segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

O Notalatina está saindo hoje com um pouco de atraso porque eu estava assistindo a votação na Câmara para a presidência daquela Casa mas acabei desistindo; o processo era lento e ainda falta muito para acabar. Curiosamente, nunca se viu tantos parlamentares sentados no plenário, comportadíssimos e esperando pacientemente sua vez de “pagar” pelas beneces recebidas em troca dos mais espúrios conchavos. Um horror e uma indignidade ímpares!


E considerando este atraso, hoje trago apenas duas notas importantes sobre as relações perigosas entre o “mini-eixo” Brasil-Cuba-Venezuela-Argentina, numa carta escrita pelo incansável guerreiro e patriota venezuelano, Alejandro Peña Esclusa de quem tenho a honra de privar da amizade, ao Conselho de Segurança da ONU, alertando para o perigo que corre não só a sua Venezuela, como toda a América Latina. A outra nota, mais ou menos no mesmo “tom”, é uma análise da situação latino-americana que me vem através do La Voz de Cuba Libre.


Hoje o Supremo Apedeuta Lula está na Venezuela e já assinou acordos da ordem dos 300 milhões de dólares, segundo pude escutar na “Voz do Brasil”. A maioria do povo brasileiro não sabe ou não quer crêr no perigo que estamos enfrentando com esses acordos, uma vez que tudo vem delineado de Cuba, sob a orientação do velho e decadente assassino-em-chefe Fidel. Se as pessoas parassem um pouquinho só para refletir e fazer uma retrospectiva, veriam quantos passos já demos na direção do castro-comunismo. Mas, é mais fácil fazer como o avestruz e enfiar a cabeça na terra, com a clássica afirmação que eu mesma tantas vezes ouvi quando, beirando o desespero, tentava alertar as pessoas do perigo que corríamos: “não quero saber de política” ou “eu odeio política e esse assunto não me interessa”.


Bem, certa vez um guerreiro militar, amigo muito querido, me disse uma frase que é comum na vida castrense e nunca mais ela me saiu da cabeça e aproveito para deixá-la aqui, como despedida e como alerta a todos: “O preço da Liberdade é a eterna vigilância”.


Na próxima edição voltaremos a falar dos horrores de Cuba. É preciso denunciar SEMPRE, pelo povo cubano e por nós, que ainda poderemos nos ver em situação similar. Que nos sirva o exemplo da Venezuela de hoje...


Fiquem com Deus e até a próxima!


CARTA AO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU ENVIADA POR ALEJANDRO PEÑA ESCLUSA


Caracas, 14 de fevereiro de 2005


Senhores,
Membros do Conselho de SegurançaOrganização das Nações Unidas
Avenida 125 com rua 38Nova York


Dirijo-me aos senhores com caráter de urgência, para exortá-los a tomar medidas com a finalidade de evitar um conflito armado na América Latina. Os fatos são os seguintes:


Carreira armamentista: O Governo da Venezuela acordou com o Governo da Rússia a compra de cem mil fuzis Kalashnikov AK-47, aviões de combate MIG-29 e helicópteros de ataque, e com o Governo do Brasil, aviões de caça da empresa EMBRAER. A quantidade de fuzis contratada excede amplamente as necessidades tradicionais da Força Armada Nacional venezuelana.


Aliança militar com Cuba: Em 30 de janeiro passado, durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre – Brasil, o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou um tratado de assistência militar recíproca entre Cuba e Venezuela. O regime cubano é catalogado como terrorista por muitas nações do mundo.


Vínculos com a guerrilha colombiana: Segundo informou um cabo da AP, datado em Montevidéu de 30 de maio de 1995, Hugo Chávez se inscreveu no Foro de São Paulo (www.forosaopaulo.org), organização que inclui entre seus membros às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), grupos considerados mundialmente como terroristas. A vinculação entre Chávez e as guerrilhas colombianas, através do Foro de São Paulo, foi confirmada publicamente pelo dirigente guerrilheiro Pablo Beltrán, em 17 de novembro de 1999.


Conflito injustificado com a Colômbia: Em janeiro deste ano, a atitude de Hugo Chávez afundou a Venezuela e a Colômbia na pior crise diplomática e comercial desde agosto de 1987. O detonante da crise foi a captura em território venezuelano de um dos terroristas mais procurados do mundo, Rodrigo Granda, chanceler das FARC.


Repressão interna: como consta em documentos e testemunhos apresentados antes a Corte de Haia, o Organização dos Estados Americanos, a Sociedade Interamericana de Imprensa e outras importantes instâncias internacionais, os corpos de segurança venezuelanos e os seguidores de Hugo Chávez têm agredido com armas as manifestações pacíficas de opositores do Governo, provocando numerosos mortos e feridos.


Pelo que foi anteriormente exposto, existem dúvidas razoáveis sobre o verdadeiro destino que o governo venezuelano pretende dar a esse material bélico e, inclusive, suspeitas de que parte das armas sejam entregues ao regime cubano, às guerrilhas colombianas e a outros grupos subversivos latino-americanos, e a outra parte usada para reprimir ilegalmente a oposição.


Por estes motivos, lhes sugiro que, em primeiro lugar, solicitem aos governos da Rússia e do Brasil que suspendam temporariamente o envio das armas à Venezuela e, em segundo lugar, convoquem uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a fim de analisar exaustivamente o caso venezuelano. Me atrevo a lhes propor tal curso de ação, porque uma omissão neste assunto pode detonar um conflito na América Latina de proporções inimagináveis.


Fico à disposição para acrescentar mais informação a respeito.


Engº Alejandro Peña Esclusa
Ex-Assessor do Conselho Nacional de Segurança e Defesa


Caracas, Venezuela


CADA VEZ MAIS FORTE O EIXO CUBA-VENEZUELA-BRASIL-ARGENTINA, CONTRA OS ESTADOS UNIDOS


É conhecida a estreita amizade entre Fidel Castro, de Cuba e Hugo Chávez, da Venezuela, do mesmo modo que a forte participação cubana no desenvolvimento socialista venezuelano, e o importante apoio petroleiro da Venezuela à economia da ilha caribenha. A solidez desse mini-eixo no Caribe pode-se medir pelas denúncias de Fidel Castro acerca de eventuais tentativas do governo americano contra Hugo Chávez, ou seja, pela proteção que lhe outorgam os serviços de informação cubanos ao aliado estratégico de Cuba.


Porém, a estratégia de Chávez vai mais além dessa região e forma parte de um plano de integração sul-americana. Assim, tem reforçado, por uma parte, sua economia e sua defesa, mediante importantes acordos com a China e com a Rússia (que lhe vendeu armas, incorrendo em ofensa ao governo de Bush). E, por outra parte, tem realizado igualmente passos transcendentais para estabelecer alianças estratégicas com os governos de Néstor Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva.


Em sua visita à Buenos Aires, por exemplo, o presidente venezuelano assinou acordos petroleiros com a nascente empresa nacional de hidrocarburetos argentina, impulsionou a construção de navios petroleiros em estaleiros estatais desse país, anunciou a compra das 6 mil e 500 estações gasolineiras da anglo-holandeza Shell-Dutch Oil, enquanto trata de vender nos Estados Unidos as CITGO venezuelanas e, prevendo que a revolução bolivariana terá os mesmos resultados para o povo que a castrista, chegou a acordos de intercâmbio de alimentos por petróleo venezuelano.


Agora assinará na segunda-feira (hoje) em Caracas, uma aliança estratégica com o sócio gigante do Mercosul, que incluirá temas de energia, petróleo, gás, agroindústria, ciência e tecnologia, e também a compra de aviões de guerra ao Brasil, a qual completará a aquisição de armas da Rússia.


Este apoio dos dois países do Mercosul ao governo de Caracas o respalda ante Washington e, simultaneamente, desafia este. Do mesmo modo, os acordos militares com o Brasil têm um sentido particular, se se recorda que ambos os países têm interesses comuns na defesa dos recursos hídricos e em biodiversidade da região amazônica. Além disso, o imenso Brasil não só limita-se ao sul com o Uruguai, Paraguai e Argentina, seus sócios no Mercosul, como também ao ocidente com os países andinos, aos quais pertencem tanto a Venezuela como a Colômbia, e ao norte integra a região conflitiva onde, desde Bogotá, os Estados Unidos ameaçam a estabilidade política da Venezuela, e com seu Plano Colômbia aparece como um perigo para a independência de todos os países sul-americanos.


