sábado, 15 de maio de 2010

A bem da Verdade

No dia 09 de maio passado o Notalatina fez uma edição acerca da detenção de um membro das FARC que operava na Amazônia brasileira e que atendia pela alcunha de “Tatareto”. Naquela ocasião eu desmentia cabalmente que ele fosse, como foi anunciado pela imprensa brasileira inteira, o “número dois” da organização narco-terrorista. E naquela edição eu perguntava de quem teria sido a idéia de chamar um simples comandante encarregado das finanças, de “número dois”, salientando a ignorância da imprensa brasileira acerca do tema que só fala no bando terrorista quando é para fazer-lhes propaganda, mesmo que indiretamente.

Ontem, fazendo uma pesquisa para ver se havia mais novidades sobre o caso, encontrei um vídeo feito pela Band News (que segue abaixo), onde o repórter confirma tudo aquilo que venho denunciando há anos, inclusive recentemente nesta entrevista concedida ao blog “Verdade e Liberdade Online”, como também na edição anterior sobre o assunto. Na edição passada eu afirmava que era impossível este meliante operar desde o Brasil tendo propriedades em seu nome, se não estivesse aqui há não menos de dois anos, do mesmo modo que me interrogava como era possível que eles se comunicassem através de rádio e até hoje estas comunicações não haviam sido ainda interceptadas. No final, BINGO para o Notalatina!

Assistam o vídeo que depois comento mais.




Quando encontrei este vídeo ontem, tenho certeza de que ele era maior e este que apresento agora foi editado depois; porquê, não sei. Lembro que ontem vi ser anunciado (e aparecia na legenda) o nome do Superintendente da Polícia Federal em Manaus, e hoje não aparece mais. Então, fui pesquisar e encontrei que este jovem chama-se Sérgio Lúcio Mar dos Santos Fontes, a quem quero parabenizar pelas declarações feitas corajosamente - antes negadas não só pelo DPF e ABIN como por militares -, bem como torcer para que ele consiga realizar seu trabalho como exigem a lei e os propósitos de um órgão da categoria da Polícia Federal.

Conforme disse na edição anterior, este elemento deve ser solicitado em extradição pelo governo da Colômbia para que seja julgado por seus atos criminosos cometidos em seu país. Entretanto, se isto vai ocorrer, só Deus sabe. Torço para que nada nem ninguém impeça estes policiais, que honram o distintivo do qual são portadores de cumprir com o seu dever, pois não é fácil hoje dia no Brasil ser honesto, decente, cumprir com suas obrigações para poder andar de cabeça erguida, sem que sofra ameaças ou retaliações por parte daqueles que têm interesses em comum com terroristas. Que o diga o procurador Odilon de Oliveira...

Em geral, minhas informações vêm da Colômbia pois, como sempre digo, não confio em NADA que os jornais brasileiros publicam. Então, agora já podem plagiar o que escrevi porque o maior castigo para quem assim procede é saber, lá no fundo de suas consciências, por mais que neguem de público, que não têm moral para questionar atitudes desonestas de ninguém sem antes olhar os próprios atos. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Kolkhoze tupinikin de Palmas - Parte 2

Eu não pretendia voltar a falar do Kolkhoze de Palmas hoje, mas recebi um comentário do tal “Coletivo Catarse” que a princípio pensei em recusar mas depois mudei de idéia; publiquei mas aproveitei a oportunidade para transformá-lo em outra edição, desta vez mostrando “quem” são estas pessoas tão abnegadas, mas tão abnegadas, que sequer assinam seus nomes. Então vamos lá. A nota postada segue copiada abaixo ipsi literis, mas retirei os links, do site deles e do vídeo, que segue publicado mais abaixo, pois está no YouTube e, portanto, é de domínio público. Diz o comentário anônimo:

Somos do Coletivo Catarse, uma cooperativa de comunicação independente e gostaríamos de indicar a segunda parte da reportagem que fizemos com os ruralistas que estavam fazendo uma barreira na entrada do quilombo de palmas em Bagé. Nós fazemos jornalismo e ouvimos os dois lados, mas o editor deste blog só viu um deles, oque prejudicou a análise.

veja a reportagem com os ruralistas:”

Bem, o “outro lado” a que esta pessoa que não tem coragem de se identificar se refere é o deste vídeo, que apresenta uma entrevista com o senhor Daniel Jardim, um ruralista que apenas corrobora o que o outro Daniel, o negro, disse na entrevista que publiquei na primeira parte desta denúncia. Observem a partir do título dado ao vídeo: Ruralistas bloqueiam acesso ao Quilombo Palmas”, onde começa toda a disseminação da mentira, a inversão dos fatos. Você não deve crer no que seus olhos e ouvidos captam mas o que “eles” querem que você acredite e aceite como verdade.

Embora o Sr. Daniel afirme que não são eles que estão promovendo as barreiras, nem estão contra os negros, o repórter insiste em afirmar isto e ainda faz uma tomada do ângulo da estrada, querendo provar sua mentira, que é comprovada com a ausência de tratores conforme se anunciou com tanto estardalhaço. Mais adiante este legítimo representante da nova casta de jornalistas militantes, insiste com o Sr. Daniel que este é um projeto do Governo Federal, através do INCRA, e que por isso eles devem aceitar, como se isto só fosse argumento suficiente para estas pessoas darem seus lombos para os açoites. Não quero falar muito do vídeo que é para que vocês tirem suas próprias conclusões, e vejam o que vergonhosamente se chama de “jornalismo” no Brasil de hoje.




