quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Desmascarados os crimes "bolivarianos" com provas em vídeo

O Notalatina ficou muito tempo sem atualização em decorrência de uma encomenda de tradução que me ocupou por bastante tempo. Aproveito a oportunidade, para informar aos leitores e amigos que aceito encomenda de traduções de livros, artigos e textos diversos, e quem tiver interesse em contratar meus serviços profissionais deixe um recado na seção de comentários do blog, com nome e e-mail, que faço contato eliminando a mensagem para preservar seu autor. Como não sou subvencionada por nenhuma entidade, nem partido político ou ONG, mas vivo do produto do meu trabalho, tenho que correr atrás do meu pão de cada dia honestamente.
Informo ainda aos cara-de-pau e espírito de porco que, malgrado os bilhetinhos azedos e cheios de ranço invejoso - que naturalmente não publico porque meu blog não é penico -, que não vou parar com o trabalho que desenvolvo há abençoados 9 anos ininterruptos, e que nunca fiz “previsões” de coisa alguma porque não sou vidente, nem mãe-de-santo e muito menos cartomante. O que escrevo aqui são análises e relatos de fatos que a imprensa invariável e criminosamente omite dos leitores, sempre embasados em fontes primárias e/ou de informações que generosamente alguns amigos do exterior me enviam.
A edição de hoje traz dois artigos difundidos por Fuerza Solidaria e UnoAmérica que eu reputo da maior importância, porque as estratégias adotadas contra os opositores aos governos ditatoriais da Bolívia, Venezuela e Cuba são as mesmas praticadas aqui, pelo Partido-Estado, mas que, como vivemos em um país continental com quase 200 milhões de habitantes, a maioria da população não percebe ou não toma conhecimento. Os estudiosos do Foro de São Paulo, do movimento terrorista-revolucionário mundial e mais especificamente em nosso continente Ibero-Americano entendem do que falo.
Quero também deixar meu profundo e sincero pesar pela tragédia que se abateu na região serrana do Rio de Janeiro, e meu mais absoluto asco e repúdio ao tratamento dado pelas “autoridades” quando, sabendo com antecedência de 3 dias através de um informe da NASA, não fizeram NADA para evitar que tantas vidas fossem ceifadas tão miseravelmente. Às crianças cujas vidas foram criminosamente abreviadas, que Deus as guarde entre Seus Anjos.
Estes dois artigos são complementares e reforçam o que foi denunciado na ocasião, sobretudo por UnoAmérica que apresentou o “Informe Pando” e que o Notalatina acompanhou de perto, inclusive com informações e vídeos exclusivos que podem ser vistos ou revistos buscando nos arquivos ao lado a partir de abril de 2009. No vídeo que vocês assistirão no final desta edição (agradeço os bons ofícios do meu amigo “Cavaleiro do Templo”, meu fiel escudeiro), fica comprovado que um marginal de alcunha “O Velho” recebeu 31.500 dólares para prestar um falso testemunho, incriminar inocentes e provocar o assassinato de três estrangeiros. É clara a voz do agente do Estado boliviano recomendando ao “Velho” que “não faça bobagens”, que “fuja imediatamente pela fronteira da Argentina” que em Buenos Aires há alguém o esperando. Alerta, ainda, que “as estatais estão pedindo medidas cautelares” e que eles vão ficar “caladinhos” por pelo menos seis meses e “não vão poder fazer nada”, naturalmente para que não se saiba que o crime foi encomendado e praticado pelo governo e não estragar os planos. Lembro ainda que, naquela ocasião, todos os governos membros do Foro de São Paulo e da UNASUL (que no final são a mesma coisa) apoiaram a farsa planejada por Cuba e Venezuela, cujo índio cocalero é servo fiel, reforçando a condenação de inocentes.
Mas não há nada sob o sol que seja oculto aos olhos de Deus, e a verdade sobre toda esta imundície e barbárie protagonizada por estes malfeitores de colarinho branco, seu Lula à frente, vai ser escancarada perante os olhos da humanidade. E Deus os julgará a todos, de um por um, e lhes dará os frutos do mal que espalharam. Fiquem com Deus e até a próxima!
“O escândalo na Bolívia nos dá razão”
UnoAmérica

Ignacio Villa Vargas, cognome "O Velho", recebendo o suborno
por parte de um funcionário do Estado
Bogotá, 15 de janeiro - O escândalo suscitado na Bolívia em razão do suborno a uma “testemunha estrela”, para incriminar dirigentes opositores em um “complô terrorista”, dá toda razão às denúncias que UnoAmérica efetuou na ocasião.
Os fatos são os seguintes: 
1. Em 16 de abril de 2009, um grupo da polícia boliviana se introduziu no Hotel Las Américas, localizado em Santa Cruz, e assassinou Eduardo Rózsa, Michael Dwyer e Árpad Magyarosi.
2. O governo boliviano argumentou que estes três estrangeiros estavam envolvidos em um “complô para assassinar Evo Morales e para cindir Santa Cruz do território boliviano”.
3. Segundo o governo, dirigentes opositores cruzenhos estavam envolvidos no complô. Como prova, apresentou o testemunho da “testemunha estrela” Ignacio Villa Vargas, cognome “O Velho”, chofer de Rózsa.
4. UnoAmérica denunciou naquela ocasião que o triplo assassinato no Hotel Las Américas era uma manobra do governo boliviano para desviar a atenção do “Massacre de Pando”, orquestrado pelo próprio governo para defenestrar o governador Leopoldo Fernández e para tomar o controle do estado de Pando.
UnoAmérica acusou o governo de Evo Morales ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), por ter planejado e executado o “Massacre de Pando”.
UnoAmérica também denunciou que, com o triplo assassinato, o governo pretendia criminalizar a oposição cruzenha, para justificar uma perseguição feroz contra seus adversários políticos.
5. Em resposta às nossas denúncias, o governo boliviano também implicou UnoAmérica no suposto “complô separatista”, alegando falsamente que um de nossos delegados, Jorge Mones Ruíz, havia se reunido com Eduardo Rózsa.
6. Em 29 de abril de 2009, a Embaixada dos Estados Unidos enviou um cabo (filtrado por WikiLeaks), identificado com o número 204756, onde assegura que o governo boliviano armou um falso complô para “assassinar” o presidente Evo Morales e depois culpar seus adversários, dentre eles UnoAmérica.
A Embaixada dos Estados Unidos afirma que Rózsa e seus companheiros foram contratados pelos serviços de inteligência bolivianos para montar uma falsa trama terrorista e justificar a perseguição desatada depois contra os dirigentes de Santa Cruz e contra UnoAmérica.
7. No passado 13 de janeiro, o portal boliviano Erbol difundiu um vídeo (ver abaixo), onde se mostra um funcionário do Estado entregando à “testemunha estrela”, Ignacio Villa Vargas, cognome “O Velho”, um suborno de 31.500 dólares.
O que demonstra que nunca houve um “complô terrorista” para assassinar Evo Morales, que foi uma manobra do governo para se desfazer de seus opositores e para encobrir o “Massacre de Pando”.
Frente aos fatos acima relatados, UnoAmérica estabelece duas observações: 
1. Se os bolivianos desejam recuperar sua democracia devem estudar a fundo os atos de violência suscitados em Pando, porque foi com essa matança que começou a ofensiva do governo boliviano para destruir o Estado de Direito. Nesse sentido, recomendamos revisar detidamente o Informe de UnoAmérica a respeito, disponível aqui.
2. A utilização de “testemunhas estrela”, previamente subornados pelo oficialismo para perseguir e julgar os adversários políticos, é um modus operandi desenhado em Cuba e implementado pelos governos pertencentes à ALBA.
Atualmente, o Presidente de UnoAmérica, Alejandro Peña Esclusa, está injustamente encarcerado na sede da polícia política venezuelana, como resultado das supostas declarações da “testemunha estrela” Francisco Chávez Abarca, que foi enviado de imediato a Cuba para que seu testemunho não pudesse ser verificado.
Esperamos que estas escandalosas revelações sirvam para motivar os cidadãos da Bolívia e da Venezuela, a lutar mais arduamente por suas liberdades.
As “testemunhas estrela” da ALBA
* Alejandro Peña Esclusa



