quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vídeos das provas apresentadas pela Colômbia


O Notalatina volta em edição extraordinária para apresentar uma foto e dois vídeos que foram apresentados agora na Assembléia Extraordinária da OEA, onde o embaixador Luis Alfonso Hoyos está fazendo sua alocução.

E Chávez acabou de romper – pela enésima vez – as relações com a Colômbia. Ao lado do cheirador de coca, e portanto, também defensor das FARC, Diego Maradona, Chávez disse que “por dignidade” decidiu romper relações com a Colômbia e ordenou “alerta máximo” a suas Forças nas fronteiras. Disse o delinqüente de Miraflores: “Estaremos alerta (sic) porque Uribe é um doente, está cheio de ódio e não aceitaremos violações em nossa soberania”. E concluindo, disse que o rompimento de relações “me produz uma lágrima no coração".

Bem, para quem ainda não sabe direito como funciona uma “mentalidade revolucionária”, Chávez dá a receita de um dos três pontos básicos: a inversão entre sujeito e objeto, a inversão da responsabilidade moral, segundo Olavo de Carvalho, em sua teoria sobre a “Mentalidade Revolucionária”. Observem quanto ele “lamenta” e até faz “chorar o coração” por um crime cometido por Uribe, que é um doente e cheio de ódio. Não é ele, Chávez, quem alimenta tanto ódio no coração, ao proteger monstros que só praticam o mal e que ele afirma que “não são terroristas”. Não esqueçam que, do mesmo modo, Lula e seu PT afirmam a mesma coisa, porque são todos farinha do mesmo saco podre, perverso e desumano.

Rompeu com a Colômbia? Ótimo! A Colômbia não precisa enlamear-se juntando-se com porcos como Chávez e como bem disse o presidente Uribe em seu último discurso oficial, “a Colômbia não se deixou render pelo comércio, porque a Colômbia sabe que se perdermos o caráter e a luta pela liberdade, perderemos o comércio e também a dignidade. Com dignidade haverá comércio com o mundo inteiro; sem ela ninguém nos dará crédito”. Bravo!!!

Mas, assistam agora aos dois vídeos que mostram, de maneira inequívoca, os locais de acampamentos permanentes das FARC na Venezuela. Saliento que esses vídeos apresentados pela Colômbia são recentíssimos, feitos em junho passado, quando da captura de dois terroristas de cognomes “Jaime Canaguaro” e “Ciro”. E o embaixador Hoyos segue em sua explanação, que tem 45 minutos para fazê-la. Posso voltar a qualquer momento com mais informações exclusivas, que depois vão copiar do meu blog, publicar sem os créditos e então vão ser repassadas. Só peço que, antes de me enviarem notícias sobre as FARC ou a Colômbia, leiam antes se já não consta do Notalatina há tempo. Fiquem com Deus e até a próxima.

Fotos de guerrilheiros em território venezuelano, revelam ante a OEA



Colômbia apresenta provas de acampamentos guerrilheiros na Venezuela



Comentários e traduções: G. Salgueiro

Colômbia denuncia formalmente à OEA, conluio de Chávez com as FARC

O Notalatina de hoje felicita os colombianos pelo seu Bicentenário da Independência, cujas festividades ocorreram no último dia 20. E o faço, não apenas como amiga e admiradora daquele país, mas para traçar um paralelo com as nossas “festas da Independência”, comemoradas em 7 de setembro, e que desde o fim dos governos militares perdeu todo o seu significado, seu garbo e seu patriotismo. Lembro que na minha infância todo ano íamos ver o desfile militar, que lotava a Avenida Conde da Boa Vista e nos enchia de orgulho e patriotismo. Os desfiles eram grandiosos e belos, e esse dia era reservado a esse fim, onde, além das Forças Armadas e Policiais, todos os colégios participavam orgulhosos com suas fardas de gala.

Depois da chamada - e malfazeja - “redemocratização”, os militares passaram ao segundo plano e as avenidas foram ocupadas por desordeiros comunistas travestidos de “excluídos”. Das cores de nossa bandeira passou-se a ver um mar vermelho, como se estivéssemos assistindo um desfile na China comunista. E foi, a partir daí, que o nosso amor pela Pátria passou a ser desconstruído, restando uma “patriotada” vergonhosa que se manifesta a cada quatro anos por motivo da copa mundial de futebol. O 7 de setembro agora passou a ser mais um “feriado” no calendário e, se calhar de cair numa sexta ou segunda-feiras, leva o nome de “feriadão”, onde as pessoas sequer lembram o por quê do feriado.

Responsabilizo os governos pós “redemocratização”, e mais especificamente este de comuno-sindicalistas, da ala comunista infiltrada na Igreja, a tal CNBB que criou os tais “excluídos”, e a tibieza dos sucessivos comandantes militares que se curvaram até a ignomínia de não ocuparem a tribuna no desfile militar e de medalhar terroristas, de tentar acabar com os nossos valores pátrios, de denegrir o passado histórico de nossos heróis, e de transformar um dia tão grandioso para a Pátria num rendez vous descarado. Assistam no vídeo abaixo parte do desfile militar da Colômbia no dia de sua independência e sintam inveja. O país inteiro comemorou com alegria, patriotismo e orgulho.




Mas esta edição de hoje tem, sobretudo, o objetivo de comentar um fato importantíssimo para todo o continente que é a Assembléia Extraordinária do Conselho Permanente da OEA que ocorrerá hoje às 14:00 h., onde o embaixador da Colômbia ante esse organismo, Luis Alfonso Hoyos, vai apresentar as provas da existência dos acampamentos das FARC na Venezuela que eu já esbocei na última edição.

Sobre esta reunião, que foi solicitada no início deste mês, Chávez deu mostras de seu medo porque SABE que a denúncia procede e irá incriminá-lo se houver lisura no trato por parte dos países-membros. Na noite da última terça-feira o embaixador do Equador ante a OEA, Francisco Proaño, renunciou a seu cargo em decorrência das pressões que sofreu por parte de Chávez para que cancelasse esta reunião que teve o apoio do chanceler do Equador que, por sua vez, pressionou Proaño a não atender o pedido da Colômbia.

Proaño era presidente do Conselho Permanente e lhe correspondia convocar a sessão, presidi-la e moderá-la. Segundo ele informou em entrevista ao jornal “El Tiempo” de Bogotá, “Eu estava em uma dificuldade muito séria. Por uma lado, minha Chancelaria queria que eu, como presidente do Conselho Permanente, adiasse a sessão extraordinária pedida pela Colômbia para esta quinta-feira. Por outro lado, estava o regulamento interno da OEA que me impedia (de fazer isso). Ante a situação, decidi afastar-me e apresentei minha renúncia às 7:30 da noite da terça-feira”.

Chávez queria não somente impedir a realização da sessão mas, em caso de não poder cancelá-la, que ela fosse a portas fechadas para que o mundo não visse as provas que o incriminam e ele pudesse agredir Uribe como é de seu costume, mesmo sendo através de seus embaixadores. Entretanto, essa foi uma das exigências – e aceita – da Colômbia, segundo o embaixador Hoyos. Disse ele: A Colômbia pediu uma sessão pública, porque não queremos receber nenhum tipo de insultos; vamos exigir respeito e cooperação. Entretanto, ontem à noite Chávez disse que deu “instruções” a seu chanceler, Nicolás Maduro, para “não cair em provocações” e deixar a “batalha diplomática na OEA” a seu embaixador ante esse organismo, Roy Chaderton.