Muito bem, pois agora vamos ver “quem” é esta mídia tão independente. Diz no site deles:

“Catarse é um coletivo de comunicadores comprometidos com a construção de alternativas que fortaleçam a cultura e o jornalismo independentes e enriqueçam o debate público em seus temas mais importantes”. Tudo assim, de um fôlego só, sem uma mísera vírgula! E mais abaixo eles concluem a explicação de sua existência:

“Através de um trabalho autoral e engajado, se aproxima de movimentos e organizações que entendem a cultura como um direito humano e a comunicação como uma ação transformadora”. Acredito que meus leitores já leram Gramsci e Marx, para “sacar” qual é a deste “coletivo”.

E quais são os links que eles recomendam? Vejam só se isto não é assaz terno, independente e maravilhoso:

Agência Brasil de Fato, Agência Carta Maior, Blog do Ponto de Vista (este blog está temporariamente fora do ar, mas vale a pena ler a nota que seu proprietário deixou lá, sobretudo por sua afirmação de que “Jornalismo é revolução”), Carta Capital, Centro de Mídia Independente, Via Campesina, MST, etc.

O site também tem um projeto, intitulado “Ponto de Cultura VENTRE LIVRE”, que se define como “um projeto na interface entre cultura e saúde: a cultura proporcionando espaços de diálogo, relativização de discursos e humanização de relações”. (O grifo é meu). Bem, este projeto é feito em parceria com? Ministério da Cultura, Ministério da Saúde, Cultura Viva, Grupo Hospitalar Conceição, Catarse Coletivo de Comunicação e Graturck.

Como vocês puderam atestar, este grupo que se diz tão “independente” é dependente apenas do Partido-Estado, daí porque defendem tanto as ações do INCRA e do próprio Governo Federal! Eu visitei o tal “ventre livre” e assisti um vídeo horrendo que começa com umas crianças referindo-se à rua onde tem o tal projeto como “ali é a casa dos ricos e aqui é o Ponto de Cultura”. Em seguida, mostram as “atividades culturais” que desenvolvem com as crianças, algo que beira as festividades tribais africanas em sua pior versão. Esta gente deveria se envergonhar de dizer àquelas crianças que aquilo que estão lhes ensinando é cultura, é arte! Ensinam, sim, a miserável luta de classes, desde o berço, além de mentir dizendo aquela batucada de bombos desafinados vai levá-los a algum lugar do mundo civilizado!

Não vou mais falar desse lixo que me deprimiu, revoltou e envergonhou, porque esta gente SABE que está oferecendo lixo podre a crianças e sendo muito bem pagos pelos cofres públicos – leia-se NÓS, OS PAGADORES DE IMPOSTOS -, em troca da deformação mental, moral, psicológica e da militância de pessoas inocentes e indefesas.

Aproveito para postar aqui o comentário que meu amigo Alex fez sobre este tal “Coletivo Catarse”, porque mostra muito bem o que eles representam:

“Ô anônimo que “somos” (como se isto fosse possível) uma cooperativa, seguinte: se é mesmo independente, por que não consegui deixar meu comentário lá na tua matéria (http://coletivocatarse.blogspot.com/2010/04/quilombo-de-palmas-cercado-pelos.html)? É problema no meu computador? Me ensina como resolver, se for? O engraçado é que meu micro não “apresenta” o mesmo problema neste outro artigo de vocês (http://coletivocatarse.blogspot.com/search/label/MST%20blogagem%20coletiva).

Tem mais: existem dois comentários lá, mas da turminha que está aplaudindo “êsti” (des)governo.

Coletivo Catarse – independente como um bebê de 2 meses, isso sim.

Cavaleiro do Templo”.

Bem, eu não tenho rabo preso com ninguém e por isso faço – DE FATO – jornalismo independente. O servicinho de vocês é parcializado em prol do governo, como demonstrei aqui e portanto, vão fazer aquilo que o próprio nome sugere: Vão se catar!

Comentários: G. Salgueiro

terça-feira, 11 de maio de 2010

General venezuelano mostra que ainda há homens que honram a farda e o juramento que fizeram!

O Notalatina hoje volta a falar na situação gravíssima que atravessa a Venezuela e seu processo já descarado de cubanização, apresentando comentários acerca do que disse o ditador Raúl Castro quando esteve em meados de abril naquele país e, associado a isto, um vídeo apresentado no programa “Maria Elvira Live” em que aparecem Chávez e Castro, quando este declara já não ver mais diferenças entre Cuba e Venezuela.

Em seguida a isto, traduzo o pronunciamento de um general venezuelano que está sendo julgado por ter-se recusado a gritar “Pátria, Socialismo ou morte. Venceremos!” e fazer duras críticas à invasão de cubanos nas Forças Armadas e a este chavão guevariano. A respeito das denúncias dele, encerro esta edição com um vídeo que mostra o treinamento das milícias chavistas por agentes cubanos.

Segundo informou o jornal “El Nuevo Herald” de Miami, Raúl Castro afirmou que “Cuba e Venezuela a cada dia são mais a mesma coisa”. Quer dizer, ele confirma o que os venezuelanos têm sentido na carne com a invasão de milhares de agentes cubanos em sua pátria, em todos os setores da vida civil e militar, além das “expropriações” – que antes eram restritas aos grandes empresários e agora é a qualquer comerciante pequeno -, a falta de alimentos e remédios, a violência e absoluta falta de segurança, o lixo e a miséria se acumulando nas ruas e finalmente, a falta de água e energia num país que se gaba de ser o quinto maior produtor de petróleo do mundo.

Neste pronunciamento, diz o ditador hereditário: “Vou embora muito satisfeito porque se consolidam e avançam as relações com nossos irmãos venezuelanos. A cada dia somos mais a mesma coisa”, disse em sua despedida de Caracas, quando esteve presente às comemorações do Bicentenário, onde houve um desfile militar duramente criticado, uma vez que desfilaram tropas cubanas, russas e coreanas que NADA têm a ver com uma data comemorativa à independência da Venezuela do jugo espanhol.

