quarta-feira, 23 de junho de 2004

Os “Irmãos Metralha” Castro não se conformam com o Poder que já possuem na ilha: eles querem o Poder TOTAL. Raúl, o irmão-herdeiro do “trono” cubano, destituiu o antigo Ministro do Turismo (uma verdadeira fábrica de dólares e vetor principal da economia cubana) e auto-nomeou-se para este cargo, acumulando-o com o Ministério das Forças Armadas, com o segundo lugar no partido Comunista e no Governo de Cuba.



Hipocritamente, critica o antigo ministro por “gastar muito com festas e viagens ao exterior”, como se a “famiglia” não fizesse o mesmo e não fosse dona de uma das maiores fortunas do planeta a custa do roubo e sacrifício de tantas vidas humanas da ilha. O fato se deu a portas fechadas mas a “mesa redonda” foi gravada em vídeo e logo vazou para a população, que já conseguiu arranjar um apelido para o novo ministério: “Militur”. O povo cubano possui a mesma verve para fazer piadas com a própria desgraça que o povo brasileiro...



A segunda nota é uma comovente carta de um veterano da Guerra das Malvinas, conforme anunciei ontem que a publicaria, e que retrata uma situação bastante semelhante ao que estamos vivendo aqui no Brasil há alguns anos, afinal, comunista é tudo igual e acabar com as Forças Armadas, deixando-os viver à mingua e sob extrema humilhação, é o que têm feito todos os governos comunistas; veja-se o exemplo da Venezuela. Na Argentina como no Brasil, terroristas estão sendo indenizados enquanto que patriotas que lutaram para defender seu país, são relegados ao opróbrio, à vergonha e ao mais abjeto abandono. Dá uma profunda tristeza constatar isso...



Finalmente, uma nota sobre Cuba dá conhecimento de uma moção que está sendo elaborada com a finalidade de encaminhar à Comissão de Direitos Humanos da ONU, não apenas sobre denúncia de violações a este respeito mas com propostas de mudanças constitucionais, e que será também encaminhada ao governo de Cuba. Oxalá eles obtenham sucesso porque o “dono” da ilha, de modo geral, sequer lê coisas encaminhadas pela oposição.



Por hoje são estas as notícias. Amanhã tem mais.



Raúl Castro toma o controle pessoal do Super Ministério do Turismo



Havana, 15 de junho – Raúl Castro, Ministro das Forças Armadas Revolucionárias, controlará pessoalmente a partir de agora o poderoso Ministério do Turismo, MINTUR, segundo anunciou em um conselho de direção.



O irmão de Fidel Castro criticou, além disso, em termos duros, a gestão que levavam a cabo os responsáveis da primeira indústria do país. Esta decisão, que não foi difundida pelos meios locais, deu-se a conhecer durante as últimas semanas em círculos fechados de dirigentes políticos e econômicos através de um vídeo de uma hora de duração, no qual o irmão de Fidel Castro, e de acordo com a Constituição Comunista vigente em Cuba, seu sucessor, dirige-se ao Conselho de Direção Ampliado do MINTUR, mostrando seu radical desacordo com a direção do setor, em que pese a que muitos deles já haviam sido removidos de seus cargos, como é o caso do Ministro do Turismo, Ibrahim Ferradaz, destituído em fevereiro.



Segundo explicaram ao MURAL, funcionários que viram a fita, Raúl Castro denuncia nela o descontrole, a ineficiência, o excesso de triunfalismo e o ostentoso procedimento dos altos diretores civis, fustigando alguns com duras acusações.



De acordo com as mesmas fontes, o segundo homem no Comitê Central do Partido Comunista e no Governo de Cuba referiu-se concretamente ao ex-presidente da corporação turística Cubanacán, Juan José Vega, afastado em dezembro de 2003, acusando-o de corrupção e ao austero e incansável Vice-presidente Carlos Lage, qualificando-o de brando.



Também criticou outros altos executivos do setor, pelas dispendiosas festas que organizavam e suas excessivas viagens ao estrangeiro, advertindo de que a partir de agora, será ele mesmo quem aprovará estes gastos, mantendo o controle total de uma indústria que com um orçamento de 2 milhões de dólares anuais, encaminham aos cofres do Estado mais divisas que as exportações de níquel, tabaco e açúcar juntas, e que eram o sustento da pujante economia cubana antes do governo socialista.



O novo “Super Ministro” Raúl Castro, de 73 anos de idade, com os setores de máxima importância econômica, política e militar a seu encargo, pôs como modelo o baixo índice de gasto por dólar que conseguiu a Corporação Gaivota, grupo de empresas do turismo que pertence às FAR.



Desde sua criação em 1990, a corporação militar Gaivota foi crescendo e atualmente é dona de algo em torno de 10 mil das 40 mil praças hoteleiras que existem na ilha, assim como uma moderna frota de ônibus, uma linha aérea, diferentes especializações com o turismo de saúde, mergulho e pesca, e vários grupos de lojas, todas nas mãos dos generais castristas. (Tudo isto apenas para usofruto do turista que paga com dólares ou euros; ao “cubano a pé”, não é permitido o acesso a nenhuma destas maravilhas. G.S.).



O atual Ministro do Turismo, Manuel Marrero e o novo presidente da Cubanacán continuam nesta corporação e são homens de confiança do Ministro das FAR, que tem fama de comunista duro. Nas ruas, o rápido humor havanero já começou a chamar o MINTUR de “O MILITUR”.



Enquanto que nas ditaduras militares a economia se mantém, usualmente, em maõs civis, na economia de Cuba socialista a economia encontra-se nas mãos dos generais castristas, já que não só controlam a indústria turística, senão também a açucareira.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Veterano de Guerra



Senhor Diretor:



Ante a escassa difusão – salvo as honrosas exceções de sempre – que tem o reclamo solidário que vem mantendo um grupo de veteranos da Guerra das Malvinas, que desde há mais de um mês acampa na Praça de Maio esperando em vão ser recebido pelo presidente da Nação, em condições mais apropriadas ao combate que à paz, suportando a distância de suas famílias, as inclemências do tempo e todos os problemas que acarreta estar vivendo em campanha, não posso sentir menos que bronca cada vez que vejo as amplas coberturas jornalísticas que têm os vândalos, os violentos, os intimidadores públicos e os marginais.



Se me ocorreu pensar que isso suceda, talvez, porque não se tenha claro o que é ser veterano de guerra e, por isso, arrisquei alguns conceitos que talvez sirvam para comover algum comunicador social que lhes ofereça algo mais que a indiferença.



Um veterano da Guerra das Malvinas é um homem que deixou sua casa e sua família para levantar suas armas e combater os ventos da guerra que soprara sobre as ilhas e o oceano, dando tudo de si, sem pedir nada em troca, defendendo o que cria justo. Que sabe muito bem o que é ter sofrido o frio, as chuvas e o vento inclementes; a vigília das armas e a incerteza do amanhã. Que enfrentou o fogo do soldado inglês no campo de batalha com fidalguia e coragem; que suportou que seus pés se congelassem na turba malvinense do frio invernal; que desafiou o inimigo sobre as ondas e sob as nuvens; que fez frente à dureza do clima a custa de seu próprio sacrifício e experimentou o rigor dos campos de prisioneiros, cujo valor, entrega, tenacidade e coragem foram reconhecidos com admiração pelo próprio inimigo inglês.



Que hoje suporta com firmeza o estado de abandono em que se encontra. Muitos companheiros não têm seu merecido trabalho ou, o que é pior, nenhum acesso a um sistema de saúde que os preserve, tudo devido à insensibilidade de um governo que sistematicamente ignora seus justos reclamos. Que não quer que se o esconda e só busca o amor e o respeito de seu povo. Que lutou por sua pátria recebendo em troca só apatia e hoje vê, com uma mescla de tristeza, estupor e raiva, como se recompensa com inexplicáveis indenizações aos que a ensagüentaram.



Emilio Guillermo Nani

Tenente Coronel (R)

Veterano de Guerra



PS. Esta comovente carta me foi enviada por um amigo argentino, cujo nome, por uma questão de ética, prefiro declinar. G. Salgueiro



Iniciado processo de elaboração de moção sobre Direitos Humanos em Cuba



Por Moisés Leonardo Rodríguez Valdés / Grupo Decoro



Havana – Promotores da Corrente Martiana deram início durante o mês de junho ao processo de elaboração de uma moção sobre Direitos Humanos em Cuba, que será apresentada ao governo e à Comissão da ONU sobre tais direitos nos próximos meses.



O processo contempla a elaboração de um documento inicial de forma participativa e de acordo com o estabelecido pela Resolução 1.503 do Conselho Econômico e Social da ONU que será posteriormente submetido à consulta de personalidades da sociedade civil cubana, para sua ratificação ou reajustes precedentes.



Estas personalidades serão convidadas a participar sem levar em conta suas idéias ou pretinências institucionais. O único critério será o da preparação e dedicação dos mesmos às questões sociais em geral e em particular, no referente a tais direitos e liberdades fundamentais.



A intenção é criar no documento os ganhos do povo cubano nesta matéria, as insuficiências e propostas de ações para melhorar o respeito e a observância dos mesmos na ilha.



Cópias da moção serão entregues ao governo cubano e posteriormente a governos de terceiros países, ONGs e personalidades do mundo interessadas neste tema no país, do mesmo modo que se enviará à sessão da Comissão de Direitos Humanos da ONU, correspondentes ao ano de 2005.



