domingo, 25 de maio de 2008





Passava um pouco das 8 da noite quando o noticiário do canal CNN em Espanhol foi interrompido, para apresentar uma coletiva de imprensa que o presidente Álvaro Uribe concedia através da Caracol Rádio e Televisão da Colômbia ao vivo. Ele confirmava a morte de Pedro Antonio Marín, vulgo Manuel Marulanda “Tirofijo”, criador e Comandante-em-Chefe das FARC há 42 anos.

Uribe estava calmo e, com aquela firmeza e serenidade com que sempre fez seus pronunciamentos (o oposto extremo dos espalhafatos de Chávez e do cinismo de Lula), conclamou os guerrilheiros das FARC a libertarem todos os reféns e deporem as armas, que em troca ele dava garantias de vida e liberdade. Disse que o serviço de Inteligência já vem trabalhando há um certo tempo nesse sentido, e que o resultado tem sido bom; um exemplo disso foi a rendição voluntária de Nelly Ávila Moreno, condinome “Karina”, comandante da Frente 47, no passado domingo 18 de maio. Segundo Uribe, durante sua gestão presidencial 48.000 guerrilheiros deixaram as FARC por deserção, morte ou captura.

Diante das perguntas dos jornalistas, Uribe informou que dispõe de 100 mil dólares para oferecer como recompensa por informações que levem aos chefes das FARC. Disse que o mais resistente à rendição é Jorge Briceño Suárez, ou Julio Suárez, codinome “Mono Jojoy”, um dos mais radicais, violentos, frios e sanguinários da ala militar das FARC mas que seu dia também há de chegar.

Há aproximadamente quatro anos (desde que Uribe assumiu o primeiro mandato) as FARC vêm sofrendo duros golpes com as ações das Forças de Segurança colombianas, o que tem levado ao enfraquecimento da guerrilha não só no plano econômico como principalmente no militar. Numa rápida retrospectiva podemos anotar:

- em 2 de janeiro de 2004, é capturado e preso em Quito, Equador, Ovidio Palmera, codinome “Simón Trinidad” que foi deportado para os Estados Unidos, julgado e condenado a 60 anos de prisão;
- um mês depois, foi detida no povoado de Peñas Coloradas, estado de Caquetá, Omaíra Rojas Cabrera, codinome “Sonia”, importante fonte financeira no tráfico de cocaína e também deportada para os Estados Unidos;
- em 13 de dezembro de 2004 foi detido em Caracas Rodrigo (ou Ricardo) Granda, considerado “chanceler” das FARC e libertado em 4 de junho de 2007 a pedido do presidente francês Nicolás Sarkozy. Vale recordar aqui que, quando Granda foi preso em Caracas vivia naturalmente na Venezuela como cidadão venezuelano, havia comprado um imóvel com registro de proprietário no cartório de imóveis e possuía cédula leitoral concedida pelo REP (Registro Eleitoral Permanente), conforme denuncei na edição do Notalatina de 28 de novembro de 2007 e que pode-se conferir aqui;
- em 24 de outubro de 2006, o Exército abateu Gustavo Rueda, “Martín Caballero”, chefe das FARC no Caribe colombiano;
- em 15 de junho de 2007, a Marinha abateu em combate Milton Sierra, “Jota Jota”, chefe da frente urbana “Manuel Cepeda Vargas” e que tinha sob sua custodia os 11 deputados do Valle del Cauca;
- em 3 de setembro de 2007 foi abatido Tomás Medina Caracas, o “Negro Acacio”, chefe da Frente 16 das FARC, no estado de Vichada, fronteira com o Brasil. “Negro Acacio” era o contato de Fernandinho Beira-Mar no tráfico de armas e cocaína no Brasil e um dos mais respeitados dentro da guerrilha por sua capacidade operacional no tráfico da coca;
- em 1º de março de 2008, foi abatido Luis Edgar Devia, vulgo Raúl Reyes, genro de Tirofijo e segundo no Comando das FARC;
- em 11 de março, José Juvenal Velandia, codinome Iván Ríos, importante membro do Secretariado das FARC e Chefe do Bloco Central da narco-guerrilha, foi assassinado por seu Chefe de Segurança de codinome “Rojas”;
- no dia 08 de maio foi capturado Gustavo Arbaláez Cardona, codinome “Santiago”, um dos mais importantes chefes urbanos das FARC, e contra quem exisitiam seis ordens de captura;
- no domingo 18 de maio, Nelly Ávila Moreno, vulgo “Karina” (na foto acima), uma das mulheres mais sanguinárias das FARC e Comandante da Frente 47, contra quem pesa a autoria do assassinato do pai do presidente Uribe, entrega-se após negociação com as Forças de Segurança. Em entrevista coletiva, “Karina” afirmou que havia dois anos que não tinha contato com o Secretariado, que estavam passando fome e que depois da morte de Iván Ríos, seu comando havia enfraquecido e muitos combatentes haviam desertado ou se entregado à Polícia;
- e, finalmente, soube-se hoje que em 26 de março passado, morreu o criador e Chefe Supremo da mais antiga e desumana guerrilha narco-terrorista da América Latina, Manuel Marulanda “Tirofijo”; segundo as fontes, de enfarte.

Sobre o anúncio da morte deste mega-assassino o Ministério da Defesa, através do Almirante David Moreno, deixa claro em seu pronunciamento que foi informado através de pessoa do serviço de Inteligência mas que as FARC não haviam entrado em contato até o momento, e que esperavam que eles confirmassem ou apresentassem provas em contrário. Disse ainda que o provável sucessor de Marulanda “Tirofijo” é Guillermo León Sáenz Vargas, codinome de “Alfonso Cano”, líder político-ideológico das FARC (que aparece na foto acima de camisa escura entre “Tirofijo” e Raúl Reyes), segundo os comandos castrenses.

“Cano” é o chefe do Bloco Ocidental das FARC e um dos sete membros [antes da morte de Raúl Reyes e Tirofijo, este Secretariado possuía 9 membros, onde Tirofijo era o Comandante-em-Chefe e os demais com finalidades distintas] do Secretariado do Estado Maior Central das FARC. Com 52 anos de idade e 23 deles nas FARC, “Alfonso Cano” está à frente do clandestino “Movimento Bolivariano” - isto lembra alguém? -, um projeto político lançado em 29 de abril de 2000. As Forças Armadas têm apertado o cerco em sua captura perdendo recentemente 3 soldados em combate, no qual ele escapou. Pesam contra ele crimes de terrorismo, homicídio, seqüestro extorsivo e homicídios com fins terroristas. São os seguintes os outros comandantes do Secretariado:

- Jorge Briceño Suárez, codinome “Mono Jojoy”, que se vinculou às FARC em 1975. Responsabiliza-se pelo seqüestro de Ingrid Betancourt e é irmão de Germán Briceño Suárez, codinome “Grannobles” que é acusado do assassinato de 3 indigenistas americanos e enfrenta mais de 16 ordens de captura por furto, homicídio, terrorismo, seqüestro e extorsão;
- Milton de Jesús Toncel Redondo, codinome “Joaquín Gómez”, responsável pelo Bloco Sul das FARC. Ingressou nas fileiras deste bando criminoso nos anos 80, depois de vinte anos como professor na Universidade do Amazonas, no estado de Caquetá, após graduar-se na Rússia. Substituiu a vaga deixada por Raúl Reyes no Secretariado;
- Luciano Marín, codinome “Iván Márquez”, ingressou no Secretariado após a morte de Jacobo Arenas em 1990, e dirige desde 2002 o Bloco Caribe. Líder ideológico e figura internacional, é um dos mais radicais dentro da linha política. Em 2007 esteve na Venezuela para conversar com Chávez, com plenos poderes outorgados por “Tirofijo”, para tratar dos tais “acordos humanitários” mas hoje sabe-se, pelas descobertas nos computadores de Raúl Reyes, que essa “outorga” foi apenas para dar uma satisfação ao mundo, pois os vínculos entre ambos são antigos e sólidos;
- Rodrigo Londoño Echeverri, codinome “Timoleón Jiménez”, ou “Timochenko” ou simplesmente “Timo”, é um dos guerrilheiros mais antigos das FARC. Estudou medicina e em 1982 vinculou-se à guerrilha onde teve uma rápida ascensão por sua capacidade militar. É considerado um dos responsáveis pelas ações terroristas cometidas sobre a rodovia Medellín-Bogotá, seqüestros, massacres e desaparecimentos forçados de civis no estado de Antioquia;
- Wilson Valderrama Cano, codinome “Mauricio” ou “o Médico”.

Bem, parece claro para quem estuda o tema dessas guerrilhas que seu fim parece estar se aproximando – se Deus quiser! – e isto também está causando muito furor nos países membros do Foro de São Paulo que se reúnem até este domingo 25 em Montevidéu. Esse era o tema que o Notalatina ia abordar hoje mas, com a notícia inesperada da morte de “Tirofijo”, deixo para a próxima edição a análise do Foro. Sobre as FARC e as descobertas dos computadores de Raúl Reyes, haverá ainda algumas edições pois cada dia aparecem mais e mais provas robustas do sério envolvimento deste bando terrorista com Chávez e Correa que, não tendo como refutar, pois FATOS não desacontecem, usam do velho expediente comunista de desqualificar e agredir o denunciante, no caso, a INTERPOL e o governo da Colômbia.

Na próxima edição analiso os acontecimentos do Foro de São Paulo apresentando com EXCLUSIVIDADE uma entrevista dada por Alejandro Peña Esclusa a Fernando Lodoño, em áudio, direto de Montevidéu. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

sexta-feira, 16 de maio de 2008


Ontem o Notalatina deu a conhecer o resultado da entrevista coletiva oferecida pela INTERPOL, em Bogotá, sobre a análise realizada nas oito provas instrumentais de caráter informático, inclusive com os originais deste relatório em formato pdf, em espanhol. Hoje voltamos a abordar este tema por imperiosa necessidade, uma vez que, confirmada a autenticidade do material encontrado nos computadores e discos-rígidos de Raúl Reyes, o pelotão de choque do bolivarianismo chavista imediatamente entrou em ação.

Não sei, nem fui informada se houve algum correspondente brasileiro presente a esta coletiva de imprensa mas tomei conhecimento de um fato patético, embora de certo modo esperado, ocorrido com o meu amigo venezuelano Alejandro Peña Esclusa, que estava presente a esta coletiva como correspondente da Venezuela e da Colômbia pelo diário argentino “La Nueva Provincia”.

Alejandro, que já é perseguido politicamente por Chávez, tornou-se ontem uma figura incômoda demais para o governo de seu país, ao perguntar ao Secretário-Geral da INTERPOL, Ronald Kenneth Noble, “quais seriam os procedimentos para que se faça justiça fora da Colômbia, onde as autoridades da Colômbia não têm jurisdição?”. Ora, ele desejava saber sobre procedimentos técnicos sem citar nenhum país nem pessoa em particular mas a carapuça caiu como uma luva, pois Chávez e seus cúmplices SABEM que seu destino já está traçado a partir da revelação feita ontem pela insuspeita INTERPOL. Imediatamente o site “Aporrea”, que é uma espécie de sucursal da ABN (Agencia Bolivariana de Noticias – porta-voz do Governo), remexeu na lata de lixo de suas velhas calúnias e jogou no ar, mais uma vez, a falsidade já desmentida zilhões de vezes sobre o “passado negro fascista” de Alejandro.


Num artigo intitulado “Peña Esclusa, vinculado a setores do fascismo, suposto “jornalista” do diário La Nueva Provincia da Argentina”, eles questionam o direito de Alejandro estar acompanhando a entrevista e fazendo perguntas como jornalista credenciado, alegando que sua profissão é “engenheiro mecânico” e, não satisfeitos com esta denúncia de “tão grave crime”, voltam a acusá-lo de ter promovido um atentado contra o Papa João Paulo II quando este visitou a Venezuela, de ser “um dos principais líderes da ‘seita’ TFP” (Tradição Família e Propriedade), além de “manter nexos com partidos de direita” (Oh, céus, que coisa tão criminosa!).

Como esta gente é estúpida! Vejam como a mentira grosseira não se sustenta: em primeiro lugar, a “seita” TFP é católica, respeita o Papa e segue rigorosamente a doutrina da Igreja Católica; os homens que dela fazem parte não são casados e levam vida celibatária, como padres e monges. Como então poderia Alejandro, que é casado (e muito bem casado, diga-se de pasagem!), católico praticante e fiel aos Mandamentos da Igreja, ser ao mesmo tempo “um dos principais líderes da TFP” e ter planejado o assassinato de João Paulo II? Na nota que divulgo no final desta edição o próprio Alejandro dá a resposta a esta calúnia primária, da qual os comunistas são mestres.

Por outro lado, os chavistas estão arrancando os cabelos, tentando grotescaamente desqualificar a INTERPOL e o Governo do presidente Uribe, negando até que Raúl Reyes tinha computadores, e que esses confiscados e analisados eram mesmo dele. Vejam as sandices que disse uma tal Vanessa Davis, jornalista e membro do Diretório Nacional do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV – partido de Chávez): Não há nenhum argumento a favor de que esse computador existe. (...) “Existe a montagem do vídeo e sabendo todas as coisas que se podem fazer agora com o avanço tecnológico, não existe nenhuma prova para mim de que esses documentos existem”. Para a iluminada e vidente “revolucionária” (sic), tudo não passou de armação de Uribe e Bush, exatamente como foi feito no Iraque para se apossar do petróleo venezuelano. Não é um primor de lógica?

Mas quero chamar a atenção, também, para o descaso com que a mídia, os “comentaristas políticos” e os partidos políticos brasileiros trataram um dos acontecimentos mais importantes dos últimos tempos no continente latino-americano, que foi a revelação da fidedignidade e autenticidade do material encontrado nos computadores apreendidos no acampamento das FARC. Pesquisei nos jornais, nos sites de esquerda, sobretudo do PT e não há o mais mínimo comentário, o que significa que eles também sabem a importância capital desta revelação e, por isso mesmo, o povão não tem o direito de saber! Finge-se que foi uma coisinha menor, acontecido num paiseco vizinho e por isso só deve interessar a eles.

Ledo engano! O fingido desinteresse é mais revelador do que se tivesse havido comentários pipocando por todos os lados porque isto significa que estão todos com MUITO medo do que pode ser descoberto das alianças das FARC com o Brasil, com o PT e com o Foro de São Paulo. Tanto é assim, que na próxima semana, entre 22 e 25 de maio, acontecerá em Montevidéu o XIV Encontro do Foro de São Paulo precedido do Encontro do Grupo de Trabalho que é quem realiza a pauta das deliberações, e na divlugação dos membros desta organização criminosa foram retirados TODOS, absolutamente TODOS os bandos reconhecidamente terroristas como as FARC e o ELN colombianos, o MIR chileno e até mesmo o PSUV de Chávez. Confiram aqui como a organização está singela: “Lista de membros atualizada”.

Não lhes parece sintomático que tenham realizado agora uma nova lista de membros sem esses bandos terroristas e que, concomitantemente, o site das FARC encontre-se “indisponível”? Não podendo admitir o óbvio, eles põem o lixo para baixo do tapete e passam a se ocupar e ocupar as páginas de jornais, sites e tv com coisas de menor importância para que público continue na ignorância, como continua até hoje sobre “o quê” é o Foro de São Paulo.

É por coisas assim que saí em defesa de Alejandro Peña Esclusa, não porque ele seja meu amigo, ao contrário, foram seus valores morais e de integridade de caráter que nos aproximaram e proporcionaram esta sólida amizade, admiração e respeito mútuo que mantemos, além de uma harmoniosa parceria de trabalho no continente sul-americano. Leiam abaixo a nota escrita por ele, publicado em Noticias 24, mas antes leiam também a nota que a jornalista e amiga comum nossa, a venezuelana Martha Colmenares publicou a respeito deste fato insólito, em “Por que foi surpresa Peña Esclusa na conferência de imprensa?
Fiquem com Deus e até a próxima!

Peña Esclusa explica porquê “apareceu” na coletiva de imprensa da Interpol


Bogotá, 16 de maio – A reação desesperada do chavismo frente à simples pergunta que fiz na coletiva de imprensa da INTERPOL, realizada ontem nesta cidade, demonstra o que toda a Venezuela já sabe: que Chávez é homem das FARC. Os fatos são os seguintes:

Desde 2007 sou correspondente na Venezuela e na Colômbia do diário argentino “La Nueva Provincia”, fundado há mais de cem anos. Isto não deveria causar surpresa, porque – apesar de ser engenheiro – sou colunista de jornais nacionais e internacionais desde mais de vinte años. Além disso, escrevi cinco livros, dois dos quais foram traduzidos em outros idiomas. É certo que me dedico à política, do mesmo modo que muitos chavistas que conduzem programas de opinião, inclusive o próprio Chávez.

Minha aparição na coletiva de imprensa da INTERPOL nem é suspeita nem estranha. A informação contida no computador de Raúl Reyes vem confirmar o que venho dizendo publicamente desde o ano de 1995: que Chávez é homem das FARC. Assim que meu interesse no tema está plenamente justificado.

Jamais pertenci à TFP [Nota de N24: refere-se ao grupo “Tradição, Família e Propriedade”], como alega o Governo. Mais que descabida, é risível a acusação que o oficialismo me faz de haver atentado contra o Papa João Paulo II. Se isto fosse correto, o Cardeal Renato Martino, Prefeito da Comissão de Justiça e Paz, não me teria recebido no ano passado no Vaticano; nem teria escrito um livro intitulado “O Continente da Esperança”, em honra a João Paulo II. Eu seria um pária, como o é Alí Ahmed Agca.

Tampouco comungo – nem jamais comunguei – com o fascismo, tampouco respaldo ditaduras, nem de esquerda – como a de Chávez e Fidel Castro – nem de direita. Porém, como o governo não encontrou nem uma mancha escura em meu passado, não lhe resta outro remédio que caluniar-me, inventando os contos mais inverossímeis. O importante na coletiva de imprensa de ontem não foi mencionado, mas as declarações do Chefe da INTERPOL demonstram sem sombra de dúvidas a vinculação do oficialismo com o narco-terrorismo colombiano.

O escândalo contra mim, desatado atravésdos canais oficiais, é uma simples cortina de fumaça para encobrir o óbvio: criminosos vinculados ao narco-terrorismo não podem continuar exercendo cargos públicos, não importa quão altos sejam seus cargos. Estão assustados e pagam comigo, porém isso não os livrará do castigo que lhes espera.
Alejandro Peña Esclusa
Presidente de Fuerza Solidaria.

Traduções e comentários: G. Salgueiro

quinta-feira, 15 de maio de 2008









Finalmente foi dado a conhecer hoje, no início da tarde, o resultado das investigações científicas realizados pela INTERPOL nos computadores de Raúl Reyes confiscados no dia 1º de março deste ano, quando o sanguinário comandante número 2 das FARC foi abatido. O que muitos aguardavam nesse pronunciamento, as preciosas informações constantes nas mensagens trocadas, nos documentos da organização e com quem eles mantinham vínculos, ficou reservado ao Governo da Colômbia e aos departamentos de Segurança do Estado colombiano.




Não foi surpresa a confirmação de que o material apresentado nas oito provas (3 computadores portáteis, 3 chaves USB e dois discos rígidos externos) era autêntico. Segundo o Secretário Geral da INTERPOL, sr. Ronald Noble, “não se encontrou evidências de modificação, alteração, acréscimos ou supressão nos arquivos de usuário” do material contido nas oito provas. Disse o sr. Noble: “Após a pormenorizada e exaustiva análise forense que realizamos em cada uma das oito provas instrumentais de caráter informático confiscadas das FARC, e após estudo de todas as evidências examinadas por nossos especialistas, a INTERPOL conclui que não se produziu nenhuma falsificação nem alteração dos dados contidos em tais provas instrumentais após seu confisco pelas autoridades colombianas, praticado em 1 de março de 2008”.




Antes de detalhar a análise apresentada, é importante salientar a seriedade do trabalho desta instituição bem como dos técnicos que analisaram as provas. Inicialmente o presidente Uribe enviou carta solicitando que os computadores fossem analisados por peritos internacionais e, portanto, isentos, para que não restassem dúvidas nem para o povo colombiano nem para o resto do mundo, de que havia lisura e transparência de intenções por parte do seu governo perante a autenticidade do que seria revelado dos achados nos computadores de Raúl Reyes. Aceito o convite, foi entregue às autoridades o material apreendido; estes fizeram uma análise preliminar para avaliar o tempo necessário para o trabalho e concluíram que em meados de maio estaria concluído. Considerando a magnitude do trabalho, o Secretário Geral solicitou às autoridades colombianas que os especialistas seguissem realizando seu estudo em seus locais de trabalho no Sudeste Asiático.




Esta decisão aumentou ainda mais a complexidade da tarefa da INTERPOL porque, em primeiro lugar, o Secretário Geral teria que conseguir junto aos chefes da Polícia Federal da Austrália e das Forças de Polícia de Singapura que prorrogassem a disponilidade de seus especialistas durante todo o tempo necessário para completar seus trabalhos. Em segundo lugar, era necessário conseguir a concordância das autoridades policiais e judiciais da Colômbia para que dados classificados de “ULTRA SECRETOS” pudessem permanecer fora de seus país, em posse de funcionários encarregados da administração de lei não-colombianas. Finalmente, teria que se tomar medidas diplomáticas e logísticas para transportar esta informação classificada desde a Colômbia até o Sudeste Asiático com absoluta segurança.




No dia 18 de março o Secretário Gral escreveu aos chefes de polícia da Austrália e de Singapura para pedir-lhes explicitamente que os funcionários continuassem à disposição da INTERPOL em tempo integral e que seu trabalho fosse considerado confidencial e independente. Portanto, o resultado da análise seria comunicado unicamente à INTERPOL e às autoridades colombianas, mas não a seus administradores nacionais, dos quais esses especialistas não poderiam tampouco aceitar instruções de como realizar e concluir seu trabalho. A Polícia Federal australiana e as Forças de Polícia de Singapura confirmaram oficialmente que aceitavam a solicitação do Secretário Geral e iniciaram-se os trâmites para o transporte do material com as oito provas. Em seguida, após consultar as instâncias governamentais competentes, as autoridades colombianas autorizaram a saída do país de informação classificada mas era necessário estabelecer uma base jurídica para impedir que qualquer país pudesse ter acesso a este material durante o traslado ao Sudeste Asiático, mantendo assim sua confidencialidade.




Ficou combinado então que a melhor e mais segura maneira de fazer esse transporte seria via mala diplomática por funcionários do governo colombiano devidamente autorizados, garantindo deste modo que os dados gozariam da proteção da imunidade diplomática. O Centro de Comando e Coordenação da INTERPOL, localizado em Lion, vigiou atentamente o transporte dos materiais até que chegassem a salvo ao local de destino, tendo saído de Bogotá às 18:30 h. do dia 25 de março, escoltadas por policiais colombianos, e chegou a salvo ao Sudeste Asiático em 27 de março. Além das cópias imagem, as autoridades colombianas entregaram a cada um dos especialistas uma pasta branca com cópias impressas de 18 documentos, distribuídos em 13 categorias diferentes que eles haviam selecionado e classificado como “ULTRA SECRETO”. As autoridades colombianas solicitaram à INTERPOL que localizassem esses documentos entre os 609,9 gigabytes de informação contidos nas imagens das oito provas e a organização determinasse e comunicasse se se teria acrescentado algum dado em tais documentos ou se eles haviam sido apagados, ou seja, se esses documentos selecionados haviam sofrido algum tipo de modificação.




Fiz questão de expor esses “detalhes” para mostrar o rigor com que foi tratado todo o caso, desde o dia 3 de março até o momento da entrega do relatório, bem como a seriedade na análise pericial do material apreendido no acampamento das FARC e que, sem sobra de dúvida, o resultado apresentado espelha a mais cristalina verdade dos fatos. Sem revelar os dados confidenciais, a INTERPOL informa os seguintes dados acerca do material analisado:




- Encontrou-se 109 arquivos de documentos em mais de uma das provas instrumentais;
- 452 folhas de cálculos;
- 7.989 endereços de correio eletrônico;
- 10.537 arquivos multimídia (de som e vídeo);
- 22.481 páginas web;
- 37.872 documentos escritos (de Word, PDF e formato texto);
- 210.888 imagens. Havia ainda 983 arquivos cifrados, quer dizer, dados só acessíveis através de código por pessoa autorizada.




Dentro da análise forense das oito provas instrumentais apreendidas das FARC, a INTERPOL revisou e considerou que os os procedimentos adotados pela Polícia Judicial da Colômbia para registrar, documentar, fotografar, etiquetar e copiar cada uma das provas e para realizar uma cópia imagem delas, se ajustava aos citados princípios reconhecidos internacionalmente, com o qual se garantia que nenhum dos dados foram alterados, prejudicados ou destruídos durante seu manejo. No informe técnico confidencial, os especialistas da INTERPOL expõem detalhadamente os dados técnicos de todas as medidas adotadas pelos especialistas em investigação informática forense da Polícia Nacional da Colômbia para analisar as oito provas. Fica totalmente claro que esses especialistas se ativeram ao princípio fundamental segundo o qual, em circunstâncias normais, os organismos encarregados da aplicação da lei não devem aceder diretamente às provas eletrônicas confiscadas, mas devem realizar uma cópia imagem dos dados contidos no equipamento em questão utilizando um dispositivo de bloqueio de escritura, para não alterar os arquivos do sistema operacional do computador e não ter que realizar uma análise exaustiva das provas, o que exigiria muito tempo, a fim de demonstrar que ao se produzir o acesso direto aos dados não houve nenhuma falsificação nem se alterou o conteúdo dos arquivos. Ficam também registrados nos computadores as datas e horários do último acesso, que também demonstraram não terem sido falsificados, modificados ou alterados de nenhum modo.




As forças da ordem colombianas haviam advertido os especialistas da INTERPOL e estes confirmaram, que dentre os procedimentos utilizados desde o confisco dos computadores em 1º de março até a entrega a estas autoridades no dia 3, um dos procedimentos reconhecidos internacionalmente no manejo ordinário de provas eletrônicas não foi realizado, isto é, em vez de gastar tempo fazendo cópias protegidas contra a escritura de cada uma das oito provas instrumentais, estes foram imediatamente acessados. Entretanto, este procedimento não invalidou o trabalho realizado pelas autoridades colombianas, pois nada foi mexido ou alterado conforme atestaram os especilistas da INTERPOL em seu relatório final.




Entretanto, bastou este detalhe insignificante para que no Brasil ele passase a ser mais relevante do que a absoluta autenticidade e inviolabilidade das oito provas. O blog do jornalistas Luiz Carlos Azenha, do Portal Terra, noticiou o resultado divulgado hoje à tarde mas, qual foi a chamada que ele deu à sua nota? Essa aqui: Interpol: Colômbia não cumpriu todas as normas. Esses esquerdistas, não só do Brasil, têm o péssimo hábito de enxergar o cisco no olho dos outros – sobretudo se for alguém sério e de direita, como é o caso de Uribe – e não vêem a rocha imensa que lhes cega a vista e o espírito. Outro exemplo formidável disso foi a declaração que deu o embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, Bernardo Álvarez, após a divulgação do relatório da INTERPOL. Em entrevista à agência EFE, Álvares disse que o informe da INTERPOL não continha provas sobre o suposto envolvimento do seu país com as FARC. Para ele, não se deve descartar a possibilidade de que estas provas tenham sido manipuladas e sugeriu que há “muitas dúvidas”. Disse ele, do alto de sua boçalidade e desfaçatez: “Tudo isso é possível (...) muito antes que alguém opinasse sobre sua análise ou validade (das provas), o Governo colombiano as lançou e começaram as acusações de todo tipo sobre a Venezuela, acusações temerárias, falsas, exageradas”.


Bem, Chávez vem desclassificando o trabalho da INTERPOL desde que Uribe anunciou que iria recorrer a este órgão, utilizando a velha tática de atacar antes para se defender e mostrar fortaleza, instigando os deputados colombianos, opositores de Uribe, a desencavar e até mesmo criar “provas” do envolvimento deste com os paramilitares. A verdade é que, tanto ele quanto seu parceiro em trapaças e ligações com as FARC, Rafael Correa do Equador, estão tremendo de medo porque SABEM que devem, que têm envolvimentos gravíssimos e comprometedores com as FARC pois ambos são membros do Foro de São Paulo do qual este bando narco-terrorista é membro. Só resta aguardar que o Governo da Colômbia revele o que guardam os documentos secretos desses computadores porque, se Uribe nos fizer esta gentileza, quero ver com que cara, ou que desculpa esfarrapada vão dar o sr. da Silva, o seboso Marco Aurélio Garcia e seu ParTido-Estado.




Quem quiser ler o relatório completo pode fazer o download em Informe forense da INTERPOL. É um documento longo em pdf, bastante detalhado, com 94 páginas do mais absoluto rigor acadêmico e profissional, com cópias das cartas enviadas aos representantes da INTERPOL na Colômbia, Venezuela e Equador, fotos do acampamento (algumas vistas nesta edição) e das oito provas. Infelizmente, o conteúdo do material escrito vamos ter que aguardar a decisão do Governo da Colômbia mas só ter a certeza absoluta da autenticidade do material confiscado, já serve como “couvert” para o banquete que nos espera.
Fiquem com Deus e até a próxima!




Comentários e traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 5 de maio de 2008








Aconteceu hoje na Bolívia um importante referendum promovido pelo estado de Santa Cruz que pede sua autonomia em relação ao governo do país. Ao contrário do que estão apregoando, Evo Morales, Hugo Chávez e demais forças políticas comuno-socialistas da América Latina, o que os santa-cruzenhos desejam não é o separatismo mas a descentralização econômico-administrativa, a federalização de seu estado que é quem mais produz e, no entanto, se vê penalizado pelas políticas comuno-chavistas do “Socialismo do Século XXI” do cocalero presidente Morales.

Fiz o enorme sacrifício de assistir os telejornais da rede Globo durante toda a semana, para ver se davam alguma informação acerca deste acontecimento mas, como era previsível, a única informação que parece não acabar nunca é o caso da menina Isabelle assassinada no começo do mês em São Paulo, que é divulgado com riqueza de detalhes e pormenores. Não minimizo este crime hediondo mas, convenhamos, a mídia nacional foi a grande responsável pela histeria coletiva que se instalou em torno do caso que, por mais grave que tenha sido, foi um caso particular que não diz respeito ao país, aos destinos da Nação. Do mesmo modo é o caso da Reserva Raposa Serra do Sol, - este sim, um legítimo processo de separatismo - que não é levado às discussões públicas, cuja mídia pouco ou nada informa porque não interessa ao governo que a população saiba do ato lesivo à nossa soberania que está sendo tramado de comum acordo com a neo-comunista ONU e outros organismos igualmente comuno-internacionalistas.

O referendum que pede a autonomia de Santa Cruz é legítmo, entretanto, Morales e seus seguidores insistem em mentir, alegando que a “oligarquia” apoiada pelo “império” não quer perder seus privilégios e joga irmãos contra irmãos. Se há algo ilegal é a Constituição boliviana vigente – na qual ele tem se apoiado para desautorizar o referendum -, pois foi feita a portas fechadas e contando apenas com os parlamentares oficialistas; a oposição foi PROIBIDA de entrar no recinto e participar da votação, o que significa, em qualquer país do mundo civilizado onde vige o regime democrático, uma fraude, um embuste, uma gigantesca FARSA. As imagens (fotos e canal CNN em Espanhol) do dia de hoje na Bolívia, dão conta de extrema violência por parte dos seguidores do cocalero presidente, como mostram as fotos que ilustram a edição de hoje.

Para que se compreenda melhor o que significa este referendum para seus promotores, sugiro a leitura do artigo Lições da crise colombiana II - próximo alvo: Peru, do brilhante analista político e meu amigo Heitor De Paola, bem como Bolivianos, cuidado com a OEA do presidente de Fuerza Solidaria, do também amigo Alejandro Peña Esclusa.

Os temores sobre o aumento da violência interna na Bolívia se viram agudizados na última semana, ante a radicalização de atos organizados por aquilo que eufemisticamente insistem em chamar de “movimentos sociais” que respaldam o governo, sobretudo os sub-humanos índios aymarás – etnia de Morales - conhecidos como “ponchos vermelhos”. Em novembro do ano passado eles já se articulavam contra a chamada “Meia Lua”, que conforma os estados Santa Cruz, Tarija, Beni, Cochabamba e Pando que pedem a autonomia, e chegaram a incendiar a prefeitura de um desses estados sendo contido a tempo e não deixando vítimas. Apesar de já ter sido divulgado amplamente pela rede, não tem desperdício rever Na Bolívia degolam cães em ameaça aos opositores, filmado em 23 de novembro de 2007, que descreve com precisão a quê esta gente está disposta.

E hoje eles tomaram as ruas, fecharam estradas, incediaram urnas e cédulas de votação. Junto com oficialistas do partido MAS (Movimiento Al Socialismo), tentaram impedir que as pessoas votassem deixando até agora um saldo de 20 pessoas feridas e 1 morta, a maioria nas localidades de San Julián, Yapacaní, Montero e Plan Tres Mil, um dos bairros mais pobres de Yapacaní.

As tensões já existentes foram agravadas por um pronunciamento publicado nos jornais das Forças Armadas que afirmavam que não se podia aprovar o estatuto autonômico porque ele “afeta a segurança e defesa nacional do Estado boliviano” e que “depois de ter realizado uma exaustiva análise do projeto de Estatuto Autonômico de Santa Cruz, alguns de seus artigos afetam a segurança e defesa nacional do Estado boliviano”. Esta declaração dos altos comandos do Exército, Aviação e Marinha é seguida por outra do Conselho Supremo de Defesa Nacional, uma instância militar de apoio às Forças Armadas, que advertiu no sábado que o estatuto autonômico do estado de Santa Cruz “ameaça a integridade do território nacional”, repetindo o que determina o agoverno autoritário do cocalero presidente Morales.

Chávez e seu ministro da Defesa foram derrotados mais uma vez pela oficialidade que se negou a deslocar-se até a Bolívia para servir de “guarda-costas” de Morales. Conforme conta Patricia Poleo em sua coluna “Factores de Poder”, no jornal “El Nuevo País” de hoje. “Desde sexta-feira à tarde, oficiais de todas as Forças, especialmente da Guarda Nacional, majores, capitães e tenentes estavam sendo citados na DIM (Direção de Inteligência Militar), por dezenas de panfletos e comunicados que estiveram circulando nas instalções militares desde que o ministro da Defesa, Gustavo Rangel Briceño, chamou de ‘burros’ os oficiais institucionais”. (...) “Em fontes militares já se comenta, sem medo e sem pudor, que um dos detonantes para que o ministro da Defesa arremetesse contra os militares institucionais, foi a negativa destes em trasladar-se à Bolívia para reforçar a segurança de Evo Morales durante o referendum de hoje, domingo, que se anuncia que será letal para a estabilidade do presidente boliviano.Os oficiais simplesmente se negaram a obedecer a ordem de atuar na Bolívia” .

A respeito desse “destempero” do ministro da Defesa “rojo, rojito”, vale a pena registrar o que ele disse no Forte Tiuna (sede do Ministério da Defesa), pois é com um elemento destes que o governo brasileiro, através do seu ministro da Defesa Nelson Jobim e as nossas Forças Armadas, está fechando acordo de criar até outubro deste ano o “Conselho Sul-americano de Defesa”. Disse ele em escandalosa declaração afrontosa à Constituição que, antes, proibia a politização das FAN: “Não aceito essa visão covarde que retira das responsabilidades reais e verdadeiras do momento histórico que estamos vivendo porque ‘eu sou institucionalista e então, não...’. Então, você não? Então você se vá, você está fora de ordem, não entende o que está se passando”. E perguntou se um “institucionalista” não é na realidade “um grande covarde ou um burro que se nega a aceitar a realidade. Temos uma realidade na mão e ela é política. A oportunidade que temos é política”. E encerrou com Pátria, Socialismo ou Morte. Venceremos!”.

Depois deste parênteses que merecia ser comentado porque está relacionado com o evento da Bolívia de hoje, é da maior importância se saber porquê a violência do bando oficialista, quais são seus reais interesses para o país e porquê a oposição insistiu tanto nessa autonomia. Em um documento escrito em agosto de 2006, logo após a assunção de Morales à Presidência, seu partido (MAS) elaborou um documento – assinado por Morales - que vem cumprindo diligentemente e que só através dele é possível compreender todo este processo. Intitulado “Guia de Ação Política de Orinoca – Para os companheiros revolucionários do MAS e seus aliados”, o documento descreve em detalhes suas estratégias, focos de ação e alvos a atingir. Copio apenas os itens mais importantes:

“1. Como objetivo: a criação de um Estado plurinacional camponês-indígena e com um governo centralista e estruturado sobre a figura de nosso líder, Evo Morales Ayma.
(...) - Trata-se de conformar uma Democracia formal socialista com poder total e absoluto [o socialismo é pragmático e deve se orientar pelos estabelecimentos do Socialismo do Século XXI e promovido pelo camarada, irmão e Comandante Hugo Chávez da Venezuela];
- Viabilidade do novo Estado: Conformar uma Pátria Grande Sul-americana e bolivariana. Para isso é desejável a conformação de forças estatais-repressivas conjuntas entre países da região com orientação socialista e financiada pelos próprios Estados, e o orçamento facilitado pelo Governo bolivariano da Venezuela;
- Estabelece-se um ‘neo-foquismo’, onde a Bolívia seja o centro de irradiação deste Socialismo do Século XXI em nível latino-americano e promovido principalmente pelo governo-irmão da Venezuela;
- É também desejável a conformação e o financiamento de grupos ou forças irregulares, para reprimir a sociedade civil rebelde, se isto for necessário. Estes quadros deverão ser orientados a gerar violência na sociedade boliviana, e assim confrontar exitosamente os oligarcas e anti-revolucionários. Não se descarta que estes grupos sejam multinacionais: peruanos, bolivianos, colombianos, etc., pois a luta agora é universal e latino-americana;
- É positiva e funcional a cooptação de organizações sociais do país, como modo de grupos de pressão para reprimir instituições políticas ou sociais da oposição, assim como meios de comunicação burgueses e opostas à mudança.

II – Como justificativa: Se não se puder por meios democráticos, a violência [parteira da História] é necessária para impor o Novo Estado Plurinacional.
Como políticas a serem levadas a cabo pelo governo revolucionário do MAS:
1. Estabelecimentos Estratégicos
1.1. Deve-se promover a agudização das contradições na sociedade boliviana. É desejável a crise econômica e política do país, deste modo a instabilidade geral e o caos possibilitarão o governo revolucionário do Companheiro Evo atuar com a força requerida para impor nosso projeto de Estado;
1.2. Destruir o neoliberalismo
(lembrem-se que este foi o mote do XIII Encontro do Foro de São Paulo ocorrido no ano passado) de ultra-direita fundamentado hoje, na chamada República boliviana e representada pela ‘Meia Lua’.
1.3. Deve-se instrumentalizar exitosamente a Assembléia Constituinte para impor a visão do novo Estado.
(...) 1.5. Deve-se continuar com o processo exitoso de cooptação de:
b) Níveis hierárquicos das FFAA e da Polícia. Com a ajuda econômica do irmão Governo da Venezuela, espera-se a lealdade destes efetivos e funcionários para a repressão política planejada especialmente para a Meia Lua.
(...) 3. Atacar o inimigo do Povo: a Meia Lua
3.1. O inimigo do povo é a denominada “Meia Lua”, hoje em processo de articulação. Dentro deste contexto, o inimigo estratégico é o Estado de Santa Cruz de la Sierra, visibilizado através do Prefeito e Comitê Cívico;
Justificativa: O inimigo deve ser aniquilado porque através do processo autonômico estadual, se poderia inviabilizar o novo Estado Plurinacional [que está por nascer]. Lembremos que tais autonomias defendem o Estado de Direito, a democracia e outras instituições burguesas e corruptas próprias da atual República da Bolívia; precisamente – pois – promovem as instituições que o povo deve ‘desmontar’.
3.2. Estratégias/Ações:
Gestar a inevitável divisão e confrontação campo-cidade em nível municipal. No caso de Santa Cruz inclusive, já se selecionaram municípios com elevada população migrante camponês-indígena (San Julián, etc.), para opor-se ao processo autonômico. Deve-se financiar quadros e grupos de pressão para violentar, quando seja necessário, o processo autonômico oligárquico e corrupto, e durante o processo de expropriação de terras aos fazendeiros e latifundiários”
. E encerra com as palavras do cocalero-presidente: “Companheiras e companheiros revolucionários, creio que este guia será o instrumento de mudança para levar o poder ao povo e a nossos irmãos camponeses, indígenas e originários. Pátria ou Morte! Venceremos ao lado do povo! Morte à Bolívia senhorial e colonial!
Evo Morales Ayma – Presidente constitucional da República da Bolívia”.

Bem, o documento é imenso mas creio que estes itens são bastantes para se avaliar e compreender o processo acelerado de comunização castro-chavista que está ocorrendo na Bolívia hoje, sem esquecer que tudo isto tem o aval, estímulo e iniciativa do governo brasileiro através do Foro de São Paulo.

Uma pesquisa de boca de urna realizada pela agência “Captura Consulting” para a rede “Usted Decide”, afirmou que na capital de Santa Cruz a percentagem do SIM foi de 85,3%, frente a 14,7% pelo NÃO. Entretanto, nas cidades foi maior a aprovação: 89,6% a favor do SIM e 10,4% para o NÃO. Embora não tenha sido informado ainda o número de abstenções, a cadeia ATB situou em torno dos 40%. Santa Cruz agora terá atribuições reservadas ao Estado nacional, como educação, segurança, justiça e economia, construindo uma verdadeira barreira contra o plano do Governo de “refundar” o país com uma nova Constituição socialista. A nova Constitução, aprovada sem o aval da oposição por uma assembleía constituinte controlada pelo oficialismo e que deve passar por uma série de referenduns, daria mais poder à maioria indígena, fortaleceria o controle do Estado sobre a economia e outorgaria um marco legal à política oficial de nacionalização dos recursos naturais.

