domingo, 5 de junho de 2005

Hoje o Notalatina apresenta uma edição exclusiva sobre a situação dos presos políticos e de consciência cubanos, com os quais me encontro em débito, em decorrência dos inúmeros atropelos que deixaram o blog sem atualização por um par de meses.


Me impressiona como estes seres humanos, absolutamente inofensivos, não têm uma mídia poderosa para defendê-los, nem passeatas, nem greves ou qualquer tipo de manifestação em seu favor, enquanto o mundo continua a curvar-se, fazer rapapés e concessões ao “dono da vida e da morte” daquela gente escravizada há malditos 46 anos, sob as botas infectas do maior assassino vivo, e impune, do século XX e XXI que atende pelo nome de Fidel Castro.


Semana passada aconteceu em Havana um “Congresso Anti-terrorismo” onde participaram “intelectuais” (orgânicos) de todo o mundo, Brasil, inclusive, para prestar solidariedade e reforçar o pedido de extradição de Posada Carriles, tido, por um monstro inumano como Castro, como “o maior terrorista” dos últimos tempos, cujas ações terroristas jamais ficaram plenamente provadas.



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A hipocrisia desta gentalha toda é nauseante, posto que TODOS eles abrigam, dão acolhida e fazem acordos e conchavos com VERDADEIROS terroristas, dentre eles a Cuba de Fidel (maior celeiro de terroristas da ETA basca atualmente), Venezuela, Brasil e Bolívia, com os terroristas das FARC colombianas e do MIR chileno e a Argentina, do montonero Kirchner, que é arqui-conhecida como o paraíso dos etarras e terroristas da Al-Qaeda, já fartamente denunciados. Isto sem falar que TODOS esses “governos” têm em seus ministérios (sobretudo o Brasil), “ex” terroristas. Com o quê vêm agora criticar o terrorismo que eles mantêm e fomentam no mundo todo há décadas?


Mas, acabo de receber uma nota sobre o encerramento do hipócrita Congresso que faço questão de retransmitir na íntegra, notícia que me chegou do site “Europa “Press” que, inclusive, chama o DITADOR de presidente. Leiam e pasmem com o cinismo, a cara-de-pau, a ousadia, o descaramento desse monstro abjeto.



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“Castro propõe criar um tribunal Latino-Americano contra o terrorismo.


O presidente cubano, Fidel Castro, propôs criar um tribunal contra o terrorismo na América Latina, ao encerrar o congresso de três dias sobre esta ameaça, informou hoje o periódico oficial Granma. (E como ficam as FARC, suas parceiras na organização criminosa Foro de São Paulo?).


A proposta foi acolhida por uma “prolongada ovação”, segundo o Granma, pelas centenas de ativistas, em especial latino-americanos, que assistiram ao “Encontro Internacional contra o terrorismo, pela verdade e a justiça”. Castro precisou que os organizadores do encontro seguirão trabalhando para perfilar a idéia.


Durante o fórum, os participantes, representantes da esquerda latino-americana, puderam escutar testemunhos acerca da Operação Condor (sempre ela!), o aparato repressor coordenado pelas ditaduras da região nos anos 70, que deixou milhares de mortos e desaparecidos nas fileiras da oposição. (Aqui faço um parêteses, porque me é impossível permitir tamanha afronta sem um comentário. E os milhares de mortos, torturados, desaparecidos que este velho abjeto e inumano promoveu e ainda promove na Ilha-Cárcere, são o quê? Amebas? Pedras? Grãos de areia? No final da edição de hoje vocês verão o que este monstro faz com SERES HUMANOS indefesos e pacíficos, apenas por não concordarem com o seu demoníaco pensamento).


Castro aproveitou seu discurso para reiterar a denúncia da cumplicidade do Governo Americano com o anti-castrista Luis Posada Carriles, acusado de terrorismo e a quem Washington tem sob custódia por encargos migratórios. Ele insistiu, do mesmo modo, em que Posada Carriles seja extraditado exclusivamente para a Venezuela.


O presidente cubano qualificou o encontro de três dias celebrado na ilha de “histórico”, e chamou de compatriotas os mais de 600 delegados estrangeiros, “porque não há diferenças entre os que nascemos aqui e os que o fizeram em 60 rincões nada obscuros do planeta”, assinalou, segundo o Granma.


Ao término do fórum, os delegados assistiram no teatro Karl Marx, ao concerto latino-americano em homengem a Victor Jara, o insigne cantor chileno assassinado pela ditadura pinochetista.



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Cienfuegos, Cuba – Muito delicado e preocupante encontra-se o estado de saúde do preso de consciência Dr. Alfredo Pulido, segundo informou sua esposa e Dama de Branco, Rebeca Rodríguez, desde Camagüey. Pulido, que encontra-se recolhido na cárcere Kilo 7, dessa cidade, neste momento encontra-se pendente de passar por uma comissão médica, à qual se dilata o tempo, para avaliar seu estado de saúde, uma vez que é portador de uma bronquite crônica, polineuropatia periférica de causa nutricional pela degradante alimentação dentro da penitenciária.


Padece, além disso, de uma gastroenterite crônica, hemorróidas, desestabilização da pressão arterial e uma cefaléia constante. O Dr. Pulido encontra-se muito pálido, magro e totalmente sem apetite, ao extremo que é necesário trazer os indigeríveis alimentos até sua cela, já que não tem forças nem para caminhar.


Pulido, assinante do Projeto Varela, membro do Movimento Cristão Libertação e da Loja Maçônica, que cumpre uma injusta condenação desde a onda repressiva conhecida como a Primavera Negra de Cuba, em 2003, espera o apoio da comunidade e da Anistia Internacional, assim como a excarceração imediata e incondicional de todos os presos políticos.



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Havana, Cuba – A esposa do dissidente preso Héctor Palacios denunciou uma piora de seu estado de saúde e pediu a intercessão da Cruz Vermelha e outros organismos internacionais ante o governo cubano, para conseguir sua excarceração.


Palacios, de 63 anos, foi condenado a 25 anos de prisão nos julgamentos sumaríssimos que levaram aos cárcere 75 dissidentes na primavera de 2003.


Sua esposa, Gisela Delgado, chamou as instituições internacionais de Direitos Humanos e a Cruz Vermelha Internacional, para interceder ante as autoridades da Ilha para conseguir a excarceração de Palacios, que sofreu seis isquemias cerebrais nas últimas semanas, assinalou uma carta aberta divulgada hoje em Havana.


Delgado atribuiu as isquemias e outras doenças de seu esposo, como hipertensão arterial, cardiopatia, artrose e transtornos digestivos, aos “maus tratos” recebidos no cárcere.


Palacios encontra-se desde 30 de novembro na prisão de Combinado del Este, nos arredores de Havana, porém a transferência “não atenuou sua deterioração progressiva”, acrescentou a carta de Delgado.


O chamamento às instituições internacionais se produz depois de que Gisela Delgado dirigisse uma carta ao ditador cubano, Fidel Castro, solicitando a excarceração de Palacios, ante a gravidade de seu estado de saúde. “Solicito ao sr. a licença extra-penal contemplada pelo Código Penal, tendo em vista a progressiva deterioração das patologias que apresenta Héctor e que estas possam trazer um desenlace fatal para sua vida”, assinalou a carta dirigida a Castro, datada de 17 de maio.


A fórmula de licença extra-penal por motivos de saúde foi utilizada pelo governo cubano para excarcerar 14 dos 75 dissidentes, condenados na primavera de 2003.



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Havana – Tropas especiais em Cuba golpearam selvagemente ao jovem Adrían Alonso Martínez e posteriormente o transferiram para uma cela de castigo do Hospital Psiquiátrico Nacional Mazorra, onde criaram um diagnóstico de demente paranóide.


Tudo aconteceu em 20 de maio do ano em curso, às 11 PM, quando Alonso Marínez transitava pelas ruas de Río Verde, no capitalino município Boyeros, onde se estava efetuando a “Assembléia para promover uma sociedade civil em Cuba”. O jovem em referência, junto a outra pessoa que desconhecemos sua identidade, começou a gritar palavras de ordem anti-governamentais e foram capturados por oficiais de tropas especiais que custodiavam todas as ruas do referido lugar.


Em 24 de maio me dirigi à rua Anita, 27, Interior e Feira e Estrada do Cuervo, Mantilla, Arroyo Naranjo, cidade de Havana, e falei com sua avó, que me disse chorando que seu neto estava desaparecido há vários dias e que toda a família estava desesperada.


Apesar de haver passado quatro dias da detenção e do brutal golpe, não haviam notificado à família sobre o antes exposto, esperando que desaparecessem os hematomas do rosto e corpo da vítima, a quem mantinham sob os efeitos de psicofármacos até o momento de redigir a presente nota.



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Havana, Cuba – O regime de Fidel Castro levantou uma cortina de fumaça com o caso Posada Carriles. Trata de ocultar um engano mais importante desde o ponto de vista estratégico. A juventude que não crê no projeto político castrista está sendo aterrorizada. A “Operação Contenção”, dirigida contra os adolescentes continua. Os meios de comunicação e a atenção mundial concentram-se na trama montada pelo regime contra Bush, Posada e suas supostas atividades.


A incursão contra os adolescentes continua nas zonas do bairro residencial Eléctrico, nesta capital. Novos jovens foram presos. Nenhum cometeu delito. São potencialmente perigosos para a estabilidade política da ditadura. Reúnem-se nas esquinas para beber licor infame. Qualquer um deles levanta sua vista ao céu e exclama: “Não há mais nada!”.


As prisões se produziram no transcurso da última semana. Ocorreram durante a celebração do Congresso da Assembléia para Promover a Sociedade Civil (ASPC) e a descoberta do escritor Gabriel García Marques como agente da inteligência cubana.


O regime castrista, que atravessa a pior fase da situação política e social de sua história, ataca o setor populacional que mais teme: os adolescentes e jovens cubanos, totalmente decrentes e refratários por natureza a ondas e rebeldias, são as vítimas a neutralizar. A continuidade da denunciada operação Contenção e o incremento de uma população penal jovem e adolescente na prisão Combinado del Este, de Havana, é preocupante. Enquanto o regime sinta-se impune, continuará a prática da “limpeza social”.


Do mesmo modo que sucedeu na década de 60, os jovens reprimidos o são a partir do critério seletivo dos oficiais do Ministério do Interior. Algumas vezes, basta que vistam roupa que seja qualificada como “extravagante”! Os jovens presos mais recentemente também são, em sua maioria, negros e mestiços. Os padrões repressivos se repetem. Na opinião de alguns observadores da realidade cubana, marcam uma regressão aos que foram ditados, arrebanhados das décadas de 60 e 70 do século passado.


A conduta contumaz e jurássica do governo cubano deixa poucas expectativas. O desrespeito às liberdades individuais básicas continuam sendo a realidade cotidiana.


Para melhor compreender a indefensibilidade da família cubana, façamos a seguinte abstração: imaginemos essas centenas de jovens e adolescentes aglomerados nas prisões, livres nas ruas. Imaginem-os iracundos na certeza adolescente que não podem morrer. Continuem a abstração imaginando-os reclamar, a golpes de pedradas, futuro e liberdade. Por último, imaginem que alguns destes adolescentes é seu filho.



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Os textos sobre Cuba e seus prisioneiros foram enviados por: www.PayoLibre.com e www.cubanet.org. Visitem estes sites. Eu os recomendo enfaticamente para conhecer a realidade do “povo” cubano, pois a do “dono da ilha” e sua Nomenklatura, é esta de que falam aqui no Brasi como sendo a vida em Cuba de um modo geral. Depois me digam se este crápula assassino pode falar em “Tribunal Penal Latino-Americano contra o terrorismo”, se não for para ser ele o primeiro julgado, com todo o rigor da Lei, de Deus e dos Homens!


Fiquem com Deus e até próxima.


Traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 1 de junho de 2005

O Notalatina de hoje abre sua edição com uma notícia que não chega a ser “surpreendente”, considerando o alto grau de estupidez do povo brasileiro que, por anos a fio, vem sendo levado a crer que a “Revolução Permanente” do execrável ditador cubano Fidel Castro, foi o que de melhor e mais admirável aconteceu na América Latina no século passado para a Humanidade e, por isto, deve ser aplaudida e copiada em sua totalidade.


Ontem foi criada na Assembléia Legislativa de São Paulo uma “Frente Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba”, para “ampliar os laços políticos, econômicos, sociais, culturais e desportivos”. O cônsul geral de Cuba em São Paulo, Carlos Trejo, informou à Prensa Latina que 36 dos 94 legisladores estaduais assinaram o documento de constituição da Frente e ainda continua recebendo adesões.


O Congresso Nacional criou há tempo uma Frente Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba formado por uma centena de deputados e inúmeros senadores e a Convenção Nacional de Solidariedade com a Ilha, celebrada na semana passada, foi unânime em que deve-se promover estas entidades em todos os estados e municípios onde seja possível.


Na fundamentação expressam que “são historicamente reconhecidos os laços de amizade e solidariedade entre os povos cubano e brasileiro”, manifestamente, sobretudo, “durante um dos mais duros períodos da história política do Brasil, a ditadura miltitar” (1964-85).

Acrescentam que a solidariedade de Cuba nessa época “foi de tal magnitude que nos torna não só devedores de reciprocidade política, como conhecedores privilegiados das grandes conquistas do povo cubano a partir da Revolução”.


De fato, é inegável o “apoio” que o assassino-em-chefe Castro prestou aos terroristas e guerrilheiros brasileiros, de modo especial ao Comandante Daniel e ao falecido Brizola, com treinamento de guerrilha e formação de agente, ao primeiro e ao segundo, com uma vultosa quantia em dinheiro, para custear a guerrilha e o terrorismo, cujo destino jamais chegou a ser o pretendido.


Quanto a serem “conhecedores privilegiados das grandes conquistas do povo cubano” leia-se a “Nomenklatura” porque o povo “a pé”, continua mais miserável do que nunca, mais escravizado, mais desrespeitado em seus direitos fundamentais, conforme eu venho denunciando desde a criação do Notalatina, com PROVAS.


E a nota finaliza com esta “pérola”: “Apesar de fortes pressões internacionais em sentido contrário, o Estado brasileiro foi, por muitos anos, sócio de Cuba em fóruns internacionais (leia-se FORO DE SÃO PAULO), sempre defendendo o princípio de auto-determinação dos povos e do direito do povo cubano de dirigir os destinos de sua pátria”.



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E para provar o que digo, acabo de receber um informe de Lux Info Press, dando conta de que mais um Posto Médico cubano foi fechado, por falta de... médicos! O Posto Médico de Urgência localizado no bairro de Palatino, no município Cerro foi fechado, provocando um grande descontentamento entre a população que recorria a ele por haver uma grande incidência de asma, hipertensão e outras afecções na região tendo que buscar auxílio, a partir de agora, nos hospitais Joaquín Albarrán e Salvador Allende, que ficam muito distantes do bairro.


Foi informado, também, que vários consultórios dos “Médicos da Família” foram fechados e o motivo de ambos é um só: a exportação dos médicos e enfermeiros cubanos a outros países, principalmente a Venezuela que transformou-se numa espécie de “sucursal” de Cuba, celeiro de agentes castro-comunistas onde já existem exercendo a “profissão” 20.000 “agentes da revolução”.


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E por falar em médicos cubanos na Venezuela, o Dr. Eloy Arnaldo González, um médico cubano exilado na Venezuela há muitos anos, faz uma denúncia e uma lúcida análise sobre a situação desses “galenos” e a importância que isso se reveste para o fortalecimento das duas ditaduras: a cubana e a venezuelana.


Ele diz que tal quantidade de “profissionais” na Venezuela supõe a importância que isso reveste para o regime de Havana, de consolidar a ordem política ao governo de Hugo Chávez, fortalecendo seu discurso populista de assistência gratuita às populações mais carentes, bem como o intercâmbio comercial e a assistência médica de venezuelanos residentes em Cuba, em troca do “ouro negro” tão vital para a manutenção da Ilha.


“Esses médicos fazem mais que atender os pacientes”, é o argumento mais válido que algumas pessoas têm usado para desqualificá-los como tal, segundo o jornalista Uberto Mario, que desertou do Departamento de Imprensa da Embaixada de Cuba na Venezuela. “Os médicos têm ordem de convidar as famílias dos bairros onde trabalham a assistir vídeos com discursos do coma-andante e os avanços sociais na Ilha”, tudo coisa encomendada muito fora da realidade que vive o “cubano a pé”.


Para Mario, desqualificar os médicos não é de bom alvitre, pois existe uma intenção manifesta de influir no cenário social de um país, utilizando sobretudo os profissionais de saúde, tornados “internacionalistas”, manipulando-os para oferecer um produto político de duvidosa procedência e questionável eficácia. O médico é apenas uma peça a mais na complexa engrenagem que é o desempenho dos desejos políticos entre as duas ditaduras.


Ainda segundo Mario, essas peças são utilizadas com eficácia, pois sempre aparecem artigos de jornais que dizem que os médicos “encheram de esperanças as montanhas de misérias aos milhões de pobres que agora se sentem como seres humanos, só porque um jovem de bata branca os visita em sua casa, atende sua família e se despede sem cobrar um centavo”. Uma mãe venezuelana chega ao cúmulo de rotular de “santidade revolucionária” uma orientação que recebeu para a alimentação de sua filha, algo que é comum na prática médica de qualquer país.


E o Dr. González conclui afirmando: “Os médicos cubanos na Venezuela são isso: médicos devidamente formados mas utilizados por um regime ditatorial. São profissionais de sentimentos generosos que podem ser manipulados e convertidos em comissários políticos de ocasião, agentes secretos, gigolôs de Embaixadas e, inclusive, soldados de infantaria. Posso afirmar tudo isto porque eu vi e experimentei isso na Nicarágua onde trabalhei como médico por 18 meses”.


Particularmente, penso que se de fato houvesse tanta generosidade e humanismo por parte desses médicos, eles primeiro procurariam olhar e tentar aliviar o sofrimento e miséria do seu próprio povo.


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Ainda sobre a Venezuela um fato grotesco e patético ocorreu neste último fim-de-semana. O aprendiz de tirano Hugo Chávez convocou uma daquelas gigantescas marchas “espontâneas” (à imitação das cubanas) para manifestar seu apoio ao coma-andante, solicitando a extradição de Posada Carriles, dos Estados Unidos para ser julgado na Venezuela como “terrorista”.


Mas, no dia e hora combinados, uma “multidão” de umas 2.000 pessoas marchavam (todas de vermelho, é lógico!) próximas ao Palácio de Miraflores quando aparece no palco armado para o discurso do tiranete o puxa-saco e vice-presidente Vicente Rangel, que desculpa-se dizendo que “o presidente não pode estar todo o tempo em todos os lugares” mas não diz porquê Chávez não estaria presente ao evento organizado por ele. Além disso, no domingo o proto-ditador não apresentou-se no seu programa “Alô! Presidente”, o que acabou gerando milhares de especulações acerca desses dois episódios.


Bom, mas o que de fato provocou este “sumiço” de Chávez? Para o analista político Alberto Garrido, o fato de haver poucas pessoas na manifestação não justificam a atitude do presidente mas sim, que isto é uma atitude recorrente quando algo “não lhe agrada”, como ocorreu certa vez em que Chávez estava com o ex-presidente Carter e milhares de pessoas aguardavam seu pronunciamento, quando ele simplesmente resolveu fazê-lo através de cadeia de televisão.


Para Garrido, o mais provável é que esta ausência pode ter sido uma estratégia para desviar a atenção em torno dos escândalos da PDVSA e o conflito no seio do MVR.


O jornal El Universal, entretanto, afirma que “desde a quinta-feira recomendaram a Chávez não assistir a manifestação”. A fonte, que falou sob a condição de anonimato, informou sobre a invasão de um apartamento localizado no Complexo Residencial Parque Central, no qual se havia encontrado implementos habitualmente utilizados po franco-atiradores”, mas não revelou detalhes.


Segundo esta fonte, o apartamento encontrava-se vazio na hora da invasão que ocorreu no domingo 26. Lá foram apreendidas “miras telescópicas e rastros de oléo para limpar armas. Ao permanecer por mais de 4 horas falando no palanque, coverte-se em alvo fácil para qualquer franco-atirador”, explicou a fonte que se mostrou alarmada pelo perigo que o mandatário correu.


Bem, confesso que não acreditei na “revelação” e penso que isto seja mais uma estratégia do golpista de Sabaneta que se vê sempre muito mais superior e importante do que na realidade é. Ademais, essa conversa de “magnicídio” já é velha e a culpa, como sempre, é de Bush!

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E na Bolívia, o líder cocalero Evo Morales também tem posto em funcionamento suas estratégias para parecer honesto e democrata, como se tais adjetivos fizessem parte do caráter de comunistas de um modo geral.


A coisa está ocorrendo mais ou menos assim: Evo Morales foi o indicado pelo Foro de São Paulo para ser o presidente da Bolívia nas eleições passadas mas perdeu para Carlos Mesa. Fingiu-se de resignado mas a estratégia seguinte, uma vez que não havia conseguido alcançar os objetivos do FSP, era infernizar o novo presidente até que a situação do país chegasse a um caos, a uma ingovernabilidade.


Com isso, Morales e suas turbas de índios iniciaram marchas, passetas, depredações bem ao estilo MST no Brasil, de modo a forçar o presidente Mesa a uma renúncia, que de fato ocorreu recentemente, mas que foi reconduzido ao cargo pela própria população e o parlamento que não permitiram tal ato desesperado.


Morales continua seu “trabalho” de pressão sobre o presidente Mesa mas, ao contrário de suas ações, seus discursos revelam exatamente o contrário, como costumam agir os comunistas. Eles sempre apresentam um discurso pacífico, bonito e limpo, enquanto por trás tramam as piores coisas para destruir seus desafetos.


No dia 30 passado, Evo Morales deu este depoimento a um jornal local: “Nós apostamos na democracia; não nos interessa se Mesa fica ou sai, nos interessa a democracia”. Quando questionado a respeito da acusação do presidente sobre suposto dinheiro recebido por parte de sindicatos para organizar as marchas de protesto que assombram La Paz, o líder cocalero afirmou que pedirá, na qualidade de congressista, provas ao Governo que mostrem que os sindicatos são pagos para manifestar-se. São todos umas vestais ofendidas que querem a qualquer custo fazer crer que tais “manifestações” são “espontâneas” e não meticulosamente planejadas, invariavelmente pelo Foro de São Paulo, organização criminosa da qual o cocalero faz parte.


Mas, após esse discurso de falso democrata e respeitador das leis e da ordem, Morales solta todo seu veneno afirmando que “o presidente Mesa já não conta com responsabilidade nem autoridade, uma vez que até agora não conseguiu um consenso para um acordo nacional que ponha fim aos conflitos que afetam pela terceira semana consecutiva os bolivianos”. Implicitamente, só ele poderia devolver a paz, a ordem e o progresso ao país.


Enfim, é assim que agem os agentes do Comunismo contra aqueles que não comungam de suas idéias: difamar, destruir reputações, provocar o caos até o total estrangulamento da democracia que lhes permitirá surgirem com as propostas de “salvação”, como se tudo não tivesse sido planejado para chegar a tal ponto por eles mesmos. Foi assim em Cuba, com Fidel, foi assim no Brasil, com Lula, foi assim na Venezuela com Chávez. Não será diferente na Bolívia, infelizmente...


Bem, por hoje é só. Fiquem com Deus e até a próxima!


G. Salgueiro

domingo, 29 de maio de 2005

É com uma enorme alegria que anuncio o “retorno” do Notalatina, após vários meses sem atualização por motivos vários, a maioria sério mas que não vem ao caso citar. De fevereiro até aqui, muitas águas rolaram por baixo da ponte, muitas denúncias gravíssimas deixaram de ser feitas sobretudo em Cuba e Venezuela mas, aos poucos, os leitores vão ficar outra vez informados sobre o que ocorre nesta parte do continente e que a grande mídia “amiga dos sinistros” nega, propositalmente, ao respeitável público brasileiro.

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A situação dos militares que se opõem ao projeto ditatorial castro-chavista na Venezuela é algo que merece um artigo à parte e prometo que o farei, assim que me chegarem os dados que solicitei a uma amiga jornalista venezuelana que tem tudo a respeito. Através de um informe, tomei conhecimento de que já passam de 200 os militares que estão entre os presos-políticos (ou de consciência), passados arbitrariamente à reserva, exilados ou mesmo desaparecidos.

Seria de bom alvitre que o Sr. Lula da Silva respondesse se, quando se opunha à “ditadura militar” aqui no Brasil, o fazia por princípios ou por conveniência política?

A ditadura militar que ele apóia na Venezuela, com mais de 200 presos políticos, está mantendo um deles algemado em uma cama de hospital, enfermo, evacua sangue e Chávez não autoriza que o operem. Há outro oficial com um tiro na perna e Chávez não autoriza que lhe retirem a bala em um hospital.

Chávez tem seguido à risca a cartilha cubana de torturas a maus-tratos, pois os presos políticos encarcerados nas masmorras infectas da maior ilha cárcere do mundo, passam por situações bem semelhantes... É a universalização do Mal.

Bem, me parece que o Sr. da Silva terá que fazer algo ou então... deixar cair de vez sua máscara de “democrata” e “defensor dos direitos humanos”; ou será que os tais “direitos humanos” continuam sendo, na concepção desta gente sinistra, só para marginais e terroristas?

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Cada dia mais ridícula a postura do aprendiz de ditador Chávez, que não consegue explicar a corrupção e o retumbante fracasso e declínio da PDVSA, depois que ele demitiu a quase totalidade do quadro funcional formado por técnicos venezuelanos capacitados e, em seus lugares, colocou incompetentes agentes cubanos que não entendem de outra coisa que não seja “agitação e terrorismo de Estado”.


O Ministro de Minas e Petróleo que é além disso Presidente da PDVSA, foi semana passada à Assembléia onde se limitou a falar da “antiga” PDVSA, tratando seus executivos de “meritocracia entregue às transnacionais”. Esqueceu-se, o idiota, algo que ocorre com freqüência ao seu chefete Chávez, que são eles mesmos, com 6 anos no Governo, o tal “governo anterior” e as corrupções que acusou à “antiga” PDVSA, também foram cometidas por figuras deste Governo.


Quando a oposição, que tinha que se limitar a falar pelo relatado por R. Ramírez lhe recordou o caso, e lhe perguntou se ia tomar alguma atitude sobre “esses” funcionários, ele simplesmente calou-se, não contestou, não disse nada!


O certo é que tudo indica mesmo que a PDVSA está sendo destruída por incapacidade; por isso, desde que Chávez tomou o controle da empresa estatal, nunca foi apresentado um balanço sequer. É mole? Até parece coisa do PT, que brada por “ética e moralidade” e tem se mostrado o campeão da calhordice.


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E o Noticiero Digital nos dá uma informação que não deixa de ser chocante, pela ousadia em revelar publicamente “quem” é o Chefe Supremo das Forças Armadas Venezuelanas, que agora parece ser oficial: “no próximo dia 24 de junho de 2005, no próprio Campo de Carabobo, no marco da celebração do 184º Aniversário da Batalha de Carabobo e Dia do Exército Venezuelano, Forjador de Liberdades, o Presidente da República e Comandante-em Chefe da FAN, o Tenente-Coronel Hugo Rafael Chávez Frías, acompanhado do Comandante Geral do Exército, General de Divisão Raúl Isaías Baduel, imporá ao Comandante Fidel Castro Ruz, os três “Sol de Carabobo” (equivalentes às estrelas das nossas Forças Armadas) que o creditarão como General-em-Chefe do Exército Bolivariano”. Sem palavras...


Eu gostaria de saber se a esta solenidade irão os mesmos representantes brasileiros, eternos puxa-saco do Assassino-em-Chefe do Caribe e do ditador bufão venezuelano, Marco Aurélio Garcia, o cubano-brasileiro Comandante Daniel e o Sr. da Silva que não perde um convescote bem servido em finas iguarias, mesmo que seja à custa da fome e da miséria daquele bravo povo.


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E finalmente, uma notícia que vem de Cuba. Bem, todo mundo sabe o quanto eu “adoro” aquela “ilha-da-liberdade”, “paraíso caribenho”, primor de “respeito” ao indivíduo e seus “direitos humanos”, justamente por causa do regime “legal” e “democraticamente” eleito pelo povo que reclama de barriga cheia, pois vive num legítimo “mar de felicidade”.

Pois vejam só: por ser tudo isto que eu falei acima é que o “cubano a pé”, aquele infeliz que tem a ousadia de dizer um rotundo NÃO à tanta liberdade e felicidade, não tem direito de possuir um telefone celular, que aqui no Brasil se vende até nos camelôs a preços quase simbólicos.

Parece brincadeira, não é? Mas, brincadeira mesmo ou melhor, ironia amarga que mais me dá vontade de chorar, são os adjetivos que emiti em relação à vida que leva o sofrido e escravizado cubano que não pertence à maldita Nomenklatura.

Este áudio, cujo link segue aqui (http://www.univision.com/content/audio.jhtml?cid=376562&channelName=Miami&_requestid=234111), revela com nitidez que, para se ter direito a possuir um celular em Cuba, tem que ser... estrangeiro! Isto mesmo!

Agora eu pergunto aos Chicos Buarques, Zés Dirceus, Lulas e Niemayers da vida: qual de vocês aceitaria uma vida desgraçada dessa, onde TUDO é negado a quem não aplaude, feito mico de circo, os ditames deste monstro que se crê dono da vida e da morte do seu povo?

Qual de vocês suportaria ver restaurantes, hospitais, farmácias, bares, cinemas, praias de SUA TERRA NATAL mas que vocês, por discordarem do regime não podem ter acesso e, se tentarem se aproximar vão acabar num cárcere imundo até enlouquecer ou apodrecer em vida?

Ouçam o áudio para acreditar no que estou falando. É este “modelo” de regime que querem, a qualquer preço, nos impor, a nós que temos a ousadia de acusar, denunciar e dizer NÃO! ao comunismo.

Na próxima edição eu conto mais, pois as notícias que o mundo não lhes deixa saber, pululam em minha caixa de mensagens aos borbotões.

Fiquem com Deus e até a próxima!

G. Salgueiro

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

Várias vezes eu referi a dificuldade que tenho na hora de selecionar o que vou publicar em cada edição do Notalatina, em primeiro lugar, pela quantidade exorbitante de denúncias que recebo diariamente, dando conta das violações que são cometidas contra seres humanos, sobretudo em Cuba, bem como ver dentre essas informações aquelas mais graves mas também as que sei, com certeza absoluta, que em nenhum outro informativo desse país será visto e menos ainda denunciado.


A seleção de hoje é dolorosa, pois fala do sofrimento, maus tratos, abuso de poder contra idosos e inválidos. É impressionante a quantidade de pessoas em Cuba portadoras de doenças graves, o que por si só derruba a tese canalha dos logros da revolução que são repetidos à exaustão, sendo o principal deles a “excelência à saúde do povo”, dada “gratuitamente”.


Apenas a primeira nota traz uma boa notícia: dois enfermeiros cubanos conseguiram se libertar do “paraíso”, se utilizando da auto-exploração da mão-de-obra semi-escrava oferecida pelo tirano Castro a países exploradores dos “frutos da revolução”. Que estes dois possam usufruir plenamente da liberdade conquistada duramente, pois esta não tem preço!


Há ainda uma nota mostrando os mais novos métodos da inteligência cubana, para tentar arrancar informações dos cidadãos opositores. Mas, deram com os burros n'água, pois a oposição não é idiota como eles pensam... Ainda bem.


E por hoje é só. Na próxima edição prometo falar um pouco da conturbada Venezuela e das associações espúrias que estão sendo costuradas pelo deslumbrado tiranete diabólico Chávez. E o nosso governo também está incluído, até a medula, nesses “pactos”. Não sei se ainda há tempo de uma virada nessa situação mas o Brasil está conscientemente embarcando numa canoa abarrotada de furos e nós, o povo, é que está pagando desde já, o preço da estupidez comunista. Que Deus ainda tenha alguma reserva de misericórdia para nos oferecer porque nós vamos precisar e muito!


Fiquem com Deus e até a próxima!


OUTRA ENFERMEIRA APROVEITA CONTRATO ESTRANGEIRO COM CASTRO PARA PEDIR ASILO POLÍTICO


Janet Eva Perez Sardiñas sabia que nunca poderia escapar do regime castrista, por ser enfermeira graduada. O governo só permite a saída definitiva de seus profissionais, em troca de muitos milhares de dólares. Sua única possibilidade era formar parte dos profissionais que o governo cubano aluga a diversos países do mundo e, uma vez fora dali, cuidar de romper os laços com o regime.


Sua oportunidade chegou, quando lhe pediram que se incorporasse ao contingente alugado ao governo de Trinidad e Tobago, para que trabalhasse no Hospital Geral de Puerto España.


Perez Sardiñas formava parte de um grupo de 50 enfermeiras e 10 médicos alugados a Trinidad, para trabalhar em diferentes lugares da ilha. A contratação de profissionais com o governo de Castro é de grande ajuda ao orçamento de vários governos, devido ao baixo custo dos mesmos.