A Corrente Martiana é uma instituição patriótica, humanitária e cultural de serviço à sociedade que busca unir em pensamentos e ações a todos os atores da sociedade civil que, individualmente ou em grupos, compartilhem o objetivo de alcançar a instauração da Nova República que José Martí, através do Partido Revolucionário Cubano, perseguirá como um de seus “propósitos concretos”, segundo se afirma em suas Bases.



A Resolução 1.503 do Conselho Econômico e Social da ONU contém as normas e vias de apresentar denúncias sobre violações sistemáticas de direitos humanos a tal organismo.



Com este passo, pretendem os promotores da Corrente Martiana contribuir para nacionalizar e despolitizar o referente a estes direitos e liberdades fundamentais no país.



CAMPANHA CUBANA PELA LIBERDADE DE PRISIONEIROS DE CONSCIÊNCIA



Fonte: http://www.payolibre.com



Traduções: G. Salgueiro



terça-feira, 22 de junho de 2004

Hoje nós temos duas notas sobre Cuba, conforme eu havia prometido ontem, sendo a primeira delas até certo ponto patética. Trata-se de mais um surto demencial paranóico do “Abutre do Caribe” que, em sua megalomaníaca prepotência, manda um “recadinho” ridículo e imoral para Bush. Tenho pena do bom povo cubano, pois ele não merecia, além da escravidão permanente há 45 miseráveis anos, ver-se presa de tamanha humilhação e vergonha diante do mundo inteiro, com as patetices cretinas do seu carcereiro-mór.



Ainda sobre Cuba, para aqueles que afirmam ser aquilo lá um paraíso, uma notinha muito pequena mas bastante significativa do que é repressão e terrorismo psicológico, onde pessoas são ameaçadas de prisão, apenas por estarem depositando flores a José Martí, o “Apóstolo de Cuba”. Pode isso? Em Cuba pode, ainda.



Finalmente, vindo da Venezuela, um documento que denuncia a maior arbitrariedade e revanchismo explícito contra juízes militares que não comungam com o oficialismo. Deposição não apenas de seus cargos mas “cessação de emprego”, mais uma ilegalidade e humilhação de que têm sido vítimas constantes aqueles bravos que não se curvam diante de um reles “sargentão” sem caráter, sem moral, sem escrúpulos e com uma vasta ficha criminal nas costas. Há um ditado que diz: “Deus consente mas não é para sempre”. Eu creio nisso e, apesar de sofrer com este belo e valoroso povo venezuelano e temer pelo que pode acontecer até o dia do RR, creio que Deus não os há de desamparar, assim como creio que Deus não desamparará Seus justos, aqui, na nossa “pátria mãe gentil”.



Como a pauta de hoje já estava pronta e um pouco maior do que o normal, publico amanhã uma carta comovente e sofrida de um Ten. Cel. Argentino, Veterano da Guerra das Malvinas, vítima das humilhações sofridas nas mãos de outro candidato a tirano, o também comunista Kirchner, além de uma nota sobre a prepotência dos donos de Cuba, desta vez, do irmão do “Coma-Andante” Fidel, Raúl Castro.



Paranóias de uma Múmia Insepulta em desespero de causa



Havana, 21 de junho (EFE) – Fidel Castro insistiu hoje em acusar os Estados Unidos de planejar um ataque militar contra a ilha e advertiu que qualquer tentativa neste sentido, estaria condenada ao fracasso e poderia provocar um “êxodo massivo”. Castro encabeçou hoje em Havana outra concentração multitudinária em frente à Seção de Interesses dos Estados Unidos, em um protesto contra a política da administração do presidente George Bush, para com o seu governo de 45 anos.



Sua intervenção, de uma meia hora, foi uma “segunda epístola” para Bush, a quem já dirigiu outro discurso no passado 14 de maio, quando encabeçou outra marcha em resposta ao anúncio das novas medidas americanas. “Sugiro a você (Bush) e a seus assessores que não tentem vinganças vis contra nosso (governo) povo, não tentem aventuras loucas como operações cirúrgicas ou guerras de desgaste com o emprego de técnicas sofisticadas porque os acontecimentos se lhes podem escapar das mãos”, advertiu Castro.



O líder comunista disse que “poderiam destruir o acordo migratório, poderiam provocar êxodos massivos que não estaríamos em condições de impedir, poderiam provocar uma guerra total entre jovens soldados norte-americanos e o povo de Cuba”. “Posso assegurar-lhe que você jamais ganharia essa guerra. Aqui não encontrará um povo dividido, etnias opostas ou profundas diferenças religiosas, nem haverá generais traidores no comando de nossas tropas”, acrescentou, esquecendo como atuaram esses generais durante a invasão norte-americana em Granada.



Segundo Castro, “hoje não somos um punhado de homens decididos a vencer ou morrer. Somos milhões de homens e mulheres que contamos com armas suficientes, mais de 200.000 oficiais e chefes bem preparados, que conhecem como devem empregá-las em condições de guerra moderna e sofisticada”. Esta declaração lembrou aos analistas políticos as fantasias numéricas de Castro nos últimos 45 anos, pois supondo que cada oficial tivesse apenas 50 homens sob seu comando, têm em seus quartéis a 10, dos 11 milhões de habitantes da ilha, ou seja, segundo este discurso, há 10 soldados por cada civil. Castro qualificou de “infâmias” à inclusão de Cuba na lista elaborada pelos Estados Unidos de países que promovem a prostituição sexual, tratando de que o povo ignore as campanhas turísticas de seus agentes ao redor do mundo acerca do turismo sexual, e as medidas norte-americanas que endurecem o bloqueio, que entrarão em vigor no dia 30, e que pretendem “asfixiar” a ilha, dando um reconhecimento tácito ao fracasso total de seu sistema socialista ao depender exclusivamente dos dólares que os que conseguiram escapar de seu regime enviam à ilha.



“Proibir os cubanos residentes (nos Estados Unidos) de visitar seus familiares (...) é de uma crueldade inqualificável (...); não poucos cubano-americanos já estão pensando em promover um voto de castigo”, acrecentou, enquanto que seu auditório recordava a proibição de possuir dólares que durante os primeiros 36 anos de sua ditadura castigava-se com severas penas carcerárias. Outra ironia, é que enquanto menciona que o presidente norte-americano só permitirá uma visita a cada três anos, o governo socialista não permite nenhuma visita de Cuba aos Estados Unidos.



A Casa Branca anunciou na semana passada que a partir de 30 de junho os emigrados cubanos só poderão visitar seus familiares próximos em Cuba uma vez a cada três anos, por um máximo de 14 dias. Além disso, restringe os gastos em dinheiro durante suas visitas à ilha a 50 dólares diários, frente aos pouco mais de 160 dólares permitidos antes e, embora mantenha a cifra de 100 dólares mensais para as remessas familiares, estas só poderão beneficiar os familiares de primeiro grau, que não militem no Partido Comunista.



Fonte:lavozdecubalibre.com



Ameaça por colocar oferenda de flores



Por Lázaro Ricardo Pérez García



Isla de Pinos, Cuba – Na manhã do dia 19 de amio, foi detido o opositor Pedro Taylor, junto a outros opositores e conduzido à unidade da polícia política, onde esteve detido por 24 horas, segundo informou o mesmo a Alina Ramiro Carbonell de Santiago Press.



Taylor foi fortemente ameaçado de ser detido até à prisão, se continuasse com suas atividades contestatárias ao sistema. O que motivou a detenção foi que Pedro Taylor e demais opositores colocaram uma oferenda floral no apóstolo José Martí.



Pedro Taylor é membro do Movimento Cívico Dr. Juan Bautista Viña em Palma Soriano, pertencente à província de Santiago de Cuba. Reside na Rua 4ta. # 157 e/ 5ta. E 6ta., divisão 13 de março, em tal povoado.



Reportou Lázaro Ricardo Pérez García, presidente da Fundação Cubana de Dereitos Humanos na Isla de Pinos. Dado a Martha Tamargo no día 16 de junho de 2004.



Fonte: www.PayoLibre.com



JUSTIÇA MILITAR REVOLUCIONÁRIA



Com data de 24 de maio de 2004, o Ministro da Defesa General Jorge Luis García Carneiro, mediante as Resoluções 27.072, 27.73, 27.074, 27.075 e 27.076, publicadas na Gaceta Oficial nº 37.946 de 26 de maio de 2004, destituiu os juízes militares Ten. Cel. (GN) César Rodríguez Urdaneta, Ten. Cel. (Ex) José Gregorio Rivas Gil, Major (Av) Henrique Santa Cruz Faverola, Cap. de Corveta Alfredo Enrique Hernández Osorio e o Ten. de Navio Dom Crespo Piña, os dois primeiros, Magistrados do Conselho de Guerra Permanente de Caracas e os três últimos oficiais, Juízes da Primeira Instância Militar Permanente de Marcaibo, La Guaira e Punto Fijo.



As Resoluções que destituem os primeiros 4 juízes militares utilizam a mesma desculpa, ao assinalar que “não tiveram a capacidade para dar resposta profissional idônea para a boa condução da aplicação da Justiça Militar, tolerando a má praxis do conhecimento do direito; demonstrando falta de critério, moderação, análise, julgamento, competência e efetividade profissional, ter pouco interesse para entender e discernir sobre a conjuntura atual que atravessa e compromete o Estado Venezuelano” e, em conseqüência, Resolve: A CESSAÇÃO DO EMPREGO por falta de idoneidade e capacidade profissional, com base no Regulamento de Oficiais e Sub-Oficiais Profissionais de Carreira Assimilados da FAN.



O último dos citados (Dom Crespo Piña) foi destituído, segundo aparece na Gaceta Oficial, por haver emitido comentários que questionam a investidura de um superior, quando supostamente assinalou na câmara de oficiais da Base Naval Juan Crisóstomo Falcón, ante um folheto que continha a foto impressa do Gen. em Chefe Jorge Luis García Carneiro, Ministro da Defesa, que o uniforme que portava na mesma não lhe correspondia, senão que pertencia ao Gen. em Chefe Lucas Rincón Romero, e que além disso essa foto era uma montagem porque a ascenção fora improvisada.



O juiz militar destituído não disse que o grau de General em Chefe de Jorge Luis García Carneiro havia sido produto do servilismo e da mediocridade, nem que fosse por sua lealdade incondicional à revolução bolivariana, lesionando os interesses da pátria; apenas disse, a título de comentário, que essa foto era uma montagem, o qual é absolutamente certo, uma vez que, naquele momento, as fotografias que aparecem nos quadros de comando de todas as unidades militares tinham ainda a foto de García Carneiro com dois sóis e não com três, como corresponde a um General em Chefe. O que fizeram algumas unidades militares enquanto se produziam as novas fotos, entre elas a mencionada, foi scanear o uniforme de Lucas Rincón portando os três sóis e colocar a cara de García Carneiro para apaziguar seu ego.



A estes juízes militares se lhes destitui arbitrariamente sem haver-se previamente instruído um processo administrativo, nem realizado um Conselho de Investigação, onde se lhes garantiria o devido processo, o direito à defesa e a serem ouvidos, infringindo seus direitos constitucionais e violando, do mesmo modo, as leis e os regulamentos militares aplicáveis a todos os seus oficiais e sub-oficiais profissionais, sem importar se são efetivos ou assimilados, mais ainda quando eles, como juízes militares, detenham uma dupla condição: a de juízes militares e a de oficiais da FAN.



Como juízes militares, eles foram designados provisoriamente pela Sala Plena do Tribunal Supremo de Justiça, mediante acordo publicado na Gaceta Oficial nº 5.580 de 25 de março de 2002, de maneira que só a Sala Plena do Máximo Tribunal pode revogar-lhes a nomeação como juízes e sancionar-lhes prévia creditação de alguma das cláusulas estabelecidas no Art. 40 da Lei de Carreira Judicial, porém nunca o Ministério da Defesa. Isto atenta contra a independência e autonomia do sistema judicário.



Por outro lado, como oficiais de carreira, os mesmos não podem ser sancionados com CESSAÇÃO DE EMPREGO, que não é outra coisa que uma PASSAGEM PARA A RESERVA POR SANÇÃO DISCIPLINAR, como se diz, sem que previamente se instrua um processo administrativo e se leve a cabo um Conselho de Investigação, onde realmente se garanta o devido processo.



De maneira que, a chamada CESSAÇÃO DE EMPREGO do qual foram objteto estes juízes militares, que por certo, quase todos eles são especialistas e professores universitários, constitui outra aberta intromissão do governo, através de seu Ministro da Defesa, na Justiça Militar, impedindo ou obstaculizando seu funcionamento e exercendo influências e pressões sobre o resto de seus funcionários para que tomem decisões e executem atos ilegais, o qual configura a comissão de Delitos Contra a Administração de Justiça Militar, previstos nos Arts. 580 e 586 do Código Orgânico da Justiça Militar.



O verdadeiro fundo falso destas destituições, que maculam a honra militar, não só dos juízes militares, senão do resto do pessoal em todos os seus graus, classe e componentes, é seguir destruindo a institucionalidade da FAN, para convertê-la em uma milícia armada a serviço do projeto revolucionário, intimidando o resto dos juízes e procuradores militares, para que ditem decisões contrárias à lei e à moral, criminalizando a dissidência civil e militar em todas as suas expressões. Neste caso concreto, também se passa recibo a estes juízes militares por não terem seguido a linha oficialista e assim temos que os Comandantes César Rodríguez Urdaneta e José Gregorio Rivas Gil, Magistrados do Conselho de Guerra Permanente de Caracas, foram os que absolveram em agosto do ano passado o Cel. (Ex) Guisepe Piliery, acusado de instigação à rebelião, por não exstir elementos contra ele.



Adicionalmente, o Ten. Cel. César Rodríguez Urdaneta era o juiz que conduzia uma investigação contra García Carneiro que, sendo Diretor da Academia Militar da Venezuela, comandou uma marcha de cadetes desde Higuerote até Caracas, violando os “altos de descanço” para o pessoal, sobrexpondo-o desnecessariamente, convertendo-a em uma marcha forçada, violatória das instruções criadas ao efeito e que trouxe, como conseqüência, a morte de um cadete e lesões permanentes nos rins e outros órgãos em outros quatro cadetes.



Com relação ao Major Enrique Santa Cruz Faverola, o mesmo teve problemas por não acatar as ordens arbitrárias do Procurador especial comissionado por García Carneiro, no caso dos queimados de Fuerte Mara e haver-se desligado do processo, declinando-o na jurisdição ordinária. Quanto ao Cap. de Corveta Alfredo Hernández Osorio, ao mesmo cobra-se por Não Autorizar a subordinação à Polícia Municipal de Chacao em 04 de novembro de 2002, por solicitação da Procuradoria Militar, por não satisfazer a solicitação dos requisitos mínimos legalmente exigidos e, adicionalmente, haver declinado a competência no caso do General de Brigada Francisco Usón Ramírez, conquanto o Tribunal competente para o julgamento de um oficial General ou Almirante reformado é a Corte Marcial, e não qualquer Tribunal de Primeira Instância Permanente, declinatória esta ditada um dia antes de sua destituição, isto é, em 23 de maio de 2004.



Curiosamente, dois destes juízes militares, como são o Cap. de Corveta Alfredo Hernández Osorio e o Ten. de Navio Dom Crespo Piña, em sua última avaliação semestral realizada em dezembro de 2003, foram avaliados por seus superiores com a qualificação máxima de 100 pontos em seu desempenho como juízes militares.



Por acaso deixaram de ser bons ou tornaram-se brutos para com o governo, por não obedecer a seus desígnios e aplicar o direito e a justiça?



Fonte: News – Noticias - www.VenezuelaNet.org



segunda-feira, 21 de junho de 2004

O Notalatina hoje está voltado inteiramente para a Venezuela, considerando que neste final de semana me chegaram muitas informações e denúncias sérias, certamente desconhecidas do público brasileiro.



Quando eu sube que o Referendo Revocatório (RR) havia sido marcado para 15 de agosto fiquei contente, pois livrava a possibilidade de conduzir o Vice-presidente, José Rangel, para o posto do mandatário bufão Chávez (que acabaria sendo sua eminência parda, sem dúvida) e a situação continuaria a mesma de antes. Hoje, porém, lendo uma das notas que divulgo abaixo, um arrepio correu-me pela espinha, pois o que antes me pareceu uma notícia alvissareira, agora torna-se uma arma bastante perigosa. Lá no fundo do meu coração eu não acreditava que as coisas correriam pacificamente, sem uma trampa qualquer e a postura de um “verdadeiro democrata” que Chávez vinha apresentando, sempre me pareceu ser sintoma de algum trunfo na manga que o delinqüente mental tinha bem escondido. Agora, penso que meu “faro” não está me enganando e isso é assustador.



Há ainda nas notas de hoje, denúncias graves relacionadas à Armada Naval, que muito me lembraram certas situações vividas pela nossa gloriosa Marinha do Brasil. Há denúncias de crime de narcotráfico, e uma carta escrita pelo prefeito da cidade de Baruta, encarcerado injustamente na polícia política do regime chavista, a DISIP.



Espero amanhã trazer notícias de Cuba, pois lá, todo dia tem tragédia; apenas meus queridos amigos cubanos me pouparam de mais dissabores nesse final de semana.



Boa leitura e até amanhã!



VOCÊ SABIA?



Por Miguel Angel Nieto



1. Sabia você que se o RR for em 15 de agosto, e os resultados forem dados no dia 20, o TSJ poderia interpretar que o RR se deu oficialmente no momento dos resultados?



2. Você sabia que a empresa automatizadora não tem nenhum tipo de experiência em eleições?



3. Você sabia que as máquinas que vão utilizar no RR são as mesmas que as loterias usam nos jogos on-line?



4. Sabia você que por não haver auditoria “enquanto está quente”, nunca se saberá se os resultados expressados pelo computador equivalem à vontade popular?



5. Sabia você que se o oficialismo for ao TSJ com qualquer tipo de recurso, se paralizará o RR até depois do dia 19 de agosto?



6. Você sabia que na quarta-feira 9 de junho, o TSJ aprovou uma lei que afirma que, mesmo Chávez sendo revocado, pode ser candidato imediatamente?



7. Você sabia que Chávez tem julgamentos pendentes em Haya, e que imediatamente após sair do poder seria preso? Ainda assim, tem gente que crê que Chávez entregará o Governo pacificamente...



8. Você sabia que no lapso de dois meses daqui até o RR, o regime o utilizará para armar ainda mais seus acólitos e aprovar a reforma do Código Penal?



9. Você sabia que Chávez acabará por substituir a nossa Força Armada Nacional por milícias?



10. Sabia você que foi aprovada a Lei da Mordaça e a Lei de Polícia Nacional?



11. Sabia você que no dia 10 de junho Ezequiel Zamora, Vice-presidente do CNE, denunciou uma iminência de fraude no organismo?



12. Sabia você que quem tenha assinado (o “reparo”), não poderá ser membro de mesa no RR?



O REGIME sairá pacífica e eleitoralmente ou está ganhando tempo?



Fonte: www.VenezuelaNet.org



Carta de Henrique Capriles, Prefeito de Baruta, ao país, desde sua cela na prisão da DISIP



Nota: Para os que não vivem aqui, ou regressaram antes de 1998, ano no qual foi eleito Chávez como Presidente da Venezuela, Henrique Capriles é um advogado de aproximadamente 34 anos, encarcerado há mais de um mês, tendo sido eleito democraticamente Prefeito de Baruta e acusado de atentar contra a Embaixada Cubana em abril de 2002, quando Chávez foi derrocado por algumas horas. Existe um vídeo onde o Embaixador de Cuba agradece ao Dr. Capriles por hever-lhe oferecido proteção, enquanto um grupo de opositores a Chávez gritava palavras de ordem contra Cuba nos arredores da Embaixada, à qual está localizada dentro de sua Prefeitura.



Saudações, Leonel



Helicoide, 10 de junho de 2004.



Hoje cumprem-se 31 dias desde meu encarceramento. Hoje, mais do que nunca, me sinto animado pela Venezuela que vem, pelo país que vamos descobrir adiante, pelo país onde a Justiça funcionará e onde cada um possa ser dono de seu próprio destino.



Todos os dias devemos nos perguntar se este é um país justo, não porque eu viva uma injustiça, senão porque é impossível pensar em justiça quando tendo tanta riqueza (petróleo, reservas, etc.) tenha tanta pobreza. Tanto petróleo no solo, tanto dinheiro nas reservas internacionais e tanta gente sem trabalho. Porém, sabem, esta terra de Bolívar tem algo que muitas outras nações nos invejam: minha gente, meu povo! E esse povo está muito próximo de poder expressar-se. De poder decidir entre o passado e o futuro. Temos uma realidade e esta é que em 15 de agosto haverá Referendo e que esse referendo o ganhará o futuro e não o passado. Porque a prova à qual se submeterá o governante é se há governo ou não, se temos mais qualidade de vida, mais segurança, mais e melhor educação, saúde, menos corrupção, enfim, a tarefa de um governo. Porque os governos existem para trabalhar em favor das pessoas e não contra elas e, sobretudo, com honestidade, transparência.



Outro dia me enviaram uma carta em que dizia: “Não digas a Deus quão grandes são teus problemas; diz a teus problemas o quão grande é Deus, e verás como eles se desvanecem”. E assim é. Deus está conosco, Deus está com a Venezuela e Deus permitirá que a Justiça se imponha. O cárcere e a prisão jamais nos tirarão a esperança de viver em um país justo para todos.



Para sempre e desde a DISIP, no momento,



Henrique Capriles Radonski - Prefeito de Baruta



Fonte: www.VenezuelaNet.org



Apanharam o Capitão de navio (chavista) Rodríguez Chacín



Tal como me chegou, repasso, ainda sem confirmação. Ana



Pegaram o Capitão de navio (chavista) Rodríguez Chacín ajudando os movimentos indígenas do Equador. Foi detido pelo Exército equatoriano.



Há que IMPEDIR que o regime negocie e se esconda tudo. O regime está tentando abafar o caso e impedir a informação; há gravações. Estão tentando negociar em troca de alguns embarques de gasolina. O DAS o confirmou.



Fonte: www.VenezuelaNet.org



“O NARCOTRANSPORTE”



O Transporte ARBV Capana T-61 da Armada, regressou há 15 dias de Miami, onde devia ter atracado no cais da Base Naval de Puerto Cabello com um carregamento de móveis e utensílios e linha branca, porém, na última hora foi desviado misteriosamente para o Apostadero Naval de Turiamo. A razão é que fontes de inteligência internacionais (a DEA?) informaram às autoridades venezuelanas sobre um carregamento de cocaína que encontrava-se nesse navio da Armada Venezuelana e que não pôde ser desembarcado no território dos Estados Unidos, graças a um trabalho de vigilância e inteligência que permitiu abortar a entrega durante a estadia do navio em Miami.



O alarme desnorteou o movimento de emergência do Comandante da Armada VA Maniglia, o Comandante Naval de Operações VA Perozo e o responsável direto pela frota CA Ugarte Acosta que é o Comandante da Esquadra. Este delito tem sido manejado com muita discreção; atualmente o navio está na Base Naval de Puerto Cabello, porém a tripulação está isolada, as investigações continuam, parece que foram apreendidos 15 kilos da droga. Recentemente ocorreu um caso similar na Colômbia e a tripulação do Navio Escola Gloria foi destituída e passada à ordem dos tribunais competentes, sem ocultar nada à opinião pública. Por que aqui não se fez o mesmo? Será que há peixes grandes implicados?



As autoridades navais devem dar uma explicação ao país...



“A perseguição”



Ao Capitão de Corveta Domínguez Moreno, que foi meu ajudante, desde que me pronunciei contra o regime, não o têm cessado de humilhar e perseguir, para que peça baixa ou cometa uma falta, de maneira que possam expulsá-lo da Armada. Pois bem, este excelente oficial tem agüentado de tudo. O enviaram para realizar o curso de COMANDO E ESTADO MAIOR NAVAL para que fracassasse e assim pudessem expulsá-lo. Resulta que este oficial tirou a maior nota do curso e o Vice-Almirante chavista Maniglia, em um ato de desespero deu a ordem para que não apresentasse a tese e não pudesse se graduar, e que o retirarão da Armada se interpuser um recurso e não lhe fizessem caso. O VA Maniglia chamou o Capitão de Corveta e lhe disse que o expelira e que esqueça-se que MOLINA TAMAYO regressará ao país talvez dentro de dez anos, já que os chavistas controlam as FAN.



É bom que se saiba o que sucede com os oficiais com pujança dentro das FAN. Se aplicará justiça quando caia o regime, de maneira que nunca mais suceda na Venezuela o que está padecendo hoje a SOCIEDADE.



Saudações, continuemos na luta; falta pouco!



Carlos Molina Tamayo

Contra-Almirante da República da Venezuela – no exílio
.



Desmoralização da Armada



A escola de groumetes da Armada em Catia de La Mar está paralizada desde dias antes do reparo das assinaturas. Muitos dos não juramentados estão abandonando a escola, por não haver atividade nenhuma. O treinamento de nado e salvamento só operou na primeira e segunda companhia; a terceira, está abandonada.



Fonte: www.VenezuelaNet.org



Traduções: G. Salgueiro



sexta-feira, 18 de junho de 2004

Depois de mais de uma semana ausente, por motivo de viagem, o Notalatina volta à sua atualização diária.



A primeira nota é uma reprimenda bastante contundente do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, à ONG Anistia Internacional. Se há um homem que merece a minha mais profunda admiração e respeito por sua coragem e determinação, aí está ele. Não teme nada nem niguém, não costuma fazer discursos vazios ou passar a mão pela cabeça de qualquer institução ou ente comunista. As FARC demonstraram, mais uma vez, a brutalidade luciferina de que são capazes, num dos atos mais bárbaros praticados por eles, a troco de nada. Por isso repito sempre e sem medo de errar: o comunismo é um mal em si mesmo e intrinsecamente diabólico. E não adianta usar do eufemismo hipócrita de que são “movimentos sociais”; eles são, segundo palavras de seus líderes, marxistas-leninistas e o que querem é mesmo o PODER, malgrado para isso tenham que destruir vidas de pessoas inocentes como forma de pressão.



A segunda nota vem de um Coronel do Exército da Venezuela, exilado, por causa da perseguição do ditador lambe-botas de Fidel, Chávez. Aliás, este bufão agora tem mais um programa de rádio para destilar seu veneno e que vai ao ar às 4ª feira, chamado “Patrulhando com Chávez”. Se já era um xarope aguentar o ridículo “Alô Presidente”, agora os venezuelanos têm mais um, aliás, com nome bastante sugestivo.



E, finalmente, a última nota vem da Argentina e fala de uma mega ação promovida pelos famosos vândalos conhecidos como “piqueteros”, que fizeram hoje uma invasão em 500 prédios em todo o país. É curioso notar (e não é “coincidência”, em absoluto) como todas as ações de movimentos esquerdistas são iguais no mundo inteiro. Eles costumam dizer-se “movimentos sociais expontâneos” mas nem precisa estudar muito para ter a certeza de que nem são uma coisa e muito menos a outra; é tudo muito bem articulado, através de “redes”. Os desocupados de lá, como os daqui, possuem o mesmo discurso, o mesmo “modus operandi”, as mesmas reivindicações, a mesma violência e a mesma “proteção” pois, tal como o sr. da Silva, o sr. Kirchner, um “ex” montonero, também apóia tais manifestações.



Boa leitura, bom final de semana e até segunda!



O Presidente Alvaro Uribe fustiga a Anistia Internacional pelo silêncio ante o massacre das FARC



O presidente Uribe disse que algumas ONG evitam pronunciar-se frente a fatos de organizações, com as quais pareceriam ter coincidências ideológicas. “Me dói que ontem (16.06) tenham degolado 34 camponeses e a Anistia Internacional guarde silêncio. A Anistia Internacional, a mesma que abusa de seu bom nome para acusar a força pública colombiana, para maltratá-la com a maledicência, a maltratá-la com a calúnia”, declarou Uribe em uma cerimônia policial.



“A Anistia Internacional, a que até a esta hora não se pronunciou, e que recorre aos escritórios oficiais dos governos europeus pedindo que se condene o Estado da Colômbia, alegando que é terrorista”, acrescentou o mandatário. Em sua intervenção, Uribe advertiu qu as Organizações Não Governamentais (ONG) de direitos humanos “não podem ter viés político”, porque esses direitos têm que estar acima de qualquer apreciação política.



“As ONG de direitos humanos não podem assinalar um ato de autoridade como violador de direitos humanos, quando o ato de autoridade é cumprido por um governo ao qual não são afetadas ideologicamente. E tampouco podem guardar silêncio, quando o ato terrorista é cometido por uma organização terrorista, com a qual a respectiva ONG pareceria ter coincidências ideológicas”, denunciou. “Sei que este debate é duro, porém me toca fazê-lo”, disse Uribe, que há um ano recebeu duras críticas de alguns estamentos do país e da comunidade internacional, após ter acusado um setor das ONG de serem cúmplices do terrorismo e “traficantes dos direitos humanos.



“A pátria está chorando hoje por 34 camponeses degolados em La Gabarra (noroeste). Podemos guardar silêncio diante disto? Então o presidente da República tem que ficar comportadinho ante a Anistia Internacional e não dizer nada para salvar as aparências?”, declarou o mandatário.



E continuou: “Aqui, para salvar as aparências, em tantas décadas temos deixado que o terrorismo maltrate os colombianos. Por guardar regras de cortesia hipócrita e não ter o valor de denunciar a Anistia Internacional, temos permitido que legitimem o terrorismo internacionalmente. Que a Anistia escolha com quem fica. Se fica com os que degolaram os 34 camponeses de La Gabarra, se fica com os terroristas que têm assassinado nossos policiais e nossos soldados, e que causam luto às famílias, ou se fica com as instituições colombianas e as respeita”, advertiu.



“Para mim é mais importante a defesa dos camponese para que não continuem os degolando, ou a defesa dos soldados, a simplesmente guardar silêncio para não incomodar a Anistia Internacional”, disse.



Cortesia de Pedro G. de Céspedes



Fonte: NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



O cúmulo dos piqueteros: tomarão edifícios de forma massiva em todo o país.



O Movimiento Independiente de Jubilados y Desocupados (MIJD), que é liderado por Raúl Castells, realizará hoje uma jornada de protesto que consistirá em “ocupar 500 edifícios sincronizadamente em todo o país, reclamando alimentos e insumos para restaurantes populares e utensílios escolares”. O protesto é similar ao que os desocupados, liderados por Castells, realizaram na semana passada, quando ocuparam o hall da empresa Repsol-YPF em reclamo de garrafões para os restaurantes do grupo. Até quando a população terá que suportar este tipo de ação?



A agitação se emoldura no que denominam um plano de luta. Primeiro, concretizaram com distintos protestos e mobilizações; em seguida, com cortes de itinerário e piquetes. Mais tarde, com ataques a sedes de empresas como as de Repsol-YPF. Até onde chegará a agitação piquetera? O governo pensa em continuar tomando uma atitude autista?



Em diálogo com a FM CIELO, o líder do MIJD, Raúl Castells, explicou que apresentarão petições para “pedir aumento salarial para os trabalhadores e planos sociais para os desocupados”.



Com efeito, as principais organizações de desocupados opositores ao governo, fecharão hoje a chamada “Semana Federal de Luta” lançada na última segunda-feira, com uma marcha ao Congresso, aos Tribunais e à Praça de Maio, em protesto à extensão das quotas de subsídios de desemprego e o incremento das concessões, entre outros pontos.



Os piqueteros “duros”, centralizados na Assembléia Nacional de Trabalhadores, junto a distintos grêmios e à Corrente Classista e Combativa, levaram a cabo ontem mobilizações em distintos pontos do país, entre eles Córdoba, Rosario e Resistencia, como ante-sala do que se viverá hoje na Capital Federal que, seguramente, ocasionará problemas no trânsito de veículos.



Néstor Pitrola, membro destacado do Polo Obrero no Bloque Piquetero Nacional, consultado sobre as dimensões que terão as concentrações, só atinou em dizer que “o movimento de desocupados conseguiu uma unidade e uma capacidade de mobilização que não tinha desde há praticamente quatro anos, e isso vai ficar demonstrado”. Os militantes do BPN, junto a outros grupos como o MTD Aníbal Verón, a CTD Aníbal Verón, o Movimento Sem Trabalho Teresa Vive e a Federação de Trabalhadores Combativos, se concentrarão a partir das 11 horas no Parque Rivadavia, para marchar desde às 15 horas até o Congresso. E a CCC, por sua parte, se concentrará no próprio Congresso e lá se somará aos grupos anteriores.



O movimento de desocupados reclamará que as concessões por desemprego passem dos 150 pesos atuais para 350, a extensão dos subsídios a “todos os desempregados” e um aumento salarial para trabalhadores empregados. Porém, pedirão ainda uma tarifa de 10 pesos para o “garrafão social” e a intervenção das empresas privatizadas, além de reiterar seu protesto de não pagamento da dívida externa. Do mesmo modo, voltarão a impulsionar uma jornada de trabalho de 6 horas que permita “criar postos genuínos de trabalho”.



Fonte: http://www.urgente24.info



Carta do Coronel do Exército Venezuelano Yucepe Piliery – desde o Exílio



Recebam todos uma grande saudação, desde a clandestinidade. Encontro-me bem, graças à proteção da C.E. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a todos e cada um de vocês o apoio e repúdio contra uma nova arbitrariedade cometida pelo regime, violando meus direitos humanos e expondo-me uma vez mais ao escárnio público. Esta estratégia maquiavélica que raia a falta de criatividade por repetitiva, é uma mostra a mais da debilidade do regime ante os defensores da verdade, da liberdade e da democracia venezuelana. Seja este agradecimento extensivo aos meios de comunicação social, os quais ressaltaram também seu repúdio total a esta expressão anti-democrática, digna do regime autocrata e comunista de Chávez.



Compatriotas, como muitos de meus companheiros sigo na luta contra esta ditadura e deduzo que esta é a razão de ser do ódio e acosso à minha pessoa por parte do ditador. Todos os planos conspirativos do regime os pus a descoberto pelos diferentes meios e organizações, os tenho infiltrados. Aproveito a presente para denunciar ante vocês: que é evidente que o regime está utilizando as mesmas estratégias que Castro utilizou depois da derrocada de Fulgencio Batista em Cuba, pois já não apenas segue cometendo delitos comuns para endossar-nos a culpabilidade deles, por meio de provas e falsos testemunhos, mas também cometendo atos de auto-terrorismo na busca de uma solidariedade e apoio internacional e assim conseguir um repúdio aos que dissentimos pacificamente do regime, tratando de inculpar-nos de terroristas. A estas ações anteriores, somam-se as novas histórias de ficção científica, como são os casos dos para-militares, de golpes de estado e os de clonagem de cédulas. Porém, o pior, as recompensas que oferecem contra nós com o único fim de nos localizar e nos eliminar fisicamente (NEUTRALIZAR-NOS), já que vivos somos uma dor de cabeça para Chávez, porém presos seríamos “sua” dor de cabeça.



A segunda denúncia é gravíssima: Chávez e alguns de seus talibãs estão clandestinamente planejando e levando a cabo várias ações conjuntamente com o regime de Cuba, para evitar que o Presidente dos Estados Unidos, George Bush, seja reeleito, com o propósito de liderar a luta anti-imperialista e por sua vez, vingar-se. Maiores detalhes já informei aos organismos competentes.



Peço à Coordenadora Democrática que aceite minha humilde sugestão de seguir a rota democrática com a mão direita e com a mão esquerda ter pronta e muito bem preparada a “GUARIMBA” e a ativação geral massiva no que se refere ao artigo 350 da Constituição.



Ao regime Chavista lhes aconselho não continuar sendo ineptos, pois se vão oferecer uma recompensa dêem os dados corretos a meu respeito: tenho 43 anos e não 50, tenho o cabelo castanho escuro e o apelido que inventaram para mim é ridiculíssimo. Além disso, como se atrevem a oferecer 50 milhões de bolívares para receber informações sobre mim, existindo tantos militares em estado de pobreza por seu mal governo?



A todos novamente um grande abraço e que Deus os bendiga e lhes dê força para triunfar no Referendo Revocatório.



NEM UM PASSO ATRÁS!



Fonte: Coordinadora Democratica de Ación Civica – Venezuela



sexta-feira, 4 de junho de 2004

Ontem à noite, em cadeia nacional, o presidente Chávez anunciou que haveria o Referendum Revocatório. Segundo me conta um amigo venezuelano que assistiu o anúncio, Chávez falava desvairadamente, dizendo que a vitória do Reparo era “a Batalha de Santa Inês, uma batalha da desastrosa Guerra Federal que arruinou o país, e que a culpada era a ignorância generalizada que há na Venezuela e que uma das consignas era: - ‘matar a todo o que saiba ler e escrever”. Ele usava dois símbolos enquanto falava: um crucifixo e a espada de Bolívar.



Tanto quanto eu falei antes de sair o resultado do Reparo, de que alguma coisa não me cheirava bem na quietude e “aceitação pacífica” de Chávez, hoje pude ler no artigo escrito por Robert Alonso (veja nos próximos dias no Mídia Sem Máscara - que, aliás, pode ser acessado por aqui mesmo, através do banner) as mesmas suspeitas de que há algo estranho acontecendo e que só mais adiante vamos saber do que se trata realmente. Talvez, essa pseudo-aceitação de Chávez se deva ao fato de que havia dois observadores de peso (perante o mundo) – o ex-presidente Carter e o representante da OEA, Cesar Gaviria – e não compensava, naquele momento, pôr tudo a perder em um ato impensado de violência ou tentativa de fraude; deve haver algum trunfo guardado para o Referendum Revocatório em agosto...



Desde ontem que a agitação tomou conta das ruas de Caracas, tendo já havido duas mortes, sete carros queimados e a Prefeitura baleada, sem que as autoridades, que viram, fizessem nada para impedir ou prender os responsáveis. Chávez tem ainda um outro problema a enfrentar: o Art. 230 da Constituição Bolivariana só permite ao Presidente uma reeleição imediata, ou seja, se ele perder o Revocatório, estará fora do jogo em 2006.



Mas hoje há notícia também de Cuba, onde a ignomínia de um regime espúrio e criminoso mostra toda a sua fealdade, através da carta da esposa do preso de consciência Héctor Maseda Gutiérrez. Faço uma chamada ainda para este site http://www.lanuevacuba.com/archivo/hermanos.html, cujo título é ASESINOS PARA LA HISTORIA – HERMANOS AL RESCATE, uma homenagem aos 4 tripulantes do avião de serviço humanitário “Hermanos al Rescate” que foram covarde e barbaramente assassinados em 24 de fevereiro de 1996 pela tirania castrista.



Bem, como o Notalatina só tem edição até a sexta-feira, desejo a todos um feliz e benfazejo final-de-semana, com a certeza de nos encontrarmos de novo na semana que vem. Boa leitura e que Deus nos proteja e guarde a todos!



Continuam distúrbios no centro de Caracas



Caracas - Os distúrbios iniciados esta manhã (03.06) por simpatizantes do governo, em distintos pontos do centro de Caracas, continua.



Grande quantidade de pessoas estão aglomeradas na ponte Llaguno, a poucas quadras do Palácio Miraflores e dois ônibus teriam sido atravessados na avenida Baralt para obstaculizar o trânsito.



Em meio ao ambiente tenso que há na zona, os negócios da avenida Universidade e o centro comercial Metrocenter foram fechados. Nos arredores da sede da Radio Caracas Televisión, em Quinta Crespo, também estariam ocorrendo distúrbios.



Em sua página web, o canal confirmou que um grupo de adeptos ao oficialismo se postou nas portas de sua sede, cerca de 1 da tarde, para manifestar seu apoio ao presidente Chávez, “com suas típicas consignas revolucionárias e certamente, as agressões comuns às instalações da RCTV”.



Também se ficou sabendo que as instalações do diário “Así Es la Noticia” também estariam sendo assediadas por oficialistas, pelo que teriam sido evacuadas.



Por sua parte, o gerente geral de relações públicas do Metrô de Caracas, Ramón Rodríguez, explicou que o serviço de transporte funciona normalmente, embora dois acessos das estações Capitolio e El Silencio tenham sido fechados.



Fonte: NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



TRIUNFOU A VONTADE DO POVO VENEZUELANO!



Fort Lauderdale, 03 de junho de 2004.



Na tarde de hoje, depois da revisão das assinaturas recebidas durante o processo de reparos, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) admitiu que o povo venezuelano havia completado o número de assinaturas necessárias, para convocar um Referendum Revocatório, contra o mandato do Presidente Hugo Chávez Frías.



A forte pressão internacional e a valentia do povo venezuelano, junto com a posição determinante do Bloco Democrático e o pronunciamento de suas Forças Armadas institucionalistas e constitucionalistas, foram os elementos que contribuíram para que este organismo eleitoral (CNE) se pronunciasse com os verdadeiros resultados, os quais conduzem irreversivelmente ao Referendum Revocatório.



Triunfou depois de uma feroz perseguição contra os líderes da oposição, de uma repressão sem limites contra o povo democrático, e da morte de muitos venezuelanos entre eles homens, mulheres e crianças, “o espírito democrático do povo do Libertador Simón Bolívar”.



A Fundação Americana Libertad y Democracia e o Bloco Democrático venezuelano, aplaudem a Fidalguia do bravo venezuelano e, em que pese a adversidade e a bestialidade como foram tratados por Chávez e seus milicianos castro-comunistas, souberam defender seus direitos, pondo o peito às balas dos traidores da democracia, porém sem inclinar a cabeça nem um segundo.



A FALD e o BD pedem à população venezuelana para manterem-se atentos e vigilantes às manobras do inimigo da democracia na América, para concluir o dia do Revocatório com uma vitória definitiva, contra o totalitarismo e contra a escravidão das liberdades civis.



Que viva a Venezuela em Liberdade e Democracia!



E que Deus bendiga a América!



Fundação Americana Liberdade e Democracia



Fonte: lavozdecubalibre.com



Testemunho de humilhações sofridas por esposa de prisioneiro político



William Navarrete – Associación por la Tercera Republica Cubana



Paris – Em comunicação telefônica do dia 2 de junho de 2004 com Laura Pollán Toledo, esposa do prisioneiro político cubano Héctor Maseda Gutiérrez, esta comunicou à ATREC que as esposas e familiares dos condenados durante a Primavera de 2003, desejam expressar sua gratidão a todos os que, de uma ou outra forma, as tem apoiado durante o tempo que seus esposos permanecem na prisão.



Pollán forma parte do grupo das Damas de Branco e se reúne junto a outras esposas e mães de prisioneiros políticos todos os domingos na igreja de Santa Rita, do bairro havanero de Miramar. Apesar do caráter pacífico e religioso desta reunião, informou que as autoridades cubanas não têm cessado em seu empenho de acossá-las e intimidá-las para que desistam de assistir a esta missa, depois da qual marcham vestidas de branco ao longo da Quinta Avenida.



Em seu caso, esclarece que desde que seu esposo (atual presidente do Partido Liberal Cubano) foi encarcerado, sob uma condenação de 20 anos que cumpre na prisão vilaclarenha de La Pendiente, só lhe foram autorizadas 5 visitas. Destas, duas corresponderam ao chamado “pavilhão conjugal”, termo utilizado pelo jargão carcerário cubano para denomiar o encontro íntimo entre um prisioneiro e sua esposa. “Durante os últimos pavilhões – afirma – muitas esposas, eu entre elas, fomos vítimas de humilhações físicas e psicológicas, pois tivemos que nos desnudar completamente diante das autoridades penitenciárias, antes de ingressar na cela de nossos esposos”.



“Além disso - acrescenta –, os alimentos que levamos aos nossos familiares presos são pesados rigorosamente, de modo que não nos permitem passar um grama a mais, com pleno conhecimento da péssima alimentação à qual eles são submetidos no cárcere”.



Todos os meses, na casa de Laura, em Neptuno nº 63, acontece um chá literário, em volta do qual se reúnem muitas esposas de condenados para ler seus poemas, cartas e outros escritos. O próximo chá terá lugar em 18 de junho, o mesmo dia em que, a milhares de kilômetros de Havana, na cidade francesa de Strassbourg, o Club de la Prensa apresentará o documentário “Primavera Cubana” e o último poemário de Raúl Rivero publicado na França pela Editora Gallimard, “Recuerdos olvidados”.



Informação cedida por: CAMPAÑA CUBANA POR LA LIBERTAD DE PRISIONEROS DE CONCIENCIA



Fonte:http://www.payolibre.com/presos.htm



Traduções: G. Salgueiro





quarta-feira, 2 de junho de 2004

Em um seminário ocorrido em Assunção, Paraguai, um jornalista denuncia, com todas as letras, que em Cuba não é necessário “matar os jornalistas” porque matou-se a profissão de jornalismo há tempo. Que o digam os 29 jornalistas encarcerados com condenações que chegam a até 28 anos, apenas por serem independentes e falarem a verdade, que não é aquela que o jornal estatal Granma publica...



Temos hoje duas notícias relativas à Cúpula Euro-latino-americana de Guadalajara, onde fica patente o papel ridículo que Cuba tem feito por onde se apresenta. Sinceramente, eu não consigo entender como ainda dão espaço para países de regime totalitário participarem de eventos onde países livres discutem e planejam propostas para melhorar o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida de seus cidadãos. Na minha concepção, países como Cuba, Líbia, China e outros de regime comunista, deviam ser ostracizados severamente pelos povos livres; penso que assim teriam menos força, quiçá...



Ainda em Guadalajara, foram presos 44 agitadores que pretendiam, como sempre, desestabilizar o encontro. Uma das detidas é uma canadense, profissional na “arte” de organizar as tais “manifestações espontâneas” que da noite para o dia estão nas ruas com cartazes, palavras de ordem, queimando pneus, incendiando carros, enfim. Bem feito! Devia ser deportada.



E a última notícia de hoje vem do Seprin, um site informativo da Argentina que dá conta das manifestações que já começam a ocorrer, por causa da aproximação do julgamento do etarra Josu Lariz Iriondo, que é visto por todos os esquerdistas (inclusive o comuna presidente Kirchner e a terrorista Hebe de Bonafini) como um “preso político”, e que na realidade não passa de um terrorista criminoso de alta periculosidade, responsável por atentados de grande porte na Espanha. Amanhã nos falamos de novo; até lá!



Cuba quer matar o jornalismo



ABC Color, Assunção – Paraguai – 31 de maio de 2004.



Em Cuba não é necessário assassinar jornalistas, como se faz em otras partes da América, porque silenciá-los à força e submetê-los ao terror, é suficiente. É ao jornalismo que querem matar, assinalou Emilio Sánchez, redator do diário El Nuevo Herald, de Miami.



Sánchez é membro da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e participou do seminário sobre riscos do jornalismo realizado de 26 a 28 de maio, no Hotel Granados Park.



O evento foi organizado pela SIP, com o apoio da UNESCO e os diários ABC Color e La Nación, com a participação de destacados painelistas argentinos e a presença de jornalistas de diários, rádio e televisão de nosso país.



“Em Cuba há um jornalismo falso que responde à propaganda do sistema”, afirmou Sánchez. Ele disse que na ilha não há liberdade de expressão. No seminário assinalaram que o aumento da corrupção nas Américas obriga os homens e mulheres da imprensa a evitar os riscos, planejando e ordenando as coberturas.



O poder das máfias para sortear o estado jurídico e submeter a juízes, procuradores e policiais à sua disposição, é um elemento chave da política moderna, que o jornalismo deve assumir, sem que isso represente perigo para a sua integridade.



“Pode-se conseguir os mesmos resultados com o mínimo de riscos”, afirmou a instrutora da SIP, Sibila Camps, investigadora do diário portenho Clarín.



Fonte: NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



Cuba e México se falam, porém a Espanha apoia a posição européia frente a Castro



Martí Noticias, 28 de maio de 2004



Cuba parece ter conseguido fazer as pazes com o México na Cúpula Euro-latino-americana de Guadalajara que terminou na sexta-feira, porém, em troca, piorou seu enfrentamento com a União Européia (UE) quando insistiu em insultá-la, dizendo que “é uma aliada e subordinada dos Estados Unidos”.



As relações diplomáticas de Cuba e da UE continuam virtualmente congeladas desde que há um ano os europeus fecharam a passagem de Cuba ao Acordo de Cotonú e começaram a criticar fortemente as violações dos direitos humanos na ilha. Um dos requisitos para pertencer ao Acordo de Cotonú é que o país membro ou aspirante a sê-lo, respeite os direitos humanos. O regime de Fidel Castro foi censurado em abril passado na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, por suas violações sistemáticas desses direitos.



Durante o debate para acordar a Declaração Final da Cúpula de Guadalajara, de novo se fez evidente a inimizade de Cuba e os 25 países da União Européia, aos quais o governo de Cuba acusou em uma declaração fechada em Havana, de atuar como “um rebanho de cordeiros subordinados a Washington”.



Cuba queria que a Declaração de Guadalajara incluísse uma condenação explícita do embrago financeiro da Lei Helms-Burton, dos Estados Unidos, sobre o regime comunista e também das medidas que foram anunciadas recentemente por Washington, para apertar ainda mais o nó da economia cubana.



A União Européia, todavia, estabeleceu a contraproposta de que a Cúpula condenasse de modo geral “todas as medidas de caráter unilateral contrárias ao Direito Internacional, incluindo aquelas de efeito extra-territorial”. Cuba qualificou essa proposta de “tímida e ridícula”, porém se considerou segura sua aporvação.



Transcendeu, por outro lado, que a Declaração de Guadalajara condenaria “os maltratos de prisioneiros em cárceres iraquianos”, embora sem mencionar os Estados Unidos.



Fontes diplomáticas espanholas disseram que a chegada ao poder na Espanha, do socialista José Luis Rodríguez Zapatero, em substituição ao conservador José María Aznar que enfrentou Castro, não modificará a posição da União Européia de exigir do ditador cubano, respeito pelos direitos humanos de seu povo. “A Espanha deseja ver um povo cubano que avance democraticamente, que tenha um grau de desenvolvimento, de progresso e de bem-estar e, desde já, essa vai ser a nossa linha de trabalho”, disse Zapatero, na quarta-feira, em uma entrevista à Televisa.



A delicada questão dos direitos humanos em Cuba também esteve na origem da disputa com o México que, declarando outras causas, retirou nos primeiros dias de maio a sua embaixadora de Havana e expulsou o embaixador cubano.



No discurso inaugural da Cúpula, o Presidente do México, Vicente Fox, disse que “não há desenvolvimento sem democracia nem democracia que sobreviva à falta de desenvolvimento”. “A democracia funciona; um regime que respeita e fomenta as liberdades individuais, que impulsiona a participação social e o desenvolvimento coletivo através do talento e da contribuição de seus integrantes, se traduz em uma sociedade não só mais rica, com mais valores, senão também, mais justa...”



“A democracia funciona; funciona como o mostra bem o duplo processo de integração e desenvolvimento que têm seguido as nações da comunidade Européia. A experiência européia, quer dizer, a conjunção de democracia e estado de direito que respeita as liberdades e direitos essenciais das pessoas, assim como um modelo econômico que fomenta o desenvolvimento humano e a integração da cooperação regional, constitui um exemplo digno de emulação”.



Fonte: NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



Guadalajara – 44 detidos por protestos contra a reunião internacional da semana passada nesta cidade



Os provocadores foram identificados como membros de organizações não-governamentais (ONGs), entre elas a Frente Popular Revolucionária e o Conselho Geral de Greve da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Estas, por ordem ao que parece, provenientes de Havana, violaram o acordo da noite de quinta-feira entre o governo de Jalisco e os sindicatos e coletivos que participaram de uma marcha pacífica, alegre e festiva, para protestar contra a terceira cúpula da América Latina, o Caribe e a União Européia.



A Procuradoria da Justiça de Jalisco consignou hoje 44 das quase 100 pesoas que foram detidas ontem à noite, tanto no cenário dos enfrentamentos como nos aglomerados, que granaderos e forenses levaram a cabo por toda a cidade até às três da manhã de hoje, em prevenção de atividades terroristas. Do mesmo modo, a Direção de Segurança Pública estatal liberou 10 jovens detidos por falta de provas e entregou às autoridades migratórias da Secretaria de Governo, pelo menos 8 estrangeiros que haviam ingressado no país apenas com o intuito de promover desordens.



“Às duas da manhã (do sábado), um grupo de granaderos entrou no bar Lido (no centro desta cidade) e levaram seis jovens a quem estavam perseguindo”, contou Lídia, outra estudante local que preferiu omitir seus sobrenomes. “Desde que acabaram os distúrbios, as caminhonetas granaderas saíram por todas as colônias agarrando gente seletivamente, ao que parece, fichadas anteriormente”.



Todos os detidos foram concentrados nos sótãos da Segurança Pública. Entre os estrangeiros detidos está a cidadã canadense Lalou Deperrier Roux, de Quebéc, veterana participante na organização de motins internacionais contra o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e o Tratado de Livre Comércio.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Mobilizações pela liberdade de JOSU LARIZ IRIONDO



No próximo dia 8 começará o julgamento contra o exilado político basco Josu Lariz, preso em Buenos Aires desde novembro de 2002. Diante deste processo, estão se intensificando as mobilizações de apoio.



Neste sentido, o alkartetxe da Argentina expressou seu “mais enérgico repúdio ao pedido de extradição por parte do Estado espanhol”, e solicita ao Governo argentino que lhe conceda asilo político. Através de uma declaração “unânime”, manifesta sua solidariedade à Lariz e seus amigos.



Por otro lado, durante o ato que em 25 de maio congregou 200.000 pessoas na Praça de Maio de Buenos Aires, pelo motivo do Dia da Pátria Argentina, desfraldaram um painel de grandes dimensões na qual se podia ler: “Sim ao refúgio. Nçao à extradição”.



A Associação Diáspora Basca, por sua parte, destaca que “emprestar uma cela funcional aos negócios havidos entre o presidente uruguaio Jorge Batlle e o derrotado presidente espanhol José María Aznar, empana a imagem da Argentina”. A este respeito, destaca que sua libertação será “um ato de justiça, meritório para o Governo e honrará a tradicional solidariedade do povo argentino”. Denuncia, além disso, “as arbitrariedades cometidas”.



Fonte: www.seprin.com



Traduções: G. Salgueiro



terça-feira, 1 de junho de 2004

Àqueles que vivem de condenar “as torturas” cometidas contra os presos iraquianos, pelos soldados da coalizão na prisão de Abu-Gharib; aos que bradam aos quatro ventos “os indignantes maus tratos” aos terroristas muçulmanos na base militar americana de Guantánamo, Cuba, trago uma pequena mostra do que passam os presos de consciência nas mãos do regime ditatorial de Fidel Castro.



Diariamente recebo, através de valorosos correspondentes cubanos exilados em várias partes do mundo, denúncias escabrosas de que são vítimas esses presos políticos, todos pacíficos e sem nenhuma alegação de violência, atentado ou ato terrorista em suas folhas corridas, e cujo único delito foi pedir liberdade e respeito aos mais elementares direitos humanos. A diferença de tratamento oferecida a uns e outros pela mídia nacional e estrangeira, que exacerba no caso dos iraquianos e omite-se absolutamente num silêncio cúmplice sobre o que padecem os cubanos, é algo que merecia um estudo psicológico aprofundado, pois beira a esquizofrenia.



Hoje temos informação sobre o reparo na Venezuela, extraída de um jornal da cidade de Carabobo e uma denúcia de que os atentados ocorridos em Madri, em 11 de março passado, partiram de uma provável combinação entre os bandos terroristas Al-Qaeda e ETA basca.



Mas hoje eu quero encerrar com uma frase que quase soa como uma sentença, que recolhi do rodapé de uma mensagem de um querido amigo; deixo-a para reflexão de todos. O que estamos fazendo de nossas vidas? Até amanhã.



"Devemos nos arrepender, nessa geração, não tanto pelas más ações das pessoas más, mas pelo silêncio assustador das pessoas boas" (Martin Luther King Jr)



Raúl Arencibia doente e sem cama na prisão 1580



Eu, Olga Ibáñez Echeverría, esposa do prisioneiro de consiência Raúl Arencibia Fajardo, que se encontra na prisão 1580, destacamento 5, cidade de Havana, cumprindo uma condenação de três anos, denuncio que meu esposo neste momento está dormindo no chão, já que não há uma cama para ele.



Arencibia encontra-se doente, tem problemas no sistema pulmonar. Está operado de um pulmão, do estômago e padece de bronquite asmática. No dia de hoje (29 de maio) fui à Vila Marista e acabo de chegar; eles me disseram que não me podem dar resposta, que tem que ser em 15 e K (Direção Nacional de Cárceres e Prisões), para que faça uma carta e relate os detalhes. Lhes disse que se eles querem que alguém grite pelos cinco heróis presos nos Estados Unidos, eu tinha que gritar aqui por meu herói, já que ele só tem à sua mãe, sua esposa e sua filha. Aí me explicaram que Vila Marista era independente da prisão 1580.



Falei com os oficiais da penitenciária, onde ele se encontra atualmente, reclamando ante a situação e lhes disse que iria colocar-me em frente à penitenciária e não iria dormir até enquanto não dessem uma cama ao meu esposo, já que de todo modo não posso dormir em minha casa, com esta preocupação. O chefe da unidade me deixou esperando-o por quatro horas, sob um intenso sol e não me deu resposta, nem uma possível solução.



Realmente, creio que uma pessoa em seu estado de saúde, o mínimo que pode ter é uma cama onde descançar; ali há entre 200 e 300 presos que não têm onde dormir. Lhes propus a possibilidade de levar um colchão de nossa casa e tampouco o aceitaram. Quando o vi, no dia de ontem, o encontrei muito mal; Raúl Arencibia não poderá resistir nessas péssimas condições.



Conclusão: enquanto me mandam de prisão em prisão, inclusive a 15 e K, meu esposo continua sem colchão e sua saúde já precária se deteriora cada dia mais.



Fonte: http://www.payolibre.com/presos.htm



ETA e Al-Qaeda teriam planejado atentado conjunto, segundo imprensa espanhola



O diário “El Mundo” publica em sua edição de hoje que um líder islâmico preso na França porpôs ao grupo armado basco, perpetrar ataques terroristas após os atentados de 11 de setembro de 2001.



MADRI – Um líder islâmico preso na França propôs ao bando armado basco ETA, perpetrar atentados conjuntos após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, informa hoje o diário madrilenho “El Mundo”, citando informes confidenciais do governo espanhol anterior.



Segundo o jornal, os indícios que sustentam essa possível colaboração, denominada “Sabre Samurai”, baseiam-se em conversações e cartas de etarras captadas pelos serviços de segurança. O documento mais significativo consiste em uma carta enviada em 12 de setembro de 2001 – um dia depois dos atentados da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas e o Pentágono – por um islamita conhecido como Ismail, preso no cárcere francês de Fresnes, ao dirigente histórico da ETA José Luis Urrusolo Sistiaga, aliás “Joseba”, que nesse momento se encontrava na prisão madrilenha de Soto del Real.



Nesse escrito, o islamita diz: “Viste o que aconteceu em Nova York? Ha ha ha! Em uma palavra, magnífico! A teoria do terror aplicado em sua pureza... A nada. Foi um presente magnífico para mim. Vi o coroamento de minhas idéias teóricas. Lembras-te, Joseba, há quatro anos, quanto te falava da teoria das cargas?”

.

“Ainda ficarei na França ano e meio. Durante esse período posso ajudá-los. Depois de dois meses e seis dias de trabalho nos preparativos da operção “Sabre Samurai” vamos fazer essa operação e lhes demonstrarei. (...) Esperemos que uma hipotética colaboração de grupos islamitas-ETA não inclua o empenho de um terrorista suicida”, diz a missiva, segundo o “El Mundo.



Um segundo documento ao qual teve acesso o governo do então Presidente José María Aznar, incorpora uma conversação que mantiveram o etarra encarcerado José Ignacio de Juana Chaos e uma amiga, em fevereiro de 1998.



Na conversa, De Juana Chaos diz à sua interlocutora: “Se os integristas quiserem, os espanhóis se põem a correr daqui (do País Basco) em uma semana, do mesmo modo que puseram a correr do Sahara (território do norte da África que um dia foi colônia espanhola)”.



Segundo publica “El Mundo”, o governo de Aznar não dispôs destas informações até o dia seguinte aos atentados de 11 de março passado, em Madri, que o Executivo nessa ocasião atribuiu erroneamente à ETA.



O coordenador geral da Izquierda Unida (IU), Gaspar Llamazares, considerou que a informação do periódico espanhol não tem credibilidade. Em suas palavras, uma possível conexão entre Al-Qaeda e ETA é um argumento que surgiu quando se provaram “as mentiras da guerra do Iraque” e é uma hipótese que se tem empregado para “ocultar as responsabilidades que têm os governos de Bush e Aznar”.



Na opinião de Llamazares, essa premissa surgiu “quando agonizavam os argumentos sobre a guerra do Iraque, quando ninguém acreditava mais que houvesse uma conexão entre o governo iraquiano e o terrorismo internacional, e quando provou-se que era mentira também a relação entre o governo iraquiano e as armas de destruição massiva”. “Creio que não tem nenhuma credibilidade”, disse o líder da IU sobre esta conexão, para acrescentar que embora tanto o terrorismo da ETA como o islâmico sejam “repugnantes”, em seu julgamento “não têm nada a ver”, por mais que Aznar insistisse sempre que o terrorismo é sempre igual.



Fonte: www.seprin.com



Coordenadora Democrática: “Conseguimos reparar as assinaturas necessárias em Carabobo”



Valencia – reportou Marlene Piña Acosta



Nesta segunda-feira respirou-se um ambiente de celebração na sede da Coordenadora Democrática (CD) de Carabobo, onde os representantes dos procuradores aglutinados neste bloco, asseguraram que conseguiram reparar as assinaturas necessárias nesta entidade.



Embora não tivessem dado projeções em respeito às normas do ente eleitoral, a coalizão deu mostras de satisfação, durante uma coletiva de imprensa, à qual esteve presidida por Blanca de Domínguez (Projeto Venezuela), Lenny Green (Primero Justicia), Douglas Fernández (Gente del Petróleo), Douglas Surga (AD), Manuel Barreto (Gente del Petróleo), Luis Fernández (ABP), entre outros.



Douglas Fernández manifestou que concluiu a etapa de recoleta de reparo, porém que o revocatório não terminou com este passo, pois agora está na etapa de incerteza e à espera de que o CNE reconheça os resultados.



Por sua parte, Douglas Surga, que foi credenciado como representante da Coordenadora Democrática ante o CNE, porém, apesar disso não lhe foi permitido o acesso às suas instalações, anunciou que solicitarão a destituição de Mario Vargas, adjunto à direção do CNE do estado de Carabobo, devido à possível série de irregularidades que cometeu durante a jornada.



Blanca de Domínguez alertou aos carabobenhos sobre as intenções do oficialismo, desde sua mais alta expressão, por desconhecer os resultados da jornada de reparo. Mostrou cópia de uma das “Atas de Observações de Testemunhas”, mecanismo através do qual advogados do Comando Ayacucho tentavam ivalidar um volume importante de assinaturas, sob o argumento de fatos irregulares na mesa eleitoral, cujo material já se havia preparado para sua distribuição nos centros de reparo.



Domínguez negou que a aliança opositora tenha utilizado a clonagem de cédulas: “todos os venezuelanos estão conscientes que essa trampa estava preparada pelo oficialismo, que procedeu à clonagem do documento no Ince, nas praças e em qualquer lugar”.



“Aqui não cabe trampa e o oficialismo sabe disso. Todavia, as tentativas vão continuar. A repressão aumentará, porém nós temos que estar preparados para combater com nossa vontade férrea de continuar defendendo a saída pacífica e que o país volte a se encontrar como irmãos, sublinhou a dirigente do Projeto Venezuela.



Luis Felipe Medina, coordenador do MVR, denunciou a clonagem de cédulas por parte da oposição e assegurou que não conseguiram reparar as assinaturas necessárias.



Quem tem razão?



Fonte: www.notitarde.com



Traduções: G. Salgueiro