Por sua vez, Chaderton “denunciou” em várias emissoras colombianas que o governo Uribe “cumpriu um papel de acusador internacional em oito anos de montagens e escândalos”. Pois muito bem, “seu” Chaderton, agora vamos ver se há “montagens” nas provas que a Colômbia vai apresentar. No dossiê há 10 vídeos, 12 testemunhos de desmobilizados, mais de 20 fotografias e várias coordenadas de acampamentos. O dossiê, além da sustentação de cada uma das vezes que a Colômbia entregou à Venezuela as coordenadas de possíveis acampamentos, através da Combifront (até princípios de 2007), tem anexas as respostas que recebeu do país vizinho e o que supostamente havia nesses pontos.

Segundo o embaixador Hoyos, “Há fatos novos do último mês e das últimas três semanas sobre ações que se incrementaram e que vêm sendo lideradas dos acampamentos permanentes, e que se consolidaram muito ao longo deste último semestre”. Ele acrescentou ainda: “O propósito de fazer esta denúncia é para que os países da região entendam que não se trata de uma briga política, senão de uma realidade comprovada. Hoyos assinalou ainda que recebeu a cooperação de todos os países vinhos, com exceção da Venezuela. “Lamentavelmente, no caso da Venezuela, apesar de toda a informação que se entregou e de toda a busca de cooperação, não foi possível essa cooperação”. Em seu informe a Colômbia é enfática em afirmar que a partir de 2007 cessou qualquer troca de informação, em razão da ausência de resposta aos requerimentos.

O Notalatina é testemunha destas afirmações, pois incontáveis vezes denunciei – com base em dados fornecidos pelo Governo, do Ministério da Defesa e do Exército da Colômbia – as agressões feitas por Chávez, como resposta a estas solicitações do governo colombiano. O substituto do embaixador equatoriano, para presidir e moderar a sessão, é o salvadorenho Joaquín Maza, que deu prosseguimento às normas da convocação e que poderá estar a favor da Colômbia, pois foi embaixador nesse país por vários anos. O presidente do Uruguai, Pepe Mujica, disse que, “apesar de ser amigo de Chávez, não quer brigar com a Colômbia”, sinalizando que, no mínimo, vai ficar neutro na votação ou abster-se. A Colômbia conta ainda com o respaldo dos Estados Unidos e Panamá, enquanto Chávez conta com os países membros da ALBA.

No último pronunciamento feito como Presidente da República na Assembléia Nacional, o presidente Uribe foi enfático ao dizer que “Na Colômbia não permitiremos que o terrorismo possa encontrar refúgio”, num longo discurso, do qual apresento um dos trechos mais importantes. Aqui ele manda um recado velado a Chávez, sem contudo citar seu nome ou a Venezuela, pois todo o governo tem afirmado que não se trata de “provocar” ou “querer guerra” contra a Venezuela e sim, estimular Chávez a que coopere no combate ao narco-tráfico. Todos sabemos que isto é impossível, pois Chávez deve às FARC e ao Foro de São Paulo sua chegada ao poder, e esta é uma dívida impagável. Daí seu medo, seus arroubos de fingida indignação, sua perseguição aos opositores para despistar sua vulnerabilidade patente perante os olhos do mundo. Mas, ouçam a alocução de Uribe:

“Na Colômbia não permitiremos que o terrorismo possa encontrar refúgio”



E para encerrar esta edição (que poderá voltar mais tarde com notícias da sessão da OEA), um vídeo feito por Alejandro Peña Esculsa em setembro de 2001, onde ele já denunciava as ligações de Chávez com as FARC que enviou ontem em uma carta ao presidente Uribe, felicitando-o pela iniciativa de denunciar Chávez ante este organismo internacional. Observem que o discurso dele não mudou, no sentido de que, desde aquela época (quando nos tornamos amigos) Alejandro denunciava que Chávez necessitava ser apeado do poder PACIFICAMENTE, pois iria transformar a Venezuela numa ditadura igual à de Cuba.

Não tenho esperanças de que esta denúncia feita hoje pela Colômbia surta os efeitos desejados porque todos sabemos que a OEA, igual à sua parceira ONU, é hoje administrada por países comunistas, a maioria deles pertencentes ao Foro de São Paulo e à ALBA. Porém, mesmo que a Venezuela não seja formalmente condenada, fica exposto perante o mundo seu conluio criminoso com as FARC. É lastimável que o Brasil também não seja igualmente denunciado, pois fartas provas disso há, Uribe sabe disso, os órgãos de inteligência de ambos os governos sabem mas ninguém faz nada! E o Notalatina tem denunciado incessantemente ao longo de seus 8 anos de existência, cujas provas podem ser vistas através de seus arquivos. É só pesquisar que acha. Fiquem com Deus e até a próxima!

Como evitar o Totalitarismo na Venezuela?



Comentários e traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Chávez vai ser denunciado na OEA como "guardião das FARC"

A última edição do Notalatina foi reproduzida pelo site Mídia Sem Máscara e lá, dois leitores comentaram acerca dos vídeos sobre a “deportação” do terrorista Chávez Abarca. Quando fiz aquela edição eu estava muito depauperada e com febre em decorrência da gripe, de modo que não observei os detalhes preciosos que estes dois leitores me chamaram a atenção. Um deles observa que o avião que supostamente extradita Abarca, tem a porta de entrada entre a asa e a cauda, enquanto o que aterrissa em “Cuba” (que conforme já vimos é outro), tem sua porta entre a asa e a cabine de comando. Voltei a ver os vídeos e os convido a ver, não só o da encenação da deportação, como o outro, em que ele é interrogado no aeroporto.

Então, cheguei a uma conclusão que pode não ser verdadeira mas é bem plausível. Chávez Abarca é acusado de atos de terrorismo em Cuba, certo? Então, por que ele não chegou a Havana com os mesmos apetrechos e escoltas que “saiu” de Caracas? Porque ele não era “buscado” por Cuba e porque não foi para lá que ele foi! Cuba “cedeu” às pressões internacionais e libertou alguns presos-políticos porque necessita desesperadamente de apoio internacional, ao mesmo tempo em que – conforme eu já havia anunciado – recrudesceu a repressão contra outros opositores políticos (os legítimos!). Hugo Chávez estava muito exposto perante a opinião pública por causa do caso dos containers com toneladas de comida apodrecida enquanto o povo passa fome, e já vinha sendo pressionado pelo Governo da Colômbia, pelo menos desde maio deste ano, por causa da presença dos guerrilheiros das FARC na Venezuela.

Então, uma mão lava a outra! E o que se passou? O G2 cubano providencia a entrada de Abarca na Venezuela e ainda no aeroporto faz os últimos acertos da proposta: ele dirá que veio a mando de Posada Carriles – que é odiado em Cuba tanto quanto na Venezuela – para se encontrar com seu cúmplice, Alejandro Peña Esclusa e, em troca, encerra-se o caso do atentado terrorista do qual ele é acusado em Cuba. Para que ninguém tenha dúvidas da honestidade de Chávez, ele será “deportado para Cuba”, livrando-se ao mesmo tempo de ter que responder na Justiça venezuelana sobre as acusações que faz acerca de sua cumplicidade com Peña Esclusa. Vejam o vídeo do interrogatório no aeroporto e a reação dele quando cumprimenta o “interrogador”, com um gesto de camaradagem e depois outro de alívio, quando levanta-se e põe as mãos atrás da cabeça.

E como fica a troca de aviões no ar? Simples: observem que o terrorista Aissami necessita de uma encenação completa, quando diz que “oficialmente está sendo deportado...”. Era necessário que o mundo todo visse que o “terrorista” estava sendo deportado e que a Venezuela não tolera terroristas, não acoitando gente dessa espécie no país. Filmado este ato e a entrada dele no avião, corta-se a cena e encerra-se a ópera bufa. Já no outro avião, Abarca segue para Isla Margarita (ou La Orchilla), paraíso dos cubanos e terroristas do mundo inteiro, onde é recebido por um oficial cubano que lhe dá as boas-vindas. Um cubano grava a chegada dele lá para que ninguém descubra a diferença de sotaques, fazendo assim parecer que ele de fato está em Cuba.

Para quem não sabe (ou não assistiu aos vídeos), o comando central da espionagem cubana a serviço da Venezuela funciona no 3º andar do aeroporto de Maiquetía, conforme denunciei em novembro de 2007, e que vale MUITO a pena reler e assistir aos dois vídeos da entrevista que o ex-expião cubano, Uberto Mario Hernández, concede a María Elvira. Essa é uma teoria minha, pessoal, analisando os fatos com os dados de que disponho, mas cabe aos advogados de Alejandro investigar mais a fundo a esse respeito, até para poder denunciar nos organismos internacionais.

Mas hoje eu trago notícias de Alejandro e tranqüilizo a todos de que ele está muito bem, fortalecido espiritualmente e com boa saúde, pois ele foi atleta no passado e sempre conservou bons hábitos alimentares e de exercícios físicos. Sábado passado sua esposa Indira visitou-o na prisão, junto com as filhas, e de lá trouxe um comunicado que já divulguei pela rede no original, e hoje apresento a tradução para o português, cujo título é: O cárcere como mecanismo de libertação. Vejam que fortaleza, serenidade e estímulo nos dá este verdadeiro líder e não desanimemos diante de nossas pequenas mazelas!

Na próxima quinta-feira, 22 de julho, a Colômbia apresentará na Assembléia Extraordinária da OEA, fartos documentos e vídeos que provam a existência de 28 acampamentos permanentes das FARC na Venezuela, assim como os nomes e locais precisos onde estão localizados ao menos três dos chefes guerrilheiros das FARC: “Iván Márquez”, “Granobles” (irmão de “Mono Jojoy”) e “Timochenko” além de “Jesus Santrich” e “Rodrigo Granda”, e “Pablito” e “Gabino” chefões do ELN. Este vídeo abaixo, divulgado por “Caracol Radio” em 16 de julho, apresenta parte das provas que ainda são mantidas em sigilo pelo governo Uribe e que serão apresentadas na assembléia da OEA. Observem os detalhes:




Chávez ficou furioso com as acusações, mas elas não são novas e por isto mesmo, somado aos seus fracassos, é que ele tem tentado desviar a atenção pública interna e externa, forjando provas falsas para justificar a repressão àqueles que sempre denunciaram seus crimes. Nicolás Maduro, o ex-chofer de taxi que tornou-se seu chanceler, retirou o embaixador da Venezuela na Colômbia e junto com Chávez alega que esta atitude de Uribe é para “impedir o reatamento das relações propostas pelo presidente eleito Santos”. Ora, Uribe prometeu, desde seu discurso de posse, que não daria um minuto de trégua aos terroristas e ainda é o presidente legítimo do país, portanto, deve e vai trabalhar até a última hora do seu mandato!

Me incomoda ver como este psicopata emite opiniões completamente descabidas e a mídia acata e repete como se fosse um dogma. Agora, todos os jornais (de fora, claro, porque no Brasil ninguém revela essas coisas!) estão repetindo a farsa de que é uma espécie de revanche de Uribe contra Santos, para dificultar-lhe o governo, pode?

Santos havia cometido a insensatez e a traição ao povo que o elegeu, de convidar Chávez e Correa para sua posse. Correa mais que depressa aceitou, porque teme que a bomba acabe caindo no seu colo, uma vez que continua com o rabo preso no caso das FARC. Chávez esnobou o quanto pôde e depois aceitou, mas agora disse que não vai mais porque teme pela sua integridade. Quanto à denúncia dos acampamentos ele fez seu conhecido show histérico, xingando e ameaçando Uribe mas, se de fato ele não temesse e não tivesse qualquer responsabilidade no caso, abriria as portas do país para uma investigação séria que o isentaria de culpa. Ao contrario, todo o governo em uníssono acusa Uribe de afrontá-los com mentira e sequer respondem à pergunta dos repórteres sobre a possibilidade de eles mesmos checarem a informação. Vejam neste vídeo:




A esse respeito, o ex-embaixador da Venezuela ante a OEA concedeu uma entrevista ontem a “Caracol Radio”, em que critica duramente o comportamento de Chávez dizendo que esta “era a oportunidade dele mostrar ao mundo que não é tolerante com as FARC”, entretanto, agindo na defensiva como está fazendo – e da forma mais agressiva possível – ele passa o recibo daquilo que o acusam. Ouçam a entrevista:


Mas Chávez está se isolando do mundo inteiro, cada vez se aproximando mais de governos terroristas e ditatoriais como o dele. Há umas duas semanas o desacato foi com a Holanda, alegando que um avião daquele país havia invadido seu espaço aéreo. Ocorre que a Holanda afirmou que utilizava o espaço internacional e que, pelo fato de a Venezuela ser uma espécie de guardiã das leis que estabelecem o espaço internacional, não a faz “proprietária” do espaço, e foi exatamente o que ocorreu.

Ontem foi a vez do Chile. O Senado chileno organizou uma equipe de parlamentares para assistirem às próximas eleições de setembro como observadores, como fazem todos os países uns com os outros. Como o Chile é governado por um liberal e, portanto, não pertence ao bloco do Foro de São Paulo, Chávez armou o maior escândalo. Disse ele: “O que acreditam que são estes senadores? Eles pensam que esse país é uma quadra de esportes? Que coisa, estas burguesias! Não sejam ridículos! Vocês não entram, não vão entrar!”, e endureceu ante o Conselho Nacional Eleitoral para que os senadores chilenos sejam “inabilitados”.

Pois é isso, amigos. Chávez não é apenas um psicopata mas uma mente revolucionária autêntica, aquela que se crê um Messias iluminado e que ele é sempre a vítima, não o algoz. E com isso vai destruindo tudo à sua frente num frenezi de extrema crueldade contra aqueles que aparecem como “aquilo que ele pensa que é” mas sabe que não será nunca. Tenho uma montanha de novas informações sobre as FARC mas vai ter que ficar para outra edição, que pretendo fazer amanhã.

