segunda-feira, 4 de outubro de 2004

O Notalatina retorna hoje com uma informação extremamente preocupante vinda da Venezuela. No programa “Alô, Presidente” de ontem, Chávez disse que ia comprar 40 helicópteros de combate russos, para colocá-los na fronteira da Venezuela. Acrescentou que ia comprar 50 Migs, também da Rússia. Ocorre que os pilotos e mecânicos venezuelanos não falam russo e é provável que ele use mecânicos e pilotos cubanos em seus novos aviões. Isto seria um perigo para a Colômbia e para o Brasil, países que fazem fronteira com a Venezuela.



O que me preocupa nessa questão é: nossas Forças Armadas estão sabendo disso? Como ficaria a situação do SIVAM e dos militares que fazem a guarda daquelas fronteiras, considerando a estreita relação não só de cordialidade e cooperação diplomática entre dois mandatários de países vizinhos, mas de laços mais fortes que unem o presidente Lula e Chávez, através do Foro de São Paulo e do Eixo do Mal?



Creio que esta informação é muitíssimo grave e penso que nossas autoridades militares deveriam ficar bastante atentas. Com esta gente cubana e venezuelana (leia-se terroristas e agentes do comunismo) não se pode brincar; penso, ainda, que o Brasil está correndo um grande risco. Queira Deus que eu esteja apenas vendo chifres em cabeça de cavalos...



Além dessa nota que me deixou tensa, trago hoje denúncias de maltratos a cubanos (ô povo pra sofrer, meu Deus! Até quando?), um preso que está com a saúde física e mental completa e irreversivelmente deteriorada, fruto da bestialidade do regime assassino do monstro do Caribe, Fidel Castro. Além desta desesperadora nota, há ainda a arbitrária prisão do ativista pacífico René Montes de Oca; para este regime sangrento, quando não há um motivo para prender alguém, eles criam, inventam, falseiam contanto que tenham atrás das grades todos aqueles que expõem as chagas pútridas dos crimes perpetrados por este monstro há 45 anos. Vejam ainda a situação humilhante e criminosa que refugiados cubanos vêm enfrentando nas Bahamas, país que há tempo vem se revelando partidário do castro-comunismo.



Fiquem com Deus e até amanhã!



JULIO CÉSAR MORALES, UM ANO MAIS...

Por Iliana Curra



Há um ano denunciei seu caso em um artigo. Há exatamente um ano... Parece tão pouco tempo, porém não o é. Ao menos para ele, que cumpre atrás das grades frias de um tenebroso cárcere castrista.



Julio César Morales González é seu nome. Nunca o deixarei de mencionar. Converteu-se em uma prioridade entre minhas prioridades. Não me importa que me chamem apaixonada. É possível que o seja. Sobretudo quando se trata de exigir a liberdade de alguém que sofre tanto quanto Julito, como o chamam seus familiares e amigos.



Julio César cumpre neste mês de outubro de 2004, onze anos de encarceramento injusto. Quebrar um cristal de um cinema em sua cidade lhe custou uma conenação de seis anos de privação de liberdade. O valor do cristal era de apenas 35 pesos cubanos e 50 centavos. Pode parecer uma piada essa condenação, mas não é. Porém, nem tudo ficou aí. Os anos na prisão continuaram aumentando. Foi transferido à penitenciária de rigor máximo, Kilo-8 em Camagüey e dois dos chamados “reeducadores” o golpearam de forma brutal para obrigá-lo a que gritasse consignas a favor do ditador. Seus gritos não se fizeram esperar e, com todas as suas forças, gritou “Abaixo Fidel”.



Três anos mais de cárcere foi a resposta, além dos golpes com os pés (pisadas). Também aumentou a repressão. Em Kilo-8 o esperava uma cela do regime especial e teve que sobreviver por muito tempo em isolamento absoluto. Sem água, sem ventilação, sem luz. Com ratos e baratas como companheiros indesejáveis; com todos os insetos e bichos que pernoitam em um lugar chamado cela e, certamente, com golpes sistemáticos. Quem conhece esta prisão de segurança máxima sabe que tudo isto é verdade. Os presos a batizaram com o nome de “Se me perdeu a chave” e a primeira coisa que perdem alí são as esperanças.



Porém Julito conseguiu sair vivo fisicamente, embora sua mente tenha adoecido. Agora padece sérios transtornos nervosos. Deve receber tratamento psiquiátrico, porém a tortura é a melhor resposta dos carcereiros e dos que têm o controle dos presos políticos: a Segurança do Estado. Os mesmos que lhe negaram por anos o acesso a ler a Bíblia; os mesmos que estabeleceram um sistema de maus tratos, tanto físico como psicológico de maneira brutal.



Em 1997 é novamente condenado a três anos mais. Desta vez, foi castigado por escrever consignas contra o tirano Fidel Castro nas paredes de sua cela de castigo. Continuaram os golpes. Continuou a repressão. Porém, o calvário de Julio César ainda não terminou. Já passaram 10 anos de encarceramento e o transladaram para a prisão Provincial de Holguín. O confinam junto a criminosos de altíssima periculosidade, os mesmos que acossam os prisioneiros políticos, o fustigam, o assediam, o ameaçam....



A mãe de Julito também recebe uma carta ameaçadora da parte de presos comuns. Dizem que seu filho pagará muito caro e que ela também. O temor a invade. Teme por seu filho que já sofreu tanto. Denuncia tudo isso na Direção Nacional de Cárceres e Prisões, porém a melhor resposta do regime é sempre o mutismo.



A prisão Provincial de Holguín está abarrotada de delinqüentes comuns. Homens que cumprem longos anos de condenação por assassinato, por invasões de residência com violência, por roubar, por violentar menores... Julio César foi levado a celas onde tem que conviver obrigatoriamente com esses presos comuns. Os mesmo que, para receberem algum tipo de gratificação, são capazes de tudo. Em dezembro do ano de 2002, Julio César foi drogado e posteriormente violentado sexualmente. Três dias depois estava ainda jogado em um catre da cela; três dias mais tarde, ainda não havia recebido atenção médica. Quando o levaram ao hospital, sua saúde era muito delicada.



A quem se responsabiliza por esta violentação sexual? A ninguém. Nunca se soube quem foram. Nunca houve uma investigação, nunca um seguimento às ameaças que lhe fizeram. Uma atrocidade como esta fica impune, porque Julio César é um prisioneiro político em Cuba, em um país onde estar preso, é como estar morto. A mãe de Julito denunciou – mais uma vez – a situação de seu filho. Desta vez, com muita dor, denunciou esta bestialidade cometida contra ele. Responsabilizou à Segurança do Estado por ordená-lo. Porém, em um país onde não existem direitos, não há muito o que fazer.



Entretanto, a saúde de Julito continua em processo de deterioração. Seu corpo, desnutrido, consome-se na prisão. Os medicamentos não lhe são entregues e quando o fazem, são trocados de propósito. Quase morre com uma dor no peito por um comprimido que não lhe correspondia tomar. Não recebe ajuda para melhorar sua saúde mental, pela qual, à medida que o tempo transcorre, piora.



O que se pode fazer? Continuar denunciando sua situação! Muitos não escutam; outros, talvez, ao menos se dão conta de que existe um jovem prisioneiro político que tem sofrido em excesso a repressão e a maldade de um regime que volta-se contra aqueles que se rebelam, contra os que não aceitam pôr-se de joelhos. Julio César Morales González mantém sua dignidade e sua honra. Para denunciar o que lhe fizeram necessita-se de muito valor. Sua condição de homem livre – porque ele é livre por dentro – ninguém pode arrebatá-la!



Ainda confio naqueles que queiram escutar. Nos que puderem também exigir a liberdade deste prisioneiro político que padece os horrores do encarceramento em um país onde se violam os direitos humanos arbitrariamente. Em 23 de outubro ele completa seus 34 anos de idade; também neste mesmo mês de outubro, completa onze anos de prisão.



Só peço a Deus que lhe dê forças para suportar o tormento que vive diariamente. Que lhe dê saúde para que saia vivo deste horror, e que sua liberdade chegue logo, para que possa se curar. E Deus me escutará; estou segura!



CAMPANHA CUBANA PELA LIBERDADE DE PRISIONEIROS DE CONSCIÊNCIA



Fonte: http://www.payolibre.com



CONDENADO RENÉ MONTES DE OCA

Por Marvin Hernández Monzón, de Cuba Press



Havana - René Montes de Oca, secretário geral do Partido Pró Direitos Humanos de Cuba, filiado à Fundação Andrei Sakarov, foi sancionado a 8 meses de privação de liberdade na quarta-feira passada, 29 de setembro, pelo Tribunal Municipal de Camajuaní, localidade da cidade de Villa Clara, no centro de Cuba.



