quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Com apoio do Brasil, "Alfonso Cano" foge da Colômbia

Tenho constatado, com funda preocupação, que os brasileiros continuam se lixando para o que acontece nos países ao nosso redor, e isso me fez pensar muitas vezes em encerrar este blog por sua admirável inutilidade. Não raras vezes, recebo de correspondentes informações que denunciei há meses, senão há anos, que eles receberam de mim através das edições do Notalatina e nunca deram qualquer importância, revelando assim que não lêem o que escrevo. Por que então gastar meu precioso tempo para informar a quem não tem qualquer interesse em ler o que denuncio, seja em textos próprios ou traduzidos? Porque não o faço para nenhuma pessoa em particular, mas para que fique registrado para a posteridade. E é por isso que meu trabalho é reconhecido, respeitado e valorizado fora do país, sobretudo no nosso continente.
E por isso mesmo é que hoje volto a bater na mesma tecla, traduzindo um artigo gravíssimo do respeitado jornalista colombiano, Ricardo Puentes Melo, sobre o ocorrido neste último fim de semana em relação à palhaçada do “acordo humanitário” das FARC e da repugnante moleca de recados deste bando terrorista, “Teodora de Bolívar” a ex-senadora Piedad Córdoba.
Para situá-los um pouco sobre o tema abordado no artigo, as FARC haviam se comprometido, como gesto de “desagravo” à inabilitação de “Teodora de Bolívar” por 18 anos da vida política, por ter ficado comprovado seus nexos com as FARC, a libertar unilateralmente cinco dos quatro mil e tantos seqüestrados em seu poder. O anúncio foi feito logo após a cassação mas só há duas semanas começaram a fazer as exigências, todas aceitas e atendidas pelo presidente Santos e seu Ministério da Defesa.
Então, no domingo passado deveriam ser libertados os três últimos mas isto não ocorreu. Os terroristas deram as coordenadas de uma cidade e lá não apareceram, informando depois que libertariam um outro, que não constava de lista, e que seria noutra cidade, não combinada no protocolo anterior. E por que aconteceu isto? Sem um argumento convincente, a moleca de recados afirmou que a culpa fora do “mal tempo”, que ninguém viu. Agora Ricardo Puentes escreve um artigo duríssimo e extremamente grave, revelando o que já é voz corrente na Colômbia. Não quero acreditar que nossos militares se prestaram a esse papel degradante e vergonhoso mas, por ordens do governo terrorista que temos agora e que foi saudado pelo próprio “Alfonso Cano” como “compatriota”, tudo é possível. 
E como dever de consciência, não posso deixar de fazer esta denúncia que só o tempo dirá se procede ou não, embora os motivos para tal atitude estejam bem delineados neste contundente artigo do meu amigo Cel Villamarín cuja leitura recomendo. Depois disso, nada há a acrescentar, a não ser que fiquem com Deus e até a próxima!

Santos permite fuga de Alfonso Cano

Ricardo Puentes Melo
"Teodora de Bolívar" com a Cruz Vermelha Internacional, planejam a fuga de "Cano"