Vou permanecer atenta ao desenrolar dessa denúncia que vai ser feita ante a OEA, embora não creia em um bom resultado, considerando que seu secretário, José Miguel Insulza é comunista e SEMPRE esteve do lado de Chávez, das FARC e do Foro de São Paulo. Também o caso do meu amigo Alejandro está permanentemente na pauta, alerta a qualquer fato novo. Lembro que o site do Heitor De Paola e o Mídia Sem Máscara estão publicando tudo o que trata do caso de Alejandro. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Desmontando a farsa

Não sei se há uma “conspiração dos astros” mas o caso é que, sempre que acontece algum fato muito grave e eu tenho acesso a informações valiosíssimas, alguma coisa me impede de atualizar o blog. Desta vez foi com o caso do meu amigo Peña Esclusa. Ontem eu recebi uma montanha de novas e preciosas informações mas estou com uma gripe tão avassaladora que mal consigo me manter em pé. Um pouquinho melhor hoje mas ainda com febre, volto a analisar esta história kafkiana com dados e vídeos que não se vê na mídia, a não ser quando plagiam o que escrevo aqui.

Ontem a mídia brasileira decidiu tocar no assunto Peña Esclusa mas, mesmo assim, limitaram-se os jornalecos a simplesmente repetir a versão oficial da ditadura chavista, em notas secas, sem qualquer análise critica ou, quando muito, ajudando a difamá-lo um pouco mais. Mesmo para quem não conhece Alejandro – nem de perto nem de longe -, procurar ler o que ele já escreveu em livros e artigos, ou mesmo assistir aos incontáveis vídeos de sua autoria, era o mínimo que se poderia esperar da classe jornalística para ser de fato isenta e fazer uma análise imparcial. Mas não; ninguém quer conhecer a verdade porque isso poria em cheque algumas mentiras plantadas pelo Planalto, como que na Venezuela o problema é “excesso de democracia” ou ainda que “Chávez é o melhor presidente dos últimos cem anos”.

Pois bem, a edição de hoje do Notalatina vai ser praticamente reportada através de alguns vídeos muito reveladores que insisto para que vejam, caso estejam interessados em saber mais sobre esta trama sórdida, criminosa e grosseira que armaram para Alejandro, uma das pessoas mais pacíficas e anti-violência que eu conheço na vida. Aliás, esta minha afirmação pode ser comprovada através dos vídeos que ele semanalmente lançava chamando as pessoas a defender a liberdade e a democracia no nosso continente. Em nenhum deles Alejandro fala em “tomada de poder”, “golpe de estado”, “revolução armada”, etc. Seu discurso é SEMPRE pela via pacífica e pela legalidade constitucional.

O blog do meu amigo Arlindo Montenegro, o “ViVerdeNovo”, apresenta em sua edição de hoje quatro vídeos da entrevista que Indira, esposa do Alejandro, concedeu ao programa “Buenas Noches” do canal “Globovisión”, relatando os pormenores da invasão ao apartamento da família e a prisão de Alejandro. Não deixem de assistir!

No dia 7 de julho, a esposa do suposto terrorista Francisco Chávez Abarca, Karla Trigueiros, concedeu uma entrevista a Ernesto López no programa “Resumen Diálogo”, que vai ao ar pelo canal Megavisión de El Salvador. Nesta entrevista, cujo vídeo segue abaixo, Karla fala logo no início que a prisão de seu marido é arbitrária e forjada, principalmente pela acusação de que ele teria vindo da Guatemala para a Venezuela e lá havia sido preso por suas supostas intenções terroristas. Ela afirma que, se seu marido veio da Guatemala, por que em seu passaporte não recebeu o carimbo da aduana, nem de entrada nem de saída de lá? Se ele veio mesmo da Guatemala, onde está o bilhete do vôo desse país rumo à Venezuela? Nenhuma destas provas existem! Ademais, “supondo” que ele tenha vindo por terra, por que iria parar no aeroporto e não numa rodoviária?

São perguntas que, a meu juízo, se não provam a farsa urdida pelo G2 cubano, devem ao menos ser investigadas a fundo pois, nesse caso, já comprometem de antemão tudo o mais que se seguiu à sua prisão e suas supostas declarações a respeito de Peña Esclusa ser seu “cúmplice”. Ainda nesta entrevista Karla afirma que “conheceu” Posada Carriles mas que nem de longe poderia considerá-lo um amigo ou pessoa das relações de intimidade do casal. Mas, para os que montaram a farsa, Abarca é um terrorista que veio cumprir uma missão a mando de Posada.




Bem, me parecem pertinentes as preocupações desta senhora, sobretudo quando fala de seus medos em relação ao futuro, pois deu a entender que conhece bem os métodos utilizados pelo G2 cubano.

Agora vamos ao vídeo-circo do momento em que Chávez Abarca é deportado. No aeroporto estão o terrorista ministro El Aissami, Nicolas Maduro e robôs falantes do canal estatal “TeleSur” que, numa sessão solene, com direito a púlpito para pronunciamento oficial de Aissami, é anunciada a extradição de Abarca.

Minutos depois este sai de um carro, escoltado por dois homens do SEBIN, algemado, usando colete a prova de balas e um capacete. Todos entram num avião King, com as siglas YV 1497, do aeroporto Internacional Simón Bolívar, rampa 4, em Maiquetía. Assistam este vídeo com muita atenção!

Saída de Chávez Abarca da Venezuela



E neste outro vídeo, Chávez Abarca desembarca no aeroporto de Havana num Jet sem identificação alguma, apenas com duas listas vermelha e amarela, sem o colete, as algemas e o capacete, mais parecendo um turista feliz. Como pode em pleno vôo trocar de avião? E não me digam que é o mesmo porque não é! Observem também quando ele é recebido por um militar cubano que parece sorrir, enquanto lhe fala alguma coisa inaudível. Ora, se esse sujeito foi deportado para Cuba por ter supostamente cometido atentados na Ilha, não seria mais lógico que neste país a segurança estivesse reforçada? Lembrem-se (e/ou revejam) o vídeo da edição anterior sobre sua detenção no aeroporto de Maiquetía, onde logo nos primeiros momentos ele aparece num “interrogatório” com um agente do G2 cubano e que termina em plena camaradagem. Juntem todos esses dados e digam se não parece claramente que Abarca está a serviço das ditaduras castro-chavista para “montar” um esquema – grosseiríssimo, diga-se de passagem – que incrimine os opositores venezuelanos? Assistam.

Chegada a Cuba



Bem, e este outro vídeo publicado por Elio Aponte, diretor da organização ORVEX, mostra uma conversa havida entre ele e Alejandro através do Skype, no dia 9 de julho, onde Alejandro relata fatos estranhos ocorridos com ele que eram, agora não há mais dúvidas, de falsas provas incriminatórias que depois seriam utilizadas como se fossem correspondências trocadas entre ele e supostos cúmplices no planejamento dos atentados. Não esqueçam que dentre as apreensões feitas no apartamento levaram um computador, onde se encontrariam as “provas” materiais do crime que vinha sendo planejado.

Grabación que desmonta operación G2 cubano contra Peña Esclusa




Penso que este material apresentado nesta edição não deixa dúvida para quem, de boa-fé – queira analisar os fatos como eles de fato são. É difícil ter alguma esperança de que se faça justiça dentro da legalidade, pois sabemos que TODOS os poderes na Venezuela estão nas mãos de Chávez, sobretudo o Judiciário que, no início deste ano, teve o desplante de destituir e encarcerar a juíza Afiuni por ter cumprido a lei e mandar soltar um condenado inocente. Como o réu era vítima desta perseguição insana de Chávez, ele deu ordens para que os outros magistrados a prendessem, onde ela permanece até hoje junto com marginais que ela mesma havia condenado. A Procuradoria negou o pedido dos advogados de Alejandro de anular este processo, por absoluta inconstitucionalidade, mas foi, como era de se esperar, negado.

E esta “testemunha” dos “crimes” que Alejandro planejava me lembra outra, da Colômbia, aquela misteriosa criatura que ninguém jamais viu ao vivo e que jamais presenciou os fatos, mas serviu como peça-chave para condenar à prisão o Coronel Luis Alfonso Plazas Vega a 30 anos de privação da liberdade. Nos dois casos, em vez das testemunhas serem levadas a julgamento para depor, são levadas para bem longe onde não possam ser incomodadas!

Este caso do Alejandro está mexendo muito forte com meus sentimentos, pois ele é um amigo queridíssimo de mais de 10 anos de convivência e lutas em comum, e que nunca deixou de sê-lo por ter-me afastado do cargo de Delegada de UnoAmérica no Brasil. Dói, igualmente, ter sido forçada e entregar o cargo, sobretudo quando vejo que todas as delegações de UnoAmérica no continente enviaram suas notas de repúdio, enquanto no Brasil apenas eu e o Heitor, como amigos pessoais e membros de UnoAmérica, estamos divulgando esta situação macabra com todos os detalhes possíveis que nos chegam às mãos. O Brasil ficou com um delegado em São Paulo mas a nota de repúdio nunca apareceu. Por isso segue, incondicionalmente, nosso repúdio, nosso asco e nossa solidariedade a Alejandro e sua família.

Eu estava para fechar esta edição quando recebi de uma amiga venezuelana a informação publicada no site de Nelson Bocaranda, o “Run Runes”, de que havia uma câmera escondida no apartamento de Alejandro onde mostra o agente do SEBIN “plantando” os explosivos. Diz ainda a nota: O advogado Alfredo Romero já recebeu o vídeo e lá fica demonstrado a MONTAGEM deste Giovani Vásquez 2, com Peña Esclusa. Por isso não queriam testemunhas. No vídeo vê-se claramente quando David Colmenares tira a ‘evidência’ que levava a monta e depois aparece com ela. Bem, espero conseguir este vídeo logo para apresentá-lo ao mundo todo como prova de mais uma farsa criminosa desta ditadura miserável. Os vídeos sobre a deportação de Abarca foram do site de Ismael García. Estarei alerta ao desenrolar desta farsa macabra e poderei atualizar o blog a qualquer momento. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

terça-feira, 13 de julho de 2010

Detalhes sobre a farsa do "terrorismo" de Peña Esclusa

Desde cedo da manhã tento falar com Indira, esposa de Alejandro Peña Esclusa, mas a ligação cai direito numa caixa-postal. Confesso que estranhei porque é uma gravação feita na voz de um homem que não é Alejandro, me parecendo que a essa altura o telefone está não só grampeado como controlado pelo KGB bolivariano.

Na manhã de hoje Indira deu uma entrevista a Fernando Londoño, em seu programa “La Hora de la Verdad”, que teve tantas vezes o próprio Alejandro como convidado. Nesta entrevista Indira conta como a coisa aconteceu, deixando claro para quem não é ignorante nem conivente com esta patifaria que as “provas” foram plantadas grosseiramente, pois “encontraram” material explosivo guardado numa gaveta do quarto de Cecilia, a filha mais nova do casal, com apenas 7 anos de idade. É preciso ser muito estúpido para crer que, ou Alejandro expunha a própria filha, guardando material explosivo em seu quarto, ou então a menina também faz parte da conspiração terrorista. Ouçam a entrevista aqui:




É odioso ouvir estas coisas! Observem que tudo nesta ação é ilegal, pois invadiram a residência da família sem uma ordem judicial, não permitiram a presença do advogado de Alejandro, que ficou plantado na porta, não permitiram a presença de vizinhos do casal como testemunhas, constrangeram e amedrontaram as crianças, pois queriam revistar seus quartos empunhando uma pistola e, ademais de plantar coisas que incriminariam Alejandro, eram 13 policiais revirando a casa inteira acompanhados de dois estranhos que “eles” trouxeram alegando que eram “vizinhos” que estavam ali para testemunhar a batida que os criminosos faziam. Indira não reconhece esses tipos como “vizinhos” e não sabe sequer se eram pessoas que passavam pela rua ou se já foram trazidos pelos agentes da polícia política.

O vídeo abaixo mostra o momento da invasão gravado pela TV estatal “VTV”, a única presente para documentar os fatos, corroborar a mentira plantada e ser a única versão que o cidadão comum teve acerca dos fatos. Na entrevista, David Colmenares informa que foram encontradas umas “cápsulas de explosivos”, que Alejandro “admitiu” ter conhecimento das mesmas em sua casa e que por isso “não resistiu” à detenção. Indira, por sua vez, nega veementemente que isto tenha ocorrido, sobretudo porque ela SABE que aquele tipo de material NUNCA existiu em sua casa até aquele momento e que, sozinha, ela não podia controlar 13 pessoas espalhadas por seu apartamento revirando e vasculhando tudo em busca de provas incriminatórias. Como não as encontraram, providenciaram uma deixando a marca da mentira bem evidente, plantando-a no quarto de uma menina de 7 anos. Vejam no vídeo abaixo:


Detención de Peña Esclusa



E conforme eu havia dito ontem, por conhecer perfeitamente bem os métodos desta canalha criminosa, hoje recebo um vídeo recomendado por meu amigo Alex, o “Cavaleiro do Templo”, em que María Elvira tem uma conversa com dois ilustres personagens, assíduos de seu programa “María Elvira Live”, que são o ex Capitão de Navio da Armada Venezuelana, Bernardo Jurado, e o advogado cubano Camilo Loret de Mola, acostumado a conversar com presos logo após passarem por interrogatórios em Cuba. Assistam ao vídeo com muita atenção:

DETIENEN PRESUNTO TERRORISTA EN CARACAS. "MARIA ELVIRA LIVE" 07.07.2010



Observem logo nos primeiro minutos do vídeo, numa reportagem de TeleSur, a camaradagem no cumprimento entre Chávez Abarca e seu interrogador. Ora, não é necessário ser um perito em coisa nenhuma para saber que numa situação de interrogatório as partes na situação são oponentes, ou no mínimo desconhecidas, onde um exige explicações por desconfiar de que o interrogado tem algo “anormal” ou irregular a esconder, e o outro encontra-se numa situação de constrangimento tendo que explicar, justificar ou negar as acusações que se lhe fazem naquele momento.

Então Camilo, como cubano, observa que o interrogador tem sotaque CUBANO! E eu deduzo que os dois são velhos camaradas e que a farsa está perfeitamente corroborada através das imagens gravadas. Há perguntas irrespondíveis acerca deste elemento Chávez Abarca, conforme eu levantei a suspeita na edição anterior, que esses dois senhores também observaram, como por exemplo: se a polícia venezuelana o acusa de ter vindo ao país a soldo de Posadas Carriles para cometer atos de terrorismo e desestabilizar o governo, por que ele foi deportado no mesmo dia que chegou a Caracas? Se ele foi deportado imediatamente, como pôde ter entregado todo o esquema, nomes dos envolvidos, inclusive denunciado Peña Esclusa como seu cúmplice, numa rapidez jamais vista sem sofrer qualquer bofetada para confessar? Que espécie de “espião” é esse que entrega tudo de bandeja já na primeira pergunta cordial? Tem mais: se ele pretendia cometer atos de terrorismo na Venezuela, por que não ficou detido lá para averiguação das informações, depois julgado e preso?

São tantos os “buracos” nesta história macabra que fica claro, para qualquer pessoa que tenha um mínimo de inteligência e acompanhe os fatos, que este circo foi montado com o único objetivo de levantar uma cortina de fumaça sobre o fracasso do tal bolivarianismo, do colapso energético, da semi-falência da PDVSA, das toneladas de comida apodrecidas em containers enquanto o povo passa fome, e uma maneira eficaz de “justificar” o encarceramento de todos os seus opositores de uma cajadada só. A lista dos próximos a serem acusados por crimes que não cometeram é grande e Alejandro foi apenas o primeiro. Eles sempre fazem assim: se não há qualquer prova para tirar do caminho os opositores, eles inventam, plantam informações falsas e até provas materiais concretas, como fizeram com Alejandro.

E, posso estar enganada, mas acredito que este episódio não só foi planejado por Cuba, como a beneficia também, justo no momento em que as críticas em relação aos presos-políticos “obrigaram” o regime a libertar 7 deles, como “prova de generosidade” e para maquiar uma falsa abertura de Raúl, o ébrio.

Havia muito mais coisas que eu desejava publicar nesta edição de hoje, mas meu amigo Heitor De Paola já o fez, com artigos e matérias de outros sites e que, por isso, recomendo que não deixem de visitá-lo pois são todas muito importantes para se conhecer o caso mais a fundo. Fiquem com Deus até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

Alejandro Peña Esclusa é preso por ordem de Cuba!

Na edição que fiz em 4 de fevereiro deste ano, eu alertei sobre a importação do “comandante” Ramiro Valdés, um dos principais artífices da “revolução” cubana. O motivo que Chávez, em conluio com os Castro, alegava para a presença deste assassino cruel e sanguinário na Venezuela não se sustentava, pois este elemento não entende nada de energia, cargo para o qual supostamente foi chamado a desempenhar. O motivo não era outro senão recrudescer a repressão e utilizar de métodos que esses monstros conhecem melhor do que o ex KGB, de plantar provas falsas, criar factóides de “ataques terroristas” ou o velho discurso do “magnicídio”.

Nessa esteira foram “expropriadas” incontáveis empresas privadas e presos não sei quantos opositores ao regime. Hoje, lamentavelmente, chegou a vez do meu querido amigo e companheiro de lutas de há 10 anos, Alejandro Peña Esclusa, presidente das organizações, Fuerza Solidaria e UnoAmérica.

A notícia me chegou perto das 11 da noite dessa segunda-feira. Tentei confirmar a informação e buscar mais detalhes, por isso só agora posso escrever esta edição, preocupada, constrangida e solidária com meu amigo, embora impossibilitada de falar com ele.

Hoje pela manhã Alejandro emitiu o vídeo-editorial que sempre divulga às segundas-feiras, onde ele denunciava novas calúnias de Chávez a seu respeito, desta vez, vinculando-o a um suposto terrorista salvadorenho de nome Francisco Chávez Abarca. Às 5 horas da tarde um efetivo de 25 policiais da antiga DISIP, hoje SEBIN (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional), invadiu a residência de Peña Esclusa com um grupo da Divisão de Explosivos, para plantar provas que o incriminem.

Quem conhece Alejandro sabe que a última coisa presente em suas manifestações é a violência mas, para justificar sua prisão, alegam que em seu apartamento havia armas e explosivos. Segundo informa o Globovision, o diretor de contra-inteligência do SEBIN, David Colmenares, disse que “dando seguimento a informações fornecidas pelo terrorista Francisco Antonio Chávez Abarca, quem fez uma série de assinalamentos, estamos começando essa série de trabalhos que vamos realizar a partir dessa confissão que nos ofereceu este terrorista, que foi capturado e deportado a Cuba, por atos de terrorismo nesse lugar”.

Diz ainda Colmenares que “na ação encontraram-se prováveis evidências de natureza explosiva. Experts realizam prova de campo e posteriormente farão o resto das perícias”. Acrescentou que “durante o procedimento não houve necessidade de fazer nenhuma ação violenta porque o envolvido reconheceu os achados”.

Ora, esses dois pequenos parágrafos são bastante reveladores. Primeiro, por que o terrorista “cúmplice” de Alejandro não foi deportado para seu país e sim para Cuba? Porque ele foi à Venezuela com a missão de incriminar Alejandro, a mando dos Castro, a pedido de Chávez! Os jornais não estão tocando neste ponto, e todos estão repetindo a farsa criminosa que está sendo divulgada pelos verdadeiros autores do crime!

O outro aspecto revelador é a afirmação de que não houve necessidade de nenhuma ação violenta porque o “envolvido” reconheceu os achados. Não houve necessidade de violência porque Alejandro NÃO é violento! Será que alguém que é tão perigoso e trama ações terroristas iria ver sua casa invadida sem reagir a bala? Será que este bando de estúpidos criminosos acreditam mesmo que ninguém conhece Alejandro a ponto de engolir tamanha farsa? Ademais, dizer que ele “reconheceu os achados” e nenhum jornal levantar a voz para defendê-lo de uma acusação espúria como esta, é de dar vergonha e asco, pois Alejandro arriscou a própria pele por muitos desses jornais, inclusive defendendo os donos da Globovision que hoje repete esta calúnia sem replicar! Esta afirmação é FALSA! Duvido que Alejandro tenha admitido ter explosivos em casa e ser comparsa de um terrorista!

Não quero mais falar disso até que tenha mais informações, mas deixo ao julgamento de vocês, sobretudo daqueles que não o conhecem, se essas acusações procedem ou são crimes premeditadamente planejados pelo G2 cubano em conluio com Chávez. No vídeo que Alejandro apresentou ontem de manhã – postado mais abaixo -, ele já denunciava as calúnias que se cometem contra ele, não agora com o caso desse salvadorenho mas há anos; assistam e tirem suas conclusões a respeito da detenção de que ele está sendo vítima. E em seguida, o vídeo realizado por Elio Aponte de ORVEX, onde ele detalha como foi o invasão e prisão de Alejandro.

O Notalatina vai ficar alerta a este acontecimento insólito e criminoso e poderá voltar mais tarde com mais informações. Que Deus não permita tamanho sofrimento à família de Alejandro e que os verdadeiros culpados sejam desmascarados com a máxima brevidade. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro




terça-feira, 6 de julho de 2010

Não fechem os olhos para os presos-políticos militares!

O Notalatina de hoje volta a falar da situação dos militares presos-políticos argentinos mas antes faço um parênteses para comemorar mais uma derrota das FARC. Hoje, em duas operações distintas das Forças Especiais, Wilfredo Criollo, cognome “Piloso”, que durante 11 anos foi chefe da Frente 21 das FARC no Tolima, foi capturado quando viajava em um veículo entre Espinal e Ibagué. E na outra operação, foi abatido “Canaguaro” e “Ciro”, além de mais 11 terroristas na localidade Montes de María. Ciro era quem cuidava das finanças da Frente 35 durante anos e que pertencia à frente do também abatido “Martín Caballero”.