O esforço de Caracas para reforçar o Mercosul, integrando-se à construção do mesmo, inspira-se na idéia de Simón Bolívar de união dos latino-americanos para enfrentar os Estados Unidos.

Fonte: www.lavozdecubalibre.com


Traduções: G. Salgueiro

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

O Notalatina de hoje traz três denúncias sobre os presos políticos cubanos, todas graves, horrorosas, duas das quais numa das prisões CUBANAS de Guantánamo.


É importante que se conheça o tratamento dispensado aos presos políticos cubanos de Guantánamo, considerando que a mídia mundial reclama e esperneia denunciando as “torturas” dispensadas aos supostos terroristas da prisão AMERICANA guantanamera, e sequer se dá ao trabalho de saber o que ocorre bem ao lado desta, com seres humanos inocentes, pacíficos e cujo único “delito” é discordar do infame regime imposto pelo mega-assassino Fidel.


Não há muito a comentar hoje, pois as denúncias trazidas para fechar a semana, falam por si sós. É necessário, entretanto, que mais pessoas, entidades, instituições religiosas denunciem ao mundo o que se passa naquela Ilha. Aproveito a edição que fecha a semana para convidar a todos a fazer uma visita a este site – www.payolibre.com -, específico sobre presos políticos cubanos. Lá, vocês vão conhecer a realidade destes nossos irmãos caribenhos, a maioria deles presos apenas por serem cristãos, e vão entender um pouco o trabalho que realizo em denunciar, há quase 5 anos, como um ALERTA para o que nos pode acontecer num futuro não muito longínquo, com o governo comunista composto de terroristas treinados em Cuba, e adoradores de um monstro sanguinário e desalmado que massacra e escraviza seres humanos como nós, há malditos 46 anos.


Fiquem com Deus e tenham um ótimo final de semana!


DENÚNCIA SOBRE HÉCTOR MASEDA GUTIÉRREZ, DO PARTIDO LIBERAL DEMOCRÁTICO DE CUBA (PLDC)


Havana – Na chamada telefônica com a Direção Nacional desde a prisão, nosso Presidente, o engenheiro Héctor Maseda Gutiérrez nos deu testemunho do enfurecimento carcerário contra ele, apenas por manter uma posição digna e firme.


O engenheiro Maseda foi preso e condenado a 20 anos de cárcere na onda repressiva de março de 2003. Recentemente foi transferido da prisão La Pendiente para o PRE, na cidade de Villa Clara, submetendo-o a um regime classificado como “segurança acrescentada”, o qual constitui uma real e científica tortura para o preso, como nos conta nosso Presidente.


“Estou em uma cela semi-lacrada, toda pintada junto a seus arredores de uma cor branca por meio de cal e carbureto, o que produz um permanente desprendimento de um pó que invade até as fossas nasais. Me levantam às 5 e meia da manhã e não me permitem deitar-me até às 8 da noite. De minha cela solitária só me tiram algemado, como se fosse um delinqüente perigoso. Este regime se me impõe sem me permitir expressar qualquer palavra a alguém, inclusive nem expressá-la solitariamente, pois violaria o infame regulamento destas celas de regime “especial”.


“Por aqui passaram os presos políticos Luis Enrique Ferrer e o Titánico Antúnez, o que demonstra que estas celas constituem um meio psicológico para afetar e eliminar da consciência do preso seu conceito humano da convivência e da comunicação. Que tais celas estão destinadas aos presos condenados à morte e a 30 anos de cárcere. Recentemente se enforcaram dois presos comuns nestas celas. Ao perguntar por quê estou submetido a tal regime, a oficialidade desta prisão respondeu que foi por uma ordem expedida desde Havana”.


O PLDC dá a conhecer este testemunho de nosso Presidente e reclama à opinião pública nacional e internacional a atenção destas violações que afetam a integridade psíquica e física do Engº Héctor Maseda Gutiérrez, que por sua vez constitui uma crueldade contra um cidadão digno e merecedor de prestígio no campo político como nosso Presidente, além de possuir capacidades científicas e filosóficas que conformam sua personalidade ética e cívica.


O PLDC reitera sua reclamação e alerta sobre estas violações, responsabilizando as autoridades cubanas com a vida e a estabilidade psicológica de nosso Presidente Héctor Maseda Gutiérrez.


Pela Direção Nacional do PLDC
Julia Cecilia Delagado, Presidente em função do PLDC.
Reinaldo Hernández Cardona, Secretário de Organização Nacional.
Alejandro H. Fernández Bobadilla, Secretário de Divulgação Nacional.


Fonte: www.PayoLibre.com


CAMPANHA CUBANA PELA LIBERDADE DOS PRISIONEIROS POLÍTICOS


MINHA CELA


Víctor Rolando Arroyo Carmona, condenado a 26 anos de prisão, que cumpre em Guantánamo, a mil kilômetros de sua resdiência


PRISÃO PROVINCIAL DE GUANTÁNAMO, fevereiro – Vivo em uma cela lacrada. É um retângulo de 3.30 de extensão por 10.4 metros de largura, dividida em duas áreas. Em uma, o dormitório com uma largura de 7.7 e uma área total de 25.4 metros quadrados. Nela se encontram duas filas de beliches de três andares cada, onde dormem 18 pessoas. Os beliches têm uma superfície de 1.95 metros por 0.70 centímetros. Eles ocupam uma área de 8.2 metros quadrados, deixando livre uma passarela central entre ambas as filas de beliches com uma área de 17.2 metros quadrados, que permite a cada recluso dispor, em teoria, de 0.90 centímetros quadrados de área de estar, quando não se encontra em sua cama.


Os beliches são móveis metálicos com caixilhos de tábua grossa ou armações de madeira, onde proliferam baratas que supostamente se toleram, pois elas evitam que se reproduzam os percevejos, pulas e outras pragas. Os colchões, que nem todos possuem, podem ser de espuma, algodão ou simplesmente um saco de nylon com pedaços de esponjas marinhas ou fibra, ou vegetal. Não existem prateleiras ou armários onde acomodar os pertences nem os utensílios para a alimentação, os quais colocam-se diretamente no chão, dentro de bolsas, sacolas ou maletas, quem os tenha.


O teto e as paredes estão pintados de cal, o que tem ocasionado reiteradas erupções na pele de alguns reclusos. O chão é de cimento. Em geral está deteriorado e é freqüente encontrar debaixo dos beliches orifícios que foram utilizados como esconderijos de objetos incisivos, e que com o tempo, converteram-se em abrigo de ratazanas e ratos.


A iluminação é deficiente, e são os próprios reclusos quem colocam as poucas lâmpadas que há, já que a direção da penitenciária diz carecer delas. Algo similar ocorre com os meios de limpeza, aos quais dão a mesma justificativa. Cada recluso recebe para asseio pessoal dois pedaços de sabão por mês e 120 gramas (um tubo pequeno) de pasta dental para dois meses. A entrega do asseio é instável e o produto é de péssima qualidade. No inverno entregam uma colcha e um edredon, - dizem que são doações de outros países – os quais são recolhidos ao se iniciar o verão.


Pode ocorrer o caso em que no cubículo se encontrem mais de 18 reclusos, que dormirão no chão. Não existem nem cadeiras nem bancos, justificando que se empregam nas brigas.


Em outra área, o banheiro é um retângulo de 2.70 por 3.30 metros, com uma superfície de 9 metros quadrados; nele há uma latrina, uma cuba de cimento e uma área de asseio. Não tem portas nem cortinas, nem existem torneiras com água. A água a põem esporadicamente para ser armazenada em tanques, baldes, latas, etc. Contra todos os prognósticos, a água da penitenciária de Guantánamo tem cheiro, cor e sabor, porém nenhuma dessas qualidades são agradáveis.


Lava-se e estende-se dentro do cubículo para evitar os roubos. A ventilação é através de uns orifícios nos extremos superiores do retângulo e por onde entra também a chuva, a poeira, as moscas e os mosquitos.


Não existem jogos de entretenimento, salvo os trazidos pelos familiares a seus presos. Nem há programa para a leitura. O televisor é ligado a partir das 6 da tarde. Há só dois equipamentos para mais de 200 reclusos. O edifício tem quatro andares. Para ver a televisão cada qual se senta como pode, em barris de engarrafar líquidos, nos baldes. Com tais condições, é fácil duvidar desse cacarejado tratamento que o regime cubano diz dar à população penal do país, quando acusa outros países de encerrarem seus presos em jaulas. Então, onde estou preso eu?


PLANTADOS TRÊS RÉUS DE CONSCIÊNCIA EM GUANTÁNAMO


PLACETAS, 10 de fevereiro – Três prisioneiros de consciência se “plantaram”, com o propósito de reclamar seus direitos violados nos cárceres da província de Guantánamo.


O preso de consciência Reinaldo Labrada Peña, confinado na prisão provincial de Guantánamo, iniciou uma greve de fome no passado primeiro de fevereiro, em protesto pelas condições infra-humanas existentes e pelos abusos que se cometem na penitenciária, segundoo denunciou sua esposa Gisela Verdecia García.


Antes de iniciar a greve de fome, Labrada Peña foi espancado por seus carcereiros, em represália pelas denúncias que emitia sobre a dantesca situação da penitenciária. Reinaldo Labrada Peña, oriundo de Las Tunas, foi condenado a seis anos de privação de liberdade nos processos efetuados contra os 75 opositores e jornalistas independentes em abril de 2003.


Outro preso do grupo dos 75, Manuel Ubals González, recolhido na prisão de Gunatánamo, iniciou uma “plantada” no passado 4 de fevereiro, pelo qual nega-se a receber visitas familiares e a acatar as regras da prisão, denunciou sua esposa Mayelín Bolívar Gozález. Ubals González declarou que não se vestirá com o uniforme de preso comum e não adotará a posição de atenção quando entre um militar em sua cela.


O réu é vítima de constante espancamento por parte de seus carcereiros, que o mantêm incomunicado e lhe negam assistência médica para controlar a severa hipertensão e a úlcera gástrica de que padece. Manuel Ubals González, natural de Guantánamo, foi condenado a 20 anos de cárcere, também em abril de 2003.


Do mesmo modo, o prisioneiro de consciência Néstor Rodríguez Lobaina, confinado no centro correcional Tres Veredas, começou uma greve de fome em 5 de fevereiro, em demanda de sua transferência para a prisão Combinado Provincial de Guantánamo.


Em carta dirigida a Alberto Martínez Fernández, líder do Clube de prisioneiros e Ex-Prisioneiros Políticos de Guantánamo, Rodríguez Lobaina expressa que não está de acordo com seu confinamento nesse “campo de concentração”, situado no maciço montanhoso Sagua de Tánamo-Baracor, pois tanto sua mãe como sua pequena filha não podem chegar até esse lugar tão remoto para visitá-lo.


Do mesmo modo, expressa que lá não existe energia elétrica, nem ninguém que ofereça, ainda que seja, os primeiros auxílios médicos. Além disso, a alimentação é péssima, consistente de água suja com qualquer coisa.


Néstor Rodríguez Lobaina é oriundo de Baracoa e presidente do Movimento Cubano de Jóvens pela Democracia. Foi condenado a seis anos e meio de privação de liberdade por um tribunal castrista.


Informou María Elena Alpízar Ariosa, do Grupo Decoro


Fonte: www.cubanet.org


Traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005

Faltando apenas um dia para completar dois meses sem atualização, em decorrência do acidente que sofri (e plenamente recuperada, com a graça de Deus!), volto a atualizar o Notalatina, com a mesma determinação e compromisso em denunciar as violações e crimes cometidos contra seres humanos na América Latina, Caribe e, por tabela, o nosso povo brasileiro que ainda não despertou para os nexos diretos, entre o que esta gente sofre e o que está sendo implantado “suavemente” entre nós.



Nesse espaço de tempo coisas muito graves aconteceram, sobretudo na neo-comunista ditatorial Venezuela. Pessoas estão sendo ameaçadas – caso da jornalista Patricia Poleo -, outras perseguidas, outras exilando-se onde é possível para, de longe e em segurança, poderem continuar a luta – como inúmeros militares das FAN e da Guarda Nacional -, além de civis opositores que percebem sua integridade e liberdade de expressão ameaçadas.



A baderna, os desmandos autoritários, a corrupção desenfreada e a instabilidade reinantes atualmente naquele país vizinho, já ultrapassaram o nível máximo de tolerância e eu insisto em que o Brasil deve permanecer com os olhos e os ouvidos bem abertos e atentos, pois o que se trama alí, por ordens vindas do assassino-em-chefe Fidel Castro, é motivo de imensa preocupação e tensão para nós; que ninguém se iluda e pense que o “bufão” Chávez é apenas mais um idiota útil. Que ninguém se iluda tampouco, crendo nas “vantagens” da “união” do Brasil com este país e os outros comunistas da América do Sul; isto é suicídio! Não subestimem esta besta chamada Hugo Rafael Chávez Frias porque ele não está brincando!



Bem, e para “re-inaugurar” o Notalatina, eu trago uma denúncia contundente da barbárie cometida em Cuba, malgrado o ministro das Relações Exteriores,Felipe Pérez Roque, tenha tido a cara de pau de afirmar em sua visita ao Brasil recentemente, que “em Cuba se goza de plena liberdade de expressão, crença e ideologia”. Esta criatura abjeta sabe o que é RESPEITO A UM SER HUMANO? A denúncia feita hoje revela sem melindres como é tratado o cubano não pertencente à “Nomenklatura”.



Ontem eu recebi de um amigo um filminho produzido em “wave” que mostrava as eleições no Iraque e foi impossível conter as lágrimas ao ver aquele movimento. Eleições aqui no Brasil há muito perderam seu significado, considerando os votos de cabresto, os candidatos de “vários partidos”, porém todos de esquerda, além da falta de caráter e de preparo intelectual daqueles que se candidatam, pensando exclusivamente nas “vantage$$$” e “gordura$$$” em suas contas bancárias, esquecendo-se, propositalmente, qual o papel que devem desempenhar com o mandato ganho.



Pois bem. Vendo a eleição no Iraque, coisa inimaginável na ditadura do mega assassino Satã Hussein, fiquei pensando em um dia assistir igual evento em Cuba, onde o povo saísse às ruas por vontade própria, com a alegria estampada no rosto pelo direito de poder escolher quem desejam que lhes governe, livremente. Mas Deus é grande e Ele ainda vai conceder essa felicidade àquele povo; tenho certeza!



Bem, por hoje é só. Fiquem com Deus e até a próxima!



(Nota de La Voz de Cuba Libre) “Há apenas dois anos, em abril de 2003, três jovenzinhos negros falavam uma e outra vez entre eles, do que havia sido a vida de suas famílias durante os 44 anos de governo comunista. Se convenceram de que não queriam gastar toda a sua vida como haviam feito seus pais, sem futuro nem melhoras vindouras. A inflexibilidade da tirania não possibilitava nenhuma mudança futura e não tinham a menor possibilidade de reunir os milhares de dólares necessários para poder escapar da ilha, através das conexões clandestinas. Então, em seu desespero, decidiram seqüestrar “a lanchinha Regla” e cuidar de chegar até Cayo Hueso. Não pensaram que a capacidade de combustível da embarcação não lhes permitiria avançar além de umas poucas milhas. Ao ficar sem combustível, foram rebocados de volta e, apesar de inclusive contar com o testemunho de umas jovens turistas francesas, não haverem molestado ninguém, foram fuzilados pelo regime de Fidel Castro, como exemplo para que outros jovens não tentassem o mesmo. Um dos jovens havia tratado de fazer a viagem com sua noiva, de 17 anos, a qual foi condenada a 20 meses de prisão e que acaba de cumprí-la, concedendo uma entrevista ao jornalista independente Juan Carlos Garcell”.



LIBERAM A NOIVA DE UM DOS TRÊS JOVENS FUZILADOS EM 2003



HOLGUÍN, fevereiro - Juan Carlos Garcell, APLO – http://www.cubanet.org – A prisioneira política Dania Rojas Góngora, de 18 anos de idade, foi posta em liberdade no passado primeiro de fevereiro, depois de cumprir 20 meses de uma condenação de dois anos que lhe foi imposta.



A jovem foi sancionada pelos acontecimentos da lancha “Baraguá” que conduz passageiros de um lado a outro da Bahia de Havana, em abril de 2003, e é a primeira dessa causa que sai em liberdade. Os três jovens negros que tentaram o seqüestro da pequena nave foram fuzilados, por tentar abandonar o país de forma ilegal.



A jovem excarcerada declarou, em entrevista concedida à APLO, em sua chegada à sua terra natal, Moa, província de Holguín, que sofreu todo tipo de fraudes, e que encontra-se muito assustada e afetada pelo fuzilamento de três de seus companheiros, um dos quais era seu noivo. “Foi algo terrível os momentos que vivemos nesses dias. Meu noivo pediu para ver-me um dia antes do fuzilamento. Ninguém acreditava que iriam fuzilar ele, que não havia molestado ninguém, porém se comentava. Ele, com os olhos cheios de lágrimas e muito nervoso me disse que não me preocupasse, que seguisse adiante que não o iam matar. Agora não sei se ele dizia isso para me consolar e não me preocupar, ou se ele estava enganado do mesmo modo que nós. No dia seguinte me deram a notícia de que os haviam fuzilado. Voltei como uma louca e comecei a gritar insultos e ofensas. Não sei como não me acusaram e me fizeram algo por tudo o que lhes gritava. Em Villa Marista pude conhecer Martha Beatriz Roque, do grupo dos 75, e ela me deu muito ânimo e alento”.



Juan Carlos - Como foi o tratamento em Villa Marista e na prisão?



Dania - Imagine, nos encarceraram em 2 de abril e eu nasci em 27 do mesmo mês, em 1986. Cumpri 17 anos em Villa Marista. Nos olhavam e falavam conosco como se fôssemos umas assassinas.



J. C. - Não se levou em conta a tua idade, para sancionar-te?



D. - Veja que certamente se irritaram conosco, porque com meus recém cumpridos 17 anos, sendo uma menor, me encarceraram no cárcere para mulheres de maior, em Holguín, onde cumpri 20 meses dos dois anos que me determinaram. Cumpri toda a condenação sem receber beneficios. Me enganavam constantemente. Me diziam que me dariam liberdade condicional, que me dariam passes e nada disto me foi concedido, inclusive que, sendo uma menor, me encarceraram todo o tempo com mulheres de maior.



J. C. - Quais daqueles momentos são os que mais lembra?



D. - Lembro quando estávamos reunidas em um salão e chegou o comandante Fidel Castro. Todas choravam e ele apenas nos disse: “Isto é um bolo do qual a todos vai tocar um pedacinho”



J. C. - Te assustaste?



D. - E quem não?!



J. C. - E agora, o que pensas fazer?



D. - No momento, refugiar-me em minha casa com minha mãe e minha família, para ver se esqueço um pouco o que aconteceu, e depois vamos ver o que se passa comigo.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Traduções: G. Salgueiro





sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Já faz um certo tempo que o Notalatina divulgou a situação caótica e humilhante que vinha sofrendo, nas Bahamas, um grupo de balseros cubanos que aportara naquele país em busca de asilo político e esperança de um pouco de liberdade.



As mensagens que me chegavam davam conta dos maus tratos sofridos por aquela gente, revelando a subserviência de mais um governicho delinqüente à tirania do abominável abutre do Caribe, Fidel Castro.



No decorrer desta semana, entretanto, a situação começou a ficar mais e mais tensa, culminando num ato de absoluta bestialidade, ontem, motivo pelo qual o Notalatina, apesar da necessidade de denunciar os desmandos que agora se intensificam na Venezuela, com a entrada em vigor da “Lei da Mordaça”, hoje relata apenas a seqüência dos fatos que levaram ao horror vivido pelos cubanos nas Bahamas.



Enquanto existirem pessoas vis, covardes e medíocres que rastejam feito víboras e vermes peçonhentos aos pés de sanguinários tiranos como Fidel Castro, muitas lágrimas hão de ser derramadas, muitas jovens vidas ceifadas a troco de absolutamente nada a não ser, “ficar bem” diante de um assassino desprezível e contumaz, cuja vida extingue-se a cada dia, sendo comida aos poucos por uma doença terminal.



Até o momento de fechar esta edição não me havia sido enviado nenhuma informação nova sobre o número real de vítimas fatais, nem o total das que encontram-se hospitalizadas.



Há uma nota que permanece sem tradução, propositalmente, pois tem mais serventia aos leitores cubanos ou de língua hispânica.



Que Deus proteja e ampare estas pobres vítimas!

Fiquem com Deus e até a próxima!



URGENTE: GREVE DE FOME NO CENTRO DE REFUGIADOS DE NASSAU, NAS BAHAMAS



Hoje, 6 de dezembro de 2004, às 3:30 da tarde recebemos uma chamada telefônica do Centro de Refugiados das Bahamas, através de Jorge Luis Conde Morales, membro do Partido Democrático 30 de Novembro, o qual nos comunica que a partir das 4 da tarde do dia de hoje se declararão em greve de fome todos os cubanos do acampamento (58 pessoas no total), com excessão das duas crianças presos também lá. Eles estão protestando pelo abuso que o governo das Bahamas comete, ao tentar dobrá-los pela fome.



Diz Conde Morales que estiveram lhes reduzindo progressivamente os alimentos, ao ponto de haver-lhes dado hoje no café da manhã um pedaço de pão com um pouquinho de chá e que às 3 da tarde lhes trouxeram como almoço outro pedaço de pão, desta vez com peixe. Acrescenta que durante muitos dias lhes estiveram dando esse tipo de alimento, com um pouco de farinha, a qual hoje suspenderam. Isto levou os cubanos a declararem-se em greve de fome, pois “não comer nada é parecido a comer tão pouco”, disse Conde Morales.



A opinião generalizada é de que o governo das Bahamas usa o instrumento da fome para fazê-los assinar uma carta “voluntária” de repatriação, coisa que “não vamos fazer sob nenhum pretexto”, terminou dizendo Conde Morales.



O Comitê de Ajuda aos Ativistas de Direitos Humanos pede ao mundo civilizado que exija do governo do Primeiro Ministro Perry Christie que respeite os convênios internacionais para refugiados e que proporcione a alimentação e atenção médica necessária aos refugiados do Centro Carmichael Road de Nassau.



Informou Luis Israel Abreu – Diretor Executivo de CAHRA (m30november@hotmail.com)



MASSACRE DESATADO CONTRA OS CUBANOS NO CENTRO DE DETENÇÃO DE CARMICHAEL EM NASSAU, BAHAMAS. NOTA DE IMPRENSA – URGENTE!



Leonardo Hidalgo, Delegado de CAHARA, em comunicação direta com Daisy Gil Ortiz, Diretora de Net for Cuba International, às 4:30 PM, lhe notificaria de que havia ocorrido uma desgraça no Centro de Detenção de Nassau, Bahamas, com os cubanos retidos alí.



O senhor Hidalgo dirigiu-se ao Centro de Detenções para realizar uma gestão de Net for Cuba, e encontrou-se com parte de uma barraca incendiada e uma seção da cerca como que rompida e não o deixaram passar. Porém, alguns haitianos lá do Centro lhe disseram que os guardas da Imigração provocaram os cubanos e os empurraram para dentro a golpes.



Informaram que a senhora Eida Yera, mãe das duas crianças que encontram-se no Centro, tinha as ciranças em seus braços no momento em que os oficiais começaram a dar patadas nela e em seu filho de dois anos. Nesse momento, os oficiais sacaram suas armas de fogo e começaram a disparar para matar os cubanos ali retidos.



Não se sabe o número de feridos ou mortos. Ambulâncias chegaram ao Centro de Detenção e levaram entre 6 a 9 corpos de cubanos, sangrando sem mover-se, para os hospitais. O resto dos cubanos foram levados para um cárcere de maior segurança. Isto é tudo o que se sabe até o momento.



Imediatamente após tomar conhecimento da notícia, Daisy Gil Ortiz comunicou-se com a Anistia Internacional nas Bahamas e o senhor Barnas lhe informou que devido aos regulamentos, eles não podiam interceder. O país encarregado dos casos de violações aos direitos humanos em tal país, localiza-se em Londres, a capital da Inglaterra e, neste momento, tais escritórios estavam fechados.



