sábado, 25 de junho de 2011

Novas informações sobre o sumiço de Chávez

O Notalatina volta a falar sobre o mistério da ausência de Chávez, hoje com informações mais concretas, graves e de fonte confiável. O ponto forte desta edição de hoje, entretanto, fica por conta de dois vídeos (no final da edição) de uma entrevista concedida pelo tenente venezuelano exilado em Miami, José Antonio Colina, presidente da associação Veppex (Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio) ao jornalista Tomas García Fuste, da Telemiami, em seu programa “Buenos Días Miami” de ontem (24.06). 
As informações que este senhor oferece na entrevista coincidem com as publicadas pelo jornal “El Nuevo Herald” de Miami. Um jornalista venezuelano muito sério e bem conceituado, Casto Ocando, publicou através de sua conta no Twitter entre ontem e hoje, as seguintes mensagens: “Comentários sobre ‘transição’ de Diosdado Cabello em reunião com militares no Círculo Militar, na terça-feira 21, continuam criando ondas expansivas”; “Diosdado falou a militares da necessidade de preservar a Revolução, ‘porque os homens passam’, referência à potencial incapacidade de Chávez”; “Distribuem circular nos quartéis que insta a não se fazer eco de rumores sobre a má saúde presidencial, e fazer frente à desmoralização”; “Chancelaria brasileira expressa preocupação pela grave situação de Chávez, e se prepara para eventual sucessão”.
Bem, dias atrás o Granma andou publicando umas fotos da visita de Fidel e Raúl ao hospital onde supostamente Chávez está internado, mas não consegui tragá-las como verdadeiras pelas seguintes razões: quando Chávez iniciou seu giro, primeiro no Brasil, depois Equador e finalmente Cuba, ele estava andando com auxílio de uma bengala alegando um problema no joelho, que ninguém sabe se era verdade ou não, mas que serviu de desculpa para ir a Cuba fazer um tratamento. Nas fotos publicadas abaixo vê-se Chávez em trajes desportivos e usando tênis sentado numa cadeira comum, enquanto que Fidel está sentado na cadeira que é reservada ao paciente que ocupa o quarto hospitalar. 


Em outra foto, Chávez aparece com os joelhos dobrados (impossível para quem está com algum problema que impede a deambulação!) enquanto ouve Fidel, e em outra ainda, onde os três estão de pé, é Fidel quem se apóia em Chávez e não o contrário. Ademais, em meus longos anos trabalhando em hospital, JAMAIS soube que um paciente recém cirurgiado poderia usar roupas desse tipo e ainda mais tênis no próprio quarto, em vez de pijamas. 


A impressão que me ficou foi de que estas fotos são antigas, do tempo em que Fidel esteve internado, para dar a entender que Chávez está muito bem de saúde mas eles exageraram na dose, pois são mestres em criar fraudes grosseiras. Vejam e tirem suas próprias conclusões. Segundo os informes o estado de saúde de Chávez é grave, ele tem câncer de próstata e está fazendo quimioterapia, o que inevitavelmente leva à queda de cabelos, portanto, essa foto não pode ter sido tirada esta semana.
A oposição anda enfurecida com a falta de informações sobre este misterioso caso, sobretudo porque Chávez continua governando desde Cuba. Ele não delegou oficialmente as funções ao seu vice, como corresponderia, e ninguém sabe se é ele mesmo quem está enviando as mensagens via Twitter ou se são os Castro quem estão escrevendo, decidindo e falando por ele. O fato concreto é que o Governo está à deriva, sobretudo porque, se Chávez morrer, não terá deixado um “herdeiro” político pois não confia em ninguém. Acabei de receber de um correspondente venezuelano (que por segurança omito o nome) o relato de uns informes de inteligência que falam do rebuliço que está havendo na cúpula do governo, onde os urubus já começam a disputar o botim, mesmo com o homem ainda vivo.
Traduzo abaixo os informes de inteligência e o artigo de “El Nuevo Herald”, para que vocês possam tirar suas conclusões. O certo é que, como diz um ditado colombiano, “quando o rio soa, muitas pedras traz”. Entretanto, como parece haver um prazer mórbido em torno deste mistério, eu não me espantaria se ocorresse uma dessas duas alternativas contraditórias: ser anunciada em breve a morte de Chávez, ou ele aparecer vivinho e histérico como sempre no desfile de 5 de julho, Dia da Independência da Venezuela. Não deixem de assistir no final desta edição os vídeos do tenente Colina. Fiquem com Deus e até a próxima!
*****
Em meio desta situação de hermetismo informativo que deixou os dirigentes chavistas surpresos e com as calças na mão, aos quais nunca lhes passou pela cabeça que seu único líder era um comum mortal, começaram a aflorar as apetências e mesquinharias dos que usufruíram do poder em treze anos montados no porta-aviões Hugo Rafael Chávez Frías.
Convencido de que a revolução sem um Chávez não tem vida, o primeiro aspirante à sucessão do caudilho foi seu próprio irmão Adán, atual governador do estado Barinas, que entre viagens e viagens a Havana, Caracas e Barinas começou a mover os fios para vender a imagem de que seu irmão não sobrevive, que está muito mal e há que acelerar os tempos para arrancar sua apresentação como “herdeiro”. O informe de inteligência que me passaram indicaria que Adán, que não tem tido uma relação fluida com seu irmão desde que saiu do Ministério da Educação e aquele lhe questionou um contrato com uma empresa de seguros, estaria se movendo supostamente em conchavo com Jaua (Elias Jaua, vice-presidente da Venezuela. GS) para assumir a liderança do processo, na eventualidade de que Hugo Rafael não possa se apresentar como candidato em 2012.
Um heterogêneo grupo de radicais comunistas, inclusive uns muito pró-cubanos da Frente Francisco de Miranda, estariam se movendo nesse sentido. É preciso advertir que os irmãos Castro estão conscientes de que seu aliado verdadeiro - e mais que comprovado - é o atual mandatário e assim fizeram saber aos viajantes que vão a Cuba. Outro grupo, encabeçado por militares participantes dos Golpes de Estado de 1992, está observando calado o desenrolar dos acontecimentos. As consultas a distintos médicos por parte dos aspirantes à sucessão se incrementaram, e por isso a diversidade e variedade dos rumores espargidos no que parece uma muito bem montada campanha de especulação e desânimo destinada aos seguidores do processo.
Pergunta-se: Vocês leram em algum lugar que se dissera que a “sucessão” ou a “cura” do tirano é o que mais convém à Venezuela e aos venezuelanos? NÃO, não é mesmo? O que se observa é que “Belchior, Baltazar e Gaspar”, estão dependendo de se manter no poder, visto que, se perdê-lo, irão TODOS dar com seu ossos nos cárceres do país e em Haia!
Nova ordem no Hospital Militar: o presidente chega em 30 de junho
Não lhes disseram oficialmente se o problema de saúde de Hugo Chávez Frías é de próstata, do intestino ou do joelho. Entretanto, pelos médicos que foram consultados, leva-se a crer que é algo intestinal. A remodelação da chamada área presidencial do Hospital Militar Carlos Arvelo se acelerou, e está pronta para receber seu hóspede mais importante. O último informe que se tem, desde ontem, é que o enfermo recolhido em Cuba poderia estar em condições de vir ao país no próximo dia 30 de junho, e hospitalizar-se lá para os últimos dias de seu repouso e se preparar para estar em forma e presidir, tanto o desfile militar de 5 de julho como a Primeira Cúpula Latino-Americana e do Caribe que deverá acontecer na ilha de Margarita, que não foi suspensa, pois hoje mesmo estão lá delegações presidenciais checando seu transporte e alojamentos.
No Hospital Militar já foram tomadas certas medidas de segurança ante a eventualidade de que o chefe de Estado chegue na próxima semana: não estão atendendo emergências, senão naqueles casos onde esteja comprometida a vida do paciente; acondicionou-se toda a chamada “área de alta hierarquia” do 9º andar até o 11º; só estão atendendo os filiados; todo o pessoal foi identificado novamente; as grades dos arredores foram fechadas e já não são reservistas os que estão nas portas, senão pessoal de carreira, como capitães e tenentes, algo inusitado para esta função.
Esperam que no fim de semana um dos médicos militares venezuelanos que o viram tragam o informe detalhado da doença presidencial, para aqui estarem preparados e poder seguir o tratamento indicado pelos médicos cubanos e o espanhol que o operaram no Centro de Investigações Médico Cirúrgico (CIMEQ, na sigla em espanhol) de Havana.
Tudo é um “segredo de Estado”. Novamente ficam no ar algumas perguntas: cólon, próstata, intestino, joelho, câncer ou uma simples gripe que se complicou? Quando teremos uma informação veraz, oportuna e certa, sem manipulações nem secretismos vermelhos vermelhinhos? Quando chamarem o povo para o recebimento apoteótico de seu caudilho enfermo, saberemos.

Em estado crítico a saúde de Chávez

Antonio Maria Delgado - El Nuevo Herald
O presidente venezuelano Hugo Chávez, que encontra-se internado em um hospital de Havana, estaria atravessando um “quadro clínico crítico”, disseram nesta sexta-feira fontes de inteligência americanas. As fontes, que falaram sob a condição de anonimato, disseram que não podiam confirmar versões de que o mandatário venezuelano está sendo tratado de um câncer de próstata, versão que está sendo sussurrada com cada vez mais freqüência nas altas esferas venezuelanas.
Porém, o estado de saúde do mandatário venezuelano, que sofreu uma intervenção cirúrgica há duas semanas em Havana, “encontra-se em um estado crítico, não grave, mas sim crítico, complicado”, indicou uma das fontes consultadas, cuja identidade não pode ser revelada devido à sensível posição em que se encontra.
Por outro lado, as fontes de inteligência que estiveram seguindo de perto a situação em Caracas confirmaram que a filha de Chávez, Rosinés, conjuntamente com sua mãe, Marisabel Rodríguez, saíra da Venezuela misteriosamente com rumo a Cuba em um avião da Força Aérea. “Levaram de urgência Marisabel e sua filha”, comentou outra das fontes. “Isso foi há 72 horas”.
O hermetismo sobre o estado de saúde do mandatário e sua longa ausência acentuaram a incerteza sobre o verdadeiro estado físico do mandatário. As aparições em público foram muito limitadas desde que Chávez aterrissou em Havana, limitando-se a uma breve gravação no início, algumas fotos e na sexta-feira umas mensagens de Twitter que não deram detalhes sobre sua saúde nem sobre quando regressará a Caracas.
“Hoje é o dia do meu Exército e o sol amanheceu brilhante. Vai um gigantesco abraço a meus soldados e meu povo amado”, escreveu o mandatário, que enviou quatro mensagens desde a rede social, da qual estava ausente desde 4 de junho.
Segundo o governo, Chávez teria sido operado de um abcesso pélvico em 10 de junho em Havana, onde se encontrava em visita oficial. Desde então, os rumores sobre seu estado de saúde não cessam na Venezuela, devido a ausência absoluta de informe médicos e ao mutismo de Chávez, que normalmente é um presidente hiper-ativo e midiático.
A coalizão opositora, Mesa da Unidade Democrática (MUD) exigiu esta semana partes médicas diárias sobre a saúde do presidente. “Não ao secretismo desta matéria. Em governos autoritários se enviam fotos. E, democracia, há informação”, frisou o deputado Américo de Grazia, em nome do bloco opositor, referindo-se a umas fotos de Chávez junto ao ex-governante cubano Fidel Castro, divulgadas há uma semana.
Os crescentes rumores que apontam para uma grave deterioração do estado de saúde de Chávez, estão gerando grandes dúvidas sobre o que aconteceria na Venezuela se o mandatário, por alguma razão, se vir obrigado a se afastar do cargo, ante a existência de distintas facções dentro do chavismo que estão confrontadas, e o fato de que o chefe do movimento revolucionário nunca ungiu um sucessor.
Analistas assinalam que inclusive a percepção de que Chávez poderia afastar-se por um tempo do poder seria suficiente para gerar um forte choque interno pelo controle do movimento que ele lidera. No momento, os máximos funcionários do governo redobraram os esforços para distribuir um ar de tranqüilidade repetindo reiteradamente, sem dar detalhes, que Chávez se recupera satisfatoriamente.
Eu posso dar fé sobre a saúde do presidente”, disse o governador do estado Barinas e irmão mais velho do mandatário, Adán Chávez, em declarações difundidas pela televisão estatal na terça-feira. “Ele está se recuperando satisfatoriamente. O presidente é um homem forte”, acrescentou.
VEPPEX - José A. Colina fala sobre a enfermidade de Chávez - Parte 1




Parte 2



Comentários e traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 21 de junho de 2011

Fim do mistério sobre a morte de Chávez

Acabou-se o mistério. Pelo menos o que dava como certo que Chávez havia morrido em Cuba hoje.
No início da tarde recebi de um amigo a seguinte nota: “Fontes confidenciais confirmaram a morte do presidente da República Bolivariana da Venezuela. A causa foi um AVC. Entretanto, não divulgaram a informação e se concentraram no caso de El Rodeo para evitar perguntas sobre onde está o presidente. É uma perfeita cortina de fumaça, enquanto se organiza como ficará o país através de uma tomada de posse violenta e sem consultas. Divulgue esta mensagem para poder obter a verdade”.
Então eu divulguei para meus contatos, sobretudo cubanos e venezuelanos para ver se alguém tinha informação concreta a respeito, sobretudo porque o próprio Fidel Castro teve sua morte noticiada centenas de vezes e continua vivo, infernizando o mundo. Então, no início da noite me chegaram algumas informações que nem afirmam nem desmentem, mas que parecem esclarecer o que, a meu ver, não passou de um equívoco. Se intencional ou não, não sei. 

O venezuelano ilustre que morreu em Cuba foi o Controlador Geral da República, Clodosbaldo Russián (na foto), em decorrência de um AVC isquêmico ocorrido em 22 de abril passado. Em maio ele foi transferido para Havana e, apesar da “excelência” da medicina cubana, ele teve complicações renais que o levou ao óbito. Esta informação foi oficialmente divulgada e a encontrei em Noticia al Día.
De Chávez, entretanto, não se sabe nada concreto. Há muitos boatos e especulações, dentre eles que Chávez já voltou ao país e está escondido no 9º andar do Hospital Militar; que ele tem uma bactéria, foi operado e se recupera favoravelmente; que levou um tiro; que tem uma infecção muito forte; e que não tem nada mas apenas está escondido no Hospital Militar esperando a poeira sentar.

Mas há também informações - ou especulações - de que em decorrência de sua perda de popularidade, estão divulgando falsas notícias para que ele faça uma entrada “triunfal” para o desfile de 5 de julho, como um ressuscitado, um guerreiro sobrevivente e recuperar a popularidade perdida.
Bem, a verdade é que fatos muito graves ocorreram do fim de maio até agora, e Chávez estava em uma encruzilhada. Primeiro foram as críticas do governo americano em relação à petroleira venezuelana, PDVSA, que gerou protestos furibundos do governo e líderes do partido dominante, o PSUV. Depois, na sexta-feira 10 de junho, quando Chávez já estava em Cuba, ocorreu um apagão em decorrência de uma falha nos transformadores da subestação de El Tablazo (Zulia) deixando sem luz os estados Táchira, Mérida, Trujillo e partes de Barinas. Chávez, evidentemente, acusou a “oposição golpista” de estar por trás dessa falhas elétricas.
E, finalmente, no sábado 11, aconteceu uma grande rebelião na penitenciária “El Rodeo I”, estendendo-se depois para o complexo II, deixando um saldo de 21 mortos, segundo a versão oficial (que podem ser muitos mais). O impressionante deste fato foi não só o tiroteio por parte da Guarda Nacional mas a quantidade de armamentos pesados em poder dos detentos, dentre eles pistolas, sub-metralhadoras HK, UZI, granadas fragmentárias, escopetas de repetição, além de drogas, muitas drogas.
O advogado especialista em Direitos Humanos, Carlos Nieto, afirmou enfaticamente que as armas e drogas que entram livremente nas penitenciárias são introduzidas por funcionários do Ministério de Interior e Justiça e da Guarda Nacional (GN). Ele afirmou isso baseado em que todas pessoas que vão visitar seus parentes sofrem uma revista rigorosa e, convenhamos, como alguém pode “esconder” uma FAL, uma metralhadora -  mesmo que desmontada - ou granada nas roupas íntimas, sem que se perceba na revista onde praticamente se fica despido? Nieto acusa ainda os excessos cometidos pela GN, inclusive contra os jornalistas que cobriam o evento, sendo confirmado pela jornalista Adriana Rivera, do jornal El Nacional, que relatou pelo Twitter: “Jamais havia escrito uma nota deitada no chão por medo dos disparos. O tiroteio em El Rodeo é impressionante. A Guarda Nacional Bolivariana tomou os bairros vizinhos”.

Segundo fontes oficiais, os mortos chegaram a 21
Bem, e nós sabemos que quem manda nos quartéis, nas penitenciárias e em toda a vida nacional venezuelana são os cubanos e as FARC. Então, nada mais providencial do que armar os detentos - que não têm nada a preder - e criar um tumulto de grandes proporções como esses de El Rodeo I e II, para distrair a população sobre os fracassos de seu ditador, enquanto ele recicla os planos com seus amos Castro. Por ora, não creio que este tirano psicopata e grosseirão tenha morrido mas, quando isto ocorrer, o Notalatina dará a notícia com pompa e circunstância. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários e traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A liberdade do Coronel Plazas Vega está a caminho!

Escrevo desde Bogotá, onde devo ficar até amanhã, para relatar alguns fatos absolutamente invisíveis à mídia brasileira. A Colômbia que encontrei hoje, um ano depois de ter visitado o país pela primeira vez, é absolutamente o contrário daquilo que vi e senti ano passado. Como acompanho diariamente o desenrolar dos acontecimentos neste belo e querido país, cujo terrorismo nos ronda e afronta diretamente através das alianças FARC-PCC-CV com a total omissão e conivência do Estado brasileiro, estava ciente de que o novo governo aos poucos vai deixando claro que não tem, nem muito menos quer ter qualquer semelhança ao anterior, do presidente Álvaro Uribe. Entretanto, conhecer o que se passa em letras é uma coisa; ao vivo, vendo as pessoas cara-a-cara é outra, bem diferente.
Ontem tive a grata satisfação de conhecer pessoalmente (e passar boa parte do dia) o corajoso e combativo jornalista Ricardo Puentes Melo, mais um querido amigo colombiano, e a emoção de conhecer que o herói do Exército colombiano, hoje preso na Escola de Infantaria, Coronel Luis Alfonso Plazas Vega, que aguarda o julgamento em segunda instância do tenebroso caso em que foi condenado a 30 trinta anos de cárcere por salvar o Palácio da Justiça e mais de 260 pessoas do ataque terrorista cometido pelo bando “M-19”, poderá em breve ser libertado, conforme nos contou Ricardo.
E é sobre estes dois amigos queridos que esta edição de hoje vai tratar, embora para os brasileiros esses fatos não façam sentido porque, como me dizem freqüentemente, “isso é problema deles”. O texto que segue abaixo é a tradução da última edição do artigo que Ricardo Puentes escreveu sobre a “testemunha-estrela” do caso do Coronel Plazas. Ele é um pouco longo, mas absolutamente indispensável para que se conheça como opera a Justiça colombiana, totalmente dominada por “ex” terroristas, e que nos remete ao nosso STF. Como já deve ser claro para quem estuda e tem olhos para ver, o gramscismo está alcançando mais um de seus estágios de dominação - e talvez o último -, considerando que a cultura, as universidades e escolas, a mídia, os parlamentos, a igreja e a forma de se alcançar o poder por meios democráticos através do voto, já estão completamente dominados. Cabe agora aos tribunais superiores dar o golpe mortal, transformando os magistrados e suas cortes em “tribunais revolucionários”. Ricardo Puentes está sendo ameaçado, ele e sua família, por vir denunciando todos estes crimes encobertos que canalhamente montaram contra o Coronel Plazas.
E para concluir esta edição, informo que brevemente a Livraria Resistência Cultural estará disponibilizando a venda das obras do Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, de quem sou amiga pessoal e tradutora no Brasil, além do último livro do Coronel Luis Alfonso Plazas Vega, “Desaparecidos: el negocio del dolor” e o de sua esposa, Thania Vega, intitulado “¡Qué injusticia!”. E no final desta edição, a entrevista que Ricardo Puentes ofereceu há poucas horas a Fernando Londoño, em seu programa “La Hora de la Verdad”. Espero que meditem seriamente a respeito porque não tenho dúvida de que podemos dizer: este é o Brasil de amanhã. Desfrutem. Fiquem com Deus e até a volta!
Comentários e tradução: G. Salgueiro
“O Ministério Público vai me assassinar se eu falar”, diz a testemunha-estrela contra Plazas Vega
Olavo, eu e Ricardo Puentes Melo, em Bogotá
Ricardo Puentes Melo
Sim. Apareceu o cabo Edgar Villamizar Espinel e, antes de falar conosco, assegurou com a resignação de quem conhece como atua a máfia: “Uma vez que eu fale, o Ministério Público Geral da Nação vai me assassinar...”. Dissemos com todos os tons e cores: aqui há uma mão negra, um Cartel da Toga que está montando processos contra os militares, prevaricando e delinqüindo, valendo-se de umas instituições sagradas às quais estes infames estão maculando.
Periodismo Sin Fronteras encontrou o cabo Edgar Villamizar Espinel, a única testemunha que restou ao Ministério Público (Fiscalía) depois que os outros foram desvirtuados e ficasse demonstrado que seus testemunhos eram comprovadamente falsos. Para refrescar a memória de nossos leitores, o testemunho com o qual se condenou o coronel Plazas Vega pelo resto da vida, é uma declaração escrita em quatro páginas, sem data, sem carimbo do Ministério Público, com um estilo que evidencia sua feitura por parte de um advogado, e não de uma testemunha que se apresenta para depor voluntariamente.
Nesta “declaração”, uma pessoa que diz se chamar Edgar Villarreal, cabo do Exército e ex-funcionário do CTI do Ministério Público, narra fatos inverossímeis. Diz este “Villarreal” em seu testemunho, que ele se encontrava em Granada, Meta, no momento da sangrenta tomada do Palácio da Justiça (planejada, dentre outros, por Gustavo Petro, hoje candidato à Prefeitura de Bogotá). “Villarreal” conta também, que de imediato o puseram em um helicóptero - que na época não existia no país - junto com outros militares, e os trouxeram a Bogotá em uma viagem de velocidades fantásticas. Diz também que chegou ao Palácio da Justiça, combateu, escutou pessoalmente Plazas Vega ordenar a “pendurar esses fdp” (referindo-se aos “desaparecidos”) enquanto comia empanadas em uma loja de departamentos próxima ao Palácio da Justiça, e que depois foi dormir enquanto Plazas e o resto dos militares continuavam em combate com a narco-guerrilha do M-19 (ver o fabuloso relato em: http://www.periodismosinfronteras.com/el-testigo-estrella-contra-plazas-vega-un-chiste.html).
Embora o depoimento não tenha o carimbo do Ministério Público, e tenha sido tomado pelas costas da defesa do Coronel Plazas Vega, lá a rubricaram a Promotora Ángela María Buitrago Ruiz, o Agente Especial do Ministério Público, Henry Bustos Alba, o investigador Efrén González, o Promotor Auxiliar José Darío Cedial Serrano, Pablo E. Vásquez H., investigador e, certamente, a testemunha-estrela: Edgar Villarreal. Todos prevaricadores.
As surpresas começam a aparecer aqui. Este Edgar Villarreal assina com o número de cédula de identidade 13.452.278, de Cúcuta, e narra os fatos mencionados, acrescentando que ouviu os gritos desesperados dos “desaparecidos” do Palácio enquanto estavam sendo torturados por Plazas Vega e outros militares. Ocorre que esse número de identidade não corresponde a nenhum Edgar Villarreal, senão a Edgar Villamizar Espinel.
Ao investigar, achou-se que efetivamente um Edgar Villamizar Espinel esteve em Granada e que certos dados de seu depoimento, como trajetória e amigos mencionados, se encaixam com os dados de Edgar Villamizar Espinel.
Ao se perguntar à Promotora Buitrago e à juíza por esta abominação, elas disseram que havia sido um pequeno erro de transcrição, mas que a testemunha efetivamente se chamava Edgar Villamizar Espinel, e não “Edgar Villarreal” como aparecia “erroneamente” no depoimento. Então, a Promotora anexou a “correção” ao processo e incluiu o currículo do cabo Edgar Villamizar Espinel. Depois, disse que o cabo Villamizar negava-se a assistir às múltiplas citações feitas pelo Ministério Público, acrescentando temor por sua vida. E assunto resolvido. Ou, ao menos, elas acreditam nisso.
Descobrimos que a assinatura de quem rubricava como “Edgar Villarreal” não tinha os rasgos grafológicos de Edgar Villamizar Espinel. Assim, nos demos ao trabalho de procurá-lo. Com as hipóteses de que, ou bem Villamizar Espinel era um malandro renomado que havia recebido dinheiro em troca de oferecer seus dados e oferecer a alguém seu número de identidade para que assinasse por ele, ou bem tinha um pecado escondido pelo qual estava sendo extorquido para que não se apresentasse a depor, começamos a procura.
De fato, descobrimos que antes de 1991 aparecia no Ministério Público seu nome com seu número de identidade com um dado: “Suspeito de homicídio”. Presumindo sua periculosidade, porém desejosos de conhecer a verdade, o encontramos em um lugar recôndito da Colômbia aonde chegamos, não sem certa dificuldade.
Edgar Villamizar Espinel. Usado falsamente pelo Ministério Público Geral da Nação para condenar Plazas Vega, e os generais Arias Cabrales e Ramírez
Créditos da foto: "Periodismo Sin Fronteras"
Certamente Edgar Villamizar Espinel me recebeu com certa prevenção, em grande parte devido ao escrito satírico que eu havia publicado sobre seu testemunho. E aqui se começou a conhecer a verdade. Na entrevista que ele concedeu a Periodismo Sin Fronteras, com a condição de que não seria publicada até que ele estivesse a salvo e sua família protegida, nos contou o seguinte: 
1. Ele, Edgar Villamizar Espinel, jamais esteve nos fatos do Palácio da Justiça nos dias da tomada por parte da guerrilha do M-19, isto é, em 6 e 7 de novembro de 1985.
2. Jamais em sua vida ele viu pessoalmente o Coronel Plazas e, portanto, é falso que tenha estado com ele e tenha ouvido ele mandar pendurar ninguém.
3. Jamais esteve na Escola de Cavalaria dando essa declaração que a Promotora Ángela María Buitrago, Henry Bustos Alba, Efrén González, Pablo E. Vásquez H. e José Darío Cediel Serrano assinaram, acreditando como verdadeira. Edgar Villamamizar não fez essa declaração com a qual condenaram o Coronel Plazas: “Essa não é minha assinatura, nem o que se diz lá é meu depoimento... Eu jamais declarei essas coisas ante nenhuma entidade”, esclareceu-nos.
4. O Ministério Público Geral da Nação jamais o intimou a depor. É falso, diz Villamizar, que lhe tenham expedido notas de intimação, ou que ele tenha telefonado para dizer que não compareceria para depor por medo. Villamizar nos assegurou que nunca foi intimado a depor e desafia a quem quer que seja para que veja as intimações e lhe comprovem se ele as assinou como recebidas.
5. Muitos dos dados de sua vida que aparecem no depoimento já citado, são falsos. Por exemplo, nem ele nasceu em Cúcuta nem é graduado em Biologia.
6. O Ministério Público Geral da Nação o contatou sim, porém para tratar de obrigá-lo a assinar esse depoimento falso como se fosse seu. Ao que ele negou-se com firmeza.
Perguntei por que razão ele não havia se apresentado para esclarecer esses assuntos e ele me olhou como se não pudesse acreditar em minha ingenuidade. “Eu trabalhei com a CTI do Ministério Público, senhor jornalista... Sei do que são capazes... Vi muitas coisas ali. Com esta declaração que estou lhe dando, estou pondo minha cabeça a prêmio. Minha sentença de morte é certa. O Ministério Público vai me assassinar e muito seguramente fará o mesmo com meu filho e meu neto...”.
Perguntei-lhe pelo assunto de sua ficha como “suspeito de homicídio” por volta de 1991 e seu argumento foi contundente: “Depois dessa data eu entrei para o Ministério Público. Como pode ser possível que tendo uma ficha como esta me tenham aceitado? Como é possível que meu currículo lá esteja cheio de méritos?”. Indubitavelmente, uma boa resposta.
Minha percepção pessoal é que o Ministério Público Geral da Nação se aproveitou deste homem que, apesar de ser expert em temas como defesa pessoal e segurança, é incauto para outras coisas. Certamente, devem ter tratado de subornar Villamizar e, como se deram conta de que o caminho não era por aí, o ameaçaram, a ele e a seu filho.
Edgar Villamizar ama ardorosamente seu filho e os do Ministério Público devem ter descoberto essa “debilidade”. A prova da boa-fé de Edgar Villamizar é que quando lhe propus que fosse ter com um homem que demonstrou a toda prova ser dos poucos honestos e íntegros desse país, nem sequer duvidou.
Edgar Villamizar pediu uma audiência com o Dr. Alejandro Ordóñez, Procurador Geral da Nação, e lá foi contar suas penúrias. O que significa tudo isto que nos narrou o cabo Edgar Villamizar Espinel? Que temos um Ministério Público corrupto até os ossos. Que temos uma justiça infame e criminosa. Que quem está governando aqui é o Cartel da Toga, montando processos, comprando testemunhas, ameaçando, extorquindo e assassinando. 
O que nos conta o cabo Villamizar Espinel nos deixa com os cabelos em pé, ao pensar em que espécie de mãos está o país. Enquanto a Corte Suprema de Justiça presta homenagens a juízes relacionados com a máfia; enquanto os mesmos magistrados da Corte vão a passeios com mafiosos e vagabundos; enquanto o Ministério Público é usado como uma empresa criminosa para benefício da marginalidade, enviando ao cárcere militares honestos como o Coronel Plazas Vega e os generais Arias Cabrales e Iván Ramírez, ninguém pode dar credibilidade às sentenças destes sem-vergonhas. O país está de joelhos ante este conchavo mafioso de juízes, promotores, narcotraficantes e guerrilheiros.
Plazas Vega deve ser posto em liberdade de imediato! Os generais Arias Cabrales e Iván Ramírez devem ficar livres já!
Se existe algo de justiça neste país, os juízes e promotores honestos (poucos, mas claro que existem) devem abandonar o medo e iniciar a investigação contra a juíza María Estella Jara e a promotora Angela María Buitrago, por violação ao devido processo, por prevaricato. Do mesmo modo com os outros assinantes dessa falsa declaração: Henry Bustos Alba, Efrén González, Pablo E. Vásquez e José Darío Cediel Serrano. Deve-se investigar a relação exata que têm a juíza e a promotora com o guerrilheiro René Guarín Cortés. E deve-se esquadrinhar o papel do Coletivo de Advogados Alvear Restrepo nesta montagem criminosa. E que se investigue quem assinou como se fosse Edgar Villamizar Espinel. Suspeitamos que foi o delegado da Procuradoria, Henry Bustos Alba. 
Que também se esquadrinhe sobre o papel que tiveram aqui os Promotores gerais Alfonso Gómez Méndez e Mario Iguarán. E que se analise o papel da atual Promotora, Viviane Morales, esposa de um terrorista guerrilheiro do M-19 e ficha política do tenebroso Gómez Méndez. Porque aqui fica demonstrado que existe sim um cartel mafioso de juízes, promotores e magistrados.
Também fica claro que todo este aberrante processo do Palácio da Justiça, contra militares íntegros, verdadeiros heróis que defenderam a pátria contra os desejos de Petro, Otty Patiño, Ever Bustamente, Antonio Navarro, Vera Grabe e seus demais sequazes de converter isto em uma ditadura narco-comunista, deve nos servir de alarme despertador para os outros casos infames que o Ministério Público montou contra o nosso Exército. Sem ir mais longe, contra o general Rito Alejo del Río, contra o coronel Mejía Gutiérrez, contra o general Uscátegui e vários outros mais.
Que se declare nulo o processo do Palácio da Justiça. Que se faça um grande julgamento aberto ao público para que nos contem todas as velhacarias criminosas do Cartel da Toga. Que se reabra um processo limpo sobre o que aconteceu no Palácio da Justiça e que se chamem para depor os criminosos, dentre eles o atual candidato à Prefeitura de Bogotá, Gustavo Petro Urrego. Também Vera Grabe, Otty Patiño, Ever Bustamente, Navarro Wolf... Todos eles. Que se lhes revogue o indulto concedido por seu mentor, César Gaviria Trujillo.
Por que publicamos este relato somente depois de mais de 20 dias que Edgar Villamizar nos concedeu a entrevista? Por outro evento grave que tememos. Edgar Villamizar, seu filho e eu, combinamos nesta sexta-feira 10 de junho de 2011 a acompanhá-lo ante o Ministério do Interior com o objetivo de providenciar-lhes um esquema de segurança que garantisse suas vidas.
Edgar Villamizar não se apresentou. Na noite anterior, quer dizer, na quinta-feira, o Sr. Villamizar me fez uma chamada telefônica. Notei que ele estava extremamente nervoso. Disse-me que não podia falar nesse momento, que coisas novas haviam acontecido com ele e que me chamaria de manhã cedo de uma cabine telefônica quando chegasse a Bogotá. Porém, nunca chamou. Oxalá as forças obscuras que manejam este país não o tenham desaparecido. Perderiam seu tempo porque ele já contou sua história na Procuradoria Geral da Nação.
Assim pois, queridos leitores, a alegria enorme que sinto pela liberdade obrigatória do Coronel Plazas Vega e dos Generais Arias Cabrales e Iván Ramírez não está completa. E não está porque, além disso, esta conquista deixa a descoberto uma mar de podridão nas instituições que, precisamente, foram criadas para nos proteger dos delinqüentes. A alegria não é completa porque o avanço criminoso e sanguinário das guerrilhas comunistas e seus irmãos siameses - os partidos de esquerda - se apoderaram da Colômbia com o empenho de colocar atrás das grades nossos militares honestos - que são os únicos que podem frear seu avanço -, contando com a participação ativa deste governo que impudicamente deu as costas aos que o elegemos acreditando em suas promessas vazias de derrotar as guerrilhas, quando o que na realidade sempre procurou foi co-governar com elas.
E a grande imprensa deste país? Nada! São cúmplices desta infâmia. Mas isto será outro tema. Entretanto, devemos ir pensando em que este país fica com a gratidão eterna ao Coronel Alfonso Plazas Vega, maculado, humilhado, criticado, difamado pela imprensa, por políticos, juízes, promotores, magistrados... Plazas Vega, que nos salvou da ameaça narco-comunista; que foi objeto do falso testemunho de Gustavo Petro, que jurou ante a lei ter sido torturado pelo coronel, com tão má sorte que ignorava que nas fichas citadas por este delinqüente, o coronel encontrava-se fora do país, assim que teve de se retratar.
Coronel Plazas Vega: Ao senhor devemos uma homenagem de desagravo.
Plazas Vega, que sofreu o cárcere - ainda sofre - em pagamento a seus serviços limpos prestados à Colômbia enquanto os criminosos legislam desde o Congresso, dirigem organizações de Direitos Humanos, ocupam cargos públicos, governos estaduais e desempenham o papel de juízes, promotores, investigadores e carcereiros... Ou são candidatos presidenciais, congressistas e candidatos às prefeituras.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Grande manifestação de militares e policiais na Colômbia!



No próximo domingo estarei viajando para a Colômbia com uma agenda bem cheia, e que vai culminar com o curso “Mentalidade Revolucionária” proferido pelo filósofo e professor Olavo de Carvalho. Mas o principal de minha volta àquele país tão querido é a visita que farei ao coronel Luis Alfonso Plazas Vega, que está encarcerado na Escola de Infantaria do Exército Colombiano, aguardando a apelação feita por seus advogados à condenação de 30 anos de prisão, pelo “desaparecimento” de 11 pessoas no massacre perpetrado no Palácio da Justiça pelo bando terrorista M-19. Como estas pessoas não estão desaparecidas mas muito bem achadas e ele não cometeu nenhum crime, espero em Deus que muito em breve sua libertação seja anunciada. Oxalá fosse enquanto eu estivesse lá...

Em decorrência desta viagem meu tempo, que já é muito espremido para tantas coisas, ficou um pouco mais apertado. Daí que não queria viajar sem deixar registrado um fato notável ocorrido ontem em Bogotá, que deveria servir de exemplo para os brasileiros, sobretudo militares. Diante de tantas injustiças que se vêm cometendo contra as Forças de Segurança (militares e policiais), com julgamentos fraudulentos e criminosos numa verdadeira perseguição desenfreada contra os que, cumprindo a lei e seu dever de defender a pátria, tiveram que abater terroristas; com um ministro da Defesa irresponsável, ignorante e boçal que em vez de defender aqueles a quem representa debocha de suas misérias; com uma Corte Suprema de Justiça que opera a favor de terroristas, os militares e policiais da reserva ativa resolveram fazer ontem uma manifestação pacífica, exigindo respeito, dignidade e que se cumpram as leis de reajustes salariais para aqueles que oferecem até a própria vida para que todos os colombianos, inclusive e principalmente o presidente e seus ministros, possam ter liberdade e sua integridade física preservada.


A Colômbia trava uma guerra contra o narco-terrorismo há 47 anos, onde os militares e policiais são mutilados por minas terrestres, mortos ou lesionados em combate, se embrenhando nas matas fechadas e enfrentando as intempéries para salvar os colombianos seqüestrados pelas FARC e o ELN, perdendo muitos Natais, Páscoas e festas de família e o que recebem em troca do Governo? Palavrinhas amistosas e medalhas de reconhecimento, mas eles também são gente, com famílias, com sonhos, com necessidades como todo ser humano. E foi para exigir que se respeitem esses direitos elementares, como um salário digno da envergadura do seu dia-a-dia que eles lotaram a Praça de Bolívar, bem no centro da capital e muito próxima ao Palácio Presidencial, a Casa de Nariño.
As fotos que ilustram esta breve edição de hoje muito me comoveram porque conheço o lugar, conheço as histórias dos que estão pagando na prisão por uma sentença fraudulenta, e porque sei que aqueles homens fardados merecem, mais que qualquer outros do nosso continente, uma remuneração e reconhecimento dignos do trabalho que fazem há anos: combater o narco-terrorismo das FARC que nos assola diretamente, mas que muitos brasileiros sequer pensam que eles existem e estão lá, combatendo também por nós.
E em razão desta viagem, que estou indo a convite, gostaria de solicitar aos leitores que apreciam meu trabalho que me ajudem financeiramente, porque o convite veio num momento especialmente difícil e evidentemente que terei despesas, além de muitos livros importantíssimos para o meu trabalho que pretendo comprar lá, porque custam um terço do que custariam se eu mandasse buscá-los. Queria que vocês compreendessem que informação custa caro e eu a ofereço a quem quiser me ler, de graça, daí a necessidade dessa colaboração financeira. Imaginem que o livro sobre as FARC lançado na Inglaterra no dia 10 de maio eu comprei, e paguei por ele £ 47, que convertido para o Real me custou R$ 143,00. Quem aqui no Brasil se aventurou a comprar este livro? Não conheço ninguém que o tenha comprado mas todo mundo quer saber o que ele contém, embora muitos jornais tivessem publicado informações que não tinham NADA de novo, pois escrevi sobre o assunto em 2007! E como meu livro ainda não chegou, me reservo o direito de só comentá-lo quando o tiver em mãos. 
Bem, está feito o apelo que ficarei muito agradecida aos que puderem atendê-lo, cujos dados encontram-se do lado direito, pelo PayPal ou via depósito bancário. Lá pretendo fazer outras atualizações do Notalatina, que não foi possível da outra vez porque não levei um adaptador de tomadas, mas agora vou devidamente equipada. Então, fiquem com Deus e até a próxima!






Comentários: G. Salgueiro