quinta-feira, 10 de março de 2011

Resposta a "alguém que estava lá" no resgate dos seqüestrados das FARC

O Notalatina recebeu um comentário no dia 26 de fevereiro, relativo à última edição, mas não pude publicar nem comentar em decorrência de uma tenosinovite no braço direito - o dominante - que, além da medicação específica, foi necessário engessá-lo por completo. Desta forma, fiquei impossibilitada de escrever ou fazer qualquer esforço com este braço. E como não tenho boa coordenação motora com o braço esquerdo, esperei recuperar-me plenamente porque senti necessidade de responder esse comentário de forma detalhada e publicamente. Quanto aos comunas que teimam em postar seus excrementos, aviso que para desespero de vocês não vou parar com o meu trabalho porque vocês não representam NADA para mim. Vão chafurdar no chiqueiro de vocês, bando de vagabundos!
Antes de responder ao comentário, porém, quero fazer aqui uma denúncia gravíssima que ocorreu no último dia 3 na Colômbia, e que espelha o descaso do presidente Juan Manuel Santos com o Plano de Segurança Democrática criado por Uribe. Refiro-me à tentativa de assassinato do Dr. Fernando Vargas Quemba, advogado que defende as vítimas do terrorismo guerrilheiro - sobretudo os militares - e as comunidades afro-descendentes que são perseguidas pelas FARC. No artigo Outra vez atentam contra minha vida vocês podem compreender a gravidade do fato que, queiramos ou não, deve nos importar.
Bem, o comentário (que publico ipsi literis) foi anônimo mas dá a entender que foi escrito por um militar da FAB que participou da operação de resgate dos seqüestrados das FARC. E suponho que foi um desses militares porque a pessoa diz que “estas são palavras de quem estava lá”. Ao que me consta, nenhum civil brasileiro participou da operação. Se acaso me equivoco de pessoa, peço desculpas mas não retiro nem uma vírgula do que tenho a dizer; se foi mesmo um militar, compreendo e respeito seu anonimato.
O missivista me acusa de “irresponsabilidade”, “inconseqüência” e “imprudência” por ter denunciado que aquela operação visava a, tão-somente, dar cobertura à fuga de “Alfonso Cano”, chefe máximo das FARC. O missivista não leu, entretanto, que na nota que escrevi antecedendo o artigo que traduzi de Ricardo Puentes Melo, respeitadíssimo jornalista colombiano, sobretudo entre os militares, eu afirmei isto: “Não quero acreditar que nossos militares se prestaram a esse papel degradante e vergonhoso”.
Obviamente o autor do comentário não me conhece e entendeu que me baseei em fontes sem credibilidade e, ademais, que estava denegrindo nossos militares e nossas Forças Armadas. Se isto fosse verdade, eu não seria articulista do “Jornal Inconfidência” de Minas Gerais, fundado pelo grupo de mesmo nome e que inicialmente era composto só de militares. O Coronel Carlos Cláudio Miguez, seu editor, é meu amigo pessoal e me tem grande apreço, conhece minha defesa aguerrida às nossas Forças Armadas e respeita meu trabalho como poucos. Tenho ainda a honra de ser respeitada por militares da ativa e da reserva, de sargentos a generais e almirantes, e todos eles conhecem bem o meu trabalho para confiarem na lisura e responsabilidade que sempre me nortearam.
Isto posto, passo a responder o comentário intercalando em azul.

Terrorista das FARC, cognome "Marlon" e "Teodora de Bolívar" no Cañon de las Hermosas
Fonte: El Espectador
“Como colaboração, só queria dizer que é uma irresponsabilidade dizer que os militares brasileiros transportaram Alfonso Cano. 
Em nenhum momento foi dito isto, nem por mim nem pelo jornalista Ricardo Puentes Melo. O que talvez o missivista desconheça é que o esconderijo de Alfonso Cano situa-se exatamente no Cañon de las Hermosas, no Tolima, e que esta foi a região escolhida para a entrega dos seqüestrados. Com a liberação das Forças de Segurança dessa área, ficaria mais fácil ele fugir para outro local mais seguro, livrando-se do cerco militar que está muito acirrado. E a revolta da Colômbia inteira, inclusive do presidente Santos, deveu-se a isto.
Há anos as FARC insistem numa “zona de despejo”, como houve na época do presidente Andrés Pastrana e que mostrou-se ser a maior estupidez cometida por um governante. Uribe não voltou a conceder esta insanidade e agora, com a farsa de que os seqüestrados seriam entregues lá, as ações militares naquela área foram suspensas. Não recebendo as vítimas no local combinado e tendo que se deslocar para o Cauca, deixou-se por mais não sei quantas horas esta área desmilitarizada - conforme previa o acordo entre Governo e FARC - permitindo a fuga de Cano.

Os soldados brasileiros cumpriram perfeitamente o que estava previsto nos memorandos de entendiamento assinados entre a Cruz Vermelha e o Governo brasileiro.
Não tenho qualquer dúvida a esse respeito, sobretudo porque sei que missão se cumpre! O que mais uma vez o autor do comentário parece não saber, é que nem a Cruz Vermelha na Colômbia, nem o Governo brasileiro estão preocupados com as vítimas daquele terrorismo comunista miserável, mas com seus autores, as FARC, de quem são cúmplices. Eu tenho muitos amigos na Colômbia, sobretudo no Exército, mas nenhum deles, por mais respeito e carinho que me tenham, me chamam de “compatriota”. As FARC, entretanto, chamaram a atual presidente assim, em mensagem felicitando-a pela sua vitória nas eleições, que foi publicado em seu site na ocasião (hoje encontra-se indisponível), e que pode-se ler no site ANNCOL, porta-voz dos terroristas: http://www.anncol.eu/noticias-del-mundo/4/farc-saluda-elecci%C3%B3n-de-dilma-a-la-presidencia-de-brasil1027?templateId=1027 

Ler o que alguém escreve na mídia, hoje em dia, requer muito cuidado e precaução. Nos tempos atuais, o compromisso com a divulgação da verdade, nem sempre é observado. Acreditar piamente em uma versão apenas é no mínimo imprudência e inconsequência.

O missivista certamente está lendo o meu blog pela primeira vez, pois o compromisso com a verdade sempre foi meu norte, e se não fosse assim, não teria o respeito de profissionais da envergadura de Olavo de Carvalho, do ex-presidente Álvaro Uribe da Colômbia, e de militares do serviço de inteligência do Exército colombiano.
De um modo geral, minhas fontes são primárias e a maioria delas publicadas com exclusividade, uma vez que recebo diretamente de fontes fidedignas da Colômbia. E, neste caso, não tratou-se de “uma fonte apenas” mas era voz corrente na Colômbia, inclusive dos próprios militares e do presidente Santos.

Acusações sobre pessoas ilibadas que dedicam suas vidas em servir a pátria, desinteressadamente, buscando sempre representar nosso amado País, com demonstração de profissionalismo, competência e extrema dedicação, mostram como temos muito a crescer ainda como Nação unida, patriota e inteligente.

Um dos helicópteros brasileiros enviados para resgatar os seqüestrados das FARC
Fonte: El Espectador
Volto a afirmar que não acusei pessoas ilibadas, no caso, os militares da FAB que participaram da operação, mas sim aqueles que os usaram e expuseram ao escárnio, a serviço do bando terrorista das FARC sem sequer se darem conta do papel que lhes foi reservado. “Representar nosso país”, neste caso, foi servir às FARC, e não àqueles milhares de colombianos que se opõem a eles. Mas os senhores não perceberam...
A ex-senadora Piedad Córdoba, que é comprovadamente a porta-voz das FARC e por isso foi cassada em seu mandato político, conhece e defende o Plano Estratégico das FARC que, dentre outras coisas, pretende destruir as Forças Armadas nacionais dos países da região. A competência, seriedade e profissionalismo dos militares brasileiros é reconhecida mundialmente, no entanto, não tendo argumentos plausíveis para justificar a trapaça armada pelas FARC para dar fuga a seu chefe máximo, “Teodora de Bolívar”, alcunha da ex-senadora nas FARC não hesitou em denegrir estas qualidades dos militares brasileiros.
Primeiro, as FARC negaram ter dado as coordenadas erradas; depois, “Teodora” alegou “mal tempo” e as FARC disseram que houve “operações militares na área”, que sabidamente estavam suspensas por força do acordo. Finalmente, em conluio com as FARC esta desclassificada alegou a incompetência dos pilotos brasileiros em ler corretamente as informações dadas pelo bando terrorista. Ora, será que pilotos experientes e com não sei quantas horas de vôo não sabem ler corretamente as coordenadas de um plano de vôo? Isto sim, é irresponsabilidade! Isto sim, é desrespeito absoluto!
Acreditar na palavra destes bandidos terroristas é não conhecer NADA de seu procedimento rotineiro, pois somente quando foram descobertas as comunicações existentes nos computadores de Raúl Reyes pôde-se confirmar o que o governo e as Forças de Segurança já sabiam há tempo, como: o assassinato brutal dos 11 deputados do Valle del Cauca, que eles negaram; o ataque ao Club El Nogal, que eles negaram; a destruição por ato terrorista de aquedutos, pontes e linhas de transmissão elétrica, que eles negaram, porque este é o modus operandi das FARC, que conta com o irrestrito apoio e respaldo de sua representante em Bogotá, a abominável “Teodora de Bolívar”.
Assistam o vídeo abaixo, onde esta mentirosa profissional diz que a entrega não foi feita por culpa dos “incompetentes” pilotos brasileiros que não identificaram um “sinal de menos”, e entendam minha revolta: 





Há que se entender que vivemos em estado de direito. Toda missão cumprida por militares vem do perfeito cumprimento do dever legal. Atacar quem estava lá cumprindo ordens chega a ser anti ético. fere a moral de pessoas sérias e honestas.

Em nenhum momento eu questionei isto, pois sei que qualquer servidor público - que também já fui - cumpre ordens de seus superiores, mais ainda os militares. E, repito, não “ataquei” quem estava lá mas quem os enviou, e os propósitos espúrios subjacentes a esta missão. São essas pessoas que “ferem a moral de pessoas sérias e honestas”. 
Os militares colombianos tinham e têm capacidade e competência suficientes para cumprir missões como esta, pois já a realizaram incontáveis vezes e conhecem melhor que ninguém a região de selva seu país. Então, por que enviar os militares brasileiros para serem repudiados por quase um país inteiro, servirem de escárnio aos que conhecem bem o mister deste bando terrorista e ainda respaldar um “desagravo” totalmente descabido, pois seu objetivo era fortalecer aquela a quem a Corte Suprema de Justiça baniu da vida pública por ser a porta-voz das FARC? 

Os outros comentários não posso contestar, nem concordar, pois, de forma bastante responsável e prudente, afirmo que não tenho conhecimento para opinar.

Respeito e concordo com sua posição, pois é exatamente assim que eu ajo, pois não sou irresponsável.

Estas sao palavras de quem estava lá, cumprindo com extrema dedicação a sua missão, com o máximo de imparcialidade, discrição e neutralidade.

Muito obrigado e felicidades a todos”.

Suas palavras só reforçam o que sempre pensei sobre os militares brasileiros mas, se o senhor estava lá, cumprindo rigorosamente com sua missão, devia saber também com “quem” estava lidando, pois a esta raça espúria pouco importa a dignidade de um ser humano ou o profissionalismo e competência de um militar, se isto não serve para seus propósitos. E o propósito desta guerrilha comuno-terrorista é tomar o poder na marra, banhando o país com o sangue de inocentes, contando para isto com o apoio irrestrito desta presidente elegida por 56 milhões de - esses sim! - irresponsáveis ignorantes, nos quais não me incluo.

E para concluir, faço-lhe apenas duas perguntas: até quando os militares vão continua enfiando a cabeça na terra como avestruzes, para não enxergar que o plano do governo anterior e o deste é destruir nossas Forças Armadas completamente? Até quando os senhores vão apontar suas baterias para o inimigo errado? Estudem as estratégias do Foro de São Paulo, e o Plano Estratégico das FARC, leiam o livro El Plan del Foro de Sao Paulo para destruir las Fuerzas Armadas e então poderão compreender minha revolta e minha luta que não é, nem nunca foi, contra nenhum dos senhores. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Com apoio do Brasil, "Alfonso Cano" foge da Colômbia

Tenho constatado, com funda preocupação, que os brasileiros continuam se lixando para o que acontece nos países ao nosso redor, e isso me fez pensar muitas vezes em encerrar este blog por sua admirável inutilidade. Não raras vezes, recebo de correspondentes informações que denunciei há meses, senão há anos, que eles receberam de mim através das edições do Notalatina e nunca deram qualquer importância, revelando assim que não lêem o que escrevo. Por que então gastar meu precioso tempo para informar a quem não tem qualquer interesse em ler o que denuncio, seja em textos próprios ou traduzidos? Porque não o faço para nenhuma pessoa em particular, mas para que fique registrado para a posteridade. E é por isso que meu trabalho é reconhecido, respeitado e valorizado fora do país, sobretudo no nosso continente.
E por isso mesmo é que hoje volto a bater na mesma tecla, traduzindo um artigo gravíssimo do respeitado jornalista colombiano, Ricardo Puentes Melo, sobre o ocorrido neste último fim de semana em relação à palhaçada do “acordo humanitário” das FARC e da repugnante moleca de recados deste bando terrorista, “Teodora de Bolívar” a ex-senadora Piedad Córdoba.
Para situá-los um pouco sobre o tema abordado no artigo, as FARC haviam se comprometido, como gesto de “desagravo” à inabilitação de “Teodora de Bolívar” por 18 anos da vida política, por ter ficado comprovado seus nexos com as FARC, a libertar unilateralmente cinco dos quatro mil e tantos seqüestrados em seu poder. O anúncio foi feito logo após a cassação mas só há duas semanas começaram a fazer as exigências, todas aceitas e atendidas pelo presidente Santos e seu Ministério da Defesa.
Então, no domingo passado deveriam ser libertados os três últimos mas isto não ocorreu. Os terroristas deram as coordenadas de uma cidade e lá não apareceram, informando depois que libertariam um outro, que não constava de lista, e que seria noutra cidade, não combinada no protocolo anterior. E por que aconteceu isto? Sem um argumento convincente, a moleca de recados afirmou que a culpa fora do “mal tempo”, que ninguém viu. Agora Ricardo Puentes escreve um artigo duríssimo e extremamente grave, revelando o que já é voz corrente na Colômbia. Não quero acreditar que nossos militares se prestaram a esse papel degradante e vergonhoso mas, por ordens do governo terrorista que temos agora e que foi saudado pelo próprio “Alfonso Cano” como “compatriota”, tudo é possível. 
E como dever de consciência, não posso deixar de fazer esta denúncia que só o tempo dirá se procede ou não, embora os motivos para tal atitude estejam bem delineados neste contundente artigo do meu amigo Cel Villamarín cuja leitura recomendo. Depois disso, nada há a acrescentar, a não ser que fiquem com Deus e até a próxima!

Santos permite fuga de Alfonso Cano

Ricardo Puentes Melo
"Teodora de Bolívar" com a Cruz Vermelha Internacional, planejam a fuga de "Cano"

O esperado: “Alfonso Cano”, o perigoso narco-terrorista, comandante das FARC, escapou com ajuda dos governos colombiano e brasileiro.
A má notícia da fuga de “Cano” foi confirmada a “Periodismo Sin Fronteras”, por várias fontes muito bem informadas e de total credibilidade.
Toda a montagem para a fuga de “Cano” começou a ser forjada no final do ano passado, quando as FARC anunciaram em 8 de dezembro de 2010 que, em desagravo à Piedad Córdoba, destituída pelo Procurador Alejandro Ordóñez devido a suas relações com esta guerrilha, iam realizar uma série de libertações dos seqüestrados em seu poder.
A este desagravo organizado pelas FARC, uniu-se o presidente Juan Manuel Santos, amigo íntimo de Piedad Córdoba desde há muitos anos, e seu co-partidário no Partido Liberal (na Colômbia, como nos Estados Unidos, partido de esquerda. GS). Santos, de imediato, aceitou satisfeito o convite das FARC e nomeou Piedad Córdoba como mediadora nestas libertações, além de prometer colocá-la como alta assessora de paz em um futuro próximo.
Incrível! Piedad Córdoba, que deveria estar atrás das grades por seus nexos infames com as FARC, é re-inserida e desagravada pelas FRAC e pelo presidente Santos.
A trama desta montagem, cujo fim era permitir a fuga de “Alfonso Cano”, continuou neste 7 de fevereiro de 2011 quando Piedad Córdoba, cognome “Teodora de Bolívar”, viajou ao Brasil acompanhada de Hernando Gómez e Danilo Rueda, membros de “Colombianos e colombianas pela Paz (CCP)”, e de Michael Kramer, representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR - na sigla em espanhol), entidade já legendária por seus estranhos nexos com a narco-guerrilha colombiana.
O conto chinês que lançaram à opinião pública era que viajavam em uma “missão humanitária” para ultimar os detalhes com o governo da guerrilheira Dilma Rousseff, presidente do Brasil, que, sem que ninguém lhe pedisse, ofereceu prazerosamente prover dois helicópteros para o traslado dos seqüestrados.
Ninguém se perguntou para que diabos se necessitariam de helicópteros da Força Aérea do Brasil. Porém, agradeceram a Rousseff, felicitada pelas FARC e por Santos após sua vitória eleitoral, os encheram com tripulação brasileira e com delegados da Cruz Vermelha e ninguém averiguou mais nada.
A farsa continuou. O camarada Santos, colocando sua melhor cara de dignidade, disse que não lhe agradava nem um pouco o “show midiático absurdo” das FARC e criticou que Armando Acuña, o vereador libertado, saísse de terno e gravata da selva. O estranho é que ele mesmo autorizou todo este “show midiático absurdo”.
Porém, enquanto Santos criticava “duramente” o show e autorizava o despejo do território nacional para a livre ação das FARC, os helicópteros foram aproveitados para concretizar seu verdadeiro objetivo: permitir a fuga de “Alfonso Cano”, tirá-lo do estado de Tolima e facilitar sua entrada no Brasil ou Venezuela, que seria seu destino final, aproveitando que Chávez hospeda lá todos os cabeças do Estado maior das FARC.
Neste sábado passado, ao mesmo tempo em que a imprensa estava concentrada nas palavras de Santos, um dos helicópteros brasileiros realizou várias e suspeitas aterrissagens em diferentes pontos do estado de Tolima. Tudo parece indicar que “Cano” foi recolhido no Cañon de las Hermosas e deixado em Mariquita. Dali, supomos, “Alfonso Cano” passará para onde está o novo melhor amigo do camarada Santos, o tirano de Miraflores, Hugo Chávez (se através do Brasil ou diretamente, não sabemos).
Foi por isso que as FARC entregaram “coordenadas falsas”. Por isso pedem novo prazo para a entrega dos seqüestrados que prometeram libertar e não o fizeram. Tanto as FARC como Piedad Córdoba e seus eternos aliados, os membros da Cruz Vermelha Internacional, sabiam que o objetivo era salvar “Cano” da perseguição do Exército colombiano.
Seria muito aventurado assegurar que o camarada Santos também sabia. Porém, eu tenho a íntima convicção de que sim. Santos, seguidor e amigo de Fidel Castro, admirador de Gloria Cuartas, discípulo fiel do amigo do ELN, López Michelsen (ex-presidente da Colômbia), e socialista confesso, sabia que o plano real era esse.
Minha íntima convicção infere-se com o conhecimento de todos de que Santos, precursor do Caguán, foi quem idealizou a zona de despejo para as FARC, que se concretizaria durante o governo de Andrés Pastrana, governo do qual ele fez parte como ministro da Fazenda. Em uma reunião com “Raúl Reyes”, na Costa Rica, em 1997, ele selou o acordo que levaria Pastrana à presidência.
Minha convicção é também originada pela certeza de que a família Santos, amiga de Fidel Castro, “Tirofijo” e “Alfonso Cano”, uma vez mais pisoteia a dignidade dos colombianos e insulta nosso Exército. A eles pouco lhes importa os milhares de soldados assassinados pelas FARC, os que ficaram amputados de braços e pernas, as viúvas que deixaram; seu desprezo pelos órfãos destes heróis que deram sua vida para nos livrar do flagelo narco-terrorista da guerrilha, é evidente.
A família Santos continuará em seus clubes, passeando pela Europa, vivendo parasitariamente de nossos impostos, encarcerando militares acusando-os de “Falsos Positivos”, enquanto seus garotinhos delfins usam os helicópteros do Exército para seus passeinhos com os amigos do colégio e da universidade. E, o que é pior, enquanto a Colômbia inteira derrama seu sangue para que estes profanos permitam que seu grande verdugo escape para o exterior.
A Colômbia foi traída mais uma vez. Enquanto nosso Exército está sendo humilhado e perseguido nesta guerra jurídica, os inimigos da pátria são elevados à categoria de “gestores de paz” ou levados em helicópteros brasileiros para a liberdade, longe do acosso do Exército.
General Navas, suas lágrimas de impotência e raiva derramadas pelos soldados assassinados ou desmembrados foram respondidas com a fuga de “Alfonso Cano”. Porém, saiba o senhor, general, que este país sofre com cada golpe avesso que os inimigos propinam às nossas Forças Armadas. E esteja certo, general Navas, que não desconhecemos a cumplicidade ou a indiferença do alto governo nestes ataques que procuram desmoralizar a tropa e entregá-la nas mãos do comunismo assassino que hoje administra a Justiça.
Colombianos, bem-vindos de novo ao Caguán!
Comentários e tradução: G. Salgueiro

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Entrevista com Graça Salgueiro no blog "Vera Dextra"

No fim do ano passado fui convidada a dar uma entrevista aos proprietários do blog Vera Dextra mas em  decorrência de minha mudança, só em princípios de novembro pudemos realizá-la. Eu já havia citado este blog aqui, no Notalatina, como um dos poucos que admiro uma vez que, além da seriedade com que seus proprietários o editam, o material publicado por eles é de excelente qualidade informativa, coisa rara hoje em dia onde qualquer um cria um blog para escrever montanhas de bobagens cheias de erros gramaticais de doer até na alma.
Pois bem, então ontem a edição ficou pronta e eles publicaram essa entrevista exclusiva comigo feita pelo Skype. Confesso que apesar do nervosismo que sempre me acomete quando tenho que falar em público, me deu muito prazer porque esses garotos são inteligentes e souberam escolher muito adequadamente as perguntas. A demora na divulgação deveu-se ao enorme trabalho que eles tiveram para editar - e ficou um primor, com aquela música belíssima que tem a minha cara! -, recorrendo aos prestimosos conhecimentos de informática do meu querido “cavaleiro andante”, Alex Brum Machado.
Essa edição de hoje é praticamente de avisos porque só a entrevista já diz tudo o que eu gostaria de escrever e o tempo não me permite. Então, queria chamar a atenção de vocês para o blog do meu amigo Anatoli que, se já era bom agora ficou melhor, com um espaço para notícias de Ukrania que - asseguro - nunca foram publicadas pela mídia brasileira. Com o auxílio competentíssimo de Oksana Kowaltschuk, as notícias mais recentes e não reveladas sobre a Ukrania e a pressão do Kremlin (leia-se Putin) para re-anexar os países do ex bloco da União Soviética, que antes eram privilégio meu, do Anatoli e talvez uns poucos amigos dela, agora estão disponíveis para qualquer um que tenha interesse em conhecer o que DE FATO está acontecendo do Leste Europeu.
Outro aviso importante: o blog “Cavaleiro do Templo” criou um espaço para enquetes e a desta semana é: “O que você está achando do governo Dilma?”. Convido-os a votar, clicando aqui.
E para finalizar os avisos, informo aos amigos que generosamente colaboram com doações para este blog que, com a fusão dos bancos Real e Santander, os dados da minha conta foram modificados. Em breve esta informação estará disponível no banner ao lado mas por enquanto os disponibilizo aqui: 
Banco Santander - 033
Agência - 4059
Conta - 010004612
E, finalmente, quero agradecer do fundo do coração esta oportunidade honrosa que me foi dada, de ser a primeira de uma série de entrevistados no novo formato do blog “Vera Dextra”. Que o trabalho de vocês se amplie e frutifique! Os vídeos da entrevista podem ser vistos aqui, mais abaixo, ou no próprio blog autor do trabalho. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro


Parte 1



Parte 2



Parte 3

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Últimas notícias do caso Peña Esclusa

Voltando com as últimas notícias da audiência de Peña Esclusa.

Esta audiência era para decidir se Alejandro deveria aguardar julgamento em liberdade ou encarcerado. Ainda não era para julgá-lo do crime que foi acusado, fraudulentamente, pelo regime ditatorial chavista. Segundo acaba de nos informar Indira, através do Facebook, o juiz decidiu que ele deverá ser julgado em data posterior, mas privado da liberdade ou seja, encarcerado, acusado dos crimes "associação para delinqüir e ocultamento de armas de guerra".

Desde que ele foi preso, seus advogados tentaram um habeas corpus mas foi negado por este mesmo juiz, Luis Cabrera, considerando a "periculosidade" dos crimes de que era acusado. Chávez queira Alejandro fora de circulação acreditando que, encarcerado, sua voz e sua popularidade iriam ser calados sob o calabouço onde o trancafiaram. Agora Chávez pode dormir tranqüilo, pois o "terrorista" Alejandro Peña Esclusa vai mofar nos calabouços miseráveis de seu regime criminoso por mais algum tempo mas, a Justiça Divina pode tardar mas não falha, e o dia de Chávez há de chegar.

Não digo isto me referindo a um assassinato, do qual sou absolutamente contra, porque o infeliz se livra das acusações. Refiro-me ao peso da justiça que um dia há de julgá-lo, com todo o rigor da Lei. A Venezuela não vai viver sob esta infâmia chavista por muito tempo e um dia ele sentará no banco dos réus, na Venezuela ou em Haya, mas seu dia haverá de chegar, com a graça de Deus.

Que Deus ajude e ampare Alejandro e sua brava família, para que aceitem esta provação com a serenidade que sempre marcou suas vidas e que desespera o demoníaco Chávez.

A este juiz infame, prevaricador e miserável, que Deus não lhe permita ter um minuto de sossego e que cada vez que ele se sentar no tribunal, milhões de vozes ecoem em sua consciência condenando-o pelo crime que ele acaba de cometer investido de uma toga contra um inocente.

Estou tristíssima mas não podemos esmorecer porque um cristão vive da esperança e, afinal, o caso não está concluído. Por isso insisto com todos para que, quem ainda não assinou aquela petição que o faça sem demora, pois vamos continuar lutando pela liberdade de Alejandro.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

Audiência de Alejandro: juiz estrela adia sentença em mais de 4 horas!

Alejandro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA


A audiência na qual o juiz Luis Cabrera iria dar a sentença ao julgamento de Alejandro Peña Esclusa, estava marcada para 1 da tarde mas foi adiada para as 2:00 o que, como há uma diferença de fuso horário de 1:45 a maior para o Brasil, já deve ter começado.
Falei há pouco com Indira, que estava desde 1 da tarde plantada na frente do Palácio da Justiça e ela me confirmou que o julgamento está sendo feito a portas fechadas, conforme eu deduzi ontem. Quer dizer, isto não é um simples julgamento mas um “tribunal revolucionário” como sempre ocorreu na Cuba dos ditadores Castro. Não foi à toa que o sanguinário Ramiro Valdés foi enviado para a Venezuela, com a desculpa esfarrapada de que iria ajudar no problema energético, quando todo mundo sabe que a única coisa que ele sabe fazer bem é torturar e fuzilar inocentes. Desde a chegada deste maléfico personagem que as perseguições aumentaram, os métodos adotados para incriminar inocentes são os mesmos de Cuba, as expropriações se exacerbaram e o modelo ditatorial de Chávez já não se distingue do de Cuba.
Acabo de receber outro informe de Indira dizendo que, mais uma vez, a audiência foi adiada para 4:00 h., ou seja, não vamos tomar conhecimento de nada antes das 6:00 h. Esses adiamentos podem significar muitas coisas, mas uma delas é que o juiz está divido entre o seu dever constitucional no cargo de que é investido, de libertar um inocente que é vítima de perseguição política, ou agradar ao seu amo, o ditador Chávez. Outra possibilidade ainda é ele ter dado a sentença favorável a Alejandro, da qual Chávez tomou conhecimento, e está lutando para ser revertida a favor do crime que ele e seus comparsas cometeram contra Alejandro.
Isto me lembra da demora em se dar o resultado da consulta ao Referendo Revocatório ocorrido em 3 de dezembro de 2007, quando a Venezuela deu um rotundo não a Chávez e ele não pôde aceitar. Naquela ocasião, a solução encontrada foi diminuir a quantidade de votos (fraudulentamente, é claro) dados contra o Referendo, tornando a derrota de Chávez mais “palatável”. Leiam aqui o que o Notalatina  publicou na época e depois vamos comparar com o resultado do julgamento de Alejandro hoje.
E enquanto este juiz faz guerra de nervos e banca uma donzela cortejada por mil brutamontes, assistam estes dois vídeos abaixo divulgados por Fuerza Solidaria, uma das ONGs presididas por Alejandro. O programa “La Noche”, do canal internacional NTN 24, da Colômbia e dirigido pela jornalista Claudia Gurisatti, entrevistou no último dia 26 Alejandro e Indira. No primeiro vídeo, faz-se um apanhado da vida política e uma entrevista feita a ele, desde a prisão, lida por um locutor. E no segundo, entrevista com Indira e o senador boliviano, Bernardo Gutiérrez, opositor ao governo, e um dos autores da carta emitida a Chávez exigindo a libertação de Alejandro.
Agradeço ao meu amigo Alex, que como sempre, meu fiel escudeiro disponibilizou o link para que eu pudesse divulgar essas entrevistas. Bem, continuo na expectativa da decisão deste juiz estrela, rogando a Deus e ao Divino Espírito Santo que iluminem aquele recinto e façam prevalecer a Sua Justiça. Estarei de volta a qualquer momento, com as últimas notícias. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro



O julgamento de Peña Esclusa



Faço uma breve atualização do Notalatina para informar sobre o julgamento do meu amigo Alejandro Peña Esclusa que, como os que lêem este blog estão sabendo, está encarcerado desde 12 de julho do ano passado nos calabouços do SEBIN (Serviço Bolivariano de Informação Nacional), após ter sua casa invadida por 20 policiais que plantaram “provas” de suas “intenções terroristas” contra Chávez e a Venezuela.
Mesmo a defesa tendo solicitado que ele aguardasse o julgamento em liberdade, o juiz do caso, que é membro do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela, o partido de Chávez) não permitiu, certamente pelo seu “alto grau de periculosidade”. 
E finalmente a audiência foi marcada para hoje. Segundo informações dadas por Indira, esposa de Alejandro através do Facebook, Alejandro acusou o juiz Luís Cabrera de “parcialidade política contra ele”, disse que “o processo está cheio de vícios evidentes” e que “o caso nunca deveria ter avançado até este dia”. O juiz suspendeu a audiência e disse que não sabia ainda se saía do julgamento como juiz do caso ou se escolhia outro e que retornariam às 3:00 PM.
Este retorno só aconteceu muito depois da hora marcada. A defesa de Alejandro foi contundente, derrubando todos os argumentos da promotoria. Entretanto, o juiz Cabrera declarou “sem lugar” a recusa feita por Alejandro. A audiência continuou e finalmente às 6:00 PM o juiz anunciou que só vai dar seu veredicto amanhã (28), à 1:00 PM.
Indira e os amigos de Alejandro na Venezuela, e as organizações que ele preside (Fuerza Solidaria e UnoAmérica) estão convocando toda a sociedade e organizações de direitos humanos a fazer uma concentração em frente às portas do Palácio da Justiça a partir de 1:00 PM, onde será feita uma coletiva de imprensa e se aguardará a sentença do juiz.
Quero salientar aqui que, quando li a mensagem de Indira no Facebook, compreendi (embora ela não tenha dito explicitamente) que só soube do que ocorreu na audiência depois do recesso, informações certamente dadas pelo advogado de Alejandro, o que significa que esta audiência está ocorrendo de portas fechadas, como sempre ocorreu nos julgamentos de Cuba. Com os cubanos mandando em tudo ali, é de se esperar que isto não seja mesmo um julgamento comum mas um “tribunal revolucionário” e esta atitude prova, mais uma vez, que na Venezuela vige um regime ditatorial castro-chavista.
É evidente que não podemos estar de corpo presente nas manifestações que vão ocorrer lá amanhã, mas nada nos impede de estarmos unidos em oração, para que o Espírito Santo, que é o “Espírito de Verdade”, ilumine a consciência deste juiz porque “Deus tudo pode em quem Nele crê”. E eu creio que mesmo que este juiz seja chavista, ele entende de Leis e vai perceber a quantidade de aberrações e crimes cometidos nesta prisão arbitrária e ilegal. É isto que eu peço a Deus com muita fé: que no momento de ditar a sentença este lado prevaleça e o juiz decrete sua inocência, a qual nunca duvidei, desde o momento em que tomei conhecimento do fato.


Peço aos caríssimos leitores que ainda não assinaram a petição, ou que disseram-me via e-mail que gostariam de pôr seu nome, que não deixem de assiná-la clicando neste link: http://www.ipetitions.com/petition/esclusa/
Amanhã estarei alerta ao resultado e, com certeza, o Notalatina vai divulgar. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro