segunda-feira, 17 de maio de 2004

No informativo de ontem eu falei que a Venezuela já estava se tornando “a Cuba da América do Sul”; hoje, as notícias que me chegam dão a medida exata do quanto não me enganei ou estou no caminho certo quando afirmo isso.



A mais recente aberração do ditador Chávez é a da conclamação de toda a população para integrar-se numa grande milícia, ao gosto e ao modo dos CDR cubanos. Em tudo este delinqüente criminoso imita seu mentor caribenho.



É curioso notar como as coisas são feitas (e isto vale também para nós, brasileiros): no ano passado este “senhor” DESARMOU completamente a Guarda Nacional e agora propõe armar TODA A POPULAÇÃO na “defesa do território nacional”. Será que isto não parece com algo que estamos assistindo por aqui? Isto significa que, quem legitimamente deveria portar armas para defender a população fica desarmada, e esta “população” é convocada a integrar-se em uma milícia (armada, com certeza), para “combater o império”. Não sei porquê, mas lembrei-me do MST e a nossa população desarmada sob o tacão de uma lei cretina e criminosa.



A nota inicial fala da quantidade absurda de presídios da maior ilha-cárcere do mundo, Cuba. Meu primeiro artigo escrito para o Mídia Sem Máscara dava conta exatamente disso; os que me conhecem há mais tempo devem estar lembrados.



Infelizmente, o espaço para postagens num blog não é muito grande, pois há uma excelente matéria que fala com detalhes sobre os presídios cubanos, mas aí vai o link para quem tiver interesse em conhecer aquilo que o ministro das Relações Exteriores cubano, Felipe Pérez Roque, tentou esconder na última Comissão de Direitos Humanos de Genebra, ao “denunciar” os “crimes” cometidos contra os afegãos presos em Guantánamo. Uma das regras do comunismo é a seguinte: “sempre acuse seu adversário daquilo que você é, ou pratica”; ele fez direitinho mas esqueceu de informar que Guantánamo é uma cidade e que lá também existem presídios genuinamente cubanos e que o tratamento dado aos presos, sobretudo os políticos, é um dos mais torpes e inumanos do mundo.



O link para o artigo é este: http://www.diarionoticubainternacional.com/InformeSistemaCarcelario.htm



Nos vemos amanhã de novo. Boa leitura!



De 4.000 a 100.000 presos na Ilha



John Rice – Associated Press – Havana



Um importante ativista cubano disse ontem que desde que Fidel Castro chegou ao governo, em 1959, o número de presos se havia incrementado de 4.000 a 100.000, quase 2.500 por cento.





Elizardo Sánchez, da Comissão Independente Cubana de Direitos Humanos e de Reconciliação Nacional, uma organização “tolerada” pelo Governo de Fidel Castro, apresentou um estudo da evolução do sistema de prisões sob o comunismo.





Sánchez estendeu mapas do sistema de prisões em 1959 e dos de hoje em dia. No primeiro podem-se ver 14 pontos que indicam as prisões que existiam durante a ditadura de Batista. No segundo, vê-se uma constelação de pontos e disse que se tratavam de 200 prisões e campos de detenção e concentração, o que significa que o regime teve que construir 186 prisões adicionais para albergar a todos os opositores.





“O país inteiro é uma enorme prisão”, disse. O ativista acrescentou que Cuba contava com 4.000 prisioneiros em 1956, durante a guerra contra a ditadura, enquanto que atualmente há mais de 100.000, quer dizer, um incremento de 2.500 por cento durante o governo comunista. Dúzias de presos políticos morreram na prisão por falta de atenção médica e maus tratos durante os 45 anos de tirania. Disse ainda que as cifras não eram precisas, porém instou o governo cubano a divulgar as cifras exatas, “uma vez que eles têm o número total”.





Sánchez apontou que vários presos ainda não haviam sido condenados, enquanto que outros permaneciam detidos por condenações tão imprecisas como a de “periculosidade”.





Seu grupo, que o governo de Cuba permite operar embora o denuncie com freqüência, estima que mais de 300 pessoas estejam detidas acusadas de crimes políticos, enquanto que mais de 80 são apontados como “prisioneiros de consciência” no cárcere, por discursos e atividades políticas não violentas. O resto, com acusações variadas, entre as quais encontram-se principalmente as de tentar sair do país sem autorização.





O governo os acusa de serem “mercenários” que estão sob as ordens dos americanos que querem derrotar Castro. O governo não quis pronunciar-se sobre o novo estudo.





Sánchez disse que nas prisões realizam-se torturas psicológicas, como a privação do sono, celas lacradas, escuras, sujas e cheias de insetos, entre outras. Acrescentou que a Cruz Vermelha Internacional não havia inspecionado as prisões cubanas desde 1989, em que fez algumas visitas a lugares preparados previamente pelas autoridades.





A Anistia Internacional, por sua vez, apesar das múltiplas denúncias, tampouco efetuou inspeção de espécie alguma.





Fonte: NetforCuba International - http://www.netforcuba.org





Chávez anunciou o aumento do exército, a compra de material de guerra, bem como a criação de milícias armadas civis, similares às de Fidel Castro em Cuba.



Alfredo Rojas, para EL UNIVERSAL de Caracas





Hugo Chávez completou com uma alocução oficial, na avenida Bolívar, a nutrida convocatória oficialista de ontem contra o paramilitarismo, e proclamou que “cada cidadão deve considerar-se um soldado”, no anúncio de “três linhas estratégicas para começar a dar forma ao conceito de defesa integral da nação”.





Difundiu “o conceito da defesa nacional popular integral” e convocou “o povo venezuelano todo a incorporar-se na defesa nacional”. “Não faço apenas um chamado simbólico ao povo. Como chefe do Estado e comandante-em-chefe da Força Armada já comecei a dar os delineamentos para abrir os canais à participação popular massiva na defesa nacional integral. Só demos alguns primeiros passos organizando a reserva militar, porém isso não é ainda suficiente” explicou, e apontou que “trata-se agora da incorporação massiva do povo venezuelano na defesa integral do território em todas as partes”. “Cada cidadão deve considerar-se um soldado da revolução bolivariana”, assinalou.





Afirmou que já começou a seleção de oficiais da reserva de sua confiança – e mencionou esses militares reformados alegados, inclusive ministros, governadores e deputados –, para que “se incorporem na tarefa de organização popular na defesa do país”, e precisou que “em cada lugar onde haja um grupo de patriotas devem estar se organizando para a defesa”.





Também divulgou, como outra disposição, o aumento dos integrantes da FAN. “Decidi incrementar o contingente militar de tropa em toda a Venezuela, para ter uma Força Armada com maior capacidade operativa e de mobilização, e para isto designei mais de 20 bilhões de bolívares, começando com o Exército e a Guarda Nacional, que são as unidades de terra, em primeiro lugar, porque estamos estudando inclusive a possibilidade de instalar um teatro de operações militares em algumas regiões do interior do território, na região central, por exemplo. Se continuam aparecendo ameaças como estas, pois nós não vamos esperar” revelou, porém esclareceu que não consiste em cair em uma carreira armamentista.





“Se estes paramilitares tivessem saído de sua fazenda, não iam chegar muito longe, porque essa noite nós tínhamos informações de que algo ia ocorrer, tínhamos várias hipóteses e eu ordenei essa noite, do sábado para o domingo, a mobilização de não menos que 5 mil homens percorrendo e patrulhando as ruas, as estradas e as rodovias da Venezuela; não vão nos surpreender” confessou, com a intenção de argumentar que “é necessário fortalecer o componente militar da nação”.





“Se for necessária – isso estamos avaliando – a aquisição de novo material de guerra para que nossos soldados estejam melhor equipados, o faremos em curto prazo, porém vamos fortalecer o componente militar da República”, advertiu.





Além disso, este quadro de recomposição da segurança da nação, baseando-se – indicou – no Título VII da Constituição, e “dada a nova fase anti-imperialista da revolução bolivariana”, compreende uma espécie de controladoria social da Força Armada a partir de “continuar consolidando e aprofundando a união cívico-militar”.





Asseverou que ordenou aos chefes militares que “não tenham contemplação com ninguém – neste momento 6 militares da ativa estão presos no cárcere militar de Ramo Verde – e continuamos investigando no íntimo da FAN, porque estamos dispostos a expulsar qualquer traidor que aí permaneça”





“É necessário estar alerta em todas as partes e aprofundar a união cívico-militar”, invocou. Também avisou que não pretende “ter presos aqui alguns menores de idade”, aludindo aos que foram detidos no caso dos paramilitares e prometeu “levar esses meninos ao Palácio e não livrar ninguém sem que comamos juntos um sorvete Copelia dos que Fidel Castro manda para cá regularmente, que são muito saborosos”.





“O que eu quero é devolvê-los, na presença de representantes do Estado colombiano, a seus familiares, inclusive se quiserem ficar para viver aqui e estudar em uma escola bolivariana, os poremos – são os filhos do povo pobre da Colômbia” – indicou, referindo-se às escolas que doutrinam os jovens seguindo o sistema criado pelos soviets em 1917 e que pôs exitosamente em prática, Castro.





Do mesmo modo como se passou com o povo cubano, o povo venezuelano espera tempos de miséria. Estes planos de militarização massiva consumirão grande parte do orçamento da nação. Os gastos de treinamento e manutenção da tropa do tamanho planejado por Chávez, consumirão milhões de dólares diários. Do mesmo modo que em Cuba nos últimos 45 anos, na Venezuela diminuirão, até cessar, a atenção às necessidades civis. Cessarão as ampliações de aquedutos e de desaguamentos, se estabelecerão racionamentos para os alimentos e as necessidades básicas, e desmoronarão os edifícios por falta de manutenção.





Adicionalmente, uma vez que tenha essa tropa controlando totalmente a vida civil na Venezuela, começará a cuidar de ampliar seu domínio político nas nações americanas, como esteve fazendo Castro depois de consolidar-se no poder em 1961.





Fonte: lavozdecubalibre.com





Tradução: Graça Salgueiro



domingo, 16 de maio de 2004

Reabrimos hoje o Notalatina com novo layout, mas com o mesmo espírito combativo de sempre, denunciando o que a imprensa escandalosamente omite da população leitora do país, sobretudo os desmandos criminosos que vêm sendo praticados contra aqueles que ousam discordar do sistema.



A Venezuela já é uma sucursal de Cuba, não somente pela quantidade de terroristas e espiões infiltrados desde os mais altos escalões do governo, ou disfarçados como agentes de saúde e desportistas, mas também pelas atitudes francamente ditatoriais e ilegais, orquestradas pelo abutre insepulto do Caribe, Fidel Castro.



No final da semana passada o ditador Hugo Chávez, valendo-se de mentiras e falsas provas, resolveu “desnaturalizar” cinco pessoas muito incômodas ao poder, dentre eles o jornalista cubano-venezuelano, Robert Alonso, que escreveu este ensaio que reproduzimos abaixo.



O que mais revolta esta corja vermelha é que eles sabem que podem tirar a vida de um ser humano julgado “inconveniente” mas, seu espírito, isso eles não conseguem roubar, nem destruir.



Matéria relativa ao assunto vocês poderão ler no site Mídia Sem Máscara – www.midiasemmascara.org



O orgulho de ser cubano-venezuelano



Robert Alonso autoriza a reprodução deste ensaio em qualquer meio de comunicação social, que queira fazer eco com ele.



Ontem, 13 de maio de 2004, às 11 da noite, quando me inteirei que a “respeitável” Assembléia Nacional da República Bolivariana da Venezuela havia solicitado – sem dúvida alguma seguindo as sagradas ordens do lacaio de Castro – revogar-me a cidadania venezuelana, me veio à mente aquela tarde, há exatamente 38 anos, 14 dias, três horas e uns quantos minutos, quando meus pais me anunciaram que eu era cidadão venezuelano, 5 anos após haver chegado à Venezuela buscando o oxigênio da liberdade.



Não vou negar que senti uma profunda tristeza, pois pensei – então – que estava me despojando da nacionalidade que havia herdado de meus antepassados, alguns dos quais deram a vida pela liberdade de Cuba, tanto na era colonial espanhola, como na colonial soviética. É difícil para um menino de 16 anos deixar tudo para trás, chegar em uma nova pátria onde vai começar tudo de novo... e do zero, para acrescentar a esse indescritível e dramático trauma, a aquisição de uma nova cidadania. Nessa noite me deitei chorando como naquela outra do meu aniversário, em 23 de agosto de 1961, quando apaguei a luz de meus dias felizes na Cuba que me deu a vida, para empreender uma longa e tormentosa viagem no destrambelhado e amontoado navio espanhol, junto a mil e tantos cubanos mais, chamado “Marqués de Comillas”, que abriria as portas de uma nova e produtiva vida na terra de grandes libertadores, onde seus habitantes viviam empapados dessa dignidade que só se pode encontrar dentro da democracia e da liberdade.



À medida que foram passando os anos, foi-se distanciando de mim o acento e os traços daquele menino cubano que deixou sua pátria pela mão de seus pais. Aos dois meses de ter-me tornado venezuelano, morreu de leucemia em meus braços minha primeira noivinha. Lupita, a peruinha mais linda da urbanização El Paraíso em Caracas, que me honrou com o primeiro beijo de amor e compartilhou comigo os sonhos que injustamente a morte truncou. Aprendi a dançar nos “guateques” que montávamos, os rapazes do bairro San José, próximo ao San Bernardino de minha adolescência. Meu primeiro carro o dirigi pelas anárquicas ruas de nossa cidade capital... e o primeiro cigarro que fumei (“Lido”, com certeza), o fiz nas escadas do histórico Colégio América, hoje – lamentavelmente – desaparecido.



Continuaram passando os anos e as vivências nesta nova terra nobre e generosa – onde repousam os ossos de meus avós chegados de Cuba – até que me fiz homem, fundei um lar e procriei quatro filhos para abonar o solo tricolor da Venezuela livre que me havia entregado tudo. Chegou um momento em que se me fazia tremenda e dolorosamente difícil definir o que era mais: se venezuelano ou cubano. Optei por considerar-me o que verdadeiramente sou: CUBANO-VENEZUELANO.



Aqui prosperou minha família e tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO o que tiramos deste solo, o reinvestimos nele. Hoje não tenho nada material, pois a Fazenda Daktari, meu único e adorado patrimônio, junto aos utensílios que nela se encontravam, ficaram nas mãos dos esbirros do oprobrioso, maléfico, satânico e demoníaco regime que hoje tenta depredar e apropriar-se da Venezuela. Uma vez mais, o mesmo inimigo que nos despojou de nossas propriedades na Cuba de Castro, arremeteu contra nossos bens na terra onde pensava morrer livre, sem ter outro dono além de Deus, o Todo Poderoso.



Porém, o que não sabem estes novos esbirros e lacaios ao servoço do CASTRO-COMUNISMO INTERNACIONAL na Venezuela, é que jamais poderão despojar-me de minha dignidade e das lembranças vividas em minha terra adotiva e sobretudo, SOBRETUDO, apagar de meu coração o orgulho de ser CUBANO-VENEZUELANO. O exílio me ensinou que, de tudo o que se deixa para trás, só tem importância a lembrança; que não há que chorar por nada que não se possa chorar por alguém... e que o mais apreciado na vida é a pátria... quando esta é livre.



Não me arrependo de absolutamente nada. Ainda tomando em conta os circunstanciais fracassos ao longo desta longa, solitária e árdua luta pela liberdade de minhas duas pátrias, se tivesse que começar de novo, com os mesmos contratempos e desgraças, não duraria um só segundo em fazê-lo. Aquele homem que não encontre nenhuma causa justa pela qual estaria disposto a morrer, não poderia encontrar razão alguma para continuar vivendo em paz com a sua consciência.



Venezuela e Cuba voltarão a ser livres e soberanas e com elas o seremos minha família e eu. Não importa quantos decretos sejam publicados na Gaceta Oficial desta nação que hoje mancham próprios e estranhos a serviço de uma aberração de regime – que tem semeado morte e desgraça ao longo e ao largo do globo terrestre – para revogar-me a nacionalidade venezuelana. Depois de tudo, trata-se de letras mortas impressas em um perecível papel barato. Ninguém neste mundo poderá eliminar, por decreto, meus sentimentos pátrios e minha irrevogável decisão de dar a vida, se for necessário, para que meus filhos continuem vivendo e terminem seus dias em qualquer das duas mais formosas terras que tenha sonhado O Senhor: Cuba e Venezuela!



Da clandestinidade, 15 de maio de 2004.



Robert Alonso



“A liberdade não se mendiga: Se obtém com o fio da espada!” - Antonio Maceo y Grajales.



Tradução: Graça Salgueiro



Dentro de mais algumas horas, este blog terá seus serviços reiniciados. Aguardem...



G. Salgueiro

sexta-feira, 14 de maio de 2004

Amigos,



Após mais de um ano sem atualização, o Notalatina volta ao ar com muita determinação e coragem de denunciar aquilo que os meios de comunicação se omitem, mascaram e falseiam, numa atitude criminosa de esconder do público o que, de fato, se passa nos bastidores da América Latina, Caribe e países de língua hispana de um modo geral.



A novidade que anunciamos é que, a partir de agora, nosso blog estará "linkado" ao site Mídia Sem Máscara (www.midiasemmascara.org), talvez o único site informativo que sempre teve a coragem e a ousadia de nadar contra a maré da hegemonia jornalística, nitidamente esquerdista e "politicamente correta" e, por isso mesmo, um site diferenciado, onde você pode obter informação dos fatos como eles realmente se dão, e não como manda a cartilha gramsciana vigente no Brasil.



E é com muita alegria pela possibilidade desse retorno ao contato com vocês, que convido-os a nos prestigiarem com suas visitas, apoio e divulgação.



Abraços cordiais,



Graça Salgueiro



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2003

O Notalatina traz hoje apenas duas notas, vindas, ambas, dos Militares Democráticos da Venezuela. Enquanto os presidentes Lula, Chávez e Lucio Gutiérrez silenciaram covardemente ante o apelo do presidente Álvaro Uribe, da Colômbia contra as FARC, esse valorosos militares vezuelanos enviaram uma carta de apoio ao vizinhos e irmãos colombianos.



A outra notícia dá conta de que três jovens militares declarados em desobediência civil e participantes ativos dos movimentos da Praça França de Altamira, foram barbaramente assasinados na madrugada do último domingo. Ainda não se tem dados mais concretos sobre o autores, entretanto, não é difícil imaginar de onde e porquê, partiram os tiros que lhes colheu a vida.



MILITARES DEMOCRÁTICOS REPUDIAM O TERRORISMO NA COLÔMBIA



Ciudadano ÁLVARO URIBE VÉLEZ Presidente Constitucional de la República de Colombia Su despacho.



Los Militares Democráticos de las Fuerzas Armadas de Venezuela, presentes en la Plaza Francia, en Altamira, queremos hacer llegar a su excelencia y al hermano pueblo de Colombia nuestras más sinceras palabras de condolencia y apoyo por los momentos difíciles que atraviesa esa noble patria, como consecuencia del los últimos actos terroristas, que han enlutado a su país y al mundo.



Queremos manifestar el contundente rechazo que siente toda la sociedad democrática venezolana contra la cobarde felonía en la que perdieron la vida personas inocentes, no podemos calificar este acto sino como terrorismo, por lo que apoyamos la condena internacional y el calificativo que su gobierno ha hecho sobre los movimientos subversivos que por mas de cuarenta años han regado con sangre la tierra colombiana y venezolana. Sus actos han evidenciado en el tiempo, que tienen los más bajos instintos humanos, donde el asesinato, el secuestro y el terror son las herramientas para la consecución de objetivos políticos secundarios.



Nos hacemos eco de su solicitud ante la Organización de Estados Americanos y ante los dignatarios del mundo, para que se instrumente una lucha frontal contra el terrorismo, horrible flagelo mundial, que de nuevo actúa sobre suelo colombiano. Los problemas de Colombia son los problemas de Venezuela, estamos luchando para evitar que Venezuela termine por convertirse en área de operaciones del terrorismo, como consecuencia de la complaciente actitud que el actual régimen totalitario de Hugo Chávez Frías ha mantenido para con los subversivos colombianos.



Nos despedimos de usted y su pueblo, deseándoles éxito en la titánica labor que se ha trazado, el camino a la paz es difícil pero alcanzable, elevamos plegarias al Dios Todopoderoso para que nos ayude y guíe en esta lucha común contra el terrorismo, por el bienestar y desarrollo de nuestros pueblos hermanos.



