domingo, 9 de março de 2008



Na última edição do Notalatina eu comparei Rafael Correa com uma prostituta com décadas de bordel que se ofende com um gesto vulgar de um cliente, como se se tratasse de uma donzela pudica; e não exagerava. Ocorre que a Interpol em Bogotá informou que em 27 de junho de 2007 enviou às autoridades equatorianas a informação de que Raúl Reyes estava na localidade de Santa Rosa de Sucumbíos, Equador, exatamente onde foi encontrado o acampamento – que nada tinha de provisório, como ficou demonstrado na edição passada – onde foram abatidos Raúl Reyes e mais 17 terroristas (ver gráfico da operação).


Ainda compondo esta alegoria – da prostituta ofendida -, some-se o “barraco” armado por Correa alegando invasão da soberania territorial do seu país, para promover um “massacre a pessoas indefesas enquanto dormiam”. Outra mentira descabida porque, em primeiro lugar, não eram “pessoas indefesas” mas terroristas sanguinários fortemente armados e que travaram combate corpo-a-corpo com os militares colombianos, como pode-se ouvir nas rajadas de metralhadoras neste vídeo liberado pelo Ministério de Defesa da Colômbia, feito no momento da invasão ao acampamento pelos próprios militares da “Operação Fenix”. Segundo o comunicado emitido pelo Ministério da Defesa colombiano, “Com as coordenadas, a Força Aérea Colombiana procedeu a atacar o acampamento desde o lado colombiano, tendo sempre em conta a ordem de não violar o espaço aéreo equatoriano”. O embaixador da Colômbia ante a OEA, Camilo Ospina, confirmou: “As bombas foram disparadas da Colômbia, a uma distância aproximadamente entre 3 a 5 milhas da fronteira”.


E o cúmulo do cinismo da vestal ofendida de que não sabia de nada - como um certo ‘cumpanhêro’ do Foro de São Paulo -, fica demonstrado nesta correspondência de Raúl Reyes para os camaradas do Secretariado das FARC, datada de 18 de janeiro de 2008, da qual destaco alguns pontos (com a numeração constante na correspondência):


2. “Atendemos visita do Ministro de Segurança do Equador, Gustavo Larrea, doravante ‘Juan’, que em nome do presidente Correa trouxe saudações para o Camarada Marulanda e o Secretariado”. Expôs o seguinte:
1. Interesse do presidente de oficializar as relações com a direção das FARC através de Juan;
4. Ratificam sua decisão política de negar-se a participar do conflito interno da Colômbia com apoios ao governo de Uribe. Para eles, as FARC são organização insurgente do povo...;
11. Solicitam de nosso chefe e do secretariado uma contribuição que impulsione sua gestão em favor da permuta, que pode ser entregue ao presidente Correa, o filho do professor Moncayo ou algo que permita dinamizar seu trabalho político;
12. Dariam documentação e proteção a um nosso, para que adiante em seu país o trabalho de relacionamento, que a seu critério deve ser discreto por riscos de uma captura ou assassinato por parte de agente de Uribe”.


Chega. Este moleque cínico manda um seu ministro negociar com o chefão das FARC – levando saudações -, objetivando unicamente melhorar sua imagem política; afirma interesse em estreitar relações com o bando terrorista; oferece documentos falsos para que um terrorista transite legalmente entre seus compatriotas e depois quer posar de vítima agredida nessa história sórdida e imoral? E este sujeitinho abjeto não tem um pingo de constrangimento em usar a vida um refém para fins pessoais e ainda tem a cara de pau de chamar isto de “gesto humanitário”?


A farsa do “não sabia” não pára por aí. Na terça-feira passada o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, fez uma intervenção no Senado daquele país para explicar o caso da “violação do território equatoriano” e informou a quantidade de vezes que notificou as autoridades equatorianas sobre a presença das FARC em seu país. Segundo Santos, desde o ano de 2004 documentaram-se 39 casos nos quais membros das FARC atacaram a Força Pública colombiana desde o outro lado da fronteira. Neles, resultaram mortos 20 soldados e policiais, 16 feridos e 1 soldado foi seqüestrado. O mais grave foi o ataque a Teteyé, Putumayo.


Desde 2006 até a presente data, foram enviadas 11 cartas através da COMBIFRON (Comissão Binacional de Fronteira – integrado por policiais, militares e representantes das chancelarias do Equador e Colômbia) ao governo equatoriano sobre a presença das FARC nesse país, ou do ataque a membros das Forças Militares e Polícia da Colômbia. O Equador negou essa presença e em outras ocasiões sequer respondeu. O governo colombiano enviou 10 comunicações a autoridades equatorianas e 16 notificações, todas elas sobre a presença das FARC naquele país mas só algumas foram respondidas. O Ministério de Relações Exteriores da Colômbia enviou 8 comunicações, a primeira datada de 13 de abril de 2007 e a última de 25 de fevereiro de 2008; uma delas é sobre o ataque a membros da Polícia em Puente Internacional Río San Miguel, desde o Equador. A Armada também registrou contatos desde o lado equatoriano: 31 informes desde abril de 2004, até 4 de fevereiro de 2008. Observem que as datas dos últimos informes, tanto da chancelaria quanto da Armada, são posteriores ao contato de “Juan” (Gustavo Larrea) com as FARC e, ainda assim, Correa nega seus vínculos com o bando terrorista e alega que não sabia de nada.


Então veio a XX Cúpula de Presidentes do Grupo do Rio e os fanfarrões Correa & Chávez começam a baixar o tom, a ficar pianinho, pianinho depois que Uribe ameaçou denunciar Chávez perante a Corte Penal Internacional. Chávez pode ser tudo menos burro. Ele sabe que as acusações que pesam sobre ele, depois de conhecidos os documentos constantes dos computadores de Raúl Reyes, são gravíssimas e ele poderia ser condenado. Vejam estes dois vídeos: num deles o governador de Maracaibo, Giancarlo Di Martino, entregando suprimentos a guerrilheiros do ELN como se fossem de fato amigos; isto não foi noticiado no Brasil e na Venezuela o caso foi rapidamente abafado. O outro é de um guerrilheiro desertor, de codinome “Argemiro”, contando que parte dos fuzis AK 47 comprados por Chávez, foram para prover as guerrilhas das FARC. Ambos os fatos ocorreram no começo deste ano.


Chávez deve ter falado para seu boneco de ventríloco, Correa, que a situação deles estava insustentável então, depois de vociferar uma montanha de ameaças e imprecações no primeiro momento da Cúpula (faço aqui um parênteses: o mundo inteiro noticiou que Chávez havia mandado tropas e tanques para as fronteiras com a Colômbia, mas um repórter da CNN em Espanhol disse na sexta-feira passada, que visitou todas as cidades fronteiriças e a única coisa que houve foi o fechamento das fronteiras; os moradores não viram um só soldado, muito menos guarnições ou tanques. Outra basófia do fanfarrão!), quando Uribe teve direito à réplica colocando muito competentemente os pingos nos “ii”, apareceu um novo Chávez, todo conciliador e amigo, dizendo: “Vamos, homem, resolvamos isto e vejamos como completamos a troca humanitária!”. Mesmo assim, fez algumas solicitações e justificativas tentando tapar o sol com a peneira. Acusou o governo de Bush de estar por trás do conflito porque está de olho no petróleo da Faixa do Orinoco; pediu a Rafael Correa para se envolver na troca humanitária porque ‘podia ser que alguns dos seqüestrados fossem libertados no Equador’ (e não foi isto exatamente que foi pedir o “camarada Juan” a Marulanda?); que sendo soldado patrulhou em território colombiano porque as tropas venezuelanas participavam do conflito com as FARC.


Em outro momento Chávez diz que vai pedir às FARC que deixem a guerrilha para poder se transformar em partido político. Esta é uma jogada infame que nem Uribe nem a OEA podem aceitar porque, como partido político, este bando terrorista passa a ser uma organização legal e ter reconhecimento internacional mas vão continuar com o tráfico de drogas, o aliciamento de menores e tampouco vão abandonar a guerrilha. O plano é macabro e pretende lançar a candidatura à Presidência da República da Colômbia em 2010, da desqualificada “bolivariana” senadora Piedad Córdoba – que recebeu do próprio Chávez a nacionalização como venezuelana -, com o apoio das FARC já como partido político legal.


Depois disso o clima no encontro passou a ser o de “conciliação” com Chávez, Correa e Uribe se cumprimentando, selando o fim do conflito. Entretanto, o documento final da cúpula incluía um pedido formal de desculpas da Colômbia porém sem a condenação explícita do resto dos países. Segundo o texto, “a presença das FARC no território equatoriano era clandestina”. Parece uma boa solução mas os grandes vencedores deste conflito foram Correa e Chávez, uma vez que Uribe prometeu esquecer a ameaça de denunciar Chávez ante a Corte Penal Internacional. Não resta dúvida de que houve uma costura bem feita em que Uribe conseguiu evitar – por agora – uma guerra civil no continente que poderia ter conseqüências muito imprevisíveis, considerando que ele está praticamente isolado por não pertencer ao Foro de São Paulo, na verdade, o grande interessado nesse conflito e em proteger e promover criminosos narco-terroristas. Ficou claro, também, a superioridade de Uribe - em todos os sentidos –, mostrando que a Colômbia sim, tem um estadista, um homem digno, corajoso e firme do qual todos devem se orgulhar.


A nota dissonante (para alguns) nesse imbroglio, é a postura do Brasil ante fatos tão graves que quase nos levaram a uma guerra de conseqüências imprevisíveis. Amorim, o chanceler escalado para posar de pacificador, preferiu ficar em cima do muro mas deixando um recado meio velado a Bush de que “este é um conflito regional” onde os Estados Unidos não devem se meter. Ao lado disso, Lula foi o único presidente do bloco do Grupo do Rio que preferiu amenidades a ter que enfrentar a situação com um homem: acovardou-se solenemente porque ali não haveria como esconder suas preferências pelos parceiros no Foro de São Paulo – Chávez, Correa, Ortega -, mas também não poderia se queimar perante o mundo negando apoio a “meu amigo Uribe”. Covardia, omissão vergonhosa, cumplicidade com o narco-terrorismo, são as únicas justificativas que encontro; aliás, ficou visivel na fisionomia constrangida de Lula ao receber Correa em sua visita relâmpago ao Brasil, sem poder condenar oficialmente o governo da Colômbia.


E quando eu estava fechando esta edição recebi de um amigo uma matéria publicada hoje, pelo jornal El Universal, informando que documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes revelam prováveis vínculos das FARC na campanha eleitoral de Correa em novembro de 2006. Lembro que na ocasião eu afirmei minha certeza na vitória deste candidato porque ele, como tantos outros esquerdistas da América Latina, era o candidato do Foro de São Paulo e, conseqüentemente, das FARC. Uma das cartas encontradas é datada de 17 de setembro de 2006, antes do primeiro turno, cuja eleição ocorreu em 15 de outubro desse ano.


Segundo a publicação, trata-se de uma carta enviada por Raúl Reyes a Tirofijo em que o guerrilheiro ‘02” diz: “em nota enviada ao Secretariado explico sobre a ajuda à campanha de Rafael Correa de acordo com sua instrução”. Outra carta, datada de 12 de outubro de 2006, é uma enviada por Marulanda a Reyes, em que este indica que “o Secretariado está de acordo em proporcionar a ajuda aos amigos do Equador”. E mais adiante “A minha (de Marulanda) proposta foi a de 20.000 dólares, Jorge (seria Briceño, o “Mono Jojoy”?) propõe 100.000 dólares e oferece 50.000 e me autorizou para consegui-los com Joaquín (Joaquín Gómez, substituto de Reyes?) e fazê-los chegar até você. Se você tem a possibilidade de consegui-los emprestado com uma Frente [das FARC] enquanto começamos a fazê-los chegar para reembolsá-los, melhor. Aos amigos lhes pode fazer saber imediatamente antes que seja tarde, a quantia da ajuda e com esta notícia eles podem trabalhar conseguindo um empréstimo enquanto chega o nosso para cancelar o empréstimo”, acrescenta o chefe máximo da guerrilha.


Uma dessas cartas foi lida por Uribe durante a cúpula, de frente para Correa, que de imediato rechaçou a versão qualificando-a de “infâmia”. Bem, espernear é fácil; quero ver provar que é mentira, pois amanhã chegam membros da Interpol de várias partes do mundo para analisar a autenticidade dos documentos encontrados nos computadores de terrorista Raúl Reyes. Bem, será que vão encontrar também as doações que Oliverio Medina teria supostamente feito ao PT, para a eleição de Lula em 2002? Se calhar, foi por isso – além de serem “cumpanhêros” no Foro de São Paulo – que o governo brasileiro concedeu status de “refugiado político” a este terrorista criminoso das FARC...
Fiquem com Deus e até a próxima!


Vídeo do Ministério da Defesa da Colômbia, colhido do site Defesa Net. Comentários e traduções, Graça Salgueiro.




sexta-feira, 7 de março de 2008







A edição do Notalatina de hoje traz – propositalmente - fotos chocantes mas que são necessárias para desmascarar o mito do “mártir” revolucionário “massacrado indefeso enquanto dormia”, segundo palavras do presidente do Equador, Rafael Correa, e de toda a “cumpanhêrada” e mídia chapa branca. Muito já se falou e revelou sobre a morte de Raúl Reyes mas há coisas que ainda parecem um tanto nebulosas e/ou mal explicadas. Uma delas, por exemplo, é a exacerbada atitude de Chávez tomando as dores de um suposto conflito que nada tinha a ver com seu país. A outra, é a súbita mudança de comportamento de Correa que aceitou no primeiro momento as explicações de Uribe, e depois passou a se comportar como uma prostituta que se visse ofendida por um cliente lhe passar a mão no traseiro, depois de décadas trabalhando no bordel; todos têm o rabo muito preso, como verão a seguir.


Vamos aos fatos. As duas cabeças no alto da página são, respectivamente, a do narco-terrorista Raúl Reyes, dono de uma extensa ficha criminal que, dentre outras coisas, consta em seu haver seqüestros de meninas desde os nove anos de idade para satisfazer seus apetites sexuais. Este tarado assassino mantinha as meninas acorrentadas em árvores para serem seviciadas por ele e pela cúpula das FARC, segundo denúncia dessas vítimas, uma das quais fora capturada com 12 anos e aos 16 conseguiu fugir. Contra ele pesavam, segundo a Procuradoria Geral da Colômbia, mais de 100 processos pelos delitos de terrorismo, sedição, seqüestro com fins terroristas, assassinato, homicídio agravado, narcotráfico, rebelião, lesões pessoais e porte ilegal de armas, bem como 30 ordens de captura.


Alguns de seus atos mais bárbaros, registrados desde o ano de 1991 até o fim do ano passado, são:
- Ataque à base militar de Patascoy, em dezembro de 1997, no qual morreram 10 militares, 18 foram seqüestrados e 8 ficaram feridos;
- Condenado pelo seqüestro e posterior assassinato da ex-ministra da Cultura, Consuelo Araújo Noguera;
- Morte do congressista Diego Turbay Cote, sua mãe e quatro pessoas mais, em 29 de dezembro de 2002;
- Assassinato do monsenhor Isaías Duarte Cancino, em 16 de março de 2002;
- Acusado da produção, comercialização e tráfico organizado da Colômbia para as selvas do Brasil;
- Atentados em Bogotá, contra a posse do presidente Álvaro Uribe, em 2002;
- O massacre de Bojayá, na qual perderam a vida 119 pessoas, entre elas 45 menores de idade;
- Atentado terrorista contra o Clube El Nogal, em Bogotá, no qual morreram 36 pessoas e deixou uma centena de feridos;
- Abusos, seqüestros e recrutamento de menores na antiga zona de distensão;
- Atentado com uma bicicleta bomba, em que um garoto de 12 anos foi feito em pedaços que voaram pelos ares, em 25 de janeiro no bairro de Fatima, ao sul de Bogotá;
- Seqüestro em 2002 e assassinato em 2007 de 11 dos 12 deputados de Valle.


E apesar de viver no meio da mata, este psicopata de fala mansa e sorriso fácil era proprietário de várias fazendas em nome de pessoas próximas à sua familia - que ele não era burro! -, gostava de bebidas caras, era o único a ter uma espaçosa e confortável cama e três notebooks, além de possuir um caríssimo relógio Rolex, que inclusive usava quando foi morto. Teve o que procurou e já foi tarde!


E a outra cabeça, de quem é? Qual a ficha policial desta pessoa? Nenhuma. Esta cabeça pertencia a uma criança. Um menino que foi barbaramente torturado, enforcado e depois teve o pescoço cortado (como se vê no detalhe) porque seus pais não quiseram (ou não puderam) pagar o resgate. Sobre seu corpinho sem vida havia um bilhete cínico e perverso dando conta disto. Mas a imprensa não divulgou. A bruxa comuna Hebe de Bonafini não chorou, como chora pelos terroristas argentinos mortos em confronto que ela chama de “jovens idealistas”. Os “camaradas” não viram nisso nenhum “massacre a um inocente”, nem houve passeatas ou atos de repúdio. Como este menino, um sem-número de outros são assassinados ou ficam mutilados por causa das minas terrestres.


Agora, a pergunta que está intrigando muita gente, é: por que Chávez se meteu numa confusão que não era dele e por que Correa mudou de comportamento em relação à informação de Uribe? Bem, muita gente já sabia há tempo das ligações de Chávez com as FARC, e não somente por causa dos tais “acordos humanitários” como ele gosta de alegar, pois desde dezembro de 2006 eu informei aqui neste blog que vários terroristas farianos haviam recebido passaporte e identidade como venezuelanos dados pelo próprio governo, inclusive Ricardo (ou Rodrigo) Granda, que tem propriedades na Venezuela com escritura legalizada e tudo o mais. Também neste artigo “Prêmio Nobel da Paz para as FARC?”, que escrevi em 11 de janeiro para o Mídia Sem Máscara, apontei várias provas do envolvimento mais que amistoso, cúmplice, entre Chávez e as FARC. Entretanto, a apreensão dos computadores de Raúl Reyes ofereciam as provas primárias, aquelas originais recolhidas diretas da fonte. E Chávez sabia disso e sabia também que os vínculos entre o governo do Equador e o alto Comando das FARC estavam lá, em mensagens trocadas entre eles todos.


Em mensagem recebida de minhas fontes venezuelanas chegaram revelações surpreendentes. Nela, o informante inflitrado no governo relata o desespero e histerismo de Chávez quando tomou conhecimento da morte do parceiro e amigo, nos negócios e no Foro de São Paulo, Raúl Reyes, e informa o que segue:
- Chávez, excitado com o êxito do resgate dos quatro reféns colombianos, não resistiu à tentação de agradecer a Raúl Reyes pela libertação – recompensada por 4.5 milhões de dólares por refém – e insistiu em que “agora é a vez de Ingrid Betancourt, meu irmão!”. Isto foi dito através de rádio-telefone-satélite a Reyes, rompendo a rigorosa precaução de silêncio de rádio-comunicações por 72 horas depois da liberação. Na primeira tentativa Reyes não atendeu; Chávez continuou ligando e deu o código de segurança urgente o que faria com que Reyes atendesse.
- Esta violação de silêncio de rádio foi fatal. Na Sala Situacional de Miraflores acreditam que o Pentágono (ou o serviço de Inteligência colobiano que trabalha com equipamentos sofisticadíssimos vindos dos Estados Unidos) detectou com precisão as coordenadas em minutos e segundos, do local onde o terrorista e seus acompanhantes estavam acampados em território equatoriano, controlado pelo governo desse país.
- Rodríguez Chacin em seu regresso a Miraflores recriminou Chávez por sua imprudência presumindo o que poderia acontecer, porém Chávez o rechaçou e por isso Chacin não apareceu mais na mídia desde então.
- Agora Chávez reconhece sua imprudência e maldiz a todo mundo a cada minuto. Ele é o grande culpado de que Raúl Reyes tenha sido localizado, atacado e abatido. Ele reage como louco pela culpa da morte de seu íntimo camarada, ameaçando o governo colombiano. Mobiliza as Forças Armadas para a fronteira para maior garantia de que não se produza outra ofensiva de surpresa que possa liquidar com Marulanda. As FAN ainda não sabem direito o que se passa e porquê estão sendo deslocados, obedecendo como robôs a um louco aliado do narco-tráfico das FARC, sem saber como mobilizar tanques pesados por pontes que estão caindo.
- Chávez se aproveitará do desenvolvimento de um conflito com a Colômbia para decretar estado de emergência e suspender garantias constitucionais. Previram esta loucura sugerida pelo G2 cubano: qualquer mínimo ataque de fogo procedente das Forças colombianas, Chávez mandaria destruir e incendiar alguns poços petroleiros no Lago, para acusar Uribe de atacar objetivos não-militares e obter o ansiado apoio de toda a população venezuelana. Assim está estabelecido como segredo máximo na Sala Situacional.


Depois de falar com Chávez, que o alertou a partir para o ataque contra Uribe, Correa passou a agredir o governo da Colômbia e a acusá-lo de ameaçar a soberania nacional por “invadido seu espaço territorial”. Em entrevista à CNN em Espanhol Correa afirmou que suas fronteiras eram muito bem vigiadas, entretanto, não sabia que havia acampamento das FARC em seu território que não tinha nada de provisório, pois até antena da Directv havia, conforme se viu nas fotos. Como já estavam em andamento negociações entre o governo do Equador, através de seu Ministro da Defesa Gustavo Larrea, e as FARC, a revista “Resitencia”, órgão de difusão do bando emitiu o primeiro comunicado que dizia: “Por agora podemos assegurar que as afirmações mendazes do governo [da Colômbia], onde asseguram que nossos camaradas faziam presença na irmã república do Equador, são pouco menos que uma infâmia”.


Entretanto, esta “infâmia” é logo desmascarada pelo ataque histérico de Chávez - que acabou passando recibo -, ao reclamar a invasão do governo colombiano ao país vizinho – mesmo tratando-se de uma situação excepcional -, ao tempo em que ele próprio se metia em assuntos internos de outro país. E quanto mais se remexe nesse esgoto mais provas incriminatórias aos governos equatoriano e venezuelano aparecem. Luis Eladio Pérez, um dos seqüestrados recém-libertados, afirmou que a guerrilha o manteve um tempo nesse país, que a comida era equatoriana, a dinamite era equatoriana e a munição idem. Além disso, a afirmação de Correa de que seu ministro estava tratando de realizar “acordos humanitários” com o bando terrorista o compromete mais ainda porque, conforme declarações do embaixador colombiano perante a OEA, Camilo Ospina, se o Equador queria servir de mediador, que entrasse em contato com o governo da Colômbia que daria o aval ou não, como fez com Chávez. Considerando que era mesmo este o interesse de Correa, esta atitude significa ingerência nos negócios de outro país mas o mundo inteiro, inclusive o Brasil, resolveu acusar a Colômbia e apoiar os delinqüentes.


A jornalista venezuelana Patricia Poleo, afirma que dentro do Fuerte Tiuna existe uma instalação pertencente à Direção de Inteligência Militar (DIM), chamada “Manzanares”, perto da estação Pedra Azul, dento do bosque de pinhos. Ali funcionou durante muitos anos uma estação de escuta de nível estratégico na qual se monitorava a área do Caribe. Há aproximadamente 3 anos esta instalação foi desmantelada e convertida em uma base de operações de Ramón Rodríguez Chacín. A parte superior foi convertida em dormitório e o térreo no escritório e sala de operações do agora ministro do Interior e Justiça.


No período em que não se tinha notícias de Chacín, ele se encontrava operando ali obedecendo ordens diretas de Chávez. O mais grave, entretanto, não é isso. Ali se hospedam os líderes das FARC, entre eles Iván Márquez. Há tempo eles se deslocam por via aérea, por isso foi construído também um heliporto. São realizadas várias viagens diretas de “Manzanares” até uma fazenda em Barinas (não por coincidência, a terra natal de Chávez) que se supõe ser de propriedade de Chacín (e que se especula que é onde está o camarada Marulanda), e também onde pairam fortíssimas suspeitas de que foi para lá que enviaram os 6 políticos recém-libertados para um regime de engorda e melhorar a aparência. A custódia da estação está a cargo de gente que responde diretamente ao ministro de Interior e Justiça Rodríguez Chacín. Todo o pessoal militar foi retirado do local por ordens de Chávez; Hugo Carvajal, codinome “El Pollo” e diretor da DIM, está a par de tudo isto. Em “Manzanares” funciona um sistema de comunicações encriptadas com as FARC através de rádios HF.


“El Pollo” mantém os contatos mais quentes com a hierarquia das FARC, em especial com Germán Briceño, codinome “Grannoble” (irmão de “Mono Jojoy”) e é expert em questões ideologicamente revolucionárias com o método da tortura. As pessoas muito próximas de Chávez são pouquíssimas mas um desses mais íntimos, leais e a quem Chávez tem mais confiança é o general Hugo Armando Carvajal Barrios, o “cérebro” da Inteligência venezuelana. Agências de Inteligência internacionais têm quase como certo de que foi Carvajal quem forneceu proteção e documentos de identificação a guerrilheiros e narco-traficantes da Colômbia em território venezuelano – incluindo o há pouco assassinado Wílber Varela, codinome “Jabón” – tudo com o apoio e conhecimento do governo chavista. Um comissário da DISIP (polícia política) acrescentou que Carvajal deu documentos falsos aos irmãos colombianos Didier e Yesid Ríos que desde outubro de 2007 vivem em Ilha Margarita e lá contam com segurança permanente de membros da DGI, designados por Carvajal. Esses irmãos fazem parte de uma família que trabalhou durante anos para o comandante da Frente 16, Tomás Medina Caracas, codinome “Negro Acacio”, no envio de drogas e lavagem de dinheiro.


Em julho do ano passado o general Carvajal foi alertado de que um informante de sobrenome Rodríguez vinha fornecendo informações à DEA sobre os nexos que um industrial venezuelano, próximo ao governo, mantinha com narco-terroristas. Carvajal deu ordem a uma equipe de homens do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC) que o seqüestraram, torturaram e assassinaram. Mais grave do que isto, entretanto, foi a tortura e assassinato do Capitão Camilo González e do Cabo Gregorio Martínez, do Exército colombiano na sede da Guarda Nacional (GN) em Santa Barbara, estado de Zulia. Um oficial da GN que prestava serviço na guarnição onde foram assassinados os militares relata:


“Os que descobriram os militares colombianos e se dão conta de que eles estão fazendo inteligência são oficiais da Polícia de Santa Barbara. Eles os capturaram e os levaram à sede do Destacamento de Apoio Aéreo número 1 da Guarda Nacional. De lá, eles comunicam a captura ao general Carvajal que envia um coronel da DIM; é ele quem se encarrega de torturar os colombianos durante vários dias. Em alguns interrogatórios esteve presente um guerrilheiro que nos disseram que era do ELN. Depois de tirar deles toda a informação, o coronel chamou o general Carvajal para saber o que faziam com eles; Carvajal dá a ordem de executá-los. Fez isto porque sabia que, como eles estavam em uma atividade de espionagem, o governo da Colômbia não podia protestar e, além disso, era uma mensagem clara aos militares colombianos do que espera aos que forem descobertos aqui na Venezuela. O oficial afirmou que o coronel encarregado da tortura é um homem de confiança de Carvajal e desde 2005 se converteu num contato-chave da DIM com a guerrilha colombiana. Diz o oficial: “Ele sempre foi mais próximo do ELN do que das FARC, tanto que se referiam a ele como ‘Comandante Raúl’”.


