O Notalatina volta a abordar a questão da saúde de Chávez e sua misteriosa visita a Cuba nesse fim de semana, trazendo informações recentes, embora já tenha sido publicado nos jornais brasileiros. Conforme anunciei na edição de ontem, busco minhas informações através das fontes primárias e não de “orelhada” ou boatos que circulam pela rede, e muito menos no que se publica nos jornais brasileiros. E afirmo isto com a convicção de que notícias são fatos e não histórias inventadas por palpiteiros, e é como tal que devem ser reportadas.
É constrangedor, mas não posso me calar pela vergonha a que fomos (os brasileiros todos) submetidos perante o mundo, quando o jornalista Merval Pereira, de O Globo, publicou em seu blog a informação de que Chávez estava com metástase e já havia atingido o fígado. A notícia espalhou-se pela rede e ganhou o mundo, porque todos os países estão atentos a isto, menos o Brasil. E em decorrência desta afirmação em seu blog, Merval Pereira foi entrevistado na semana passada pela “Actualidad Radio 2010” dos Estados Unidos, pois acreditavam que ele daria informações concretas e confiáveis sobre o que postou em seu blog. Escutem aqui a entrevista que ele deu à tal rádio, especificamente durante o minuto 3:16, onde o entrevistador lhe pergunta se ele viu os documentos que comprovam a metástase que atingiu o fígado. É isto que me faz corar de vergonha porque nos jornais do exterior diz-se que esta notícia “vazou do Brasil”, citando o tal jornalista como fonte confiável e me envergonha mais ainda, quando a notícia que O Globo informa hoje reafirma que seu famoso articulista “já havia antecipado a notícia”. Isto é uma vergonha, pois passamos para o mundo a imagem de um jornalismo irresponsável e fofoqueiro, uma vez que nada do que afirmou o tal jornalista tem sustentação em provas e hoje mostra-se não ser verdadeiro.
O que há de concreto e correto, é o que vem informando o jornalista Nelson Bocaranda: o estado de saúde de Chávez piorou, ele tem tomado esteróides para parecer “saudável” (daí a inchação excessiva), viajou sábado para Cuba mas ninguém sabia, até então, o que havia se passado na ilha e qual era o real quadro clínico dele até aquele momento da publicação. Chávez voltou no domingo à noite de Cuba e hoje falou publicamente, revelando que após exaustivos exames constatou-se que há novas lesões no mesmo local onde foi detectado o câncer, quer dizer, no cólon.
O que segue abaixo é a tradução da matéria publicada em Globovisión hoje à tarde, tendo ao final a entrevista que Chávez deu de manhã cedo.
O presidente Hugo Chávez informou que deverá ser submetido a uma nova intervenção cirúrgica para extrair uma “lesão de 2 centímetros de diâmetro” que lhe foi diagnosticada no mesmo local onde foi “extraído um tumor há quase um ano”. Ele assinalou que viajou no sábado a Cuba para realizar exames rigorosos que encontraram esse resultado. “Não tenho metástase em nenhuma parte”, disse.
“Supõe-se menos complicada (a operação) que a anterior. Estou em boas condições físicas para enfrentar essa batalha. Sei que assim como alguns se alegram, a maioria sofrerá por isto. Peço-lhe perdão, pois não quero fazer meu povo sofrer”. Chávez indicou que uma vez extraída a lesão, será verificada para ver se tem relação ou não com o tumor anterior: “Que ninguém se alarme, que ninguém se alegre”, comentou.
Ele acrescentou que na noite desta terça-feira ou na quarta-feira avaliará com sua equipe onde se realizará a intervenção cirúrgica. “Há várias possibilidades”, disse. O mandatário nacional fez o anúncio desde o Complexo Industrial Santa Inés, localizado no estado Barinas, lugar ao qual chegou há duas noites desde Cuba.
Bem, o resto da matéria não interessa, pois falava de Carnaval e quero me ater somente à questão de sua saúde. Ao contrário do que muita gente imagina, torço, sinceramente, para que ele se recupere e possa pagar na justiça por todos os crimes que cometeu. Morrer não é solução para tantas desgraças que este infeliz provocou não só ao seu país e seu povo que ele hipocritamente diz amar, mas aos outros vizinhos do continente. Ademais, morrer agora, em plena campanha presidencial, o transformaria da noite para o dia em “herói” e “mártir” dos comunistas. Assistam ao vídeo, fiquem com Deus e até a próxima!
Desde o último sábado à noite circulam rumores acerca da saúde de Chavez, notícias que se espalharam como rastilho de pólvora, primeiro dando conta de que ele havia sido internado às pressas para uma cirurgia, e nessa madrugada, que ele havia entrado em coma e estava com morte cerebral.
Evidentemente que não comentei nada, tampouco publiquei porque não havia qualquer confirmação. Hoje pela manhã recebi o vídeo que segue abaixo, onde um correspondente em Caracas, do canal RCN24, da Colombia, informa que há muitos rumores na Venezuela, uma vez que Chávez não apresentou seu programa dominical “Alô, Presidente!”, e que sua última aparição pública foi na sexta-feira, quando xingou de todas as maneiras o candidato presidencial da oposição, Henrique Caprile Radonski (HCR), vencedor das primárias no fim de semana anterior. Ainda não há nada certo, porém, o jornalista Nelson Bocaranda, que é muito conceituado e respeitado na Venezuela por sua seriedade e por ter acertado todas as informações que forneceu acerca da doença de Chávez, desde antes dele ir aos canais de televisão anunciar que estava com câncer, escreveu hoje uma nota a respeito que parece aproximar-se mais da verdade.
Se no decorrer da semana isto ficar provado que não passou de mais uma especulação, o próprio Bocaranda anunciará em sua coluna “Run runes”, e com prazer eu também divulgarei aqui, porque o que ambos queremos é informar a verdade dos fatos, com provas, bem ao contrário de certos festejados jornalistas brasileiros que escrevem coisas que ouviram de “orelhada”, sem provas, sem documentos e sem qualquer confirmação do que afirmam do alto de sua total irresponsabilidade. Fiquem com Deus e até a próxima!
Barinas e Cuba com a tensão desbocada por questionamentos graves sobre Hugo Rafael Chávez Frías
Nelson Bocaranda Sardí
Em vista de que foi todo um dia, ou melhor, todo um fim de semana carregado de rumores sobre a saúde presidencial, quis contribuir com alguns dados confidenciais com os quais me deito esta noite após haver contactado minhas fontes na ilha de Cuba, desde Miami. As mesmas fontes que me permitiram conhecer e revelar o padecimento de um câncer por parte do presidente venezuelano Hugo Rafael Chávez Frías, no passado mês de julho de 2011.
Seguindo com meu respeito pelo paciente e sua enfermidade, demonstrado nestes meses e reconhecido pelo próprio paciente “impaciente”, quero fazer constar estes cinco tweets que passei na madrugada e que nos dão uma idéia do que está acontecendo na capital cubana.
Várias vezes escrevi nestas páginas e em minha coluna de El Universal que o mandatário não levou a sério nem os médicos, nem os familiares e nem sequer seu octogenário mentor Fidel Castro, quanto ao repouso requerido para superar os estragos da enfermidade e o devastador efeito da quimioterapia. Pior ainda é o fato de que Chávez, para competir e atacar o candidato opositor eleito nas primárias democráticas, fez esforços sobre-humanos aplicando-se esteróides para dissimular sua enfermidade, e fazer crer a seus seguidores que está com saúde e inteiro para ganhar por outros seis anos a presidência venezuelana.
Um trio de médicos do Brasil, que a pedido expresso do ex-presidente Lula da Silva confrontaram seus informes com outros médicos que cuidam de Chávez - entre os quais estão três cubanos, dois espanhóis e um venezuelano de ascendência judia -, recomendaram ele parar de imediato com o uso desses esteróides pelo dano colateral que estavam causando.
Devemos lembrar que nos planos anunciados desde agosto passado, tinha-se previsto a retomada do tratamento com quimioterapia em março - menos aconselhável após as 4 doses já colocadas - ou com radioterapia em órgãos específicos, se fossem atingidos pela enfermidade.
A revisão que se faz em Cuba - visita à ilha que Chávez anunciou no dia de sua aparição após as primárias opositoras desde Cidade Bolívar na comemoração do Discurso de Angostura, assinalando que viajaria para preparar com Raúl Castro dois encontros futuros como a Cúpula da ALBA e outra reunião -, serve para avaliar se há possibilidade ou não de outra operação.
As distintas publicações desde o jornal Miami Herald e outros diários globais, referindo que a enfermidade não se havia detido senão que, pelo contrário, avançou, deu margem a todo tipo de especulações no fim de semana.
Copio o que informei esta madrugada. Que esta nota adicional sirva como apresentação dos tweets enviados.
Meus tweets da madrugada de hoje, segunda-feira 20 de fevereiro de 2012:
Ao contrário do que vi anunciado hoje no Brasil, Ahmadinejad chegou por volta das 7 da noite ao aeroporto de Maiquetía, na Venezuela, sendo recebido pelo vice-Presidente Elías Jaua e por membros da comunidade iraniana residentes naquele país. Ele veio com uma enorme comitiva de cem pessoas, encabeçada pelos ministros Ali Akbar Salehi (Relações Exteriores), Shamsedin Hoseini (Economia), Mehdi Ghazanfari (Indústria, Comércio e Minas) e Majid Namju (Energia). Bem, se os “acordos” estão estritos ao campo comercial, por que vieram os ministros da Energia e de Minas? A edição de ontem dá as pistas.
Apesar da pressão que os Estados Unidos estão fazendo sobre o Estreito de Ormuz e das ameaças de Ahmadinejad sobre o fechamento daquele importante estreito que é por onde escoa grande parte do petróleo, o ditador iraniano não descumpriu sua agenda porque no momento essa visita que fará a seus aliados Chávez, os Castro, Ortega e Correa é estratégica e de importância capital para o médio-longo prazo.
No vídeo abaixo, produzido pela cadeia estatal VTV, reproduzido pela CNN em Espanhol, o jornalista Luis Carlos Vélez faz a cobertura e uma rápida análise desta visita e das impressões dos venezuelanos no país e no exterior, uma exclusividade do Notalatina.
Na edição anterior eu havia comentado a respeito da consulesa venezuelana em Miami que era, na verdade, uma espiã do SEBIN e que planejava, junto com o Irã, obter informações acerca das usinas nucleares dos Estados Unidos. Diante das denúncias apresentadas por organizações de venezuelanos exilados nos Estados Unidos, de Roger Noriega e da congressista Ileana Ros-Lehtinen ao Departamento de Estado, finalmente este organismo decretou a expulsão de Livia Acosta Noguera, consulesa em Miami, declarando-a “persona non grata”. A notificação foi-lhe dada na última sexta-feira, comunicando que ela deve sair dos Estados Unidos antes do dia 10 de janeiro. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado para a América Latina, William Ostick, que assinalou que não pode dar detalhes específicos sobre os motivos desta decisão, embora seja desnecessário a essa altura, “O Departamento de Estado informou à embaixada da República Bolivariana da Venezuela em 6 de janeiro que, de acordo com o Artigo 23 da Convenção de Relações consulares de Viena, Livia Acosta Noguera, consulesa-geral venezuelana em Miami, foi declarada persona non grata”.
Este artigo da Convenção de Viena estipula as condições pelas quais o Estado receptor do pessoal consular pode comunicar a qualquer momento ao Estado que envia, que um funcionário consular é persona non grata, ou que qualquer outro membro do pessoal já não é aceitável em seu país.
Hoje Chávez voltou a fazer sue programa “Alô, Presidente”, após sete meses ausente em decorrência do tratamento contra o câncer e disse que “Washington está inventando que o Irã, desde a Venezuela, desde Cuba, desde a Nicarágua está preparando ataques contra os Estados Unidos. (...) Isso tem que ser visto com cuidado, é uma ameaça contra nós”, e acrescentou que dá vontade de rir dessas declarações. Entretanto, os Estados Unidos estão se baseando em provas, como a participação da consulesa Livia Acosta em um complô para praticar atos terroristas de muçulmanos iranianos contra os Estados Unidos.
E o Notalatina apresenta com exclusividade para o Brasil o documentário produzido pela cadeia de televisão Univisión citado na edição anterior, que motivou esta apreensão nos Estados Unidos, e que insisto para que assistam toda a série de seis vídeos, pois eles são de importância capital para nós também. Na primeira parte, os jovens mexicanos contratados por um professor da Universidade Nacional do México (UNAM), que é agente a serviço de Cuba, contam como foi feito o contato com o embaixador do Irã no México e como montaram um esquema para descobrir e gravar todo o complô, onde aparece a consulesa venezuelana.
Em outra parte, mostra os planos para explodir um gasoduto nos Estados Unidos que teria dimensões catastróficas incalculáveis, maiores até do que os do World Trade Center, os centros muçulmanos na Argentina, Colômbia, Brasil, Venezuela e México, e o trabalho de recrutamento de jovens desenvolvido nesses países. Há ainda um depoimento do jornalista Antonio Salas, autor do livro “El Palestino”, do qual já comentei em artigos e, finalmente, o perigo que paira sobre nossas cabeças com esta aliança do Irã com o eixo Venezuela, Cuba, Nicarágua e Equador. O Notalatina encerra por hoje esta edição mas vai ficar atento ao desenrolar destes fatos. Fiquem com Deus e até a próxima!
Neste fim de semana a Venezuela recebe dois presidentes indesejáveis: Ollanta Humala, do Peru, que chegou hoje para estreitar laços com Chávez após acertos feitos durante a inútil reunião da CELAC, e amanhã à noite o ditador do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ele diz que vem “estreitar laços” com os países da América Latina, mas na verdade o que significa sua presença na Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador, é conspirar junto com seus aliados contra os Estados Unidos e Israel.
A esse respeito, existe muita preocupação por parte dos venezuelanos residentes no país e exilados no exterior, mas muito mais por parte de congressistas republicanos, notadamente a cubano-americana Ileana Ros-Lehtinen, que faz parte do Comitê de Relações Exteriores dos Estados Unidos. Todos pedem ao governo Obama que tome medidas mais drásticas em relação às investidas de Ahmadinejad que, como retaliação “preventiva”, fez um ensaio de mísseis de Teerã no Estreito de Ormuz.
Ahmadinejad já anunciou que empregaria toda sua força caso Washington não renuncie à presença de sua força naval no Golfo Pérsico, coisa que a Casa Branca já alertou que não fará, e o ditador iraniano ameaçou fechar o Estreito de Ormuz por onde transita 35% do tráfego marítimo de petróleo.
É sabido há anos que a Venezuela é rica não só em petróleo mas também em urânio, e que o interesse do Irã por aquele país não é somente por afinidades ideológicas com Chávez. Desde 2005 eu venho alertando sobre os negócios do urânio entre Venezuela e Irã, que pode-se ler numa nota desta edição aqui. Depois disso eu falei mais a respeito, inclusive nos misteriosos vôos Teerã-Caracas, nas fábricas de cimento, tratores e bicicletas, e os estados ricos nesse mineral, mas o tempo exíguo de que disponho para fazer esta edição não me permitiu pesquisar mais para re-publicar.
Entretanto, como esse tema agora tem tido comprovações e denúncias daquilo que os venezuelanos já desconfiam há tempo, publico nesta edição um artigo produzido pelo jornal espanhol ABC, publicado em 12 de dezembro passado, que é praticamente uma seqüência de outro publicado simultaneamente pelos sites Mídia Sem Máscara e Papéis Avulsos do Heitor De Paola. A foto que ilustra esta edição é uma vista aérea da “fábrica de tratores Venirán” que é, na verdade, uma empresa de fachada. Não deixem de ler os links indicados para compreender toda a trama por trás desta “inocente” visita, e o perigo que todos nós sul-americanos corremos com estas alianças nefastas. Fiquem com Deus e até a próxima!
O Irã procura urânio na Venezuela para desenvolver seu programa nuclear
O regime de Teerã utiliza suas concessões para a extração de ouro no país bolivariano e emprega várias empresas civis como fachada
Emili J. Blasco/Correspondente em Washington
Técnicos iranianos estabeleceram quais são as áreas de maior riqueza de urânio na Venezuela e já estariam extraindo o estratégico mineral sob a cobertura do regime de Hugo Chávez, de acordo com documentação confidencial à qual o jornal ABC da Espanha teve acesso. Não só o acordo de colaboração nuclear firmado entre ambos os países viola as sanções internacionais impostas a Teerã, senão que, além disso, uma complexa trama de empresas e bancos estaria permitindo ao Irã a lavagem de dinheiro para seu alívio financeiro.
Os últimos dados sobre colaboração militar, com a venda de aviões não-tripulados à Venezuela (transações comprovadas por este jornal) e a possibilidade de que também mísseis de fabricação iraniana já estejam em solo venezuelano (assim apontam algumas fontes mas sem evidência gráfica), fizeram soar os alarmes nos Estados Unidos. Esta semana a consulesa da Venezuela em Miami, Livia Acosta, poderia ser expulsa do país, depois que um documentário de Univisión revelou com uma câmera oculta sua implicação na obtenção de informação para cometer atentados em solo norte-americano.
A conexão do regime de Chávez com elementos do Hizbolah, já levou Washington a tomar medidas no passado, porém em meio à presente crise entre o Irã e os Estados Unidos a vinculação entre a república islâmica e a bolivariana começa a atrair a atenção da CIA. Assim revelou Roger Noriega, alto funcionário na administração Bush, que agora investiga a penetração do Irã na América Latina, em uma recente intervenção no American Enterprise Institute. A aproximação entre os dois países consumou-se em 2005, ano em que o presidente Jatami visitou Caracas. Chávez devolveu a visita em 2009, correspondida meses depois pelo presidente Ahmadinejad. Na documentação oficial desses encontros, que ABC pôde consultar, se contabilizavam alguns projetos de colaboração de 30 bilhões de dólares, cifra desmedida quando se analisa pormenorizadamente cada investimento. As vultosas quantias teriam como finalidade facilitar divisas ao Irã.
Vista aérea da "fábrica de tratores Venirán" (Crédito: jornal ABC da Espanha)
Entre os suspeitos investimentos está a fábrica de cimento Cerro Azul (na foto), no estado Monagas. Seu orçamento é de 750 milhões de dólares, o que no julgamento de consultores externos é desproporcional para a produção que deseja realizar. O fato de que leve seis anos planejada e ainda não começou sua produção, levou os grupos opositores a pensar que pode se tratar de uma empresa de fachada, principalmente quando ademais está proibido seu sobrevôo. Suspeitas não confirmadas apontam que a instalação, com fácil acesso ao rio Orinoco, poderia servir como lugar de carga do urânio que o Irã poderia estar obtendo no vizinho estado Bolívar, em uma concessão para a suposta extração de ouro.
Esta mina, igualmente sem permissão de sobrevôo, encontra-se em uma das áreas mais ricas em urânio da Venezuela. Embora a zona conte com jazidas de ouro, curiosamente a empresa pública iraniana que a explora, IMPASCO, não aparece na relação de companhias que extraem ouro na Venezuela. A IMPASCO, além de se ocupar de diversos minerais, está vinculada ao programa nuclear iraniano.
Determinar precisamente onde se encontram os pontos mais eficientes para a obtenção de urânio, foi tarefa dos técnicos iranianos que realizaram estudo geológico em 2007, para o Instituto de Indústria e Minas (INGEOMIN). O estudo foi apresentado depois por Chávez ante a OIEA para explicar seu projeto de erigir uma usina nuclear própria, cuja construção se encarregou a mesma companhia russa que levantou a central iraniana de Bushehr. Outra das zonas com potencial de urânio é em Baúl, no estado Cojedes.
Similar falta de atividade normal para o que seria sua produção declarada é a fábrica de tratores Venirán. Supostamente, o acoplamento de peças trazidas do Irã permitiria tirar da cadeia de montagem cerca de 3.000 tratores por ano, segundo os dados oficiais. Porém, o escasso número de trabalhadores e as medidas especiais de segurança fazem pensar em outro uso. Com duplo muro de segurança, o exterior está custodiado pela Guarda Nacional Venezuelana. Parte de seu interior só é acessível a pessoal iraniano. Em 2008, um total de 22 conteiners que partiam do Irã e se dirigiam à fábrica de tratores foram interceptados na Turquia: tratava-se de material químico supostamente para a fabricação de explosivos.
O Notalatina ficou muito tempo sem atualização num período crucial, onde incontáveis fatos ocorreram na Colômbia após o abate de Alfonso Cano, e entre Colômbia e Venezuela, em decorrência de problemas de ordem pessoal que ainda não acabaram. Entretanto, sempre estive conectada com amigos e correspondentes colombianos, além dos jornais e informativos daquele país que sempre me deixaram atualizadíssima, embora sem registrar nada aqui. Em decorrência disto, hoje eu não podia me furtar a fazer esta edição porque amanhã a Colômbia inteira, e os colombianos que vivem no exterior, estão programando uma mega passeata para reiterar, mais uma vez, que repudiam as FARC, repudiam seus incontáveis crimes e terrorismo, que só aceitam sua rendição completa e a devida condenação, que culminou com o brutal assassinato a sangue frio de quatro membros das Forças de Segurança (3 da Polícia e 1 do Exército) que estavam seqüestrados entre 12 e 14 anos.
Na última edição, em que anunciei que o chefe máximo das FARC fora abatido, ainda não se sabia quem o iria substituir mas arrisquei uma opinião, baseada nos estudos que faço há 12 anos daquele bando terrorista, e dias depois minha suposição se confirmou: o mais novo líder das FARC é Rodrigo Londoño Echeverri, cognome “Timoleón Giménez”, “Timochenko” ou “Timo”. Esse terrorista sempre manteve um baixo perfil, e foi revelado que sua nomeação como o novo líder deu-se automaticamente, por ser o mais antigo do Secretariado. mas ele não queria porque sabe que será caçado como os outros, ou então, se quiser salvar a pele, que se entregue, coisa que não fará.
“Timochenko” foi um dos gestores do PC3 (Partido Comunista Clandestino Colombiano) em 2000 e do Movimento Bolivariano, que prega a combinação de todas as formas de luta, copiado posteriormente por Chávez na Venezuela e que hoje tem tentáculos espalhados por toda a América Latina, inclusive o Brasil. Como todo comunista que se preze, “Timochenko” gosta de festas, bebidas caras e cigarrilhas. Faz parte do Secretariado Maior Geral das FARC desde 1993, como comandante do Bloco Magadalena Medio, e é (ou era) encarregado de coordenar suas distintas unidades para realizar ações terroristas contra a Força Pública e do narcotráfico.
Como a quase totalidade dos comandantes das FARC, “Timochenko” começou sua vida de bandido na Juventude Comunista (ala jovem do Partido Comunista) e em 1970 ingressou nas FARC. Em 1982 já era cabeça da Frente 9, depois foi estudar em Cuba a tática da guerra irregular. Voltou em 1986 como cabeça da Frente 16 e em abril desse mesmo ano foi designado o quinto cabeça (são sete no total) do Estado Maior Central. Depois estudou trabalhos de adestramento político na Rússia e em 1988 foi nomeado o cabeça do Bloco Oriental, estando desde 1993 sob o comando do Bloco Magdalena Medio.
Esse bloco é importante porque tem como zona de influência a fronteira com a Venezuela, onde se refugia no estado Zulia, daí que não se tenha dúvidas de que ele se move com facilidade entre os dois países, considerando o apadrinhamento que Chávez sempre deu a estes terroristas em seu país. Sobre “Timochenko” pesam 117 ordens de captura pelos delitos de terrorismo, seqüestro, rebelião, homicídio agravado, desaparecimento forçado e uma Circular Vermelha da Interpol emitida em 26 de janeiro de 2010.
Pois bem, logo após a operação que deu baixa em Alfonso Cano, a porta-voz das FARC, “Teodora de Bolívar”, cognome nas FARC da ex-senadora Piedad Córdoba, fez um pronunciamento dizendo que aquele “assassinato” iria pôr abaixo as negociações que vinham fazendo para libertar alguns seqüestrados, que “poderia haver retaliação” mas, na verdade, o que ela quis mesmo foi mandar um recado de que as FARC assassinassem os seqüestrados como forma de vingar a morte do líder. E no dia 26 de novembro teve-se a notícia do bárbaro assassinato que comoveu o país inteiro, principalmente pelo sargento Libio José Martínez que foi seqüestrado aos 21 anos, deixando sua esposa grávida. Ele nunca pôde conhecer o filho que hoje está próximo de fazer 14 anos e que nasceu e cresceu esperando, implorando às FARC e sonhando com sua libertação.
Depois desse brutal assassinato a sangue frio e pelas costas, em que os reféns estavam totalmente indefesos, desarmados, doentes e vulneráveis emocionalmente, as FARC emitiram um comunicado cínico e miserável em que “lamentam” a morte dos quatro militares e jogam a culpa no Exército e no Governo, exatamente como fizeram no assassinato dos 14 deputados do Valle del Cauca, que chocou a Colômbia inteira e que essa maldita guerrilha só admitiu ser de sua autoria, depois que encontrou-se as conversações sobre o fato nos computadores de Raúl Reyes. E lá havia o dedo imundo de “Teodora de Bolívar” dando “sugestões” sobre o que dizer a respeito dos assassinatos dos deputados.
Leiam um trecho desse cínico comunicado das FARC: “As FARC-EP lamentamos profundamente o trágico desenlace da demencial tentativa de resgate ordenada pelo governo colombiano no dia 26 de novembro no estado do Caquetá. Ao tempo em que estendemos nosso sentimento de pesar às famílias do sargento Libio José Martínez, do coronel Edgar Yesid Duarte, do major Elkin Hernández e do intendente Álvaro Moreno, denunciamos ante a opinião nacional e mundial que tal fato obedeceu ao afã do Presidente Santos e do alto comando militar por impedir sua iminente libertação unilateral”. Logo a imprensa servil ao comunismo fez coro a essa mentira infame e passou a vigorar a informação de que os seqüestrados foram assassinados porque militares do Exército “atacaram” o acampamento numa “tentativa de resgate”.
Infâmia! Mentira torpe e miserável porque JAMAIS as Forças Militares da Colômbia agiram com tanto amadorismo, tanta irresponsabilidade e tanta imperícia como querem acusá-los, as FARC e seus seguidores. Jamais! E esta infâmia fica comprovada através dos depoimentos de uma das guerrilheiras que estava nesse acampamento e resolveu se entregar, e do sargento Luis Alberto Erazo que escapou porque quando ouviu os disparos correu para dentro da selva, ao contrários dos seus amigos de farda e infortúnio que buscaram refúgio com os carcereiros.
Sargento Luis Alberto Erazo - Símbolo de coragem e fé, em Deus e no seu glorioso Exército Nacional
No áudio da entrevista que ofereceu à Caracol Radio, o sargento Erazo é taxativo: “O Exército não chegou ao lugar, foi a guarda da guerrilha quem disparou nos seqüestrados. (...) nesse momento eu corri para salvar minha vida, enquanto mataram meus companheiros a queima-roupa e sem aventurar-se a nenhum risco. (...) São uns mentirosos. Dias anteriores o comandante Arturo nos disse que ante disparos não deveríamos correr para fora mas para dentro, para que eles nos protegessem!”. E finaliza com um recado dura e firme: “A ‘Timochenko’ esteja onde estiver, lá lhe vai cair a Força Pública. A Força Pública chega até nos infernos!”. Ouçam abaixo o áudio dessa magnífica entrevista:
Detalhe: o sargento Erazo afirmou que rezava pelos guerrilheiros. Será que a oração não teve “nada a ver” com a sua liberdade são e salvo?
Esses últimos crimes foram a gota d’água que transbordou a taça da paciência dos colombianos que já estão demasiadamente fartos de tanto crime impune, de tanta crueldade com pessoas inocentes mas, sobretudo, de perder seus melhores filhos, seus heróis nacionais, ou assassinados pela guerrilha que sobrevivem com o apoio dos governos comunistas da América Latina e da Europa, ou então presos injustamente por crimes que são cometidos por esses bandos terroristas como FARC e ELN. Leiam este brilhante artigo do Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, meu amigo pessoal, que esclarece cabalmente tudo o que está acontecendo em relação ao poder desses bandidos sobre a vida dos cidadãos e do país, e este outro do Eduardo Mackenzie, outro querido amigo jornalista colombiano a respeito da importância do dia de amanhã que citei no início desta edição.
E para tanto, o país inteiro está mobilizado para a grande marcha intitulada “NÃO MAIS FARC!!!” à qual deveríamos nos unir porque isto tem a ver conosco SIM! Eu digo e repito e não canso de denunciar que o Brasil é responsável e afetado pela existência desse maldito bando narco-terrorista, na medida em que o governo se recusa a chamá-los pelo que são - TERRORISTAS -, dá refúgio político aos criminosos desse bando que procuram abrigo aqui, e porque são sócios através do Foro de São Paulo não só o PT mas o PSOL, o PCdoB, o PSB, o MR-8 e o PPS, além dos narcotraficantes do PCC, CV, ADA e assemelhados que assassinam milhares de nossos jovens todos os anos com a aquiescência da sociedade que não se informa, não se importa, não quer saber e continua repetindo que isso é “um problema da Colômbia”.
E para encerrar esta edição, ilustro com dois vídeos (curtinhos) feitos pelos organizadores das marchas na Colômbia, para que os brasileiros entendam que esse mal pode futuramente nos atingir de forma tão violenta como é hoje ha Colômbia. Fiquem com Deus e até a próxima!
O Notalatina informa em edição extraordinária para anunciar uma notícia que acabou de ser confirmada há poucos minutos pelo Ministério da Defesa colombiana: Alfonso Cano, chefe máximo das FARC, está morto!
No princípio da noite as notícias davam conta de que numa operação conjunta do Exército, da Polícia e da Força Aérea num bombardeio entre os municípios de Suárez, Jambaló y Toribio (Cauca), foram capturados Edgar López, cognome “Pacho Chino”, lugar-tenente de “Sargento Pascua”, comandante da Frente 6 das FARC e mais dois elementos de cognomes “el Indio Efraín” e “el Zorro”. Foi dado baixa em dois guerrilheiros, um homem e uma mulher, que presume-se seja a companheira de Alfonso Cano, enquanto o homem seria seu chefe de comunicações.
“Pacho Chino” é um dos chefes das FARC mais próximos de Cano e foi um dos responsáveis pelo assassinato dos 12 deputados do Valle del Cauca. Ainda segundo as notícias do início da noite, os militares teriam seguido um rastro depois do bombardeio e pelas feições do corpo encontrado, acreditavam que se tratava de Alfonso Cano. Entretanto, ainda aguardavam o processo de identificação.
Há dois meses Cano havia se transferido para o Cauca num processo de fuga. Cano estava do acampamento com “Pacho Chino” mas não foi encontrado logo. Agora o jornal “El Tiempo” estampa em sua primeira página: “Abatido Alfonso Cano, chefe máximo das FARC”, informando que já foi confirmada a notícia por altas fontes militares, da Polícia e do CTI do Ministério Público Geral da Nação.
Busquei mais informações nas páginas oficiais do Governo mas a notícia ainda não se encontra. Entretanto, não creio que o jornal “El Tiempo”, que pertence à família do presidente Juan Manuel Santos fosse dar uma notícia de tamanha gravidade e importância se não tivesse confirmado antes de publicá-la. Nesse momento assisto o informativo (ao vivo) do canal de tv “Cable Noticias” e tão logo tenha mais informações e mesmo vídeo, o Notalatina faz outra edição dando todos os detalhes.
Já especula-se quem seria o substituto de Cano e aventuro dizer que seria um dos comandantes do Estado-Maior Central das FARC, “Timochenko”. Mas prefiro aguardar mais informações.
Esse é um momento muito auspicioso para a Colômbia, produto do excepcional trabalho das Forças Militares e ainda das sementes que plantou o presidente Uribe. Oxalá esses heróis não sejam mais tarde condenados como “assassinos”, como tem sido a prática corrente na Justiça colombiana atualmente! Solidarizo-me com as Forças Militares e com todos os colombianos por momento tão importante, depois da depressão havida com as últimas eleições onde os bogotanos elegeram para prefeito da capital o terrorista do M-19 Gustavo Petro.
No próximo domingo, 30 de outubro, a Colômbia celebra eleições para governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Há muita tensão porque, conforme anunciou um jornal de Bogotá, estas eleições estão sendo as mais violentas dos últimos 8 anos, quer dizer, quando Uribe era presidente a violência arrefeceu através de seu exitoso Plano de Segurança Democrática, que Santos tem se esmerado em destruir. São eleições muito importantes, uma vez que a prefeitura mais cobiçada é a da capital do país, Bogotá, e dos três candidatos que disputam o que está no topo das pesquisas (segundo dizem os jornais de esquerda, o que duvido muito seja verdade) é o terrorista do M-19, Gustavo Petro ou “Comandante Aurelio”.
Sobre este elemento há uma dessas idiossincrasias que só num Estado onde a justiça é exercida por bandidos togados, onde muito deles são colaboradores de terroristas, pode fechar os olhos ao que rege a Constituição e permitir que Petro chegasse até o final das eleições quando, na realidade, ele está impedido para tal. Na década de 80, Petro foi sentenciado e cumpriu pena de prisão por porte ilegal de arma. Ele foi o cérebro do atentado contra o Palácio da Justiça mas não participou ativamente, pois na ocasião ele cumpria essa pena. Pois bem, na Constituição Federal reza que nenhuma pessoa que tenha cumprido pena por qualquer tipo de crime, exceto crime político, pode concorrer a cargos públicos, no entanto, este elemento nocivo não só faz de conta que desconhece isto, como exerce o cargo de senador da República e foi candidato presidencial nas eleições do ano passado. A Justiça Eleitoral SABE disso e, embora vários jornalistas tenham denunciado o descumprimento de sua inelegibilidade e solicitado que se cumprisse a lei, nada aconteceu e domingo ele estará concorrendo junto com os outros candidatos.
A prova da violência das FARC nesse período de campanha eleitoral evidenciou-se nesses dois últimos meses, onde em apenas 57 dias, 47 uniformizados (policiais e militares) foram assassinados, sendo o últimos deles num extremo ato de barbárie e crueldade. No dia seguinte à matéria que trazia esta contabilidade macabra, tomo conhecimento de que depois do ataque das FARC perto de Tumaco, este soldado (da foto) que, sem munição se escondeu em um banheiro da casinha onde estava alojados, enquanto prestavam o serviço de controle da passagem do rio por um sistema de prancha ou ferry-boat. Os terroristas do grupo “pasosuaves” (grupo especializado das FARC, os mais sanguinários) o encontraram e fuzilaram. O jovem sub-tenente comandante da patrulha assaltada prenderam-no e em seguida o degolaram! Assassinatos covardes e cruéis, por parte daqueles que dizem querer “a paz” e que se auto-denominam “exército do povo”!
Não sei o nome desses garotos de vinte e poucos anos de idade que serviam à sua pátria e que foram brutalmente assassinados pelas FARC, com a complacência de todas as ONG’s que “se dizem” de direitos humanos, inclusive deste mesmo Gustavo Petro que, tendo a oportunidade de denunciar em seus discursos de campanha, celebrou com seu silêncio cúmplice e criminoso. Cabe lembrar aqui, também, que até o ano passado este elemento peçonhento era um dos dirigentes do partido “Polo Democrático Alternativo” que é membro ativo do Foro de São Paulo e que mesmo tendo deixado o partido, permanece ligado diretamente a ele. Que Deus tenha piedade de suas almas e lhes conceda o repouso eterno, no lugar onde não há mais dor, nem sofrimentos, nem aflições. Descansem em paz, heróis guerreiros!
Agora, onde está o pseudo-defensor dos direitos humanos “Colombianos Pela Paz”, comandado pela ex-senadora porta-voz das FARC, Piedad Córdoba, a camarada “Teodora de Bolívar”? E o monsenhor Castrillón, que advogava junto às FARC para que estes assassinos se transformassem em partidos políticos? E a organização do padre comunista Javier Giraldo, que diz defender os direitos humanos dos mais pobres quando, na verdade, defende os terroristas das FARC? Nada! Não apareceu ninguém desse grupos para repudiar este ataque infame a um jovem soldado desarmado e ao seu também jovem comandante, mas ao contrário, denunciam com falsas acusações, com falsos testemunhos aqueles que combatem estes monstros abjetos!
Entretanto, o fato mais asqueroso que abalou a Colômbia na última semana foi a descoberta de uma fraude multi-milionária que a conhecida banca de advocacia Coletivo de Advogados José Alvear Restrepo (CAJAR) cometeu contra o Estado colombiano e contra o general Jaime Uscátegui no caso de Mapiripán. Em 1991, o CAJAR entrou com um processo na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, denunciando o Estado colombiano pelo “massacre” de 49 pessoas em Mapiripán. A CIDH acatou a denúncia do CAJAR e obrigou o Estado a pagar a astronômica soma de mais de $ 5.200 milhões de pesos por vítimas falsas, criadas por eles para desmoralizar o Estado e enriquecer-se. Hoje sabe-se que foram apenas 3 as vítimas e que o responsável é um coronel que vendeu-se ao CAJAR pagando Miami por cárcere, em troca de incriminar um inocente.
Este Coletivo lembra-me de um outro, brasileiro, cuja especialidade é fabricar “vítimas da ditadura militar”, para conseguir as famosas indenização e pensões como “reparação”. Do mesmo que a banca brasileira, o CAJAR vive de perseguir militares que combatem os terroristas e encontram respaldo na Corte Suprema de Justiça. É este mesmo coletivo que está processando os generais Jesus Arias Cabrales, Rito Alejo del Río e Iván Ramírez, além dos coronéis Luis Alfonso Plazas Vega e Hernán Mejía Gutiérrez, já fartamente demonstrado que as únicas testemunhas dos casos são falsas, fabricadas com o único intuito de destruir a honra, a dignidade e a vida destes heróis militares.
Então, nessa semana que passou uma mulher de nome Mariela Contreras, que foi beneficiada através de um falso testemunho dado na Costa Rica à CIDH, levada pelo CAJAR, declarou ante o Ministério Público que foi “induzida” por uma mulher a dizer que havia perdido o marido e os dois filhos no “massacre”, e que mesmo quando encontrou um dos filhos e foi informar ao Coletivo eles lhe disseram “deixe assim”. Ocorre que o marido desta senhora foi morto antes do propalado massacre, pelas FARC, e um de seus filhos “alistou-se” neste bando terrorista! No artigo “Testemunhas falsas e fraude processual”, vocês podem encontrar mais detalhes sobre esta aberração que foi cometida pelos para-militares mas que o CAJAR insiste em criar provas e dados falsos para condenar os militares, como o general Jaime Humberto Uscátegui, que não tinha NADA a ver com aquela jurisdição e foi condenado a 40 anos de prisão, tendo sido sentenciado há 12 anos e cumprido parte dessa criminosa pena.
O Coletivo de Advogados José Alvear Restrepo, diante da descoberta desta mega-fraude, reconheceu que cometeu “equívocos” contra o Estado colombiano e o pior: o ministro do Interior, Germán Vargas Lleras, achou “satisfatória” a explicação do tal coletivo. Disse ele: “Resulta satisfatório o pronunciamento que o coletivo de advogados, que defendeu essas vítimas, fez hoje, e que reconheceu que porá à disposição do Estado os recursos que recebeu por sua defesa nos processos onde foram reconhecidas algumas vítimas falsas no massacre de Mapiripán”.
Como assim? Então este bando de rábulas salafrários compra testemunhas falsas, rouba uma fortuna milionária do Estado (e disseram que vão devolver 400 mil pesos, apenas), cria um sem-número de vítimas inexistentes, acusa um homem inocente e ajuda a condená-lo a 40 anos de prisão, manchando sua honra, arruinando sua família, depois desculpa-se dizendo que “cometeu equívocos”, e o ministro do Interior diz que suas explicações foram “satisfatórias”??? E as perdas do general Uscátegui, quem se responsabiliza por elas? E por que ele ainda continua preso por um crime que não cometeu???
Ouçam esta entrevista que o general Uscátegui concedeu à RCN Radio de Bogotá na última sexta-feira e vejam como está a situação da justiça na Colômbia.
Alerto mais uma vez: as Forças Armadas e os militares e policiais de TODA a América Latina estão sendo vítimas imoladas no altar da impunidade para defender terroristas até destruí-los COMPLETAMENTE, pois esses casos que cito nesta nota, além do mais recente absurdo cometido contra o brilhante major Ordóñez há poucos dias, fazem parte dos planos do Foro de São Paulo e das FARC. Na Colômbia já está mais do que provada a inocência dos generais Arias Cabrales e Uscátegui, e do coronel Plazas Vega, mas eles continuam SEQÜESTRADOS pelo Estado por crime que NUNCA cometeram. No entanto, por que o Ministério Público, a Escola de Magistratura, a Corte Suprema de Justiça e quantos mais órgãos da Justiça haja com poderes, que não põem NA CADEIA os verdadeiros bandidos? Nós não temos mais o direito de nos iludir e pensar que isso não tem nada a ver conosco, pois este é um projeto continental e mais tarde nenhum militar vai poder dizer que não foi alertado. Aí está a tal “comissão da verdade” para confirmar o que digo e mais: vamos ver na prática como funcionam os Tribunais Revolucionários pois eles já começaram!
A Colômbia ainda era, para nosso continente, o último bastião de democracia, liberdade, lei e ordem, mesmo vivendo os horrores do narco-terrorismo e da imundície das guerrilhas. Depois da ascensão de Santos ao poder, a desmoralização e a destruição do moral das Forças de Segurança que estão sendo julgados como reles “assassinos” quando das mortes em combate, essas eleições tornam-se um motivo de grande preocupação. Que Deus abençoe a Colômbia e não permita a vitória dos maus amanhã, e que os colombianos não se esqueçam dos incontáveis crimes cometidos pelo M-19 rechaçando maciçamente este elemento peçonhento Gustavo Petro nas urnas.
Apesar de todas as minhas dificuldades em fazer estas atualizações, o Notalatina vai ficar alerta ao desenrolar do dia de amanhã na Colômbia. Fiquem com Deus e até a próxima!