quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Entrevista ao programa "La Hora de la Verdad", da Colômbia




Antes de entrar no tema da edição de hoje, necessito fazer alguns comentários relativos às coisas que postam no Notalatina, a maioria das quais não merece nem respeito e muito menos publicação, e dar alguns avisos. 

Estou mudando de residência e por esta razão tenho tido muito menos tempo do que o habitual, embora meu sincero desejo fosse fazer edições mais amiúde. Como todos sabem, este blog é totalmente elaborado por mim e, embora receba informações preciosas que sei que não vão ser divulgadas e muito menos analisadas no Brasil, não tenho podido escrever por absoluta falta de tempo. Não tenho assessores, não tenho patrocinadores e, portanto, escrevo somente por uma questão de consciência para que fique registrado que tais ou quais fatos aconteceram e a mídia - de um modo geral - silenciou.
Um leitor, muito respeitosamente, criticou-me por ter chamado Piedad Córdoba, a porta-voz das FARC no Senado colombiano, de “negra asquerosa”. Eu publiquei o comentário porque queria responder mas em seguida um demente - sem me conhecer, nem de perto nem de longe - logo rotulou-me de “racista odiosa”. Pelo desrespeito, foi para o lixo. Ao leitor que questiona porquê a chamo assim, digo-lhe que não houve - como não há - nenhum “racismo” de minha parte mas apenas a chamei como ela é conhecida na Colômbia, inclusive pelas próprias FARC que a apodam de “a Negra” ou “a Negrinha”. Entre o povo colombiano a coisa vai mais além, chamando-a de “negra asquerosa” (como eu a chamei) ou “a negra do turbante”. 
E aqui mesmo no Brasil, em tempos em que a sociedade era sadia e não infectada pela novilíngua gramsciana e muito menos havia um “ministério do racismo”, era comum as pessoas se dirigirem a um negro como “negão”, sem que houvesse aí embutido qualquer racismo ou ele se ofendesse. Tenho vários amigos negros, não mulatos mas negros mesmo, e nunca houve qualquer mal-estar por causa da cor; um de meus melhores amigos, por exemplo, é negro azulado e nunca houve qualquer problema entre nós por causa de cor da pele. Isto só é percebido pelos pobres em espírito que se preocupam com as aparências. A mim, a única coisa que importa é o caráter, acreditem ou não. Portanto, “racista odiosa” é a mãe!
Outro leitor questiona o pedido de doações ao blog, alegando que o Google oferece o sistema gratuitamente. É verdade. Todavia, o que o Google não oferece, nem grátis nem pagando, é o conteúdo apresentado no blog que me custa muitíssimo em livros importados, horas de pesquisa, horas de estudo, gasto com telefonemas para o exterior quando necessito alguma informação com urgência, energia física e elétrica, custo de internet, etc.
Como em geral o brasileiro prefere receber tudo de graça e desrespeita e menospreza o trabalho alheio, desconhecendo completamente o que é generosidade, acha afrontoso que eu peça àqueles que queiram e possam colaborar com os custos do meu trabalho. Há blogs que são regiamente remunerados para falar bem desse ou daquele político, outros são subvencionados por empresas ou ONGs mas o Notalatina não; conto apenas com meu parco salário para bancar o meu trabalho e algumas almas caridosas que vez por outra fazem um depósito - nada milionário - a quem sou comovidamente agradecida. 
Ademais, este não é o único blog que tem anúncio de doação. Aqui no Brasil quase todos têm, então, por que o problema apenas com o Notalatina? Para quem não sabe, é muito comum em países onde as pessoas têm o hábito de fazer contribuições, pois até mesmo sites famosos dos Estados Unidos, onde seus proprietários são ricos, têm um banner de “donation”. Só no Brasil - e para alguns espíritos tacanhos - isto parece vergonhoso ou afrontoso. E não tenho vergonha de dizer que  preciso sim, pelas razões que expus mais acima, de modo que agradeço do fundo do coração a quem quiser contribuir financeiramente para que eu possa continuar oferecendo um trabalho de qualidade, com informações que de um modo geral não se vê em outro blog e muito menos na mídia.
Bem, mas o motivo desta edição de hoje - que escrevo apressadamente - é para divulgar uma entrevista que tive a honra de conceder a don Fernando Londoño, em seu programa “La Hora de la Verdad”, realizada ontem pela “Radio Super” da Colômbia. Há poucos dias havia sido divulgado pela rede na Colômbia, a ficha criminal da candidata Dilma Rousseff. Eles custaram a acreditar que alguém com aquela ficha pudesse ser a candidata presidencial mais votada até o momento e don Fernando então perguntou se eu me dispunha a comentar para os ouvintes colombianos. Muito honrada, aceitei. 
No momento da entrevista eu estava extremamente nervosa, não por insegurança no tema mas porque o programa é ao vivo, sem cortes, direto com o público. E a minha preocupação estava mais centrada no conteúdo a informar do que na correção do idioma que domino bem mas naquela circunstância acabei gaguejando. Espero que os leitores relevem este detalhe e ouçam a perplexidade dos colombianos com o que se passa no Brasil, e lá ninguém tem conhecimento.
Devo ficar um longo tempo ausente, em decorrência da mudança de residência, mas tão logo minha vida se normalize volto a fazer outra edição. Fiquem com Deus e até a próxima!


Esta foto é de quando estivemos na Colômbia, eu e Olavo, com don Fernando Londoño em seu prestigiado programa radial "La Hora de la Verdad"




Comentários: G. Salgueiro

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleições no Brasil, a Operação Sodoma e o circo patético de Correa


Acabou o primeiro round dessa batalha farsesca em que todos somos obrigados a participar, porém a guerra - de resultado conhecido - ainda vai continuar no dia 15 de novembro. Algumas pessoas se iludem acreditando que ainda “há uma chance” para outro candidato que não a escolhida pelo Foro de São Paulo, num exercício de auto-engano consentido que dá lástima. E vergonha. Porque apesar de ser um país continental, o Brasil continua o berço da ignorância e da irresponsabilidade. Quem elege palhaços, jogadores de futebol, apresentadores de televisão ou cantores da moda, isso sem contar com camelôs e prostitutas não merece respeito mas sim, que esta escória de indigentes morais e intelectuais crie leis mais estúpidas do que as milhares já existentes para que “eles” cumpram porque eu, no legítimo direito à desobediência civil, me recuso a cumprir.

E apesar de todas as pesquisas feitas ao longo dos anos, demonstrando que o brasileiro é majoritariamente conservador e de direita, o comunismo grassa assustadoramente conforme estamos vendo no resultado dessas eleições. O mistério para esta metamorfose insana, só Deus sabe! Aqui no estado de Pernambuco os dois senadores que vão levando a dianteira são comunistas e o atual governador, Eduardo Campos, que ganhou a primeira eleição em 2006 por ser neto do legendário comunista Miguel Arraes, foi reeleito já no primeiro turno com nada menos que 82% dos votos válidos. Vale salientar que este senhor pertence ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) que é membro permanente e fundador do Foro de São Paulo. E então eu pergunto: onde estão os conservadores das pesquisas que na hora de escolher elegem a pior escória que temos no país? 
Fui votar constrangida pela imposição de que sou vítima, por ser funcionária pública federal, e lá constatei que não era a única com esse sentimento. Na sala da minha seção e pelos corredores do colégio ouvi de várias pessoas de idade mais avançada: “graças a Deus este é o último ano que sou obrigada a votar!”, demonstrando com clareza que isto que vivemos é qualquer coisa menos democracia. A obrigatoriedade de votar já é uma violência inominável, e ser obrigada a escolher entre canalhas, charlatães, ladrões, terroristas, é o máximo do aviltamento à dignidade humana. Voltei para casa com uma sensação amarga de ter sido estuprada em praça pública, enquanto marginais se divertiam com o meu sofrimento e constrangimento. Não sei se estarei viva para ver esse país livre e verdadeiramente democrático, onde os legisladores serão pessoas idôneas, cultas, sérias e comprometidas com o bem-estar da Nação e do seu povo, não um bando de aproveitadores sem caráter, sem moral, sem educação, pensando sempre e unicamente em enriquecer às custas de todos os demais.
*****
Mas, esquecendo um pouco desse país macunaímico e kafkiano, a Colômbia teve duas grandes alegrias nas últimas semanas que não posso deixar de louvar: o abate do porco “Mono Jojoy” e a cassação da moleca de recados das FARC, Piedad Córdoba, que atende pela alcunha de “Teodora de Bolívar”. Por outro lado, os juízes da Corte Constitucional encontraram a forma perfeita de se vingar do presidente Uribe, emitindo a sentença completa que o impediu de realizar um referendum para permitir sua reeleição após o segundo mandato. O documento especifica que ele não poderá voltar a apresentar-se como candidato à Presidência do país nunca mais, contrariando o que diz a Constituição da Colômbia, que tenho e li mais de uma vez, aproveitando-se da tal “interpretação” da lei que cada um dá conforme lhe apraz.
A sentença, que tem 500 páginas, diz textualmente o seguinte: “A pessoa que desempenhou o cargo na única oportunidade permitida, ou que tenha completado o topo de dois períodos constitucionalmente autorizados, é inelegível para o mesmo cargo e não tem garantida juridicamente a possibilidade de aspirá-lo outra vez, pelo qual não pode ser reeleito”. E assim, jogaram por terra a esperança de milhares de colombianos de ver o presidente mais amado e respeitado do país de governá-los outra vez. Ou se modifica a Constituição, ou os colombianos vão ter que amargar essa derrota.

Com relação aos eventos decorrentes da Operação Sodoma, muita coisa que foi divulgada não corresponde com a realidade. Divulgou-se, por exemplo, que “Jojoy” foi capturado graças a um chip com GPS colocado em suas botas que permitiu identificar a localização exata do seu bunker. Nada mais falso! A localização foi parte da estratégia elaborada pelos serviços de Inteligência do Exército que infiltrou um de seus homens num processo que levou quase dois anos. (Abro aqui um parênteses para enfatizar que esta é mais uma vitória de Uribe e não de Santos). Esta infiltração havia sido começada por um outro oficial que foi descoberto e assassinado. Todos ficaram muito abalados com o ocorrido, então, um sargento se ofereceu para dar continuidade ao trabalho iniciado que resultou no sucesso absoluto da operação. Vejam no áudio abaixo a entrevista que o General Óscar Naranjo, Comandante Geral da Polícia, ofereceu à “W Radio” em 27 de setembro:




A riqueza de informações que os computadores apreendidos no esconderijo de “Jojoy” revelam são tantas que, segundo o general Naranjo, vão levar muitos meses para serem decodificadas e analisadas em sua totalidade. Entretanto, alguma coisa já está surgindo. Sábado passado o presidente Santos informou num pronunciamento que foi confirmado que o ataque terrorista contra a “Caracol Radio” em 12 de agosto passado, foi mesmo perpetrado pelas FARC, confirmando o que eu já havia dito na edição de 16 de agosto desse ano. Bingo para mim, de novo! Num dos e-mails encontrados há um comunicado de “Jojoy” para o secretariado das FARC , datado de 13 de agosto, felicitando-os pelo atentado ocorrido à “Caracol Radio”. Diz a parte de guerra, um dos últimos e-mails que o terrorista enviou aos seus camaradas:

“Camaradas secretariado:
(...) Felicitações aos que moveram o chão de JMS (Juan Manuel Santos) com a pequena bomba à sede de Caracol. Essas são as estratégicas.
(...) As FARC-EP, somos um exército guerrilheiro móvel, irregular e ofensivo, autônomos, porque traçamos nossa própria linha para nos auto-governar e tomarmos o poder.
Isso aborreceu a cubanos, a Chávez e companhia”.
“Jojoy” pareceu estar aborrecido com a farsa de aproximação e apaziguamento de Chávez com a Colômbia, o que revela que entre eles e o ditador venezuelano DE FATO sempre existiu apoio mútuo e cumplicidade, senão “Jojoy” estaria se lixando para a aparente mudança de comportamento, assim como em relação a Cuba, por um artigo em que Fidel Castro parabenizou Chávez pela tentativa de reatar as relações diplomáticas. Entretanto, nem Chávez nem Fidel querem “apaziguamento” nenhum, mas sim livrar-se de uma denúncia de apoio a terroristas nos organismos internacionais. Ou “Jojoy” não percebeu isso, ou então faz parte da estratégia fingir que diz uma coisa e fazer outra, bem diversa.
*****


E a farsa mais monumental da semana ficou por conta do histérico delinqüente Rafael Correa, presidente do Equador. Na quinta-feira passada recebi a notícia, em primeira mão, do meu amigo Alex, o Cavaleiro do Templo. Em seu blog ele contava o furdunço que estava ocorrendo no Equador e como eu havia passado o dia todo longe do micro, não quis emitir nenhum juízo antes de conhecer os fatos em todos os seus detalhes. Antes mesmo que eu pudesse fazer uma análise, li que uma dezena de países haviam se manifestado em apoio ao presidente Correa que, segundo informações oficiais, havia sido “seqüestrado” por policiais que se rebelaram contra o governo e teriam dado um “golpe de Estado”. 
Segundo pude apurar de fontes confiáveis, toda a rebelião começou por causa de uma lei que havia sido aprovada um mês antes pela Assembléia Nacional, e que no dia anterior à rebelião Correa introduziu outros artigos - e exigia que a Assembléia aprovasse, contrariando o já aprovado um mês atrás - nos quais se tiravam alguns benefícios que policiais e funcionários públicos recebiam, afetando-os financeiramente. Não respeitar as decisões da Assembléia é, por si só, um ato autoritário e anti-democrático. Com a rebelião, Correa histericamente resolveu ir ao maior quartel de Quito e da sacada gritava aos policiais que “se quisessem, podiam matá-lo”. Em seguida, sob os efeitos do gás lacrimogêneo Correa procura o hospital da polícia (justo da Polícia?) e de lá, anuncia ao mundo que fora “vítima de um seqüestro” e que os policiais estavam tentando um “golpe de Estado”, recurso velho conhecido de todos os ditadores da região quando querem inverter os fatos e passar por “vítimas da extrema direita”.
Imediatamente os presidente da região, encabeçados por Chávez que é o rei do “golpe”, convocaram uma reunião da sucursal do Foro de São Paulo - a UNASUL - e todos vociferavam que “não iam admitir a quebra da democracia, nem a deposição do presidente legitimamente eleito”. De imediato lembrei do caso de Honduras. Com exceção de Piñera do Chile, e de Alan García do Peru, nenhum desses psicopatas latino-americanos lembrou-se - ou teve disposição - de cumprimentar o presidente Santos pela vitória da Operação Sodoma, porque abateu um de seus comparsas. Entretanto, bastou um do grupo pedir socorro, com alegações mais falsas do que uma nota de 3 reais, e todos acudiram prestimosos.
Como estou cuidando de problemas pessoais não pude publicar estes dados a tempo, mas acredito que no Brasil as pessoas ainda acreditam piamente na tentativa de “golpe de Estado” no Equador, daí que tem vigência comentar quando a coisa está mais calma, até porque os jornais reproduziram e os articulistas de opinião, que em geral são de esquerda, continuam repetindo a farsa oficial. Como em Honduras e o caso do delinqüente Manuel Zelaya. A patifaria de Correa foi tamanha, que ele ameaçou usar um dispositivo presidencial chamado “morte cruzada”, que significa a dissolução da Assembléia e a convocatória em dois dias de novas eleições. Além disso, declarou estado de exceção no país, bloqueou os sinais de todas as emissoras de televisão para que o mundo não conhecesse a realidade, mas apenas a SUA versão do ocorrido, num claro gesto despótico e autoritário que é sua marca registrada, do mesmo modo que Chávez. O circo estava armado e o mundo todo acudia em seu socorro.
Então, reproduzo abaixo um informe recebido de fonte de alta confiabilidade que revela o que de fato ocorreu.
“1. Os fatos se relacionam com um auto-golpe planejado e executado pelo próprio governo equatoriano, para distrair a atenção, nacional e internacional, sobre os graves problemas econômicos, sociais e políticos em que está enrascado o país;
2. Pretendia-se com estes fatos antes de tudo elevar a popularidade do presidente, a qual havia caído nos últimos dias em mais de 25%, mediante a busca de apoio dos setores populares, assim como dos movimentos indígenas e professores, com a máscara de rechaçar a ruptura da ordem democrática;
3. Desacreditar e frear a pressão da oposição e dos meios de comunicação que estavam ganhando espaços importantes na opinião nacional e internacional, especialmente com a exigência de que se investigue e julgue o apoio de Rafael Correa às FARC, e o financiamento desta organização terrorista à sua campanha presidencial;
4. A operação foi planejada em coordenação com os governos da Venezuela, Bolívia e Argentina, os quais tinham a missão de ativar o alarme e gerar reações tanto da OEA, como da UNASUL. Para isto basearam-se na experiência vivida na Venezuela, por motivo do auto-golpe de 2002, onde Hugo Chávez saiu fortalecido;
5. A perda de benefícios econômicos por parte dos membros da Polícia era um excelente detonante para conseguir o objetivo proposto, pois nesta Força existem duas vertentes: uma que se ajoelhou aos interesses de Correa, e outra que mantém a linha constitucional e é necessário depurá-la. 

CONCLUSÃO: O Plano se executou como estava previsto: os policiais morderam a isca, gerou-se a sublevação, Correa permaneceu supostamente seqüestrado no Hospital da Polícia custodiado por sua guarda pessoal, a qual não permitia o ingresso no prédio dos policiais sublevados, e de lá ele discursava ao povo e coordenava os rechaços da comunidade internacional. Interditaram os meios de comunicação, ativaram-se os alarme da OEA e se programou uma reunião urgente dos presidentes da UNASUL na Argentina. E por último, organizou-se um plano de resgate para o qual se utilizaram balas de borracha contra os policiais, que só estavam armados com gases lacrimogêneos, e por esse motivo só se apresentou um morto por causa de atropelamento causado pelo veículo presidencial. Finalmente, ele saiu do hospital do qual teria podido sair sem necessidade de uma operação de resgate, porém necessitava, para dar espetacularidade, e depois de tudo isto aconteceu o mais importante, conseguiu-se o objetivo proposto: O PRESIDENTE CORREA SAIU FORTALECIDO”.
Além deste informe, há uma mensagem circulando por Quito, de um bioquímico farmecêutico que trabalha no tal hospital onde Correa ficou por algum tempo que, além de revelar a monstruosidade da farsa, demonstra todo o seu repúdio ao local escolhido para encenar o espetáculo, causando transtornos nos pacientes ali internados por necessidade, e não por histerismo barato e oportunista. Leiam a contundência deste documento escrito por alguém que estava lá e pode dar seu testemunho de fatos tão aviltantes, traduzido literalmente:

“O senhor presidente nunca esteve na qualidade de seqüestrado, esteve sendo atendido pelo pessoal médico do hospital da Polícia. Meus generais e o Sr. Ministro do Interior estiveram em contato permanente com ele e preocupados por sua segurança (depois de que de uma maneira prepotente em vez de conciliadora lançou o desafio incoerente de que ‘o matem se são valentes’, ninguém queria matá-lo nem derrocar o regime). Sua segurança, composta por companheiros policiais de honra, o pessoal do GOE (Grupo de Operações Especiais) o resguardou permanentemente, inclusive quando chegou ao quartel deste grupo, indicou-se-lhe que aí era mais seguro que descer ao Regimento Quito, e depois de tudo, desde o interior do Hospital ele deu várias declarações via telefônica em múltiplas ocasiões do dia. 

Minutos ante do selvagem assalto militar a esta casa de saúde (atenção: não quartel policial) com armas de grosso calibre e munições reais, onde encontram-se mulheres, crianças e velhos, a maioria deles graves, pois ninguém vai a m hospital de férias, com diferentes doenças e que pela grande chuva de gases lacrimogêneos e o tiroteio sem medida (sendo as paredes do Hospital Quito testemunhas deste fato), resultaram com asfixia e crise nervosa, já se estava cantando o Hino da Polícia Nacional e preparada a rua de honra pela qual se dispunha tirar o Sr. Presidente para ser trasladado ao Palácio do Governo, ação que se mantinha durante mais de duas horas, com motocicletas policiais esperando escoltar dois veículos da caravana presidencial que nunca chegaram, portanto, a incursão foi provocada para ganhar protagonismo.

Companheiro, transmite esta mensagem a todos os teus contatos para que saibam a verdade e não como dizem que foi um seqüestro e muito menos uma tentativa golpista. E se estivestes dentro do Hospital, conta ao mundo como se passou a situação real.

Valor, disciplina e lealdade!
Dr. Fernando Vargas M.
Bioquímico Farmacêutico - Coordenador de Medicamentos e Insumos Médicos
Hospital Quito, número 1 da Polícia Nacional”.
Bem amigos, por hoje é só. Reflitam sobre tudo isto que tem a ver conosco diretamente, pois são deliberações do maldito Foro de São Paulo do qual o principal artífice é o atual mandatário do Brasil. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários e tradução: G. Salgueiro

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Novo golpe contra as FARC: perde o cargo de senadora "Teodora de Bolívar", a negra do turbante


"Teodora de Bolívar" e "Simón Trinidad", o cérebro do poder financeiro das FARC condenado e encarcerado nos Estados Unidos


Eu havia começado a preparar uma edição sobre os últimos detalhes da operação que abateu o Mono Jojoy, quando recebi de minha amiga Thania, esposa do Cel Plazas Vega, a informação de que a senadora colombiana Piedad Córdoba, conhecida nas FARC como “Teodora de Bolívar”, acabou de ser destituída de seu cargo após ficar comprovadas suas relações com as FARC. Este é o segundo golpe contundente que sofrem em poucos dias as FARC, Chávez, Lula, Correa, os Castro e todo o Foro de São Paulo! Esses mandatários não emitiram um mísero comunicado de felicitações ao governo da Colômbia pelo espetacular combate que debilitou gravemente o bando terrorista mas, sem dúvida alguma, vão mover céus e terra em solidariedade a esta mulherzinha desprezível, abjeta, criminosa, porque ela é parte do complô contra a Colômbia, e contra tudo que represente a lei e a ordem,
Segundo o Procurador Geral da Nação, Alejandro Ordóñez Maldonado, desde que Raúl Reyes foi abatido, este órgão estuda o material encontrado em seus computadores e descobriu-se, inclusive, que as comunicações entre Córdoba e o bando guerrilheiro seguiram até este ano. Nessas comunicações via e-mail, a senadora é identificada com os cognomes de “Teodora”, “Teodora de Bolívar”, “a Negra” e “a Negrinha”. Além disso, considerou-se na apuração as saídas de Teodora do país, interceptações telefônicas legais entre ela e os membros do Bloco “Libardo García”, de Cali, e a declaração dada pelo infiltrado de nacionalidade ucraniana, Viktor Tomnyuuk, que teve contatos com o Comandante da Frente 30, apodado de “Mincho”.
Este cidadão declarou à Polícia que tinha como provar o envolvimento de Teodora com membros das FARC que operam na Costa Pacífica. Viktor afirmou que três guerrilheiros que haviam se entrevistado com a moleca de recados das FARC, foram presos em Buenaventura (Valle) por planejar atentados, e que faziam parte de uma delegação de 80 integrantes do Partido Comunista Colombiano Clandestino (conhecido como PC3, braço político das FARC) num encontro com Teodora, em Palmira, para apoiar sua candidatura. Nesse encontro ela havia sugerido uma manifestação para o dia 20 de julho e dizia querer no mínimo 5 mil manifestantes que deveriam seguir da Casa de Nariño (Palácio Presidencial) até a Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá.
A Procuradoria afirma que Teodora orientou as FARC a não enviar provas de sobrevivência por vídeo e sim por gravação de voz, “com a finalidade de adotar uma melhor estratégia na busca de seus objetivos” e que essas provas de sobrevivência poderia favorecer governos de outros países. Como vocês devem estar lembrados, nas correspondências trocadas ela sugeria que libertassem o cabo Moncayo no Equador, ou com a “intermediação” de Rafael Correa, para favorecê-lo politicamente.
Em várias ocasiões participou de foros internacionais, o último dos quais na Espanha, onde acusava abertamente o Governo da Colômbia de cometer “crimes de lesa-humanidade” e solicitou publicamente que os países rompessem relações com o governo para pressionar a aceitação das FARC e do ELN como “grupos insurgentes beligerantes” e não terroristas como são classificados por todos os países democráticos do mundo.
Por estas atitudes cúmplices com o terrorismo, esta negra asquerosa e com as mãos sujas de sangue por cumplicidade, está sendo acusada de: “colaborar com as FARC”, “tentar fracionar a unidade nacional”, “instigar a guerrilha a ser hostil com os partidos políticos”, “usar a ajuda de governos de outros países para buscar um novo governo na Colômbia” (isto é o que estabelece o Plano Estratégico das FARC) e “aconselhar as FARC” no manejo político do intercâmbio humanitário, o qual é um disfarce vergonhoso que busca unicamente promover e apresentar esses monstros criminosos como os que querem a paz na Colômbia e não conseguem porque o governo é “guerreirista”.

Agora que a máscara finalmente caiu, perder o cargo por 18 anos é pouco. Esta miserável criminosa deveria acabar atrás das grades, por traição à Pátria e por cumplicidade com terroristas assassinos, por explorar a dor dos familiares dos seqüestrados em benefício próprio, como fizeram também Correa e Chávez, e por usar o dinheiro dos impostos de todos os colombianos que pagam seu salário, para sair mundo afora fazendo proselitismo de bandidos e vendendo sua pátria em prol de marginais psicopatas das FARC.
No vídeo abaixo a notícia dada há pouco pelo canal “City TV” do diário “El Tiempo” e um áudio com declarações do procurador Ordóñez, que agradeço ao meu amigo Alex pelo socorro de última hora, e em seguida o comunicado oficial da Procuradoria da Colômbia que traduzo na íntegra. Há ainda um vídeo mais antigo, de quando foram revelados os achados dos computadores de Raúl Reyes, para refrescar a memória dos que não lembram mais o conchavo permanente desta desqualificada com os chefões das FARC. Na próxima edição comento mais sobre a “Operação Sodoma”, com vídeos e áudios inéditos, mas adianto que não é verdade o que está circulando a respeito de um chip de GPS que ajudou a localizar o bunker de Jojoy. Para aqueles que insistem em não acreditar que não preciso de informações dos jornalecos brasileiros pois recebo tudo da Colômbia e quase em tempo real, esta edição é uma das provas. E não é arrogância ou falta de humildade de minha parte, mas a realidade, gostem ou não, quer sintam inveja ou desprezo, pouco se me dá. Fiquem com Deus e até a próxima!


Destituída pela Procuradoria a senadora Piedad Córboda




Declarações do Procurador Ordóñez



Piedad Córdoba aparece nos computadores de Raúl Reyes




Comunicado da Procuradoria da Colômbia:

“O Procurador Geral da Nação, Alejandro Ordóñez Maldonado, sancionou disciplinarmente a atual senadora Piedad Esneda Córdoba Ruíz com destituição e inabilitação pelo período de 18 anos por haver promovido e colaborado com o grupo à margem da lei, FARC.

A investigação teve origem nos achados dos meios eletrônicos apreendidos na Operação Fênix onde foi abatido “Raúl Reyes”. Neles consegui-se estabelecer que o cruzamento de documentos entre o grupo guerrilheiro e a senadora, nos quais se identificou com os cognomes ‘Teodora’, ‘Teodora de Bolívar’, ‘a Negra’ e ‘a Negrinha’, a parlamentar se extrapolou em suas funções, assim como na autorização dada pelo Governo para administrar o intercâmbio humanitário.

Tal material foi corroborado com outros meios de prova, alguns trasladados desde a Sala Penal da Corte Suprema de Justiça e a Fiscalização e outros, produto do trabalho investigativo na Procuradoria Geral, tais como as saídas e emigração da Senhora Córdoba, interceptações telefônicas legais aos membros do Bloco Libardo García, de Cali, e a declaração dada pelo infiltrado de nacionalidade ucraniana, Viktor Tomnyuuk, que teve contatos com o Comandante da Frente 30, cognome ‘Mincho’. Igualmente, contou-se com o apoio dos informes apresentados pela INTERPOL e as perícias do Corpo Técnico de Investigação (CTI) e da DIJIN, sobre a autenticidade dos meios eletrônicos. 

Por estes fatos, o Ministério Público estabeleceu com certeza que a senadora emitiu conselhos ao grupo das FARC relacionados com não enviar vídeos de pessoas seqüestradas pelo grupo insurgente em troca de gravações de voz dos mesmos, com a finalidade de adotar uma melhor estratégia na busca de seus objetivos. 

Além disso, deu informação a este grupo à margem da lei sobre assuntos diferentes com a libertação dos seqüestrados, entre eles, possíveis doações de governos estrangeiros a estados colombianos. 

Da mesma maneira constatou-se que a senadora Córdoba instruiu e solicitou às FARC que fornecessem provas de vida dos seqüestrados, com a finalidade de favorecer governos de outros países. Assim mesmo, efetuou declarações em diferentes atos públicos nos quais executou atos de promoção, com a finalidade de favorecer os interesses do grupo subversivo.

De outra parte, o Procurador Geral, Alejandro Ordóñez Maldonado absolveu a dirigente política pelo cargo de ‘traição à pátria’, por considerar que as diversas alocuções que deu contra as políticas do Governo não configuram falta disciplinar ao não menosprezar a integridade nacional”.
Comentários e traduções: G. Salgueiro

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Morre um homem mau, e a Colômbia respira um ar mais puro




O Notalatina, em seu mês de aniversário, não poderia deixar de publicar a notícia de maior repercussão mundial e que enche de alívio e júbilo não só os colombianos que padeceram nas mãos de um dos maiores criminosos das FARC, mas também pessoas de bem que desejam sinceramente ver a Colômbia sem guerra, sem terrorismo, sem narco-tráfico. A morte de Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como “Jorge Briceño Suárez” ou “Mono Jojoy” em La Escalera, La Macarena, Meta, hoje, representa um abalo na cabeça da guerrilha terrorista comparável a um cismo de 8 graus ou mais. E isto deve-se ao laborioso trabalho que desenvolvem os serviços de Inteligência dos gloriosos Exército e Polícia da Colômbia, que apenas recebem o respaldo do presidente Juan Manuel Santos e do ministro da Defesa, Rodrigo Rivera.
No domingo passado a Força Tarefa Omega já havia dado baixa a 27 guerrilheiros da Frente 48 das FARC, dentre os quais Sixto Cabañas, cognome “Domingo Biojó”, chefe dessa frente, John Freddy García, cognome “Pitufo”, quarto cabeça de Frente, “Caballo”, “Segundo Cuéllar” e María Victoria Honojosa, cognome “Lucero Palmera”, amante de Simón Trinidad que está encarcerado nos Estados Unidos. Hoje especula-se que a filha desse casal, ao que tudo indica, também estava no local e morreu no bombardeio, ainda por ser confirmado pela perícia técnica que examina o DNA.
No ataque de hoje havia dois guerrilheiros muito importantes dentro da organização mas ainda não se tem a confirmação de suas mortes: “Mauricio”, o médico, e que há tempo acompanha Jojoy por causa da sua diabetes, e “Romaña”, que fazia parte do Estado Maior e foi comandante de várias frentes do Bloco Oriental das FARC.
Jojoy tinha a seu redor várias centenas de guerrilheiros em mais de um anel de segurança e vivia movendo-se em círculos entre Cundinamarca, Meta e Huila para fugir da perseguição das Forças de Segurança mas, enquanto vários dos cabeças buscavam refúgio no Equador e Venezuela, Jojoy preferiu ficar concentrando-se nos locais que conhecia bem, que eram a serra de La Macarena e o páramo de Sumapaz. Em fevereiro desse ano ele perdeu 40 de seus 50 guardiãs. No ano passado descobriu-se um de seus refúgios, numa caverna debaixo da terra, a qual ele havia abandonado há pouco. Sua morte chegou a ser anunciada várias vezes, tamanha a proximidade do ataque, mas depois era desmentida.
Com as mortes de “Marulanda”, “Raúl Reyes”, “Iván Ríos” e vários chefes importantes como “Edgar Tovar”, “Negro Acacio”, “Buendía”, “Gaitán”, “Negro Arturo”, “Negro Antonio”, “Cesar”, “Martín Sombra”, etc., Jojoy foi ficando cada vez mais só e isolado, sobretudo porque suas relações com “Alfonso Cano” nunca foram boas, uma vez que Cano, mesmo antes de se tornar o chefe máximo da guerrilha, sempre esteve no comando político, enquanto que Jojoy era o máximo chefe militar. Eram dele os projetos de todos os ataques terroristas, como o da base policial de Mitú (onde foram seqüestrados o Major Julián Guevara que faleceu de maus tratos em cativeiro e cujos restos só foram entregue este ano à sua mãe; o intendente Jonh Frank Pinchao que fugiu, entre outros), o do Clube El Nogal, o de Bojayá, onde um cilindro-bomba foi jogado dentro de uma igreja repleta de mulheres, crianças e idosos, cujos corpos ficaram dilacerados e grudados nas paredes do restou da ingreja. Junto com “Romaña”, Jojoy foi um dos fundadores da idéia de seqüestros massivos de personalidades que eles classificavam como “permutáveis”, como militares, policiais e políticos.
Segundo Caracol Radio, especula-se ainda que neste bombardeio também teria morrido “Carlos Antonio Lozada”, que foi chefe da Frente Antonio Nariño, que operava na cidade e que era considerado um dos “cérebros urbanos” das FARC, aguardando confirmação de identificação pelo Instituto de Medicina Legal. Como vocês poderão ver no vídeo que segue abaixo, havia muitos chefes importantes nesse momento no acampamento de Jojoy, onde possivelmente estiveram em reunião para discutir os rumos da guerrilha após o exitoso combate do domingo passado. À medida em que os corpos forem sendo identificados, mais guerrilheiros importantes podem aparecer dentre os mortos e oxalá assim seja.
A morte de Jojoy reveste-se de uma importância capital, considerando não só seu papel no Secretariado, mas por ser a pessoa a quem os comandantes que cuidam dos seqüestrados se reportavam diretamente, uma vez que, como disse mais acima, era ele quem planejava os seqüestros e os atos terroristas. Com seu fim, haverá muitas deserções, não só porque os comandantes ficaram acéfalos não tendo a quem se reportar, como também pelo medo que um bombardeio desse porte provoca. 
Já há tempo a situação estava muito mal para a guerrilheirada pica fumo que chegou a não ter o que comer muitas vezes, conforme relato de desmobilizados. E também não conseguiam se comunicar com seus chefes máximos, que também não conseguiam se comunicar com Jojoy porque, desde o ataque em que morreu o “Negro Acacio”, em dezembro de 2007, ele tinha medo dos bombardeios chegando a afirmar: “De agora em diante vou utilizar o rádio somente para receber e transmitir mensagens curtas, para evitar uma matança”.
Não li ainda, em lugar nenhum, comunicado de presidentes latino-americanos, principalmente do Brasil, Equador e Venezuela, que fingem ser amigos da Colômbia e querer combater o narco-tráfico. Obama felicitou Juan Manuel Santos, que está em Washington, mas Lula, Chávez e Correa devem estar de luto e amaldiçoando os militares e policiais colombianos por mais esta “perda irreparável”. Venezuela e Brasil estão em campanha política mas DUVIDO que este tema seja abordado por qualquer dos candidatos brasileiros, principalmente a terrorista “Wanda”, pois são todos aliados no Foro de São Paulo. Como disse um amigo meu, “quero ver quem o PT vai mandar para o enterro” e quero ver se vai haver “minuto de silêncio” ou comunicado a Alfonso Cano pelo abate deste porco assassino, um dos seres mais sanguinários e trevosos que país algum jamais tenha conhecido.
Meus mais efusivos cumprimentos aos valentes, briosos e cientes de seus papéis como guardiãs da Lei, da Ordem e da Constituição, os guerreiros das Forças de Segurança da Colômbia, heróis da pátria! Que Deus os abençoe muito e sempre, e vele por suas valiosas vidas.
Segue abaixo dois vídeos: o primeiro detalhando como foi a “Operação Sodoma” e o segundo, as primeiras declarações do presidente Santos sobre o ocorrido.  Quero ainda informar que o Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, meu dileto amigo e companheiro no blog Observatorio brasileño, foi convidado para discutir sobre esta baixa tão importante para a Colômbia no programa da María Elvira, “María Elvira Live”, que vai ao ar hoje às 8 da noite em Miami (hora local). A foto que ilustra a edição de hoje, com a tarjeta de “LIQUIDADO”, foi obra do meu parceiro Alex, o Cavaleiro do Templo”. Fiquem com Deus e até a próxima!
“Operación Sodoma”: Victoria sobre las FARC 






Primeras declaraciones del presidente Juan Manuel Santos







Comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Libertem o Coronel Plazas Vega!

Alguns amigos preocupados me estimulam a “não parar” com o trabalho, acreditando que, como o Notalatina não tem atualizações tão freqüentes como a maioria dos blogs e sites, eu pendurei as chuteiras, joguei a toalha. Não é nada disso; nunca tive tanto trabalho na minha vida e nunca estive mais bem informada da realidade do nosso continente!

Ocorre que, diferentemente da maioria dos donos de blogs, o meu é totalmente elaborado por mim: da escolha do tema à escritura do texto, da seleção dos vídeos às imagens ilustrativas, fora a edição que, invariavelmente, traz atrás de si uma quantidade imensa de pesquisas que às vezes me consomem dias em um só assunto ou pessoa. Vocês já devem ter percebido que os blogs em geral copiam e colam notícias dos jornais brasileiros – que quando falam da América Latina são uma lástima e um primor de desinformação -, o que não leva nem cinco minutos para aprontar.

Aqui tudo é feito sem ajuda de ninguém, pois não tenho “assessores” (nem mesmo na minha vida pessoal), tampouco colo notícias de jornal nenhum. O que vocês lêem no Notalatina são análises exclusivas de fatos graves colhidos desde suas fontes primárias, o que requer estudos sérios e seriedade de trabalho. Todavia, ultimamente tem aparecido uns pilantras que têm a cara de pau de copiar todo o meu texto, colocar o próprio nome e divulgar pela rede como se seu fosse. É isto que me enoja nos brasileiros porque quem faz isto SABE que não escreveu daquilo e se plagia, é porque admirou e tem consciência de não ter competência para tal.

Enquanto o blog ficou “parado”, fiz incontáveis traduções, escrevi artigos para o Brasil e para a Colômbia, além de articular junto com outros amigos o que serve de tema para a edição de hoje e que exponho mais abaixo. Portanto, quando eu “parecer sumida”, procurem ler o Mídia Sem Máscara e o site do Heitor De Paola que vocês vão encontra por lá, além de artigos diferenciados de vários bons escritores, uma montanha de artigos excepcionais traduzidos por mim. Afora isso, necessito de tempo para ler – e trouxe da Colômbia “apenas” 17 livros, um dos quais tem perto de 1.000 páginas e depois disso já comprei mais cinco -, pois tenho por hábito não meter meu bedelho em assuntos que desconheço, ou que não tenho muita segurança, e me incomoda enormemente quem dá “palpites” sobre temas dos quais não sabe absolutamente nada como se fossem lições de cátedras. E isto parece ser a regra e não a exceção aqui no Brasil, sobretudo nos jornalões mais conhecidos.

Quando estivemos na Colômbia, eu e Olavo de Carvalho, no meu último dia lá visitamos a esposa do Coronel Luis Alfonso Plazas Vega, que foi condenado a 30 anos de prisão pelo atentado cometido pelo bando terrorista M-19, caso que eu já conhecia e traduzi inúmeros artigos a respeito antes de visitá-la. O encontro com Thania (hoje minha amiga pessoal) foi comovente, pois lá conhecemos mais detalhes do caso onde fica patente a infâmia que se comete contra um herói da Pátria, enquanto os verdadeiros assassinos terroristas foram anistiados e gozam de todas as liberdades políticas, inclusive um deles foi candidato presidencial nestas últimas eleições.

Pois bem, a coisa é tão escabrosa, tão aberrante juridicamente e tão absolutamente injusta, que Olavo ofereceu à esposa do Cel Plazas criarmos um site sobre o seu caso para que mais pessoas fora da Colômbia pudessem tomar conhecimento.

O site está pronto e há um abaixo-assinado cujo texto explica sucintamente o fato. No meu outro blog, “Observatório brasileño”, há várias publicações a respeito do caso e que podem ser consultados para conhecer mais detalhes, inclusive há áudios e vídeos ilustrativos, mas tudo em espanhol.

O site chama-se “Free Plazas Vega” e a petição da capa está em inglês, mas rolando-se a página até embaixo é possível vê-la em português, francês, espanhol e alemão. Há ainda um vídeo e o link do site que a família do coronel criou para explicar seu caso à opinião pública. Estamos com apenas 260 assinaturas mas precisamos de muito mais. Gente, a solidariedade é uma coisa que não custa nada a quem presta, mas às vezes pode até salvar a vida de quem a recebe. É o caso do Cel Plazas, um homem virtuoso, católico fervoroso, um soldado valente que arriscou sua vida para salvar a de 260 pessoas (esses números são pura coincidência!) de um atentado cometido pelos terroristas do M-19 a mando de Pablo Escobar e ele é quem está sendo tratado como marginal, criminoso, terrorista. Para um homem que já passa dos 60, 30 anos de prisão, por crimes que NÃO cometeu JAMAIS, é o mesmo que uma sentença de morte.

Se fazem-se, divulgam-se a assinam-se petições para salvar baleias, micos-leões-dourados, golfinhos ou um mero baobá, por que não para que libertem o Cel Plazas Vega? Então, conclamo-os todos a assinar a petição e mais que isso: divulguem por todos os meios de que dispuserem, para todas as pessoas de boa-vontade e pensem que, se hoje temos presos políticos na Colômbia, na Venezuela, no Uruguai, na Argentina, amanhã poderemos ser nós mesmos se as coisas seguem o curso ditado pelo Foro de São Paulo.

Lembrem-se do poema de Niemöller, de que enquanto não era com ele, ele não se importou, não ajudou seu vizinho; quando chegou a sua vez, já não havia mais ninguém para acudi-lo porque todos haviam sido presos. Isto é um poema mas calcado na realidade de quem viveu sob o jugo do comunismo, portanto, aí está o meu apelo veemente que espero toque os corações de todos vocês. Fiquem com Deus até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro