segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ahmadinejad chega à Venezuela e a consulesa venezuelana é expulsa de Miami

Ao contrário do que vi anunciado hoje no Brasil, Ahmadinejad chegou por volta das 7 da noite ao aeroporto de Maiquetía, na Venezuela, sendo recebido pelo vice-Presidente Elías Jaua e por membros da comunidade iraniana residentes naquele país. Ele veio com uma enorme comitiva de cem pessoas, encabeçada pelos ministros Ali Akbar Salehi (Relações Exteriores), Shamsedin Hoseini (Economia), Mehdi Ghazanfari (Indústria, Comércio e Minas) e Majid Namju (Energia). Bem, se os “acordos” estão estritos ao campo comercial, por que vieram os ministros da Energia e de Minas? A edição de ontem dá as pistas.
Apesar da pressão que os Estados Unidos estão fazendo sobre o Estreito de Ormuz e das ameaças de Ahmadinejad sobre o fechamento daquele importante estreito que é por onde escoa grande parte do petróleo, o ditador iraniano não descumpriu sua agenda porque no momento essa visita que fará a seus aliados Chávez, os Castro, Ortega e Correa é estratégica e de importância capital para o médio-longo prazo.
No vídeo abaixo, produzido pela cadeia estatal VTV, reproduzido pela CNN em Espanhol, o jornalista Luis Carlos Vélez faz a cobertura e uma rápida análise desta visita e das impressões dos venezuelanos no país e no exterior, uma exclusividade do Notalatina.






Na edição anterior eu havia comentado a respeito da consulesa venezuelana em Miami que era, na verdade, uma espiã do SEBIN e que planejava, junto com o Irã, obter informações acerca das usinas nucleares dos Estados Unidos. Diante das denúncias apresentadas por organizações de venezuelanos exilados nos Estados Unidos, de Roger Noriega e da congressista Ileana Ros-Lehtinen ao Departamento de Estado, finalmente este organismo decretou a expulsão de Livia Acosta Noguera, consulesa em Miami, declarando-a “persona non grata”. A notificação foi-lhe dada na última sexta-feira, comunicando que ela deve sair dos Estados Unidos antes do dia 10 de janeiro. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado para a América Latina, William Ostick, que assinalou que não pode dar detalhes específicos sobre os motivos desta decisão, embora seja desnecessário a essa altura, “O Departamento de Estado informou à embaixada da República Bolivariana da Venezuela em 6 de janeiro que, de acordo com o Artigo 23 da Convenção de Relações consulares de Viena, Livia Acosta Noguera, consulesa-geral venezuelana em Miami, foi declarada persona non grata”.
Este artigo da Convenção de Viena estipula as condições pelas quais o Estado receptor do pessoal consular pode comunicar a qualquer momento ao Estado que envia, que um funcionário consular é persona non grata, ou que qualquer outro membro do pessoal já não é aceitável em seu país. 
Hoje Chávez voltou a fazer sue programa “Alô, Presidente”, após sete meses ausente em decorrência do tratamento contra o câncer e disse que “Washington está inventando que o Irã, desde a Venezuela, desde Cuba, desde a Nicarágua está preparando ataques contra os Estados Unidos. (...) Isso tem que ser visto com cuidado, é uma ameaça contra nós”, e acrescentou que dá vontade de rir dessas declarações. Entretanto, os Estados Unidos estão se baseando em provas, como a participação da consulesa Livia Acosta em um complô para praticar atos terroristas de muçulmanos iranianos contra os Estados Unidos.
E o Notalatina apresenta com exclusividade para o Brasil o documentário produzido pela cadeia de televisão Univisión citado na edição anterior, que motivou esta apreensão nos Estados Unidos, e que insisto para que assistam toda a série de seis vídeos, pois eles são de importância capital para nós também. Na primeira parte, os jovens mexicanos contratados por um professor da Universidade Nacional do México (UNAM), que é agente a serviço de Cuba, contam como foi feito o contato com o embaixador do Irã no México e como montaram um esquema para descobrir e gravar todo o complô, onde aparece a consulesa venezuelana. 
Em outra parte, mostra os planos para explodir um gasoduto nos Estados Unidos que teria dimensões catastróficas incalculáveis, maiores até do que os do World Trade Center, os centros muçulmanos na Argentina, Colômbia, Brasil, Venezuela e México, e o trabalho de recrutamento de jovens desenvolvido nesses países. Há ainda um depoimento do jornalista Antonio Salas, autor do livro “El Palestino”, do qual já comentei em artigos e, finalmente, o perigo que paira sobre nossas cabeças com esta aliança do Irã com o eixo Venezuela, Cuba, Nicarágua e Equador. O Notalatina encerra por hoje esta edição mas vai ficar atento ao desenrolar destes fatos. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários e traduções: G. Salgueiro


Documental La Amenaza Irani (Parte 1)



Documental La Amenaza Iraní (Parte 2)



Documental La Amenaza Iraní (Parte 3)



Documental La Ameneza Iraní (Parte 4)



Documental La Amenaza Iraní (Parte 5)



Documental La Amenaza Iraní (Parte 6)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Ahmadinejad e o negócio do urânio na Venezuela