Atte. Militares de Altamira



16 de febrero de 2003



AJUSTICIADOS TRÊS MILITARES DEMOCRÁTICOS DE PLAZA ALTAMIRA



Caracas. - En la madrugada del domingo tres soldados de la Plaza Altamira, declarados en desobediencia legítima, fueron ajusticiados por hombres encapuchados. El cabo segundo (ejército) Darwin Argüello, el cabo segundo (armada) Ángel Salas y el cabo segundo (aviación) Félix Pinto fueron secuestrados en Guatire, cerca de Caracas, cuando dos vehículos negros se detuvieron. Ocho hombres con pasamontañas, quienes portaban armas largas, dispararon contra los militares, asesinando también a una joven de nombre Gabriela que aún no había sido plenamiente identificada.



El Jefe de la División contra Homicidios del Cuerpo de Investigaciones Científicas, Penales y Criminalísticas (Cicpc), César Hernández, dijo que dos de los cadáveres fueron encontrados en el parque Kaiser maniatados y con la cara cubierta. Ambos presentaban heridas por armas de fuego en diferentes partes del cuerpo.



El tercer cadáver --de Félix Pinto, de 25 años-- fue localizado en una hacienda de Araira. También estaba el cuerpo de Zaida Gabriela Perozo López, de 28 años.



Admitió que los cabos fueron ajusticiados. Hernández dijo que hasta ahora manejan el móvil de la venganza política.

Informó el funcionario que dada las circunstancias en las que encontraron los cadáveres de Darwin Arguello, Angel Salas y Félix Pinto, "con manos atadas, caras tapadas y con cintas adhesivas", todo apunta hacia la venganza como móvil de los crímenes.



18 de febrero de 2003



Fonte: Militares Democráticos – www.militaresdemocraticos.com



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003

Após ficar mais de 10 dias sem atualização, o Notalatina retorna hoje com novidades e algumas justificativas que julgo pertinentes.



Quando inaugurei este blog, meu objetivo era informar ao público brasileiro o que se passava em países da América Latina, mais especificamente Cuba, Venezuela e Colômbia, por terem uma estreita relação conosco, o que não saía na imprensa, tendo o cuidado de traduzir todas as matérias expostas, levando em consideração o público que queria atingir. Entretanto, esse trabalho que sempre fiz com muito zelo e empenho, sempre comprometida com a verdade dos FATOS, exigia muito de um tempo que me é escasso, por conta de outras atribuições e compromissos assumidos anteriormente.



Em decorrência desse pouco tempo e muito trabalho, tornou-se-me difícil editar o Notalatina diariamente, chegando ao absurdo de deixar de repassar notícias da maior importância ou gravidade, porque o tempo gasto na elaboração de todo o processo até a edição no site, não existia, não estava disponível.



Diante disso, e para que as notícias verdadeiramente importantes não deixem de ser divulgadas em tempo hábil, a partir de hoje o Notalatina passa a editar seus informes no original, espanhol, podendo eventualmente trazer algum texto traduzido para o português.



O assunto principal de hoje fala de uma solicitação feita pelo presidente Alvaro Uribe, da Colômbia, para que os países das Américas ratifiquem a condição de “terroristas”, aos guerrilheiros das FARC, o que facilitaria o combate ao narcotráfico e, consequentemente, a esse criminoso bando. Vários países se posicionaram favoravelmente ao pedido feito, entretanto, nem o Sr. Lula do Brasil, nem o sr. Chávez da Venezuela, nem o sr. Lucio Gutiérrez do Equador responderam, até o momento, ao apelo. A mim não estranha, tendo em vista que tanto a Venezula como o Brasil, assinaram um documento de apoio e compromisso de defesa a esse bando terroristas na 10ª reunião do Foro de São Paulo acontecida em Havana, do qual são todos membros.



Muito me surpreenderá se, ao contrário do que é esperado, o presidente Lula resolver apoiar e assinar o pedido do presidente colombiano, contrariando os princípios acordados sob a batuta do ditador Fidel Castro.



A outra notícia vem de Cuba e revela mais um absurdo das leis penais da ilha-cárcere, que julgou e condenou um homem a 10 anos de prisão, pelo “absurdo” crime de ... roubar algumas mangas e um peru, da granja do 2º dono da ilha, Raúl Castro. É importante salientar que em Cuba todos roubam, sem exceção, por uma questão de sobrevivência sobretudo comida, que só existe em varidade e fartura nos hotéis onde os turistas despejam seus euro-dólares. Apesar de a festejada campanha do Fome Zero ter causado “emoção e aprovação” ao assassino do Caribe, Fidel Castro, ele induz seus cidadãos aos delitos mais impensáveis, por um prato de comida, pois na “libreta” além de existirem poucos gêneros alimentícios, estes quase sempre “estão em falta”. O caso desse homem foi apenas mais um, entre milhares; ele apenas “deu azar”...



E, finalmente, a última notícia dá conta de um avião norte-americano abatido pelos guerrilheiros das FARC, onde dois de seus tripulantes morreram e três estão desaparecidos. Teme-se que estejam em poder dos guerrilheiros, como reféns.



SE DESCONOCE RESPUESTA DE VENEZUELA, BRASIL, PERÚ Y ECUADOR A PETICIÓN DE ÁLVARO URIBE DE DECLARAR TERRORISTAS A LAS FARC



Este miércoles se divulgó el texto de la carta que el presidente colombiano envió el pasado sábado a sus homólogos de los países vecinos, a raíz del atentado contra el Club El Nogal de Bogotá.



La carta fue dirigida a los presidentes Hugo Chávez, de Venezuela; Luiz Inácio Lula da Silva, de Brasil; Alejandro Toledo, de Perú, y Lucio Gutiérrez, de Ecuador.



En ella, Uribe pide a cada presidente que "designe formalmente a las FARC como organización terrorista y que nos proporcione su apoyo para que lo mismo ocurra en los diferentes foros regionales e internacionales".



Hasta ahora se desconoce cualquier pronunciamiento de los presidentes. En cambio, los mandatarios centroamericanos reaccionaron de inmediato y citaron de inmediato una cumbre urgente, que se realizó ayer en Ciudad de Panamá. Todos los países, incluído Argentina, suscribieron una declaración en la cual declararon terroristas a las Farc.



En la carta a los países vecinos, Uribe les dice que "Tenemos el convencimiento de que las FARC fueron responsables del atentado contra el Club El Nogal, como tenemos la certeza que lo han sido de los atentados ocurridos en los últimos meses. La designación de terrorista nos ayudará a que los compromisos que hemos adquirido en la lucha contra el terrorismo se hagan efectivos en todos los países", añade el mandatario colombiano.



El atentado contra El Nogal le causó la muerte a 35 personas y heridas a más de 150.



Uribe pide que "en concordancia con las exigencias del Compromiso de Lima que nuestros países firmaron en junio de 2002, y de la Resolución 1373 del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas y la Convención Interamericana contra el Terrorismo, unamos nuestros esfuerzos para derrotar esta amenaza que tanto daño le está causando a mi país".



Indica igualmente que "los colombianos estamos profundamente preocupados por la ola de atentados terroristas que viene sufriendo nuestro país. Hemos logrado prevenir muchos ataques. En Bogotá, en particular, hemos detectado a tiempo varios carros bomba que hubieran causado una enorme destrucción, y hemos arrestado a los responsables. Pero no es fácil derrotar el terrorismo".



Fonte: http://eltiempo.terra.com.co/coar/



CONDENADO A DIEZ AÑOS POR ROBAR MANGOS Y UN PAVO



PRISION VALLE GRANDE, 12 de febrero 2003 (Carlos Alberto Domínguez, Cuba-Verdad / www.cubanet.org) - Rafael Ramos Rojas fue condenado a 10 años de cárcel por el Tribunal Militar Territorial Occidental por hurtar unos mangos y un pavo en una granja en la que se dice reside el General de Ejército y Ministro de las Fueras Armadas Revolucionarias, Raúl Castro.



La granja, perteneciente al Departamento No. 2 de la Dirección de Seguridad Personal, está situada en la avenida 25 No.323 de la barriada La Lisa.

Según consta en la sentencia, "el acusado Rafael Ramos, el día 15 de mayo del año 2002 concibió la idea de penetrar sobre las tres de la madrugada en la granja No. 2 de la Dirección de Seguridad Personal, con el objetivo de apoderarse de unos mangos. Para ello brincó la cerca que sirve de protección a la referida entidad y que tiene una altura de aproximadamente seis metros".



En el documento se agrega que Rafael Ramos "extrajo un pavo de treinta libras, valorado en cuarenta y seis pesos con sesenta y cuatro centavos".

El fiscal, capitán Wilfredo Rodríguez Águila, en su informe oral conclusivo, consideró probados los hechos como constitutivos del delito consumado de robo con fuerza en las cosas y solicitó 10 años de privación de libertad.



El sancionado, de 54 años, y que laboraba como barrendero en la empresa estatal "Aurora", espera en la prisión de Valle Grande su traslado a otra institución penal del país para cumplir su condena.

Ramos Rojas opina que su sanción fue tan alta porque robó en casa de "un pincho" (alto funcionario gubernamental en el argot popular)



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



FARC ASESINA A DOS ESTADOUNIDENSES EN EL SUR DE COLOMBIA



Dos estadounidenses no identificados que sobrevivieron al accidente de un avión en vuelo de observacion relacionado con la lucha contra el narcotrafico y que ayer se precipitó a tierra en el sur de Colombia fueron asesinados por miembros de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), reveló una alta fuente militar.



Los cuerpos fueron encontrados, cerca a los restos del avión, con ''tiros de gracia'' en la cabeza, explicó la fuente.



Otros dos estadounidenses y un oficial del Ejército de Colombia que viajaban en la aeronave accidentada se encuentran desaparecidos y se cree que hayan sido secuestrados por los guerrilleros que asesinaron a los otros dos, agregó la fuente.

Este crimen plantea ''una gravísima situación'' y anoche era analizado por la cúpula militar colombiana en una reunión con el presidente, Alvaro Uribe Vélez, anotó una fuente.



Los ministerios de Relaciones Exteriores y de Defensa Nacional mantienen conversaciones con la embajadora de Estados Unidos en Bogotá, Anne Patterson, para analizar la situación planteada con el homicidio de los dos sobrevivientes.

Las fuerzas militares de Colombia hacían ayer ingentes esfuerzos por tratar encontrar a los otros tres ocupantes de la avioneta monomotor Cessna-208 Caravan que ''se estrelló cerca de Florencia [departamento de Caquetá] cuando intentaba realizar un aterrizaje de emergencia antes de las 9:00 de la mañana'' de ayer, según un escueto comunicado de la embajada estadounidense.



El comandante de las Fuerzas Militares de Colombia, general Jorge Enrique Mora, atribuyó el accidente a ''fallas mecánicas debidamente comprobadas, descartando cualquier otro motivo'' y declaró que la nave volaba en cumplimiento de ``una misión de inteligencia''.



