sexta-feira, 12 de outubro de 2007






Um fato insólito, perverso e demoníaco acaba de ocorrer na Argentina, com a condenação à prisão perpétua do Padre Christian Federico Von Wernich, pelo “crime” de ter sido durante a ditadura dos anos 70-80 Capelão da Polícia de Buenos Aires. Este caso arrasta-se há 4 anos, desde os quais o Padre Von Wernich esteve preso mesmo antes do julgamento, na penitenciária Marcos Paz.


A perversidade dessa condenação reside em que a perseguição revanchista que vem ocorrendo em toda a América Latina, de modo especial na Argentina, aos que combateram o comuno-terrorismo que se instalara no continente, a ordem era condenar o padre de qualquer maneira e assim obedeceram docilmente os subservientes magistrados que o julgaram.


Foi, durante todo o tempo, um julgamento parcial, uma farsa patética que, mesmo levando meses para se chegar ao veredicto, seu resultado já era conhecido como nos “julgamentos” dos tribunais revolucionários em que a condenação precede o julgamento. Como nos tempos de Stalin; como nos tempos dos fuzilamentos em Cuba por Fidel e Guevara; como na China Comunista, no Vietnã, na Coréia do Norte e no Irã, com a única diferença de que levou anos para ser concluído.


Na ocasião em que foi preso, uma testemunha de acusação, Julio Jorge Enmed, que também estava preso por crimes políticos, foi subornado pela CONADEP para depor falsamente que o Pe. Von Wernich participou de tortura e seqüestro de presos-políticos, em troca de sua liberdade como réu comum, uma quantia em dólares e exílio em outro país. Como a promessa não foi cumprida, Enmed retratou-se em juízo contando todo o fato mas este seu depoimento foi retirado do processo; coincidentemente depois desta retratação, Julio Jorge Enmed morre em um “atropelamento de carro” e com ele seu testemunho de que mentira sobre as acusações feitas ao Pe. Von Wernich.


Como se tudo isto já não fosse criminoso demais, durante as audiências que começaram em maio deste ano, o juiz que conduzia o caso proibiu a entrada da Srª Cecilia Pando, (esposa do Major Mercado) na sala de audiências porque ela vestia uma blusa com a foto de um militar assassinado pelos terroristas ERP/Montoneros, por EXIGÊNCIA da bruxa comunista Hebe de Bonafini que considerou isto como “uma afronta”. Entretanto, este mesmo juiz permitiu, durante todos os meses em que durou o martírio do julgamento do Pe Christian, a presença no mesmo recinto das comunistas agremiações “Mães” e “Avós da Praça de Maio” que afrontavam os presentes com aqueles ridículos panos brancos na cabeça, com cartazes pedindo a condenação de todos os “terroristas de Estado” e gritando palavras atentatórias ao Pe. Von Wernich.


Durante todo este calvário o Pe. Christian só contou com o apoio dos grupos de Militares e familiares das vítimas do terrorismo. O chefe do Exército, Gen Roberto Bendini, declarou ao final do julgamento que “hoje, ‘somente’ através da Justiça pode-se iniciar um caminho que leve algum dia os argentinos à reconciliação nacional”, numa clara alusão à sua satisfação com o veredicto, sendo ele reconhecidamente de esquerda e bajulador de Kirchner.


De todas as punhaladas e pedradas que recebeu, entretanto, a mais traiçoeira e mortal veio da própria Igreja Católica, através do Comunicado da Comissão Nacional de Justiça e Paz que em nenhum momento abriu sua boca ou fez pronunciamentos para defender o Padre Von Werniche que só agora, depois de sua condenação perpétua, emite uma nota repugnante acreditando na “justiça” feita aos “jovens idealistas”. As vítimas e familiares desses terroristas que vão se danar, junto com o Padre Christian! Reproduzo abaixo a nota para que se perceba que também lá há duas igrejas: uma de Cristo e outra de Marx. É a esta que pertence a tal “Comissão de Justiça e Paz”.


“Ante o veredicto do tribunal que julgou o sacerdote Von Wernich, a Comissão Nacional de Justiça e Paz quer manifestar sua dor e seu pesar por todas aquelas ações diretas, em colaboração ou cumplicidade, que alguns integrantes da Igreja Católica puderam levar a cabo e que possibilitaram o seqüestro, a tortura e o desaparecimento de pessoas durante uma ditadura militar no país.


Queremos expresar nossa solidariedade com todas as vítimas desse período de nossa história e esperamos que a ação da justiça possa atuar como reparação e consolo para os sobreviventes, seus familiares e a de todos os desaparecidos.


E em nosso compromisso com o presente e olhando para o futuro para afiançar um espaço de amizade e diálogo entre os argentinos, que permita nos converter ‘de habitantes a cidadãos’, queremos afirmar que a violência, em qualquer de suas expressões, não é cristã nem evangélica e muito menos se não respeita os seres humanos e seus direitos elementares.


Que frente ao imperativo de que a justiça busque a verdade sobre o passado, o desafio de projetar uma nação sem excluídos nos ajude a encontrar os caminhos de encontro e reconciliação que tornem possível na justiça e na paz, a construção de uma pátria de irmãos.
Comissão Nacional de Justiça e Paz”.


A indignação com esta nota foi tão absurdamente grande, que amigos do Padre Christian Von Wernich disponibilizaram os e-mails dos bispos do Arcebispado 9 de Julho e eu os indico aqui também, porque esses servidores de Satanás foram piores do que Pilatos, uma vez que duante o julgamento entregaram seu servidor à própria sorte e no final, ainda se regozijaram com o infortúnio da vítima, pranteando os seus algozes. Segue abaixo os nomes, e-mails e telefones para quem quiser se dirigir a esta malta de INIMIGOS de Cristo:


arzobispado@arzbaires.org.ar – telefone: 4-343-0812;
Arcebispado de 9 de Julho – Monsenhor Marín de Elizalde - obispado@morea.dataco23.com.ar – Fone: 02317-42262.


Uma das cartas visivelmente indignadas foi a do Ten Cel Emilio Nani, herói da Guerra das Malvinas e do ataque ao Quartel La Tablada onde foi gravemente ferido e perdeu um olho (na foto com o tapa-olho), a qual reproduzo abaixo pois é de todas a mais contundente e reveladora. Quero, todavia, disponibilizar aqui o endereço do blog do Padre Christian e seu e-mail, onde vocês podem deixar uma mensagem de apoio. Em caso de enviar mensagem por e-mail, solicito que o façam em letras grandes porque ele tem dificuldades de vista. No blog você terão acesso à mensagem que ele escreveu após o veredicto que eu ia reproduzir e que muito me emocionou, mas preferi dar ênfase à do Cel Nani que me chegou depois e não está acessivel noutra publicação.


Antes de encerrar meus comentários, completamente consternada com esta injusta condenação, lembro dos dois últimos versículos das “Bem-Aventuranças” (ou Sermão da Montanha) que deve estar sempre presente em nosso espírito, de cada um de nós que, por Cristo, lutamos contra o demônio do comunismo:


“Bem-aventurados sereis vós, quando vos insultarem e perseguirem,
e mentindo disserem todo gênero de calúnias contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos! Porque será grande a vossa recompensa no Reino dos Céus!”


É isto que direi ao Padre Christian Federico Von Wernich. Anotem: http://www.padrevonwernich.blogspot.com e christianvonwernich@gmail.com. Fiquem com Deus e até a próxima!


****

Senhor,
Bispo de 9 de Julho
Mons. Martín de Elizalde


De minha maior consideração:


Com estupor li no diário “Clarín” do dia 10, que uma nova iniqüidade se estaria por cometer com o Reverendo Padre Christian Von Wernich, desta vez pela mão da hierarquia eclesiástica, que longe de demonstrar a grandeza inspirada em Nosso Senhor Jesus Cristo, se somaria à chusma sedenta de sangue e repleta de ódios, rancores e sede de revachismo.


Fazer eco a um veredicto de um tribunal popular disfarçado de justiça, pelo qual desfilaram mendazes testemunhas aos que se lhes deu crédito de veracidade em suas repugnantes declarações, não faria mais do que convalidar o quão afastados estão os bispos da grei católica e o quão próximos se encontram de seus inimigos.


Expliquem-me o por quê de resposta tão veloz quando guardaram ominoso silêncio ante os crimes do padre Antonio Puigjané, contra o qual não só não se tomou nenhuma medida, como o cobiçaram e protegeram.


Expliquem-me o silêncio ante os crimes cometidos pelas organizações terroristas, como por exemplo os do Exército Montonero – do qual o padre Adur foi seu capelão - , ou as cumplicidades – entre outros – dos padres Mujica, Vernazza, Carbone, Capitanio, Cuberly, os irmãos Dri, os chamados padres palotinos, as monjas francesas, ou dos bispos Hesaynne, Novak e de Nevares, apenas para mencionar uns poucos, que não só convalidaram as mais de 20.000 ações perpetradas por elas na década de 70 (assassinatos seletivos, seqüestros, atentados com bombas, subjugação de cidades, unidades militares e delegacias, etc.), ao não emitir jamais a menor condenação e se foram severos críticos das ações das FFAA, em cumprimento de claras ordens governamentais.


Monsenhor, eu jamais senti ódios, apesar de ter sobejos motivos para isso: no ano de 1977 tentaram seqüestrar minha filha mais velha quando tinha apenas 5 anos de idade – coisa que jamais se apagou de sua mente - ; durante os anos 70 minha família foi vítima de graves ameaças e, como broche de ouro, em 23 de janeiro de 1989, durante a recuperação do Quartel de La Tablada atacado pela organização terrorista Movimiento Todos por la Patria, conduzida, entre outros, pelo padre Puigjané, estive a ponto de perder a vida ao ser gravemente ferido. Não satisfeitos com isso, estes “jovens idealistas” conduzidos por essa caricatura de sacerdote, não vacilaram em voltar a ameaçar minha família aproveitando-se das circunstâncias de encontrar-me internado em UTI. Hoje, como conseqüência das condutas ambíguas (ou talvez não tão ambíguas) de uma sociedade hipócrita – da qual o clero faz parte –, tenho o temor de começar a ter sentimentos que não quero albergar em meu espírito.


Depois dessas vivências, com tristeza e consternação, vejo que depois de tantos anos de silêncio os bispos decidiram rompê-lo, porém não para exigir a Verdade, como pediu o Cardeal Bergoglio, mas para referendar a mentira.


Ao proceder desta maneira, não farão mais do que agregar mais ressentimento ao que, desde 25 de maio de 2003, se veio fomentando desde os mais altos níveis dos poderes do Estado.


Que espécie de bispos são que, para reconciliar-se com a chusma terrorista que atacou a sociedade argentina, não vacilam em somar-se aos ataques contra os que a defenderam?


O que os faz converter-se em seres especuladores e complacentes que, para disfarçar os encargos de supostas cumplicidades com os que cumpriram com o sagrado dever de defender a Pátria, há mais de 30 anos, não duvidam um instante em aduzir ou demonstrar coincidências ideológicas com os que a atacaram?


Em que se converteram que não vacilam em agradar os terroristas enquistado nos poderes do Estado?


Que confiança podemos ter nesta categoria de pastores que têm um discurso diferente para cada circunstância?


Se o Sr. é capaz de dar respostas a estas perguntas, as receberei com muito gosto.


Creio que chegou o momento de definir de que lado estão, tirando definitivamente a máscara: se do lado dos que impulsionaram a agressão marxista e atacaram sistematicamente a Santa Igreja Católica Apostólica Romana ou do lado dos que jamais nos fastamos dela.


Atenciosamente,


Emilio Guillermo Nani
Tenente Coronel (R)
Veterano de Guerra


Comentários e traduções: G. Salgueiro






terça-feira, 9 de outubro de 2007






Na última edição do Notalatina eu havia prometido falar na edição seguinte sobre Cuba e a situação dos presos-políticos que estão sofrendo torturas e maus tratos que podem levá-los à morte. Infelizmente, o trabalho não me permitiu atualizar quando pretendi e menos ainda sobre o mencionado assunto.


Hoje, todavia, não poderia deixar de comemorar com júbilo esta data histórica, em que há 40 anos um mega-assassino foi “tirado de circulação”, esta “máquina de matar” apelidada de “el chancho” – “o porco” (com muita propriedade, pois não gostava de tomar banho), aquele cujo nome era Ernesto Guevara.


As ridículas “viúvas” desse monstro assassino ficaram muito indignadas com a matéria da revista Veja e, num ato que lembrava a juventude hitlerista da década de 30, integrantes do PC do B queimaram pilhas de revistas em frente à editora e o site do PT não economizou palavras para enaltecer o monstro e achincalhar a revista. O Senado brasileiro, por sua vez, numa demonstração vergonhosa e torpe de seu pendor em se transformar de fato num chiqueiro, num celeiro de gente da pior espécie sem nenhum estofo moral, ético e que mereça o nosso respeito, resolveu homengear esta figura infeliz justo no Dia da Avição, 23 de outubro, “esquecendo-se” de que esta é a data comemorativa de um grande brasileiro, Santos Dumont. Mas é bom que o “Pai da Aviação” não seja lembrado naquele lupanar pois, de vergonha, já basta o que passa o grande Ruy Barbosa e que já devia, há tempo, ter sido retirado de lá em respeito à sua honrosa biografia.


E para realizar minha comemoração em grande estilo – bem ao contrário da pretendida pelo Senado brasileiro -, traduzo um texto do Pedro Corzo, jornalista e documentarista cubano, um amigo muito querido, e autor de diversos documentários dentre os quais “Guevara: Anatomia de um mito”, cujo comentário e divulgação do vídeo, o Notalatina apresentou com exclusividade para o Brasil em 10 de novembro de 2005.


Este texto é, na verdade, a Parte I sobre a personalidade psicopática de Ernesto Guevara (que está dividida em três partes ou capítulos) de seu penúltimo livro “Cuba: Perfis do Poder” (o mais recente será lançado dia 12 deste mês, intitulado “Mártires do Escambray”) com o qual fui presenteada pelo autor, de quem recebi os direitos autorais de tradução e que será publicado no Brasil pela editora É Realizações, provavelmente no próximo ano, e que o Notalatina oferece hoje a seus leitores com exclusividade para o Brasil. Trata-se da biografia das cinco principais personalidades da revolução cubana, a saber: Fidel e Raúl Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e Ramiro Valdés, escrita com muito zelo e fidedignidade, pois traz depoimentos de vários cubanos que conviveram e conheceram pessoalmente estas personalidades.


A raça dos comunistas (de todos os matizes) só lembra de uma frase dita por este assassino contumaz que o transforma em um ser bom, dócil e terno. Creio que esse texto do Pedro Corzo desmonta completamente tal mentira tão fartamente propalada para fabricar um mito onde existia um monte de lixo humano, e acrescenta mais detalhes ao perfil deste “Apóstolo da Violência”, como ele muito apropriadamente o chama, aos tantos que os estudiosos do tema já sabem. Desfrutem e divulguem sem economia.
Fiquem com Deus e até a próxima!

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Ernesto Guevara: Apóstolo da Violência


Por Pedro Corzo


Primeira parte sobre Che do livro “Cuba: Perfis do Poder”


“Não sou Cristo nem um filantropo; sou todo o contrário de um Cristo”
Che


Não compreendemos como em um período histórico no qual a violência converteu-se em algo más que detestável, existam “pacifistas” que elaborem apologias a Ernesto Guevara, um indivíduo que, independente de doutrinas ou ideologias, foi um dos teóricos mais conseqüentes que teve a violência como prática política, em uma das etapas mais convulsivas de nossa América no passado Século XX.


Sua identificação com uma das personalidades mais desapiedadas da História Moderna, a faz notar em uma carta que dirige desde a Costa Rica à sua tia Beatriz, em 10 de dezembro de 1953: “Em El Paso tive a oportunidade de passar pelos domínios da United Fruit convencendo-me mais uma vez do quão terríveis são esses polvos capitalistas. Jurei ante uma foto do velho e pranteado kamarada Stalin, não descansar até ver aniquilados todos estes polvos capitalistas”.


O indivíduo que alguns pretendem apresentar como um ser justiceiro e de profundo espírito cristão, escreveu uma carta à sua mãe, em 15 de julho de 1956 de uma prisão mexicana: “Não sou Cristo nem um filantropo; sou todo o contrário de um Cristo. Luto pelas coisas nas quais acredito com todas as armas de que disponho e trato de deixar morto o outro, para que não me preguem em nenhuma cruz ou em nenhuma outra coisa”.


Miguel Sánchez, “El Coreano”, um dos que treinou os expedicionários do (iate) Granma, conheceu Ernesto Guevara no México. Refere que Guevara era uma pessoa isolada, pouco sociável e que lhe chamava a atenção sua crueldade com os animais. Conta que ele pegava gatas grávidas para fazer experiências médicas e que quando acabava com os filhotes os colocava em um saco que lançava violentamente contra o chão. Guevara não tinha problemas só com os gatos; na Sierra Maestra disse a um de seus subalternos: “Félix, esse cachorro não dá um latido mais; tu te encarregas de fazê-lo. Enforca-o. Ele não pode voltar a latir”.


Outro exemplo de seu caráter vilento e até certo ponto sádico, observa-se em uma carta que dirigiu à sua primeira esposa, Hilda Gadea, que se encontrava em Lima, Peru. Escreve ele em 28 de janeiro de 1957: “Querida velha. Aqui na selva cubana, vivo e sedento de sangue, escrevo estas ardentes linhas inspiradas em Martí. Como um soldado de verdade, ao menos estou sujo e maltrapilho, escrevo esta carta sobre um prato de lata, com uma arma a meu lado e algo novo: um cigarro na boca”.


Esta sede ele não demonstrou saciá-la. Segundo expõe Anderson em seu livro “Che”, várias fontes cubanas descreveram como ele assassinou Eutimio Guerra quando ficou evidente que ninguém tomaria a iniciativa. Isto ao que parece inclui Fidel, que após a ordem de matar Eutimio, sem indicar quem deveria cumprí-la, se afastou para proteger-se da chuva.


O assassinato de Eutimio Guerra foi presenciado pelo Comandante do exército rebelde, Jaime Costa, que refere que Guevara gritou: “se não fazem vocês, faço eu”, disparando de imediato no prisioneiro. Costa afirma que foi nessa ocasião que Guevara proferiu a frase “ante a dúvida, mata-o!”. Costa continua dizendo que os fuzilamentos sem julgamento que tiveram lugar na cidade de Santa Clara, nos primeiros dias de janeiro de 1959, foram decisão de Ernesto Guevara e não de Ramiro Valdés como afirmam alguns investigadores.


Ao crime somava a crueldade. Guevar conta em seu livro “Passagens da Guerra Revolucionária”, que haviam processado e executado dois indivíduos que haviam cometido vários assassinatos na Sierra, porém que depois simulou a execução de outros três que tiveram um grau menor de responsabilidade. A experiência que deveu ter sido extremamente traumática, é descrita por Guevara com a frieza de um forense: “Depois se realizou o fuzilamento simbólico de três dos rapazes que estavam mais ligados às trapalhadas do chinês Chang, porém aos quais Fidel considerou que se devia dar-lhes uma oportunidade; os três foram vendados e sujeitos ao rigor de um simulacro de fuzilamento. Depois dos disparos no ar, quando os três se deram conta de que estavam vivos, um deles me deu a mais estranha e espontânea demonstração de júbilo e reconhecimento em forma de um sonoro beijo, como se estivesse em frente a seu pai”.


Esta prática se repetiu inúmeras vezes depois do triunfo da insurreição; junto a pessoas que eram fuziladas se colocavam outras com as quais se simulava a execução, com o propósito de que se convertessem em delatores.


A disciplina que Che impunha entre seus homens era inflexível e cruenta. Sua falta de sensibilidade e misericórdia é percebida em um relato do seu livro “Passagens”, no qual ele descreve com orgulho como encontrou moribundo um combatente rebelde que, cumprindo ordens suas, foi enviado desarmado à primeira linha de frente, para adquirir um fuzil, já que o havia castigado tirando-lhe o seu porque havia dormido em uma guarda. Isto ocorreu durante os enfrentamentos que tiveram lugar na cidade de Santa Clara.


Sua conduta para com os militares do regime antigo foi ainda mais cruel. Procedeu execuções sem processos judiciais e sem garantias processuais. Afirma Jaime Costa que o responsável pelas primeiras execuções na cidade de Santa Clara foi Guevara e não Ramiro Valdés.


La Cabaña, seu primeiro comando depois do triunfo insurrecional, foi o bastião militar onde mais ex-militares e colaboradores da ditadura derrocada foram executados. Segundo a jornalista Hart Phillips, do New York Times, foram “uns 400 nos dois primeiros meses”; e testemunhos do jornalista Tetlon do London Daily Telegraph, “às vezes funcionavam quatro tribunais simultaneamente, sem advogados nem testemunhas de acusação, chegando a se julgar, contemplando a pena capital, até 80 pessoas em julgamentos coletivos”. Tetlon relata que ele (Guevara) ordenou pessoalmente, entre outras, a execução do tenente José Castaño Quevedo, cujo único crime foi ocupar a direção do Birô para a Repressão de Atividades Comunistas – BRAC -, uma vez que no processo não se efetuaram demandas contra o tenente.


Apesar das inúmeras afirmações e investigações que concluem que em La Cabaña foram executados várias centenas de pessoas, dezenas sob a responsabilidade do próprio Guevara, o ex-sacerdote Javier Arzuaga, paróco de Casablanca da Ordem de São Francisco e que assistiu espiritualmente a muitos dos fuzilados, refere em seu livro “Cuba 1959: A Galera da Morte” que, “não houve mais de cinqüenta e cinco fuzilamentos em La Cabaña” entre janeiro e junho de 1959. Segundo Arzuaga, que teve com Guevara várias entrevistas, o comandante era um homem incisivo que desde o primeiro encontro lhe afirmou que em seus prédios, La Cabaña era o único que dava formação política, religiosa e ideológica a seus soldados e que afirmou que haviam usado os capelães na Sierra Maestra porque neessitavam deles, porém que nesse momento não era assim, e simultaneamente lhe advertiu que havia muito o que julgar e fazer pagar, e que para isso haveria um paredão.


O ex-sacerdote, que evidentemente sentia algum tipo de admiração por Guevara e pelo processo revolucionário, um sentimento muito normal na época, o descreve como um indivíduo de muitas facetas. Segundo refere, o primeiro era um idealista radical que estava disposto a transformar tudo ou eliminá-lo segundo o caso. O outro, um Che obsesionado pela justiça igualitária que sem o menor reparo e sem se preocupar em absoluto pelos efeitos colaterais e as últimas conseqüências, irá aniquilando até reduzi-lo a pó, quando se lhe cruze o caminho, e pela justiça exemplarizante em cujo exercício a crueldade será um mal menor imprescindível” e o terceiro, um indivíduo que só pedia a alguém que fizesse o que ele também estava disposto a fazer.


Ele conta que as visitas de revisão de causa sempre eram presididas por Ernesto Guevara e que terminavam às vezes com algo mais que uma ratificação da pena de morte senão que lhe agregava, “a execução terá lugar esta noite”.


O padre Arzuaga, um homem muito bondoso, tratou de ajudar na medida do possível as pessoas que iam ser executadas e em seu livro há relatos realmente fortes porém, sem dúvida, o que melhor expõe a natureza violenta e sem piedade de Guevara foi o caso de Ariel Lima. Conta o padre que intercedeu em favor de Lima, 21 anos, que havia sido condenado à morte e que Guevara lhe disse que quem decidia esses assuntos era o Tribunal de Apelações. Afirma que presenciou a revisão da sentença que só durou meia hora, com a alegação de que fosse executado nessa mesma noite e que, terminada a sessão, Guevara caminhava pela rua cheia de pedras quando uma mulher correu e se prostrou ante ele; era a mãe de Ariel Lima. “Che deu-lhe a volta e uma vez do outro lado lhe disse: ‘senhora, lhe recomendo que fale com o Padre Javier que dizem que é um mestre consolando’. E dirigindo-se a mim, entre mandão e burlão, disse: é sua”. Conclui o ex-sacerdote escrevendo: “essa noite odiei o Che”.


Guevara era vingativo, não esquecia as ofensas porém só as cobrava quando estava seguro de ganhá-las sem conseqüências. Vários oficiais do exército rebelde confirmam as diferenças entre os comandantes Guevara e Jesús Carreras. O comandante Carreras enfrentou Guevara quando este chegou ao Escambray, a discussão foi muito forte, Carreras o desafiou e Guevara aduziu que entre revolucionários não havia que combater. Depois do triunfo da insurreição, Carreras foi perseguido por mais de dois anos até que foi envolvido na conspiração do também comandante William Morgan e foram executados os dois. Os comandantes Lázaro Asensio e Armando Fleites estão convencidos de que Guevara foi quem ordenou a execução de seu companheiro Jusús Carreras.


Como resenha interessante, pode-se destacar que em 1959 Guevara criou uma força subversiva na Bolívia através do embaixador cubano em La paz, José Tabares del Real. Este esforço desestabilizador estendeu-se até junho de 1961 e desdobrou-se contra o governo democrático de um político de forte aval revolucionário, Hernán Siles Suaso. Mais tarde tentou organizar uma revolução na Argentina para a qual se aliou com elementos peronistas. Este broto abortou quando as autoridades argentinas descobriram duas escolas de guerrilheiros e detiveram um instrutor militar cubano, José Ramón Alejandro. Posteriormente, a autoridades bonaerenses apresentaram documentos que mostravam que a Embaixada de Cuba em Buenos Aires era um centro subversivo que Guevara dirigia desde Havana.


Anos depois, através de Jorge Ricardo Masseti, fundador do Prensa Latina, Che organizou uma força guerrilheira identificada como Exército Guerrilheiro do Povo que, segundo alguns analistas, incorreu nos erros táticos que ele repetiria na Bolívia. Junto a Masseti, morto no Chaco argentino, - Che morreria no Chaco boliviano -, caíram dois oficiais do exército cubano que haviam sido homens de confiança de Guevara: Hermes Peña e Raúl Dávila.


Não resta dúvida de que Ernesto Guevara possuía uma imerecida reputação nos aspectos teórico e prático na guerra de guerrilhas, que Castro não tinha. Foi um dos propiciadores da Conferência Tricontinental de Havana, em princípios de 1966, que seria, segundo seus planos, o vetor para as revoluções que convulsionariam a América, a Ásia e a África.


Suas freqüentes e longas viagens pelo estrangeiro nas quais proferia incendiários discursos revolucionários, o foram convertendo em uma espécie de porta-voz da Revolução Mundial e seus contatos diretos com Ben Bella, Gamal Abdel Nasser, Sekou Toure, Joseph “Tito” Broz, Ahmed Sukarno e as cúpulas do poder na República Popular da China e Vietnã, acrescentavam seu prestígio de indivíduo comprometico com mudanças políticas radicais.


Uma anedota que Carlos Franqui conta em seu livro “Cuba, a Revolução, Mito ou Realidade”, reflete até que ponto Guevara acreditava nas medidas extremas como índice do progresso do projeto que defendia. Conta Franqui que durante uma visita à República Árabe Unida, Egito e Síria, Guevara perguntou a Gamal Abdel Nasser quantas pessoas haviam abandonado o país depois do triunfo de sua Revolução, ao que o líder egípcio respondeu: “Muito poucas”, ao que o guerrilheiro retrucou: “Isso significa que em sua revolução não aconteceu grande coisa; eu meço a profundidade de uma transformação social pelo número de pessoas afetadas por ela e que pensam que não têm lugar na nova sociedade”.


Entretanto, este homem que mataria e morreria por suas convicções, assume durante sua juventude uma conduta inexplicável. Nunca participou ativamente contra os movimentos fascistas e anti-judeus que existiam na Argentina, nem tampouco se vinculou aos que combatiam diretamente a ditadura de Juan Domingo Perón.


Apesar de sua condição de membro da Federação Universitária Buenos Aires, organismo dirigido por socialistas e comunistas, não leva vida de militante nem são conhecidos artigos ou discursos nos quais ele exponha suas opiniões sobre os problemas que seu país enfrentava naqueles dias. Em uma palavra, não se conhece de sua parte ações contra os atos de força do governo de Juan Domingo Perón.


Nos primeiros meses de 1965, Guevara visita vários países africanos, entre eles a Argélia e a República do Congo, Brazzaville, e oferece a Massemba Debat seu apoio na formação e preparação das forças guerrilheiras que estavam se formando nesse país para atacar o antigo Congo Belga, que estava sob o comando de José Mobutu. A proposta de Guevara é aceita, situação que põe de imediato ao conhecimento de Fidel Castro que, sem duvidar, lhe facilita os meios e recursos necessários. Nesta viagem Guevara também oferece ajuda ao movimento independentista angolano, dirigido por Agostinho Neto.


Para Castro e o “Che”, esta colaboração se emoldura perfeitamente em seus projetos de desestabilização e subversão, que por sua vez era uma ferramenta a mais para aumentar o protagonismo político e a hegemonia da Revolução e de seus líderes.


A cruenta guerra africana se acentua com a partida de Guevara para o Congo com um contingente de 125 guerrilheiros, perfeitamente treinados e melhor armados, todos veteranos da luta insurrecional contra o regime de Fulgencio Batista. Segundo Jorge Risquet, membro do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, os internacionalistas cubanos no Congo só perderam seis homens, sem dar detalhes de quantos guerrilheiros africanos morreram sob o comando de Ernesto Guevara.


As forças cubanas chegaram a Kinshasa depois de atravesar o lago Tanganica. Seis meses mais tarde, em dezembro de 1965, Guevara regressa a Havana com o resto de seu contingente, decepcionado com as guerrilhas congolesas. De todas as suas fracassadas ações bélicas, a menos conhecida é a do Congo. Nesse país africano ele cometeu erros táticos e estratégicos que repetiria uma vez mais na Bolívia.


Porém, bem, para asseverar seu apostolado de violências, reproduzimos algumas de suas proposições:


A – Durante sua intervenção na Assembléia Geral das Nações Unidas, em 11 de dezembro de 1964, Guevara expressou: “Nós temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida, que sempre expressamos ante o mundo: fuzilamento, sim, temos fuzilado, fuzilamos e continuaremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta de morte. Nós sabemos qual seria o resultado de uma batalha perdida e os “gusanos” (Che foi a primeira pessoa a usar esta expressão, que significa literalmente “vermes”, ao referir-se a qualquer inimigo. Hoje, é um chavão usado pela Nomenklatura cubana especificamente em relação aos dissidentes cubanos, sobretudo aqueles residentes em Miami. G.S.) também têm que saber qual é o resultado da batalha perdida hoje em Cuba”.


B – “O caminho pacífico está eliminado e a violência é inevitável. Para conseguir regimes socialistas deverão correr rios de sangue e deve-se continuar a rota da libertação, mesmo que seja a custa de milhões de vítimas atômicas”.


C – “O ódio como fator de luta, o ódio intransigente ao inimigo, que o impulsiona além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm que ser assim; um povo sem ódio não pode triunfar sobre o inimigo brutal. Há que levar a guerra até onde o inimigo a leve: à sua casa, a seus locais de diversão; fazê-la total. Há que impedi-lo de ter um minuto de tranqüilidade, um minuto de sossego fora de seus quartéis e ainda dentro dos mesmos: atacá-lo onde quer que se encontre; fazê-lo sentir-se uma fera perseguida por cada lugar que transite. Então, seu moral irá decaindo. Se fará mais bestial ainda, porém, se notarão os sinais do decaimento que lhe assoma”.


Nota da tradutora: Este parece ter sido o “conselho” mais amplamente empregado em Cuba e que vige até hoje, tornado mais brutal e violento com o comando da ditadura nas mãos de Raúl há mais de um ano, o antes “apagado” irmão e “sombra” (mas também cérebro) do sanguinário Fidel. Mas, isto será tema para outra edição.


Fontes: “Ernesto Guevara, Mito e Realidade”, Enrique Ros.
“Passagens da Guerra Revolucionária”, Ernesto Che Guevara.
“Che”, Jon Lee Anderson.
“Cuba: Perfis do Poder”, Pedro Corzo.
Documentos, cartas, discursos e ensaios de Ernesto Guevara.


Pedro Corzo é jornalista e presidente do Instituto de la Memoria Histórica Cubana contra el Totalitarismo, que produziu, com a direção do cineasta Luis Guardia, o documentário sobre Ernesto Guevara intitulado: “Guevara: “Anatomia de um Mito”.


Artigo publicado originalmente por http://www.gentiuno.com


Comentários e traduções: G. Salgueiro


terça-feira, 18 de setembro de 2007





O Notalatina hoje denuncia um fato bastante insólito e revelador. Tenho por hábito, não por prazer pois sempre me causa repugnância mas por dever de ofício, assim que ligo o computador visitar vários sites comunas que vão do Granma Internacional, ao Rebelión, o Vermelho.org, o site do PT e finalmente o jornal Hora do Povo, panfleto incendiário e raivoso do bando terrorista MR-8, aquele do Franklin Martins, e que pertence ao PMDB de “seu” Renan.


Pois bem. Sábado me deparei com uma novidade: o jornaleco Hora do Povo está exibindo, em tempo real, o canal de tv estatal venezuelano “Venezolana de Televisión” (VTV). Lá, pode-se ver os pronunciamentos de Chávez, dos parlamentares da AN, enfim, é propaganda descarada do bolivarianismo chavista 24 horas por dia, ao vivo e de graça para todo o Brasil.


Não é novidade nenhuma a afinidade e comunhão de pensamento entre a ideologia castro-comuno-chavista e o governo brasileiro de “seu” Lula, afinal, eles são sócios e parceiros no Foro de São Paulo e o PMDB pertence à base aliada do governo, tendo entre muitos de seus partidários defensores ferrenhos do ditador Chávez. Entretanto, o inusitado é a agora descarada propaganda daquele governo ditatorial num site brasileiro que fica sendo exibido ao vivo enquanto se pode ler as matérias. Acessem e confiram: www.horadopovo.com.br.


A coisa que mais me chamou a atenção entretanto, é uma propaganda do “socialismo bolivariano” veiculada nos intervalos onde aparece uma estrela branca circundada de vermelho (exatamente igual a esta atrás do Marco Aurélio Garcia, na foto), idêntica à do PT, com os dizeres “Construyendo el socialismo bolivariano”.


Ora, qualquer pessoa que entenda minimamente de propaganda subliminar, sabe que o que vai ficar na cabeça oca de quem vir aquilo é que o PT está construindo o socialismo bolivariano e esta deve ter sido exatamente a intenção dos dois partidos – PT e PMDB -, uma vez que no seu 3º Encontro havido recentemente, o PT debateu o “Socialismo petista”.


Mas a pergunta que me inquieta desde que vi esta aberração, sábado 15 de setembro, 3 dias depois da absolvição de “seu” Renan, é: quanto$ petrodólare$ o MR-8 e seu pasquim estão levando para reproduzir ao vivo a revolução bolivariana do ditador Chávez no Brasil?


Até ontem só havia a reprodução da VTV mas hoje acrescentaram os banners da tv senado e da estatal do Paraná que, como todos sabem, o governador Roberto Requião é francamente chavista e defensor do socialismo bolivariano, tendo inclusive firmado vários acordos de cooperação entre o estado do Paraná e a Venezuela. Além desses fatos que toda a imprensa comenta abertamente, o deputado estadual pelo PP paranaense, Ney Leprevost, vem há tempo denunciando esta aproximação, bem como gastos com viagens de parlamentares à Venezuela de Chávez cujos valores e objetivos não são revelados ao público.


Não conheço este deputado a não ser por seus pronunciamentos, tampouco comungo de todas as suas proposições mas aplaudo esta iniciativa de denunciar a invasão do comuno-bolivarianismo em nossa terra, pois isto eu mesma venho fazendo há 5 anos e só agora as pessoas estão se dando conta do perigo da invasão castro-comuno-chavista em nosso país.


A reforma da constituição propugnada por Chávez, uma cópia fiel da constituição cubana, será analisada por mim proximamente em artigo para o site Mídia Sem Máscara mas, de antemão, alerto-os de que muitas das idéias ali contidas já estão nas cabeças do governo brasileiro, sobretudo no que diz respeito à educação, inclusive as famosas “missões” do programa de alfabetização cubano já são realidade, foi firmado acordo entre os Ministérios de Educação do Brasil e de Cuba e começam a funcionar no próximo mês de outubro no Piauí.


Se alguém quiser continuar sendo ingênuo o bastante para acreditar em coincidências que continue mas não diga que não foi alertado, porque esta excrescência está sendo implantada em nosso país em doses já não tão homeopáticas nem tão comedidas. “Eles” estão tirando as máscaras e mostrando toda a sua feiúra, agora sem qualquer pudor.


Na próxima edição oNotalatina vai até Cuba, a Cuba dos prisioneiros políticos e de consciência, e vai denunciar mais crimes que se cometem – sob os aplausos de gentinha sem caráter e conivente com o mal, como o governo brasileiro, artistas, formadores de opinião e “intelectuais orgânicos” – contra gente inocente e pacífica, cujo único crime é querer ver respeitados seus direitos como ser humano.
Fiquem com Deus e até a próxima!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007





Estimados amigos


Depois de passar o mais longo e angustiante fim-de-semana em decorrência da desativação do Notalatina, considerado pelo Google como “blog de spam”, finalmente a situação normalizou-se sem ter havido a perda dos preciosos arquivos de 5 anos de um trabalho sério, árduo e honesto.


Quem tentava acessar o Notalatina pelo seu link deparava-se com uma mensagem de que “este URL não foi encontrado nesse servidor” e “Página não localizada”. Depois, quando acessei um link que poderia me explicar a razão disto, apareceu uma mensagem informando que meu blog fora desativado por ter sido considerado como “blog de spam”. Preenchi um espaço com as letras indicadas para identificação e fiquei aguardando que o Google ao menos me explicasse o que houvera ocorrido.


No início da tarde de hoje, recebo do meu amigo Heitor De Paola uma nota postada no “Notalatina” que reproduzo abaixo (ipsi literis) mas fica a pergunta: como esta pessoa teve acesso aos dados do Notalatina legítimo para editar seu excremento no Blogger, se a URL estava temporariamente desativada? Eu tentei acessa o Blogger e não consegui! Há um cheiro de crime no ar e é necessário que seja muito bem esclarecido.


Aqui está o excremento do cão raivoso que, por sua vez, teve acesso à nota que enviei ontem onde falava do tempo de existência do blog – não sei como nem através de quem:


Nota Latrina


Bua... Bua... Coitadinha!


Teve uma idiota que ficou escrevendo durante 5 longos anos neste blog e que por ser considerada uma Spammer que realmente enchia o saco de seus leitores com panfletarismo político, esta página foi apagada e devidamente restituida a algum usuário do blogspot que queria fazer fama gratuita.


Esta pessoa deveria ter sido um pouco mais inteligente e ter salvado os seus depoimentos no próprio computador, pois nunca se sabe até que ponto vai a boa vontade do pessoal do Google, que pode a qualquer momento tirar o serviço do ar.


E não pensem que foi por falta de aviso.
Postado por Marciel às 09:18 0 comentários.


Vale a pena comentar dois trechos citados pelo vândalo. Quando ele diz “... que realmente enchia o saco de seus leitores com panfletarismo político...”, tenho a dizer que jamais, em qualquer tempo, obriguei quem quer que seja a ler o que escrevo, não só no Notalatina como nos sites Mídia Sem Máscara e La Historia Paralela (da Argentina), ou mesmo no Jornal Inconfidência de Minas, portanto, não poderia “encher o saco dos meus leitores”; leu quem quis; lê quem quer se informar da verdade sobre o que passa na América Latina e a mídia nega, esconde, falseia. Em segundo lugar, “panfletarismo político” é o raio que o parta porque denunciar crimes verídicos que estão ocorrendo nos países da América Latina, notadamente Cuba e Venezuela, só pode ser considerado “panfletarismo” por ignorantes que não sabem distinguir realidade de ficção ou por pessoas empanturradas de ódio ideológico esquerdista.


E para finalizar, esta pérola: “... esta página foi apagada e devidamente restituida a algum usuário do blogspot que queria fazer fama gratuita...” onde o sr. “Marciel” (se é que é este mesmo seu nome) revela toda a sua incapacidade de produzir algo por si próprio – a não ser escrementos como o despejado acima -, necessitando invadir, parasitar, usurpar e emporcalhar o trabalho de alguém que não conhece e que, bem ao contrário dele, é conhecida e respeitada não só no Brasil, pela seriedade e fidedignidade do trabalho que desenvolve por conta própria, SEM QUALQUER TIPO DE APOIO FINANCEIRO OU MATERIAL, PÚBLICO OU PRIVADO de quem quer que seja.


E a prova cabal do que afirmo acima é que, tão logo divulguei a situação inusitada em que este blog se encontrava, recebi apoio de diversas partes do país, de amigos e pessoas que não conheço mas respeitam o trabalho que realizo mas, sobretudo, da comunidade latino-americana notadamente na Venezuela.


Por esta razão, quero agradecer de modo particularmente especial à minha amiga venezuelana Anita Dumont e às suas duas filhas Natalie e Quetzal que, trabalhando no Google, no Departamento de Spam, se prontificaram e solucionaram o problema com rapidez e presteza. A essas três amigas, minha gratidão infinita. Registro ainda o inestimável apoio dos amigos Raul Fatorello, Eduardo Salom, Francelina Hurtado, Patricia Rincon, Alejandro Peña Esclusa, Agustin Blasquez, Paulina Gamus, argentinos, cubanos e venezuelanos que numa solidariedade inestimável divulgaram meu alerta pelo mundo.


No Brasil foram muitas as mensagens de apoio e solidariedade mas não posso deixar de mencionar alguns nomes que merecem meu comovido agradecimento: Olavo de Carvalho, Roxane Andrade, Heitor De Paola, Cel Jorge Baptista Ribeiro, Carlos I. S. Azambuja, Márcio Righini, Cel Lício Maciel, Cel Paulo Afonso, Cel José Medeiros, Marcelo Noll, Luís Afonso Assumpção, José Américo Valadão, J. R. Franco, Cel Av Luis Sérgio, Antonino Teles, Comandante Paulo de Paula Mesiano, Félix Maier, enfim, foram tantas as mensagens de apoio e solidariedade que me sinto grata e devedora a cada um em particular. Muitíssimo obrigada!


A mensagem que me fica de todo este episódio nefasto, é: A malícia não vence a Sabedoria!. Fiquem com Deus e até a próxima!



sábado, 9 de junho de 2007























A semana que está se encerrando foi extremamente tensa e difícil para os estudantes venezuelanos que continuam em protestos, tomando como base o fechamento da RCTV, pela liberdade de imprensa e de expressão individual que, a cada dia que passa, torna-se mais e mais rara sob o tacão do patético e grotesco ditador de Miraflores.


Desde o pré-fechamento da RCTV até hoje, tenho recebido inúmeras informações, fotos e vídeos sobre a caótica situação daquele país irmão, sobretudo os maltratos e violência explícita contra estes bravos estudantes que não advogam por nenhum partido político ou meio de comunicação, mas que compreenderam que têm um papel importantíssimo na conjuntura do país que um dia irão governar, viver e criar seus filhos. São coisas que não se comentam nem mostram no Brasil, embora tenha havido uma certa mise-en-scène de políticos e mídia, que nunca se expuseram para mostrar o mal que se agigantava na Venezuela mas, como a situação está ficando insustentável e não dá para tapar o sol com a peneira, informam um pouquinho aqui e ali, criticam com fingido horror o que pouco se lhes dá, para parecerem preocupados e não perder audiência e votos.


Mas, antes de falar sobre a situação dos estudantes quero comentar um fato ocorrido na nova televisão chavista, a Tves, que seria hilariante se não fosse um vergonhoso e descarado ROUBO, uma apropriação indébita afrontosa. Pois bem, a tal televisão “social” entendeu de oferecer aos telespectadores uma série intitulada viajes Destino X, pertencente à companhia americana Wilde Angle Productions, transmitida ilegal e diariamente. O vice-presidente da companhia descobriu e enviou uma carta à embaixada venezuelana nos Estados Unidos, que transcrevo abaixo:


Hon. Bernardo Alvarez Herrera
Embaixador
Embaixada da República Bolivariana da Venezuela em Washington, DC
Re: Emissão ilegal de uma série de televisão norte-americana
Honorável Sr. Alvarez,
Agradeceríamos sua assistência com o seguinte e importante assunto:
A série “viagens Destino X”, pertencente à nossa companhia Wilde Angle Productions, está sendo transmitida ilegal e diariamente, pelo novo canal de televisão, Televisora Venezolana Social (Tves). Além de tê-la pautado na grade de programação do website do canal: http://www.noticias24.com/medios/?p=168, vários amigos e clientes nos informaram de Caracas terem visto o programa no ar.
Queremos deixá-lo saber que Tves não adquiriu os direitos para pôr “Destino X” no ar, portanto sua transmissão é ilegal, ao menos que uma compensação econômica seja efetivada de imediato por tal canal de televisão.
Se os responsáveis pela cadeia Tves estiverem interessados em obter legalmente os direitos de transmissão de “Destino X”, por favor que nos notifiquem por escrito nas próximas 48 horas. Do contrário, exigimos que Tves tire o programa do ar já que está violando nossos direitos de propriedade internacional e não nos deixariam outra opção senão proceder pela via legal. Os programas que já apresentaram estão também sujeitos à aquisição devida de sua licença.
Se deseja informação adicional, por favor, ponha-se em contato conosco quando o considere oportuno.
Sinceramente,
Alfonso Guerra
VP Produtor Executivo
Cc: Consulado da Venezuela em Miami e diversos meios de televisão e imprensa”.


Pois é. Chávez fala horrores do “maldito capitalismo do império” mas sua televisão mal começou e já vai passando a mão em programas dos “burgueses yankees”. A data do documento era 4 de junho, o que significa que o prazo encerrou-se ontem, dia 8. Se eu souber em que resultou esta intimação, conto na próxima edição. Quero ver agora Chávez mandar este senhor “al carajo”, como é seu velho hábito... Que vergonha, meu Deus!


Mas, em se tratando de fraudes, roubos, falsificações e coisas do gênero este governo é imbatível, tem pós-PhD, não duvidem. Acabo de ser informada de que os estudantes do bando chavista que compareceram à Assembléia Nacional para falar sobre as “marchas” são falsos, tão falsos e burros que suas reais identidades foram descobertas e pode-se ver aqui, no site Noticiero Digital. São funcionários do governo PAGOS (como em tudo que o Chapolim de Miraflores faz, pois espontaneamente ninguém quer servi-lo nem segui-lo) para mentir e representar uma farsa grotesca, com aquele discurso encomendado, batido, arqui-sabido contra “o império”. Se as imagens não fossem tão pesadas eu as disporia aqui para vocês verem a prova mas, clicando no link do site (acima) pode-se ver os contra-cheques e até uma fulaninha que trabalha na nova televisão do regime.


E enquanto se infiltram no movimento estudantil tentando desvirtuar o real propósito desses bravos garotos (o mais velho deles, e líder, tem apenas 22 anos!) agredindo, fazendo baderna, invadindo universidades e roubando ônibus - como demonstrei na edição passada – agentes do Governo (e do G2 cubano, o que dá no mesmo) estão agredindo fisicamente, seqüestrando e fazendo chantagens e ameças aos líderes do movimento.


Ontem eu recebi três notas graves a esse respeito. A primeira ocorreu na repressão em frente à CONATEL na manifestação ocorrida no dia do encerramento da RCTV, quando um jovem modelo foi preso nos arredores desta estatal, levado para uma cela e despido. Lá, abriam-lhe os olhos e borrifavam diretamente gás paralizante (de pimenta, certamente); não satisfeitos com isto, golpeavam-no e depois com o mesmo “paralizer” borrifavam em todas as mucosas do seu corpo. Isto aconteceu durante dois dias. Perguntavam-lhe qual era o seu telefone mas ele não lembrava de nada. Este rapaz depois de solto fez um comercial e teve que ser maquiado o corpo inteiro para que não se visse as marcas dos golpes que levou.


A segunda, e mais grave de todas, ocorreu com os jovens das fotos que ilustram a edição de hoje. São estudantes da UCAB (Universidade Católica Andrés Bello) que foram seqüestrados em 30 de maio. Ninguém sabe onde se encontram; o carro de um deles permanece no estacionamento da universidade e pode-se ver um deles sendo levado na moto de um policial. Ninguém teve mais notícias deles até o momento. O que terá acontecido a esses jovens nas mãos dos brutamontes cubanos, mestres na tortura e violência, treinados para odiar e matar conforme ensinou o assassino Guevara? Que Deus não permita que algo de muito ruim lhes aconteça!


E a terceira notícia, tão baixa e vil como tem sido toda a conduta deste governo golpista de “seu” Hugo Chávez atinge diretamente Yon Goicoechea, secretário-geral do Conselho de Representantes Estudantis da UCAB, e líder inconteste deste movimento. Ele está sendo pressionado pelo governo a encerrar o movimento e para isto estão usando seu pai, que cumpre pena de prisão já há dois anos por ter matado uma pessoa em legítima defesa. O pai de Yon o chamou para contar que suas condições na prisão endureceram, desde o dia em que ele concedeu uma entrevista coletiva à imprensa na universidade Simón Bolívar.


O vice-presidente Jorge Rodríguez contactou Yon diretamente, lhe propôs negociar uma trégua e, sem meias-palavras, ofereceu a liberdade de seu pai em troca de uma ordem ao movimento estudantil para encerrar os protestos. Vejam o tamanho da imundície: se o pai de Yon pode ser solto só há duas alternativas: ou ele está preso injustamente, uma vez que foi caracterizada a legítima defesa, ou então ele não é inocente e pouco importa soltar um criminoso se o objetivo alcançado destrói por completo as esperanças de milhares de venezuelanos de forçar o regime a respeitar os direitos de cada cidadão a fazer suas escolhas, se expressar e pensar livremente. Yon não sabe o que fazer porque são duas escolhas dificílimas mas informou aos estudantes o que estava se passando e tem-se mantido um pouco afastado do movimento que liderou com tanta coragem, honradez e dignidade.


Mas não só de notícias nefastas compõe-se esta edição de hoje do Notalatina. Encerro com um comovente Manifesto lido pelo estudante Douglas Barrios da Universidade Metropolitana (na foto de camisa vermelha), durante sessão na Assembléia Nacional ocorrida dia 06, quarta-feira passada, e que vocês podem assistir completo clicando aqui. Para esta sessão foram convidados os estudantes democratas, que iniciaram o movimento pacífico em favor da liberdade de expressão e os chavistas que, como vimos acima, talvez sejam estudantes do “socialismo bolivariano do Século XXI”, apenas. Tenho os vídeos das duas apresentações mas quero ressaltar este pela maturidade, coerência, dignidade e coragem de alguém tão jovem mas que não teme enfrentar a brutalidade do regime apenas com suas palavras conciliadoras e pacíficas, sua fronte erguida serenamente de quem se sabe portador da verdade e de um pouco de luz neste espectro tenebroso que paira sobre a Venezuela.


A comparação com os nossos “estudantes” da USP é inevitável, pois estes estão intoxicados pelo ódio inerente a todo comunista que não quer paz, nem ordem, nem construir nada de bom. Os atos vandálicos, desrespeitosos aos professores e funcionários, carregados de ódio sem razão que todo o país presenciou, falam por si sós e, após assistir a apresentação do jovem venezuelano fica-nos como saldo uma vergonha imensa do que fizeram com o nosso país, com os nossos jovens, como bem expressou o filósofo e jornalista Olavo de Carvalho em seu artigo A Venezuela vive. O Brasil agoniza. Seguem abaixo alguns dos mais emocionantes trechos do Manifesto redigido pela assembléia dos estudantes lido por Douglas Barrios.


Os dez representantes do movimento estudantil das universidades públicas e privadas chegaram à Assembléia Nacional vestidos de camisas vermelhas. Coube a Douglas Barrios a leitura do Manifesto que o fez serena e calmamente dizendo, inicialmente, que agradeciam o convite para expor suas idéias, “em que pela primeira vez conquistamos uma voz dissidente e plural nesta Assembléia Nacional, graças a nossa luta constante, férrea e pacífica. Sintamo-nos orgulhosos; vencemos. Começamos a fazer história”.


“Nos encontramos nesta tribuna para manifestar nosso repúdio ao fechamento arbitrário da RCTV, à criminalização com a qual se quis manchar o protesto estudantil, aos insultos que temos recebido todos os estudantes, neste mesmo hemiciclo, e às violações sistemáticas de nossos direitos fundamentais”.


Acrescentou que os estudantes não tinham ido à Assembléia Nacional para debater: “A agenda do movimento estudantil só é definida pelo movimento estudantil (Douglas disse isto pois estão sendo acusados pelo Regime, injustamente, de estarem sendo financiados pela CIA e por Bush, como é de praxe se acusar quem não pensa como eles, comunistas). Hoje viemos reivindicar os direitos civis”. (...) “Não se equivoquem: o debate entre os universitários e dos universitários para com o país, se levará a cabo porém nas universidades, nas ruas, nos bairros, nas cidades do país”. E encerrando, Barrios disse: “Sonhamos com um país onde possamos ser levados em conta, sem ter que estar uniformizados e não há mais nada a dizer”. Em seguida... bem, não vou dizer o gesto magistral que ele e os outros representantes fizeram para não estragar a surpresa que me emocionou e me fez aplaudi-los. ASSISTAM ESTE VÍDEO! Isto dá um alento de que, pelo menos na Venezuela as coisas por piores que pareçam estar, ainda tem gente de brio e com coragem bastante para enfrentar as botas enlameadas e ensangüentadas do ditador Chávez, coisa que há muito perdeu-se em Pindorama.


Ao encerrar sua leitura que não admitia debate, pois naquele antro chavista seria apenas mais um bate-boca vulgar, seguiu-se a apresentação de uma “estudante” chavista que repetia, como papagaio de bordel, a cartilha castro-comuno-chavista que todos conhecemos. Quando a papagaia acabou sua fala Yon Goicoechea pegou o microfone e disse: “Nós não viemos aqui debater; só informar-lhes porquê lutamos e portanto nos retiramos”. Isto provocou a ira de Cilia Flores, que gritava enquanto os “estudantes” chavistas se puseram a repetir o discurso oficialista. Mais dignidade do que esta atitude, impossível! Não pode haver debate entre contendores desiguais, onde uma parte quer vencer a qualquer preço e sequer ouve o que seu oponente tem a dizer. Bravos, garotos! Que Deus os abençoe!


E mais notícias horrendas me chegam da Venezuela enquanto encerro esta edição mas, como não é muito producente estender-me tanto, semana que vem eu conto mais, além de voltar a falar de Cuba e suas últimas atrocidades contra os cidadãos “a pé”. Fiquem com Deus, tenham um ótimo fim-de-semana e até a próxima!


Traduções e comentários: G. Salgueiro















sexta-feira, 1 de junho de 2007







O Notalatina fecha a semana trazendo informações sobre as conseqüências do fechamento da RCTV, na Venezuela, com fotos e vídeos que a imprensa brasileira não revela ao nosso respeitável público. Aliás, parece ter agradado muito a certos setores do país esta atitude nitidamente criminosa, revanchista, ditatorial que cala e amordaça aqueles que são contrários ao regime, do mesmo modo como ocorre em Cuba.


O sr. Lula quis imitar Pilatos afirmando que Chávez é soberano para tomar as decisões que bem entender em seu país, preferindo lavar as mãos e não formalizar nenhuma posição (em nome do Governo Brasileiro) a respeito de um fato grave e que abalou o mundo todo, o civilizado e que goza de liberdade, bem entendido. Na abertura do Congresso de Radiodifusão ocorrido em Brasília, dia 24 último, o sr. da Silva disse que “Em uma democracia o público é o único juiz admissível dos meios de comunicação. (...) A democracia permite que a imprensa diga o que melhor lhe parece...”. Entretanto, foi este mesmo Lula, que se diz “democrático”, que no início do seu primeiro mandato quase cria um incidente diplomático gravíssimo querendo expulsar do país o jornalista do New York Times, Larry Rother, por ter dito em uma matéria que o “presidente era chegado numa bebida”. Quem não lembra disso?


E nesse mesmo congresso o ministro de Comunicação Social, o “ex” terrorista Franklin Martins, ao ser perguntado sobre o que achava do fechamento da emissora de televisão venezuelana, respondeu: “Aqui no Brasil a imprensa goza de absoluta liberdade, diz o que quer e quem julga no fundo é o ouvinte, o telespectador, o leitor. Isso é Brasil. Nós não interferimos em assuntos internos da Venezuela”. Mas Franklin também faz uma afirmação mentirosa e cínica, pois abriu um processo contra o jornalista Diogo Mainardi por este ter revelado certas armações (provadas) dele com o Governo, que acabaram brindando-o com o cargo de ministro. Ou será que esta mesma imprensa que estava lá no tal congresso também desconhece o fato?


Bem, mas o que vi na mídia brasileira, de um modo geral, foi o vergonhoso reconhecimento e aplausos ao ditador venezuelano, alegando ser um direito dele fazer o que bem entender da liberdade de expressão em seu país – como se isto não fosse um direito inalienável de todo ser humano em qualquer parte do mundo, outorgado por Deus, e não pelos “favores” de um reles tirano! -, com as honrosas excessões de alguns blogs e sites de internet que, até quando não serão também atingidos pela lei da mordaça, só Deus sabe.


Há um fato muito curioso nesse “respeito à soberania” e imparcialidade às decisões de Chávez por parte do mandatário brasileiro. Todo mundo sabe que seu partido é o PT; todo mundo sabe que ele é o presidente de honra deste partido e todo mundo sabe também que, desde que assumiu o primeiro mandato, Partido e Estado fundiram-se numa só e mesma coisa, até porque todas as diretrizes do governo Lula são pautadas pelo Foro de São Paulo do qual ele é membro fundador e o PT é um dos partidos com mais influência dentro da tal organização. Observe-se que nas reuniões do Grupo de Trabalho, onde de fato se deliberam as questões a serem trabalhadas nos Encontros anuais, há uma espécie de rodízio entre os membos participantes dos vários países, por este ser um grupo menor, mas o PT SEMPRE está presente (esteve em todos), o que o torna mais importante no tocante a decisões do que membros de outros países.


Pois muito bem. Seu Lula se absteve de se pronunciar quanto ao fechamento da RCTV mas seu partido não. A Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, juntamente com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) da dona Heloísa Helena, subscreveram um manifesto de respaldo à não renovação da concessão da RCTV, documento que foi difundido através da embaixada da Venezuela. Lindo, não é? Assinaram ainda este tal manifesto o MST, o Movimento de Pastores Negros do Brasil (já viram coisa mais racista do que essa?), o Círculo Bolivariano de Brasília e a Central de Movimentos Populares do Brasil. Deu para fazer as conexões? Deu para perceber que PT e PSOL são membros do mesmo corpo e que a suposta “desunião” é apenas jogo de cena para ampliar o leque de adeptos à causa comunista?


Não se trata “apenas” do fechamento de um canal de televisão privado que, nas palavras do ditador Chávez, mantinha um “oligopólio burguês”; trata-se mesmo de CENSURA porque, no mesmo dia, venciam-se as concessões de 5 outras emissoras de rádiodifusão e só a RCTV não foi renovada porque fazia críticas ao regime e manteve os venezuelanos informados de todos os acontecimentos de maior expressão no país, durante seus 53 anos de existência.


Agora, vejam aqui quem mantém o oligopólio das comunicações. A Venezuela recebe sinal televisivo de 12 canais principais; a propriedade destes canais é a seguinte:
- VENEVISION – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- TELEVEN – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- VENEZOLANA DE TV – sempre foi propriedade dos venezuelanos mas agora é propriedade do regime de Chávez;
- GLOBOVISION – canal privado de notícias, a próxima vítima já na mira de Chávez;
- MERIDIANO – canal privado de esportes;
- LA TELE – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- VALE – canal privado dirigido pela Igreja Católica;
- ANTV – canal da Assembléia Nacional, dirigido pelo regime de Chávez;
- TELESUR – canal de Hugo Chávez, dirigido por Hugo Chávez, instalado com o dinheiro dos venezuelanos;
- PUMA – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- CMT (La Tele) – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- RADIO CARACAS DE TELEVISION – a partir de 28 de maio passa a ser controlada pelo regime de Chávez.
Além desses canais principais existem canais comunitários, em sua maioria controlados pelo regime de Chávez, como por exemplo, AVILA TV.


Porém, como se isso não fosse suficiente, agora as companhias que operam no sistema a cabo também estão controladas pelo regime; a maioria dos canais incluídos a partir da programação básica destas empresas, transmitem propaganda política do Governo. Dos DOZE CANAIS, NOVE PERTENCEM AO REGIME DE CHÁVEZ mas, ainda assim, o embaixador da Venezuela na Colômbia teve a cara de pau de fazer uma declaração auto-explicativa quando disse em entrevista à Caracol Radio: “A RCTV caracterizou-se por ser um canal parcializado, desde que proferiram insultos contra o presidente Hugo Chávez. Entretanto, a não renovação da licença não é um ato de retaliação”. E mais adiante afirma que em seu país “se respeita a liberdade de impresa”. A liberdade de imprensa e de expressão na Venezuela só existe ou é legítima quando apóia os crimes e desmandos do regime. Ponto.


80% da população foi contra o fechamento da RCTV e várias manifestações pacíficas começaram a acontecer em todo o país, sobretudo da classe estudantil, secundária e universitária. Aproveitando-se disto, Chávez infiltrou no meio dos estudantes suas milícias violentas para “justificar” a ação da polícia.

Na Universidade de Carabobo, na segunda-feira 28, encapuzados armados invadiram a universidade e se misturaram aos estudantes que gritavam “RCTV!” e cantavam. Começaram a disparar deixando um saldo de sete feridos, um deles gravemente atingido no fígado. Vejam este vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=vMWal6PfAfw) no momento em que o vandalismo acontecia. As imagens não são muito boas, considerando que a pessoa que filmava estava andando, tentando documentar tudo o que se passava na manifestação; em alguns momentos a imagem fica pior porque a pessoa teve que correr. Ouvem-se vários disparos, em vários momentos. As armas dos estudantes? Pedras, apenas pedras! Esses mesmos delinqüentes roubaram 2 micro-ônibus e um ônibus grande da universidade. Durante os ataques muitos correram para a Faculdade de Engenharia onde ocorreu o tiroteio. Vale a pena ver porque o registro é de inestimável e raro valor.


Em outra manifestação de rua, o vídeo mais chocante de todos mostra sicários cubanos a serviço do regime atirando com pistolas, fuzis e escopetas contra pessoas pacíficas e desarmadas que gritam “Libertad! Libertad!”. As imagens são nítidas e, segundo me informaram, foram reproduzidas por Globovision. O vídeo chama-se “Nos matam”. São 8 minutos de tiroteio sem contra-ataque; atiram pelo prazer de destruir, de impôr a lei da força e da violência desmedida. Atiram por ódio e inveja dos que podem sorrir e sonhar com uma Venezuela pacífica, ordeira e com oportunidade para todos. Vejam aqui: http://www.youtube.com/watch?v=bkUd3BADM4s.


Neste país, onde segundo Lula tem “democracia e liberdade em excesso”, a Drª Mónica Fernández, do Foro Penal Venezuelano enumera algumas das violações cometidas pelo Governo contra a Constituição de 1999, criada pelo mesmo ditador, nos três dias iniciais dos protestos dos estudantes. Diz ela:
- “Violou-se o direito a se manifestar, estabelecido no artigo 68 da Carta Magna. Os venezuelanos têm direito a se manifestar sempre e quando não causem dano a pessoas nem à propriedade, nem alterem a ordem pública, tal como fizeram os estudantes durante toda esta semana. Os policiais, ao utilizarem balas de borracha em contato próximo (menos de 60 cm), violaram o dieito à vida e à integridade pessoal dos estudantes. Houve abuso de autoridade, extra-limitação de funções, inclusive com menores de idade detidos que foram submetidos a maltratos graves, cruéis e degradante.
- Violou-se o Direito à Legítima Defesa e ao Devido Processo dos manifestantes detidos. O grau de deterioração a que chegou a administração da Justiça reflete toda sua dimensão na declaração da juíza 50 de Controle, ao ordenar a reclusão de alguns manifestantes no perigoso cárcere do Rodeo;
- Também houve violação de domicílio em algumas zonas de Caracas, só por estarem se expressando com apitos, buzinas ou batendo caçarolas. Indigna também a omissão de instituições chamadas constitucionalmente a velar pelo respeito aos direitos humanos, como o são a Defensoria do Povo e a Procuradoria”.


A quantidade de relatos, fotos e vídeos que recebi é tão grande que não daria para, numa só edição, expor toda a miséria e barbárie que acometeu aquele país irmão, com a implantação já escancarada do castro-comuno-chavismo. Mas, uma coisa é certa: o povo venezuelano é bravo e audaz; não se deixa intimidar por um golpista chulo, vulgar, grosseiro e mau, como é Chávez, e o fechamento da RCTV pode ser visto como “o princípio do fim” deste reinado de trevas. Que ele morra junto com o velho abutre pai de toda esta indignidade, Fidel Castro.


Eu havia prometido nesta edição falar sobre a situação das Forças Armadas mas o que sucedeu após o fechamento da RCTV foi mais urgente, pois sei que o que está sendo apresentado aqui no Notalatina, vocês não viram passar nos canais televisivos do Brasil, tampouco foram reportados nos jornais nos jornais. Que bom seria se o nosso povo se espelhasse no exemplo da Venezuela e acordasse desse torpor esquizofrênico em que tem vivido, pois se não abrirmos nossos olhos para a realidade dos nossos vizinhos e tomarmos uma atitude de gente grande, de adultos que somos, nosso destino será o mesmo porque eles não descansam.


Vejam as fotos, assistam os vídeos e levem isto muito a sério porque o tempo urge. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro

sábado, 26 de maio de 2007








Faltam pouco menos de 48 horas para que se consolide o mais brutal golpe contra a liberdade de imprensa e a propriedade privada na Venezuela, quando o ditador Chávez encerrará o sinal do mais antigo canal de rádio e televisão aberta do país, a Radio Caracas de Televisão (RCTV), e a tomará, transformando-a em mais um meio de comunicação a serviço da dominação castro-comunista que ele vem há 7 anos implantando no país. Este anúncio vem sendo feito há meses, quando o Chapolim de Miraflores disse que não renovaria a concessão da emissora, presente na vida dos venezuelanos há 53 anos, e que aos 15 minutos do dia 28 de maio começa a funcionar a TEVES, a tv estatal administrada pela Fundação Televisora Venezuelana Social, criada por um decreto presidencial (por força da tal “Lei Habilitante” que lhe dá plenos poderes) publicado na Gaceta Oficial em 11 de maio.


Esta atitude nitidamente revanchista e de perseguição política ocorre, porque a RCTV foi uma das poucas emissoras de televisão independente que mostrava ao público o que de fato estava se passando no país, inclusive deu ampla cobertura na renúncia de Chávez naquele sangrento abril de 2003.


O fato causou indignação e perplexidade no mundo todo e foi noticiado inclusive no Brasil, curiosamente pelos jornais O Globo e Folha de São Paulo de linha editorial pró-esquerda e que sempre teceram elogios ao ditador venezuelano, de modo especial em dezembro passado, torcendo descaradamente pela sua re-eleição. É estranho, pois, que agora eles saiam em defesa de um canal de televisão de linha oposta à sua.


Chávez já havia anunciado sua saída do FMI e do Banco Mundial e afirmou que sairia também da OEA, caso este órgão tentasse “condená-lo pela não renovação da concessão à RCTV”. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos abriu um processo contra Chávez perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão criado justamente com a finalidade de defender os direitos humanos dos latino-americanos, incluindo entre eles um dos mais essenciais que é a liberdade de opinião. Para a tal Comissão, Chávez é responsável de haver violado os direitos humanos dos venezuelanos, inclusive a liberdade de expressão, a liberdade individual, a integridade pessoal, as garantias judiciais (às quais Chávez está pouco se lixando) e a proteção judicial dos trabalhadores de imprensa e jornalistas da RCTV. Com o fechamento desta emissora Chávez aumenta o número de desempregos daqueles que se opõem ao seu regime; mais de 3.000 funcionários da RCTV somam-se agora aos 22.000 da PDVSA e terão suas fichas marcadas como “anti-revolucionários” (ver foto da depredação feita por milícias bolivarianas em fins de março) o que dificulta enormemente conseguir outro emprego. Qualquer semelhança com Cuba é mesmo proposital, não mera coincidência.


A decisão final da Corte Interamericana de Direitos Humanos será vinculante, o que significa dizer que “supostamente” a Venezuela terá que acatá-la; entretanto, adiantando qual será a reação de Chávez, o vulgar e grosseiro chanceler Nicolás Maduro acusou a Comissão de ter assumido uma “atitude enviesada, parcializada e anti-venezuelana” e a Assembléia Nacional, 100% chavista, provavelmente usará as velhas e carcomidas expressões de que a Comissão só é “porta-voz de golpistas e fascistas”.


A RCTV, através de Marcel Granier (na foto), entrou com um processo em nome de todos os proprietários, jornalistas e funcionários contra essa atitude espúria e há poucos dias saiu a sentença do máximo tribunal de Justiça da Venezuela, na Sala Político-Administrativa que declarou “improcedente a possibilidade de que se suspenda o fechamento da RCTV enquanto se decide o julgamento de fundo”. No item 5, que trata do “direito de propriedade e não confiscação”, o documento diz o seguinte:


“Com relação à suposta afetação do direito de propriedade sobre os bens utilizados para a exploração da concessão distintos do espectro rádio-eletrônico, esta Sala observa que o vencimento da concessão como mecanismo de extinção natural da mesma com um prazo de duração conhecido de antemão pelo concessionário, de modo algum pode-se entender como uma hipótese de lesão do direito de propriedade sobre tais bens, pelo qual se rechaça tal argumento. Assim se declara”, e vai assinado pela Presidenta, Evelyn Marrero Ortíz Quer dizer, como todas as instâncias do país são dominadas pelo chavismo, a situação se assemelha ao que estamos vivendo hoje no Brasil, não se tendo a quem apelar pois tudo está nas mãos sujas dos que detêm o Poder; eles são “a lei”.


Apesar de todas as manifestações apelando para que a RCTV não encerre, das mega-marchas (que no Brasil ninguém fala nem mostra as emocionantes imagens), dos protestos de vários órgãos de Direitos Humanos, apelos de políticos, articulistas, profissionais da comunicação e organizações internacionais de várias partes do mundo, como a Sociedade Interamericana de Imprensa, nada disso demove o tirano bananero de sua perseguição despótica, transbordante de ódio por aqueles que se lhe opõem, mais ele desnuda a feiúra de sua alma porca, invejosa, mesquinha, rancorosa. E acreditando-se o dono do mundo ameaça, do mesmo modo que ameaçou a oposição em dezembro passado, se esta tivesse a pachorra de ganhar as eleições: “Se se atreverem, vão se arrepender, porque estamos em alerta de modo firme, decisivo e oportuno para enfrentar qualquer fato”, com o claro objetivo de amedrontar e intimidar a opinião pública nacional e internacional que resiste a esta decisão. Um funcionário do governo disse, sem oferecer muitos detalhes, que estão em “estado de alerta” não só as polícias mas também as Forças Armadas Nacionais. O que se pode esperar disso, os venezuelanos bem sabem pelas experiências passadas. É a vontade do tirano, não na lei mas na marra!


Chávez quer mostrar quem tem poder, quem manda, quem é o dono do pedaço. E seu discurso demolidor prossegue, em qualquer oportunidade que se lhe forneça. No dia 25, na Base Aérea Tenente Luis del Valle García, no estado de Anzoátegui, quando dirigia o ato oficial de apresentação do grupo aéreo de caça Libertador Simón Bolívar com os aviões russos Sukoi SU 30MK-2, Chávez disse, numa clara alusão às manifestações contra o fechamento da RCTV, que há pessoas que “de maneira irracional e irresponsável se atrevem a desconhecer que no país existe liberdade de expressão e entretanto alguns continuam assinalando: Chávez, o tirano do Caribe”.


O “noço guia genial” Lula da Silva, companheiro inseparável de Chávez e Fidel no Foro de São Paulo também já afirmou isto, inclusive disse certa vez, quando foi inaugurar a ponte sobre o Rio Orinoco, que na Venezuela há “excesso de democracia e a imprensa goza de liberdade”. Um é psicopata e o outro é analfabeto nascido de mãe analfabeta (sic) mas nenhum dos dois é burro o bastante para não saber que mente descaradamente, afrontosamente, desrespeitosamente, e que subestimam a dignidade e inteligência alheias.


Quanto mais apertam o torniquete, mais insistem em afirmar o contrário. Pois muito bem, o Notalatina vai mostrar, através desses vídeos http://www.youtube.com/watch?v=bfTM9S5PZOQ, http://www.youtube.com/watch?v=AZa3Slwgup0, e http://www.youtube.com/watch?v=Yegesq84hn0, a “liberdade” de expressão concedida à imprensa venezuelana. São vídeos curtos entre 7 e 9 minutos onde se pode ver a tratamento respeitoso que as milícias bolivarianas dispensam aos jornalistas que querem apenas cumprir com o seu papel de informar. Se houvesse esse respeito tão alardeado, não haveria tantos jornalistas presos, perseguidos, exilados em outros países ou mesmo assassinados, desde que esta aberração tirânica e golpista se adonou da Venezuela há quase uma década.


A Human Rights Foundation criou este site http://www.rctvlibre.com/ onde encontram-se além de notícias atualizadas sobre este caso insólito, uma petição para que não se feche a RCTV. Peço aos amigos leitores que visitem o site e assinem a petição pois, mesmo sabendo que ela não será respeitada, serve como prova da insatisfação e indignação por parte daqueles que defendem a liberdade, o estado democrático de direito e o império da lei. Recomendo também a visita a este site http://www.venezuelapress.com/ que traz, além de informações sobre a censura que vem sendo imposta na marra aos venezuelanos, apresenta muitos vídeos que no Brasil são totalmente desconhecidos.


Desde que o Notalatina foi criado eu tenho insistido em denunciar as arbitrariedades cometidas pelas ditaduras cubana e venezuela, de modo especial, porque elas sempre me serviram de espelho e referencial para o caminho que o Brasil escolheu trilhar ao eleger um comunista que é membro fundador do Foro de São Paulo e que, apesar da aparência de bondade, simplicidade e comiseração pelos pobres, esconde um homem sem caráter, com sede de poder e de dominação totalitária sustentado pelo ideário castro-comunista.


Durante todos esses anos recebi duras e severas críticas alegando que deveria me preocupar mais com os problemas do meu país. Pois muito bem. Esta denúncia que está sendo apresentada hoje, embora não seja totalmente desconhecida dos brasileiros, deveria servir como um alerta para nós, pois de forma nem tão velada estamos marchando para o mesmo rumo que a Venezuela, sobretudo depois que o sr. da Silva escolheu para ministro das Comunicações (ou melhor, Ministério do Pensamento e da Censura) um “ex” terrorista frio, rançoso e de má indole, e que já acena com algumas medidas visando a censura nos meios de comunicação, dentre eles a internet. Está a cargo do sr. Franklin Martins, também, a criação de uma televisão estatal que muito provavelmente, embora seja sempre negado (mas quem acredita em palavra de comunista?), será feita nos mesmos moldes da TeleSur venezuelana.


O Brasil já cometeu o mesmo erro duas vezes, quando decidiu eleger o sr. Lula; que pelo menos agora não feche os olhos para esta realidade gritante e que em breve estará batendo à nossa porta. Mirem-se no exemplo de Cuba, mirem-se no exemplo da Venezuela, da Argentina, da Bolívia e mais recentemente do Equador e não se enganem nem pensem que estes países me preocupam mais do que o meu Brasil. É por amar a minha Pátria que denuncio os crimes dos nossos vizinhos, pois é apenas uma questão de tempo passarmos pelo mesmo que se passa ao nosso redor.


Na próxima edição o Notalatina vai falar sobre a situação das Forças Armadas venezuelanas, apresentando alguns vídeos inéditos no Brasil. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro