domingo, 8 de maio de 2011

Repressão em Cuba e falso dissidente

Muito se falou acerca da “abertura” ao capitalismo que o ditador hereditário Raúl Castro estava imprimindo à Ilha, alegando, os mais sonhadores porém desinformados, que finalmente o velho comunista havia se rendido e reconhecido o fracasso do socialismo. Nada mais enganoso. Eu sempre afirmei, desde que o velho abutre Fidel passou a “herança” para seu irmão, que não só as coisas não iam mudar como iriam piorar sensivelmente. E não me enganei até hoje, do mesmo modo que tenho tentado alertar para o perigo de se apoiar pseudo-dissidentes só porque, através de um bem elaborado trabalho de marketing, “alguns” foram alçados à categoria de “opositores perseguidos por lutar pela liberdade” em Cuba. Está tudo registrado aqui no blog e, quem quiser se dar ao trabalho de pesquisar, vai encontrar o que afirmo.
Na edição de hoje o Notalatina apresenta o informe mensal sobre a perseguição aos que verdadeiramente se expõem para lutar por um mínimo de dignidade humana e que, por isso, sofrem as piores represálias por parte deste regime genocida, tirano e despótico. As cifras são alarmantes. Para se ter uma idéia, só no mês de abril foram presas 271 pessoas, das quais ninguém (fora da ilha) sabe de sua existência ou clama por elas. Eu recebi no informe a lista nominal, mas não publico porque isto tornaria a edição muito longa. Entretanto, tive o cuidado de ler nome por nome e não encontrei ali nenhum dos famosos blogueiros, aqueles que a mídia nacional e internacional se rasga em defesa, alegando sua condição de “pobres perseguidos”.
Ainda nesta edição traduzo uma nota que recebi do informativo “La Voz de Cuba Libre”, do meu velho amigo José Luis Fernández, um incansável opositor da velha guarda cubana residente em Miami, acerca de um pseudo dissidente que até preso foi na repressão que ficou conhecida como a “Primavera Negra de Cuba”, ocorrida em março de 2003, onde 75 intelectuais entre jornalistas, médicos, economistas e bibliotecários foram presos com condenações que iam dos 15 anos a prisão perpétua, e que foi o primeiro a receber liberdade extra-penal. Seu nome é Héctor Palacios Ruiz, e só agora, 4 anos depois de sua libertação é que a legítima dissidência está se dando conta de que ele SEMPRE foi um agente do regime infiltrado no meio da dissidência.
Na foto que apresento ele está com outro “dissidente” suspeitíssimo, Oswaldo Payá Sardiñas que, tal como “la bloguera cariñosa” nunca sofreu a mais mínima repressão, ao contrário: contemplado com o prêmio Andrey Sakarov de Direitos Humanos, foi receber o prêmio na Europa e na volta foi regiamente aplaudido e recepcionado no aeroporto José Martí que ninguém me contou ou li em algum lugar: vi com meus próprios olhos numa cobertura feita pela CNN em Espanhol. E quem tem tantos privilégios assim, se não fizer parte da Nomenklatura? Casos de infiltrados que se faziam passar por dissidentes e que levaram até 20 anos para serem descobertos existem aos montes! Bem, deixo com a consciência de cada um as conclusões sobre o que tenho alertado. A mim só me cabe informar o que sei, com a paciência de aguardar que, quando aqui no Brasil estivermos passando pela mesma situação, como alertei sobre Chávez na Venezuela e só agora as pessoas estão percebendo, não venham me contar como se fosse uma “grande novidade”. Eu fiz a minha parte. Fiquem com Deus e até a próxima!

*****
Informe mensal de violações dos direitos humanos em Cuba - abril de 2011

Com 200 presídios em um território do tamanho do estado de Pernambuco, e com 1.119 presos políticos só no que vai deste ano,  Cuba não pode ter outro qualificativo senão  "Ilha-Cárcere"
Informe enviado por Trinchera Cubana.

Prisões por motivos políticos em 2010: 1.499
Prisões por motivos políticos em 2011: 1.119 (apenas nos 4 primeiros meses do ano).
Janeiro - 181
Fevereiro - 440
Março - 227
Abril - 271
O regime castrista continua violando selvagemente os direitos humanos de todos os habitantes da ilha. Seu aparato repressivo, o Departamento de Segurança do Estado (DSE) - órgão encarregado de reprimir os dissidentes por uma política de governo -, exerce brutais pressões contra a sociedade cubana que pede pacificamente respeito às liberdades fundamentais.
Apesar de que o regime está sobrevivendo graças às divisas que os familiares e as organizações de dissidentes no exterior enviam, os que exercem o jornalismo independente na ilha continuam sendo violentamente perseguidos. Igualmente os que simplesmente se reúnem ou se atrevem a manifestar opiniões contrárias às do regime. Todos estão sofrendo acosso, confiscações, ameaças, detenções, golpes e encarceramentos. 
A polícia política passou do acosso, ameaças e detenções de curta duração, a golpes brutais e atos de repúdio executados por brigadas para-militares, mas dirigidas por oficiais do DSE.
De 15 a 19 de abril - ao celebrar-se o VI Congresso do Partido Comunista, Raúl Castro afirmou que a oposição não teria espaço nas ruas nem nas praças -, nesses dias a polícia política deteve dezenas de opositores e sitiou suas casas. Além de realizar mítines de repúdio, não lhes permitiu sair de suas casas, que permaneciam vigiadas, e impediam a entrada ou saída de qualquer pessoa. Do mesmo modo sucedeu no dia 30, a poucas horas de se comemorar o 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores.
Houve mais de 500 chamadas de denúncias de prisões - desde diferentes partes e penitenciárias do país - de seus familiares e ativistas de direitos humanos.
Efetuou-se o despejo de 8 famílias em Havana. A deportação de centenas de cidadãos a suas cidades, por ter sido declarados ilegais na capital e cidade Mayabeque. A confiscação de artigos de primeira necessidade de pequenos comerciantes que trabalham por conta própria, e produtos do agro de camponeses e intermediários, apesar das supostas novas disposições em contrário.
Efetuou-se a inauguração do Sidatorio, uma penitenciária “especial” em Camagüey (com 124 réus doentes de AIDS, que em sua maioria entraram na prisão sem esta enfermidade). Este reclusório soma-se à Lista de Centros Penitenciários Estruturados por Cidade que passam de 200 em toda a Ilha. Antes do socialismo só havia 20 centros de detenção em nível nacional.
Em 8 prisões (Cerámica Roja, Kilo 8, Sidatorio em Camagüey, Boniatico em Santiago de Cuba, Las Mangas e El Tipico de Manzanillo em Granma, Combinado del Este em Havana e Kilo 5 em Pinar del Río), 32 réus se auto-agrediram exigindo melhores tratamentos dos carcereiros e atenção médica especializada. 14 réus iniciaram greve de fome exigindo direitos básicos, dos quais ainda continuam Alfredo Noa Estopiñan, Andy Frometa Cuenca, Roilan Rodríguez Tito, Julio Rafael Mesa Fariñas, William Cepero García e Jonathan Rigondiao Frometa, esta última uma mulher.
Em Kilo 8, Camagüey, 16 prisioneiros solicitaram uma inspeção do Relator Especial Contra a Tortura da ONU. Nessa penitenciária se enforcou um recluso e outro se ateou fogo para chamar a atenção da opinião pública pelas torturas e condições de confinamento aplicadas aos condenados a prisão perpétua. 
Existem áudios, documentos e vídeos de testemunhos narrados pelas próprias vítimas, alguns postos nas mãos de Organismos Internacionais que velam pelo respeito aos direitos humanos no mundo. Trinchera Cubana oferece uma lista parcial dos detidos durante o mês de abril de 2011, compilada de informações a respeito procedentes da Ilha. Como é óbvio, esta lista é uma pálida imagem da realidade, pois as detenções das forças repressivas ao longo e ao largo da ilha são impossíveis de se reportar em sua totalidade por muitas razões, dentre elas as possíveis terríveis conseqüências que podem acarretar informar ao mundo sobre as atividades criminosas da tirania comunista. Que sirva de exemplo, pois dos milhares de presos políticos cubanos, disseminados desde há décadas pelas 200 penitenciárias da ilha, só se fala dos “75 da Primavera Negra” de 2003.
*****
(La Voz de Cuba Libre questionou Héctor Palacios durante sua visita a Los Angeles, sobre como obteve o dinheiro para suas viagens a 7 cidades da Europa, Ilhas Canárias, Porto Rico e 4 cidades dos Estados Unidos imediatamente depois de sair em “liberdade extra-penal” de Cuba, e de seu regresso à ilha com uma suposta condenação pendente de 25 anos de prisão. Os que a “bandas e fanfarra” o trouxeram para que conhecesse as caras dos exilados que se opõem ao castrismo nos criticaram e nos acusaram de radicais. Na continuação, graças a Nuevo Acción de Aldo Rosado, podem ler de alguém que conheceu pessoalmente Héctor Palacios Ruiz durante seus tempo como Vice-Ministro do Governo do Partido Comunista de Cuba).

“Conheci Héctor Palacios (primeiro da esquerda para a direita, e no centro Oswaldo Payá) em 1973 e ele foi meu chefe no Ministério de Mineração em 1976. Conheço muito bem, sua ex-esposa Zenaida, também capitã do MINIT. Ele, Ten-Cel da Inteligência Militar, seu chefe era Manuel Céspedes Fernández, Coronel. Marambio (o chileno) e Héctor Palacios estiveram juntos em La Moneda no assassinato de Allende e na subversão cubana no Chile. Em 1976 Héctor Palácios foi Vide-Ministro de Recursos Humanos do Ministério da Indústria Básica. Lá seu chefe foi Joel Domenech, acompanhante de Raúl na entrevista com Nikita Kruschev em 1962 e depois alto Chefe da Inteligência Militar. 
Desconheço quando Palacios deixou de ser Vice-Ministro. Jamais Palacios, por sua forma egocêntrica, vaidoso e boa vida que sempre foi, mudou de atitude para deixar de ser um cachorro castrista. Em Cuba ele mandou que me dessem um FRIO à CI e se não fosse por um ramo de marabú que encontrei, dois pistoleiros que me seqüestraram em Colinas de Villareal me teriam matado sob as ordens de Héctor Palacios.
Em um programa “Rumbo Sur” com Pedro Encinosa, Jesús Permuy, Ulises Carbó e este que escreve, falamos por telefone com ele para o programa desde Cuba e os que estavam com ele cortaram a comunicação quando eu lhe disse que me desse razões para sua mudança de atitude, e me justificasse o trabalho divisionista e de escavador que ele estava levando a cabo. Faz mais de 7 anos. Só basta ver a foto de quando saiu da prisão; ele pesava 70 libras a mais que seu peso normal, e foi a primeira liberdade extra-penal que deram aos 75. O preso que tenha dieta especial e visitas livres é do DSE. Quando eu estive preso fiquei até um ano sem visita; entrei com 186 libras e saí com 129 libras, tuberculoso e cego.
Fernando Ed Prida”.
Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Peña Esclusa recebe autorização para realizar exames


O Notalatina informa em edição extraordinária, que finalmente o Tribunal que julga o caso de Alejandro Peña Esclusa aprovou sua transferência para um centro oncológico, a fim de realizar os exames e tratamentos necessários para o câncer do qual é portador.
Conforme eu havia informado na edição anterior, Alejandro teve o primeiro episódio no ano passado, pouco antes de ser acusado de tramar atentados na Venezuela com o terrorista Chávez Abarca, demonstrando mais uma vez o tamanho da aberração na já excessivamente fraudulenta acusação que lhe imputaram, uma vez que convalescia da intervenção cirúrgica que havia feito pouco antes e, evidentemente, não pensava em outra coisa que não em sua saúde, mesmo que fosse o criminoso que Chávez e seus comparsas cubanos alegam ser. 
Na edição passada eu estava muito aflita e sem conseguir pensar em outra coisa que não fosse uma forma de ajudar Alejandro, e passei toda a semana me comunicando com Indira para ver o quê poderíamos fazer de tão longe para pressionar o governo a que o liberasse ao menos para cuidar de sua saúde. Agora me chega esta informação que não é ainda o ideal, sobretudo porque não permitiram a presença do médico de Alejandro nesses exames e porque se houvesse justiça de fato na Venezuela Alejandro sequer teria sido preso, mas já é uma notícia alvissareira uma vez que era urgente que ele fizesse esses exames para avaliar o grau em que se encontra essa recidiva e não permitir que ocorra uma metástase.
Traduzo abaixo o comunicado publicado por Globovisión, bem como a gravação de uma entrevista que Indira ofereceu por telefone a este canal de televisão. Aproveito para reforçar o pedido que Indira faz a todos os cristãos, para que roguem a Deus pela plena recuperação de Alejandro, pois daqui de tão longe, esta é a única maneira que temos de ajudar efetivamente. Fiquem com Deus e até a próxima!
Aprovam traslado de Peña Esclusa ao Oncológico Padre
O Tribunal que julga o caso de Alejandro Peña Esclusa aprovou o traslado do detido até o Oncológico Padre Machado para realizar os exames médicos que possam verificar seu estado de saúde, após a solicitação que sua esposa Indira Ramírez fez na quarta-feira passada, argumentando que ele apresenta câncer de próstata.

Peña Esclusa será levado ao centro de saúde na terça-feira às 11:00 a.m. e na quarta-feira à 1:00 p.m. Foi negada a solicitação da presença do médico pessoal de Peña Esclusa no centro de saúde.
Sua esposa assinalou que a Defensoria do Povo solicitou os processos de Peña Esclusa e na manhã desta sexta-feira foram ao SEBIN e fizeram uma ata.
Ramírez assegurou que Peña Esclusa encontra-se “forte de ânimo” e pediu aos venezuelanos orar por sua saúde neste domingo, dia da beatificação de João Paulo II.



Comentários e tradução: G. Salgueiro

terça-feira, 26 de abril de 2011

Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim? Oh! um terrorista das FARC, enfim!

Dois assuntos importantíssimos sobre o envolvimento das FARC com a Venezuela são os temas de hoje do Notalatina, mas não posso deixar de comentar antes um fato gravíssimo que está acontecendo com o meu amigo Alejandro Peña Esclusa. Um mês antes de ser criminosamente preso por crimes que não cometeu - e JAMAIS cometeria -, Alejandro submeteu-se a uma cirurgia para retirar um tumor canceroso na próstata. A intervenção foi bem sucedida mas, como toda operação deste porte, requeria um acompanhamento médico que não foi feito por encontrar-se preso. No princípio deste mês, em decorrência da greve de fome dos estudantes que exigiam dentre outras coisas atendimento médico aos presos políticos, Alejandro foi encaminhado para realizar exames de rotina no necrotério de Bello Monte, denotando um extremo mau gosto e crueldade, conforme indica esta nota, e cujo resultado acusou novo tumor.
Ontem o Mídia Sem Máscara publicou uma entrevista dada por sua esposa Indira, no qual ela denuncia que Alejandro necessita com urgência de uma visita a seu médico para tratamento, pois, como sabemos, este não é do tipo mais agressivo e as chances de uma recuperação plena são extremamente grandes desde que tratado com a máxima urgência. Apesar da notícia já ter-se espalhado pela rede, não vi aqui no Brasil nenhuma manifestação exigindo a libertação de Alejandro para fazer este tratamento, por parte de políticos ou ONGs que defendem os “direitos humanos” de bandidos do mundo todo. Evidentemente o caso dele não inspira compaixão porque ele não é bandido mas este é um tema que devo tratar nos próximos dias, inclusive com uma sugestão de como podemos apoiá-lo. 
Esta história me abalou muito, de maneira que as informações que publico hoje são duas traduções literais sobre a situação das FARC e teço alguns comentários sucintos. A primeira notícia dá conta de que um instituto britânico compilou todos os e-mails encontrados nos computadores de Raúl Reyes (RR) e vai dispor para a venda em CDs a partir do próximo dia 10 de maio. Ainda não sei como farei, mas quero comprar este material de qualquer maneira, uma vez que o Santos, depois que tornou-se presidente da Colômbia e o “mais novo melhor amigo” do amigo das FARC, tem segurado as informações contidas nos computadores de líderes batidos como o próprio RR, de “Tirofijo”, do “Mono Jojoy” e de mais não sei quantos guerrilheiros destacados do bando terrorista.
E a outra tradução nos conta um fato muito interessante. Há anos eu (e todos os militares colombianos) sei que o site de notícias ANNCOL é o porta-voz oficial das FARC, uma vez que o site oficial do bando terrorista passa mais tempo fora do ar do que em atividade. E eis que um dos seus diretores, Joaquín Pérez Becerra, cognome “Alberto”, foi capturado sábado passado na Venezuela e Santos (e toda a imprensa chapa branca, que o bajula vergonhosamente), que afirmou no princípio do mês na Espanha de que na Venezuela não tem mais nenhum terrorista das FARC, desmanchou-se em elogios a Chávez por tê-lo prendido e concordado em extraditá-lo para a Colômbia.
Ocorre que neste episódio há dois pontos fundamentais para este pronto atendimento do ditador venezuelano: 1. Chávez aguarda que Santos extradite Walid Makled à Venezuela para que ele o silencie, encobrindo definitivamente seus incontáveis crimes em conluio com as FARC; e 2. porque a inteligência colombiana estava no encalço do “embaixador” das FARC na Europa e trabalhava conjuntamente com as polícias européias, e que possuía um alerta vermelho dado pela Interpol. Depois de embarcado na Alemanha a polícia deste país informou à Colômbia e à Venezuela de que o terrorista seguia para Caracas. Como não havia nenhum pouso antes de chegar a Caracas, o marginal não pôde escapar, não restando outro remédio a Chávez senão confirmar - e prender - sua chegada ao aeroporto de Maiquetía.
Três advogados venezuelanos já entraram com pedido de habeas corpus nesta segunda-feira em favor do bandido, que muito provavelmente receberá, pois um deles alegou que tal recurso procura garantir “o direito à defesa, o direito à comunicação e o direito a ter seus advogados”, acrescentando que “Alberto” não havia se comunicado ainda com seus familiares (que na verdade era Iván Márquez que vive na Venezuela) e que era um “cidadão sueco”. O mesmo tratamento humano e prestimoso não deram a Alejandro, malgrado todos os esforços de seus advogados.
Essa história ainda vai ter desdobramentos e muito provavelmente “Alberto” não vai ser extraditado, pois Chávez não vai abandonar “os seus” e depois vai alegar que foi a justiça que não permitiu a saída do terrorista do país. É a velha estratégia das tesouras: com uma mão finge que honra o compromisso feito a Santos de combater o terrorismo, e com a outra “dá um jeitinho” de salvar a pele do terrorista. Nós já não estamos fartos de ver coisas semelhantes por aqui? No discurso os comunistas prometem tudo o que o interlocutor quer ouvir, enquanto que na prática seguem fazendo exatamente o que seus planos determinam. E Santos, que de idiota não tem nada, finge que acredita enquanto discursa para o mundo que “seu governo é da paz” com todos os vizinhos. Se alguém passou pela Casa de Nariño domingo passado, provavelmente deve ter visto Santos alegremente procurando nos belos jardins do Palácio, os ovinhos de Páscoa que o coelho escondeu... Fiquem com Deus e até a próxima!

Instituto britânico revelará os documentos do computador de “Raúl Reyes”
Antonio Maria Delgado
O britânico Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) publicará no dia 10 de maio os documentos encontrados no computador do abatido porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que conteria informação-chave sobre os estreitos vínculos entre o governo venezuelano e o movimento guerrilheiro. Os milhares de documentos que entre outras coisas mostram os esforços do presidente venezuelano Hugo Chávez para oferecer respaldo financeiro, político e bélico à organização guerrilheira, estarão disponíveis dentro de CDs que serão vendidos ao público, informou IISS em sua página de Internet. O material encontrado dentro de um computador portátil foi entregue ao instituto pelo governo do então presidente Álvaro Uribe, depois que Raúl Reyes foi abatido em 2008 pelo Exército colombiano em um polêmico bombardeio a um acampamento guerrilheiro em território equatoriano. “São inumeráveis os documentos que há sobre a organização das FARC”, comentou José Obdulio Gaviria, um assessor próximo de Uribe. “O que conhecemos até agora é só a ponta do iceberg; logo se saberão os detalhes das relações das FARC com a Venezuela, Equador e com políticos colombianos e norte-americanos”.
Alguns dos pontos mais importante dados a conhecer até agora, são as tentativas do governo venezuelano de oferecer financiamento ao falecido líder da organização guerrilheira, Antonio Marín, também conhecido como “Tirofijo” e “Manuel Marulanda”. “A informação sobre a relação entre as FARC e o governo da Venezuela são desconcertantes”, comentou Gaviria, que disse ter tido acesso a alguns dos documentos mais sensíveis. “Por exemplo, a magnitude da ajuda que Chávez pretendia dar a Tirofijo era mais ou menos perto dos $ 200 milhões de dólares, e a fórmula que se discutia lá nos arquivos era uma triangulação para fazer a contribuição através de Petróleos de Venezuela (PDVSA). Isso vai ser muito importante para que o mundo veja”. Outros documentos contendo mensagens internas da organização guerrilheira revelam que Chávez tratou de dotar os rebeldes colombianos de armas.
Segundo alguns dos documentos que foram filtrados, o chefe da inteligência militar venezuelana, general Hugo Carvajal, e outros membros das forças armadas de Chávez, trataram de ajudar as FARC a obter diversos tipos de armas, inclusive mísseis anti-aéreos. Em um deles, Iván Márquez, o principal elo da guerrilha com o governo de Chávez, ressalta que Carvajal e outro general venezuelano vão conseguir-lhes 20 bazucas. Do mesmo modo discutiram “a possibilidade de aproveitar a compra de armas à Rússia por parte da Venezuela, para incluir alguns conteiners para as FARC”. Funcionários do governo Uribe haviam anunciado que cerca de 11.000 documentos foram encontrados em três computadores, dois discos externos e três cartões de memória durante a operação militar, na qual morreu Reyes junto com outras 24 pessoas. O governo venezuelano qualificou todas estas informações como uma farsa, dizendo que são parte de uma campanha de desprestígio empreendida pelo “império” contra a revolução socialista empreendida por Chávez.
Porém, o ex-embaixador da Venezuela ante as Nações Unidas, Diego Arria, disse não ter dúvidas sobre sua autenticidade. “Foram certificadas como autênticas pela INTERPOL e o então ministro da Defesa Juan Manuel Santos”, comentou Arria em referência ao quase um milhão de páginas contidas nos documentos. “O IISS é um think tank de grande prestígio e a decisão de entregar os documentos se produziu precisamente porque se procurava dar uma apresentação mundial impecavelmente independente”, acrescentou. Os documentos a ser divulgados em maio estarão acompanhados pelo informe “Os Arquivos das FARC, Venezuela, Equador e os Arquivos Secretos de Raúl Reyes”, elaborado pelos analistas do instituto, que passaram vários meses analisando os documentos. “Este dossiê estratégico fornece informação detalhada sobre o pensamento e evolução das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). É baseado em um estudo dos discos dos computadores pertencentes a Luis Edgar Devía Silva (cognome Raúl Reyes), chefe do Comitê Internacional das FARC, que foram capturados pelas Forças Armadas da Colômbia em uma operação em março de 2008”, ressaltou o IISS em sua página na Internet. Segundo o instituto, “o informe mostra como as FARC evoluíram desde um pequeno e estrategicamente irrelevante grupo, até um movimento insurgente, alimentado pelas receitas da produção de narcóticos, que esteve perto de pôr em perigo a sobrevivência do Estado colombiano”.
Fonte: El Nuevo Herald, Miami
A captura na Venezuela do “embaixador” das FARC é um golpe na “diplomacia” desse grupo
Joaquín Pérez Becerra, vulgo "Alberto", diretor do site ANNCOL porta-voz das FARC na Suécia, era o "embaixador" das FARC na Europa

Está previsto que Joaquín Pérez, direito responsável da página de ANNCOL, chegue à base anti-narcóticos em Bogotá nesta mesma tarde, proveniente de Caracas, Venezuela. “É necessário se reunir o quanto antes para definir assuntos logísticos urgentes”. Esta mensagem de “Iván Márquez”, um dos integrantes do Secretariado das FARC, tirou de Estocolmo rumo à Colômbia Joaquín Pérez Becerra, cognome “Alberto”, o denominado “embaixador”da guerrilha na Europa, em viagem de emergência.
Este homem, que veio à luz pública graças à informação encontrada nos computadores de Raúl Reyes em 2008, fazia parte do estado-maior do bloco internacional das FARC e havia ocupado, em vários temas, o lugar de “Rodrigo Granda”.
Com 30 anos de militância nas FARC, ele é o responsável direto pela página de notícias ANNCOL, hosting que está registrado em seu nome e, segundo a informação de inteligência, manejava as ajudas econômicas internacionais das FARC, assim como os contatos com grupos como o ETA e a compra de armamentos. Nascido em Cali e com cidadania sueca desde 1995, Joaquín Pérez, o “Alberto”, se estabeleceu em Estocolmo dois anos atrás com status de refugiado. Desde esse momento, por ordem do Secretariado, recebeu a missão de estender a comissão internacional das FARC na Itália, Alemanha, Espanha, Holanda, Bélgica, Noruega, Dinamarca, Suécia, Rússia e Líbano. Esta tarefa foi supervisionada por Rodrigo Granda até o momento de sua captura, em dezembro de 2004.
As provas