O esperado: “Alfonso Cano”, o perigoso narco-terrorista, comandante das FARC, escapou com ajuda dos governos colombiano e brasileiro.
A má notícia da fuga de “Cano” foi confirmada a “Periodismo Sin Fronteras”, por várias fontes muito bem informadas e de total credibilidade.
Toda a montagem para a fuga de “Cano” começou a ser forjada no final do ano passado, quando as FARC anunciaram em 8 de dezembro de 2010 que, em desagravo à Piedad Córdoba, destituída pelo Procurador Alejandro Ordóñez devido a suas relações com esta guerrilha, iam realizar uma série de libertações dos seqüestrados em seu poder.
A este desagravo organizado pelas FARC, uniu-se o presidente Juan Manuel Santos, amigo íntimo de Piedad Córdoba desde há muitos anos, e seu co-partidário no Partido Liberal (na Colômbia, como nos Estados Unidos, partido de esquerda. GS). Santos, de imediato, aceitou satisfeito o convite das FARC e nomeou Piedad Córdoba como mediadora nestas libertações, além de prometer colocá-la como alta assessora de paz em um futuro próximo.
Incrível! Piedad Córdoba, que deveria estar atrás das grades por seus nexos infames com as FARC, é re-inserida e desagravada pelas FRAC e pelo presidente Santos.
A trama desta montagem, cujo fim era permitir a fuga de “Alfonso Cano”, continuou neste 7 de fevereiro de 2011 quando Piedad Córdoba, cognome “Teodora de Bolívar”, viajou ao Brasil acompanhada de Hernando Gómez e Danilo Rueda, membros de “Colombianos e colombianas pela Paz (CCP)”, e de Michael Kramer, representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR - na sigla em espanhol), entidade já legendária por seus estranhos nexos com a narco-guerrilha colombiana.
O conto chinês que lançaram à opinião pública era que viajavam em uma “missão humanitária” para ultimar os detalhes com o governo da guerrilheira Dilma Rousseff, presidente do Brasil, que, sem que ninguém lhe pedisse, ofereceu prazerosamente prover dois helicópteros para o traslado dos seqüestrados.
Ninguém se perguntou para que diabos se necessitariam de helicópteros da Força Aérea do Brasil. Porém, agradeceram a Rousseff, felicitada pelas FARC e por Santos após sua vitória eleitoral, os encheram com tripulação brasileira e com delegados da Cruz Vermelha e ninguém averiguou mais nada.
A farsa continuou. O camarada Santos, colocando sua melhor cara de dignidade, disse que não lhe agradava nem um pouco o “show midiático absurdo” das FARC e criticou que Armando Acuña, o vereador libertado, saísse de terno e gravata da selva. O estranho é que ele mesmo autorizou todo este “show midiático absurdo”.
Porém, enquanto Santos criticava “duramente” o show e autorizava o despejo do território nacional para a livre ação das FARC, os helicópteros foram aproveitados para concretizar seu verdadeiro objetivo: permitir a fuga de “Alfonso Cano”, tirá-lo do estado de Tolima e facilitar sua entrada no Brasil ou Venezuela, que seria seu destino final, aproveitando que Chávez hospeda lá todos os cabeças do Estado maior das FARC.
Neste sábado passado, ao mesmo tempo em que a imprensa estava concentrada nas palavras de Santos, um dos helicópteros brasileiros realizou várias e suspeitas aterrissagens em diferentes pontos do estado de Tolima. Tudo parece indicar que “Cano” foi recolhido no Cañon de las Hermosas e deixado em Mariquita. Dali, supomos, “Alfonso Cano” passará para onde está o novo melhor amigo do camarada Santos, o tirano de Miraflores, Hugo Chávez (se através do Brasil ou diretamente, não sabemos).
Foi por isso que as FARC entregaram “coordenadas falsas”. Por isso pedem novo prazo para a entrega dos seqüestrados que prometeram libertar e não o fizeram. Tanto as FARC como Piedad Córdoba e seus eternos aliados, os membros da Cruz Vermelha Internacional, sabiam que o objetivo era salvar “Cano” da perseguição do Exército colombiano.
Seria muito aventurado assegurar que o camarada Santos também sabia. Porém, eu tenho a íntima convicção de que sim. Santos, seguidor e amigo de Fidel Castro, admirador de Gloria Cuartas, discípulo fiel do amigo do ELN, López Michelsen (ex-presidente da Colômbia), e socialista confesso, sabia que o plano real era esse.
Minha íntima convicção infere-se com o conhecimento de todos de que Santos, precursor do Caguán, foi quem idealizou a zona de despejo para as FARC, que se concretizaria durante o governo de Andrés Pastrana, governo do qual ele fez parte como ministro da Fazenda. Em uma reunião com “Raúl Reyes”, na Costa Rica, em 1997, ele selou o acordo que levaria Pastrana à presidência.
Minha convicção é também originada pela certeza de que a família Santos, amiga de Fidel Castro, “Tirofijo” e “Alfonso Cano”, uma vez mais pisoteia a dignidade dos colombianos e insulta nosso Exército. A eles pouco lhes importa os milhares de soldados assassinados pelas FARC, os que ficaram amputados de braços e pernas, as viúvas que deixaram; seu desprezo pelos órfãos destes heróis que deram sua vida para nos livrar do flagelo narco-terrorista da guerrilha, é evidente.
A família Santos continuará em seus clubes, passeando pela Europa, vivendo parasitariamente de nossos impostos, encarcerando militares acusando-os de “Falsos Positivos”, enquanto seus garotinhos delfins usam os helicópteros do Exército para seus passeinhos com os amigos do colégio e da universidade. E, o que é pior, enquanto a Colômbia inteira derrama seu sangue para que estes profanos permitam que seu grande verdugo escape para o exterior.
A Colômbia foi traída mais uma vez. Enquanto nosso Exército está sendo humilhado e perseguido nesta guerra jurídica, os inimigos da pátria são elevados à categoria de “gestores de paz” ou levados em helicópteros brasileiros para a liberdade, longe do acosso do Exército.
General Navas, suas lágrimas de impotência e raiva derramadas pelos soldados assassinados ou desmembrados foram respondidas com a fuga de “Alfonso Cano”. Porém, saiba o senhor, general, que este país sofre com cada golpe avesso que os inimigos propinam às nossas Forças Armadas. E esteja certo, general Navas, que não desconhecemos a cumplicidade ou a indiferença do alto governo nestes ataques que procuram desmoralizar a tropa e entregá-la nas mãos do comunismo assassino que hoje administra a Justiça.
Colombianos, bem-vindos de novo ao Caguán!
Comentários e tradução: G. Salgueiro

