sexta-feira, 1 de junho de 2007







O Notalatina fecha a semana trazendo informações sobre as conseqüências do fechamento da RCTV, na Venezuela, com fotos e vídeos que a imprensa brasileira não revela ao nosso respeitável público. Aliás, parece ter agradado muito a certos setores do país esta atitude nitidamente criminosa, revanchista, ditatorial que cala e amordaça aqueles que são contrários ao regime, do mesmo modo como ocorre em Cuba.


O sr. Lula quis imitar Pilatos afirmando que Chávez é soberano para tomar as decisões que bem entender em seu país, preferindo lavar as mãos e não formalizar nenhuma posição (em nome do Governo Brasileiro) a respeito de um fato grave e que abalou o mundo todo, o civilizado e que goza de liberdade, bem entendido. Na abertura do Congresso de Radiodifusão ocorrido em Brasília, dia 24 último, o sr. da Silva disse que “Em uma democracia o público é o único juiz admissível dos meios de comunicação. (...) A democracia permite que a imprensa diga o que melhor lhe parece...”. Entretanto, foi este mesmo Lula, que se diz “democrático”, que no início do seu primeiro mandato quase cria um incidente diplomático gravíssimo querendo expulsar do país o jornalista do New York Times, Larry Rother, por ter dito em uma matéria que o “presidente era chegado numa bebida”. Quem não lembra disso?


E nesse mesmo congresso o ministro de Comunicação Social, o “ex” terrorista Franklin Martins, ao ser perguntado sobre o que achava do fechamento da emissora de televisão venezuelana, respondeu: “Aqui no Brasil a imprensa goza de absoluta liberdade, diz o que quer e quem julga no fundo é o ouvinte, o telespectador, o leitor. Isso é Brasil. Nós não interferimos em assuntos internos da Venezuela”. Mas Franklin também faz uma afirmação mentirosa e cínica, pois abriu um processo contra o jornalista Diogo Mainardi por este ter revelado certas armações (provadas) dele com o Governo, que acabaram brindando-o com o cargo de ministro. Ou será que esta mesma imprensa que estava lá no tal congresso também desconhece o fato?


Bem, mas o que vi na mídia brasileira, de um modo geral, foi o vergonhoso reconhecimento e aplausos ao ditador venezuelano, alegando ser um direito dele fazer o que bem entender da liberdade de expressão em seu país – como se isto não fosse um direito inalienável de todo ser humano em qualquer parte do mundo, outorgado por Deus, e não pelos “favores” de um reles tirano! -, com as honrosas excessões de alguns blogs e sites de internet que, até quando não serão também atingidos pela lei da mordaça, só Deus sabe.


Há um fato muito curioso nesse “respeito à soberania” e imparcialidade às decisões de Chávez por parte do mandatário brasileiro. Todo mundo sabe que seu partido é o PT; todo mundo sabe que ele é o presidente de honra deste partido e todo mundo sabe também que, desde que assumiu o primeiro mandato, Partido e Estado fundiram-se numa só e mesma coisa, até porque todas as diretrizes do governo Lula são pautadas pelo Foro de São Paulo do qual ele é membro fundador e o PT é um dos partidos com mais influência dentro da tal organização. Observe-se que nas reuniões do Grupo de Trabalho, onde de fato se deliberam as questões a serem trabalhadas nos Encontros anuais, há uma espécie de rodízio entre os membos participantes dos vários países, por este ser um grupo menor, mas o PT SEMPRE está presente (esteve em todos), o que o torna mais importante no tocante a decisões do que membros de outros países.


Pois muito bem. Seu Lula se absteve de se pronunciar quanto ao fechamento da RCTV mas seu partido não. A Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, juntamente com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) da dona Heloísa Helena, subscreveram um manifesto de respaldo à não renovação da concessão da RCTV, documento que foi difundido através da embaixada da Venezuela. Lindo, não é? Assinaram ainda este tal manifesto o MST, o Movimento de Pastores Negros do Brasil (já viram coisa mais racista do que essa?), o Círculo Bolivariano de Brasília e a Central de Movimentos Populares do Brasil. Deu para fazer as conexões? Deu para perceber que PT e PSOL são membros do mesmo corpo e que a suposta “desunião” é apenas jogo de cena para ampliar o leque de adeptos à causa comunista?


Não se trata “apenas” do fechamento de um canal de televisão privado que, nas palavras do ditador Chávez, mantinha um “oligopólio burguês”; trata-se mesmo de CENSURA porque, no mesmo dia, venciam-se as concessões de 5 outras emissoras de rádiodifusão e só a RCTV não foi renovada porque fazia críticas ao regime e manteve os venezuelanos informados de todos os acontecimentos de maior expressão no país, durante seus 53 anos de existência.


Agora, vejam aqui quem mantém o oligopólio das comunicações. A Venezuela recebe sinal televisivo de 12 canais principais; a propriedade destes canais é a seguinte:
- VENEVISION – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- TELEVEN – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- VENEZOLANA DE TV – sempre foi propriedade dos venezuelanos mas agora é propriedade do regime de Chávez;
- GLOBOVISION – canal privado de notícias, a próxima vítima já na mira de Chávez;
- MERIDIANO – canal privado de esportes;
- LA TELE – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- VALE – canal privado dirigido pela Igreja Católica;
- ANTV – canal da Assembléia Nacional, dirigido pelo regime de Chávez;
- TELESUR – canal de Hugo Chávez, dirigido por Hugo Chávez, instalado com o dinheiro dos venezuelanos;
- PUMA – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- CMT (La Tele) – recentemente adquirido pelo regime de Chávez;
- RADIO CARACAS DE TELEVISION – a partir de 28 de maio passa a ser controlada pelo regime de Chávez.
Além desses canais principais existem canais comunitários, em sua maioria controlados pelo regime de Chávez, como por exemplo, AVILA TV.


Porém, como se isso não fosse suficiente, agora as companhias que operam no sistema a cabo também estão controladas pelo regime; a maioria dos canais incluídos a partir da programação básica destas empresas, transmitem propaganda política do Governo. Dos DOZE CANAIS, NOVE PERTENCEM AO REGIME DE CHÁVEZ mas, ainda assim, o embaixador da Venezuela na Colômbia teve a cara de pau de fazer uma declaração auto-explicativa quando disse em entrevista à Caracol Radio: “A RCTV caracterizou-se por ser um canal parcializado, desde que proferiram insultos contra o presidente Hugo Chávez. Entretanto, a não renovação da licença não é um ato de retaliação”. E mais adiante afirma que em seu país “se respeita a liberdade de impresa”. A liberdade de imprensa e de expressão na Venezuela só existe ou é legítima quando apóia os crimes e desmandos do regime. Ponto.


80% da população foi contra o fechamento da RCTV e várias manifestações pacíficas começaram a acontecer em todo o país, sobretudo da classe estudantil, secundária e universitária. Aproveitando-se disto, Chávez infiltrou no meio dos estudantes suas milícias violentas para “justificar” a ação da polícia.

Na Universidade de Carabobo, na segunda-feira 28, encapuzados armados invadiram a universidade e se misturaram aos estudantes que gritavam “RCTV!” e cantavam. Começaram a disparar deixando um saldo de sete feridos, um deles gravemente atingido no fígado. Vejam este vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=vMWal6PfAfw) no momento em que o vandalismo acontecia. As imagens não são muito boas, considerando que a pessoa que filmava estava andando, tentando documentar tudo o que se passava na manifestação; em alguns momentos a imagem fica pior porque a pessoa teve que correr. Ouvem-se vários disparos, em vários momentos. As armas dos estudantes? Pedras, apenas pedras! Esses mesmos delinqüentes roubaram 2 micro-ônibus e um ônibus grande da universidade. Durante os ataques muitos correram para a Faculdade de Engenharia onde ocorreu o tiroteio. Vale a pena ver porque o registro é de inestimável e raro valor.


Em outra manifestação de rua, o vídeo mais chocante de todos mostra sicários cubanos a serviço do regime atirando com pistolas, fuzis e escopetas contra pessoas pacíficas e desarmadas que gritam “Libertad! Libertad!”. As imagens são nítidas e, segundo me informaram, foram reproduzidas por Globovision. O vídeo chama-se “Nos matam”. São 8 minutos de tiroteio sem contra-ataque; atiram pelo prazer de destruir, de impôr a lei da força e da violência desmedida. Atiram por ódio e inveja dos que podem sorrir e sonhar com uma Venezuela pacífica, ordeira e com oportunidade para todos. Vejam aqui: http://www.youtube.com/watch?v=bkUd3BADM4s.


Neste país, onde segundo Lula tem “democracia e liberdade em excesso”, a Drª Mónica Fernández, do Foro Penal Venezuelano enumera algumas das violações cometidas pelo Governo contra a Constituição de 1999, criada pelo mesmo ditador, nos três dias iniciais dos protestos dos estudantes. Diz ela:
- “Violou-se o direito a se manifestar, estabelecido no artigo 68 da Carta Magna. Os venezuelanos têm direito a se manifestar sempre e quando não causem dano a pessoas nem à propriedade, nem alterem a ordem pública, tal como fizeram os estudantes durante toda esta semana. Os policiais, ao utilizarem balas de borracha em contato próximo (menos de 60 cm), violaram o dieito à vida e à integridade pessoal dos estudantes. Houve abuso de autoridade, extra-limitação de funções, inclusive com menores de idade detidos que foram submetidos a maltratos graves, cruéis e degradante.
- Violou-se o Direito à Legítima Defesa e ao Devido Processo dos manifestantes detidos. O grau de deterioração a que chegou a administração da Justiça reflete toda sua dimensão na declaração da juíza 50 de Controle, ao ordenar a reclusão de alguns manifestantes no perigoso cárcere do Rodeo;
- Também houve violação de domicílio em algumas zonas de Caracas, só por estarem se expressando com apitos, buzinas ou batendo caçarolas. Indigna também a omissão de instituições chamadas constitucionalmente a velar pelo respeito aos direitos humanos, como o são a Defensoria do Povo e a Procuradoria”.


A quantidade de relatos, fotos e vídeos que recebi é tão grande que não daria para, numa só edição, expor toda a miséria e barbárie que acometeu aquele país irmão, com a implantação já escancarada do castro-comuno-chavismo. Mas, uma coisa é certa: o povo venezuelano é bravo e audaz; não se deixa intimidar por um golpista chulo, vulgar, grosseiro e mau, como é Chávez, e o fechamento da RCTV pode ser visto como “o princípio do fim” deste reinado de trevas. Que ele morra junto com o velho abutre pai de toda esta indignidade, Fidel Castro.


Eu havia prometido nesta edição falar sobre a situação das Forças Armadas mas o que sucedeu após o fechamento da RCTV foi mais urgente, pois sei que o que está sendo apresentado aqui no Notalatina, vocês não viram passar nos canais televisivos do Brasil, tampouco foram reportados nos jornais nos jornais. Que bom seria se o nosso povo se espelhasse no exemplo da Venezuela e acordasse desse torpor esquizofrênico em que tem vivido, pois se não abrirmos nossos olhos para a realidade dos nossos vizinhos e tomarmos uma atitude de gente grande, de adultos que somos, nosso destino será o mesmo porque eles não descansam.


Vejam as fotos, assistam os vídeos e levem isto muito a sério porque o tempo urge. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro

sábado, 26 de maio de 2007








Faltam pouco menos de 48 horas para que se consolide o mais brutal golpe contra a liberdade de imprensa e a propriedade privada na Venezuela, quando o ditador Chávez encerrará o sinal do mais antigo canal de rádio e televisão aberta do país, a Radio Caracas de Televisão (RCTV), e a tomará, transformando-a em mais um meio de comunicação a serviço da dominação castro-comunista que ele vem há 7 anos implantando no país. Este anúncio vem sendo feito há meses, quando o Chapolim de Miraflores disse que não renovaria a concessão da emissora, presente na vida dos venezuelanos há 53 anos, e que aos 15 minutos do dia 28 de maio começa a funcionar a TEVES, a tv estatal administrada pela Fundação Televisora Venezuelana Social, criada por um decreto presidencial (por força da tal “Lei Habilitante” que lhe dá plenos poderes) publicado na Gaceta Oficial em 11 de maio.


Esta atitude nitidamente revanchista e de perseguição política ocorre, porque a RCTV foi uma das poucas emissoras de televisão independente que mostrava ao público o que de fato estava se passando no país, inclusive deu ampla cobertura na renúncia de Chávez naquele sangrento abril de 2003.


O fato causou indignação e perplexidade no mundo todo e foi noticiado inclusive no Brasil, curiosamente pelos jornais O Globo e Folha de São Paulo de linha editorial pró-esquerda e que sempre teceram elogios ao ditador venezuelano, de modo especial em dezembro passado, torcendo descaradamente pela sua re-eleição. É estranho, pois, que agora eles saiam em defesa de um canal de televisão de linha oposta à sua.


Chávez já havia anunciado sua saída do FMI e do Banco Mundial e afirmou que sairia também da OEA, caso este órgão tentasse “condená-lo pela não renovação da concessão à RCTV”. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos abriu um processo contra Chávez perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão criado justamente com a finalidade de defender os direitos humanos dos latino-americanos, incluindo entre eles um dos mais essenciais que é a liberdade de opinião. Para a tal Comissão, Chávez é responsável de haver violado os direitos humanos dos venezuelanos, inclusive a liberdade de expressão, a liberdade individual, a integridade pessoal, as garantias judiciais (às quais Chávez está pouco se lixando) e a proteção judicial dos trabalhadores de imprensa e jornalistas da RCTV. Com o fechamento desta emissora Chávez aumenta o número de desempregos daqueles que se opõem ao seu regime; mais de 3.000 funcionários da RCTV somam-se agora aos 22.000 da PDVSA e terão suas fichas marcadas como “anti-revolucionários” (ver foto da depredação feita por milícias bolivarianas em fins de março) o que dificulta enormemente conseguir outro emprego. Qualquer semelhança com Cuba é mesmo proposital, não mera coincidência.


A decisão final da Corte Interamericana de Direitos Humanos será vinculante, o que significa dizer que “supostamente” a Venezuela terá que acatá-la; entretanto, adiantando qual será a reação de Chávez, o vulgar e grosseiro chanceler Nicolás Maduro acusou a Comissão de ter assumido uma “atitude enviesada, parcializada e anti-venezuelana” e a Assembléia Nacional, 100% chavista, provavelmente usará as velhas e carcomidas expressões de que a Comissão só é “porta-voz de golpistas e fascistas”.


A RCTV, através de Marcel Granier (na foto), entrou com um processo em nome de todos os proprietários, jornalistas e funcionários contra essa atitude espúria e há poucos dias saiu a sentença do máximo tribunal de Justiça da Venezuela, na Sala Político-Administrativa que declarou “improcedente a possibilidade de que se suspenda o fechamento da RCTV enquanto se decide o julgamento de fundo”. No item 5, que trata do “direito de propriedade e não confiscação”, o documento diz o seguinte:


“Com relação à suposta afetação do direito de propriedade sobre os bens utilizados para a exploração da concessão distintos do espectro rádio-eletrônico, esta Sala observa que o vencimento da concessão como mecanismo de extinção natural da mesma com um prazo de duração conhecido de antemão pelo concessionário, de modo algum pode-se entender como uma hipótese de lesão do direito de propriedade sobre tais bens, pelo qual se rechaça tal argumento. Assim se declara”, e vai assinado pela Presidenta, Evelyn Marrero Ortíz Quer dizer, como todas as instâncias do país são dominadas pelo chavismo, a situação se assemelha ao que estamos vivendo hoje no Brasil, não se tendo a quem apelar pois tudo está nas mãos sujas dos que detêm o Poder; eles são “a lei”.


Apesar de todas as manifestações apelando para que a RCTV não encerre, das mega-marchas (que no Brasil ninguém fala nem mostra as emocionantes imagens), dos protestos de vários órgãos de Direitos Humanos, apelos de políticos, articulistas, profissionais da comunicação e organizações internacionais de várias partes do mundo, como a Sociedade Interamericana de Imprensa, nada disso demove o tirano bananero de sua perseguição despótica, transbordante de ódio por aqueles que se lhe opõem, mais ele desnuda a feiúra de sua alma porca, invejosa, mesquinha, rancorosa. E acreditando-se o dono do mundo ameaça, do mesmo modo que ameaçou a oposição em dezembro passado, se esta tivesse a pachorra de ganhar as eleições: “Se se atreverem, vão se arrepender, porque estamos em alerta de modo firme, decisivo e oportuno para enfrentar qualquer fato”, com o claro objetivo de amedrontar e intimidar a opinião pública nacional e internacional que resiste a esta decisão. Um funcionário do governo disse, sem oferecer muitos detalhes, que estão em “estado de alerta” não só as polícias mas também as Forças Armadas Nacionais. O que se pode esperar disso, os venezuelanos bem sabem pelas experiências passadas. É a vontade do tirano, não na lei mas na marra!


Chávez quer mostrar quem tem poder, quem manda, quem é o dono do pedaço. E seu discurso demolidor prossegue, em qualquer oportunidade que se lhe forneça. No dia 25, na Base Aérea Tenente Luis del Valle García, no estado de Anzoátegui, quando dirigia o ato oficial de apresentação do grupo aéreo de caça Libertador Simón Bolívar com os aviões russos Sukoi SU 30MK-2, Chávez disse, numa clara alusão às manifestações contra o fechamento da RCTV, que há pessoas que “de maneira irracional e irresponsável se atrevem a desconhecer que no país existe liberdade de expressão e entretanto alguns continuam assinalando: Chávez, o tirano do Caribe”.


O “noço guia genial” Lula da Silva, companheiro inseparável de Chávez e Fidel no Foro de São Paulo também já afirmou isto, inclusive disse certa vez, quando foi inaugurar a ponte sobre o Rio Orinoco, que na Venezuela há “excesso de democracia e a imprensa goza de liberdade”. Um é psicopata e o outro é analfabeto nascido de mãe analfabeta (sic) mas nenhum dos dois é burro o bastante para não saber que mente descaradamente, afrontosamente, desrespeitosamente, e que subestimam a dignidade e inteligência alheias.


Quanto mais apertam o torniquete, mais insistem em afirmar o contrário. Pois muito bem, o Notalatina vai mostrar, através desses vídeos http://www.youtube.com/watch?v=bfTM9S5PZOQ, http://www.youtube.com/watch?v=AZa3Slwgup0, e http://www.youtube.com/watch?v=Yegesq84hn0, a “liberdade” de expressão concedida à imprensa venezuelana. São vídeos curtos entre 7 e 9 minutos onde se pode ver a tratamento respeitoso que as milícias bolivarianas dispensam aos jornalistas que querem apenas cumprir com o seu papel de informar. Se houvesse esse respeito tão alardeado, não haveria tantos jornalistas presos, perseguidos, exilados em outros países ou mesmo assassinados, desde que esta aberração tirânica e golpista se adonou da Venezuela há quase uma década.


A Human Rights Foundation criou este site http://www.rctvlibre.com/ onde encontram-se além de notícias atualizadas sobre este caso insólito, uma petição para que não se feche a RCTV. Peço aos amigos leitores que visitem o site e assinem a petição pois, mesmo sabendo que ela não será respeitada, serve como prova da insatisfação e indignação por parte daqueles que defendem a liberdade, o estado democrático de direito e o império da lei. Recomendo também a visita a este site http://www.venezuelapress.com/ que traz, além de informações sobre a censura que vem sendo imposta na marra aos venezuelanos, apresenta muitos vídeos que no Brasil são totalmente desconhecidos.


Desde que o Notalatina foi criado eu tenho insistido em denunciar as arbitrariedades cometidas pelas ditaduras cubana e venezuela, de modo especial, porque elas sempre me serviram de espelho e referencial para o caminho que o Brasil escolheu trilhar ao eleger um comunista que é membro fundador do Foro de São Paulo e que, apesar da aparência de bondade, simplicidade e comiseração pelos pobres, esconde um homem sem caráter, com sede de poder e de dominação totalitária sustentado pelo ideário castro-comunista.


Durante todos esses anos recebi duras e severas críticas alegando que deveria me preocupar mais com os problemas do meu país. Pois muito bem. Esta denúncia que está sendo apresentada hoje, embora não seja totalmente desconhecida dos brasileiros, deveria servir como um alerta para nós, pois de forma nem tão velada estamos marchando para o mesmo rumo que a Venezuela, sobretudo depois que o sr. da Silva escolheu para ministro das Comunicações (ou melhor, Ministério do Pensamento e da Censura) um “ex” terrorista frio, rançoso e de má indole, e que já acena com algumas medidas visando a censura nos meios de comunicação, dentre eles a internet. Está a cargo do sr. Franklin Martins, também, a criação de uma televisão estatal que muito provavelmente, embora seja sempre negado (mas quem acredita em palavra de comunista?), será feita nos mesmos moldes da TeleSur venezuelana.


O Brasil já cometeu o mesmo erro duas vezes, quando decidiu eleger o sr. Lula; que pelo menos agora não feche os olhos para esta realidade gritante e que em breve estará batendo à nossa porta. Mirem-se no exemplo de Cuba, mirem-se no exemplo da Venezuela, da Argentina, da Bolívia e mais recentemente do Equador e não se enganem nem pensem que estes países me preocupam mais do que o meu Brasil. É por amar a minha Pátria que denuncio os crimes dos nossos vizinhos, pois é apenas uma questão de tempo passarmos pelo mesmo que se passa ao nosso redor.


Na próxima edição o Notalatina vai falar sobre a situação das Forças Armadas venezuelanas, apresentando alguns vídeos inéditos no Brasil. Fiquem com Deus e até a próxima!


Comentários: G. Salgueiro

domingo, 6 de maio de 2007




O Notalatina retoma suas atividades depois de alguns meses sem atualização, para falar de um fato muito grave ocorrido em Cuba semana passada e que até rendeu matérias nos jornais do Brasil (na verdade, traduções de jornais que costumam referir-se ao mega-assassino e ditador vitalício Fidel como “presidente” ou “comandante”, como as agências Reuters e EFE, por exemplo). O fato foi noticiado um dia após ocorrido e depois não se tocou mais no assunto porque, afinal, um cubano a mais ou a menos fuzilado, não é motivo de espanto nem de indignação, pois “eles fazem por merecer”, ao repudiarem aquela maravilha de vida e liberdade oferecida pelo “grande líder”.


Na verdade, a notícia veio diretamente de Havana, o que equivale dizer que o grau de confiabilidade é praticamente zero. As notícias davam conta de que 3 jovens recrutas armados com fuzis AK seqüestraram um daqueles confortabilíssimos ônibus e o conduziram até o Aeroporto Internacional José Martí. Lá, atravessaram as barreiras do terminal 2 de onde partem os vôos para Miami e seguiram para o terminal 1, de vôos nacionais, abordando um Boing-737 que se encontrava na pista, “exigindo” um avião para sair de Cuba.


As versões oficial e de trabalhadores do aeroporto evidentemente são contraditórias. Segundo os donos da Ilha, os soldados eram “homens perigosos e armados” que já vinham sendo caçados há alguns dias quando fugiram do quartel matando um sentinela. Ainda segundo as “autoridades militares”, esses malfeitores ingratos ainda mataram um oficial “desarmado” que tentou evitar o seqüestro do avião. Segundo os funcionários do aeroporto, quando os rapazes chegaram iniciou-se um tiroteio, resultando na morte de um deles e várias pessoas feridas. Entretanto, o oficial, segundo as forças de segurança, foi morto pelos “perigosos” fugitivos. Não passa pela cabeça de ninguém da imprensa internacional questionar se a bala que atingiu mortalmente o Tenente-Coronel Víctor Ivo Acuña Velázquez, foi mesmo dos soldados ou da Polícia Política castrista, e menos ainda duvidar que um oficial das Forças Armadas andasse desarmado? Não. Todos calam e aceitam a versão oficial sem questionar coisa alguma e de cabeça baixa, servis, inúteis, cúmplices.


Este fato me fez recuar no tempo e lembrar do caso dos “3 negrinhos”, que em abril de 2003 seqüestraram uma lancha de turismo querendo fugir para os Estados Unidos e deram azar, pois a capacidade de combustível não permitia uma viagem tão longa. Por causa disto foram rendidos e entregues à Polícia Política que os julgou, condenou e fuzilou num julgamento sumaríssimo ao cabo de dois dias. Lembro ainda que, na ocasião, este ato desumano contou com os aplausos e a aprovação da escória do comunismo tupinikin como a múmia Oscar Niemayer e o cantor Chico Buarque.


Deste caso pavoroso e estupidamente desumano dois episódios nunca me saíram da memória. O primeiro foi a incredulidade de uma turista francesa que pediu pessoalmente ao monstro dono da Ilha que não fizesse qualquer mal aos rapazes, uma vez que eles não machucaram ninguém, tampouco foram grosseiros, só queriam sair do país. Fidel deu a palavra à moça (e a tonta acreditou, pensando que tratava com um ser humano e não com o demônio em pessoa...) e dois dias depois os jornais davam a notícia do fuzilamento como “uma medida disciplinar”, para que o fato não se repetisse. O outro foi o depoimento desesperado das mães desses rapazes que tiveram direito de visitá-los tão logo foram presos, e eles pediam para que elas confiassem que no dia seguinte eles iriam falar com um advogado. No dia seguinte foram fuzilados e quando as mães foram reclamar seus corpos para sepultar com dignidade, lhes foi negado. Elas nunca souberam onde seus filhos foram enterrados...


Mas sobre este episódio recente há mais coisas a contar. Como sempre, a culpa destes jovens ansiarem por liberdade a ponto de arriscar as próprias vidas numa fuga suicida é dos Estados Unidos. A culpa deles sentirem-se infelizes e sufocados na Ilha-Cárcere não é do regime ditatorial assassino que não permite sequer a viagem de uma cidade a outra dentro do próprio país, sem autorização do regime, mas do maldito Bush, que defende a liberdade de ir e vir de qualquer ser humano. A culpa de mais de 3 milhões de cubanos viverem exilados longe de sua amada Cuba, não é deste abominável tirano que, sozinho, asfixia e controla cada passo e pensamento da vida de 11 milhões de cidadãos, mas do maldito capitalismo americano que acena com direitos humanos e liberdade.


O que é que os Estados Unidos têm a ver com isso? Parece absurdo e estúpido demais atribuir a culpa deste ato àquele país? Para pessoas normais, de mente sã e que não conhecem o Mal encarnado e o nível de criminalidade absoluta da ditadura cubana, sim, mas não para o Ministério do Interior. No último parágrafo da cínica nota emitida por este ministério há a seguinte pérola: “Sobre as máximas autoridades dos Estados Unidos recai a responsabilidade por estes novos crimes, que somam-se à longa lista de atos de terror de que Cuba tem sido vítima durante quase meio século, hoje estimulados pela posta em liberdade de um monstro do terrorismo”. Para ler a nota completa original do papel higiênico oficial cubano, o Granma, clique aqui.


Este infeliz tem a pachorra de afirmar que Cuba tem sido “vítima” de atos de terror dos Estados Unidos há “quase meio século” e eu pergunto a este verme puxa-saco de genocida: e o povo cubano, que tipo de vida leva no mesmo período de tempo, desde que o monstro abjeto Fidel tomou de assalto o poder da Ilha e adonou-se não só do território mas da vida, dos pensamentos, até dos mais singelos sonhos e de todos os bens de cada cidadão que é escravizado desde o ventre de suas mães? O final desta novela infeliz nós sabemos mas duvido que no Brasil de “seu” Lula alguém tenha peito suficiente para denunciar. Na nota que segue abaixo, do meu amigo Carlos Wotzkow, um cubano de boa cepa que não tem papas na língua, está enunciado o que acontecerá, que é o mesmo que eu penso; será o mesmo final daqueles 3 negrinhos que sonhavam como esses soldados, com a liberdade: o FUZILAMENTO SUMÁRIO, sem advogado nem apelação!


E como também não foi publicado em nenhum jornal brasileiro, o Notalatina apresenta a foto das mais recentes vítimas do barbarismo comunista da “Ilha de Doutor Castro”. Fiquem com Deus e até a próxima!


Anistia Internacional, onde estás?


Carlos Wotzkow – Bienne – 04 de maio de 2007


Irá se repetir a história dos 3 negrinhos? Claro que sim! Paredón para os dois que restam! Porque Cuba e o regime de Fidel Castro são Mestres na arte de fabricar provas. As contradições neste caso são evidentes. Primeiro, falou-se de um tiroteio no aeroporto, depois apareceram as fotos dos 3 recrutas procurados por abandonar sua unidade militar, talvez porque já era claro que haviam levado suas armas de serviço.


Agora nos dizem que a matança dos “perigosos assassinos” já havia começado desde o dia anterior na Unidade à qual pertenciam, como se não fosse fácil escapar de um desses mal cuidados purgatórios para visitar uma noiva. E para rematar, assassinaram o Tenente-Coronel “desarmado” que estava de serviço no aeroporto internacional. Perdão, rebobinem o cassete porque eu trabalhei durante anos nesse aeroporto e jamais vi um oficial desarmado!


Enquanto isso, o FBI está em Cuba preparando as fotocópias para Bush e colaborando com a falsificação de facsímiles contra Luís Posada Carrilles. Agora, dizem os republicanos “interessados”, que é “incorreto” colaborar com o inimigo porém, quando se inteiraram disso? Há meses o sabiam! Porque o que fica muito claro nesta guerra aberta contra Cuba e os cubanos anti-castristas é que todos, exceto os denominados “terroristas”, são mais santos que a Madre Tereza de Calcutá.


E não se stressem que já haverá os do exílio preparando os editoriais e as páginas de opinião a favor da ditadura. El Nuevo Herald se ocupará de dizer-nos quão vis eram estes rapazes. Esperem só um pouco que lhes chegue o fax desde Havana. Já os verão acreditando na polícia política de Castro. E sabem por que? Porque o terrorismo de Estado é admissível, sempre e quando seja das esquerdas. 200 cruéis e imundos cárceres exterminam em Cuba os opositores cubanos: um verdadeiro holocausto de idéias!


Entretanto, a Anistia Internacional e todas as sucursais apáticas à tragédia cubana cruzam os braços (inclusive as norte-americanas). Não, senhores. O problema de Cuba não é mais que um espelhismo. Na realidade, todos os problemas do mundo devem-se às injustiças de Abu Ghraib. Em menos de um mês fuzilarão em Cuba a dois jovens cubanos pelo simples delito de querer viver em liberdade. Todos sabem, as provas (castristas) assim o confirmam.


É que o sátrapa pede sangue, o necessita como uma droga e a Anistia Internacional e todas as ONGs do mundo (inclusive a Cruz Vermelha Internacional e sua impenitente suíça “neutra” à cabeça) sabem muito bem o que Castro sofre por sua adicção à hemoglobina. O Che não é o símbolo de todos estes tresloucados pseudo-comunistas? Não era o Che outro adicto do sangue cubano? Os líderes da Anistia Internacional não o levam em suas camisetas?


Na verdade, a estas alturas já nem sei porquê peço peras ao olmo...


Comentários e traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 9 de março de 2007












Esta edição deveria ter saído ontem, Dia Internacional da Mulher, estatuído por comunistas, mas por problemas técnicos não foi possível. Escolhi especialmente esta data para falar das mentiras que são marca registrada desta ideologia que faz promessas que sabe que não irá cumprir jamais. Comunista mente como LEI e com uma desenvoltura e naturalidade tão grandes que convencem os incautos, os pouco esclarecidos e os idiotas úteis como se fosse a verdade mais pura e cristalina.


No dia 28 de fevereiro passado o embaixador de Cuba no Brasil, sr. Pedro Núñez Mosquera, escreveu uma carta ao Jornal do Brasil condenando uma matéria que fora publicada por este periódico desvelando os horrores daquele cobiçado “paraíso terrestre caribenho”. Tal como uma velha prostituta que depois de usufruir do enésimo cliente o acusa de tê-la desvirginado, o sr. Mosqueira, todo ofendidinho, ensina o que a repórter não sabe sobre seu país. Diz ele num dos trechos mais comoventes da carta que transcrevo sem correção: “O que Cuba não tem, são meninos pedindo esmolas nas ruas, para poder viver malmente. O que Cuba não tem, são meninos obrigados a fazer trabalho infantil, as vezes em condições de escravidão, para poder ajudar no sustento familiar. O que Cuba não tem, são meninos que morrem de doenças curáveis; nem meninos que não podem assistir às escolas; nem pessoas analfabetas; nem famintos, nem mães e pais desesperados pela miséria e as condições infra-humanas que se vêem obrigados a suportar cada dia. (...) O que Cuba tem é muita dignidade e inteireza. (...) O que Cuba tem, é uma população que vive com dignidade. (...)”.


Confesso que quase chorei. Mas não foi com esta cartinha hipócrita e encomendada deste agente do G2 disfarçado de embaixador. O que me deu um aperto na garganta foi o relato que transcrevo abaixo, que retrata com fidelidade essa “inteireza e dignidade” com que vivem os cubanos, sobretudo os que não fazem parte da Nomenklatura. Por isso essa história deveria ter sido divulgada ontem, para mostrar o respeito que os comunistas fingem ter pelas mulheres, quando inventaram a tal comemoração.


Eu sei que muita gente vai me acusar de só reclamar das misérias alheias e esquecer das nossas, como há anos venho escutando como um velho disco de vinil rachado. Nós temos muita miséria, muitas crianças nas ruas, muitos velhos desamparados e muitos pedintes mas NUNCA fizemos uma revolução com a promessa de acabar com a pobreza, NUNCA expusemos outdoor aunciando ao mundo que não tínhamos crianças vivendo nas ruas. NUNCA nos gabamos de oferecer a todos os nossos velhos um final de vida com dignidade como faz, há malditos 48 anos, o regime mais genocida da América Latina e sua criminosa “Revolución”.


Além do texto pungente, as fotos que exibo nesta edição falam mais do que qualquer discurso, pró ou contra; elas revelam tudo o que a mídia e os governos cúmplices com este regime abjeto e criminoso escondem sobre a situação do povo escravizado da maior Ilha-Cárcere do planeta. Se quiserem ver mais fotos chocantes sobre a REAL situação desta gente sem futuro e sem esperança enquanto reinar a ditadura do feudo Castro, acessem o site NetforCuba da minha amiga Lou Pagani e vejam como é tratado o legítimo dono da terra, o cubano, e o turista, que enche os cofres da “famiglia” de euros e dólares.


E hoje se encerra a visita do presidente Bush ao Brasil, marcada por estúpidas manifestações, violentas e agressivas como sempre, onde o mais simples que dizem as faixas e cartazes é “Bush assassino”, “Fora Bush!”. Nunca vi nem meia dúzia de gatos pingados fazendo semelhante manifestação quando vêm ao país assassinos como Fidel ou seu aprendiz Chávez. Ultimamente venho sendo acometida de um surto de vergonha desta gente, que é minha, porque em vez de trabalhar duro, se inspirar e fazer alianças com quem é grande e pode nos fazer crescer, esta gente cega, burra e invejosa aplaude feito macaco de circo as piores figuras que o mundo já teve e sonha com um retorno à era pré-colombiana como “forma ideal de vida”. Mas tudo com muita infra-estrutura capitalista, que ninguém é bobo! Ah!, chega por hoje.


Se quiserem colaborar com o desmonte desta farsa monumental, divulguem para seus amigos e contatos. Fiquem com Deus e até a próxima.


Comentários e tradução: G. Salgueiro


Fonte: http://www.versioninternet.net/dxd_netforcuba/espanol/News-SP/2007/Feb/Noticia1685.htm


Mãe dorme no parque com suas filhas pequenas


Por Jaime Leygonier


Sob a chuvinha invernal, os bancos de granito do parque Santos Suárez, em Havana, servem de leito para Rosa Bárbara Soberón Urrutia, paciente psiquiátrica, e para suas filhas pequenas Lázara Dayamí Font Morejón, de 7 anos de idade, também com problemas psiquiátricos e Edith Dalia Font Soberón, de 5 anos, com problemas cardiácos.


Em conseqüência dessas condições, a pequena Edith contraiu uma bronco-pneumonia e teve que ser hospitalizada em 8 de fevereiro no Hospital Materno Infantil, antigo Hijas de Galicia, 2º andar, leito 12, segundo informou um sem-teto.


Rosa Soberón afirma que vive na rua há 7 anos. Quando sua mãe morreu, Rosa Bárbara ficou 2 meses internada em uma unidade psiquiátrica; quando saiu, a família a impediu de voltar a entrar em sua casa, em Macedonia 262, entre Bella Vista e Resguardo, no bairro havanero de El Cerro. Sete anos dormindo em funerárias, hospitais, parques, depósitos de lixo, até que a expulsam as autoridades ou os perigos de ataques de outros sem-teto.


Durante vários anos dormiu com sua filha Lázara Dayamí no depósito de lixo de Vía Blanca e Durege, seu centro de trabalho. E ela põe as meninas como testemunhas: Onde tu dormias, Lazarita? E Lazarita responde sorrindo: “No caminhão de lixo”. A mais nova criou-se na casa de uma avó. Onde tu dormias, Edith? “Dormia com minha avozinha, porém minha avozinha se foi para o céu há 7 dias, porque não comia”. E agora? “Agora durmo no banco do parque”.


A condição psiquiátrica de Rosa Soberón não a impede de trabalhar; ela é empregada de “Serviços Comunais”, como varredora de rua e limpa o parque Santos Suárez onde dorme com suas filhinhas. Seu salário é de $ 375 (pesos cubanos); o salário de muitos médicos é $ 390, porém em Cuba nem os médicos nem os varredores podem viver de seus salários. Nem muito menos na rua com duas meninas.


Nenhum salário permite alugar uma residência e o arrendamento de casas é ilegal em Cuba. Compartilhar o parque com alcoólatras sem-teto é a única coisa que está ao alcance de Rosa Bárbara.


Esta mãe afirma que procura insistentemente todas as autoridades e nenhuma soluciona seu problema: cartas e gestões com Vilma Espín, esposa de Raúl Castro, o Conselho de Estado, o Poder Popular, diretores do Insitituto da Residência, Seguridade Social, Direção de Albergues, mas só recebe evasivas ou o silêncio como resposta.


Recentemente os policiais a detiveram, por pernoitar em um edifício em escombros do Hospital Diez de Octubre – antiga Clínica Dependiente -, primeiro ameaçando-a na Unidade Policial, depois eles alimentaram as meninas, porém não houve solução. Rosa Soberón afirma que o Capitão Lázaro, chefe policial do Conselho do bairro, a ameaçou em prendê-la por delito de periculosidade social e que uma funcionária municipal lhe disse: “Não me interessa teu problema enquanto mantenhas o parque limpo”. (A sensibilidade desses comunistas é algo realmente digno de nota... G.S.).


Quem escreve este texto telefonou no dia 6 fevereiro para o Departamento de Atenção à População do Conselho de Estado. A funcionária que me atendeu disse: “Não atendemos esse tipo de assuntos; é coisa do Poder Popular e de Moradia”. Pórem, a mãe disse que já foi a essas instâncias várias vezes e que não a ajudam. Existe propaganda política de que em Cuba nenhuma criança dorme na rua, disse-lhe. “Não temos nada a ver com esses casos, meu amor; isso é do Poder Popular e de Moradia, meu carinho”.


No Poder Popular Provincial da Cidade de Havana dei os dados à funcionária no dia 6 de fevereiro e ela me disse que a interessada deve averiguar seu número de matrícula e vir aqui amanhã ou qualquer dia em horário de expediente. Tem ‘amanhã’ quem dorme em um parque? Sabe fazer petições? No dia 8 internaram Edith por causa da bronco-penumonia.


Rosa não só não lembra seu número de matrícula como teme ir resolver isso, porque se falta ao trabalho acredita que a expulsarão. No dia 7 me disse assustada que alguém havia telefonado para o seu trabalho perguntando por ela e verificando se ainda dormia no parque com suas duas meninas. Receberá ajuda ou castigo?


No dia 8 telefonei à Assembléia Nacional do Poder Popular. Me atendeu uma funcionária atolada de trabalho chamada Nálvara. Ao perguntar os dados das desamparadas insistiu para saber se foi a mãe quem havia se aproximado de mim ou eu dela – informação desnecessária para ajudá-la, porém útil para estabelecer a culpabilidade política por haver falado com um jornalista dos direitos humanos.


Rosa sonha com um quartinho em um albergue, esses armazéns estatais de desditosos sem-teto que os consideram um inferno por suas condições infra-humanas. Rosa sonha com mais. A menina mais velha é interna na Escola para transtornos de conduta Carlos Manuel de Céspedes, em El Chico, fora de Havana e a menor cursa o pré-escolar na escola primária Fructuoso Rodríguez, no Cerro; não lhe deram o internato por sua pouca idade.


Fins-de-semana e férias significam o fim dos magros almoços escolares e dormir na intempérie e em perigo, no banco do parque ou na lixeira. Se ao menos a avozinha não tivesse ido para o céu por não comer e algum funcionário tivesse escutado ou visto, Edith não estaria internada.


Rosa diz que o pai da menina mais velha está morto e o da menor preso e com AIDS. Agora a acompanha e protege outro sem-teto, Julio Jesús Chile Barcinde, desempregado que no dia que Rosa recebe o salário exige dinheiro para beber. O resto da família as rechaça e não têm obrigação legal. Rosa Bárbara Soberón afirma ser sobrinha de Francisco Soberón, Presidente do Banco Nacional de Cuba, um dos arquitetos da miséria dos cubanos pela leonina taxa de câmbio do peso.


A propaganda de Castro sempre afirmou que em Cuba jamais voltaria a existir indigência, nem mães nem crianças sem-teto, graças à sua revolução. Em 1953, preso, Castro prometeu em seu folheto “A história me absolverá”: “Um governo revolucionário resolverá o problema da moradia, financiando a construção de residências em escala nunca vista. (...) A cada família sua própria casa ou apartamento. Há pedra suficiente e braços de sobra para fazer para cada família cubana uma residência decorosa”.


Chuvas de verão... Porém, um cartaz divulgado recentemente até em outdoors, mostra uma rosa sobre um banco de parque. Seu texto assegura: “No mundo milhões de crianças dormem na rua. Nenhuma é cubana”. Entretanto, em Cuba muitos cubanos não contabilizam; não existem. Uma multidão de organizações estatais e o exército de trabalhadores sociais improvisado com pompa e circunstância por Castro não vêem isto; são revolucionários para espionar a vida de todos, porém não vêem os desamparados cujo número aumenta e para os quais o Estado é incapaz de cumprir com seus deveres de uma sociedade justa.


Pedi às funcionárias que escrevessem um final feliz para este artigo, porém as tragédias são tantas, a vontade estatal de escondê-las longe do público é tão firme – especialmente desse público estrangeiro de ingênuos de esquerda que repetem que em Cuba existe uma sociedade justa e solidária – e o pecado de falar com os dos dieitos humanos é tão imperdoável...


Educada no paternalismo estatal, Rosa Bárbara Soberón Urrutia afirma: “Se Fidel não estivesse doente, se tivesse lido minhas cartas já teria resolvido nosso problema, porque Fidel é bom, porém para os funcionários não lhes importamos nada, só pensam em roubar e construir casas, e vender materiais de construção e apartamentos. Qualquer dia eu resolvo meu problema pegando minhas meninas e jogando-me com elas debaixo das rodas de um caminhão”.


Notem como a lavagem cerebral comunista é igual em qualquer lugar. Fidel é bom; maus são seus funcionários, do mesmo modo que Lula, para o povão brasileiro, é bom; maus são seus assessores e funcionários. Lamentavelmente, esta gente não tem alcance para compreender que é a estes personagens malignos que devem sua miséria, pois eles são os cabeças e mentores de tudo. G. Salgueiro



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007








Após mais de dois meses sem atualizar o Notalatina, em conseqüência de problemas de saúde, hoje retomo minhas denúncias, aquelas que a imprensa empenhadíssima em cumprir seu papel vergonhoso de desinformadora e “companheira de viagem”, jamais informa ao respeitável público. Refiro-me especificamente a uma matéria veiculada pelo site comunista “Rebelión” (e produzido pelo site Prensa Latina, oficialista cubana), cujo título informa que a Federação Latino-americana de Jornalistas (FELAP – na sigla em espanhol) outorgou ao morto-vivo Fidel Castro uma medalha especial “em reconhecimento por sua obra humanista”, sublinhando o “compromisso permanente e histórico do líder cubano com a profissão jornalística”.


Gente (aqui cabia um palavrão bem cabeludo mas deixo ao leitor proferi-lo a seu gosto), juro que eu quero compreender que “compromisso” tem este mega-assassino com a profissão jornalística para merecer uma distinção tão honrosa, pois tudo o que sei – e estou farta de provar aqui mesmo – é que o compromisso que tem o regime cubano, sob as ordens do ditador Castro (até pouco tempo) e agora do ditador substituto e hereditário, Raúl, é perseguir, encarcerar, torturar, fuzilar aqueles que denunciam os crimes cometidos pelo “dono” da ilha caribenha, os que ousam pensar com a própria cabeça e defendem a liberdade individual e o direito de propriedade de todos os cubanos. Se este mega-assassino de fato defendesse a classe jornalística, a primeira coisa que faria era permitir as discordâncias de opinião e o direito à liberdade de expressão e não rotulá-las como “delito”.


O presidente da FELAP, o argentino Juan Carlos Camaño que desonra e macula a pátria e a obra de Juan Bautista Alberdi com este gesto infame, recordou uma frase dita por Castro - talvez quando quis dar o golpe em 59 ou durante algum de seus quilométricos e enfadonhos discursos falaciosos -, de que “a humanidade não porá seu pescoço sob o machado do verdugo”, e ainda teve a cara de pau de afirmar que esta sentença continua “imbatível, inquebrantável e inexorável”.


Ao receber a comenda em nome da múmia assassina, o presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular, Ricardo Alarcón, afirmou que a honraria era merecida porque “ninguém como ele [Fidel] valoriza tanto a profissão jornalística”. E acrescentou: “Foi ele quem mais prestou atenção à luta pela verdade, livrou uma batalha sem trégua contra a mentira e a desinformação, pela verdade”. Depois disso, podem dizer todos os palavrões que desejarem; é justo.


Bem, que Alarcón dê continuidade à vigarice é compreensível, afinal, o verme ainda não bateu as botas e como todos se borram de medo dele, a farsa vai sendo empurrada com a barriga até enquanto for necessário à sobrevivência física deles. Agora, que este tal de Camaño feche os olhos a tantos crimes cometidos contra profissionais da categoria que representa, é algo que só se pode rotular não apenas de conivência torpe mas de co-autoria criminosa, pois é impossível admitir que este sujeito desconheça aquilo que várias respeitadas organizações (como o Repórteres Sem Fronteiras, por exemplo), tanto quanto sites anti-comunistas de todo o mundo há anos denunciam!


Vejam alguns poucos exemplos, acontecidos só neste ano de 2007, que “justificam” o prêmio recebido:


Fabio Prieto Llorente, de 43 anos de idade, foi condenado a 20 anos de privação de liberdade na onda repressiva de março-abril de 2003, e é um dos mais de 20 jornalistas independentes cubanos que encontram-se na prisão por exercer seu ofício. Segundo sua sobrinha, Echeverria Prieto, Fabio permanece há mais de 20 dias em uma pequena cela (“cela tapiada” – ver foto) entre insetos e roedores, fazendo as necessidades fisiológicas em um buraco no chão e carecendo de água potável e ventilação. Que gesto tão humano! Que respeito às idéias deste jornalista!


Alejandro González Raga, de 48 anos de idade, é jornalista independente e foi condenado a 14 anos de cárcere em março de 2003. Denuncia em uma carta que militares e oficiais a Segurança do Estado da prisão Kilo 7, em Camagüey, aumentaram a perseguição contra sua pessoa nos últimos dias. Na carta, dentre outras coisas, ele diz: “Já não se contentam em colocar microfones onde recebemos visitas familiares, nem em violar nossas intimidades, escutar nossas comunicações telefônicas e interrompê-las, assim como abrir e ler nossa correspondência e em muitas ocasiões destrui-las. (...) Os carcereiros nos tomam os rádios para que não nos informemos, nos queimam os livros, nos praticam humilhantes revistas, nos privam de nossos alimentos, nos negam assistência médica e somos submetidos a todo tipo de tratos cruéis, desumanos e degradantes, por isso faço um chamado de solidariedade à comunidade internacional”.


José Ubaldo Izquierdo Hernández, jornalista e prisioneiro de consciência, com 41 anos de idade, sofre deterioração de sua saúde em decorrência dos maus tratos e falta de atendimento médico adequado aos seus padecimentos de saúde que são muitos. Em abril do ano passado, os médicos do Hospital Nacional para Reclusos (HNR) de Combinado del Este haviam diagnosticado gastrite eritematosa erosiva, bulbitis esfoliativa duodenal, enfisema pulmonar e asma brônquica. Hoje, além desses padecimentos, Izquierdo apresenta altos níveis de triglicerídeos, hérnia umbilical de tamanho médio, esteatosis hepática avançada e estafilococos nos dois olhos.


Os médicos indicaram tratamento medicamentoso (inexistente nos hospitais do país que exporta médicos e remédios – um dos “logros” da revolução!) e dieta alimentar sem carboidratos e gorduras, baseada em “consumo obrigatório” de legumes, pescados e frutas. Entretanto, no dia 12 de fevereiro José Ubaldo recebeu alta hospitalar e voltou para a penitenciária de Guanajay, onde não existem as condições mínimas requeridas pelos médicos que o atenderam.


Juan Carlos Herrera Acosta, de 40 anos de idade, foi condenado em um julgamento sumaríssimo a 20 de anos de cárcere, na “Primavera Negra” de 2003, junto com outros 75 dissidentes por exercer o jornalismo independente. No dia 26 de dezembro Juan Carlos costurou a boca em protesto pela política hostil da Segurança do Estado e dos militares da prisão de segurança máxima, Kilo 8, em Camagüey, onde se encontra cumprindo pena (Ver imagem).


Segundo o Dr. Juan Carlos González Leiva, fonte da informação, os carcereiros privam Acosta do direito de telefonar, o perseguem através dos réus comuns, proibiram a visita no fim do ano, o revistam a qualquer hora, do dia ou da noite, o difamam chamando-o de homossexual mantendo-o sob uma permanente guerra psicológica. Além disso, Acosta foi confinado a uma cela de castigo privado de todos os seus pertences, onde tem que dormir no chão rodeado de ratos e baratas, agravando seu delicado estado de saúde.


Herrera Acosta está distrófico e padece de vitiligo, hipertensão arterial, gastrite crônica e problemas ósseos. Como se tudo isso não fosse indigno o bastante, o jornalista está recolhido na área onde estão os presos condenados à morte (embora o assassino-em-chefe diga reiteradas vezes que ‘em Cuba não há mais pena de morte’) e à prisão perpétua. Negam-se a fornecer-lhe assistência médica adequada, assistência religiosa e a correspondência. O dissidente encontra-se muito doente, totalmente desnutrido e extremamente fraco, em decorrência de várias greves de fome em protesto contra os maus tratos e vários golpes físicos dados pelos próprios militares deste centro carcerário.


Bem, estas foram algumas pequenas amostras do respeito à profissão de jornalista e que levaram o assassino-em-chefe, Fidel Castro, a ser homenageado com uma medalha especial, pela Federação Latino-americana de Jornalistas. E quanto ao seu “caráter humanista” há ainda outro fato digno de louvor e que “justifica plenamente” a condecoração. Semana passada a menina Leyanis Domínguez Velásquez, de 13 anos, foi ameaçada de prisão (isso mesmo!) por um Capitão de Minoría de sobrenome Creo e uma oficial de Segurança do Estado.


A menina assistia aula de matemática quando foi retirada da sala de aula na escola secundária básica e trancada na diretoria onde foi submetida a um interrogatório de aprixmadamente uma hora de duração. O tal capitão queria que a menina lhe desse alguns nomes, que dissesse se seu padrasto trabalhava, as atividades sobre direitos humanos que ele realiza, bem como as atividades relacionadas com a Igreja e, finalmente, que ela declarasse ter sido estuprada por ele. Como a menina se negasse a dar essas respostas, foi chamada de mentirosa e ameaçada de ser levada para acareação com os informantes, dizendo que tivesse confiança nele que tudo aquilo que fora conversado ficaria “entre eles”.


Leyanis informou que, ao se negar a responder tais perguntas, o mencionado oficial se enfureceu e disse que “um dia desses ela poderia ser encarcerada em uma prisão de menores e seu padrasto, o pastor Delmides Fidalgo López, iria para uma prisão de segurança máxima”.


Juan Carlos González Leiva repudiou o fato e disse que esta é a segunda vez que interrogam esta menina em menos de uma semana e que a Segurança do Estado busca destruir o trabalho do presidente do Movimento Cristão de Cuba, o senhor Delmides Fidalgo López, que foi acusado até de terrorista pelos militares da Segurança do Estado.


Como vocês puderam ver, motivos para ser condecorado não faltam a este “abnegado velhinho” que protege tanto a infância quanto a velhice e que é um dos mais incontestes defensores da classe jornalística na ilha da qual é dono absoluto, e que este porco que atende pelo nome de Camaño prestou-se a reconhecer, condecorando-o em nome de todos os jornalistas da América Latina.


Só falta retirarem a candidatura do índio cocalero golpista da Bolívia ao prêmio Nobel da Paz, e darem – por unanimidade – ao Komandante Phidel Kastro, pelo conjunto de sua obra em prol da humanidade. Se vocês querem mesmo saber o que se passa no interior daquela miserável ilha, acessem o site www.PayoLibre.com, do meu amigo Pablo Carvajal, cujo trabalho em defesa sobretudo dos presos políticos e de consciência cubanos é inestimável. Se preferirem acreditar nas mentiras contadas por Chico Buarque, Zé Dirceu, Niemayer, Boff & Betto e toda a Nomenklatura brasileira, continuem lendo os jornais tupinikins e assistindo a Rede Globo. A escolha é sua mas depois não diga que não foi informado da verdade.


Na próxima edição o Notalatina vai falar dos novos patrões brasileiros: Evo & Chávez. Fiquem com Deus e até a próxima!


Fontes: www.PayoLibre.com, www.rebelion.org


Comentários: G. Salgueiro

domingo, 3 de dezembro de 2006


Conforme prometi, o Notalatina lança um primeiro informe sobre as eleições na Venezuela, principalmente depois de ler as matérias dos jornais brasileiros acerca deste importantíssimo evento, não só para a Venezuela mas para o futuro de TODA a América Latina.


Infelizmente, aqui no Brasil só tenho disponibilidade de assistir à cobertura feita pela CNN em espanhol que contou com um fato extra que é o agravamento da saúde do General Augusto Pinochet. Reconheço a importância desta cobertura mas a CNN está aproveitando para não só informar sobre seu estado de saúde como para entrevistar “vítimas” e mostrar cenas da “barbárie” havida no Chile durante a ditadura do velho General. Sordidez parece não ter limites em certos órgãos de imprensa...


Sinto vergonha de certos jornais que têm o DEVER de informar os FATOS e não suas colorações políticas mas que se prestam ao papel servil de plantar mentiras, SABENDO QUE MENTEM, que DESINFORMAM, como é o caso do jornal “Zero Hora” de Porto Alegre que em matéria divulgada hoje, sob o título "Imbatível", repete pela enésima vez (e já desmentido e provado por este blog que faz aquilo que a imprensa SE RECUSA A FAZER por pura cumplicidade com o Comunismo Internacional) os resultados das pesquisas fraudulentas que dão maioria de preferência a Chávez, com 57% contra apenas 38% de Manuel Rosales.


Além de dedicar um espaço enorme a Chávez, tecendo loas aos seus maravilhosos “programas sociais” como as malfadadas “Missões”, reserva apenas um curtíssimo espaço para falar de Manuel Rosales onde o rotula de "sério e pouco expressivo" e que “não conseguiu superar Chávez”! A cegueira desta gente tem nome: CONIVÊNCIA, CUMPLICIDADE, AMORALIDADE, ESTUPIDEZ! Não passam de “companheiros de viagem” fazendo o “dever de casa” e antecipando o resultado das fraudes como denunciei aqui em edição anterior.


Assistindo aos rápidos flashes que a CNN apresenta nota-se, claramente, seu posicionamento pró-Chávez quando mostra várias imagens de seus seguidores (facilmente reconhecidos pelas camisas vermelhas), o momento em que o macaco assassino foi votar e seu pronunciamento aos jornalistas presentes logo após depositar seu voto, mas nem uma só imagem da oposição.


A parcialidade e a defesa nada disfarçada ao regime castro-chavista fica ainda mais patente quando, respondendo à pergunta de um jornalista estrangeiro (que falava meio inglês meio espanhol), o que Chávez pretendia com os acordos firmados com a Coréia do Norte e, nesse instante, uma voz se sobrepõe a resposta que ele daria, para que o público não tome conhecimento de seus planos criminosos, e em seguida Vivianne Fernández, que apresenta o programa, novamente tomou a palavra para fazer seus comentários. Ao contrário desta resposta que não foi ao ar, propositalmente, exibiram a resposta completa de Chávez ao questionamento de outra repórter sobre a possibilidade de fraude que está sendo reclamada, em que o papelzinho com o nome do candidato está saindo em branco quando o voto é por Rosales.


Chávez cinicamente afirma que “isto deve ser pelo desespero do candidato que já se sabe derrotado” e que, “segundo o CNE, as eleições estão ocorrendo com total transparência e sem qualquer problema”. Ocorre que este mesmo CNE não tem qualquer valor moral para ser garantia de coisa alguma, uma vez que (como apresentamos aqui, em edições anteriores) cadastrou pessoas com mais de duzentos anos, fora outras irregularidades aberrantes!


Num rápido momento em que mostraram Rosales respondendo perguntas aos jornalistas, ele denuncia que em 36% das zonas onde a preferência é por ele está havendo problemas, de modo especial sobre o tal papel que sai branco se o eleitor optou por ele, enquanto que nas zonas reconhecidamente chavistas só houve 5% de problemas. Será que isto é “normal”?. Novamente a apresentadora Vivianne minimiza a denúncia afirmando que “... mas, nenhum órgão de imprensa está denunciando isto”, onde fica implícito que, se a imprensa não informou é porque não é verdade! Num outro rápido flash, entretanto, entrevistam uma senhora que afirma que este fato ocorreu com ela, que pediu para votar de novo e não lhe permitiram.


O que desgasta e aborrece enormemente nessas “coberturas”, além de ver a nítida parcialidade e conivência da esquerdista CNN, é que repetem as mesmas imagens e reportagens, quando certamente muita coisa está ocorrendo nestas eleições. Sobre o desmentido de Chávez de que o papel não está saindo sem registro e que as eleições estão ocorrendo com “total transparência” já vi 6 vezes, das 10 h. a.m até agora quando escrevo estas linhas, às 15: 45 p.m.


Acabo de receber uma informação da Venezuela onde a correspondente conta que em Altagracia, no colégio La Salle, havia um reservista negro, gordo, de sobrenome “Solva” e com forte sotaque cubano e uma outra que passa o detetor de metais (aqui não existe isso!) é outra negra com cabelo cortado feito de homem que não fala mas também não tem jeito de venezuelana. Esta mesma pessoa denuncia que, ao se dirigir a dois observadores da União Européia para fazer denúncias, estes riram de sua cara e disseram: “Por que Rosales mesmo não as faz, se é que ele pode prová-las?”. A pessoa, indignada, começou a discutir e os tais “observadores” disseram que ela “tivesse cuidado porque eles era judeus” e a deixaram falando só!. Há na Venezuela 160 “observadores”, porém, a expressiva maioria deles foi aprovada pelo CNE por pertencer a partidos comunistas e/ou simpatizantes do regime castro-comunista instalado na Venezuela. Lembro que no Referendo Revocatório de agosto de 2004, estes mesmos observadores “amigos” avalisaram a mega-fraude ocorrida e que garantiu a Chávez o direito de continuar desgovernando e destruindo o país.


Outra denúncia gravíssima que me chega informa que a tal “tinta indelével” anunciada pelo CNE, que imprime os papéizinhos de votação, SAI COM ÁLCOOL OU ÁGUA SANITÁRIA, o que poderá dar margem para mais fraudes!


Voltando à CNN vejo imagens novas de Catia, que foram cortadas ou superpostas propositalmente, e que mostravam militares armados com metralhadoras nos recintos eleitorais. E eu pergunto: para que este tipo de coisa, uma vez que, segundo o governo alardeou e a imprensa vendida fez coro, tudo transcorria em clima de paz, normalidade e absoluta transparência? A guerra já começou ou esse bando de micos amestrados portam armas para intimidar os eleitores que não se apresentem com a maldita camisa vermelha?


Bem, este boletim fica por aqui, aguardado novas informações a partir do fechamento das urnas e começo da apuração dos votos. Divulguem estas informações porque é necessário desmascarar a farsa que está sendo montada de uma mega fraude para dar a vitória àquele que quer perpetuar-se no poder indefinidamente. Nenhum jornal brasileiro está informando isto mas aqui estão registrados para, futuramente, provar a cumplicidade da mídia nacional e internacional na manutenção do comunismo em nosso continente sul-americano. Fiquem com Deus e até a qualquer momento!


Comentários: G. Salgueiro



Conforme o Notalatina anunciou em sua última Edição Extraordinária, estamos em estado de Alerta Vermelho com a crítica situação da Venezuela, a poucas horas das eleições presidenciais. Neste boletim extra de hoje não quero comentar muito mas apenas traduzir uma matéria que recebi ontem e que só vem confirmar o que já venho denunciando neste blog: o desespero de Chávez com a possibilidade de ser defenestrado amanhã é nítido e, para isso, ele vem preparando sua milícias há tempo.


O que vocês vão ler é a confirmação, pela boca dos bandos terroristas “Carapaica” e “Tupamaros” (estes são apenas alguns de muitos outros que têm apoio oficial), que desde o início da era Chávez vêm aterrorizando o país e matando por puro prazer. São, conforme instruções do mega-assassino Guevara, verdadeiras “máquinas de matar”. Que Deus proteja aquele bravo povo que só deseja ordem, segurança, liberdade, paz e progresso em seu país. Fiquem com Deus e até a qualquer momento.


Comentários e tradução: G. Salgueiro

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Os ultra de Chávez: “Se for preciso fuzilar, se fuzila”


Junto ao palácio presidencial de Miraflores, em pleno centro de Caracas, aguardam com suas pistolas e seus fuzis Kalashnikov os guerrilheiros do chavismo. São civis, provavelmente armados pelo movimento bolivariano no poder e com longa tradição de violência na Venezuela.


“Somos o Movimento Revolucionario de Liberación Carapaica. E eu, o Comanadante Murachí”. Treze guerrilheiros armados até os dentes exibem seu poderio no coração de Caracas. E com os dentes muito afiados: metralhadoras, bazucas, fuzis de assalto, pistolas e granadas. São o braço armado do chavismo, o músculo mais radical do presidente Hugo Chávez, que tem seu feudo eleitoral nos bairros centrais e nos ranchitos, as favelas da enlouquecida Caracas. Estão dispostos a dar sua vida pela Revolução Bolivariana. Hoje puseram o capuz (feito aqueles dos ninjas) que os tornou tão famosos quanto temidos. Querem ditar sua doutrina de cara com as eleições de 3 de dezembro na Venezuela.


Após duas semanas de negociações, os guerrilheiros de Chávez compareceram ante as câmeras de Interviu, mesmo que não se possa vê-los. Várias bandeiras e a escurdão do andar escolhido, escondem sua localização. Tudo sob controle em seu território: bairro 23 de Janeiro, Caracas, bastião da Revolução.


“Chávez deve superar os 10 milhões de votos para anular as pretenções de derrotar seu governo”. O comandante ajusta os óculos que sobressaem da abertura de seu capuz. Soa a canção “Comandante”, a que Carlos Puebla compôs em honra de Che Guevara, a qual se ouve tantas vezes nos cafés turísticos de Havana. Murachí soltou o verbo. Os Carapaicas já têm pronto seu plano B, ante a “sabotagem eleitoral” que poderiam estar preparando, segundo o jargão chavista, os ultra-direitistas, os traidores, a CIA e o Mossad: “Distribuimos instruções para a defesa cívica. Há setores militares e políticos que utilizam o povo. Tomaremos o oeste de Caracas e nos entrincheiraremos junto ao povo e se aparecer um tanque da Guarda Nacional, não poderemos saber de que lado está. Teremos que atirar”.


Carapaicas, chirinos, Frente de Resistência Popular Tupamaro, os Montaraz... São trinta organizações e 2.000 homens armados que formam as milícias urbanas do bairro 23 de Janeiro. A Polícia Metropolitana e a Guarda Nacional já conhecem seu poderio guerreiro, demonstrado em datas-chave da nova Venezuela, desde o frustrado golpe de 11 de abril de 2002 até as grandes marchas, ou manifestações de rua. O germe rebelde cresce neste bairro desde há décadas. Sua aparição formal remonta a 1989, quando o caracaço contra Carlos Andrés Pérez converteu-se em um ensaio de revolta revolucionária. O falido golpe posterior de Chávez consolidou a milícia urbana, que nunca deixou as armas.


Só no 23 de Janeiro se pode entender a existência destas milícias. Trinta e oito super blocos de até 450 apartamentos e 42 edifícios menores se levantam imponentes, como dinossauros de cimento, a poucos metros do palácio presidencial de Miraflores. Foi o ditador Marcos Pérez Jiménez que idealizou tamanha aventura urbanística. A queda do ditador provocou a tomada dos apartamentos que foi “batizado” com a data do derrocamento. Assim começava a história rebelde de 23 de Janeiro, zona subversiva de 110.000 almas sempre opostas aos governos da denominada IV República. Assaltos, repressão, torturas... Impossível aplacar com a violência oficial um bairro que em 1971 acolheu um cadete da Academia Militar. Chamava-se Hugo Chávez. Em suas ruas cresceu sua ideologia, enquanto buscava amores com as melodias rebeldes do cantor esquerdista Alí Primera. Desde então, há anos, o bairro canta sua própria canção: “Há fogo no 23, no 23...”.


O cordão umbilical entre Chávez e o 23 tem-se esticado até hoje. Após fracassar seu golpe de 92, o líder revolucionário se entrincheirou em um quartel do bairro antes de render-se. Quando, uma década depois houve outro golpe, porém ao contrário, com Chávez na cadeira presidencial, o bairro inteiro liderado por seus tupamaros se lançou nas ruas para recuperar o poder perdido.


No super bloco de Sierra Maestra, batizado pelo próprio Fidel Castro em sua visita a Caracas após tomar Havana, todo mundo vota em Chávez. É o centro de ação da Frente de Resistência Tupamaro. Com Joaquín Guerra, um de seus militantes, o verbo se endurece: “Não acreditamos na revolução democrática. Nós apostamos na Revolução, com letra maiúscula, e se for preciso fuzilar, se fuzila”. As ruas se abrem à sua passagem e de seus companheiros. Gaguillo é outro deles. Os Tupamaros ganharam o respeito de seus vizinhos após anos de batalha contra narcos, malandros e os próprios policiais, que só acodem ao 23 de Janeiro em contatos excepcionais. “Os achamos corruptos. Muitas vezes os policiais são os próprios malandros”, clamam em uníssono os Tupamaros. Entre eles se comunicam por rádio para não ceder o controle de seu bairro, que tanta luta, combate e mártires tem custado. Como Omar Pinto (assassinado pela gang), Sergio Rodríguez (morto pela Polícia) e William Villamizar (falecido em combate na Colômbia, quando fazia parte das FARC), imortalizados em um mural de uma das paredes da Sierra Maestra.


E não são os únicos. Os mais recentes heróis do bairro são Diego Santana e Warner López, militantes do bando “La Piedrita”, assassinados em junho quando assistiam um jogo de futebol de salão. “Só tinham 18 anos. Foram metralhados pelos sicários de Pinto” (líder de um partido Tupamaros contrário aos coletivos de 23 de Janeiro), lamenta-se Nelson Santos, criador de muitos murais que gritam nas ruas do bairro.


- Essas mortes ficarão impunes? [Pergunta o repórter].


Estamos esperando.


Entretanto, sua lembrança já está impressa, junto ao Che, em uma parede. O bairro reivindica seus símbolos em forma de murais; setenta deles nasceram dos pincéis de Nelson.


No 23 de janeiro não se exalta só os ícones da Revolução. Desconhecidos como José Leonardo Chirinos também tem seus seguidores. Este escravo zambo (afro-índio) viajou ao Haiti durante o levante dos escravos negros do XIX e depois estendeu a revolução ao continente americano. Séculos depois, cem militantes o homenageiam com o rosto coberto por seus paninhos vermelho e branco. Luis Baute, de 19 anos, é um de seus líderes. São os milicianos mais jovens. A maioria passou meses nas fábricas de pensamento de Cuba. “Nosso trabalho é social, cultural e político. Damos segurança e também lutamos contra a vadiagem e as drogas. Absorvemos alguns chavos [jovens] e os incorporamos em nossos programas sociais. E se os narcos sobatam nossas atividades, nos defendemos. Porém, não perdemos de vista quem é nosso verdadeiro inimigo: o Império!”.


Baute, Cristian, Keny, Eduardo, José, Yesenia (a única moça) e os outros chirinos posam para a última foto enquanto entoam seu hino, que termina com outro clássico: o velho slogan castrista “Pátria ou morte. Venceremos!”. Estas pátrias de hinos não duvidam em tragar seus filhos mais jovens.


Ninguém chama Lisandro Pérez por seu nome verdadeiro. Para todos é Mao [na foto com camisa da campanha de Chávez], pseudônimo herdado de sua luta tupamara. Hoje é o chefe civil do 23 de Janeiro, a máxima autoridade em um bairro onde a polícia foi expulsa a patadas. “Reivindico o pensamento de Mao. Nossa luta é frontal, não damos trégua. Nós vamos ao combate, somos como os fundamentalistas islâmicos.


Mao mantém o modus operandi de seu passado Tupamaro: “Os traficantes de droga, auspiciados pela CIA, são nosso maior inimigo. Quando identificamos os vendedores, os exortamos para que deixem de vender. Se não o fazem, procedemos militarmente e os agarramos. E a comunidade que decida. Se lhes aplica um julgamento popular”.


O comandante Murachí finaliza a esperada alocução respondendo ao jornalista:


- Se Rosales ganhasse nas urnas em 3-D, que medidas vocês tomariam?


“Nós temos a capacidade de defender este país. Aqui já estão os paracos (para-militares colombianos). Tomaremos o oeste de Caracas para convertê-lo em terra liberada”. E outra vez soa o hino do bairro, a canção tantas vezes escutada; impossível esquecer-se dela: “Há fogo no 23, no 23...”.


Reportagem: Daniel Lozano. Foto: Lurdes R. Basoli. Interviu-Zeta (Espanha). Fonte: Noticias 24


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E eu já estava fechando a edição quando recebi esta última notícia sobre as ameaças propostas pelas milícias chavistas, que complementam a matéria acima e que traduzo parte dela. A notícia completa vocês podem ler aqui.

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As milícias chavistas ameaçam com violência


Caracas, 3 de dezembro – Há dias o miliciano Lisandro Pérez, Mao, e seus lugar-tenentes visitam os domicílios dos opositores contra-revolucionários para adverti-los de que não lhes ocorra se amotinar nas ruas quando o presidente ganhar as eleições. “E, certamente, que ele vai ganhar este domingo. Aqui ninguém nos derruba o processo”, assegura Pérez, fundador da Frente de Resistência Popular Tupamaro.


Do mesmo modo que o 23 de Janeiro, grupos de choque do governamental Movimento Quinta República (MVR), espreitam em todo o território nacional as sedes opositoras, que falam de uma fraude eleitoral que ainda não está acabada. As milícias atuarão se receberem a ordem de fazê-lo.