Sabe-se que a enfermeira Perez Sardiñas chegou em Miami usando documentos falsificados em Trinidad e Tobago, de acordo com o embaixador de Cuba neste país, Felix Raúl Rojas. Outro enfermeiro do mesmo grupo, Alberto Perez Sierra, casou-se com uma cidadã de trinidad e também pediu asilo na ilha.


Fonte: www.lavozdecubalibre.com


BARBÁRIE EM CUBA COMUNISTA


Outro dos selvagens atropelos que sofrem os cubanos diariamente. Desta vez, na 3ª Unidade da Polícia Nacional Revolucionária situada na Rua Colón e Nazareno e Síndico, Stª Clara 50100, na Cuba Comunista.


No passado dia 3 de fevereiro de 2005, Guillermo Fariñas Hernández foi detido e levado à 3ª Unidade da Polícia Nacional Revolucionária (PNR). Fariñas é inválido e se locomove em uma cadeira de rodas, que não deixaram levar com ele ao ser detido.


Ao chegar na 3ª Unidade da PNR, o cidadão Fariñas teve que entrar arrastando-se. Ao vê-lo, o Tenenete Coronel Carlos Morales disse aos esbirros ali presentes: “Vejam, assim estão os que defendem os Direitos Humanos: arrastando-se! São todos uns arrastados!”, ao que o cidadão Fariñas contestou: “Arrastado é você. Eu estou assim como conseqüência de haver passado 14 meses em greve de fome em um cárcere, por defender meu direito de pensar e dizer o que penso, coisa que você não se atreve a fazer!”


Ao escutar isto, o Tenente Corone Carlos Morales ordenou a seus esbirros: “Algemem-no! Que vamos botar esse negro de merda para dentro a patadas, antes que venha a Segurança porque depois não podemos fazê-lo”. E se cumpriu a ordem do Tenente Coronel Morales.


Apesar de ser inválido, indefeso, atirado ao chão e algemado, o botaram para dentro a patadas. Onze subalternos do Tenente Coronel Morales golpearam selvagemente Fariñas, provocando-lhe feridas na cabeça e outros golpes.


Levado ao hospital posteriormente, tiveram que fazer-lhe 8 suturas em uma das feridas e 4 suturas em outra, além de sofrer outras contusões. Entre os que participaram do espancamento em Fariñas estão o Tenente Coronel Carlos Morales, o Capitão Rúben Toyos, o policial com número 25979 em seu crachá e oito membros mais da Delegacia de Polícia, cujos nomes não foi possível conseguir.


Denunciamos este crime cometido contra o cidadão Fariñas e exigimos que este selvagem atropelo não fique impune.


Informou Mayra Enríquez


Fonte: www.payolibre.com


OFICIAIS DA SEGURANÇA DO ESTADO SE FAZEM PASSAR POR FUNCIONÁRIOS NORTE-AMERICANOS


SANTIAGO DE CUBA, 15 de fevereiro - Juan Carlos Garcell, repórter de nossa agência APLO na zona norte de nossa região oriental, foi visitado de surpresa por uns funcionários que disseram vir do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana.


Apesar de sua tentativa de fazerem passar-se por funcionários norte-americanos, Garcell pode identificar um deles, por ser um conhecido oficial da Segurança do Estado, segundo informou por telefone. Durante sua visita, os prováveis funcionários indagaram sobre o destino dos supostos dinheiros que, segundo eles, Juan Carlos recebia para que fosse entregue aos presos políticos e demais membros da oposição.


O acontecido com Juan Carlos Garcell põe em evidência a última estratégia dos membros da inteligência cubana e seu modus operandi. Há apenas alguns dias, um oficial da Segurança do Estado me advertiu de que logo eu receberia a visita de alguns funcionários da SINA, que estavam percorrendo o país e entrevistando-se com os opositores.


Informou Guillermo Espinosa, APLO – www.cubanet.org


ATROPELAM ANCIÃOS EM PLACETAS


PLACETAS, 15 de fevereiro – Um forte operativo policial, no qual não faltou o atropelo físico contra vários anciãos, aconteceu no passado 12 de fevereiro no boulevar principal do município vilacerenho Placetas.


Forças conjuntas de para-militares e policiais vestidos de civil arremeteram contra uma dezena de pessoas de idade avançada que vendiam artigos artesanais na 2ª do Oeste, entre a Estrada Central e a 1ª do Sul.


Cerca de uns vinte agentes repressivos confiscaram as mercadorias e o dinheiro dos comerciantes e lhes impuseram multas caríssimas. Dois dos reprimidos que, por razões óbvias, não permitiram que seus nomes fossem divulgados, forneceram alguns dados de interesse sobre o acontecido.


Os dois são aposentados. O de menos idade tem 64 anos, padece de cardiopatia isquêmica e sua pensão chega a 110 pesos. Mora com dois familiares doentes, aos quais ajuda economicamente. A polícia o acusou por convicção, já que não o surpreendeu na venda de “chavitos” ou pesos convertíveis que substituíram o dólar. Embora não lhe tivessem imposto multa, lhe confiscaram todo o dinheiro que trazia: 15 “chavitos” e mais de cem pesos.


Quando o levaram ao centro policial mais próximo, um dos policiais civis – jovem e de constituição robusta – o empurrou, ao ponto que teve de apoiar-se em uma coluna para não cair no chão.


O outro cidadão tem 72 anos e sofre de bronquiestasia crônica e de hipertensão arterial. Sua pensão é de 120 pesos, que não são suficientes para manter-se. Além disso, tem a seu encargo uma inválida, como conseqüência de diabetes melitus que padece. Os agentes repressivos lhe tomaram quatro reistências de fogão e 215 pesos. Também lhe impuseram uma multa de 40 pesos.


Informou: María Elena Alpízar Ariosa, Grupo Decoro - www.cubanet.org


Estas informações foram transmitidas por telefone, uma vez que o governo de Cuba não permite ao cidadão cubano acesso privado à Internet. CubaNet não reclama exclusividade de seus colaboradores e autoriza a reprodução deste material, sempre que se lhe reconheça como fonte.


Traduções: G. Salgueiro

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

O Notalatina está saindo hoje com um pouco de atraso porque eu estava assistindo a votação na Câmara para a presidência daquela Casa mas acabei desistindo; o processo era lento e ainda falta muito para acabar. Curiosamente, nunca se viu tantos parlamentares sentados no plenário, comportadíssimos e esperando pacientemente sua vez de “pagar” pelas beneces recebidas em troca dos mais espúrios conchavos. Um horror e uma indignidade ímpares!


E considerando este atraso, hoje trago apenas duas notas importantes sobre as relações perigosas entre o “mini-eixo” Brasil-Cuba-Venezuela-Argentina, numa carta escrita pelo incansável guerreiro e patriota venezuelano, Alejandro Peña Esclusa de quem tenho a honra de privar da amizade, ao Conselho de Segurança da ONU, alertando para o perigo que corre não só a sua Venezuela, como toda a América Latina. A outra nota, mais ou menos no mesmo “tom”, é uma análise da situação latino-americana que me vem através do La Voz de Cuba Libre.


Hoje o Supremo Apedeuta Lula está na Venezuela e já assinou acordos da ordem dos 300 milhões de dólares, segundo pude escutar na “Voz do Brasil”. A maioria do povo brasileiro não sabe ou não quer crêr no perigo que estamos enfrentando com esses acordos, uma vez que tudo vem delineado de Cuba, sob a orientação do velho e decadente assassino-em-chefe Fidel. Se as pessoas parassem um pouquinho só para refletir e fazer uma retrospectiva, veriam quantos passos já demos na direção do castro-comunismo. Mas, é mais fácil fazer como o avestruz e enfiar a cabeça na terra, com a clássica afirmação que eu mesma tantas vezes ouvi quando, beirando o desespero, tentava alertar as pessoas do perigo que corríamos: “não quero saber de política” ou “eu odeio política e esse assunto não me interessa”.


Bem, certa vez um guerreiro militar, amigo muito querido, me disse uma frase que é comum na vida castrense e nunca mais ela me saiu da cabeça e aproveito para deixá-la aqui, como despedida e como alerta a todos: “O preço da Liberdade é a eterna vigilância”.


Na próxima edição voltaremos a falar dos horrores de Cuba. É preciso denunciar SEMPRE, pelo povo cubano e por nós, que ainda poderemos nos ver em situação similar. Que nos sirva o exemplo da Venezuela de hoje...


Fiquem com Deus e até a próxima!


CARTA AO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU ENVIADA POR ALEJANDRO PEÑA ESCLUSA


Caracas, 14 de fevereiro de 2005


Senhores,
Membros do Conselho de SegurançaOrganização das Nações Unidas
Avenida 125 com rua 38Nova York


Dirijo-me aos senhores com caráter de urgência, para exortá-los a tomar medidas com a finalidade de evitar um conflito armado na América Latina. Os fatos são os seguintes:


Carreira armamentista: O Governo da Venezuela acordou com o Governo da Rússia a compra de cem mil fuzis Kalashnikov AK-47, aviões de combate MIG-29 e helicópteros de ataque, e com o Governo do Brasil, aviões de caça da empresa EMBRAER. A quantidade de fuzis contratada excede amplamente as necessidades tradicionais da Força Armada Nacional venezuelana.


Aliança militar com Cuba: Em 30 de janeiro passado, durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre – Brasil, o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou um tratado de assistência militar recíproca entre Cuba e Venezuela. O regime cubano é catalogado como terrorista por muitas nações do mundo.


Vínculos com a guerrilha colombiana: Segundo informou um cabo da AP, datado em Montevidéu de 30 de maio de 1995, Hugo Chávez se inscreveu no Foro de São Paulo (www.forosaopaulo.org), organização que inclui entre seus membros às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), grupos considerados mundialmente como terroristas. A vinculação entre Chávez e as guerrilhas colombianas, através do Foro de São Paulo, foi confirmada publicamente pelo dirigente guerrilheiro Pablo Beltrán, em 17 de novembro de 1999.


Conflito injustificado com a Colômbia: Em janeiro deste ano, a atitude de Hugo Chávez afundou a Venezuela e a Colômbia na pior crise diplomática e comercial desde agosto de 1987. O detonante da crise foi a captura em território venezuelano de um dos terroristas mais procurados do mundo, Rodrigo Granda, chanceler das FARC.


Repressão interna: como consta em documentos e testemunhos apresentados antes a Corte de Haia, o Organização dos Estados Americanos, a Sociedade Interamericana de Imprensa e outras importantes instâncias internacionais, os corpos de segurança venezuelanos e os seguidores de Hugo Chávez têm agredido com armas as manifestações pacíficas de opositores do Governo, provocando numerosos mortos e feridos.


Pelo que foi anteriormente exposto, existem dúvidas razoáveis sobre o verdadeiro destino que o governo venezuelano pretende dar a esse material bélico e, inclusive, suspeitas de que parte das armas sejam entregues ao regime cubano, às guerrilhas colombianas e a outros grupos subversivos latino-americanos, e a outra parte usada para reprimir ilegalmente a oposição.


Por estes motivos, lhes sugiro que, em primeiro lugar, solicitem aos governos da Rússia e do Brasil que suspendam temporariamente o envio das armas à Venezuela e, em segundo lugar, convoquem uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a fim de analisar exaustivamente o caso venezuelano. Me atrevo a lhes propor tal curso de ação, porque uma omissão neste assunto pode detonar um conflito na América Latina de proporções inimagináveis.


Fico à disposição para acrescentar mais informação a respeito.


Engº Alejandro Peña Esclusa
Ex-Assessor do Conselho Nacional de Segurança e Defesa


Caracas, Venezuela


CADA VEZ MAIS FORTE O EIXO CUBA-VENEZUELA-BRASIL-ARGENTINA, CONTRA OS ESTADOS UNIDOS


É conhecida a estreita amizade entre Fidel Castro, de Cuba e Hugo Chávez, da Venezuela, do mesmo modo que a forte participação cubana no desenvolvimento socialista venezuelano, e o importante apoio petroleiro da Venezuela à economia da ilha caribenha. A solidez desse mini-eixo no Caribe pode-se medir pelas denúncias de Fidel Castro acerca de eventuais tentativas do governo americano contra Hugo Chávez, ou seja, pela proteção que lhe outorgam os serviços de informação cubanos ao aliado estratégico de Cuba.


Porém, a estratégia de Chávez vai mais além dessa região e forma parte de um plano de integração sul-americana. Assim, tem reforçado, por uma parte, sua economia e sua defesa, mediante importantes acordos com a China e com a Rússia (que lhe vendeu armas, incorrendo em ofensa ao governo de Bush). E, por outra parte, tem realizado igualmente passos transcendentais para estabelecer alianças estratégicas com os governos de Néstor Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva.


Em sua visita à Buenos Aires, por exemplo, o presidente venezuelano assinou acordos petroleiros com a nascente empresa nacional de hidrocarburetos argentina, impulsionou a construção de navios petroleiros em estaleiros estatais desse país, anunciou a compra das 6 mil e 500 estações gasolineiras da anglo-holandeza Shell-Dutch Oil, enquanto trata de vender nos Estados Unidos as CITGO venezuelanas e, prevendo que a revolução bolivariana terá os mesmos resultados para o povo que a castrista, chegou a acordos de intercâmbio de alimentos por petróleo venezuelano.


Agora assinará na segunda-feira (hoje) em Caracas, uma aliança estratégica com o sócio gigante do Mercosul, que incluirá temas de energia, petróleo, gás, agroindústria, ciência e tecnologia, e também a compra de aviões de guerra ao Brasil, a qual completará a aquisição de armas da Rússia.


Este apoio dos dois países do Mercosul ao governo de Caracas o respalda ante Washington e, simultaneamente, desafia este. Do mesmo modo, os acordos militares com o Brasil têm um sentido particular, se se recorda que ambos os países têm interesses comuns na defesa dos recursos hídricos e em biodiversidade da região amazônica. Além disso, o imenso Brasil não só limita-se ao sul com o Uruguai, Paraguai e Argentina, seus sócios no Mercosul, como também ao ocidente com os países andinos, aos quais pertencem tanto a Venezuela como a Colômbia, e ao norte integra a região conflitiva onde, desde Bogotá, os Estados Unidos ameaçam a estabilidade política da Venezuela, e com seu Plano Colômbia aparece como um perigo para a independência de todos os países sul-americanos.


O esforço de Caracas para reforçar o Mercosul, integrando-se à construção do mesmo, inspira-se na idéia de Simón Bolívar de união dos latino-americanos para enfrentar os Estados Unidos.

Fonte: www.lavozdecubalibre.com


Traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

O Notalatina de hoje traz três denúncias sobre os presos políticos cubanos, todas graves, horrorosas, duas das quais numa das prisões CUBANAS de Guantánamo.


É importante que se conheça o tratamento dispensado aos presos políticos cubanos de Guantánamo, considerando que a mídia mundial reclama e esperneia denunciando as “torturas” dispensadas aos supostos terroristas da prisão AMERICANA guantanamera, e sequer se dá ao trabalho de saber o que ocorre bem ao lado desta, com seres humanos inocentes, pacíficos e cujo único “delito” é discordar do infame regime imposto pelo mega-assassino Fidel.


Não há muito a comentar hoje, pois as denúncias trazidas para fechar a semana, falam por si sós. É necessário, entretanto, que mais pessoas, entidades, instituições religiosas denunciem ao mundo o que se passa naquela Ilha. Aproveito a edição que fecha a semana para convidar a todos a fazer uma visita a este site – www.payolibre.com -, específico sobre presos políticos cubanos. Lá, vocês vão conhecer a realidade destes nossos irmãos caribenhos, a maioria deles presos apenas por serem cristãos, e vão entender um pouco o trabalho que realizo em denunciar, há quase 5 anos, como um ALERTA para o que nos pode acontecer num futuro não muito longínquo, com o governo comunista composto de terroristas treinados em Cuba, e adoradores de um monstro sanguinário e desalmado que massacra e escraviza seres humanos como nós, há malditos 46 anos.


Fiquem com Deus e tenham um ótimo final de semana!


DENÚNCIA SOBRE HÉCTOR MASEDA GUTIÉRREZ, DO PARTIDO LIBERAL DEMOCRÁTICO DE CUBA (PLDC)


Havana – Na chamada telefônica com a Direção Nacional desde a prisão, nosso Presidente, o engenheiro Héctor Maseda Gutiérrez nos deu testemunho do enfurecimento carcerário contra ele, apenas por manter uma posição digna e firme.


O engenheiro Maseda foi preso e condenado a 20 anos de cárcere na onda repressiva de março de 2003. Recentemente foi transferido da prisão La Pendiente para o PRE, na cidade de Villa Clara, submetendo-o a um regime classificado como “segurança acrescentada”, o qual constitui uma real e científica tortura para o preso, como nos conta nosso Presidente.


“Estou em uma cela semi-lacrada, toda pintada junto a seus arredores de uma cor branca por meio de cal e carbureto, o que produz um permanente desprendimento de um pó que invade até as fossas nasais. Me levantam às 5 e meia da manhã e não me permitem deitar-me até às 8 da noite. De minha cela solitária só me tiram algemado, como se fosse um delinqüente perigoso. Este regime se me impõe sem me permitir expressar qualquer palavra a alguém, inclusive nem expressá-la solitariamente, pois violaria o infame regulamento destas celas de regime “especial”.


“Por aqui passaram os presos políticos Luis Enrique Ferrer e o Titánico Antúnez, o que demonstra que estas celas constituem um meio psicológico para afetar e eliminar da consciência do preso seu conceito humano da convivência e da comunicação. Que tais celas estão destinadas aos presos condenados à morte e a 30 anos de cárcere. Recentemente se enforcaram dois presos comuns nestas celas. Ao perguntar por quê estou submetido a tal regime, a oficialidade desta prisão respondeu que foi por uma ordem expedida desde Havana”.


O PLDC dá a conhecer este testemunho de nosso Presidente e reclama à opinião pública nacional e internacional a atenção destas violações que afetam a integridade psíquica e física do Engº Héctor Maseda Gutiérrez, que por sua vez constitui uma crueldade contra um cidadão digno e merecedor de prestígio no campo político como nosso Presidente, além de possuir capacidades científicas e filosóficas que conformam sua personalidade ética e cívica.


O PLDC reitera sua reclamação e alerta sobre estas violações, responsabilizando as autoridades cubanas com a vida e a estabilidade psicológica de nosso Presidente Héctor Maseda Gutiérrez.


Pela Direção Nacional do PLDC
Julia Cecilia Delagado, Presidente em função do PLDC.
Reinaldo Hernández Cardona, Secretário de Organização Nacional.
Alejandro H. Fernández Bobadilla, Secretário de Divulgação Nacional.


Fonte: www.PayoLibre.com


CAMPANHA CUBANA PELA LIBERDADE DOS PRISIONEIROS POLÍTICOS


MINHA CELA


Víctor Rolando Arroyo Carmona, condenado a 26 anos de prisão, que cumpre em Guantánamo, a mil kilômetros de sua resdiência


PRISÃO PROVINCIAL DE GUANTÁNAMO, fevereiro – Vivo em uma cela lacrada. É um retângulo de 3.30 de extensão por 10.4 metros de largura, dividida em duas áreas. Em uma, o dormitório com uma largura de 7.7 e uma área total de 25.4 metros quadrados. Nela se encontram duas filas de beliches de três andares cada, onde dormem 18 pessoas. Os beliches têm uma superfície de 1.95 metros por 0.70 centímetros. Eles ocupam uma área de 8.2 metros quadrados, deixando livre uma passarela central entre ambas as filas de beliches com uma área de 17.2 metros quadrados, que permite a cada recluso dispor, em teoria, de 0.90 centímetros quadrados de área de estar, quando não se encontra em sua cama.


Os beliches são móveis metálicos com caixilhos de tábua grossa ou armações de madeira, onde proliferam baratas que supostamente se toleram, pois elas evitam que se reproduzam os percevejos, pulas e outras pragas. Os colchões, que nem todos possuem, podem ser de espuma, algodão ou simplesmente um saco de nylon com pedaços de esponjas marinhas ou fibra, ou vegetal. Não existem prateleiras ou armários onde acomodar os pertences nem os utensílios para a alimentação, os quais colocam-se diretamente no chão, dentro de bolsas, sacolas ou maletas, quem os tenha.


O teto e as paredes estão pintados de cal, o que tem ocasionado reiteradas erupções na pele de alguns reclusos. O chão é de cimento. Em geral está deteriorado e é freqüente encontrar debaixo dos beliches orifícios que foram utilizados como esconderijos de objetos incisivos, e que com o tempo, converteram-se em abrigo de ratazanas e ratos.


A iluminação é deficiente, e são os próprios reclusos quem colocam as poucas lâmpadas que há, já que a direção da penitenciária diz carecer delas. Algo similar ocorre com os meios de limpeza, aos quais dão a mesma justificativa. Cada recluso recebe para asseio pessoal dois pedaços de sabão por mês e 120 gramas (um tubo pequeno) de pasta dental para dois meses. A entrega do asseio é instável e o produto é de péssima qualidade. No inverno entregam uma colcha e um edredon, - dizem que são doações de outros países – os quais são recolhidos ao se iniciar o verão.


Pode ocorrer o caso em que no cubículo se encontrem mais de 18 reclusos, que dormirão no chão. Não existem nem cadeiras nem bancos, justificando que se empregam nas brigas.


Em outra área, o banheiro é um retângulo de 2.70 por 3.30 metros, com uma superfície de 9 metros quadrados; nele há uma latrina, uma cuba de cimento e uma área de asseio. Não tem portas nem cortinas, nem existem torneiras com água. A água a põem esporadicamente para ser armazenada em tanques, baldes, latas, etc. Contra todos os prognósticos, a água da penitenciária de Guantánamo tem cheiro, cor e sabor, porém nenhuma dessas qualidades são agradáveis.


Lava-se e estende-se dentro do cubículo para evitar os roubos. A ventilação é através de uns orifícios nos extremos superiores do retângulo e por onde entra também a chuva, a poeira, as moscas e os mosquitos.


Não existem jogos de entretenimento, salvo os trazidos pelos familiares a seus presos. Nem há programa para a leitura. O televisor é ligado a partir das 6 da tarde. Há só dois equipamentos para mais de 200 reclusos. O edifício tem quatro andares. Para ver a televisão cada qual se senta como pode, em barris de engarrafar líquidos, nos baldes. Com tais condições, é fácil duvidar desse cacarejado tratamento que o regime cubano diz dar à população penal do país, quando acusa outros países de encerrarem seus presos em jaulas. Então, onde estou preso eu?


PLANTADOS TRÊS RÉUS DE CONSCIÊNCIA EM GUANTÁNAMO


PLACETAS, 10 de fevereiro – Três prisioneiros de consciência se “plantaram”, com o propósito de reclamar seus direitos violados nos cárceres da província de Guantánamo.


O preso de consciência Reinaldo Labrada Peña, confinado na prisão provincial de Guantánamo, iniciou uma greve de fome no passado primeiro de fevereiro, em protesto pelas condições infra-humanas existentes e pelos abusos que se cometem na penitenciária, segundoo denunciou sua esposa Gisela Verdecia García.


Antes de iniciar a greve de fome, Labrada Peña foi espancado por seus carcereiros, em represália pelas denúncias que emitia sobre a dantesca situação da penitenciária. Reinaldo Labrada Peña, oriundo de Las Tunas, foi condenado a seis anos de privação de liberdade nos processos efetuados contra os 75 opositores e jornalistas independentes em abril de 2003.


Outro preso do grupo dos 75, Manuel Ubals González, recolhido na prisão de Gunatánamo, iniciou uma “plantada” no passado 4 de fevereiro, pelo qual nega-se a receber visitas familiares e a acatar as regras da prisão, denunciou sua esposa Mayelín Bolívar Gozález. Ubals González declarou que não se vestirá com o uniforme de preso comum e não adotará a posição de atenção quando entre um militar em sua cela.


O réu é vítima de constante espancamento por parte de seus carcereiros, que o mantêm incomunicado e lhe negam assistência médica para controlar a severa hipertensão e a úlcera gástrica de que padece. Manuel Ubals González, natural de Guantánamo, foi condenado a 20 anos de cárcere, também em abril de 2003.


Do mesmo modo, o prisioneiro de consciência Néstor Rodríguez Lobaina, confinado no centro correcional Tres Veredas, começou uma greve de fome em 5 de fevereiro, em demanda de sua transferência para a prisão Combinado Provincial de Guantánamo.


Em carta dirigida a Alberto Martínez Fernández, líder do Clube de prisioneiros e Ex-Prisioneiros Políticos de Guantánamo, Rodríguez Lobaina expressa que não está de acordo com seu confinamento nesse “campo de concentração”, situado no maciço montanhoso Sagua de Tánamo-Baracor, pois tanto sua mãe como sua pequena filha não podem chegar até esse lugar tão remoto para visitá-lo.


Do mesmo modo, expressa que lá não existe energia elétrica, nem ninguém que ofereça, ainda que seja, os primeiros auxílios médicos. Além disso, a alimentação é péssima, consistente de água suja com qualquer coisa.


Néstor Rodríguez Lobaina é oriundo de Baracoa e presidente do Movimento Cubano de Jóvens pela Democracia. Foi condenado a seis anos e meio de privação de liberdade por um tribunal castrista.


Informou María Elena Alpízar Ariosa, do Grupo Decoro


Fonte: www.cubanet.org


Traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005

Faltando apenas um dia para completar dois meses sem atualização, em decorrência do acidente que sofri (e plenamente recuperada, com a graça de Deus!), volto a atualizar o Notalatina, com a mesma determinação e compromisso em denunciar as violações e crimes cometidos contra seres humanos na América Latina, Caribe e, por tabela, o nosso povo brasileiro que ainda não despertou para os nexos diretos, entre o que esta gente sofre e o que está sendo implantado “suavemente” entre nós.



Nesse espaço de tempo coisas muito graves aconteceram, sobretudo na neo-comunista ditatorial Venezuela. Pessoas estão sendo ameaçadas – caso da jornalista Patricia Poleo -, outras perseguidas, outras exilando-se onde é possível para, de longe e em segurança, poderem continuar a luta – como inúmeros militares das FAN e da Guarda Nacional -, além de civis opositores que percebem sua integridade e liberdade de expressão ameaçadas.



A baderna, os desmandos autoritários, a corrupção desenfreada e a instabilidade reinantes atualmente naquele país vizinho, já ultrapassaram o nível máximo de tolerância e eu insisto em que o Brasil deve permanecer com os olhos e os ouvidos bem abertos e atentos, pois o que se trama alí, por ordens vindas do assassino-em-chefe Fidel Castro, é motivo de imensa preocupação e tensão para nós; que ninguém se iluda e pense que o “bufão” Chávez é apenas mais um idiota útil. Que ninguém se iluda tampouco, crendo nas “vantagens” da “união” do Brasil com este país e os outros comunistas da América do Sul; isto é suicídio! Não subestimem esta besta chamada Hugo Rafael Chávez Frias porque ele não está brincando!



Bem, e para “re-inaugurar” o Notalatina, eu trago uma denúncia contundente da barbárie cometida em Cuba, malgrado o ministro das Relações Exteriores,Felipe Pérez Roque, tenha tido a cara de pau de afirmar em sua visita ao Brasil recentemente, que “em Cuba se goza de plena liberdade de expressão, crença e ideologia”. Esta criatura abjeta sabe o que é RESPEITO A UM SER HUMANO? A denúncia feita hoje revela sem melindres como é tratado o cubano não pertencente à “Nomenklatura”.



Ontem eu recebi de um amigo um filminho produzido em “wave” que mostrava as eleições no Iraque e foi impossível conter as lágrimas ao ver aquele movimento. Eleições aqui no Brasil há muito perderam seu significado, considerando os votos de cabresto, os candidatos de “vários partidos”, porém todos de esquerda, além da falta de caráter e de preparo intelectual daqueles que se candidatam, pensando exclusivamente nas “vantage$$$” e “gordura$$$” em suas contas bancárias, esquecendo-se, propositalmente, qual o papel que devem desempenhar com o mandato ganho.



Pois bem. Vendo a eleição no Iraque, coisa inimaginável na ditadura do mega assassino Satã Hussein, fiquei pensando em um dia assistir igual evento em Cuba, onde o povo saísse às ruas por vontade própria, com a alegria estampada no rosto pelo direito de poder escolher quem desejam que lhes governe, livremente. Mas Deus é grande e Ele ainda vai conceder essa felicidade àquele povo; tenho certeza!



Bem, por hoje é só. Fiquem com Deus e até a próxima!



(Nota de La Voz de Cuba Libre) “Há apenas dois anos, em abril de 2003, três jovenzinhos negros falavam uma e outra vez entre eles, do que havia sido a vida de suas famílias durante os 44 anos de governo comunista. Se convenceram de que não queriam gastar toda a sua vida como haviam feito seus pais, sem futuro nem melhoras vindouras. A inflexibilidade da tirania não possibilitava nenhuma mudança futura e não tinham a menor possibilidade de reunir os milhares de dólares necessários para poder escapar da ilha, através das conexões clandestinas. Então, em seu desespero, decidiram seqüestrar “a lanchinha Regla” e cuidar de chegar até Cayo Hueso. Não pensaram que a capacidade de combustível da embarcação não lhes permitiria avançar além de umas poucas milhas. Ao ficar sem combustível, foram rebocados de volta e, apesar de inclusive contar com o testemunho de umas jovens turistas francesas, não haverem molestado ninguém, foram fuzilados pelo regime de Fidel Castro, como exemplo para que outros jovens não tentassem o mesmo. Um dos jovens havia tratado de fazer a viagem com sua noiva, de 17 anos, a qual foi condenada a 20 meses de prisão e que acaba de cumprí-la, concedendo uma entrevista ao jornalista independente Juan Carlos Garcell”.



LIBERAM A NOIVA DE UM DOS TRÊS JOVENS FUZILADOS EM 2003



HOLGUÍN, fevereiro - Juan Carlos Garcell, APLO – http://www.cubanet.org – A prisioneira política Dania Rojas Góngora, de 18 anos de idade, foi posta em liberdade no passado primeiro de fevereiro, depois de cumprir 20 meses de uma condenação de dois anos que lhe foi imposta.



A jovem foi sancionada pelos acontecimentos da lancha “Baraguá” que conduz passageiros de um lado a outro da Bahia de Havana, em abril de 2003, e é a primeira dessa causa que sai em liberdade. Os três jovens negros que tentaram o seqüestro da pequena nave foram fuzilados, por tentar abandonar o país de forma ilegal.



A jovem excarcerada declarou, em entrevista concedida à APLO, em sua chegada à sua terra natal, Moa, província de Holguín, que sofreu todo tipo de fraudes, e que encontra-se muito assustada e afetada pelo fuzilamento de três de seus companheiros, um dos quais era seu noivo. “Foi algo terrível os momentos que vivemos nesses dias. Meu noivo pediu para ver-me um dia antes do fuzilamento. Ninguém acreditava que iriam fuzilar ele, que não havia molestado ninguém, porém se comentava. Ele, com os olhos cheios de lágrimas e muito nervoso me disse que não me preocupasse, que seguisse adiante que não o iam matar. Agora não sei se ele dizia isso para me consolar e não me preocupar, ou se ele estava enganado do mesmo modo que nós. No dia seguinte me deram a notícia de que os haviam fuzilado. Voltei como uma louca e comecei a gritar insultos e ofensas. Não sei como não me acusaram e me fizeram algo por tudo o que lhes gritava. Em Villa Marista pude conhecer Martha Beatriz Roque, do grupo dos 75, e ela me deu muito ânimo e alento”.



Juan Carlos - Como foi o tratamento em Villa Marista e na prisão?



Dania - Imagine, nos encarceraram em 2 de abril e eu nasci em 27 do mesmo mês, em 1986. Cumpri 17 anos em Villa Marista. Nos olhavam e falavam conosco como se fôssemos umas assassinas.



J. C. - Não se levou em conta a tua idade, para sancionar-te?



D. - Veja que certamente se irritaram conosco, porque com meus recém cumpridos 17 anos, sendo uma menor, me encarceraram no cárcere para mulheres de maior, em Holguín, onde cumpri 20 meses dos dois anos que me determinaram. Cumpri toda a condenação sem receber beneficios. Me enganavam constantemente. Me diziam que me dariam liberdade condicional, que me dariam passes e nada disto me foi concedido, inclusive que, sendo uma menor, me encarceraram todo o tempo com mulheres de maior.



J. C. - Quais daqueles momentos são os que mais lembra?



D. - Lembro quando estávamos reunidas em um salão e chegou o comandante Fidel Castro. Todas choravam e ele apenas nos disse: “Isto é um bolo do qual a todos vai tocar um pedacinho”



J. C. - Te assustaste?



D. - E quem não?!



J. C. - E agora, o que pensas fazer?



D. - No momento, refugiar-me em minha casa com minha mãe e minha família, para ver se esqueço um pouco o que aconteceu, e depois vamos ver o que se passa comigo.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Traduções: G. Salgueiro