O Alto Comissario das Nações Unidas designou a investigação das violações do Centro Carmichael ao Departamento de Imigração das Bahamas, que são os mesmos que estão cometendo estes abusos. O senhor Barnas recomendou que neste nível, o único que poderia interceder e, por sua vez autorizar sua entrada no Centro de Detenção e reclamar pelos cubanos ali detidos, é exclusivamente um advogado. Do mesmo modo, deu-se o nome de um advogado que está representando alguns haitianos retidos nesse Centro, para que se o chamasse e se contratassem seus serviços para a defesa dos refugiados cubanos.



O senhor Hidalgo ia se deslocar ao hospital para ver se podia averiguar, porém teme por sua integridade física e a de sua família, devido a que ele já está muito visado pelas autoridades competentes, depois de visitar semanalmente o acampamento de refugiados e, por sua vez, ter-se convertido no único laço de comunicação do Exílio Cubano com eles.



Para maiores informações, favor comunicar-se com Daisy Gil Ortiz, Diretora de Net for Cuba International pelo telefone: 305-220-2715 ou através da Internet por: www.netforcubaenespanol.org



MAS SOBRE LOS SANGRIENTOS SUCESOS OCURRIDOS EN BAHAMAS EN EL DIA DE AYER



Israel Abreu con el teléfono (201) 868-1310

Sergio Gatria con el teléfono (201) 725-0857
envían los siguientes datos relacionados con los sucesos en Bahamas que reportaremos ayer:





NOMBRES DE REFUGIADOS CUBANOS BALEADOS POR LA GUARDIA EN NASSAU EN EL CAMPAMENTO DE DETENCION CARMICHAEL, DE ACUERDO CON INFORMES DE ARMANDO ALVAREZ:



ORESTES CORDERO GARCIA

JORGE LUIS CONDE MORALES

ARNULFO SANTIESTEBAN

JOSE ALBERTO BATISTA PEREZ

ARCEL EMILIO RONDON HERRERA

ARRESTADOS EN LA CARCEL DE NASSAU

FRANK GARCIA LLERENA

WILFREDO LLERENA



TELEFONOS Y DIRECCIONES:



HOSPITAL PRINCESS MARGARET Nassau 1-242 322 2861

AMERICAN RED CROSS info@miamiredcross.org

AMNESTY INTERNATIONAL: OLIVIA STREATER, CAMPAIGNER CARIBBEAN AND NORTH AMERICA TEAM, AMNESTY INTERNATIONAL INTERNATIONAL SECRETARIAT, LONDON E-MAIL: ostreate@amnesty.org T (44) 20 7413 5764 MR.R. BARNES, AMNESTY INTERNATIONAL, NASSAU REB@CORALWAVE.COM



FAMILIARES DE LOS REFUGIADOS EN CUBA:



ANAIKA, ESPOSA DE FRANK G. LLERENAS



FAMILIARES EN ESTADOS UNIDOS:



Familiar de Frank García: Gladys 305 207 6719 o su Papa Reinaldo 908 558 0510 New Jersey



Familiar de Pedro Batista, herido: Maria 502-290 4366 Kentucky



Familiar de Alejandro Llerena, preso en Carcel Nassau, Ana Maria o Carlos tel: 407 208 1965 anifrandy2@msn.com



Familiar de David Martinez:. Ivan Martinez, tel 305 819 6181 o Feliciano tel. 956 753 0763 felicmartinez@hotmail.com



Familiar de Mario Paneca: Joel Botet 954 258 0853, Ana Maria 407 208 1965, o Miguel Angel miguel.botet@skynet.be



Familiar de Jorge Luis Conde: Julio Morales 786 457 6391



Familiares de Axel Rondon: Raul 786 267 1734, u Oliva 786 546 3960



Confirman estos hechos las siguientes personas:



Israel Abreu, M30NOVEMBER@HOTMAIL.COM

Daisy Ortiz, Teléfono.(786) 255- 3356 y (305) 220-2715 dejavucuba@yahoo.com

Tomas Rodriguez (786) 306 -6666

Mayra Enriquez (305) 223- 6835

Ahmed Martel, (305) 302 -8428 nfc@netforcuba.org

Lourdes Pagani, (303) 342 -2637 LouPagani@NetforCuba.org

Monica Resillez (917) 538 -4171 monicaresillez@holtmail.com

AM Lamar, (305) 607 3738



TELEFONOS Y DIRECCIONES DONDE HACER INDAGACIONES Y PROTESTAR:



HOSPITAL PRINCESS MARGARET, NASSAU 1-242-322 2861

AMERICAN RED CROSS Info@miamiredcross.org

AMNESTY INTERNATIONAL Olivia Streater, Campaigner Caribbean and North



Todas as informações foram enviadas por NetforCuba International - http://www.netforcuba.org/



Traduções: G. Salgueiro





quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

Hoje eu me abstenho de fazer comentários. As notas divulgadas são por demais evidentes de que o Mal, em toda sua feiúra, cresce e se espalha por todo o mundo, até mesmo onde nossa “vã filosofia” não é capaz de alcançar.



Quero apenas ratificar a nota de Venezuelanet e dizer a todos os venezuelanos que eu, particularmente em nome do Notalatina e de todos os meios de que dispuser, também serei a voz da Venezuela, até enquanto aqui no Brasil não cortam a minha língua.



VENEZUELANOS AMIGOS: CONTEM COM O NOTALATINA COMO SEU PORTA-VOZ, DO MESMO MODO QUE CONTAM OS CUBANOS.

VOCÊS NÃO ESTÃO SÓS!



Fiquem com Deus e que Ele nos proteja e guarde a todos nós!



Time & Life Magazine,

Time & Life Building,

Rockfeller Plaza,

New York, NY. 10020



Prezado Editor,



Estamos alarmados por encontrar em sua edição de 29 de novembro de 2004, o anúncio de roupa infantil com a cara de Ernesto “Che” Guevara em seu Guia de Compras da Internet. Isto é parte do adoutrinamento de terroristas desde o berço. (Acessem este link para confimar http://www.lalaling.com/e-store/prod_details.asp?pid=493021264972578&pcid=462971946980816)



É muito desalentador ver que tão importante, respeitada e prestigiosa revista inclui tanta propagador a favor de um assassino. Não; esta não é a primeira vez que isto ocorreu. De fato, é a terceira vez este ano.



O mesmo homem que está sendo glorificado na roupa como a que os senhores anunciam, é o mesmo homem que disse: “O ódio é um fator na luta (contra as democracias). Ódio intransigente para o inimigo que vai além das limitações naturais dos seres humanos e o converte em uma máquina de matar efetiva, violenta, seletiva e fria. Nossos soldados devem ser assim. Uma pessoa sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal”. (Discurso na Transcontinental, em 1961).



E ele também expressou esta violenta “filosofia” quando disse: “Temos que levar a guerra a cada esquina onde esteja o inimigo. Em suas casas, em seus centros de diversões, uma guerra total. É necessário evitar que tenha um só momeno de paz. Um momento tranqüilo fora de suas barracas ou, inclusive, dentro delas. Temos que atacá-lo onde quer que esteja. Temos que encurralá-lo como a um animal onde quer que se mova”.



Guevara foi responsável direto pela morte de milhares de cubanos e milhares mais através da África e da América Latina. Em 1959, Che Guevara foi designado Comandante da prisão da Fortaleza de La Cabaña. Desde 1959 até 1963, ele supervisionou a execução de centenas de prisioneiroa políticos e opositores do regime. Calcula-se que ordenou o fuzilamento de 500 a 1.700 prisioneiros!



Muitos que estiveram prisioneiros em La Cabaña e que sobreviveram, como o poeta e ativista de direitos humanos Armando Valladares, alegam que Guevara pessoalmente interrogava, torturava e dirigia execução de alguns prisioneros.



Urgimos energicamente a que parem de ajudar a disseminar a propaganda sobre o “Che” e em seu lugar, por favor, apresentem os fatos e a informação substancial sobre o real Ernesto Guevara. Sua reputação e prestígio jornalístico, assim como seu julgamento da História dependem disso.



Atenciosamente,

La Voz de Cuba Libre



Fonte: lavozdecubalibre.com



SERÃO JULGADOS EM BREVE OUTROS 75 OPOSITORES



Por Carlos Ríos – Havana Press



Havana, 3 de dezembro – Outros 75 opositores cubanos serão julgados em breve pelo regime cubano, que parece haver começado uma nova ofensiva, desta vez contra opositores de ordens menos conhecidos, para não chamar a atenção. Os opositores seriam tipificados como perigosos socialmente. Somente na capital cubana seis dissidentes enfrentam processos judiciais de “profilaxia”, primeiro passo para serem processados por “perigo social”; são eles: Carlos Martín, Julio Campanioni, José Manuel Tápanes, Nguyen Hentel, Antonio García e Frank Delgado. A estes, somam-se os camagüeyanos Eduardo González e Juan Porro.



Em 28 de outubro passado, foi condenado o opositor Luis Ángel Medina de 29 anos de idade, a um ano de privação de liberdade por “suposta periculosidade”. Pela mesma causa, em 30 de novembro Hugo Damián Prieto, de 39 anos, gestor do Projeto Varela, foi condenado a 4 anos de privação de liberdade, em julgamento sumaríssimo, sem nem sequer avisar a seus familiares e sem que estes pudessem contratar um advogado de defesa.



Um oficial da seção 21 do DSE comunicou na passada 5ª feira 25 de novembro, às 9:00 da manhã, à sua esposa Francisca Álvarez, que se desse a conhecer o caso de seu esposo, seria expulsa do centro de trabalho onde labora.



Parece que o regime planeja julgar a outros 75 opositores antes que o ano termine.



Com informações desde Havana de www.nuevaprensa.com



Fonte: NetforCuba International ">http://www.netforcuba.org/



VENEZUELA: AINDA NÃO TE CORTARAM A LÍNGUA: AINDA TENS A VENEZUELANET.ORG



Sim, Venezuela. Não te vais ficar muda!



1. Se o excremento de Sabaneta te proíbe de falar mal dele, nós estamos dispostos a seguir dizendo a verdade sobre ele, à qual equivale a exatamente o mesmo.



2. Se o excremento assassino e covarde de Sabaneta te proíbe de informar, através da Internet, nós o faremos por ti. Somente envia-nos a informação.



3. Se os meios de comunicação (imprensa, rádio, TV, etc.) têm que fechar porque não há como pagar as multas do desgoverno, lembra que podes divulgar tua notícia através de nossa página web ou nossas listas de e-mail.



4. Se queres convocar o país ou enviar uma mensagem à nação, envia-o a News@VenezuelaNet.org e nós nos encarregamos do resto.



5. Se queres inteirar-te dos últimos acontecimentos, visita nossa página web www.VenezuelaNet.org



6. Nossos servidores não estão ao alcance do assassino golpista e terrorista de Sabaneta. Não há modo em que possam interferir ou censurar.



Por favor, não esperes que mutilem tua liberdade de expressão. Antes que isto aconteça, arranca com a desobediência civil ativa nacional e simultânea, e derroca pacífica e constitucionalmente o legítimo governante assassino e teu país. Toma a rua e em frente à tua casa. Te restam somente alguns dias para recuperar a democracia na Venezuela. Em breve, será quase imposssível senão de todo impossível conseguí-lo.



Fonte: NetforCuba Internacional – http://www.netforcuba.org



Traduções: G. Salgueiro



quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

Mais uma vez o Notalatina volta-se para Cuba em suas quatro notas de hoje. Entretanto, como diz um amigo meu, “tudo se conecta” e não podemos ser ingênuos o bastante para crer que, no domínio comunista, as coisas são o que “aparentam” ser.



A semana foi repleta de “pequenas” coisas envolvendo Cuba, Venezuela e a União Européia, mais especificamente a Espanha, agora com um primeiro-ministro comunista que está desmanchando tudo o que foi feito pelo seu antecessor em relação à maldita ditadura castrista. É sobre isso que fala a última nota.



O bufão Chávez esteve em visita à Espanha, confabulando com o também bufão comunista Zapatero, com a maior cara-de-pau, depois de ter derrubado e destruído a estátua de Cristóvão Colombo num mega-espetáculo macabro na Venezuela. Como se isso não fosse suficientemente hipócrita e vergonhoso, ainda foi recebido por Suas Altezas Juan Carlos e Sophia para um jantar em palácio.



Acho que esta gente toda se merece e deve ser farinha do mesmo saco pois, como é sabido, dona Sophia é irmã do rei deposto da Grécia, Constantino, que é amigo e sócio do tirano cubano Fidel Castro que... é mentor do bananero convidado ao palácio real!



Bem, e este jinetero criminoso, para posar de benevolente e mais uma vez tentar iludir os incautos (como no caso da “deserção em massa de dançarinos cubanos” – feito para inglês ver), liberta da prisão cinco dissidentes. O “detalhe” é que todos estão com um lamentável estado de saúde que poderia levá-los à morte por falta de assistência médica nos infectos calabouços, e esta “liberdade” é condicional. E aqui se evidencia o maior dos crimes, pois os recém “libertos” serviram apenas de moeda de troca, conforme eu falei na edição anterior. Cubano na Ilha não é gente; é objeto de uso pessoal do senhor da vida e da morte, o “dono” da maior ilha-cárcere do mundo.



Por hoje é só. Fiquem com Deus e até a próxima!



NOTA DE IMPRENSA



O governo cubano continua com a prática macabra de excarcerar alguns opositores pacíficos e encarcerar outros tantos ao mesmo tempo, o que ratifica o que nos manifestara o conhecido ativista de direitos humanos cubano, Elizardo Sánchez Santacruz, de que “a tecitura repressiva continua inalterável”.



Esta alternativa repressiva aconteceu como uma sorte de código genético inalterável, modulando e condicionando a vida nacional por mais de 45 anos. Aplaudimos a libertação de Oscar Espinosa Chepe, Raúl Rivero, Marcelo López, Margarito Broche, Osvaldo Alfonso e exortamos firmemente, embora com muito pessimismo, o governo cubano a libertar o resto dos mais de 300 prisioneiros políticos que há em Cuba atualmente.



Simultaneamente, denunciamos o método de excarceração usado pelo governo ditatorial cubano, onde os prisioneiros que conformam o Grupo dos 75 estão sendo transferidos ao hospital da prisão de Combinado del Este, em Havana, para fazer-lhes um check-up médico. Somente aqueles que se encontram em muito mal estado de saúdo foram libertados; os demais foram devolvidos à suas respectivas prisões. Tal é o caso do ativista de direitos humanos Jesús Mustafá Felipe e dos jornalistas independentes Pedro Argüelles Morán e Pablo Pacheco Ávila.



Queremos ser enfáticos em afirmar que estas libertações, conhecidas como “licença extra-penal”, não são outra coisa que uma liberdade condicional por razões médicas, o que implica que seus beneficiários podem regressar à prisão quando a vontade do governo cubano assim o disponha.



Tudo parece indicar que estas pseudo-libertações respondem ao interesse do governo ditatorial cubano para restabelecer as relações diplomáticas com os países da União Européia, após interrompê-las abruptamente por não aceitar as exigências dos europeus em realizar reformas genuinas e duradouras no campo dos direitos humanos. Embora apreciemos as gestões do atual governo espanhol para conseguir a libertação dos presos politicos cubanos, esperamos que estes poucos excarceramentos não produzam uma reação apressada do governo espanhol que poderia deixar desamparados os ativistas políticos e de direitos humanos cubanos e fortaleceria a repressão interna.



Fonte: www.Adcuba.org



INAUGURAM SALA PARA INTERNAUTAS NA SEÇÃO DE INTERESSES DOS ESTADOS UNIDOS EM HAVANA



Por Roberto Santana Rodríguez



HAVANA, 29 de novembro – Como parte do esforço levado a cabo pelo governo dos Estados Unidos mediante seu Departamento de Interesses em Havana, para ajudar à livre circulação da informação, foi inaugurada a sala Abraham Lincoln, em honra do presidente norte-americano, para que membros da sociedade cubana acedam à Internet, segundo informou Kelly Keiderling, chefe do Departamento de Imprensa e Cultura, no passado 24 de novembro.



James Cason, chefe da Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana, que inaugurou a sala na presença de usuários de ocasião, disse: “Espero que aproveitem o novo centro. Vocês terão mais tempo e um maior número de pessoas poderão aceder; está muito mais cômodo. Vocês têm o direito de aceder à informação, sem fronteiras nem limitações de nenhum tipo; é um direito universal. Que o desfrutem e gozem”.



Por sua parte, Elsa Morejón Hernández, esposa do preso político Oscar Elias Biscet, presidente da Fundação Lawton de Direitos Humanos, assinalou: “Agradeço, em nome de todos aqueles que não podemos assistir; reconhecemos o esforço e agradecemos a possibilidade de acessar livremente à informação sem censura”. “Está muito bom, temos mais privacidade, poderemos fazer um melhor trabalho. Estamos contentes porque de maneira fortuita estivemos na inauguração do local. É um privilégio”, disse o jornalista independente Oscar Mario González.



“Fabuloso, maravilhoso, reconhecemos o trabalho dos que nos atendem”, expressou Juan Carlos Martínez, do Partido Social Democrata de Cuba. “Estou muito contente com este novo local”, disse Rafael Ernesto Ávila Pérez, presidente do PP Jovem Cuba.



O Centro de Recursos Informativos foi fundado em 29 de novembro de 2001, e seu primeiro diretor foi Gonzalo Gallego.



Fonte: www.cubanet.org



O PRESO CONVERSÍVEL



Por Hildemaro Montejo Weston, FL.



Esta frase não é minha. Pertence à Martha Beatriz Roque Cabello. Ela a expressou há uns poucos dias em uma entrevista telefônica de Havana, quando conversava com os apresentadores de um programa popular de rádio de Miami.



Castro não frauda apenas com os pesos “conversíveis”, ou “chavitos”; também o faz com o uso de presos como moeda de troca para que lhe dê créditos, levantem sanções ou, como diz Raúl Rivero, “ter boa imprensa”, e o apoio de alguns euro-deputados ou governos necessários, digo eu, para lavar sua imagem a União Européia e alguma parte da opinião pública mundial.



Deve estar claro que não houve nem indultos, nem anistia; só “licenças extra-penais”, uma espécie de eufemismo para fazer saber que o preso continua à disposição do carcereiro. Porém, ao menos isso é algo melhor para aqueles que estão submetidos à crueldade de haver perdido sua limitada liberdade, só por escrever, dizer ou reunir-se com quem tenha desejado fazê-lo. Nunca deveriam estar presos porque só fizeram o que você, leitor, e eu, fazemos diariamente, sem medos.



É hora de não esquecer os que continuam presos, como por exemplo, Oscar Elias Biscet. Ele e mais de 300 compatriotas permanecem nas prisões, como “presos conversíveis” para futuros negócios. O regime pode ser mal para produzir carne, leite ou eletricidade, porém é muito bom para produzir presos e se são “conversíveis”, melhor.



Fonte: NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



A ESPANHA INFORMARÁ A SEUS SÓCIOS EUROPEUS SOBRE SEUS CONTATOS COM O GOVERNO DE FIDEL CASTRO NO PRÓXIMO DIA 1º DE DEZEMBRO



Por Antonio Tang Báez – Chefe do Birô do Canadá – Departamento de Investigações de La Nueva Cuba



O embaixador espanhol em Cuba, Carlos Alonso Zaldívas, informará no próximo dia 1º de dezembro a seus homólogos europeus em Havana, da reunião que manteve na 5ª feira passada com o ministro de Assuntos Exteriores cubano, Felipe Pérez Roque, segundo indicaram fontes consultadas por Europa Press.



Este encontro, que surpreendeu a diplomacia européia, supôs o restabelecimento do contato oficial entre ambos os países e a primeira entrevista formal que um alto funcionário do Governo de Castro mantém com um representante da Diplomacia espanhola desde junho de 2003, data na qual a União Européia impôs à Ilha uma bateria de sanções políticas como resposta ao encarceramento massivo de 75 dissidentes.



Além da informação de que se possa intercambiar entre os sócios europeus no seio das instituições comunitárias, Alonso Zaldívar comunicará a seus homólogos o conteúdo da entrevista, à qual poderia ser seguida de outros gestos por parte das autoridades cubanas nos próximos dias.



Embora ainda não esteja tomada a decisão, abre-se assim caminho à posição do Governo espanhol de tentar pôr fim à situação de bloqueio diplomático que existia entre Cuba e a UE.



No passado 16 de novembro os Governos da UE reunidos em nível de experts, acordaram precisamente explorar caminhos para retomar vínculos com Cuba, ao considerar que a ausência de diálogo “não foi positiva” no último quase ano e meio.



Nesse marco, encarregaram aos embaixadores dos Vinte e Cinco em Havana um novo informe, que analisará as formas de estabelecer um “diálogo politicamente estruturado” com a oposição interna, de forma que possam realizar-se reuniões periódicas entre os responsáveis europeus e os dissidentes ou os representantes da sociedade. Como passo inicial, serão postos em liberdade os dissidentes do grupo que mantêm o socialismo como sua filosofia política.



Os Vinte e Cinco querem em qualquer caso conseguir os objetivos da posição comum fixada em 1996, que advoga por avanços em matéria de Direitos Humanos e o reforço do diálogo político com o regime, e sobre o qual todos os países europeus estão de acordo.



A Espanha defende que as sanções têm um impacto muito limitado, que impedem a União Européia perseguir os objetivos de fundo de tal posição comum. O Grupo América Latina voltará a reunir-se em 14 de dezembro, porém tampouco existem problemas de calendário posto que durante o mês de dezembro e janeiro não há festas nacionais que possam provocar novo mal-estar nas autoridades cubanas.



A Espanha, respaldada pelo Reino Unido e Alemanha, considera que as sanções, que foram impostas após a onda de detenções da primavera de 2003, só conseguiram congelar as relações sem mais efeito do que dar certa satisfação à oposição dentro da ilha.



O Governo espanhol já havia explicado que não pretende “marginalizar a dissidência”, senão estabelecer uma relação que não esteja baseada em convites à cock-tails e recepções de caráter mais social, mas de contatos mais políticos e continuados, assim como possíveis convites para que dirigentes da oposição interna viagem à Europa.



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Fonte: lavozdecubalibre.com



Traduções: G. Salgueiro



segunda-feira, 29 de novembro de 2004

Por problemas operacionais o Notalatina ficou novamente à semana passada com apenas uma edição. Hoje retomo com denúncias da maior gravidade, talvez as mais sérias já feitas aqui, desde que inaugurei o blog.



O tema hoje é exclusivamente sobre Cuba e a malignidade do tirano monstro que a tem sob a ponta da baioneta e fuzis há malditos 45 anos. São três as notícias, a últimas delas que, malgrado o modo como se deu, encheu-me de alegria. Oscar Espinosa Chepe, um economista independente encarcerado na “Primavera Negra de Cuba”, de abril do ano passado, foi libertado. Apesar de ter sido uma ação canalha em que ele foi usado, como uma mercadoria de troca, não posso negar que senti júbilo, pois sua vida estava muito ameaçada, com uma saúde precaríssima sem qualquer tipo de atendimento médico.



Mas o que há por trás dessa “liberdade” alcançada sem aparente motivo? Isto é parte de um plano verdadeiramente monstruoso traçado pelo decrépito ditador Fidel, apenas com o intuito de parecer “bonzinho” perante a comunidade européia e, com isso, carrear para dentro da Ilha recursos financeiros e desmentir perante o mundo os crimes cometidos diariamente por seu regime inumano.



Aliado a ele está outro comunista desqualificado que usou o terrorismo, matando incontáveis inocentes, para conquistar o poder da Espanha: José Luis Rodríguez Zapatero.



A primeira nota é um comunicado da organização de dissidentes cubanos, “Movimento Cubano Unidade Democrática” em que eles denunciam este obsceno e diabólico plano que é confirmado pelas notas seguintes. A segunda nota demonstra como já está em ação a denúncia feita por esta organização. É algo verdadeiramente monstruoso, inumano, sem qualquer adjetivo que possa expressar a realidade em todas as suas cores rubras.



Por Deus: o mundo precisa saber disso! Não podemos nos manter calados perante tantas atrocidades, sobretudo o da MENTIRA que se divulga continua e hipocritamente nos noticiários de jornais e televisão, sob pena de sermos cúmplices.



PEÇO A TODOS QUE LÊEM O NOTALATINA QUE DIFUNDAM ISTO, O MAIS AMPLAMENTE POSSÍVEL!



Fiquem com Deus e até a próxima!





COMUNICADO DE IMPRENSA DO MOVIMENTO CUBANO UNIDADE DEMOCRÁTICA



M.C.U.D Internacional - À comunidade internacional, às organizações defensoras dos direitos humanos, às organizações democráticas do mundo, ao povo cubano e ao exílio cubano.



Com profundo mal-estar, o Movimento Cubano Unidade Democrática se vê na necessidade de denunciar ao mundo o que tanto se temia e esperávamos não sucedesse.



Uma vez mais na história o governo espanhol de forma premeditada, desrespeitosa e arrogante, atua pelas costas da comunidade democrática internacional e o que é pior, novamente contra o povo cubano e seu possível avanço para a Democracia.



Os fatos: Desde que tomou posse como primeiro-ministro espanhol por casualidade, depois dos atentados do 11 de março em Madri, o Sr. José Luis Rodríguez Zapatero, nossa comunidade cubana observou detidamente os passos e jogadas políticas que vem dando sua administração. Começaram pedindo um diálogo por parte da União Européia para a ditadura cubana; o governo europeu respondeu dizendo que o primeiro passo o devia dar o governo de Cuba. Posteriormente, o embaixador espanhol em Havana, durante uma recepção em tal sede diplomática provocou de forma preconcebida outro incidente no qual ofendeu de maneira indireta e disfarçada à liberdade cubana, na figura da oposição cubana dentro da ilha. Posteriormente e em cada foro internacional, o governo do Sr. Zapatero tem tratado de interceder de maneira pouco dissimulada a favor do ancião ditador Fidel Castro.



Na passada quinta-feira 25 de novembro, de forma supressiva e por disposição direta do ditador Castro, foi recebido no ministério de Relações Exteriores de Havana por seu representante, o embaixador espanhol em Havana. Lá, de forma secreta por mais de uma hora, trocaram experiências e estratégias, certamente planejadas todas pelo ditador cubano Fidel Castro. Cabe assinalar que não foi convidado para tal evento nenhum outro embaixador da União Européia credenciado em Havana.



O Governo espanhol solicitou em tal reunião, ao governo de Cuba que, para poder avançar um pouco em sua agenda ante a Comunidade Européia, o governo de Havana devia dar algumas mostras de democracia, embora que fossem disfarçadas. Com estas falsas mostras de democracia, eles trabalhariam arduamente para conseguir que novamente o fluxo de capitais se deslocasse para Cuba; por sua vez, com a imprensa espanhola fazendo magníficas reportagens de quanto se avança para a democracia em Cuba, sairiam ganhando ambos os governos: Zapatero como o grande conciliador, Castro reprimindo e maltratando por outros anos mais sem pressões européias.



Desde ontem começou em Cuba e, como desde há quarenta e cinco anos o vergonhoso negócio do “Tratado Internacional de Presos Políticos Cubanos”, agora soltarão vários deles, mudarão de celas a outros, darão tratamento médico a outros... tudo isto cuidando-se de que a imprensa internacional tenha conhecimento pleno e detalhado e, em especial, a imprensa espanhola aliada a Zapatero. O que não darão a conhecer a nenhum meio de comunicação é que provavelmente por cada preso liberado, o imperador cubano peça para encarcerar outros novos valentes opositores cubanos, os quais terá prontos para novos e premeditados intercâmbios.



O Movimento Cubano Unidade Democrática condena abertamente todas as práticas, sejam diplomáticas ou não, que atentem contra o processo de liberdade plena para o povo cubano.



O Movimento Cubano Unidade Democrática, amparado na história e na experiência, sabe que aqueles que têm servido ao jogo de dar tempo e espaço à ditadura cruel e assassina de Havana, criticando quantas medidas efetivas levem ao sufoco total de tamanha ditadura, são cúmplices diretos ou indiretos de Castro.



Repetimos uma vez mais que os governos, organizações, partidos, figuras públicas que verdadeiramente querem o bem para o povo de Cuba, devem exigir em cada tribuna a Liberdade incondicional e imediata de todos os nossos presos políticos, imediatas eleições livres e democráticas, reunificação de todos os cubanos para que participem de tal processo como o que são: um só povo unido e único ante os olhos de Deus.



Baltimore, Maryland, aos 28 dias do mês de novembro de 2004.



Fonte: www.cubamcud.org "Trabalhando juntos por Cuba Livre"



CASTIGAM JOSÉ G. RAMÓN POR NEGAR-SE A VER PROPAGANDA SOBRE CÁRCERES MODELO



SANTA CLARA, 28 de novembro – No início da tarde da quinta-feira 25, autoridades da prisão de Jovens de Villa Clara, mais conhecida como Pre Tensado, levaram à cela de castigo o membro da Causa dos 75 José Gabriel Ramón Castillo, alegando indisciplina, quando ele negou-se a ver um vídeo estatal.



Uma carta de Léster González Pentón, datada desse mesmo dia, ratificou o que se havia conhecido anteiormente através de uma chamada telefônica. Ramón Castillo foi levado à cela de castigo pelo suposto “delito” de negar-se a presenciar um vídeo exibido à população penal, onde o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, junto a outros funcionários percorria três cárceres havaneros, acondicionados para receber personalidades estrangeiras.



“Várias personalidades do regime percorriam três cárceres localizados na capital do país, nomeadas Toledo, Prisão de Mulheres (Manto negro?) e o Centro de Reeducação de Menores San Francisco de Paula. Todos parecem hotéis 5 estrelas e segundo o ministro serão apresentadas a diplomatas de 80 países, com o objetivo de que constatem os esforços que o governo cubano faz em matéria de reeducação penal, e condições carcerárias”, expressa uma parte da carta do prisioneiro de consciência.



A fonte, além disso, precisou que o vídeo foi exibido a todos os reclusos de forma simultânea e a todos os trabalhadores da prisão, com os respectivos reeducadores cuidando para que todos estivessem atentos à mensagem da projeção. O vídeo também destaca os esforços governamentais na incorporação do sistema audio-visual e a famosa Tarefa 500 nessas prisões castristas.



Nesse mesmo dia, desde a prisão de Canaleta, Omar M. Ruiz Hernández havia anunciado à sua família a existência do vídeo, porque nesse cárcere avilenho também havia sido projetado.



“Isto não podemos permitir, uma vez que é um descaramento que tenta desvirtuar as realidades que milhares de pessoas sofremos atrás das grades: nas camas, na enfermaria e nos refeitórios desses três presídios, faltam apenas os turistas”, disse Benjamín, da Primavera Negra de Cuba e acrescentou: “Há que denunciar esta nova manobra castrista para que se conheça a verdade e o que estão tramando. O mundo livre não pode prestar-se a esta nova manobra da ditadura e deve evitar que esses diplomatas visitem apenas estas prisões, mas as que eles desejarem ao longo de toda a ilha”.



Léster González Pentón e José Gabriel Ramón Castillos pertencem à Causa dos 75 e foram sancionados a 20 anos de prisão política, nos julgamentos sumaríssimos celebrados em abril de 2003.



CAMPANHA CUBANA PELA LIBERDADE DE PRISIONEIROS POLÍTICOS



Fonte: Cubanacán Press/www.cubanet.org



EXCARCERADO OSCAR ESPINOSA CHEPE E AO MENOS OUTROS CINCO DISSIDENTES



As autoridades cubanas começaram a excarcerar hoje a alguns dos dissidentes presos que foram transferidos para Havana, dentre eles o economista independente Oscar Espinosa Chepe, confirmaram à EFE fontes da oposição.



Espinosa foi libertado hoje, com uma licença “extra-penal”, concedida por motivos de saúde e pode regressar à sua casa havanera “há alguns minutos”, segundo explicou à EFE sua esposa Miriam Leiva.



Além disso, Elizardo Sánchez, que encabeça uma ilegal Comissão de Direitos Humanos, indicou que ao menos outros cinco dissidentes, entre eles um de seus colaboradores diretos, haveriam sido excarcerados nas primeiras horas da manhã de hoje.



Fonte: www.latercera.cl



Traduções: G. Salgueiro