Neste fim de semana a Venezuela recebe dois presidentes indesejáveis: Ollanta Humala, do Peru, que chegou hoje para estreitar laços com Chávez após acertos feitos durante a inútil reunião da CELAC, e amanhã à noite o ditador do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ele diz que vem “estreitar laços” com os países da América Latina, mas na verdade o que significa sua presença na Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador, é conspirar junto com seus aliados contra os Estados Unidos e Israel.
A esse respeito, existe muita preocupação por parte dos venezuelanos residentes no país e exilados no exterior, mas muito mais por parte de congressistas republicanos, notadamente a cubano-americana Ileana Ros-Lehtinen, que faz parte do Comitê de Relações Exteriores dos Estados Unidos. Todos pedem ao governo Obama que tome medidas mais drásticas em relação às investidas de Ahmadinejad que, como retaliação “preventiva”, fez um ensaio de mísseis de Teerã no Estreito de Ormuz.
Ahmadinejad já anunciou que empregaria toda sua força caso Washington não renuncie à presença de sua força naval no Golfo Pérsico, coisa que a Casa Branca já alertou que não fará, e o ditador iraniano ameaçou fechar o Estreito de Ormuz por onde transita 35% do tráfego marítimo de petróleo.
É sabido há anos que a Venezuela é rica não só em petróleo mas também em urânio, e que o interesse do Irã por aquele país não é somente por afinidades ideológicas com Chávez. Desde 2005 eu venho alertando sobre os negócios do urânio entre Venezuela e Irã, que pode-se ler numa nota desta edição aqui. Depois disso eu falei mais a respeito, inclusive nos misteriosos vôos Teerã-Caracas, nas fábricas de cimento, tratores e bicicletas, e os estados ricos nesse mineral, mas o tempo exíguo de que disponho para fazer esta edição não me permitiu pesquisar mais para re-publicar.
Entretanto, como esse tema agora tem tido comprovações e denúncias daquilo que os venezuelanos já desconfiam há tempo, publico nesta edição um artigo produzido pelo jornal espanhol ABC, publicado em 12 de dezembro passado, que é praticamente uma seqüência de outro publicado simultaneamente pelos sites Mídia Sem Máscara e Papéis Avulsos do Heitor De Paola. A foto que ilustra esta edição é uma vista aérea da “fábrica de tratores Venirán” que é, na verdade, uma empresa de fachada. Não deixem de ler os links indicados para compreender toda a trama por trás desta “inocente” visita, e o perigo que todos nós sul-americanos corremos com estas alianças nefastas. Fiquem com Deus e até a próxima!
O Irã procura urânio na Venezuela para desenvolver seu programa nuclear
O regime de Teerã utiliza suas concessões para a extração de ouro no país bolivariano e emprega várias empresas civis como fachada
Emili J. Blasco/Correspondente em Washington
Técnicos iranianos estabeleceram quais são as áreas de maior riqueza de urânio na Venezuela e já estariam extraindo o estratégico mineral sob a cobertura do regime de Hugo Chávez, de acordo com documentação confidencial à qual o jornal ABC da Espanha teve acesso. Não só o acordo de colaboração nuclear firmado entre ambos os países viola as sanções internacionais impostas a Teerã, senão que, além disso, uma complexa trama de empresas e bancos estaria permitindo ao Irã a lavagem de dinheiro para seu alívio financeiro.
Os últimos dados sobre colaboração militar, com a venda de aviões não-tripulados à Venezuela (transações comprovadas por este jornal) e a possibilidade de que também mísseis de fabricação iraniana já estejam em solo venezuelano (assim apontam algumas fontes mas sem evidência gráfica), fizeram soar os alarmes nos Estados Unidos. Esta semana a consulesa da Venezuela em Miami, Livia Acosta, poderia ser expulsa do país, depois que um documentário de Univisión revelou com uma câmera oculta sua implicação na obtenção de informação para cometer atentados em solo norte-americano.
A conexão do regime de Chávez com elementos do Hizbolah, já levou Washington a tomar medidas no passado, porém em meio à presente crise entre o Irã e os Estados Unidos a vinculação entre a república islâmica e a bolivariana começa a atrair a atenção da CIA. Assim revelou Roger Noriega, alto funcionário na administração Bush, que agora investiga a penetração do Irã na América Latina, em uma recente intervenção no American Enterprise Institute. A aproximação entre os dois países consumou-se em 2005, ano em que o presidente Jatami visitou Caracas. Chávez devolveu a visita em 2009, correspondida meses depois pelo presidente Ahmadinejad. Na documentação oficial desses encontros, que ABC pôde consultar, se contabilizavam alguns projetos de colaboração de 30 bilhões de dólares, cifra desmedida quando se analisa pormenorizadamente cada investimento. As vultosas quantias teriam como finalidade facilitar divisas ao Irã.
Vista aérea da "fábrica de tratores Venirán" (Crédito: jornal ABC da Espanha) 

Entre os suspeitos investimentos está a fábrica de cimento Cerro Azul (na foto), no estado Monagas. Seu orçamento é de 750 milhões de dólares, o que no julgamento de consultores externos é desproporcional para a produção que deseja realizar. O fato de que leve seis anos planejada e ainda não começou sua produção, levou os grupos opositores a pensar que pode se tratar de uma empresa de fachada, principalmente quando ademais está proibido seu sobrevôo. Suspeitas não confirmadas apontam que a instalação, com fácil acesso ao rio Orinoco, poderia servir como lugar de carga do urânio que o Irã poderia estar obtendo no vizinho estado Bolívar, em uma concessão para a suposta extração de ouro.
Esta mina, igualmente sem permissão de sobrevôo, encontra-se em uma das áreas mais ricas em urânio da Venezuela. Embora a zona conte com jazidas de ouro, curiosamente a empresa pública iraniana que a explora, IMPASCO, não aparece na relação de companhias que extraem ouro na Venezuela. A IMPASCO, além de se ocupar de diversos minerais, está vinculada ao programa nuclear iraniano.
Determinar precisamente onde se encontram os pontos mais eficientes para a obtenção de urânio, foi tarefa dos técnicos iranianos que realizaram estudo geológico em 2007, para o Instituto de Indústria e Minas (INGEOMIN). O estudo foi apresentado depois por Chávez ante a OIEA para explicar seu projeto de erigir uma usina nuclear própria, cuja construção se encarregou a mesma companhia russa que levantou a central iraniana de Bushehr. Outra das zonas com potencial de urânio é em Baúl, no estado Cojedes.
Similar falta de atividade normal para o que seria sua produção declarada é a fábrica de tratores Venirán. Supostamente, o acoplamento de peças trazidas do Irã permitiria tirar da cadeia de montagem cerca de 3.000 tratores por ano, segundo os dados oficiais. Porém, o escasso número de trabalhadores e as medidas especiais de segurança fazem pensar em outro uso. Com duplo muro de segurança, o exterior está custodiado pela Guarda Nacional Venezuelana. Parte de seu interior só é acessível a pessoal iraniano. Em 2008, um total de 22 conteiners que partiam do Irã e se dirigiam à fábrica de tratores foram interceptados na Turquia: tratava-se de material químico supostamente para a fabricação de explosivos.
Comentários e tradução: G. Salgueiro

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dia 6 de dezembro a Colômbia grita: "NÃO MAIS FARC!!!"



O Notalatina ficou muito tempo sem atualização num período crucial, onde incontáveis fatos ocorreram na Colômbia após o abate de Alfonso Cano, e entre Colômbia e Venezuela, em decorrência de problemas de ordem pessoal que ainda não acabaram. Entretanto, sempre estive conectada com amigos e correspondentes colombianos, além dos jornais e informativos daquele país que sempre me deixaram atualizadíssima, embora sem registrar nada aqui. Em decorrência disto, hoje eu não podia me furtar a fazer esta edição porque amanhã a Colômbia inteira, e os colombianos que vivem no exterior, estão programando uma mega passeata para reiterar, mais uma vez, que repudiam as FARC, repudiam seus incontáveis crimes e terrorismo, que só aceitam sua rendição completa e a devida condenação, que culminou com o brutal assassinato a sangue frio de quatro membros das Forças de Segurança (3 da Polícia e 1 do Exército) que estavam seqüestrados entre 12 e 14 anos.
Na última edição, em que anunciei que o chefe máximo das FARC fora abatido, ainda não se sabia quem o iria substituir mas arrisquei uma opinião, baseada nos estudos que faço há 12 anos daquele bando terrorista, e dias depois minha suposição se confirmou: o mais novo líder das FARC é Rodrigo Londoño Echeverri, cognome “Timoleón Giménez”, “Timochenko” ou “Timo”. Esse terrorista sempre manteve um baixo perfil, e foi revelado que sua nomeação como o novo líder deu-se automaticamente, por ser o mais antigo do Secretariado. mas ele não queria porque sabe que será caçado como os outros, ou então, se quiser salvar a pele, que se entregue, coisa que não fará.
“Timochenko” foi um dos gestores do PC3 (Partido Comunista Clandestino Colombiano) em 2000 e do Movimento Bolivariano, que prega a combinação de todas as formas de luta, copiado posteriormente por Chávez na Venezuela e que hoje tem tentáculos espalhados por toda a América Latina, inclusive o Brasil. Como todo comunista que se preze, “Timochenko” gosta de festas, bebidas caras e cigarrilhas. Faz parte do Secretariado Maior Geral das FARC desde 1993, como comandante do Bloco Magadalena Medio, e é (ou era) encarregado de coordenar suas distintas unidades para realizar ações terroristas contra a Força Pública e do narcotráfico.
Como a quase totalidade dos comandantes das FARC, “Timochenko” começou sua vida de bandido na Juventude Comunista (ala jovem do Partido Comunista) e em 1970 ingressou nas FARC. Em 1982 já era cabeça da Frente 9, depois foi estudar em Cuba a tática da guerra irregular. Voltou em 1986 como cabeça da Frente 16 e em abril desse mesmo ano foi designado o quinto cabeça (são sete no total) do Estado Maior Central. Depois estudou trabalhos de adestramento político na Rússia e em 1988 foi nomeado o cabeça do Bloco Oriental, estando desde 1993 sob o comando do Bloco Magdalena Medio.
Esse bloco é importante porque tem como zona de influência a fronteira com a Venezuela, onde se refugia no estado Zulia, daí que não se tenha dúvidas de que ele se move com facilidade entre os dois países, considerando o apadrinhamento que Chávez sempre deu a estes terroristas em seu país. Sobre “Timochenko” pesam 117 ordens de captura pelos delitos de terrorismo, seqüestro, rebelião, homicídio agravado, desaparecimento forçado e uma Circular Vermelha da Interpol emitida em 26 de janeiro de 2010.
Pois bem, logo após a operação que deu baixa em Alfonso Cano, a porta-voz das FARC, “Teodora de Bolívar”, cognome nas FARC da ex-senadora Piedad Córdoba, fez um pronunciamento dizendo que aquele “assassinato” iria pôr abaixo as negociações que vinham fazendo para libertar alguns seqüestrados, que “poderia haver retaliação” mas, na verdade, o que ela quis mesmo foi mandar um recado de que as FARC assassinassem os seqüestrados como forma de vingar a morte do líder. E no dia 26 de novembro teve-se a notícia do bárbaro assassinato que comoveu o país inteiro, principalmente pelo sargento Libio José Martínez que foi seqüestrado aos 21 anos, deixando sua esposa grávida. Ele nunca pôde conhecer o filho que hoje está próximo de fazer 14 anos e que nasceu e cresceu esperando, implorando às FARC e sonhando com sua libertação.
Depois desse brutal assassinato a sangue frio e pelas costas, em que os reféns estavam totalmente indefesos, desarmados, doentes e vulneráveis emocionalmente, as FARC emitiram um comunicado cínico e miserável em que “lamentam” a morte dos quatro militares e jogam a culpa no Exército e no Governo, exatamente como fizeram no assassinato dos 14 deputados do Valle del Cauca, que chocou a Colômbia inteira e que essa maldita guerrilha só admitiu ser de sua autoria, depois que encontrou-se as conversações sobre o fato nos computadores de Raúl Reyes. E lá havia o dedo imundo de “Teodora de Bolívar” dando “sugestões” sobre o que dizer a respeito dos assassinatos dos deputados.
Leiam um trecho desse cínico comunicado das FARC: “As FARC-EP lamentamos profundamente o trágico desenlace da demencial tentativa de resgate ordenada pelo governo colombiano no dia 26 de novembro no estado do Caquetá. Ao tempo em que estendemos nosso sentimento de pesar às famílias do sargento Libio José Martínez, do coronel Edgar Yesid Duarte, do major Elkin Hernández e do intendente Álvaro Moreno, denunciamos ante a opinião nacional e mundial que tal fato obedeceu ao afã do Presidente Santos e do alto comando militar por impedir sua iminente libertação unilateral”. Logo a imprensa servil ao comunismo fez coro a essa mentira infame e passou a vigorar a informação de que os seqüestrados foram assassinados porque militares do Exército “atacaram” o acampamento numa “tentativa de resgate”.
Infâmia! Mentira torpe e miserável porque JAMAIS as Forças Militares da Colômbia agiram com tanto amadorismo, tanta irresponsabilidade e tanta imperícia como querem acusá-los, as FARC e seus seguidores. Jamais! E esta infâmia fica comprovada através dos depoimentos de uma das guerrilheiras que estava nesse acampamento e resolveu se entregar, e do sargento Luis Alberto Erazo que escapou porque quando ouviu os disparos correu para dentro da selva, ao contrários dos seus amigos de farda e infortúnio que buscaram refúgio com os carcereiros. 
Sargento Luis Alberto Erazo - Símbolo de coragem e fé, em Deus e no seu glorioso Exército Nacional