Esta vitória é mais uma pedra no sapato do “Eixo do Mal” e do Foro de São Paulo, derrotado pela segunda vez em referedum (a primeira foi a derrota de Chávez em 2 de dezembro passado, também para implantar um regime totalitário comunista), o que prova que, majoritariamente, o povo latino-americano rejeita categoricamente o comunismo, é amante da ordem, do progresso, da liberdade e da democracia, não um arremedo dela, como estamos vivendo hoje no Brasil dos “cumpanhêro”. Que Deus abençoe e proteja os bolivianos de bem!
Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 10 de março de 2008





É curioso como se passam as coisas aqui no Brasil. Até meados do ano passado, encontrar uma notícia por mais minúscula que fosse nos jornais de grande circulação falando sobre as FARC ou o Foro de São Paulo, era algo tão plausível quanto colher bananas em uma jaqueira. Depois que Chávez começou com o circo macabro das “trocas humanitárias”, todo dia saía uma notícia, uma denúncia e pela internet então, choviam pps mostrando a realidade cotidiana do povo colombiano farto do terrorismo das FARC e ELN mas que ninguém no Brasil se importava em saber, afinal, nós “não temos” terroristas, como alegou Herrrrr Tarso Genro. A partir daí, como se fosse uma revelação divina, vários jornalistas de esquerda que criminosamente ocultaram estas informações por décadas do leitor brasileiro, notadamente com relação ao Foro de São Paulo do qual as FARC são membros e cujos fundadores são Lula e Fidel, de repente resolveram falar no assunto porque agora esta organização comunista (FSP) não oferece mais risco, pois já está consolidada com 9 presidentes eleitos democraticamente na América Latina.


Depois que Chávez e Correa romperam relações diplomáticas com a Colômbia e o bufão de Miraflores ameaçava um guerra, até a “Rede Pravda de Televisão” (Ooops! Rede Globo) noticiou os fatos. Com o fim da farsa e o reatamento das relações entre Colômbia, Equador e Venezuela, os jornais aos poucos vão jogando no limbo o assunto outra vez, até que desapareça da memória do povo completamente. O que os “companheiros de viagem” queriam divulgar era a “magnanimidade” de Chávez e a periculosidade de Uribe, que sem piedade massacrou pessoas indefesas enquanto dormiam num modesto acampamento de jovens escoteiros, com o auxílio do belicoso império, claro. E não se fala mais nisso; os colombianos que se virem porque o problema “é deles”, como me dizem há quase 10 anos.


Na edição de ontem eu insinuei (porque há tempo havia recebido informações que levavam a crer) que a senadora colombiana, Piedad Córdoba, pleiteava candidatar-se à presidência da Colômbia em 2010 e que teria apoio das FARC. Hoje o Notalatina confirma, através de mais mensagens encontradas nos computadores de Raúl Reyes que me chegaram ontem à noite. Há, além desta informação, outras muito graves que são confissões de culpa de crimes cometidos e negados perante o governo Uribe, além de evidências comprometedoras do envolvimento deste bando terrorista com os governos da Venezuela e Equador, e uma revelação surpreendente de um “colaborador” que não vou dizer o nome; leiam até o final para descobrir quem é. Como não estão em ordem cronológica, escolhi aquelas mais relevantes que seguem com comentários meus.
Fiquem com Deus e até a próxima!


Seis dias depois do atentado ao clube “El Nogal” de Bogotá, reiteradamente desmentido, Raúl Reyes escreve ao Secretariado sobre o “formidável ataque ao El Nogal” no qual morreram 36 pessoas e 100 ficaram feridas. Com esta mensagem não resta mais nenhuma dúvida da autoria do crime por parte das FARC.


13 de fevereiro de 2003


Camaradas do Secretariado. Vai minha saudação comunista.
Adiciono análise da nota recebida de Lozano. Acho acertada nossa análise quanto ao evidente desespero de Uribe e da cúpula militar, pela ausência de resultados e das crescentes pressões... Considero pertinente de nossa parte estudar a conveniência política de negar responsabilidade na formidável ação sobre El Nogal, para fazer crer ao Estado, ao governo e aos gringos maiores contradições internas aproveitando que os serviços de inteligência não foram capazes de deter ninguém, nem possuem outras provas contra as FARC. É tudo.
Um abraço. Raúl.


Quize dias depois do assasinato de Liliana, irmã do ex-presidente César Gaviria Trujillo, Manuel Marulanda ‘Tirofijo’, que se identifica com as siglas JE, reconhece que foram as FARC que cometeram o crime.


13 de maio de 2006


Camaradas do Secretariado: Saúdo-os cordialmente e ao mesmo tempo para comentar-lhes o seguinte:
A proposta de fazer um comunicado relacionado com a morte da irmã do ex-presidente Gaviria é bom, porém não estou em antecedente para dar opiniões. Só estou certo que o pleno de 2000 deixou como conclusão em seus planos o justiçamento de chefes políticos comprometidos na guerra contra o povo.
Sem mais, JE (‘Tirofijo’).


Quatro dias depois do crime contra os 11 deputados colombianos seqüestrados em 2002 e assassinados em 2007, que as FARC cinicamente disseram que foram “mortos em combate”, ‘Tirofijo’ escreve ao Secretariado para planejar o modo como vão informar o crime e “sair-se bem”.


22 de junho de 2007


Camaradas do Secretariado:
Creio que já tiveram a oportunidade de conhecer minhas opiniões enviadas ao camarada Alfonso span style="color:#3333ff;">>(Cano – um dos cabeças das FARC) com motivo do ocorrido para ver se entre todos conseguimos encontrar uma saída mais compreensível para o público e familiares, na qual morreram todos eles e se o segredo se mantém até o momento, me surgem duas propostas: a primeira é aprazar o comunicado por longo tempo até quando as duas partes estejam sentadas na mesa falando do tema do intercâmbio. A segunda, informar que a guarda dos prisioneiros desertou junto com eles e em sua perseguição por uma companhia caíram todos em meio do combate, cujos cadáveres estamos dispostos a entregar aos familiares (e foi exatamente isto que estes assassinos fizeram e a televisão mostrou), tendo em conta que os refrões dizem: “que estas são pisadas de afogado”. Porque os fatos são os fatos.
Confirmar a presença de operativos conjuntos exércitos-paras, etc. contra as FARC na região e de nossa parte mantendo o segredo inicial e ao mesmo tempo sustentando a versão de que uma força desconhecida assaltou o acampamento, onde mostremos o local da entrada e saída do grupo assaltante; nos salvamos, não importa o tipo de especialista em investigações. Isso quer dizer que se você, Alfonso, antes de permitir a entrada de comissões humanitárias para receber os restos dos deputados organiza e planeja tudo bem para efeito de investigações, sairemos bem livres apesar de semelhante campanha.


Seguem duas cartas: uma de Raúl e outra de Tirofijo, fazendo referência à Piedad Córdoba e ao “plano estratégico” que é a entrega de US$ 300 milhões por parte de Chávez às FARC, ambas no fim do ano passado. É nesta carta que o próprio Marulanda Tirofijo dá seu apoio à candidatura da Piedad Córdoba à presidência da República. Isto prova que as ligações entre Chávez e as FARC vão muito além de interesses “humanitários”.


23 de setembro de 2007


Camarada JE, camaradas do Secretariado: Saudação franternal.
Não tenho objeções e nem contribuições à nova carta do camarada para Chávez. De alta política chamá-lo para trabalhar em conjunto com as FARC.
Retifico minha proposta de delegar o camarada Iván Márquez para que em representação do Secretariado e acompanhado de Marco León ou Santrich, participe da entrevista clandestina com o presidente Chávez, com a missão de expor o plano estratégico...
Piedad me contou, pedindo nossa confidencialidade, que Chávez contribuiu para obras sociais em seu estado com 100 milhões. Se for assim, não seria descartável nós conseguirmos os 250 milhões do Plano.

Abraços Raúl.


20 de novembro de 2007


Camaradas Secretariado:
Saúdo-os cordialmente e ao mesmo tempo para o seguinte:
A informação enviada pelo camarada Iván M., assinalando os resultados do encontro na Venezuela com o presidente Chávez, Piedad e finalmente com Gabino são elementos indispensáveis de analisar por todo o Secretariado com suficiente atenção...
Em minha opinião, o objetivo fundamental consiste em melhorar e consolidar relações políticas e de boa vizinhança de acordo com as instruções e cisrcunstâncias do momento, a curto ou longo prazo; complemento ao Plano Estratégico se cumpriram no aspecto político e econômico com a contribuição de (300). Faltando estabelecer as condições se é um empréstimo ou por solidariedade, o que resolve um sério problema estratégico na luta contra a agressão gringa na cabeça de Uribe e à primeira vista dá a impressão que o homem está interessado em contribuir na causa bolivariana das FARC para conseguir fortalecer seu projeto geopolítico em vários países...
Agora vejamos a segunda parte relacionada com o intercâmbio humanitário... Creio que se conseguirmos e assim o espero, oxigenar o presidente Chávez o quanto antes possível com as provas de sobrevivência, vamos sair fortalecidos com sua ajuda independentemente se consiguimos ou não o intercâmbio.
Com respeito ao trabalho realizado por Piedad C. como facilitadora é importante e saudável por suas gestões e digno de ter em conta como aliada na luta para conseguir a liberdade dos prisioneiros de ambas as partes, inclusive Simón e Sonia, sem esquecer que ela é uma líder fiel ao partido liberal embora se o merece, anda buscando protagonismo e dividendos políticos para seu partido em uma futura campanha presidencial. Se ela na conveção liberal resultasse eleita como candidata de seu partido, teria a possibilidade de ser presidente da Colômbia com o nosso apoio. (...)
Na carta enviada por Piedad ao camarada Raúl, vejo esta mulher como amiga e trabalhadora pelo intercâmbio em união com o presidente Chávez, a quem adora profundamente, tem uma grande facilidade mental e de linguagem até para nomeá-la como chefe de aves de rapina aspirante à Presidência da República.


Como se pôde constatar, esta víbora comuna e moralmente desqualificada aproveita-se da miséria humana dos seqüestrados e de seus familiares debilitados emocionalmente, para impulsionar sua candidatura à presidência da Colômbia, com o falso argumento, também usado por Chávez e Correa, de “ajuda humanitária”.


E aqui a parte mais surpreendente. Não é nenhuma novidade que Gabriel García Márquez é comuna, que idolatra Fidel Castro (mas não quer morar na Ilha) e defende todos os projetos esquerdistas. Agora, que ele fez contato recentemente com o ELN e as FARC, para servir de intermediário entra as duas facções narco-terorristas, foi uma surpresa enorme. De fato, lembro de ter lido sobre a possibilidade desses dois bandos narco-terroristas se unirem num só, mas nunca acreditei que viesse a se concretizar pois nenhum deles iria querer perder suas posições de chefia e liderança na região. Vejam esta comunicação feita por Alfonso Cano, em agosto do ano passado.


23 de agosto de 2007


Camaradas do Secretariado. Minha saudação.

O ELN está muito interessado em terminar a guerra com as FARC e quer começar solicitando informação acerca de quais unidades do ELN estão aliadas com os paramilitares contra as FARC, para o Coce dar as instruções e ordens que possibilitem encerrar essas alianças. Apesar de que as conversações que o ELN teve com Iván Márquez, não foi (sic) muito fraterna nem fluida, o ELN quer que as FARC saibam que o ELN não será nunca martelo, nem aríete contra as FARC. Que o melhor que pode ocorrer é um caminho unido entre as duas organizações para uma negociação política.
Os democratas dos USA, na Colômbia, que antes estavam na Venezuela, dizem ter uma clara postura para uma negociação política com as FARC. García Márquez está encarregado dessa intermediação com as FARC por conta dos USA e estes querem que o Panamá seja o país através do qual se fale com as FARC. Para isso, García Márquez já transmitiu essa solicitação a Torrijos e este aceitou. Clinton disse a García Márquez, em Cartagena: “quero ter uma tarefa pessoal Quero ajudar a Colômbia. É preciso buscar um acordo com as FARC”. O senador McGovern disse a García Márquez que Bush quer fazer da Colômbia o que era a Alemanha Ocidental frente à Europa socialista e é preciso impedí-lo. Disse além disso que o analista político especialista em Colômbia dos democratas é Adam Isackson.
Alfonso Cano.


Comentários e traduções: G. Salgueiro



domingo, 9 de março de 2008



Na última edição do Notalatina eu comparei Rafael Correa com uma prostituta com décadas de bordel que se ofende com um gesto vulgar de um cliente, como se se tratasse de uma donzela pudica; e não exagerava. Ocorre que a Interpol em Bogotá informou que em 27 de junho de 2007 enviou às autoridades equatorianas a informação de que Raúl Reyes estava na localidade de Santa Rosa de Sucumbíos, Equador, exatamente onde foi encontrado o acampamento – que nada tinha de provisório, como ficou demonstrado na edição passada – onde foram abatidos Raúl Reyes e mais 17 terroristas (ver gráfico da operação).


Ainda compondo esta alegoria – da prostituta ofendida -, some-se o “barraco” armado por Correa alegando invasão da soberania territorial do seu país, para promover um “massacre a pessoas indefesas enquanto dormiam”. Outra mentira descabida porque, em primeiro lugar, não eram “pessoas indefesas” mas terroristas sanguinários fortemente armados e que travaram combate corpo-a-corpo com os militares colombianos, como pode-se ouvir nas rajadas de metralhadoras neste vídeo liberado pelo Ministério de Defesa da Colômbia, feito no momento da invasão ao acampamento pelos próprios militares da “Operação Fenix”. Segundo o comunicado emitido pelo Ministério da Defesa colombiano, “Com as coordenadas, a Força Aérea Colombiana procedeu a atacar o acampamento desde o lado colombiano, tendo sempre em conta a ordem de não violar o espaço aéreo equatoriano”. O embaixador da Colômbia ante a OEA, Camilo Ospina, confirmou: “As bombas foram disparadas da Colômbia, a uma distância aproximadamente entre 3 a 5 milhas da fronteira”.


E o cúmulo do cinismo da vestal ofendida de que não sabia de nada - como um certo ‘cumpanhêro’ do Foro de São Paulo -, fica demonstrado nesta correspondência de Raúl Reyes para os camaradas do Secretariado das FARC, datada de 18 de janeiro de 2008, da qual destaco alguns pontos (com a numeração constante na correspondência):


2. “Atendemos visita do Ministro de Segurança do Equador, Gustavo Larrea, doravante ‘Juan’, que em nome do presidente Correa trouxe saudações para o Camarada Marulanda e o Secretariado”. Expôs o seguinte:
1. Interesse do presidente de oficializar as relações com a direção das FARC através de Juan;
4. Ratificam sua decisão política de negar-se a participar do conflito interno da Colômbia com apoios ao governo de Uribe. Para eles, as FARC são organização insurgente do povo...;
11. Solicitam de nosso chefe e do secretariado uma contribuição que impulsione sua gestão em favor da permuta, que pode ser entregue ao presidente Correa, o filho do professor Moncayo ou algo que permita dinamizar seu trabalho político;
12. Dariam documentação e proteção a um nosso, para que adiante em seu país o trabalho de relacionamento, que a seu critério deve ser discreto por riscos de uma captura ou assassinato por parte de agente de Uribe”.


Chega. Este moleque cínico manda um seu ministro negociar com o chefão das FARC – levando saudações -, objetivando unicamente melhorar sua imagem política; afirma interesse em estreitar relações com o bando terrorista; oferece documentos falsos para que um terrorista transite legalmente entre seus compatriotas e depois quer posar de vítima agredida nessa história sórdida e imoral? E este sujeitinho abjeto não tem um pingo de constrangimento em usar a vida um refém para fins pessoais e ainda tem a cara de pau de chamar isto de “gesto humanitário”?


A farsa do “não sabia” não pára por aí. Na terça-feira passada o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, fez uma intervenção no Senado daquele país para explicar o caso da “violação do território equatoriano” e informou a quantidade de vezes que notificou as autoridades equatorianas sobre a presença das FARC em seu país. Segundo Santos, desde o ano de 2004 documentaram-se 39 casos nos quais membros das FARC atacaram a Força Pública colombiana desde o outro lado da fronteira. Neles, resultaram mortos 20 soldados e policiais, 16 feridos e 1 soldado foi seqüestrado. O mais grave foi o ataque a Teteyé, Putumayo.


Desde 2006 até a presente data, foram enviadas 11 cartas através da COMBIFRON (Comissão Binacional de Fronteira – integrado por policiais, militares e representantes das chancelarias do Equador e Colômbia) ao governo equatoriano sobre a presença das FARC nesse país, ou do ataque a membros das Forças Militares e Polícia da Colômbia. O Equador negou essa presença e em outras ocasiões sequer respondeu. O governo colombiano enviou 10 comunicações a autoridades equatorianas e 16 notificações, todas elas sobre a presença das FARC naquele país mas só algumas foram respondidas. O Ministério de Relações Exteriores da Colômbia enviou 8 comunicações, a primeira datada de 13 de abril de 2007 e a última de 25 de fevereiro de 2008; uma delas é sobre o ataque a membros da Polícia em Puente Internacional Río San Miguel, desde o Equador. A Armada também registrou contatos desde o lado equatoriano: 31 informes desde abril de 2004, até 4 de fevereiro de 2008. Observem que as datas dos últimos informes, tanto da chancelaria quanto da Armada, são posteriores ao contato de “Juan” (Gustavo Larrea) com as FARC e, ainda assim, Correa nega seus vínculos com o bando terrorista e alega que não sabia de nada.


Então veio a XX Cúpula de Presidentes do Grupo do Rio e os fanfarrões Correa & Chávez começam a baixar o tom, a ficar pianinho, pianinho depois que Uribe ameaçou denunciar Chávez perante a Corte Penal Internacional. Chávez pode ser tudo menos burro. Ele sabe que as acusações que pesam sobre ele, depois de conhecidos os documentos constantes dos computadores de Raúl Reyes, são gravíssimas e ele poderia ser condenado. Vejam estes dois vídeos: num deles o governador de Maracaibo, Giancarlo Di Martino, entregando suprimentos a guerrilheiros do ELN como se fossem de fato amigos; isto não foi noticiado no Brasil e na Venezuela o caso foi rapidamente abafado. O outro é de um guerrilheiro desertor, de codinome “Argemiro”, contando que parte dos fuzis AK 47 comprados por Chávez, foram para prover as guerrilhas das FARC. Ambos os fatos ocorreram no começo deste ano.


Chávez deve ter falado para seu boneco de ventríloco, Correa, que a situação deles estava insustentável então, depois de vociferar uma montanha de ameaças e imprecações no primeiro momento da Cúpula (faço aqui um parênteses: o mundo inteiro noticiou que Chávez havia mandado tropas e tanques para as fronteiras com a Colômbia, mas um repórter da CNN em Espanhol disse na sexta-feira passada, que visitou todas as cidades fronteiriças e a única coisa que houve foi o fechamento das fronteiras; os moradores não viram um só soldado, muito menos guarnições ou tanques. Outra basófia do fanfarrão!), quando Uribe teve direito à réplica colocando muito competentemente os pingos nos “ii”, apareceu um novo Chávez, todo conciliador e amigo, dizendo: “Vamos, homem, resolvamos isto e vejamos como completamos a troca humanitária!”. Mesmo assim, fez algumas solicitações e justificativas tentando tapar o sol com a peneira. Acusou o governo de Bush de estar por trás do conflito porque está de olho no petróleo da Faixa do Orinoco; pediu a Rafael Correa para se envolver na troca humanitária porque ‘podia ser que alguns dos seqüestrados fossem libertados no Equador’ (e não foi isto exatamente que foi pedir o “camarada Juan” a Marulanda?); que sendo soldado patrulhou em território colombiano porque as tropas venezuelanas participavam do conflito com as FARC.


Em outro momento Chávez diz que vai pedir às FARC que deixem a guerrilha para poder se transformar em partido político. Esta é uma jogada infame que nem Uribe nem a OEA podem aceitar porque, como partido político, este bando terrorista passa a ser uma organização legal e ter reconhecimento internacional mas vão continuar com o tráfico de drogas, o aliciamento de menores e tampouco vão abandonar a guerrilha. O plano é macabro e pretende lançar a candidatura à Presidência da República da Colômbia em 2010, da desqualificada “bolivariana” senadora Piedad Córdoba – que recebeu do próprio Chávez a nacionalização como venezuelana -, com o apoio das FARC já como partido político legal.


Depois disso o clima no encontro passou a ser o de “conciliação” com Chávez, Correa e Uribe se cumprimentando, selando o fim do conflito. Entretanto, o documento final da cúpula incluía um pedido formal de desculpas da Colômbia porém sem a condenação explícita do resto dos países. Segundo o texto, “a presença das FARC no território equatoriano era clandestina”. Parece uma boa solução mas os grandes vencedores deste conflito foram Correa e Chávez, uma vez que Uribe prometeu esquecer a ameaça de denunciar Chávez ante a Corte Penal Internacional. Não resta dúvida de que houve uma costura bem feita em que Uribe conseguiu evitar – por agora – uma guerra civil no continente que poderia ter conseqüências muito imprevisíveis, considerando que ele está praticamente isolado por não pertencer ao Foro de São Paulo, na verdade, o grande interessado nesse conflito e em proteger e promover criminosos narco-terroristas. Ficou claro, também, a superioridade de Uribe - em todos os sentidos –, mostrando que a Colômbia sim, tem um estadista, um homem digno, corajoso e firme do qual todos devem se orgulhar.


A nota dissonante (para alguns) nesse imbroglio, é a postura do Brasil ante fatos tão graves que quase nos levaram a uma guerra de conseqüências imprevisíveis. Amorim, o chanceler escalado para posar de pacificador, preferiu ficar em cima do muro mas deixando um recado meio velado a Bush de que “este é um conflito regional” onde os Estados Unidos não devem se meter. Ao lado disso, Lula foi o único presidente do bloco do Grupo do Rio que preferiu amenidades a ter que enfrentar a situação com um homem: acovardou-se solenemente porque ali não haveria como esconder suas preferências pelos parceiros no Foro de São Paulo – Chávez, Correa, Ortega -, mas também não poderia se queimar perante o mundo negando apoio a “meu amigo Uribe”. Covardia, omissão vergonhosa, cumplicidade com o narco-terrorismo, são as únicas justificativas que encontro; aliás, ficou visivel na fisionomia constrangida de Lula ao receber Correa em sua visita relâmpago ao Brasil, sem poder condenar oficialmente o governo da Colômbia.


E quando eu estava fechando esta edição recebi de um amigo uma matéria publicada hoje, pelo jornal El Universal, informando que documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes revelam prováveis vínculos das FARC na campanha eleitoral de Correa em novembro de 2006. Lembro que na ocasião eu afirmei minha certeza na vitória deste candidato porque ele, como tantos outros esquerdistas da América Latina, era o candidato do Foro de São Paulo e, conseqüentemente, das FARC. Uma das cartas encontradas é datada de 17 de setembro de 2006, antes do primeiro turno, cuja eleição ocorreu em 15 de outubro desse ano.


Segundo a publicação, trata-se de uma carta enviada por Raúl Reyes a Tirofijo em que o guerrilheiro ‘02” diz: “em nota enviada ao Secretariado explico sobre a ajuda à campanha de Rafael Correa de acordo com sua instrução”. Outra carta, datada de 12 de outubro de 2006, é uma enviada por Marulanda a Reyes, em que este indica que “o Secretariado está de acordo em proporcionar a ajuda aos amigos do Equador”. E mais adiante “A minha (de Marulanda) proposta foi a de 20.000 dólares, Jorge (seria Briceño, o “Mono Jojoy”?) propõe 100.000 dólares e oferece 50.000 e me autorizou para consegui-los com Joaquín (Joaquín Gómez, substituto de Reyes?) e fazê-los chegar até você. Se você tem a possibilidade de consegui-los emprestado com uma Frente [das FARC] enquanto começamos a fazê-los chegar para reembolsá-los, melhor. Aos amigos lhes pode fazer saber imediatamente antes que seja tarde, a quantia da ajuda e com esta notícia eles podem trabalhar conseguindo um empréstimo enquanto chega o nosso para cancelar o empréstimo”, acrescenta o chefe máximo da guerrilha.


Uma dessas cartas foi lida por Uribe durante a cúpula, de frente para Correa, que de imediato rechaçou a versão qualificando-a de “infâmia”. Bem, espernear é fácil; quero ver provar que é mentira, pois amanhã chegam membros da Interpol de várias partes do mundo para analisar a autenticidade dos documentos encontrados nos computadores de terrorista Raúl Reyes. Bem, será que vão encontrar também as doações que Oliverio Medina teria supostamente feito ao PT, para a eleição de Lula em 2002? Se calhar, foi por isso – além de serem “cumpanhêros” no Foro de São Paulo – que o governo brasileiro concedeu status de “refugiado político” a este terrorista criminoso das FARC...
Fiquem com Deus e até a próxima!


Vídeo do Ministério da Defesa da Colômbia, colhido do site Defesa Net. Comentários e traduções, Graça Salgueiro.




sexta-feira, 7 de março de 2008







A edição do Notalatina de hoje traz – propositalmente - fotos chocantes mas que são necessárias para desmascarar o mito do “mártir” revolucionário “massacrado indefeso enquanto dormia”, segundo palavras do presidente do Equador, Rafael Correa, e de toda a “cumpanhêrada” e mídia chapa branca. Muito já se falou e revelou sobre a morte de Raúl Reyes mas há coisas que ainda parecem um tanto nebulosas e/ou mal explicadas. Uma delas, por exemplo, é a exacerbada atitude de Chávez tomando as dores de um suposto conflito que nada tinha a ver com seu país. A outra, é a súbita mudança de comportamento de Correa que aceitou no primeiro momento as explicações de Uribe, e depois passou a se comportar como uma prostituta que se visse ofendida por um cliente lhe passar a mão no traseiro, depois de décadas trabalhando no bordel; todos têm o rabo muito preso, como verão a seguir.


Vamos aos fatos. As duas cabeças no alto da página são, respectivamente, a do narco-terrorista Raúl Reyes, dono de uma extensa ficha criminal que, dentre outras coisas, consta em seu haver seqüestros de meninas desde os nove anos de idade para satisfazer seus apetites sexuais. Este tarado assassino mantinha as meninas acorrentadas em árvores para serem seviciadas por ele e pela cúpula das FARC, segundo denúncia dessas vítimas, uma das quais fora capturada com 12 anos e aos 16 conseguiu fugir. Contra ele pesavam, segundo a Procuradoria Geral da Colômbia, mais de 100 processos pelos delitos de terrorismo, sedição, seqüestro com fins terroristas, assassinato, homicídio agravado, narcotráfico, rebelião, lesões pessoais e porte ilegal de armas, bem como 30 ordens de captura.


Alguns de seus atos mais bárbaros, registrados desde o ano de 1991 até o fim do ano passado, são:
- Ataque à base militar de Patascoy, em dezembro de 1997, no qual morreram 10 militares, 18 foram seqüestrados e 8 ficaram feridos;
- Condenado pelo seqüestro e posterior assassinato da ex-ministra da Cultura, Consuelo Araújo Noguera;
- Morte do congressista Diego Turbay Cote, sua mãe e quatro pessoas mais, em 29 de dezembro de 2002;
- Assassinato do monsenhor Isaías Duarte Cancino, em 16 de março de 2002;
- Acusado da produção, comercialização e tráfico organizado da Colômbia para as selvas do Brasil;
- Atentados em Bogotá, contra a posse do presidente Álvaro Uribe, em 2002;
- O massacre de Bojayá, na qual perderam a vida 119 pessoas, entre elas 45 menores de idade;
- Atentado terrorista contra o Clube El Nogal, em Bogotá, no qual morreram 36 pessoas e deixou uma centena de feridos;
- Abusos, seqüestros e recrutamento de menores na antiga zona de distensão;
- Atentado com uma bicicleta bomba, em que um garoto de 12 anos foi feito em pedaços que voaram pelos ares, em 25 de janeiro no bairro de Fatima, ao sul de Bogotá;
- Seqüestro em 2002 e assassinato em 2007 de 11 dos 12 deputados de Valle.


E apesar de viver no meio da mata, este psicopata de fala mansa e sorriso fácil era proprietário de várias fazendas em nome de pessoas próximas à sua familia - que ele não era burro! -, gostava de bebidas caras, era o único a ter uma espaçosa e confortável cama e três notebooks, além de possuir um caríssimo relógio Rolex, que inclusive usava quando foi morto. Teve o que procurou e já foi tarde!


E a outra cabeça, de quem é? Qual a ficha policial desta pessoa? Nenhuma. Esta cabeça pertencia a uma criança. Um menino que foi barbaramente torturado, enforcado e depois teve o pescoço cortado (como se vê no detalhe) porque seus pais não quiseram (ou não puderam) pagar o resgate. Sobre seu corpinho sem vida havia um bilhete cínico e perverso dando conta disto. Mas a imprensa não divulgou. A bruxa comuna Hebe de Bonafini não chorou, como chora pelos terroristas argentinos mortos em confronto que ela chama de “jovens idealistas”. Os “camaradas” não viram nisso nenhum “massacre a um inocente”, nem houve passeatas ou atos de repúdio. Como este menino, um sem-número de outros são assassinados ou ficam mutilados por causa das minas terrestres.


Agora, a pergunta que está intrigando muita gente, é: por que Chávez se meteu numa confusão que não era dele e por que Correa mudou de comportamento em relação à informação de Uribe? Bem, muita gente já sabia há tempo das ligações de Chávez com as FARC, e não somente por causa dos tais “acordos humanitários” como ele gosta de alegar, pois desde dezembro de 2006 eu informei aqui neste blog que vários terroristas farianos haviam recebido passaporte e identidade como venezuelanos dados pelo próprio governo, inclusive Ricardo (ou Rodrigo) Granda, que tem propriedades na Venezuela com escritura legalizada e tudo o mais. Também neste artigo “Prêmio Nobel da Paz para as FARC?”, que escrevi em 11 de janeiro para o Mídia Sem Máscara, apontei várias provas do envolvimento mais que amistoso, cúmplice, entre Chávez e as FARC. Entretanto, a apreensão dos computadores de Raúl Reyes ofereciam as provas primárias, aquelas originais recolhidas diretas da fonte. E Chávez sabia disso e sabia também que os vínculos entre o governo do Equador e o alto Comando das FARC estavam lá, em mensagens trocadas entre eles todos.


Em mensagem recebida de minhas fontes venezuelanas chegaram revelações surpreendentes. Nela, o informante inflitrado no governo relata o desespero e histerismo de Chávez quando tomou conhecimento da morte do parceiro e amigo, nos negócios e no Foro de São Paulo, Raúl Reyes, e informa o que segue:
- Chávez, excitado com o êxito do resgate dos quatro reféns colombianos, não resistiu à tentação de agradecer a Raúl Reyes pela libertação – recompensada por 4.5 milhões de dólares por refém – e insistiu em que “agora é a vez de Ingrid Betancourt, meu irmão!”. Isto foi dito através de rádio-telefone-satélite a Reyes, rompendo a rigorosa precaução de silêncio de rádio-comunicações por 72 horas depois da liberação. Na primeira tentativa Reyes não atendeu; Chávez continuou ligando e deu o código de segurança urgente o que faria com que Reyes atendesse.
- Esta violação de silêncio de rádio foi fatal. Na Sala Situacional de Miraflores acreditam que o Pentágono (ou o serviço de Inteligência colobiano que trabalha com equipamentos sofisticadíssimos vindos dos Estados Unidos) detectou com precisão as coordenadas em minutos e segundos, do local onde o terrorista e seus acompanhantes estavam acampados em território equatoriano, controlado pelo governo desse país.
- Rodríguez Chacin em seu regresso a Miraflores recriminou Chávez por sua imprudência presumindo o que poderia acontecer, porém Chávez o rechaçou e por isso Chacin não apareceu mais na mídia desde então.
- Agora Chávez reconhece sua imprudência e maldiz a todo mundo a cada minuto. Ele é o grande culpado de que Raúl Reyes tenha sido localizado, atacado e abatido. Ele reage como louco pela culpa da morte de seu íntimo camarada, ameaçando o governo colombiano. Mobiliza as Forças Armadas para a fronteira para maior garantia de que não se produza outra ofensiva de surpresa que possa liquidar com Marulanda. As FAN ainda não sabem direito o que se passa e porquê estão sendo deslocados, obedecendo como robôs a um louco aliado do narco-tráfico das FARC, sem saber como mobilizar tanques pesados por pontes que estão caindo.
- Chávez se aproveitará do desenvolvimento de um conflito com a Colômbia para decretar estado de emergência e suspender garantias constitucionais. Previram esta loucura sugerida pelo G2 cubano: qualquer mínimo ataque de fogo procedente das Forças colombianas, Chávez mandaria destruir e incendiar alguns poços petroleiros no Lago, para acusar Uribe de atacar objetivos não-militares e obter o ansiado apoio de toda a população venezuelana. Assim está estabelecido como segredo máximo na Sala Situacional.


Depois de falar com Chávez, que o alertou a partir para o ataque contra Uribe, Correa passou a agredir o governo da Colômbia e a acusá-lo de ameaçar a soberania nacional por “invadido seu espaço territorial”. Em entrevista à CNN em Espanhol Correa afirmou que suas fronteiras eram muito bem vigiadas, entretanto, não sabia que havia acampamento das FARC em seu território que não tinha nada de provisório, pois até antena da Directv havia, conforme se viu nas fotos. Como já estavam em andamento negociações entre o governo do Equador, através de seu Ministro da Defesa Gustavo Larrea, e as FARC, a revista “Resitencia”, órgão de difusão do bando emitiu o primeiro comunicado que dizia: “Por agora podemos assegurar que as afirmações mendazes do governo [da Colômbia], onde asseguram que nossos camaradas faziam presença na irmã república do Equador, são pouco menos que uma infâmia”.


Entretanto, esta “infâmia” é logo desmascarada pelo ataque histérico de Chávez - que acabou passando recibo -, ao reclamar a invasão do governo colombiano ao país vizinho – mesmo tratando-se de uma situação excepcional -, ao tempo em que ele próprio se metia em assuntos internos de outro país. E quanto mais se remexe nesse esgoto mais provas incriminatórias aos governos equatoriano e venezuelano aparecem. Luis Eladio Pérez, um dos seqüestrados recém-libertados, afirmou que a guerrilha o manteve um tempo nesse país, que a comida era equatoriana, a dinamite era equatoriana e a munição idem. Além disso, a afirmação de Correa de que seu ministro estava tratando de realizar “acordos humanitários” com o bando terrorista o compromete mais ainda porque, conforme declarações do embaixador colombiano perante a OEA, Camilo Ospina, se o Equador queria servir de mediador, que entrasse em contato com o governo da Colômbia que daria o aval ou não, como fez com Chávez. Considerando que era mesmo este o interesse de Correa, esta atitude significa ingerência nos negócios de outro país mas o mundo inteiro, inclusive o Brasil, resolveu acusar a Colômbia e apoiar os delinqüentes.


A jornalista venezuelana Patricia Poleo, afirma que dentro do Fuerte Tiuna existe uma instalação pertencente à Direção de Inteligência Militar (DIM), chamada “Manzanares”, perto da estação Pedra Azul, dento do bosque de pinhos. Ali funcionou durante muitos anos uma estação de escuta de nível estratégico na qual se monitorava a área do Caribe. Há aproximadamente 3 anos esta instalação foi desmantelada e convertida em uma base de operações de Ramón Rodríguez Chacín. A parte superior foi convertida em dormitório e o térreo no escritório e sala de operações do agora ministro do Interior e Justiça.


No período em que não se tinha notícias de Chacín, ele se encontrava operando ali obedecendo ordens diretas de Chávez. O mais grave, entretanto, não é isso. Ali se hospedam os líderes das FARC, entre eles Iván Márquez. Há tempo eles se deslocam por via aérea, por isso foi construído também um heliporto. São realizadas várias viagens diretas de “Manzanares” até uma fazenda em Barinas (não por coincidência, a terra natal de Chávez) que se supõe ser de propriedade de Chacín (e que se especula que é onde está o camarada Marulanda), e também onde pairam fortíssimas suspeitas de que foi para lá que enviaram os 6 políticos recém-libertados para um regime de engorda e melhorar a aparência. A custódia da estação está a cargo de gente que responde diretamente ao ministro de Interior e Justiça Rodríguez Chacín. Todo o pessoal militar foi retirado do local por ordens de Chávez; Hugo Carvajal, codinome “El Pollo” e diretor da DIM, está a par de tudo isto. Em “Manzanares” funciona um sistema de comunicações encriptadas com as FARC através de rádios HF.


“El Pollo” mantém os contatos mais quentes com a hierarquia das FARC, em especial com Germán Briceño, codinome “Grannoble” (irmão de “Mono Jojoy”) e é expert em questões ideologicamente revolucionárias com o método da tortura. As pessoas muito próximas de Chávez são pouquíssimas mas um desses mais íntimos, leais e a quem Chávez tem mais confiança é o general Hugo Armando Carvajal Barrios, o “cérebro” da Inteligência venezuelana. Agências de Inteligência internacionais têm quase como certo de que foi Carvajal quem forneceu proteção e documentos de identificação a guerrilheiros e narco-traficantes da Colômbia em território venezuelano – incluindo o há pouco assassinado Wílber Varela, codinome “Jabón” – tudo com o apoio e conhecimento do governo chavista. Um comissário da DISIP (polícia política) acrescentou que Carvajal deu documentos falsos aos irmãos colombianos Didier e Yesid Ríos que desde outubro de 2007 vivem em Ilha Margarita e lá contam com segurança permanente de membros da DGI, designados por Carvajal. Esses irmãos fazem parte de uma família que trabalhou durante anos para o comandante da Frente 16, Tomás Medina Caracas, codinome “Negro Acacio”, no envio de drogas e lavagem de dinheiro.


Em julho do ano passado o general Carvajal foi alertado de que um informante de sobrenome Rodríguez vinha fornecendo informações à DEA sobre os nexos que um industrial venezuelano, próximo ao governo, mantinha com narco-terroristas. Carvajal deu ordem a uma equipe de homens do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC) que o seqüestraram, torturaram e assassinaram. Mais grave do que isto, entretanto, foi a tortura e assassinato do Capitão Camilo González e do Cabo Gregorio Martínez, do Exército colombiano na sede da Guarda Nacional (GN) em Santa Barbara, estado de Zulia. Um oficial da GN que prestava serviço na guarnição onde foram assassinados os militares relata:


“Os que descobriram os militares colombianos e se dão conta de que eles estão fazendo inteligência são oficiais da Polícia de Santa Barbara. Eles os capturaram e os levaram à sede do Destacamento de Apoio Aéreo número 1 da Guarda Nacional. De lá, eles comunicam a captura ao general Carvajal que envia um coronel da DIM; é ele quem se encarrega de torturar os colombianos durante vários dias. Em alguns interrogatórios esteve presente um guerrilheiro que nos disseram que era do ELN. Depois de tirar deles toda a informação, o coronel chamou o general Carvajal para saber o que faziam com eles; Carvajal dá a ordem de executá-los. Fez isto porque sabia que, como eles estavam em uma atividade de espionagem, o governo da Colômbia não podia protestar e, além disso, era uma mensagem clara aos militares colombianos do que espera aos que forem descobertos aqui na Venezuela. O oficial afirmou que o coronel encarregado da tortura é um homem de confiança de Carvajal e desde 2005 se converteu num contato-chave da DIM com a guerrilha colombiana. Diz o oficial: “Ele sempre foi mais próximo do ELN do que das FARC, tanto que se referiam a ele como ‘Comandante Raúl’”.


Quanto ao tenebroso ministro do Interior, Rodríguez Chacín, as agências de Inteligência colombianas têm um enorme dossiê sobre suas atividades permanentemente atualizado; conhecem todos os seus passos, seus contatos com os terroristas das FARC e ELN, negócios que faz. Da última informação posta, em janeiro de 2008, uma é de extrema gravidade e de fundamental importância para o Brasil. Diz o seguinte: “O Governo venezuelano, sob sua direção pessoal, trabalha na estruturação e criação, na Venezuela e posteriormente em outros países como Colômbia, Equador Brasil e Nicarágua, de uma organização de fachada chamada ‘Batalhão Socialista Internacional A Pátria Grande’, o qual na realidade será um agrupamento chamado ‘Comando Específico Bolivariano’, dirigido aos serviços de inteligência e integrantes das Redes Bolivarianas, para estender o processo chavista”. A respeito das “Redes Bolivarianas” recomendo a leitura do artigo “Círculos Bolivarianos no Brasil”, escrito em 26 de outubro do ano passado, do historiador Carlos I. S. Azambuja para o Mídia Sem Máscara.


É gente como esta que tem o descaramento em falar da “violência de Uribe”, de “soberania ameaçada”, de “ingerência em assuntos internos de outro país” e mais um monte de estupidez para esconder seus próprios crimes, acusando-o daquilo que eles praticam. É também indignante e nauseabundo ver o comportamento do governo brasileiro com o trio mefistofélico Lula+MAG+Celso Amorim, posando de “pacificadores” muito dignos e honrados, sobretudo quando estes mesmos elementos apóiam desde há 18 anos os guerrilheiros das FARC e ELN, o narcotráfico e crimes de seqüestro e assassinato, pois são todos “camaradas” no Foro de São Paulo do qual o cínico Lula é fundador junto com a múmia assassina Fidel Castro.


Neste vídeo aqui, durante o programa “Alô, Presidente!” nº 306, Chávez demonstra todo o seu horror pela morte do cúmplice na imensidão de crimes contra pessoas inocentes, e destila seu veneno sobre o governo da Colômbia e do “império”. Mas também revela o que Lula esconde há 18 anos do povo estúpido que o elegeu, que foi onde conheceu e como se tornou amigo das FARC e de Lula. Se alguém ainda tem dúvidas do porquê Lula está tão pianinho em público, depois da morte do número 2 das FARC, e porque quer a todo custo evitar um confronto entre Equador, Venezuela e Colômbia não acreditem nas minhas palavras; leiam a documentação completa do Foro de São Paulo que lá vocês vão descobrir quem são os participantes, como e quem dessa organização se elegeu e quais são seus planos e metas para a América Latina. Estão lá Lula, Rafael Correa, Chávez, Daniel Ortega, Evo Morales, Fidel Castro, todos esses que, fingindo uma honra ultrajada, querem a cabeça de Uribe em bandeja de prata.


Meus votos muito sinceros são: já que foi dado ao FBI o direito de fazer uma devassa nos computadores de Raúl Reyes, que encontrem também correspondências dos membros do Partido-Estado, do seboso Marco Aurélio Garcia ou do “pacifista” Lula trocadas com as FARC, para que a farsa de que este elemento é a pessoa mais indicada, por ser um “grande democrata”, para apaziguar os arroubos de Chávez na região, finalmente seja desmascarada. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro