segunda-feira, 15 de setembro de 2008


O Notalatina sai hoje numa edição diferente das demais, por uma força imperiosa de restabelecer a VERDADE dos fatos que criminosamente a mídia insiste em distorcer, fraudar, omitir, para que o leitor cada dia mais se afaste da realidade e embarque na ficção do “1984” de George Orwell. Estou me referindo a uma entrevista publicada pela revista “Época”, datada de 13 de setembro, com Peter Hakim, a respeito da situação da Bolívia a beira de um guerra civil. Ocorre que “Época” é controlada pelo PCdoB e mister Hakim (na foto) é ninguém menos que o presidente do Diálogo Interamericano.

Para quem não sabe o que é o Diálogo Interamericano, recomendo a leitura do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano” do Heitor De Paola – especialmente o Cap. XII -, além deste artigo bastante esclarecedor do historiador Carlos Ilich Santos Azambuja. Então, o que se tem é uma revista comunista entrevistando um sujeito que oferece apoio incondicional à implantação do comunismo na América Latina, e o resultado disto vocês vão ver nas contestações que faço intercalando as respostas em azul. Há uma quantidade razoável de pessoas capacitadas para fazer uma análise decente e correta destes fatos, no Brasil e no exterior, mas é óbvio que esta revista está apenas cumprindo com o seu papel de “companheira de viagem”. É vergonhoso que “isto” seja repassado para o público como “informação”.

Antes, porém, quero informar aos leitores que o site Mídia Sem Máscara está temporariamente indisponível por problemas técnicos, e que em breve voltará à normalidade.

E vamos à entrevista ou “engana trouxa”. Fiquem com Deus e até a próxima!

Peter Hakim – “O país corre grande perigo”.

Leandro Loyola

O analista americano Peter Hakim estuda a América Latina desde os anos 60. Nesse tempo, já viu inúmeros conflitos no continente e, em especial, na Bolívia. Presidente do Inter-American Dialogue Institute, Hakim afirma que a crise atual é apenas uma continuação dos confrontos entre o presidente Evo Moralae e a oposição, baseada nas províncias mais ricas. Mas o perigo agora pode ser maior. “Pessoas próximas acham que Hugo Chávez está influenciando o presidente Morales”, diz. “E tanto Morales quanto a oposição estão se sentindo fortes”.

Comento: Em primeiro lugar, este sujeito diz ter estudado a América Latina “desde os anos 60” mas o que fez nestes quarenta e tantos anos além de procurar uma forma de reescrever a História? Se ele de fato se limitasse a estudar, analisar os fatos como se dão, sem omitir nem adoçar os crimes cometidos pelo terrorismo comunista, sua análise seria bem outra. Ademais, observem a sutileza do repórter ao afirmar que a oposição a Morales encontra-se nos estados (províncias) mais ricos. Quer dizer, aí ele já induz o leitor desavisado a se posicionar contra os opositores porque são “ricos” e a apoiar (cegamente) os camponeses e índios que são os "pobres e desvalidos".

ÉPOCAHá alguma chance de haver um golpe de Estado na Bolívia?

Peter Hakim – O único que pode realmente fazê-lo é o Exército. No meu modo de ver, o Exército não está conspirando. Apesar da oposição de quatro Estados (são “estados” e não Estados) fortes, Morales tem 67% de aprovação popular.

Comento: Mentira. Os índios não representam todo este percentual e essa estatística deve ser do mesmo instituto que faz as pesquisas para Chávez.

Não é um governo impopular: é um governo altamente popular. Eu ainda duvido de um golpe. O perigo é que tanto Morales quanto a oposição tiveram vitórias nos referendos realizados recentemente e estão se sentindo fortes.

Comento: Mais mentira. Se ele fosse assim tão popular não teria havido conflitos e rechaços violentos e constantes desde que assumiu o governo. Ademais, a vitória de Morales foi fraudada, com o respaldo de Chávez, inclusive usando as mesmas máquinas fraudulentas utilizadas na Venezuela.

ÉPOCAO Brasil enfrenta problemas com esta instabilidade na Bolívia. O que pode fazer?

Hakim – O Brasil tem melhor possibilidade de jogar um papel positivo do que os Estados Unidos. O Brasil tem experiência diplomática e certa influência sobre (o presidente da Venezuela, Hugo) Chávez – e, se ele está realmente insuflando Morales, o Brasil pode conversar. A Bolívia corre grande perigo.

Comento: Claro que o Brasil tem mais influência na Bolívia do que os Estados Unidos porque ambos os presidentes são parceiros no Foro de São Paulo que nem a revista nem este elemento citam. Agora, dizer que se Chávez está realmente insuflando Morales”, no condicional, é a maior das canalhices porque todo mundo sabe que Chávez mantém, como a uma amante, este índio cocalero. E Morales não faz NADA que não seja por ordem de Chávez e de Cuba.

ÉPOCAO presidente Chávez pode estar influenciando o presidente Morales?

Hakim – Pessoas que conhecem Morales bem, que estão perto dele, acham que sim, acham que Chávez tem uma influência grande sobre ele.

Comento: É nojento ver um sujeito que diz estudar a América Latina desde a década de 60 “não saber” o que se passa nesta relação obscena entre esses dois elementos abjetos. Chávez não só “tem influência” como mantém de tudo, desde a guarda pessoal, que é venezuelana, como cede avião e petrodólares, milhares deles. Vejam a última edição do Notalatina clicando nos links e vocês vão ter uma radiografia dessa dependência.

ÉPOCAChávez já afirmou que, se a oposição tentasse derrubar Evo Morales, ele interviria. Isso pode acontecer agora?

Hakim – É difícil imaginar como fazer isso. O problema é muito grande porque há uma polarização na Bolívia por classe social, por nacionalidade, por grupo étnico e por região. Então, não é fácil para Chávez intervir. Provocaria uma resistência maior ainda.

Comento: Ele sabe que Chávez pode intervir sim. Se vai ser recebido a bala ou com flores é outra questão. Os militares bolivianos já mandaram uma mensagem clara para Chávez de que se ponha em seu lugar mas isto não é o suficiente para deter o demente. São duas situações distintas e que ele propositalmente mistura, sutilmente defendendo Chávez.

ÉPOCAChávez pode ter influenciado a decisão de Morales de expulsar o embaixador dos Estados Unidos?

Hakim – É difícil entender a expulsão do embaixador. Acho que a intenção (do presidente Evo Morales) era provocar um conflito com os Estados Unidos para fortalecer sua posição interna. Eu sei que os EUA têm sido muito cuidadosos, entendem muito bem o problema que o governo de Morales está enfrentando e não queriam um rompimento. O governo americano sabia que seria difícil ter as melhores relações com Morales, mas fez muito esforço para manter uma relação racional. Expulsar o embaixador, sem comunicação anterior, é como a opção nuclear.

Comento: Os Estados Unidos sabem muito bem da situação da Bolívia, mas não “o problema que o governo Morales está enfrentando” senão CRIANDO. No fim do ano passado alguns governadores da “meia lua” estiveram nos Estados Unidos denunciando a fraudulenta vitória da nova Constituição, que foi “aprovada” só com os partidos oficialistas, de portas fechadas e onde a oposição FOI PROIBIDA de participar. Depois disso, esses governadores foram ameaçados de morte pelos índios selvagens, como neste vídeo que eu dispus no Notalatina (em que os Ponchos Rojos degolam um cachorro e dizem que vão fazer o mesmo com os “oligarcas”, opositores e prefeitos), e até mesmo incendiando as sedes de governos e delegacias. Este demente sabe disso tudo muito bem e torce os fatos, DESINFORMA PROPOSITALMENTE.

ÉPOCAPor isso, os Estados Unidos expulsaram o embaixador da Bolívia quase imediatamente...

Hakim – É uma pena, mas os Estados Unidos não podiam deixar de responder. Agora é hora de sentar e conversar.

Comento: Isto era a resposta obrigatória, não porque “os Estados Unidos não podiam deixar de responder” mas em obediência a convenções internacionais de reciprocidade.

ÉPOCAEm resposta, o presidente Chávez anunciou a expulsão do embaixador americano da Venezuela em solidariedade à Bolívia. Até onde isso pode ir?

Hakim – Isso é uma loucura. A Venezuela representa um problema muito maior para os Estados Unidos. Por dois motivos. Um deles, obviamente, é o petróleo: a Venezuela fornece de 10% a 12% do petróleo consumido nos EUA.

Comento: O “problema maior” não é para os Estados Unidos mas para a Venezuela. O desinformador diz quanto os Estados Unidos consomem do petróleo venezuelano mas não diz qual o percentual de venda da Venezuela para os Estados Unidos. Visto assim, parece que é uma perda irreparável para os Estados Unidos mas não é, porque eles podem procurar outro fornecedor. Agora, esses “10% a 12%” americanos representam MAIS DE 50% das vendas venezuelanas. Então, quem perde mais?

Além disso, o que ele não informou é que a expulsão do embaixador americano da Venezuela foi um pouco por retaliação pelas últimas denúncias a respeito das ligações de Chávez e seus ministros com as FARC, em especial Ramón Rodriguez Chacín, ex-ministro da Defesa e facilitador de armas e naturalização de terroristas na Venezuela. Falei disso no Notalatina no início do ano, quando das “operações humanitárias” que libertaram Clara Rojas e Consuelo Perdomo. Vejam nas edições do início deste ano que tem toda a folha corrida do terrorista Chacín.

Outro fato também, que este degenerado não informa - nem a mídia companheira de viagem brasileira -, é que este espetáculo serviu para encobrir os julgamentos de venezuelanos envolvidos com o “caso das valises”, onde Chávez deu 800 mil dólares para a campanha presidencial de Cristina Kirchner e agora sabe-se que houve outra, com 4.200.000 que ninguém sabe o paradeiro. Antonini Wilson resolveu abrir o bico em troca de benefícios no julgamento e confirmou a doação. Chávez está possesso com isto e resolveu retaliar, expulsando o embaixador americano, não somente em “solidariedade” ao amigo e companheiro no Foro de São Paulo, o cocalero Morales.

O outro é que a maioria dos países da América Latina não vai querer enfrentar os Estados Unidos, mas também não vai ficar contra a Venezuela. Os Estados Unidos não conseguirão mais apoio dos países da América Latina contra a Venezuela.

Comento: Os Estados Unidos há tempo não contam com o apoio latino-americano - com exceção da Colômbia, incondicional, e parcial do Peru -, não porque não queiram ou porque tenham uma política ruim, mas porque hoje a maioria pertence ao Foro de São Paulo, é comunista e intoxicada de anti-americanismo. Se este degenerado falasse nesta organização criminosa (FSP) ou a revista não procurasse esconder a influência deste Foro na situação latino-americana, as coisas ficariam claras como a luz do dia.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 12 de setembro de 2008


O Notalatina de hoje tinha o propósito inicial de fazer uma análise da situação da Bolívia mas, diante de mais um ataque sofrido pelo site “Papéis Avulsos”, do meu amigo Heitor De Paola, abro a edição de hoje com esta denúncia. No dia 23 de agosto pp., o site do Heitor foi violentamente atacado por vândalos que, não tendo como refutar nossas denúncias contra-argumentando com fatos provados, fazem a única coisa que seus espíritos de porco estão acostumados: tentam apagar as provas de seus crimes. No dia seguinte, com a situação já normalizada, atacaram de novo como para intimidá-lo.

Antes de preparar a última edição do dia 09 estive no “Papéis Avulsos” e percebi que os artigos que apareciam eram antigos, então, assustada com a possiblidade de novo ataque liguei para o Heitor que me confirmou haver sido invadido mais uma vez, mas pediu-me que não denunciasse porque havia sido uma “falha técnica” que havia deixado uma porta aberta. Comentei com ele que, mesmo tendo havido uma falha na segurança do site, se não houvesse “plantonistas” a espera de qualquer brecha para atacar isto não teria acontecido. Então, como o assunto abordado naquele dia acabou se estendendo desisti de denunciar, acatando o pedido dele.

Hoje, entretanto, a coisa foi pior. Quando tentei acessar o site do Heitor no início da tarde, meu anti-vírus ligou um alarme e disse haver detectado um trojan. Quer dizer, este bando de marginais não se satisfez apenas em prejudicar o site do Heitor mas resolveu punir também seus leitores. Por sorte eu tenho um bom anti-vírus mas, e quem não tem? Segundo o Heitor me informou, desde sua inauguração, em junho deste ano, o “Papéis Avulsos” já sofreu 30 ataques!!! Vocês já pararam para pensar quanto ódio, quanto ressentimento, quanta inveja, mesquinharia e destruição, quanta miséria humana se esconde no espírito de um comunista? Basta ver o produto de suas obras para se constatar o que digo. Esta gente não produz nem jamais produziu nada de bom ou saudável por onde passou; deixou um rastro imundo de sangue, miséria e destruição. Só isto. Vejam as caras deles, suas manifestações e suas propostas; não há beleza, serenidade, tampouco alegria. A cor escolhida para representá-los é o vermelho, do sangue de seus mártires e das trevas demoníacas.

Isto me revoltou muito mas não menos do que ver a hiopcrisia dos agentes do Foro de São Paulo (Lula, Marco Aurélio Garcia – MAG -, Valter Pomar, Berzoini, Chávez, Cristina Kirchner), que são parceiros das FARC, mas condenaram como atos de terrorismo praticados por um setor fascista e racista da oposição de direita os distúrbios que estão ocorrendo na Bolívia. Para esta gente, as barbáries cometidas pelas FARC não são atos terroristas, tampouco os praticados nas décadas de 60-70 pelos hoje ministros do governo brasileiro Carlos Minc, Dilma Roussef, Franklin Martins. Que moral tem esta gente para denunciar a sabotagem no gasoduto boliviano, supostamente atribuído aos opositores autonomistas, quando há mais ou menos um mês os “kamaradas” das FARC fizeram o mesmo na Colômbia e não houve um só desses cínicos a denunciar ou prestar solidariedade ao presidente Uribe?

Particularmente eu tenho dúvidas acerca desta sabotagem porque, quando o Brasil – SOB AS ORDENS DO FORO DE SÃO PAULO – resolveu ceder às exigências deste índio cocalero – sim, seu Berzoini, é isto mesmo que este elemento é: um índio cocalero e comunista! -, assinando um contrato de fornecimento de gás lesivo aos cofres da Nação brasileira, Morales reconheceu que NÃO teria como suprir a nossa demanda porque ela era maior do que a produção do seu país. Com isso eles tiveram que diminuir o fornecimento à Argentina, o que provocou muitos apagões e revolta da população. Não parece então uma estranha “coincidência” o desabatecimento recente em São Paulo? Qual a desculpa que o cocalero Morales vai arranjar depois, quando não conseguir, mais uma vez, cumprir com sua parte no contrato? Quem vai ser o bode expiatório?

Não é necessário explicar o início desta situação de “estado de guerra” que vive a Bolívia hoje porque todos os jornais nacionais já divulgaram, não porque cumprem com seu papel de bem informar os leitores, mas porque os alarmes foram acionados pela PTPol para defender o ilegítimo presidente Morales, companheiro do Foro de São Paulo. Entretanto, há detalhes que a imprensa não informa e que é necessário enfatizar. Nenhum desses presidentes sul-americanos que estão apoiando Morales o fez por diplomacia, mas por força das alianças que os faz sócios indeléveis no Foro de São Paulo. Quando as Forças Militares da Colômbia atacaram o acampamento – permanente – de Raúl Reyes no Equador, Chávez correu para Cuba a fim de receber “instruções” sobre a situação. Na volta manteve conversa telefônica com Correa e este resolveu mudar de atitude resultando naquilo que o Notalatina publicou na ocasião. Em seguida, Chávez toma a defesa de Correa se imiscuindo nos assuntos internos daquele país e, não por solidariedade mas dever de cumplicidade, rompe relações com a Colômbia, retira seu embaixador de lá e expulsa o colombiano da Venezuela.

Agora repete a mesma patifaria na Bolívia. O que a Venezuela tem a ver com isso? Morales repete a paranóia de Fidel Castro de que o embaixador dos Estados Unidos conspirava contra sua vida junto com os opositores e decide expulsá-lo do país. Ontem, durante um comício eleitoral, um Chávez completamente ensandecido, suarento e furibundo expulsa o embaixador americano da Venezuela, acrescentando que “se derrocarem Evo, se o matarem, saibam os golpistas da Bolívia que estariam me dando luz verde para apoiar qualquer movimento armado na Bolívia”, e advertiu que seu governo se consideraria autorizado a “realizar mobilizações de qualquer tipo”. Ora, mas autorizado por quem cara-pálida? Seria por causa dos petrodólares que despeja lá ou porque Evo viaja para onde bem entende em aviões da PDVSA? Ou seria, então, porque a guarda pessoal de Morales foi cedida por Chávez, inclusive em julho passado quatro militares venezuelanos morreram num acidente com o helicóptero utilizado por Evo?

Não menos abusiva e repugnante é a intromissão do Brasil nessa querela interna da Bolívia. De acordo com matéria publicada pelo jornal kirchnerista “Clarín”, da Argentina, Lula teria dito que “o governo brasileiro não tolerará a ruptura da ordem constitucional na Bolívia” e advertiu que “se tentarem derrubar Morales, o Brasil não reconhecerá nenhum governo que pretenda substitui-lo. O mesmo discurso foi dito por Lula e seu grilo falante, MAG, quando houve o referendo autonômico em Santa Cruz, que deu vitória esmagadora e pacífica aos opositores de Morales. Agora, MAG afirma que, apesar de terem suspendido a “missão diplomática” que fariam à Bolívia, ele e o embaixador comunista Samuel Pinheiro Guimarães, “o avião da Força Aérea (FAB) e as malas estão prontas para partir”.

Quem explica estas intromissões de Chávez e de Lula com uma clareza meridiana, é o ex-ministro colombiano Fernando Lodoño, no Editorial de La Hora de La Verdad de hoje, 12 de setembro; não deixem de ouvir! Isto não é somente uma “bisbilhotice” mas um crime, por ferir acordos internacionais que impedem terminantemente que os países – enquanto Estados – interfiram nos assuntos internos dos outros. Tanto Lula quanto Chávez (e toda a militância comunista em torno deles) sabem gritar do alto dos palanques que não admitem a interferência do “império” em seus países. Até hoje ainda rende a história da IV Frota americana que sequer veio com o objetivo que a paranóia desses dementes denuncia, mas a alegação é a tal “não-interferência” nos negócios internos dos outros países. A diferença, entretanto, é que entre os membros do Foro de São Paulo, não só esses acordos internacionais são rasgados, como agem todos em comum acordo, contando com a participação prestimosa de suas redes e ONGs.

Vi há pouco pela CNN em Espanhol que Morales decretou “estado de sítio” em Pando, e está proibido o uso de qualquer tipo de arma – de fogo e branca -, além de haver toque de recolher a partir da meia-noite; isto vale para bares, boates e casas noturnas. Só queria saber se os selvagens índios arruaceiros vão obedecer tal ordem, ou se ela foi feita apenas para os opositores.


E eu encerro esta edição do Notalatina de hoje com uma frase do meu saudoso amigo argentino, Horacio Zaratiegui, que se aplica tão perfeitamente a nós que faço a adaptação dos nomes: “Quando deixemos de ser covardes, Lula e seus sequases deixarão de se fazer de valentes”. É isto Heitor. É isto, amigos todos. Não podemos baixar a guarda porque ainda temos muito chão pela frente. E a única imagem que ilustra esta edição é também de inspiração do Horacio, pois terrorismo não é privilégio de nenhum país e o que estamos vivendo hoje é sim, terrorismo psicológico. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 9 de setembro de 2008








O Notalatina ontem completou seis anos de existência e isto é para mim motivo de muita alegria, pois nessa caminhada árdua e praticamente solitária, fiz incontáveis amizades no Brasil e no exterior, fortaleci laços de amizade com pessoas que hoje são parceiras, como Alejandro Peña Esclusa, presidente de Fuerza Solidaria, da Venezuela de onde tenho a honra de ser Membro Honorária; Susana Sechi, editora do site La Historia Paralela da Argentina, onde sou articulista; Carlos Wotzkow, um cubano queridíssimo exilado na Suíça, além de novos contatos que estão surgindo, dentre eles um importante militar da Colômbia.

E tudo isto eu devo, em primeiríssimo lugar, ao meu mestre e amigo Olavo de Carvalho que acreditou em um potencial que nem eu mesma sabia que existia e me lançou no Mídia Sem Máscara; ao jornalista Sandro Guidalli, meu amigo querido que deu não só a idéia do blog como me ajudou a montá-lo e é o autor do nome “Notalatina”; aos amigos que generosamente têm divulgado e respeitado meu trabalho nesses seis anos. A todos, meu reconhecido agradecimento.

Mas hoje eu tenho notícias auspiciosas. A primeira delas é sobre o sucesso do lançamento na Universidad Sergio Arboleda, Colômbia, do livro de Alejandro Peña Esclusa, “O Foro de São Paulo contra Álvaro Uribe”. Tenho em mãos os originais deste livro fantástico, pois sou sua tradutora exclusiva no Brasil, aguardando apenas a boa vontade de alguma editora para publicarmos aqui também.

O evento na Colômbia foi muito concorrido mas teve um fato interessantíssimo que vale a pena registrar. A apresentação do evento ficou a cargo do escritor Plinio Apuleyo Mendoza, autor de “O perfeito idiota latino-americano”, em co-autoria com Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa. Depois desse, os mesmos autores escreveram “O retorno do idiota” que, contrastando com a primeira obra, cai no conto do politicamente correto e afirma haver na América Latina duas esquerdas: uma “carnívora” (radical), à qual pertencem Fidel, Chávez, Morales e Correa, e outra “vegetariana” (light), onde se situariam Lula, Bachelet e Tabaré Vázquez.

Pois bem. Ao fazer a apresentação da obra, Apuleyo teve a decência de confessar que no início muitos acreditavam que havia exagero de Peña Esclusa quando denunciava o Foro de São Paulo (FSP) e que cuidaram de proteger Lula, desvinculando-o da “esquerda carnívora”. Após ler o livro e se dar conta de que há exatos 18 anos Peña Esclusa estuda esta criminosa organização, disse ter “reconsiderado o assunto” embora tenha qualificado Lula apenas como “populista”. Vale ressaltar que Carlos Alberto Montaner desqualifica completamente a existência e malignidade do FSP e Vargas Llosa há muito tem demostrado claramente em seus artigos uma guinada à esquerda. A meu ver, os idiotas latino-americanos de hoje são eles e todos os que debocham de nós que vimos há anos denunciando esta organização criminosa, pois os resultados estão aí, para quem quiser usar os olhos para ver a realidade do continente latino-americano.

Outra notícia interessante é que, com o passar do tempo, as revelações dos computadores de Raúl Reyes acabaram fazendo com que os ratos se vissem forçados a sair do porão. O líder camponês boliviano, Felipe Quispe, que se diz “ex” integrante do Exército Guerrilheiro Túpac Katari (EGTK – de extrema esquerda), em um comunicado lido em La Paz acusou o governo e o vice-presidente Álvaro García Linera - que também “pertenceu” a este bando terrorista -, de negarem seus vínculos com as FARC. Disse ele: “Não podemos ser como o atual governo que descohece e tem vergonha de suas origens e de seus amigos, declarando publicamente ‘não conhecer’ aos que foram seus aliados e suportes políticos”. No comunicado Quispe admitiu não só simpatias mas contatos com as FARC, o mesmo valendo para o governo do cocalero Morales.

E do Chile também, em notícia divulgada ontem, o senador opositor Alberto Espina acusa existência de nexos entre os índios mapuche e guerrilheiros das FARC. O ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, admitiu ter conhecimento de contatos e viagens mas diz não ver nisso “qualquer importância”. Entretanto, o senador Espina entregou há um mês ao Ministério Público e à Agência Nacional de Inteligência um informe contendo mensagens eletrônicas trocadas entre prováveis dirigentes mapuches e Raúl Reyes. Segundo afirmou Espina, “as comunidades mapuches não têm nenhuma vinculação com estes grupos violentos que operam em La Araucanía, são gente de fora treinada e que pertencem aos grupos subversivos”. Ainda segundo a denúncia, um sujeito que se diz chamar “Roque”, enviou em 2006 um correio eletrônico a Raúl Reyes onde aventava a possibilidade de treinar mapuches em conflito.

O senador Espina, que pertence ao partido de direita Renovação Nacional, disse que as FARC mantêm contatos com o Movimiento de Izquierda Revolucionária (MIR), a Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR) e “vínculos políticos” com o Partido Comunista do Chile. Todavia, isto não é nenhuma novidade para quem estuda o assunto, uma vez que todos os citados e inclusive as FARC e o PT do oficialista governo brasileiro, pertencem ao Foro de São Paulo que Vargas Llosa, Apuleyo e Montaner desprezam, como se fosse um grupinho de inofensivos escoteiros.

Mas a informação mais quente de hoje eu reservei para o final. No dia 3 de setembro a “Força Ômega”, através da operação “Alfil”, atacou um acampamento das FARC em Serranía de La Macarena abatendo oito guerrilheiros da Frente 43. Outros quatro foram capturados mas o principal responsável pelo narco-tráfico da guerrilha, Gener García Molina, codinome “John 40”, conseguiu escapar ferido e encontra-se foragido pelas selvas do Guaviare com mais quatro guerrilheiros que conseguiram fugir com ele.

No acampamento foram apreendidos duas metralhadoras, 12 fuzis e munições e o mais importante: três computadores e 40 memórias USB, encontradas em Puerto Cachimo, Guaviare, onde se desenvolveu a ação. O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, afirmou que a informação contida nesses computadores é maior do que a encontrada nos computadores de Raúl Reyes. Segundo Santos, “[o material] vai nos dar a informação igual ou mais importante do que a que obtivemos no ataque a Raúl Reyes” e acrescentou que “a informação será revelada paulatinamente com o objetivo de não prevenir esta guerrilha”.

Well... Isto é de tirar o fôlego e fico imaginando os segredos de alcova que devem trocar entre si, aquelas “personalidades” que têm e sempre tiveram vínculos com as FARC e o rabo presíssimo, como por exemplo Lula, Marco Aurélio Garcia, Chávez, Morales, Ortega e tutti quanti. Não se pode tapar o sol com a peneira, tampouco não há mal que nunca se acabe. O governo colombiano não conta vitória antes do tempo, como maldosamente divulga a imprensa companheira de viagem, pois eles sabem (e o general Freddy Padilla diz reiteradas vezes) que apesar de enfraquecidas e cada dia mais sufocadas pela ação das Forças Militares, as FARC ainda têm poder de fogo que não deve ser subestimado. Os terroristas continuam cometendo crimes, narco-tráfico e mantêm em cativeiro uma infinidade de vítimas.

Vejam a ousadia deste bando terrorista. Este vídeo divulgado pela “Caracol Radio” da Colômbia mostra a presença de terroristas encapuzados na Faculdade de Ciências e Educação da Universidad Distrital em La Macarena, falando para uma multidão de jovens. Quem é o reitor desta universidade que permitiu um absurdo como este? Mas, como disse o ministro Santos após o sucesso da Operação Xeque, se eles não se renderem por bem, vão se render por mal. Deus o ouça e atenda!

Resta agora aguardar que o governo colombiano divulgue as informações contidas neste material apreendido porque esta gente precisa ser desmascarada. No Brasil a tropa de choque palaciana agiu rápido e a imprensa companheira de viagem seguiu à risca a determinação de desmerecer, negar e minimizar a bombástica revelação da revista “Cambio”, tendo como principal articulista a comuna Eliane Cantanhêde. Na ocasião em que o escândalo estourou veio uma muito providencial “olimpíada” e o resultado é que o caso foi abafado; nunca mais se falou no assunto e o povão, que nunca tomou conhecimento do que é de fato o FSP, já nem lembra mais que assunto é este. Mas nós não podemos permitir que aquelas denúncias sejam “deletadas” da memória nacional, sobretudo porque este é um ano de eleições.

E o Notalatina vai ficar em estado de alerta para as notícias relativas a estes computadores, podendo fazer edição extra a qualquer momento. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 2 de setembro de 2008


O Notalatina traz hoje várias informações e dicas mas também uma denúncia grave sobre o que está se passando na Argentina, com os julgamentos criminosos aos militares e pessoal de segurança que combateram – e venceram – o terrorismo nas décadas de 70-80 naquele vizinho país. E a primeira das informações é sobre os novos links e banners acrescentados ao blog que, naturalmente, recomendo a visita de todos. Os banners da Argentina (facilmente identificados pela bandeira) são de sites da resistência, formados por militares reformados ou amigos e parentes das vítimas do terrorismo daqueles anos sangrentos; é disso que sinto falta aqui no Brasil e tento há anos – em vão – reunir estas pessoas para criarmos algo semelhante. Visitem os sites e vejam como são ativos e como respeitam a memória de seus mortos, assassinados pelos terroristas dos bandos ERP e Montoneros.

Além desses, há dois novos cubanos, extremamente importantes: o “Instituto de la Memoria Historica Cubana contra el Totalitarismo”, cujo presidente é o meu amigo Pedro Corzo, produtor de vários documentários dentre os quais o mais conhecido é “Guevara: Anatomia de um mito”, que o Notalatina ofereceu com exclusividade para o Brasil há alguns anos. E o outro, “Archivo Cuba”, é o site inicialmente criado pelo falecido Dr. Armando Lago, a maior autoridade sobre o tema das perseguições e assassinatos de cubanos pós-revolução castrista e que agora está sendo administrado pela senhora María Werlaw.

Há ainda o link para o site do ex-ministro colombiano Fernando Lodoño, “La Hora de la Verdad”, que já fez interessantíssimas entrevistas com personalidade como Alejandro Peña Esclusa e o General Freddy Padilla de León, Comandante Geral das Forças Militares da Colômbia. O site está imperdível, confiram.

Já está também disponível aqui o banner que dá acesso ao site “Seminário de Filosofia” do meu mestre e amigo Olavo de Carvalho. Insisto para que visitem este site porque o material é extremamente raro e valioso, uma vez que quase todos os vídeos e áudios são inéditos. Por uma quantia irrisória é possível se inscrever e ter acesso a todo o material, além de participar do “Fórum Sapientia”, uma espaço onde pode-se discutir, trocar idéias e tirar dúvidas sobre as aulas de filosofia do nosso maior (senão o único e legítimo) filósofo brasileiro da atualidade. Vão lá!

E por falar em Olavo, domingo passado, 31 de agosto, ele foi entrevistado pelo analista estratégico Jeffrey Nyquist, que é para mim o mais melhor e mais competente analista da mídia americana. Para quem não o conhece, Nyquist tem uma pena ácida e crua, por vezes escatológica mas suas análises são sempre imprescindíveis. A entrevista foi feita no programa “Outside the Box Radio Show” e pode-se ouvi-la acessando o link da página ou então no replay que haverá hoje, às 23:00 pm (hora do Brasil) na rádio http://www.wibg.com/. Não percam!

Quero chamar a atenção também para o editorial do Farol da Democracia Representativa, cujo título é “Reflexões para a Semana da Pátria e eleições municipais que se aproximam”. Nesta reflexão há um convite – que estendo aos leitores deste blog – para que no próximo domingo, dia 07 de setembro, nos unamos em oração para que Deus livre a nossa Pátria Amada da maldição do comunismo. Convido a todos os católicos romanos, ortodoxos, evangélicos, judeus, espíritas, enfim, todos que crêem em Deus para que, mesmo que não possam atender à sugestão do Farol, de se rezar uma missa em cada rincão do país às 11 h. da manhã, formando uma barreira anti-comunista, que façam uma prece nessa hora, que se recolham e sintonizem o pensamento no Altíssimo para que Ele atenda as nossas preces e nos livre, ao Brasil e à América Latina inteira, desta maldição que tantas mortes, dor, sofrimento e miséria causou à Humanidade.

E finalizando os avisos e recadinhos, quero agradecer de coração ao meu amigo Silvio Grimaldo pela ajuda inestimável que tem me brindado aqui no Notalatina. Deus lhe pague, Silvinho!

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Bem, o tema principal das denúncias de hoje é a situação vexatória, humilhante e indigna que estão passando os militares argentinos com esses absurdos processos a que estão sendo submetidos. Não vejo aqui no Brasil – me refiro à grande mídia de modo especial – qualquer comentário sobre estes “tribunais revolucionários” que começaram no ano passado sob a orientação do proto-comunista e midiático juiz Baltazar Garzón.

Eu venho acompanhando a situação dos militares argentinos desde que iniciou-se a “Dinastia K”, onde a primeira iniciativa foi trazer de volta ao poder TODOS os companheiros “ex” terroristas. Daí por diante, começou o inferno para os combatentes. Revogaram a Lei de Anistia, que passou a valer apenas para os que assassinaram, torturaram, seqüestraram, praticaram em média 7 atentados terroristas por dia e que, tal como aqui, são chamados de “jovens idealistas”. Os militares e demais defensores da lei e da ordem foram excluídos – desanistiados - , processados e presos “preventivamente”, e os julgamentos mais parecem um circo macabro, onde a maioria das testemunhas é falsa; e lá está o dedo sujo e cínico de Baltazar Garzón!

E nos dois últimos meses sentaram no banco dos réus do Tribunal Popular e Revolucionário Argentino, os generais Luciano Benjamín Menéndez, de Córdoba e Antonio Domingo Bussi, ex-governador eleito democraticamente de Tucuman, ambos octogenários, ambos condenados à prisão perpétua. Em sua defesa, o general Menéndez deu esta bela aula de amor à Pátria com a serenidade e a altivez de um soldado que sabe ter cumprido seu dever. O general Bussi em sua defesa afirmou que “era uma guerra contra um bando de delinqüentes marxistas-leninistas” e que “os ideólogos da subversão, hoje estão no governo”. Do mesmo modo que aqui no Brasil.

Eu assisti o julgamento pela CNN em Espanhol e chorei junto com o velho general Bussi. A foto que ilustra a edição de hoje é a evidência mais clara de que estas condenações são uma radiografia do ódio que move o espírito de um comunista. Nesta matéria há um relato sucinto sobre o episódio. Turbas enfurecidas com o resultado do veredicto, - que não definiu no momento se permitia prisão domiciliar ou se os mandava para uma penitenciária federal -, gritavam levantando cartazes com fotos de suas “vítimas”. Queriam sangue. Queriam, se pudessem, trucidar os velhos generais com as próprias mãos, pois é esta a “justiça” que eles crêem e conhecem; é este o direito que eles se atribuem. Não importa se os condenados são dois homens velhos, cansados e doentes, como o general Bussi que usa sonda nasal e tem dificuldade para falar. O que importa é a vingança, é o ódio à verdade, é o apego ao mal.

Se forem mandados para a Penitenciária Marcos Paz II, como tem sido com quase todos esses condenados, a vida deles não dura muito tempo mais; serão mais duas mortes anunciadas. Há poucos dias recebi um relatório da Argentina, onde se apontava que até o ano passado já estavam no cárcere – mesmo antes do julgamento, como o Pe Christian Von Wernich que ficou 3 anos preso antes de ser condenado à prisão perpétua – 94 militares dos quais, de março até agosto de 2008, já haviam falecido 40! Desses, tenho nítida lembrança de alguns por falta de atendimento médico, um envenado com cianureto e outro enforcado.

E hoje um dos filhos do general Bussi, Luis José Bussi, informou ao jornal La Gaceta de Tucuman que seu pai “está em estado de choque, muito desorientado, muito mal e deslocado da realidade”, depois de saber que o juiz Alfredo Terraf confirmou que vai pedir sua prisão numa penitenciária. Por isso solicitou a ajuda de uma psicóloga no domingo, pois não quer entender as implicações da sentença que lhe impuseram de ter cometido um crime de “lesa humanidade”. Além disso, Bussi filho queixou-se de que a assistência médica oferecida pelo Exército a seu pai deixa muito a desejar, pois os profissionais que o assistiam antes iam vê-lo todos os dias e os de agora só vão três vezes na semana. Ordens da ministra montonera da Defesa, Nilda Garré.

É impossível tomar conhecimento destas coisas com frieza e distância, como se elas não roçassem na nossa realidade. São nossos vizinhos de fronteira. São soldados de valor que lutaram para erradicar o terrorismo e a subversão do meio de sua gente e venceram, do mesmo modo que os nossos soldados. Mas também do mesmo modo cometeram dois erros fundamentais para que a fênix ressurgisse das cinzas: perderam a batalha no campo das idéias e cometeram o erro de acreditar que lidavam com pessoas normais e bem inencionadas perdoando-lhes todas as atrocidades cometidas. Hoje são eles os condenados. Hoje são eles que, novamente, estão sendo vitimados só que com o respaldo legal de uma justiça torpe, venal e comprada. E é preciso que o Brasil saiba disso, com todos os detalhes porque eles não voltaram em férias mas para ficar e destruir o que de bom existe na civilização judaico-cristã, eles que idolatram assassinos e odeiam a Deus.

Dedico esta edição em memória do meu recém falecido amigo argentino Horacio Zaratiegui, um incansável GUERREIRO com todas as letras maiúsculas e que lutou contra esta escória até poucas horas antes de sua partida definitiva deste mundo. Ele deixou seu exemplo de garra e coragem com retidão, aos que conviveram com ele de perto e aos amigos de longe como eu. Horacio está fazendo falta, a saudade está doendo mas a luta continua e não podemos nos acovardar agora. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

sábado, 23 de agosto de 2008


O Notalatina faz uma Edição Extraordinária para denunciar o patrulhamento na rede sobre aqueles que, correndo toda sorte de riscos e sem qualquer patrocício público ou privado, assumiram perante suas consciências e a Nação brasileira não se calar diante dos crimes que vêm sendo cometidos no país.

A vítima de hoje foi o meu amigo e companheiro de trincheira Heitor De Paola, proprietário do recém-inaugurado site Papéis Avulsos, cuja nota de esclarecimento segue no final desta edição.

Sobre a nota expedida pelo Heitor, esclareço que o assunto sobre a vacina contra a Rubéola, vem sendo motivo de estudos de um grupo de pessoas – eu, inclusive - onde já se encontram fortes indícios de que a mesma tem por objetivo a esterilização massiva da população em idade reprodutiva, através de micro abortos sucessivos. Não adianto mais detalhes deste crime de lesa-humanidade porque ainda estamos estudando e não há um relatório conclusivo.

Quanto ao texto do Félix Maier, publicado hoje pelo Mídia Sem Máscara que o Heitor não pôde inserir, vocês podem lê-lo aqui: Há torturador no governo Lula da Silva e entender o que “eles” não querem que o povo saiba.

O Notalatina já foi vítima de suspensão indevida no ano passado, sob a acusação de ser um “blog de spam”, e invadido por um delinqüente que postou o que bem quis quando o IP estava inacessível para mim, a proprietária única do blog, o que demonstra que há pessoas controlando e censurando o que escrevemos em nossos sites pessoais. Fica aqui mais esta denúncia da falta de liberdade e cerceamento de opinião reinante num país onde os cínicos e hipócritas insistem em chamar de democracia.

Ao meu amigo Heitor, minha irrestrita solidariedade e apoio. A esta escória sinistra, invejosa, incompetente e venenosa, que pensa que invadindo sites e blogs nos intimidam ou nos calam, meu repúdio, minha ajeriza, meu desprezo absoluto. Seria demais esperar que esta gentalha jogasse limpo como nós, que denunciamos apresentando as provas do delito, mas fica aqui registrada a denúncia com o apelo para que divulguem aos quatro ventos porque muitos de nós já fomos atingidos e hoje coube ao Heitor que, felizmente, conseguiu recuperar todo o material arquivado.

Fiquem com Deus e até a próxima!


ATENÇÃO : MEU JOVEM SITE FOI MACIÇAMENTE INVADIDO HOJE, 23/08/2008, EXATAMENTE APÓS TER FALADO PELO TELEFONE COM UM AMIGO SOBRE AS VACINAS FAJUTAS CONTRA A RUBÉOLA E EXATAMENTE NA HORA EM QUE EU INSERIA O ARTIGO DO FÉLIX SOBRE TORTURADOES NO GOVERNO LULA. QUANDO MANDEI ENTRAR O ARTIGO VEIO UMA INVASÃO QUE PARALISOU MEU COMPUTADOR E TIROU MEU SITE DO AR! O WEBMASTER CONSEGUIU RECUPERAR ATRAVÉS DO BACKUP DE ONTEM.

Comentários: G. Salgueiro

quarta-feira, 6 de agosto de 2008





Na noite da segunda-feira 04 de agosto, o canal de tv RCN da Colômbia, no programa RCN Notícias, apresentou o vídeo completo da “Operação Xeque”, causando grande alvoroço e comoção entre os telespectadores. Para o governo entretanto, a divulgação deste vídeo caiu muito mal, não só porque houve vazamento de informação sigilosa por parte de algum militar que participou da operação (é bom recordar que o grupo total foi composto de 18 pessoas, mais os Comandantes Geral, do Exército, da Aeronáutica, da Polícia e o ministro da Defesa, além do próprio presidente Uribe), como também por expor os oficiais do serviço de Inteligência que DEVEM permanecer anônimos. Este anonimato não é “vedetismo” mas questão de SEGURANÇA deles, da Instituição aonde servem e da própria Nação.

Neste vídeo (de aproximadamente 30 minutos divididos em 5 partes), aparece toda a operação desde o princípio, gravada pelos próprios militares: a preparação dos helicópteros nos hangares, o treinamento dos participantes da operação, o deslocamento dos helicópteros até a base na selva, o resgate, etc. Nele pode-se observar com clareza – porque posaram para fotos – que foram usados os logos da Cruz Vermelha, da tv chavista TeleSur e da tv equatoriana Ecuavisa. Isto causou muita polêmica, sobretudo com relação à Cruz Vermelha que afirmou que este uso indevido fere leis internacionais nas operações de ajuda humanitária, e põe em dúvida se os integrantes da missão são de fato membros da referida instituição ou militares disfarçados.

Ao tomar conhecimento do fato o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, expressou seu descontentamento com veemência. Disse ele: “Como disse o senhor presidente, lamentamos muitíssimo que este logo tenha sido utilizado contra instruções precisas e novamente oferecemos desculpas. Com o vídeo de ontem demonstra-se que a realidade foi diferente, que o logo foi utilizado desde o começo da operação; lamentamos que isto tenha sucedido, porém no governo dissemos a verdade que conhecemos naquele momento e vamos averiguar isso, porque dissemos o que nos foi dito. Vamos investigar o que ocorreu”. Leiam aqui a declaração completa do ministro Juan Manuel Santos.

E o presidente Uribe emitiu um comunicado à imprensa esta manhã: “O Presidente reitera a necessidade de permitir que todos os meios de comunicação tenham igual e oportuno acesso às notícias mais importantes. É grave que integrantes das Forças Armadas filtrem notícias de maneira clandestina e sem coordenação com seus superiores. Ademais, é grave que nas primeiras investigações sobre a Operação não tenha sido revelada toda a verdade”. “Toda a verdade”, a que se refere Uribe, não é revelar para o mundo o vídeo completo com detalhes secretos da operação, mas que os logos tivessem sido usados desde o princípio ferindo as ordens superiores estabelecidas desde o treinamento. O canal RCN defendeu-se afirmando que é papel da imprensa correr atrás dos “furos” e alegando que pouco importa se pagou-se ou não para obter a informação. Todavia, questiona o “direito” do governo de “omitir” à população as informações completas sobre a operação.

A esse respeito, é lícito também se questionar a serventia para o público da revelação dos detalhes internos que precederam uma operação sigilosa e de altíssimo risco, que resultou plenamente exitosa. Não estamos tratando de um filme de espionagem mas da realidade cotidiana de um país em guerra, onde o inimigo não dá trégua, mesmo enfraquecido e debilitado em vários aspectos, não apenas no militar. Ainda ontem 3 militares da Força Aérea, que cumpriam missão de treinamento, sofreram um acidente fatal. Segundo o Boletim Informativo datado de hoje, 5 de agosto, há fortes indícios de ter-se tratado de um ato terrorista; mais um.

Outro ponto questionado pela RCN durante a exibição do vídeo é a forma como foram tratados os terroristas “Cesar” e “Gafa”, imobilizados durante a operação. Eles foram sedados, algemados, tiveram as calças abaixadas e o rosto coberto por um pano. Ao chegar no acampamento “Cesar” foi arrastado e “Gafa” carregado nos ombros do militar que fingia-se de médico da organização. Quando acordaram, receberam água e o militar falou naturalmente com eles afirmando que seus direitos seriam respeitados. É assim que procedem aqueles que agem em conformidade com a lei mas o tumulto certamente virá, por parte das esquerdas – sobretudo Chávez que fará disso mais um motivo de espalhafato -, como existe em torno à Base americana em Guatánamo. O que mais esta gente quer? Os delinqüentes tiveram seus direitos respeitados, como prisioneiros de guerra – que não são. E isto é mais que o suficiente, pois não é assim que eles tratam aqueles que seqüestram. É bom lembrar aqui, o caso dos 11 deputados assassinados e que, para não assumir que são reles e frios psicopatas que matam a troco de nada, mentiram dizendo que eles foram abatidos durante um confronto com terroristas do ELN.

Se eu fosse a única pessoa a tomar conhecimento desses vídeos não os repassaria, não porque tivesse ferido minha sensibilidade ver um criminoso apenas de cuecas e arrastado pelo chão. Não. Não repassaria porque há coisas que não devem mesmo ser dadas a conhecer a qualquer um. O que importa para os colombianos e o mundo é que 15 pessoas foram libertadas com vida sem que um só disparo fosse dado. Sem que uma gota de sangue – de ninguém – fosse derramado e dois terroristas estão hoje atrás das grades onde irão pagar pelos crimes cometidos, como manda a Lei. Os métodos utilizados foram lícitos? Usar os logos de instituições que não participaram da operação é crime? Não creio. Quantas vezes se tem notícia, não só aqui no Brasil, de que criminosos vestindo uniforme de policiais assaltam, roubam e matam suas vítimas, fazendo falsas blitz? Ao contrário destes, os militares da Operação Xeque em vez de morte trouxeram vida e liberdade; em vez de armas, usaram a inteligência e ludibriaram os marginais acabando com o flagelo de, em alguns casos, 10 anos de campo de concentração, torturas físicas e psíquicas.

O que entristece e empana o brilho da incomparável Operação Xeque é a atitude do (ou dos, não se sabe) militar que revelou os aspectos confidenciais do caso. Feriu os princípios da disciplina, da hierarquia e da confiança. Traiu seus superiores, sua Instituição e sua Pátria. A troco de quê? A serviço de quem? Com qual objetivo? É incompreensível, inaceitável e condenável sob todos os aspectos este comportamento; meu desejo é que este fato insólito seja descoberto e o (ir)responsável punido. E como já é de domínio público, aqui estão os 5 vídeos da Operação Xeque. Repasso-os para que se possa ver a magnitude do trabalho destes anônimos guerreiros que, cumprida a missão e entregues as vítimas às suas famílias e os terroristas à Justiça, voltaram silenciosamente para suas casas, com a certeza do dever cumprido. Vejam aqui: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5.
Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 1 de agosto de 2008




O Notalatina não costuma divulgar integralmente matérias de jornais mas estas que posto hoje são extremamente importantes para que se conheça como funciona a mente revolucionária e com que cinismo eles mentem, distorcem fatos, prevaricam e ainda riem de seus atos como se fizessem uma “pequena travessura”. A introdução que se segue à minha chamada foi escrita pelo amigo Carlos Reis, gaúcho de boa cepa que conhece melhor que ninguém todos os delinqüentes que assombraram e persistem assombrando o Rio Grande do Sul como zumbis apodrecidos. As fotos são respectivamente do terrorista vulgo “Oliverio Medina” (esq.), o desembargador Rui Portanova (centro) e Selvino Reck (dir.)
Fiquem com Deus e até a próxima!

Zero Hora, com grande constrangimento, foi obrigada a contar aos seus leitores e com 15 anos de atraso, as ligações do PT e dos comunistas brasileiros com o narco-tráfico e a guerrilha comunista das FARC. Cheio de condicionais, supostos e supostamentes, Zero Hora teve que revelar o óbvio, o que até as galinhas sabem: o promíscuo, íntimo e caloroso afeto que as esquerdas brasileiras têm pela guerrilha comunista latino-americana. Não se trata de flerte como insinua Humberto Trezzi, é amor mesmo, e antigo!

Mas ainda continua defendendo o regime de esquerda acentuando frases mentirosas no dia do grande constrangimento. Por exemplo, o PT e as esquerdas brasileiras (PSOL, PSTU, PPS, PSB, PC do B, e PSDB) nunca condenaram as FARC e as chamaram pelo nome - terroristas; Lula chamava o governo Alvaro Uribe de terrorismo de Estado. Já esqueceram isso também? Marco Aurélio Garcia nega a sua própria existência, pois sua função precípua no goveno Lula é servir como embaixador do Foro de São Paulo, dos qual as FARC são o braço armado e violento.

A mentira do Direitos Humanos para companheiros guerrilheiros tem que ser revelada agora. O que é o CONARE (Comite Nacional para Refugiados) senão um ninho de comunistas de plantão para livrar o rabo de comunistas pegos em encrencas? E o STF não sabia disso? Arthur Virgílio e Heloisa Helena do PSOL não sabiam disso? E a Dilma Roussef, ainda é candidata preferida do Foro de São Paulo? Se depender da Mona e da Tilica, ela é mesmo!

Mas Zero Hora, bem ou mal, parcialmente revelou o que já sabíamos há anos, embora a íntegra da revista “Cambio” só tenha saído (por enquanto) na edição eletrônica do jornal. Quem sabe no domingo, no segundo caderno, ou ainda entre os classificados?

A propósito, morreu mais uma múmia comunista e stalinista de Brasilila. Ô mortezinha bem recebida para disfarçar o constrangimento de se estar ao lado dos apoiadores do narco-tráfico e dos mantenedores da campo de concentração na selva! Silêncio obsequioso em lugar de “grande constrangimento” seria uma expressão pouco adequada. Acho que é luto mesmo!Tomara que chegue logo as Olimpíadas Totalitárias de Pequim!

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OS LAÇOS BRASIL-FARC

Recebi um representante das FARC no gabinete

Entrevista: Rui Portanova, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

O desembargador gaúcho Rui Portanova, 58 anos, se define como “homem de esquerda” e se tornou conhecido como um dos expoentes da chamada Justiça Alternativa. O magistrado soube ontem por Zero Hora que mensagem das FARC o aponta como “amigo nosso” e não demonstrou surpresa.

- Mantive contato durante meses com eles, por e-mail. Tinha curiosidade por saber como vivem - justifica Portanova.

Uma resposta de acordo com a biografia de Portanova, famoso por decisões favoráveis ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Em 2003, em palestra no Fórum Social Mundial, disse que os juízes só marginalizam os movimentos sociais se quiserem, “porque não faltam leis para promover a justiça social”. Em 2004, assinou um manifesto de intelectuais brasileiros intitulado “Se fôssemos venezuelanos votaríamos em Hugo Chávez”. O abaixo-assinado, defendendo a reeleição do venezuelano, é endossado por líderes de esquerda como João Pedro Stédile, líder do MST.

Nesta entrevista, por telefone, o desembargador relatou como e porque se relacionou com integrantes das FARC:

Zero Hora - Como começou seu contato com as FARC?

Rui Portanova - Foi quando o governador Olívio Dutra (PT) recebeu no Palácio Piratini um representante das FARC (Hernán Ramírez, em 1999). Pediram contato com algum juiz de esquerda, sobrou para mim. (Risos). Sempre fui conhecido como alternativo, apesar de não ter vínculos com partidos. Afinal, sou juiz. Recebi o sujeito no meu gabinete no tribunal. Perguntei a ele como estavam, como viviam na selva, se tinha como ir. Disse que conhecia bem os acampamentos do MST...

ZH - O senhor se ofereceu para conhecer os acampamentos da guerrilha?

Portanova - Sim, sim. Queria ver como sobrevivem. Como eu tinha algumas milhagens de avião sobrando, me ofereci para bancar a própria viagem. Aí mantive contatos por e-mail, durante meses. Quando estava para sair a viagem, deu um problema de data, não lembro bem. Acabei nunca indo. Fiquei com um pouco de medo, para ser sincero. O revolucionário brasileiro e gaúcho aqui, que chamam de juiz comunista, acabou se borrando todo, tchê. (Risos).

ZH - Por quê?

Portanova - A coisa não estava boa por lá. A tal “zona liberada” tinha acabado. Aí não fui. Mais uma que perdi. Outro foi o Chávez, por quem assinei um manifesto em favor da reeleição. Ele esteve em Porto Alegre e até recebi convite para almoçar com El Gran Comandante. Mas aí estava na praia. Acabei não vendo o grande comandante.

ZH - O senhor acha normal um desembargador brasileiro manter contatos com uma guerrilha? O senhor contribuiu com dinheiro para as Farc?

Portanova - Acho normal, foi por curiosidade. Não contribuí com dinheiro, apesar de muito juiz de direita contribuir com deputados por aí.

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Selvino Heck explica contato do governo com as FARC

Relação se resumiu a medida para transferência de prisão de representante da guerrilha no Brasil, diz assessor

O assessor da Presidência da República Selvino Heck explicou na manhã desta sexta-feira matéria da revista colombiana Cambio sobre suposta relação entre o alto escalão do governo brasileiro e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Heck concedeu entrevista ao programa “Atualidade”, da Rádio Gaúcha. Segundo ele, a maior proximidade que houve entre o governo e a guerrilha colombiana foi o contato de entidades de direitos humanos sobre as condições de detenção do padre colombiano Olivério Medina, considerado o representante das FARC no Brasil.

— Foi apenas um gesto de apoio a um preso — salientou.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) recebeu denúncia da Cruz Vermelha e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a respeito de Medina estar detido no Presídio da Papuda, em Brasília, em meio a traficantes e outros criminosos (E ele o que é, um anjo? Uma vestal imaculada?). As entidades queriam que o padre fosse transferido para uma “prisão compatível”, conforme Heck. A seguir, o pedido foi encaminhado pelo assessor e, a seguir, acatado.

Heck afirmou que não tem contato com o padre, atualmente. Disse saber somente que Medina está em Brasília e teria pedido naturalização. O governo da Colômbia pedia sua extradição, mas ela foi negada pela Justiça brasileira, de acordo com Heck.

Outros setores do governo brasileiro também negaram ter relações com as FARC. A assessoria do Ministério das Relações Exteriores informou que o ministro Celso Amorim não teve contato com representantes das FARC, como aponta a revista, de acordo com o site G1. Já o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou a reportagem de “fantasiosa”.

A revista afirma que teve acesso a e-mails do guerrilheiro Raúl Reyes, tido como porta-voz das FARC e morto pelo exército colombiano em março. Nas mensagens, estariam mencionados “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior” brasileiros.

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Brasil-Farc: citação do desembargador gaúcho provoca reação cautelosa no Judiciário

Para presidente da Ajuris, opiniões devem ser respeitadas

Humberto Trezzi

A citação do desembargador gaúcho Rui Portanova na reportagem que aponta conexões das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no Brasil provocou reação cautelosa de seus colegas no Judiciário.

Procurado por Zero Hora, o Tribunal de Justiça do Estado, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que não se manifestaria sobre o caso por avaliar que se trata de tema de foro íntimo. O silêncio se repetiu na Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Apenas o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Carlos Marchionatti, aceitou se posicionar sobre a proximidade de Portanova com os guerrilheiros. Segundo ele, cada brasileiro tem o direito de ter opinião e ideologia, o que, para ele, deve ser respeitado.

— Como presidente da Ajuris, reafirmo que nossa Constituição promove a solução pacífica de conflitos. A situação da Colômbia deve ser resolvida pelo povo colombiano — afirmou Marchionatti. (Sentando confortavelmente em cima do muro!)

Um desembargador aposentado e amigo de Portanova se mostrou surpreendido com os contatos do magistrado com os representantes das FARC. Ele afirma que Portanova é um profissional respeitado nacionalmente por suas posições favoráveis a um Judiciário mais sensível às questões sociais.

— É considerado um magistrado extraordinário e avançado.

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O flerte da guerrilha com o Planalto (flerte ou amor?)

Uma constelação de integrantes do governo brasileiro e do PT tem mantido diálogos freqüentes com a maior guerrilha colombiana, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Quem afirma é a revista semanal colombiana Cambio, em edição que chegou às bancas ontem. As conversas incluem promessas de intermediação para que os guerrilheiros consigam status diplomático.

Em reportagem de capa intitulada “Dossiê Brasil”/em>, o semanário Cambio divulga trechos do que seriam 85 e-mails trocados entre Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional das FARC, e outros integrantes da guerrilha. Entre esses, Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como padre Olivério Medina ou Cura Camilo (Padre Camilo), que atua como delegado das FARC no Brasil. As conversas, supostamente encontradas num laptop pertencente a Reyes, mencionam integrantes do PT e até Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Cambio ressalva que “nenhum dos funcionários brasileiros enviou mensagens a algum dos membros do grupo guerrilheiro” e considera os e-mails “apenas indícios” de um possível comprometimento do governo Lula com as FARC. Os e-mails teriam sido localizados pelos militares que mataram Reyes, membro do secretariado-geral das FARC. As mensagens foram trocadas entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008.

Reyes - cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia e que foi morto por tropas colombianas em solo equatoriano, em 1º de março - menciona nos e-mails “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro (secretário-geral de ministério), cinco deputados, um vereador e um desembargador brasileiros”, contabiliza a revista.

O desembargador é o gaúcho Rui Portanova, que atua na 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Conforme a revista, em 19 de abril de 2001 um integrante das FARC de codinome Mauricio Malverde informa, por e-mail, a Reyes que “o juiz superior Rui Portanova, amigo nosso, nos solicitou que deseja ir aos acampamentos para receber instrução e conhecer a vida das FARC. Custeia sua viagem”. O desembargador confirma que se ofereceu para conhecer as FARC.

Portanova não é o único rio-grandense mencionado nos supostos e-mails. Nas mensagens, Medina afirma ter mantido contatos com o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e o assessor presidencial Selvino Heck, ambos gaúchos e ligados ao PT. Sobre Garcia, um dos e-mails de Medina a Reyes, sem data conhecida, afirma: “Estive falando com a deputada federal Maria José Maninha. Acertamos que ela vai me abrir caminho rumo ao Presidente, via Marco Aurelio García”.

Em outro e-mail, de 23 de fevereiro de 2007, Medina informa a Reyes: “É possível que me visite um assessor de Lula, chamado Selvino Heck, que junto com Gilberto Carvalho tem sido outro que tem nos ajudado bastante”.

Medina, autor da maioria dos e-mails enviados a Reyes desde o Brasil, foi preso em São Paulo em agosto de 2005. Vivia em território brasileiro havia oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial, por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a ele o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia.

Entre os interlocutores de Medina, segundo a revista Cambio, estariam o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, a deputada distrital brasiliense Erika Kokay (PT), além de Gilberto Carvalho. Também são mencionados nos e-mails o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano.

Assessor de Lula condenou métodos de guerrilheiros

Algumas mensagens foram escritas durante as negociações de paz, que resultaram na criação - 1998 e 2002 - de uma área de 42 mil quilômetros quadrados liberada para atuação da guerrilha, em San Vicente del Caguán. Os guerrilheiros recebiam ali simpatizantes de vários países.

Entre os que moravam na “zona liberada” estavam o líder máximo das FARC, “Manuel Marulanda” ou “Tirofijo”, que foi morto em março deste ano. E o chefe militar das Farc, “Mono Jojoy”, cujo nome verdadeiro é Jorge Briceños.

A reportagem diz que as mensagens “revelam a importância do Brasil na agenda externa das FARC”. A revista diz que a guerrilha aproveitou a chegada de Lula e do influente PT ao poder “para alcançar as mais altas esferas do governo” (Isto aqui é puro desconhecimento da revista, pois Lula e o PT mantinham relações siamesas com estes terroristas, através do Foro de São Paulo há 18 anos. Portanto, não precisavam nem de intermediários, nem de burocracias para se aproximar de quem sempre foi íntimo).

Em depoimento em abril à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, Garcia disse repudiar os métodos usados pelas FARC, como seqüestros, ataques terroristas e uso de dinheiro do narcotráfico. Garcia classificou como “fantasiosa” a reportagem, mas não negou o conteúdo das mensagens.

HUMBERTO TREZI - humberto.trezzi@zerohora.com.br

Comentários: G. Salgueiro e Carlos Reis