No áudio da entrevista que ofereceu à Caracol Radio, o sargento Erazo é taxativo: “O Exército não chegou ao lugar, foi a guarda da guerrilha quem disparou nos seqüestrados. (...) nesse momento eu corri para salvar minha vida, enquanto mataram meus companheiros a queima-roupa e sem aventurar-se a nenhum risco. (...) São uns mentirosos. Dias anteriores o comandante Arturo nos disse que ante disparos não deveríamos correr para fora mas para dentro, para que eles nos protegessem!”. E finaliza com um recado dura e firme: “A ‘Timochenko’ esteja onde estiver, lá lhe vai cair a Força Pública. A Força Pública chega até nos infernos!”. Ouçam abaixo o áudio dessa magnífica entrevista: 




Detalhe: o sargento Erazo afirmou que rezava pelos guerrilheiros. Será que a oração não teve “nada a ver” com a sua liberdade são e salvo? 
Esses últimos crimes foram a gota d’água que transbordou a taça da paciência dos colombianos que já estão demasiadamente fartos de tanto crime impune, de tanta crueldade com pessoas inocentes mas, sobretudo, de perder seus melhores filhos, seus heróis nacionais, ou assassinados pela guerrilha que sobrevivem com o apoio dos governos comunistas da América Latina e da Europa, ou então presos injustamente por crimes que são cometidos por esses bandos terroristas como FARC e ELN. Leiam este brilhante artigo do Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, meu amigo pessoal, que esclarece cabalmente tudo o que está acontecendo em relação ao poder desses bandidos sobre a vida dos cidadãos e do país, e este outro do Eduardo Mackenzie, outro querido amigo jornalista colombiano a respeito da importância do dia de amanhã que citei no início desta edição.

E para tanto, o país inteiro está mobilizado para a grande marcha intitulada “NÃO MAIS FARC!!!” à qual deveríamos nos unir porque isto tem a ver conosco SIM! Eu digo e repito e não canso de denunciar que o Brasil é responsável e afetado pela existência desse maldito bando narco-terrorista, na medida em que o governo se recusa a chamá-los pelo que são - TERRORISTAS -, dá refúgio político aos criminosos desse bando que procuram abrigo aqui, e porque são sócios através do Foro de São Paulo não só o PT mas o PSOL, o PCdoB, o PSB, o MR-8 e o PPS, além dos narcotraficantes do PCC, CV, ADA e assemelhados que assassinam milhares de nossos jovens todos os anos com a aquiescência da sociedade que não se informa, não se importa, não quer saber e continua repetindo que isso é “um problema da Colômbia”.
E para encerrar esta edição, ilustro com dois vídeos (curtinhos) feitos pelos organizadores das marchas na Colômbia, para que os brasileiros entendam que esse mal pode futuramente nos atingir de forma tão violenta como é hoje ha Colômbia. Fiquem com Deus e até a próxima!







Traduções e comentários: G. Salgueiro

sábado, 5 de novembro de 2011

Alfonso Cano, chefe máximo das FARC, está morto!

Alfonso Cano: LIQUIDADO!


O Notalatina informa em edição extraordinária para anunciar uma notícia que acabou de ser confirmada há poucos minutos pelo Ministério da Defesa colombiana: Alfonso Cano, chefe máximo das FARC, está morto!
No princípio da noite as notícias davam conta de que numa operação conjunta do Exército, da Polícia e da Força Aérea num bombardeio entre os municípios de Suárez, Jambaló y Toribio (Cauca), foram capturados Edgar López, cognome “Pacho Chino”, lugar-tenente de “Sargento Pascua”, comandante da Frente 6 das FARC e mais dois elementos de cognomes “el Indio Efraín” e “el Zorro”. Foi dado baixa em dois guerrilheiros, um homem e uma mulher, que presume-se seja a companheira de Alfonso Cano, enquanto o homem seria seu chefe de comunicações.
“Pacho Chino” é um dos chefes das FARC mais próximos de Cano e foi um dos responsáveis pelo assassinato dos 12 deputados do Valle del Cauca. Ainda segundo as notícias do início da noite, os militares teriam seguido um rastro depois do bombardeio e pelas feições do corpo encontrado, acreditavam que se tratava de Alfonso Cano. Entretanto, ainda aguardavam o processo de identificação.
Há dois meses Cano havia se transferido para o Cauca num processo de fuga. Cano estava do acampamento com “Pacho Chino” mas não foi encontrado logo. Agora o jornal El Tiempoestampa em sua primeira página: “Abatido Alfonso Cano, chefe máximo das FARC”, informando que já foi confirmada a notícia por altas fontes militares, da Polícia e do CTI do Ministério Público Geral da Nação.
Busquei mais informações nas páginas oficiais do Governo mas a notícia ainda não se encontra. Entretanto, não creio que o jornal “El Tiempo”, que pertence à família do presidente Juan Manuel Santos fosse dar uma notícia de tamanha gravidade e importância se não tivesse confirmado antes de publicá-la. Nesse momento assisto o informativo (ao vivo) do canal de tv Cable Noticias e tão logo tenha mais informações e mesmo vídeo, o Notalatina faz outra edição dando todos os detalhes.
Já especula-se quem seria o substituto de Cano e aventuro dizer que seria um dos comandantes do Estado-Maior Central das FARC, “Timochenko”. Mas prefiro aguardar mais informações.
Esse é um momento muito auspicioso para a Colômbia, produto do excepcional trabalho das Forças Militares e ainda das sementes que plantou o presidente Uribe. Oxalá esses heróis não sejam mais tarde condenados como “assassinos”, como tem sido a prática corrente na Justiça colombiana atualmente! Solidarizo-me com as Forças Militares e com todos os colombianos por momento tão importante, depois da depressão havida com as últimas eleições onde os bogotanos elegeram para prefeito da capital o terrorista do M-19 Gustavo Petro.
Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro

domingo, 30 de outubro de 2011

Colômbia: eleições, assassinatos e justiça criminosa

No próximo domingo, 30 de outubro, a Colômbia celebra eleições para governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Há muita tensão porque, conforme anunciou um jornal de Bogotá, estas eleições estão sendo as mais violentas dos últimos 8 anos, quer dizer, quando Uribe era presidente a violência arrefeceu através de seu exitoso Plano de Segurança Democrática, que Santos tem se esmerado em destruir. São eleições muito importantes, uma vez que a prefeitura mais cobiçada é a da capital do país, Bogotá, e dos três candidatos que disputam o que está no topo das pesquisas (segundo dizem os jornais de esquerda, o que duvido muito seja verdade) é o terrorista do M-19, Gustavo Petro ou “Comandante Aurelio”. 
Sobre este elemento há uma dessas idiossincrasias que só num Estado onde a justiça é exercida por bandidos togados, onde muito deles são colaboradores de terroristas, pode fechar os olhos ao que rege a Constituição e permitir que Petro chegasse até o final das eleições quando, na realidade, ele está impedido para tal. Na década de 80, Petro foi sentenciado e cumpriu pena de prisão por porte ilegal de arma. Ele foi o cérebro do atentado contra o Palácio da Justiça mas não participou ativamente, pois na ocasião ele cumpria essa pena. Pois bem, na Constituição Federal reza que nenhuma pessoa que tenha cumprido pena por qualquer tipo de crime, exceto crime político, pode concorrer a cargos públicos, no entanto, este elemento nocivo não só faz de conta que desconhece isto, como exerce o cargo de senador da República e foi candidato presidencial nas eleições do ano passado. A Justiça Eleitoral SABE disso e, embora vários jornalistas tenham denunciado o descumprimento de sua inelegibilidade e solicitado que se cumprisse a lei, nada aconteceu e domingo ele estará concorrendo junto com os outros candidatos.
A prova da violência das FARC nesse período de campanha eleitoral evidenciou-se nesses dois últimos meses, onde em apenas 57 dias, 47 uniformizados (policiais e militares) foram assassinados, sendo o últimos deles num extremo ato de barbárie e crueldade. No dia seguinte à matéria que trazia esta contabilidade macabra, tomo conhecimento de que depois do ataque das FARC perto de Tumaco, este soldado (da foto) que, sem munição se escondeu em um banheiro da casinha onde estava alojados, enquanto prestavam o serviço de controle da passagem do rio por um sistema de prancha ou ferry-boat. Os terroristas do grupo “pasosuaves” (grupo especializado das FARC, os mais sanguinários) o encontraram e fuzilaram. O jovem sub-tenente comandante da patrulha assaltada prenderam-no e em seguida o degolaram! Assassinatos covardes e cruéis, por parte daqueles que dizem querer “a paz” e que se auto-denominam “exército do povo”!


Não sei o nome desses garotos de vinte e poucos anos de idade que serviam à sua pátria e que foram brutalmente assassinados pelas FARC, com a complacência de todas as ONG’s que “se dizem” de direitos humanos, inclusive deste mesmo Gustavo Petro que, tendo a oportunidade de denunciar em seus discursos de campanha, celebrou com seu silêncio cúmplice e criminoso. Cabe lembrar aqui, também, que até o ano passado este elemento peçonhento era um dos dirigentes do partido “Polo Democrático Alternativo” que é membro ativo do Foro de São Paulo e que mesmo tendo deixado o partido, permanece ligado diretamente a ele. Que Deus tenha piedade de suas almas e lhes conceda o repouso eterno, no lugar onde não há mais dor, nem sofrimentos, nem aflições. Descansem em paz, heróis guerreiros!
Agora, onde está o pseudo-defensor dos direitos humanos “Colombianos Pela Paz”, comandado pela ex-senadora porta-voz das FARC, Piedad Córdoba, a camarada “Teodora de Bolívar”? E o monsenhor Castrillón, que advogava junto às FARC para que estes assassinos se transformassem em partidos políticos? E a organização do padre comunista Javier Giraldo, que diz defender os direitos humanos dos mais pobres quando, na verdade, defende os terroristas das FARC? Nada! Não apareceu ninguém desse grupos para repudiar este ataque infame a um jovem soldado desarmado e ao seu também jovem comandante, mas ao contrário, denunciam com falsas acusações, com falsos testemunhos aqueles que combatem estes monstros abjetos!
Entretanto, o fato mais asqueroso que abalou a Colômbia na última semana foi a descoberta de uma fraude multi-milionária que a conhecida banca de advocacia Coletivo de Advogados José Alvear Restrepo (CAJAR) cometeu contra o Estado colombiano e contra o general Jaime Uscátegui no caso de Mapiripán. Em 1991, o CAJAR entrou com um processo na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, denunciando o Estado colombiano pelo “massacre” de 49 pessoas em Mapiripán. A CIDH acatou a denúncia do CAJAR e obrigou o Estado a pagar a astronômica soma de mais de $ 5.200 milhões de pesos por vítimas falsas, criadas por eles para desmoralizar o Estado e enriquecer-se. Hoje sabe-se que foram apenas 3 as vítimas e que o responsável é um coronel que vendeu-se ao CAJAR pagando Miami por cárcere, em troca de incriminar um inocente.
Este Coletivo lembra-me de um outro, brasileiro, cuja especialidade é fabricar “vítimas da ditadura militar”,  para conseguir as famosas indenização e pensões como “reparação”. Do mesmo que a banca brasileira, o CAJAR vive de perseguir militares que combatem os terroristas e encontram respaldo na Corte Suprema de Justiça. É este mesmo coletivo que está processando os generais Jesus Arias Cabrales, Rito Alejo del Río e Iván Ramírez, além dos coronéis Luis Alfonso Plazas Vega e Hernán Mejía Gutiérrez, já fartamente demonstrado que as únicas testemunhas dos casos são falsas, fabricadas com o único intuito de destruir a honra, a dignidade e a vida destes heróis militares. 
Então, nessa semana que passou uma mulher de nome Mariela Contreras, que foi beneficiada através de um falso testemunho dado na Costa Rica à CIDH, levada pelo CAJAR, declarou ante o Ministério Público que foi “induzida” por uma mulher a dizer que havia perdido o marido e os dois filhos no “massacre”, e que mesmo quando encontrou um dos filhos e foi informar ao Coletivo eles lhe disseram “deixe assim”. Ocorre que o marido desta senhora foi morto antes do propalado massacre, pelas FARC, e um de seus filhos “alistou-se” neste bando terrorista! No artigo Testemunhas falsas e fraude processual, vocês podem encontrar mais detalhes sobre esta aberração que foi cometida pelos para-militares mas que o CAJAR insiste em criar provas e dados falsos para condenar os militares, como o general Jaime Humberto Uscátegui, que não tinha NADA a ver com aquela jurisdição e foi condenado a 40 anos de prisão, tendo sido sentenciado há 12 anos e cumprido parte dessa criminosa pena.
O Coletivo de Advogados José Alvear Restrepo, diante da descoberta desta mega-fraude, reconheceu que cometeu “equívocos” contra o Estado colombiano e o pior: o ministro do Interior, Germán Vargas Lleras, achou “satisfatória” a explicação do tal coletivo. Disse ele: “Resulta satisfatório o pronunciamento que o coletivo de advogados, que defendeu essas vítimas, fez hoje, e que reconheceu que porá à disposição do Estado os recursos que recebeu por sua defesa nos processos onde foram reconhecidas algumas vítimas falsas no massacre de Mapiripán”.
Como assim? Então este bando de rábulas salafrários compra testemunhas falsas, rouba uma fortuna milionária do Estado (e disseram que vão devolver 400 mil pesos, apenas), cria um sem-número de vítimas inexistentes, acusa um homem inocente e ajuda a condená-lo a 40 anos de prisão, manchando sua honra, arruinando sua família, depois desculpa-se dizendo que “cometeu equívocos”, e o ministro do Interior diz que suas explicações foram “satisfatórias”??? E as perdas do general Uscátegui, quem se responsabiliza por elas? E por que ele ainda continua preso por um crime que não cometeu??? 
Ouçam esta entrevista que o general Uscátegui concedeu à RCN Radio de Bogotá na última sexta-feira e vejam como está a situação da justiça na Colômbia. 





Alerto mais uma vez: as Forças Armadas e os militares e policiais de TODA a América Latina estão sendo vítimas imoladas no altar da impunidade para defender terroristas até destruí-los COMPLETAMENTE, pois esses casos que cito nesta nota, além do mais recente absurdo cometido contra o brilhante major Ordóñez há poucos dias, fazem parte dos planos do Foro de São Paulo e das FARC. Na Colômbia já está mais do que provada a inocência dos generais Arias Cabrales e Uscátegui, e do coronel Plazas Vega, mas eles continuam SEQÜESTRADOS pelo Estado por crime que NUNCA cometeram. No entanto, por que o Ministério Público, a Escola de Magistratura, a Corte Suprema de Justiça e quantos mais órgãos da Justiça haja com poderes, que não põem NA CADEIA os verdadeiros bandidos? Nós não temos mais o direito de nos iludir e pensar que isso não tem nada a ver conosco, pois este é um projeto continental e mais tarde nenhum militar vai poder dizer que não foi alertado. Aí está a tal “comissão da verdade” para confirmar o que digo e mais: vamos ver na prática como funcionam os Tribunais Revolucionários pois eles já começaram!
A Colômbia ainda era, para nosso continente, o último bastião de democracia, liberdade, lei e ordem, mesmo vivendo os horrores do narco-terrorismo e da imundície das guerrilhas. Depois da ascensão de Santos ao poder, a desmoralização e a destruição do moral das Forças de Segurança que estão sendo julgados como reles “assassinos” quando das mortes em combate, essas eleições tornam-se um motivo de grande preocupação. Que Deus abençoe a Colômbia e não permita a vitória dos maus amanhã, e que os colombianos não se esqueçam dos incontáveis crimes cometidos pelo M-19 rechaçando maciçamente este elemento peçonhento Gustavo Petro nas urnas. 
Apesar de todas as minhas dificuldades em fazer estas atualizações, o Notalatina vai ficar alerta ao desenrolar do dia de amanhã na Colômbia. Fiquem com Deus e até a próxima!
Traduções e comentários: G. Salgueiro

domingo, 16 de outubro de 2011

Cuba: onde houver podridão, crime e infâmia, lá estará o dedo podre de seus ditadores

Na semana que passou três acontecimentos graves relacionados a Cuba merecem ser analisados, sobretudo porque as notícias veiculadas foram apenas informações, com exceção ao fato ocorrido na Venezuela. Antes, porém, quero informar aos meus leitores que na próxima semana o Notalatina vai estrear uma nova modalidade de publicação, com uma entrevista em áudio feita por mim ao Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, meu dileto amigo do glorioso Exército Colombiano, de quem sou tradutora oficial no Brasil, graças aos bons ofícios informáticos do Alex Brum Machado, meu amigo “Cavaleiro do Templo”, que teve a idéia do pod cast e me assessora neste mister. 
No princípio da noite da sexta-feira 14 de outubro, faleceu em Havana a líder e fundadora do grupo “Damas de Branco”, Laura Pollán, uma mulher valente, destemida e que levou grande parte de sua vida a defender a liberdade em Cuba. Laura era esposa do ex-preso político Héctor Maseda, um dos 75 do que ficou conhecido como “A Primavera Negra” de Cuba, em 2003, quando decidiu fundar este movimento pacífico pedindo a liberdade dos seus maridos, irmãos e pais.
Laura Pollán: silenciada definitivamente pelos Castro?

A última manifestação a que Laura participou foi no dia 24 de setembro, quando uma turba da polícia política do regime castro-comunista agrediu várias destas senhoras, e muito particularmente a Laura em sua própria casa. Os verdadeiros opositores ao regime contam que até esse momento Laura, apesar de ser diabética, estava bem de saúde. Horas depois começou a passar mal quando foi levada ao Hospital Calixto García, vindo a falecer às 7:50 da noite do dia 14 de outubro. 
Chama a atenção alguns fatos denunciados pela jornalista cubana Angélica Mora em seu artigo “Antecedentes”, onde ela relata que outras mulheres pertencentes às Damas de Branco afirmam terem sido “injetadas” nas manifestações por agentes da polícia política, com alguma substância que as teria feito passar mal em seguida. No artigo “Desperta inquietudes o caso de Laura Pollán”, Angélica nos conta que durante o ataque sofrido para impedi-las de ir à igreja no dia de Virgen de la Merced no dia 24 de setembro, Laura foi arranhada. Teriam os agentes castristas nessa ocasião inoculado algum vírus na pacífica guerreira e que levou-a ao óbito? No hospital Laura foi diagnosticada com o Vírus Respiratório Sincitial (VRS), entretanto, esse diagnóstico veio tarde demais e apenas a deixaram no soro e oxigênio, sendo feita uma traqueostomia um dia antes de seu falecimento mas absolutamente NADA de medicação para combater o tal vírus lhe foi ministrado.
Quem conhece bem o regime cubano sabe que em matéria de virologia eles estão bem avançados, inclusive criam vírus para uma provável guerra bacteriológica contra os Estados Unidos. Então, aí fica a pergunta que não quer calar: se a medicina cubana é este “assombro” que se propaga, por que não identificaram o mal que a afetava e a trataram devidamente, em vez de deixá-la morrer aos poucos sem medicação adequada? Se ela foi inoculada com um vírus letal JAMAIS se saberá, posto que, mesmo que algum médico tenha descoberto o crime que se cometia, com certeza esse será um segredo que ele levará para o túmulo, pois é a sua própria vida que está em jogo. Ademais, em quem confiar para fazer uma necrópsia fidedigna se tudo está sob o controle férreo dos ditadores? O que podemos fazer, nós que a admirávamos de longe, é rogar a Deus que a acolha em Seu Reino e que um dia toda a verdade destes crimes comunistas seja julgado com o peso da Sua Justiça. Que em paz descanse, Laura!
Quando em julho passado escrevi o artigo “Cubazuela ou Venecuba, uma amarga realidade”, já demonstrava ali que os verdadeiros donos do poder na Venezuela não eram o seu povo mas sim os cubanos, comandados pelos ditadores Castro. Na semana passada outro fato impensável, demonstrando o domínio e controle desta gente em todos os seguimentos da vida nacional venezuelana, escandalizou mesmo aqueles que estão fartos de saber e denunciar a ingerência dos ditadores na soberania de seu país. 
No Forte Paramacay, a bandeira de Cuba era içada ANTES da Venezuelana

Desde a segunda-feira passada pôde-se ver na parte interna das instalações do Forte Paramacay, subordinado à 41ª Brigada Blindada, no estado Carabobo, a bandeira de Cuba içada ao lado da bandeira venezuelana. Segundo denunciou o secretário da Universidade de Carabobo, Pablo Aure, ele recebeu a informação de que a bandeira cubana era içada às 6 h. da manhã, ANTES de ser içada a venezuelana. “Hastear a bandeira de um país estrangeiro em instalações militares não pode ter uma interpretação distinta à da submissão militar aos desígnios desse país. Poderíamos dizer que os chefes militares venezuelanos estão a mercê de Cuba e depois da Venezuela”, afirmou Aure, acrescentando que “desde há algum tempo se vem afirmando que os cubanos dão ordens em nossos quartéis”.
Agora, a gravidade deste fato absurdo se amplia quando se toma conhecimento de que um forte desta natureza proíbe, em muitas ocasiões, a entrada de civis venezuelanos, por ser considerado “zona de segurança”, inclusive restringe-se a presença de estrangeiros. Como, então, a bandeira cubana tremulava impávida ao lado da venezuelana, sem que isto se considere uma ingerência ou uma insolência e cumplicidade do Estado venezuelano na perda de sua soberania nacional? Para o vice-almirante (r) Rafael Huizi Clavier, presidente da “Frente Institucional Militar”, “isto só pode ser uma espécie de provocação para que os que não estão de acordo reajam, e assim fazer uma nova ‘purificação’ do corpo castrense, onde ficarão os mais leais, porque isto é inaceitável!”.
Então, aí está a foto para quem duvide da aberração. Muitos leitores da matéria comentaram ter testemunhado o fato e, diante das críticas dos jornais, cobrando uma explicação, a bandeira foi retirada na sexta-feira com a desculpa patética do General/D Clíver Alcalá Cordones, comandante da IV Divisão Blindada e Guarnição de Maracay, a quem o forte está subordinado, alegando que a bandeira fora içada como “gesto de cortesia” com militares cubanos que visitavam o forte. Ora, mas como os cubanos podem e os próprios venezuelanos não podem sequer visitar essas instalações? Lembro que há alguns anos (não quantos, com exatidão), três soldados que se encontravam presos no Forte Tiuna, onde também funciona o Ministério de Defesa da Venezuela, foram incendiados por um militar cubano que tinha um alto posto ali, onde dois deles faleceram e o sobrevivente foi silenciado, com a promessa de aumento substancial no soldo, viagens, casa, etc. O Notalatina denunciou isto na ocasião, e quem quiser se aventurar a pesquisar, vai encontrar aqui.
E, finalmente, o fato mais asqueroso e indignante foi protagonizado pelo Vice-presidente da Colômbia, o sindicalista Angelino Garzón, que esteve por dois dias em Cuba firmando acordos comerciais. O governo de Juan Manuel Santos já havia dado mostras de seu esquerdismo desde a posse, quando um dia apenas de haver-se tornado presidente da Colômbia, já estava aos beijos e abraços com Chávez, a quem passou a chamar de “meu mais novo melhor amigo”. Desta vez, entretanto, Santos e seu repugnante vice escancaram suas preferências, fazendo rapapés a tiranos assassinos que são responsáveis pelas mortes de milhares de seus compatriotas, através do apoio que dão às FARC, ao ELN e a quanto narco-terrorista exista naquele país.
Segundo leio no site “La Hora de la Verdad”, da parte do mandatário Juan Manuel Santos, Garzón enviou uma saudação fraternal ao Governo e povo de Cuba, e de maneira especial ao presidente Raúl Castro e também nossa saudação a quem consideramos um grande amigo da causa da paz na Colômbia, o comandante Fidel Castro. E no site semi-oficial da ditadura castrista, outra pérola: “Admiramos como ponto de referência de Cuba a importância que se lhe concede aos seres humanos”, expressou Garzón
O que me chamou a atenção e envergonhou, foi um fato dessa magnitude e crueldade para com a memória das milhares de vítimas desses bandos terroristas homiziados e apadrinhados pelos assassinos ditadores cubanos, é que na grande imprensa colombiana nem uma mísera palavra de repúdio tenha sido pronunciada! Nada se disse, nada se comentou, ninguém se sentiu aviltado nem com o mais leve incômodo. Somente - como sempre e que ocorre também no Brasil - os jornalistas e escritores independentes, geralmente de blogs e sites, condenaram tais aberrantes afirmações. 
Então, ouso enviar um recado a Santos e a Garzón: a “causa da paz” que os ditadores cubanos defendem, é aquela dos cemitérios, sobretudo com os defuntos sepultados sem nome, para que nunca mais seus parentes possam encontrá-los e pranteá-los dignamente! A “importância” que este velho abutre assassino “concede aos seres humanos”, seu Angelino, é ainda pior àquela que se dispensa a um cão sarnento de rua, pois se assim não fosse, não teria fuzilado tantos inocentes, nem teria calado o grito daqueles que reclamam por direito à dignidade humana, ou matado de fome e desnutrição a tantos inocentes, com a falsa desculpa do “bloqueio” norte-americano. Tampouco teria adotado como norma de Estado o aborto de cem mil bebês por nascer ao ano, para que a substância negra fetal sirva de medicamento para curar os males dos “capitalistas burgueses” que enchem suas arcas pessoais com dólares e euros, que é sistematicamente negado aos cubanos a pé!
Santos e Garzón “se esquecem”, muito providencialmente, que estes abutres velhos treinaram, apoiaram e acoitaram na Ilha terroristas das FARC. Ou já se esqueceram para onde foi levado “Rodrigo Granda”, depois da lamentável falha de Uribe para atender o pedido do presidente Sarkozy? Já esqueceram também que as FARC, que dizima com requintes de violência milhares de seus compatriotas, é sócia dos inumanos ditadores Castro no Foro de São Paulo?
Não, não é possível calar diante de tanta ignomínia, de tanta traição à Pátria em troca de “acordos” que não vão beneficiar o pobre povo cubano, tampouco o colombiano, mas apenas enriquecer ainda mais os verdugos Castro. 
Onde está a dignidade dos colombianos que não se levanta em bloco e condena tamanho escárnio e traição à pátria? Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentário: G. Salgueiro

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Graça Salgueiro é mais uma vez entrevistada em "La Hora de la Verdad"



Os escândalos de corrupção no Governo brasileiro têm tido uma repercussão muito grande, não só no nosso continente como no mundo. Entretanto, as idéias que se formam a respeito da tão propalada “faxina ética e moral” da presidente Dilma são completamente maquiadas, tendo em conta que a maioria dos órgãos de imprensa são de esquerda - alguns declaradamente -, de modo que sempre procuram tergiversar e dar aquele “tom” de que ser comunista é ser humanista, decente, correto, ética e moralmente. Para este tipo de imprensa comunista não comete crimes, nem roubos nem falcatruas: eles “se equivocam”, cometem “erros”, “se enganam” ou “foram enganados” e “traídos pelas costas”.
Apesar disso, nem todos os jornalistas engolem essa pílula dourada e alguns, por escaldados com décadas de falácias comunistas, desconfiam sempre das “bondades” dos seguidores dessa ideologia onde a corrupção e a roubalheira são seus nortes, desde a época de Stalin, Lenin, Hitler, e sobretudo Fidel Castro. É o caso do Dr. Fernando Londoño, ex-ministro de Justiça do governo Álvaro Uribe, que conduz brilhantemente o programa La Hora de la Verdad, através da “Cadena Radial Super” da Colômbia.
E porque não engole tudo o que a mídia enaltece em notórios comunistas é que Dr. Fernando Londoño me convidou hoje para o seu programa, a fim de esclarecer se de fato dona Dilma estava realizando o que chamam de “faxina ética” no governo.
Esse é um dos programas radiais de maior audiência da Colômbia, por onde já passaram expoentes como o próprio presidente Uribe que ainda na semana passada foi um dos entrevistados, os comandantes militares, personalidades do mundo da política e da literatura em nível mundial, inclusive o nosso Olavo de Carvalho também já foi entrevistado lá, quando estivemos juntos na primeira vez, em junho de 2010.
E é por conta do nível deste programa e sua repercussão também fora da Colômbia que sinto muita honra mas, sobretudo, uma responsabilidade imensa ao ser entrevista por ele, daí que, como diz Olavo, “trocar o chip” na hora de responder o que me é perguntado me leva a invariavelmente gaguejar, não por desconhecer o assunto abordado ou o idioma, mas muito mais pela preocupação em informar corretamente num idioma que não é o meu.
Nesta entrevista de hoje pude desfazer um equívoco que não foi possível das vezes anteriores, considerando que ela é feita por telefone, ao vivo e sem cortes, tendo que me ater ao que é perguntado, de que o PSDB é um partido de “centro-direita” e que faz oposição ao PT. Abordei também a criminosa proposital leniência do STF em julgar o caso do “mensalão”, cujo processo se encerra amanhã por decurso de prazo, onde os 40 ladrões implicados em um monumental roubo aos cofres do erário ficarão livres de toda mácula, sem pagar um dia de prisão e, principalmente, sem devolver um mísero centavo do dinheiro de nossos impostos aos cofres públicos.
Esta é a terceira vez que muito honrada sou convidada para informar a verdade do que se passa no Brasil aos colombianos. A entrevista foi curta, tendo em vista que a anterior à minha precisou se estender um pouco mais, de modo que muita coisa que eu gostaria de ter dito teve mesmo que ficar para uma próxima vez, conforme me certificou o Dr. Londoño que haverá.
Abaixo o audio da entrevista que espero ter cumprido com o objetivo. Fiquem com Deus e até a próxima!




Comentários: G. Salgueiro