Os regimes pertencentes à ALBA utilizam um método perverso - desenhado em Cuba - para se desfazer de seus adversários políticos. O método consiste no seguinte:
Primeiro, o regime escolhe uma ou várias figuras da oposição e as converte em alvo de sua operação. Segundo, realiza-se uma campanha sustentada por calúnias para criminalizar esta pessoa. Terceiro, funcionários do Estado cometem algum delito e depois denunciam a vítima. Quarto, oferece-se dinheiro a uma “testemunha estrela” para que preste falso testemunho contra a vítima. E quinto, o regime faz uso de policiais, procuradores e juízes corruptos para julgar e condenar sua vítima.
Já expliquei antes como funciona a campanha de calúnias para destruir um adversário, porém, um escândalo suscitado na Bolívia lança luzes sobre o tema dos falsos testemunhos.
Em 13 de janeiro passado difundiu-se um vídeo que mostra um funcionário boliviano entregando 31.500 dólares a Ignacio Villa Vargas, cognome “O Velho”. O falso testemunho de Villa foi usado durante quase dois anos para perseguir e encarcerar dezenas de dirigentes opositores a Evo Morales, por estarem supostamente envolvidos em uma “tentativa de magnicídio” e em um “complô terrorista internacional”.
Villa também implicou no suposto complô, o delegado de UnoAmérica na Argentina, Jorge Mones Ruíz. Suas declarações fraudulentas foram utilizadas pelos governos da Argentina, Bolívia, Cuba e Venezuela, para difamar e criminalizar UnoAmérica.
Porém, Ignacio Villa Vargas é apenas uma das muitas testemunhas compradas para condenar gente inocente. Recentemente, Alexis Peñuela, testemunha-chave no rumoroso caso do assassinato de Danilo Anderson, declarou que o ex-Fiscal Geral da Venezuela, Isaías Rodríguez, lhe ofereceu 500 milhões de bolívares para depor contra os irmãos Rolando e Otoniel Guevara, os quais sofrem hoje injustamente uma condenação de 27 anos.
Giovanny Vásquez, outra testemunha estrela do caso Anderson, confessou publicamente que havia prestado falso testemunho durante o julgamento. Porém, o esclarecimento chegou muito tarde, porque seu testemunho serviu para encarcerar vários venezuelanos inocentes, dentre eles Nelson Mezerhane, acionista de Globovisión, e para forçar a jornalista Patricia Poleo ao exílio.
Testemunhas similares foram utilizadas para condenar a maioria dos prisioneiros políticos venezuelanos, como o General Felipe Rodríguez, e os delegados Iván Simonovis, Lázaro Forero e Henry Vivas.
Na Colômbia, as FARC (as quais são integrantes não-oficiais da ALBA) recorrem a falsas testemunhas para incriminar heróis militares. Esse método se conhece com o nome de “falso positivo”.
O problema com este tipo de testemunhas é que - por serem delinqüentes de pouca monta - não são confiáveis. Por isso, os regimes da ALBA decidiram tirar a máscara e proceder de maneira mais descarada. Para condenar o deputado José Sánchez Mazuco, o regime venezuelano recorreu a uma testemunha encapuzada, assim que não há modo de se saber qual é sua verdadeira identidade, nem de questionar seu testemunho.
Meu próprio encarceramento está fundado no testemunho de um ladrão de carros salvadorenho, Francisco Chávez Abarca. Suas declarações, nas quais me implica em um suposto complô, nem sequer aparecem no processo; a única coisa que aparece é um informe policial sobre o que supostamente disse o salvadorenho.
Se meus advogados quisessem confrontá-lo, para desmentir seu testemunho, simplesmente não poderiam porque Chávez Abarca foi “convenientemente” enviado a Cuba, depois de me incriminar.
O método que os regimes da ALBA usam para condenar vítimas inocentes é muito eficiente, porém ao final se derruba porque está repleto de inconsistências. Por isso, queria dar ânimo a meus companheiros prisioneiros políticos da América, porque logo se abrirão as grades para os que se encontram injustamente encarcerados.




Traduções e comentários: G. Salgueiro

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Balanço de fim de ano

Faltando pouco mais de 24 horas para entrarmos num novo ano, o Notalatina não poderia deixar de fazer uma espécie de “balanço” do que tivemos nesse 2010 na região. Fazendo as contas bem feitas, o resultado é deficitário e acabamos no vermelho (com direito a trocadilho). 
De minha parte, pessoalmente, e apesar de incontáveis atropelos (o pior deles por parte da Receita Federal que me assaltou despudorada e violentamente em meus parcos recursos), não tenho do que me queixar, senão agradecer muito a Deus por sempre me proteger, amparar e prover. Foi, pessoalmente, como disse, um ano profícuo: fiz novos amigos, viajei à Colômbia como convidada e fui tratada com respeito e deferência que nunca tive em meu país, escrevi muito, dei entrevistas, fiz montanhas de traduções, li como uma traça livros que nunca vão chegar ao Brasil. Não posso deixar de mencionar o apoio que recebi de amigos e pessoas que nunca vi, moral, psicológico e contribuições financeiras inestimáveis, às quais sou infinitamente agradecida.
Entretanto, sinto vergonha e tristeza com o que vimos e tivemos no Brasil. É verdade que nunca alimentei esperanças de nada positivo vindo de um governo comuno-sindicalista, pertencente e dirigente do Foro de São Paulo mas tenho a impressão de que, por já estar no fim da reta, o presidente de 56 milhões de estúpidos, oportunistas e puxa-sacos resolveu, como se diz na gíria, “soltar a franga” e mostrar sua verdadeira face ao mundo. Eu não esperava nada melhor mas neste ano o elemento se excedeu.
Num rápido restrospecto, vimos um Lula refestelar-se emocionado com o carniceiro caribenho, enquanto  Orlando Zapata Tamayo morria assassinado por torturas e falta de assistência médica pelo regime ditatorial cubano. Cobrado pelo desprezo em relação à morte deste mártir, num gesto abjeto e desrespeitoso comparou os presos políticos cubanos com criminosos comuns dos presídios brasileiros. No caso de Honduras, seguiu até o fim do mandato desconhecendo o presidente eleito legal e democraticamente, Porfirio Lobo, enquanto defendia o marginal deposto da presidência, Manuel Zelaya, causando desconforto nos hondurenhos e brasileiros ao ceder a Embaixada brasileira como homízio para este marginal e seus cúmplices.
Recebeu o ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad e com ele fez alianças que não interessam a nenhum brasileiro e a despeito de todos os protestos, não só do nosso povo como dos países verdadeiramente democráticos. Meteu os pés pelas mãos, crente que era o supra-sumo da sabedoria universal nos foros internacionais que participou, sem um pingo de senso crítico, nos envergonhando mundo afora.
Com Chávez, seu maior aliado e comparsa, encontrou-se de três em três meses para apoiar - sem que o público tomasse conhecimento do que era tramado - todos os atos despóticos e ditatoriais, enquanto com um cinismo “nunca visto antes na história ‘deste’ país” reafirmava que na Venezuela existia “excesso” de democracia. Nunca teve uma palavra de repúdio às prisões arbitrárias feitas por seu “cumpanhêro” Chávez, a líderes opositores ao regime venezuelano. Enquanto isso, acaba de negar a extradição do criminoso Cesare Battisti à Itália, alegando que ele “corre risco de ser assassinado nas prisões italianas”. Ora, essa preocupação só existe nos casos de assassinos e terroristas, pois quando se trata desta escória, logo recordam-se de “direitos humanos” e oferecem “refúgio político”, mesmo quando os crimes de que são acusados sejam hediondos e não tenham qualquer conotação política. Lula e sua chancelaria não tiveram a mesma preocupação com o que aconteceria aos boxeadores cubanos, que não cometeram nenhum crime mas foram deportados como criminosos “desertores”.
A Venezuela cada dia que passa afunda-se mais e mais num regime ditatorial, comandada desde Havana. Em fevereiro deste ano denunciei que a chegada à Venezuela de Ramiro Valdés, um dos cinco “comandantes” da revolução cubana, iria exponenciar a repressão aos opositores e acelerar o processo de consolidação da ditadura castro-chavista. Depois da chegada desde nefasto personagem, vários líderes opositores foram presos com base em falsas provas plantadas, como Alejandro Peña Esclusa. A juíza María Lourdes Afiuni foi presa e encontra-se encarcerada até hoje, por cumprir a lei e não os desígnios do ditador Chávez. Como a oposição elegeu muitos deputados que serão empossados no princípio de 2011, Chávez apressou-se para que os atuais congressistas, seus comparsas, aprovassem as Leis Habilitantes que lhe dão poderes ilimitados até o fim de seu mandato em 2012. E no meio das madrugadas o verdugo militarote criou leis aberrantes sobre educação, comunicação, propriedades, dentre outros, onde o socialismo será definitivamente oficializado como regime de governo.
A Colômbia teve até o meio do ano um saldo positivo, com inúmeras baixas de terroristas das FARC e ELN mas isto foi no tempo do governo de Álvaro Uribe. Passado o bastão para Juan Manuel Santos, o que era doce acabou-se. Muitas baixas importantes (como a do “Mono Jojoy” e de Fabián Ramírez) e operações exitosas continuaram a acontecer, mas tudo isto foi fruto de estratégias elaboradas ainda no governo de Uribe. Santos só colheu os louros propiciados pelo trabalho competentíssimo das Forças Militares e Policiais.
Logo após sua posse Santos mostrou-se uma decepção, conforme descrevi no artigo Cem dias de desilusão. Recentemente concedeu à senadora Piedad Córdoba, deposta de seu cargo por comprovada aliança com as FARC, o direito de atuar como “mediadora” entre este bando terrorista e o governo para a libertação de cinco seqüestrados. O presidente Uribe já havia desautorizado a participação desta criatura asquerosa como mediadora, mas Santos, que atualmente se considera “o melhor novo amigo” do Chapulin Colorado, segue seu rumo fazendo todas as vontades das FARC e do Foro de São Paulo.
Na Argentina os terroristas no poder estão acabando com o que resta das outrora gloriosas Forças Armadas, passando para a reserva e perseguindo os militares da ativa que são filhos ou parentes peóximos de antigos “repressores”, além de condenar à prisão perpétua heróis militares que devolveram à nação a verdadeira democracia. Na prisão, já faleceram em circunstâncias obscuras, maus tratos e enfermidades não tratadas, mais de 103 oficiais militares, policiais e policiais civis que combateram o terrorismo dos anos 70-80. E o presidente por trás dos bastidores, Carlos Néstor Kirchner morreu, mas apesar de ter sido de um enfarte seu caixão estava lacrado no velório. Tempos atrás recebi uma nota classificada que dizia que ele já havia conseguido dupla nacionalidade alemã e que, quando a coisa apertasse - e estava apertando muito com as denúncias de enriquecimento ilícito - ele se refugiaria naquele país. Com esse mistério do caixão, cujo corpo ninguém viu, registro aqui a informação para a posteridade.
No Equador, o cínico moleque Rafael Correa fez um trato com Juan Manuel Santos: não se fala mais em acampamentos e apoio financeiro das FARC em seu país, e em troca retira-se a acusação que pairava sobre Santos no caso de Angostura, na operação que deu baixa a Raúl Reyes. Ponto para as FARC e vergonha para os colombianos.
E o índio cocalero boliviano segue seu rumo em alianças com o Irã, reprimindo a oposição e patrocinando a exportação da cocaína para o Brasil. Fidel é seu deus, Chávez seu ídolo e Lula seu irmão. E o povo que se dane, porque ele, do alto de sua mais absoluta ignorância e estupidez, acredita que o filho dileto de “Pachamama”, a mãe terra. 
Lula fez sua sucessora, por arte de magia (ou de vodu ou santería) e dentro de dois dias teremos, como “nunca antes na história ‘deste’ país”, uma terrorista mandando em nossas vidas. O cargo merece respeito mas não a ocupante. Depois de tudo isso, não há o que comemorar nem ter esperanças de dias melhores, em nenhum dos países do nosso hemisfério. Não, enquanto o vermelho estiver no poder. Não, enquanto nossos povos se contentarem e acharem maravilhoso ter um tutor (o Estado) determinando até o que eles devem comer ou assistir na televisão. 
Mas, para não dizerem que sou pessimista e só vi coisas ruins neste ano que está se extinguindo, o Notalatina publica com exclusividade para o Brasil uma entrevista histórica que o presidente Uribe concedeu (em duas partes) a Fernando Londoño em seu programa “La Hora de la Verdad” em 3 de dezembro passado, nos estúdios da “Radio Super” de Bogotá. É um deleite ouvir uma conversa franca entre pessoas inteligentes, íntegras e bem humoradas, que falam como gente de bem, não como aqueles discursos carregados de ódio, rancor, calúnias e imprecações como os proferidos por Chávez, Lula e todos os comunistas que conhecemos.
Espero que vocês apreciem esta entrevista tanto quanto eu, e que no próximo ano sigamos juntos nessa luta pela verdade, pela liberdade e defesa da verdadeira democracia. A todos os amigos de ontem, de hoje, simpatizantes, colaboradores, admiradores e companheiros de trabalho, feliz 2011 e que Deus nos abençoe! Até o ano que vem.
Comentários e traduções: G. Salgueiro





segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Decretada a ditadura na Venezuela

Antes de abordar o tema de hoje, quero dar uma informação gravíssima que parece não ter qualquer importância para os brasileiros, civis ou militares. Acabo de receber a notícia de que faleceu ontem, às 2 da madrugada, o delegado Roberto Esteban Constantino, de 81 anos de idade e pertencente à Polícia da cidade de La Pampa, Argentina, que estava preso na Unidade nº 4 do SPF. Seu falecimento deu-se em razão de uma lesão sofrida em uma das rótulas (fratura) ocorrido na citada unidade carcerária, e estando sob a responsabilidade do TOCF de Santa Rosa. Em que pese sua idade e seu mal estado de saúde, sua detenção foi ordenada durante a farsa do julgamento celebrado. Quer dizer, depois de ser operado do joelho esquerdo, ele faleceu por causas ainda não estabelecidas. 
Em julho deste ano escrevi um artigo que foi publicado no Mídia Sem Máscara, no qual eu alertava que já haviam morrido na prisão 102 homens (militares, policiais e civis), em sua maioria com idade avançada, em decorrência do sórdido plano da esquerda continental de destruir as Forças Armadas e condenar aqueles que combateram o terrorismo e a subversão nas décadas de 60-80 na região. Que fique registrada a denúncia e que Deus acolha este guerreiro em Seu reino.
Em fins de novembro último Chávez fez um pronunciamento na Assembléia Nacional em cadeia de rádio e televisão, no qual exortava os parlamentares e as Forças Armadas a “radicalizarem a revolução”. Reproduzo textualmente sua inflamada e insana fala:
“E não só o Parlamento muito mais à esquerda (senão) muito mais radicalmente à esquerda, necessitamos de um governo mais radicalmente à esquerda, uma Força Armada (...) muito mais radicalmente revolucionária. Não deve haver capacidade em nossas fileiras civis, militares para as meias tintas. Não! Uma só linha: radicalizar a Revolução e isso deve sentir esta grosseira burguesia apátrida”. (...) “A burguesia venezuelana deve saber que vai lhe custar caro a agressão contra o povo”. (...) “Como é possível que continuemos permitindo, sob risco de que nos chamem de revolução boba, que partidos políticos, ONG, personalidades da contra-revolução continuem sendo financiadas com milhões do império yankee e façam uso da liberdade para violar a Constituição e desestabilizar o país? Imploro que se faça uma lei muito severa para impedir isso!”, disse.
Bem, nas últimas eleições realizadas em 26 de setembro passado, a nova Assembléia ficou assim: das 165 cadeiras 95 ficaram com os chavistas, 65 opositores (que através de uma mega fraude tiveram 65% dos votos que foram convertidos para o PSUV) e o resto de outros partidos que se mostram indecisos. O problema é que, para aprovar leis orgânicas, os congressistas têm que contar com dois terços majoritários e não maioria simples, como é o caso. Por isso Chávez tem pressa; muita pressa.
Nesse dia Chávez queria que fosse aprovado com urgência duas leis - que fazem parte do projeto comunista -  de um conjunto de sete leis sobre a economia comunal. São elas a Lei de Fomento do Desenvolvimento da Economia Comunal, que inclui a criação do mercado de troca (já abordado desde 2006 por este blog, cujo vídeo recomendo enfaticamente), e a nova lei bancária que legaliza e permite a eventual nacionalização maciça dos bancos privados, quer dizer, o Estado se apropriando de tudo. Mais do que “nacionalização” das empresa privadas, a lei das comunas - já aprovada - hierarquiza a propriedade social acima da privada.
A partir 5 de janeiro a Assembléia Nacional já não contará com os tais dois terços chavistas, pois receberá os novos eleitos que farão oposição ao governo. Entretanto, no dia 15 Chávez fez com que o Congresso aprovasse um pacote de leis, junto à Habilitante, que lhe garante o direito de legislar por decreto em quase todos os setores durante os 18 meses restantes de seu governo, 20 dos quais já estão prontos. Quer dizer, os 65 deputados eleitos vão assumir já impotentes - ganharam mas não levaram -, uma vez que, com essa Lei Habilitante Chávez é absolutamente autônomo para legislar em seus lugares. Os deputados opositores repudiaram o “pacote de leis cubanas”, como eles estão chamando, qualificando-as de “ilegal, inconstitucional e imoral”. E tudo isto foi feito em apenas uma semana!
A Lei Habilitante, a reforma da Lei Resorte, a de Telecomunicações e o anúncio da próxima apresentação da Lei de Educação Superior, por seu conteúdo e imposição deixam mais do que claro o controle totalitário do governo na vida privada. As leis Resorte e de Telecomunicações visam ao controle da Internet, onde se estabelece um ponto único de acesso a este meio sob o controle do governo. Tudo o que entrará e sairá do país pela rede só será possível através desse ponto único, permitindo que o governo decida que mensagens poderão ou não circular pela rede. E o governo brasileiro também não está sinalizando para isto com a “Lei Geral de Comunicação Social”?
E na sexta-feira passada (17) começou o processo de expropriação, na verdade, roubo descarado, pois ninguém tem recebido indenizações por estes atos abusivos onde os legítimos proprietários não têm qualquer direito assegurado por lei, uma vez que todos os poderes venezuelanos já foram seqüestrados pelo ditador Chávez, inclusive e sobretudo a Justiça. A quem se queixar, se tudo é controlado pelo psicopata “bolivariano”? Lembro que o fazendeiro Franklin Brito morreu lutando pelo direito de reaver suas terras produtivas que foram tomadas pelo governo, de forma ilegal, arbitrária e nenhum órgão que se diz defensor dos “direitos humanos”, nem a malfadada OEA quis ouvir seus reclamos ou defendê-lo, nem mesmo depois de morto.
No sul do Lago Maracaibo, no estado Zulia, um grupo de produtores agropecuários realizou um fechamento nas proximidades do quilômetro 7 da rodovia Panamericana, em protesto pela intervenção em 47 fazendas na sexta-feira encabeçadas pelo presidente do INTI (Instituto de Terras), Juan Carlos Loyo, já pondo em prática as leis criadas por Chávez para determinar o fim da propriedade privada e o estabelecimento das comunas. A Guarda Nacional foi chamada para garantir as expropriações mas alguns proprietários se negaram a sair de suas fazendas, com toda a razão.
Uma das terras a ser expropriada, a fazenda “Los Peonios” pertencente a Jesús “Chucho” Meleán, foi protegida por uns 200 trabalhadores das terras que proibiram a ação dos funcionários do INTI e efetivos da milícia chavista. “Los Peonios” é uma das maiores fazendas, com 2.500 hectares e 100% produtiva, produzindo 16 mil litros de leite, conta com ambulatório médico, estradas internas e capital laborativo de mais de 200 trabalhadores. No vídeo que vocês verão mais abaixo, uma das funcionárias da fazenda faz um relato dramático em favor de seus patrões.
O mesmo se observa aqui com os vândalos do MST, que são o braço armado do Governo, e que por isso recebem total apoio para desapropriar fazendas produtivas. Os fazendeiros venezuelanos dizem que vão defender suas terras com a própria vida, pois estão ali há décadas, produzindo carne, leite, feijão que alimentam o país, e que quando as adquiriram tiveram que trabalhar duro para que elas produzissem alguma coisa. Agora eu pergunto ao presidente Santos, que declarou hipocritamente que Chávez era seu “mais novo melhor amigo”, e aos sonsos que fazem de conta que na Venezuela vigora uma democracia: é isto que vocês querem para os seus países? O que mais será preciso para se entender que Chávez é um ditador despótico e que está - na marra - impondo um regime comunista totalitário igual ao de Cuba? 
O Congresso do Paraguai, que até há pouco vinha se mantendo firme pela não-aprovação do ingresso da Venezuela no MERCOSUL, único país do bloco que ainda enxergava um palmo adiante do nariz, está para votar a matéria por esses dias e com muitas chances de aprovação. O Brasil meses atrás já deu seu aval, mesmo sabendo que a Venezuela está falida e que a desculpa de fazer bons acordos comerciais não tem qualquer valor, como ficou demonstrado em relação à Colômbia cujo débito com os empresários era - na ocasião em que Santos e Chávez trocaram juras de amor - de US$ 800 milhões não pagos até hoje.
Eu sei que poucas pessoas no Brasil vão dar importâncias a essas denúncias que faço hoje, alegando que esses fatos dizem respeito aos venezuelanos mas advirto que, se o Paraguai aprovar o ingresso de Chávez no MERCOSUL e com a terrorista eleita no poder, muito do que se passa hoje na Venezuela poderá ser copiado aqui também. Há quase uma década eu já advertia desses perigos e houve até quem debochasse de mim mas continuei denunciando por um dever de consciência. E hoje vejo muitos daqueles que me diziam que Chávez era só um “bufão” e riam de suas crises de autoritarismo como se fossem mera “excentricidade”, botar as barbas de molho. Espero que esta edição de hoje, sobretudo o vídeo, sirvam para abrir os olhos dos que só crêem que existem ladrões quando suas casas são roubadas. Fiquem com Deus e até a próxima!





Comentários e traduções: G. Salgueiro

sábado, 27 de novembro de 2010

As FARC e o cerco aos traficantes cariocas

Eu havia prometido na última edição que hoje falaria das últimas medidas que o “grande líder democrático”, Hugo Chávez, está tomando para implantar definitivamente um regime ditatorial castro-comunista na Venezuela mas um assunto mais grave e urgente surgiu no cenário nacional ao qual vou dar prioridade. Refiro-me à situação do Rio de Janeiro e da “caça” aos narcotraficantes encastelados nos morros e favelas daquela Cidade Maravilhosa.
Antes, porém, quero dar um aviso e fazer um agradecimento. O aviso é de que o Notalatina já dispõe de PayPal, e as doações por este meio já podem ser feitas clicando no botão ao lado direito. Não sei como esta coisa funciona - para doar ou receber - mas resolvi aceitar a sugestão que vários leitores me fizeram e aí está.
O agradecimento é ao leitor Maximiano Henrique, proprietário do blog Fazendo o que é certo, pela indicação ao “Selo Sunshine Award” (na foto) que, segundo ele, é “um prêmio que reconhece os melhores sites e blogs da Internet”. Sinto-me honrada com a indicação, entretanto, gostaria de me eximir da responsabilidade de fazer 12 indicações, por dois motivos: o primeiro, por experiências muito desagradáveis em selos anteriores; e segundo, porque não quero impor a ninguém essa responsabilidade de fazer indicações que às vezes acabam se repetindo. Cito, entretanto, alguns sites e blogs que têm sempre meu respeito, admiração e me servem como fonte de consultas pela seriedade, apenas como referência para meus leitores. São eles (não está em ordem de preferência): Os blogs brasileiros Julio Severo”, “Vera Dextra”, “ViVerdeNovo e os sites Mídia Sem Máscarae Papéis Avulsos, sem contar com os do Olavo de Carvalho, meu mestre a amigo. Os outros que recomendo pela excelência e seriedade do trabalho apresentado são todos sites colombianos: Yo creo en Plazas”, organizado pela família do Cel Plazas Vega,Periodismo sin Fronteras”, de propriedade do brilhante jornalista Ricardo Puentes Melo de quem tenho feito incontáveis traduções,Conflicto colombiano, do meu dileto amigo e mestre, Cel Luis Alberto Villamarín Pulido e La Hora de la Verdad, do magnífico Fernando Londoño.
Há quase oito anos o tema recorrente do Notalatina é os movimentos terroristas na América Latina, onde as FARC ocupam papel de destaque sempre, não só pelas suas ações criminosas mas porque estão intimamente ligadas às 50.000 mortes de brasileiros anualmente e por seus laços com o partido governante através do Foro de São Paulo. E apesar de sempre ter tido o cuidado de apresentar as provas do que denuncio, a repercussão sempre foi pífia, quando não o escárnio, o deboche, as ameaças nem sempre veladas e a célebre - mas ignorante - frase que “as FARC são problema da Colômbia”. Hoje passo a demonstrar que as FARC são um problema nosso, sim.
Em fins de abril do ano passado Lula declarou à imprensa em Rio Branco (AC), que as FARC deveriam se transformar em partido político se quisessem chegar ao poder, citando como exemplo ele mesmo e o índio cocalero Evo Morales, seguindo ditames do Foro de São Paulo. Em maio deste ano, foi preso em Manaus um terrorista das FARC de cognome “Tatareto” que vivia no Brasil há mais de 4 anos e que, muito provavelmente, substituiu o “Negro Acacio”, abatido em dezembro de 2008 e que era o elo desta organização narco-terrorista com “Fernandinho Beira-Mar”. A Colômbia pediu a extradição de “Tatareto” que não só não foi concedida como o destino dele permanece no mais absoluto sigilo. Pesquisando no “Google”, tudo que se encontra sobre este elemento é a notícia de sua detenção e o pedido de extradição, tudo datado de maio deste ano. De lá para cá, “Tatareto” permanece como a Conceição da música de Cauby Peixoto: “ninguém sabe, ninguém viu”.
E então, quarta-feira passada eu recebo do amigo José Roldão um panfleto escrito em conjunto pelos bandos narco-traficantes do Rio (e terroristas também, sim!) CV (Comando Vermelho), ADA (Amigo dos Amigos) e TCP (este eu desconheço o significado), onde eles se auto-denominam “Partidos”, conclamando a população habitante das favelas a pegar em armas contra os policiais que estão reprimindo o tráfico, e a atacar os “ricos”. Transcrevo literalmente (com todos os erros gramaticais) o que diz o tal panfleto, para que vocês vejam a que grau de ousadia e certeza de impunidade chegaram esses comparsas das FARC:

“Foi decretada pela união dos partidos CV, ADA e TCP todos os partidos que tenha respeito e lealdade, força, humildade e amor no coração e muita dignidade a favor de todas as comunidades, por favor se unam a nós.
Foi decretado pela união dos partidos, que quando tiver repressão da polícia em qualquer favela fazendo covardia, derramando o sangue, todas as comunidades pegarão seus fuzis e atiraram em prédios, em carros importados e no que tem de mais rico e próximo a sua favela, saqueando empresas, lojas, mercados!
Foi decretado pela união dos partidos, que cada morador inocente pobre que a polícia matar, morrerá duas pessoas ricas.
Foi decretado pela união dos partidos, que cada integrante do partido que a polícia matar morrerá dois policiais e seus familiares, pela união das comunidades que se cansou da covardia dos policiais e do sistema, porque são eles que trazem as drogas e as armas, o empresário financia e a polícia facilita, ficam os políticos roubando bilhões, matando muita gente só com uma caneta, depois quer mandar quem trás as drogas e as armas para o partido vir aqui na comunidade e matar inocente pobre não dá lucro para a boca de fumo, quem compra todas drogas são as classes médias e os ricos.
Irmão, pode piar em qualquer favela olhando na bola dos olhos, mostrar que esse modo de agir é retrólogo, a revolução verbal é aterrorizadora, junta seus pedaços e vem pra arena, nosso irmão do PCC falou que o inimigo está de terno e gravata em nome da paz e a favor de todas as favelas, que é a hora da união, da revolução. Definitivamente, sem união não dá, então vamos todos juntos”.
Os grifos fora meus. Perceberam o velho marxismo da luta de classes escancarado no texto? Esse é o mesmo “argumento” que as FARC usam quando querem praticar algum atentado terrorista, mesmo que as vítimas sejam pobres camponeses sem eira nem beira ou mesmo pequenos agricultores. Agora, se o presidente do Brasil afirma que as FARC não são terroristas e que devem se tornar “partidos políticos” para chegar ao poder, por que os bandidos tupinikins também não podem? Teriam o aval de Lula para tal empreendimento? Não duvido muito, até porque, no primeiro turno das eleições presidenciais a terrorista teve 65% dos votos válidos dos presidiários! 
A população está esmagadoramente apoiando o cerco policial com ajuda dos militares da Marinha e Fuzileiros Navais mas me pergunto: quantas dessas pessoas sabem que são as FARC, com apoio do governo nacional, de políticos, empresários e até juízes, que proporcionam as armas e drogas para os traficantes desses bandos? Tenho certeza que a massa, o grosso da população brasileira não sabe nada disso porque, se soubesse, não teriam elegido a terrorista nem nenhum de seus camaradas.
Com a proibição da posse e porte de armas para as pessoas decentes, desarmou-se os brasileiros da legítima defesa enquanto os bandidos continuaram comprando armas das FARC. Também desarmou-os moral e intelectualmente quando se sonegou informações sobre o Foro de São Paulo e suas alianças com as FARC, essas que abastecem o mercado do tráfico e que hoje apavora os habitantes dos morros e favelas cariocas. Além disso, esta imprensa que hoje faz uma cobertura espetaculosa com fingido horror, é responsável pelas coisas terem chegado a esse termo, pois silenciaram cúmplices sobre o Foro de São Paulo e mantiveram o tráfico, eles mesmos e as classes artística e a dita “intelectual”, se abastecendo desta droga que hoje dizem repudiar. 
E, confesso, não sou nem um pouco otimista quanto a esta operação, pois os capos estão sendo preservados e vão continuar impunes acobertados por este governo amigo de terroristas. O que fizeram com “Tatareto”? Por onde anda - e como vive - Fernandinho Beira-Mar? E Marcola? E Elias Maluco? De que maneira estão sendo “tratados” estes amigos das FARC? Não se iludam com este fogo de palha. Lembro que o Plano Colômbia, protagonizado por Bill Clinton, teve como objetivo encoberto eliminar os narcos pequenos para fortalecer as FARC, resultado obtido com o maior sucesso. E aqui, quem são os protegidos que sairão deste embate fortalecidos? Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Desmascarada Piedad Córdoba e novo golpe nas FARC

Após mais de um mês sem atualização em decorrência de minha mudança de residência, o Notalatina volta a informar aquilo que a mídia se recusa e que é muitíssimo bem paga para fazer: informar os leitores sobre fatos de extrema relevância sobre a política latino-americana, onde estamos inseridos, obviamente. Muita coisa se passou neste intervalo de tempo, das quais tomei conhecimento mas não estava em condições de escrever, uma vez que meu escritório só há poucos dias ficou pronto. Hoje falo da “Operação Nêmesis”, uma das mais importantes depois da que deu baixa a “Mono Jojoy”, mas que a mídia nacional sequer comentou de raspão, preferindo noticiar a morte de dois outros membros das FARC sem a relevância deste bombardeio. Há ainda informações de correios encontrados no computador de Mono Jojoy que confirmam a participação da ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, a chanceler das FARC, com o bando terrorista. A propósito destes fatos, recomendo a leitura do meu artigo A desinformante, escrito para o Jornal Inconfidência de Minas Gerais que tem muito a ver com as revelações desta edição de hoje.
Embora a Colômbia inteira esteja cobrando do presidente Santos as informações encontradas nos computadores de “Mono Jojoy”, ele as tem dado a conta-gotas e ainda assim, revelando coisas sem importância ou outras que já haviam sido confirmadas pelos profissionais da inteligência colombiana. Há poucos dias, entretanto, surgiu uma verdadeira bomba em relação à ex-senadora Piedad Córdoba, conhecida nas FARC com o cognome de “Teodora Bolívar”. 
Nesses correios evidenciou-se que Córdoba continuou mantendo intensa correspondência com os chefes das FARC, mesmo depois da morte de Raúl Reyes e que, como o nome “Teodora Bolívar” havia ficado muito em evidência, eles mudaram para “Gaitán”. Muitos desses correios assinalam que “Gaitán” inclusive os alertou sobre iminentes operações de resgate. Evidentemente ela nega ser uma ou outra pessoa, mas a Inteligência da Polícia tem realizado um trabalho excepcional e, cruzando as informações, atesta a veracidade dos conteúdos e o envolvimento dela com o bando terrorista.
Em meados de 2008 “Iván Márquez” enviou uma mensagem que dizia: “Gaitán é a negra” e, como se sabe, “a negra” é como as FARC se referem à dita cuja. Até o momento não se encontrou nenhuma mensagem escrita diretamente por “Gaitán” mas apenas reportam-se informações passadas por ela. Uma das mensagens mais polêmicas é de setembro de 2008, mesmo ano em que morreu Raúl Reyes, escrita por “Iván Márquez”. Diz a mensagem: 
“Gaitán envia o seguinte: que o Exército está perto do coronel (ele já havia ascendido ao posto de general mas as FARC desconsideraram), pelos lados da Clínica. Planejam tirá-lo a força. Conhecem o local preciso”. Como vocês devem estar lembrados, o general Mendieta foi resgatado numa magnífica operação, ocorrida em 14 de junho deste ano, e que pude tomar conhecimento da notícia ao vivo pela televisão em meu último dia na Colômbia. 
Em outro, de agosto de 2009, “Márquez” diz que “Gaitán” soube que um dos chefes de frente que eram carcereiros de Mendieta estavam procurando a Igreja para entregá-lo. Em vários correios os chefes das FARC mencionam encontros e planos políticos com “Gaitán”. Outra mensagem ao Secretariado diz que “Gaitán” “tem problemas de segurança e de grana”, mas que reitera que “seu Governo será com F” (de FARC). O processo tem muitas outras informações explosivas mas que não estão sendo divulgadas pela mídia (que tem acesso apenas para leitura), onde um deles refere-se a interceptações realizadas em guerrilheiros da Frente 30 das FARC. Um deles fala de um suposto contato com um magistrado da Corte Suprema de Justiça sobre o caso de capturados em maio passado, que foram relacionados com atividades da política no ocidente do país, e há ainda um capítulo inteiro que informa um aparente envio de dinheiro desde a Venezuela.
Sobre esse dinheiro vindo da Venezuela, a Procuradoria indaga se Ricardo Montenegro, ex-candidato à Câmara e ex-assessor de Piedad, teria sido uma espécie de ponte para que empresas venezuelanas afins a Chávez enviassem o dinheiro para a Colômbia. O jornal El Tiemposoube que mais de 10.500 e-mails e chats referem-se à circulação de centenas de milhares de dólares dessas empresas venezuelanas para a Colômbia, que foram enviadas e recebidas por Montenegro e Andrés Vásquez, outro assessor de “Teodora Gaitán”, inclusive utilizando e-mail da ex-senadora, onde se fala de dinheiro e assuntos logísticos para a compra de carros blindados, por 190 milhões de pesos (algo em torno dos 190 mil reais) que aparentemente seriam enviados da Venezuela.
Esta infeliz criatura, traidora da pátria, debate-se com aqueles argumentos comunistas de desqualificar o interlocutor, no caso, os computadores - como fez Correa do Equador -, mesmo os conteúdos tendo sua autenticidade validados pela Interpol.

"Fabián Ramírez" estará mesmo morto?
E na madrugada do sábado passado (20), através da “Operação Nêmesis”, uma ação conjunta da Polícia, Força Aérea, Forças Especiais e Força de Deslocamento Rápido (FUDRA) do Exército, bombardeou o acampamento do chefe guerrilheiro “Fabián Ramírez”, segundo em comando do Bloco Sul das FARC nas selvas do Yarí (Caquetá), deixando um saldo de 6 terroristas mortos e duas feridas que encontram-se hospitalizadas.
Num primeiro momento acreditou-se que “Fabián” havia morrido porque foram encontradas suas duas pistolas (das que só os chefes possuem), um bracelete com seu nome, sua mochila e seu computador. Entretanto, como seu corpo até o momento não foi identificado dentre os mortos, as buscas prosseguem num raio de 3 quilômetros quadrados do bombardeio. Segundo o Comandante do Exército, general Alejandro Navas, há 50% de chances dele estar soterrado nos escombros e outros 50% de ter sido retirado por seu anel de segurança e fugido dali, mesmo ferido.
A guerrilheira sobrevivente de cognome “Tania” fez o seguinte relato a “El Tiempo”: “Eu consegui ver ‘Patricia’ ferida (a amante de ‘Fabián’), mas o camarada ‘Fabián’ não o vi em nenhum lugar. Não sei se o levaram ou se ficou nos escombros”. Segundo “Tania”, no dia anterior haviam falado de sair dali para outro ponto de Candilejas, um estratégico complexo de acampamentos que conecta as savanas do Yarí, La Macarena, San Vicente del Caguán, o rio Caguán e o mais profundo das selvas do Caquetá. “Esse era o nosso acampamento, o de ‘Fabián Ramírez’. Estávamos ali há umas semanas, depois da morte de ‘Jojoy’ a ordem era que estivéssemos em grupo pequenos. Por isso éramos uns 14, nada mais”, acrescenta a guerrilheira que faz parte da segurança do chefe terrorista.
Assim se informou sobre o bombardeio e a possibilidade de “Fabián Ramírez” ter sido abatido: 





Candilejas é o eixo logístico das FARC. Esse acampamento era somente um dos 14 que o Exército já havia arrasado e eles reconstruíram e sempre utilizaram, porque está localizado no corredor de mobilidade entre Caquetá, Meta, Guaviare e Putumayo. Além das Forças Militares os próprios guerrilheiros não têm notícia de “Fabián Ramírez”, conforme comunicação interceptada em que uma guerrilheira pergunta por rádio: “O que sabem de Fabián? Por aqui não há informação ainda. Ninguém tem informação sobre Fabián e o estão procurando”. Somente este ano a Força Aérea teve 17 operações de alta precisão, graças à localização exata dos guerrilheiros num esforço conjunto da Armada, Polícia e Exército. Nesta operação, por exemplo, a margem de erro não ultrapassou os centímetros!
Mas, quem é (ou era) “Fabián Ramírez” cuja possível morte está sendo solenemente ignorada no Brasil? Sobre ele recaem 13 ordens de captura, sendo responsável pelo ataque à base militar de Las Delicias, a tomada de Patascoy e do posto de Polícia de El Billar. Pesa ainda sobre suas costas a responsabilidade da produção de mais de mil toneladas de cocaína, e do ingresso das FARC nos negócios do narcotráfico, sendo encarregado da cobrança do “imposto” sobre o plantio e a “gramagem” da coca. Para quem não sabe, “gramagem” refere-se ao peso em gramas. Desde 1996, “Fabián” teve como seu grande negociador “Edgar Tovar”, chefe da Frente 48 recentemente abatido, e como braço direito Anayibe Rojas, cognome “Sonia”, a terrorista que hoje está encarcerada nos Estados Unidos junto com “Simón Trinidad” e que as FARC reivindicam sua libertação porque ambos eram os maiores negociadores do bando terrorista.
“Fabián Ramírez”, cujo verdadeiro nome é (ou era) José Benito Cuevas Cabrera, foi até 2004 o comandante da Frente 14 mas, com a morte de “Jojoy”, que foi seu mentor, passou a fazer parte do Estado Maior, sendo o segundo no comando do Bloco Sul. Dentre as mensagens encontradas nos computadores de “Jojoy” há uma mensagem de “Joaquín Gómez” (um dos membros do Secretariado e que foi chefe de “Fabián” quando comandou o Bloco Sul) para “Iván Márquez”, em que ele pede autorização para executar (assassinar) um de seus irmãos de sangue. Diz o correio eletrônico: “Fabián me pediu autorização para justiçá-lo e eu dei. A única sugestão que fiz foi que, quanto mais rápido melhor, para evitar que nos faça o menor dano”.
E são psicopatas desse calibre que felicitam sua “compatriota”, a terrorista Dilma Rousseff, pela vitória nas eleições presidenciais no Brasil. E são criminosos frios e sanguinários como esses que nem Chávez nem Lula conseguem ver como terroristas mas sim, “grupos insurgentes” que têm o direito de tornarem-se partidos políticos legais, para transformar a Colômbia numa nova republiqueta comunista fracassada, como é há malditos quase 52 anos em Cuba e há miseráveis 12 anos na Venezuela, sob os auspícios do Foro de São Paulo com as bênçãos do abutre insepulto Fidel Castro. É isso que nós queremos?
Na próxima edição comento as últimas de Chávez, que segundo Lula e Ingrid Betancourt, é um “grande líder democrata” e vocês verão o que este monstro está preparando para a “burguesia” venezuelana, e as últimas informações sobre o paradeiro do terrorista “Fabián Ramírez”. Fiquem com Deus e até a próxima!
Traduções e comentários: G. Salgueiro