segunda-feira, 20 de janeiro de 2003

O Notalatina traz dois artigos dos jornalistas venezuelanos Eleonora Bruzual e Ricardo Mitre, dois bravos guerreiros de quem tenho privado da amizade, ultimamente. Ambos abordam com toda a indignação de que é capaz um Ser Humano com sentimentos e amor à Liberdade, dois fatos graves ocorridos na Venezuela dos últimos dois dias: a invasão criminosa e truculenta das fábricas de Coca-Cola e cerveja Polar, e a prisão e tortura do jovem estudante Jesús Armando Soriano Martínez.



A perplexidade dos venezuelanos cresce a cada dia com a ousadia e desfaçatez, também crescentes, do seu mandatário Chávez, pois com esses atos de barbárie inaugura-se o projeto do fim da propriedade privada e as torturas e prisões por motivos políticos. Pobre Venezuela! Nunca esteve tão próxima de cubanizar-se e triste Brasil, que ainda não consegue enxergar que legitimou com seu voto, um processo semelhante para o seu povo.



Mas antes de editar os artigos sobre a Venezuela, quero sugerir aos leitores uma passada no site Mídia Sem Máscara (www.midiasemmascara.org) que está repleto de artigos esclarecedores sobre o que nos espera com o novo governo. Entretanto, peço especial atenção para o artigo Enquanto isso, em Cuba..., que mostra a mais nova técnica de se eliminar opositores indesejáveis, de forma insuspeita. Fuzilamento, depois de 44 anos de terror, dominação e escravatura, é coisa do passado; ficou obseleto...



CHAVEZ PRONTO PARA APAGAR COM SANGUE, SE NECESSÁRIO FOR, A RESISTÊNCIA – CARACAS – URGENTE



Via telefone – 17 de janeiro – Informam que estão levando bolsas de plasma em grande quantidade aos diferentes hospitais da grande Caracas. Além disso, pessoal do Governo está distribuindo entre os diferentes hospitais, grandes quantidades de sacos de polietileno de grande resistência e cor negra, típicos para transportar cadáveres. Isto vem ocorrendo há vários dias.



Isto confirma os rumores de algumas ações do oficialismo para o dia 23 de janeiro. Ao que parece, forças oficialistas estão dispostas a chegar a extremos sangrentos para reter o poder sem oposição, ao estilo de Cuba de Fidel Castro.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



AS BESTAS PRÓ-AGONIZAM EM UMA VENEZUELA QUE AGONIZA



Elonora Bruzual – Caracas



Sou uma simples jornalista, escrevo isto horrorizada, depois de ter visto através dos distintos canais de televisão, as ações empreendidas por uma espécie de gorila branco, um animal falante, que cumprindo ordens do golpista assassino Hugo Chávez violentou e violou a propriedade privada, golpeou indefesas mulheres, desrespeitou, tirou fora do seu local de trabalho honoráveis venezuelanos que cumprindo com suas obrigações como gerentes e empregados da Empresa Polar e Coca-Cola – Panamco, trataram de exigir respeito ao Estado de Direito, algo que em mãos destes facínoras, e do resto de uma força armada genuflexa e cúmplice que já não deixa dúvidas sobre o caráter da ditadura militar que exerce este abominável regime, é uma palavra morta, um recurso fenecido. Um ser repulsivo de nome Felipe Acosta Carles, que ao portar o uniforme da Guarda Nacional, enlodoa e compromete uma Força, que uma vez pode dizer – sem que nos ríssemos em seus rostos – que “A honra era sua divisa”.



Esta afronta, a vejo imediatamente depois de transmitir a chegada à medicina legal de Bello Monte, do jovem venezuelano Jesús Armando Soriano Martínez, que foi privado ilegalmente da liberdade, pelo único motivo de ser um opositor às pretensões totalitárias do “tropero de Sabaneta”, levado pela DISIP, submetido a terríveis torturas, e “entregue de bandeja” ao monstro De Gouveia, o assassino de Altamira e braço executor dos crimes ordenados por Chávez, J. V. Rangel, Diosdado Cabello, Aristóbulo Istúruz, García Carneiro, Isaías Rodríguez e o resto de um bando que chegou ao poder através do disfarce de democratas, imediatamente fazendo honra ao mesmo Lula da Silva, esse que em breve trará sobre o povo brasileiro, igual desastre e igual pesadelo, Lula da Silva e Marco Aurélio Garcia, ambos invasores de nossa soberania, que uma vez disseram: “A democracia é simplesmente uma farsa para tomar o poder”. Jesús Armando que na medicina legal de Bello Monte, aparentemente entra vivo, embora saibamos que seus direitos, sua condição de cidadão, sua honra e seus sonhos foram assassinados...



Esta é a Venezuela e ao mundo inteiro denuncio o que se passa em meu país. Estes vândalos, estes delinqüentes, usaram a democracia até tomar o poder e agora, por não despertar todo esse universo político que serve-se de inocentes úteis para que ganhem tempo, até conseguir humilhar toda a dissidência e toda rebelião, nos conduzirão a masmorras, nos massacrarão, nos levarão ao exílio e à morte.



Publicamente denuncio ante o mundo uns delinqüentes que, baseados em que nenhuma pessoa normal pode crer ou entender que alguns bandidos detêm o poder em um país aparentemente civilizado, e que sejam capazes de cometer aberrações extremas, enquanto com absoluto descaramento mentem em foros e organismos internacionais. Umas bestas depredadoras e ávidas, capazes de todo crime, todo delito, e que jamais, repito, jamais por vias democráticas e constitucionais soltarão a presa em que converteram uma nação emblemática, da liberdade no continente americano.



Não nos enganemos, não pemitamos que com a complacência ou a estupidez de políticos como Eduardo Fernández e Teodoro Petkoff, ou com clérigos que buscam fazer-se perdoar o que esta roubolução ditou como pecados, demos mais tempo a uns carniceiros, a uns foragidos, para que terminem de fechar as tenazes com as quais nos manterão amordaçados e vencidos quem sabe, e por quanto tempo.

Não esperemos nem dignidade nem coragem de enfrentar a real invasão estrangeira em nosso território, Força Armada cujos integrantes chamam ”Meu comandante” ao sátrapa cubano, o ditador com mais anos de permanência no poder, na história mundial, esse que leva nosso patrimônio, dá ordens a seu lacaio Chávez e reprova e destrói a tradição honorável do contingente militar da Venezuela.



Eles não sairão, eles estão por sua vez sequestrados por uma camarilha corrompida e indigna, cujo único interesse é encher alforjas e enriquecer aceleradamente, e para os que a pátria não é outra coisa que um bom pretexto para fazer negocios, buscar apoios e trair ideais. Força Armada que começou a ser desmantelada, quando um ser amoral e ladino conseguiu cumprir seu sonho doentio de vê-la convertida em braço armado para defender seus planos inconfessáveis. J. V. Rangel, o sinistro e cínico carniceiro de Puente Llaguno, o mesmo que durante anos, denunciava através dos meios de comunicação as corrupções do mundo militar, enquanto simultaneamente extorquia seus chefes e conseguia vultosos contratos de venda de armamento. Esse que vê tudo “normal”: a morte, o roubo, a entrega da soberania, a ditadura, a barbárie...



Hugo Chávez não sairá com referendum, nem consultivo, nem revocatório. Não sairá por vias constitucionais. Hugo Chávez terá que ser enfrentado por homens e mulheres valentes, cuja coragem permita assumir decisões históricas que salvem o futuro em liberdade. Que garantam uma Pátria para a Paz e a Esperança, e não uma guarida de sociopatas, terroristas, delinqüentes, transgressores e ladrões nacionais e estrangeiros. Homens e mulheres dignos que sacudam a vergonha e a consciência desses que nos quartéis calam, aceitam e garantem, com sua covardia, um regime que passará para a história do continente como a pior farsa e a mais terrível vigarice a um povo bom, que merece respeito.



Aqueles que com máscara de opositores e democratas pretendem motorizar tal barbaridade, devem ser assinalados como responsáveis também, de uma das mais terríveis épocas de nossa história republicana. Hugo Chávez deve responder por traição à Pátria, e junto com seus esbirros e comissários políticos serem julgados por crimes que não podemos perdoar.



Esse pedaço de nossa terra, onde estão os ossos dos que nos amaram e amamos, onde nascemos e nasceram nossos filhos, esta Pátria que uma vez esquecemos e que agora que sabemos o que significa, agora que sabemos o que nos tem dado, agora que sabemos do horror de perdê-la, morre de desesperança, verga-se de desolação ao ver que uns verdugos arrogantes buscam dominá-la. A Venezuela se nos morre nas mãos, e sua morte é a morte da fidalguia e a esperança do Bravo Povo.

A VENEZUELA MERECE QUALQUER TEMERIDADE, A VENEZUELA CLAMA POR NOSSA CORAGEM!



EU ACUSO!