Montes de Oca foi notificado do julgamento na tarde de 24 de setembro, poucas horas depois de solicitar um certificado de sanção do Tribunal de Camajuaní, onde queixou-se do preço do documento, informou Manolo Sarduy, do Movimento Reflexão. René Montes de Oca foi julgado pelo delito de desacato ao Tribunal, e a sentença poderá ser apelada dentro dos dez dias seguintes ao despacho.



As autoridades permitiram a entrada ao julgamento apenas do pai, da mãe, da esposa e de uma irmã do líder opositor, e impediram que conhecidos e dissidentes pacíficos estivessem a menos de 50 metros do lugar. “Parecia que estávamos em estado de sítio pelo deslocamento policial e de agentes do Departamento de Segurança do Estado”, disse Manolo Sarduy, que assegurou haver divisado ao menos dois carros da Polícia Política com chapa da Cidade de Havana.



René Montes de Oca foi conduzido à prisão vilaclarenha, conhecida como “O pré”, onde recolhem aos que esperam julgamento ou confirmação de sentença.



Fonte: www.cubanet.org



BRUTAL GOLPE EM CUBANOS DETIDOS NO CENTRO DE REFUGIADOS DE NASSAU, BAHAMAS



No dia 1º de outubro de 2004, fui chamado por telefone desde o Centro de Detenção de Refugiados de Nassau, nas Bahamas, para informar-nos de que horas antes os guardas do Centro empreenderam golpes contra os cubanos René Mendoza e Jorge Luis Conde, detidos no tal lugar. A agressividade foi tanta, que os agressores tiraram suas pistolas e, apontando-as para suas cabeças, lhes gritaram que os iam matar. Depois de agredí-los diante de todos, os levaram para um quarto isolado onde, segundo eles, costumavam golpear os refugiados. Ao perguntar-lhes qual havia sido o motivo para tal, nos disseram que “nenhum”. “Aqui os guardas não necessitam de motivos para golpear-nos”, acrescentaram.



Isto ocorre três dias depois de eu haver regressado das Bahamas, conjuntamente com Reinaldo García e de haver recebido uma denúncia da parte do grupo dos 7 cubanos ativistas do 30 de Novembro, acerca da terrível situação em que vivem os “reclusos” nesse campo de concentração, como usualmente o chamam. Não havia acabado de transcrever o documento-denúncia que me entregaram pessoalmente, quando recebo esta notícia que nos encheu de consternação.



A chamada foi feita por Frank García Llerena, que chegou no mês passado ao acampamento conjuntamente com mais 6 ativistas do Partido Democrático 30 de Novembro “Frank País”. Eles tiveram que abandonar a Ilha precipitadamente, uma vez que eram procurados pela Segurança do Estado. Agora, em terras supostamente de liberdade, estão surpresos e indignados pelas violações aos direitos humanos que se cometem nesse Centro.



O Comitê de Ajuda aos Ativistas de Direitos Humanos (CAHRA) denuncia todos estes atropelos e pede a todas as organizações cubanas que também o façam. Há que estabelecer contato com os congressistas cubano-americanos e com todos os que se sintam comprometidos com o respeito aos direitos humanos, para fazer as denúncias correspondentes. É necessário que os organismos de direitos humanos dirijam-se ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados do Caribe, paraque faça respeitar os direitos humanos no Centro de Detenção de Refugiados de Nassau, Bahamas.



O governo das Bahamas deve explicar porquê cometem-se estes atropelos sob sua jurisdição e os organismos internacionais de refugiados devem exigir tal explicação.



Luis Israel Abreu

Diretor Executivo

Comitê de Ajuda aos Ativistas de Dereitos Humanos



Fonte: NetforCuba Internacional - www.netforcuba.org



Traduções: G. Salgueiro



quarta-feira, 29 de setembro de 2004

Confome eu prometi ontem, o Notalatina traz hoje informações sobre a Venezuela, com dois artigos: um de um amigo, Patricio Rubio, sobre a falácia do “Fome Zero” (nem todo mundo lá fora é idiota; há pessoas com muitos neurônios ativos e olhos que vêem) e o outro do Gen. Enrique Medina Gómez, por quem nutro grande admiração pela inteireza de caráter e corência de ações.



Mas não é só isso. Há informações sobre os bastidores da canalhice reinante no “reino do Chapolim de Miraflores”, “El Comandante Chávez”, que comenta-se à boca miúda nas ruas venezuelanas mas os jornais pouco ou nada dizem a respeito.



E, finalmente, vem de Cuba um estudo acerca do índice de suicídios na Ilha-Cárcere – assustador -, digno de uma reflexão mais detida se se quiser, de fato, entender o estado da alma de um povo que vive sob a constante opressão de um monstro tirano, há malditos 45 anos, ininterruptos. O estudo é da Organização Mundial de Saúde, órgão da ONU e está um pouco defasado no tempo mas, ainda assim, dá para se fazer uma projeção aos dias de hoje.



Por hoje é só. Fiquem com Deus e até amanhã!



FOME ZERO



Patricio Rubio



O presidente Lula lançou desde sua tomada de posse, um programa social com o demagógico nome de “Fome Zero”. O objetivo anunciado pelo programa é encomiável porém, a maneira de consegui-lo é equivocada e, provavelmente, aumente a fome. Vejamos: dar alimentos como esmola aos que têm fome, não soluciona nada. Nas mesmas fotos do Governo observam-se mulheres famintas e mal alimentadas com 4 ou mais filhos.



A primeira pergunta é: Por que a mulheres que não podem alimentar-se a si mesmas, se lhes permite ter tantos filhos? Outra questão importante é: Por que não pode alimentar-se a si mesma? Claro, não há empregos disponíveis para pessoas com as habilidade que elas têm, ou seja, que a educação que receberam foi péssima. Não lhes ensinaram a ganhar a vida. É óbvio que recebendo alimentos de brinde, não soluciona sua falta de educação, nem o problema da fome, pois quando deixar de receber os alimentos de presente, a fome voltará de novo.



Pede-se para resolver o problema da fome, ajuda dos países chamados “ricos”. Lá há dois problemas graves que não foram considerados. Esses problemas são o roubo de recursos por funcionários dos países “pobres”. No caso do Brasil, quantos funcionários de governos anteriores foram julgados e condenados por apropriar-se de dinheiro do governo? E do Governo de Lula, quantos foram julgados e condenados pelo mesmo? Em lugar de pedir esmola aos países ricos, soa muito mais lógico imitar as leis desses países que lhes têm permitido desenvolver-se.



Claro que para os comunistas isso soa como um anátema; eles, em lugar de aceitar a causa real do fracasso do comunismo, porque a economia marxista não funciona, agora atribuam a culpa do fracasso a quem adoravam antes, o criminoso Stalin.



Em lugar de deixar a educação livre e o Estado dá-la aos que não podem pagá-la, em todos esses países pobres as escolas são reguladas e os controles o faz o Estado. Como o roubo dos recursos públicos é comum em todos os países com fome, os que mandam se ocupam de que, através de a ou b, a Justiça não seja rápida, ativa e cega.



NOTÍCIAS ENCOBERTAS DO GOVERNO VENEZUELANO



Um grupo de 5 soldados venezuelanos e um engenheiro da PDVSA foram assassinados por um destacamento de irregulares colombianos. Segundo o Ministro da Defesa colombiano, foram membros das FARC. Como Chávez é amigo das FARC, o Ministro da Defesa venezuelano disse que “provavelmente” foram Paramilitares colombianos.



Parece que na Venezuela há 16 acampamentos da Guerrilha colombiana, onde se recuperam dos danos causados pelo Exército colombiano, e adestram os Guerrilheiros chavistas da Frente Bolivariana de Libertação (FBL) que, segundo Chávez não existem, porém que extraem comunicados na VEA, o jornal de Chávez.



OPOSIÇÃO... A QUEM?



O sabor amargo que deixou em todos nós o evento de 15-A, não é apenas produto do resultado fraudulento, mas também tem a ver com as dúvidas, acrescentadas ao longo destes últimos dias, que recaem na direção opositora. São muitas as perguntas sem respostas e muitas as ações e comportamentos que parecem não ajustar-se à verdadeira essência do que politicamente queremos fazer, e que é motivo de tanta controvérsia e a razão mesma de luta de tantos venezuelanos: derrotar uma tirania.



