segunda-feira, 31 de maio de 2004

Cuba se crê “o umbigo do mundo”, segundo expressão usada pelos próprios cubanos, quando querem referir-se à arrogância e prepotência do “Líder Máximo”. Pois foi exatamente isto que ele tentou fazer em relação à "Cúpula de Guadalajara”, quando emitiu uma carta desastrosa ao povo mexicano; resultado, o tiro acabou lhe saindo pela culatra e seu chanceler preferido, Felipe Pérez Roque saiu todo chamuscado. Se calhar, Pérez Roque vai ter que fazer uma auto-crítica em praça pública, por não ter conseguido sensibilizar os outros 57 países que com ele dividiam os trabalhos da tal cúpula.



Honestamente, fiquei muito feliz que isso tivesse ocorrido porque não estava, como nunca esteve em jogo, a melhoria da qualidade de vida e respeito ao “povo” cubano, aquele que enfrenta as “guaguas” para ir ao trabalho diariamente, muitas vezes com fome e sem um banho, porque não há água para todos regularmente. Por este povo eu luto, sofro junto com eles e muitas vezes choro, ao ver tanta desumanidade sem que nós, pobres mortais sem grana nem poder, possamos fazer alguma coisa para mudar tamanha miséria e escravidão. A miséria do povo cubano só pode ser comparada à de outros povos que vivem sob a pressão de regime irmão, como China, Vietnã ou Coréia do Norte. Por mais que haja aqui pobreza, miséria ou mesmo fome, nós somos livres, podemos progredir, fazer alguma coisa para sobreviver; em Cuba não, porque TUDO é do Estado, até sua própria vida, por isso a deseperança e o índice de suicídios lá é tão alto...



Mas hoje também trazemos notícias da Venezuela e a prévia (ao menos as expectativas) do “reparo”. A mansidão e aceitação do tropero de Sabaneta em relação ao resultado levam-nos a ficar com a pulga atrás das orelhas. Há qualquer coisa de estranha no ar mas só nos resta aguardar os acontecimentos.



A outra informação que damos hoje vem da Colômbia; assassinaram um dos chefes da Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), cujo codinome era “Doble cero”. O jornal Folha de São Paulo noticiou hoje, também, que o fundador das FARC – Manuel Marulanda “Tirofijo” - havia morrido em conseqüência de um câncer de próstata, referindo ter visto a notícia no jornal “El Nuevo Herald” mas eu procurei, inclusive no próprio site de tal grupo terrorista e nada encontrei. Se for verdade, breve confirmaremos e informamos aqui.



Bem, hoje o Notalatina está sendo editado um pouco tarde mas espero que os amigos ainda estejam acordados e dispostos a tomar conhecimento do que vai pela América Latina e Caribe. Amanhã falaremos outra vez dos absurdos cubanos. Aliás, quero informar que brevemente meu amigo Percival Puggina estará lançando seu livro sobre Cuba que nós teremos o maior prazer em divulgar e comentar neste blog. Até amanhã, então.



Cuba mais isolada após a Cúpula de Guadalajara



Da AFP em Guadalajara, reportou Elisa Santafe



Cuba ficou ainda mais isolada ante a comunidade latino-americana e a União Européia (UE), após lançar na III Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia um duro ataque aos europeus mas que não conseguiu seus objetivos.



A Declaração da cúpula euro-latino-americana não incluiu finalmente uma condenação à lei norte-americana Helms-Burton, porque a delegação cubana e seu chanceler insistiram até o último momento em que além disso, se denunciassem as recentes medidas norte-americanas para reforçar o embargo à ilha, ao que os europeus se negaram.



A UE, que sempre condenou esta lei e desde o primeiro momento estava disposta a reiterá-la na cúpula, “foi bastante flexível e disposta a considerar as preocupações de Cuba”, defendeu Dermont Brangan, porta-voz a chancelaria da Irlanda, país que exerce a atual presidência européia.



Porém, “Cuba tentou endurecer a linguagem (da declaração) com mais críticas aos Estados Unidos”, e “isto era demasiado para a União Européia”, apontou o porta-voz.



O chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, teve uma “atitude bastante entropecedora e obstrucionista” e “dá lástima, porque é bloquear por bloquear” e “porque vai tudo em detrimento da população cubana, à qual dirigimos toda nossa simpatia”, estimou uma fonte européia.



No lado latino-americano, muitos chanceleres sentiram-se “incomodados” ante a insistência de Pérez Roque e o tempo perdido com este debate, e fizeram-no saber, segundo uma fonte da chancelaria chilena, que estimou que o governante cubano, Fidel Castro, “se equivocou” quando na véspera da cúpula acusou a UE de ser “cúmplice com os crimes e agressões dos Estados Unidos” contra a ilha.



Com esta atuação “Cuba foi a única que perdeu”, uma vez que não se tem todos os dias os chanceleres de mais de 50 países reunidos”, lamentou.



Segundo um funcionário europeu presente nos debates, a atitude de Cuba “não foi correta”; foi “excessiva e não adaptada a este diálogo” euro-latino-americano.



“Cuba não é o único país da cúpula; há 58 e é uma pena que uma cúpula de 58 países esteja totalmente dominada pelo comportamento de Cuba. Há outras coisas das quais falar com a América Latina e o Caribe”, deplorou.



O presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, assegurou na véspera que a UE “não quer isolar Cuba” e que “não está no interesse de Cuba enfrentar a União Européia e isolar-se da comunidade internacional”.



Ante esta última batalha de Cuba, a UE mantém sua postura do último ano: “Antes que possa haver progressos na relação” entre ambas as partes, “necessitamos que haja melhoras no terreno”, disse Prodi na sexta-feira.



Após dois anos de aproximação, as relações entre a UE e Cuba estão praticamente bloqueadas há um ano, quando a UE decidiu repudiar as condenações dos 75 dissidentes e tomar, entre outras, a decisão de convidar os opositores às embaixadas européias em Havana.



As autoridades cubanas exigem que os europeus retirem esta medida para retomar as relações, enquanto que Bruxelas pede a libertação dos dissidentes, entre outras medidas, para melhorar a situação dos direitos humanos.



Cuba, além disso, rechaçou os fundos de cooperação europeus e retirou sua candidatura ao Acordo de Cotonú de cooperação entre a UE e o grupo de países da África, Caribe e Pacífico (ACP), ao qual pertence a ilha.



Além disso, no ano passado não se celebrou a reunião de diálogo político que mantinham as partes após o reatamento de suas relações a este nível, em 2001.



Os europeus devem renovar em junho sua posição comum sobre a ilha, onde pedem uma transição democrática desde 1996, e onde seguramente se mencionará a postura cubana em Guadalajara, segundo uma fonte européia.



Por sua parte, o novo governo espanhol, visto por Cuba como um possível sócio para melhorar as relações com Bruxelas, defende a postura da UE. Seu presidente, José Luis Rodríguez Zapatero, qualificou a opinião de Cuba de “minoritária” e disse que “lhe deve servir como elemento de reflexão”.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Assassinam na Colômbia o líder dos paramilitares



Assina a matéria: Margarita Martinez da Associated Press



“Doble cero” (Duplo zero), fundador dos grupos paramilitares, aliado de Carlos Castaño e aberto critíco da infiltração do narco-tráfico na luta anti-guerrilheira – que o levou ao afastamento de sua cúpula – foi assassinado por matadores profissionais, disse ontem a polícia.



Carlos Mauricio García, seu nome real, saía de um supermercado com uma mulher quando foi atingido com cinco disparos na cabeça, na cidade caribenha de Santa Marta, na sexta-feira, após meses de perseguição por seus inimigos, disse a Polícia de Magdalena.



Em um de seus últimos correios eletrônicos à AP, em relação à provável morte de Castaño, chefe das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), afirmou que não temia falar porque seus inimigos, os narco-traficantes no interior do paramilitarismo, encabeçados aliás, por “Don Berna”, queriam matá-lo de qualquer maneira.



“O que poderia acontecer mais a mim, se me queriam matar mais vezes ou com mais intensidade, ou com uma arma maior?”, escreveu García, de 39 anos.



“Doble cero” denunciou que Castaño teria sido assassinado um mês antes, ao que tudo indica pela facção que agora lidera as AUC, às quais pertencem seu próprio irmão, Vicente Castaño e “Don Berna”.



O corpo de Castaño não apareceu e seus antigos aliados – em negociações de paz com o governo – afirmam que ele está vivo.



García denunciou que as AUC haviam vendido blocos inteiros, com homens e armas, por milhões de dólares a narco-traficantes, que os utilizavam para a proteção de seu negócio e não na luta anti-subversiva.



Ele qualificava de “farsa” os diálogos que os parlamentares realizam com o governo e disse que, com o provável assassinato de Castaño, eliminava-se um obstáculo para os narco-traficantes.



O governo, em meio a polêmicas internas e externas, realiza negociações de paz com as AUC, que poderiam levar à desmobilização destas forças, e que afirmam ter 20.000 combatentes.