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Entrevista com Graça Salgueiro no blog "Vera Dextra"

No fim do ano passado fui convidada a dar uma entrevista aos proprietários do blog Vera Dextra mas em  decorrência de minha mudança, só em princípios de novembro pudemos realizá-la. Eu já havia citado este blog aqui, no Notalatina, como um dos poucos que admiro uma vez que, além da seriedade com que seus proprietários o editam, o material publicado por eles é de excelente qualidade informativa, coisa rara hoje em dia onde qualquer um cria um blog para escrever montanhas de bobagens cheias de erros gramaticais de doer até na alma.
Pois bem, então ontem a edição ficou pronta e eles publicaram essa entrevista exclusiva comigo feita pelo Skype. Confesso que apesar do nervosismo que sempre me acomete quando tenho que falar em público, me deu muito prazer porque esses garotos são inteligentes e souberam escolher muito adequadamente as perguntas. A demora na divulgação deveu-se ao enorme trabalho que eles tiveram para editar - e ficou um primor, com aquela música belíssima que tem a minha cara! -, recorrendo aos prestimosos conhecimentos de informática do meu querido “cavaleiro andante”, Alex Brum Machado.
Essa edição de hoje é praticamente de avisos porque só a entrevista já diz tudo o que eu gostaria de escrever e o tempo não me permite. Então, queria chamar a atenção de vocês para o blog do meu amigo Anatoli que, se já era bom agora ficou melhor, com um espaço para notícias de Ukrania que - asseguro - nunca foram publicadas pela mídia brasileira. Com o auxílio competentíssimo de Oksana Kowaltschuk, as notícias mais recentes e não reveladas sobre a Ukrania e a pressão do Kremlin (leia-se Putin) para re-anexar os países do ex bloco da União Soviética, que antes eram privilégio meu, do Anatoli e talvez uns poucos amigos dela, agora estão disponíveis para qualquer um que tenha interesse em conhecer o que DE FATO está acontecendo do Leste Europeu.
Outro aviso importante: o blog “Cavaleiro do Templo” criou um espaço para enquetes e a desta semana é: “O que você está achando do governo Dilma?”. Convido-os a votar, clicando aqui.
E para finalizar os avisos, informo aos amigos que generosamente colaboram com doações para este blog que, com a fusão dos bancos Real e Santander, os dados da minha conta foram modificados. Em breve esta informação estará disponível no banner ao lado mas por enquanto os disponibilizo aqui: 
Banco Santander - 033
Agência - 4059
Conta - 010004612
E, finalmente, quero agradecer do fundo do coração esta oportunidade honrosa que me foi dada, de ser a primeira de uma série de entrevistados no novo formato do blog “Vera Dextra”. Que o trabalho de vocês se amplie e frutifique! Os vídeos da entrevista podem ser vistos aqui, mais abaixo, ou no próprio blog autor do trabalho. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro


Parte 1



Parte 2



Parte 3

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Últimas notícias do caso Peña Esclusa

Voltando com as últimas notícias da audiência de Peña Esclusa.

Esta audiência era para decidir se Alejandro deveria aguardar julgamento em liberdade ou encarcerado. Ainda não era para julgá-lo do crime que foi acusado, fraudulentamente, pelo regime ditatorial chavista. Segundo acaba de nos informar Indira, através do Facebook, o juiz decidiu que ele deverá ser julgado em data posterior, mas privado da liberdade ou seja, encarcerado, acusado dos crimes "associação para delinqüir e ocultamento de armas de guerra".

Desde que ele foi preso, seus advogados tentaram um habeas corpus mas foi negado por este mesmo juiz, Luis Cabrera, considerando a "periculosidade" dos crimes de que era acusado. Chávez queira Alejandro fora de circulação acreditando que, encarcerado, sua voz e sua popularidade iriam ser calados sob o calabouço onde o trancafiaram. Agora Chávez pode dormir tranqüilo, pois o "terrorista" Alejandro Peña Esclusa vai mofar nos calabouços miseráveis de seu regime criminoso por mais algum tempo mas, a Justiça Divina pode tardar mas não falha, e o dia de Chávez há de chegar.

Não digo isto me referindo a um assassinato, do qual sou absolutamente contra, porque o infeliz se livra das acusações. Refiro-me ao peso da justiça que um dia há de julgá-lo, com todo o rigor da Lei. A Venezuela não vai viver sob esta infâmia chavista por muito tempo e um dia ele sentará no banco dos réus, na Venezuela ou em Haya, mas seu dia haverá de chegar, com a graça de Deus.

Que Deus ajude e ampare Alejandro e sua brava família, para que aceitem esta provação com a serenidade que sempre marcou suas vidas e que desespera o demoníaco Chávez.

A este juiz infame, prevaricador e miserável, que Deus não lhe permita ter um minuto de sossego e que cada vez que ele se sentar no tribunal, milhões de vozes ecoem em sua consciência condenando-o pelo crime que ele acaba de cometer investido de uma toga contra um inocente.

Estou tristíssima mas não podemos esmorecer porque um cristão vive da esperança e, afinal, o caso não está concluído. Por isso insisto com todos para que, quem ainda não assinou aquela petição que o faça sem demora, pois vamos continuar lutando pela liberdade de Alejandro.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

Audiência de Alejandro: juiz estrela adia sentença em mais de 4 horas!

Alejandro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA


A audiência na qual o juiz Luis Cabrera iria dar a sentença ao julgamento de Alejandro Peña Esclusa, estava marcada para 1 da tarde mas foi adiada para as 2:00 o que, como há uma diferença de fuso horário de 1:45 a maior para o Brasil, já deve ter começado.
Falei há pouco com Indira, que estava desde 1 da tarde plantada na frente do Palácio da Justiça e ela me confirmou que o julgamento está sendo feito a portas fechadas, conforme eu deduzi ontem. Quer dizer, isto não é um simples julgamento mas um “tribunal revolucionário” como sempre ocorreu na Cuba dos ditadores Castro. Não foi à toa que o sanguinário Ramiro Valdés foi enviado para a Venezuela, com a desculpa esfarrapada de que iria ajudar no problema energético, quando todo mundo sabe que a única coisa que ele sabe fazer bem é torturar e fuzilar inocentes. Desde a chegada deste maléfico personagem que as perseguições aumentaram, os métodos adotados para incriminar inocentes são os mesmos de Cuba, as expropriações se exacerbaram e o modelo ditatorial de Chávez já não se distingue do de Cuba.
Acabo de receber outro informe de Indira dizendo que, mais uma vez, a audiência foi adiada para 4:00 h., ou seja, não vamos tomar conhecimento de nada antes das 6:00 h. Esses adiamentos podem significar muitas coisas, mas uma delas é que o juiz está divido entre o seu dever constitucional no cargo de que é investido, de libertar um inocente que é vítima de perseguição política, ou agradar ao seu amo, o ditador Chávez. Outra possibilidade ainda é ele ter dado a sentença favorável a Alejandro, da qual Chávez tomou conhecimento, e está lutando para ser revertida a favor do crime que ele e seus comparsas cometeram contra Alejandro.
Isto me lembra da demora em se dar o resultado da consulta ao Referendo Revocatório ocorrido em 3 de dezembro de 2007, quando a Venezuela deu um rotundo não a Chávez e ele não pôde aceitar. Naquela ocasião, a solução encontrada foi diminuir a quantidade de votos (fraudulentamente, é claro) dados contra o Referendo, tornando a derrota de Chávez mais “palatável”. Leiam aqui o que o Notalatina  publicou na época e depois vamos comparar com o resultado do julgamento de Alejandro hoje.
E enquanto este juiz faz guerra de nervos e banca uma donzela cortejada por mil brutamontes, assistam estes dois vídeos abaixo divulgados por Fuerza Solidaria, uma das ONGs presididas por Alejandro. O programa “La Noche”, do canal internacional NTN 24, da Colômbia e dirigido pela jornalista Claudia Gurisatti, entrevistou no último dia 26 Alejandro e Indira. No primeiro vídeo, faz-se um apanhado da vida política e uma entrevista feita a ele, desde a prisão, lida por um locutor. E no segundo, entrevista com Indira e o senador boliviano, Bernardo Gutiérrez, opositor ao governo, e um dos autores da carta emitida a Chávez exigindo a libertação de Alejandro.
Agradeço ao meu amigo Alex, que como sempre, meu fiel escudeiro disponibilizou o link para que eu pudesse divulgar essas entrevistas. Bem, continuo na expectativa da decisão deste juiz estrela, rogando a Deus e ao Divino Espírito Santo que iluminem aquele recinto e façam prevalecer a Sua Justiça. Estarei de volta a qualquer momento, com as últimas notícias. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro



O julgamento de Peña Esclusa



Faço uma breve atualização do Notalatina para informar sobre o julgamento do meu amigo Alejandro Peña Esclusa que, como os que lêem este blog estão sabendo, está encarcerado desde 12 de julho do ano passado nos calabouços do SEBIN (Serviço Bolivariano de Informação Nacional), após ter sua casa invadida por 20 policiais que plantaram “provas” de suas “intenções terroristas” contra Chávez e a Venezuela.
Mesmo a defesa tendo solicitado que ele aguardasse o julgamento em liberdade, o juiz do caso, que é membro do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela, o partido de Chávez) não permitiu, certamente pelo seu “alto grau de periculosidade”. 
E finalmente a audiência foi marcada para hoje. Segundo informações dadas por Indira, esposa de Alejandro através do Facebook, Alejandro acusou o juiz Luís Cabrera de “parcialidade política contra ele”, disse que “o processo está cheio de vícios evidentes” e que “o caso nunca deveria ter avançado até este dia”. O juiz suspendeu a audiência e disse que não sabia ainda se saía do julgamento como juiz do caso ou se escolhia outro e que retornariam às 3:00 PM.
Este retorno só aconteceu muito depois da hora marcada. A defesa de Alejandro foi contundente, derrubando todos os argumentos da promotoria. Entretanto, o juiz Cabrera declarou “sem lugar” a recusa feita por Alejandro. A audiência continuou e finalmente às 6:00 PM o juiz anunciou que só vai dar seu veredicto amanhã (28), à 1:00 PM.
Indira e os amigos de Alejandro na Venezuela, e as organizações que ele preside (Fuerza Solidaria e UnoAmérica) estão convocando toda a sociedade e organizações de direitos humanos a fazer uma concentração em frente às portas do Palácio da Justiça a partir de 1:00 PM, onde será feita uma coletiva de imprensa e se aguardará a sentença do juiz.
Quero salientar aqui que, quando li a mensagem de Indira no Facebook, compreendi (embora ela não tenha dito explicitamente) que só soube do que ocorreu na audiência depois do recesso, informações certamente dadas pelo advogado de Alejandro, o que significa que esta audiência está ocorrendo de portas fechadas, como sempre ocorreu nos julgamentos de Cuba. Com os cubanos mandando em tudo ali, é de se esperar que isto não seja mesmo um julgamento comum mas um “tribunal revolucionário” e esta atitude prova, mais uma vez, que na Venezuela vige um regime ditatorial castro-chavista.
É evidente que não podemos estar de corpo presente nas manifestações que vão ocorrer lá amanhã, mas nada nos impede de estarmos unidos em oração, para que o Espírito Santo, que é o “Espírito de Verdade”, ilumine a consciência deste juiz porque “Deus tudo pode em quem Nele crê”. E eu creio que mesmo que este juiz seja chavista, ele entende de Leis e vai perceber a quantidade de aberrações e crimes cometidos nesta prisão arbitrária e ilegal. É isto que eu peço a Deus com muita fé: que no momento de ditar a sentença este lado prevaleça e o juiz decrete sua inocência, a qual nunca duvidei, desde o momento em que tomei conhecimento do fato.


Peço aos caríssimos leitores que ainda não assinaram a petição, ou que disseram-me via e-mail que gostariam de pôr seu nome, que não deixem de assiná-la clicando neste link: http://www.ipetitions.com/petition/esclusa/
Amanhã estarei alerta ao resultado e, com certeza, o Notalatina vai divulgar. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pacto Venezuela-Irã: o perigo dos mísseis nucleares

O Notalatina traz hoje - abrindo uma exceção, mais uma vez - a tradução de um artigo que revela fatos gravíssimos que não será publicado pelos principais jornais brasileiros, e que não pode ficar restrito ao conhecimento de meia dúzia de pessoas. Trata-se de informações sobre as relações Venezuela-Irã, acerca de armamento nuclear, em que o Irã pretende instalar bases de mísseis na tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai, no Panamá, e tendo como protótipo a Venezuela, como foi Cuba nos anos 60 para a extinta URSS. 
Este tema diz respeito a todo o nosso continente, uma vez que o objetivo do Irã com esses mísseis nucleares é atacar Israel, de quem o ditador muçulmano Ahmadinejad já declarou que devia ser “varrido do mapa”. O autor do artigo, Pepe Eliaschev, é argentino e naturalmente preocupa-se com a conivência/leniência de seu governo, sobretudo com a destruição gradual das Forças Armadas, mas não podemos nos esquecer que a tríplice fronteira inclui também o Brasil. Vale ainda lembrar que no ano passado o ditador iraniano esteve em visita oficial ao Brasil, e que nesse encontro firmaram-se vários acordos que não foram divulgados ao público, como sempre e, por isso, não sabemos até onde vai o envolvimento do Brasil com estes projetos.
O perigo estende-se por todo o nosso continente, considerando que a Venezuela fez um “pacto de defesa mútua” com a Bolívia do ignorante índio cocalero, onde faculta-se à Força Armada Nacional e Bolivariana, Exército da Venezuela, entrar em solo boliviano e assumir sua “defesa”, somando-se a isso a prospecção das jazidas de Lítio que o Irã está fazendo na Bolívia na fronteira com o Chile. E esta prospecção ocorre na zona em que a Bolívia deseja que lhe seja concedida uma saída soberana ao Oceano Pacífico. É interessante lembrar também, que devido às sanções do Conselho de Segurança da ONU, Moscou decidiu não entregar ao Irã um lote de mísseis S-300 e, imediatamente, Chávez se ofereceu como comprador.
Há ainda no final desta edição, uma série de quatro vídeos documentais - inéditos no Brasil - elaborados por Intereconomia TV, sob o título “La Cárcel Roja: El imperio de Chávez en Venezuela” (A prisão vermelha: o império de Chávez na Venezuela), onde mostra-se com clareza a ditadura comunista instalada naquele país. Há depoimentos importantíssimos, como o de Nedo Paniz, que foi amigo e assessor de Chávez desde o falido golpe de 1992, que lhe ofereceu abrigo quando saiu da prisão e que revela seu testemunho das alianças de Chávez com as FARC desde que assumiu o primeiro mandato, conforme é do conhecimento de todos. A esse respeito ele conta que certo dia chegou um sujeito ao Palácio de Miraflores querendo falar com Chávez e, ao ser perguntado de quem se tratava, não quis se identificar, dizendo apenas que “ele sabe quem é”. Ao ser informado, Chávez disse que queria falar com o tipo a sós. Dias depois, de volta a uma visita à Colômbia, Chávez lhe apresenta um jornal colombiano com a foto do tal sujeito morto nas ruas onde se dizia que era um terrorista das FARC. Este senhor há muito rompeu relações com Chávez.
Constam ainda os depoimentos de Indira Ramírez, esposa de Alejandro Peña Esclusa e da juíza María Lourdes Afiuni, ambos encarcerados fraudulentamente. Diante de tudo isso, fiquei me perguntando: o quê Juan Manuel Santos está pretendendo com suas alianças com um criminoso amigo de terroristas como Chávez? Ele SABE que esses fatos existem comprovadamente mas preferiu lançar não uma pá, mas um caminhão de cal sobre as evidências, como se varrendo o entulho para baixo do tapete ele deixasse de existir, pondo em risco a segurança e a democracia de toda a Colômbia e traindo seus 9 milhões de eleitores que sabem que Chávez é um dos piores inimigos de seu país.
Amigos: esta edição ficou um pouco longa mas INSISTO para que leiam a assistam aos vídeos porque, com a continuação deste partido no poder e com uma terrorista que foi saudada pelo chefão das FARC Alfonso Cano,  como mandatária, tudo isto tem a ver conosco e com o futuro democrático do nosso país. Fiquem com Deus e até a próxima!

Venezuela e Irã armam uma base militar
Pepe Eliaschev
Os 4.500 milhões de dólares que o governo do Irã começou a injetar em sua maquinaria internacional, para fortalecer drasticamente sua influência e operações na América do Sul, poderiam configurar um grave e preocupante novo cenário para a Argentina. Ingnora-se se a embaixada argentina em Caracas e a cúpula da Secretaria de Inteligência mantêm a presidenta Cristina Kirchner informada destes assuntos, que a essas horas mistura turismo, negócios e protocolo pelo volátil Oriente Médio.
De repente, em Teerã, o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad aguarda o ano novo persa (1390), que celebra-se em março, para deslocar essa massa de recursos ao fortalecimento da Guarda Revolucionária, da milícia Basij e, sobretudo, da Força Quds de ações especiais. Esta estrutura militar tem o encargo de incrementar substancialmente suas ações em três teatros principais de influência: a tripla fronteira argentino-paraguaia-brasileira, Panamá e Venezuela.
 O comandante da Força Quds, Qassem Soleimani, acaba de aprovar a nomeação de 150 posições de staff na América Latina durante 2011, incluindo cargos burocráticos no quartel general, assim como posições operativas na região. Como parte dessa massa de US$ 4.500 milhões, Soleimani transferiu US$ 87 milhões para a Força Quds destinados a ser usados na América Latina, incluindo 7 milhões de dólares para financiar ações da unidade de operações internacionais do Hizbulah nesta região.
No Irã comenta-se que Soleimani vê a América Latina como um cenário de enorme potencial para os interesses do seu país, pelo qual os recursos a injetar devem estar a altura desse diagnóstico. Para Soleimani, a Força Quds (sobretudo ações violentas de Hizbulah em ultramar) têm hoje um poderio maior em zonas onde habitam comunidades de origem chiita. Ahmadinejad teve a ousadia de subtrair esse orçamento de uma vasta rede de infra-estruturas civis do Irã, uma decisão assombrosa que os serviços de inteligência da Europa e América do Norte coincidem em atribuir ao propósito de confrontar, sobretudo, a intranqüilidade social que ferve na República Islâmica. Na visão de organismos de inteligência, o regime de Ahmadinejad quer potencializar a Força Quds para revigorar suas ações irregulares e clandestinas em vários continentes.
Quds é o organismo militar que funciona como braço subversivo da Guarda Revolucionária em vários lugares do mundo, onde desenvolve ações ou logística a serviço de operações terroristas comumente anti-ocidentais e especialmente anti-judeus.
A aprovação da gigantesca re-designação orçamentária foi avalizada pelo líder religioso do Irã, o ayatolá Alí Kamenei, e está sendo implementada por dois poderosos comandantes da máquina militar de Ahmadinejad: o chefe da Guarda Revolucionária, Mohamed Alí Kaafri, e o da Força Quds, Soleimani. O dinheiro para lubrificar com luxo a projeção iraniana no mundo será extraído de orçamentos originalmente designados à reabilitação e manutenção de infra-estruturas civis, como energia elétrica, gás, estradas e água potável.
A situação econômica do Irã é difícil e vem se agravando pelas sanções internacionais contra o ambicioso programa nuclear de Teerã. Porém, o regime optou - segundo a leitura dos que seguem de perto os acontecimentos desse país, zelosamente encobertos pelos serviços de contra-inteligência iranianos - por destinar mais recursos à sua ação clandestina global, seriamente prejudicada nos últimos meses após se descobrir uma formidável rede de contrabando de armas e narcotráfico montada por Teerã na africana Nigéria (assunto revelado em “Desinteligencias”, PERFIL, 19.12.2010). Essa massa de recursos gotejará inexoravelmente agora rumo às ações do Irã na América Latina, cuja evidente base estratégica é a Venezuela de Hugo Chávez. Dois altos oficiais do Estado-Maior da Guarda foram detidos recentemente na Nigéria: o comandante da brigada africana da Força Quds, Alí Akbar Tabatabaei, e Azim Aghajani.
Em 10 de dezembro passado, dez congressistas norte-americanos haviam pedido à chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Hillary Clinton, que tratasse de deter o fortalecimento da aliança entre Chávez e o Irã, alarmados pelas crescentes versões, até agora não confirmadas, de uma espécie de base iraniana em território venezuelano. “Estamos alarmados pelas versões que denunciam a existência de mísseis iranianos na Venezuela que se agregam a outros projetos, como a criação de bancos binacionais manejados por Caracas e Teerã, acordos petroleiros e contratos de negócios. Porém, agora temos elementos de juízo para afirmar que Chávez e Ahmadinejad trabalham para desenvolver ações militares conjuntas, assim como para desdobrar em terra sul-americana mísseis de alcance intermediário, operados por esquadras de ambas as nacionalidades”, denunciaram os legisladores.
Em sua edição do passado 25 de novembro, o influente diário alemão Die Welt revelou que o Irã planeja desdobrar mísseis de grau intermediário em solo venezuelano. A revelação do diário berlinês baseia-se em informações de fontes ocidentais, que teriam detectado que o acordo Caracas-Teerã foi assinado durante a última visita do caudilho vitalício da Venezuela, Chávez, ao Irã, em 19 de outubro último.
A hipótese de trabalho manejada por fontes européias é que justo quando os membros da OTAN acordaram em sua cúpula de Lisboa (19-20 de novembro último) desenvolver uma capacidade defensiva missilística conjunta para proteger povos e territórios europeus dos 28 países do Pacto, contra eventuais ameaças de lançamento de mísseis provenientes do Irã, a contra-ofensiva dos ayatolás consiste em estabelecer uma base estratégica no coração do hemisfério ocidental, que evoca o que foi tentado pela União Soviética em 1961-1962, quando estendeu vetores com ogivas nucleares em Cuba.
 Segundo Die Welt, o acordo venezuelano-iraniano permitiria que mísseis Shahab 3 (com um alcance de 1.300 km a 1.550 km), Scud-B (de 285 km a 330 km) e Scud-C (entre 300 km e 700 km) fossem posicionados pelo Irã na base a ser construída na Venezuela. Isto inclui treinamento de oficiais venezuelanos em tecnologia missilística.
Um documento do Supremo Conselho de Segurança, submetido ao presidente Ahmadinejad e ao líder espiritual Alí Kamenei há poucos meses, recomenda que se ponha em prática um plano estratégico iraniano-venezuelano para fortalecer a capacidade de dissuasão iraniana frente aos Estados Unidos e/ou nações que tenham relações estreitas com Washington.
A idéia é explícita: o Irã quer pisar firme em terra sul-americana e para tal propósito sua agenda inclui questões nucleares, assim como outros assuntos de importância estratégica. No começo de novembro último uma delegação de engenheiros iranianos especializados em mísseis terra-terra, teria visitado a Venezuela para começar o planejamento de um projeto binacional que deveria se concretizar em fatos no final de 2011.
Em troca da permissão para operar em terra venezuelana, Teerã teria se comprometido não só com o desenvolvimento de um projeto de mísseis terra-terra entre ambos os países baseado em know-how de Teerã, mas também nos Shahab 3, um míssil propulsado com combustível líquido e feito sobre a matriz do míssil norte-coreano Nodong, com um alcance de 1.300 km a 1.500 km.
O Irã fabrica mísseis terra-terra com alcance entre 285 km e 700 km. Oficiais venezuelanos estão sendo formados no Irã, segundo revelações de serviços de várias nações, nem todas ocidentais, nas instalações da Universidade Sharif de Teerã, um bunker acadêmico severamente compartimentado e guiado pelos serviços clandestinos do regime. A agência russa Novosti recolheu em fins de 2010 palavras de Igor Korotchenko, chefe de um think tank moscovita que monitora o comércio de armas, revelando um negócio por mísseis S-300 com a Venezuela que Caracas teria pago em espécie.
Moscou já concedeu a Caracas vários créditos para a compra de material bélico russo, incluindo um recente acordo por US$ 2.200 milhões para comprar 92 tanques T-72M1M, sistemas de lança-foguetes Smerch e outra metalurgia bélica. Em várias capitais comenta-se que se o Irã não conseguir os S-300 diretamente da Rússia, Chávez bem que os poderia facilitar. Estes assuntos não parecem inquietar o governo argentino, em que pese que o recente saque à base aérea de El Palomar patenteia a frágil situação que a capacidade defensiva deste país atravessa, sobretudo frente às ameaças - potenciais ou efetivas - provenientes do “ex” sócio íntimo do casal Kirchner.



La Cárcel Roja El imperio Chávez de Venezuela - Parte 1


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Comentários e traduções: G. Salgueiro