Mora también precisó que ''a los 30 minutos de haber ocurrido el accidente ya había aeronaves'' militares colombianas sobrevolando la zona, situada a unos 430 km al suroccidente de Bogotá.

Otras fuentes dijeron que, adicionalmente, fueron despachadas unidades terrestres del Ejército que llegaron al sitio con el ánimo de practicar el rescate de los ocupantes y de los restos de la nave que se incendió después de haber caído a tierra.



La zona donde cayó el avión estadounidense es dominada por frentes de guerra de las FARC, que se instalaron en las selvas de la región una vez clausurada la zona de 42,000 km2 que el pasado gobierno de Andrés Pastrana desmilitarizó para dejar en manos de esa agrupación insurgente durante más de tres años.



Caquetá es una de las regiones colombianas con mayor cantidad de cultivos de coca y laboratorios clandestinos para la fabricación de cocaína.

De matrícula colombiana HK 1166, la nave accidentada integra los equipos de inteligencia electrónica que emplea EU en Colombia para descubrir al narcotráfico en colaboración con las autoridades locales.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



terça-feira, 4 de fevereiro de 2003

Ontem a Venezuela realizou o seu “Firmazo”, que na realidade foi uma espécie de plebiscito onde aqueles que desejam eleições imediatas para decidir se Chávez continua presidente, ou não, deram sua assinatura. Infelizmente, o movimento organizado pela Oposição, não ocorreu no clima pacífico que se pretendia, ocasionado por muitas agressões por parte dos vândalos chavistas, mas o saldo em relação às assinaturas foi muito positivo, segundo estimativas do comitê organizador.



É revoltante ver em quais condições tem trabalhado a Polícia Metropolitana de Caracas, tendo que defender o patrimônio e os cidadãos... desarmada! É a total inversão de valores chavistas, que “devolveu” à prefeitura o comando da Polícia Metropolitana, desde que eles não possuam armas. Enquanto isso, faz-se vista grossa e até dá-se cobertura aos deliquentes desses bandos, armam-se os bandidos e deixa-se o cidadão do bem à mercê dessa gente, completamente indefeso.



Entretanto, em seu programa “Alô Presidente” Chávez mostrou todo o seu desespero e ódio, ao perceber que não conta com o apoio internacional que imagina em seus delírios. Algumas partes do seu enfadonho discurso são especialmente interessantes de se analisar, sobretudo porque atestam o caráter ditatorial de suas idéias. Para ele, o fato de o “Referendo” solicitado pela Oposição ter sido rechaçado semana passada, significou sua vitória, mas isso é tão falso quanto uma nota de 30 reais, pois todos os juízes da comissão eleitoral são chavistas e foram nomeados por ele, o que obviamente só poderia redundar nesse resultado.



Vejam trechos da sua falação dominical:

”Derrotamos uma nova intentona desestabilizadora, perversa, malévola, criminosa para destruir a Venezuela e a revolução”.

“Hoje começa o quinto ano da revolução. Vai ser um ano difícil, mas será um ano bonito”,
disse ao lembrar que tomou posse em 2 de fevereiro de 1999.

”Os golpistas, fascistas, terroristas que se defendam. Aqui vamos nós ao ataque, em todos os sentidos: a ofensiva do Governo, a ofensiva de política interior, a ofensiva popular, a ofensiva econômica, a ofensiva internacional”, acrescentou.



A fera está enlouquecida e vai mostar toda sua feiúra, aliás, para entender o que está DE FATO ocorrendo na Venzuela, vejam essa semana uma entrevista exclusiva no site Mídia Sem Máscara – www.midiasemmascara.org que a jornalista Eleonora Bruzual concedeu a um dos editores do Mídia, o jornalista Sandro Guidalli. Eu li e afirmo: está imperdivel!



LANÇARAM DETONANTES COM ESTILHAÇOS

Alfredo Peña denunciou ataques contra a sede da Prefeitura da Capital



O prefeito metropolitano, Alfredo Peña denunciou no princípio da tarde de ontem que a sede da Prefeitura havia sido assediada por partidários do oficialismo. “Os vândalos lançaram granadas, bombas molotov, disparos e pedras contra a fachada da sede da Prefeitura”, disse Peña.



O Prefeito manifestou também que a Polícia Metropolitana defendeu como pode o edifício onde funciona seu gabinete, assim como a própria integridade física dos efetivos policiais, que só portam revólveres calibre 38 – correction LD –, chamados de “pitillo”, desde que funcionários da Direção de Armamento da Força Armada levaram todas as armas e equipamento anti-motins da PM em 14 de janeiro, deixando-lhes praticamente desarmados e à mercê dos delinquentes.



”O presidente Chávez é um cínico, quando por um lado fala de paz com os representantes do Grupo de Amigos e por outro, fomenta a violência entre seus seguidores”, disse Peña.



Resgate frustrado



O comissário da PM, Lázaro Foreor, informou que os “círculos violentos” que atacaram a Prefeitura da Capital foram os mesmos protagonistas que atuaram também na Delegacia Modelo de Catia, quando tentaram resgatar três delinquentes que pensavam estarem detidos ali. Estes foram surpreendidos em flagrante contra um cidadão, tentando assaltá-lo e que já haviam dado um golpe no setor de La Pastora. Os sujeitos, que possuem uma ampla ficha policial, foram levados à chefatura desse bairro e ali foram entregues a um fiscal do Ministério Público.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



ENCAPUZADOS TENTARAM SABOTAR A RE-COLETA DE ASSINATURAS



Sete feridos em ataques à jornada cívica. Brigadas de Ação Bolivarianas queimaram pneus e lixo na avenida Sucre.



Grupos ligados ao oficialismo tentaram sabotar a jornada de re-coleta de assinaturas em rechaço à gestão do presidente Hugo Chávez, que se realizava em vários setores do oeste da cidade. A violência que empreenderam deixou sete pessoas feridas, uma delas um estudante universitário que foi exercer seu direito em um centro de recoleção de assinaturas localizado em frente ao Parque del Oeste, em Catia, perdeu um olho.



A agressão contra as atividades organizadas pelos opositores ao Governo somou outro capítulo lamentável. Os fatos violentos no centro de re-coleta do Parque del Oeste começaram às 11:00 AM, quando um grupo de oficialistas se apresentou insultando os organizadores da jornada e os assinantes. Os simpatizantes do Governo repetiam que não permitiriam que a oposição tomasse “os territórios chavistas do oeste”.



Os agressores tentaram apoderar-se das planilhas já assinadas. Todavia, os representantes da oposição conseguiram resguardá-las em uma casa. Em plena confusão os agressores lançaram um explosivo Bin Laden, o qual explodiu muito perto de Angela Sánchez (55) e seu filho Osmar Arturo Duran Sánchez (26). O potente pirotécnico causou severas queimaduras à senhora e fez com que seu filho perdesse o olho direito. Segundos mais tarde se escutaram várias detonações de armas de fogo. Uma bala feriu na axila um cidadão não identificado, de 32 anos. As três pessoas feridas foram transferidas ao hospital Periférico de Catia, onde encontram-se fora de perigo.



Licença encapuzada



Também cedo da manhã, uns 50 sujeitos, entre motorizados e encapuzados a pé, empreenderam a pedradas e bombas lacrimogênias contra um centro de re-coleta de assinaturas localizado no bulevar Panteón. Incendiaram um carro do canal de notícias CMT, no qual trabalhava a equipe integrada por Rafael Fuenmayor, Carlos Delgado e Vladimir Battaglini. Os agressores foram repelidos por um piquete da Polícia Metropolitana cujos efetivos, ante a escassez de equipamentos anti-motim e gases lacrimogênios, tiveram que utilizar pedras. Os agentes da PM José Garcíz e Wildin Parica foram feridos por objetos contundentes na perna e na mão. Os funcionários foram ajudados por integrantes do centro de re-coleta e assinantes presentes.



Quase ao mesmo tempo outros encapuzados arremeteram contra o centro de recoleta localizado no colégio La Salle de Tienda Honda, e após dispersar os presentes com o uso de pedras e paus, prosseguiram sua agressão contra os jornalistas que reportavam os fatos. Na ação dos encapuzados resultou avariado um veículo jeep Cherokee, utilizado pelo diário Así es la Notícia com o vidro posterior quebrado, produzido por uma pedrada. O mesmo grupo manteve sua atitude violenta contra os centros de re-coleta de assinaturas localizados no centro de Caracas e recuaram para outras zonas como a igreja Santa Tereza.



Matéria atrasada



No princípio da tarde se realizava a re-coleta de assinaturas em frente ao liceu José Angel Alamo, localizado diagonalmente à antiga sede do Ministério Público, de Ferrequín a Manduca, em Candelaria. Os motorizados novamente apareceram e mantiveram em xeque os locais do “El Firmazo” da zona, entraram na rua brandindo paus e lançando metralhadas de seixos; ao chegar às mesas lançaram um detonante contra uma Explorer de cor verde, de propriedade de Alejandro Goiri. Na caminhoneta romperam os vidros e Oscar Grossmann, outro organizador, ficou ferido na boca ao lutar com os motorizados que tentaram roubar parte do material.



MAIS DE 4 MILHÕES DE VENEZUELANOS SE EXPRESSARAM COM “EL FIRMAZO”



A jornada cívica ultrapassou as expectativas dos organizadores



Representantes da Coordenadora Democrática e da organização Súmate ofereceram as cifras preliminares e asseguraram que a paricipação dos cidadãos ultrapassou as previsões que se haviam feito, inclusive, para o suspenso referendo cunsultivo. A recepção de assinaturas continuará hoje e os resultados definitivos se conhecerão quando se tenha verificado todas as assinaturas no país e no exterior.



Grupos chavistas criaram isolados focos de violência em Caracas e cidades do interior. Em Catia, o estudante Arturo Durán, que se dispunha a assinar, sofreu a perda do olho direito quando lhe lançaram um rojão. Com pedras e explosivos causaram cinco feridos mais na capital.



Todavia, os habitantes das principais zonas populares se impuseram e expressaram sua opnião. A sede da Prefeitura da Capital foi atacada por paridários do Governo. O prefeito Alfredo Peña denunciou que eles acionaram armas de fogo, lançaram explosivos, bombas molotov, pedras e tentaram tomar as instalações. Os distúrbios não conseguiram ofuscar a jornada, que se cumpriu com civismo e em um ambiente de alegria.



Todas as informações foram obtidas através do jornal El Nacional.