Ricardo Mitre



1. Na sexta-feira 6 de dezembro de 2002, João de Gouveia, um português naturalizado venezuelano, chegou às 6:30 PM à Praça Altamira do município de Chacao, Caracas. Nesse lugar, que desde outubro do mesmo ano um grupo de militares que se declarou em “desobediência”, em tudo de acordo com o artigo 350 de nossa Constituição, um engendro feito à imagem e semelhança do Tenente Coronel Hugo Chávez, que a mercê de um ganho eleitoral, conseguiu 95% dos Constituintes que a promulgaram, apesar de haver obtido 60% dos votos em uma eleição onde a abstenção rondou os 50%. Os militares “rebeldes” mantiveram-se nessa praça apoiados por um setor da sociedade civil, em princípio numeroso e paulatinamente diminuído para umas centenas de pessoas, como sucedia nessa sexta-feira de dezembro, na qual a parada cívica nacional tinha quatro dias de iniciada e quando o português alienado disparou.



João de Gouveia, o personagem desse filme de terror, chegou a essa Praça, sacou uma pistola Glock calibre 40 e disparou indiscriminadamente, assassinando três pessoas e ferindo umas vinte. Foi detido em flagrante e se declarou culpado ante os meios de comunicação que o entrevistaram. Dois dias antes, o assassino apareceu em um vídeo amador ao lado do Prefeito de Caracas, que aparecia repartindo armas diante da Sede Central da PDVSA, estatal petroleira, que aderiu á parada decretada em 2 de dezembro. Dois dias depois o Presidente Chávez em seu programa, o desculpou. Ignorou sua cifissão, o chamou de “senhor João” e invalidou sua confissão. Já havia feito isso antes com outros assassinos, que foram chamados de “heróis” da Revolução.



O “senhor” João, assassino confesso, não foi recolhido a um cárcere comum e ficou alojado na sede da Polícia Política, que aqui se chama DISIP. Alí ficou e “se recolheu” o assassino. Alguns pensam que ficou alojado entre seus pares.



2. O jovem Jesús Armando Marcano, notório promotor do diálogo entre opositores e oficialistas, ao ponto de ser promotor de uma partida de “futebol” entre ambos os grupos, enquanto se desenvolvia um “trancaço” em uma importante via de Caracas, foi detido há dois dias. A detenção ocorreu em circunstâncias irregulares, já que fo feito por um bando de policiais do regime que o remeteram, omitindo todas as garantias judiciais, às masmorras da polícia política, sem que o mesmo contasse com nenhuma garantia constitucional. Na mídia ele foi visto golpeado e “detido”, por um notório delinquente que portava um crachá de jornalista do governo da cidade de Sucre, literalmente uma vergonha nacional.



3. O jovem foi “entregue” nas masmorras da polícia, sem que se lhe respeitasse nenhuma garantia constitucional. Ali ele foi alojado na mesma cela do assassino Gouveia que permanece como convidado na Sede da Polícia Política. Marcano foi golpeado pelo criminoso, que possui a “chave da cela” e convida “presos amigos” a golpear Marcano e a produzir-lhe outras humilhações. Os criminosos gozam, é indubitável, dos favores do regime que os trata como o que são: seus companheiros.



4. Quando se libera Marcano, o jovem caminha apoiado nos ombros de seus advogados de defesa, apresenta evidentes lesões físicas, muito mais graves do que as de suas aparições ante a opinião pública, só registrada pelo canal estatal.



5. Eu acuso: a política desta flagrante violação aos direitos humanos de Jesús Marcano. Igualmente o faço com a deputada Iris Varela, que fabricou um “prontuário televisivo” ao rapaz, para converter-se em uma repugnante encobridora das torturas as quai foi submetido.



6. Eu acuso a Procuradoria Geral da República que não outorgou a Marcano as garantias que a Constituição impõem.



7. Eu acuso a Defensoria Pública que ignorou o caso com o cinismo costumeiro.



8. Eu acuso os jornalistas da VTV, mercenários interrogadores e polícias vocacionais das violações aos direitos humanos contra a pessoa de Jesús Marcano. Tergiversadores da verdade com vocação de torturadores.



9. Eu acuso Jesús Romero Anselmi, diretor do Canal do Estado, de mendacidade e indignidade. Esse tipo, que teve um prestígio entre os venezuelanos, seguiu o mesmo destino do vendedor de esculturas, que detém o cargo de vice-presidente.



10. Eu acuso igualmente os amanuenses internacionais do regime e vem à minha memória Miguel Bonasso, autor de “Lembrança da Morte” que deveria saber, se não ficou tão quebrado como outro de seus “companheiros de estrada”, que não há torturadores justos.



11. Eu acuso igualmente Mario Benedetti e o diremos com suas palavras “Quando mataram meu amigo irmão, apaguei as árvores e seu balanço”. Benedetti não deveria assinar qualquer pendência que lhe ponham na frente, haja visto que poderíamos pensar que não quis abandonar as vantagens que lhe proporciona ser “um intelectual de esquerda”.



12. Eu acuso meus amigos do Sul, por assinar manifestos sem averiguar. De apoiar ditaduras por seu discurso populista, para evitar o trabalhoso dever de analisar. De evidenciar, outra vez, seu amor oculto pelos uniformes que lhes fizeram vestir seus militantes, na plena repressão das ditaduras do Cone Sul. Esses anistiados dos mesmos regimes que absolveram seus assassinos, fato que aceitaram sem nenhum respeito a seus mortos, ao sangue que negociaram de seus companheiros, hoje pretendem dar lições aos povos que lutam.



Acusamos igualmente aos que querem entregar a luta que mantemos nas ruas, além do rumo que devemos suportar. Acusamos aos que nos querem entregar em altar de sacrifícios, acordos ilusórios. Demos uma enorme e desigual luta pela sensatez, nos tempos em que Fernández estava de férias.



Todo o país político sabe a que nos opusemos, porém também sabe que não trairemos os que nos seguiram. O senhor Eduardo Fernández quer um bombeiro para apagar os incêndios, um cirugião para operar e um político e um estadista para negociar. E tem razão, porém o político e o estadista não é ele. Como velho político que é, repetiu o discurso três vezes em uma semana. Deveria ter ficado dormindo no rancho onde alguma vez passou uma noite como turista.



O jovem Marcano não necessita de discurso de estadistas de opereta.



Em nosso país se tortura.



Nós vamos ficar quietos?



sexta-feira, 17 de janeiro de 2003

O Notalatina de hoje está repleto de denúncias graves, o que dá a medida de como está fervendo o caldeirão venezuelano. A guerra ainda não está declarada, entretanto, já se manifesta de forma insidiosa e gradual. Talvez por isso a resistência e perseverança da brava oposição, que congrega os mais diversos setores da sociedade, seja a cada dia mais firme e corajosa.



Chávez dá mostras do seu desespero, malgrado o forte apoio recebido por parte de países como o Brasil e Cuba. Cada dia inventa uma nova forma de reprimir o povo e o movimento contrário ao seu des-governo. Ontem ele deu um escândalo por causa das escolas que aderiram à greve geral; hoje o problema foi com as universidades. Na Universidade Central da Venezuela grupos chavistas atacaram violentamente com paus, pedras, gases lacrimogêneos e tiros, uma manifestação pacífica entre alunos, professores e funcionários em favor da greve, resultando em dois feridos à bala, um estudante e um professor. O reitor da universidade afirmou que foram vistos encapuzados portando armas de fogo, de onde provavelmente foram disparados os tiros.



Hoje foi também a posse do novo presidente do Equador, Lucio Gutiérrez. Presentes ao evento os presidentes do Brasil, da Venezuela, Bolívia, Colômbia, Chile, Peru e, como não podia deixar de comparecer, o ditador Fidel Castro. O discurso de posse foi semelhante ao do brasileiro Lula, dando a impressão de ter havido um certo acordo entre os países do Eixo do Mal, quando afirmou: “Não governarei nem para a esquerda, nem para a direita; ... Governarei para os equatorianos, sem as ataduras ideológicas do passado”. Será que o jeito esquerdista de governar agora virou uma franquia? E amanhã, Chávez estará em Nova York, onde se entrevistará com Koffi Annam e depois será recepcionado pelo embaixador do Marrocos.



Mas antes de passar para as notícias, que são muitas, coloco uma nota do escritor e exilado cubano na Espanha Carlos Alberto Montaner, que merece alguma reflexão: “Antes que o socialismo se apoderasse de Cuba, em 1959, a ilha caribenha quase DUPLICAVA a renda per capita do Brasil. Hoje o Brasil TRIPLICA a per capita de Cuba. Já não há grandes diferenças nos níveis de consumo dos cubanos. Quase todos, excetuando o UM POR CENTO que forma a privilegiada nomenklatura política, VIVEM NA MISÉRIA”.



Nota de esclarecimento: As notícias veiculadas nesta edição deveriam ter sido divulgadas no dia 15; por problemas operacionais, sai com dois dias de atraso. Notalatina.



DEPUTADO CASTILLO DENUNCIA O EXECUTIVO DE COJEDES: “GOVERNO ARMA A MILÍCIA BOLIVARIANA”



CARLOS MOLLEJAS – El Universal



O deputado do MAS, Pedro Castillo, revelou que o principal beneficiário das armas que governadorias como as de Cojedes e Vargas importam de maneira irregular ao país, são das “milícias bolivarinas”, uma organização que agrupa e coordena vários grupos para-militares afeitos ao Governo Nacional, como os Carapaicas.



O parlamentar acrescentou que um dos grupos pertencentes a estas milícias é a Força Bolivariana de Libertação, um grupo guerrilheiro colombo-venezuelano vinculado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o qual opera em território fronteiriço de nosso país.



Castillo disse que denunciou estes grupos em setembro passado na Assembléia Nacional, baseado nas informações que lhe concedeu um confidente que era membro da Força Bolivariana de Libertação, e lembrou que logo após sua exposição no parlamento, uma equipe do jornal Tal Cual confirmou a veracidade de suas palavras, ao entrevistar em Guadualito vários integrantes desse movimento político armado.



”Meu confidente, que já não pertence ao FBL, me disse que este grupo é beneficiário da maior parte de armas roubadas da Força Armada Venezuelana e a DISIP, desde 1998, se encarrega de roubar aviões e helicópteros venezuelanos para suprir a guerrilha colombiana. Também referiu que as Milícias Bolivarianas desenharam o que eles chamam de "Estratégia de Defesa da Revolução", plano de trabalho cujo ponto inicial é o apetrechamento, graças a colaboração de várias governadorias oficiais”.



Ilícito permitido



Sobre o roubo de 260 pistolas do governo de Cojedes, efetuado por sete individuos na quarta-feira passada na armazenadora América Park Service de Montesano, Vargas, Castillo disse que estas foram importadas da Croácia pela companhia Ruibal y Duran, empresa que já havia sido denunciada outras vezes, por trazer armas ao país de maneira ilegal.



Disse que Ruibal y Durán tirou essas pistolas da aduana aérea de Maiquetía, para a referida armazenadora, violando o Art. 80 do regulamento da Lei de Aduanas, o qual proíbe esta prática para armas e explosivos, graças a uma autorização assinada pelo Diretor da Direção de Armamento da Força Armada. ”Tenho em meu poder uma carta na qual o General Gustavo Rangel Briceño solicita à Gerente da aduana, Maria Casilda García que realize o transporte. Também tenho uma declaração na qual trabalhadores da empresa Aduanacrock reconhecem à polícia científica sobre este movimento ilegal”.



O parlamentar masista disse que o governo de Cojedes pagou efetivamente os 79 milhões de bolívares de impostos, por declarar o carregamento de 1.200 pistolas. Acrescentou que o transporte deste carregamento ao referido armazém permitiu que o governo de Cojedes as levasse depois para algum lugar, sem prestar contas de seu destino às autoridades aduaneiras. Em 30 de julho 600 destas armas foram transportadas para o Governo de Cojedes. Todavia, em 2 e 29 de agosto, 30 de setembro e 11 de dezembro, Pedro Durán, proprietário da Rubial y Durán e seu sócio Raúl Daza, levaram outras 300 com destino desconhecido. Vale salientar que ambos os cidadãos encontram-se hoje fora do país”.



O deputado disse que o roubo das 260 produziu-se porque dias antes ele pediu à Procuradoria a invasão do armazém. “Então, nisso, também denunciei o caso à polícia científica de Vargas, sem pensar que um de seus funcionários passaria os dados para a companhia Ruibal y Durán”. Castillo disse que outro dos ilícitos cometidos nessa importação de pistolas está no fato de que a permissão de importação concedida a Durán, pelo diretor anterior da Darfa, o General José Miguel Briceño, dizia que as armas eram para uso da polícia de Cojedes e comercialização, “duas atividades incompatíveis”.



CHÁVEZ DÁ GIGANTESCO PASSO PARA A GUERRA CIVIL AO DESARMAR A POLÍCIA DE CARACAS



O presidente venezuelano Hugo Chávez enviou tropas do Exército e a Guarda Nacional com a ordem de confiscar as armas pertencentes a Polícia Metropolitana de Caracas, depois de há cinco dias ameaçar em pôr às Forças Armadas em controle desse corpo de segurança. As tropas entraram manu militari durante o amanhecer da quarta-feira, em várias delegacias de polícia e confiscaram todas as armas, com exceção do revólver do delegado, calibre 38 e dos agentes da ordem. O comandante desse corpo, Comissário Henry Vivas, informou que também confiscaram equipamentos anti-motins, entre os quais se encontravam granadas de gases lacrimogênios e balas de borracha. ”Isto nos coloca em uma desvantagem muito grande com os delinquentes, pois em vez de desarmá-los, desarmam a polícia”.



Vivas acrescentou que a confiscação violou uma determinação do Tribunal Supremo de Justiça, que declarou em meados de dezembro, que era ilegal a intervenção da polícia e ordenou ao governo restitutuir em quize dias úteis o controle do corpo ao prefeito opositor Alfredo Peña.



O vice-presidente venezuelano e cérebro da maquinaria repressiva de Chávez, José Vicente Rangel, em um encontro com a imprensa estrangeira comentou que a ação governamental busca “pôr na cintura” a polícia e regularizar o uso de armas nesse corpo policial.



Esta escalada para a guerra civil no país irmão, poderá ser um boomerang que se volta contra o governo de Chávez, já que até agora as gigantescas manifestações da oposição têm sido de caráter pacífico. Porém, a indignação que poderá provocar nas massas esta atitude soberba por parte de Chávez e seus acólitos, bem poderá precipitar uma luta armada entre as duas facções em luta, que levaria a Venezuela a um banho de sangue que poder-se-ia ter evitado se o governo aceitasse o referendo proposto pela oposição, para celebrar umas eleições que Chávez sabe perfeitamente que não teria a menor possiblidade de ganhar.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



TRIBUNAL MILITAR DÁ ORDEM DE CAPTURA CONTRA SEIS OFICIAIS SUBLEVADOS



Caracas – O Segundo Tribunal Militar deu ordem de captura contra seis oficiais declarados em desobediência na Praça França de Altamira, por acusações relacionadas com os eventos de 11 de abril. Ainda é desconhecido se a detenção será realizada de imediato em Altamira, lugar que serviu de trincheira aos militares sublevados desde 22 de outubro de 2002. Os militares sobre quem pesa a ordem de captura são: Coronel Julio Rodríguez Salas, os Capitães Alfredo e Ricardo Salazar Bohórquez, Sub-tenente Gilberto Landaeta, Tenente Alex Aguirre e o Coronel Giuseppe Vilieri.



Os oficiais em desobediência estavam sob regime de apresentação, devido as investigações de 11 de abril.



O Coronel Julio Rodríguez Salas (Ex.) foi quem redigiu a questionada renúncia do Presidente. Rodríguez Salas tem três ordens de captura contra si. Quanto aos irmãos Salazar Bohórquez, são acusados dos delitos de insubordinação, privação ilegítima da liberdade do primeiro mandatário, abuso de autoridade, porte ilegal de armas e ultraje ao centinela. Estes oficiais foram os encarregados de reter o Presidente no Forte Tiuna de Caracas.



O Tenente Alex Aguirre Sánchez teria denunciado o treinamento de pessoal civil nas instalações do Museu Histórico Militar. O Sub-tenente Gilberto Landaeta foi quem esteve às ordens do General Rigoberto Martínez Vidal, em abril, chefe do comando logístico do Exército.



Até a data foram declarados em desobediência 135 militares de diferentes graus e componentes na Praça frança de Altamira e tem-se acumulado mais de 2.000 horas da tomada desse lugar, convertido em bastião de uma parte da oposição.



Essa ordem de captura afeta ainda o coronel Yucep Yonh Piliery Carmona, os capitães Wismerk Martínez, Otto Gebauery e Carlos José Blondell, informou a Globovisión.



A ordem de captura foi emitida pelo Segundo Tribunal Militar, devido ao descumprimento destes militares com o regime de apresentação.



Fonte: El Universal



terça-feira, 14 de janeiro de 2003

Na última edição do Notalatina nós denunciamos a ameça de fechamento das emissoras de televisão que não rezassem pela cartilha chavista. Hoje, trazemos um comunicado da Indústria de Rádio e Televisão Venezuelana acerca dessa “ameaça”, tecendo sérias considerações sobre o comportamento raivoso, histérico e criminoso do tiranete Chávez, exortando a comunidade internacional e prestar mais atenção nos desmandos desse delinquente.



Ainda nessa edição, várias outras denúncias graves do desmantelamento em que se encontra a Venezuela atualmente: passageiros de um vôo oriundo da Holanda, denunciam o desembarque de iraquianos, cheio de aparatos no solo venezuelano; um ex-chefe militar colombiano afirma que as “Milícias Bolivarianas” são treinadas pelas FARC; em cadeia nacional, Chávez ameaça as escolas que aderiram à greve e a convocatória da Organização de Solidariedade dos Povos da África, Asia e América Latina (OSPAAAL) a todas as forças revolucionárias a se unirem em favor do delinquente Hugo Chávez.



COMUNICADO DA INDÚSTRIA DE RÁDIO E TELEVISÃO VENEZUELANA



CONSIDERANDO



- Que no dia de hoje, sexta-feira 10 de janeiro de 2003, o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, cidadão Hugo Chávez Frías, dirigiu-se à Nação através de uma cadeia nacional;



- Que durante o transcurso dessa alocução proferiu, como é seu costume, insultos, ofensas, falsas acusações, agressões verbais e ameças contra diversos setores da vida nacional;



- Que esta intervenção abusiva do cidadão Hugo Chávez Frías, ao sentenciar sem provas e de maneira pública sobre a moralidade e conduta de outros cidadãos venezuelanos, reflete o grave problema da inexistência da separação de poderes na Venezuela, incorrendo, entre outras graves infrações ao ordenamento constitucional, em usurpação de funções;



- Que essa reiterada e insultante atitude do cidadão Hugo Chávez Frías teve como um de seus insultados, os meios de comunicação e seus representantes;



- Que as expressões do cidadão Hugo Chávez Frías constituem um triste exemplo do que o comitê de ministros do Conselho da Europa denominou ”a linguagem do ódio” e representam uma flagrante violação da Constituição vigente na Venezuela, do pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e constitui um novo desconhecimento das medidas cautelares e provisionais outorgadas pela Comissão e da Corte Interamericana de Direitos Humanos respectivamente;



- Que esta conduta do cidadão Hugo Chávez Frías instiga à violência contra os meios de comunicação, seus representantes e seus trabalhadores;



- Que esta instigação sistemática à violência por parte do cidadão Hugo Chávez Frías já cobrou vidas e continua pondo em risco a segurança e a vida das pessoas, e em especial, dos que trabalham nos meios de comunicação social da Venezuela.



RESOLVE:



Primeiro:



Manifestar seu mais rotundo repúdio a esta já reiterada atitude do cidadão Hugo Chávez Frías e exigir-lhe que deponha sua conduta de instigação ao ódio que tanto dano, morte e dor tem semeado na Venezuela.



Segundo:



Exigir aos representantes dos Poderes Públicos que, apesar do seqüestro de sua autonomia por parte do cidadão Hugo Chávez Frías, rechacem e colaborem na tarefa de deter estes desvios autoritários que violam a ordem constitucional e alteram a paz da República.



Terceiro:



Exortar os organismos internacionais a que fixem sua atenção no processo venezuelano ante o iminente perigo que seus cidadãos e em especial seus meios de comunicação social enfrentam, ante a inconstitucional e autocrática posição assumida pelo cidadão Hugo Chávez Frías.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



IRAQUIANOS DESEMBARCAM NA VENEZUELA COM MUITO APARATO, INFORMAM PASSAGEIROS DO VÔO 775 DA KLM



Um grupo de passageiros do vôo 775 da KLM, procedente da Holanda, denunciou do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, a entrada de cidadãos iraquianos em território venezuelano, com a suposta missão de mobilizar navios petroleiros que encontram-se fundeados nas costas do país.



Ante os meios de comunicação, vários passageiros asseguraram que os iraquianos viajaram em primeira classe e foram recebidos pelo pessoal de imigração que – segundo testemunhas no aeroporto – agilizaram o procedimento correspondente à entrada de estrangeiros na Venezuela. “Os funcionários da imigração brindaram toda sua colaboração para passar primeiro estes estrangeiros que, além disso, os estavam esperando. Não é possível que tenham-se rido na cara de todos os que viajávamos neste vôo de nove horas”, informou uma das passageiras que se encontrava no avião.



Mesmo assim, várias pessoas asseguraram que os estrangeiros foram caçaroleados pelas pessoas que se encontravam esperando seus familiares e amigos em Maiquetía.



Fonte: El Nacional



EX-CHEFE MILITAR COLOMBIANO ASSEGURA QUE AS FARC TREINAM OS CÍRCULOS BOLIVARIANOS



O general Harold Bedoya Pizarro, ex-comandante militar colombiano e ex- candidato presidencial, descreveu a Venezuela como um “santuário” para a guerrilha de seu país, uma via de trânsito, alívio para o terrorismo internacional, e um importante ponto de conexão para o tráfico internacional de armas, resenhou DPA.



A denúncia de Bedoya Pizarr foi recolhida hoje no diário El Nuevo Herald de Miami. Segundo o ex-chefe militar, os grupos da guerrilha colombiana, em particular as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) “atuam livremente ao largo dos 2.200 km. De fronteira que têm a Colômbia e a Venezuela”, e inclusive provêem treinamento aos chamdos Círculos Bolivarianos que apoiam Hugo Chávez.



O general disse: “Tomamos conhecimento por informes de que na zona do Calguán, na época do presidente Andrés Pastrana, negociavam-se os sequestros com os delegados mandados por Chávez. Essa é a realidade. E, ademais, os grupos do ELN saem da Colômbia de helicóptero, entram na Venezuela, e daí os enviam a Cuba”.Bedoya acusou Chávez de atuar em conivência com Fidel Castro não só para introduzir armamento para a guerrilha, como também para prestar apoio aos grupos irregulares em zonas de alívio e facilitando-lhes o trânsito para e de Cuba. “O Exército colombiano tem documentada as incursões da guerrilha colombiana do território venezuelano”, disse ao jornal.



As declarações de Bedoya tornaram-se conhecidas quase imediatamente depois de que o coronel ativo da Guarda Nacional venezuelana, Manuel Carpio Manrique denunciasse publicamente que o Governo venezuelano autorizou o trânsito de dois conteiners carregados com armamento para serem “vendidos por altíssimas somas de dinheiro a organizações subversivas a outros países, particularmente a Colômbia”.

Bedoya informou que “o tráfico de armas é comum na Venezuela. A quantidade de armamento que se confisca dos grupos armados colombianos, procedente da Venezuela, inclusive os marcados com o escudo do exército venezuelano, é enorme”.



Fonte: El Universal – Miami

EM CADEIA NACIONAL, HUGO CHÁVEZ AMEAÇA ESCOLAS GREVISTAS DEMONSTRANDO SUA ABSOLUTA INTOLERÂNCIA



Em cadeia nacional, o Presidente da República, Hugo Chávez Frías, pediu ao povo que nesta segunda-feira se apresente em frente ás escolas que estejam fechadas, realizem assembléias populares e e se encarreguem dos centros educativos.



”Os conspiradores querem que as escolas sejam conduzidas pelo mesmo povo?, pois é isso o que faremos (...) o povo sabe o que tem que fazer com suas escolas”, disse o presidente para acrescentar ”a estes governadores a quem se lhes transferiu o manejo das escolas e hoje estão sabotando as escolas, pois vamos buscar uns bons advogados para buscar a via da intervenção da educação nesses estados, e nesses municípios de sabotadores”.



Durante o ato de juramento da Frente Nacional em Defesa ao Direito à Educação, o chefe de Estado indicou que serão tomadas medidas administrativas correspondentes. Assim como na PDVSA despedimos mais de mil sabotadores, (...) pois igualmente, se temos que despedir por abandono de trabalho e além disso demití-los por delitos penais violatórios da Constituição diretores de colégio, mestres ou mestras que descumpram com o seu dever, o faremos, nisso não temos problemas”.



Também ordenou ao Ministério de Educação Superior suspender o envio de recursos às universidades que paralizem suas atividades. A mensagem foi clara: se não há aulas, “o governo bolivariano não lhes mandará um centavo”. O presidente Hugo Chávez está estabelecendo uma variante do dogma castrista: ”Com a Revolução tudo, sem a Revolução nada”.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



SECRETARIADO EXECUTIVO DA OSPAAAL CONCLAMA APOIO A CHÁVEZ



O Secretáriado Executivo da Organização de Solidariedade dos Povos da África, Ásia e América Latina (OSPAAAL) chama a todas as forças revolucionárias, progressistas e democráticas do mundo todo, para que condenem as ações desestabilizadoras contra o regime constitucional do Presidente Hugo Chávez Frías, e a expressar sua solidariedade com o povo venezuelano que hoje está nas ruas respaldando consequentemente seu Presidente, a Constituição e o processo revolucionário bolivariano.



SECRETARIADO EXECUTIVO DA OSPAAAL



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com





sábado, 11 de janeiro de 2003

Há uns dois ou três dias atrás recebi um chiste muito engraçado, onde dois radialistas venezuelanos pregaram uma peça muito bem feita no delinquente presidente Chávez, em que ele jurava estar falando ao telefone com o “Tiranossauros Rex Castro”. A gravação trazia, de fato, a voz do ditador, mas da conversa gravada com o presidente Fox, do México, em incidente ocorrido no ano passado. A certa altura o Tiranossauros pergunta: ”Recebeste minha carta?” Ao que o aprendiz de tirano responde: ”Sim e já falei com Gérman”. Muita gente ficou a se perguntar “quem” seria esse tal Gérman. Pois muito bem: é Gérman Sánchez Otero, Embaixador de Cuba na Venezuela. E ainda tem gente querendo tapar o sol com a peneira, fazendo de conta (e levando a população a crer) que as relações entre esses dois é puramente diplomática...