Já pouco importam as explicações sobre o porquê se aceitou, tão de boa-fé, acorrer a um processo que nasceu, cresceu e finalizou viciado. Sabemos de sobra o resultado obtido com as cedulações massivas, com a rápida nacionalização de milhares de estrangeiros, da aquisição de determinadas máquinas de votação e “caça digitais” sem processo de licitação e controle de nenhum organismo, da migração intencional de votantes para centros de votação de difícil acesso, e paremos de contar. Isso telegrafava claramente a intenção do regime e os resultados que cabia esperar. Todavia, apesar de todos estes indícios, a atitude do governo e a grosseira interferência do CNE, obstinadamente se insistiu em negociar antes de confrontar de uma vez, o modelo totalitário que pretende impor-se.



Insolitamente, insiste-se em continuar atuando de acordo com os interesses oficialistas, alegando-se que é para manter espaços democráticos? Isto é insólito porque já faz tempo que na Venezuela o conceito de democracia deixou de ter o significado com o qual nos identificamos. Nos assombra observar uma choradeira permanente que em nada contribui para dar saída ao problema. Voltamos a dar espaços e tratar de colocar de novo dentro da situação, da qual saíram rápida e com assombroso alívio para eles, a OEA e o Centro Carter, que demonstraram sobejamente, o que tinham vindo fazer em nosso país.



O importante agora é reconhecer que a revolução Chavista não teve escrúpulos em utilizar qualquer argúcia para manter o poder e continuarão fazendo. Entretanto, reforçam a matriz de opinião internacional do caráter democrático do governo e para isso gastam grandes quantidades de dinheiro fazendo propaganda, pagando anúncios, contratando lobbistas e enviando representantes especiais a quase todos os continentes. Porém, para complementar sua argumentação também necessitam de uma oposição. Isso sim, uma que atue de acordo com os interesses governamentais e não ponha em risco a consolidação revolucionária. Lamentavelmente, esse caminho o tomou a direção opositora, fazendo a cama ao regime para que se legitime internacionalmente e fazer parecer nossos reclamos e luta pela liberdade e democracia, como um tropicalíssimo próprio destes países e de gente que resiste a perder seus privilégios.



Ninguém deve duvidar de que o regime utilizará os mesmos ou outros mecanismos de fraude nas próximas eleições regionais para ganhar, apesar do que dizem agora as pesquisas.



Já se demonstrou a eles mesmo e a nós, o que podem fazer. Impõe-se, então, assumir uma atitude séria, de confrontação e deixar de uma vez por todas de fazer o jogo do Governo



28 de setembro de 2004.

Enrique Medina Gómez

General de Divisão do Exército



Fonte: www.gentiuno.com



OMS: CUBA É O PAÍS DA AMÉRICA LATINA COM MAIOR ÍNDICE DE SUICÍDIOS



Em 1996 tiraram a própria vida, na Ilha, 2.015 pessoas. Delas, 703 tinham entre 25 e 44 anos e 241 eram jovens com idades entre 15 e 24 anos.



Cuba é o país da América Latina com maior índice de suicídios, revelou um informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado esta semana.



“Na América Latina Cuba destaca-se em primeiro lugar, com uma alta taxa de suicídio, em segundo lugar o Brasil e a Colômbia em terceiro lugar”, disse Jesús Ramón Gómez, psicólogo e diretor da Fundação Amor à Vida, uma Organização Não Governamental colombiana dedicada à prevenção do suicídio, informou a BBC.



Não obstante, a OMS – uma agência das Nações Unidas – afirma que a América Latina é uma das regiões com taxas mais baixas de suicídio. O mesmo ocorre em países muçulmanos e alguns asiáticos; os índices mais altos registram-se no Leste Europeu.



Quanto à Ilha, os últimos dados que o informe recolhe são do ano de 1996, quando 2.015 pessoas tiraram a própria vida. A maioria delas (1.354) era homens e 241, jovens entre 15 e 24 anos. A cifra mais alta dos suicídios registrados em 1996 (370), correspondeu a pessoas entre 35 e 34 anos. A este grupo seguiu-se o das idades compreendidas entre 35 e 44 anos (333) e a este, o dos maiores de 75 anos (289).



O informe da OMS incluiu tabelas sobre o comportamento da taxa de suicídios em Cuba entre 1963 e 1996. No primeiro ano, a taxa foi de 10.2 po cada 100.000 habitantes. No último, a cifra havia subido para 18.3. O pior ano dos assinalados no documento foi 1992, com uma taxa de 21.3 suicídios por cada 100.000 habitantes; seguiu-se 1995, com 20.3.



Segundo a OMS, a cada 40 segundos alguém tira a própria vida no mundo. Os suicídios são quase a metade de todas as mortes violentas que se produzem e estão acima dos homicídios e as mortes em guerras. “Falar de suicídio acima de três para cada 100.000 habitantes, deveria ser um fator que acendesse todos os alarmes sociais”, disse Jesús Ramón Gómez à BBC.



O experts têm alertado sobre o fato de que para cada suicídio que se concretiza, podem até produzir-se 20 tentativas falidas que provocam lesões, hospitalizações e traumas emocionais. O responsável pela área de transtornos mentais e cerebrais da OMS, José Bertolote, afirmou que, se se considera este dado, alguém tenta suicidar-se a cada segundo.



Em nível mundial, o suicídio representa 1.4% da carga de morbidade e seus efeitos psicológicos e econômicos repercutem fortemente e por longo empo no entorno da vítima. Bertolote explicou que, contrariamente ao que muitos pensam, a pobreza não é um fator de risco em si mesma, senão que são bem mais circunstâncias como a perda do emprego, e a conseqüente deterioração do nível de vida as que levam as pessoas à depressão, a perder sua auto-estima e o desejo de viver. “O suicídio não é inveitável, pois a maioria das pessoas que o tentam, na realidade não desejam morrer, senão, poder viver como querem”, comentou por sua parte o presidente da Associação Internacional para a prevenção do Suicídio, Lars Mehjum, segundo citou EFE.



Mehlum sublinhou a importância da prevenção médica e de tratamento preventivo nos casos de depressão que podem conduzir a tentativas de suicídio.



Fonte: NetforCuba International - www.netforcuba.org



Traduções: G. Salgueiro





terça-feira, 28 de setembro de 2004

Após vários dias sem atualizar o Notalatina, por questões de saúde, volto hoje com toda a indignação de que meu espírito é capaz, diante de tanta vilania e barbaridade cometida contra seres humanos pacíficos que apenas reclamam o direito à LIBERDADE e uma vida digna.



É claro que estou me referindo a Cuba e aos inúmeros presos de consciência que padecem – e apodrecem - sob o chicote de monstros inumanos, nos cárceres do abjeto “Coma-Andante” Fidel Castro.



A América Latina sangra, ela inteira, sob a ascenção do castro-comunismo que se alastra como fogo em mata seca. A corrupção, os conchavos com terroristas e a internacionalização dos países em quase toda a América Latina estão acontecendo bem debaixo de nossos narizes, mas hoje quero dedicar-me apenas aos presos-políticos cubanos, pois as notícias que me chegaram de lá são alarmantes, deprimentes e impossíveis de ler e calar, sob pena de me tornar cúmplice destes crimes. Amanhã trago as notícias de que me referi sobre os outros países.



São apenas três, as notícias sobre os presos, mas uma delas nos fala de uma exposição que será feita em Estrasburg, em homenagem ao poeta e escritor Raúl Rivero, e que está sob a coordenação de dois jornalistas que foram correspondentes em Cuba e expulsos – óbvio! –, por terem revelado ao mundo os horrores da ditadura maldita do abutre do Caribe. Refiro-me a Corinne Cumerlato e Denis Rousseau, autores da obra “A Ilha do Dr. Castro” que foi quase como uma bíblia para mim, no início de meus estudos sobre o que se passava naquela ilha paradisíaca, transformada no maior campo de concentração e presídio do mundo.



Rogo a Deus que tenha misericórdia desses pobres homens jovens, adultos ou mesmo os já entrando na velhice, como é o estúpido caso do economista e escritor Oscar Espinosa Chepe, cuja saúde inspira enormes cuidados e pela qual eu temo e choro, sinceramente. Lembro, antes da abominável “Primavera Negra de Cuba”, dos excelentes artigos escritos por Chepe ou os belos poemas de Rivero, agora silenciados à força de uma ação espúria, demoníaca, plena de inveja, incompetência e ódio.



Bem, se Deus me permitir e me der forças, amanhã o Notalatina volta ao seu ritmo normal, afinal, meus problemas são, sem sombra de dúvida, menores dos que esses que me chegam ao conhecimento e cumpre-me denunciar. Outro dia eu li alguma coisa que dizia mais ou menos que o mundo não era tão ruim por causa das ações dos homens maus, mas pela omissão dos bons. Não me julgo boa, tampouco má, mas não quero pecar pela omissão. Por isso, elegi este espaço para gritar aos quatro ventos toda a podridão e miséria humana que é praticada pelos comunistas, e que canalhamente se omite da população.



Todas essas informações me chegaram através do incansável trabalho do meu amigo Pablo, cujo site recomendo com veemência a todos que queiram inteirar-se da situação monstruosa que padecem os presos políticos cubanos; vão lá! http://www.payolibre.com/presos.htm, ou para conhcer a situação e ver a foto dos que cito nesta edição, segue após a nota o link correspondente.



Fiquem com Deus e até amanhã!



CHAMADO URGENTE: SALVEMOS LUIS ENRIQUE!



Tomado de PENHACUBANA/CANARICUBANOTICIAS em 27 de setembro de 2004.



Luis Enrique Ferrer García, um dos mais jovens dos Prisioneiros da Primavera de Cuba (com 28 anos de idade; o mais novo, Lester, tem apenas 27 anos) e o de mais alta condenação de prisão, declarou-se em greve de fome. Segundo pode comunicar o próprio Luis Enrique à sua esposa Milka, mãe de sua filhinha de um ano e meio, Maria Libertad, ele estará em greve de fome “até o final”.



Esta decisão foi tomada, não obstante nossas recomendações e as de sua família para que não o fizesse, porém devido ao tratamento sádico e os golpes que tem recebido, viu-se obrigado a tomar esta dramática decisão. Luis Enrique foi transferido no mês de agosto para a chamada Prisão Juvenil de Santa Clara. Estando lá, foi selvagemente golpeado por sete oficiais da Segurança do Estado e da Prisão, arrancando-lhe as roupas do corpo à força até deixá-lo completamente nu.



Hoje ele comunicou à sua esposa que um dos guardas lhe apertou fortemente pelo pescoço, lhe maltratou e ameaçou gravemente na cela de castigo em que se encontra. A este prisioneiro quiseram recolher com prisioneiros comuns, muito perigosos, e seu protesto foi castigado com esta jaula, onde se encontra agora.



Finalmente, sua esposa nos informa que Luis Enrique denunciou que, no dia de hoje, tiraram o que lhe pareceu ser o cadáver de um prisioneiro que enforcou-se, depois de haver recebido no dia anterior um violento e humilhante golpe por parte dos guardas da penitenciária.



Denunciamos este tratamento macabro e cruel nas prisões cubanas e chamamos a defender a vida de Luis Enrique Ferrer, a quem não abandonaremos em nenhuma circunstância. Ele encontra-se injustamente encarcerado, apenas por promover o Projeto Varela. Luis Henrique é o coordenador do movimento Cristão Libertação e do Projeto Varela na cidade de Las Tunas e foi sentenciado a vinte e oito anos de prisão, quando, durante o julgamento, convidou os membros do Tribunal a assinar o Projeto Varela.



Oswaldo José Payá Sardiñas

Coordenador do Movimento Cristão Libertação



MÁS INFORMACIÓN SOBRE LUIS ENRIQUE FERRER GARCÍA



ROGAM AO PAPA, AO REI, A MANDELA E A ANNAN QUE INTERCEDAM POR UM PRESO POLÍTICO MUITO ENFERMO



A mãe e a esposa do preso político cubano Oscar Espinosa Chepe – condenado a 20 anos de cárcere em um dos julgamentos sumaríssimos que seguiram à onda repressiva de março de 2003 -, solicitaram ao Papa, a Nelson Mandela, ao Rei Juan Carlos e a Kofi Annan, assim como a vários governos que mediem para conseguir a “libertação imediata” dele, dado seu precário estado de saúde.



“A vida de Oscar Espinosa Chepe corre perigo, ao complicar-se progressivamente seu deteriorado estado de saúde, sem que receba a atenção médica adequada, nem sua família tenha acesso aos médicos e ao tratamento que podem lhe estar aplicando”, afirmam na missiva Clara Chepe e Miriam Leiva, mãe e esposa respectivamente deste economista independente de 63 anos, condenado a 20 anos de reclusão, pelos tribunais da ditadura comunista cubana.



Espinosa encontra-se atualmente internado no hospital da prisão de segurança máxima Combinado del Este (Havana). Segundo referem em seu escrito Clara Chepe e Miriam Leiva, ele padece de um câncer de pele, cirrose hepática, hipertensão arterial e hérnia de hiato, além de problemas de próstata.



“Resulta indispensável a liberdade imediata de Oscar Espinosa Chepe, pois seus padecimentos complicam-se sem que conte com as condições requeridas”, acrescentam. Por isso, rogam aos dignatários receptores da missiva que intercedam “para que Oscar possa prolongar um pouco sua vida ou, ao menos, viver o pouco tempo que lhe resta em liberdade”.



PARA MÁS INFORMACIÓN SOBRE OSCAR ESPINOSA CHEPE



CONTINUA FUSTIGAMENTO CONTRA RAÚL RIVERO



CIENFUEGOS, 20 de setembro – (Marvin Hernández Monzón, Cuba Press/www.cubanet.org) – As autoridades carcerárias mantêm o fustigamento contra o poeta e jornalista Raúl Rivero Castañeda, em Canaleta, cárcere de segurança máxima de Ciego de Ávila, cidade do centro-oriente cubano.



Em 19 de agosto o oficial do Departamento de Segurança do Estado (DSE), Ariel, sacudiu e empurrou o intelectual. Desde então, dois réus comuns de um destacamento distante do de Rivero Castañeda chegam até sua cela para provocá-lo.



De acordo com a informação de Blanca Reyes, esposa do escritor cubano, os réus convidados Eduardo Díaz Pérez e Carlos Cruz Seguí, de quem se sabe terem familiares em postos governamentais, não têm obstáculos para ir até a cela do poeta e lançar suas invectivas.



Por outro lado, Blanca Reyes assinala que seu marido perdeu 80 libras de peso corporal (cerca de 36 kilos) e está se queixando de dispnéia e tosse permanente, como conseqüência do enfisema pulmonar de que padece, nas condições inadequadas da prisão onde o mantêm desde abril de 2003, junto com o impedimento de que receba os medicamentos que ela lhe leva.



Raúl Rivero Castañeda, de 58 anos, escritor, jornalista e autor de vários livros de poesia, é diretor da agência independente de notícias Cuba Press, e cumpre uma sanção de 20 anos de prisão.



PARA MÁS INFORMACIÓN SOBRE RAÚL RIVERO



COMUNICADO DE IMPRENSA

Estrasburg, 16 de setembro de 2004



O município de Estrasburg dedica a exposição “A Liberdade guiando o povo”, de Eugéne Delacroix, AO POETA ENCARCERADO RAÚL RIVERO.



Quarta-feira à noite, o presidente da Comunidade Urbana de Estrasburg, Robert Grossmann, dedicou ao poeta cubano Raúl Rivero, sentenciado a 20 anos de cárcere, a exposição do célebre quadro de Eugéne Delacroix “La Liberté guidant le peuple”, que estava inaugurando.



Esta obra maior do pintor francês pertence ao museu do Louvre de Paris, que a emprestou a título excepcional ao museu das Belas Artes de Strasburg, capital do Parlamento europeu e da Corte européia dos direitos humanos.



Destacando a carga simbólica dessa gigantesca composição, pintada em 1830 quando Delacroix em pessoa participava da revolução que tirou Carlos X do trono da França, o Presidente da CUE aludiu à situação dos opositores pacíficos de Cuba, condenados ao cárcere por uma revolução que traiu os ideais da Revolução Francesa.



Essa exposição ficará aberta até 12 de dezembro de 2004, no Palácio dos Rohan da cidade. A Junta de Estrasburg apadrinha o poeta e jornalista cubano desde seu encarceramento, por iniciativa da organização Repórteres Sem Fronteiras.



Contato: Collectivo Solidariedad Cuba Libre

Corinne Cumerlato e Denis Rousseau



CAMPANHA CUBANA PELA LBERDADE DE PRISIONEIROS DE CONSCIÊNCIA



Fonte: http://www.payolibre.com/presos.htm



Traduções: G. Salgueiro





quarta-feira, 15 de setembro de 2004

O Notalatina está sendo divulgado hoje em Edição Especial, para dar conhecimento sobre este Manifesto que pede JUSTIÇA para o vergonhoso escândalo do massacre da AMIA, cujos autores estão impunes, rindo e gozando de plena liberdade há 10 anos .



Leiam, divulguem, assinem a petição sem medo!



Desde já, muito grata!



G. Salgueiro



PETIÇÃO PARA REVISÃO DO CASO “AMIA”



Em julho de 1994, a sede da Associação Mutual Israelita Argentina, a Amia se tornava palco de um dos mais terríveis atentados suicidas da história.



Hoje, dez anos depois, a justiça argentina volta a cometer um crime contra a memória das 85 vítimas fatais - afora os inúmeros feridos - ao considerar ilegal o processo de julgamento dos suspeitos de serem responsáveis pela barbárie.



Vamos lutar para mudar este quadro! A impunidade gerou mais e maiores atentados terroristas. Esta na hora de dar um basta! Una-se a outras milhares de pessoas e assine o manifesto em anexo, que será enviado para a embaixada da Argentina no Brasil, pedindo a imediata revisão do caso.



Você pode fazer a diferença! Colabore!



Num desfecho inesperado, surpreendente e vergonhoso para nosso país vizinho, sua justiça simplesmente decidiu que a "ata de investigação" de 1995 não tinha validade, portanto TUDO o que foi apurado e investigado nesta ata – a original do ataque de julho de 1994 – e TUDO o que foi investigado e apurado depois dela não era válido e não podia ser usado em tribunal.



Sendo assim, o maior processo judicial da história, com mais de 200.000 laudas e milhares de horas de gravação, onde certamente várias verdades estão postas a limpo, acabou sendo a maior vergonha decidida por um tribunal. Com sua decisão, os magistrados declararão que todos os investigadores policiais e dos Serviços de Inteligência da Argentina e dos países que cooperaram nas investigações, como Brasil, Paraguai e Uruguai, são incompetentes e as provas e depoimentos colhidos por eles simplesmente não existem!



A omissão quando do atentado à Embaixada de Israel na Argentina, em 1992, acabou por gerar o Caso Amia.



A impunidade no Caso Amia deu a certeza aos terroristas de que eles estavam livres para atacar a democracia, os valores ocidentais, espalhar o horror e o anti-semitismo em qualquer país, a qualquer hora, com a certeza de escaparem livres.

Se o mundo tivesse combatido vigorosamente os perpetradores e apoiadores dos atentados na Argentina, talvez os ataques no WTC, Atocha, Bali e Beslan jamais tivessem ocorrido.



O encerramento do caso na Argentina, sem a devida punição aos responsáveis, bem como a deslegitimação de provas para proteger membros do alto escalão, que aparentemente estavam envolvidos indiretamente no crime, dando proteção e acobertamento aos terroristas, só pode atrair e gerar mais atos violentos.



As assinaturas e comentários serão entregues na Embaixada da Argentina que enviará ao seu governo. Faça sua voz ser ouvida. Junte-se a nós!



Chegou a hora de dar um basta na impunidade e fazer justiça! Em nome da democracia, no combate ao anti-semitismo, ao terrorismo, e por uma sociedade mais justa e melhor, assine você também.



[Assinar] [Ver assinantes]



segunda-feira, 13 de setembro de 2004

O Notalatina abre a semana com um chamado à todas as pessoas de boa-vontade do mundo, através do apelo da esposa do poeta e jornalista Raúl Rivero, condenado injustamente do mesmo modo que outros 75 dissidentes cubanos, naquela onda repressiva de março do ano passado que ficou conhecida como a “Primavera Negra de Cuba”.



Em abril deste ano, Rivero foi condecorado com o Prêmio UNESCO Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa, o qual não teve o direito de receber, tampouco sua esposa foi liberada pelo “dono da ilha, da vida e da morte do povo cubano”, Fidel Castro, para recebê-lo em seu lugar.



Hoje eu explicava para um amigo a diferença entre não poder comprar numa loja aqui no Brasil, por não se ter dinheiro suficiente e não se ter “permissão” de coisa alguma, de não dispor de liberdade sequer de pensar e expressar seu pensamento, porque o “dono” de Cuba cassa toda a liberdade que esteja fora daquilo que ele estabeleceu como “permitido”.



Rivero agoniza e sua poesia junto com ele. Mas ele não é o único a padecer de torturas as mais diversas e hediondas; no último informe denuncie aqui, através da carta de um outro preso político a forma animalesca com que são tratados os presos políticos. Há mais de 300 presos políticos apodrecendo e enlouquecendo nas masmorras cubanas e o mundo silencia cúmplice com este crime. E quanto mais o Abutre insepulto do Caribe comete atrocidades e vilanias, mais é endeusado e apontado como modelo de um “revolucionário vitorioso” contra o domínio do “império”.



Na seqüência, apresento uma nota antiga que fala do prêmio recebido por Raúl Rivero e a carta (no original em inglês) comunicando a premiação. A última nota é um chamado vindo da Venezuela, também no original, convocando a população para uma assembléia importante que acontecerá amanhã.



Por hoje ficamos com essas notas e minha homenagem ao grande poeta Raúl Rivero. Que Deus não permita o prolongamento da dor destes irmãos encarcerados, bem como do padecimento e torturas que sofrem seus familiares.



Fiquem com Deus!



CHAMADO DE LIBERDADE PARA RAÚL RIVERO



Compartilhamos com nossos lietores um comunicado que chegouaté a redação do Diario Noticuba Internacional, através de um participante de Literatura Cubana no Exílio, para que publicássemos uma petição de solidariedade para com Raúl Rivero, procedente de Luis Miguel García de Amezaga, Diretor do meio de comunicação EL VERSO QUE VIENE. SIGLO XXI, http://perso.wanadoo.es/kismi , meio para o qual Raúl trabalhou como colaborador antes de ser encarcerado.



O propósito é divulgar um comunicado de Blanca Reyes, esposa do poeta Raúl Rivero, para denunciar que seu esposo encontra-se neste momento em uma situação muito delicada de saúde física e moral, piorada pela situação de impunidade com que atuam os funcionários políticos dos cárceres cubanos e que é o seguinte:



Chamado de Blanca Reyes, esposa do jornalista Raúl Rivero à opinião pública internacional.



AOS INTELECTUAIS LIVRES DO MUNDO, À OPINIÃO PÚBLICA INTERNACIONAL



Por este meio, os familiares do jornalista cubano Raúl Rivero, que encontra-se preso nos cárceres de Cuba, cumprindo uma injusta condenação de 20 anos de privação de liberdade por exercer seu direito reconhecido universalmente à livre expressão, levantam suas vozes para denunciar à opinião pública internacional as torturas psicológicas e as humilhações às quais se lhe submete atualmente.



Os castigos aos quais se vem submetendo Raúl Rivero são plenamente conhecidos pelo governo cubano. Estes castigos incluem proibições de entrega de medicamentos imprescindíveis para suas afecções pulmonares e da circulação; proibição da visita conjugal que lhe tocaria no dia 11 de setembro.



A pressão permanente de um dos seus carcereiros, com um nível de ensinamento diabólico que só pode ser obra de planos superiores, para fazer-lhe sofrer mais ainda o fato de que a poesia está encarcerada.



Solicitamos a todos os escritores, artistas, jornalistas, cientistas, políticos e a todas as persanalidades sensíveis do mundo, além de todo tipo de ideologia, credo, raça ou distinção, que unam-se a este Chamado de Liberdade para Raúl Rivero que foi agraciado com o Prêmio Mundial de Liberdade de Expressão da UNESCO em 2004.



Blanca Reyes Castañon



Fonte: www. diarionoticubainternacional.com



RECEBEM O PRÊMIO OUTORGADO A RAÚL RIVERO



CanariCubanoticias



BELGRADO, 4 de maio de 2004 – O diretor geral da UNESCO, Koichiro Matsuura entregou ontem o prêmio da Liberdade de Imprensa a um representante do jornalista e poeta cubano encarcerado Raúl Rivero Castañeda.



A cerimônia teve lugar em Belgrado, onde a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) organizou este ano a celebração central do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.



Em nome de Rivero, que no ano passado foi sentenciado em Cuba a 20 anos de prisão, recebeu por ele o galardão o filho de sua esposa, o exilado Miguel Angel Sánchez Reyes.



Rivero foi sentenciado em abril de 2003, junto com outros 25 jornalistas, por “atos contra a independência ou integridade territorial do Estado” cubano. O juri do Prêmio UNESCO Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa decidiu em fevereiro passado galardonar Rivero, por seu valente compromisso com a informação independente.



Este galardão foi criado pela UNESCO em 1997, para render homenagem aos trabalho de pessoas, organizações ou instituições defensoras ou promotoras da liberdade de expressão, especialmente se arriscaram suas vidas para cumprir com sua missão. “O poeta e jornalista Raúl Rivero está preso em um cárcere a mais de 450 kilômetros da capital cubana, por querer exercer o direito à palavra em meio a um regime onde a palavra direito, nem mais liberdade, simplesmente não existe”, afirmou o representante do laureado na cerimônia de ontem.



“Agradeço à UNESCO por haver representado através do jornalista Raúl Rivero, a todos os que hoje em Cuba e no mundo defendem a liberdade das idéias e sua livre expressão. Este prêmio que simbolicamente reconhece esse esforço, deve também contribuir para tornar mais curto o prazo para que as portas dos cárceres cubanos abram-se e encerre a prisão do pensamento”, disse.



Sánchez informou que o governo cubano, “que limita a seu arbítrio o livre movimento de seus cidadãos”, impediu sua mãe, Blanca Reyes, de viajar à Belgrado para receber o prêmio em nome de seu esposo.



Matsura reclamou na cerimônia a libertação de Rivero e também a de U Wyn Tin, jornalista de Myanmar, premiado em 2001.



Por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, na capital da Sérvia e Montenegro, celebrou-se uma conferência internacional de dois dias sobre o apoio aos meios de comunicação nas zonas de conflito e nos países em transição.



Os mais de 150 jornalistas e experts que assistiram à reunião, aprovaram uma declaração conjunta na qual destacaram que a liberdade de expressão exige a existência de meios de comunicação independentes e pluralistas que possam informar livremente.



Em sua mensagem, Matsura destacou a importância-chave de uma imprensa independente e recordou aos governos que sua obrigação é “respeitar o direito dos meios de comunicação, para trabalharem em condições de uma razoável segurança”.



Fonte: CanariCubanoticias



United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization

Organisation des Nations Unies pour l'éducation, la science et la culture



The Director-General



Reference: DG/5/04/011



Dear Mr Rivero,



It is my great pleasure to announce that you have been awarded the UNESCO/Guillermo Cano World Press Freedom Prize for 2004.



This Prize was created in 1997 and is intended to “honour, each year, a person, organization or institution that has made a notable contribution to the defence and/or promotion of press freedom anywhere in the world, especially if this involves risk”, and consists of an object symbolizing the award and the sum of US$25,000.



I will present this Prize in Belgrade on 3 May, within the framework of an event to celebrate World Press Freedom Day. I am of course hoping that, in the meantime, you will regain your freedom and that your health will improve, so that you will be able to receive your prize personally on that occasion.



I congratulate you most warmly and look forward to hearing from you.



Yours sincerely,

Koïchiro Matsuura



Mr Raul Rivero

C/o Blanca Reyes

Peñalver # 466, 3er Piso, Apto 9

Entre Franco y Oquendo

Centro Habana

La Habana

Cuba



LAS ORGANIZACIONES NO GUBERNAMENTALES DEL ZULIA ESTÁN CONVOCANDO, CON CÁRACTER DE URGENCIA, A UNA ASAMBLEA DE CIUDADANOS, YA QUE EN VENEZUELA EL CONSEJO NACIONAL ELECTORAL HA CONSUMADO UN GOLPE DE ESTADO, TRATANDO DE DESTRUIR LA MORAL DEMOCRÁTICA DE LA SOCIEDAD CIVIL.



GRACIAS A LAS PRUEBAS Y HALLAZGOS APORTADOS POR EL DR. TULIO ÁLVAREZ, HA QUEDADO EN EVIDENCIA EL MANEJO FRAUDULENTO DEL REGISTRO ELECTORAL PERMANENTE, LO QUE CONLLEVA A LA ANULACIÓN DEL PROCESO REVOCATORIO PRESIDENCIAL (ARTÍCULOS 216 y 217 DE LA LEY ORGÁNICA DEL SUFRAGIO).



EN BASE A LAS IRREGULARIDADES DENUNCIADAS, QUEDA PLENAMENTE DEMOSTRADO QUE EN VENEZUELA NO SE PUEDEN LLEVAR A CABO MAS PROCESOS ELECTORALES HASTA QUE TODOS LOS VICIOS SEAN CORREGIDOS Y LOS DELITOS SANCIONADOS.



LOS CIUDADANOS EXIGIREMOS AL CNE EL DIFERIMIENTO DE CUALQUIER EVENTO ELECTORAL HASTA QUE SE NOS GARANTICE LA DEPURACIÓN DEL REP, ASÍ COMO EL CONTEO MANUAL Y PÚBLICO DE LOS VOTOS. SI EL ACTUAL CNE NO ESTÁ EN CAPACIDAD DE GARANTIZAR UNAS ELECCIONES DONDE SE RESPETE LA VOLUNTAD POPULAR, EXIGIMOS LA RENUNCIA INMEDIATA A SUS CARGOS.



TAMBIÉN REITERAMOS NUESTRO TOTAL RESPALDO A LOS SEÑALAMIENTOS EFECTUADOS POR ENRIQUE MENDOZA Y TULIO ÁLVAREZ, QUIENES ESTABLECEN CON ABSOLUTA CLARIDAD LOS ELEMENTOS QUE DEMUESTRAN EL FRAUDE ELECTORAL DEL QUE HEMOS SIDO VÍCTIMAS, Y POR ELLO SOSTENEMOS QUE EN NUESTRO PAÍS SE HA CONCRETADO UN GOLPE DE ESTADO PERPETRADO POR EL CNE.



FINALMENTE SE CONVOCA A TODO EL PUEBLO VENEZOLANO A ORGANIZARSE CERCA DE SUS RESIDENCIAS, CON EL OBJETO DE DIFUNDIR LA REALIDAD DEL FRAUDE Y PREPARARNOS PARA LOS ESQUEMAS DE TRABAJO, LUCHA CIUDADANA Y CONSTITUCIONAL QUE VENDRÁN.



LAS ONG DEL ZULIA



!!!TODOS SOMOS PROTAGONISTAS!!!



ASAMBLEA DE CIUDADANOS

MARTES 14 DE SEPTIEMBRE DEL 2004

LUGAR: COLEGIO NUESTRA SEÑORA DEL PILAR (MARACAIBO, EDO. ZULIA)

HORA: 6 DE LA TARDE ( 6 pm)



Enviado por la periodista Patricia Rincón





quinta-feira, 9 de setembro de 2004

O Notalatina traz em sua edição de hoje apenas duas notícias, ambas de Cuba, que mostram toda a perversidade de um regime que algumas pessoas teimam descaradamente em endeusar como sendo um modelo de perfeição e bondade, e que deve ser imitado por outros povos, sobretudo da América Latina.



Aqui apresentamos a face cruel e desumana das prisões cubanas, bem como das ações para se arrancar uma confissão de culpa a qualquer preço, através do depoimento por carta de um preso político. Toda a bestialidade e sadismo aqui descrito lembrou-me das revelações feitas pelo Pastor Richard Wurmbrand em sua obra Nos Subterrâneos de Deus, também ele uma vítima de um regime comunista na Romênia do século passado. A inumanidade é igual, pois as bestas são iguais aqui, ou em qualquer outro país onde reine o demoníaco Comunismo.



E a outra notícia revela a tragédia de sete cubanos que fugiram da ilha em 31 de agosto e tudo leva a crer que não conseguiram encontrar a liberdade tão desejada. Será que exemplos como esse que se repetem diariamente na ilha-cárcere, ainda não são suficientes para que se creia que aquilo lá é um inferno, que a vida é apenas um arremedo de existência e que a maldita revolução só gerou miséria, escravidão, opressão e morte?



Deixo-os com essas duas reflexões dolorosas mas necessárias para que se tenha a certeza de que é a uma vida assim que nos quer levar este governo de terroristas e criminosos de ontem, que não esqueceram seu passado nefasto e a passos muito largos estão nos levando a ser a “Cuba Continental” dos sonhos do abutre assassino-em-chefe, Fidel Castro.



Fiquem com Deus e até a próxima!



CARTA-TESTEMUNHO DO PRESO POLÍTICO PÉREZ FIDALGO



8 de setembro de 2004, Prisão Valle Grande, Havana – Carta enviada pelo preso polítco José Lorenzo Pérez Fidalgo, da prisão de Valle Grande, ao Presidente do Movimento Liberal Cubano, León Padrón Azcuy



29 de agosto de de 2004

Sr. León Padrón Azcuy (Hugo)



Hugo, desejo de todo coração que quando estas linhas cheguem a tuas mãos te encontres gozando de saúde em união de todos os meus irmãos do Movimento Liberal Cubano.



As mesmas são para dizer-te que me senti muito feliz e muito alegre ao receber tua carta e as de Labastida, Felipe e Roberto. Não sabes quanto orgulho e satisfação sentimos pelas mesmas.



