quinta-feira, 29 de novembro de 2007







Na edição de ontem o Notalatina demonstrou, através dos vários e sucessivos episódios, que o ditador Chávez está em surto psicótico agudo e quanto mais tenta sair do atoleiro em que se meteu – voluntariamente – mais afunda e é tragado pela areia movediça. Sua perseguição (e paranóia de que o estão perseguindo e planejando um magnicídio) aos que se lhe opõem perdeu completamente o freio, a ponto de um articulista ter sugerido que o pusessem numa jaula. É o que deve ser feito com urgência, penso eu.


Não tem escapado ninguém de sua metralhadora giratória. Ontem sobrou para a emissora de televisão CNN em Espanhol, por uma falha técnica ocorrida durante o programa “Encuentros”, do âncora Daniel Viotto. Ele relatava o assassinato de um jovem jogador de futebol americano, Sean Taylor, mas os técnicos puseram as imagens de Uribe e Chávez, quando o repórter fazia a pergunta: “quem o matou?”. O erro foi corrigido imediatamente – eu vi a falha, pois costumo assistir o programa – com o pedido de desculpas de Viotto, informando que as imagens haviam sido trocadas.


Tomado de ira, mesmo depois de a CNN ter-se desculpado pela falha, Chávez criou o maior alvoroço dizendo que aquilo fora uma “instigação ao magnicídio por parte de um canal de direita do fascismo” e que “começou a operação de guerra psicológica da qual faz parte e desinformação da CNN”. Acrescentou ainda: “Peço à Procuradoria que comece a estudar a possiblidade de processar a CNN por instigação ao magnicídio na Venezuela. Eles terão que explicar por que puseram durante 7 segundos meu rosto e ‘quem o matou?’ perante o mundo”.


Na sua loucura, Chávez acredita piamente que pode subjugar o mundo inteiro aos seus caprichos de menino sem educação e voluntarioso. Dias atrás ele havia agredido verbalmente padres e bispos da Conferência Episcopal Venezuelana - que é o oposto da nossa CNBB, pois segue as normas do Vaticano e os fundamentos da verdadeira Igreja e Cristo. Através da presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, acordou-se aceitar a denúncia interposta pelo bloco do “Sim”, ou seja, das milícias chavistas, contra a Conferência Episcopal Venezuelana à qual será processada administrativamente e proibida a difusão pela Globovisión de um vídeo pelo “Não”.


Dona Tibisay fez referência a “uns grupinhos que têm uma capanhazinha de rumorezinhos (assim mesmo, cheio de diminutivos), que vão construindo os argumentos que necessitam para desconhecer os resultados eleitorais” e pede aos dois blocos que encerrem as campanhas com “o cárater pacífico no qual se desenvolveu a campanha até agora”. Comunista mente por dever de ofiício mas esta fulana abusa da dissonância cognitiva, provado aqui neste blog, através das fotos dos estudantes torturados, além dos inúmeros vídeos que apresentamos desde o começo desta cobertura.


Ora, dona Tibisay, tenha vergonha nessa sua cara, deixe de ser cínica e veja que papel ridículo a senhora está fazendo! A única verdade está nas suas palavras, contrariando o que até mesmo seus olhos, e os olhos do mundo inteiro estão fartos de VER, não é? As imgens de hoje reforçam o que vimos denunciando há tempo; vejam sobretudo a “harmonia e gentileza da Polícia”. Ontem, os estudantes da Universidade Metropolitana, em Caracas, tiveram que correr para escapar dos gases lacrimogêneos que a Polícia lança constantemente impedindo as manifestações opositoras. Na Universidade Andrés Bello os estudantes ficaram sitiados ontem à noite, porque os bandos motorizados chavistas, armados de escopetas, se postaram no portão de saída da universidade impedindo-os de sair.


Acabei de receber um documento da Human Rights Foundation, em que esta respeitável entidade defensora dos direitos humanos se pronuncia pela proteção ao líder estudantil Yon Goicoechea, cujo teor darei conhecimento na edição de amanhã, para desmascarar, mais uma vez, dona Tibisay e toda a ala esquerdopata, inclusive o sr. da Silva, que enxerga excesso de democracia naquele infeliz país.


Chávez tem o hábito de chamar a todos os opositores, venezuelanos ou de outros países, de golpistas mas esquece de olhar o próprio rabo. Neste excelente vídeo “Ele me mentiu” e neste outro “27 de novembro de 1992”, contrario dona Tibisay, seu Lula e o Champolim de Miraflores com FATOS e não com discursinhos de porta de fábrica ou de palanque de beira de estrada. O primeiro vídeo mostra as mentiras prometidas de quando Chávez ainda era candidato em 1998, a miséria reinante por toda a parte da Venezuela e o falso juramento da campanha presidencial do ano passado, cujo mote era “por amor”. E o segundo, mostra o fracassado golpe de 1992, liderado por Chávez – que idealizou, dava as ordens mas não se expôs -, deixando um saldo de 50 mortos e inúmeros feridos. Golpista, assassino e mentiroso, hoje este delinqüente “acusa os outros daquilo que ele fez e faz”, como manda o ideário leninista.


Continuando a desmascarar a farsa deste “show de democracia, paz e harmonia” na campanha pelo referendum, provo aqui, mais uma vez, a perseguição aos que tentam alertar sobre este criminoso GOLPE DE ESTADO que está para ser dado no próximo domingo, como é o caso do meu amigo Alejandro Peña Esclusa, cuja nota trascrevo abaixo. Fiquem com Deus e até amanhã!


Investigam a Peña Esclusa por difundir vídeo


Segundo um cabo da agência cubana de notícias, Prensa Latina, datado de ontem (27) nesta cidade (1), o presidente da Comissão Política Interior da Assembléia Nacional, deputado Tulio Jiménez, solicitou investigar o dirigente político Alejandro Peña Esclusa por difundir um vídeo intitulado “Como impedir a reforma?” que, na opinião de Jiménez, constitui um “chamado à sublevação popular”.


O parlamentar indicou que, com o vídeo, Peña Esclusa “tenta sublevar a população, em um claro esquema de incitação a um delito, muito parecido ao utilizado nos dias anteriores ao golpe (de Estado) de abril de 2002”, pelo qual solicitou a intervenção do Ministério Público.


Chama a atenção a reação tardia do Governo, posto que o vídeo tornou-se público há dois meses e desde então tem circulado massivamente pelas redes de Internet, está disponível em inúmeras páginas web, dentro e fora do país, foi reproduzido integralmente pelo Canal Latino TV de Espanha e em 30 de outubro foi resenhado por um cabo de EFE (2), que foi publicado nos principais jornais latino-americanos.


Peña Esclusa reagiu dizendo: “O Governo está muito assustado. Teme que o povo saia às ruas para protestar contra a fraude que se cometerá em 2 de dezembro. Querem me pôr de bode expiatório, porém isto não freará os protestos”.


“Os responsáveis pelo protesto são os que pretendem impor uma Constituição totalitária, contra a vontade da imensa maioria dos venezuelanos. Os protestos continuarão e, inclusive, se incrementarão, até estender-se por todo o território nacional, não por causa do vídeo, mas porque as pessoas não querem submeter-se ao modelo cubano, nem estão dispostas a que seus filhos sejam doutrinados com as idéias de Che Guevara”, disse.


O vídeo “Como impedir a reforma?” está disponível em nossa página web ou pode-se vê-lo em http://www.youtube.com/watch?v=E_tFMu6_p1Y


(1) Cabo de Prensa latina: http://www.prensalatina.com.mx/article.asp?ID=%7B0158FF69-F6AD-4BC1-9119-44D6474AB7D3%7D


(2) Cabo de EFE: http://actualidad.terra.es/nacional/articulo/llaman_impedir_reforma_constitucional_focos_1973172.htm


Fonte: Fuerza Solidaria


Tradução e comentários: G. Salgueiro








O termômetro continua subindo na Venezuela deixando à mostra o desespero de Chávez para o mundo inteiro. O primeiro sintoma da agudeza desse surto psicótico foi o episódio degradante na Cúpula Iberoamericana ocorrida no Chile, em que foi necessário a intervenção do Rei Juan Carlos de Espanha que vem sendo acusado, por Chávez e seus seguidores, de tê-lo mandado calar-se. Quem disso usa disso cuida, diz o ditado, pois quem MANDA calar-se aos outros, quando lhe dá na telha é Chávez; o rei, perplexo com tanto desrespeito e falta de educação “perguntou” por que ele não se calava, pois a vez de falar era de Zapatero que não conseguia porque era constantemente interrompido pelo rude e sem educação ditador da Venezuela, acostumado às reuniões de seus kamaradas terroristas e criminosos do Foro de São Paulo.


Ainda na mesma cúpula, Chávez entendeu de se meter num assunto que não lhe diz respeito sobre a questão do mar territorial que está sendo reivindicado pela Bolívia ao Chile, causando mais constrangimentos. Porque ele paga as contas do cocalero Morales acha que pode interferir em assuntos de Estado, embora viva apregoando o respeito à “auto-determinação dos povos”. Essa discussão é antiga e vem sendo tratada desde que Morales e Bachelet assumiram a presidência de seus países; Bachelet, com a autoridade que o cargo lhe confere, mandou Chávez recolher-se à sua insignificância mas no Basil não se falou disso. Depois, foi a vez do rei Abdullah, da Arábia Saudita, durante encontro da OPEP que, diante da afirmação de Chávez de que a OPEP “deveria atuar como uma entidade política”, ouviu do rei: “O petróleo é uma energia para o desenvolvimento e não deve ser uma ferramenta para conflitos ou emoções”. Bingo!


E no fim-de-semana passado o presidente Álvaro Uribe, finalmente, conseguiu entender o erro que cometeu em aceitar Chávez como “mediador” entre as FARC e o governo da Colômbia, no acordo humanitário para libertar os reféns seqüestrados há anos por este bando narco-terrorista. O que Chávez pretendeu quando se ofereceu como mediador, na realidade, foi legitimar seus encontros com os chefões daquele bando – que pertence ao Foro de São Paulo juntamente o sr. Lula que é membro fundador e que recusa-se a denominá-los como terroristas por serem parceiros e amigos – com o aval da comunidade internacional sem despertar a mais mínima suspeita.


Chávez foi com muita sede ao pote e teve encontros com Raúl Reyes e Manuel Marulanda “Tirofijo”, descumprindo o acordo feito de que a intermediação não seria através dos “cappos”. Ademais, uma das partes do acordo que era apresentear uma prova concreta de que a franco-colombiana Ingrid Bettancourt, estava viva, não apareceu em momento algum, nem para Uribe nem para Sarkozy, deixando o presidente francês igualmente insatisfeito com sua “atuação”.


Então, no sábado Uribe destituiu Chávez da função, desencadeando a fúria do psicopata que agora posa de vítima e arremete para todos os lados agredindo e acusando todos que não fazem suas vontades. Em comunicados em seu programa “Alô Presidente” Chávez usou, como de costume, impropérios e calúnias contra o presidente da Colômbia que manteve e mantém a classe e a compostura que se espera de um mandatário de um país. Chávez, ao contrário, continuou sua cruzada ensandecida, primeiro tirando seu embaixador daquele país e hoje, em resposta ao enérgico pronunciamento feito por Uribe (que segue abaixo traduzido na íntegra) domingo passado, disse que não terá mais relações com a Colômbia enquanto Uribe for presidente, alegando que Uribe é “um presidente que é capaz de mentir descaradamente, desrespeitar outro presidente ao qual é chamado de seu amigo, ao qual é chamado para ajudá-lo”.


Ok. Antes de transcrever o pronunciamento de Uribe, os convido à reflexão sobre quem “mente descaradamente”: se Chávez, que nega envolvimento com as FARC mas ofereceu cidadania a um dos membros do Estado Maior e considerado “chanceler” das FARC, Rodrigo Granda Escobar, - que vai inclusive votar no referendo de domingo com a cédula eleitoral de nº V-22942118, outorgada pelo Registro Eleitoral Permanente (REP) do CNE -, ou Uribe, que lhe joga na cara suas ligações mais que provadas com as FARC, que já têm em seu haver mais de 60.000 mortes e um sem-número de seqüestros? Cabe ainda acrescentar que Granda havia sido preso na fronteira entre Colômbia e Venezuela em 2004, numa operação conjunta entre militares da Colômbia e do DISIP da Venezuela, mas foi libertado por Uribe este ano como prova de sua boa-vontade em negociar o soltura dos reféns. Granda foi “descansar” em Cuba, as FARC não soltaram nenhum refém, e agora ele voltou para a Venezuela a fim de “ajudar” nessa pseudo-negociação.


Há muito o que falar sobre este assunto mas por hoje fico apenas com isto e o pronunciamento de Uribe que, aliás, foi feita hoje uma pesquisa para saber como ficou sua popularidade depois desse entrevero com o desesperado ditador da Venezuela e o resultado foi um nada surpreendente 80% de apoio e aprovação. Fiquem com Deus e aguardem até amanhã, com mais informações atualizadas sobre o que DE FATO está se passando na Venezuela.


Declaração do Presidente Álvaro Uribe Vélez, desde Calamar, Bolívar


“Permitam-me, compatriotas de Calamar, alterar um pouco a agenda do tema que nos ocupa, para fazer umas reflexões sobre esta declaração do presidente Chávez.


Presidente Chávez: a verdade, com testemunhas, é que a você se permitiu mediar com as FARC, como pediu. A você se permitiu reunir-se com as FARC como pediu. A você se permitiu reunir-se com o ELN. A você se permitiu que Rodrigo Granda se transferisse de Cuba para a Venezuela. E como em tantas ocasiões anteriores, as FARC voltaram a mentir, voltaram a descumprir o prometido.

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A verdade, presidente Chávez, e a verdade com testemunhas, é que quando não há argumentos e se apela para insultos, como você o faz, se afetam não somente as relações internacionais mas que, neste caso, você com seus insultos e sua falta de argumentos fere a dignidade do próprio povo da Venezuela que você representa.


A verdade, presidente Chávez, é que nós necessitamos de uma mediação contra o terrorismo e não legitimadores do terrorismo. Suas palavras, suas atitudes, dão a impressão de que você não está interessado na paz da Colômbia, senão em que a Colômbia seja vítima de um governo terrorista das FARC.


A verdade, presidente Chávez, a verdade com testemunhas, como a nossa, é que nós necessitamos que nos ajudem a superar esta tragédia do terrorismo, porém que não se aproveitem da necessidade do acordo humanitário para invocar a ajuda da Colômbia e vir à Colômbia simplesmente para intervir nela, para fomentar um projeto expansionista.


A verdade, presidente Chávez, é que se você está fomentando um projeto expansionista no Continente, na Colômbia esse projeto não tem entrada.


A verdade, presidente Chávez, a verdade com testemunhas, é que não se pode incendiar o Continente como você faz, falando um dia contra a Espanha, no outro dia contra os Estados Unidos, maltratando um dia o México, no dia seguinte o Peru, na manhã depois a Bolívia. Não se pode maltratar o Continente, incendiá-lo, como você o faz, falando de imperialismo quando você, baseado em seu pressuposto, quer montar um império.


A verdade, presidente Chávez, é que não se pode maltratar a História, não se pode manchar a memória dos heróis, desfigurando-os na demagogia popular, para desorientar os povos.


O General Santander nos deu o exemplo do apego à lei. A verdade, presidente Chávez, é que não se pode burlar a lei, como você o faz, tratando de maltratar o General Santander, para substituir a lei pelo capricho pessoal.


A verdade, presidente Chávez, a verdade com testemunhas, é que não se pode desorientar o povo interpretando mal o legado do Libertador Bolívar. O Libertador foi integracionista, porém não expansionista. O Libertador deu a independência a nossas nações, porém não lhes trouxe uma nova era de submissão. O Libertador não andava tratando de tirar do território americano a dominação européia, para impor, como você quer fazer, sua própria denominação, baseada no poderio de seu orçamento, ao povo da Venezuela e ao povo da Colômbia.


A verdade, presidente Chávez, é que o povo da Colômbia tem todo o direito de derrotar o terrorismo, tem todo o direito de aceitar mediações, porém não mediações que busquem o protagonismo político, o assenhoramento político do terrorismo.


Me preocupa muito que você, afanado por pretensões eleitorais, agora trate de apelar ao velho truque de estimular na Venezuela o ódio contra a Colômbia e contra o Governo da Colômbia, para buscar seu favorecimento eleitoral.


A verdade, presidente Chávez, é que os antecedentes de meu Governo mostram que em nossa difícil luta contra o terrorismo, temos sido respeitosos de todos os Governos e de todos os países do mundo. Apelo à reflexão, à consciência do povo da Venezuela para examinar este tema. Enquanto um Governo não é capaz de censurar às FARC, se censura injustamente o Governo da Colômbia e a contradição é que o Governo da Colômbia, enfrentando os terroristas, jamais, jamais desrespeitou o Governo da Venezuela nem o povo da Venezuela.


A verdade, presidente Chávez, é que o comunicado de ontem é sustentado por nossos antecedentes, por nossos fatos e tem testemunhas.


A verdade, presidente Chávez, é que a cada momento se conhecem novos elementos. Nosso Cônsul nos Estados Unidos, que acompanhou a senadora Córdoba (Piedad) à reunião com um dos presos pertencentes às FARC que estão nos cárceres dos Estados Unidos por causa do narcotráfico, nosso Cônsul nos informou que a senadora Córdoba falou com o preso das FARC sobre política, está bem; da possibilidade de uma constituinte na Colômbia, está bem. Tudo isso é respeitável, mesmo que não estejamos de acordo. Porém, a senadora também falou da necessidade de um Governo de transição na Colômbia.


A verdade, presidente Chávez, é que isso dá o direito aos colombianos de interpretar que na mediação, à qual você convidou a senadora Piedad Córdoba, de acordo com as atitudes da senadora e com estes comentários, essa mediação estava mais interessada em possibilitar um Governo com influência do terrorismo na Colômbia, do que em ajudar-nos a superar a tragédia dos seqüestrados e a conseguir a paz.


Desde Calamar (Bolívar), esta região da Pátria hoje tão açoitada pelas inundações, digo ao mundo que pedimos e recebemos ajuda, porém não aceitamos projetos expansionistas.


Desde Calamar, esta região açoitada hoje pelas inundações, digo ao mundo que aqui há pobreza e limitações, porém há dignidade.


O dinheiro se consegue todos os dias, mesmo que em umas nações seja mais escasso que em outras. Porém, a dignidade, o respeito ao ser social, o respeito às liberdade individuais, quando se perdem esses valores, é difícil voltar a recuperá-los.


Nós seguiremos fazendo todos os esforços para derrotar o terrorismo, para recuperar nossos concidadãos seqüestrados, porém não admitimos que se abuse de nossa tragédia para dar razão ao terrorismo.


Não admitimos que se abuse de nossa tragédia para vir incorporar a Colômbia a um projeto expansionista que pouco a pouco vai negando as liberdades que com tanta dificuldade este continente conseguiu conquistar”.


Fonte: http://web.presidencia.gov.co/sp/2007/noviembre/25/08252007.html


Comentários e tradução: G. Salgueiro

terça-feira, 27 de novembro de 2007


















Durante toda esta semana, até o domingo 2 de dezembro, data do referendum, o Notalatina vai emitir boletins sobre a situação da Venezuela, considerando sobretudo que os jornais brasileiros estão informando notícias que são repassadas pelos órgãos oficiais do governo chavista e dos “companheiros de viagem”, ou seja, transmitindo notícias falsas, mascaradas ou mesmo omitindo informações essenciais para que se possa compreender o que de fato está ocorrendo lá.



Ontem em um confronto de rua em Valencia, no estado Carabobo, um operário resultou morto por dois disparos de bala. Chávez de imediato saiu acusando a oposição pelo assassinato, afirmando que isto é uma prática recorrente entre os que lhe são contrários. Ora, isto é uma deslavada MENTIRA porque quem mora lá ou acompanha a situação política venezuelana como eu, desde 2001, é testemunha (se não presencial, mas através de fotos e vídeos) de que as “armas” da oposição são apitos, bandeiras e caçarolas.



Em um evento no Fuerte Tiuna ontem à noite, Chávez disse: “Já identificamos o assasino, porém ele forma parte dessas campanhas midiáticas envenenadas pelo livreto norte-americano”. E mais adiante: “Se eles buscam o caminho da violência, tenham a certeza de que saberemos enfrentá-los nas ruas e varrê-los como já fizemos em 13 de abril de 2002. Nada impedirá que tenhamos pátria”. E aos seus seguidores advertiu: “Devemos estar muito alertas. Já setores enlouquecidos e desesperados da oposição começaram hoje com um plano de violência nas cidades de Maracay e Valencia; lançaram agressões contra o povo e assassinaram um jovem trabalhador que trabalhava em Petrocasa, só porque reclamou que o deixassem passar (...) e havia um grupo de enlouquecidos e envenenandos fascistas que lhe meteram dois tiros e o mataram”.



Os FATOS contradizem esta arremetida insensata, como tudo que este psicopata assassino diz. Em primeiro lugar, ainda não se havia feito a perícia para determinar o tipo de projétil, e portanto de arma, que feriu de morte o rapaz e conseqüentemente, não se tinha o culpado pelo assassinato. Segundo, o tumulto ocorreu quando um grupo de pessoas se manifestava pelo NÃO próximo de onde estavam os operários quando chegou um caminhão carregado de militantes chavistas, armados até os dentes. Os desordeiros desceram no caminhão atirando e acabou atingindo o rapaz que, apesar de ser simpatizante do oficialismo, não tinha nada a ver com o caso. Entretanto, o que estes bandos de delinqüentes queriam era arranjar um vítima, fabricar um mártir para acusar a oposição e nada mais.



O que os jornais brasileiros não informam, porque não convém e o governo provavelmente não permite, é que no dia 23 pp. dois líderes estudantis da Universidade Fermin Toro foram seqüestrados em Lara por uns encapuzados vestidos de preto, que usavam uma Blazer preta sem placas, e que após interrogá-los sob a ameaça de uma pistola sobre fontes de financiamento, nomes dos estudantes que participaram das marchas que eles traziam em álbuns de fotos, os espancaram, torturaram e queimaram com cigarro, como se pode ver nas fotos exibidas. É assim que age o chavismo, em absoluto desespero, pois tanto Chávez quanto seus seguidores estão vendo que é um país inteiro que o rechaça e rechaça seus planos de implantar uma revolução comunista como em Cuba.



Também os jornais brasileiros não divulgaram que ontem à noite Chávez ameaçou o presidente da Fedecamaras (Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela) de tomar-lhes tudo e deixá-los “sem fé, sem de, e sem câmaras”, apenas porque o presidente desta entidade disse que fariam tudo para evitar que se aprove a reforma constitucional. Diante dessas afirmações e de tudo que foi denunciado acima, será que existe dúvidas de onde parte a agressão, a violência e o “projeto de desestabilização nacional” que Chávez tanto acusa a oposição? Se ainda resta alguma dúvida, vejam este vídeo “O massacre de 11 de abril foi planejado” que traz depoimentos de militares que PROVAM a resposabilidade criminal deste elemento que acusa a oposição daquilo que ELE faz, como manda o ideário leninista.



E para concluir a edição de hoje, leiam esta nota emitida agora por Alejandro Peña Esclusa acerca de uma fraude patética e grotesca elaborada pelo próprio governo do louco Chávez, através do site oficialista “Aporrea”, que vem acusando-o de “conspiração”. Eu li o “documento” publicado neste site de extrema esquerda chavista e é tão grosseiro e primário que só dá mesmo vontade rir do que são capazes (ou incapazes e incompetentes?) de produzir pessoas loucas, à beira do desespero. Seria interessante que a própria CIA tomasse conhecimento deste “relatório confidencial” elaborado não por algum de seus agentes, mas pelos agentes do governo da Venezuela (ou seria de inspiração dos agentes cubanos que dão as cartas nos serviços de segurança do país?) que se fazem passar por eles. Leiam a nota de Peña Esclusa, fiquem com Deus e até a próxima!







***



Governo elaborou memo da CIA



Por: Alejandro Peña Esclusa








Faltando poucas horas para o referendum, o oficialismo recorreu a um ridículo mecanismo para tratar de evitar sua iminente derrota e para acusar a oposição de seus próprios crimes. Trata-se – embora vocês não creiam – de um “memorando confidencial” da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA).



Segundo este documento, obtido secretamente da Embaixada Norte-Americana em Caracas, o senhor Middleton, funcionário local, informa ao senhor Hayden, diretor da CIA, que o SIM leva uma vantagem sobre o NÃO de 13 pontos percentuais.



A “análise confidencial” da Embaixada – elaborada sem dúvida em um laboratório chavista – assegura que esta “tendência é irreversível” e que a única maneira de frear o provável triunfo do oficialismo é falando de fraude, impedindo o referendum ou desconhecendo seus resultados.


“Peña Esclusa está disseminando em todo o território nacional pequenos focos de protesto, para que gerem um clima de ingovernabilidade, permitindo culminar no levantamento geral de uma parte substancial da população”.



O documento, publicado na página Aporrea, causa tanto riso quanto a Radio Rochela* (que no momento carece de sinal aberto). Entretanto, o oficialismo pretende levá-lo muito a sério, tanto que Maripili o leu inteiro em seu programa de rádio desta tarde, depois de acusar-me, como o fez esta manhã Calixto, de ser o promotor do ocorrido ontem em Aragua e Carabobo.



Maripili anunciou uma grande descoberta. Ela viu pela primeira vez o vídeo intitulado “Como impedir a reforma?” que, desde há dois meses, este humilde servidor fez circular por meia Venezuela de maneira bastante pública e notória. Porém, ela só veio tomar conhecimento ontem à noite, quando “La Hojilla” teve a gentileza de pô-lo integralmente no ar.



Na realidade, estes gestos tragicômicos pretendem encobrir – sem nenhum êxito – o temor que o oficialismo sente pela derrota que se avizinha. Não me refiro à derrota eleitoral, porque essa se reverte facilmente com a fraude, mas a derrota popular. O Regime teme que os protestos de ontem sejam um ligeiro tiragosto, comparados com os que haverá em 3 de dezembro, se Tibisay Lucena se atrever a proclamar o triunfo do SIM.



E quanto à das Forças Armadas? Bem, Uribe já reconfirmou publicamente. Chávez é o principal aliado da guerrilha colombiana, organização terrorista que assassina e seqüestra não só na Colômbia mas também em nosso território. Os militares venezuelanos não se prestarão ao papel de reprimir os protestos pacíficos do povo venezuelano, para sustentar a ditadura do “legitimador das FARC”.



* Radio Rochela era um programa humorístico muito apreciado e popular, apresentado pela expropriada “RCTV”.



Comentários e traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 26 de novembro de 2007




O Notalatina traz hoje COM EXCLUSIVIDADE PARA O BRASIL, uma entrevista com o ex-espião cubano Uberto Mario Hernández, que trabalhou na embaixada cubana na Venezuela, entre 2000 e 2003, e resolveu falar à jornalista María Elvira Salazar no programa “Polos Opuestos”, da MegaTV de Miami, em junho deste ano. Hoje ele vive exilado na Flórida, depois de haver desertado.


Mario é jornalista desportivo e trabalhava na “Radio Rebelde” em Pinar del Río (Cuba) quando foi mandado para a Venezuela. Lá, ele foi trabalhar como espião na embaixada de Cuba e recebeu, por parte do governo da Venezuela, identidade, passaporte e endereço como venezuelano, com o nome de José Carlos Contrera. Dentre outras coisas, ele conta que sua função principal era espionar jornalistas opositores e repassar as informações para o embaixador de Cuba na Venezuela, German Sanchez Otero. Sobre esses documentos falsos que ele diz ter recebido não é novidade, pois aqui mesmo neste blog eu já denunciei isto inúmeras vezes, inclusive em época de eleições e referendos onde mais e mais agentes do G2 cubano chegam para dar apoio a Chávez e votar a seu favor.


A espionagem é feita não só aos opositores venezuelanos mas também aos cubanos que estão lá nas “missões” (médicos, desportistas, alfabetizadores – que são FUNCIONÁRIOS do governo). Mário conta que certo dia foi chamado ao escritório do diretor geral do aeroporto de Maiquetia, - Cel Tomás Rodríguez, que cuidava da segurança na embaixada cubana - , na cidade de Vargas, e que através de um lap top ele pôde ouvir TODA a conversa que esses cubanos estavam tendo com suas famílias na Ilha, (eles tinham direito de ligar DE GRAÇA para Cuba cuja despesa era paga pela PDVSA, ou seja, o Estado venezuelano, com o dinheiro do povo); todos eram monitorados completamente, inexistindo privacidade de informações. Os informes (“chuletas”) colhidos daí e de outras coberturas, eram enviados para a central de espionagem dos cubanos que fica no 3º andar do prédio da embaixada e de lá enviado para Fidel via mala diplomática.


Ele conta que a empresa CONEXTEL, que importa e exporta todo o material de eletrônica em Cuba, fez um acordo com o governo na Venezuela e está lá desde 19 de outubro de 2000. Todo o material que é utilizado para doutrinação e treinamento (áudio, vídeo, DVD) é feito pelo Departamento Ideológico do Partido Comunista de Cuba e elaborado pela CONEXTEL, inclusive funcionários do Instituto Cubano de Rádio e TV estiveram na Venezuela – mais de 100 pessoas – montando rádios comunitárias e serviços de escutas, como esse do aeroporto de Maiquetia. O próprio Mario montou 9 dessas rádios comunitárias, cujo objetivo é fazer doutrinação ideológica e espionar, através de delinqüentes que vivem espalhados pelos diversos bairros e que gravam conversas ouvidas de opositores, e depois entregam à embaixada cubana.


A Internet também está monitorada – leia-se CENSURADA -, sobretudo depois que a maior empresa do ramo, a CANTV, foi estatizada. TUDO o que os opositores assinantes de CANTV escrevem e que circula pela rede, é monitorado diretamente por esses espiões na embaixada de Cuba, e são mais 1.000 os infiltrados no Departamento de Segurança da Venezuela. O assessor de Chávez para a criação da TeleSur chama-se Ovidio Cabrera, que é Vice-Presidente do Instituto Cubano de Rádio e TV, ideólogo do PCC há 30 anos. Agora é possível compreender porquê a maioria dos e-mails que envio para amigos que utilizam este provedor é devolvido, com o “simpático” aviso de que a mensagem não foi entregue porque enviei spam. Vale destacar aqui, também, que este tipo de censura e monitoramento está sendo feita pelo ParTido-Estado, pois em nota recebida ontem, a jornalista Dora Kramer denunciava que os computadores dos funcionários do Ministério da Fazenda eram bloqueados pelo “comitê de segurança” a acessar a página do PSDB e de informativos sobre “política e opinião” por serem assuntos “não profissionais”. O site do PT, entretanto, é liberado. E em breve, seremos todos nós, funcionários de Ministérios ou não.


Outra informação grave, denunciada nesta entrevista, dá conta de que na ilha La Orchila há uma base de espionagem – Centro de Operações de Internet – e uma base de submarinos. Essa base usa a fachada de uma agência de mergulhos, entretanto, foi aí que se reuniram Chávez, Fidel, Sanchez Otero e outros para criar um cabo submarino que liga Cuba e Venezuela, aumentando em 2.500 vezes as comuicações entre os dois países. Isto justifica as compras de submarinos russos que Chávez fez ano passado. Cabe lembrar que todas as operações ilícitas feitas por Fidel Castro, sobretudo com relação ao narcotráfico, foram feitas utilizando submarinos em águas internacionais, daí porque o DEA sempre teve dificuldade em provar que o governo ditatorial cubano participava ativamente do narcotráfico, conforme relata Luis Grave de Peralta Morell, em seu livro “A Máfia de Havana”, ainda inédito no Brasil. Quem montou este Centro de Operações em La Orchila foi o sr. Angel Gamos, um dos últimos oficiais da Segurança de Cuba, que é filho do Coronel Cargame, delegado do Ministério do Interior (MiNint) encarregado do caso do General Ochoa, fuzilado após “confessar” sua participação no narcotráfico, coincidentemente neste caso em que o DEA não encontrou provas. Ele foi o bode expiatório escolhido para salvar a pele de Fidel e Raúl, porque o DEA estava a um passo de chegar a esta conclusão...


Mas a parte mais preocupante e grave desta bombástica entrevista é quando ele fala do recrutamento de jovens para o exercício da espionagem e militância. Ele explica que os “Círculos Bolivarianos” são formados por hordas de delinqüentes, drogados, marginais que não têm nada a perder e que agem de forma violenta e armada, conforme o Notalatina apresentou em sua última edição sobre as agressões sofridas pelos estudantes, dentro das universidades. Ex-funcionários do regime cubano estão na Venezuela dando aulas de espionagem nas “Escolas de Capacitação de Trabalhadores Sociais”, nome muito elegante para esconder seus reais objetivos. Por essas escolas já foram doutrinados e treinados durante 45 dias, mais de 5.000 jovens venezuelanos que formam hoje os “Comitês de Jovens Bolivarianos”, cujo objetivo é difundir e arregimentar adeptos à revolução bolivariana. Aqui no Brasil existem vários desse grupos que apresentam-se com o nome de “Círculos Bolivarianos”, mas cujo objetivo é o mesmo dos Comitês de Jovens, conforme pode-se comprovar através deste artigo Círculos Bolivarianos no Brasil, escrito por Carlos I. S. Azambuja para o site Mídia Sem Máscara.


É isto que está ocorrendo na Venezuela hoje e é isto que está invadindo nosso país, silenciosa e cinicamente, porque a mídia inteira se cala sobre estes crimes que provêm da união maligna entre Chávez+Lula+Castro, o “Eixo do Mal” do Foro de São Paulo, denunciado há quase uma década pelo saudoso Dr. Constantine Menges.


Será que depois de ouvir esse depoimento tão grave e fidedigno, pois o autor das denúncias foi participante direto de tudo que denuncia, os brasileiros ainda vão fica indiferentes à malignidade do ingresso definitivo de Chávez ao Mercosul? Será que os nacionalisteiros – civis e militares – ainda vão “lamentar” que alguém no Brasil não queira a ajuda de Chávez? Deixo com a consciência de cada um, julgar de que lado quere ficar: se do Brasil, com toda esta corja de comunistas no raio que os parta, ou mancomunados com a pior escória do planeta apenas para ser contra tudo (sem separar o joio do trigo) que vem dos Estados Unidos.


Aqui estão os vídeos da entrevista que juntos somam pouco mais de 15 minutos: Cuba espia na Venezuela com permissão - Parte 1 e Cuba espia na Venezuela com permissão - Parte 2. Ajudem a denunciar estes crimes!
Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro



















sábado, 10 de novembro de 2007





Desde o início do mês de novembro a Venezuela tem intensificado suas manifestações contra a nova reforma constitucional imposta pelo ditador Chávez, - com a aprovação total da Assembléia Nacional (AN) após modificar 69 artigos – e, mais uma vez, são os estudantes das universidades os que têm praticamente encabeçado tais movimentos. A primeira marcha opositora ocorreu dia 3 e no dia 4 Chávez fez a dele, como sempre comprada e patética com aquele mar vermelho de gente agressiva e bêbada que o bajula, como ocorre também aqui no Brasil com as claques organizadas pelo governo petista para aplaudir o Sr. da Silva, pois a sociedade já mostrou que ele merece mesmo é ser vaiado.


No dia 7 os estudantes promoveram uma grande e pacífica marcha pelo centro de Caracas dirigindo-se ao TSJ, para entregar um documento onde pediam que o tal referendo, marcado para o dia 2 de dezembro, fosse ao menos prorrogado para o início do próximo ano, alegando que as alterações eram muitas e graves e que a população deveria estudá-la mais a fundo antes de decidir como votar. Como das vezes anteriores houve agressão por parte das turbas chavistas e da própria Guarda Nacional. Eu assisti – ninguém me contou - parte dessa confusão filmada pela Globovision e retransmitida pela CNN em Espanhol.


Na volta às universidades, começou o horror, a guerra. Uma amiga venezuelana residente em Maracaibo me informava de tudo que estava ocorrendo – em tempo real -, notícias que ela ouvia através do rádio e da televisão. Antes de descrever o que se passava naquele dia no interior das Universidade Los Andes em Mérida, Universidade Católica Andrés Bello e Universidade Central de Venezuela (UCV), quero fazer um parênteses para registrar minha perplexidade e vergonha com o comportamento da mídia brasileira que, como já virou rotina, omitiu-se em denunciar fatos de tão absoluta gravidade como os que têm ocorrido na Venezuela nos últimos tempos. Noticia-se sim, com pompa e circunstância, em matérias de capa, quando os dois companheiros do Foro de São Paulo – Lula e Chávez - se encontram para alguma inauguração pífia ou assinatura de convênios que só interessam a eles e seus macabros planos, ou então que aquela coisa grostesca, sem estilo, rude e balofa do Chávez foi eleito o 5º homem “mais sexy” da Venezuela; isto saiu no Globo e no JB, que eu li. Se não foi por bajulação dos que dependem das suas doaçõe$$$, foi cegueira ou votação manipulada.


Para que o leitor possa comprender melhor a gravidade desta situação ressalto que a reforma constitucional pretendida por Chávez, caso seja aprovada no referendo de 2 de dezembro deste ano, pode acabar influindo no nosso país, uma vez que os 69 artigos modificados (observem que eu disse “modificados”, o que significa alterados em seu sentido e conteúdo completamente) transformam a Venezuela legalmamente – e com a aprovação popular – numa ditadura comunista como é Cuba há 48 anos. Aliás, o modelo da nova constituição venezuelana foi copiado da cubana. E o que “nós” temos a ver com isso, poderiam alguns perguntar? Temos que a Venezuela de Chávez está a um passo de ser efetivada como membro definitivo no Mercosul – daí a pressa de Chávez nessa aprovação, pois no estatuto do Mercosul há um artigo dizendo que só podem participar do bloco países cujo regime é a democracia -, ou seja, com direito a voz e voto e isto certamente acabará resultando em medidas conjuntas que prejudiquem nossas liberdades também. Mas, este é um assunto que tratarei num artigo à parte.


Voltando às universidades. Depois de muito tumulto e de finalmente entregar o documento ao TSJ, os estudantes voltaram às suas universidades mas não contavam que os bandos armados chavistas preparavam sua tão característica violência criminal DENTRO dos campus. Na Universidade Andrés Bello bandos armados invadiram o recinto mas, diante da contundente resposta dos universitários fugiram, indo refugiar-se na residência oficial do governador do Estado, próxima dali. Na Universidade Los Andes de Mérida 7 bandos armados, identifcados como pertencentes aos Tupamaros, atentaram contra o movimento estudantil. A respeito deste bando, leiam aqui o que escrevi em 02 de dezembro de 2006, a propósito das eleições presidenciais, quando eles ameaçavam “agir” caso Chávez perdesse. E finalmente, na UCV (também em Mérida), ao finalizar a marcha uns cem (100!) motorizados com pistolas e gás lacrimogêneo entraram na universidade atirando e fazendo arruaça, deixando um saldo de 9 pessoas feridas.


Nestes vídeos, feito por um estudante provavelmente pelo celular, pode-se ver e ouvir os disparos, um estudante caído no chão e depois sendo socorrido e os marginais passando em várias motos, todos com a maldita camisa vermelha que caracteriza todo elemento chavista. As imagens não são muito boas mas isto não invalida o registro. O conjunto é composto de 9 vídeos mas apresento apenas dois deles, por serem os mais importantes: o nº 1 http://www.youtube.com/watch?v=Lx2E2SHOc8w e o nº 4 http://www.youtube.com/watch?v=KQFXOkK_K7w, que mostra o estudante ferido e o desespero dos alunos diante de tanto absurdo.


Segundo informa minha amiga de Maracaibo, o total de feridos chegou a 30 e um estudante ficou definitivamente cego em decorrência do vandalismo impune e comandado desde as mais altas esferas do Governo do ditador Hugo Chávez. Em Mérida a violência foi maiúscula, usando a epressão da minha amiga, e em Maracaibo, segundo informações da “Unión Radio Zulia”, tanques e soldados se deslocaram fechando as saídas da Universidade de Zulia, enquanto estudantes de diversos centros acadêmicos se concentravam na cidade; a Polícia Municipal trancou a passagem para a cidade e os militares fecharam a ponte impedindo a passagem dos estudantes que vinham de outros pontos.


O desespero chavista é visível, pois ele já não encontra tantos apoios como em anos anteriores, daí a necessidade de agir do único modo que sabe: caluniando, agredindo, intimidando com a força bruta das armas. Há uma passagem que seria apenas patética, se não demonstrasse tal desespero. Há poucos dias, numa conversa em um programa da “Unión Radio” entre a deputada oficialista Cilia Flores e Mary Pili, Cilia exigia que se prendessem os membros da resistência (estudantil por supuesto!) porque eles “estão mandando as pessoas armazenarem ‘energizantes e chocolates’! Isto é terrorismo! Terrorismo puro!!!” Pode? Além de loucos e fanáticos, são também muito burros.


O site da minha amiga Martha Colmenares traz uma cobertura excelente a respeito, com fotos e vídeos que podem não só complementar como ampliar as informações desta edição de hoje do Notalatina.


O que estamos assistindo hoje na Venezuela não é algo novo mas o modus operandi deste ditadorzinho criminoso, psicopata frio e perigoso, que sempre agiu assim, desde o massacre de 11 de abril de 2002, quando mandou seu bando armado atirar em manifestantes pacíficos cujas únicas armas era apitos, caçarolas e a bandeira da Venezuela. O que ele fez na Praça Francia de Altamira, em Puente Laguno e no Fuerte Mara, onde 8 soldados foram incendiados com um lança-chamas e dois deles morreram, é o mesmo que ele pretendia em dezembro do ano passado caso Manuel Rosales tivesse resolvido levar sua candidatura a sério e respeitar a vontade popular. Mas Rosales não é guerreiro nem macho suficiente para honrar o voto de confiança que milhares de venezuelanos lhe outorgaram, na esperança de livrar-se desta ditadura que caminha a passos largos de se consolidar. E a prova de que os crimes do 11 A foram planejados e vão se repetir, estão aqui neste excelente vídeo produzido por Fuerza Solidaria do meu amigo Alejandro Peña Esclusa que INSISTO para que vejam.


E para encerrar esta edição de hoje, mais uma grosseria que pôs a nu a falta absoluta de preparo do vulgar ditador Chávez que não sabe sequer se comportar com a compostura que o cargo de presidente de uma grande nação requer, num ambiente de uma cúpula internacional como foi a Cúpula Ibero-Americana ocorrida no Chile. Num bate-boca de beira de cais, bem ao seu nível e gosto, Chávez começou a insultar o ex-presidente José Maria Aznar, enquanto Zapatero – até então seu grande aliado – tentava defendê-lo. O Rei Juan Carlos manda Chávez se calar, num gesto de nítida repugnância a tanta descompostura e falta de respeito. Como se não bastasse, seu amiguinho no Foro de São Paulo e presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, um terrorista do bando sandinista, sai em defesa de Chávez repetindo os insultos a Aznar e o Rei abandona seu lugar em pleno discurso de Ortega.


Estas atitudes vergonhosas, apesar de os bons e decentes venezuelanos não merecerem em absoluto, são muito positivas porque deixam claro o tipo de gente é esta que prega a revolução, que quer perpetuar-se no poder implantando uma ditadura comunista onde só eles têm direitos, inclusive de viver confortavelmente, enquanto apregoam aos quatro ventos que “bom é ser pobre”. Será que é uma pessoa desse nível e com esses propósitos que queremos como sócios no Mercosul? A Venezuela precisa dizer um rotundo NÃO a esta reforma ilegal, imoral, inconstitucional que é nitidamente um golpe de Estado, rechaçando a votação; e nós, brasileiros de bem que queremos o progresso de nosso País e as garantias de liberdade e direito à propriedade privada que o Estado de Direito nos garantem, temos também o DEVER de repudiar os atos de barbárie cometidos por Hugo Chávez ao povo venezuelano, lutando para impedir que ele seja aceito no Mercosul.


Os créditos dos vídeos na UCV devem-se a ronalddiazp e as fotos a vários amigos venezuelanos. Fiquem com Deus e até a próxima!


ComentáriosG. Salgueiro




quarta-feira, 17 de outubro de 2007




O Notalatina está sendo editado agora em EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA, para fazer uma denúncia gravíssima de um fato ocorrido na Venezuela ontem. Quem conhece e acompanha este blog sabe que, desde sua criação, em setembro de 2002, minha preocupação principal era (e continua sendo) denunciar os avanços da implantação do comunismo no continente Latino Americano. E como focasse minhas atenções onde este avanço era mais nítido e brutal, a Venezuela de Chávez, recebi insultos de toda ordem, sem qualquer fundamentação que justificasse tanta estupidez e agressividade àquilo que eu denunciava.


Apesar disso, fechei os olhos e ouvidos às tropelias e continuei minha cruzada de denúncias porque sabia que, mais cedo ou mais tarde, os reflexos do comuno-chavismo acabariam sendo sentidos aqui no Brasil, considerando que todo este processo parte de uma única matriz chamada Foro de São Paulo (e ainda tem gente que acha que esta organização comuno-terrorista é só uma paranóia minha, do Olavo de Carvalho e de uma meia-dúzia de excelentes articulistas do Mídia Sem Máscara – que não os cito nominalmente para não esquecer nenhum mas indico a Editoria sobre o tema onde todos eles estão lá - e que nada disso tem a ver conosco).


Pois muito bem. Em maio do ano passado, para poder participar do Seminário sobre Democracia Liberal: Democracia, Liberdade e o Império das Leis, Alejandro Peña Esclusa teve de “pedir permissão” à Justiça venezuelana para viajar ao Brasil e, ainda assim, só conseguiu porque fora convidado pelos organizadores do evento. Ora, quando um cidadão não pode ausentar-se do seu país por sua livre e expontânea vontade, sem ser um criminoso que esteja sob a custódia do Estado, é porque neste país a democracia não existe e a liberdade de ir e vir há muito foi confiscada através de um regime autoritário e totalitário como é o caso de Cuba há malditos 48 anos.


Alejandro continuou heroicamente seu périplo tentando abrir os olhos dos países latino-americanos através de palestras em instituições e universidades, dando entrevistas na mídia e participando de foros, mas isto acabou ontem. Chávez reconhece o poder que este gigante democrata possui porque ele apresenta fatos concretos da situação venezuelana, alertando-nos sobre o processo a que todos nós estaremos sujeitos, por termos governos membros do Foro de São Paulo, com uma simplicidade e clareza meridianas. E Chávez teme que esses outros povos saibam, através de quem vive na própria carne há 7 anos, que seu projeto é implantar a tirania do castro-comunismo em toda a América Latina, e esses povos passem a rechaçá-lo.


O resultado desse medo foi a proibição covarde da saída do país, onde Peña Esclusa iria participar de um “Foro Permanente pela Liberdade”, em El Salvador, promovido por um grupo de advogados locais com conotação conservadora.


Transcrevo abaixo a nota que foi publicada no jornal Diario de Hoy - El Salvador, além de um comentário bastante curioso que um leitor deixou após a matéria, pois mostra com clareza que o regime que vigora na Venezuela, hoje, mesmo antes do referendo sobre a reforma da Constituição que ocorrerá dia 2 de dezembro, é idêntico ao da Cuba comunista de Fidel Castro, o morto-vivo.


Amigos, isto que ocorreu a Peña Esclusa é MUITO grave e não pensem que por não ter sido aqui no Brasil não tem nada a ver conosco. Tem sim, considerando o desejo de Chávez de fazer parte definitivamente do Mercosul, assunto que tratarei proximamente. Temos que ficar alertas e denunciar, denuciar e denunciar SEMPRE, porque nós somos a Venezuela amanhã!
Fiquem com Deus e até a próxima.


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Impedem Peña Esclusa de viajar a El Salvador e o Presidente Saca diz que “é como em Cuba”


Alejandro Peña Esclusa não pôde sair da Venezuela para assistir a um evento em San Slavador, porque um tribunal de Justiça o proibiu, segundo relatou ontem. O presidente de El Salvador, Tony Saca, ao tomar conhecimento do fato disse que “isto é uma atitude similar à que ocorre em Cuba”.


Peña Esclusa ia expor no “Foro Permanente pela Liberdade” que foi organizado por um grupo de advogados locais com ideologia conservadora. “Há alguns dirigentes políticos que temos sido acusados pelo governo de rebelião e desde há quase três anos temos restrições de sair do país; quando o fazemos, é com permissão”, explicou o venezuelano por via telefônica.


O crítico acrescentou que o impedimento deve-se a que nas viagens por outros países ele se dedica a revelar como é a situação que se vive em seu país, e ainda afirmou: “Chávez não quer que o faça e começou um novo ciclo de repressão. Ele está preocupado que sua imagem possa ser corroída em nível internacional”


A única coisa que Peña Esclusa deduz desta última proibição, que lhe deram a conhecer apenas na quinta-feira passada, através de um tribunal, é que Chávez quer impedir que ele “diga a verdade”, de tal modo que a razão que ele vê por trás [desta atitude] é mais política do que judicial e, portanto, ilegal.


Ao ser consultado sobre o caso, o Presidente Antonio Saca disse que isto é uma atitude similar à que ocorre em Cuba. Por sua parte, o coordenador geral do FMLN (Frente Farabundo Martí de Liberación Nacional), Medrado González, afirma que isto é um assunto interno da Venezuela.


Ante esta situação, Saca comparou a Venezuela com Cuba, que mantém um regime de restrições para sair da Ilha. Por outro lado, disse que “os cubanos aqui vêm sem nenhum problema”. “Cuidemos da liberdade, façamos com que o país seja livre e que cada um decida por si”, expressou, e exemplificou que há poucos dias veio ao país o ex-embaixador dos Estados Unidos, Robert White, que participou de um passeata e se meteu em assuntos da política. “Ele veio a uma passeata e não teve problemas, porque vivemos em um país livre. Há muitos aos quais já não os deixam nem sair de seus países”, acrescentou o mandatário.


Entretanto, González insistiu em que trazer analistas ao país – como Peña Esclusa ou Eduardo Gamarra – é uma estratégia dos arenistas. “A ARENA traz qualquer fulano mentiroso para falar coisas e aqui não nos podem endossar nada. Isto é um assunto da Venezuela”, considerou.


Todavia, para Peña Esclusa, a restrição de sair do país não evitará que continue com suas críticas a Chávez. “Podem reprimir minhas viagens, porém não se pode ocultar a verdade. Isso não me vai impedir. Suponho que meu telefone está grampeado, porém não me importa que o Governo escute minhas chamadas porque não faço algo ilegal. Isto me anima ainda mais”.


Por este motivo, Peña Esclusa teve que intervir no Congresso por via telefônica.


Vejam o comentário de um leitor do jornal, deixado após a matéria citada acima:


Eu já não posso sair porque aos naturalizados a partir de 1 de janeiro de 2004, nos negam o passaporte. Se alguém duvida, consulte a página web da ONIDEX onde se indica expressamente”

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Fonte: Diario de Hoy - El Salvador


Comentários e Traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 12 de outubro de 2007






Um fato insólito, perverso e demoníaco acaba de ocorrer na Argentina, com a condenação à prisão perpétua do Padre Christian Federico Von Wernich, pelo “crime” de ter sido durante a ditadura dos anos 70-80 Capelão da Polícia de Buenos Aires. Este caso arrasta-se há 4 anos, desde os quais o Padre Von Wernich esteve preso mesmo antes do julgamento, na penitenciária Marcos Paz.


A perversidade dessa condenação reside em que a perseguição revanchista que vem ocorrendo em toda a América Latina, de modo especial na Argentina, aos que combateram o comuno-terrorismo que se instalara no continente, a ordem era condenar o padre de qualquer maneira e assim obedeceram docilmente os subservientes magistrados que o julgaram.


Foi, durante todo o tempo, um julgamento parcial, uma farsa patética que, mesmo levando meses para se chegar ao veredicto, seu resultado já era conhecido como nos “julgamentos” dos tribunais revolucionários em que a condenação precede o julgamento. Como nos tempos de Stalin; como nos tempos dos fuzilamentos em Cuba por Fidel e Guevara; como na China Comunista, no Vietnã, na Coréia do Norte e no Irã, com a única diferença de que levou anos para ser concluído.


Na ocasião em que foi preso, uma testemunha de acusação, Julio Jorge Enmed, que também estava preso por crimes políticos, foi subornado pela CONADEP para depor falsamente que o Pe. Von Wernich participou de tortura e seqüestro de presos-políticos, em troca de sua liberdade como réu comum, uma quantia em dólares e exílio em outro país. Como a promessa não foi cumprida, Enmed retratou-se em juízo contando todo o fato mas este seu depoimento foi retirado do processo; coincidentemente depois desta retratação, Julio Jorge Enmed morre em um “atropelamento de carro” e com ele seu testemunho de que mentira sobre as acusações feitas ao Pe. Von Wernich.


Como se tudo isto já não fosse criminoso demais, durante as audiências que começaram em maio deste ano, o juiz que conduzia o caso proibiu a entrada da Srª Cecilia Pando, (esposa do Major Mercado) na sala de audiências porque ela vestia uma blusa com a foto de um militar assassinado pelos terroristas ERP/Montoneros, por EXIGÊNCIA da bruxa comunista Hebe de Bonafini que considerou isto como “uma afronta”. Entretanto, este mesmo juiz permitiu, durante todos os meses em que durou o martírio do julgamento do Pe Christian, a presença no mesmo recinto das comunistas agremiações “Mães” e “Avós da Praça de Maio” que afrontavam os presentes com aqueles ridículos panos brancos na cabeça, com cartazes pedindo a condenação de todos os “terroristas de Estado” e gritando palavras atentatórias ao Pe. Von Wernich.


Durante todo este calvário o Pe. Christian só contou com o apoio dos grupos de Militares e familiares das vítimas do terrorismo. O chefe do Exército, Gen Roberto Bendini, declarou ao final do julgamento que “hoje, ‘somente’ através da Justiça pode-se iniciar um caminho que leve algum dia os argentinos à reconciliação nacional”, numa clara alusão à sua satisfação com o veredicto, sendo ele reconhecidamente de esquerda e bajulador de Kirchner.


De todas as punhaladas e pedradas que recebeu, entretanto, a mais traiçoeira e mortal veio da própria Igreja Católica, através do Comunicado da Comissão Nacional de Justiça e Paz que em nenhum momento abriu sua boca ou fez pronunciamentos para defender o Padre Von Werniche que só agora, depois de sua condenação perpétua, emite uma nota repugnante acreditando na “justiça” feita aos “jovens idealistas”. As vítimas e familiares desses terroristas que vão se danar, junto com o Padre Christian! Reproduzo abaixo a nota para que se perceba que também lá há duas igrejas: uma de Cristo e outra de Marx. É a esta que pertence a tal “Comissão de Justiça e Paz”.


“Ante o veredicto do tribunal que julgou o sacerdote Von Wernich, a Comissão Nacional de Justiça e Paz quer manifestar sua dor e seu pesar por todas aquelas ações diretas, em colaboração ou cumplicidade, que alguns integrantes da Igreja Católica puderam levar a cabo e que possibilitaram o seqüestro, a tortura e o desaparecimento de pessoas durante uma ditadura militar no país.


Queremos expresar nossa solidariedade com todas as vítimas desse período de nossa história e esperamos que a ação da justiça possa atuar como reparação e consolo para os sobreviventes, seus familiares e a de todos os desaparecidos.


E em nosso compromisso com o presente e olhando para o futuro para afiançar um espaço de amizade e diálogo entre os argentinos, que permita nos converter ‘de habitantes a cidadãos’, queremos afirmar que a violência, em qualquer de suas expressões, não é cristã nem evangélica e muito menos se não respeita os seres humanos e seus direitos elementares.


Que frente ao imperativo de que a justiça busque a verdade sobre o passado, o desafio de projetar uma nação sem excluídos nos ajude a encontrar os caminhos de encontro e reconciliação que tornem possível na justiça e na paz, a construção de uma pátria de irmãos.
Comissão Nacional de Justiça e Paz”.


A indignação com esta nota foi tão absurdamente grande, que amigos do Padre Christian Von Wernich disponibilizaram os e-mails dos bispos do Arcebispado 9 de Julho e eu os indico aqui também, porque esses servidores de Satanás foram piores do que Pilatos, uma vez que duante o julgamento entregaram seu servidor à própria sorte e no final, ainda se regozijaram com o infortúnio da vítima, pranteando os seus algozes. Segue abaixo os nomes, e-mails e telefones para quem quiser se dirigir a esta malta de INIMIGOS de Cristo:


arzobispado@arzbaires.org.ar – telefone: 4-343-0812;
Arcebispado de 9 de Julho – Monsenhor Marín de Elizalde - obispado@morea.dataco23.com.ar – Fone: 02317-42262.


Uma das cartas visivelmente indignadas foi a do Ten Cel Emilio Nani, herói da Guerra das Malvinas e do ataque ao Quartel La Tablada onde foi gravemente ferido e perdeu um olho (na foto com o tapa-olho), a qual reproduzo abaixo pois é de todas a mais contundente e reveladora. Quero, todavia, disponibilizar aqui o endereço do blog do Padre Christian e seu e-mail, onde vocês podem deixar uma mensagem de apoio. Em caso de enviar mensagem por e-mail, solicito que o façam em letras grandes porque ele tem dificuldades de vista. No blog você terão acesso à mensagem que ele escreveu após o veredicto que eu ia reproduzir e que muito me emocionou, mas preferi dar ênfase à do Cel Nani que me chegou depois e não está acessivel noutra publicação.


Antes de encerrar meus comentários, completamente consternada com esta injusta condenação, lembro dos dois últimos versículos das “Bem-Aventuranças” (ou Sermão da Montanha) que deve estar sempre presente em nosso espírito, de cada um de nós que, por Cristo, lutamos contra o demônio do comunismo:


“Bem-aventurados sereis vós, quando vos insultarem e perseguirem,
e mentindo disserem todo gênero de calúnias contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos! Porque será grande a vossa recompensa no Reino dos Céus!”


É isto que direi ao Padre Christian Federico Von Wernich. Anotem: http://www.padrevonwernich.blogspot.com e christianvonwernich@gmail.com. Fiquem com Deus e até a próxima!


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Senhor,
Bispo de 9 de Julho
Mons. Martín de Elizalde


De minha maior consideração:


Com estupor li no diário “Clarín” do dia 10, que uma nova iniqüidade se estaria por cometer com o Reverendo Padre Christian Von Wernich, desta vez pela mão da hierarquia eclesiástica, que longe de demonstrar a grandeza inspirada em Nosso Senhor Jesus Cristo, se somaria à chusma sedenta de sangue e repleta de ódios, rancores e sede de revachismo.


Fazer eco a um veredicto de um tribunal popular disfarçado de justiça, pelo qual desfilaram mendazes testemunhas aos que se lhes deu crédito de veracidade em suas repugnantes declarações, não faria mais do que convalidar o quão afastados estão os bispos da grei católica e o quão próximos se encontram de seus inimigos.


Expliquem-me o por quê de resposta tão veloz quando guardaram ominoso silêncio ante os crimes do padre Antonio Puigjané, contra o qual não só não se tomou nenhuma medida, como o cobiçaram e protegeram.


Expliquem-me o silêncio ante os crimes cometidos pelas organizações terroristas, como por exemplo os do Exército Montonero – do qual o padre Adur foi seu capelão - , ou as cumplicidades – entre outros – dos padres Mujica, Vernazza, Carbone, Capitanio, Cuberly, os irmãos Dri, os chamados padres palotinos, as monjas francesas, ou dos bispos Hesaynne, Novak e de Nevares, apenas para mencionar uns poucos, que não só convalidaram as mais de 20.000 ações perpetradas por elas na década de 70 (assassinatos seletivos, seqüestros, atentados com bombas, subjugação de cidades, unidades militares e delegacias, etc.), ao não emitir jamais a menor condenação e se foram severos críticos das ações das FFAA, em cumprimento de claras ordens governamentais.


Monsenhor, eu jamais senti ódios, apesar de ter sobejos motivos para isso: no ano de 1977 tentaram seqüestrar minha filha mais velha quando tinha apenas 5 anos de idade – coisa que jamais se apagou de sua mente - ; durante os anos 70 minha família foi vítima de graves ameaças e, como broche de ouro, em 23 de janeiro de 1989, durante a recuperação do Quartel de La Tablada atacado pela organização terrorista Movimiento Todos por la Patria, conduzida, entre outros, pelo padre Puigjané, estive a ponto de perder a vida ao ser gravemente ferido. Não satisfeitos com isso, estes “jovens idealistas” conduzidos por essa caricatura de sacerdote, não vacilaram em voltar a ameaçar minha família aproveitando-se das circunstâncias de encontrar-me internado em UTI. Hoje, como conseqüência das condutas ambíguas (ou talvez não tão ambíguas) de uma sociedade hipócrita – da qual o clero faz parte –, tenho o temor de começar a ter sentimentos que não quero albergar em meu espírito.


Depois dessas vivências, com tristeza e consternação, vejo que depois de tantos anos de silêncio os bispos decidiram rompê-lo, porém não para exigir a Verdade, como pediu o Cardeal Bergoglio, mas para referendar a mentira.


Ao proceder desta maneira, não farão mais do que agregar mais ressentimento ao que, desde 25 de maio de 2003, se veio fomentando desde os mais altos níveis dos poderes do Estado.


Que espécie de bispos são que, para reconciliar-se com a chusma terrorista que atacou a sociedade argentina, não vacilam em somar-se aos ataques contra os que a defenderam?


O que os faz converter-se em seres especuladores e complacentes que, para disfarçar os encargos de supostas cumplicidades com os que cumpriram com o sagrado dever de defender a Pátria, há mais de 30 anos, não duvidam um instante em aduzir ou demonstrar coincidências ideológicas com os que a atacaram?


Em que se converteram que não vacilam em agradar os terroristas enquistado nos poderes do Estado?


Que confiança podemos ter nesta categoria de pastores que têm um discurso diferente para cada circunstância?


Se o Sr. é capaz de dar respostas a estas perguntas, as receberei com muito gosto.


Creio que chegou o momento de definir de que lado estão, tirando definitivamente a máscara: se do lado dos que impulsionaram a agressão marxista e atacaram sistematicamente a Santa Igreja Católica Apostólica Romana ou do lado dos que jamais nos fastamos dela.


Atenciosamente,


Emilio Guillermo Nani
Tenente Coronel (R)
Veterano de Guerra


Comentários e traduções: G. Salgueiro