Em janeiro desse ano as FARC foram protagonistas de um filme realizado na Argentina, onde os guerrilheiros aparecem como simples “camponeses” colhendo o que plantam para sua sobrevivência. Eu tenho esta porcaria completa mas nunca divulguei porque não vou fazer apologia de terroristas. Entretanto, para que se conheça a cara deste monstro, apresento abaixo um trecho desse filme onde Canaguaro aparece de camisa vermelha, mentindo para os idiotas úteis sobre a santidade de suas vidas “quase monásticas”. Agora vá mentir no inferno, desgraçado!




Mas voltando ao caso dos militares argentinos, me impressiona a indiferença absoluta dos brasileiros diante de aberrações morais e jurídicas como as que têm ocorrido na Argentina e na Colômbia. Aqui não se fala NADA sobre a situação dessas pessoas, como se a solidariedade fosse uma palavra apenas registrada no dicionário mas cujo significado perdeu-se na poeira do tempo. Nem os jornais, nem revista alguma, e muito menos os militares brasileiros dão um mísero pio acerca da violação absoluta aos direitos mais elementares do ser humano cometidas contra seus irmãos de uniforme, nem uma palavra de solidariedade é pronunciada. É como se nós fôssemos imunes a estas arbitrariedades e muito superiores aos demais.

Recebo incontáveis artigos e mensagens com denúncias dos horrores que estão sofrendo os militares argentinos, colombianos, uruguaios e chilenos. Esses militares intercambiam informações e mensagens de apoio entre si, mas não há UM SÓ BRASILEIRO a lhes dispensar uma linha! Para ser ter uma idéia da indiferença brasileira sobre esses fatos, no início do ano passado a organização UnAmérica elaborou uma coletânea de denúncias em um livro sobre o plano de destruição das Forças Armadas arquitetada pelo Foro de São Paulo. Participaram desta edição a Argentina, o Uruguai, a Colômbia, a Venezuela mas o Brasil ficou de fora, malgrado o convite, porque não houve um só militar que quisesse participar da obra, como se o Foro de São Paulo não estivesse destruindo nossas Forças Armadas também. É por isso que sinto vergonha dos brasileiros e não canso de dizer isto, e essa vergonha se acentua quando se visita outro país onde a franqueza, a honestidade, a simplicidade e a solidariedade são tão patentes.

Mas bem, traduzo agora um artigo escrito por UnoAmérica, sobre o caso do irmão de Jorge Mones Ruiz, delegado da organização na Argentina, sobre o julgamento que está sendo imposto ao Tenente-Coronel Enrique Mones Ruiz por ter defendido a pátria do terrorismo que assolava nos anos 70-80, e mais adiante a entrevista do advogado Gustavo Igounet, especialista em Direitos Humanos e Garantias Constitucionais, onde ele aponta todas as aberrações jurídicas e constitucionais nos processos que estão formalizando contra os militares argentinos. Não deixem de ler para tomar conhecimento da quantidade de militares presos até hoje, bem como quantos deles que já faleceram na prisão, alguns casos por assassinato explícito, conforme eu já denunciei aqui e em artigos. E por isso eu insisto: não fechem os olhos para esses crimes porque amanhã poderá acontecer conosco! Fiquem com Deus e até a próxima!

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Mones Ruiz e o futuro das Forças Armadas Latino-Americanas

Bogotá, 5 de julho – Nesta tarde compareceu ante o Tribunal Oral Federal de Córdoba (Argentina), o Tenente-Coronel Enrique Mones Ruiz, acusado injustamente de crimes que não cometeu. Mais grave ainda: Mones Ruiz foi julgado já no ano de 2000 e sua inocência foi comprovada.

Trata-se de prováveis delitos que se cometeram há mais de trinta anos e que se reativaram com base em declarações de testemunhas falsas, as quais durante todos esse anos guardaram silêncio.

Durante seu comparecimento, Mones Ruiz tomou a palavra, mas não para se defender – embora tenha reiterado sua inocência – senão para manifestar sua profunda preocupação sobre o efeito desta grave injustiça do sistema judiciário argentino.

“A vulnerabilidade de suas leis e normativas, em um contexto caracterizado pela tergiversação histórica dos fatos acontecidos, somado a interesses obscuros de atores políticos e sociais de natureza distinta, atentam contra a majestade da Justiça transformando sua essência e convertendo-a em uma parodia de ato jurídico, mais parecido com um julgamento popular levado a cabo por tribunais revolucionários vindicativos, próprios de sistemas totalitários, como advertimos na Cuba de Castro ou na Venezuela de Chávez”, afirmou Mones Ruiz.

O destacado oficial também expressou sua angústia pelo efeito deste julgamento sobre o Exército Argentino e sobre a própria sociedade, dizendo de maneira categórica:

“Protesto contra esta arbitrariedade. E que fique claro que com estes julgamentos não se estão julgando somente a pessoas; se está julgando e condenando uma Instituição, o Exército Argentino, seu espírito e vocação, hoje em perigo de morte, já que com os antecedentes que se estão criando, a responsabilidade do comando, a disciplina e sobretudo, o sentido de dever, ficarão limitados à cobrança do salário e a desfiles de figurantes.

O Exército ficará neutralizado e, conseqüentemente, haverá um soldado disposto a cumprir com as missões de combate que lhe imponham? Com estes antecedentes, intuo que não. Com semelhantes pautas pseudo-jurídicas o militar argentino não terá futuro e a sociedade, da qual forma parte, tampouco”.

A União de Organizações Democráticas da América, UnoAmérica, considera que o julgamento contra Mones Ruiz – irmão de nosso delegado na Argentina – encobre uma perseguição contra as Forças Armadas, que busca destruir as instituições de segurança para favorecer o avanço do Foro de São Paulo e seus aliados.

Não se trata de um caso isolado, senão de uma manobra continental que abarca heróis de guerra, como o Coronel Luis Alfonso Plazas Vega (Colômbia), ou aos que defenderam as vítimas inocentes da repressão chavista, como é o caso do Delegado Iván Simonovis (Venezuela).

UnoAmérica insiste: existe um plano para destruir as Forças Armadas e Instituições Policiais da América Latina, orquestrado pelos integrantes do Foro de São Paulo. A sociedade não pode permanecer indiferente ante o linchamento de seus heróis [1]. Do contrário, quando necessitar proteção, não haverá quem lha forneça.

[1]Tomo a liberdade de incluir neste rol os nossos Coronéis Lício Augusto Maciel e Carlos Alberto Brilhante Ustra.

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Entrevista feita por Enfoques Positivos (EP) ao Doutor Gustavo Igounet (GI), especialista em Direitos Humanos e Garantias Constitucionais.

Nos preocupa como meio de comunicação que luta pela liberdade, pela verdade e pela boa saúde das instituições republicanas, a existência de Presos-Políticos na Argentina, segundo se veio informando por este e outros - muito poucos – meios. Nosso entrevistado é o advogado Penalista e Constitucionalista, especializado em Direitos Humanos e Garantias Constitucionais, e o que segue é a entrevista que ele nos concedeu.