Chávez havia estado no princípio do mês em Havana confabulando com os irmãos Castro a respeito de convênios da ALBA e disse, na saída de Raúl, que ficou em Caracas alguns dias, que ele foi cumprir “uma visita de trabalho, uma visita oficial, para continuar alimentando e conformando a unidade”. Para quem ainda lembra da carta de Fidel a Chávez, que o Notalatina publicou com exclusividade e depois foi fartamente fraudada e distribuída pela rede, precisa dizer mais?

Bem, vejam agora nos primeiros 20 segundos desse vídeo que trata da repressão em Cuba, numa série intitulada feito pela jornalista cubana residente em Miami, Maria Elvira, em seu programa que foi ao ar no dia 21 de abril. Ali vocês podem ver o ditador Raúl dizendo essas palavras que citei acima.



(Los rostros de la represión – 2ª Parte – “Maria Elvira Live)

Agora leiam quanta dignidade e honradez deste militar, o Senhor General Ángel Omar Vivas Perdomo, perante o Tribunal Militar, que lhe abriu um processo acusando-o dos “delitos militares” como insubordinação, desobediência e falta de decoro, por se opor ao lema cubano-guevarista “Pátria, Socialismo ou Morte. Venceremos!”, imposto por Chávez às Forças Armadas. Sua defesa – ou acusação aos verdadeiros traidores da Pátria – ocorreu no último 28 de abril.

“Bom-dia cidadão juiz e membros do Tribunal.

Entendendo que a causa de minha presença neste tribunal, nesta audiência e neste dia, é minha posição de rechaço e minhas ações por via legal contra o lema estrangeiro “Pátria, Socialismo ou Morte. Venceremos” imposto à Força Armada Nacional Venezuelana, em violação à nossa Constituição e demais leis e regulamentos militares vigentes até a presente data.

E considerando que a acusação da qual estou sendo objeto é conseqüência direta disso;

E considerando e, melhor, lembrando, que na tarde da sexta-feira 7 de julho de 1978, na Coberta Principal da Escola Naval da Venezuela, quando me graduei como oficial do Exército, eu fiz um juramento, junto com meus companheiros do Exército, da Armada, da Aviação e da Guarda nacional, de ‘Defender a Pátria e Suas Instituições até perder a vida” [1];

E considerando que ‘o mais santo’ dos deveres militares é o ‘amor à Pátria e o respeito e admiração constantes aos seus libertadores’ e a ninguém mais.

Eu, Ángel Omar Vivas Perdomo, General da República da Venezuela ACUSO:

Acuso aqueles que, desde o poder e pela via de fato o IMPUSERAM; e àqueles que portando sobre seus ombros as mais altas hierarquias da instituição armada e ocupando as mais altas posições de comando, PERMITIRAM que esse lema estrangeiro, cubano, ‘Pátria, Socialismo ou Morte. Venceremos’ penetrasse na Força Armada Nacional, vendo-se nossos oficiais e soldados obrigados a usá-lo, humilhando-se desta forma os estandartes de guerra de nossas unidades, desonrando seus símbolos e lemas, dos quais, muitos deles datam desde nossa guerra de independência, têm o sangue de nossos libertadores e estão carregados de honra e glória militar venezuelana, e que são muitos deles mais antigos do que a República de Cuba mesma, onde este lema, sinônimo de opressão e morte em sua própria terra, foi criado em 5 de março de 1960 pelo ditador Fidel Castro.

Acuso os que me acusam, àqueles que devendo estar do meu lado, defendendo o que estou defendendo hoje, que não é outra coisa que a Constituição, a Instituição e nossos valores pátrios mais sagrados sobre os quais foi fundada nossa nacionalidade, cumprindo o juramento que fizemos todos, inclusive os que nos encontramos nesta audiência vestindo o uniforme militar venezuelano, agora ameaçam a minha liberdade com a intenção de me dobrar. Não conseguirão! Poderão colocar-me preso, poderão me assassinar, em todo caso, terão só o corpo do General Vivas, porém ninguém terá o General Vivas, ninguém conseguirá que este soldado se renda ante interesses estrangeiros ou ante aquelas pessoas que estão entregando a Pátria e rendendo suas armas a esses interesses estrangeiros.

Eu os acuso a todos de traição, os acuso de trair o juramento que fizemos ante Deus e na presença da Bandeira. Espero que algum dia, não muito longe, a Pátria os julgue, como claramente reza o juramento.

Permitam-me finalizar minhas palavras com o lema com o qual nasceu a Venezuela:

MORRA A TIRANIA! VIVA A LIBERDADE! – Generalíssimo Francisco de Miranda, em 2 de fevereiro de 1806.

Muito obrigado cidadão juiz, cidadãos membros do Tribunal e a todos os presentes".

[1] Nessa graduação o acompanhavam os Almirantes revolucionários hoje na reserva: Del Rosario García, Cemeco López, Pérez Montero, Yánez Villegas, Camacho Liendo, Angulo Bustillos, Casañas Arroyo, Moreno Barrera e Pérez Hernández. Será que não prestaram atenção ao que juraram?

Segue o vídeo em que mostra os cubanos treinando as milícias pretorianas de Chávez, que já conta com o expressivo número de mais de 100.000 zumbis, de todas as idades e seguimentos da sociedade, armados até os dentes e dispostos a defender a “revolução bolivariana” cegamente. Observem as palavras de Chávez, completamente ensandecido, louco, rouco e despejando ódio por todos os poros quando diz: “Tomar todo o poder da Venezuela! Absolutamente tudo! Varrer a burguesia de todos os espaços políticos e econômicos!”. Bem, se isto não é também uma ameaça nem tão velada de morte a quem se opõe a ele, não sei o que pode ser. Fiquem com Deus e até a próxima!




(Cuba podería estar entrenando a las Milicias Bolivarianas de Hugo Chávez)

Comentários e traduções: G. Salgueiro

domingo, 9 de maio de 2010

Ação espetaculosa da Polícia Federal brasileira

Ontem fui surpreendida com incontáveis mensagens que traziam uma nota do jornal O Dia, dando conta de que a Polícia Federal (PF) havia prendido o “segundo homem das FARC” em Manaus, Amazonas. De imediato senti repugnância e assombro ao ler o nome do detido, não pela notícia da prisão de um guerrilheiro das FARC – ato em si louvável e necessário – mas pelo tamanho da ignorância da imprensa brasileira e pela inverdade dita.

As FARC só são notícia no Brasil quando acontecem aqueles shows macabros e farsescos de “acordo humanitário”, pois não mostram esses monstros como realmente são mas os coloca como pessoas justas e bondosas que desejam o bem-estar dos seus compatriotas, favorecendo suas ações criminosas em vez de combatê-las. De resto, ninguém estuda a estrutura desta organização narco-terrorista, tampouco suas alianças com governos, políticos e, principalmente, com o Foro de São Paulo.

Pois bem, não sei de quem partiu a basófia de dizer que o elemento capturado era o “número dois” das FARC: se do autor da matéria (originalmente do site Terra) ou da PF, para engrandecer seus feitos, já que há muito ela só mostra serviço quando se trata de prender empresários sonegadores de impostos ou políticos com alguma falcatrua que envolve dinheiro. Bandido, que é bom na cadeia, há anos não se tem notícia!

Para se compreender a estrutura das FARC é necessário saber, em primeiro lugar, como funciona sua hierarquia. Quando Manuel Marulanda “Tirofijo”, fundador das FARC e cabeça do Secretariado Geral do Estado-Maior das FARC morreu, em 26 de março de 2008, foi designado Alfonso Cano para ocupar seu posto. Deste Secretariado fazem parte ainda 8 membros, com funções superiores distintas, ou seja, de Comandos, e que decidem junto com o Secretário Geral as estratégias de ação. Com a morte de Raúl Reyes – este sim, o segundo homem das FARC – e de Iván Ríos, novos comandantes passaram a integrar o Secretariado. São eles: Mono Jojoy, Iván Márquez, Timochenko, Jesús Santrich, Granobles (irmão do Mono Jojoy), Joaquín Gómez, Mauricio – ou “o médico” – e Pastor Alape.

Raúl Reyes não deixou substituto como o “segundo homem” mas, se considerarmos o grau de importância dentro da organização criminosa, somente dois desses comandantes membros do Secretariado poderiam ser considerados como tais: Mono Jojoy, comandante do Bloco Oriental, que vive escondido em cavernas nas selvas colombianas e que é líder militar, e Iván Márquez, líder ideológico e responsável pelas Relações Internacionais, que vive comodamente na Venezuela.

Há, abaixo destes, outros comandantes de Blocos, Frentes, Batalhões ou Colunas (que são as unidades urbanas) que possuem grande importância, pelo número de militantes sob seu comando, ou pelas atividades que desempenham, mas com grau de importância dentro da estrutura hierárquica infinitamente menor do que os comandantes do Secretariado Geral.

Explicado isto, voltemos ao elemento preso em Manaus.

José Samuel Sánchez, “Martín Ávila Contreras”, “Daniel Rodríguez Orozco” (que os ignorantes brasileiros trataram logo de “aportuguesar” o nome), que respondia também pelas alcunhas de “Tatareto”, “Samuel” ou “Relámpago”, pertence à Frente 1 das FARC e é encarregado das finanças do bando criminoso. Além disso, é o cabeça da fronteira Brasil-Colômbia e dirige as atividades delitivas de: contatos com organizações narco-terroristas e de narcotráfico internacional; narcotráfico, inteligência, logística, tráfico de armas com narcotraficantes e traficantes de armas do Brasil. Encarregado da rota e da comercialização da coca em Pacoa (Amazonas); diretamente vinculado com o narcotráfico em aliança com narco-traficantes do Brasil, Colômbia e Paraguai; é também encarregado da aquisição de material logístico procedente do Brasil, setor limítrofe com a Colômbia via Rio Apaporis. Além disso tudo, é o cabeça encarregado dos “justiçamentos”.

Como se pôde ver, o sujeito tem um certo grau de responsabilidade e importância dentro das FARC mas atua praticamente o tempo todo desde o Brasil e não é, como jamais foi, o “segundo homem das FARC”! Entretanto, apesar de ter um sítio, duas casas e um barco – todos de sua propriedade –, além de uma rádio que se comunicava diretamente com as FARC, a PF não acredita que isto seja uma “célula terrorista”. Não posso crer que seja ingenuidade da PF, pois para o elemento adquirir todos esses bens e viver tranqüilamente passeando do Brasil para a Colômbia quando bem entendeu, sem levantar suspeitas, é necessário que tenha se estabelecido no lugar há, pelo menos, dois anos. E as comunicações via rádio, nunca foram interceptadas? Já há um histórico mais antigo em que este elemento foi preso com posse de droga mas em seguida solto, uma vez que o motorista assumiu a responsabilidade inocentando-o. Se calhar, esse motorista já está solto a atuando no aparelho de “Tatareto” em Manaus...

Não necessito lembrar que estamos em ano eleitoral e a ficha da terrorista Dilma, candidata presidencial, vem sendo divulgada há meses em jornais e pela internet na Colômbia, no Chile e na Venezuela. Lá fora todo mundo sabe muito bem o que é o Foro de São Paulo, quem são seus fundadores e sobretudo seus membros. Todo mundo, dos países vizinhos, sabe que as FARC pertencem ao Foro de São Paulo e que os países membros se recusaram a rotulá-los de bando terrorista, sobretudo o Brasil.

E o que é que tem a ver isto com a prisão de “Tatareto”? Tudo, se considerarmos o alarde feito na prisão como sendo o “segundo homem das FARC”. Agora vocês já sabem que ele não é o segundo, nem o terceiro nem o quarto, e é “cabeça” apenas do próprio corpo. Penso que todo mundo percebeu que esta captura é mais uma ação “saneadora” da campanha da candidata presidencial, do que uma perseguição e combate real ao crime organizado do narco-terrorismo no nosso país. A prova dos nove sobre o combate ao narcotráfico e narco-terrorismo por parte do Brasil, será quando a Colômbia pedir a extradição do bandido “Tatareto” – que muito provavelmente o fará, pois ele é acusado de incontáveis crimes em seu país de origem – e o Brasil o entregar. As provas apresentadas em sua ficha, que vocês podem ver abaixo – uma exclusividade do Notalatina –, não dão margem para tergiversações, como são os casos dos “refugiados políticos” Oliverio Medina (das FARC), e Arrom, Martí e Colmán (do PPL/EPP) paraguaios. Observem, ainda, que “Tatareto” tinha – ou tem – relações com narco-traficantes no Paraguai. Coincidência?


O jornal El País da Colômbia traduziu a nota publicada pelo site do Terra mas acrescentou alguns dados que a censura brasileira não permitiu publicar – embora a maioria tenha traduzido a nota do jornal El Tiempo porque pesquisei e comparei todas as publicações a respeito -; vale a pena ler o que eles escreveram. Em um parágrafo está dito assim:

“Segundo o portal ‘Terra’, o primeiro em dar a notícia, a detenção do cabeça das FARC poderia ter repercussão política no governo brasileiro, já que a guerrilha figura oficialmente no Foro de São Paulo, uma instituição que reúne todos os movimentos de esquerda da América Latina.

E mais adiante: “Em mais de uma ocasião, o governo brasileiro se ofereceu para mediar entre as FARC e o governo da Colômbia, já que existem contatos entre tal movimento e alguns políticos da esquerda do Partido dos Trabalhadores”.

Comparem o que disse o site do Terra, fonte de informação do jornal colombiano, e observem que estes dois parágrafos não foram mencionados. Do mesmo que o publicado pelos jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo, além de uma infinidade de blogs que repetiram, como papagaios de bordel, sem conferir a veracidade da informação e com acréscimos de montanhas de bobagens, a notícia espetaculosa do jornal O Dia.

Sinto vergonha dessa mídia brasileira. Sinto vergonha daqueles que se dizem jornalistas e escrevem tanto lixo desinformativo como o que vi a respeito deste assunto. Sinto vergonha também, e muito grande, dos órgãos de inteligência brasileiros que DEVERIAM estar a serviço da Nação brasileira mas servem rastejantes ao Partido-Estado. Vou ficar de olho neste assunto e estejam certos de que, se “Tatareto” não for extraditado à Colômbia, como deve, e em lugar disso lhe concederem “habeas corpus”, “asilo político” ou mesmo status de “refugiado político”, o Notalatina vai denunciar, doa a quem doer! Fiquem com Deus a até a próxima!

OBS: Não deixem de ler os comentários da edição anterior, porque há informações muito importantes!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quilombo de Palmas: mais um Kolkhoze tupinikin!

O Notalatina esteve sem atualização desde o começo de abril, em decorrência de problemas pessoais que tive de resolver. Hoje eu volto com um assunto que não é o prometido mas que merece toda a atenção possível, pois trata-se de mais um crime do Governo contra a propriedade privada. Chávez descaradamente “expropria” terras e empresas, enquanto o governo brasileiro cria kolkhozes, no mais puro estilo stalinista, disfarçados sob o nome de “comunidades” indígenas e quilombolas. (Na foto ao lado, a entrada de um Kolkhoze da Ukrania, por Echalette).

Na distante cidade de Bagé, no RS, existe uma comunidade afro-descendente do Quilombo de Palmas, na localidade de Pedreira. Ali conviviam há séculos, em perfeita harmonia, proprietários brancos e negros, até que o governo federal resolveu criar a discórdia colocando uns contra os outros.

As criações de falsos quilombos por todo o território nacional vêm há anos sendo postas em prática pelo governo federal, e disto a revista Veja desta semana fez uma longa matéria sob o titulo A farra da antropologia oportunista, em que trata tanto das farsas indígenas quanto de quilombolas.

Em meados de 20 de abril pp., apareceu na comunidade de Pedreira, em Palmas, dona Reginete Souza Bispo, Assessora de Comunicação da esdrúxula Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do RS, querendo reunir-se com a comunidade negra para fazer-lhes uma proposta. Como muitos proprietários de terra negros tinham suas terras herdadas de antepassados mas sem documentação que provasse a posse, aceitaram reunir-se com a tal assessora. Eles pensavam, ingenuamente, que o governo iria facilitar a regularização da documentação mas não foi exatamente o que esta senhora foi fazer lá.

Um legítima espécime petista, dona Reginete veio espalhar a cizânia, criar o racismo do negro contra o branco e oficializar os kolkhozes brasileiros. Para quem não sabe, “kolkhozes”eram as fazendas coletivizadas por Stálin na ex-União Soviética. Daniel Ribeiro Franca, proprietário de 18 hectares, já tem a escritura de suas terras mas foi à tal reunião, quando ficou sabendo que a proposta trazida pela comissária do povo, digo, a representante do governo era de oficializar mais um Quilombo e coletivizar as terras. Ora, para quem conhece a história da Rússia stalinista sabe que “coletivizar” terras significa torná-las TODAS propriedade do Estado, onde os habitantes apenas podem nela viver e plantar, NUNCA podendo fazer qualquer transação se assim lhe houver por bem.