Hugo, agora te direi tudo o passei no quartel general da Polícia Plítica do regime totalitário do ditador. Te contarei que, como nós não cometemos esse delito*, já que essa não era nossa linha política, uma vez que somos lutadores pacíficos, eles queriam nos imputar essa causa (romper vidraças), só porque somos opositores.



Como não quis assinar uma ata que me trouxe o Major Naser, onde me fazia responsável por todos os fatos, me algemaram as mãos por trás, até os pés, quer dizer, as mãos e os pés, porém por trás, como se fosse uma sela grande, e me jogaram em um buraco – só assim cabia – onde haviam baratas que caminhavam por todo o meu corpo. Era impossível tirá-las de mim, pela forma como estava algemado. Assim me mantiveram por 40 ou 50 minutos passando por tudo isto, sem contar a dor, que era insuportável. Isto me fizeram 4 ou 5 vezes.



Me chamavam para interrogatório, me algemavam as mãos à sela, punham o ar condicionado no frio máximo e me tinham aí por 3 ou 4 horas; depois vinha Naser, o instrutor do caso, e me dizia cinicamente: “ainda estás aqui? Olha para isso, parece um pingüim! Não vais assinar?” E eu lhe dizia: “eu não sou um pingüim, eu sou um ... e não vou assinar nada porque eu sou inocente”.



Um dia chegaram na cela número 10 – que era onde eu estava – e me disseram: “392 prepare-se” – este é meu número -, e me levaram para a enfermaria, auscutaram, me tomaram a pressão, disseram que tinha a pressão alta. Trouxeram um líquido para que o tomasse, eu me neguei dizendo que nunca havia padecido de pressão alta; então, me algemaram as mãos e os pés e alguém me apertou a boca e o Major Naser me despejou o líquido. Daí em diante não lembro de mais nada.



Me disseram, os que estavam na cela comigo, que me trouxeram como em uma hora e que eu vinha drogado, que os guardas me trouxeram quase carregado e me jogaram em minha cama e que a eles disseram que eu havia tido um ataque epilético, coisa esta que eu nunca padeci. Assim estive quase dois dias bobo, fora do mundo, e a estas alturas, por muito que queira recordar o que sucedeu depois que me obrigaram a tomar a beberagem, não posso lembrar nada.



Bem, irmão, mais adiante te conto mais, já que ainda me resta muito para contar-te.



Hugo, tenho envios para Melena del Sur, Las Cañas, Arquita, Artemisa e Surgidero de Batabanó.



Lhes diz até logo seus irmãos Lorenzo e Alexis**, desejando-lhes abrazos e lembranças para todos os irmãos do Movimento Liberal Cubano, que não desfaleceremos jamais.



José Lorenzo Pérez Fidalgo, preso político, detido desde 5 de julho, acusado, injusta e arbitrariamente, por um suposto delito de sabotagem. É Coordenador das províncias ocidentais do Movimento Liberal Cristão e integrante da Executiva Nacional.



* O delito de que são acusados Lorenzo e Alexis, é de terem jogado pedras e provocado danos ao Joven Club de San Miguel del Padrón e em uma Loja Arrecadadora da Divisas na mesma localidade havanera, em um dos freqüentes apagões.



Detidos enquanto dormiam placidamente em suas casas, as autoridades não puderam apresentar prova alguma que os incrimine. Estão sob detenção nos calabouços de Villa Marista, sede da Polícia Política cubana, à espera de que os processem e condenem. (G.S.)



** Alexis Triana Montesinos, preso político, detido desde 5 de julho, também acusado do suposto delito de sabotagem, é Representante da juventude liberal do Movimento Liberal Cristão.



Outros artigos sobre o caso



MLC apoya campaña de Amnistía Para Los Prisioneros Políticos Cubanos

Los liberales a la cabeza en la agenda represiva del régimen

DENUNCIA DEL MOVIMIENTO LIBERAL CUBANO (MLC)



CAMPANHA CUBANA PELA LIBERDADE DE PRISIONEIROS DE CONSCIÊNCIA



Fonte: www.PayoLibre.com



DESAPARECE NO MAR UM GRUPO DE SETE CUBANOS



Pablo Alfonso para El Nuevo Herald



Um grupo de sete cubanos que saiu da ilha há uma semana encontra-se desaparecido, enquanto outros 24 foram recolhidos no domingo, por um cargueiro que dirige-se às Bahamas, informaram familiares em Havana e o Serviço de Guarda Costeira de Miami.



Segundo uma parte da imprensa difundiu ontem, o Serviço de Guarda Costeira recebeu informação na véspera de que um grupo de cubanos possivelmente havia naufragado, e encontrava-se em Cayo Lobos, pertencente às Bahamas, e pode confirmar mais tarde que “o cargueiro Bahamas Pride havia recolhido os 24 cubanos, que encontravam-se em boas condições”.



O grupo foi transferido em seguida aos guarda-costas das bahamas, que os levaram para Nassau. “Este tipo de viagem é extremamente perigosa e especialmente em meio a uma tormenta”, afirmou o capitão, David Durham, Chefe de Busca e Resgate do Dsitrito Sete do Serviço de Guarda Costeira de Miami.



Ontem não havia confirmação se entre os náufragos recolhidos em Cayo Lobos encontravam-se os sete cubanos desaparecidos, que saíram da ilha no passado 31 de agosto, justo quando o furacão Frances começava a açoitar as Bahamas com ventos de até 145 milhas por hora.



“Nós os estivemos procurando com helicópteros, aviões e até com um C-130, sem resultados até agora”, disse um oficial do Serviço de Guarda Costeira em Miami, que pediu para não ser identificado. “Vamod continuar essa busca e esperamos que não tenha acontecido o pior”, acrescentou.



O grupo de desaparecidos é integrado por Mario Paneca Rodríguez, de 36 anos; Alejandro Llerena Romero, 35; Pedro Batista Méndez, 45; David Martínez Fernández, 35; Jorge Luis Conde Morales, 32; Axel Emilio Rondón Herrera, 32 e Frank García Llerena, 36. Os sete foram identificados como membros do opositor Partido Democrático 30 de Novembro, e segundo seus familiares saíram do povoado de Cojímar, na costa norte da cidade de Havana.



“Não temos notícias deles e tememos por suas vidas”, disse a El Nuevo Herald, de Havana, Anayka Paneca Román, que tem no grupo seu marido e seu pai. Paneca disse a El Nuevo Herald que seu esposo, Frank García, esteve um ano encarcerado na prisão Melena del Sur, sob acusações de “ofensa à figura do Comandante em Chefe, desacato e desordem pública”. Foi posto em liberdade em janeiro de 2003, sem que se tivesse celebrado julgamento.



“Ele foi ao Escritório de Interesses dos Estados Unidos para pedir visto como refugiado, porém lhe negaram e ele estava numa situação muito difícil”, indicou Paneca. “Outras cinco pessoas que estiveram na mesma causa que ele receberam esse visto”, acrescentou.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Traduções: G. Salgueiro



segunda-feira, 6 de setembro de 2004

O Notalatina inicia a semana com um aviso importante. Por razões pessoais, não será mais possível a atualização diária como vinha sendo desde que o retomei em maio deste ano. Eu havia assumido um compromisso com meus fiéis leitores, a maioria deles de fora do Brasil e sobretudo comigo mesma, de atualizá-lo diariamente com notícias e informes que sei não serem acessíveis facilmente, considerando a auto-censura conchavada nas redações dos jornais do país.



Lamentavelmente, não está sendo possível cumprir com minha propositura e espero contar com a compreensão de todos. Sempre que houver atualização emitirei a Newsletter, como venho fazendo desde a inauguração deste blog. Poderá ainda acontecer de serem editadas matérias sem tradução, porque isso poupa um bocado de tempo e o que importa é divulgar aquilo que a mídia não quer que o povo saiba.



Hoje há um informe de Seprin, acerca do atentado da AMIA em Buenos Aires há dez anos, que foi originalmente escrito em 2000 mas reeditado hoje, considerando a vergonhosa e afrontosa absolvição dos acusados do atentado. É impossível não sentir-se chocado e agredido com este ato de impunidade em tão bárbaro massacre. E não falo isso por terem sido judeus as suas vítimas, mas por serem seres humanos como qualquer um de nós, judeus ou não.



Há ainda uma nota a respeito de um cubano que resolveu apoiar a candidatura de Kerry, cuspindo no prato que comeu, ou seja, entregando a amigos do mega assassino Fidel Castro, um país que o acolheu como filho e que deu-lhe a oportunidade de uma vida digna e livre, coisa que ele jamais poderia sonhar debaixo das botas do “dono da ilha”. E a coisa torna-se mais chocante quando sabemos que este senhor, Joe García, pertencia à dissidência cubana e foi diretor executivo da Fundação Nacional Cubano-Americana. Há pessoas que não têm preço; outras, vendem-se por um prato de lentilhas...



