quinta-feira, 27 de maio de 2004

Amanhã começa a III Cúpula da América Latina, União Européia e Caribe, na cidade de Guadalajara – México. Este é um acontecimento teóricamente importante, quase tanto quanto a reunião anual da Comissão de Direitos Humanos da ONU, porque discutem-se e criam-se resoluções para melhorar a qualidade de vida dos povos a ela relacionados.



Entretanto, como sempre acontece, as resoluções não são cumpridas e não há nem fiscalização nem cobrança sobre os países que assinam os acordos e não os cumprem. Cuba é mestra nisso, para variar e ainda debocha. Aliás, uma das primeiras lições do comunismo é que o que eles assinam ou dizem hoje, amanhã desmentem com a maior cara de pau, com a naturalidade de quem dá um bom-dia e quem o ouve sabe o que significa exatamente tal cumprimento. Tolo é quem acredita em palavra de comunista...



Este ano a organização Repórteres Sem Fronteiras enviou um documento pedindo que se preste mais atenção sobre a situação da profissão jornalística no mundo, especialmente em Cuba, onde há, até o momento, 29 jornalistas presos nas masmorras e calabouços da Ilha-cárcere.



Fidel Castro informou que não vai, este ano, à tal reunião. Aliás, acabei de saber que Kirchner também não irá; não sei se por solidariedade ao “Grande Líder”; se calhar, é isso mesmo. A desculpa de Fidel é que “não há clima” e que a “União Européia vem apoiando as medidas dos Estados Unidos contra Cuba”. O final de sua declaração é nauseante porque ele proclama que o banquete inaugural, regado à comidas exóticas, vinhos e champagnes são indignos, diante da situação de fome e miséria porque passam vários povos do mundo. Uma das leis do comunismo é “acusar o adversário daquilo que ele próprio faz”, ou seja, a fome e a miséria que este ser abjeto promove há 45 anos em Cuba não existem, nem ele promove banquetes semelhantes para os “amigos” que vão visitá-lo. Repugnante!



A última notícia de hoje é sobre um jornalista cubano que estava em greve de fome e foi anunciado pela sua esposa de que ontem ele resolveu encerrá-la. Atentem para a situação deste homem, cujo único delito foi denunciar a absoluta ausência de respeito aos direitos humanos mais elementares aos cidadãos comuns, aqueles que não pertencem ao Partido. Aliás, as pessoas que vivem bradando aos quatro ventos que as humilhações sofridas pelos presos iraquianos na prisão americana de Abu Gharib foram “torturas hediondas”, como os “desinformadores” da imprensa esquedista do mundo inteiro, inclusive do Brasil, deviam procurar se informar melhor como são as prisões e como “vivem” os prisoneiros políticos cubanos. Os defensores do regime criminoso do “serial keeler” Fidel deviam todos mudar-se para lá, pois Cuba não é “o paraíso aqui na terra”? Boa leitura e até amanhã!



Cúpula UE-AL de Guadalajara (México)



Cuba, lanterninha vermelha da liberdade de imprensa entre os 58 Estados que participam da Cúpula



Repórteres Sem Fronteiras chama a atenção também sobre a situação da Colômbia e do Haiti



Cuba é a “lanterninha vermelha” da liberdade de imprensa entre os 58 países da América Latina, Caribe e União Européia, convidados à Cúpula de Guadalajara (México), nos dias 28 e 29 de maio. Repórteres Sem Fronteiras pede aos chefes de Estado presentes que intervenham na delegação cubana, em favor da liberação dos jornalistas encarcerados no país. A organização formula igualmente algumas recomendações em relação a outros dois Estados que participam da Cúpula.



Com 29 jornalistas encarcerados, 27 dos quais foram detidos na “primavera negra” de 2003, Cuba é hoje o maior cárcere do mundo para a imprensa. Na última classificação mundial da liberdade de impresa, publicada por Repórteres Sem Fronteiras em outubro de 2003, Cuba ocupava a antepenúltima colocação (165ª), na frente da Coréa do Norte.



Nesta classificação, Cuba era precedida pela Colômbia (147ª) e Haiti (100ª), dois Estados igualmente convidados à Cúpula. Quando vários Estados latino-americanos encontram-se em melhor classificação que alguns países europeus, esta classificação demonstra que o respeito à liberdade de imprensa não está unicamente ligada ao desenvolvimento econômico. Assim, Trinidad e Tobago (5ª), Jamaica (21ª) e Uruguai (25ª) encontram-se na frente da Itália (53ª) e Espanha (42ª). Também demonstra que essa liberdade nunca se adquire de maneira definitiva e que em todas as partes há que defendê-la.



A totalidade da classificação está disponível na seguinte web page: http://www.rsf.org/article.php3?id_article=8251.



Cuba, Colômbia, Haiti: maior cárcere, maior cemitério e maior esperança para os jornalistas



Em Cuba está simplesmente proibida a informação que não seja controlada pelas autoridades. Em março de 2003 foram detidos 75 dissidentes. Entre eles, 27 jornalistas. Seu rechaço ao controle governamental sobre a informação se assimilou a um “ato contra a independência do Estado”. Foram condenados a penas que vão de 14 a 27 anos de cárcere. Com outros dois colegas detidos anteriormente, Cuba converteu-se no maior cárcere do mundo para os jornalistas. Repórteres Sem Fronteiras considera o presidente Castro, no poder há 45 anos, como um dos 37 predadores da liberdade de imprensa do mundo.



Na Colômbia, os predadores da imprensa são os movimentos armados: grupos paramilitares e guerrilhas. Eles mataram cinco profissionais da imprensa, por seu trabalho, em 2003 e em 2004 já assassinaram um jornalista. A Colômbia é hoje o maior cemitério do continente, para a profissão, uma situação extrema que encontra sua explicação na total impunidade que desfrutam os assassinos de jornalistas. Por sua vez, o governo aparece como uma potencial ameaça para a imprensa, com a provação de um estatuto anti-terrorista que questiona o segredo das fontes.



No Haiti, a renúncia de Jean-Bertrand Aristide abre uma nova era para os meios de comunicação que eram ameaçados, agredidos e acossados pelos esbirros do Presidente, quando lhe criticavam. Para as famílias de Jean Dominique e Brignol Lindor, a mudança é sinônimo de esperança, quando alguns partidários do ex-Presidente estão implicados nos assassinatos de ambos os jornalistas. Todavia, a morte, no passado 7 de março do jornalista Ricardo Ortega, nos lembra que o perigo ainda não desapareceu de todo. Jean-Bertrand Aristide formava parte dos predadores da imprensa denunciados por Repórteres Sem Fronteiras.

Recomendações



Repórteres Sem Fronteiras pede aos Estados participantes na Cúpula de Guadalajara que intervenham:



- junto à delegação cubana, em favor da liberação dos jornalistas encarcerados em Cuba;



- junto às autoridades colombianas, para que dêem prioridade à luta contra a impunidade que desfrutam os assassinos de jornalistas, para que se respeite o direito da sociedade colombiana a estar informada;



- junto às autoridades para que, em sua ação para restabelecer o Estado de Direito, façam uma prioridade dos casos de Jean Dominique e Brignol Lindor. Repórteres Sem Fronteiras pede também aos 58 Estados presentes em Guadalajara que aprovem um texto condenando os grupos armados presentes na Colômbia, por seus extermínios contra a imprensa.



Cortesia de Vivian Gude para o NetforCuba Internacional



Fonte: http://www.netforcuba.org



FIDEL CASTRO CONFIRMA SUA AUSÊNCIA NA CÚPULA DE GUADALAJARA



O ditador de Cuba, Fidel Castro, confirmou hoje sua ausência na Cúpula de Guadalajara, em uma carta na qual acusou a União Européia (UE) de cumplidade com os Estados Unidos e de traição a vários governos na América Latina.



Na carta, dirigida ao povo mexicano e difundida em Guadalajara, pelo chanceler cubano Felipe Pérez Roque, Castro assinalou que não existem as mais mínimas condições para que viaje à III Cúpula da UE, América Latina e Caribe. Mencionou cinco razões para sua ausência. Em primeiro lugar, porque a UE tem sido cúmplice dos “crimes e agressões” dos Estados Unidos contra Cuba, através de sua política na Comissão de Direitos Humanos da ONU em Genebra e a aceitação da Lei Helms-Burton contra a ilha.



Além disso, denunciou a “vergonhosa combinação e a traição a Cuba de parte de vários governos da América Latina, em seu impudico submetimento aos Estados Unidos” e assinalou que a estrutura da cúpula não permitirá um verdadeiro debate porque será a portas fechadas e só dará alguns poucos minutos para cada mandatário falar.



O ditador lamentou perder a oportunidade de entrevistar-se com “brilhantes lutadores por um destino melhor”, como os presidentes venezuelano Hugo Chávez, o argentino Néstor Kirchner e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. “Talvez no banquete cerimonial inicial, com oradores muito selecionados de antemão, entre esquisitices culinárias, champagne e vinho que nada têm a ver com os milhares de milhões de pessoas que no mundo sofrem fome e miséria, se possa escutar o eco das vozes de algum verdadeiro dissidente”, considerou Castro.



Fonte: www.latercera.cl



O jornalista encarcerado Normando Hernández Gonzalez finaliza a greve de fome



Em uma nova conversação com Repórteres Sem Fronteiras, em 26 de maio à noite, Yaraí Reyes Marín manifestou que havia falado por telefone com o diretor da penitenciária de Pinar del Río, chamado “Jesus”, que lhe confirmou as declarações que na véspera lhe fez um agente carcerário, segundo oa quais Normando Hernández González teria voltado a alimentar-se.



A esposa do jornalista desconhece se ele conseguiu suas reivindicações. Entreranto, Normando continuará no calabouço durante 21 dias, a partir da data do final de sua greve de fome, ou seja, ontem, e que no entanto não terá autorização para telefonar.



Yaraí Reyes declarou que confia no que lhe disse o diretor do cárcere e pensa que seu marido deve ter aceitado pôr termo à greve de fome, depois de chegar a um acordo satisfatório.



Fonte: NetforCuba Internationalhttp://www.netforcuba.org



Traduções e grifos: G. Salgueiro



quarta-feira, 26 de maio de 2004

Três denúncias graves permeiam hoje o Notalatina: os maus tratos sofridos pela prisioneira de consciência e economista Martha Beatriz Roque Cabello, uma farsa montada sobre um “atentado” contra o ditador Chávez, planejado para ocorrer no próximo fim de semana durante o “Reparo” e, a mais surpreendente de todas, sobre provável entrada ilegal na Argentina, de três mísseis Stinger.



Sobre a questão desses mísseis especula-se haver alguma relação entre a “mãe da Praça de Maio” Hebe de Bonafini, o grupo separatista basco ETA e a rede terrorista Al-Qaeda, segundo fontes documentais do site Seprin – www.seprin.com - .



Quanto ao suposto “atentado” contra Chávez, é bom ficarmos atentos, pois minha intuição me diz que haverá muita violência e sangue neste fim de semana na Venezuela. Em notas publicadas aqui anteriormente, revelei que Chávez declarou, muito seguro, que “era pior para a oposição”, esta nova coleta de assinaturas, pois ele “ia ganhar mesmo e a oposição ia ficar desmoralizada”. Isto não é premonição e desse ditador clone de Fidel, tudo se pode esperar...



Tenham uma boa leitura e, como costumam dizer os bravos venezuelanos, “olho”!



Comunicado de M.A.R POR CUBA sobre Martha Beatriz Roque Cabello – Prisioneira Política Cubana



Miami, Flórida, 26 de maio de 2004 – Em conversação telefônica nesta tarde, a sobrinha da prisioneira política cubana - Martha Beatriz Roque Cabello nos informou que visitou a sua tia no Hospital Carlos J. Finlay, ao meio dia de hoje.



Informou María de los Ángeles que sua tia tem uma infecção renal e que o resultado das análises que lhe fizeram há 11 dias, haviam constatado que tem açúcar no sangue bastante alto e que, enquanto a infecção persista, o açúcar no sangue permanecerá desestabilizado.



Reportou María de los Ángeles que hoje lhes designaram um novo oficial durante toda a visita, cuja atuação foi totalmente distinta e que, inclusive, sentou-se na mesa de refeições que ela levava à Martha Beatriz, no meio delas. Quando Martha Beatriz protestou por isto, o oficial – chamado Silvio – contestou que essa era a sua forma de trabalho e que se não lhe agradava, suspendia a visita de imediato. Discutiram e Martha Beatriz lhe disse que se isso era o que ele queria, que suspendesse a visita.



Martha Beatriz não provou alimento algum e o oficial aproveitou a entrada de um carro ao lugar, que é um pátio de um local com portão onde entram e saem os carros – normalmente para entrar ou tirar algum prisioneiro político – para dar por encerrda a visita, que durou apenas 40 minutos desta vez. Roque Cabello deixou saber à sua sobrinha que se a próxima visita fosse conduzida da mesma forma que não insistisse em vê-la, pois ela se negaria a receber visitas sob estas condições.



Fonte: www.marporcuba.org



COMUNICADO URGENTE DA VENEZUELA



Recebemos informação de que o governo está preparando um atentado fictício contra Chávez, a fim de destruir o RR. Utilizariam gente que aparente ser da oposição, infiltrada e comprada, para fazê-los declarar depois de detê-los. Vão fazer as pessoas crerem que Chávez está muito mal, ferido, no Hospital do Forte Tiuna e o propósito é jogar os seus malandros nas ruas como em 13 e 14 de abril, criando assim uma situação de caos que permita decretar o Estado de Comoção Interior, decreto que já tem redigido Carlos Escarrá e Fabián Chacon.



Há gente entre eles que duvida da Operação, como Lucas Rincón, porém é o próprio José Vicente Rangel quem a auspicia pessoalmente e insiste em que é um recurso infalível que há de fazer a todo custo e nos próximos dias... O têm chamado de “Fênix”, pois pensam em uma vitimização real, pois está programado ferí-lo de verdade, (embora que muito levemente) ele sairia como a “Ave Fênix”, mostrando suas feridas e altamente repotencializado e a oposição finalmente maltratada e desacreditada, nacional e internacionalmente.



Têm prevista a cobertura internacional, ao intervir as emissoras de TV e as repetidoras de TV a cabo, de maneira que as imagens que saiam sejam só suas. Ao sujeito pagarão (talvez venham a ser dois, autor e cúmplice) uma quantia milionária e além disso, lhe darão toda classe de proteções, tipo/estilo João Gouveia!* Depois disto, virão as prisões dos autores intelectuais que implicarão, encabeçados por Enrique Mendoza, Leopoldo López, Henrique Capriles Radonski, Pablo Medina e Andrés Velásquez, aos quais prenderá, pessoalmente, García Carneiro e os mostrará ao povo como os responsáveis.



*João Gouveia foi o franco-atirador identificado no massacre ocorrido em 11 de abril de 2002, na Praça França de Altamira, que era funcionário do prefeito Fred Bernal e que, apesar de ter confessado os crimes diante das câmeras de televisão, foi “inocentado” pelo ditador Chávez que o mandou “tirar férias” em Cuba. Este criminoso confesso JAMAIS pagou pelos crimes cometidos e ainda foi regiamente recompensado por isso.



Fonte: www.VenezuelaNet.org



Investigam denúncias sobre provável ingresso ilegal de mísseis na Argentina



BUENOS AIRES, 24 (ANSA) – Organismos de segurança da Argentina tiveram que ativar seus mais rigorosos controles ante uma denúncia que indica que três mísseis, provavelmente provenientes da fronteira com a Bolívia, ingressaram nos últimos dias de contrabando ao país, para atentar contra um “objetivo judeu ou americano”.



Este suposto objetivo, segundo sugere a denúncia, “poderia ser derrubar um avião comercial estadunidense”, disseram à ANSA fontes próximas à investigação. Todavia, funcionários políticos relativizaram a gravidade do caso e especularam que a versão da derrubada do avião norte-americano em vôo é “obra de um fabulador”, pelo qual também os alarmes já foram destivados.



Esta agência pôde confirmar com três fontes que a denúncia efetivamente existe e está sob a investigação do juiz Julio Speroni, na Penal Econômico, que nas últimas horas haveria tomado declaração testemunhal de duas pessoas que teriam dito ter informações sobre a questão.



O magistrado – o mesmo que investiga o ex-presidente Carlos Menem por provável enriquecimento ilícito no marco da suposta venda de armas ilegais para o exterior – intervém no caso, com base em uma denúncia formulada pela Aduana, ante esse alerta sobre o provável ingresso dos mísseis através da localidade boliviana de Pocitos, fronteiriça com a província de Salta, disseram as fontes.



Segundo a informação proporcionada pelos porta-vozes, as duas testemunhas - e uma terceira que poderia depor nas próximas horas – teriam deixado escapar que o suposto ataque poderia estar dirigido a algum objetivo “judeu” ou “um avião comercial norte-americano em pleno vôo”.



Entretanto, fontes do Ministério da Justiça confirmaram que a denúncia “existe”, porém se recusaram a oferecer maiores detalhes porque “isto está nas mãos do juiz Speroni e qualquer coisa que se diga pode obstaculizar a investigação”.



As três testemunhas teriam sido transferidas à Buenos Aires nas últimas horas desde Missões, pois residiriam em uma paragem próxima à Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai.



Speroni poderia tomar amanhã mesmo a declaração testemunhal da terceira pessoa, que – do mesmo modo que as outras duas – encontra-se sob o programa de “testemunha protegida”, embora a audiência não tenha sido confirmada.



Fonte: www.seprin.com



Traduções: Graça Salgueiro



terça-feira, 25 de maio de 2004

Hoje trazemos apenas duas notas, uma delas do México e outra de Cuba. A notícia do México refere-se à retaliação que o governo do Presidente Fox já começa a enfrentar, por causa da ruptura diplomática deste país com o ditador Fidel Castro. Um novo bando “rebelde” põe bombas em três bancos, deixando clara sua raiva e vingança por causa da cobrança judicial feita – e ganha – do México contra Cuba.



A outra nota, mais longa, merece também um comentário maior, embora muita gente possa dizer que este não é um problema meu e que não devo meter minha colher por não ser cubana; já ouvi isso inúmeras vezes. Ocorre, entretanto, que a mensagem que retransmito, do senhor Oswaldo Paya, não me cheira bem por vários motivos e vou me meter no assunto, sim.



Oswaldo Paya é um cidadão cubano que difundiu e coletou assinaturas para o chamado “Projeto Varela” que, dentre outras coisas, pede a retomada da democracia na Ilha. Por causa destas assinaturas e do próprio projeto, há várias pessoas presas nos cárceres cubanos, passando por todo tipo de tortura e privações, inclusive ausência de assistência médica e correndo risco de vida. Outros tantos, que ainda permanecem “livres”, têm sofrido incessantemente ameaças de prisão, agressões físicas por “desconhecidos” que lhes acossam nas ruas e o sr. Paya? Este jamais sofreu o mais leve arranhão, ou qualquer um de seus familiares foi de algum modo molestado, pelo contrário. No ano passado ele foi agraciado com o “Prêmio Sakarov” e foi, pessoalmente, recebê-lo na Suécia. Quando voltou, uma comitiva de parentes a amigos o aguardava no aeroporto e o recebeu com festa, sem que a polícia impedisse qualquer manifestação.



A carta que ele hoje dirige aos cubanos e ao povo de outras nações de um modo geral, deixa escapar uma linguagem que, se não é, lembra as idéias daquilo que ele diz combater, ou seja: o castro-comunismo. A carta convida os cubanos para um “Diálogo Nacional”, através de “Círculos de Reflexão e Diálogo” (quem me lembrou as “mesas redondas” do ditador) onde todos, sem excessão, são chamados a opinar e ouvir. Ora, desde quando o ditador da Ilha vai permitir que as pessoas se reúnam “na paz e no amor”, para elaborarem uma proposta de “transição pacífica”, sem perseguirem e prenderem tais participantes? O sr. Paya certamente não está falando para os cubanos que fazem semanalmente a “vigília da vela”, ou os bibliotecários, ou para aquelas bravas “mulheres de branco” que pedem a soltura de seus entes queridos que estão apodrecendo nas prisões infectas! Ele poderá, sem nenhuma perturbação, sentar-se com os membros do PCC, com os CDR, com os da Brigada de Resposta Rápida que, em torno do “Grande Líder” vão discutir, “na paz e no amor”, baseados na “reconciliação nacional” (e perdão incondicional), quem vai ficar com as fatias do bolo.



Os cubanos que me perdoem, mais é pelo carinho e respeito que lhes tenho – e tenho muitos amigos cubanos, sinceramente muito queridos – que sinto um cheiro muito ruim nessa proposta. Não se faz acordo com comunista; JAMAIS! No entanto, o sr. Paya quer fazer acordo com uma das pessoas mais perversas e sem escrúpulos que o mundo já produziu, “perdoando-lhe” todas as atrocidades cometidas – contra os outros – e sentando-se na mesa com ele e seus capachos para “negociar”. Ou o sr. Paya é muito ingênuo – o que não acredito – ou então é “um deles”. Tomara que eu esteja errada, pelo bem daquele povo tão espoliado e escravizado há quase meio século.





Atentados contra Bancos Mexicanos



O ramo mexicano do terrorismo controlado pela Internacional Socialista começa a atuar com violência, depois que os Bancos Mexicanos embargaram na Itália 40 milhões de dólares do governo de Castro, em uma tentativa de cobrar uma dívida que varia entre os 400 e os 700 milhões de dólares.



Três sucursais bancárias foram alvo de atentados com explosivos na madrugada do dia 23 de maio, no município de Jiutepec, Morelos, México.



Um grupo desconhecido, Comando Jaramilista Morelense 23 de Mayo assumiu a autoria dos ataques. As explosões produziram-se nas sucursais dos bancos Banamex, Bancomer e Santander Serfin.



Outro explosivo colocado no interior do banco HSBC foi encontrado pelas autoridades e desativado por membros do Exército.



As dependências afetadas sofreram graves danos materiais, porém em nenhum dos casos houve vítimas.



A polícia de Jiutepec afirmou ter encontrado um comunicado do grupo rebelde no qual se acusa diretamente o presidente Fox. “O foxismo tem demonstrado que sob a hegemonia imperialista da degradação política e moral não têm limites”, reza o escrito.



O documento refere-se também à crise política em Morelos e acusa o governador, Sergio Estrada, do governante Partido de Ação Nacional, que está sendo investigado por corrupção.



O comunicado define o governador como “o rei do narcovarejo morelense”. Estrada aproveitou uma coletiva de imprensa para condenar os fatos e chamou a todos os habitantes de Morelos a formar uma frente comum contra a violência.



O nome do grupo faz referência ao líder camponês Rúben Jaramillo que lutou sob as ordens de Emiliano Zapata. Jaramillo se levantou em armas contra os caciques de Morelos nas décadas de 40 e 50, porém foi assassinado em 23 de maio por militares associados com civis.



Fonte: www.contactomagazine.com



Anúncio do início do Diálogo Nacional



Na manhã de hoje, Oswaldo Paya Sardiñas deu a conhecer em Havana, Cuba, o início do Diálogo Nacional com este documento que transcrevemos.



Julio Hernandez – Movimento Cristão Libertação



Anunciamos que a partir do dia de hoje, 25 de maio, começa a realizar-se o Diálogo Nacional que estivemos preparando nos últimos meses.



Neste diálogo podem praticipar todos os cubanos, sem exclusões, vivam dentro ou fora da ilha, sejam ou não, afins ou membros do governo e de todas as posições políticas, credos religiosos, experiências, idades, situação social e econômica. Também devem participar todas as instituições, organizações e grupos, oficiais ou não, que queiram abordar suas considerações sobre a transição pacífica e sobre todos os aspectos da vida nacional.



Já tornamos público o Documento de Trabalho que servirá de base para este diálogo. Este documento não é um programa, senão apenas um instrumento para realizar o processo e poderá ser criticado e mudado.



Também fazemos pública hoje a Metodologia para o Diálogo Nacional, que o Comitê Cidadão Gestor do Projeto Varela, impulsionador deste processo, entregará aos cidadãos que queiram participar. O diálogo se realizará em Círculos de Reflexão e Diálogo que poderão formar espontaneamente os cidadãos e organizadores que o solicitem. As instituições que queiram fazer algum aporte podem apresentá-las aos coordenadores e se desejarem, formar Círculos de Reflexão e Diálogo. Esclarecemos que participar do Diálogo Nacional não implica apoiar o Projeto Varela.



O mais importante é que neste processo, os próprios cubanos desenharão seu Programa de Transição e começarão a experimentar a participação democrática e responsável na definição e preparação do futuro de nossa sociedade.



Embora a maioria o deseje, alguns consideram inalcançável a transição pacífica. Porém muitos cubanos tomam a determinação de oferecer à sua Pátria o aporte solidário para tornar possíveis essas mudanças pacíficas. Assim o demonstra o fato de que cada vez são mais os cidadãos que assinam o Projeto Varela, essa campanha pelo Referendo que não se detém e não se vai deter até conseguir os direitos para todos.



Porém os cubanos se fazem muitas perguntas sobre o futuro e há muitas incertezas.



A primeira grande angústia é a que lhes produz a negação permanente do Governo à abertura econômica e política. Negação que fecha as portas do progresso familiar e social e impede o exercício dos direitos fundamentais. Esta situação estanca a maioria na pobreza e uma minoria nos mais desproporcionais privilégios, sem perspectivas para os primeiros. Por esta razão, muitos jovens pensam, equivocadamente, que a única forma de conseguir um futuro melhor é emigrar, inclusive lançando-se ao mar, desgarrando-se das famílias cada vez mais.



Outras angústias e incertezas se produzem pelas diferentes versões catastróficas sobre o final desta etapa, como se não existisse mais alternativa a este imobilismo que a morte, a violência, o caos ou a intervenção estrangeira. A isto se somaria supostamente a destruição ou negação de tudo o que de positivo tenha conseguido e construído o povo cubano com seu amor e seu trabalho.



É verdade que há um sofrimento imenso para os cubanos e que existem graves perigos para o futuro imediato, porém também como nunca antes a esperança é maior. Uma esperança fundada na determinação de muitos cidadãos, de conseguir as mudanças pacificamente e não uma esperança resignada pela catástrofe, pela morte, ou pelas medidas estrangeiras. É uma esperança fundada na boa vontade dos próprios cubanos. Porém, de pouco serve a vontade se está apanhada por medos ou interesses. Há que liberar essa vontade com o amor para que neste grande movimento de solidariedade e reconciliação, nosso povo supere o negativo e renasça para uma nova etapa livre, independente e em paz. Assim potencializará as imensas capacidades humanas e naturais com que o Criador dotou a nossa Pátria.



Estamos chamando os membros das Igrejas e seus pastores para que não neguem a seu povo o direito de sua palavra, sua cooperação e sua participação enriquecedora neste Diálogo Nacional, que é o caminho para a Paz e a Justiça. Também às instituições fraternais, a todos os grupos dissidentes e especialmente a nossos irmãos os prisioneiros políticos e a seus familiares. Este não é um projeto de um partido, senão um processo participativo para realizar a esperança. Porém, são os próprios cubanos os que devem dar o passo se verdadeiramente querem conseguir uma vida melhor, aqui na terra que Deus nos deu como lar de todos.



Todos os que no mundo tenham boa vontade para com o povo de Cuba, o que devem fazer é apoiá-lo na ralização deste Diálogo Nacional. Esta seria a autêntica posição em solidariedade com respeito à nossa soberania. Porque os cubanos o que queremos são mudanças pacíficas à democracia e à reconciliação, e é aos cubanos que nos corresponde realizá-las.



Comitê Cidadão Gestor do Projeto Varela



Havana, 25 de maio de 2004.



Trinta e dois do Aniversário da morte na prisão, em greve de fome de Pedro Luis Boitel



Cortesia de Roberto Jiménez



NetforCuba International - http://www.netforcuba.org



Tradução: G. Salgueiro



segunda-feira, 24 de maio de 2004

Esta semana promete ser de muita expectativa e apreensão na Venzuela, considerando que a recoleta de assinaturas para ratificar o referendo inicia na próxima sexta-feira, dia 28 de maio. Isto, por si só já é stressante para o povo venezuelano, uma vez que a coleta de assinaturas foi feita em fevereiro mas o tirano Chávez arranjou um jeito de desqualificar todo o volume arrecadado que ultrapassava o número exigido. Lembro que na ocasião houve muita violência e mortes, promovida sobretudo pela Guarda Nacional, hoje transformada em “milícias bolivarianas”, onde há uma enorme quantidade de espiões castristas infitrados, comandando e dando ordens.



Há no informativo de hoje duas notas muito significativas: uma, vindo de um chanceler cubano que não explicita mas deixa nas entrelinhas que a Venezuela deve mirar-se no exemplo dos CDRs cubanos. É apenas uma notinha mesmo, pois a matéria completa será divulgada pelo Mídia Sem Máscara provavelmente amanhã; vai depender da pauta mas fiquem alertas. E a outra, é uma muito significativa afirmação do ditador Chávez, com relação a recoleta de assinaturas, quando ele sutilmente ameaça a oposição dizendo que “será pior para eles, pois quem vai ganhar sou eu mesmo”. Para bom entendedor e conhecendo bem o autor da afirmação, temo pelos bravos venezuelanos, pois o circo está completamente armado, podendo vir a correr muito sangue e no final, este abjeto criminoso de algum modo fraudar a recoleta para sair vitorioso;.se isso ocorrer mesmo, fica desmoralizada a oposição, pois será a segunda tentativa frustrada, o que poderá ser um banho de água gelada nas esperanças do povo de estancar uma ditadura castro-comunista já em franca ascenção.



E, finalmente, a matéria que abre o Notalatina de hoje é um corajoso desabafo do jornalista cubano-canadense Esteban Casañas Lostal, ao renunciar seu direito legítimo à cidadania cubana, após a mal disfarçada encenação ocorrida no fim da semana passada em Cuba, que foi noticiado aqui no Notalatina. É um desabafo que muito me tocou e que revela com nitidez o valor e a necessidade intrínseca que todo ser humano tem de liberdade. Os que se renderam ao apelo vil do monstro do Caribe não se deram conta de que este novo passaporte, de liberdade de ir e vir não tem nada; ou melhor, talvez saibam exatamente o preço que ele possui, uma vez que muitos deles já estão “em missão” noutros países, tanto é que o chanceler Pérez Roque foi muito claro quanto ao “convite”: os que eram contra a Revolução, nem que quisessem teriam seus passaportes liberados.



Bem, ficamos por aqui. Amanhã tem mais.



RENUNCIO À MINHA CIDADANIA



Esteban Casañas Lostal



Não foi hoje que tomei esta decisão; foi há muitos anos que me privei dela, porém hoje, quando se realiza esse teatro de marionetes cujo título é: “Terceira conferência a nação e a emigração”, o faço em caráter oficial. Renuncio oficialmente a ser “cidadão cubano”; não me importa ter um passaporte que me desacredite como ser humano no mundo. Não quero portar um livrinho que me crucifique como possível emigrante ante embaixadas estrangeiras. É dolorosa essa carga, quando na realidade desejo visitar a um familiar no estrangeiro, a minha mãe a ponto de falecer, a um filho por operar, ou simplesmente passear e carregar um pouco as baterias, as necessárias para sobreviver uns quantos meses e voltar a sair. Sair e voltar, voltar com um chouriço de segunda categoria, carregado de roupas como um armário e com bilhetes nas plantas dos pés, obrigado a mentir e especular, reverenciar e negociar, viver e explorar a dor dos meus, lutar.



Renuncio a uma cidadania que me chega a molestar e que outros decidem por ela, que provoca conferências onde se discute se tenho direito a sair ou entrar em minha terra onde, até hoje, necessitava um visto não exigido a ninguém no estrangeiro e devia pagar por ele. Não quero essa cidadania outorgada pelos que me humilharam, lançaram ovos que hoje lhes falta para comer e amplificaram gritos de “escória”, “vermes”, “apátridas”, “traidores”, e que hoje são derivadas em “mercenários”, “máfia”.



Não desejo ser cidadão de um país onde não possa desfrutar com meu irmão de seus hotéis e praias, onde se me receba por meus bilhetes e me chame de “senhor”, enquanto a outros infelizes chamados “companheiros” se lhes privem de seus direitos “cidadãos”. Renuncio a ser cúmplice de uma infâmia histórica, em que outro que eu não elegi assista a uma conferência onde não possa expressar o que sinto, alguém eleito por eles e que não me representa. Não desejo ser cidadão de um país onde encarceram seus homens por dissentir do pensamento imposto, onde seus filhos se arrisquem a escapar em frágeis balsas em busca de liberdade, onde esse governo ordene afundá-los e o mundo guarde cúmplice silêncio.



Não quero ser cidadão de um país onde confudam minha mãe e irmã com uma “jinetera”, por mais culta que seja. Onde a aspiração de cada rapaz seja a de escapar a um preço tão alto como o de uma vida mesma, renuncio. Detesto ostentar o pasaporte de um país, cujo proprietário infecta ao ser identificado por sua cor ou escudo, como se fosse uma epidemia. Não desejo ser representado por seres que abracem peitos ou apertem mãos ensagüentadas com as vidas de seres nascidos de meu povo, renuncio.



Não me interessa ser cubano para aqueles que arruinaram minha terra, pouco me importa, pouco me beneficiou, por não dizer-lhes que me causou muitas dores de cabeça, al extremo de me fazer envergonhar-me de sê-lo, virtude para uns quantos, felicidades, porém eu renuncio à posse de um puto passaporte azul ou verde com um escudo que nada protege nem representa, me limpo... bem, já sabem.



Pouco me importa, cavalheiros! Sou pesado, intransigente, vertical, extremista, inclaudicável, arrogante, intolerante, anormal, desafiante, indiferente, eu sou o que sai dos tímpanos a todos os que hoje se reúnam nessa nova obra teatral, porém sou independente!



Me rio, senhores! Me urino de tanto rir com as notícias, não é para menos, que ainda que Menoyo represente a dissidência enquanto nos cárceres cubanos apodrecem almas de meu povo, contanto que a alguns “mercenários” lhes devolvam a cidadania. Huuuuumm! Mercenários? Cubanos? Lhes devolverão a cidadania? Quantos? Palhaços medrosos? E os cubanos que foram matar na Etiópia, Angola, Nicarágua, etc., eram mercenários? Oooh! Não! Missões “Internacionalistas”! Necessitam de desculpas; estão desesperados.



Renuncio senhores! Não me importa nem um pouco a cidadania cubana; me sinto orgulhoso da canadense que me devolveu a dignidade que à outra faltava, ninguém me pára, não me olham com olhos de emigrante, não me exigem vistos para viajar, tenho direitos, sabem o que é isso?, direito a reclamar, algo vedado para o portador de um passaporte azul ou verde com um escudo estravagante, um possível emigrante.



Renuncio a tudo, me considero sem direitos a viajar à minha terra, enquanto quatro canalhas se reúnam com as razões do meu desterro. Enquanto esses que assistem para escutar ordens sejam eleitos pelo governo e não representem minha voz ou meus pensamentos. E tem mais: me sinto orgulhoso desta renúncia agora que desejam oferecê-la a “supostos mercenários” em bandejas de prata.



Isso sim, senhores! Conservo a nacionalidade de Pepe Antonio; essa, ninguém me pode tirar, muito menos uns duzentos cabrões!



Montreal, Canadá



Fonte: lavozdecubalibre.com



Castro aconselha o poder a “não negociar”



No princípio, Rafael Hidalgo, conselheiro da Embaixada de Castro, negou-se a dar conselhos. “A Venezuela não necessita de conselhos; os diplomatas não estamos aqui para isso”, alegou. Todavia, lançou indiretas que foram captadas pelos assistentes: “Não subestimem o inimigo; unam-se à Coordenadora Simón Bolívar e leiam toda a informação que temos sobre os CDR (Comitê de Defesa da Revolução)”.



“O poder não é negociável”, expressou o representante castrista. Asseverou que eles nunca permitiram em Cuba, nem teriam permitido na Venezuela o ingresso no país de observadores da OEA ou do Centro Carter.



“Nós não perderíamos o tempo com isso; a OEA é um conciliábulo da colônia; não respeitam e Carter só entrariam em Cuba se fosse convidado”.



Chávez: Entregarei o poder a outro “revolucionário”



Fonte: El Nacional



O presidente Hugo Chávez está seguro de que entregará o poder a outro “revolucionário”, porque não crê que em agosto se realize o referendo que seus inimigos impulsionam para tirá-lo do cargo ao qual chegou por mandato das urnas, há mais de cinco anos.



O tenente-coronel reformado, que ganhou fama com um falido golpe de Estado em 1992 e que ganhou as eleições de 1998, também disse que está aumentando o “efetivo militar” porque a soberania de seu país está ameaçada, após a recente captura de uns 130 supostos paramilitares colombianos que, segundo ele, planejavam assassiná-lo.



“Eu creio que é pouco provável, mas é provável, porém pouco” que se faça o referendo, disse o mandatário à Reuters, em uma entrevista realizada ontem, na qual refutou as acusações de que esteja levando o país a uma ditadura.



O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) fixou o referendo para 8 de agosto, se se confirmarem em fins de maio, em um processo de ratificação de assinaturas, as mais de meio milhão de rubricas que ainda se requerem para ativar a petição.



Chávez também disse que “é pouco provável” que esse processo de “reparos” seja exitoso, e insistiu em que seus adversários cuidaram de ir ao referendo com uma “fraude gigantesca”.



“Eu tenho sérias dúvidas de que eles possam reparar, porém, bem... que o façam. De todo modo, se o fizerem, creio que é pior para eles”, já que ele é quem ganhará, sustentou.



Os que impulsionam o referendo dizem que entregaram 3.4 milhões de assinaturas para pedir a consulta, das quais o CNE validou 1.9 milhões das 2.4 milhões que se requerem.



Fonte: www.talcualdigital.com



Rodríguez: Reparos ocorrerão 100 por cento



O diretor da Junta Nacional Eleitoral (JNE) e principal reitor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Jorge Rodríguez, disse que 100 por cento dos centros de reparos já estão instalados. Só alguns centros dos estados de Barinas, Sucre e Guárico apresentaram algumas dificuldades com as máquinas, porém assegurou que já foram solucionadas.



Acrescentou que a jornada começou às 6 da manhã, hora estabelecida pelo corpo eleitoral, em todos os centros localizados em 11 estados do território nacional, que esperam atender a 1 milhão de pessoas aproximadamente, para fazer seu reparo positivo ou negativo a 14 deputados da Assembléia Nacional (AN).



“Não houve nenhum problema. Tudo começou com normalidade. Os agentes de reparos estão trabalhando e também os operadores das máquinas”, disse.



Está previsto que, dado que a jornada se iniciou na hora marcada, a mesma deverá encerrar-se às 6 da tarde. Nesta mesma noite, o CNE receberá a totalização automatizada do dia de hoje de todos os deputados. Igual procedimento se repetirá durante todos os dias que durará a fase de ratificação de assinaturas.



Rodríguez assinalou que o Poder Eleitoral não decidiu ainda quando anunciará ao país os resultados finais dos reparos aos parlamentares, e que provavelmente o diretório decida contar os reparos de deputados conjuntamente com os reparos do revocatório presidencial, que será realizado desde a sexta-feira 28 até o domingo 30 de maio.



Fonte: www.talcualdigital.com



Traduções: Graça Salgueiro



sexta-feira, 21 de maio de 2004

Até o momento não me chegaram notícias novas da Venezuela, além das que já informei em dias anteriores, da arbitrariedade e crime contra a propriedade privada que o ditador Chávez tomou contra a família do jornalista Robert Alonso. Certamente outras pessoas, de bem, diga-se de passagem, porque os delinqüentes estão tendo todas as facilidades e regalias, também verão suas propriedades e pertences covarde e criminosamente saqueados, do mesmo modo que foi feito em Cuba, há amargos 45 anos.



Hoje ficamos mesmo em Cuba. Diariamente, ao iniciar a seleção das matérias que vou editar, entro num conflito enorme porque são tantas desgraças e vilanias que me chegam ao conhecimento que muitas vezes (por limitação de espaço do blog) levo uma tarde inteira tentando selecionar aquelas que, tenho plena convicção, o público brasileiro jamais vai tomar conhecimento através do noticiário da imprensa escrita e televisiva. É triste e doloroso, ter que selecionar e divulgar as desgraças e infâmias que sofrem certos povos, o cubano por excelência; dói, lá no fundo da alma e muitas vezes me pego com uma lágrima indiscreta correndo pelo rosto, tão impensáveis são as denúncias que recebo que fico me perguntando: até quando?.



Hoje, a primeira notícia é sobre mais um espetáculo circense promovido pelo “dono da Ilha”, ao reunir em um congresso cubanos residentes noutros países (apenas os espiões castristas) para “tentar” uma nova estratégia contra as recentes medidas do presidente Bush contra Cuba. É importante salientar que, tanto o embargo quanto essas restrições impostas agora, visam tão somente diminuir o caixa da “famiglia”, pois o cubano comum jamais deixou de passar toda sorte de privações e humilhações com ou sem embargo. Ademais, Cuba mantém acordos comerciais com mais de 150 países, conforme anunciou tempos atrás o próprio chanceler Pérez Roque, inclusive o Brasil. Portanto, isso é conversa mole para enganar os idiotas úteis que acreditam na propaganda enganosa que é feita acerca da excelência da tal “Revolução Permanente”.



Noutro bloco a denúncia da violência e ódio disseminado pelos DCRs, verdadeiras máquinas de odiar e assassinar, bem conforme os ensinamentos do monstro cultuado como “santo e doce”, Guevara.



Finalmente, uma boa notícia: o México ganhou um dos vários processos contra Fidel, de parte da imensa dívida que a Ilha tem com eles; o mundo inteiro sabe que ele tem por hábito contrair dívidas que jamais serão pagas. Há muitos outros países cujo patrimônio vem sendo criminosamente dilapidado, por seus comunistas dirigentes, como é o caso do Brasil, da Venezuela e da Argentina, para manter e financiar o narco-terrorismo e o crime sob a coordenação do abjeto Fidel Castro. Se todos os países fechassem suas portas a este monstro, um dia essa farra acabava. O problema é que todos têm “peninha” do “papa” e continuam entregando de mão beijada um dinheiro que é patrimônio público, mas são eles que possuem a chave dos cofres e abrem escandalosa e irresponsavelmente as torneiras a esse monstro. Bem, há um ditado que diz: “Deus consente, mas não é para sempre”; e eu tenho fé nisso.



O Notalatina fica sem atualização nos fins de semana, podendo dar alguma informação extraordinária, se acontecer algum fato realmente urgente e relevante. Então, até segunda e bom final-de-semana!



O governo cubano reune-se em Havana com emigrados castristas



Havana, 21 de maio – Emigrados castristas e autoridades do governo do Partido Comunista de Cuba iniciaram hoje, nesta capital, um diálogo encaminhado a estabelecer estratégias, no momento em que os Estados Unidos recrudescem suas pressões contra o regime socialista.



Na chamada “III Conferência a Nação e a Emigração”, que conta com a presença do chanceler Felipe Pérez Roque, participam 451 cubanos castristas residentes em 45 países, porém a maioria destes nos Estados Unidos.



Durante os três dias de sessões, a conferência abordará temas como, por exemplo, fazer oposição ou burlar as novas medidas do governo dos Estados Unidos que afetam o envio de dólares à ilha.



Do mesmo modo se discutirá sobre assuntos migratórios, a política de doutrinação, investimentos e negócios em Cuba, além de apresentar-se o web site propagandístico auspiciado pelo Partido Comunista de Cuba. “A Nação e a Emigração”, é uma tentativa de manter a orientação política socialista com a comunidade de 1.5 milhões de cubanos residentes no exterior.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Cederista pede para atentar contra a vida de presos políticos



HAVANA, 20 de maio – (Moisés Leonardo Rodríguez Valdéz, Grupo Decoro) - Um novo vizinho da rua Campanário, entre San Rafael e San Miguel, no município Centro Havana, expressou na reunião do Comitê de Defesa da Revolução (CDR) efetuada no dia 12 de maio à noite: “O que se tem de fazer é acabar com os presos políticos. Deve-se jogar-lhes uma bomba” e, ato contínuo, começou a gritar: ”Abaixo os presos políticos!”, informou Soledad Rivas Verdecia, esposa do prisioneiro político Roberto de Miranda Hernández, condenado a 20 anos de privação da liberdade em abril do ano passado.



Soledad assinalou, além disso, a suspeita que resulta da “coincidência” do dia e hora em que se deu tal reunião, quando se celebrava a “vigília da vela”, que pela liberdade sem desterro dos presos políticos, é realizada a cada quarta-feira à noite em seu domicílio, situado em Campanário 354, entre San Rafael e San Miguel.



Ante o ato verbal agressivo do cidadão, os participantes da atividade da vela saíram até o terraço da casa de Soledad e entoaram o hino nacional, e imediatamente deram vivas aos presos políticos pedindo em alta voz sua liberdade. Minutos mais tarde a reunião cederista terminou.



Duas coisas chamam a atenção da esposa de Roberto Miranda: em primeiro lugar, que a assistência à reunião do CDR não passou de dez pessoas, enquanto que os assistentes da atividade que se realizava em sua casa passaram de 21. Em segundo lugar, nota que enquanto a oficialidade cubana assegura que em Cuba não há presos políticos, os incondicionais do regime, como o novo vizinho, manifestam o contrário em um discurso agressivo que rememora os tempos em que se gritava em coro, aos gritos: Paredón!, por parte de muitos cidadãos, hoje em dia mortos, exilados ou arrependidos.



Conclui Soledad Rivas, explicando que muitos vizinhos da quadra, assomados às janelas e varandas, manifestaram sua desaprovação aos manifestado pelos cederistas, e aprovaram a resposta não violenta, própria dos opositores pacíficos cubanos.



Fonte: http://www.payolibre.com/presos.htm



México toma posse de $ 40 milhões de Castro



Castro tem uma dívida de mais de 700 milhões com o México e paga em espécie aos Estados Unidos



Um tribunal da Itália expropriou contas no valor de $ 40 milhões de dólares da estatal Espresa de Telecomunicações de Cuba S. A. (ETECSA) nesse país, como parte de um processo judicial iniciado pelo México, para recuperar uma dívida de 400 milhões de dólares que a ditadura de Fidel Castro tem com o país, informaram autoridades mexicanas.

“O montante embargado equivale a aproximadamente 10% da dívida total”, disse o diretor do Banco Nacional de Comércio Exterior (Bancomext) em declarações publicadas sexta-feira, no diário Reforma.



Um funcionário do Bancomext, que pediu para não ser citado, confirmou a expropriação e referiu que é parte de um dos processos que o México iniciou há dois anos em nível internacional, para recuperar a dívida.



O primeiro julgamento foi iniciado ante a Câmara Internacional de Comércio de Paris e o segundo em um Tribunal da Itália.



O regime comunista de Cuba tem uma dívida de 400 milhões de dólares com o banco do Mexico e o castrismo havia posto como garantia as empresas governamentais ETECSA e Telefónica Antillana. O Bancomext atua como o agente financeiro do México.



Castro decidiu, sem consultar o México em abril de 2002, retirar as duas empresas como garantia e pôr o governo de Cuba como garante, o que implicou em deixar de pagar sua dívida com o México. Semanas depois, o governo mexicano decidiu iniciar os processos.



A ETECSA é de capital cubano e italiano e por isso o México decidiu também iniciar um julgamento na Itália. “Esse dinheiro já é nosso, porém ficará embargado (na Itália) até enquanto não se dê uma sentença final”, disse a fonte da imprensa.



Em novembro de 1994, subscreveu-se um programa de reestruturação da dívida que então ascendia a 350 milhões de dólares. Em 2001, o Bancomext recebeu 36 milhões de dólares de pagamento em capital e 27 milhões em juros.



“Tudo isso era derivado do fluxo que estávamos recebendo das telefônicas, que eram a garantia”, explicou a fonte, que acrescentou que foi a última vez que receberam algum pagamento.



A dívida de Cuba representa algo em torno da metade da carteira vencida do Bancomext, que no total ascende a pouco mais de 700 milhões de dólares.



Com informação de agências internacionais de imprensa, sob a cortesia de Paul Echaniz.



Fonte:http://www.netforcuba.org





quinta-feira, 20 de maio de 2004

O Notalatina de hoje está, ao mesmo tempo, comovente e revoltante. Em duas notas distintas, uma de Cuba e outra da Venezuela, as histórias de homens perseguidos pela sanha criminosa e patológica de dois ditadores que se admiram, se apoiam e se completam mutuamente: Fidel Castro e Hugo Chávez.



No primeiro caso, condenações injustas e inumanas em alguém cujo “delito” foi ter a ousadia de acreditar que é um ser livre e não escravo de um tirano que se julga dono de toda uma ilha, com tudo o que nela há. Não há, em Cuba, uma só família onde não haja algum membro que não tenha historia de detenção em um dos 200 cárceres da Ilha. Será que isto não é, por si só, um fato alarmante e completamente anormal?



O segundo caso é uma dolorosa resenha feita pelo corajoso jornalista cubano-venezuelano Robert Alonso que deveria servir de alerta para todos nós brasileiros (embora haja muita gente imbecil que ache minha preocupação com esses países despropositada e ridícula – para dizer o mínimo do que me rotulam), considerando o posicionamento francamente comunista de ambos os governos – do Brasil e da Venezuela.



O que este delinqüente abjeto do Chávez fez com a família Alonso, e fará ainda com muitas outras, é uma cópia fiel do que ocorreu em Cuba há 45 anos. A cubanização castro-comunista da Venezuela já é fato consumado; resta saber quanto tempo falta ao Brasil para implantar, de direito (porque de fato muita coisa já vem ocorrendo) um regime similar.



As mensagens de hoje servem como um alerta e uma profunda reflexão sobre o que poderá nos advir num futuro próximo. Que Deus tenha piedade de nós!



A ira contra preso político não cessa



Por Pablo Rodríguez Carvajal



20 de maio de 2004 – É um grande prazer telefonar a algum familiar de um reso político, ou a algum dos tantos opositores que vivem sob a constante perseguição e na conversação amena, fazer-lhe rir com qualquer disparate que te venha à mente. Porém, este não é sempre o caso. Há vezes em que é tanta a dor, tanta a amargura, que ao encerrar a comunicação ficas como quem concluiu uma longa jornada de trabalho forçado.



E quando se trata da família de um amigo, alguém com quem tiveste relações de trabalho, com quem chegaste a sentir irmandade, torna-se muito mais difícil ainda. Este é o caso de Miguel Sigler Amaya, prisioneiro político e de consciência que encontra-se na prisão de Agüica, província de Matanzas, cumprindo duas condenações que somam 26 meses.



Miguelito, como tantos outros, foi detido em 18 de março de 2003, no que chegou a chamar-se a primavera negra de Cuba. Dias depois da detenção, recebe do tribunal de Jovellanos uma condenação de 6 meses, seguida por outra do Tribunal Popular Municipal de Pedro Betancourt, ambos na província de Matanzas, de 20 meses de privação da liberdade. Porém, a fúria não pára aí. Fica pendendo sobre ele, como a espada de Dâmocles, uma petição fiscal de 15 a 25 anos mais de prisão, o que seria um terceiro julgamento.



Tal terceira sanção é o que seus carcereiros têm tratado de utilizar para dobrar seus joelhos e fazer com se submeta ao jogo que eles pretendem. Há que perdoá-los: eles não conhecem Miguel Sigler Amaya!



A frustração de não poder dobrar seu espírito, levou o “reeducador” a recorrer aos golpes. Tampouco sabe o pobre senhor, representante da força, que golpes Miguel já recebeu muitos, sem que tenham conseguido amedrontá-lo nem por um instante sequer.



Refere Josefa López Peña, esposa do opositor, que na visita do dia 4 de maio, ainda se notava o golpe que Miguel levara na cabeça, produto de uma porretada que recebera em 22 de março, a menos de 72 horas da infame declaração que fizera o chanceler do Regime, Felipe Pérez Roque, onde assegurou que “nenhum preso era maltratado nos cárceres cubanos”. Miguel está padecendo de fortes dores de cabeça, segundo Josefa.



A pena dos Sigler Amaya não vem em doses pequenas. Também no mesmo dia 18 de março, são detidos Ariel e Guido, seus irmãos, e condenados em abril, em julgamentos sumaríssimos, a 25 e 20 anos de prisão respectivamente.



Hoje Gloria Amaya, uma anciã que já passa das 70 primaveras, sofre ao ter três filhos na prisão, em três províncias distintas: Guido encontra-se recluso no Combinado del Este, em Havana; Ariel, na prisão de Canaleta, em Ciego de Ávila e Miguel, enquanto espera pelo terceiro julgamento, cumpre suas duas injustas

condenações na prisão de Agüica, em Matanzas.



A todas estas condenações não dão a Josefa López Peña uma data para o julgamento, mas a instruem que telefone semanalmente para que possam avisá-la. Uma forma a mais de castigo aos familiares.



Fonte: http://www.payolibre.com/presos.htm



FAZENDA DAKTARI



Robert Alonso autoriza a publicação deste artigo em qualquer meio de comunicação social que queira fazer eco com ele.



Ontem à noite, do meu refúgio na clandestinidade e através da telinha da GLOBOVISIÓN, vi como saqueavam nossa fazenda, DAKTARI. A primeira coisa que me perguntei foi porque demoraram tanto a fazê-lo. Devo confessar que às vezes me equivoco, pois pensei que o fariam muito, muitíssimo antes.



Verão vocês que as revoluções, por mais “bonitas” que sejam, trazem à luz o mais perverso que se encontra dentro de cada um de nós... embora haja quem seja mais perverso que outros, claro. Não é a primeira vez que vejo como saqueiam uma propriedade de minha família e espero - com a ajuda do bravo povo venezuelano - que seja a última; nem tanto por mim, senão pelo que significam estes atos impunes de vandalismo coletivo, amparados pela vista gorda e, inclusive, apoiado pelas autoridades (“revolucionárias”) da “lei e da ordem”.



Na Cuba de Fidel, que deixamos atrás há mais de quatro décadas, nossa casa –“Korea” - foi saqueada por nosso jardineiro, um pobre homem a quem meus pais haviam ajudado a curar-se de tuberculose, custeando a hospitalização no prestigioso hospital (capitalista-imperialista) de Tope de Collantes. Estando nós ainda em Havana, esperando o turno para subirmos no navio espanhol “Marqués de Comillas” que nos traria às terras da liberdade na Venezuela, nos chegou a notícia de que Mateo, o jardineiro, havia entrado em “Korea” por um dos buracos onde fazia tempo havia um aparelho de ar condicionado e se deu à mui revolucionária tarefa de saquear nosso lar, como costumavam fazer aqueles “soberanos” (a plebe) de Cuba em cada casa do vizinho que se ia para o exílio em total derrota espiritual.



Com profundo mal-estar, já recebi demasiadas cartas solidárias, carregadas de lamento e tristeza, quando o que deveriam refletir estas notas de condolências é uma tremenda raiva ante o evidente desmoronamento final de nossa sociedade, provocada pelo ódio e rancor que este desajustado social tem provocado no coração mesmo de nosso povo.



DAKTARI, no plano material, era tudo o que minha família tinha. Quero compartilhar com vocês do portal privado do que um dia foi nosso lar, cujo endereço é o seguinte: http://www.geocities.com/daktari_alonso/. Aí verão seu começo e crescimento. Grande parte das estruturas foram construídas por nossas próprias mãos e muitos dos vizinhos que ontem a saquearam, foram contratados na ainda inconclusa obra que durou vários anos. Se passearem pelas fotos verão como foi crescendo, mudando de cor e enchendo-se de jardins e flores. Aí nasceram dois de nossos filhos e cresceram outros dois. Houve uma época na qual cada noite se abria um lírio de água, ou nascia um potro. Jamais vi um amanhecer ou um pôr de sol mais espetacular que os que se viam desde suas varandas.



Tudo o que conseguimos reunir o investimos em DAKTARI. Essa fazenda foi testemunha de muita alegria e tristeza. Aí morreu nosso bebê, Verónica... e está plantada uma chiflera gigante que trouxe de Cuba – acomodada em uma bolsa com terra cubana – minha já falecida avó; em

sua honra lhe chamávamos “Carmelina”.



O jovem que a GLOBOVISÓN entrevistou enquanto saqueava nossa propriedade e alegava estar muito aborrecido comigo por haver perdido – por causa do “parashow” – duas semanas de aulas, é irmão de “Panchito”, um menino a quem sua família me levou à DAKTARI uma madrugada, “picado” por uma mapanare (cobra venenosa de listas amarela e preta), em quem injetei soro polivalente e levei ao hospital de carro, para evitar que morresse sangrando, em meio a horripilantes dores. Me perguntou se José Urdaneta e Miguelito (meus vizinhos ex-capitalistas – ex-adeco, o primeiro – convertidos em “soberanos” dirigentes do “Círculo Bolivariano” que funciona a escassos metros da entrada da fazenda) levaram algo de minhas lembranças para suas casas... e se Milagros Nieto participou do festim.

Porém, as coisas materiais não contam. Me dói muitíssimo mais haver perdido as velhas e malogradas fotos e películas em branco e preto que com tanto esforço conseguimos tirar em Cuba, onde – entre outras coisas – aparece minha irmã Maria Conchita dando seus primeiros passos em “Korea”, quando aprendia a caminhar. Me pergunto, também, quanto tempo durarão meus guardados na casa do “soberano”. Estou seguro que nenhum deles saberá dar o sagrado valor sentimental que têm para minha família aquelas cartas que escrevi quando criança, do meu internato na Loyola Military Academy, relatando os acontecimentos da “Noite das Cem Bombas”, em Havana... ou quanto sentia saudades de minha casa em Cienfuegos, de meus amigos e irmãos que se encontravam, então, muito longe de mim. Talvez “o soberano” não entenda dessas coisas tão simples e edificantes o dinheiro que eles tanto asseguram desprezar, jamais poderá repor.



Por outro lado, todavia, me orgulha muito que o povo da Venezuela possa ver os logros – refletidos na Fazenda Daktari - de um rapaz que chegou com sua família e 50 dólares escondidos no entre-forro da bolsa de sua mãe e que graças a seu esforço, e a liberdade que encontrou nesta terra, conseguiu construir uma residência, ainda quando esta – do mesmo modo que o resto do país – tenha terminado nas mãos de uns desalmados e apátridas depredadores, atrozes promotores da destruição desta nação, Venezuela, à qual devo tudo e ainda mais.



Não chorem pela sorte de DAKTARI nem pelas desventuras que hoje tocou viver à família Alonso. Ponham, muito mais, suas barbas de molho e olhem-se em meu espelho. Se não fizermos algo - E JÁ - vossas residências terminarão da mesma maneira e – além de perder a dignidade – poderão perder o mais precioso que o ser humano tem: a terra que nos viu nascer!



Da clandestinidade, em 20 de maio de 2004



Fonte: www.VenezuelaNet.org



Tradução: Graça Salgueiro





quarta-feira, 19 de maio de 2004

Ontem eu havia anunciado que o dia hoje seria reservado apenas à Venezuela, pois a coisa lá está a cada dia mais insustentável e a nossa “fantástica” imprensa continua insistindo na mentira de que o bufão Chávez ainda tem a maioria da população a seu favor. Há uma nota séria sobre a Venezuela sim (muito parecida com o que estamos vivendo aqui no Brasil), que virá no segundo bloco, mas me acabou de chegar uma denúncia grave que merece ser divulgada, sobre o movimento pró-castrista dentro dos Estados Unidos.



Os meios de comunicação costumam chamar de “manifestações expontâneas” a todas estas “passeatas de protesto” pelas coisas mais absurdas ou surrealistas do planeta, como aquela na Espanha, por exemplo, após o atentado de 11 de março, cujo objetivo era, como foi alcançado, dar a vitória nas eleições presidenciais ao comunista Zapatero. Mas, essa “expontaneidade” está provada ser fruto mesmo do sistema de “redes” que comandam os movimentos esquerdistas mundiais, uma vez que é impossível “expontaneamente” milhares de pessoas, da noite para o dia, irem às ruas organizadamente, com cartazes e, sobretudo, palavras de ordem absolutamente sincronizadas, sem que por trás disso tenha havido uma coordenação. Acredita quem quer se deixar fazer de tolo.



A nota divulgada pela Cuban American Comission for Family Righs protesta contra as últimas medidas tomadas recentemente pelo presidente Bush, que limita não somente a remessa de dólares de cubanos residentes nos Estados Unidos para seus familiares em Cuba, como também a quantidade de viagens dessas pessoas à Ilha. Como esta medida gerou um formidável deficit no caixa do governo – e apenas dele, porque a vida do povo jamais se alterou em miséria, com o apoio da Rússia ou não, com o embargo americano ou sem ele -, sua militância fora da Ilha teve que imediatamente mover-se para tentar sanar o mal.



A nota está no original, em inglês, mas é precedida pelo alerta vindo de cubanos dissidentes que não comungam dessa vilania.



Organização castrista com sede na Califórnia distribui em nível mundial, especialmente através da AOL, propaganda a favor do regime tirânico de Havana. Sua última campanha, da qual oferecemos na continuação um de seus envios, é a favor do envio de dólares a Cuba, imprescindíveis para a sustentação da tirania. Para tal afeito estão convocando através de todas as organizações de esquerda e ativistas do Partido Democrata da nação, uma suposta marcha de cubanos contra as últimas disposições da administração Bush, convocada por outra organização criada de última hora para tal efeito: Cuban American Comission for Family Rights



Cuban Americans Come Together in Miami to Protest President Bush's Crackdown on Cuban Americans



MIAMI--(BUSINESS WIRE)--05/19/2004--The following statement was issued by the Cuban American Commission for Family Rights: - Cuban Americans Across The Country Voice Their Opposition To The New Restrictions That Go Against Family Values.



In response to President Bush's latest restrictions on Cuba, a large contingency of Cuban Americans will be holding a press conference sponsored by the Cuban American Commission for Family Rights to voice their opposition to the new changes that will create immense hardship and heartache for families in both countries. The press conference will take place Thursday, May 20th at 12:00 noon at the Radisson Mart Plaza Hotel and Convention Center in the East Hall, located at 711 NW 72nd Avenue.



These actions are just the beginning of collective grassroots efforts that will take place across the nation and will continue in force until the Bush administration rescinds the harsh restrictions imposed on Cuban Americans and their families in Cuba. The restrictions will cause more suffering for Cuban Americans and their families in Cuba than to the Cuban government.



A portion of these harsh restrictions directed at Cuban Americans include: Limiting families' visits from once a year to once every three years and now requires a specific license, limited to visiting immediate family only -- Uncles, Aunts and Cousins no longer qualify. No exceptions to travel if an immediate family member is terminally ill or dying. Limiting per diem to $50.00 a day while all other licensed travelers are permitted to spend $164.00. These are just a few key restrictions imposed, which is discriminatory.



President Bush's new Cuban sanctions policy creates more hardship for Cuban Americans, his voting constituency, than to the Cuban government and opens itself up to serious discriminatory legal actions, aside from loss of votes.



Other events organized by the domestic enemies of this nation will be taking place on May 20th in Washington D.C., New York and California, expressing opposition to the new sanctions on Cuba.



Uma das dirigentes da organização castrista é Cynthia Semon e o cartaz utilizado nesta ocasião é CS Communications com os telefones: 818-788-4468 e Fax 818-788 – ambos os números são de uma área próxima de Los Angeles.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Com nomes e sobrenomes



Rodolfo Schimidt



A quarta purgação da oficialidade militar venezuelana – instrumentalizada e supervisionada pelo G2 cubano – avança com rapidez. Ontem, fontes confiáveis informaram que “centenas de oficiais” estão sendo “investigados” e muitos foram afastados de seus cargos, porque eles – ou alguns de seus familiares – assinaram o pedido do Revocatório. A oficialidade afastada e os que ainda se mantêm institucionais, estão esperando que transcorram os nove dias que faltam para os Reparos. A Queimação do Forte Mara e o discurso dos Milicianos pesam como uma pedra de moinho ao regime e os cubanos pensam que, cortando a cabeça, o que fica da oficialidade profissional pode salvar a situação do desastre. Porém, na segunda-feira 31 de maio de 2004, e dependendo do êxito dos Reparos, o país entra em outra fase; há quem, inclusive, sustente que mais importante que o Revocatório são os Reparos. Os reparos exitosos “provocariam a implosão do regime”. Crônica de uma morte anunciada?



Com nomes e sobrenomes



Enquanto José Temiente Rangel se esfalfava por manter – infrutuosamente – ante o corpo diplomático a ficção de sua “auto-invasão” (minimizada dois dias antes pelo personagem que finge-se de “chanceler”), o general de divisão (da reserva) Felipe Rodríguez detalhava, como nomes e sebrenomes:



A tranferência dos colombianos foi realizada por um cidadão de nome William Moros, de nacionalidade colombiana, que é sub-gerente da agência de viagens e turismo Extuservi. Depois de obter a documentação, da OniDex em San Antonio, todo este pessoal foi transferido até a cidade de Caracas, em ônibus pertencentes à empresa “Expresos Los Llanos”.A transferência produziu-se em dois turnos: o primeiro foi escoltado por um funcionário do escritório de migração de San Antonio del Táchira, de nome Eustoquio Angulo, que também é funcionário da DIM.



O primeiro expresso saiu há 52 dias; o segundo ônibus saiu há 47 dias e foi escoltado por um funcionário chamado Freddy Velásquez, também pertencente a esse escritório de imigração e, o terceiro, há 27 dias, escoltado por Javier Jaime, outro funcionário da imigração.



Armados?



Enquanto o Capo do Regime afirmou que “todo cidadão deve estar armado, para defender a revolução contra o imperialismo” (!!!), há um mês e meio o Ministério da Defesa suspendeu todos os portes de armas e está confiscando aquelas que se lhe entregam para serem submetidas ao “registro balístico”. O chamado “presidencial” como que não se aplica aos cidadãos agora desarmados – os produtores do campo – nas zonas fronteiriças.



“A drástica medida de suspensão por noventa (90) dias das permissões de porte de armas aos cidadãos devidamente autorizados, para verificar sua autenticidade e submeter as armas a um registro balístico, está favorecendo é a delinqüência que agora tem mais chance de delinqüir, o que as estatísticas criminais de cada semana ratificam. Ante tal situação e dado que, a quase um mês de resolver-se a medida, ainda não foi anunciado quais serão os requisitos específicos para renovar os portes, e apenas restando dois meses para legalizar-se, seria muito conveniente que o Ministério da Defesa resolvesse efetivamente e desse a conhecer de imediato tais requisitos. Isto é, nenhum cidadão devidamente autorizado pelo Darfa para portar armas de defesa pessoal, porém desarmado, embora seja temporariamente como resultado da medida, encontra-se seguro ante o maior risco de ser vitimado pela malandragem transbordante – que com certeza anda armada – que debocha das autoridades civis e militares. Assim o confirma a apavorante cifra total estimada de pessoas que morrerão assassinadas na Venezuela ao longo do ano de 2004, e que ronda os 10.000 dos 25 milhões de habitantes. Por outro lado, é bem conhecido que só um número ínfimo de pessoas devidamente autorizadas pelo Darfa, para o porte de armas para a defesa pessoal ou uso desportivo, cometem delitos. No caso muito particular dos produtores agropecuários, dos agro-empresários e de seu pessoal administrativo, gerentes de fazendas, de custódia e segurança, o problema da suspensão do porte de armas é gravíssimo. Entretanto, na solidão das rodovias e estradas do campo e da fronteira, ou das propriedades rurais, rebanhos e fazendas, a indefensibilidade é total ante o bandoleirismo nacional e estrangeiro – leia-se seqüestradores e “vacinadores” de gado, guerrilheiros, paramilitares, marginalidade comum e organizada, narco-traficantes, quadrilheiros...



”Não nos dão segurança, não cuidam de nós e agora, para cúmulo, desarmam as pessoas honradas”, me disse textualmente um criador de gado preocupado, que foi vítima da delinqüência. Outro destacou que a criminalidade na Venezuela afeta a “gregos e troianos”, porque “a gangue não pergunta primeiro às vítimas se estão com o governo ou com a oposição”. “A Venezuela sangra e as autoridades em vez de desarmar e encarcerar os delinqüentes, facilita-lhes a vida desarmando os cidadãos que são legais”. “A medida é como se a Inspetoria de Trânsito deixasse sem carro e andando a pé, todos os proprietários de veículos da Venezuela, com seus papéis em dia e enquanto lhe fazem a perícia, porque descobriram que há títulos falsos”... (Pedro Piñate).



Os Otaiza



O legislador César Burguera, dirigente do Movimento Projeto Venezuela (Prove), denunciiou que os irmãos Otaiza, em especial Juan Carlos Otaiza, comandam o treinamento de grupos armados na Ilha do Burro, localizada no Lago de Valencia, e em setores do município Carlos Arvelo, com o objetivo de dar a conhecer uma montagem que compreende a semeadura de armas de guerra (Fal e metralhadoras) em quantidades suficientes para conectar Carabobo com um suposto paramilitarismo, e assim implicar o governo regional (Notitarde).



Rostos



Ao modo de inventário, alguns dos perseguidos e vítimas do regime:



Tcel. Héctor Morantes y Farías Rodríguez; Robert Alonso; Alicia La Rotta; Ibéyise Pacheco; Francisco Faraco; Orlando Ochoa; G/B Carlos Alfonso Martínez; monsenhor Baltazar Porras; coronel Jesús Farías Rodríguez; Carlos Melo; Enrique Capriles; Patricia Poleo; Zambrano, Agilar, Bustamante, Pedreáñez e outros seis soldados queimados – dois dos quais faleceram – e, agora, seqüestrados, além dos 89 assassinados (até agora) em diversos protestos cívicos contra o regime.



Fonte: lavozdecubalibre.com



Tradução: Graça Salgueiro