Mas hoje o Notalatina traz assuntos muito sérios. A edição que vocês vão ler é aberta com um artigo da jornalista Eleonora Bruzual, uma análise dos protestos (legítimos) dos venezuelanos sobre a saída do petróleo para Cuba e uma denúncia grave, sobre a ameaça de fechamento dos canais de difusão na Venezuela, que o Notalatina já havia denunciado em fins do ano passado, agora, com mais detalhes.



EXCELENTÍSSIMOS INIMIGOS



Eleonora Bruzual



OS VENEZUELANOS VIVEMOS momentos que combinam dores, sacrifícios, decisão, aprendizagem, maturidade. Nessa aprendizagem conseguimos identificar, censurar e denunciar muitos países, cujos governantes movidos pela mais plena rapacidade, correm a apoiar Hugo Chávez e um projeto rechaçado pela maioria dos homens e mulheres que, sem medo, enchemos as ruas em multidões impactantes pedindo a saída de um regime abjecto, totalitário e entreguista.



Argélia, Trinidad, Brasil, para assinalar os mais descarados intervencionistas, atuam como aves de rapina sobre uma presa cobiçada: O petróleo ’boccata di cardinale’ que uns desrespeitosos de nossa soberania tratam de agenciar-se, ainda exercendo como mercenários à ordem de um tropeiro que não busca outra coisa senão a permanência no poder e sua mania de servir a um tirano senil, cujo monotema é a cubanização de um continente.



Aos já nomeados e outros que como França e Suíça, se conseguissem seu Idi Amin caribenho ao que lhe vendem desde um avião, até um “lote de intelectuais” em jornal fixo, é importante que uma mulher venezuelana lhes recorde que aqui, neste país galhardo, há um bravo povo com neurônios, testículos e ovários em quantidade para impedir, tanto seus despojos e desrespeitos como os sonhos de dominação de Chávez, Castro ou qualquer outro déspota.



Aos argelinos comandados pelo “irmãozão Boutef”, lhes recordo que não somos um terreno de litígio, nem um povo consumido que lhes permitirá adonar-se de nossa riqueza como se fosse fosfato sahariano. Aos trinitários, que não se esqueçam de nossa essência libertadora nada parecida à herança livre. Aos brasileiros que era melhor a cara bonita de Ronaldo e não a do mercador ávido, pronto a tomar partido.



É certo que mais de um figurão desta “roubolução” está disposto a dar até o traseiro (sem alusões pessoais, embora sejam plenamente factíveis) com o fim de continuar no poder. É certo que hoje a força militar, graças a um grupelho indigno e traidor, ficou para montar relicários de loas ao tropeiro coroado e reprimir o povo combativo, enquanto rogamos que não se apresente um conflito fronteiriço que perderíamos vergonhosamente, graças a sua degeneração; porém, quão certo é que essa minoria que mata, que mente, que manipula vai passar, que renascerá a Pátria Soberana e vossos cálculos, excelentíssimos inimigos credenciados aqui, ficarão sem efeito, gerando a mais firme repulsa aos que desprezaram nosso direito à dignidade.



MILHARES DE VENEZUELANOS PROTESTAM EM CARACAS PELO ENVIO DE PETRÓLEO A CUBA



Rui Ferreira – El Nuevo Herald – Caracas



Enquanto milhares de venezuelanos saíram ontem às ruas em três pontos desta cidade para protestar contra o continuado envio de petróleo à Cuba, por parte do governo do presidente Hugo Chávez – embora a ilha não tenha pago a prestação de dezembro –, os venezuelanos retiraram de suas contas milhões de dólares nas primeiras 24 horas da parada bancária.



Portando cartazes, bandeiras e acompanhados por orquestras populares, ao som do qual proferem em coro palavras de ordem como “nem um litro de petróleo para Cuba”, “Fidel, por favor, leva Chávez” e o conhecido “já caiu, a ditadura já caiu”, venezuelanos de todas as procedências e todos os ofícios lançaram seus reclamos no ar por mais de três horas e, ao menos em um dos casos, conseguiram encontrar força para repelir uma tentativa de agressão de partidários do mandatário.



As concetrações tiveram lugar em frente a três instalações da empresa Petróleos de Venezuela (PDVSA) nos bairros de Chuao, Los Chaguaramos e La Floresta. Nos Chaguaramos, perto da Universidade Central da Venezuela, a Polícia Metropolitana teve de reprimir as ameaças de um grupo de estudantes chavistas, que efeturam dois disparos no ar e lançaram uma granada de gás lacrimogênio. Os agentes controlaram facilmente a tentativa de distúrbios e a concentração foi-se reforçando. “A mim não me preocupa que o petróleo vá para Cuba, mas o fato de que sabemos que não chega ao povo. O governo cuida de ocultar isso, porém muitos venezuelanos vão à Cuba como turistas e quando voltam, contam o que se passa lá”, disse Luisa Fermín, de 68 anos, que, de bandeira em punho, subiu na base de uma estátua de uma máquina extratora de petróleo, nos Chaguaramos e daí não se moveu por um bom par de horas.



Diante de um mar de bandeiras, que por instantes pareceu targar Juan Fernández, o líder da organização não governamental Gente de Petróleo - uma espécie de ministério do ramo na clandestinidade –, Fermín lamentou que o envio do óleo cru à ilha “esteja servindo para pagar o treinamento destes senhores dos círculos bolivarianos violentos em Cuba”.



Fernández disse aos associados que a PDVSA está totalmente paralizada, uma informação que não foi possível confirmar até o fechamento desta edição independente, e que o envio do óleo cru à ilha é uma “decisão política de Chávez, feita pelas costas e para prejudicar os venezuelanos”. Na semana passada a Venezuela enviou a Cuba meio milhão de barrís de petróleo – estimado em U$ 12 milhões – em que pese a ilha não ter liquidado ainda a quota endividada em dezembro de uns U$ 7 milhões, disseram fontes sindicais. A prestação já havia sido renegociada após o falido golpe de estado de Chávez em abril.



”Não é difícil de imaginar, os venezuelanos estamos indignados (com o envio de petróleo a Cuba). Não nos pagam e ainda reclamam mais. Espero, sinceramente, que quando tudo isto acabar, a Venezuela corte relações com Cuba. Essa gente não nos faz falta, só querem nos prejudicar”, disse o estudante Eduardo Silva. Na concetração de Chuao, o ambiente era distinto. ”Estive em Cuba. Neste país os cubanos sempre gostaram de nós e nunca olhamos se eles eram comunistas ou não. Agora os odiamos. Creio que isso Fidel tem que agradecer a Chávez, seu amigo”, sentenciou Edmundo González Parano, professor universitário.



Por outro lado, em seu primeiro a greve bancária de dois dias foi mais ou menos cumprida. Segundo fontes na Superintendência de Bancos, os venezuelanos retiraram ontem uns $ 143 milhões de suas contas. Alguns empregados acudiram as instituições bancárias, para atender os pagamentos de hospitais e manter em funcionamento os caixas eletrônicos. Os que foram trabalhar, limitaram-se a respeitar o horário restringido – de 9:00 AM ao meio dia – o qual pareceu suficiente para atender a todos os clientes que procuraram as instalações, um número inferior ao normal, possivelmente porque pensaram que estavam fechadas.



Na realidade, o Banco da Venezuela, Provincial e Citybank, abriram as portas de todas as suas agências. Em contrapartida, houve casos como o do Banco Mercantil que recebeu seus clientes apenas na sede central, disseram fontes sindicais.



Por outro lado, as embaixadas da Alemanha, Austrália e Canadá nesta capital, foram evacuadas ontem após informações de ameaças de bomba, num momento em que o país está na sexta semana de uma parada contra o governo, porém não se encontraram explosivos, disseram a polícia e diplomatas.



DENÚNCIA!

O GOVERNO DE CHÁVEZ PREPARA-SE PARA FECHAR MEIOS DE COMUNICAÇÃO



Recomendação dos revolucionários



Através de paginas web dos seguidores do governo autocrático que Hugo Chávez tem imposto na Venezuela, está sendo difundida a idéia inicialmente expressada pela Deputada chavista na Assembléia Nacional, Iris Varela, de cancelar as concessões de operação aos meios de comunicação privados que não seguem a linha informativa do regime.



Em um nítido contraste com as idéias que estas mesmas páginas difundiam em julho de 2002, pediam ”se não lhe interessa (...) pode mudar de canal, desligar o televisor”, agora pretendem silenciar as vozes dos fatores de oposição ao cercear o direito à livre expressão, com vistas a difusão de qualquer idéia que não seja do agrado e conveniência do regime.



No formato que hoje está sendo divulgado, mencionam-se especificamente às emissoras Venevision, RCTV, Televen e Globovisión, que “estão conspirando abertamente contra a Constituição da República Bolivariana da Venezuela”. Nada do simples conselho de apenas 6 meses atrás, pedindo aos leitores que simplesmente desligassem o televisor.



Nas ruas de Caracas, as pessoas já não entendem o que querem os chamados ”Revolucionários”: “Exercer a liberdade de expressão só é uma conspiração nas ditaduras; em democracia, é um dever”, expressou Franklin Ortiz, pai com dois filhos que apoia a parada.



A constante negação de Hugo Chávez em permitir eleições livres e democráticas, tem estendido a parada geral à sua sexta semana. Chávez e seu gabinete de governo, que inicialmente negou a paralização de atividades e que em reiteradas ocasiões declarou que tudo estava “excessivamente normal”, está furioso pela ampla cobertura que as emissoras fazem do êxito da parada, e quer agora fechar todas as emissoras, com a única excessão do canal do Estado.



REFERÊNCIAS:



1. A atual solicitação de assinatura para fechar as mídias:

http://www.aporrea.org/dameverbo.php?docid=3318

2. A contraditória recomendação aos usuários em julho de 2002:

http://www.aporrea.org/dameletra.php?docid=93



Fonte: www.MilitaresDemocraticos.com – Visitem este site!



quinta-feira, 9 de janeiro de 2003

Conforme o prometido, o Notalatina traz informações sobre a ainda tensa situação na Venezuela. São muitas denúncias, graves e que merecem bastante atenção, sobretudo num momento em que o “Eixo do Mal” tem-se articulado para levar a população, sobretudo a estrangeira, a crer que o golpista Hugo Chávez está sendo “vítima” de um golpe promovido pela “burguesia insatisfeita” com seus projetos sociais, e por “militares traidores”.



É preciso estar muito atento a emissoras de televisão e jornais que trabalham para a ”nomenklatura”, sendo a principal porta-voz, a jornalista Lucía Newman, da CNN, uma chilena, casada com um cubano integrante do Partido Comunista Cubano, e que está sempre onde há um conflito esquerda-direita, para distorcer os fatos, e “desinformar” a população. Há ainda nesta edição, a confirmação de que desde dezembro, petroleiros cubanos estão prontos para viajar à Venezuela, para acabar com a greve no setor.



FURA-GREVES CUBANOS PRONTOS PARA VIAJAR À VENEZUELA



HAVANA, 31 de dezembro (Ana Leonor Díaz, Grupo Decoro – www.cubanet.org) – Contrariando o desmentido do governo de Cuba, uma fonte da navegação Petrocost revelou que desde meados de dezembro há petroleiros cubanos prontos para viajar à Venezuela e romper a greve petroleira nesse país. A fonte, que pediu anonimato, disse que a agência empregadora Güincho Crewing Agency solicitou a capitães e demais oficiais experts em navios petroleiros que estivessem prontos para serem enviados à Venezuela.



Os marinheiros cubanos devem reportar sua localização a cada quatro horas à agência, além de terem prontos seus passaportes e equipamentos. De acordo com a informação proporcionada por esta fonte, o desmentido do governo cubano é “tecnicamente correto”, pois não se tratava de enviar tripulantes (marinheiros subalternos), mas capitães e oficiais, ou seja, pessoal de comando.



No dia 21 de dezembro uma nota da chancelaria cubana desmentiu que o governo se dispunha a enviar tripulações de marinheiros à Venezuela, para interromper a parada dos trabalhadores da empresa Petróleos da Venezuela (PDVSA), que pôs à beira do colapso o governo de Hugo Chávez.



Esta informação foi transmitida por telefone, pois o governo de Cuba não permite ao cidadão cubano acesso a Internet.



DENUNCIAM ENVIOS DE PETRÓLEO A CUBA EM MEIO À CRISE



Caracas, 5 de janeiro de 2003 – O presidente do sindicato único dos trabalhadores petroleiros Unapetrol, Horacio Medina, acusou hoje o presidente Hugo Chávez de foencer petróleo a Cuba, enquanto a cidadania vê-se obrigada a fazer longas filas nos poucos postos de abastecimento, pela escassez de combustível, disse DPA> Medina asseverou que o Governo carregava hoje uma embarcação com 230 barris de óleo cru, para enviar à ilha caribenha.



”Não entendo como é possível que se envie petróleo a Cuba, em meio desta crise e a escassez de gasolina que existe no país”, assinalou. Medina acrescentou que a empresa estatal cubana Cupet deve a Petróleos da Venezuela 49 milhões de dólares, o que torna mais “incompreensível” a conduta do Governo.



Este é o segundo envio a Cuba em poucos dias, já que na sexta-feira saiu outro navio à ilha com uma quantidade similar de óleo cru. Não vejo outra explicação para esta conduta, a não ser que a amizade e a ideologia de Chávez e do líder cubano Fidel Castro estejam acima dos interesses do país”, expressou. O Governo recorreu a importação do petróleo de outros países, como Brasil e Trinidad y Tobago, como paliativo ao desabastecimento de gasolina no país, enquanto se articula para a contartação de pessoal da Argélia para tratar de operar as instalções petroleiras



Fonte: El Universal



DENÚNCIA



Como podem constatar, não se deu e possivelmente não se dê o “Alô Presidente” de hoje, domingo 5 de janeiro. Em seu lugar, atualmente está sendo gravada uma mensagem para esta noite, declarando o Estado de Exceção. Essa mensagem se fará passar como se fosse direta, mas não será “ao vivo”, uma vez que já está tudo pronto para pôr Chávez bem resguardado e que ninguem saiba onde está.



Por favor passem essa mensagem, é necessário prevenir e que nada nos tome de surpresa.



Eleonora Bruzual



CNN MENTIROSA



Senhores,



Que classe de jornalismo é o que os senhores estão levando a cabo?

Quem lhes paga?



Ontem, 3 de dezembro, estivemos junto com nossa família na marcha pacífica pelo lado da oposição venezuelana. Temos vídeos onde conversamos com sua produtora, uma jovem (não Lucía Newman, que já tem demonstrado em Cuba sua total preferência para com esse regime autoritário, ditatorial e comunista) – e se vê CLARAMENTE, como é atingida por gases e agredida pelos grupos chavistas e militares do governo, e junto a ela e sua assistente – um jovem a quem tivemos que dar um pouco de vinagre pelos efeitos dos gases – estavam as pessoas da oposição – de onde não se lançou NEM UMA pedra, nem garrafa!!! Somente homens, mulheres, jovens, velhos e até crianças com apitos e bandeiras. As fimagens falam por si sós.



Senhores, ponho meu vídeo contra seu artigo onde disse que os grupos se atacaram mutuamente, que atiraram garrafas e pedras de ambos os lados.



Senhores, tenham UM POUCO de vergonha e honestidade com seu público! Nessa marcha haviam milhares de opositores ao governo corrupto e assassino do inquilino temporário de Miraflores, e todos VIMOS e vivemos o que ocorreu, e por outro lado, um grupo de desadaptados sociais, mercenários do governo que estão em sua maioria claramente alterados pelo uso de drogas e álcool.



Lhes digo que solicitarei a TODOS os cabo-operadores da Venezuela que dêem baixa na CNN. Boicotem a CNN no mundo!!!



Pelo que vejo hoje como os senhores resenham as notícias da Venezuela, falsas serão TODAS as suas notícias.



São uma vergonha para o meio jornalístico!



SHAME ON YOU!



Quero ver se se atrevem a publicar esta carta. Mentirosos!



Gloria Roland Haiek

Caracas, Venezuela



PS. Essa carta foi enviada à rede de televisão CNN



PROVÁVEL GUERRILHEIRO DA ELN ENTRE AS VÍTIMAS DO ENFRENTAMENTO NA VENEZUELA



Segundo informações transmitidas pela emissora caraquenha Unión Radio Noticias, o DAS (Segurança do Estado) da Colômbia admitiu que o cidadão colombiano Jairo Gregorio Morán, que foi uma das duas baixas do oficialismo no recente enfrentamento na Av. de Los Próceres, em Caracas, era um guerrilheiro da ELN (Exército de Libertação Nacional) da Colômbia. O indivíduo também tinha uma ampla ficha criminal na Venezuela, mas, apesar disso, recebeu serviços fúnebres com honras de Herói Nacional.



Apesar de sua irmã ter protestado ante a mídia e ter mostrado documentos que creditam a nacionalidade venezuelana, soube-se e tem sido denunciado por um grande número de dissidentes do regime chavista que guerrilheiros colombianos foram introduzidos furtivamente e documentados na Venezuela, para participar dos planos repressivos do governo.



Estas são as primeiras baixas do oficialismo, o qual desatou uma enérgica resposta do chavismo e seus adeptos, muito desproporcional em relação às dezenas de vítimas da violência chavista desde abril passado.



De Miami, para La Voz de Cuba Libre, reportou Rafael Coutin



NOMEARÃO REICH ENVIADO PRESIDENCIAL PARA AS AMÉRICAS



Tim Jonhson e Andrés Oppenheimer

The Miami Herald – Janeiro 8, 2003



Espera-se que a administração Bush anuncie uma reorganização de sua equipe de política latino-americana, que incluirá a nomeação do diplomata Otto Reich como ”enviado presidencial” às Américas, evitando assim uma batalha por sua confirmação no Senado, disseram ontem funcionários da administração.



Reich, de origem cubana, teve que encerrar suas funções no mês passado como o funcionário de maior autoridade para a América Latina, por não poder conseguir a confirmação senatorial. Agora irá mudar-se para a Casa Branca e se reportará diretamente a Condoleezza Rice, a assessora nacional de segurança, segundo os funcionários. Espera-se que o anúncio se concretize na semana que vem.



O substituto de Reich no Departamento de Estado será Roger Noriega, que atualmente serve como embaixador na ONU, disseram as fontes. Noriega era encarregado dos assuntos latino-americanos para o antigo senador Jesse Helms, republicano pela Carolina do Norte, que aposentou-se no mês passado.



Reich e Noriega consideram-se de linha dura em relação à Cuba e outros temas latino-americanos. Reich, um antigo embaixador na Venezuela, havia sido praticamente vetado pelo senador Christopher Dodd, democrata por Connecticut, e outros democratas opostos ao embargo.



Desde que Reich saíra do Departamento de Estado em fins de novembro – quando viu-se legalmente obrigado a renunciar por não ter apoio do Senado – não estava claro se haveria um novo esforço de confirmação este ano.



A decisão da administração de colocar Reich em um cargo que não requeira confirmação senatorial, evita a necessidade de enfrentar outra batalha no Senado, onde o resultado era incerto apesar de encontrar-se sob o controle republicano. O novo cargo de Reich seria uma versão um tanto diminuída do escritório de “enviado presidencial” para a América Latina, criada durante o governo Clinton e dissolvida por Bush.



Reich terá uma secretaria e pessoal num edifício adjacente à Casa Branca e se reportará a Rice, disseram funcionários. Porém, seus partidários afirmam que poderá representar um importante papel, porque trabalhará em contato direto com Rice e, por conseguinte, terá fácil acesso ao Presidente.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



terça-feira, 31 de dezembro de 2002

O Notalatina faz sua última edição do ano de 2002, ano de sua criação, e não podia deixar de registrar um profundo e reconhecido agradecimento a todas as pessoas que creram na seriedade dos propósitos aqui firmados, cujo único objetivo era, sendo fiel à Verdade, revelar ao mundo as atrocidades cometidas contra seres humanos que vivem sob o jugo do socialismo-comunismo na América Latina.



Em decorrência da seriedade deste trabalho, ampliei o leque de correspondentes, fiz novos e caros amigos e, malgrado as inúmeras dificuldades tantas vezes surgidas em conseqüência das denúncias feitas, posso virar a página do ano com a sensação do dever cumprido. Queria ter feito mais, queria ter informado mais, mas as limitações deste tipo de veículo muitas vezes me levaram a omitir alguma notícia importante, por ter de eleger aquilo que me parecia mais grave ou mais urgente para o momento. Assim foi com Cuba, por um bom tempo, a campeã em desrespeito aos direitos mais elementares do Ser Humano, aliás, foi precisamente por causa do sofrimento do povo cubano que me senti motivada a criar o Notalatina, e é a este povo que devo a existência deste blog hoje.



A partir de janeiro o Notalatina vai entrar em recesso, mas isso não significa que ficará ausente o mês todo. Diante da caótica e temível situação venezuelana, este informativo ficará de plantão, sempre alerta a qualquer fato novo e entrará em edição extraordinária sempre que se fizer necessário, pois o compromisso de informar não conhece férias.



Reiterando os agradecimentos a todos que colaboraram e contribuíram para que o Notalatina se tornasse uma realidade respeitada entre os latino-americanos, meus votos de um ano novo pleno de paz, não a das hipócritas pombinhas brancas, mas aquela a que todo ser humano merece, numa vida com dignidade, liberdade e honra.

FELIZ ANO NOVO!



UMA MESCLA DE CONVIDADOS ASSISTIRÁ A INVESTIDURA DE LULA



Ex-guerrilheiros e socialistas de origem humilde estarão na próxima quarta-feira junto a nobres, empresários e políticos da direita, entre os convidados à investidura de Luis Inácio Lula da Silva como presidente eleito do Brasil.



A cerimônia oficial de posse e a festa popular para os seguidores de Lula, segundo seus organizadores, reunirá umas 500.000 pessoas em Brasília, entre elas 12 presidentes e chefes de Estado, dentre outras autoridades.



O Ministro de Relações Exteriores brasileiro informou hoje que confirmaram sua presença os presidentes da Argentina, Eduardo Duhalde; Bolívia, Gonzalo Sánchez de Lozada; Chile, Ricardo Lagos; Peru, Alejandro Toledo; Uruguai, Jorge Batlle; Venezuela, Hugo Chávez; Portugal, Jorge Sampaio e África do Sul, Thabo Mbeki. A chancelaria acrescentou que o Príncipe Felipe, herdeiro da Coroa espanhola representará a Espanha nos atos de tomada de posse, aos quais também assistirão os primeiros-ministros de Portugal, José Manuel Durao Barroso – que hoje reuniu-se com Lula –; Belize, Said Nuzio D’Angieri; Guyana, Samuel Hinds; Suécia, Goeran Person e Sérvia, Zoran Djindjic.



O representante do presidente americano, George Buch, será o titular do departamento comercial da Casa Branca, Robert Zoellick, e o presidente francês, Jacques Chirac, enviará seu Ministro do Turismo, Leon Bertrand.



”Teremos juntos membros da nobreza européia e outros sem sangue azul e nascidos no terceiro mundo”, comentou o porta-voz da chancelaria. O funcionário aludiu as presenças do Príncipe Felipe e Lord Williams of Mostyn, presidente da Câmara dos Lords do Reino Unido, e do presidente sul-africano, um ex-ativista contra a segregação racial em seu país, onde nasceu em um berço modesto.



A reunião de autoridades com origens e orientações políticas tão distintas é uma mera casualidade que se deve aos pedidos apresentados pelas embaixadas de 69 governos que querem marcar presença na posse.



”A verdadeira miscelânea ficou a cargo do Partido dos Trabalhadores”, disse o diplomata ao comentar os convites feitos pelo partido de Lula e principal força socialista do país.



Entre os convidados de honra do PT à cerimônia de 1º de janeiro, encontra-se o ex-Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ex-guerrilheiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional. O presidente eleito do Equador, Lúcio Gutiérrez, vencedor das eleições presidenciais de outubro passado, é outro personagem que Lula quer ver em sua tomada de posse.



A Embaixada do Equador em Brasília esclareceu, todavia, que o ex-coronel que há dois anos encabeçou um golpe de Estado que depôs o presidente constitucional do país andino, Jamil Mahuad, não assistirá por motivos de agenda.



Gutiérrez não é único ex-golpista convidado por Lula. O ex-sindicalista, segundo seus assessores, “alegrou-se” ao saber que o presidente venezuelano confirmou sua presença. Chávez, além disso, terá uma reunião com Lula um dia depois da posse. A alegria do novo presidente brasileiro será completa se o presidente cubano, Fidel Castro, com quem Lula tem carinhosamente mantido uma amizade de anos, confirmar sua presença.



Fonte: El Nacional



O GENERAL DA GUARDA NACIONAL VENEZUELANA, CARLOS ALFONSO MARTÍNEZ, É PRESO SOB PROTESTOS E VIOLÊNCIA



CARACAS – O general venezuelano da Guarda Nacional (GN) Carlos Alfonso Martínez, um dos oficiais rebeldes que desde o dia 22 de outubro ocupam a Praça Altamira de Caracas, foi detido pela polícia de segurança do Estado (DISIP). Os distúrbios cusaram ao menos quatro feridos. Aliados e opositores ao Governo de Hugo Chávez enfrentaram-se em frente a sede da DISIP. A Polícia Política lançou gases lacrimogênios; até o momento há quatro feridos. Um deles recebeu uma pedrada na cabeça que o deixou inconsciente e com crise convulsiva.



Em virtude da prisão do general, um grupo de opositores se deslocou à sede da DISIP do Helicoide, e foi dispersado com bombas lacrimogênias desde dentro da sede, ao aproximar-se desta instalção. Minutos depois um grupo de pessoas ligadas ao Governo de Chávez se apresentaram na zona e começaram a lançar pedras contra os manifestantes e jornalistas que ali se encontravam. A partir daí, teve início um enfrentamento entre ambos os grupos, que, apesar de ter durado mais de 15 minutos, não contou com a presença da polícia do município de Libertador.



A detenção



As mídias locais assinalaram que Martínez foi surpreendido em uma zona central da capital, muito distante da praça, considerada pelos militares rebeldes como ”zona liberada” e perto do Comando Geral da GN. O general, que ocupou cargos de alta responsabilidade na GN, tem aberto um processo de investigação como acusado de participar no golpe de Estado do 11 de abril passado, contra o presidente Hugo Chávez.



O Governo assinalou que não tomaria medidas contra os oficiais rebeldes enquanto estivessesm na praça que mantêm ocupada, com o fim de cercear-lhes o protagonismo e não criar tensões que pudessem convertê-los em “mártires” da oposição. No momento desconhecem-se as razões pelas quais Martínez abandonou Altamira e se aventurou longe dessa praça.



Paradeiro incerto



O general insurrecto foi levado à sede da DISIP, porém versões difundidas pelas mídias locais, apontam que ele será transferido à Direção de Inteligência Militar (DIM). A presença de Martínez e seus companheiros em Altamira foi criticada pelo secretário geral da OEA, César Gaviria que os intimou a deixar o uniforme para dedicarem-se à política. Gaviria também assinalou que sua ação foi “símbolo de desobediência, indisciplina e insurreição”, enquanto que a OEA disse em um comunicado que a iniciativa dos oficiais infringe o artigo quarto da Carta Democrática Interamericana.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



Desde o começo deste ano venho recebendo informes da Venezuela, muitos dos quais falavam de planos terroristas articulados entre Chávez e seu mentor Fidel Castro, inclusive sobre o Eixo do Mal, que envolvia além desses dois personagens, o Sr. Lula da Silva, denunciado posteriormente pelo Dr. Constantine Menges e que foi violentamente atacado aqui no Brasil por toda a imprensa e censurado pelo então candidato Lula, durante o período de campanha. As supostas “difamações” do Dr. Menges confirmam-se agora, com o apoio que o presidente brasileiro vem dando, escancaradamente, ao presidente Chávez.



Diante da atual situação crítica que atravessa esse país, mais e mais suspeitas foram levantadas acerca do envolvimento de cubanos na ofensiva contra os opositores de Chávez. Hoje recebemos um informe, segundo consta no artigo, que agentes da Inteligência venezuelana confirmam e denunciam a presença de agentes secretos e guerrilheiros cubanos na Venezuela, aguardando ordens para agir. O Notalatina publica o artigo tal e qual foi recebido. Se ele é verdadeiro ou não, só o tempo poderá dizer, embora tudo o que está escrito seja bastante convincente .



Ainda nessa edição de hoje publicamos uma análise do Gen. Enrique Medina Gómez que foi adido militar em Washington, numa entrevista exclusiva ao jornal El Nuevo Herald.



A DIREÇÃO GERAL DE INTELIGÊNCIA CUBANA OPERA EM VÁRIAS DAS SEÇÕES DE CONTRA-TERRORISMO E ANÁLISE DE INTELIGÊNCIA DA DISIP DA VENEZUELA



”Fontes da inteligência informam que experientes guerrilheiros urbanos já foram incorporados às forças dos Círculos Bolivarianos, centenas dos quais têm recebido treinamento em Cuba e na Líbia como “ativistas sociais”. Forças Especiais de Choque, chamadas Tupamaros e Carapaica encontram-se secretamente aquarteladas em casas de segurança em Caracas”



Por Martin Arostegui



De Caracas, VENEZUELA

Insight Magazine



Grupos de Operações Especiais da Direção Geral de Inteligência de Cuba (DGI) encontram-se já posicionados no Porto de La Guaira, de acordo com fontes da armada venezuelana, os quais informam que agentes secretos cubanos utilizam a escola da marinha mercante na localidade.



Segundo fontes consultadas por La Nueva Cuba, o ditador não estaria doente, mas em seu “bunker”, dedicado por inteiro e obsessivamente a dirigir ”A Batalha da Venezuela”.



As fontes reportam que parte de sua missão poderia consistir em estudar a frota mercante de navios petroleiros venezuelanos, como parte da elaboração de um plano de contingência para se preparar para passar o controle de algumas das naus para mãos de um oficial de inteligência venezuelano, treinado nos Estados Unidos. Uma unidade especial de assalto cubana já se deslocou e ocupa os segundo e terceiro andares do Hotel Sheraton em La Guaira, os quais também poderiam tomar parte nos planos para romper a greve e impor uma ditadura terrorista. Durante as semanas anteriores, Chávez deu passos concretos para controlar o Estado Maior do Exército venezuelano, com seus acólitos mais próximos. O General Luis García Carneiro, que se encontrava à frente da Terceira Divisão de Infantaria, com sede em Caracas, e que dirigira a operação de intervenção da polícia metropolitana, converteu-se, de fato, no chefe efetivo do Exército. Possivelmente milhares de terroristas de origem árabe, assim como membros das forças armadas da narco-guerrilha colombiana encontram-se dentro do território venezuelano, sob a proteção da DISIP, a qual já se encontra sob o controle da Direção Geral de Inteligência (DGI) de Cuba, de acordo com informações fornecidas por membros da Inteligência venezuelana.



Diplomatas europeus em Caracas confirmaram que os cubanos estão operando nas seções chave de Contra-terrorismo e Análise de Inteligência da DISIP da Venezuela. De acordo com várias fontes, entre 300 e 400 assessores militares cubanos, coordenados pelo Adido Militar de Havana na Venezuela, o capitão de navio da Sergio Cardona, também têm a seu cargo a direção das forças de elite da Guarda Presidencial e do mais estreito círculo de guarda-costas de Chávez, alguns dos quais não podem sequer, cantar uma palavra do hino nacional da Venezuela.



Fonte: La Voz de Cuba Libre – www.lavozdecubalibre.com



PERIGO DE GUERRA CIVIL NA VENEZUELA



Rui Ferreira – El Nuevo Herald – Caracas



Um general do Exército venezuelano, dissidente do governo do presidente Hugo Chávez, advertiu ontem que vislumbra seriamente a possibilidade de uma guerra civil ante o crescente e aparentemente irreversível processo de radicalização da crise socio-política. “Há três meses não tinha sentido rascunhar dentro de nossos cenários o d guerra civil, porém neste momento sim, há que considerá-lo”, assegurou o Gen. de Divisão Enrique Medina Gómez, ex-adido militar em Washington, em uma entrevista exclusiva com o El Nuevo Herald.



Segundo o alto oficial, que foi demitido de suas funções após a fracassada tentativa de golpe de estado em 11 de abril passado, um desfecho fratricida entre venezuelanos é possível porque em seu país nestes dias estão presentes ”todas as variáveis que concorrem para um estouro de violência tipo guerra civil”.



Medina Gómez explicou que o processo de radicalização está ocorrendo em ambas as partes, porque trata-se de um “jogo de soma zero”, onde tudo se resume a “ganhar ou perder”, sem “meios termos”. ”O governo rdicaliza sua posição para impor sua vontade, porém a oposição está radicalizando a sua para tratar de sair deste governo e evitar que este lhe imponha sua vontade, que para a oposição significa o estabelecimento de um regime de terror, de uma ditadura ao melhor estilo castro-comunista”, disse o alto oficial. Medina Gómez juntou-se aos oficiais rebeldes que ocuparam há 64 dias a central Praça França, no bairro de Altamira, em demanda da renúncia do mandatário.



Em sua opinião, ”a oposição, que já é a grande maioria, está lutando contra algo que é um princípio, e para recuperar um regime de liberdade e democracia”, em um país onde o mandatário ”seqüestrou o poder judiciário, os tribunais deixaram de ser independentes e a separação de poderes um chiste”.



Para conseguí-lo, acrescentou, Chávez também radicalizou seu discurso, e assim ”não há pontos de encontro para conseguir uma saída para a crise política. Na medida em que avança o tempo, com a situação da parada que há, a falta de abastecimento de gasolina e de comestíveis, vamos avançando nesta espiral de violência e então podemos cair no caos”. E mais, ”vamos direto ao caos e à violência. Se não conseguirmos uma saída política, dentro da margem de manobra que ainda existe, se imporá o caos”.



O general, que encontra-se na ativa por um amparo judicial, em que pese a tentativa presidencial de passá-lo para a reserva, afirmou que Chávez ao tratar de impor sua polêmica revolução bolivariana, dividiu a população e pôs a lutar uns contra os outros.



”Um aspecto muito importante que define a radicalização da sociedade é o discurso e as atuações do presidente. Desde o início de seu mandato ele tomou como estilo de fazer política, a confrontação. O Presidente gerou através de suas atuações uma confrontação permanente. O presidente não é um facilitador nem um conciliador; é um confrontador”, disse.



Segundo explica, a todo sinal de dissidência interna Chávez respondeu com o enfrentamento e um exemplo prático deles é a formação de associações “bolivarianas” de governadores ou de municípios, onde congregou mandatários regionais e locais partidários seus, e assim desativou toda a capacidade de enfrentar o governo central.



”Isto não se manifestou somente dentro das Forças Armadas, mas em todas as organizações sociais. No movimento trabalhador, os sindicatos que de alguma maneira expressaram que não eram anti-chavistas, porém expressaram posições contrárias às propostas do governo, o presidente as enfrentou criando organizações de sindicatos de trabalhadores que respondiam aos interesses do governo. Fez o mesmo nas universidades, nos colégios e nas Forças Armadas”, disse.



Assim mesmo enfatiza que “quando os dividem, então já não há meios de cheguem a um acordo e vão estar enfrentados e esse enfrentamento vai-se refletindo de maneira progressiva e, com o tempo, chega até às famílias.



A aparente impunidade com que o mandatário tem podido controlar em certa medida a sociedade, deve-se também, admitiu Medina Gómez, ao fato de que Chávez tem sido exitoso ao controlar o Exército em favor de seu projeto político.



”Do contrário, as Forças Armadas não estariam sendo co-responsáveis pela debacle que há neste momento no país. [Chávez] conforma um grupo duro de pessoas que evidentemente não compartilha dos princípios da profissão militar, mas que está compartilhando princípios revolucionários de adesão a um regime e com uma fidelidade a uma pessoa”, disse.



Fonte: El Nuevo Herald