Fonte: El Nuevo Herald



Oposição venezuelana anuncia que validou as assinaturas necessárias



A oposição venezuelana proclamou ontem que conseguiram-se as assinaturas suficientes para convocar o Referendo Revocatório contra o presidente Hugo Chávez.



“Conseguimos as assinaturas... temos absolutamente suficientes assinaturas que não as vão poder escamotear”, disse o dirigente opositor Enrique Mendoza, enquanto seus seguidores gritavam: “Vitória, vitória!”



“Em 8 de agosto haverá Referendo”, assegurou Mendoza na sede da Coordenadora Democrática (CD) que reúne a oposição a Chávez.

“Mais de 700.000 vontades tornaram possível este revocatório”, disse Mendoza e após seu anúncio soram fogos na zona leste de caracas, um bastião opositor.



“A partir de hoje o Referendo Revocatório não pára ninguém”, insistiu. Mendoza assinalou que imediatamente anunciaram ao país a realização de uma grande marcha em Caracas, na qual “dois milhões de seres humanos virão de todas as partes do país”.



Para ativar o referendo contra o mandato de Chávez, a oposição deve conseguir a validação de 555.215 assinaturas, para completar assim as 2.46 milhões de rubricas exigidas. A oposição juntou as assinaturas em fins de 2003. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) validou 1.910.965 das apresentadas e colocou outras 1.192.914 em observação, pelo qual deviam ser “reparadas” ou confirmadas em três jornadas de verificação que foram concluídas ontem. No processo também podiam solicitar sua exclusão os assinantes arrependidos.



Previamente, o porta-voz opositor Américo Martín disse que “as metas estão amplamente superadas; sem fazer triunfalismos prévios, sem dar cifras estamos enormemente satisfeitos, enquanto o opositor Jesús Torrealba assegurou que a oposição tem “mais de dois milhões e meio de razões” ao referir-se à cifra requerida para ativar a consulta.



Após o anúncio de Mendoza, o CNE reiterou que estava proibido oferecer resultados até enquanto a entidade não emita seu primeiro boletim, previsto para terça-feira, e assinalou que as estações de televisão que transmitirem as declarações destes dirigentes poderão ser objeto de fechamento.



Por sua vez, vários dirigentes oficialistas também se atribuíram a vitória. “Graças ao povo... temos razão para celebrar”, disse em uma coletiva de imprensa José Albornoz, secretário geral do partido oficialista Patria Para Todos, no meio dos partidários que gritavam: “vitória, vitória, vitória popular”.



O presidente, por sua parte, reiterou ontem sua disposição a submeter-se a um referendo se a oposição validar o número de assinaturas necessárias para ativar a consulta, após uma reunião com o ex-presidente e Prêmio Nobel da Paz de 2002 Jimmy Carter, que encabeça a missão de observadores do Centro que leva seu nome.



“Se o CNE amanhã, ou depois de amanhã disser que a oposição chegou às assinaturas (necessárias), eu vou feliz ao referendo e convido a todo o país, tanto o governo quanto a oposição, que vamos felizes (à consulta)”, declarou Chávez a jornalistas.



“Eu não tenho medo nenhum do referendo, porque eu tenho minha força política e popular”, acrescentou.



Fonte: El Nuevo Herald



Traduções: G. Salgueiro



sábado, 29 de maio de 2004

Ontem não foi possível editar o Notalatina e hoje, mesmo sendo sábado, seguem algumas notícias interessantes porém não “bombásticas”.



Ontem iniciou-se o “Reparo” na Venezuela, uma tentativa de recoletar as assinaturas dos eleitores que pedem um Referendum Revocatório e que, através de muita trampa, o governo conseguiu anular na primeira vez, em fevereiro, uma quantia tão expressiva que as consideradas válidas não foram suficientes para autenticar o desejo da população. Dessa vez os eleitores terão 3 dias para “firmar”.



Até o momento as coisas estão ocorrendo de modo inquietantemente calmas, o que me fez lembrar que no mar, muitas vezes, uma excessiva calmaria é prenúncio de uma violenta tempestade. Tomara que eu esteja enganada mas a brava jornalista venezuelana, minha amiga guerreira Eleonora Bruzual, também não tem bons pressentimentos. Em se tratando de um governo totalmente monitorado por Cuba e assistido diretamente por agentes castro-comunistas, nada de bom se pode esperar...



Nesta edição de hoje trazemos ainda duas notas sobre as FARC, o bando terrorista mais antigo da América Latina que há 40 anos destrói vidas humanas da forma mais bárbara e hedionda que se possa imaginar. O que nos causa muita vergonha, decepção e espanto é que, apesar desse histórico banhado de sangue e infelicidade, aqui no Brasil comemorou-se os 40 anos deste terrorismo; o convescote tinha mesmo que ser na USP... Aliás, é bom lembrar também que o Ministro Palocci, quando ainda prefeito de Ribeirão Preto, criou uma instituição denominada Comitê de Apoio e Solidariedade às FARC. Alguém lembra disso? E depois, ainda querem negar as estreitas ligações e alianças do Estado petista (sim, porque agora partido político e Estado se fundiram em uma só coisa, como na antiga Rússia) com tais bandos criminosos, todos membros do “Foro de São Paulo”...



Voltamos na próxima semana ou, se acontecer algo bastante relevante, em edição extraordinária. Tenham todos um excelente domingo, apesar do delicioso friozinho do sul que, se Deus quiser, muito em breve estarei também experimentando.



Comando Ayacucho: Oposição sairá derrotada



Caracas - O coordenadores do Comando Ayacucho e secretário geral da organização política “Podemos”, Ismael García, assegurou nesta sexta-feira no Palácio Federal Legislativo que as jornadas de reparos se desenvolveriam com toda a normalidade e convidou os setores da oposição a reconhecer de forma democrática e pacífica os resultados do processo.



“Nós vamos ganhar este (...) estamos plenamente convencidos de que não teremos nenhum tipo de problema que nos faça pensar o contrário”, sublinhou. Argumentou que todos os cálculos e consultas sobre os reparos convocados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) assim o determinam. “Queremos dizer novamente à oposição que os vamos derrotá-los democraticamente”, reiterou García.



O parlamentar oficialista convocou os setores da oposição a reconhecerem de forma democrática e pacífica os resultados destas jornadas de reparos, “tal como o faremos à força da mudança”, resumiu Venpres.



Não obstante, referiu que “alguns golpistas dentro da oposição vão tratar de perturbar o processo, porém não conseguirão seu propósito”.



Fonte: www.eluniversal.com



Eleonora Bruzual: “O gorila deve ser e parecer”



O mandante, mentiroso e bravateiro falou de multidões nos centros de reparos para o oficialismo, desmentindo o representante da OEA, Fernando Jaramillo, que desde Zulia declarou a pouca assistência aos mesmos. O gorila atacou a opositores e a observadores internacionais e, para fazê-lo, crendo no que seguramente recomendam o turco Tarek, Abel Prieto que agora vive metido aqui dando-se a grande vida e Luis Britto que tanta lástima e vergonha alheia causa, se enrolou com as citações... Hugo, o ridículo, esse que manda anotar nomes de livros, autores e pensadores para soltá-los como se de suas leituras e de seus estudos completos os tivesse tirado, ameaçou com uma “Intelectualada” a nacionais e internacionais se, com os seus atos, põem em dúvida a imparcialidade do reparo.



Crendo-se um grande citador, apelou para aquela conhecida expressão acerca da qual a mulher de César não só deve ser honesta, como também tem que parecê-lo, só que Huguito, por não tê-la clara, titubeou, para terminar dizendo “que a mulher de César não só deve ser rainha, como parecê-lo...”

E para a quantidade imensa de venezuelanos que conhecemos muito bem texto da frase sobre a mulher de Caio Júlio César e também a anedota narrada por Plutarco, em sua “Vida de Júlio César”, a versão livre do inefável tropeiro, lembra melhor a velha máxima venezuelana que assinala: “o que vai saber o burro sobre pasta de dentes!”



Portanto, brincarei com a frase para dizer que um gorila militar bananeiro deve parecê-lo e além disso sê-lo... Senão, não é de respeito. Um gorila monta farsas, barracas e esconde assassinatos, roubos, traições à Pátria, queima soldados em celas de castigo, privação da liberdade a seus adversários políticos. Um gorila bem gorila se jacta de seus “milicianos da revolução”, de seus pistoleiros mata-velhos, elevados à categoria de heróis do processo.



Um gorila como este que ostentamos tem a sua María Egilda e a seu Rafael Hidalgo entre outros porcos que desde a conselheiria da Embaixada de Cuba, cuida dos interesses do Chulo Jinetero, comandante desta “roubolução”. O gorila cuida para que esqueçamos os mortos, os presos, os torturados, os queimados, os desterrados, os perseguidos, os famintos.



Um gorila como Chávez parece e é!



Fonte: www.gentiuno.com



“A Colômbia comemora 40 anos de tortura”, diz o presidente Alvaro Uribe, no aniversário das FARC



“O que o mundo tem que fazer é acompanhar-nos e chamar o verdugo (as FARC) por seu nome: verdugo e torturador do povo colombiano”, expressou.



Uribe falou sobre os 40 anos da guerrilha, desde San José de Apartadó (Antioquia), povoado que sofreu no último fim de semana um atentado terrorista contra uma discoteca, na qual morreram oito pessoas.



Uribe tem feito da luta contra a guerrilha seu programa principal de governo, após os fracassados diálogos de paz que por três anos empreendeu o então presidente Andrés Pastrana. “Hoje o que devemos celebrar é o avanço de nossas instituições. Pela primeira vez nestes 40 anos, o verdugo tem algumas instituições, com toda a determinação, enfrentando-o”, assinalou Uribe.



As FARC têm como mito fundante a operação militar contra Marquetalia, que chegou a este povoado do sudoeste da Colômbia em 27 de maio de 1964. Na área existia um conclave comunista de guerrilheiros que se haviam desmobilizado em finais dos anos 50, encabeçados por Manuel Marulanda, “Tirofijo”, até hoje o chefe deste bando.



No mundo da guerra fria havia preocupação pelo avanço do comunismo. O exército entrou na região com 1.200 homens. Marulanda e sua meia centena de combatentes romperam o cerco e, 40 anos depois, contam com 15.000 guerrilheiros espalhados por todo o país, acusados de serem um dos principais violadores dos direitos humanos.



Uribe afirmou que a Colômbia é o país mais desafiado pelo terrorismo; na guerra interna colombiana, morrem a cada ano ao menos 4.000 pessoas.



Fonte: www.elnacional.com.co



As FARC insistem em que, se forem liberados guerrilheiros por acordo humanitário, seujam entregues na Colômbia



Além disso, ratificam sua exigência de uma zona desmilitarizada para efetuar a troca pelos seqüestrados, segundo seu porta-voz Raúl Reyes.



O ex negociador de paz das FARC respondeu a uma entrevista à agência AFP e afirmou que a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e o resto de políticos e militares em poder do grupo guerrilheiro encontram-se “bem de saúde”, embora “animicamente estejam mal”.



“A senhora Ingrid Betancourt e demais prisioneiros de guerra em poder das FARC (...) estão bem de saúde, embora animicamente estejam mal pela intransigência e evidente ausência de interesse expressado pelo governo, em concretizar a permuta que ponha fim a seu prolongado cativeiro”, afirmou em uma mensagem enviada por correio eletrônico pelo número dois dessa guerrilha.



O chefe rebelde assegurou que as FARC “estão dispostas a deixar em liberdade a todas as pessoas retidas com fins permutáveis”, porém em troca de que o governo deixe em liberdade “a totalidade de guerrilheiros” que se encontram encarcerados.



Reyes reiterou as exigências do grupo insurgente para levar a cabo o acordo humanitário. O dirigente guerrilheiro recordou que as FARC nomearam desde o ano passado como seus negociadores, Fabián Ramírez, Carlos Antonio Lozada e Felipe Rincón.



“Em segundo lugar, nos mesmos lugares onde sejam entregues os prisioneiros do governo receberemos nossos guerrilheiros, aqui na Colômbia, obviamente”, afirmou Reyes.



O chefe guerrilheiro reiterou assim o rechaço das FARC – expressado à AFP em uma entrevista em princípios de março passado – a um recente oferecimento do governo francês para receber os rebeldes que saiam da prisão no marco do acordo humanitário, como o pretendia o governo colombiano.



O governo de Alvaro Uribe e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) se acusam mutuamente de não ter vontade de concluir o intercâmbio humanitário, embora publicamente tenham manifestado sua disposição em firmá-lo.



O acordo tem estado emperrado, tanto por razões de fundo como de forma. As FARC oferecem permutar só uns 20 políticos – inclusive Betancourt –, 47 militares e policiais e três americanos, por rebeldes encarcerados.



Por sua parte, o governo pediu 1.600 reféns das FARC e propõe que os guerrilheiros libertados sejam recebidos em outro país – que poderia ser a França – e não aceita nenhum tipo de desmilitarização.



Porém, há umas duas semanas o alto comissário de paz, Luis Carlos Restrepo, manifestou a disposição do governo de chegar a um acordo com as FARC, mediante um procedimento simples e que, inclusive, considera a possibilidade de que não sejam necessariamente libertados simultaneamente todos os reféns.



Fonte: www.elnacional.com.co



Traduções: G. Salgueiro



quinta-feira, 27 de maio de 2004

Amanhã começa a III Cúpula da América Latina, União Européia e Caribe, na cidade de Guadalajara – México. Este é um acontecimento teóricamente importante, quase tanto quanto a reunião anual da Comissão de Direitos Humanos da ONU, porque discutem-se e criam-se resoluções para melhorar a qualidade de vida dos povos a ela relacionados.



Entretanto, como sempre acontece, as resoluções não são cumpridas e não há nem fiscalização nem cobrança sobre os países que assinam os acordos e não os cumprem. Cuba é mestra nisso, para variar e ainda debocha. Aliás, uma das primeiras lições do comunismo é que o que eles assinam ou dizem hoje, amanhã desmentem com a maior cara de pau, com a naturalidade de quem dá um bom-dia e quem o ouve sabe o que significa exatamente tal cumprimento. Tolo é quem acredita em palavra de comunista...



Este ano a organização Repórteres Sem Fronteiras enviou um documento pedindo que se preste mais atenção sobre a situação da profissão jornalística no mundo, especialmente em Cuba, onde há, até o momento, 29 jornalistas presos nas masmorras e calabouços da Ilha-cárcere.



Fidel Castro informou que não vai, este ano, à tal reunião. Aliás, acabei de saber que Kirchner também não irá; não sei se por solidariedade ao “Grande Líder”; se calhar, é isso mesmo. A desculpa de Fidel é que “não há clima” e que a “União Européia vem apoiando as medidas dos Estados Unidos contra Cuba”. O final de sua declaração é nauseante porque ele proclama que o banquete inaugural, regado à comidas exóticas, vinhos e champagnes são indignos, diante da situação de fome e miséria porque passam vários povos do mundo. Uma das leis do comunismo é “acusar o adversário daquilo que ele próprio faz”, ou seja, a fome e a miséria que este ser abjeto promove há 45 anos em Cuba não existem, nem ele promove banquetes semelhantes para os “amigos” que vão visitá-lo. Repugnante!



A última notícia de hoje é sobre um jornalista cubano que estava em greve de fome e foi anunciado pela sua esposa de que ontem ele resolveu encerrá-la. Atentem para a situação deste homem, cujo único delito foi denunciar a absoluta ausência de respeito aos direitos humanos mais elementares aos cidadãos comuns, aqueles que não pertencem ao Partido. Aliás, as pessoas que vivem bradando aos quatro ventos que as humilhações sofridas pelos presos iraquianos na prisão americana de Abu Gharib foram “torturas hediondas”, como os “desinformadores” da imprensa esquedista do mundo inteiro, inclusive do Brasil, deviam procurar se informar melhor como são as prisões e como “vivem” os prisoneiros políticos cubanos. Os defensores do regime criminoso do “serial keeler” Fidel deviam todos mudar-se para lá, pois Cuba não é “o paraíso aqui na terra”? Boa leitura e até amanhã!



Cúpula UE-AL de Guadalajara (México)



Cuba, lanterninha vermelha da liberdade de imprensa entre os 58 Estados que participam da Cúpula



Repórteres Sem Fronteiras chama a atenção também sobre a situação da Colômbia e do Haiti



Cuba é a “lanterninha vermelha” da liberdade de imprensa entre os 58 países da América Latina, Caribe e União Européia, convidados à Cúpula de Guadalajara (México), nos dias 28 e 29 de maio. Repórteres Sem Fronteiras pede aos chefes de Estado presentes que intervenham na delegação cubana, em favor da liberação dos jornalistas encarcerados no país. A organização formula igualmente algumas recomendações em relação a outros dois Estados que participam da Cúpula.



Com 29 jornalistas encarcerados, 27 dos quais foram detidos na “primavera negra” de 2003, Cuba é hoje o maior cárcere do mundo para a imprensa. Na última classificação mundial da liberdade de impresa, publicada por Repórteres Sem Fronteiras em outubro de 2003, Cuba ocupava a antepenúltima colocação (165ª), na frente da Coréa do Norte.



Nesta classificação, Cuba era precedida pela Colômbia (147ª) e Haiti (100ª), dois Estados igualmente convidados à Cúpula. Quando vários Estados latino-americanos encontram-se em melhor classificação que alguns países europeus, esta classificação demonstra que o respeito à liberdade de imprensa não está unicamente ligada ao desenvolvimento econômico. Assim, Trinidad e Tobago (5ª), Jamaica (21ª) e Uruguai (25ª) encontram-se na frente da Itália (53ª) e Espanha (42ª). Também demonstra que essa liberdade nunca se adquire de maneira definitiva e que em todas as partes há que defendê-la.



A totalidade da classificação está disponível na seguinte web page: http://www.rsf.org/article.php3?id_article=8251.



Cuba, Colômbia, Haiti: maior cárcere, maior cemitério e maior esperança para os jornalistas



Em Cuba está simplesmente proibida a informação que não seja controlada pelas autoridades. Em março de 2003 foram detidos 75 dissidentes. Entre eles, 27 jornalistas. Seu rechaço ao controle governamental sobre a informação se assimilou a um “ato contra a independência do Estado”. Foram condenados a penas que vão de 14 a 27 anos de cárcere. Com outros dois colegas detidos anteriormente, Cuba converteu-se no maior cárcere do mundo para os jornalistas. Repórteres Sem Fronteiras considera o presidente Castro, no poder há 45 anos, como um dos 37 predadores da liberdade de imprensa do mundo.



Na Colômbia, os predadores da imprensa são os movimentos armados: grupos paramilitares e guerrilhas. Eles mataram cinco profissionais da imprensa, por seu trabalho, em 2003 e em 2004 já assassinaram um jornalista. A Colômbia é hoje o maior cemitério do continente, para a profissão, uma situação extrema que encontra sua explicação na total impunidade que desfrutam os assassinos de jornalistas. Por sua vez, o governo aparece como uma potencial ameaça para a imprensa, com a provação de um estatuto anti-terrorista que questiona o segredo das fontes.



No Haiti, a renúncia de Jean-Bertrand Aristide abre uma nova era para os meios de comunicação que eram ameaçados, agredidos e acossados pelos esbirros do Presidente, quando lhe criticavam. Para as famílias de Jean Dominique e Brignol Lindor, a mudança é sinônimo de esperança, quando alguns partidários do ex-Presidente estão implicados nos assassinatos de ambos os jornalistas. Todavia, a morte, no passado 7 de março do jornalista Ricardo Ortega, nos lembra que o perigo ainda não desapareceu de todo. Jean-Bertrand Aristide formava parte dos predadores da imprensa denunciados por Repórteres Sem Fronteiras.

Recomendações



Repórteres Sem Fronteiras pede aos Estados participantes na Cúpula de Guadalajara que intervenham:



- junto à delegação cubana, em favor da liberação dos jornalistas encarcerados em Cuba;



- junto às autoridades colombianas, para que dêem prioridade à luta contra a impunidade que desfrutam os assassinos de jornalistas, para que se respeite o direito da sociedade colombiana a estar informada;



- junto às autoridades para que, em sua ação para restabelecer o Estado de Direito, façam uma prioridade dos casos de Jean Dominique e Brignol Lindor. Repórteres Sem Fronteiras pede também aos 58 Estados presentes em Guadalajara que aprovem um texto condenando os grupos armados presentes na Colômbia, por seus extermínios contra a imprensa.



Cortesia de Vivian Gude para o NetforCuba Internacional



Fonte: http://www.netforcuba.org



FIDEL CASTRO CONFIRMA SUA AUSÊNCIA NA CÚPULA DE GUADALAJARA



O ditador de Cuba, Fidel Castro, confirmou hoje sua ausência na Cúpula de Guadalajara, em uma carta na qual acusou a União Européia (UE) de cumplidade com os Estados Unidos e de traição a vários governos na América Latina.



Na carta, dirigida ao povo mexicano e difundida em Guadalajara, pelo chanceler cubano Felipe Pérez Roque, Castro assinalou que não existem as mais mínimas condições para que viaje à III Cúpula da UE, América Latina e Caribe. Mencionou cinco razões para sua ausência. Em primeiro lugar, porque a UE tem sido cúmplice dos “crimes e agressões” dos Estados Unidos contra Cuba, através de sua política na Comissão de Direitos Humanos da ONU em Genebra e a aceitação da Lei Helms-Burton contra a ilha.



Além disso, denunciou a “vergonhosa combinação e a traição a Cuba de parte de vários governos da América Latina, em seu impudico submetimento aos Estados Unidos” e assinalou que a estrutura da cúpula não permitirá um verdadeiro debate porque será a portas fechadas e só dará alguns poucos minutos para cada mandatário falar.



O ditador lamentou perder a oportunidade de entrevistar-se com “brilhantes lutadores por um destino melhor”, como os presidentes venezuelano Hugo Chávez, o argentino Néstor Kirchner e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. “Talvez no banquete cerimonial inicial, com oradores muito selecionados de antemão, entre esquisitices culinárias, champagne e vinho que nada têm a ver com os milhares de milhões de pessoas que no mundo sofrem fome e miséria, se possa escutar o eco das vozes de algum verdadeiro dissidente”, considerou Castro.



Fonte: www.latercera.cl



O jornalista encarcerado Normando Hernández Gonzalez finaliza a greve de fome



Em uma nova conversação com Repórteres Sem Fronteiras, em 26 de maio à noite, Yaraí Reyes Marín manifestou que havia falado por telefone com o diretor da penitenciária de Pinar del Río, chamado “Jesus”, que lhe confirmou as declarações que na véspera lhe fez um agente carcerário, segundo oa quais Normando Hernández González teria voltado a alimentar-se.



A esposa do jornalista desconhece se ele conseguiu suas reivindicações. Entreranto, Normando continuará no calabouço durante 21 dias, a partir da data do final de sua greve de fome, ou seja, ontem, e que no entanto não terá autorização para telefonar.



Yaraí Reyes declarou que confia no que lhe disse o diretor do cárcere e pensa que seu marido deve ter aceitado pôr termo à greve de fome, depois de chegar a um acordo satisfatório.



Fonte: NetforCuba Internationalhttp://www.netforcuba.org



Traduções e grifos: G. Salgueiro



quarta-feira, 26 de maio de 2004

Três denúncias graves permeiam hoje o Notalatina: os maus tratos sofridos pela prisioneira de consciência e economista Martha Beatriz Roque Cabello, uma farsa montada sobre um “atentado” contra o ditador Chávez, planejado para ocorrer no próximo fim de semana durante o “Reparo” e, a mais surpreendente de todas, sobre provável entrada ilegal na Argentina, de três mísseis Stinger.



Sobre a questão desses mísseis especula-se haver alguma relação entre a “mãe da Praça de Maio” Hebe de Bonafini, o grupo separatista basco ETA e a rede terrorista Al-Qaeda, segundo fontes documentais do site Seprin – www.seprin.com - .



Quanto ao suposto “atentado” contra Chávez, é bom ficarmos atentos, pois minha intuição me diz que haverá muita violência e sangue neste fim de semana na Venezuela. Em notas publicadas aqui anteriormente, revelei que Chávez declarou, muito seguro, que “era pior para a oposição”, esta nova coleta de assinaturas, pois ele “ia ganhar mesmo e a oposição ia ficar desmoralizada”. Isto não é premonição e desse ditador clone de Fidel, tudo se pode esperar...



Tenham uma boa leitura e, como costumam dizer os bravos venezuelanos, “olho”!



Comunicado de M.A.R POR CUBA sobre Martha Beatriz Roque Cabello – Prisioneira Política Cubana



Miami, Flórida, 26 de maio de 2004 – Em conversação telefônica nesta tarde, a sobrinha da prisioneira política cubana - Martha Beatriz Roque Cabello nos informou que visitou a sua tia no Hospital Carlos J. Finlay, ao meio dia de hoje.



Informou María de los Ángeles que sua tia tem uma infecção renal e que o resultado das análises que lhe fizeram há 11 dias, haviam constatado que tem açúcar no sangue bastante alto e que, enquanto a infecção persista, o açúcar no sangue permanecerá desestabilizado.



Reportou María de los Ángeles que hoje lhes designaram um novo oficial durante toda a visita, cuja atuação foi totalmente distinta e que, inclusive, sentou-se na mesa de refeições que ela levava à Martha Beatriz, no meio delas. Quando Martha Beatriz protestou por isto, o oficial – chamado Silvio – contestou que essa era a sua forma de trabalho e que se não lhe agradava, suspendia a visita de imediato. Discutiram e Martha Beatriz lhe disse que se isso era o que ele queria, que suspendesse a visita.



Martha Beatriz não provou alimento algum e o oficial aproveitou a entrada de um carro ao lugar, que é um pátio de um local com portão onde entram e saem os carros – normalmente para entrar ou tirar algum prisioneiro político – para dar por encerrda a visita, que durou apenas 40 minutos desta vez. Roque Cabello deixou saber à sua sobrinha que se a próxima visita fosse conduzida da mesma forma que não insistisse em vê-la, pois ela se negaria a receber visitas sob estas condições.



Fonte: www.marporcuba.org



COMUNICADO URGENTE DA VENEZUELA



Recebemos informação de que o governo está preparando um atentado fictício contra Chávez, a fim de destruir o RR. Utilizariam gente que aparente ser da oposição, infiltrada e comprada, para fazê-los declarar depois de detê-los. Vão fazer as pessoas crerem que Chávez está muito mal, ferido, no Hospital do Forte Tiuna e o propósito é jogar os seus malandros nas ruas como em 13 e 14 de abril, criando assim uma situação de caos que permita decretar o Estado de Comoção Interior, decreto que já tem redigido Carlos Escarrá e Fabián Chacon.



Há gente entre eles que duvida da Operação, como Lucas Rincón, porém é o próprio José Vicente Rangel quem a auspicia pessoalmente e insiste em que é um recurso infalível que há de fazer a todo custo e nos próximos dias... O têm chamado de “Fênix”, pois pensam em uma vitimização real, pois está programado ferí-lo de verdade, (embora que muito levemente) ele sairia como a “Ave Fênix”, mostrando suas feridas e altamente repotencializado e a oposição finalmente maltratada e desacreditada, nacional e internacionalmente.



Têm prevista a cobertura internacional, ao intervir as emissoras de TV e as repetidoras de TV a cabo, de maneira que as imagens que saiam sejam só suas. Ao sujeito pagarão (talvez venham a ser dois, autor e cúmplice) uma quantia milionária e além disso, lhe darão toda classe de proteções, tipo/estilo João Gouveia!* Depois disto, virão as prisões dos autores intelectuais que implicarão, encabeçados por Enrique Mendoza, Leopoldo López, Henrique Capriles Radonski, Pablo Medina e Andrés Velásquez, aos quais prenderá, pessoalmente, García Carneiro e os mostrará ao povo como os responsáveis.



*João Gouveia foi o franco-atirador identificado no massacre ocorrido em 11 de abril de 2002, na Praça França de Altamira, que era funcionário do prefeito Fred Bernal e que, apesar de ter confessado os crimes diante das câmeras de televisão, foi “inocentado” pelo ditador Chávez que o mandou “tirar férias” em Cuba. Este criminoso confesso JAMAIS pagou pelos crimes cometidos e ainda foi regiamente recompensado por isso.



Fonte: www.VenezuelaNet.org



Investigam denúncias sobre provável ingresso ilegal de mísseis na Argentina



BUENOS AIRES, 24 (ANSA) – Organismos de segurança da Argentina tiveram que ativar seus mais rigorosos controles ante uma denúncia que indica que três mísseis, provavelmente provenientes da fronteira com a Bolívia, ingressaram nos últimos dias de contrabando ao país, para atentar contra um “objetivo judeu ou americano”.



Este suposto objetivo, segundo sugere a denúncia, “poderia ser derrubar um avião comercial estadunidense”, disseram à ANSA fontes próximas à investigação. Todavia, funcionários políticos relativizaram a gravidade do caso e especularam que a versão da derrubada do avião norte-americano em vôo é “obra de um fabulador”, pelo qual também os alarmes já foram destivados.



Esta agência pôde confirmar com três fontes que a denúncia efetivamente existe e está sob a investigação do juiz Julio Speroni, na Penal Econômico, que nas últimas horas haveria tomado declaração testemunhal de duas pessoas que teriam dito ter informações sobre a questão.



O magistrado – o mesmo que investiga o ex-presidente Carlos Menem por provável enriquecimento ilícito no marco da suposta venda de armas ilegais para o exterior – intervém no caso, com base em uma denúncia formulada pela Aduana, ante esse alerta sobre o provável ingresso dos mísseis através da localidade boliviana de Pocitos, fronteiriça com a província de Salta, disseram as fontes.



Segundo a informação proporcionada pelos porta-vozes, as duas testemunhas - e uma terceira que poderia depor nas próximas horas – teriam deixado escapar que o suposto ataque poderia estar dirigido a algum objetivo “judeu” ou “um avião comercial norte-americano em pleno vôo”.



Entretanto, fontes do Ministério da Justiça confirmaram que a denúncia “existe”, porém se recusaram a oferecer maiores detalhes porque “isto está nas mãos do juiz Speroni e qualquer coisa que se diga pode obstaculizar a investigação”.



As três testemunhas teriam sido transferidas à Buenos Aires nas últimas horas desde Missões, pois residiriam em uma paragem próxima à Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai.



Speroni poderia tomar amanhã mesmo a declaração testemunhal da terceira pessoa, que – do mesmo modo que as outras duas – encontra-se sob o programa de “testemunha protegida”, embora a audiência não tenha sido confirmada.



Fonte: www.seprin.com



Traduções: Graça Salgueiro



terça-feira, 25 de maio de 2004

Hoje trazemos apenas duas notas, uma delas do México e outra de Cuba. A notícia do México refere-se à retaliação que o governo do Presidente Fox já começa a enfrentar, por causa da ruptura diplomática deste país com o ditador Fidel Castro. Um novo bando “rebelde” põe bombas em três bancos, deixando clara sua raiva e vingança por causa da cobrança judicial feita – e ganha – do México contra Cuba.



A outra nota, mais longa, merece também um comentário maior, embora muita gente possa dizer que este não é um problema meu e que não devo meter minha colher por não ser cubana; já ouvi isso inúmeras vezes. Ocorre, entretanto, que a mensagem que retransmito, do senhor Oswaldo Paya, não me cheira bem por vários motivos e vou me meter no assunto, sim.



Oswaldo Paya é um cidadão cubano que difundiu e coletou assinaturas para o chamado “Projeto Varela” que, dentre outras coisas, pede a retomada da democracia na Ilha. Por causa destas assinaturas e do próprio projeto, há várias pessoas presas nos cárceres cubanos, passando por todo tipo de tortura e privações, inclusive ausência de assistência médica e correndo risco de vida. Outros tantos, que ainda permanecem “livres”, têm sofrido incessantemente ameaças de prisão, agressões físicas por “desconhecidos” que lhes acossam nas ruas e o sr. Paya? Este jamais sofreu o mais leve arranhão, ou qualquer um de seus familiares foi de algum modo molestado, pelo contrário. No ano passado ele foi agraciado com o “Prêmio Sakarov” e foi, pessoalmente, recebê-lo na Suécia. Quando voltou, uma comitiva de parentes a amigos o aguardava no aeroporto e o recebeu com festa, sem que a polícia impedisse qualquer manifestação.



A carta que ele hoje dirige aos cubanos e ao povo de outras nações de um modo geral, deixa escapar uma linguagem que, se não é, lembra as idéias daquilo que ele diz combater, ou seja: o castro-comunismo. A carta convida os cubanos para um “Diálogo Nacional”, através de “Círculos de Reflexão e Diálogo” (quem me lembrou as “mesas redondas” do ditador) onde todos, sem excessão, são chamados a opinar e ouvir. Ora, desde quando o ditador da Ilha vai permitir que as pessoas se reúnam “na paz e no amor”, para elaborarem uma proposta de “transição pacífica”, sem perseguirem e prenderem tais participantes? O sr. Paya certamente não está falando para os cubanos que fazem semanalmente a “vigília da vela”, ou os bibliotecários, ou para aquelas bravas “mulheres de branco” que pedem a soltura de seus entes queridos que estão apodrecendo nas prisões infectas! Ele poderá, sem nenhuma perturbação, sentar-se com os membros do PCC, com os CDR, com os da Brigada de Resposta Rápida que, em torno do “Grande Líder” vão discutir, “na paz e no amor”, baseados na “reconciliação nacional” (e perdão incondicional), quem vai ficar com as fatias do bolo.



Os cubanos que me perdoem, mais é pelo carinho e respeito que lhes tenho – e tenho muitos amigos cubanos, sinceramente muito queridos – que sinto um cheiro muito ruim nessa proposta. Não se faz acordo com comunista; JAMAIS! No entanto, o sr. Paya quer fazer acordo com uma das pessoas mais perversas e sem escrúpulos que o mundo já produziu, “perdoando-lhe” todas as atrocidades cometidas – contra os outros – e sentando-se na mesa com ele e seus capachos para “negociar”. Ou o sr. Paya é muito ingênuo – o que não acredito – ou então é “um deles”. Tomara que eu esteja errada, pelo bem daquele povo tão espoliado e escravizado há quase meio século.





Atentados contra Bancos Mexicanos



O ramo mexicano do terrorismo controlado pela Internacional Socialista começa a atuar com violência, depois que os Bancos Mexicanos embargaram na Itália 40 milhões de dólares do governo de Castro, em uma tentativa de cobrar uma dívida que varia entre os 400 e os 700 milhões de dólares.



Três sucursais bancárias foram alvo de atentados com explosivos na madrugada do dia 23 de maio, no município de Jiutepec, Morelos, México.



Um grupo desconhecido, Comando Jaramilista Morelense 23 de Mayo assumiu a autoria dos ataques. As explosões produziram-se nas sucursais dos bancos Banamex, Bancomer e Santander Serfin.



Outro explosivo colocado no interior do banco HSBC foi encontrado pelas autoridades e desativado por membros do Exército.



As dependências afetadas sofreram graves danos materiais, porém em nenhum dos casos houve vítimas.



A polícia de Jiutepec afirmou ter encontrado um comunicado do grupo rebelde no qual se acusa diretamente o presidente Fox. “O foxismo tem demonstrado que sob a hegemonia imperialista da degradação política e moral não têm limites”, reza o escrito.



O documento refere-se também à crise política em Morelos e acusa o governador, Sergio Estrada, do governante Partido de Ação Nacional, que está sendo investigado por corrupção.



O comunicado define o governador como “o rei do narcovarejo morelense”. Estrada aproveitou uma coletiva de imprensa para condenar os fatos e chamou a todos os habitantes de Morelos a formar uma frente comum contra a violência.



O nome do grupo faz referência ao líder camponês Rúben Jaramillo que lutou sob as ordens de Emiliano Zapata. Jaramillo se levantou em armas contra os caciques de Morelos nas décadas de 40 e 50, porém foi assassinado em 23 de maio por militares associados com civis.



Fonte: www.contactomagazine.com



Anúncio do início do Diálogo Nacional



Na manhã de hoje, Oswaldo Paya Sardiñas deu a conhecer em Havana, Cuba, o início do Diálogo Nacional com este documento que transcrevemos.



Julio Hernandez – Movimento Cristão Libertação



Anunciamos que a partir do dia de hoje, 25 de maio, começa a realizar-se o Diálogo Nacional que estivemos preparando nos últimos meses.



Neste diálogo podem praticipar todos os cubanos, sem exclusões, vivam dentro ou fora da ilha, sejam ou não, afins ou membros do governo e de todas as posições políticas, credos religiosos, experiências, idades, situação social e econômica. Também devem participar todas as instituições, organizações e grupos, oficiais ou não, que queiram abordar suas considerações sobre a transição pacífica e sobre todos os aspectos da vida nacional.



Já tornamos público o Documento de Trabalho que servirá de base para este diálogo. Este documento não é um programa, senão apenas um instrumento para realizar o processo e poderá ser criticado e mudado.



Também fazemos pública hoje a Metodologia para o Diálogo Nacional, que o Comitê Cidadão Gestor do Projeto Varela, impulsionador deste processo, entregará aos cidadãos que queiram participar. O diálogo se realizará em Círculos de Reflexão e Diálogo que poderão formar espontaneamente os cidadãos e organizadores que o solicitem. As instituições que queiram fazer algum aporte podem apresentá-las aos coordenadores e se desejarem, formar Círculos de Reflexão e Diálogo. Esclarecemos que participar do Diálogo Nacional não implica apoiar o Projeto Varela.



O mais importante é que neste processo, os próprios cubanos desenharão seu Programa de Transição e começarão a experimentar a participação democrática e responsável na definição e preparação do futuro de nossa sociedade.



Embora a maioria o deseje, alguns consideram inalcançável a transição pacífica. Porém muitos cubanos tomam a determinação de oferecer à sua Pátria o aporte solidário para tornar possíveis essas mudanças pacíficas. Assim o demonstra o fato de que cada vez são mais os cidadãos que assinam o Projeto Varela, essa campanha pelo Referendo que não se detém e não se vai deter até conseguir os direitos para todos.



Porém os cubanos se fazem muitas perguntas sobre o futuro e há muitas incertezas.



A primeira grande angústia é a que lhes produz a negação permanente do Governo à abertura econômica e política. Negação que fecha as portas do progresso familiar e social e impede o exercício dos direitos fundamentais. Esta situação estanca a maioria na pobreza e uma minoria nos mais desproporcionais privilégios, sem perspectivas para os primeiros. Por esta razão, muitos jovens pensam, equivocadamente, que a única forma de conseguir um futuro melhor é emigrar, inclusive lançando-se ao mar, desgarrando-se das famílias cada vez mais.



Outras angústias e incertezas se produzem pelas diferentes versões catastróficas sobre o final desta etapa, como se não existisse mais alternativa a este imobilismo que a morte, a violência, o caos ou a intervenção estrangeira. A isto se somaria supostamente a destruição ou negação de tudo o que de positivo tenha conseguido e construído o povo cubano com seu amor e seu trabalho.



É verdade que há um sofrimento imenso para os cubanos e que existem graves perigos para o futuro imediato, porém também como nunca antes a esperança é maior. Uma esperança fundada na determinação de muitos cidadãos, de conseguir as mudanças pacificamente e não uma esperança resignada pela catástrofe, pela morte, ou pelas medidas estrangeiras. É uma esperança fundada na boa vontade dos próprios cubanos. Porém, de pouco serve a vontade se está apanhada por medos ou interesses. Há que liberar essa vontade com o amor para que neste grande movimento de solidariedade e reconciliação, nosso povo supere o negativo e renasça para uma nova etapa livre, independente e em paz. Assim potencializará as imensas capacidades humanas e naturais com que o Criador dotou a nossa Pátria.



Estamos chamando os membros das Igrejas e seus pastores para que não neguem a seu povo o direito de sua palavra, sua cooperação e sua participação enriquecedora neste Diálogo Nacional, que é o caminho para a Paz e a Justiça. Também às instituições fraternais, a todos os grupos dissidentes e especialmente a nossos irmãos os prisioneiros políticos e a seus familiares. Este não é um projeto de um partido, senão um processo participativo para realizar a esperança. Porém, são os próprios cubanos os que devem dar o passo se verdadeiramente querem conseguir uma vida melhor, aqui na terra que Deus nos deu como lar de todos.



Todos os que no mundo tenham boa vontade para com o povo de Cuba, o que devem fazer é apoiá-lo na ralização deste Diálogo Nacional. Esta seria a autêntica posição em solidariedade com respeito à nossa soberania. Porque os cubanos o que queremos são mudanças pacíficas à democracia e à reconciliação, e é aos cubanos que nos corresponde realizá-las.



Comitê Cidadão Gestor do Projeto Varela



Havana, 25 de maio de 2004.



Trinta e dois do Aniversário da morte na prisão, em greve de fome de Pedro Luis Boitel



Cortesia de Roberto Jiménez



NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



Tradução: G. Salgueiro



segunda-feira, 24 de maio de 2004

Esta semana promete ser de muita expectativa e apreensão na Venzuela, considerando que a recoleta de assinaturas para ratificar o referendo inicia na próxima sexta-feira, dia 28 de maio. Isto, por si só já é stressante para o povo venezuelano, uma vez que a coleta de assinaturas foi feita em fevereiro mas o tirano Chávez arranjou um jeito de desqualificar todo o volume arrecadado que ultrapassava o número exigido. Lembro que na ocasião houve muita violência e mortes, promovida sobretudo pela Guarda Nacional, hoje transformada em “milícias bolivarianas”, onde há uma enorme quantidade de espiões castristas infitrados, comandando e dando ordens.



Há no informativo de hoje duas notas muito significativas: uma, vindo de um chanceler cubano que não explicita mas deixa nas entrelinhas que a Venezuela deve mirar-se no exemplo dos CDRs cubanos. É apenas uma notinha mesmo, pois a matéria completa será divulgada pelo Mídia Sem Máscara provavelmente amanhã; vai depender da pauta mas fiquem alertas. E a outra, é uma muito significativa afirmação do ditador Chávez, com relação a recoleta de assinaturas, quando ele sutilmente ameaça a oposição dizendo que “será pior para eles, pois quem vai ganhar sou eu mesmo”. Para bom entendedor e conhecendo bem o autor da afirmação, temo pelos bravos venezuelanos, pois o circo está completamente armado, podendo vir a correr muito sangue e no final, este abjeto criminoso de algum modo fraudar a recoleta para sair vitorioso;.se isso ocorrer mesmo, fica desmoralizada a oposição, pois será a segunda tentativa frustrada, o que poderá ser um banho de água gelada nas esperanças do povo de estancar uma ditadura castro-comunista já em franca ascenção.



E, finalmente, a matéria que abre o Notalatina de hoje é um corajoso desabafo do jornalista cubano-canadense Esteban Casañas Lostal, ao renunciar seu direito legítimo à cidadania cubana, após a mal disfarçada encenação ocorrida no fim da semana passada em Cuba, que foi noticiado aqui no Notalatina. É um desabafo que muito me tocou e que revela com nitidez o valor e a necessidade intrínseca que todo ser humano tem de liberdade. Os que se renderam ao apelo vil do monstro do Caribe não se deram conta de que este novo passaporte, de liberdade de ir e vir não tem nada; ou melhor, talvez saibam exatamente o preço que ele possui, uma vez que muitos deles já estão “em missão” noutros países, tanto é que o chanceler Pérez Roque foi muito claro quanto ao “convite”: os que eram contra a Revolução, nem que quisessem teriam seus passaportes liberados.



Bem, ficamos por aqui. Amanhã tem mais.



RENUNCIO À MINHA CIDADANIA



Esteban Casañas Lostal



Não foi hoje que tomei esta decisão; foi há muitos anos que me privei dela, porém hoje, quando se realiza esse teatro de marionetes cujo título é: “Terceira conferência a nação e a emigração”, o faço em caráter oficial. Renuncio oficialmente a ser “cidadão cubano”; não me importa ter um passaporte que me desacredite como ser humano no mundo. Não quero portar um livrinho que me crucifique como possível emigrante ante embaixadas estrangeiras. É dolorosa essa carga, quando na realidade desejo visitar a um familiar no estrangeiro, a minha mãe a ponto de falecer, a um filho por operar, ou simplesmente passear e carregar um pouco as baterias, as necessárias para sobreviver uns quantos meses e voltar a sair. Sair e voltar, voltar com um chouriço de segunda categoria, carregado de roupas como um armário e com bilhetes nas plantas dos pés, obrigado a mentir e especular, reverenciar e negociar, viver e explorar a dor dos meus, lutar.



Renuncio a uma cidadania que me chega a molestar e que outros decidem por ela, que provoca conferências onde se discute se tenho direito a sair ou entrar em minha terra onde, até hoje, necessitava um visto não exigido a ninguém no estrangeiro e devia pagar por ele. Não quero essa cidadania outorgada pelos que me humilharam, lançaram ovos que hoje lhes falta para comer e amplificaram gritos de “escória”, “vermes”, “apátridas”, “traidores”, e que hoje são derivadas em “mercenários”, “máfia”.



Não desejo ser cidadão de um país onde não possa desfrutar com meu irmão de seus hotéis e praias, onde se me receba por meus bilhetes e me chame de “senhor”, enquanto a outros infelizes chamados “companheiros” se lhes privem de seus direitos “cidadãos”. Renuncio a ser cúmplice de uma infâmia histórica, em que outro que eu não elegi assista a uma conferência onde não possa expressar o que sinto, alguém eleito por eles e que não me representa. Não desejo ser cidadão de um país onde encarceram seus homens por dissentir do pensamento imposto, onde seus filhos se arrisquem a escapar em frágeis balsas em busca de liberdade, onde esse governo ordene afundá-los e o mundo guarde cúmplice silêncio.



Não quero ser cidadão de um país onde confudam minha mãe e irmã com uma “jinetera”, por mais culta que seja. Onde a aspiração de cada rapaz seja a de escapar a um preço tão alto como o de uma vida mesma, renuncio. Detesto ostentar o pasaporte de um país, cujo proprietário infecta ao ser identificado por sua cor ou escudo, como se fosse uma epidemia. Não desejo ser representado por seres que abracem peitos ou apertem mãos ensagüentadas com as vidas de seres nascidos de meu povo, renuncio.



Não me interessa ser cubano para aqueles que arruinaram minha terra, pouco me importa, pouco me beneficiou, por não dizer-lhes que me causou muitas dores de cabeça, al extremo de me fazer envergonhar-me de sê-lo, virtude para uns quantos, felicidades, porém eu renuncio à posse de um puto passaporte azul ou verde com um escudo que nada protege nem representa, me limpo... bem, já sabem.



Pouco me importa, cavalheiros! Sou pesado, intransigente, vertical, extremista, inclaudicável, arrogante, intolerante, anormal, desafiante, indiferente, eu sou o que sai dos tímpanos a todos os que hoje se reúnam nessa nova obra teatral, porém sou independente!



Me rio, senhores! Me urino de tanto rir com as notícias, não é para menos, que ainda que Menoyo represente a dissidência enquanto nos cárceres cubanos apodrecem almas de meu povo, contanto que a alguns “mercenários” lhes devolvam a cidadania. Huuuuumm! Mercenários? Cubanos? Lhes devolverão a cidadania? Quantos? Palhaços medrosos? E os cubanos que foram matar na Etiópia, Angola, Nicarágua, etc., eram mercenários? Oooh! Não! Missões “Internacionalistas”! Necessitam de desculpas; estão desesperados.



Renuncio senhores! Não me importa nem um pouco a cidadania cubana; me sinto orgulhoso da canadense que me devolveu a dignidade que à outra faltava, ninguém me pára, não me olham com olhos de emigrante, não me exigem vistos para viajar, tenho direitos, sabem o que é isso?, direito a reclamar, algo vedado para o portador de um passaporte azul ou verde com um escudo estravagante, um possível emigrante.



Renuncio a tudo, me considero sem direitos a viajar à minha terra, enquanto quatro canalhas se reúnam com as razões do meu desterro. Enquanto esses que assistem para escutar ordens sejam eleitos pelo governo e não representem minha voz ou meus pensamentos. E tem mais: me sinto orgulhoso desta renúncia agora que desejam oferecê-la a “supostos mercenários” em bandejas de prata.



Isso sim, senhores! Conservo a nacionalidade de Pepe Antonio; essa, ninguém me pode tirar, muito menos uns duzentos cabrões!



Montreal, Canadá



Fonte: lavozdecubalibre.com



Castro aconselha o poder a “não negociar”



No princípio, Rafael Hidalgo, conselheiro da Embaixada de Castro, negou-se a dar conselhos. “A Venezuela não necessita de conselhos; os diplomatas não estamos aqui para isso”, alegou. Todavia, lançou indiretas que foram captadas pelos assistentes: “Não subestimem o inimigo; unam-se à Coordenadora Simón Bolívar e leiam toda a informação que temos sobre os CDR (Comitê de Defesa da Revolução)”.



“O poder não é negociável”, expressou o representante castrista. Asseverou que eles nunca permitiram em Cuba, nem teriam permitido na Venezuela o ingresso no país de observadores da OEA ou do Centro Carter.



“Nós não perderíamos o tempo com isso; a OEA é um conciliábulo da colônia; não respeitam e Carter só entrariam em Cuba se fosse convidado”.



Chávez: Entregarei o poder a outro “revolucionário”



Fonte: El Nacional



O presidente Hugo Chávez está seguro de que entregará o poder a outro “revolucionário”, porque não crê que em agosto se realize o referendo que seus inimigos impulsionam para tirá-lo do cargo ao qual chegou por mandato das urnas, há mais de cinco anos.



O tenente-coronel reformado, que ganhou fama com um falido golpe de Estado em 1992 e que ganhou as eleições de 1998, também disse que está aumentando o “efetivo militar” porque a soberania de seu país está ameaçada, após a recente captura de uns 130 supostos paramilitares colombianos que, segundo ele, planejavam assassiná-lo.



“Eu creio que é pouco provável, mas é provável, porém pouco” que se faça o referendo, disse o mandatário à Reuters, em uma entrevista realizada ontem, na qual refutou as acusações de que esteja levando o país a uma ditadura.



O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) fixou o referendo para 8 de agosto, se se confirmarem em fins de maio, em um processo de ratificação de assinaturas, as mais de meio milhão de rubricas que ainda se requerem para ativar a petição.



Chávez também disse que “é pouco provável” que esse processo de “reparos” seja exitoso, e insistiu em que seus adversários cuidaram de ir ao referendo com uma “fraude gigantesca”.



“Eu tenho sérias dúvidas de que eles possam reparar, porém, bem... que o façam. De todo modo, se o fizerem, creio que é pior para eles”, já que ele é quem ganhará, sustentou.



Os que impulsionam o referendo dizem que entregaram 3.4 milhões de assinaturas para pedir a consulta, das quais o CNE validou 1.9 milhões das 2.4 milhões que se requerem.



Fonte: www.talcualdigital.com



Rodríguez: Reparos ocorrerão 100 por cento



O diretor da Junta Nacional Eleitoral (JNE) e principal reitor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Jorge Rodríguez, disse que 100 por cento dos centros de reparos já estão instalados. Só alguns centros dos estados de Barinas, Sucre e Guárico apresentaram algumas dificuldades com as máquinas, porém assegurou que já foram solucionadas.



Acrescentou que a jornada começou às 6 da manhã, hora estabelecida pelo corpo eleitoral, em todos os centros localizados em 11 estados do território nacional, que esperam atender a 1 milhão de pessoas aproximadamente, para fazer seu reparo positivo ou negativo a 14 deputados da Assembléia Nacional (AN).



“Não houve nenhum problema. Tudo começou com normalidade. Os agentes de reparos estão trabalhando e também os operadores das máquinas”, disse.



Está previsto que, dado que a jornada se iniciou na hora marcada, a mesma deverá encerrar-se às 6 da tarde. Nesta mesma noite, o CNE receberá a totalização automatizada do dia de hoje de todos os deputados. Igual procedimento se repetirá durante todos os dias que durará a fase de ratificação de assinaturas.



Rodríguez assinalou que o Poder Eleitoral não decidiu ainda quando anunciará ao país os resultados finais dos reparos aos parlamentares, e que provavelmente o diretório decida contar os reparos de deputados conjuntamente com os reparos do revocatório presidencial, que será realizado desde a sexta-feira 28 até o domingo 30 de maio.



Fonte: www.talcualdigital.com



Traduções: Graça Salgueiro



sexta-feira, 21 de maio de 2004

Até o momento não me chegaram notícias novas da Venezuela, além das que já informei em dias anteriores, da arbitrariedade e crime contra a propriedade privada que o ditador Chávez tomou contra a família do jornalista Robert Alonso. Certamente outras pessoas, de bem, diga-se de passagem, porque os delinqüentes estão tendo todas as facilidades e regalias, também verão suas propriedades e pertences covarde e criminosamente saqueados, do mesmo modo que foi feito em Cuba, há amargos 45 anos.



Hoje ficamos mesmo em Cuba. Diariamente, ao iniciar a seleção das matérias que vou editar, entro num conflito enorme porque são tantas desgraças e vilanias que me chegam ao conhecimento que muitas vezes (por limitação de espaço do blog) levo uma tarde inteira tentando selecionar aquelas que, tenho plena convicção, o público brasileiro jamais vai tomar conhecimento através do noticiário da imprensa escrita e televisiva. É triste e doloroso, ter que selecionar e divulgar as desgraças e infâmias que sofrem certos povos, o cubano por excelência; dói, lá no fundo da alma e muitas vezes me pego com uma lágrima indiscreta correndo pelo rosto, tão impensáveis são as denúncias que recebo que fico me perguntando: até quando?.



Hoje, a primeira notícia é sobre mais um espetáculo circense promovido pelo “dono da Ilha”, ao reunir em um congresso cubanos residentes noutros países (apenas os espiões castristas) para “tentar” uma nova estratégia contra as recentes medidas do presidente Bush contra Cuba. É importante salientar que, tanto o embargo quanto essas restrições impostas agora, visam tão somente diminuir o caixa da “famiglia”, pois o cubano comum jamais deixou de passar toda sorte de privações e humilhações com ou sem embargo. Ademais, Cuba mantém acordos comerciais com mais de 150 países, conforme anunciou tempos atrás o próprio chanceler Pérez Roque, inclusive o Brasil. Portanto, isso é conversa mole para enganar os idiotas úteis que acreditam na propaganda enganosa que é feita acerca da excelência da tal “Revolução Permanente”.



Noutro bloco a denúncia da violência e ódio disseminado pelos DCRs, verdadeiras máquinas de odiar e assassinar, bem conforme os ensinamentos do monstro cultuado como “santo e doce”, Guevara.



Finalmente, uma boa notícia: o México ganhou um dos vários processos contra Fidel, de parte da imensa dívida que a Ilha tem com eles; o mundo inteiro sabe que ele tem por hábito contrair dívidas que jamais serão pagas. Há muitos outros países cujo patrimônio vem sendo criminosamente dilapidado, por seus comunistas dirigentes, como é o caso do Brasil, da Venezuela e da Argentina, para manter e financiar o narco-terrorismo e o crime sob a coordenação do abjeto Fidel Castro. Se todos os países fechassem suas portas a este monstro, um dia essa farra acabava. O problema é que todos têm “peninha” do “papa” e continuam entregando de mão beijada um dinheiro que é patrimônio público, mas são eles que possuem a chave dos cofres e abrem escandalosa e irresponsavelmente as torneiras a esse monstro. Bem, há um ditado que diz: “Deus consente, mas não é para sempre”; e eu tenho fé nisso.



O Notalatina fica sem atualização nos fins de semana, podendo dar alguma informação extraordinária, se acontecer algum fato realmente urgente e relevante. Então, até segunda e bom final-de-semana!



O governo cubano reune-se em Havana com emigrados castristas



Havana, 21 de maio – Emigrados castristas e autoridades do governo do Partido Comunista de Cuba iniciaram hoje, nesta capital, um diálogo encaminhado a estabelecer estratégias, no momento em que os Estados Unidos recrudescem suas pressões contra o regime socialista.



Na chamada “III Conferência a Nação e a Emigração”, que conta com a presença do chanceler Felipe Pérez Roque, participam 451 cubanos castristas residentes em 45 países, porém a maioria destes nos Estados Unidos.



Durante os três dias de sessões, a conferência abordará temas como, por exemplo, fazer oposição ou burlar as novas medidas do governo dos Estados Unidos que afetam o envio de dólares à ilha.



Do mesmo modo se discutirá sobre assuntos migratórios, a política de doutrinação, investimentos e negócios em Cuba, além de apresentar-se o web site propagandístico auspiciado pelo Partido Comunista de Cuba. “A Nação e a Emigração”, é uma tentativa de manter a orientação política socialista com a comunidade de 1.5 milhões de cubanos residentes no exterior.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Cederista pede para atentar contra a vida de presos políticos



HAVANA, 20 de maio – (Moisés Leonardo Rodríguez Valdéz, Grupo Decoro) - Um novo vizinho da rua Campanário, entre San Rafael e San Miguel, no município Centro Havana, expressou na reunião do Comitê de Defesa da Revolução (CDR) efetuada no dia 12 de maio à noite: “O que se tem de fazer é acabar com os presos políticos. Deve-se jogar-lhes uma bomba” e, ato contínuo, começou a gritar: ”Abaixo os presos políticos!”, informou Soledad Rivas Verdecia, esposa do prisioneiro político Roberto de Miranda Hernández, condenado a 20 anos de privação da liberdade em abril do ano passado.



Soledad assinalou, além disso, a suspeita que resulta da “coincidência” do dia e hora em que se deu tal reunião, quando se celebrava a “vigília da vela”, que pela liberdade sem desterro dos presos políticos, é realizada a cada quarta-feira à noite em seu domicílio, situado em Campanário 354, entre San Rafael e San Miguel.



Ante o ato verbal agressivo do cidadão, os participantes da atividade da vela saíram até o terraço da casa de Soledad e entoaram o hino nacional, e imediatamente deram vivas aos presos políticos pedindo em alta voz sua liberdade. Minutos mais tarde a reunião cederista terminou.



Duas coisas chamam a atenção da esposa de Roberto Miranda: em primeiro lugar, que a assistência à reunião do CDR não passou de dez pessoas, enquanto que os assistentes da atividade que se realizava em sua casa passaram de 21. Em segundo lugar, nota que enquanto a oficialidade cubana assegura que em Cuba não há presos políticos, os incondicionais do regime, como o novo vizinho, manifestam o contrário em um discurso agressivo que rememora os tempos em que se gritava em coro, aos gritos: Paredón!, por parte de muitos cidadãos, hoje em dia mortos, exilados ou arrependidos.



Conclui Soledad Rivas, explicando que muitos vizinhos da quadra, assomados às janelas e varandas, manifestaram sua desaprovação aos manifestado pelos cederistas, e aprovaram a resposta não violenta, própria dos opositores pacíficos cubanos.



Fonte: http://www.payolibre.com/presos.htm



México toma posse de $ 40 milhões de Castro



Castro tem uma dívida de mais de 700 milhões com o México e paga em espécie aos Estados Unidos



Um tribunal da Itália expropriou contas no valor de $ 40 milhões de dólares da estatal Espresa de Telecomunicações de Cuba S. A. (ETECSA) nesse país, como parte de um processo judicial iniciado pelo México, para recuperar uma dívida de 400 milhões de dólares que a ditadura de Fidel Castro tem com o país, informaram autoridades mexicanas.

“O montante embargado equivale a aproximadamente 10% da dívida total”, disse o diretor do Banco Nacional de Comércio Exterior (Bancomext) em declarações publicadas sexta-feira, no diário Reforma.



Um funcionário do Bancomext, que pediu para não ser citado, confirmou a expropriação e referiu que é parte de um dos processos que o México iniciou há dois anos em nível internacional, para recuperar a dívida.



O primeiro julgamento foi iniciado ante a Câmara Internacional de Comércio de Paris e o segundo em um Tribunal da Itália.



O regime comunista de Cuba tem uma dívida de 400 milhões de dólares com o banco do Mexico e o castrismo havia posto como garantia as empresas governamentais ETECSA e Telefónica Antillana. O Bancomext atua como o agente financeiro do México.



Castro decidiu, sem consultar o México em abril de 2002, retirar as duas empresas como garantia e pôr o governo de Cuba como garante, o que implicou em deixar de pagar sua dívida com o México. Semanas depois, o governo mexicano decidiu iniciar os processos.



A ETECSA é de capital cubano e italiano e por isso o México decidiu também iniciar um julgamento na Itália. “Esse dinheiro já é nosso, porém ficará embargado (na Itália) até enquanto não se dê uma sentença final”, disse a fonte da imprensa.



Em novembro de 1994, subscreveu-se um programa de reestruturação da dívida que então ascendia a 350 milhões de dólares. Em 2001, o Bancomext recebeu 36 milhões de dólares de pagamento em capital e 27 milhões em juros.



“Tudo isso era derivado do fluxo que estávamos recebendo das telefônicas, que eram a garantia”, explicou a fonte, que acrescentou que foi a última vez que receberam algum pagamento.



A dívida de Cuba representa algo em torno da metade da carteira vencida do Bancomext, que no total ascende a pouco mais de 700 milhões de dólares.



Com informação de agências internacionais de imprensa, sob a cortesia de Paul Echaniz.



Fonte:http://www.netforcuba.org