações de pelo menos três militares - que representem as três Forças - mais três do Ministério da Defesa. Para o general Jaime Ruiz as Forças Armadas são inegociáveis! E eles estão cobertos de razão, porque uma das primeiras coisas que as FARC vão fazer é acabar com o Tribunal Militar e perseguir ainda mais os militares que já estão presos injustamente sob acusações falsas, conforme venho denunciando ao longo desses dois últimos anos. 

Além disso, o general Jaime Ruiz teme que os guerrilheiros, agora anistiados de todos os seus crimes, conformarão as novas milícias substituindo os militares como já ocorre na Venezuela. E não era esse o sonho antigo das FARC, do Foro de São Paulo e do Bloco Regional de Poder Militar que denuncio desde 2008?

O ex-presidente Uribe vem sendo duramente atacado por denunciar que este “acordo” é um crime que se comete contra a Colômbia e os colombianos, e hoje, numa entrevista que ofereceu ao canal Caracol, ele referiu este “processo de paz” como “uma bofetada na democracia”. E diz, dentre outras coisas, que Santos perdeu dois anos de seu governo apenas se aproximando dos terroristas para tentar um diálogo, abandonando completamente a plataforma que o elegeu de dar continuidade à segurança do país. Assistam a essa entrevista magnífica aqui, pois por um problema técnico o código não pôde ser inserido.

E para que não reste nenhuma dúvida sobre o que afirma Uribe, traduzo abaixo parte de uma publicação do blog “Colombia grande y libre” onde eles denunciam que essas conversações vêm sendo feitas em Cuba desde 6 de outubro de 2011, cujo acordo já foi assinado desde 7 de março de 2012, tudo pelas costas do Congresso e do povo colombiano!

“Não há nada que negociar, TUDO já foi entregue por Santos às FARC, com a assinatura de umas capitulações vergonhosas, pelas costas do país e em segredo, sob a vigilância de dois governos comunistas.

Cumprimos o dever patriótico de denunciar a assinatura dos acordos de ‘paz’ em Havana por parte de Juan Manuel Santos, Luciano Marín Arango, cognome “Iván Márquez” e Timoleón Jimenez, cognome “Timochenko” em 7 de março de 2012 em Havana, Cuba, como conclusão final das mesas de negociação e diálogo que se instalaram em segredo e pelas costas do país na mesma cidade, em 6 de outubro de 2011, lideradas pelo Alto Comissionado em Segurança e Alto Comissionado para a Paz, Sergio Jaramillo Caro. Foram garantidores e testemunhas desse acordo os presidentes da Venezuela e de Cuba, Hugo Chávez Frías e Raúl Castro. Os governos da Noruega e da Venezuela desempenharam os papéis de financiadores e de logística de tais mesas de negociação.

Colocamos isto para conhecimento da opinião pública, com a finalidade de que o povo colombiano se pronuncie contra um acordo que não foi autorizado pelo Congresso da Colômbia, nem pela Constituinte Primária. Não podemos confiar em Santos com o engano de que apenas vai instalar as mesas de conversações. É uma farsa bem montada para nos fazer crer que as FARC cederam, porém a verdade é que tudo foi concedido nas mesas de capitulações, mal chamadas de conversações. 

Deixamos o seguinte documento como constância histórica e para sua avaliação, amigo colombiano. Evitemos que o futuro de nossos filhos e não sabemos de quantas gerações mais, seja hipotecado ao comunismo internacional, pela assinatura infame de um traidor e covarde, o presidente liberal Juan Manuel Santos”.

Traduzi apenas o começo da publicação e o restante vocês podem ler aqui. É estarrecedor o que Santos está tramando contra seu próprio povo, apenas para satisfazer sua vaidade pessoal desmedida e doentia de re-eleição ou Prêmio Nobel da Paz, sem levar em consideração que deu às FARC um status de Estado dentro do próprio Estado Colombiano, uma vez que as reconhece como um “interlocutor” legítimo com o qual se possa negociar. Isto é crime de lesa-pátria e é como TRAIDOR que ele será lembrado pela história!

É este o cotidiano da Colômbia: ataques terroristas sem cessar contra civis indefesos, enquanto falam de "paz". E são esses monstros que muito em breve vão governar o país. Santos, você é um monstro abjeto igual às FARC!

Cabe lembrar, ainda, que nesse acordo não se falou uma só palavra nas milhares de vítimas seqüestradas, nem na entrega de armas, nem no fim do narco-tráfico. Só as FARC deram as cartas. As fotos que ilustram esta edição de hoje mostram a situação real da Colômbia: os presos-políticos que não cometeram NENHUM crime, encarcerados injustamente, muitos condenados a penas que equivalem a prisão perpétua. E a outra, chocante, mostra um atentado ocorrido em 27 de agosto último, quando este maldito “acordo” já havia sido assinado! É o destino de todo o nosso continente que está em jogo, portanto, não fechem os olhos a esta realidade dramática, porque se as FARC chegarem mesmo ao poder político na Colômbia, será o fim de todos nós. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

FARC: os novos "donos" da Colômbia

Juan Manuel Santos Calderón, TRAIDOR!  Atualmente o maior inimigo da Colômbia!

Desde a semana passada a Venezuela e a Colômbia estão ardendo em chamas, a primeira literalmente, mas como só agora posso atualizar o Notalatina deixo a Venezuela para outro dia, uma vez que o que vem ocorrendo na Colômbia é de uma gravidade assombrosa que precisa ser denunciado urgentemente. O que vou comentar aqui já foi publicado na mídia nacional, entretanto, como tudo o que se publica no Brasil sobre as FARC é para louvá-las e incensá-las, esta edição apresentará vários vídeos e links para documentos que comprovarão minha denúncia e que são frontalmente opostas às publicadas no Brasil.

Quem acompanha o Notalatina, lê meus artigos ou os que traduzo de colombianos, conhece as denúncias que venho fazendo da traição de Santos desde o dia seguinte à sua posse. Em junho desse ano fiz uma denúncia acerca da lei “Marco para a Paz”, do senador Roy Barreras, e que foi finalmente aprovada no mesmo dia (15 de maio) em que Dr Fernando Londoño sofria um atentado perpetrado pelas FARC em pleno centro de Bogotá. Essa lei, apenas para lembrar, oferece o perdão e esquecimento aos crimes de lesa-humanidade cometidos pelos bandos delinqüenciais colombianos, sobretudo as FARC, enquanto a cada dia que passa mais e mais militares que defendem e defenderam o país desses terroristas estão sendo julgados e encarcerados, com testemunhas e testemunhos FALSOS, condenados a longuíssimas penas como pessoas que representam “um perigo para a sociedade”.

Quando estive em Bogotá ano passado, o jornalista e amigo pessoal Ricardo Puentes Melo, me confidenciou que tinha informações desde maio de que Santos estava em “conversações” com as FARC para “negociações de paz”. Não anunciei isto porque ele me pediu reserva, pois ainda não tinha as provas daquela afirmação, embora asseverasse que sua fonte era de credibilidade A1. Passou-se um ano dessa conversa e os rumores corriam na Colômbia nesse sentido, embora Santos sempre negasse, alegando que “quando o momento propício chegasse” os colombianos seriam informados por ele. Ocorre que tudo estava sendo tramado desde fevereiro deste ano, às escondidas, em encontros secretos realizados em Cuba, cujos ditadores, junto com Hugo Chávez, são os maiores padrinhos e promotores das FARC.

Então, no dia 23 de agosto, através do canal estatal colombiano Canal Capital Bogotá, é anunciado o que todos sabiam e temiam: “O governo anunciará nos próximos dias o início do processo de paz com as FARC”. Mais absurdo do que a notícia em si, é saber que todas as informações a serem divulgadas estão sob o controle do canal chavista TeleSul, conforme pode-se comprovar aqui. E no dia 27 o país é sacudido por este terremoto: o início das conversações estão sendo feitos em Havana, entre membros do governo e das FARC, como se fossem dois Estados em conflito com os mesmos direitos legais garantidos pela Convenção de Genebra. No Brasil esta aberração, feita pelas costas e sem a participação dos cidadãos colombianos sobre seu próprio destino, foi comemorada como um fato “auspicioso”, segundo Editorial de O Globo de ontem. 

É imperioso se observar que são as FARC quem estão determinando TUDO acerca desse “acordo de paz” que será feito em Cuba, tendo como “garantidores” a Venezuela de Chávez e os Castro, de que tudo o que for acordado será rigorosamente cumprido. Ora, “Timochenko”, o cabeça das FARC, é formado em Cuba e na Rússia, e vive numa fazenda de Adan Chávez, irmão do ditador, segundo denúncias do corajoso padre venezuelano José Palmar. Chávez abriga em seu território, além de Timochenko, Rodrigo Granda que é um dos “negociadores” por parte do bando terrorista, “Iván Marquez”, “Pablo Catatumbo” e outros cabeças do ELN, fatos absolutamente comprovados por fotos de satélite, cuja denúncia feita por Uribe à OEA, foi providencialmente retirada tão logo Santos assumiu o governo.

Além disso, segundo os Estados Unidos, Cuba é o maior patrocinador das FARC junto com a Venezuela, e são estes dois países os que estão dando as cartas para tal acordo. Estão apoiando essa idéia macabra e criminosa os países e organizações afins ao bando terrorista como o próprio Foro de São Paulo que alberga todos os países comunistas dos três continente, a ALBA, a UNASUL, a Izquierda Abertzale, que desde o início do ano vem se imiscuindo na Colômbia apoiando a mais nova organização das FARC, a “Marcha Patriótica”, e que deu esta declaração há poucos dias:


 

Ocorre que no ano passado o bando terrorista ETA (Euskal Erria) anunciou o fim de suas atividades delitivas e o desejo de se integrar à vida política do país, entretanto, JAMAIS depuseram as armas e há pouco (no início desse ano) voltaram a delinqüir.

Este documento que o Notalatina apresenta com exclusividade para o Brasil, até então secreto e que foi descoberto e denunciado pelo ex-vice-presidente Francisco Santos, cita a data em que começaram as negociações, bem como o plano traçado em todos os seus aspectos. Embora digam em todo o documento que “A construção da paz é um assunto da sociedade em seu conjunto que requer a participação de todos, sem distinção, o respeito pelos direitos humanos em todos os confins do território nacional é um fim do Estado...”, o povo colombiano, cujo destino está sendo decidido por um bando narco-comuno-terrorista que não cessa sua barbárie e crimes de lesa-humanidade, sequer foi informado de que se estava gestando tal acordo! Do mesmo modo, no dia 26 de agosto as FARC cometeram mais um de seus atentados contra este povo do qual elas se dizem representantes, colocando uma bomba num taxi que deixa 6 mortos, dentre elas duas crianças. E são esses monstros que pretendem negociar o fim da guerra e que, apesar de demonstrar diuturnamente, todos os dias, que JAMAIS vão abandonar as armas e a violência, estão recebendo o apoio incondicional de quase todo o Congresso Nacional e das maiores autoridades judiciais do país.

Dentre os pontos a serem debatidos estão uma reforma agrária, que sem dúvida será a que as FARC já têm há anos e que decreta o fim da propriedade privada, a re-incorporação das FARC à vida civil - no plano econômico, social e político -, de acordo com seus interesses, revisão da situação das pessoas privadas de liberdade, processadas ou condenadas, por pertencer ou colaborar com as FARC. Quer dizer, nesse rol contempla-se com o perdão e a anistia à “embaixadora” das FARC, a ex-senadora Piedad Córdoba, cognominada “Teodora de Bolívar”, e todos os que hoje são suspeitos e ainda não julgados por seu envolvimento direto com o bando terrorista. As portas das cadeias serão escancaradas para os terroristas e lá dentro serão trancafiados os “perigosos” militares e policiais que cumpriram com o seu dever!

O lema das FARC é: "Juramos vencer e venceremos!" O risinho de deboche de "Timochenko" confirma

Como se essa monstruosidade já não fosse criminosa o suficiente, o Promotor Geral da Nação, Eduardo Montealegre afirmou que “se for necessário para conseguir a paz, prefiro Timochenko e Márquez no Congresso e não seqüestrando e semeando a Colômbia de violência”. Acrescentou ainda, o irresponsável e pró-terrorista Montealegre que “o Ministério Público apoiará o Governo no processo se for necessário entregar salvo-condutos a chefes guerrilheiros que vão ingressar no país. O ordenamento jurídico permite ao Presidente da República dar facilidades, solicitar suspensões de ordem de captura institucionalmente, e no marco da Constituição esse processo teria todo o apoio logístico e institucional por parte do Ministério Público”. É este o exemplo de uma das mais altas autoridades do país aos jovens: ser terrorista é o correto e legal!

Este documento de 1993 e atualizado em 2005, foi o que serviu de base para as propostas das FARC nesse tal “acordo de paz”. Nele, as FARC reafirmam que seu objetivo é a tomada do poder e insistem na necessidade de desenvolver o Partido Comunista Colombiano Clandestino (PC3), sustentado no  marxismo-leninismo-bolivarianismo. Esta é mais uma exclusividade do Notalatina que nenhum jornal brasileiro está interessado em conhecer, pois são coniventes com tudo o que o governo brasileiro, sócio das FARC, determina. Está em espanhol mas sugiro que leiam, assim como os vídeos apresentados aqui, pois NADA disto é denunciado ou discutido no Brasil.

E para encerrar, deixo-lhes com um vídeo do Editorial de hoje (30.08) do Dr. Fernando Londoño em seu programa radial La Hora de la Verdad, que reflete, com sua reconhecida eloqüência e clareza de exposição, toda a indignação que eu e todos os que conheceram este infame documento sentimos, ao tomar conhecimento da trama sórdida e criminosa que o presidente que foi eleito por mais de 9 milhões de colombianos que desejavam o fim do terrorismo das FARC, hoje o vêem entregar o país de bandeja aos verdugos de seu próprio povo. Ninguém, além do ex-presidente Uribe, expressou tão bem a perplexidade e revolta de todos os colombianos diante de ato mais brutal do que os próprios atentados, seqüestros, massacres, estupros e assassinatos de menores, destruição de aquedutos e linhas de transmissão de energia, minas terrestres semeadas pelo país. Com este infame acordo, as FARC passam a ser as novas donas da Colômbia e são elas que dão as cartas. Rezemos pela Colômbia porque amanhã poderemos ser nós as vítimas dessas monstruosidades. Fiquem com Deus e até a próxima!



Traduções e comentários: G. Salgueiro

sábado, 4 de agosto de 2012

Chavez: entre o MERCOSUL e o Mausoléu


O Notalatina ficou dois meses sem atualização, em decorrência de minha mudança e depois problemas em meu computador. Entretanto, tão logo essas inconveniências foram sanadas não parei de trabalhar: fiz uma palestra, escrevi artigos para o Jornal Inconfidência de Minas e para a Revista Vila Nova de Campina Grande, além de escrever e traduzir outros tantos que foram publicados nos sites Mídia Sem Máscara e Papéis Avulsos. E por que informo isso? Para justificar - sobretudo - àqueles que num ato de generosidade contribuem financeiramente para o meu trabalho, de modo que não pensem que quando não há atualizações no blog eu não estou fazendo nada.
No Brasil atualmente só se fala no julgamento do mensalão, não sem motivos mas, enquanto as pessoas estão entretidas com isso, o mundo continua girando e coisas escabrosas acontecendo aqui no nosso hemisfério. Uma delas, por exemplo, foi a oficialização do ingresso de Chávez - não da Venezuela, porque o objetivo era ajudar o “cumpanhêro” - no MERCOSUL, ato totalmente ilegal uma vez que o Paraguai foi apenas “suspenso” e que, portanto, seu voto legítimo não foi computado. Se a OEA acatar a destituição de Lugo, o Paraguai poderá voltar a fazer parte do MERCOSUL e reverter este ingresso com seu voto contra, entretanto, a Venezuela ameaça deixar de fazer parte da CIDH se a OEA der razão ao Paraguai. Quer dizer, tudo já está tramado para consolidar a farsa do ingresso de Chávez no bloco sul-americano e uma das razões encontra-se no “Protocolo de Ushuaia II” que blinda o mandatário de turno de qualquer ameaça de destituição.
O assunto que vou tratar hoje tem muito a ver com essa farsa. Primeiro, quando o MERCOSUL reuniu-se extra-oficialmente para rejeitar a deposição legal e constitucional do ex-bispo Lugo da presidência do Paraguai por imposição de Dilma, Argentina, Uruguai e Brasil acordaram dar o aceite da Venezuela no MERCOSUL, ato ilegítimo e ilegal pois não são os presidentes que decidem isto mas o Congresso de cada país.
Na última segunda-feira Chávez veio ao Brasil, muito providencialmente para oficializar seu ingresso e, de quebra, aproveitar para refazer seus exames. Ele vive dizendo que está curado, embora seu estado clínico continue em queda livre e, por determinação de Lula, o encontro foi marcado em Brasília onde ele poderia se consultar sem maiores alardes no hospital que serve a presidentes, ministros e outros membros das altas cúpulas. Tudo correu sob um manto de secretismo, porém, como sempre vasa alguma informação, Nelson Bocaranda, jornalista venezuelano que tem contatos dentro do governo venezuelano, nos informou através de seu Run-runes o resultado da análise que o ditador fez. Esses são os dados:
“O braço do fêmur esquerdo continua fraturado pela sobre-dose de exposição às radiações aplicadas em Cuba e em menor dose em Caracas. O tumor localizado na pélvis, assim como em outros órgãos, continua estacionado. A presença de células cancerígenas no duto sangüíneo continua sem parar. Os médicos atribuem isso ao excesso de esteróides aplicados para “parecer bem”. Todos recomendam sua pronta suspensão mas em vista do empenho do paciente em fazer campanha como se estivesse “curado”, aceitam que pelo menos diminua a dose a uma aplicação menor. Do mesmo modo quanto ao uso de morfina ou outros calmantes para a dor. A dose de Sertralina (comercialmente sob estas marcas Zoloft, Sertex, Altruline ou Besitrá), foi aumentada para 100 a 150 mg. diários. O resto dos medicamentos que ele vem consumindo durante os últimos 14 meses continuará sem modificações”. Um dado em que todos eles (cubanos - que vieram secretamente ao Brasil -, venezuelanos e brasileiros) coincidem é que Chávez repouse o máximo possível, coisa que seguramente ele não fará.
Chávez sabe que seu tempo se esgota e ficou deprimido com o resultado dos exames. Entretanto, o ingresso no MERCOSUL ajudou a elevar seu ânimo. E já nesse mesmo dia fez compras astronômicas à EMBRAER: seis aviões Embraer 190, pela empresa de aviação venezuelana CONVIASA no valor de US$ 271,2 milhões, e uma outra opção de compra de mais 14 aviões, o que pode elevar o contrato para US$ 904 milhões. E quem vai pagar essa conta? Comenta-se que a primeira parcela seria paga em setembro próximo, outras duas deverão ser feitas ainda este ano e mais três em 2013. Entretanto, Chávez tinha uma dívida com a Colômbia no valor de US$ 800 milhões que ficou acordado de pagar quando Santos refez as relações diplomáticas, mas até hoje esse compromisso não foi honrado. Do mesmo modo, a Refinaria Abreu e Lima, instalada em Suape (PE) numa parceria entre a PETROBRAS e a PDVSA, até hoje aguarda-se a parte que coube à Venezuela e o governo do estado havia anunciado meses atrás que, se Chávez não pagasse a parte que lhe cabe, iria romper o contrato.
Tudo isso Chávez está fazendo sabendo que vai deixar a conta para terceiros - que provavelmente não vão poder honrar por falta de recursos -, entretanto sua cabeça enferma de psicopata com delírios messiânicos não para por aí. Antes de conhecer que estava com câncer Chávez decidiu criar um mausoléu para guardar os restos mortais de Simón Bolívar, um monumento faraônico pago pelo massacrado contribuinte venezuelano. Todavia, no fim do ano passado, tendo a certeza de que seu caso é incurável, resolveu alterar as disposições do mausoléu, de modo a que ele também seja enterrado lá. É uma obra gigantesca, com espaço para abrigar 1.500 pessoas, toda em mármore. Sobre uma base elevada havia um ataúde e agora há dois. A inauguração estava prevista para fins de julho mas ainda não ocorreu por atraso na obra. 
O que o Notalatina apresenta hoje é uma matéria do site S.O.S Chávez, que teve acesso a documentos e fotos (todas publicadas aqui) que comprovam isto. Chávez tem pressa, e a confirmação dos exames no Brasil lhe deram a certeza de que não irá consolidar seu sonho de ser ditador vitalício, como seu amo Fidel Castro, a quem ele presta homenagem também neste mausoléu com uma bandeira de Cuba, completamente descabida pois Bolívar sequer passou por aquele país, muito menos foi seu libertador. Entre o MERCOSUL e o mausoléu tem um psicopata com síndrome de deus no meio. Desfrutem. Fiquem com Deus e até a próxima!
Exclusiva global: planos filtrados confirmam o posto de Chávez no mausoléu

Observem os DOIS ataúdes

Documentos secretos do governo que foram proporcionados a S.O.S Chávez confirmam o que dissemos anteriormente: Hugo Chávez está planejando que seu próprio corpo seja posto ao lado do de Simón Bolívar no Mausoléu Maciço que construiu, supostamente para o libertador da América do Sul.
A correspondência que recebemos documenta conversações entre o governo, os arquitetos e os fornecedores líderes na construção do monumento a Bolívar com relação à construção de uma segunda tumba. A primeira carta, datada de 2 de julho de 2012, é de Arnoldo García, gerente geral da empresa “Canteras y Mármoles”, uma empresa que faz trabalho de mármore, conhecida por estar envolvida na criação do Mausoléu do Libertador Simón Bolívar. (A carta) foi enviada ao Gabinete Presidencial de Planos e Projetos Especiais, e a Lucas Pou, o arquiteto de fora que foi contratado para a construção da estrutura. Seu conteúdo é bastante instrutivo, com medidas para uma “segunda base” no novo mausoléu. As medidas são consistentes com as de um ataúde padrão.

Além disso, nos foi proporcionada uma segunda carta. Esta, de Farruco Sesto, Ministro de Estado para a Transformação Revolucionária de Caracas e co-arquiteto do projeto, a Pou, autorizando a colocação da bandeira de Cuba dentro do mausoléu, junto com os seis países que Bolívar libertou da Espanha. No passado, Sesto e Pou trabalharam juntos, sendo donos de uma firma de arquitetura.

Não é preciso ser um expert em história para saber que Bolívar não tinha absolutamente nada a ver com a libertação de Cuba, ou com a história desse país. Acrescentar uma bandeira cubana às das nações que Bolívar libertou está fora de lugar e, pior ainda: é uma falta de respeito a seu legado. Quer dizer, a menos que um grande defensor de Cuba fosse ser enterrado junto a ele. Com sua lealdade a Fidel bem documentada, está claro que Chávez parece ser essa pessoa. Novos planos que obtivemos confirmam esta informação, posto que indicam a construção de uma segunda base e a localização da bandeira cubana.

Porém, mais que estas cartas e estes planos, nossa fonte, que é de alto grau no governo venezuelano, nos filtrou estas fotos reais do interior do mausoléu re-projetado. Dois ataúdes são claramente visíveis, do mesmo modo que os sete mastros de bandeiras - um a mais que o necessário para os estados Bolivarianos.

Fotos publicadas anteriormente de Elías Jaua e Francisco Sesto no interior do mausoléu, confirmam que estas imagens foram, de fato, tomadas dentro do local do descanso final de Bolívar. Entretanto, nossas novas imagens revelam que desde que essa foto foi tomada, um segundo ataúde foi acrescentado. O ataúde de Chávez poderia ser eliminado para a grande inauguração, porém está claro, a partir destas imagens, que ele está fazendo planos para permanecer ao lado de seu herói para a eternidade.

O mausoléu de 50 metros será inaugurado nas próximas semanas, embora falte meses para ser terminado. Sua construção atrasou-se e foi envolta em segredo. Talvez Chávez procure inaugurar seu lugar de descanso final, porém não será revelado ao mundo até sua morte iminente. 
A estrutura foi aclamada como a envergadura perfeita para um herói como Bolívar, e criticada como um reflexo exagerado do ego de Chávez e o suposto desejo de ser visto como uma re-encarnação do herói da independência. Chávez propôs o santuário, dedicado exclusivamente ao “Libertador”, há dois anos, quando decidiu que necessitava saber se o fundador principal da Venezuela havia sido envenenado. Porém, agora, muitos suspeitam de um duplo motivo.
Desde a exumação de seu corpo, refazendo sua imagem em 3-D para que se pareça com a sua, e inclusive mudando o nome de seu país, a fascinação de Chávez com Bolívar não faz senão confirmar sua crença de que ele é um herói predestinado da Venezuela. Estas ações, junto com seu recém criado mausoléu, são suas tentativas de se vincular estreitamente com Bolívar e repousar com ele no mesmo lugar para sempre. A evidência atual só põe de manifesto que enquanto pronuncia para si mesmo que está “curado”, está em segredo fazendo planos para assegurar seu legado.



Para ver as fotos, os planos e as cartas em tamanho normal, clique nos seguintes links: 
Carta de Arnoldo García a Lucas Pou: http://bit.ly/Qyr5s3
Carta de Lucas Pou a Francisco Sesto: http://bit.ly/ReGcGo
Plano do novo mausoléu com um segundo ataúde e sete mastros: http://bit.ly/Np3YIU
Fotos de Elías Jaua e Francisco Sesto no mausoléu: http://bit.ly/NdrSIs
Foto do novo mausoléu com os dois ataúdes e sete mastros: http://bit.ly/Qyrfj6
Foto do novo mausoléu com duas bases: http://bit.ly/OEllrD
Foto do novo mausoléu para os restos de Bolívar e Chávez: http://bit.ly/N21btm
Comentários e tradução: G. Salgueiro