Quanto ao tenebroso ministro do Interior, Rodríguez Chacín, as agências de Inteligência colombianas têm um enorme dossiê sobre suas atividades permanentemente atualizado; conhecem todos os seus passos, seus contatos com os terroristas das FARC e ELN, negócios que faz. Da última informação posta, em janeiro de 2008, uma é de extrema gravidade e de fundamental importância para o Brasil. Diz o seguinte: “O Governo venezuelano, sob sua direção pessoal, trabalha na estruturação e criação, na Venezuela e posteriormente em outros países como Colômbia, Equador Brasil e Nicarágua, de uma organização de fachada chamada ‘Batalhão Socialista Internacional A Pátria Grande’, o qual na realidade será um agrupamento chamado ‘Comando Específico Bolivariano’, dirigido aos serviços de inteligência e integrantes das Redes Bolivarianas, para estender o processo chavista”. A respeito das “Redes Bolivarianas” recomendo a leitura do artigo “Círculos Bolivarianos no Brasil”, escrito em 26 de outubro do ano passado, do historiador Carlos I. S. Azambuja para o Mídia Sem Máscara.


É gente como esta que tem o descaramento em falar da “violência de Uribe”, de “soberania ameaçada”, de “ingerência em assuntos internos de outro país” e mais um monte de estupidez para esconder seus próprios crimes, acusando-o daquilo que eles praticam. É também indignante e nauseabundo ver o comportamento do governo brasileiro com o trio mefistofélico Lula+MAG+Celso Amorim, posando de “pacificadores” muito dignos e honrados, sobretudo quando estes mesmos elementos apóiam desde há 18 anos os guerrilheiros das FARC e ELN, o narcotráfico e crimes de seqüestro e assassinato, pois são todos “camaradas” no Foro de São Paulo do qual o cínico Lula é fundador junto com a múmia assassina Fidel Castro.


Neste vídeo aqui, durante o programa “Alô, Presidente!” nº 306, Chávez demonstra todo o seu horror pela morte do cúmplice na imensidão de crimes contra pessoas inocentes, e destila seu veneno sobre o governo da Colômbia e do “império”. Mas também revela o que Lula esconde há 18 anos do povo estúpido que o elegeu, que foi onde conheceu e como se tornou amigo das FARC e de Lula. Se alguém ainda tem dúvidas do porquê Lula está tão pianinho em público, depois da morte do número 2 das FARC, e porque quer a todo custo evitar um confronto entre Equador, Venezuela e Colômbia não acreditem nas minhas palavras; leiam a documentação completa do Foro de São Paulo que lá vocês vão descobrir quem são os participantes, como e quem dessa organização se elegeu e quais são seus planos e metas para a América Latina. Estão lá Lula, Rafael Correa, Chávez, Daniel Ortega, Evo Morales, Fidel Castro, todos esses que, fingindo uma honra ultrajada, querem a cabeça de Uribe em bandeja de prata.


Meus votos muito sinceros são: já que foi dado ao FBI o direito de fazer uma devassa nos computadores de Raúl Reyes, que encontrem também correspondências dos membros do Partido-Estado, do seboso Marco Aurélio Garcia ou do “pacifista” Lula trocadas com as FARC, para que a farsa de que este elemento é a pessoa mais indicada, por ser um “grande democrata”, para apaziguar os arroubos de Chávez na região, finalmente seja desmascarada. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro

terça-feira, 15 de janeiro de 2008





Quando comecei a participar de grupos de debates pela rede, em 2001, fiquei maravilhada com aquele sistema que permitia enviar informações para um número enorme de pessoas ao mesmo tempo, em um único e-mail. Já naquela ocasião eu falava das FARC, do ELN e do Foro de São Paulo mas ninguém prestava atenção ou acreditava no grau de malignidade que eles representavam, não só para a Colômbia mas para todo o continente sul-americano, porque este não era um assunto tratado pelos principais jornais do país. Houve até um militar que afirmou que as FARC “não ofereciam risco a ninguém”, pois não passavam de “guerrilheiros de fundo de quintal”...

Do ano passado para cá, entretanto, por causa do circo montado em relação a três seqüestradas famosas (a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt – com dupla nacionalidade -, sua vice Clara Rojas e a deputada Consuelo González de Perdomo), os jornais da taba brasilis começaram a dar uma ou outra notícia de como andavam as negociações mas nenhum deles teve a preocupação de enfatizar os tantos e tão bárbaros crimes cometidos por estes terroristas. Fica claro, portanto, que o objetivo é dar suporte e atenção às “necessidades” das FARC, uma vez que de tudo o que vem sendo publicado evidencia-se nas entrelinhas a “bondade” e “caráter humanitário” deste bando, ao mesmo tempo em que condenam a “intransigência” de Uribe por negar-se a atender às suas ilegais reivindicações.

Depois do fracasso de dezembro não faltaram condenações – algumas veladas, outras escancaradas – ao presidente Álvaro Uribe como se ele, por ter desmascarado a farsa e a mentira contumaz do bando terrorista, fosse o culpado pela suspensão da libertação das reféns. Ora, elas não foram entregues porque fora anunciado que o filho de Clara com um terrorista também fazia parte do pacote mas, como a criança não estava mais em poder dos terroristas, para não perder a pose de “grandes humanistas” eles preferiram (e contaram com o respaldo dos dois mentores da trama, Chávez e a senadora Piedad Córdoba) alegar que “o governo da Colômbia continuava com os ataques arriscando a segurança das reféns”.

Na edição passada eu havia chamado a atenção para alguns detalhes suspeitos daquela situação e fui acompanhada por muita gente igualmente atenta de vários países daqui da América do Sul. O mais gritante deles era o aspecto saudável e bem cuidado das duas senhoras (vejam detalhe das unhas de Clara, pintadas de dourado, na foto da edição passada), em contraste com a foto de uma Ingrid completamente definhada, deprimida, maltratada, além da forma afetuosa e alegre com se despediram dos guerrilheiros, como se fossem bons e velhos amigos. Vejam aqui neste vídeo a diferença de comportamento e de aspecto físico de um ex-refém – Intendente de Polícia Jhon Frank Pinchao - que conseguiu fugir do cativeiro, ou ainda neste, quando ele relata sua traumática experiência durante 10 anos em poder das FARC. Teriam estado estas duas senhoras e ele no mesmo local, e subordinados aos mesmos carrascos?

Além desta aparência de quem esteve em um Spa 5 estrelas e não a mercê das intempéries da selva, tenho sérias interrogações a respeito de Clara Rojas. Em declarações feitas pela imprensa antes do espetáculo da entrega, dizia-se que Clara praticamente se ofereceu ao seqüestro, supostamente para defender a amiga Ingrid. Já em cativeiro, Clara e Ingrid desentendem-se e deixam de se falar, segundo afirmou Clara, pelo fracasso na tentativa de fuga. Posteriormente Clara engravida do guerrilheiro “Rigo” mas ninguém, nem ela mesma, fala como isto aconteceu: um romance entre os dois? Um estupro? Síndrome de Estocolmo? Por que ninguém comenta sobre isto? Clara estaria proibida de falar?

Posso estar vendo chifre em cabeça de cavalo mas vejam esta declaração de Clara, relatando a saída do acampamento: A despedida foi aterradora. Eu saí com o coração na mão. Soubemos que iam nos liberar entre 18 e 20 de dezembro. A partir daí, começaram a nos deslocar. Levamos 20 dias andando pela selva. Em várias ocasiões chegamos a nos assustar porque sentíamos de perto os helicópteros do Exército. Até o dia em que nos deixaram nas mãos de um grupo que jamais tínhamos visto e que foi o encarregado de nos entregar à missão humanitária”. Vejam bem, foram 20 dias andando pela selva, sem conforto nenhum, nem alimentação adequada, nada. Depois disso, deixam-nas com pessoas estranhas mas em que data isto ocorreu? Quantos dias se passaram até a espetaculosa entrega? Não seriam porventura soldados venezuelanos, essas pessoas estranhas que as recolheram? Quem viu as cenas percebeu que os soldados NÃO traziam a braçadeira com a bandeira da Colômbia, como usam os terroristas das FARC. Essa história está muito mal contada...

Há ainda o fato (não salientado pela imprensa tupinikin, óbvio!) de Chávez ter designado especificamente Ramón Rodríguez Chacín, com vínculos antigos tanto com as FARC como com o ELN para intermediar o local da entrega. Na despedida dele dos terroristas e o telefonema trocado com alguém dos narco, provavelmente Iván Márquez, que pode-se ver neste vídeo emitido pela TeleSur, dizia Chacín ao seu interlocutor: “É... em nome do presidente Chávez... estamos muito pendentes de sua luta. Mantenham esse espírito, mantenham essa força e contem conosco”. E os guerrilheiros das FARC respondem: “Bem... Para servi-los. Felicidades. Feliz ano”.

Num Comunicado emitido dia 10 de janeiro, através do Secretariado do Estado-Maior Central, as FARC iniciam agradecendo a ajuda de Chávez e Piedad Córdoba dizendo: “Honrando a palavra e o compromisso...” e eu pergunto: que honra pode ter alguém que recruta meninos e meninas a partir dos 8 anos de idade, afastando-os de suas famílias para em máquinas de matar em seu maldito exército de assassinos? Que palavra pode ter alguém que, mesmo afirmando que faria uma “troca humanitária”, depois de ter um dos seus “chanceleres” – Rodrigo Granda – libertados assassina cruelmente 11 deputados reféns, espalha seus corpos em várias fossas e depois alega que eles morreram em combate? Os reféns também pegam em armas para “combater”?

Prosseguindo com sua torpeza, dizem que esta “liberação humanitária e unilateral” foi efetuada porque eles desejam a paz. Ora, vejam aqui o tipo de paz que esses monstros desejam para a Colômbia. Vejam a “alegria” desse povoado com a chegada dos “insurgentes”! A paz que eles desejam é a paz dos cemitérios! É a paz das pombas de Stalin! É a paz dos inúmeros mutilados que se calam por medo e arrastam em silêncio o peso de suas vidas aniquiladas! Não se pode mais permitir que esta sub-raça inverta os papéis e se coloquem como vítimas de um governo democrático e legitimamente constituído que apenas os enfrenta, pois não foi Uribe quem começou este horror; foram eles, as FARC, que existem há 48 malditos anos que criaram toda esta barbárie e carnificina, pois Uribe está no governo há menos de 10 anos e é, ele próprio, uma vítima deste terror que assassinou seu pai.

Finalmente dizem: “Na realidade, somos uma força beligerante à espera de reconhecimento pelos governos do mundo. Este passo aplanaria o tortuoso caminho do povo da Colômbia em busca da paz. Nossa luta é legítima. Se sustenta no direito universal que assiste a todos os povos do mundo a levantar-se contra a opressão. Nosso pai, o libertador Simón Bolívar, nos ensina que, quando o poder é opressor a virtude tem o direito a aniquilá-lo, e que o homem virtuoso se levanta contra a autoridade opressora e insuportável para substituir por outra respeitada e amável. E este é, precisamente, o empenho das FARC”.

Vocês entenderam bem? Uribe é o “poder opressor” e eles são os “homens virtuosos”, por isso têm o direito universal de aniquilar o governo e o povo, não combatendo-o através do diálogo e do bom exemplo mas da força bruta contra seres inocentes. Além disso, eles se colocam como a força “respeitada e amável”, a que deseja a paz mas, o que dizer destas imagens? É por acaso Uribe quem impõe tanta dor e sofrimento a essas pessoas? Foi Uribe quem seqüestrou, assassinou e deixou soldados definitivamente deformados ou foram estes monstros abomináveis que só conhecem o ódio, a inveja, que só semeiam o mal?

Três dias depois de se colocarem como pessoas “respeitáveis e amáveis”, como “homens virtuosos”, apesar de terem assassinado em cativeiro 1.200 pessoas e de seu comparsa Chávez ter pedido ao mundo que lhes retire o rótulo de terroristas, as FARC assaltaram e roubaram um grupo de 19 turistas, fazendo mais 6 novos reféns. O objetivo é o mesmo de sempre: extorsão, para continuar financiando o narco-tráfico e espalhando o horror no mundo. O que vão alegar agora para justificar mais este ato, vão pôr a culpa em Uribe ou no “império”?

Mas, graças a Deus, só mesmo os seus iguais como Chávez, Lula, MAG e os outros governantes pertencentes ao Foro de São Paulo vêem alguma dignidade nessa barbárie gratuita, porque os povos livres do mundo, sobretudo os colombianos, estão planejando uma grande marcha internacional em repúdio às FARC e pela liberação de todos os reféns seqüestrados na selva colombiana. Reproduzo abaixo documento que recebi hoje para provar que o mundo diz não ao terrorismo, não às FARC. Fiquem com Deus e até à próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

Mobilização Mundial contra as FARC

Uma grande marcha internacional está sendo organizada na Colômbia e no mundo inteiro no dia 4 de fevereiro deste ano. O povo colombiano e todos os que o apóiam vão conscientizar a opinião pública mundial sobre o horror que vive diariamente o povo colombiano por causa de um bando terrorista: as FARC. O objetivo é um só: que simples cidadãos manifestem ante o mundo inteiro a dor da Colômbia e dizer simplesmente:

NÃO MAIS FARC!
NÃO MAIS ataques às populações mais vulneráveis!
NÃO MAIS seqüestros!
NÃO MAIS massacres e assassinatos!
NÃO MAIS ações terroristas!

Haverá manifestações, marchas, encontros no próximo dia 4 de fevereiro na Colômbia e no mundo inteiro: Paris, Nova York, Londres, Madri, Buenos Aires, Miami, Sidney, Barcelona, Munique, Toronto, Filadélfia, Boston, Quito e ainda muito mais cidades.

COLÔMBIA: UM PAÍS QUE SOFRE HÁ MAIS DE 50 ANOS

O seqüestro é um dos atentados mais horrorosos que pode ser cometido. A Anistia Internacional, em seu comunicado de imprensa em 10 de janeiro de 2008, declarou que “O seqüestro representa uma violação flagrante do direito internacional humanitário e pode costituir um crime de guerra”. Clara Rojas em suas primeiras declarações depois de sua libertação, disse sobre as FARC: “eles mantêm pessoas seqüestradas”, o que constitui “um delito de lesa-humanidade”.

As cifras das FARC:
774 reféns seqüestrados atualmente na selva colombiana (números oficiais)
400 pessoas seqüestradas só em 2007
6.772 pessoas seqüestradas nesta última década


UMA INICIATIVA QUE NASCE EM FACEBOOK


Esta manifestação internacional nasceu na rede internet mundial Facebook. Em 4 de janeiro de 2008 foi criado um grupo em reação às mentiras das FARC sobre Emanuel, o filho de Clara Rojas: “Um milhão de vozes contra as FARC”. Em algumas horas, centenas de pessoas se inscreveram no grupo. Hoje, mais de 71.000 pessoas (cifra em constante evolução) aderiram a esta iniciativa e reclamam uma ação de tamanho internacional para dar ciência ao mundo inteiro da verdadeira cara das FARC, tal e como é vivido no cotidiano, desde há muitas décadas pelo povo colombiano. Este grupo não tem nenhuma filiação política e não está associado a nenhuma organização ou fundação, grupo governamental ou figura política. SOMENTE a indignação frente aos atentados perpetrados desde há demasiado tempo pelas FARC reúne todas as pessoas do mundo inteiro.
Site na internet: http://www.colombiasoyyo.org

sábado, 12 de janeiro de 2008




















O terceiro ato (o primeiro foi o fracassado de dezembro e o segundo foi a soltura das vítimas) da farsa montada por Chávez e as FARC aconteceu hoje (dia 11), num pronunciamento feito pelo psicopata delirante na Assembléia Nacional onde, a rigor, ele deveria prestar contas de sua gestão do ano de 2007 mas acabou tornando-se um espetáculo que beirava a loucura coletiva. Todos os presentes, ministros, embaixadores, parlamentares, as famílias das recém-libertadas e outros puxa-saco do bolivarianismo grotesco, estavam muito afinados com aquela cena patética de auto-deificação que era aplaudida a cada frase dita no revirar dos olhos, e na narcísica satisfação com o efeito e o som das próprias palavras.

Não quero comentar muito sobre o “gesto humanitário” visto por todos pela televisão mas algumas coisas saltaram aos olhos atentos daqueles que não comungam do que vem sendo divulgado pela mídia. Causou muita estranheza o aspecto cuidado e saudável das ex-prisioneiras, com unhas pintadas, cabelos cortados, bem como da afetuosa despedida dos seus algozes, com beijinhos, abraços e apertos de mão. Apesar disso, Clara Rojas, a mais falante das duas, disse posteriormente que era costume os “humaníssimos” guerrilheiros acorrentarem suas vítimas, como fez com ela e Ingrid Betancourt, após uma fracassada tentativa de fuga. As duas ficaram acorrentadas durante um mês (como se vê na foto de Ingrid) e eram constantemente atormentadas com aranhas, onças mortas e cobras venenosas postas aos pés de suas camas.

Além disso, é triste ver a lavagem cerebral que sofreram as famílias das vítimas em prol dos propiciadores desta barbárie inumana, defendendo Chávez e ficando contra Uribe. Segundo a filha de Ingrid Betancourt, “É a primeira vez que a guerrilha libera de forma unilateral a dois reféns, e isso converte o presidente (Hugo) Chávez numa pessoa idônea”. É lamentável que esta jovem tenha a memória tão curta que não lembre que muito antes desse “gesto humanitário” o presidente Uribe tenha libertado vários prisioneiros das FARC (que não são “vítimas” mas malfeitores criminosos), inclusive o “chanceler” Rodrigo Granda, UNILATERALMENTE, e o que foi que teve como resposta? O assassinato de 11 deputados colombianos a sangue frio! E que muito antes de Uribe o ex-presidente Andrés Pastrana cedeu uma vasta área como “território desmilitarizado” para estes monstros aumentarem suas áreas de plantio de coca e campos de concentração de prisioneiros, como a mãe dela, com a conivência e cumplicidade desse mesmo Chávez “idôneo”. Confirmem aqui neste vídeo. Também esqueceu a jovem, de que no fim do ano passado foi encontrado pelas Forças de Segurança colombiana, uma vala com 300 corpos de pessoas assassinadas pelas FARC. Mas, quem se importa com este detalhe insignificante diante de tão grandiloqüente “gesto humanitário”, não é?

O empolado discurso do ditador de Miraflores teve seu ápice em duas declarações que, apesar de não parecer, estão intimamente ligadas entre si. A primeira, quando afirmou que “o acordo humanitário destroçou a confiança que vínhamos criando entre os governos da Venezuela e da Colômbia, o que foi, e disso estou seguro, produto de infinitas pressões dos que querem a guerra, daqueles a quem não lhes importa a vida nem a sorte dos povos”. (Aplausos calorosos e prolongados). Prosseguiu delirante: “... Por isso dizemos que as FARC e o ELN não são forças terroristas senão verdadeiros exércitos que ocupam espaços na Colômbia e é preciso dar-lhes reconhecimentos como forças insurgentes que têm um projeto político, bolivariano, que aqui é respeitado. E concluiu: “Eu solicito aos governos do continente e da Europa que retirem as FARC e o ELN da lista de grupos terroristas do mundo, porque isso tem uma só causa: a pressão dos Estados Unidos. Aplausos de pé de toda a assembléia!

E a segunda declaração, que há muito se comenta na Venezuela e hoje foi confessada publicamente pelo próprio Chávez: Eu mastigo coca todos os dias de manhã e vejam como estou. Evo me manda pasta de coca; eu lhes recomendo. Curiosamente, esta parte importantíssima do seu discurso foi omitida de todos os noticiários e periódicos, com exceção do site Urgente 24, da Argentina, que fez durante todo este tempo uma cobertura extraordinária e realmente com a urgência que o caso requeria. E o delinqüente ainda acrescentou que os Estados Unidos são os pioneiros e maiores consumidores de cocaína, que “não tem nada a ver com a pasta de coca, que é saudável e faz parte da cultura dos povos indígenas”.

Além de omitir este dado importantíssimo que revela um dos motivos da defesa de Chávez pelos bandos narco-terroristas, vale destacar a vergonhosa manipulação da agência de notícias Reuters - que há muito está proibida de chamar terroristas de terroristas, substituindo pelos eufemismos “insurgentes” ou “manifestantes sociais” - que escreveu o que não foi dito em momento nenhum porque eu assisti ao vivo pela CNN em Espanhol, deixando subentendido o seu próprio desejo. Vejam aqui como saiu publicada a declaração de Chávez pela Reuters: “Embora possa incomodar alguns, as Farc e o ELN não são corpos terroristas, são exércitos, verdadeiros exércitos”. Ora, esse “embora possa incomodar alguns” é o que pensa a Reuters, significando que quem escreveu ou a própria agência concorda com a opinião do ditador de Miraflores: as FARC e o ELN NÃO são terroristas, por mais que as pessoas normais e de bem não aceitem!

Agora, muita gente deve estar se perguntando que importância podem ter esses “detalhes” e porquê Chávez defende tanto estes narco-terroristas. Seria mesmo por altruísmo? Por “grandeza de espírito” e “piedade” para com os seqüestrados? Reproduzo abaixo parte do meu artigo Mentindo sobre as Farc: Mercadante pego no pulo, para que se possa confirmar a falsidade e cinismo daqueles que dizem “não ter qualquer relação com as FARC” e, pior que isso, como disse Marco Aurélio Garcia (o mais novo garoto-propaganda da Colgate), o fundador do Foro de São Paulo e amigo de Manuel Marulanda “Tirofijo”, que não tem simpatia pelas FARC:

“Entretanto, a Resolução nº 9 do X Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido em Havana em 7 de dezembro de 2001, decide claramente: Ratificar la legitimidad, justeza y necesidad de la lucha de las organizaciones colombianas y solidarizarnos con ellas, resolução referente às narco-guerrilhas FARC e ELN que foi assinada por todos os partidos-membros, inclusive seu fundador, o PT”.

“Em 16 de janeiro de 2007, por ocasião do XIII Encontro do FSP em El Salvador, a Comissão Internacional das FARC envia uma carta aos “companheiros” em que diz a certa altura: “Al no podernos hacer presentes en tan importante evento entregamos a ustedes este documento con nuestros puntos de vista, y agradecemos de antemano el tenerlo en cuenta en las deliberaciones”. (http://www.farcep.org/?node=2,2513,1). Em 30 de abril de 2007, o Comandante Raúl Reyes envia pessoalmente uma carta a Lula agradecendo pela concessão do status de “refugiado político” a Oliverio Medina (http://www.farcep.org/?node=2,2852,1). E em 30 de julho de 2007, novamente a Comissão Internacional das FARC dirige-se ao Grupo de Trabalho do FSP, por ocasião de mais uma reunião: “Compañeros Mesa Directiva del Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo”. “Nos reunimos en un momento muy importante para el avance político y social de nuestro Continente”. (...) “La consolidación de las revoluciones cubana, venezolana y boliviana nos aseguran que el futuro de América Latina y el Caribe se encamina por los cambios en beneficio de los pueblos”. (http://www.farcep.org/?node=2,3098,1)”.

Como se pode ver, tanto Chávez quanto todos aqueles pseudo-defensores da libertação dos seqüestrados pertencem ao Foro de São Paulo, do qual as FARC são membros: Brasil – seu fundador e idealizador junto com Fidel Castro -, Cuba, Equador, Bolívia, Argentina. A França participou da farsa porque tem interesse político em resgatar Ingrid Betancourt que possui dupla nacionalidade, e a Suíça por causa da Cruz Vermelha. Neste vídeo feito por Raúl Reyes, por solicitação de Chávez para a “Cúpula pela Amizade e Integração dos Povos da Iberoamérica”, ocorrido em 14 de novembro de 2007, (evento paralelo à “Cúpula Iberoamericana” no Chile em que o rei Juan Carlos perguntou porque Chávez não calava a boca), ele mente cinicamente ao afirmar que o interesse numa “troca humanitária” partiu deles desde quando Uribe assumiu seu primeiro mandato e que foi negado.

É preciso ficar claro de uma vez por todas que isto é a mais deslavada mentira, porque o governo e as Forças de Segurança não seqüestram ninguém, tampouco explodem pessoas a troco de nada. Qualquer atitude que possa significar “gesto humanitário” só pode ser visto do lado daqueles que desejam acabar com a matança indiscriminada de pessoas inocentes e não de quem praticou o mal primeiro, e continua fazendo compulsivamente em troca de muito dinheiro. Chega de ver bondade nesses monstros assassinos porque se eles devolverem as pessoas às suas famílias não fazem mais do que sua obrigação!

A presidenta da Assembléia Nacional da Venezuela, Cilia Flores, disse eufórica depois do pronunciamento de Chávez: “Não pode ser que os que não têm moral, para fazer este tipo de classificação, sejam precisamente os que elaboram estas listas e decidam quem é terrorista e quem não é, como o faz o império norte-americano e o governo do presidente George W. Bush”. E por acaso dona Cilia tem esta moral? O ditador psicopata Chávez tem? E por acaso que pratica atos como estes, tem mais moral do que quem lhes chama de terroristas, dona Cilia? E concluiu: “Isto não é politicagem desta liquidação que alguns costumam fazer; isto é algo de grande nobreza que vai além de qualquer situação política e qualquer mesquinhez. É um gesto humanitário”. Mas as FARC mantêm seqüestrados 150 venezuelanos e Chávez jamais moveu um dedo para libertá-los, porque não são pessoas importantes que gerem dividendos políticos ou holofotes na mídia, e seu “poder comercial” é baixo. A “foto oficial” no Palácio de Miraflores mostra bem a importância que estas vidas têm para o degenerado Chávez; observem “quem” aparece em primeiro plano: Chávez e a “jinetera” comuna Piedad Córdoba. As vítimas são apenas parte da paisagem deste macabro espetáculo que já cumpriram seu papel de devolver as atenções do mundo, não para si e estes crimes hediondos mas para Chávez, pondo-o no centro das atenções outra vez.

Uribe deu a resposta certa a esta patifaria, com firmeza e imediatamente, e todos os países democráticos do mundo deveriam unir-se em torno dele e apoiá-lo, porque defendê-lo é defender as vítimas e suas famílias, é defender a liberdade, o respeito e a integridade do ser humano. Em 19 de dezembro as FARC disseram que Uribe é um covarde e exaltaram Chávez por “sua dedicação, esforço colossal como facilitador, inquestionável boa-fé nesta jornada humanitária, sua solidariedade com a causa pacífica de nosso povo” mas no dia 13, deste mesmo mês de dezembro de 2007, as Farc planejavam seqüestrar dois filhos de Uribe - e ninguém se importou, ninguém lembra mais - enquanto ele, de coração aberto para a solução do problema, tentava negociar com marginais como Chávez e as FARC. Onde está a nobreza do “gesto humanitário” do macaco bolivariano? Onde está o altruísmo “unilateral”? Onde está, finalmente, a causa pacífica das FARC?

Assistam todos os vídeos linkados nesta edição, acessem os links e vejam quem são os vilões da história. E, parodiando a citação de um dos vídeos, se vocês não se convencerem de que tudo isto foi uma farsa macabra e miserável engendrada desde o ventre do Foro de São Paulo, vocês são parte do problema e não a solução. Fiquem com Deus e até a próxima!

Agradecimentos especiais ao meu amigo Alejandro Peña Esclusa, presidente de Fuerza Solidaria pelos vídeos apresentados nesta edição.

Comentários e traduções: G. Salgueiro

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007







Na última edição do Notalatina eu mais ou menos insinuei que teria havido algum acordo para que finalmente o resultado do referendum refletisse a realidade das urnas, pois desta vez Chávez enfrentou fatores adversos e um número bem mais significativo de vigilantes e atentíssimos opositores que impediram que se consumasse a fraude que o governo planejava. Eu sabia, naquela ocasião, que os resultados haviam sido manipulados, que a demora na divulgação estava intimamente ligada a essa fraude mas não tinha provas. Hoje as tenho e vou apresentar, inclusive com alguns vídeos que não deixam qualquer margem de dúvidas sobre o “estado de guerra” em que se encontrava a Venezuela naquele domingo 2 de dezembro, que entrará para a História daquele país como o Dia da Vitória. Aqui neste vídeo, numa entrevista que o dirigente opositor Antonio Ledezma dá a um canal de televisão (que infelizmente não sei qual é), ele aponta inúmeras irregularidades, inclusive há a apresentação da líder estudantil da UCAB Zaimar Castillo, uma garota de pouco mais de 20 anos que dá uma lição de moral, dignidade e respeito às liberdades que deveria fazer corar o Chapolim de Miraflores.


Na segunda-feira pós-referendum os jornais do mundo inteiro – e do Brasil de modo especial - enalteciam duas grandes bobagens: o “espírito democrático” do mandatário venezuelano, por ter aceitado a derrota, e que “agora o povo venezuelano finalmente acordou”. Ora, o povo venezeulano há anos reage e rechaça este governo golpista e ditatorial mas as sucessivas fraudes, referendadas por organismos internacionais como a OEA e a União Européia, não permitiam que sua vontade fosse respeitada, malgrado as infinidades de denúncias com provas irrefutáveis, feitas por respeitáveis e competentes cidadãos daquele país.


E a outra bobagem, sobre o “espírito democrático” do ditador de Miraflores, cai por terra a partir mesmo da proposta de uma modificação da Carta Magna que acabava com o regime democrático e punha em seu lugar um regime socialista-ditatorial. Ainda sobre os jornais, durante esses 9 anos em que Chávez governa a Venezuela nunca se falou tanto – favoravelmente – sobre esta peçonhenta figura como agora. Parece que, por um lado, todos ficaram condoídos com o “sofrimento” dele pela perda e por outro, orgulhosos do espírito democrático, ético, digno e magnânimo ao “aceitar” a derrota. Como veremos a seguir, não houve “dignidade” nenhuma neste acatamento forçado e, ainda assim, fraudulento.


Conforme eu disse na edição passada, desde o princípio da noite do domingo que, tanto o CNE quanto todos os comandos (inclusive os Militares e Chávez) estavam de posse dos resultados mas Chávez não aceitava, por hipótese NENHUMA, sair perdedor do seu grande projeto castro-comunista. As declarações feitas à impresa pelo Chefe do CUFAN (Comando Unificado da Força Armada) e também Comandante do “Plano República”, Gen de Divisão Jesus González González, refletiam um homem tenso, de semblante crispado que traía suas palavras de que “estava tudo bem”; e as declarações do Vice-Presidente da República e presidente do Comitê Central do Comando Zamora, organização governamental que liderou a campanha pelo SIM, Jorge Rodrigues, do mesmo modo refletiam a frustração diante de uma realidade implacável, enquanto suas palavras, mentirosas, pois ele já estava de posse dos resultados, diziam que a apuração ainda estava sendo feita e que as pessoas aguardassem com calma.


Mas, afinal, o que aconteceu nos bastidores do poder naquelas 8 horas de angustiante espera? Ao tomar conhecimento de que a vitória da oposição era acachapante e por isso mesmo difícil de se fraudar, Chávez começa a analisar em seu gabinete com o alto Comando Militar no Fuerte Tiuna, encabeçado pelo Ministro da Defesa, General Gustavo Rangel Briceño e os chefes do CUFAN – general Carlos José Mata Figueroa (Exército), vice-almirante Va Zahim Ali Quitana (Armada), general Luis José Berroterán (Aviação) e general Fredys Alonzo (Guarda Nacional), além de Jesse Chacón, Diosdado Cabello, José Albornoz e Miguel Pérez Abad. Estes diziam a um indócil e irascível Chávez que ele tinha que acatar os resultados da derrota, quando mandaram retirar o palanque armado na frente do Palácio com um boneco gigante do presidente (ver foto) e dispensar os jornalistas convidados para uma coletiva de imprensa.


O Ministro da Defesa, Gustavo Briceño, levanta-se e depois de expressar seu respeito ao Comandante-em-Chefe, o adverte de que a Força Armada não iria reprimir a população. Chávez observa todos e em seguida diz: “Me mentiram, me enganaram” e recrimina Cabello com violência porque o Comando Zamora lhe informava constantemente a vitória do SIM, enquanto os informes da DIM e do DISIP diziam o contrário. Em seguida Chávez começou a receber mensagens desde a Brigada de Pára-Quedista acantonada em Maracay e da Brigada Blindada acantonada em Valencia, dos militares identificados com o general Baduel, dizendo que era inconveniente prolongar essa agonia e que eles não iriam reprimir a população, caso a verdade lhes fosse negada e se consolidasse a fraude mais uma vez. Chávez manda buscar um funcionário do CNE para que confirme as informações e este afirma que os dados são “irreversíveis”.


Os generais dizem então a Chávez: “Presidente, ponha as cifras que quiser, sempre e quando ganhe o NÃO, como é o justo, o preciso e o verdadeiro; não queremos enganos. E outra coisa: deve deixar muito claro que as tendências do voto não vão mudar, nem hoje nem amanhã. Queremos que chame o CNE e diga isso em seu nome e com o nosso respaldo”. Chávez fica calado e depois se retira para um aposento que possui no Forte e fica lá por um bom tempo. Neste quarto, sozinho com sua consciência e encarando de frente sua derrota, ele deve ter esmurrado paredes (e talvez, chorado, porque apresentava os olhos mais inchados do que de costume), pois como mostram claramente as fotos, no momento em que ele resolve “admitir” a derrota e faz um pronunciamento em cadeia nacional, sua mão direita apresenta cortes e hematomas que não haviam quando votou, conforme pode-se ver nos detalhes.


Finalmente ele retorna e “aceita” a vitória do NÃO. Esta foi a jogada: internacionalmente ele apareceria como um democrata e internamente, evitava uma provável guerra civil. Os números revelados para o mundo, portanto, foram os do acordo que passam longe de ser uma “vitória pírrica”, conforme debochou o ditador venezuelano. As cifras REAIS, conforme apontavam as últimas pesquisas de intenção dos votos feitas no último dia permitido pelo CNE, 25 de novembro, que davam 49% para o NÃO e 34% para o SIM, com uma diferença pró-oposição de 15%, foram: Bloco do “NÃO” – 6.585.433, e Bloco do “SIM” 3.265.324.


Depois do pronunciamento público, já na segunda-feira, Chávez tem um encontro com os Chefes Militares na sala “Simón Bolívar” do Palácio de Miraflores, e dentre outras coisas, faz uma ameaça velada à oposição dizendo “preparem-se porque virá uma nova ofensiva com a proposta dessa reforma, ou transformada ou simplificada”. Ocorre que o Art. 345 da Constituição vigente é claro quando diz que, “se declarará aprovada a reforma constitucional se o número de votos afirmativos for superior ao número de votos negativos. A iniciativa de reforma constitucional que não for aprovada, não poderá apresentar-se de novo em um mesmo período constitucional à Assembléia Nacional”, de modo que Chávez deve ter blefado, para parecer superior.


Em seguida, diz que a vitória da oposição foi uma “vitória de merda” porque desta vez ele não conseguiu fraudar, porque a vitória não foi sua; acusa alguns opositores, nitidamente referindo-se a Baduel, de terem sido cooptados pelo “império” e compara-se, mais uma vez, a Cristo, dizendo que até Ele teve um traidor dentre os seus. Vejam aqui o pronunciamento completo que o Notalatina apresenta com exclusividade, e que o ditador venezuelano finaliza gritando “Pátria, Socialismo ou Morte! Venceremos!”, ao que os militares presentes respondem à saudação. Observem o detalhe da mão direita ferida que aparece nesse vídeo claramente.


Dentre os vídeos recebidos de minhas fontes venezuelanas há este muito grave, apresentado pelo mesmo repórter que entrevistou Ledezma, onde ele apresenta um panfleto demonstrativo de que a fraude estava preparada e a interceptação de uma comunicação via rádio onde Freddy Bernal, aquele que municiou e protegeu o assassino de Puente Laguna no massacre do 11 de abril, dá instruções para desatar a violência na noite e madrugada posterior ao referendum. Aos poucos vão sendo descobertos os detalhes dos crimes que foram planejados para sacramentar mais uma fraude que, graças à intervenção do General Baduel, de quem tenho infinitas reservas mas cujo espírito do verdadeiro Militar fala mais alto, e cuja influência em grande parte das FAN é inegavelmente patente, pela primeira vez estes Militares deram um rotundo NÃO a Chávez e sua insanidade poupando a população de uma guerra civil.


E para culminar, o General de Divisão do Exército, Jesus González González, Chefe do CUFAN e do “Plano República”, entregou seu cargo ao chefe de Estado e solicitou passagem para a reserva. Este general também estava encarregado do Centro de Totalização do CNE e foi um dos que pediram a Chávez que aceitasse com humildade a derrota e falasse ao país. Como se vê, ainda há homens com brio e dignidade dentro das FAN venezuelanas e se houve alguma “vitória pírrica”, esta ficou mesmo com o ditador de Miraflores. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Eu havia decidido “tirar uma folguinha” hoje, depois da exaustiva semana acompanhando cada passo do movimento pelo referendum da Venezuela ocorrido ontem, mas diante das notícias dos jornais brasileiros e dos comentários e artigos que tenho lido pela Internet, não dá para ficar calada.