Todos os participantes haviam assinado um documento que só depois entenderam tratar-se da aceitação coletiva da desapropriação das terras dos ruralistas brancos, para dar aos negros do Quilombo. Ao perceberem a farsa criminosa, 58 dos 62 proprietários negros assinaram, organizados por Daniel, outro documento onde se declaram ultrajados pela proposta, além de afirmarem que não têm qualquer interesse em tomar as terras de nenhum proprietário branco, de quem são amigos e parceiros.

Para corroborar a farsa governamental, um blog intitulado “Coletivo Catarse” publica uma nota mentirosa dando a versão da comissária do povo, Reginete, em cuja entrevista, com a cara mais cínica, ela afirma que “os fazendeiros estão fazendo vigília na entrada do quilombo há 15 dias” e que a comunidade corre sérios riscos em seu território “com a presença dos ruralistas fiscalizando o movimento de quem passa para impedir que o INCRA acesse o quilombo”. No final do texto há uma nota informando que “não foram utilizados depoimentos dos quilombolas neste vídeo por solicitação dos mesmos, que temem por represálias por parte dos ruralistas”, mas Daniel Franca desmente cabalmente esta afirmação em sua entrevista.

Dias depois houve outra reunião com a comissária do povo; entretanto, nesta só participaram os negros que querem ganhar terras sem ter feito NADA para merecê-la. Segundo uma amiga ruralista, o Sindicato Rural de Bagé pretendeu participar da reunião mas foi barrado, assim como Daniel. Por sorte, o senhor Favorino Collares, um ruralista branco, conseguiu participar e depois contou que foi literalmente massacrado pela comissária do povo, Reginete, que lhe dizia que ele “havia roubado as terras dos negros” e que teria que devolver de qualquer maneira, que ele “não tinha direito às terras” pois pertenciam aos negros e que o Brasil tem “uma dívida histórica com este povo e vai ser paga”, quer eles gostem ou não.

Daniel Franca é negro e pertence com orgulho à Comunidade do Quilombo de Palmas, mas é um homem íntegro que diz nunca antes ter tido ou havido qualquer problema com seus vizinhos brancos, ao contrário! Tudo o que ele e os 58 assinantes do documento querem, é ver as terras de quem não tem escritura legalizadas, mas se opõem radicalmente a tomar as terras dos vizinhos pelo simples fato de serem brancos. Ninguém tem culpa disto e a terra deve ser de quem a cultiva e trabalha duro, como ele, e os outros proprietários, negros e brancos.

Daniel ofereceu uma excelente entrevista à Rádio Difusora de Bagé, que o Notalatina publica e pede aos seus leitores que dêem ampla divulgação, pois isto é um caso gravíssimo que não está sendo divulgado pela grande imprensa. O mérito do áudio é do meu amigo e assessor de informática, Alex, proprietário dos excelentes blogs Cavaleiro do Temploe Verdade e Liberdade Online, que conseguiu transformar a entrevista em MP3, publicadas já em seus dois blogs.

Ouçam a esclarecedora entrevista de Daniel Franca que de maneira clara a transparente se opõe a mais uma farsa criminosa do Governo petista.



O Notalatina vai ficar atento a este fato e, tendo mais novidades a respeito, divulga para seus leitores. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

terça-feira, 13 de abril de 2010

Os militares da Argentina e nós outra vez

O Notalatina volta a falar da Argentina, não sobre a roubalheira e incompetência da dinastia KK, tampouco da bipolaridade da fútil e histérica presidenta, mas daquilo que de fato nos interessa e que a imprensa brasileira não publica, que é a perseguição aos militares que combateram o terrorismo nas décadas de 70/80. Há 6 anos venho batendo nesta tecla sem merecer a devida atenção (não para mim, mas para o que vinha denunciando) e que vemos hoje, com o maldito PNDH3 e a reformulação da Lei de Anistia, os reflexos daquilo que eu chamava a atenção e pregava no deserto. Muito do que alertei já é fato consumado e parece que, muito lentamente, as fichas começam a cair.

Pois bem, o que trato hoje é do avanço da perseguição, agora não apenas aos militares mas também àqueles que ousam defendê-los, como foi o caso do jornalista, investigador e historiador Carlos Manuel Acuña, um dileto amigo. E qual foi o crime de Don Carlos? Nenhum, se vemos com os olhos da razão e da verdade; entretanto, nada na Argentina hoje pode-se considerar normal, quando tem-se uma montonera na presidência da República, outra chefiando o Ministério da Defesa e outro ainda como secretário de Direitos Humanos.

Então, no dia 7 de abril passado Don Carlos foi depor como testemunha de defesa do General Luciano Benjamin Menéndez (ler aqui sobre o caso, logo após os asteriscos) e como estava diante de um tribunal, falou somente a verdade e nada mais que a verdade. Este foi seu crime. Ele deu nomes aos bois e contou seus feitos. Como resultado pela sua “ousadia”, foi pedida sua detenção imediata.

Nós estamos “quase” chegando lá e as coisas podem se tornar piores se a terrorista Wanda conseguir romper toda a lógica – e os fatos – e assumir o tão sonhado poder. A pressão para acabar com a nossa Lei da Anistia será julgada amanhã pelo STF, e como se não fosse pouco, um grupelho de ex-militares comunistas entrou com uma representação na OAB pedindo a “punição” para os “torturadores”. Ser comunista já é uma vergonha, pois significa ser cúmplice de incontáveis crimes hediondos; agora, quando um militar dá as costas ao juramento feito, adota esta ideologia genocida e fica contra seus irmãos de farda, não há adjetivo capaz de qualificá-lo. A estes infames, todo o meu asco e repúdio!

O que vocês vão ler abaixo são duas traduções: a primeira, de uma declaração que Don Carlos fez à imprensa sobre o caso, e a outra, um artigo escrito pelo jornalista Luis García Hamilton para o site “Periodismo de Verdad”. O artigo de Luis García traz ainda as perguntas e respostas que foram feitas a Don Carlos durante a audiência e que não transcrevo porque senão a postagem ficaria enorme. Quem tiver interesse de ler a matéria completa, clique aqui. Não deixem de ler estes textos porque vocês vão perceber que muito do que eles falam, nós já vivemos de forma “ainda” não tão descarada e finalizo com uma pergunta para reflexão: se tivéssemos (ou tivermos) que passar por isto, será que encontraríamos pessoas dispostas ao risco de ser detida por defender a verdade, por defender aqueles que salvaram o país da miséria do comunismo? Fiquem com Deus e até a próxima!

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Declaração à imprensa de Carlos Manuel Acuña nos Tribunais de Tucumán


Prestei declaração na qualidade de testemunha de conceito, para demonstrar que estamos assistindo a uma justiça implementada pelos Tribunais Revolucionários vindicativos, que são temerosos e obedientes a um poder político que ressuscitou o tema dos Direitos Humanos como parte da estratégia revolucionária para conseguir um de seus objetivos: a destruição das FFAA que derrotaram no campo militar as organizações terroristas.

Em nosso país a majestade da justiça desapareceu para instalar em seu lugar uma justiça que não respeita as garantias constitucionais, afastada do Direito e que põe o país no caminho de autoritarismos e absolutismos, próprios de ditaduras, que agravam a dignidade da República e atentam contra uma democracia, hoje malversada. Estamos ante uma espécie de terrorismo jurídico que viola os direitos humanos dos presos-políticos que existem hoje na Argentina. Eminentes letrados constitucionalistas têm observado várias irregularidades jurídicas, dentre outras: violação do princípio de prescrição dos delitos comuns imputados, violação do princípio de igualdade perante a lei, violação do princípio de irretroatividade da lei penal, violação do princípio de coisa julgada e negação dos direitos adquiridos, negligência culposa ou dolosa ante enfermos detidos. Mais de 80 faleceram em cativeiro.

Porém, igualmente graves são as denúncias de membros do Poder Judiciário da Nação, nas quais ficam caracterizadas as pressões do poder político sobre a Justiça. Acusam o Governo de haver montado uma “perseguição” contra juízes denunciados, que funciona ademais como uma “franca ameaça” aos que devem resolver casos sobre “violações” aos direitos humanos, e de haver-se atribuído “o poder de impor os únicos fundamentos válidos para resolver questões que, por sua natureza, são submetidas aos juízes”.

“Há uma evidente intenção de pressionar os juízes pelo conteúdo de suas sentenças. Esta é a pior maneira de atacar a independência judicial”, disse o presidente da Associação de Magistrados, Ricardo Recondo, que foi quem recebeu a denúncia de 74 juízes e a apresentou na Corte Suprema.

Juízes que denunciaram as irregularidades nomearam pessoas conhecidas por sua participação terrorista nos anos durante os quais militares, policiais e civis de então, respondendo tal agressão, hoje estão sendo julgados. Refiro-me ao secretário de Direitos Humanos, Eduardo Luis Duhalde, cognome “Damián”, terrorista pertencente às organizações armadas e fundador junto a Gorriarán Merlo do MTP (La Tablada) em Manágua em 1986, a Rodolfo Matarollo, terrorista do ERP e membro da JCR, a Horacio Verbitsky, cognome “El Perro”, terrorista de Montoneros que terminou como mercenário (diria o General Perón) trabalhando para a Força Aérea, como Kunkel, terrorista de Montoneros que assaltou em 5 de outubro de 1975 o quartel Formosa, como o terrorista montonero Martín Gras, antes no Ministério da Defesa deste governo e hoje na Secretaria de Direitos Humanos, a ministra da Defesa, Nilda Garré e sua política persecutória dentro das FFAA, onde inclusive tomam-se medidas arbitrárias com oficiais por causa do sobrenome, e comete delitos ao permitir “violação de segredo” ao difundir listas de ex-membros dos serviços de Inteligência, com os riscos que isto acarreta. Os funcionários terroristas mencionados são os “Comissários Políticos” ante os quais os tribunais revolucionários prestam contas.

Ter participado neste julgamento significou realmente uma experiência enriquecedora que seguramente será abordada em meu próximo livro, onde os Tribunais Revolucionários e os nomes de seus integrantes merecerão um capítulo especial, para que a História e o Tempo julguem imparcialmente a todos os envolvidos.

Finalmente, sustentei durante a audiência que a verdade é a verdade, e não se defende-a com testemunhas falsas, provas falsas nem prevaricações, porque então a justiça não é tal; é vingança.

San Miguel de Tucumã, 7 de abril de 2010.

Carlos Manuel Acuña, jornalista, investigador, historiador. Autor de “Por amor ao Ódio” – (Tomos I e II) e “Verbitsky – De Havana à Fundação Ford”.

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Pediram a “detenção imediata” da testemunha Carlos Manuel Acuña em Tucumán

Luis García Hamilton

Ontem pela manhã, de maneira inesperada, a testemunha oferecida pela defesa do General Luciano Benjamín Menéndez, Carlos Manuel Acuña, se apresentou no Tribunal Oral Federal de onde havia sido citado para depor como testemunha no julgamento Oral e Público de Militares e Policiais. Falou durante mais de uma hora com precisão e abundância de detalhes. Deu uma aula de história que deveria ser ensinada a nossos adolescente e jovens. A promotora e o Fiscal se enfureceram com suas declarações e após um longo interrogatório no qual houve alteração de voz e gritos, o fiscal Alfredo Terraff, em nome do Ministério Público Fiscal, pediu a imediata detenção da testemunha. Viveram-se momentos tensos na Sala e uma vez mais o Tribunal fez primar a razão.

Silenciosamente e sem fazer muito barulho, à noite havia chegado à cidade o conhecido jornalista e escritor Carlos Manuel Acuña para ser testemunha no julgamento Oral e Público de Militares e Policiais pela “existência de um centro clandestino de detenção na ex-Chefatura de Polícia”.

Caminhando com dificuldade e visivelmente preocupado pela baixa de açúcar que o incomodava nesse momento, Carlos Manuel Acuña chegou à sala de audiências acompanhado do advogado Horacio Guerineau, defensor de Luciano Benjamín Menéndez. Levava debaixo do braço três livros de sua autoria (os dois tomos de “Por amor ao ódio” e “Verbitsky – De Havana à Fundação Ford”) que depois deixou de presente para a Justiça Federal em Tucumán.

Era a primeira testemunha da manhã e se surpreendeu com a pouquíssima gente presente na sala do julgamento e porque nas imediações não havia absolutamente ninguém. “Onde estão todos os que parecem haver quando alguém vê pela televisão?”, disse com ironia.

O anúncio por parte do secretário García Zavalía de que a testemunha já estava no edifício causou estupor, e a advogada Laura Figueroa expressou seu aborrecimento já que supôs que primeiro seriam ouvidas todas as testemunhas da acusação e depois os da defesa. O presidente Jiménez Montilla lhe deu razão dizendo que não o haviam levado em conta, porém fez passar Acuña de imediato à sala. Jurou por Deus e os Santos Evangelhos e com absoluta tranqüilidade sentou-se no banco para prestar seu depoimento. Informou brevemente sobre seu estado de saúde dizendo que saía de uma operação cardíaca, que era diabético, que tinha dificuldades respiratórias e que “estava um pouco gordo” com um certo senso de humor. Na continuação, e a pedido do Dr. Guerineau, começou sua exposição que, sinceramente, foi uma aula de história.

Fez uma introdução sobre o processo do terrorismo desde 1959 em diante, esclarecendo que um dos fatores que o mais o marcou nesse tema é o de ter um de seus irmãos desaparecidos. E contou que o 6º de uma família de 8 filhos foi guerrilheiro, porém que depois se arrependeu e quando decidiu sair com o apoio de todos eles, desapareceu para sempre.

Disse que o fenômeno da Argentina não foi uma exceção e que não houve neste país uma guerra civil, mas que foi uma guerra terrorista diferente e a comparou com a “guerra fria”.

Detalhou pormenorizadamente e sempre fundamentando com exemplos concretos a evolução do terrorismo na Argentina, falando dos Uturungos, da presença estrangeira em Orán, onde se adestravam guerrilheiros em princípios dos anos 60, e assegurou que as FFAA não lutaram só contra uma invasão interna senão também contra forças externas.

Relatou o episódio da bomba que explodiu em um edifício da rua Posadas, na Capital Federal, por erro de um grupo que manipulava explosivos, e assegurou que entre os escombros dos 8 andares que se derrubaram havia plantas da cidade de Tucumán as quais já se estudava para o que seria a guerra.

Alarmou a todos e provocou as primeiras queixas do pouquíssimo público presente, quando disse que na Argentina haverá um processo reacionário e que “se está gestando um novo grupo terrorista no sul, que se dizem mapuches”. Nesse momento o Presidente do Tribunal fez os presentes se calarem ameaçando evacuar a sala ante a próxima queixa.

Falou muito do “Che”, referindo-se sempre a ele como “Ernesto Guevara Lynch”, mencionou Mario Roberto Santucho, guerrilheiro santiaguenho, e disse com muita contundência e convencimento, mais de uma vez, que HOUVE UMA GUERRA.

Criticou Verbitsky duramente, que “cobrasse salário do Governo de Onganía” e esclareceu que ele também pertenceu ao Governo de Onganía graças ao qual fez contato e conheceu muitas pessoas, entre elas, manifestou, Nilda Garré. Repetiu mais uma vez que houve uma guerra e acrescentou que houve valentia e atos de coragem.

Mostrou a ata dos Montoneros, assinada em 1989, na qual se comprometiam a pacificar o país e acabar com as divisões, ato que nunca se concretizou.

Falou da insegurança que há no país e dos ataques, e disse que esta escalada de violência é progressiva. Neste momento os advogados protestaram e desde o público levantou-se uma senhora e aos gritos pediu que “façam calar-se este senhor da direita” enquanto acusava o tribunal de permitir-lhe “expraiar-se”. Jiménez Montilla ordenou que tirassem a senhora e ela, gritando ainda mais, dizia aos gendarmes “não me toquem!”; foram momentos tensos até que se retirou.

O tribunal pediu respeito para com a testemunha e lembrou aos advogados querelantes que suas testemunhas haviam sido ouvidos em silêncio. Houve muitas queixas que não prosperaram.

Com tom pausado, Carlos Manuel Acuña expressou: “Quando digo que haverá uma reação contestatória me equivoco; já começou, aqui mesmo na sala há pessoas intolerantes que não permitem a liberdade de expressão, por exemplo”.

Laura Figueroa estava indignada e acusou o tribunal de outorgar à testemunha uma “tribuna política”. Entretanto, Acuña continuou sua exposição só interrompida algumas vezes, primeiro por indisposição do imputado Cattáneo, que sofreu uma descompensação respiratória enquanto acompanhava o julgamento por tele-conferência, e depois por problemas técnicos que impediam de ver a imagem na casa do General em questão.

Acuña sentou-se no banco às 10 da manhã em ponto e esteve ali passadas as 14 horas, quando se retirou depois de 15 minutos para que o tribunal resolvesse o que fazer com o pedido de “detenção imediata”. Após quase duas horas nas quais Acuña falou pausado, tranqüilo e demonstrando conhecer a dedo a temática da guerrilha e da GUERRA na Argentina, começou o tempo de perguntas e respostas que teve momento irônicos, gargalhadas, enjôos e até prantos.

Comentários e traduções: G. Salgueiro