terça-feira, 26 de abril de 2011

Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim? Oh! um terrorista das FARC, enfim!

Dois assuntos importantíssimos sobre o envolvimento das FARC com a Venezuela são os temas de hoje do Notalatina, mas não posso deixar de comentar antes um fato gravíssimo que está acontecendo com o meu amigo Alejandro Peña Esclusa. Um mês antes de ser criminosamente preso por crimes que não cometeu - e JAMAIS cometeria -, Alejandro submeteu-se a uma cirurgia para retirar um tumor canceroso na próstata. A intervenção foi bem sucedida mas, como toda operação deste porte, requeria um acompanhamento médico que não foi feito por encontrar-se preso. No princípio deste mês, em decorrência da greve de fome dos estudantes que exigiam dentre outras coisas atendimento médico aos presos políticos, Alejandro foi encaminhado para realizar exames de rotina no necrotério de Bello Monte, denotando um extremo mau gosto e crueldade, conforme indica esta nota, e cujo resultado acusou novo tumor.
Ontem o Mídia Sem Máscara publicou uma entrevista dada por sua esposa Indira, no qual ela denuncia que Alejandro necessita com urgência de uma visita a seu médico para tratamento, pois, como sabemos, este não é do tipo mais agressivo e as chances de uma recuperação plena são extremamente grandes desde que tratado com a máxima urgência. Apesar da notícia já ter-se espalhado pela rede, não vi aqui no Brasil nenhuma manifestação exigindo a libertação de Alejandro para fazer este tratamento, por parte de políticos ou ONGs que defendem os “direitos humanos” de bandidos do mundo todo. Evidentemente o caso dele não inspira compaixão porque ele não é bandido mas este é um tema que devo tratar nos próximos dias, inclusive com uma sugestão de como podemos apoiá-lo. 
Esta história me abalou muito, de maneira que as informações que publico hoje são duas traduções literais sobre a situação das FARC e teço alguns comentários sucintos. A primeira notícia dá conta de que um instituto britânico compilou todos os e-mails encontrados nos computadores de Raúl Reyes (RR) e vai dispor para a venda em CDs a partir do próximo dia 10 de maio. Ainda não sei como farei, mas quero comprar este material de qualquer maneira, uma vez que o Santos, depois que tornou-se presidente da Colômbia e o “mais novo melhor amigo” do amigo das FARC, tem segurado as informações contidas nos computadores de líderes batidos como o próprio RR, de “Tirofijo”, do “Mono Jojoy” e de mais não sei quantos guerrilheiros destacados do bando terrorista.
E a outra tradução nos conta um fato muito interessante. Há anos eu (e todos os militares colombianos) sei que o site de notícias ANNCOL é o porta-voz oficial das FARC, uma vez que o site oficial do bando terrorista passa mais tempo fora do ar do que em atividade. E eis que um dos seus diretores, Joaquín Pérez Becerra, cognome “Alberto”, foi capturado sábado passado na Venezuela e Santos (e toda a imprensa chapa branca, que o bajula vergonhosamente), que afirmou no princípio do mês na Espanha de que na Venezuela não tem mais nenhum terrorista das FARC, desmanchou-se em elogios a Chávez por tê-lo prendido e concordado em extraditá-lo para a Colômbia.
Ocorre que neste episódio há dois pontos fundamentais para este pronto atendimento do ditador venezuelano: 1. Chávez aguarda que Santos extradite Walid Makled à Venezuela para que ele o silencie, encobrindo definitivamente seus incontáveis crimes em conluio com as FARC; e 2. porque a inteligência colombiana estava no encalço do “embaixador” das FARC na Europa e trabalhava conjuntamente com as polícias européias, e que possuía um alerta vermelho dado pela Interpol. Depois de embarcado na Alemanha a polícia deste país informou à Colômbia e à Venezuela de que o terrorista seguia para Caracas. Como não havia nenhum pouso antes de chegar a Caracas, o marginal não pôde escapar, não restando outro remédio a Chávez senão confirmar - e prender - sua chegada ao aeroporto de Maiquetía.
Três advogados venezuelanos já entraram com pedido de habeas corpus nesta segunda-feira em favor do bandido, que muito provavelmente receberá, pois um deles alegou que tal recurso procura garantir “o direito à defesa, o direito à comunicação e o direito a ter seus advogados”, acrescentando que “Alberto” não havia se comunicado ainda com seus familiares (que na verdade era Iván Márquez que vive na Venezuela) e que era um “cidadão sueco”. O mesmo tratamento humano e prestimoso não deram a Alejandro, malgrado todos os esforços de seus advogados.
Essa história ainda vai ter desdobramentos e muito provavelmente “Alberto” não vai ser extraditado, pois Chávez não vai abandonar “os seus” e depois vai alegar que foi a justiça que não permitiu a saída do terrorista do país. É a velha estratégia das tesouras: com uma mão finge que honra o compromisso feito a Santos de combater o terrorismo, e com a outra “dá um jeitinho” de salvar a pele do terrorista. Nós já não estamos fartos de ver coisas semelhantes por aqui? No discurso os comunistas prometem tudo o que o interlocutor quer ouvir, enquanto que na prática seguem fazendo exatamente o que seus planos determinam. E Santos, que de idiota não tem nada, finge que acredita enquanto discursa para o mundo que “seu governo é da paz” com todos os vizinhos. Se alguém passou pela Casa de Nariño domingo passado, provavelmente deve ter visto Santos alegremente procurando nos belos jardins do Palácio, os ovinhos de Páscoa que o coelho escondeu... Fiquem com Deus e até a próxima!

Instituto britânico revelará os documentos do computador de “Raúl Reyes”
Antonio Maria Delgado
O britânico Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) publicará no dia 10 de maio os documentos encontrados no computador do abatido porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que conteria informação-chave sobre os estreitos vínculos entre o governo venezuelano e o movimento guerrilheiro. Os milhares de documentos que entre outras coisas mostram os esforços do presidente venezuelano Hugo Chávez para oferecer respaldo financeiro, político e bélico à organização guerrilheira, estarão disponíveis dentro de CDs que serão vendidos ao público, informou IISS em sua página de Internet. O material encontrado dentro de um computador portátil foi entregue ao instituto pelo governo do então presidente Álvaro Uribe, depois que Raúl Reyes foi abatido em 2008 pelo Exército colombiano em um polêmico bombardeio a um acampamento guerrilheiro em território equatoriano. “São inumeráveis os documentos que há sobre a organização das FARC”, comentou José Obdulio Gaviria, um assessor próximo de Uribe. “O que conhecemos até agora é só a ponta do iceberg; logo se saberão os detalhes das relações das FARC com a Venezuela, Equador e com políticos colombianos e norte-americanos”.
Alguns dos pontos mais importante dados a conhecer até agora, são as tentativas do governo venezuelano de oferecer financiamento ao falecido líder da organização guerrilheira, Antonio Marín, também conhecido como “Tirofijo” e “Manuel Marulanda”. “A informação sobre a relação entre as FARC e o governo da Venezuela são desconcertantes”, comentou Gaviria, que disse ter tido acesso a alguns dos documentos mais sensíveis. “Por exemplo, a magnitude da ajuda que Chávez pretendia dar a Tirofijo era mais ou menos perto dos $ 200 milhões de dólares, e a fórmula que se discutia lá nos arquivos era uma triangulação para fazer a contribuição através de Petróleos de Venezuela (PDVSA). Isso vai ser muito importante para que o mundo veja”. Outros documentos contendo mensagens internas da organização guerrilheira revelam que Chávez tratou de dotar os rebeldes colombianos de armas.
Segundo alguns dos documentos que foram filtrados, o chefe da inteligência militar venezuelana, general Hugo Carvajal, e outros membros das forças armadas de Chávez, trataram de ajudar as FARC a obter diversos tipos de armas, inclusive mísseis anti-aéreos. Em um deles, Iván Márquez, o principal elo da guerrilha com o governo de Chávez, ressalta que Carvajal e outro general venezuelano vão conseguir-lhes 20 bazucas. Do mesmo modo discutiram “a possibilidade de aproveitar a compra de armas à Rússia por parte da Venezuela, para incluir alguns conteiners para as FARC”. Funcionários do governo Uribe haviam anunciado que cerca de 11.000 documentos foram encontrados em três computadores, dois discos externos e três cartões de memória durante a operação militar, na qual morreu Reyes junto com outras 24 pessoas. O governo venezuelano qualificou todas estas informações como uma farsa, dizendo que são parte de uma campanha de desprestígio empreendida pelo “império” contra a revolução socialista empreendida por Chávez.
Porém, o ex-embaixador da Venezuela ante as Nações Unidas, Diego Arria, disse não ter dúvidas sobre sua autenticidade. “Foram certificadas como autênticas pela INTERPOL e o então ministro da Defesa Juan Manuel Santos”, comentou Arria em referência ao quase um milhão de páginas contidas nos documentos. “O IISS é um think tank de grande prestígio e a decisão de entregar os documentos se produziu precisamente porque se procurava dar uma apresentação mundial impecavelmente independente”, acrescentou. Os documentos a ser divulgados em maio estarão acompanhados pelo informe “Os Arquivos das FARC, Venezuela, Equador e os Arquivos Secretos de Raúl Reyes”, elaborado pelos analistas do instituto, que passaram vários meses analisando os documentos. “Este dossiê estratégico fornece informação detalhada sobre o pensamento e evolução das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). É baseado em um estudo dos discos dos computadores pertencentes a Luis Edgar Devía Silva (cognome Raúl Reyes), chefe do Comitê Internacional das FARC, que foram capturados pelas Forças Armadas da Colômbia em uma operação em março de 2008”, ressaltou o IISS em sua página na Internet. Segundo o instituto, “o informe mostra como as FARC evoluíram desde um pequeno e estrategicamente irrelevante grupo, até um movimento insurgente, alimentado pelas receitas da produção de narcóticos, que esteve perto de pôr em perigo a sobrevivência do Estado colombiano”.
Fonte: El Nuevo Herald, Miami
A captura na Venezuela do “embaixador” das FARC é um golpe na “diplomacia” desse grupo
Joaquín Pérez Becerra, vulgo "Alberto", diretor do site ANNCOL porta-voz das FARC na Suécia, era o "embaixador" das FARC na Europa

Está previsto que Joaquín Pérez, direito responsável da página de ANNCOL, chegue à base anti-narcóticos em Bogotá nesta mesma tarde, proveniente de Caracas, Venezuela. “É necessário se reunir o quanto antes para definir assuntos logísticos urgentes”. Esta mensagem de “Iván Márquez”, um dos integrantes do Secretariado das FARC, tirou de Estocolmo rumo à Colômbia Joaquín Pérez Becerra, cognome “Alberto”, o denominado “embaixador”da guerrilha na Europa, em viagem de emergência.
Este homem, que veio à luz pública graças à informação encontrada nos computadores de Raúl Reyes em 2008, fazia parte do estado-maior do bloco internacional das FARC e havia ocupado, em vários temas, o lugar de “Rodrigo Granda”.
Com 30 anos de militância nas FARC, ele é o responsável direto pela página de notícias ANNCOL, hosting que está registrado em seu nome e, segundo a informação de inteligência, manejava as ajudas econômicas internacionais das FARC, assim como os contatos com grupos como o ETA e a compra de armamentos. Nascido em Cali e com cidadania sueca desde 1995, Joaquín Pérez, o “Alberto”, se estabeleceu em Estocolmo dois anos atrás com status de refugiado. Desde esse momento, por ordem do Secretariado, recebeu a missão de estender a comissão internacional das FARC na Itália, Alemanha, Espanha, Holanda, Bélgica, Noruega, Dinamarca, Suécia, Rússia e Líbano. Esta tarefa foi supervisionada por Rodrigo Granda até o momento de sua captura, em dezembro de 2004.
As provas

Com mais de 700 correios nos PC de Raúl Reyes e 50 até agora encontrados nos do “Mono Jojoy”, a Polícia construiu o processo criminal de “Alberto”, que tem ordem de captura na Colômbia, circular vermelha na Interpol e medida de garantia vigente pelos delitos de concerto para delinqüir com fins terroristas, administração de recursos relacionados com fins terroristas e rebelião. Nos correios se evidencia como o Secretariado sustentava economicamente “Alberto”, do mesmo modo que a “Lucas Gualdrón”, o outro assinalado de fazer parte da engrenagem internacional das FARC e que atualmente está na Suíça.
As reportagens das autoridades de emigração dão conta de que Joaquín Pérez pôde chegar aos acampamentos das FARC entrando pelos países vizinhos em 2003, 2004, 2005, 2006 e 2009, quando realizou sua última visita a “Iván Márquez”. Depois da morte de Reyes recebeu a missão de “repolitizar” as FARC na Europa.
Assim foi a captura
Os organismos de segurança da União Européia já tinham identificada a rotina de “Alberto”, que sempre viajava com sua companheira sentimental. Entretanto, sábado passado ele decidiu tomar um vôo em Estocolmo (Suécia), com escala em Frankfurt (Alemanha) sozinho. Saiu de lá às 9:30 da manhã e, graças aos mecanismo de cooperação internacionais, tanto as autoridades venezuelanas como colombianas souberam que chegaria ao aeroporto internacional de Maiquetía, em Caracas, às 3:20 da tarde, no vôo 524, proveniente da cidade alemã. A rapidez da Polícia da Venezuela não lhe deu tempo de reagir. Agora a Colômbia está agilizando a solicitação de extradição. Esta captura, que é um golpe na estrutura logística das FARC, converte-se em um gesto de valiosas proporções do governo de Hugo Chávez.
O que revelam os computadores de “Reyes” e “Jojoy”
6 de setembro de 2001 - (correio de Olga Marín a Raúl Reyes): Alberto Suécia diz que Ricardo (Granda) lhe havia aumentado o orçamento para 1.500 dólares mensais (...) Segundo isso, os três mil que pensei que eram para três meses foram para dois. Ricardo me perguntou no caso de Lucas (Galdrón) e sendo justo, é mais cara a vida na Suíça do que na Suécia e Alberto recebe 200 mais.

27 de junho de 2002 - (correio de Olga Marín a Raúl Reyes): Juan Antonio está sem dinheiro. Receberam-se as seguintes movimentações: Alberto dois mil dólares, Lucas dois mil e Terraza 2 mil.

1º de junho de 2004 - (correio de “Alberto” a Raúl Reyes): Informo-lhe que um colombiano residente aqui na Suécia há 15 anos decidiu ingressar na organização. Ele esteve colaborando com escritos em ANNCOL e na tradução. Chama-se Gildardo, é filósofo graduado na Universidade de Estocolmo. Ele viaja em 10 de janeiro a Caracas e estará pendente de qualquer decisão.
8 de abril de 2007 - (correio de “Alberto” a Reyes): Me falaram de um tipo que vende armas. Eles já lhe compraram 40 fuzis Fal. Me reuni com ele da web para assuntos de ANNCOL.

Fonte: El Tiempo de Bogotá
Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Santa e abençoada Páscoa de Cristo a todos!

"Jesus tendo saído do túmulo como havia predito, concedeu-nos a vida eterna e a Sua grande misericórdia!"

Quero desejar a todos os meus amigos, parentes e leitores uma santa e abençoada Páscoa de Cristo. Ofereço-lhes como presente nesta data que é a maior dentre todas para os cristãos do mundo inteiro, um hino que é cantado durante as “Matinas Pascais” na Liturgia da Igreja Católica Ortodoxa da qual já fiz parte um dia.

Depois de viver anos no deserto, após a minha saída forçada da Igreja Ortodoxa, hoje eu participo das celebrações da Igreja Católica Romana porque não podia ficar tanto tempo longe de Cristo. Mas isto não me fez esquecer da belíssima solenidade da Páscoa Ortodoxa - que continua me fazendo falta -, e por isso quero oferecer-lhes um pouco da beleza desta cerimônia, no “Hino à Virgem” de Páscoa, que segue abaixo no vídeo cantado em inglês e  letra em português para quem quiser acompanhá-la. Quero salientar que na Igreja Ortodoxa não se usam instrumentos musicais mas apenas as vozes humanas, o que torna o louvor mais belo, solene e, de certo modo, angelical.

E como dizemos na Liturgia Pascal: Cristo ressuscitou! Em verdade ressuscitou! E que Ele permaneça nos corações de cada um de nós hoje, sempre e eternamente. Até a próxima!

Hino à Virgem de Páscoa

O Anjo exclamou, oh! cheia de Graça,
Virgem pura rejubila!
De novo digo, rejubila! Teu Filho ressuscitou do túmulo ao terceiro dia.
Resplandece, resplandece,
Oh! Nova Jerusalém,
Pois a Glória do Senhor, brilhou sobre Ti.
Exulta agora e alegra-te Sião.
E Tu o Mãe de Deus toda pura,
Rejubila na Ressurreição do Teu Filho!



Comentários: G. Salgueiro

terça-feira, 19 de abril de 2011

La bloguera cariñosa e o presidente Yankee

Jimmy Carter, vestindo a tradicional 'guayabera', com sua esposa Rosalynn e Fidel Castro, conservado no formol

Eu havia prometido a mim mesma, depois de ser insultada de todas as formas mais grosseiras e descabidas possíveis, que não voltaria a falar da “bloguera cariñosa Yoani Sánchez” (apud meu amigo Heitor De Paola). Entretanto, fatos recentes me obrigam a fazê-lo, não para tentar convencer alguém do que afirmei - e reitero - tempos atrás, senão para que fique registrado para o futuro, quando finalmente os cegos voltarem a enxergar. Aprendi que, quando se faz uma análise de inteligência a primeira regra é: “não acredite no que é oficialmente mostrado; procure o que está oculto”. E quem me ensinou isto foi o ex-agente do antigo KGB, Viktor Suvorov, um mestre do serviço de inteligência soviético.
Em fins de março passado o ex-presidente Jimmy Carter esteve de visita em Havana a convite dos ditadores Castro. Em princípio especulou-se que ele iria advogar pela libertação do judeu-americano Alan Gross, funcionário da USAID que está preso na ilha-cárcere condenado a 15 anos de prisão, por ter fornecido equipamentos eletrônicos à dissidência mas os objetivos eram bem outros. No vídeo abaixo pode-se ver a visita que Carter fez ao Centro Comunitário Judeu em Cuba, onde uma senhora confirma que sua visita “não teve NADA a ver com a libertação de Gross”.
A visita vergonhosa do ex-presidente Carter a Cuba





Pois bem, neste vídeo aparece o cardeal Jaime Ortega bajulando Carter e ouve-se a voz do “dissidente” (que nunca sofreu o mais mínimo arranhão por sua “oposição” ao regime) Osvaldo Payá, onde ele diz que “Carter é uma pessoa que nos inspira confiança e de quem sempre se pode esperar algo bom”. Foi informado também que Carter iria falar com os dissidentes mas, por tudo que vi, os verdadeiros dissidentes não constavam no rol de agraciados, o que confirma minhas suspeitas de que, no mínimo, esta dissidência que aparece e tem plena liberdade de expressão é uma “oposição consentida”, aquela que existe para fazer propaganda de que “há uma abertura” no governo de Raúl Castro. E dentre estes “opositores”, a rainha da farsa é doña Yoani. Vejam o que ela escreveu a respeito da tal visita. No início do texto ela comentava que quando era criança gritava palavras de ordem contra os presidentes americanos, especificamente Carter, e que décadas depois, lá estava ela, apertando a mão do seu outrora inimigo. Traduzi as partes mais importantes da nota, literalmente: 
“E três décadas depois estou aqui, em Havana, conversando com ele e junto a outros rostos conhecidos de nossa insipiente sociedade civil. Pouco me pareço agora agora àquela pioneirinha afundada na histeria dos slogans políticos e este homem com quem falo não se encaixa no papel do governante que foi alvo de meus insultos. Agora ele é um mediador, um homem que não parece interessado em apagar Cuba do mapa, como uma vez me asseguraram na escola primária. Assim que a menina que devia ser o “homem novo” e o ex-comandante das forças armadas dos Estados Unidos se encontraram em um momento de suas vidas em que nenhum dos dois tem a mesma posição de antanho, em que o caminho de ambos tomou a direção do diálogo, embora um dia tivéssemos podido nos matar, enfrentados em algum campo de batalha”.
Vejo-o falar e me pergunto se ele saberá que a mim me formaram para odiá-lo. Ele estará a par de que foi o mal de meus contos infantis, o rosto das grotescas caricaturas dos jornais oficiais, o homem a quem a propaganda governamental culpava de todos os nossos males? Claro que sabe e mesmo assim me estende sua mão, me dirige a palavra, me faz uma pergunta. Mesmo assim, o que foi “o inimigo” me oferece suas frases amáveis.
Bem, como se pôde ver (ou ler), la bloguera cariñosa mostrou todo o seu carinho e admiração por aquele a quem antes a ditadura apresentava como um monstro e hoje, estes mesmos velhos degenerados, sabedores de que têm em Carter um aliado a seus planos, o recebem com pompa e circunstância e “permitem” que seus melhores “opositores”, os companheiros de viagem, aqueles que não lhe causam absolutamente nenhum dano, participem do banquete macabro.
Carter não foi à Cuba advogar pelas liberdades individuais daqueles cidadãos-escravos mas para acertar como seria o “lobby” que fará junto ao Obaminável (apud Heitor De Paola) para libertar os cinco espiões castristas sentenciados e presos nos Estados Unidos. Alan Gross, seu compatriota que não cometeu crime nenhum e foi condenado a 15 anos de prisão que se dane! E dona Yoani apoiando tudo isso, em sua visão tacanha em torno da “blogsfera” da qual ela não sofre nenhuma restrição, como se a pequena ilha - e o mundo - girasse em torno do seu umbigo. No excelente artigo “Jimmy Carter faz ‘lobby’ pelos espiões cubanos”, Mary Anastasia O’Grady disserta com precisão o que este comunista foi fazer na Ilha. E nos dois vídeos abaixo (ambos bem curtinhos), as duas múmias assassinas, Fidel e Raúl, confirmam suas impressões acerca da visita deste “ilustre” visitante.
Reflexões de Fidel sobre o encontro com Carter




Finalizada segunda visita de Carter a Cuba




É importante lembrar, também, que este velhaco tem oferecido apoio a tudo quanto é comunista do nosso continente, tendo participado como “observador” nas incontáveis eleições fraudulentas na Venezuela e demais neo-ditaduras, SEMPRE respaldando as fraudes, mentiras e crimes mais grosseiros como se fosse alguma autoridade que merecesse respeito. Sua máscara agora caiu com esta palhaçada em Cuba, tanto quanto a máscara da “coitadinha-blogueira-dissidente-perseguida-pela-ditadura” que, para completar o circo, foi agraciada com um troféu pelo “Fórum da Liberdade” que ocorreu nos dias 11 e 12 passados em Porto Alegre. O prêmio foi entregue pessoalmente em sua casa, em Havana, por um grupo de cinco “liberais”, quando aproveitou para gravar uma entrevista que foi apresentada durante o evento.
E para que vocês saibam o que ocorre com a verdadeira dissidência na ilha, da qual esta impostora nunca fez parte, leiam aqui o que ocorreu com um grupo de opositores que distribuíam nas ruas a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ou aqui, com um opositor que participava das homenagens ao aniversário de morte de Orlando Zapata Tamayo. Ou ainda aqui, onde o preso político Andrés Frómeta Cuenca cumpriu 19 anos na prisão de Guantánamo (a cubana, da qual o mundo inteiro finge que não existe!), condenado a 46 anos de reclusão pelos delitos de desacato, saída ilegal do país e tentativa de evasão.
Destas pessoas ninguém se lembra ou oferece prêmios, mas Armando Valladares, que passou 22 anos nas masmorras castristas por se negar a abjurar do cristianismo, conhece muito bem quem é Jimmy Carter e descreve, com uma clareza meridiana, qual o papel que ele desempenha atualmente no cenário mundial e especificamente em sua visita a Cuba. Leiam o artigo abaixo, e compreendam qual o papel que dona Yoani representa neste cenário todo. E um dia, mesmo que eu não exista mais, a verdade sobre esta impostora vai aparecer. Fiquem com Deus e até a próxima!
Jimmy Carter: agente de influência do castrismo
Armando Valladares

A DGI cubana (serviço de inteligência dos comunistas) tem diferentes classificações para os que colaboram ou simpatizam com a Revolução Cubana fora de Cuba. Estão os agentes ativos, os agentes adormecidos ou plantados, prontos para “despertar” quando os comunistas requeiram seus serviços e entre outros mais, estão os chamados agentes de influência.
Sobre estes quero centrar minhas observações. Os agentes de influência devem ser intelectuais, professores universitários, jornalistas, políticos, artistas, etc., pessoas que tenham a possibilidade de chegar à opinião pública através do rádio, TV ou da imprensa escrita ou qualquer outro meio.
O agente de influência é aquele que defende os interesses da tirania castrista, que serve como caixa de ressonância da propaganda oficial, que repete as palavras de ordem do regime quase sempre desde uma cobertura democrática, amante da liberdade, respeitável, com nome, condições estas que tornam mais efetivo o trabalho do agente de influência.
Os agentes de influência não cobram por seus serviços à Revolução. São muitas as motivações que inspiram essa decisão de colaborar com os comunistas: frustrações políticas que compensam “passando a fatura” para a sociedade norte-americana (o caso de McGovern), frustrações pessoais, simpatias pela revolução, enfim, são muitas as razões.
Como não cobram, o regime cubano tem atenções com eles. Podem visitar Cuba sem problemas, convidam-nos para congressos, publicam seus artigos no Granma e Juventud Rebelde e, como incomensurável e sublime orgasmo, permitem aos poucos eleitos saudar o tirano octogenário.
Os que no exterior defendem esses interesses supremos da revolução cubana, tais como o levantamento do embargo econômico, que pedem para tirar Cuba da lista de países terroristas, que libertem os cinco espiões e criminosos cubanos que cumprem prisão nos Estados Unidos, que se eliminem as restrições de viagens aos norte-americanos, os que estabelecem isso são, absolutamente, sem dúvida alguma, o que a DGI cubana chama de AGENTES DE INFLUÊNCIA. Eles não têm um carnet nem pediram de maneira oficial para trabalhar para a revolução; eles mesmo se classificam pelo trabalho que realizam. O agente de influência brota espontaneamente. 
Por isso quero dizer que o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, é um desses agentes de influência do governo comunista de Cuba.
Um dia, quando Cuba voltar a ser um país democrático, cuidaremos de fazer um grande parque com um muro onde aparecerão os nomes de todos os políticos, intelectuais, artistas, etc., traidores da liberdade de Cuba. De todos os que apoiaram as torturas e os crimes dos Castro, de todos os que serviram à tirania com seu silêncio cúmplice e sua insensibilidade. Será o “muro da infâmia” e ali estará o nome de Jimmy Carter, entre outros milhares.
Comentários e tradução: G. Salgueiro

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Milícia Nacional Bolivariana e Golpe de Estado na Venezuela

Muitas pessoas se queixam de que o Notalatina não tem atualizações freqüentes como a maioria dos blogs e têm até um pouco de razão. Entretanto, eu não paro de trabalhar e trocar informações preciosas antes mesmo do que sai publicado nos jornais do Brasil, pois mantenho contato permanente com amigos especiais na Colômbia, Estados Unidos, Venezuela e França. Ademais, desde a última edição, há quase um mês, fiz incontáveis traduções com assuntos que de um modo geral são desconhecidos - e de importância capital para nós - da maioria dos brasileiros, fiz uma viagem de trabalho, concedi uma entrevista para a “Radio Martí”, de Miami, escrevi artigos para sites na Colômbia, isto sem contar com coisas pessoais pois, afinal, também tenho vida própria com zilhões de coisas para resolver sozinha, pois não disponho de “assessores” de nenhum tipo.
Durante esse período sem atualização tomei conhecimento de coisas absolutamente aberrantes que, se contadas lá fora, as pessoas custariam a crer que seja verdade. Uma delas ficou por conta da cantora Maria Betânia que pediu, e obteve, um financiamento do Ministério da Cultura no valor de R$ 200 mil, para criar um... blog! Embora este assunto já tenha caído no esquecimento, volto a tocar nele porque certa vez um idiota escreveu um comentário aqui me recriminando por disponibilizar minha conta bancária e um link do PayPal (por insistência de alguns leitores) para que, quem tivesse condições, me ajudasse financeiramente. 
Ora, todo mundo faz isso, no Brasil e no mundo, mas a única que “não tem direito” sou eu, segundo a óptica tacanha daquele leitor. Mas esta criatura sensível com o bolso alheio não se manifestou sobre o blog milionário, certamente porque a cantora é “cumpanhêra”, mesmo que não crie nada e seja apenas uma declamadora de poemas alheios. E, embora alguns espíritos de porco me rotulem de “burguesa”, achem que tenho patrocinadores ou sou regiamente financiada pela CIA, afirmo que vivo do meu parco salário e “na ponta do lápis” (como a maioria dos brasileiros). Por isso preciso sim, que aqueles que dizem admirar e valorizar meu trabalho, façam doações para me ajudar a continuar produzindo, não só no blog, mas nas incontáveis traduções e compra de livros, pois tudo isso tem um custo altíssimo, em dinheiro, tempo, energia e neurônios. Elogio é bom, mas é necessário saber reconhecer com contribuições financeiras também, afinal, não dou palestras com cachê - nem pequeno nem milionário -, como um certo asno que tem recebido títulos de “doutor honoris causa” mundo afora, para vergonha nossa. 
Mas o assunto de hoje é novamente a Venezuela e os desmandos absurdos do ditador psicopata de Miraflores, considerado “o mais novo melhor amigo” do traidor presidente Santos, da Colômbia, que não vi comentado em nenhum jornal nacional, e que ocorreu antes mesmo da lamentável tragédia da escola no Realengo. A propósito, recomendo enfaticamente o artigo do meu amigo Heitor De Paola, intitulado Os ‘especialistas’ atacam novamente!. Ainda sobre este tema, me doeu até as entranhas ver aquelas cenas de terror, e não me canso de ficar perplexa com o comportamento das “autoridades” (ou “especialistas”) sobre a investigação. É impressionante como os órgãos de segurança nacionais (PF, ABIN, GSI, etc.) descartam com uma ligeireza irresponsável uma investigação mais séria quando se fala em terrorismo no Brasil. O general Jorge Armando Félix (ex-GSI) fez isto com a denúncia de que as FARC financiaram a campanha do PT em 2002, a PF e os militares, de que as FARC têm bases e operam no território nacional (comprovadas depois minhas denúncias com o caso “Tatareto”) e agora com a possibilidade do assassino da escola do Realengo ter vínculos com terroristas islâmicos. A Polícia já descartou - SEM QUALQUER INVESTIGAÇÃO - a possibilidade de que havia relações entre o assassino e algum terrorista islâmico, afirmando tratar-se de “delírio” esquizofrênico do assassino e ponto final, não se fala mais nisso. A propósito, a revista “Veja” da semana passada trouxe em matéria de capa um estudo muito sério e grave a respeito dessas conexões aqui no Brasil, e nesta semana voltou a denunciar o mesmo tema envolvendo gente do PT com esses grupos. Por que então a covardia em enfrentar um problema que é real, e não delírio de meia dúzia de investigadores solitários? Fica aí o alerta.
No dia 21 de março último a “Gaceta Oficial” (o Diário Oficial da Venezuela) publicou mais uma emenda na LOFAN (Lei Orgânica das Forças Armadas Nacionais), onde Chávez vai cristalizando mais e mais o socialismo como regime de governo, cada vez mais idêntico ao cubano. Eu ia viajar dois dias depois e não pude comentar a respeito, e desde que voltei não foi possível atualizar o blog. Entretanto, o assunto continua absolutamente vigente e nos diz respeito também, conforme venho denunciando desde 2004.
Milícia Nacional Bolivariana - 60 batalhões deste engendro já funcionam em Caracas

Esta excrescência veio oficializar legalmente a criação das Milícias Bolivarianas como um corpo armado paralelo, com direito a portar armas de modo permanente, comandar tropas e, sem haver cursado nenhuma academia militar, assumir funções dos oficiais da Aviação, do Exército, da Armada e da Guarda Nacional. Esta nova lei modifica totalmente o panorama político nacional, dotando o presidente do instrumento eficaz para “corrigir” qualquer erro dos eleitores. Segundo o texto, a reforma procura “conseguir a maior eficácia política e qualidade revolucionária na construção do socialismo”, quer dizer, diz expressamente que “a milícia tem a finalidade de maximizar a força e eficácia política do cidadão que está no poder, com vistas a uma modificação estrutural da sociedade”
Segundo Chávez, “Em todos os bairros da Venezuela devem-se formar batalhões de milícia, com o objetivo de evitar que voltem a ocorrer situações negativas causadas pela oligarquia... Nós estamos obrigados a triunfar em todas as missões bolivarianas”. Segundo a Constituição, os militares não podem ter filiação política, que é exatamente o que esta reforma impõe na Gaceta Oficial de 21 de março. Quer dizer, Chávez desconhece a Constituição e se auto-intitula acima dela e das Leis, inclusive quando cita expressamente que esta reforma busca a “refundação da nação venezuelana”. 
Em seu Artigo 5, a reforma inclui o lema “Pátria ou Morte!” e cria a figura de oficiais de tropa e de milícia. Já o Artigo 80 estabelece que “O pessoal militar em todos os graus e hierarquias está subordinado ao oficial que ostente o comando”. Isso é extremamente grave porque, como se sabe, a designação dos comandos é prerrogativa exclusiva do Presidente e, nesse caso, Chávez pode - por decreto - designar um miliciano ou um agente do G2 cubano para comandar tropas e dar ordens até a generais, porque “ostentam o comando”.
Três dias depois, a Gaceta Oficial publicou a Resolução nº 01072621 do Ministério da Defesa, intitulada “Educação para a Defesa Integral”, nitidamente inspirada no modelo cubano. Lá, as crianças aprendem a usar fuzis a partir dos 7 anos e repetem diariamente “Seremos como o Che!”. Na Venezuela eles dirão: “Pátria ou morte, ordene, meu comandante!”. Nesta resolução se designa à milícia nacional - agora o quinto componente da Força Armada Nacional - a função de dar aulas obrigatórias de instrução militar nas escolas, liceus e universidades. Sua tarefa é formar crianças-soldados, cuja instrução militar obrigatória inclui formação, desfile, doutrinamento ideológico e treinamento em armas “para defender a Nação”. Vale salientar que isto também é feito pelas FARC, que “recrutam” crianças a partir dos 10, 11 anos.
Em termos de Forças, o Exército Venezuelano profissional supera os 70.000 homens armados. A milícia deseja ter um milhão de homens em armas, conforme disse o general Gustavo González López em janeiro passado, afirmando que há planos para preparar 1.217 batalhões de milicianos no país, dos quais 60 já estariam funcionando em Caracas. Segundo o senador opositor Pablo Medina, “a milícia vai ser usada para controlar as ruas, reprimir os protestos e dissolver uma revolta popular no caso de Chávez perder as eleições de 2012, quando se elege novo presidente na Venezuela. A velha Força Armada vai ser substituída pela milícia”. E o próprio Chávez confirmou isto quando se referiu à reação de seu amigo Kaddafi, na Líbia. 
E esta substituição das Forças Armadas Nacionais é plano antigo do Foro de São Paulo e das FARC, conforme tenho insistentemente denunciado, embora muitos digam que “isto é bobagem, nunca vai acontecer por aqui”. Entretanto, observem o que a terrorista-presidente vem fazendo com os nossos militares e FFAA: tão logo tomou posse, repreendeu o general Elito por suas declarações a respeito das ações saneadoras contra o comuno-terrorismo de 64-83; depois, nomeou a histérica comuna Maria do Rosário como ministra dos direitos dos bandidos; autorizou a criação da “Comissão da Verdade”, que só vai contar mentiras; permitiu a nomeação do terrorista Genoíno - para desmoralizar os militares combatentes - como assessor do Ministério da Defesa; proibiu - e vergonhosamente foi atendida sem um pio! - as manifestações em comemoração ao glorioso 31 de março e, finalmente, através de seu ministro da Defesa, decretou que serão abertos ao público os documentos relativos àquele período, exceto o que se refere à vida dos terroristas. TUDO está consoante os planos elaborados pelo Foro de São Paulo e das FARC.
E nesta segunda-feira (11) em artigo publicado pelo diário “El Nuevo País”, de Miami, a jornalista Patricia Poleo nos conta sobre um tal plano intitulado “Pérola do Caribe”, onde Chávez já tem estabelecidas todas as ações para o caso de uma derrota nas eleições presidenciais de 2012. Um documento redigido por oficiais informa que o general Henry Rangel Silva (aquele envolvido com o narco-traficante Walid Makled, que citei em minha entrevista para o site “Vera Dextra) terá um papel decisivo neste plano. Os detalhes são tão importantes que os traduzo completamente, porque é impossível resumir sem deixar de citar algo grave. São estes os detalhes: 
“a. Retirada das tropas de todos os órgãos de segurança cidadã nacionais, regionais e locais em seus respectivos quartéis, e a manutenção de todos os seus Comandos e Unidades Operacionais, sob às ordens dos Comandos de Área de Defesa Integral.

b. A detenção dos líderes políticos mais caracterizados nas respectivas jurisdições militares.

c. A ocupação militar dos meios de comunicação e a limitação das programações rotineiras com a Milícia Nacional Bolivariana.

d. A ativação de salvo-condutos e a restrição da livre circulação no território nacional.

e. A neutralização das antenas e outros meios técnicos das operadoras de telefonia celular e serviços independentes de Internet.

f. O encerramento dos protocolos de acesso à Internet através do sistema de banda larga pela CANTV (operadora estatal) e as operadoras de telefonia celular.

g. A ocupação militar com a Milícia Nacional Bolivariana dos serviços de água e eletricidade em todo o território nacional.

h. O patrulhamento militar em todo o território nacional com a Milícia Nacional Bolivariana.

i. A manutenção em reserva às ordens do Comandante-em-Chefe das unidades operacionais do Exército Nacional Bolivariano, Armada Nacional Bolivariana, Aviação Militar Bolivariana e Guarda Nacional Bolivariana.

O documento de sete páginas conclui com um parágrafo intitulado: “Requerimentos em Termos de Decisão, Ações e Ordens para a Liderança de toda a sociedade civil”, o qual especifica o seguinte: 

1. Coordenador da MUD (Mesa de Unidade Nacional, opositora a Chávez) em nível nacional, regional e local.
2. Secretários gerias dos partidos políticos integrados na MUD em nível nacional, regional e local.
3. FEDECÂMARAS (Federação do Comércio).
4. Igreja.
5. Chefes de Unidades Operacionais do Plano República em nível nacional.
6. Militares em situação de atividade sem cargos operacionais.
7. Militares aposentados.
8. Meios de comunicação.
9. Empresários.
10. Vizinhos.
11. Estudantes.
12. Exilados.
13. Presos Políticos.

Até aqui nossa informação sobre este documento redigido por militares da ativa, o qual mostra importantes coincidências com temores já expressados publicamente por porta-vozes da sociedade”.
Bem, aí está a explicação para a urgência de Chávez, em dezembro com as tais “Leis Habilitantes” que lhe permitiram criar leis sem necessidade de votação pela Assembléia Nacional, e agora com as alterações feitas na LOFAN. Ele já começou a se preparar para mais um golpe, desta vez um Golpe de Estado, que conta com a prestimosa ajuda de Ramiro Valdés, o carrasco cubano que está comandando todo o serviço de telecomunicações e o forjamento de provas que incriminam opositores, justificando suas prisões, como são os casos de Alejandro Peña Esclusa, do jornalista Leocenis García, do empresário César Camejo Blanco e outros tantos que no Brasil ninguém conhece, se importa ou clama por eles. E enquanto isso, este ditador asqueroso vai à Colômbia mentir sobre os acampamentos das FARC na Venezuela e o pior: Santos acredita e ainda lhe dá de presente o cobiçado Walid Makled. Sobre isto falarei em um próximo artigo. Fiquem com Deus e até a próxima!
Traduções e comentários: G. Salgueiro