Em primeiro lugar, os resultados das pesquisas que os jornais brasileiros divulgaram NÃO correspondiam à realidade vivida e divulgada na Venezuela por jornais de credibilidade incontestáveis, e fico sinceramente me perguntando: onde esses jornalistas tupinikins fabricaram tais resultados? Em segundo lugar, é preciso que se conheça a realidade e as normas eleitorais daquele país para poder se entender - e julgar - a abstenção como arma, e não ficar dizendo tanta estupidez como tenho lido, não apenas em relação a esse referendum mas toda vez que a Venezuela realiza algum sufrágio.


A “pérola” de hoje vem de dona Míriam Leitão, no artigo “Razões e reflexos da derrota de Chávez”, que pode entender de economia (digo “pode” porque eu não entendo nada e por isso não posso julgá-la) mas não sabe NADA do que se passa realmente na Venezuela. E digo isto com a autoridade (sem qualquer modéstia) de quem estuda o Movimento Comunista na América Latina há quase 10 anos e tem fontes de informação sérias, confiáveis e isentas, enquanto que dona Miriam pauta-se pela cartilha comuno-petista dos jornalões tupinikins. Até parece palavra de ordem, pois só os jornais brasileiros, empenhados em desinformar e entortar a cabeça dos leitores com mentiras, divulgaram que o “SIM” tinha a preferência do eleitorado e que a vitória de Chávez era dada como certa.


Bem, ano passado se fez isto também (no Brasil e no mundo, nos jornais de esquerda), anunciando apenas as pesquisas pagas pelos petrodólares chavistas que não refletiam a realidade, e naquela ocasião ele logrou êxito através de uma mega-fraude já fartamente provada, inclusive pelo Notalatina. Desta vez, porém, a situação foi bem diferente e mesmo lá na Venezuela, ninguém se atrevia a dizer que a vitória do “SIM” era certa porque todas as pesquisas diziam o contrário, com uma margem de vitória da oposição em mais de 15%.


Então, o que foi que aconteceu este ano que Chávez perdeu? O pleito foi limpo, sem fraudes? A maioria do povo rejeitava de fato a modificação da Constituição? Dona Miriam afirma, baseada em suas fontes confiabilíssimas, que “Além de todas as bocas de urnas trazerem a vitória de Hugo Chavez, o alto índice de abstenção indicava isso: 50% não tinham ido votar. Os analistas achavam que isso favoreceria Chavez porque quem não ia votar é porque estava desanimado”. É preciso saber, dona Miriam, em primeiro lugar, que o voto não é obrigatório na Venezuela e em segundo, os abstencionistas não são “pessoas desanimadas” mas opositores, que utilizam deste recurso como uma forma de protesto por não querer legitimar uma coisa ilegal e ilegítima. Além disso, se o número de abstenções for superior ao número de votantes, a eleição será anulada. Ademais, não foi permitido a boca de urna, sendo qualificado como “delito eleitoral” e passível de punições judiciais, conforme informei ontem.


Com relação à vitória do resultado REAL e esperado do “NÃO”, não foi porque este ano não se fraudou mas porque surgiram fatos novos que Chávez não esperava, como o movimento estudantil que surgiu em maio em protesto ao fechamento da RCTV (que não guarda NENHUMA semelhança com os “caras-pintadas” tupinikins), e que ganhou a confiança e apoio de boa parte da população; alertas contundentes e com ampla divulgação sobre a fraude que estava sendo montada pelo governo – como das vezes anteriores; pronunciamentos denunciando o crime que era a implantação do modelo comunista, por parte do alto prelado da Igreja Católica e do Gen Baduel, uma força opositora de última hora mas de grande impacto nas FAN; uma vigilância e fiscalização rigorosa por parte da oposição praticamente colada nas 33 mil mesas de votação em todo o país, durante o escrutínio e validação das atas no CNE, conforme pude comprovar durante todo o dia e madrugada de ontem, através da cobertura da televisão e informes de amigos na Venezuela, como nos confirma Alejandro Peña Esclusa nesta nota: A verdadeira “Operação Torquês”.


A vitória foi aceita e divulgada porque não havia como enganar o povo mais uma vez, mas o que estava programado era mesmo a fraude. Para tanto, algumas providências foram tomadas:


1. O CNE emitiu um “Aviso Oficial” que copio textualmente:
“O Conselho Nacional Eleitoral, no uso das atribuições conferidas no artigo 209 da Lei Orgânica do Sufrágio e Participação Política, no marco da celebração do Referendo da Reforma Constitucional de 02 de dezembro de 2007, informa aos representantes dos Blocos em torno das opções do SIM e do NÃO, assim como os representantes dos meios de comunicação social que, de acordo com o previsto nas Normas para Regular o Referendo da Reforma Constitucional, publicado na Gaceta Eleitoral nº 401, fica terminantemente proibido a publicação de pesquisas, estudos ou sondagens de opinião, a partir da segunda-feira 26 de novembro de 2007”. E assina, Tibisay Lucena, Presidenta do Conselho Nacional Eleitoral.


Como se pode ver, desde que a reforma constitucional foi aprovada na Assembléia, criou-se um mecanismo oficial para impedir que a população (e a opinião pública) tomasse conhecimento da preferência, porque todo mundo sabe que as pesquisas da última semana podem modificar o cenário, através da divulgação da mídia que pode manipular para um lado ou para o outro e influenciar os eleitores idecisos.


2. Durante todo o dia, em entrevistas ou coletivas de imprensa, tanto Chávez quanto membros do Governo insistiam em pedir que a “as partes” aceitassem o resultado, fosse ele qual fosse, do mesmo modo como no ano passado porque a “vitória” já estava sacramentada pela mega-fraude;


3. Mais ou menos por volta das 10 h. recebi um informe dando conta de que fora colocado um palanque na frente do Palácio de Miraflores e de que Chávez havia convocado a imprensa para uma coletiva, sendo confirmado pela repórter da CNN que se dirigia para lá, certo que estava da vitória;


4. No referendum do ano passado a votação encerrou-se às 4 da tarde mas estendeu-se até mais ou menos às 5 h., porque fora determinado pelo CNE que as mesas só encerrassem suas atividades quando não houvesse mais pessoas na fila. Em torno de 7 da noite o CNE anunciava a vitória de Chávez, tendo apurado pouco mais de 50% das urnas. Este ano o encerramento foi mais ou menos na mesma hora mas o resultado só foi revelado 1:30 da manhã do dia 03.


Por que a demora? Nenhuma justificativa plausível era dada por parte do CNE, que dizia que tinha havido um acordo com as partes de que só se revelaria o resultado quando 80% ou 90% das urnas estivessem apuradas porque, segundo eles, a disputa estava muito emparelhada. Os líderes da oposição, que SABIAM dos resultados porque estavam acompanhando através das atas, emitiam pronunciamentos exigindo que o CNE informasse ao público por uma questão de respeito ao povo, uma vez que eles estavam proibidos de falar.


Soube através de uma amiga venezuelana, durante este intervalo, que o palanque havia sido retirado do palácio. A demora em fazer o anúncio foi porque não havia como fraudar, com toda a fiscalização da oposição presenciando o escrutínio, e a vitória era mesmo do NÃO. Chávez não aceitava isto e o CNE não tinha como satisfaser os caprichos do “menino voluntarioso”. Então, deu-se um resultado onde a derrota do ditador foi pequena, apertada, pois assim se mascarava um pouco a realidade acachapante de que a maioria absoluta do povo o rejeita e rejeita sua ideologia sinistra e criminosa.


Mas a grande vitória ainda não foi alcançada, pois Chávez tem pela frente 5 anos de mandato e os poderes da Lei Habilitante. Através dessa LH ele pode fazer e desfazer o que lhe der na telha, legalmente, o que é um perigo a partir dessa derrota sofrida ontem, pois não podemos esquecer que Chávez é um psicótico em surto, comunista e com um projeto revolucionário para toda a América Latina. De todo modo, essa vitória serviu como um oásis em meio ao deserto que os venezuelanos estão vivendo.


E ontem também houve eleições em Cuba e na Rússia, onde Putin e seu partido Rússia Unida (RU) sairam vitoriosos, na base da fraude, e das pressões do FSB sobre quem não dança de acordo com a música do Kremlin. E em Cuba, Fidel foi indicado mais uma vez para o cargo de deputado, podendo “concorrer” à Presidência no próximo ano. Como se vê, as ditaduras se servem sem qualquer pudor de um instrumento da democracia, para consolidar sua ditadura. Mas, como o sr. da Silva não feqüentou escola e detesta ler ou estudar, fica apregoando que na Venezuela há excesso de democracia somente porque as pessoas votam. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro










Após uma espera angustiante, tensa e demoradíssima, às 2:25 AM saiu, finalmente, o resultado do referendo: com 39% de abstenção, 50,70% no Bloco A e 51,05% no Bloco B, o NÃO foi irreversívelmente dado como vitorioso!



O CNE estava repleto de militares e policiais fortemente armados e, creio, a demora em se revelar o resultado, que os dirigentes de partidos políticos sabiam desde às 10 da noite, foi porque o resultado tinha sido contra Chávez e eles não sabiam como dizer, porque a fiscalização foi intensa e acirrada, e não havia um modo de fraudar, de mentir.



Em seguida Chávez fez (está fazendo) um pronunciamento com a voz embargada mas cuido disso amanhã, porque estou exausta. Agora, só quero recolher-me e agradecer a Deus pela graça imensa que Ele nos concedeu à toda a América Latina.



Deus seja louvado! Deus abençoe os venezuelanos e todos os povos de nossa América!



Fiquem com Deus e até a próxima!



Comentários: G. Salgueiro