EP: Há alguns meses fizemos contato com o senhor em razão dos reiterados reclamos que vinham-se escutando, da parte de um setor importante da população, acerca da presença de presos-políticos na Argentina. O Sr. pode nos lembrar quem são eles, onde estão e por quais motivos?

GI: Lembro-me perfeitamente desta entrevista; a situação desde aqueles meses até a atualidade creio que se agravou muitíssimo. Os presos-políticos que existem em nosso país e que lamentavelmente são muitíssimos, são basicamente Militares imputados, nem sequer condenados, e em sua imensa maioria estão processados há anos, sem condenação, por haver combatido a subversão, em virtude de uma ordem que emanou de um Governo constitucional, com o correspondente acordo do Congresso Nacional.

Naquela ocasião, na década de 70, o Poder Executivo constitucional, não o de fato, ordenou reprimir o terrorismo que estava açoitando o país. Em razão disso, passados trinta anos, gera-se uma situação de ascensão ao poder de grupos afins àqueles que combateram as forças legais na década de 70, e tomou-se uma vingança, mediante a qual se avassalaram todos os princípios da Constituição Nacional, das Leis, dos princípios penais, tiraram-se as Garantias Constitucionais, tirou-se o Juiz Natural... e às vezes me perguntam: “Como definir a pessoa porque é preso-político”? E eu diria que preso-político é somente porque está preso em razão de uma decisão do poder político, a qual muitas vezes é tomada à margem da judicialidade, das circunstâncias.

Não podemos imputar a uma pessoa que cumpriu uma ordem de um Presidente constitucional, de combater o inimigo por ocasião de um combate que foi a sangue e fogo, onde o inimigo tinha armas, fábrica de armas, quartéis, e inclusive tentava ter até bandeiras e uniformes em determinadas regiões e queria libertá-las. Então, essas circunstâncias fazem com que possamos falar, certamente, de presos-políticos.

Há uma coisa que a mim me chama a atenção porque, e reitero, que dia após dia, apesar de que as pessoas comuns hoje estão mais preocupadas com o Mundial (de futebol) e com questões que tornam suas necessidades pessoais, alguém que está na profissão (de advogado), vai se inteirando, por exemplo, de que há pessoas que estão presas e sendo julgadas por juízes que na realidade ainda não são juízes, são juízes Sub-rogantes, e que estão esperando que o Conselho da Magistratura lhes forneça Acordo, e esse Acordo vai ser como um prêmio. E enquanto tanto condenam – e o fazem alegremente -, ou processam e privam de sua liberdade, sendo que, lembro que da primeira vez que falamos me referi ao Artigo 18 da Constituição Nacional e lhe disse: “Vou lê-lo”, e lhe expliquei que esse Artigo diz que “Ninguém pode ser apenado sem julgamento prévio, fundado na Lei anterior ao ato do processo, nem julgado por Comissões Especiais, ou tirado dos juízes designados por lei, antes do ato da causa...”.

EP: Doutor, o Artigo que o senhor cita fala de condições que nestes fatos e nas situações pontuais que o senhor relata, não se dão, não se manifestam...

GI: Muitos juízes nem sequer têm Acordos do Senado, ou seja, que não são Juízes da República, não são juízes que tenham o visto definitivo dos representantes dos estados, que fariam a uma questão federal. São, diretamente, juízes incompetentes que ao aprisionar pessoas, ao tirar-lhes a liberdade, ao travar-lhes embargos, estão dispondo da liberdade, da vida, das fortunas.

EP: Quantos presos-políticos há neste momento na Argentina?

IG: Há 865 presos-políticos e há 102 pessoas que morreram em cativeiro. Dentre essas 103 pessoas, entre as quais há oficiais do Exército, sub-oficiais, pessoal civil, oficiais da Armada, oficiais de Gendarmería, sub-oficiais da Prefeitura, do Serviço Penitenciário Federal, dos Serviços Penitenciários dos estados, civis e até duas esposas de presos-políticos. Há presos-políticos, filhos de Comandantes Militares daquela época, que pelo simples fato de ser filhos estão na prisão neste momento, e julgados por este tipo de juízes.

Hoje eu estava lendo a Constituição, porque me agrada muito fazê-lo, e o Artigo 29 diz: “O Congresso não pode conceder ao Executivo nacional, nem às Legislaturas estaduais aos governadores de estado, faculdades extraordinárias, nem a soma do poder público, nem outorgar-lhes submissões ou supremacias pelas quais a vida, a honra ou as fortunas dos argentinos fiquem a mercê de governos ou pessoa alguma. Atos desta natureza levam consigo uma nulidade insanável, e sujeitarão os que os formulem, consintam ou assinem, a responsabilidade e a pena dos infames traidores da pátria”.

Estes juízes que estão sem Acordo do Senado, sem ter a legitimidade nem o poder legal para prender, para manter presos sine die, - porque há gente que está processada há 6 anos - esperando uma condenação. Bem, 865, lhe digo, segundo as últimas listas atualizadas.

EP: Por certo que é uma cifra impressionante, embora a existência de tão-só um preso-político seja algo inadmissível... Entendemos que há de haver a possibilidade de acorrer a algum tribunal internacional onde o poder do Governo argentino não tenha influências. Observe que, recentemente, na edição anterior deste Portal, adiantamos uma notícia que, se se confirmar daqui há alguns meses, será outro golpe à credibilidade internacional do atual Governo, e que, aparentemente, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), declararia que as destituições dos ex-juízes da Corte Suprema, Eduardo Moliné O’Connor e Antonio Boggiano, são irregulares ou que não deveriam ter-se manifestado. Isto nos leva a pensar se um reclamo parecido, como os que fizeram oportunamente os dois ex-cortistas mencionados, seria impossível fazê-lo pelos fatos que o senhor relata...

IG: Há equipes de juristas que estão trabalhando nisso. O doutor Solari, entre outros, e já estão chegando às instâncias internacionais. Porém, as instancias internacionais também estão às vezes um pouco dominadas por questões ideológicas. Em algumas ocasiões me ponho a pensar o que é da vida de Anistia Internacional ou da Cruz Vermelha Internacional. Imaginem que o doutor Ricardo Saint Jean, defensor de uma quantidade impressionante de presos-políticos, acaba de me informar que há um oficial policial de San Luis que foi levado a julgamento gangrenado. Durante o processo lhe cortaram as pernas e do mesmo modo o levaram na maca a uma sala contígua para que ouvisse o julgamento. Morreu poucos dias depois do julgamento.

A metade dos juízes que julgam são sub-rogantes que estão esperando o Acordo do Senado. O Procurador Geral da Nação, doutor Righi, afastou alguns Procuradores de Câmara, criando as unidades de procuradores novas, especiais, que só recebem instruções de Buenos Aires e não de autoridades locais do Ministério Público.

Então, isto é uma coisa que mereceria, primeiro uma grande divulgação, porque estamos como em Cuba, e também merece que tomem conhecimento de tudo isto os organismos de Direitos Humanos, como os que mencionei, os que, por regra geral, vieram aqui em outras ocasiões para controlar a situação.

EP: O que o senhor nos relatou é impressionante. Agradecemos seu tempo e sua boa-vontade para nos oferecer uma informação tão importante.

IG: Eu é que agradeço a você.

Comentários e traduções: G. Salgueiro