Com mais de 700 correios nos PC de Raúl Reyes e 50 até agora encontrados nos do “Mono Jojoy”, a Polícia construiu o processo criminal de “Alberto”, que tem ordem de captura na Colômbia, circular vermelha na Interpol e medida de garantia vigente pelos delitos de concerto para delinqüir com fins terroristas, administração de recursos relacionados com fins terroristas e rebelião. Nos correios se evidencia como o Secretariado sustentava economicamente “Alberto”, do mesmo modo que a “Lucas Gualdrón”, o outro assinalado de fazer parte da engrenagem internacional das FARC e que atualmente está na Suíça.
As reportagens das autoridades de emigração dão conta de que Joaquín Pérez pôde chegar aos acampamentos das FARC entrando pelos países vizinhos em 2003, 2004, 2005, 2006 e 2009, quando realizou sua última visita a “Iván Márquez”. Depois da morte de Reyes recebeu a missão de “repolitizar” as FARC na Europa.
Assim foi a captura
Os organismos de segurança da União Européia já tinham identificada a rotina de “Alberto”, que sempre viajava com sua companheira sentimental. Entretanto, sábado passado ele decidiu tomar um vôo em Estocolmo (Suécia), com escala em Frankfurt (Alemanha) sozinho. Saiu de lá às 9:30 da manhã e, graças aos mecanismo de cooperação internacionais, tanto as autoridades venezuelanas como colombianas souberam que chegaria ao aeroporto internacional de Maiquetía, em Caracas, às 3:20 da tarde, no vôo 524, proveniente da cidade alemã. A rapidez da Polícia da Venezuela não lhe deu tempo de reagir. Agora a Colômbia está agilizando a solicitação de extradição. Esta captura, que é um golpe na estrutura logística das FARC, converte-se em um gesto de valiosas proporções do governo de Hugo Chávez.
O que revelam os computadores de “Reyes” e “Jojoy”
6 de setembro de 2001 - (correio de Olga Marín a Raúl Reyes): Alberto Suécia diz que Ricardo (Granda) lhe havia aumentado o orçamento para 1.500 dólares mensais (...) Segundo isso, os três mil que pensei que eram para três meses foram para dois. Ricardo me perguntou no caso de Lucas (Galdrón) e sendo justo, é mais cara a vida na Suíça do que na Suécia e Alberto recebe 200 mais.

27 de junho de 2002 - (correio de Olga Marín a Raúl Reyes): Juan Antonio está sem dinheiro. Receberam-se as seguintes movimentações: Alberto dois mil dólares, Lucas dois mil e Terraza 2 mil.

1º de junho de 2004 - (correio de “Alberto” a Raúl Reyes): Informo-lhe que um colombiano residente aqui na Suécia há 15 anos decidiu ingressar na organização. Ele esteve colaborando com escritos em ANNCOL e na tradução. Chama-se Gildardo, é filósofo graduado na Universidade de Estocolmo. Ele viaja em 10 de janeiro a Caracas e estará pendente de qualquer decisão.
8 de abril de 2007 - (correio de “Alberto” a Reyes): Me falaram de um tipo que vende armas. Eles já lhe compraram 40 fuzis Fal. Me reuni com ele da web para assuntos de ANNCOL.

Fonte: El Tiempo de Bogotá
Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Santa e abençoada Páscoa de Cristo a todos!

"Jesus tendo saído do túmulo como havia predito, concedeu-nos a vida eterna e a Sua grande misericórdia!"

Quero desejar a todos os meus amigos, parentes e leitores uma santa e abençoada Páscoa de Cristo. Ofereço-lhes como presente nesta data que é a maior dentre todas para os cristãos do mundo inteiro, um hino que é cantado durante as “Matinas Pascais” na Liturgia da Igreja Católica Ortodoxa da qual já fiz parte um dia.

Depois de viver anos no deserto, após a minha saída forçada da Igreja Ortodoxa, hoje eu participo das celebrações da Igreja Católica Romana porque não podia ficar tanto tempo longe de Cristo. Mas isto não me fez esquecer da belíssima solenidade da Páscoa Ortodoxa - que continua me fazendo falta -, e por isso quero oferecer-lhes um pouco da beleza desta cerimônia, no “Hino à Virgem” de Páscoa, que segue abaixo no vídeo cantado em inglês e  letra em português para quem quiser acompanhá-la. Quero salientar que na Igreja Ortodoxa não se usam instrumentos musicais mas apenas as vozes humanas, o que torna o louvor mais belo, solene e, de certo modo, angelical.

E como dizemos na Liturgia Pascal: Cristo ressuscitou! Em verdade ressuscitou! E que Ele permaneça nos corações de cada um de nós hoje, sempre e eternamente. Até a próxima!

Hino à Virgem de Páscoa

O Anjo exclamou, oh! cheia de Graça,
Virgem pura rejubila!
De novo digo, rejubila! Teu Filho ressuscitou do túmulo ao terceiro dia.
Resplandece, resplandece,
Oh! Nova Jerusalém,
Pois a Glória do Senhor, brilhou sobre Ti.
Exulta agora e alegra-te Sião.
E Tu o Mãe de Deus toda pura,
Rejubila na Ressurreição do Teu Filho!



Comentários: G. Salgueiro

terça-feira, 19 de abril de 2011

La bloguera cariñosa e o presidente Yankee

Jimmy Carter, vestindo a tradicional 'guayabera', com sua esposa Rosalynn e Fidel Castro, conservado no formol

Eu havia prometido a mim mesma, depois de ser insultada de todas as formas mais grosseiras e descabidas possíveis, que não voltaria a falar da “bloguera cariñosa Yoani Sánchez” (apud meu amigo Heitor De Paola). Entretanto, fatos recentes me obrigam a fazê-lo, não para tentar convencer alguém do que afirmei - e reitero - tempos atrás, senão para que fique registrado para o futuro, quando finalmente os cegos voltarem a enxergar. Aprendi que, quando se faz uma análise de inteligência a primeira regra é: “não acredite no que é oficialmente mostrado; procure o que está oculto”. E quem me ensinou isto foi o ex-agente do antigo KGB, Viktor Suvorov, um mestre do serviço de inteligência soviético.
Em fins de março passado o ex-presidente Jimmy Carter esteve de visita em Havana a convite dos ditadores Castro. Em princípio especulou-se que ele iria advogar pela libertação do judeu-americano Alan Gross, funcionário da USAID que está preso na ilha-cárcere condenado a 15 anos de prisão, por ter fornecido equipamentos eletrônicos à dissidência mas os objetivos eram bem outros. No vídeo abaixo pode-se ver a visita que Carter fez ao Centro Comunitário Judeu em Cuba, onde uma senhora confirma que sua visita “não teve NADA a ver com a libertação de Gross”.
A visita vergonhosa do ex-presidente Carter a Cuba





Pois bem, neste vídeo aparece o cardeal Jaime Ortega bajulando Carter e ouve-se a voz do “dissidente” (que nunca sofreu o mais mínimo arranhão por sua “oposição” ao regime) Osvaldo Payá, onde ele diz que “Carter é uma pessoa que nos inspira confiança e de quem sempre se pode esperar algo bom”. Foi informado também que Carter iria falar com os dissidentes mas, por tudo que vi, os verdadeiros dissidentes não constavam no rol de agraciados, o que confirma minhas suspeitas de que, no mínimo, esta dissidência que aparece e tem plena liberdade de expressão é uma “oposição consentida”, aquela que existe para fazer propaganda de que “há uma abertura” no governo de Raúl Castro. E dentre estes “opositores”, a rainha da farsa é doña Yoani. Vejam o que ela escreveu a respeito da tal visita. No início do texto ela comentava que quando era criança gritava palavras de ordem contra os presidentes americanos, especificamente Carter, e que décadas depois, lá estava ela, apertando a mão do seu outrora inimigo. Traduzi as partes mais importantes da nota, literalmente: 
“E três décadas depois estou aqui, em Havana, conversando com ele e junto a outros rostos conhecidos de nossa insipiente sociedade civil. Pouco me pareço agora agora àquela pioneirinha afundada na histeria dos slogans políticos e este homem com quem falo não se encaixa no papel do governante que foi alvo de meus insultos. Agora ele é um mediador, um homem que não parece interessado em apagar Cuba do mapa, como uma vez me asseguraram na escola primária. Assim que a menina que devia ser o “homem novo” e o ex-comandante das forças armadas dos Estados Unidos se encontraram em um momento de suas vidas em que nenhum dos dois tem a mesma posição de antanho, em que o caminho de ambos tomou a direção do diálogo, embora um dia tivéssemos podido nos matar, enfrentados em algum campo de batalha”.
Vejo-o falar e me pergunto se ele saberá que a mim me formaram para odiá-lo. Ele estará a par de que foi o mal de meus contos infantis, o rosto das grotescas caricaturas dos jornais oficiais, o homem a quem a propaganda governamental culpava de todos os nossos males? Claro que sabe e mesmo assim me estende sua mão, me dirige a palavra, me faz uma pergunta. Mesmo assim, o que foi “o inimigo” me oferece suas frases amáveis.
Bem, como se pôde ver (ou ler), la bloguera cariñosa mostrou todo o seu carinho e admiração por aquele a quem antes a ditadura apresentava como um monstro e hoje, estes mesmos velhos degenerados, sabedores de que têm em Carter um aliado a seus planos, o recebem com pompa e circunstância e “permitem” que seus melhores “opositores”, os companheiros de viagem, aqueles que não lhe causam absolutamente nenhum dano, participem do banquete macabro.
Carter não foi à Cuba advogar pelas liberdades individuais daqueles cidadãos-escravos mas para acertar como seria o “lobby” que fará junto ao Obaminável (apud Heitor De Paola) para libertar os cinco espiões castristas sentenciados e presos nos Estados Unidos. Alan Gross, seu compatriota que não cometeu crime nenhum e foi condenado a 15 anos de prisão que se dane! E dona Yoani apoiando tudo isso, em sua visão tacanha em torno da “blogsfera” da qual ela não sofre nenhuma restrição, como se a pequena ilha - e o mundo - girasse em torno do seu umbigo. No excelente artigo “Jimmy Carter faz ‘lobby’ pelos espiões cubanos”, Mary Anastasia O’Grady disserta com precisão o que este comunista foi fazer na Ilha. E nos dois vídeos abaixo (ambos bem curtinhos), as duas múmias assassinas, Fidel e Raúl, confirmam suas impressões acerca da visita deste “ilustre” visitante.
Reflexões de Fidel sobre o encontro com Carter




Finalizada segunda visita de Carter a Cuba




É importante lembrar, também, que este velhaco tem oferecido apoio a tudo quanto é comunista do nosso continente, tendo participado como “observador” nas incontáveis eleições fraudulentas na Venezuela e demais neo-ditaduras, SEMPRE respaldando as fraudes, mentiras e crimes mais grosseiros como se fosse alguma autoridade que merecesse respeito. Sua máscara agora caiu com esta palhaçada em Cuba, tanto quanto a máscara da “coitadinha-blogueira-dissidente-perseguida-pela-ditadura” que, para completar o circo, foi agraciada com um troféu pelo “Fórum da Liberdade” que ocorreu nos dias 11 e 12 passados em Porto Alegre. O prêmio foi entregue pessoalmente em sua casa, em Havana, por um grupo de cinco “liberais”, quando aproveitou para gravar uma entrevista que foi apresentada durante o evento.
E para que vocês saibam o que ocorre com a verdadeira dissidência na ilha, da qual esta impostora nunca fez parte, leiam aqui o que ocorreu com um grupo de opositores que distribuíam nas ruas a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ou aqui, com um opositor que participava das homenagens ao aniversário de morte de Orlando Zapata Tamayo. Ou ainda aqui, onde o preso político Andrés Frómeta Cuenca cumpriu 19 anos na prisão de Guantánamo (a cubana, da qual o mundo inteiro finge que não existe!), condenado a 46 anos de reclusão pelos delitos de desacato, saída ilegal do país e tentativa de evasão.
Destas pessoas ninguém se lembra ou oferece prêmios, mas Armando Valladares, que passou 22 anos nas masmorras castristas por se negar a abjurar do cristianismo, conhece muito bem quem é Jimmy Carter e descreve, com uma clareza meridiana, qual o papel que ele desempenha atualmente no cenário mundial e especificamente em sua visita a Cuba. Leiam o artigo abaixo, e compreendam qual o papel que dona Yoani representa neste cenário todo. E um dia, mesmo que eu não exista mais, a verdade sobre esta impostora vai aparecer. Fiquem com Deus e até a próxima!
Jimmy Carter: agente de influência do castrismo
Armando Valladares

A DGI cubana (serviço de inteligência dos comunistas) tem diferentes classificações para os que colaboram ou simpatizam com a Revolução Cubana fora de Cuba. Estão os agentes ativos, os agentes adormecidos ou plantados, prontos para “despertar” quando os comunistas requeiram seus serviços e entre outros mais, estão os chamados agentes de influência.
Sobre estes quero centrar minhas observações. Os agentes de influência devem ser intelectuais, professores universitários, jornalistas, políticos, artistas, etc., pessoas que tenham a possibilidade de chegar à opinião pública através do rádio, TV ou da imprensa escrita ou qualquer outro meio.
O agente de influência é aquele que defende os interesses da tirania castrista, que serve como caixa de ressonância da propaganda oficial, que repete as palavras de ordem do regime quase sempre desde uma cobertura democrática, amante da liberdade, respeitável, com nome, condições estas que tornam mais efetivo o trabalho do agente de influência.
Os agentes de influência não cobram por seus serviços à Revolução. São muitas as motivações que inspiram essa decisão de colaborar com os comunistas: frustrações políticas que compensam “passando a fatura” para a sociedade norte-americana (o caso de McGovern), frustrações pessoais, simpatias pela revolução, enfim, são muitas as razões.
Como não cobram, o regime cubano tem atenções com eles. Podem visitar Cuba sem problemas, convidam-nos para congressos, publicam seus artigos no Granma e Juventud Rebelde e, como incomensurável e sublime orgasmo, permitem aos poucos eleitos saudar o tirano octogenário.
Os que no exterior defendem esses interesses supremos da revolução cubana, tais como o levantamento do embargo econômico, que pedem para tirar Cuba da lista de países terroristas, que libertem os cinco espiões e criminosos cubanos que cumprem prisão nos Estados Unidos, que se eliminem as restrições de viagens aos norte-americanos, os que estabelecem isso são, absolutamente, sem dúvida alguma, o que a DGI cubana chama de AGENTES DE INFLUÊNCIA. Eles não têm um carnet nem pediram de maneira oficial para trabalhar para a revolução; eles mesmo se classificam pelo trabalho que realizam. O agente de influência brota espontaneamente. 
Por isso quero dizer que o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, é um desses agentes de influência do governo comunista de Cuba.
Um dia, quando Cuba voltar a ser um país democrático, cuidaremos de fazer um grande parque com um muro onde aparecerão os nomes de todos os políticos, intelectuais, artistas, etc., traidores da liberdade de Cuba. De todos os que apoiaram as torturas e os crimes dos Castro, de todos os que serviram à tirania com seu silêncio cúmplice e sua insensibilidade. Será o “muro da infâmia” e ali estará o nome de Jimmy Carter, entre outros milhares.
Comentários e tradução: G. Salgueiro