E para finalizar a edição de hoje, há umas notas curiosas ainda sobre a situação do RR da Venezuela, definido pelo CNE e aceito pelo mundo todo como válido e legal, mas cujas fraudes denunciadas ainda pairam no ar a espera de provas contundentes que desfaçam essa pantomima. Eu acredito que houve fraude sim, mas para o mundo é necessário que se apresentem provas irrefutáveis do que se afirma. Torço para que elas apareçam logo e que este gorila delinqüente seja varrido do país, pois o bravo povo venezuelano não merece isto.

Fiquem com Deus!



QUANDO A MENTIRA É A VERDADE



“O diário La Nación foi o único jornal “dos grandes” que não entrou no pacto de encobrimento”



Ahmad Behbahani (O DESERTOR IRANIANO – cujo nome não é esse...).

Abul Hasem Mesbashi (TESTEMUNHA C)



A TESTEMUNHA “C” MENTE - Simples: “Foi Menem quem culpou os iranianos do atentado da AMIA”, todavia, disse a testemunha “C”, que “o Irã pagou a Menem para frear a campanha de propaganda contra o Irã...” Antes havia mudado a declaração, dizendo que Menem não tinha nada a ver com o caso. Em outra declaração, meses antes, disse que Menem pagou para não lançar a culpa no Irã. (esta informação é do New York Times).



Com a descarada cara de pau que sempre o caracterizou, só comparável à idiotia dos que lhe deram crédito, quando se lhe assinalavam as contradições com as declarações das outras vezes, dizia que estas se deviam a “erros de tradução”. É de se destacar que no México, ao finalizar sua declaração (por iniciativa sua, alegando que estava doente), lhe foi lida a mesma e ele, totalmente de acordo com o conteúdo, assinou as 28 folhas da versão escrita, que agora desautoriza e/ou contradiz no essencial.



Do ponto de vista processual existe evidência suficiente para processar “C” por “falso testemunho agravado” e para solicitar sua extradição ao governo alemão para seu julgamento. Esperamos que esta declaração sirva para abrir alguns olhos, ao menos, senão teremos que concluir que realmente não temos cura e que tudo está irremissivelmente perdido”.



Qual é a relação entre ambos os “arrependidos”? Um mente, o outro o crêem mentiroso. Todavia, o mentiroso diz a verdade e o verdadeiro é um mentiroso. O primeiro nome é a famosa testemunha, falsa segundo a CIA e o FBI, que falou sobre os atentados do avião da Panam e referiu-se ao atentado da AMIA. Durante o mês de junho do ano 2000, os meios de comunicação internacionais mostraram a informação de declarações do iraniano arrependido, que muitos creram que era a testemunha “C”, porém não, não era ou ao menos seria um dublê; todavia observe estes detalhes:



Diário La Nación, 11 de junho de 2000 - “Apesar de que coincidem em que o Irã foi quem financiou e planejou o atentado contra a AMIA, a declaração da testemunha “C” e a de Ahmad Behbahani diferem em um ponto: enquanto este duvidoso arrependido iraniano (CBS) fala de que os executores do ataque são sírios que viviam em Buenos Aires e que foi coordenado por Ahmad Jibril, secretário geral da Frente Popular Sírio-Iraniana para a Libertação da Palestina, o ex-funcionário do Irã, protegido pela Alemanha (Testemunha C), assinala a agentes libaneses da Jihad islâmica”



Vejamos uma publicação da Revista la Maga, de 26 de agosto de 1998, em uma reportagem a Levinas. Aqui acreditamos que está tudo muito mais claro; some a isto a morte da testemunha que sabia do contêiner com os explosivos, o matam uma semana antes que declare... Ah, e que casualidade: a empresa dos contêiners manejava explosivos também. É de um dono de origem síria e, além disso, comprou Amonal (explosivo que contém nitrato amônico e alumínio em pó) e existe uma fatura pela compra. “E, certamente, o uso desse Amonal ele diz que foi utilizado para umas pedreiras ou diques, porém as perícias mostram que só uma parte foi usada; o resto não se sabe onde foi usado, entretanto o cálculo determina que “o resto do que ficou” é aproximadamente igual à quantidade de explosivo para fazer voar, por exemplo, a AMIA”.



Fonte: www.seprin.com



EXECUTIVO DA F.N.C.A. ASSESSORA O PARTIDO DEMOCRATA NA FLÓRIDA



O diretor executivo da Fundação Nacional Cubano-Americana apresentou sua renúncia a fim de converter-se em assessor de uma organização de apoio à campanha democrata.



Joe García, que representou publicamente o grupo de exilados cubanos desde 2000, anunciou na quarta-feira que começaria a trabalhar imediatamente para o grupo New Democrat Network, que arrecada dinheir em apoio dos democratas. García será o principal assessor do presidente do grupo para desenvolver um plano, a fim de atrair mais hispanos e cubano-americanos ao Partido Democrata.



“Este é um símbolo da maneira pela qual a comunidade cubano-americana está mudando” (graças a Joe García), comentou Simon Rosenberg, presidente do grupo Democrat Network. “Isto é algo que há uns quantos anos ninguém teria pensado que podia ser possível. Estamos em competição pelo voto cubano”.



Os cubano-americanos têm tradicionalmente respaldado os republicanos e nas eleições de 2000 na Flórida votaram por George W. Bush em uma proporção de 4 para 1, quando se declarou sua vitória no estado por uma margem de 537 votos. Bush postula uma reelição na Casa Branca em 2 de novembro, contra o candidato John Kerry, que será apoiado pelo ex-diretor executivo da Fundação Nacional Cubano-Americana.



Fonte: www.lavozdecubalibre.com



OPINIÃO DE NELSON BOCARANDA SARDI PARA “EL UNIVERSAL” DE CARACAS



A VERDADE: Me conta um personagem ligado ao palácio Miraflores que no dia do Referendum Revocatório, e ante a chegada de informação certa que mostrava uma superioridade numérica do SIM ante o NÃO, o próprio Chávez reclamou iradamente e até lançou um esquerdo em Diosdado Cabello. Ouviu-se ele dizer: “O rei já não está nu. Isto tudo foi culpa de vocês. Dêem um jeito nesse contratempo como me disseram”. Mais tarde as coisas mudaram quando lhe chegou o enviado da Casa Militar com o pen-drive possuidor da data maquiada do CNE. O que lhe haviam prometido se havia cumprido. A preocupação nessa madrugada, depois de seu assomo ao balcão do palácio, era se alguém poderia descobrir o que se havia feito e do que ele havia pedido não estar informado. Há meses, quando se delineou, devido a seu caráter impulsivo e a seu defeito de dizer tudo nas múltiplas verborragias improvisadas, se lhe havia escapado aquilo do “algorítmo que conhecemos para ganhar a batalha”. Um dos tenentes o alertou e desde então Chávez não voltou a mencioná-lo...



DUPLO DISCURSO – Parece ficção política porém é uma realidade com a qual temos aprendido a conviver nestes seis anos. A dupla linguagem presidencial. Exemplos temos muitos e muito lamentáveis. O último tem a ver com o RR. Em Washington o asseguram. A maior prova é o enorme silêncio que posteriormente acompanhou o lançamento das mais diretas injúrias recebidas por um secretário geral da OEA. Chávez teria dito a Gavíria: “Não se surpreenda, Presidente, quando escutar que o estou insultando; creio que é o mínimo que posso fazer para desvencilhá-lo de toda esta situação na Venezuela. Conte comigo para o que seja”. Com o insulto a dom César, Chávez estaria fazendo-lhe um favor para que se vá em boa hora da OEA e ninguém o relacione por sua amizade com Chávez. Lembremos que Gaviria anunciou no ano passado – aqui em Caracas – que ao retirar-se da OEA, passaria seus dias como dono de uma galeria de arte em Nova York. Afirmam os que o conhecem bem, que Gaviria nesse momento esperava que Enrique Iglesias, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, cumprisse algum dia sua promessa de sair do Banco, como sempre disse. Iglesias anuncia – como os toureiros – sua aposentadoria há anos, porém nunca tomará a decisão a não ser, que lhe proponham ser candidato presidencial no Uruguai. A Gaviria, Chávez prometeu – entre fanfarronices e verdades – a mão da Venezuela para apoiá-lo na busca do BID ou da reeleição colombiana...



Fonte: El Universal



Traduções: G. Salgueiro